Revista Statto

VAMOS FALAR DE GRATIDÃO?

19/02/2020 às 10h34

A bíblia nos manda agradecer a Deus por tudo e em tudo. É muito fácil agradecer quando coisas boas nos acontecem e muito fácil reclamar quando coisas ruins nos sobrevêem. Mas o desafio é agradecer em todas as circunstâncias. Gratidão quando coisas ruins nos acontecem não significa que estamos negando a dor, apenas estamos optando em continuar confiando que Deus não perdeu o controle, e o cuidado Dele também é real quando algo acontece diferente do que desejamos. O mais interessante da gratidão é que ela é uma decisão do coração. É uma escolha de olhar com os óculos de Deus o que nos acontece e esperar que tudo ficará bem, pois esse é o destino de quem crê!

Dê graças a Deus por sua vida, por sua família, por seu trabalho, por seus amigos. Celebre o cuidado de Deus até mesmo em suas perdas, onde há ganhos ainda desconhecidos por você, mas eles são reais, e só se revelam na vida de uma pessoa grata!

Viva cada conquista, cada derrota e cada espera com a certeza de que Deus tem planos maravilhosos que só são executados em seu coração, e podem mudar o ambiente da sua casa, do seu trabalho, dos seus relacionamentos.

Nada é mais estéril do que a ingratidão, a murmuração, a lamúria. Não negue a sua dor, mas decida olhar para o Deus que sustenta sua vida e lhe permite acordar todas as manhãs dando-lhe de presente um novo dia! Olhe para o que você tem e que dinheiro nenhum pode pagar, porque é fruto da graça e do amor de Deus por você! Não compare sua vida com a vida de ninguém. Não acredite que há vida perfeita, família perfeita. Apenas há pessoas que sabem lidar com os ônus e os bônus de suas próprias decisões e que preferem sentir o perfume e contemplar a beleza das flores do que se incomodar com as feridas causadas pelos espinhos.

Hoje, não peça nada. Apenas agradeça!

Amanhã, comece agradecendo e faça da gratidão o seu estilo de vida!

Deus lhe abençoe!

O PREJUÍZO DE TENTAR VIVER O NOVO E O VELHO AO MESMO TEMPO

07/02/2020 às 18h14

“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte do vestido, e fica maior a rotura”

Essas foram palavras de Jesus e gostaria de me ater exatamente a esse pensamento em sua essência para ilustrar o que, muitas vezes, tentamos fazer com a nossa vida. Há roupas, de tão gastas, que só servem para serem jogadas fora, mas, às vezes, insistimos em continuar fazendo remendos, talvez porque elas sejam nossa predileta ou foram presentes de alguém querido ou mesmo lembram um momento especial da nossa história. Não desmerecendo essas justificativas, mas nenhuma delas é capaz de tornar o tecido novo e preparado para ser costurado com um pano novo. Logo, a intenção não vai superar o esforço em vão. Tudo vai se desgastar, e o último estágio do vestido ficará pior, talvez inviabilizando o seu uso.

Trazendo para as nossas vidas, muitas vezes, nos apegamos a pessoas e a coisas de um passado que já está desgastado, que o tempo já se encarregou de deixá-lo sem estrutura para suportar qualquer ajuste, qualquer encaixe e qualquer adaptação com o presente. Mas insistimos porque, de alguma maneira, fomos envolvidos por sentimentos que nos fazem acreditar que ainda vale a pena. Porém, o perigo de comprometermos até o nosso presente, quando olhamos demais para trás, é iminente e real, igual a situação do tecido exemplificada por Jesus.

Fugimos de um presente intacto, pronto a ser vivido em sua plenitude, nos escondendo em histórias que nunca mais se repetirão, por melhores que elas tenham sido um dia. As pessoas mudam, as circunstâncias mudam, nós também mudamos. Por que insistir em carregar pedaços do passado e costurá-los com a vida presente, se o que pode acontecer é o “rombo” se avolumar, nos deixando sem o passado e colocando o presente em jogo? Há coisas novas a serem entregues em nossas mãos, mas perdemos tanto tempo segurando as coisas antigas, nos apegando a elas e renovando, insistentemente, sua data de validade, que não enxergamos algo completo que está a nossa frente, com cheiro de novidade do céu, com um pacote de novas experiências, novos sentimentos, novas expectativas e melhores resultados nunca experimentados antes. O medo do “novo” nos faz, muitas vezes, desviar-nos daquilo que mais sonhamos e pedimos.

Convido você a fazer as pazes com o seu presente, a abrir a porta para um futuro pleno e inteiramente novo, a despedir-se, de uma vez por todas, do seu passado, pois se ele fosse tudo isso que você pensa que é, nunca passaria. Convido você a agradecer pelas novas oportunidades, pelas novas pessoas, pelas novas coisas que, de forma completa, estão diante de seus olhos. A mistura do que era, do que seria, do que é e do que será, pode lhe causar prejuízos irreparáveis e pode lhe roubar a chance de receber de Deus vestes inteiramente novas, sem necessidade de remendos, de carregar velhas lembranças e velhas experiências que não podem mais ser requentadas, que precisam ser arquivadas para não corromper os presentes que você está recebendo HOJE! Vasculhe suas gavetas, desfaça-se do que não volta mais, jogue fora o que lhe leva a olhar para trás, lave-se do cheiro de naftalina, mude seu perfume, doe os objetos que lhe aprisionam no passado, celebre o presente e abra a porta para um futuro sem misturas e sem prejuízos!

O TEMPO

02/02/2020 às 12h35

Para muitas pessoas, o tempo é algo relativo. Às vezes, penso que para Deus, também. Ele diz em sua Palavra que para Ele, um dia é como mil anos e mil anos é como um dia! Nós ficamos reféns do tempo, pois, às vezes, queremos que ele pare, às vezes, queremos que ele corra. Porém, o nosso querer não muda o tempo. Ele, simplesmente, vai passar, e só quem vive a experiência, pode dizer se ele está demorando ou não.

Um exemplo disso é quando passamos por uma provação muito grande. Enquanto ela não passa, parece que o tempo está parado, nada acontece. Quando ela passa, achamos que demorou muito. Mas quem apenas nos viu passar por ela, costuma dizer: “sua vitória veio rápido”! Então, o nosso olhar para o tempo será relativo. Não são exatamente as horas que definem, mas os sentimentos e as experiência vividas nele que vão defini-lo como rápido ou demorado.

Outra situação é quando passamos por momentos maravilhosos ao lado de quem amamos. Férias em família, por exemplo. Queremos que o tempo pare e, de repente, ele passa voando. Mas quando chegamos no local de trabalho, alguém nos diz: “você quase não volta mais das férias! Demorou, hein?”

Não é estranho? Para uns, está demorando. Para outros, está passando rápido. Quem está dentro da experiência, vê o tempo de um jeito. Quem observa, vê de outro jeito. É por isso que Deus tem um tempo determinado para todas as coisas. Queira eu ou você acharmos que está rápido ou demorando, Ele se move numa dimensão diferente da nossa. Ele age no “Kairós” e não no “Chronos”. Eu posso exemplificar os dois “tempos” da seguinte forma: dezoito anos é a maioridade, em que um cidadão tem direitos e deveres, privilégios e responsabilidades. Pode tirar carteira de motorista. Mas, mesmo tendo esse direito, nem sempre, com essa idade, ele estará preparado para pegar um volante de um carro. As coisas de Deus não acontecem quando estamos na “maioridade” cronológica. Elas acontecem quando estamos maduros “Nele” para recebermos o que almejamos. Identificar quando estamos preparados é mais importante do que identificar quando estamos na “idade ideal”.

Hoje, eu convido você a viver na dimensão do tempo de Deus, a sondar os acontecimentos de sua história a partir da ótica Dele, a descansar Nele, acreditar que há tempo para todas as coisas acontecerem em sua vida e que a sua ansiedade não muda o relógio do céu e nem o relógio da terra, mas lhe mantém refém daquilo que deveria ser seu aliado, não o seu inimigo – o tempo!

MAIS IMPORTANTE DO QUE COMEÇAR BEM É TERMINAR BEM

20/01/2020 às 20h57

Muitos estão em busca da felicidade a qualquer custo. Acreditam que ela está na prosperidade financeira, na viagem dos sonhos, na saúde de sua família, num bom emprego ou numa posição social de destaque, nos bens que acumula, enfim. A urgência em conseguir isso e os meios que se utiliza para alcançar, acabam comprometendo o futuro dessas pessoas.

Mais importante que começar bem, é terminar bem. Mais importante que a largada é a chegada. Desprezar isso, tem feito muitas pessoas sucumbirem no caminho. Imagine que sua vida fosse dividida em duas partes: uma fase seria extremamente difícil, e a outra, extremamente compensadora. Qual delas você escolheria para viver primeiro?

Começar bem, não garante terminar bem!

As lutas do início podem significar o alicerce firme para sustentar o fim; e as alegrias de um início, podem significar a falta de firmeza para encarar as lutas do fim.

Imagino que seja bem mais fácil e rápido construir uma casa sem alicerce. Afinal, ninguém está vendo o alicerce e todos estão elogiando o acabamento! Mas esse fato compromete a vida de todos que nela moram.

Não é fácil e nem rápido fazer alicerces. Não são bonitos, não atraem olhares de elogios: “Nossa, que rocha linda”! Nunca ouvi alguém falar assim. Mas é essa rocha que sustenta toda a beleza e garante a vida de todos que moram na casa.

Importe-se muito mais com o que você faz para terminar bem. Ocupar-se com um resultado rápido e efêmero pode lhe custar a própria vida.

Conheço muitas pessoas que tiveram brilhantes começos e terminaram na miséria e na tristeza. Em contrapartida, conheço tantos outros que tiveram começos difíceis, mas colheram seus frutos, no final.

Só para lembrar: Jesus é a Rocha. Qualquer projeto que não esteja dentro da vontade “Dele”, está completamente comprometido quando vier a menor tempestade! Quer terminar bem? Valorize o alicerce e pague o preço por ele, mesmo que signifique não começar tão bem como você gostaria. Pois o importante é como você termina e não como você começou.