Revista Statto

O QUE OS OUTROS IRÃO PENSAR

13/02/2020 às 09h16

É difícil não julgar as pessoas quando vemos ou sentimos algo que foge parcialmente ou totalmente dos nossos gostos, das nossas ideias, da nossa cultura. Enfim, é algo meio que automático termos o hábito de julgar a cada instante, sendo inofensivo ou não ao outro ou até a nós mesmos.

Por outro lado, quando não estamos na posição de julgarmos, estamos geralmente preocupados ou com medo de sermos julgados! Quem nunca?!

Alguns exemplos simples que posso citar:

Quando você dá um bom dia, porém não foi recíproco. Quando você chega em um amigo para conversar, mas você percebe seu amigo não está afim de papo com você. Quando você finalmente cria coragem para chegar na pessoa que você está afim, mas acaba levando um baita fora. Tudo isso e um pouco mais.

Na maioria das vezes, sem pensarmos muito, a quem geralmente pensamos ser o culpado de tudo isso ter acontecido? Por vezes acabamos culpando a nós mesmos!

Logo você fica se julgando!

Do tipo:

Caramba, falei muito baixo o meu bom dia, (o que pode acontecido de fato, vai de você observar esse detalhe da próxima vez). Deveria ter começado outro assunto com meu amigo, talvez assim demostraria mais vontade de conversar comigo. Aquela pessoa que eu estava afim, com certeza deve ter visto como meu nariz é grande ou não gostou da minha roupa.

E quer saber? É bem provável que tudo seja coisa da nossa cabeça. Pessoas podem não te dar um bom dia, por simplesmente estarem de mau humor – o que não justifica a falta de cortesia -, mas tudo bem. Continuando, aquele amigo que você quis puxar papo, talvez estivesse com dor de dente naquele exato momento ou com algum problema maior. A pessoa que você estava afim apenas te dispensou porque simplesmente ela (e) não está a fim de conhecer ninguém naquela noite, poderia ter encontrado uma Angelina Jolie ou um Brad Pitt, ela (e) simplesmente não está com desejo de conhecer ninguém mesmo.

Fez algum sentido?

Isso é fazer o pensamento inverso! Afinal, por que tudo teria que cair sobre nós? Se eu fosse focar no que as outras pessoas poderiam pensar dos meus textos, talvez já tivesse parado de escrever faz tempo ou até mesmo nem ter começado.

Há tantos julgamentos desnecessários, contudo, treine sua mente para julgar menos, e notará que se sentirá mais à vontade para viver sua vida, assim como, perceberá menos vulnerabilidade a pensamentos não construtivos alheios!

Cada um sabe o que é melhor para si, e cabe a cada um respeitar a decisão/opinião dos outros. Afinal de contas, você sabe que não tem que provar nada para ninguém, a não ser para você mesmo, não sabe?

VOCÊ CONSEGUE SER VOCÊ MESMA?

30/01/2020 às 08h52

Talvez a questão não é sobre você ser forte, quem sabe, seja mais sobre o quanto você consegue ser você mesma

Que a vida é cheia de dificuldades, isso já sabemos, todos os dias enfrentamos a sociedade que gosta de impor para nós o que é bom ou ruim, bonito ou feio, correto ou errado, mas o que ela sabe sobre nós?! Sabe mais do que nós mesmos? Não mesmo!!

Todos nós enfrentamos algo que parece não estar bem resolvido dentro da gente, seja lá o que for: do simples ao complexo.  Geralmente, na maior parte das vezes buscamos esclarecer o que acontece conosco através de buscas insaciáveis fora da gente, talvez até ajude por um período, mas não chega de fato na raiz da questão. Nós não começamos a explorar pelo nosso interior, o que seria o mais ideal.

O tempo passa e você percebe que as coisas externas realmente ajudam a amenizar, mas não te dá o resultado que você tanto almeja chegar. Então, você toma consciência que a coisa é mais embaixo, a solução é de você para você, e não de você para o mundo!

Nós aprendemos a nos comportamos perante sociedade, mas não aprendemos a lidar com nós mesmos.  Talvez por isso, em alguns casos a solução para os problemas dos outros sejam “mais fácies” do que para com os nossos próprios.

Cada um tem a sua intuição, que faz parte da sua ligação interior com sua mente, e por isso muitas vezes já temos nossas respostas dentro de nós, contudo, ignoramos. Por que isso? Porque talvez seja mais fácil acreditarmos naquilo que projetamos, do que ver de fato a realidade como ela é.

Nesse sentido, ser você mesma, não tem a ver com algo que você quer ser, tem muito mais conexão com quem você já é, porém não se vive conforme você acredita, infelizmente, por muitos momentos se vive de acordo com os protocolos de uma sociedade padronizada de forma inconsciente ou não disso.

SAINDO DA TEORIA E APLICANDO NA PRÁTICA

22/01/2020 às 22h07

Aprendemos muitas coisas durante o processo de nos tornarmos uma melhor versão de nós mesmos, finalmente, tomamos consciência de que devemos ter uma alimentação saudável para que o nosso corpo e o nosso cérebro possam ter a oportunidade de trabalhar em alto desempenho, que uma boa autoestima não é somente se sentir bem em frente ao espelho, vai muito além do externo, que a validação do outro não é tão importante quanto a sua própria opinião, e que estar sozinho em certos momentos é uma excelente oportunidade de entrarmos em contato com a sua essência, e por aí vai….

Simples né?! Só que não!

Aí vem a sua vida em sociedade, sua vida corriqueira de que não tenho tempo para fazer exercícios físicos regularmente, pois é muito mais fácil manter nosso sedentarismo e nossa saúde que se lasque, não tenho saco para ter uma alimentação saudável, até você se ver doente, e não ter outra opção, não consigo parar de me importar com a opinião das outras pessoas, acredite uma hora você vai parar de se importar! Não consigo ter essa visão de que estar sozinho possa me ajudar de alguma forma a me conectar comigo mesma, pode passar alguns anos, mas uma hora a gente desperta!

Mas tudo são questões de escolhas, prioridades, e de como olhamos o mundo! Desde a hora em que acordamos e a hora em que vamos dormir estamos decidindo, a todo o momento, consciente ou não. Já pensou nisso?!

E o que influência nossas escolhas? Geralmente, é como se já estivéssemos condicionados inconscientemente a escolher algo, seja pela nossa crença, experiência do passado ou dogmas aprendidos.

Logo, a escolha de liberdade parece estar pré-moldada em nós, e é através da meditação e da autoconsciência que conseguimos sair dessas influências.

A teoria em si é importante, mas sem a prática dela é quase a mesma coisa que nada. Um dia após o outro, você vai alinhando as suas palavras com as suas ações, e são verdadeiros progressos. Por pequenos que às vezes pareçam ser, é um upgrade, sem dúvida.

Muitas vezes o simples torna-se difícil para nós, porque parece que temos a tendência de enxergar tudo como difícil, e quando o descomplicado chega, nós nos perdemos em sua simplicidade.

“Dê o primeiro passo e já não estará mais no mesmo lugar”.