Revista Statto

ACORDA MERCADO QUARTA

16/10/2019 às 21h28

Ontem o Ibovespa subiu 0,18% e fechou aos 104.489 pontos, com um giro financeiro de R$ 15,1 bilhões. Durante o dia, o índice chegou a romper os 105 mil pontos, mas não conseguiu se manter em alta.

No cenário externo o dia foi positivo por dois motivos, o primeiro foi por conta dos balanços positivos divulgados ontem pelo JPMorgan e Citigroup, indicando que as empresas devem superar as expectativas nos resultados do terceiro trimestre e o segundo motivo foi por conta da informação de que negociadores britânicos e europeus trabalham num esboço de acordo que poderia ser aprovado na cúpula dos líderes europeus, amanhã, para ir a votação no Parlamento no sábado, evitando de vez um hard Brexit. Com isso os investidores esqueceram um pouco o embate entre China e EUA.

Já no cenário interno, a aprovação da cessão onerosa sem sustos dá tranquilidade para o Senado votar o segundo turno da reforma da previdência no dia 22 de outubro, o que vem gerando preocupação é a briga interna do PSL, que no momento é mais ruído e não vem prejudicando a bolsa, que atingiu sua quinta alta consecutiva.

A aprovação da cessão onerosa ajudou a sustentar alta das ações da Petrobrás (PETR4) mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. As ações subiram 1,06% e ajudaram a segurar o Ibovespa no campo positivo. Já as ações da Vale (VALE3) fecharam com uma leve queda de 0,17%, mesmo com o preço do minério de ferro em alta.

Os bancos tiveram um dia de realização de lucro após altas consecutivas, com exceção do Bradesco (BBDC4) que fechou com alta de 0,81%. Já as ações do Itaú (ITUB4) caíram 0,23%, do Santander (SANB11) recuaram 1,50%, Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,38% e Banco Inter (BIDI4) caíram 2,77%.

As maiores altas de ontem foram da CSN (CSNA3) com alta de 2,87%, da BRMalls (BRML3) com alta de 2,15% e Yduqs (YDUQ3) com alta de 2,15%. Já as três maiores quedas foram de Equatorial (EQTL3) com queda de 4,95%, MRV (MRVE3) caindo 2,73% e Cielo (CIEL3) recuando 2,57%.

Já o dólar teve mais um dia de alta, com os analistas começando a projetar queda de 0,75 ponto percentual na Taxa Selic Meta, diminuindo a atratividade de aplicar em renda fixa no Brasil. O dólar subiu 0,87% a R$ 4,16. Lembrando que a expectativa da negociação do Brexit fez com que o preço da libra disparasse, colocando pressão no dólar, com isso investidores venderam ativos no Brasil para comprar dólar e remeter aos EUA, como forma de compensar o prejuízo. Já o euro subiu 1,22% a R$ 4,60.

Já os DIs que caíram forte nos últimos dias, devido a expectativa de mais cortes de juros, voltaram a subir levemente. O DI jan 2021 subiu de 4,57% para 4,61%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,24% para 6,32%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, os títulos que pagam taxas reais ficaram praticamente de lado, já os títulos que pagam taxas nominais subiram. A LTN 2022 subiu de 5,05% para 5,09%, enquanto a NTN-F 2029 subiu de 6,64% para 6,71%.

Na agenda hoje apenas o IGP-10, às 8hrs, mas vale lembrar que hoje é dia de vencimento do índice futuro, que deve causar oscilação forte no Ibovespa.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em leve alta, com o Dow Jones subindo 0,89%, S&P500 avançando 1% e Nasdaq subindo 1,24%.

As Treasuries voltaram a subir nos vencimentos mais longos e caíram nos vencimentos mais curtos, mantendo a curva sem inversões. A T-Bill para 3 meses caiu de 1,68% para 1,67%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,73% para 1,76% e o T-Bond para 30 anos subiu de 2,19% para 2,23%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão abrindo com leve queda, oscilando na casa de 0,20% negativo.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas no varejo às 9h30, os estoques das empresas em agosto às 11hrs e o Livre Bege às 15hrs. Também teremos o balanço do BofA Merrill Lynch antes do pregão.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com o Euro Stoxx e Frankurt subindo levemente e Paris e Londres caindo levemente também. Já na Ásia as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 1,20%, Hong Kong subindo 0,61% e Seul subindo 0,71%. Já Xangai recuou 0,41%.

O preço do barril de petróleo fechou em queda por conta da incerteza do acordo comercial parcial e também pelo corte da projeção de PIB global de 3,2% para 3,0% em 2019 pelo FMI. O WTI caiu 1,45% a US$ 52,81, enquanto o Brent recuou 1,03% a US$ 58,74.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,49%, já as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 1,62%, a Ethereum caindo 2,06% e a Ripple caindo 0,34%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,32% e teve com principal destaque o FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 2,99% e como maior queda o FII Torre Almirante (ALMI11) caindo 3,54%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

14/10/2019 às 12h21

Na sexta o Ibovespa subiu 1,98%, a 103.831 pontos com um giro financeiro de R$ 15,4 bilhões. O motivo dessa alta foi por conta do cenário externo mais positivo, com EUA e China fechando um acordo comercial parcial, o que já é um começo.

Esse acordo prevê propriedade intelectual, serviços financeiros e compras de até US$ 50 bilhões. Porém, esse acordo tem que ser colocado em escrito, o que deve ocorrer em três a cinco semanas, de qualquer forma, os EUA já suspenderam o aumento de tarifas sobre os produtos chineses que ocorreria amanhã, dando tranquilidade ao mercado.

Já no Brasil, vemos um cenário melhor para a reforma da previdência, já que o grande entrave para concluir a votação da reforma no Senado, se dava por conta da cessão onerosa, que já foi praticamente resolvida e deve ser selada amanhã, também no Senado. Com a aprovação da cessão onerosa, o Senado já poderá votar a reforma da previdência, que está marcada para o dia 22 de outubro.

Em compensação, a briga entre governo e PSL gera preocupação, já que com isso o governo vai perdendo bases aliadas, o que pode prejudicar a votação de pautas de interesse do governo.

A reforma tributária deve ficar apenas para 2020, o foco do governo agora vai para as privatizações. A equipe econômica pretende começar a desestatização com a venda das participações que a União e o BNDES detêm em 145 companhias, com arrecadação de mais de R$ 100 bilhões.

Com as notícias positivas, o Ibovespa fechou forte, com apenas as ações da Eletrobrás (ELET3 e ELET6) fechando em baixa.

Já as ações da Vale (VALE3) que tem correlação positiva com a China, ou seja, quanto mais notícias boas para a China, maior tende a ser o consumo de minério de ferro, e melhor para a Vale. Com isso as ações subiram 2,96%, enquanto as ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,94%, com o acordo comercial parcial, que deve elevar a demanda pela commodity.

Os bancos tiveram uma dia de alta com o Bradesco (BBDC4) subindo 1,13%, Itaú (ITUB4) subindo 1,29%, Santander (SANB11) subindo 1,71%, Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,87% e as ações do Banco Inter (BIDI4) disparando 4,97%,

As três maiores altas de ontem foram de B2W (BTOW3) que disparou 7,94%, por conta da parceria estratégica com a Ame Digital, seguida pela Qualicorp (QUAL3) com alta de 5,84% e Ecorodovias (ECOR3) com alta de 5,00%.

Já as ações PN da Eletrobrás (ELET6) caíram 2,00%, enquanto as Nos (ELET3) recuaram 1,42%, ambas já acumulam perdas maiores que 10% em outubro. Ainda há bastante incerteza em relação a privatização.

O dólar fechou em queda de 0,68%, a R$ 4,09, com a moeda se desvalorizando frente aos emergentes, já que um acordo comercial entre China e EUA favorece bastante o crescimento do PIB mundial, que por consequência favorece os emergentes, que tem maior potencial de crescimento. O euro subiu 0,21% a R$ 4,53.

Com o IPCA baixo divulgado na semana passada, os bancos tem reduzido sua projeção de Selic para o final do ano, dessa vez foi o Bradesco que reduziu sua projeção para 4,50%. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,65% para 4,59%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,41% para 6,25%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas recuaram para juros reais e juros nominais. A NTN-B Principal 2024 caiu de IPCA+2,53% para IPCA+2,43%, a NTN-B 2026 caiu de IPCA+2,75% para IPCA+2,63%, enquanto a LTN 2022 caiu de 5,21% para 5,07% e a NTN-F 2029 caiu de 6,86% para 6,65%.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 1,21%, o S&P500 subindo 1,09% e o Nasdaq subindo 1,34%. O acordo comercial parcial entre China e EUA foram preponderantes para essa alta.

As Treasuries caíram no vencimento mais curto e subiram nos mais longos. A T-bill (3 meses) caiu de 1,75% para 1,68%, já a T-note (10 anos) subiu de 1,66% para 1,73%, enquanto a T-bond (30 anos) subiu de 2,15% para 2,19%. Com isso, finalmente, a taxa para 10 anos ficou maior do que a taxa para 3 meses, gerando menos preocupações ao mercado Hoje não haverá negociações de Treasuries.

Os índices futuros das bolsas americanas estão abrindo praticamente de lado, não indicando nenhuma tendência na abertura. Na agenda norte-americana, nenhum indicador relevante hoje, amanhã se inicia a temporada de balanços.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx caindo 0,51%, Frankfurt caindo 0,47%, Paris caindo 0,58% e Londres caindo 0,43%.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta, com Xangai subindo 1,15%, Hong Kong subindo 0,79% e Seul subindo 1,11%. Já Tóquio ficou fechado por conta do feriado.

O preço do barril de petróleo fechou em alta, com o acordo comercial parcial impulsionando o consumo da commodity. O WTI subiu 2,15% a US$ 54,70, enquanto o Brent subiu 2,39% a US$ 60,51.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,39%, já as criptomoedas estão em direções opostas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 0,17%, a Ethereum subindo 0,90% e a Ripple subindo 3,85%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,28% e teve com principal destaque o FII Torre Almirante (ALMI11) subindo 5,63% e como maior queda o FII The One (ONEF11) caindo 3,43%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

11/10/2019 às 12h06

Ontem o Ibovespa subiu 0,56%, fechando aos 101.817 pontos, com um giro financeiro de R$ 13,7 bilhões.

O cenário externo contribuiu com essa alta, considerando uma aproximação entre China e EUA. Com o mercado já fechado, Trump sinalizou que está próximo de fechar um acordo. O mercado acredita que deve sair pelo menos um acordo parcial, que envolva mais compras de produtos agrícolas norte-americanos pelos chineses e um possível pacto cambial. Em contrapartida, os EUA suspenderiam os aumentos das tarifas programadas para a próxima terça.

Um bom sinal foi a delegação chinesa dando prosseguimento na reunião hoje, já que um dos motivos de queda do mercado na véspera, era a não continuação da negociação por parte dos chineses, voltando para a China já no primeiro dia de negociações. Se por acaso os chineses voltarem dos EUA, sem acordo algum, o mercado ficará frustrado.

Aqui no Brasil os dados de vendas do varejo medida pelo IBGE registraram retração de 0,1%, enquanto o mercado aguardava uma alta de 0,2%, um dado ruim que reforça a necessidade de corte de juro para estimular a economia.

Ontem, Trump e o secretário do Estado norte-americano, Mike Pompeo, reforçaram o apoio para que se inicie o processo de adesão do Brasil à OCDE, não de forma imediata, Argentina e Romênia ainda estão na frente, mas a previsão é para que o Brasil entre em maio/2020.

Indo para a bolsa, tivemos a estreia de Vivara (VIVA3), que chegou a subir 3,5%, e depois foi recuando para fechar a R$ 24,11, alta de apenas 0,46%. A Vivara arrecadou R$ 2,3 bilhões no IPO e 65% desse valor será utilizado para abertura de lojas.

Já as ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,83%, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Enquanto as ações da Vale (VALE3) dispararam, já que uma perspectiva de acordo parcial entre China e EUA, e ótimo para o aumento de consumo do minério de ferro. As ações subiram 3,44%.

Os bancos tiveram uma dia de alta com o Bradesco (BBDC4) subindo 1,14%, Itaú (ITUB4) subindo 0,72%, Santander (SANB11) subindo 2,24% e Banco do Brasil (BBAS3) subindo 0,45%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,88%, após disparada na véspera.

As três maiores altas de ontem foram de Yduqs (YDUQ3) subindo 6,39%. A empresa informou que captou 132.353 novos alunos nos primeiros seis meses do ano, montante 45% maior que o registrado no mesmo intervalo em 2018. Sendo que 86.616 foram matriculados em cursos EAD, alta de 62%, indicando que essa será a tendência daqui pra frente. Nós do Eu me Banco, também temos um foco forte no ensino a distância.

A segunda que mais subiu foi a Suzano (SUZB3) com alta de 5,34% e por fim a CSN (CSNA3) com alta de 5,31%.

Já as três maiores quedas foram de Ultrapar (UGPA3) caindo 3,12%, Cielo (CIEL3) caindo 2,35% e Localizada (RENT3) caindo 2,34%.

O dólar fechou em alta novamente, já que quanto maior a expectativa de queda na taxa de juros, maior é a tendência de saída do dinheiro, por consequência desvalorizando a moeda. O dólar subiu 0,49% a R$ 4,12, enquanto o euro subiu 0,39% a R$ 4,53.

Com os dados ruins do varejo, a tendência é de mais cortes para estimular a economia, com isso os DIs também caíram, com o DI jan 2021 caindo de 4,72% para 4,65%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,49% para 6,44%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas recuaram para juros reais e juros nominais. A NTN-B Principal 2024 caiu de IPCA+2,59% para IPCA+2,53%, a NTN-B 2026 caiu de IPCA+2,79% para IPCA+2,75%, enquanto a LTN 2022 caiu de 5,29% para 5,21% e a NTN-F 2029 caiu de 6,89% para 6,86%.

Na agenda hoje teremos o anúncio do IBGE, sobre futuras mudanças no cálculo do indicador oficial de inflação, às 10hrs. Já às 9hrs, teremos o volume de serviços prestados em agosto, divulgado também pelo IBGE. Importante também salientar que Roberto Campos Neto, os ministros Sérgio Moro e Tarcísio de Freitas, e o secretário de desestatização, Salim Mattar, irão discursar hoje no Fórum de Investimentos Brasil.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,57%, o S&P500 subindo 0,64% e o Nasdaq subindo 0,60%.

A expectativa de um acordo parcial entre China e EUA animou os mercados.

As Treasuries caíram no vencimento mais curto e subiram nos mais longos.  A T-bill (3 meses) caiu de 1,76% para 1,75%, já a T-note (10 anos) subiu de 1,55% para 1,66%, enquanto a T-bond (30 anos) subiu de 2,06% para 2,15%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão subindo acima de 1%, indicando abertura em alta hoje.

Na agenda hoje teremos às 9h30 o índice de importações em setembro, e às 11hrs a leitura preliminar de outubro do sentimento do consumidor. Ás 14h15, um membro do FED irá discursar.

Indo para a Europa, as bolsas abriram com forte alta, com o Euro Stoxx subindo 1,29%, Frankfurt subindo 1,78%, Paris subindo 1,06% e Londres subindo 0,20%.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta também, com Tóquio subindo 1,15%, Xangai subindo 0,88%, Hong Kong subindo 2,34% e Seul subindo 0,81%.

O preço do barril de petróleo fechou em alta, já que um acordo comercial entre China e EUA estimularia um maior consumo da commodity, além disso, a Opep disse que tomará uma decisão forte em dezembro em relação a oferta. O WTI subiu 1,82% a US$ 53,55, enquanto o Brent subiu 1,34% a US$ 59,10.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,39%, já as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 1,87%, a Ethereum caindo 1,68% e a Ripple caindo 1,02%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,17% e teve com principal destaque o FII Vila Olimpia Corporate (VLOL11) subindo 2,11% e como maior queda o FII Torre Almirante (ALMI11) caindo 4,27%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

09/10/2019 às 08h47

Ontem o Ibovespa recuou 0,59% e fechou aos 99.981 pontos, furando a barreira dos 100 mil pontos, o que não acontecia desde 03 de setembro. O giro financeiro foi de R$ 14,2 bilhões.

A queda foi motivada principalmente pelo cenário externo, com mais um acirramento da guerra comercial entre China e EUA. Dessa vez os EUA restringiram as concessões de vistos a funcionários chineses ligados à detenção massiva de muçulmanos na província de Xinjiang, um conflito étnico sensível aos chineses.

Esse foi mais um sinal de que um acordo comercial não deve acontecer antes das eleições norte-americanas, que serão em 03 de novembro de 2020.

Além disso, Powell indicou que poderá comprar títulos do Tesouro e algumas outras medidas, porém, foi enfático ao dizer que não se trata de um programa de afrouxamento quantitativo (Quantitative Easing), apesar do mercado crer que se trata sim de um QE.

Aqui no Brasil, havia uma expectativa de um acordo para definir como será a distribuição dos R$ 106,5 bilhões do megaleilão do pré-sal de novembro. A boa notícia é de que ontem a noite o acordo saiu e deverá ser votado hoje na Câmara e na próxima terça-feira no Senado. Após as votações, o PL da cessão onerosa deve ser sancionado pelo presidente.

Esse era o principal entrave para aprovação da reforma da previdência em segundo turno, que agora deve acontecer em 22 de outubro, porém, em se tratando de senadores que já mostraram que interesses pessoais se sobressaem ao interesse geral, não se pode garantir nada.

Com o cenário ruim no exterior, as ações fecharam em queda, a começar pelas ações da Petrobrás (PETR4) que recuaram 0,57%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. As ações da Vale (VALE3) caíram 1,56%, influenciadas por más notícias da China e o agravamento da guerra comercial.

Os bancos fecharam mais um dia em queda, com o Bradesco (BBDC4) caindo 0,09%, Itaú (ITUB4) caindo 0,43%, Santander (SANB11) caindo 0,16%, Banco do Brasil (BBAS3) caindo 1,80% e Banco Inter (BIDI4) caindo 0,19%.

As três maiores altas de ontem foram de Cosan (CSAN3) subindo 2,19%, BTG Pactual (BPAC11) subindo 1,98% e Qualicorp (QUAL3) subindo 1,68%.

Já as três maiores quedas foram de CSN (CSNA3) recuando 4,31%, Kroton (KROT3) caindo 3,70% e Marfrig (MRFG3) caindo 3,13%.

O dólar fechou em leve baixa de 0,31%, cotado a R$ 4,09, sendo o melhor desempenho entre os emergentes. Enquanto o euro caiu 0,21% a R$ 4,49.

Enquanto isso os DIs tiveram mais um dia de baixa, por conta de deflação nos EUA, abrindo cada vez mais espaço para corte de juros nos EUA e por consequência, abrindo mais espaço aqui. A chance de um corte de juro na próxima reunião do FED já está em 83,9%, e a expectativa para dois novos cortes já está em 43,5%. Com isso o DI Jan 2021 caiu de 4,88% para 4,82%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,64% para 6,61%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, os juros reais subiram enquanto os juros nominais caíram. A NTN-B Principal 2024 subiu de 2,61% para 2,63%, enquanto a NTN-B subiu 2,78% para 2,81%. Já a LTN 2022 caiu de 5,48% para 5,44%, enquanto a NTN-F 2029 caiu de 6,97% para 6,95%.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em queda, com o Dow Jones recuando 1,19%, o S&P500 caindo 1,56% e o Nasdaq caindo 1,67%. Por lá a queda foi motivada pela piora da relação com a China.

A deflação no atacado dos EUA em setembro, o PPI, fez com que aumentasse a chance de novos cortes nos juros norte-americano, assim como o discurso de Powell mais voltado para estimular a economia.

Com isso, as taxas da Treasuries caíram.  A T-bill recuou de 1,73% para 1,71%, a T-note recuou de 1,55% para 1,53%, enquanto a T-bond caiu de 2,04% para 2,03%.

Os índices futuros das bolsas americanas abriram em alta de 0,66% a 0,86%, indicando abertura do pregão em alta.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com o Euro Stoxx subindo 0,68%, Frankfurt subindo 0,88%, Paris subindo 0,62% e Londres subindo 0,44%.

Na Ásia as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio recuando 0,61%, Xangai subindo 0,39% e Hong Kong caindo 0,81%. Seul ficou fechado hoje por conta de feriado na Coréia do Sul.

O preço do barril de petróleo sofreu uma leve queda, por conta do agravamento da guerra comercial. O WTI caiu 0,22% a US$ 52,63, enquanto o Brent caiu 0,19% a US$ 58,24.

O contrato de ouro OZ1D recuou 1,64%, já as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,49%, a Ethereum subindo 1,68% e a Ripple subindo 2,21%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,05% e teve com principal destaque o FII Projeto Água Branca (FPAB11) subindo 3,94% e como maior queda o FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 5,43%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

07/10/2019 às 10h54

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 1,02% e fechou aos 102.551 pontos, com um giro financeiro de R$ 15,3 bilhões.

No cenário interno, há uma ameaça de paralisação da tramitação da reforma da previdência por conta de divergências na divisão dos recursos do megaleilão do pré-sal que ainda divide senadores e deputados. A expectativa era de votação nessa quinta, mas internamente todos já admitem que deve ser adiada para a próxima a semana.

O que acabou deixando a bolsa em alta foi o cenário externo mais positivo, com o payroll afastando o risco de recessão. Em setembro, a taxa de desemprego foi para 3,5%, a menor em 50 anos, enquanto a criação de vagas em agosto foi revisada de 130 mil para 168 mil vagas, revertendo os sustos com os dados divulgados durante a semana. A única decepção com o payroll foi o número de vagas criadas em setembro: 136 mil enquanto o mercado aguardava 150 mil, mas, no geral, os dados foram bastante positivos.

Com isso as ações fecharam em alta, com apenas 11 ações do índice fechando no negativo. As ações da Vale (VALE3) subiram 2,53%, impulsionada pelo acordo entre Brasil e Argentina no setor automotivo, que prevê o livre comércio a partir de 2029, com aumentos graduais dos volumes comercializados sem tarifa até lá.

Já as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,86% por conta de questões trabalhistas e judiciais, com os funcionários acionando a Petrobrás para que pague um rombo de R$ 3 bilhões na Petros.

Os bancos tiveram um dia de alta e ajudaram a puxar o Ibovespa, com o Itaú (ITUB4) subindo 0,48%, o Bradesco (BBDC4) subindo 1,02%, o Santander (SANB11) subindo 0,43% e o Banco do Brasil (BBAS3) subindo 0,68%. Já o Banco Inter (BIDI4) despencou 3,83%.

As maiores altas do dia foram de RaiaDrogasil (RADL3) subindo 6,22%, Magazine Luiza (MGLU3) subindo 3,97% e Intermédica (GNDI3) subindo 3,67%.

Já na parte de baixo, as maiores quedas foram de BTG Pactual (BPAC11) recuando 4,43%, Ultrapar (UGPA3) caindo 1,84% e Cielo (CIEL3) recuando 1,41%.

Já o dólar voltou a cair novamente, com o mercado antecipando corte de juros nos EUA para a próxima reunião. Lembrando que com a queda da taxa de juros, os investidores buscam outras opções para render mais, aplicando em investimentos mais arrojados ou buscando taxas melhores em outros países. O dólar recuou mais 0,80% e fechou a R$ 4,05. Enquanto o euro recuou 0,68% e fechou aos R$ 4,45.

Com o mercado projetando cortes cada vez maiores na Taxa Selic, os DIs seguem em queda. O DI jan 2021 caiu de 4,88% para 4,86%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,61% para 6,58%.

Já as taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam em direções opostas. A LTN 2022 subiu de 5,45% para 5,46%, enquanto a NTN-F 2029 caiu de 6,95% para 6,94%. Já a taxa real NTN-B Principal 2024 se manteve em 2,58%, enquanto da NTN-B 2026 caiu 2,76% para 2,74%.

Na agenda hoje, apenas o Boletim Focus às 8h25 e os dados da balança comercial às 15 horas. O foco da semana será na quarta-feira, com a divulgação do IPCA.

Indo para os Estados Unidos, o payroll positivo ajudou a puxar as bolsas pra cima. O Dow Jones subiu 1,42%, o S&P500 subiu 1,42% também, enquanto o Nasdaq subiu 1,40%.

Ajudou também a fala de Powell na sexta, afirmando que a economia americana está andando apesar dos obstáculos que enfrenta e que a função do FED é proporcionar que a economia continue andando no futuro.

Os títulos do Tesouro norte-americano fecharam em queda em todos os vencimentos. A T-bill para 3 meses caiu de 1,71% para 1,70%, a T-Note para 10 anos recuou de 1,53% para 1,51%, enquanto a T-Bond de 30 anos recuou de 2,03% para 2,00%.

Os índices futuros estão em baixa, com o futuro do Dow Jones caindo 0,49%, do S&P500 caindo 0,48% e do Nasdaq caindo 0,47%.

Na agenda por lá teremos o índice de tendências de emprego de setembro às 11 horas e os dados de crédito ao consumidor em agosto, às 16 horas. Além disso, Powell discursará hoje às 14horas.

Vale lembrar que nessa semana China e EUA retomam as negociações para um acordo comercial, porém as expectativas não são boas e é provável que um acordo saia somente após as eleições nos EUA.

Indo para a Europa, as bolsas abriram praticamente de lado, com o Euro Stoxx caindo 0,03%, Paris caindo 0,14%, Londres subindo 0,05% e Frankfurt caindo 0,02%.

Na Ásia as bolsas fecharam praticamente de lado também, com Tóquio caindo 0,16% e Seul subindo 0,05%. Já as bolsas de Xangai e de Hong Kong ficaram fechadas por conta de feriado.

O preço do barril de petróleo voltou a subir por conta da melhora nos cenário dos EUA, indicando um menor risco de recessão. O WTI subiu 0,69% à US$ 52,81 e o Brent subiu 1,14% a US$ 58,37.

O OZ1D subiu 0,10%. As criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 0,43%, Ethereum subindo 0,27% e Ripple subindo 6,15%.

O IFIX fechou com alta de 0,24%, e teve como maior destaque o FII Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11) com alta de 3,57%, já a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 5,46%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

04/10/2019 às 11h31

Ontem o Ibovespa subiu 0,48% e fechou aos 101.516 pontos, porém durante o dia chegou a cair para 99.826, se recuperando no final do pregão. O giro financeiro foi de R$ 15,7 bilhões.

No cenário interno, Davi Alcolumbre admitiu que a votação do segundo turno da reforma da previdência deve ficar para depois do dia 15 de outubro e não mais no dia 10, como se esperava. O adiamento é necessário visto que se for antecipado, a desidratação da reforma deve ser maior, diminuindo o valor economizado nos próximos 10 anos que hoje já está em R$ 800 bilhões, e cada dia mais se afasta dos R$ 1 trilhão, que era o desejado pelo Governo.

Já no cenário externo, mais um péssimo indicador divulgado nos EUA volta a preocupar. Dessa vez foi o ISM de serviços, que recuou para 52,6 em setembro, enquanto o mercado esperava 55,3, sendo o pior resultado em quatro anos.

Depois de tantos indicadores ruins na semana, hoje o payroll, que é o principal indicador da semana, preocupa. A expectativa é de criação de 150 mil vagas em setembro e taxa de desemprego estável em 3,7%. Um aumento na taxa de desemprego e uma criação de vagas menor, podem derrubar os mercados.

Esse medo de recessão, coloca muita pressão no FED para cortar os juros na próxima reunião em 30 de outubro. A chance de um novo corte de juro já em 90%. Como nesses últimos dias, as bolsas sofreram bastante aqui e no exterior, investidores aproveitaram para comprar as ações a um patamar mais baixo. O Ibovespa, só em outubro, já caiu 3,08%.

Assim as ações da Vale (VALE3) que recuaram forte ontem, fecharam com alta de 0,75%. Já as ações da Petrobrás (PETR4) fecharam praticamente de lado, com alta de 0,07%.

Os bancos fecharam em alta, se recuperando da queda na véspera, com o Itaú (ITUB4) subindo levemente, com alta de 0,03%, o Bradesco (BBDC4) subindo 0,28%, o Santander (SANB11) subindo 1,46%, o Banco do Brasil (BBAS3) disparou 4,31%, por conta do anúncio da oferta subsequente de ação (follow on) do banco, que deve girar R$ 5,7 bilhões, umas das maiores operações do mercado de capitais. Já o Banco Inter (BIDI4) despencou 4,73%.

Vale a menção aqui a ações da BTG (BPAC11), que recuaram 3,78%, depois de operação combinada da PF e do Ministério Público, que investiga informação privilegiada de um dos seus fundos nas decisões do Copom entre 2010 e 2012.

As maiores altas de ontem foram de Gol (GOLL4) subindo 5,48%, Cyrela (CYRE3) subindo 4,54% e Via Varejo (VVAR3) subindo 4,42%. Já as maiores quedas foram do BTG Pactual, já mencionado, IRB Brasil (IRBR3) com queda de 2,84% e BRF (BRFS3) caindo 2,74%.

O dados ruins na economia norte-americana enfraqueceram o dólar, a medida que aumentam as chances de corte de juros na próxima reunião. Quanto maior a expectativa de corte de juros, maior será a depreciação da moeda, visto que seus títulos ficam menos atrativos. O dólar recuou 1,08%, fechando aos R$ 4,08, já o euro recuou 0,91% a R$ 4,48.

Os DIs fecharam em queda, com a expectativa cada vez maior de novos cortes de juros. O DI jan 2021 caiu de 4,95% para 4,88%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,67% para 6,61%.

Os cortes nas taxas de juros ajudaram a puxar as taxas dos títulos do Tesouro Direto para baixo. NTN-B Principal caiu de 2,60% + IPCA para 2,58% + IPCA, a NTN-B caiu de 2,78% + IPCA para 2,76% + IPCA. Já a LTN 2022 caiu de 5,53% para 5,45%, enquanto a NTN-F 2029 caiu de 6,99% para 6,95%.

Indo para os Estados Unidos, apesar dos dados ruins, investidores aproveitam para comprar as ações a uma patamar mais baixo, com isso o Dow Jones subiu 0,47%, S&P500 subiu 0,80% e Nasdaq subiu 1,10%. A chance de corte de juro na próxima reunião aumentou para 77,5% para 90% segundo o CME Group.

Os títulos do Tesouro norte-americano fecharam em queda em todos os vencimentos. A T-bill para 3 meses caiu de 1,82% para 1,71%, a T-Note para 10 anos recuou de 1,59% para 1,53%, enquanto a T-Bond de 30 anos recuou de 2,08% para 2,03%. A queda é reflexo desse aumento da pressão para cortes de juros pelo FED.

Os índices futuros estão em baixa, com o futuro do Dow Jones caindo 0,30%, do S&P500 caindo 0,31% e do Nasdaq caindo 0,27%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com o Euro Stoxx subindo 0,10%, Paris subindo 0,09% e Londres subindo 0,28%. Já Frankfurt abriu recuando 0,09%, após ficar fechada ontem por conta de feriado.

Na Ásia as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio subindo 0,32%, Hong Kong caindo 1,11% e Seul caindo 0,55%. Já Xangai permanece fechado por conta de feriado também.

O preço do barril de petróleo fechou em direções mistas. O WTI caiu 0,36% à US$ 52,45 e o Brent subiu 0,03% a US$ 57,71. O OZ1D caiu 2,39%. As criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 1,49%, Ethereum caindo 1,54% e Ripple subindo 2,01%.

O IFIX fechou com queda de 0,03%, e teve como maior destaque o FII Anhanguera Educacional(FAED11) com alta de 2,52%, já a maior queda foi do FII Malls Brasil Plural (MALL11) caindo 2,21%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

30/09/2019 às 10h00

Na sexta o Ibovespa caiu 0,23% e fechou aos 105.077 pontos, mais uma vez com um fraco giro financeiro em R$ 12 bilhões. Apesar da queda, foi a quinta semana consecutiva em alta do índice que está próxima do seu recorde, que é de 105.817 pontos.

Essa queda foi influenciada pelo cenário externo, após notícias de que o governo norte-americano estaria considerando deslistar ações de empresas chinesas das bolsas de valores dos EUA e limitar os investimentos norte-americanos na china. Essa notícia pegou de surpresa o mercado, pois as conversas entre China e EUA vinham caminhando bem e com perspectivas boas para a retomada das negociações em 10 de outubro. Vale lembrar que pode ser mais uma estratégia de Trump para tentar barganhar um melhor acordo com a China. Esse filme nós já vimos outras vezes.

Além disso, pegou mal a informação de que a Casa Branca admitiu que arquivou o registro do telefonema entre Trump e o presidente ucraniano em um servidor secreto, gerando mais pressão para o presidente norte-americano. Mas vale registrar novamente: a chance de um impeachment é quase zero. A ideia dos Democratas é desgastar a imagem de Trump já que as eleições se aproximam.

Aqui no Brasil, o STF gera preocupação, pois dependendo do que acontecer na quarta-feira, pode causar a anulação de 32 sentenças, envolvendo 143 condenados. O mercado deve aguardar com cautela o andamento desse julgamento do STF.

Já a reforma da previdência, prevista para ser votada no próximo dia 10, corre o risco de ser adiada, já que alguns senadores estão insatisfeitos com a cessão onerosa.

Com isso a bolsa fechou com leve queda, assim como as ações da Petrobrás (PETR4) e Vale (VALE3) que caíram respectivamente 0,14% e 0,42%.

Os bancos também tiveram um dia de queda, após forte alta na véspera. As ações do Itaú (ITUB4) caíram 0,42%, Bradesco (BBDC4) caíram 0,06%, Banco Inter (BIDI4) caíram 0,89% e Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,81%. Já o Santander (SANB11) foi a exceção com alta de 1,84%.

As maiores altas do Ibovespa foram da CVC (CVCB3) com alta de 4,83%, pois o acordo Latam-Delta pode derrubar o preço das passagens, incentivando mais viagens. A segunda maior alta foi de Ecorodovias (ECOR3) subindo 3,28% e por fim, Qualicorp (QUAL3) subindo 2,85%.

Já as maiores quedas foram de Gol (GOLL4) caindo 6,51%, pois a Delta, que fechou parceria com a Latam, irá vender sua fatia minoritária de 9% na Gol, além disso, irá investir no concorrente. As ações da Smiles (SMLS3) tiveram queda de 5,04%. A terceira maior queda foi de Cielo (CIEL3), recuando 4,46%.

O dólar voltou a recuar 0,17%, fechando aos R$ 4,15, com o real sendo a única moeda de país emergente que se valorizou frente ao dólar na sexta. Na semana, a moeda subiu 0,10% apenas. Na sexta-feira, após fechamento do pregão, o BC anunciou que continuará injetando liquidez no câmbio em outubro para rolar os vencimentos de dezembro de US$ 11,5 bilhões. Já o euro subiu 0,13% e fechou aos R$ 4,55.

Os DIs tiveram mais um dia de queda, com o IGP-M indicando deflação e dando mais espaço para cortes de juros. O DI jan 2021 recuou de 4,98% para 4,96% e o DI Jan 2025 caiu de 6,69% para 6,66%.

Já as taxas dos títulos do Tesouro Direto recuaram levemente. A taxa real da NTN-B principal 2024 caiu de 2,62% para 2,60%, enquanto da NTN-B 2026 caiu de 2,79% para 2,78%. A LTN 2022 caiu de 5,57% para 5,56% e a NTN-F 2029 caiu de 7,02% para 7,01%.

Indo para os Estados Unidos, o Dow Jones caiu 0,26%, o S&P500 caiu 0,53% e o Nasdaq caiu 1,13% com o aumento da tensão entre China e EUA.

As taxas das Treasuries caíram na sexta, diminuindo o spread entre o título de 3 meses e o de 10 anos, que continuam invertidas. A T-bill para 3 meses está pagando 1,78%, enquanto a T-Note para 10 anos está pagando 1,68% e a T-Bond para 30 anos está pagando 2,13%.

O índice futuro das bolsas estão em alta de 0,34% a 0,57%, indicando abertura em alta.

Na Europa as bolsas abriram em alta com o Euro Stoxx subindo 0,22%, Frankfurt subindo 0,15% e Paris subindo 0,20%. A exceção é Londres recuando 0,19%. A agenda hoje na Europa está bem movimentada com a taxa de desemprego na zona do euro, PIB final do segundo trimestre no Reino Unido e CPI de setembro da Alemanha.

Indo para a Ásia, as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio caindo 0,56%, Xangai caindo 0,92%, Hong Kong subindo 0,53% e Seul subindo 0,64%. Hoje foi divulgado o PMI industrial na China, que veio acima do esperado.

O preço do barril de petróleo WTI caiu 0,89% a US$ 55,91, enquanto o Brent caiu 1,13% a US$ 61,04.

O contrato de 250g de ouro OZ1D recuou 2,93%. Enquanto as criptomoedas estão em direções opostas nas últimas 24 horas. O Bitcoin segue sua trajetória de queda, caindo 0,97%, enquanto a Ethereum está subindo 0,90% e a Ripple subindo 6,19% e se recuperando.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,31% e teve como maior alta, o FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) com alta de 3,27%, enquanto a maior queda foi do FII Presidente Vargas (PRSV11), caindo 2,26%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

27/09/2019 às 17h09

Ontem o Ibovespa subiu 0,80% e fechou aos 105.319 pontos, com um giro financeiro de R$13,6 bilhões, mantendo a baixa média da semana.

No cenário interno, Roberto Campos Neto animou o mercado ao dizer que o câmbio depreciado não deve influenciar a continuidade dos cortes da Selic, voltando a dar margem para quem aposta em Selic abaixo de 5% para o final de 2019, além disso, Campos Neto garantiu que poderão ser usados todos os instrumentos para intervenção no câmbio para manter a moeda estável.

Outro fator que pesou foi o alinhamento entre Paulo Guedes, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, favorecendo o otimismo com o sucesso na implementação da agenda de reformas.

Já no cenário externo, o clima ficou pesado com novos desdobramentos da guerra comercial entre China e EUA. Dessa vez a Bloomberg noticiou que os EUA provavelmente não renovará as isenções temporárias dadas a certas empresas americanas para continuar fazendo negócios com a gigante chinesa Huawei, revertendo os sinais de melhora entre os dois países. Porém, está marcado para 10 de outubro uma nova rodada de conversas entre os dois países, podendo reverter esse quadro negativo.

Outro fator que pesou foi uma denúncia anônima contra o presidente Trump, que diz que a Casa Branca tentou acobertar os registros de conversas entre Trump e o presidente ucraniano Vlodymyr Selensky. Porém, é muito remota qualquer chance de impeachment, o que pode acontecer é atrapalhar a campanha para uma reeleição do presidente norte-americano, que por enquanto, é a aposta do mercado para continuar no cargo nos próximos quatro anos.

Vale um registro aqui: ontem à noite, a maioria no STF votou a favor de tese que pode levar à anulação de sentenças da Lava Jato. Um balanço divulgado pela força-tarefa da operação indicou que poderão ser anuladas 32 sentenças de casos da operação, que envolvem 143 condenados. Enquanto uns remam para frente, temos o STF remando pra trás e aumentando a insegurança jurídica. O julgamento será retomado na próxima quarta.

Com o discurso positivo de Campos Neto, as ações fecharam em alta, a começar pela Petrobrás (PETR4) que subiu 1,32%, após o Congresso Nacional promulgar a emenda da PEC da cessão onerosa que autoriza o governo a realizar o megaleilão de áreas de exploração e produção do pré-sal previsto para o início de novembro. Já as ações da Vale fecharam de lado, apesar da alta do minério.

Os bancos fecharam em alta e ajudaram a impulsionar a bolsa. O Itaú (ITUB4) subiu 2,88%, o Bradesco (BBDC4) subiu 1,44%, o Santander (SANB11) subiu 1,12%, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,37% e o Banco Inter (BIDI4) fechou de lado.

As três maiores altas do dia foram de Itaú, Via Varejo (VVAR3) subindo 2,88% e Smiles (SMLS3) subindo 2,87%. Já na parte de baixo, as maiores quedas foram de Marfrig (MRFG3) caindo 2,76%, Embraer (EMBR3) caindo 2,15% e Qualicorp (QUAL3) devolvendo parte dos ganhos da véspera, caindo 1,99%.

Indo para o dólar, a moeda subiu 0,18% a R$ 4,16. O que ajudou a segurar a alta forte do dólar foi Campos Neto garantindo a intervenção dólar, caso necessário. Porém, com os desdobramentos de hoje e principalmente pela insegurança jurídica causada pelo STF, o dólar pode voltar a subir hoje. Já o euro recuou 0,07% a R$ 4,54.

Os DIs voltaram a recuar mais uma vez, com a indicação de que o dólar não deve atrapalhar o ciclo de cortes na taxa Selic. O DI jan 2021 caiu de 5,01% para 4,98%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,73% para 6,69%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto também voltaram a recuar. A taxa real da NTN Principal 2024 caiu de 2,68% para 2,62% e da NTN-B 2026 caiu de 2,86% para 2,79%. Já a LTN 2022 recuou de 5,63% para 5,57%, enquanto a NTN-F 2029 recuou de 7,07% para 7,02%.

Indo para os Estados Unidos, o dia foi de queda com Dow Jones recuando 0,30%, S&P500 caindo 0,24% e Nasdaq caindo 0,58%, pesando o novo conflito com os chineses.

As Treasuries recuaram ontem. A T-bill para 3 meses recuou de 1,90% para 1,83%, a T-note para 10 anos recuou de 1,72% para 1,69%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,18% para 2,14%. Os índices futuros das bolsas norte-americanas operam em alta, de 0,30% a 0,34%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta com o Euro Stoxx subindo 0,59%, Frankfurt subindo 0,91%, Paris subindo 0,43% e Londres subindo 1,26%. Já na Ásia as bolsas fecharam em queda, com Tóquio recuando 0,77%, Hong Kong caindo 0,33% e Seul caindo 1,19%. A exceção é Xangai com alta de 0,11%.

O preço do barril de petróleo fechou em direções opostas, com o WTI caindo 0,14% a US$ 56,41 e o Brent subindo 0,55% a US$ 62,74.

O contrato de 250g de ouro, OZ1D, recuou 2,47% enquanto as criptomoedas voltam a cair forte novamente nas últimas 24 horas. O bitcoin está caindo 5,05%, a ethereum caindo 1,96% e a ripple caindo 3,37%.

O IFIX recuou 0,10% e teve como principal destaque, novamente, o FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) subindo 3,38% e como maior queda FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) recuando 6,09%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

25/09/2019 às 13h17

Ontem o Ibovespa caiu 0,73% e fechou aos 103.875 pontos, com um giro financeiro de R$ 13,8 bilhões.

No cenário interno, pesou bastante o adiamento da votação da reforma da previdência em primeiro turno para a próxima semana, em 01 de outubro. A votação em segundo turno por enquanto se mantém no dia 10. A reforma da previdência é dada como certa pelos investidores e já está precificado, por isso qualquer indicação negativa derruba o mercado.

Já no cenário externo, a presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, apresentará em breve o anúncio formal do início do processo de impeachment de Donald Trump, por conta de ligação telefônica dada ao presidente da Ucrânia, em 25 de julho, pedindo para investigar o Democrata e ex-vice-presidente Joe Biden. Apesar de serem remotas as chances do impeachment avançar, esse caso ainda vai dar muito o que falar nos próximos dias ou até meses.

Em relação ao discurso de Bolsonaro, podemos ver pela repercussão que foi mais do mesmo, a boa parte da imprensa que já bate em Bolsonaro, aproveitou para falar que foi um discurso ruim, sem ressaltar os bons pontos do discurso. Já quem apoia Bolsonaro, diz que foi um ótimo discurso, sem ressaltar também pontos ruins. É muito difícil ver um veículo de mídia neutro, analisando as interações do presidente sem nenhum viés.

Enfim, o discurso acabou pesando pouco para os investidores que estão mais focados no livre comércio que foi mencionado no discurso e o quanto isso vai gerar de crescimento para o Brasil.

Na ata do Copom, o BC indicou que deverão ter novos corte por conta do cenário de inflação controlada, porém, o comunicado trouxe o alerta em relação aos cenários adversos no exterior e o quanto isso poderá impactar o câmbio. Esse comunicado frustra quem acredita em Selic abaixo de 4,5% para o final do ano, e reforça os argumentos de quem acredita em apenas mais um corte de 0,5 ponto percentual, como é o exemplo do Itaú.

A inflação do IPCA-15 de setembro veio em linha com o esperado, em alta de 0,09%, mostrando que a inflação de fato está bem controlada.

Com os cenários negativos, as ações em sua maioria fecharam em baixa, apenas 18 ações fechando no positivo.

As ações da Vale (VALE3) caíram 2,43%, acompanhando a forte queda do preço do minério de ferro e pela possibilidade da empresa não pagar dividendos. Assim como as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,76%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo.

Os bancos também tiveram um dia de queda, com o Itaú (ITUB4) recuando 1,04%, o Bradesco (BBDC4) caindo 1,28%, o Banco do Brasil (BBAS3) caindo 3,05% e o Banco Inter (BIDI4) caindo 1,79%. Já o Santander (SANB11) foi a exceção, subindo 0,20%.

As maiores altas do dia foram de JBS (JBSS3) subindo 7,10%, por conta da forte demanda do mercado chinês. Seguida por BW2 (BTOW3) subindo 4,36% e BRF (BRFS3) subindo 2,81%.

As maiores quedas foram de CSN (CSNA3) recuando 4,02%, Embraer (EMBR3) caindo 3,45% e o já citado, Banco do Brasil.

Indo para o dólar, a moeda fechou praticamente de lado, por conta do cenário externo e interno ruim. O dólar recuou 0,05% a R$ 4,16. O euro subiu 0,24% a R$ 4,60.

Os DIs voltaram a subir, por conta da ata do Copom trazer uma certa preocupação com a variação cambial. O DI jan 2021 subiu de 5,01% para 5,03%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,74% para 6,79%.

Essa subida nos juros DIs impactaram as taxas dos Tesouro Direto. A NTN-B Principal 2024 subiu de 2,63% para 2,69% + IPCA, a NTN-B 2026 subiu de 2,83% para 2,87% + IPCA, a LTN 2022 subiu de 5,63% para 5,66%, enquanto a NTN-F 2029 subiu de 7,08% para 7,12%.

Na agenda hoje teremos os dados de fluxo cambial às 14h30 e os dados do Caged às 15hrs, que deve registrar mais um mês com geração de empregos na economia, sendo o quinto de forma consecutiva.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam em baixa, com o Dow Jones caindo 0,53%, o S&P500 caindo 0,84% e o Nasdaq caindo 1,46%. Como já mencionado, o motivo da queda foi a possibilidade de impeachment de Trump, já que China e EUA vem se entendendo, dessa vez a China encomendou 600 mil toneladas de soja dos EUA.

As Treasuries fecharam em queda, a T-bill (3 meses) caiu de 1,92% para 1,90%, a T-note (10 anos) caiu de 1,72% para 1,64% e a T-bond (30 anos) caiu de 2,16% para 2,09%.

Já os futuros estão em baixa nos EUA, Dow caindo 0,15%, S&P caindo 0,21% e Nasdaq caindo 0,36%.

Na agenda por lá, teremos o discurso de dois membros do FED, além dos dados de vendas de moradias usadas em agosto, às 11 horas e os estoques de petróleo às 11h30.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda com o Euro Stoxx caindo 1,23%, Paris caindo 1,45%, Londres caindo 0,91% e Frankfurt recuando 1,10%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda também com Tóquio caindo 0,36%, Xangai caindo 1,00%, Hong Kong caindo 1,28% e Seul caindo 1,32%.

O preço do barril de petróleo voltou a cair novamente, o WTI recuou 2,30% a US$57,29 enquanto o Brent recuou 2,58% a US$ 63,10. O contrato de 250g de ouro, OZ1D subiu 2,81%, já as criptomoedas estão despencando nas últimas 24 horas, com o bitcoin caindo 15,36%, a ethereum caindo 17,52% e a ripple caindo 13,48%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,04%, e teve como maior destaque o FII Caixa Cedae (CXCE11B) com alta de 1,95%, já na parte negativa, a maior queda foi do FII BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11B) com queda de 1,07%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

23/09/2019 às 18h04


Na sexta o Ibovespa subiu 0,46% e fechou aos 104.817 pontos, com um giro financeiro de R$ 22,3 bilhões. Na semana, a alta foi de 1,27%, sendo a quarta alta consecutiva do índice.
O mercado se segurou bem, pois lá fora as bolsas caíram e o clima ficou ruim, após cancelamento inesperado da visita dos chineses a fazendas nos EUA, com a imprensa alegando que isso teria sido uma retaliação dos chineses à declaração de Trump, que tinha dito um pouco antes, que os EUA querem um acordo completo com a China e não só maior compra de produtos agrícolas.
Ontem, porém, o Ministério do Comércio da China disse que foram mantidas conversas construtivas com os EUA na semana passada e que a desistência inesperada da China de uma visita planejada a fazendas em estados agrícolas dos EUA não teve nada a ver com negociações comerciais. Essa notícia já deve trazer um certo alívio as bolsas internacionais.
Aqui no Brasil, o clima ficou animado com o Copom cortando taxa de juros em 0,5 ponto percentual, e com o mercado já projetando Selic abaixo de 5% para o final de 2019. Esse otimismo deve ser confirmado essa semana com a ata do Copom amanhã e pelo Relatório trimestral de inflação na quinta.
Amanhã Bolsonaro irá discursar na ONU às 9 horas, e tudo pode acontecer nesse discurso e na repercussão dele, por isso o mercado deve aguardar com cautela hoje, além disso, amanhã a reforma da previdência deve ser votada em 1º turno no Senado.
Na sexta os bancos ajudaram a segurar a alta do Ibovespa, com o Bradesco (BBDC4) subindo 1,76%, o Itaú (ITUB4) subindo 0,26% e o Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,58%. Já o Santander (SANB11) recuou 0,47%. O Banco Inter (BIDI4) que não faz parte do Ibovespa, subiu 1,44%.
As ações da Vale (VALE3) subiram 0,21%, mesmo com a queda do preço do minério de ferro, que caiu forte na semana. Já as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,06%, juntamente com a queda do preço do barril de petróleo.
As maiores altas da sexta foram de Braskem (BRKM5) subindo 5,29% após a notícia de que a petroquímica estaria contratando a Lazard para retomar o processo de venda de sua participação na companhia. Contudo a Odebrecht negou a notícia.
Marfrig (MRFG3) e JBS (JBSS3) subindo respectivamente, 4,46% e 4,25% fecharam as maiores altas do dia. Além disso, JBS foi colocada na lista de TOP 5 ações do Itaú BBA.
Já na parte debaixo as maiores quedas foram da Eletrobrás (ELET3) e (ELET6), caindo respectivamente, 5,78% e 5,38% após Alcolumbre falar que diante da forte oposição do Norte e Nordeste, não há clima para privatizar a estatal. A terceira maior queda do dia foi de Sabesp (SBSP3) recuando 3,48%.
Em setembro, a maior alta segue sendo da Marfrig, disparado agora, com alta de 31,74%, seguido de longe pelas ações da Braskem (BRKM5) com acumulado de 14,78% no mês. Já as maiores quedas do mês são de Eletrobrás, sendo 12,73% na ON e 9,88% na PNB.
O dólar recuou 0,22% na sexta, fechando a R$ 4,15. A moeda chegou a subir durante o dia, porém fechou em queda após anúncio do FED de que realizará leilões em série de recompra(repo), até dia 10/10, para injetar liquidez na economia.
Na semana o dólar subiu 1,64%, por conta da declaração de Powell não sugerindo novos cortes de juros nos EUA. O euro caiu 0,33% a R$ 4,58.
Os DIs voltaram a recuar com o mercado cada vez mais convicto de uma Selic abaixo de 5%. Hoje o relatório Focus pode mostrar demonstrar essa perspectiva. O DI jan 2021 recuou de 5,03% para 4,98%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,81% para 6,70%.
Os títulos do Tesouro Direto fecharam negociando em direções mistas. O NTN-B Principal 2024, caiu de 2,73% para 2,64% + IPCA, já o NTN-B 2026 subiu de 2,78% para 2,84% + IPCA. A LTN 2022 subiu de 5,57% para 5,58% enquanto a NTN-F 2029 caiu de 7,06% para 7,04%.
Na agenda hoje teremos o relatório Focus às 8h25, o IPC-S e a sondagem do consumidor de setembro pela FGV às 8 horas, a sondagem industrial de agosto da CNI às 10 horas e a balança comercial às 15 horas.
Indo para os EUA o dia foi de queda, com o Dow Jones recuando 0,59%, o S&P500 caindo 0,49% e o Nasdaq caindo 0,80%.
Conforme mencionado, um possível conflito com a China, que cancelou a visita a algumas fazendas americanas, noticiado na sexta, derrubou as bolsas internacionais. Por lá, o mercado tenta adivinhar como Fed agirá nas próximas reuniões de política monetária, já que se não houver mais cortes, o dólar tenderá a se valorizar e as bolsas tenderão a cair.
A taxas dos títulos norte-americanos recuaram. A T-Bill para 3 meses recuou de 2,05% para 1,89%, a T-Note para 10 anos recuou de 1,77% para 1,69%, enquanto a T-Bond para 30 anos, recuou de 2,20% para 2,13%.
Por lá, nenhuma tendência na abertura, com os futuros operando de lado, o Dow Jones futuro caindo 0,09%, o S&P500 futuro caindo 0,01% e o Nasdaq futuro subindo 0,10%.
Na agenda norte-americana teremos atividade nacional de agosto pelo FED/Chicago às 9h30, leitura preliminar do PMI de setembro às 10h45 e discursos de três membros do FED durante o dia.
Indo para a Europa as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx recuando 1,02%, Paris caindo 0,98%, Londres caindo 0,73% e Frankfurt caindo 1,16%. Hoje Draghi discursará às 10 horas em Bruxelas e teremos o dado preliminar se setembro do PMI composto na zona do euro.
Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com Hong Kong caindo 0,85% e Xangai caindo 0,98%. Já Seul ficou de lado com alta de 0,01%. A bolsa de Tóquio ficou fechada por conta de feriado.
O preço do barril de petróleo voltou a recuar, com o mercado monitorando a produção da Arábia Saudita e se de fato eles irão conseguir repor a produção perdida pelos ataques a Saudi Aramco. O WTI caiu 0,44% a US$ 57,93 e o Brent recuou 0,19% a US$ 64,28.
O contrato de 250g de ouro OZ1D subiu 2,29%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 0,74%, a Ethereum caindo 1,10% e a Ripple recuando 1,18%.
Para finalizar, o IFIX subiu 0,12%, e teve como maior destaque o FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) com alta de 1,88% e a maior queda foi do FII Hedge Shopping Praça da Moça (HMOC11) recuando 4,00%.
Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco
Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

20/09/2019 às 11h15

Ontem o Ibovespa chegou a subir forte, motivada pelo corte da taxa Selic e pela expectativa de juros abaixo de 5% até o final do ano, após reunião do Copom. Com isso, ultrapassou a barreira dos 106 mil pontos. Porém, durante o dia, foi surpreendido pelo avanço na guerra comercial entre China e EUA, devolvendo todo ganho.

A queda foi de 0,18%, fechando aos 104.339 pontos, com giro financeiro de R$ 16,6 bilhões.

O conselheiro da Casa Branca disse a um jornal chinês que Trump está pronto para subir o tom de guerra comercial, elevando as tarifas de 50% ou até 100% para os produtos chineses, se esse acordo não sair logo.

Essa declaração se sobrepôs ao otimismo causado pelo Copom, que fez muitos bancos revisarem sua projeção de Selic para patamares abaixo de 5%, chegando até em 4,25%, como foi o caso do BNP Paribas.

Com isso as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,17%, apesar da queda forte do preço do minério de ferro. Lembrando que a Vale tem uma correlação positiva com a China, o que quer dizer que se os dados são positivos na China, a tendência é de alta na Vale, assim como dados ruins da China tendem a derrubar as ações.

Já as da Petrobrás (PETR4) subiram 0,26%, após reajuste do preço do combustível, mostrando a soberania que o mercado tanto cobrava.

Os bancos fecharam em queda ontem, com Bradesco (BBDC4) caindo 1,21%, Itaú (ITUB4) caindo 1,67%, Santander (SANB11) caindo 0,92%, Banco do Brasil (BBAS3) caindo 2,60% e Banco Inter (BIDI4) caindo 0,15%.

As maiores altas de ontem foram de Marfrig (MRFG3) subindo 6,79%, após BofA Merrill Lynch elevar a recomendação do papel de neutra para positiva. De B2W (BTOW3) subiu 5,74% e Via Varejo (VVAR3) que estava sendo o patinho feio do mês, subiu 5,26%.

Foi um ótimo dia para as ações ligadas ao varejo, que devem se beneficiar com os juros menores por conta da queda da Selic.

As piores do dia foram Cielo (CIEL3), caindo 5,13% e devolvendo parte dos ganhos após especulação de negociação com a Stone. Ultrapar (UGPA3) caindo 2,76% e Banco do Brasil, já mencionado, fechando a lista.

 

No mês, as maiores altas são de Marfrig (MRFR3) que segue sua trajetória de alta, já acumulando 26,11% no mês, sendo disparada a melhor ação do mês. A segunda maior é a Suzano (SUZB3) com alta de 13,45%.

As piores do mês agora são Eletrobrás (ELET3) e Cyrela (CYRE3), caindo respectivamente 7,38% e 7,30%.

O dólar voltou a subir forte, já que a Selic baixa afasta capital estrangeiro, principalmente por terem outros emergentes com taxas mais atrativas. Além disso, a parte fiscal do Brasil ainda preocupa os investidores, desvalorizando a nossa moeda. Com isso, o dólar subiu 1,44% a R$ 4,16. Já o euro subiu 1,22% a R$ 4,58.

Os DIs seguem sua trajetória de queda. O DI jan 2021 chegou a cair abaixo de 5% pela primeira vez na história, mas não sustentou esse patamar, caindo de 5,22% para 5,03%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,83% para 6,81%.

Os títulos do Tesouro também sofreram queda nas taxas de juros, a NTN-B Principal 2024 caiu de IPCA + 2,77% para IPCA + 2,73%, enquanto a NTN-B 2026 recuou de IPCA + 2,95% para IPCA + 2,78%. A LTN 2022 caiu de 5,76% para 5,57%, enquanto a NTN-F 2026 caiu de 7,13% para 7,06%.

Lembrando que essas taxas são para negociações no dia, para novas compras do papel. Para quem já possui esses títulos, as quedas nas taxas de juros estão com ótimos rendimentos, por conta da marcação a mercado.

Indo para os EUA o dia foi misto, com o Dow Jones caindo 0,19%, o S&P500 fechando no zero a zero e o Nasdaq subindo 0,07%. São três cenários que contribuíram para esse fechamento sem direção, a começar pelo discurso de Powell que não indicou se haverá novos cortes de juros. Além disso, a guerra comercial com a China e a guerra geopolítica com o Irã, vem ganhando mais força e preocupando a economia global.

Os títulos do Tesouro norte-americano pouco se movimentaram, com a T-Bill para 3 meses se mantendo em 2,05%, a T-Note para 10 anos se mantendo em 1,77% e a T-Bond de 30 anos, recuando de 2,21% para 2,20%.

Os índices futuros estão em leve baixa, de 0,10% a 0,19%, não indicando nenhuma tendência na abertura.

Na agenda hoje, teremos 4 membros do FED discursando, o que será importante, já que o mercado ficou confuso com o discurso de Powell. Além disso, às 14hrs, saem os dados semanais dos poços e plataformas de petróleo em operação.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em leve queda, com o Euro Stoxx caindo 0,07%, Franfkurt caindo 0,23%, Paris caindo 0,12% e Londres caindo 0,23%. Na agenda por lá teremos às 11hrs a leitura preliminar de setembro do índice de confiança do consumidor.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,16%, Xangai subindo 0,24% e Seul subindo 0,54%. A exceção foi Hong Kong caindo 0,13%.

O preço do barril de petróleo voltou a subir com a troca de ameaças entre EUA e Irã, que impactam o nível da oferta da commodity, fazendo com que o preço suba. O WTI subiu 0,26% a US$ 58,19 e o Brent subiu 1,26% a US$ 64,40.

O contrato de 250g de ouro, OZ1D subiu 1,69% . Já as criptomoedas seguem em direções mistas nas últimas 24 horas, com o bitcoin subindo 2,57%, a ethereum subindo 4,33% e a ripple recuando 0,78%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,21%, tendo como maior destaque o FII Presidente Vargas (PRSV11) com alta de 4,14%, já a maior queda foi do FII Max Retail (MAXR11) com queda de 1,72%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

18/09/2019 às 15h46

Ontem o Ibovespa subiu 0,90% e chegou aos 104.616 pontos, o giro financeiro foi de R$ 15,8 bilhões.

O mercado aguarda a super quarta hoje, esperando um corte 0,5 ponto percentual na Selic às 18 horas e um corte 0,25 ponto percentual pelo FED às 15h30. Tudo indica que não haverá surpresa e o mercado deve aguardar as sinalizações dos BCs para os próximos ciclos de taxas de juros.

No Brasil por exemplo, muitos já preveem Selic abaixo de 5,00% para o final de 2019, é o caso de Santander e Bradesco, por isso, é importante além do corte de juros, uma sinalização do BC de que vai manter o ritmo de incentivo até o final do ano.

Outro motivo que fez as bolsas subirem ontem foi Trump afirmando que um acordo comercial com a China pode sair em breve.

Já o preço do barril de petróleo, principal assunto da véspera, foi minimizado pela atuação da Arábia Saudita, que irá repor o que perder de sua produção, ou seja, vai garantir o restabelecimento da oferta integral de petróleo até o final do mês, reduzindo os preços e dando mais tranquilidade ao mercado e principalmente as pressões inflacionárias.

Como assim pressões inflacionárias? Com o petróleo em alta, a tendência era de um aumento no nível geral de preços, o que poderia gerar uma preocupação dos BCs em reduzir taxa de juros, lembrando que a principal função de um BC é garantir o poder de compra da moeda, por isso se o preço do barril de petróleo continuasse em alta, os BCs poderiam não cortar juros, com medo da inflação subir acima da meta estipulada, porém esse medo encerrou com a atuação dos sauditas.

Porém, a queda do preço do barril de petróleo derrubou as ações da Petrobrás (PETR4) que tinham disparado na véspera, soma-se a isso, a incerteza dos investidores em relação a atuação da Petrobrás nesse cenário, que pode ter sido influenciado pelo Governo para não reajustar os preços dos combustíveis, de qualquer forma, os preços estão acomodados. As ações recuaram 1,32%.

Já a Vale (VALE3) se recuperou da queda da véspera, subindo 0,64%.

Os bancos voltaram a subir em bloco, com o Bradesco (BBDC4) subindo 2,66%, o Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,39%, o Santander(SANB11) subindo 1,34% e o Itaú (ITUB4) subindo 0,36%. Já o Banco Inter (BIDI4) recuou 0,98%.

As três maiores altas de ontem foram de MRV (MRVE3) com alta de 7,12%, após anunciar a interrupção do processo para investir na norte-americana AHS Residential e irá ouvir os acionistas. Já a Gol (GOLL4) se recuperou da queda da véspera, com os preço do petróleo voltando a cair e exercendo menos pressão nos preços dos combustíveis. As ações da Gol subiram 5,55%. E a IRB Brasil (IRBR3) subiram 5,35%.

Na parte de baixo, as piores quedas foram da Petrobrás (PETR3) caindo 1,54%, da BR Distribuidora(BRDT3) caindo 1,34% e do Pão de Açúcar (PCAR4) caindo 1,32%.

Marfrig (MRFG3) segue como maior alta do mês, subindo 18,80%, acompanhada de Suzano (SUZB3) com alta de 17,26%. Na parte de baixo, as piores queda se setembro são de Via Varejo (VVAR3) caindo 9,83% e Cyrela (CYRE3) caindo 9,37%.

Ontem foi um dia bastante positivo, com apenas 13 ações fechando no campo negativo.

Indo para o dólar, a moeda recuou 0,29%, fechando a R$ 4,07, a espera de um corte na taxa de juros norte-americana, caso esse corte não ocorra, o dólar pode voltar a disparar. Já o euro subiu 0,31%, a R$ 4,52.

Os DIs seguem sua trajetória de baixa, com a tendência de queda na taxa de juros. O DI jan 2021 recuou de 5,27% para 5,21%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,97% para 6,84%.

As taxas dos títulos do Tesouro caíram bastante, a NTN-B Principal 2024 recuou de IPCA + 2,94 para IPCA + 2,84%, a NTN-B 2026 caiu de IPCA + 3,09% para IPCA + 3,00%. A LTN 2022 caiu de 5,90% para 5,75%, enquanto a NTN-F 2029 caiu de 7,30% para 7,14%.

Indo para os Estados Unidos, o dia foi de alta, com a aproximação de um acordo comercial com a China, além da previsão de corte na taxa de juros dos EUA para a faixa entre 1,75% e 2,00%. O Dow Jones subiu 0,13%, o S&P500 subiu 0,26% e o Nasdaq subiu 0,40%.

Os títulos do tesouro norte-americano fecharam em queda também, a espera da decisão do FED. A T-Bill para três meses se manteve em 1,94%, porém o T-Note para 10 anos recuou de 1,84% para 1,80%, enquanto o T-Bond para 30 anos recuou de 2,37% para 2,27%. Os índices futuros da bolsa americana estão em leve queda, não indicando ainda nenhuma tendência na abertura.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com o Euro Stoxx subindo 0,06% com Frankfurt subindo 0,06%, Londres subindo 0,08% e Paris subindo 0,05%. Na Ásia as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio caindo 0,18%, Xangai subindo 0,25%, Hong Kong caindo 0,13% e Seul subindo 0,41%.

O preço do barril de petróleo despencou com a atuação dos sauditas, garantindo a oferta de petróleo. O WTI caiu 5,66%, a US$ 59,34 e o Brent recuou 6,48%, a US$ 64,55.

O contrato de 250g de ouro, OZ1D, caiu 1,39%, enquanto as criptomoedas, estão em alta nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,04%, a Ethereum subindo 7,36% e a Ripple subindo 12,81%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,12% e teve como maior alta o FII Presidente Vargas (PRSV11) com alta de 2,61% e como maior baixa o FII Hotel Maxinvest (HTMX11) com queda de 1,71%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

16/09/2019 às 11h29

Na sexta o Ibovespa recuou 0,83% e fechou aos 103.501 pontos com um giro financeiro de R$ 14,6 bilhões. Na semana, a alta foi de 0,55%, sendo a terceira semana consecutiva em alta.

Lá fora o cenário ficou estável na sexta, caindo mais por aqui no Brasil, com investidores realizando o lucro na semana e aguardando os próximos capítulos em relação a reforma tributária, que volta a preocupar, após Bolsonaro cortar os planos de Guedes.

Essa será uma semana intensa, na quarta teremos reunião do Copom e do FED para decisão sobre a política monetária, e um fato desse final de semana irá mexer muito nas apostas.

Um ataque às instalações da petroleira Saudi Aramco, na Arábia Saudita, representa uma perda de 5,7 milhões de barris por dia de petróleo, montante equivalente a aproximadamente 5% da produção mundial do óleo bruto. Rebeldes do Iêmen reivindicaram o ato, porém os EUA acreditam que o Irã está por trás disso. Já o Irã nega os ataques e acusam os EUA de buscarem um pretexto para retaliar o país.

Só para ter uma ideia, no início desta segunda o índice de petróleo futuro Brent, chegou a subir 19% para US$ 71,95. Já o WTI marcou alta de 15%, para US$ 63,34. Neste momento, 5 horas da manhã, o Brent está subindo 8,72% e o WTI subindo 7,55%.

O grande problema para a economia mundial, é que essa disparada do preço do barril de petróleo deve acelerar os números de inflação aqui no Brasil e no mundo, já que combustível é um item bastante representativo nos dados de inflação.

Quando analisamos o papel do Banco Central, é garantir a estabilidade dos preços e o poder de compra da moeda, ou seja, antes de pensar em crescimento econômico, a inflação deve ser controlada, e esse é o grande trade-off, ou poderia ser chamado de dilema, de qualquer BC. O quanto pode ser cortado de juros, sem que esse estímulo pressione a inflação de forma acentuada e fure o teto da meta.

Esse é o principal argumento para quem defende a manutenção de juros nos EUA, os falcões (com viés hawkish) estão mais preocupados com a inflação do que com o crescimento econômico, por isso não são a favor de cortar juros nesse momento, e com esse aumento do preço do barril de petróleo, eles ganham força e diminuem as apostas para um corte da taxa de juros nos EUA, apesar de se manter bastante alta a convicção de corte nas taxas por lá.

Por aqui, a conversa é do tamanho do corte, a grande aposta é para um corte de 0,50 ponto percentual. Grandes bancos já diminuíram ainda mais as apostas para Selic abaixo de 5%, o Bradesco já tinha colocado a perspectiva de Taxa Selic em 4,75% e agora foi a vez do Santander, que foi um pouco mais ousado e já projetou Selic em 4,50% para o final de 2019.

Seja como for, o BC poderá ser mais cauteloso com o corte de juros, por conta dessa pressão na inflação causado pelo ataque à Aramco, deixando os investidores mais apreensivos aguardando a Super Quarta.

Voltando pra sexta, o preço do barril de petróleo em queda contribuiu para a queda das ações da Petrobrás (PETR4) em 0,67%, porém hoje deve subir forte acompanhando a pressão causada nos preços da commodity. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,20%.

Os bancos fecharam em direções mistas, com o Itaú (ITUB4) subindo 1,35%, favorecido pelo  IPO da XP Investimentos, lembrando que o Itaú tem fatia de 49,9% da corretora. O Bradesco (BBDC4) recuou 1,29%, o Santander (SANB11) subiu 1,34%, o Banco do Brasil (BBAS3) recuou 1,79% e o Banco Inter (BIDI4) caiu 0,91%.

Os três maiores destaques do dia foram Marfrig (MRFG3) subindo 6,43%, após anunciar que irá abrir 400 vagas na sua fábrica em Promissão (SP), de olho no mercado chinês. Fecharam o top 3, Weg (WEGE3) com alta de 2,90% e JBS (JBSS3) subindo 2,50%. Somente 12 ações do índice fecharam positivas na sexta.

Na parte debaixo, as piores quedas foram de Kroton (KROT3) caindo 3,68%, Localiza (RENT3) caindo 3,54% e Multiplan (MULT3) caindo 3,38%.

Com a subida na sexta, a Marfrig se torna a maior alta de setembro, com 14,85% no acumulado, seguida pela Suzano (SUZB3) com alta de 14,51%. Já os piores de setembro seguem sendo Cyrela (CYRE3) e B2W (BTOW3) recuando, respectivamente, 12,54% e 11,17%.

Indo para a moeda, o dólar voltou a subir, pressionado pelas incertezas dessa semana com as reuniões dos BCs. Hoje a moeda pode voltar a subir por conta dessa pressão sobre o preço do barril de petróleo contribuir para argumentos de membros do FED mais cautelosos com a política monetária. O dólar subiu 0,66%, fechando em R$ 4,08. Na semana, a alta foi de 0,19%. O euro subiu 0,58% a R$ 4,52.

Os DIs tiveram um dia de alta, com a incerteza em relação ao tamanho do corte de juros. O DI jan 2021 subiu de 5,34% para 5,38%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,95% para 7,07%.

Isso ajudou a pressionar os preços dos títulos do Tesouro Nacional. A NTN-B Principal 2024 caiu de 2,92% + IPCA para 2,91% + IPCA, a NTN-B (com cupom) 2026 se manteve em 3,08% + IPCA, a LTN (prefixado) 2022 subiu de 5,88% para 5,90% enquanto a NTN-F (prefixado com cupom) se manteve em 7,26%.

Na agenda hoje teremos o IGP-10 e o IPC-s às 8hrs, e o relatório Focus às 8h25. Vale destacar que hoje será o vencimento de opções, que sempre ocorre na terceira segunda-feira de cada mês, prometendo um dia de muito volume e muita volatilidade para o Ibovespa.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam praticamente de lado, com o Dow Jones subindo 0,13%, o S&P500 subindo 0,08% e o Nasdaq caindo 0,22%.

Por lá, o mercado segue apreensivo aguardando novos sinais para tentar adivinhar com a decisão do FED na quarta, que ganha contornos mais dramáticos com a pressão do preço do barril de petróleo. O ponto positivo, é que EUA e China estão mais próximos de um acordo.

As Treasuries voltaram a subir, com a T-Bill para 3 meses subindo de 1,95% para 1,96%, o T-Note para 10 anos subindo forte de 1,78% para 1,90% e o T-Bond para 30 anos subindo de 2,26% para 2,37%.

Os índices futuros estão em baixa, indicando que o mercado deve iniciar em queda por lá, o Dow Jones cai 0,40%, S&P500 recua 0,44% e o Nasdaq recua 0,75%.

Na agenda norte-americana teremos às 9h30 o índice Empire State de atividade industrial em setembro em NY.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx (Zona do Euro) caindo 0,60%, com Frankfurt recuando 0,61%, Londres caindo 0,06% e Paris caindo 0,58%.

Hoje terá um encontro importante de Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido e Jean-Claude Juncker, presidente da comissão europeia para conversar sobre o Brexit.

Na Ásia, as bolsas fecharam em direções mistas, com Hong Kong caindo 1,03%, Xangai caindo 0,02% e Seul subindo 0,64%. No Japão, a bolsa de Tóquio ficou fechada por conta do feriado de Dia do Idoso.

Na China, a produção industrial surpreendeu negativamente, subindo apenas 4,4%, contra uma previsão de 5,2%.

O preço do barril de petróleo, seguia tranquilo até sexta-feira, com a Opep adiando a conversa sobre novos cortes na produção de barril de petróleo. O WTI recuou 0,44% a US$ 54,85 e o brent caiu 0,26%, a US$ 60,22.

O contrato de 250g de ouro, OZ1D, subiu 0,35%. Já as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o bitcoin subindo 0,13%, a ethereum subindo 3,21% e a ripple caindo 0,24%.

Para finalizar o IFIX subiu 0,09%, e o maior destaque positivo foi o FII Iridium Recebíveis Imobiliários (IRDM11) subindo 1,74% e a maior queda foi do FII Valore RE III (VGIR11) com queda de 2,51%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA FEIRA

13/09/2019 às 09h56

Ontem o Ibovespa subiu 0,89% a 104.370 pontos, com giro financeiro em R$ 16,6 bilhões.

O dia já começou positivo, com Trump adiando US$ 250 bilhões de tarifas em produtos chineses de 1º/10 para 15/10, porém, isso poderia não valer nada se o BCE tivesse uma atitude menos dovish, ou seja, menos preocupado com o crescimento econômico.

Logo cedo, Draghi anunciou a redução, já esperada, da taxa de depósitos em 10 pontos-base, de -0,4% para -0,5% ao ano. Além disso, reiniciou o quantitative easing, que é o programa de compras de ativos para aumentar a quantidade de dinheiro circulando na economia. O novo QE envolverá a compra de 20 bilhões de euros em ativos por mês.

Logo depois, na coletiva, Draghi disse que todos os países devem direcionar o seus esforços para atingir uma composição mais pró-crescimento nas finanças públicas, desse forma, pressionando o FED que terá reunião na próxima quarta.

Ontem, a Dinamarca também derrubou sua taxa, agora está -0,75%, enquanto a Turquia derrubou a taxa de 19,75% para 16,5%, mesmo com Erdogan querendo derrubar mais.

Como se não bastasse as boas notícias vindo do exterior, também tivemos uma boa notícia por aqui, que foi o crescimento em 0,8% do setor de serviços em julho, medido pelo IBGE, enquanto o mercado aguardava metade disso, 0,4%.

Com tudo isso, as bolsas fecharam em alta no mundo inteiro, por aqui as ações subiram forte, a começar pela Petrobrás (PETR4) que subiu 0,71%, mesmo com o preço do barril de petróleo caindo, já a Vale (VALE3) subiu 3,63%, seguindo alta do preço do minério de ferro que subiu 4,9%.

As ações de bancos fecharam em direções mistas, o Bradesco (BBDC4) caiu 1,08%, o Itaú (ITUB4) subiu 0,63%, o Santander (SANB11) subiu 0,83%, o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,43% enquanto o Banco Inter (BIDI4) caiu 0,48%.

As maiores altas do dia foram de Kroton (KROT3) subindo 5,69%, Azul (AZUL4) subindo 5,38% e Suzano (SUZB3) subindo 5,27%. Na parte de baixo, as maiores quedas foram de BR Malls (BRML3) caindo 2,08%, Eletrobrás (ELET3) recuando 1,96% e MRV (MRVE3), realizando o lucro da véspera, caindo 1,89%.

Em setembro as maiores altas no acumulado são de Suzano (SUZB3) subindo 11,93% e de Azul (AZUL4) subindo 10,51%, enquanto as maiores quedas acumuladas do mês são de Cyrela (CYRE3) caindo 10,28% e B2W (BTOW3) caindo 8,26%.

Indo para o dólar, a moeda voltou a recuar pelo terceiro dia seguido, impactado pelas boas notícias do exterior e com os BCs estimulando a economia via corte de juros. O dólar caiu 0,13% e fechou aos R$ 4,05, enquanto o Euro subiu 0,34% e fechou aos R$ 4,49.

Os DIs também tiveram um dia de queda, favorecido pela posição tomada pelo BCE de aumentar os estímulos. O DI jan 2021 caiu de 5,38% para 5,34%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 7,00% para 6,95%.

Essa queda nas taxas de juros refletiram nos títulos do Tesouro Direto, a NTN-B 2024 caiu de 2,96% + IPCA para 2,92% + IPCA, a NTN-B Principal 2026 caiu de 3,12% + IPCA para 3,08% + IPCA, a LTN 2022 caiu de 5,93% para 5,88% enquanto a NTN-F caiu de 7,29% para 7,26%.

Indo para os EUA ontem as bolsas fecharam em alta, com o Dow Jones subindo 0,18%, o S&P500 subindo 0,29% e o Nasdaq subindo 0,30%.

O mercado seguiu otimista desde o início do pregão, com Trump pegando mais leve com a China e adiando as tarifas, e seguiu com o BCE pressionando o FED para corte de juros, além disso Trump, pelo Twitter, falou que o BCE age rapidamente enquanto o FED fica parado.

As treasuries foram impactadas ontem e subiram no longo prazo, mas as curvas seguem invertidas, com a T-Bill para 3 meses caindo de 1,96% para 1,95%, mais caro que a T-note para 10 anos que subiu de 1,75% para 1,78%, já o T-Bond para a 30 anos subiu de 2,22% para 2,26%.

Os índices futuros das bolsas norte-americanas estão em alta, subindo de 0,30% a 0,37%, indicando abertura em alta hoje.

Indo para a Europa as bolsas abriram em alta, com Frankfurt subindo 0,49%, Paris subindo 0,50% e Madri subindo 0,76%. A exceção é Londres recuando 0,14%.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta também, com Tóquio subindo 1,05%, Xangai subindo 0,75%, Hong Kong subindo 0,98% e Seul subindo 0,84%.

Já o preço do barril de petróleo teve mais um dia de queda, com a Opep decidindo que um novo debate sobre novos cortes de juros terá de esperar até o próximo encontro em 04/12. Com isso o WTI caiu 1,18%, a US$ 55,09 e o Brent caiu 0,70% a US$ 60,38.

O preço do contrato de 250g de ouro, OZ1D, subiu 1,48%, enquanto as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 1,82%, a Ethereum subindo 0,61% e a Ripple caindo 0,14%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,13%, e teve como maior destaque alta do FII RB Capital General Shopping Sulacap FI(RBGS11) com alta de 4,34%, já a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos(XTED11) com baixa de 1,67%.

Ótima sexta e bons negócios!

Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

ACORDA MERCADO – QUARTA

11/09/2019 às 11h56

Ontem o Ibovespa caiu 0,14% e fechou aos 103.031 pontos com um giro financeiro de R$ 17,3 bilhões. Essa queda interrompeu uma sequência de quatro altas consecutivas.

No cenário interno, as varejistas pesaram para a queda da bolsa, por dois motivos: a Semana Brasil, que não teve o efeito esperado, e o lançamento do Amazon Prime no Brasil, que dá frete grátis e acesso a serviços de streaming de vídeo e música. Em uma só tacada, a Amazon ataca as varejistas do Brasil, assim como serviços disponibilizados por Spotify e Netflix, englobando tudo em um custo de apenas R$ 9,90 por mês no pacote anual, sem contar o teste grátis por 30 dias.

Apesar de chegar assustando as varejistas, que caíram bastante no pregão de ontem, a Amazon deverá enfrentar dificuldades em um mercado de e-commerce dominado por quatro empresas, que juntas possuem um market share de 70% e tem artifícios para poder contra-atacar.

Os bancos também voltaram a cair, após várias altas consecutivas com os investidores aproveitando para colocar o lucro no bolso. A queda da bolsa só não foi maior porque as empresas ligadas as commodities foram bem ontem.

Já no cenário externo, a expectativa se volta para a reunião do BCE que acontecerá amanhã, que pode anunciar um pacote de estímulos com corte na taxa de depósito compulsório, assim como vem acontecendo na China e, também, a retomada do programa de compra mensal de ativos, o QE (Quantitative Easing), que foi encerrada em dezembro do ano passado. Se os estímulos forem baixos, a tendência é de queda nas bolsas internacionais, já que o mercado aguarda um grande pacote de estímulos e essa decisão terá influência na reunião do FED semana que vem, para decidir sobre a taxa de juros.

O mercado ontem se dividiu entre varejistas e bancos indo mal, e empresas ligadas as commodities indo bem, o que acabou deixando a bolsa quase no zero a zero, se considerarmos que das quatro ações mais representativas da bolsa, dois são bancos (Itaú e Bradesco) e dois são ligadas a commodities (Petrobrás e Vale).

A começar pelos bancos que fecharam em queda, o Itaú (ITUB4) recuou 1,94%, o Bradesco (BBDC4) caiu 1,77%, o Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,68% e o Banco Inter (BIDI4) recuou 4,47%. Já o Santander (SANB11) subiu 0,42%

As ações da Vale (VALE3) subiram 0,73%, alinhados com a perspectivas de novos estímulos vindo da China. Já as ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,63%, mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. As maiores altas de ontem foram da YDUQS (YDUQ3) subindo 3,41%, da Kroton (KROT3) subindo 3,28% e da Gerdau (GGBR4) subindo 3,12%.

Na parte de baixo, as maiores quedas foram da Magazine Luiza (MGLU3) caindo 4,97%, da B2W (BTOW3) caindo 4,82%, da Via Varejo (VVAR3) caindo 3,28% e das Lojas Americanas (LAME4) caindo 3,19%. Ontem as ações em queda pesaram mais, já que das 68 ações do índice, apenas 24 fecharam em queda.

No mês, o grande destaque positivo segue sendo a Ultrapar (UGPA3) com alta acumulada de 11,94%. Já o destaque negativo continua sendo a MRV (MRVE3) com queda de 13,86% em setembro, apesar da Via Varejo (VVAR3) já encostar, com uma queda acumulada de 12,29%.

Indo para o dólar, a moeda ficou de lado, aguardando os pacotes de estímulos na reunião do BCE amanhã – se forem baixos ou considerados insuficientes, podem pressionar o dólar pra cima. O dólar recuou 0,07% a R$ 4,09. Já o euro caiu 0,15% a R$ 4,52.

Os DIs voltaram a subir, também a espera da reunião amanhã do BCE, que poderá influenciar na decisão do Copom na próxima semana. O DI jan 2021 subiu de 5,34% para 5,35%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,98% para 7,01%.

Vale ressaltar que ontem o Governo elevou a expectativa de PIB para 2019, de 0,81% para 0,85%, como resultado da liberação de saques das contas do FGTS e com a Selic recuando e estimulando a economia.

Indo para os Estados Unidos, ontem as bolsas fecharam de lado pelo terceiro dia seguido. Os investidores estão cautelosos com a atuação do FED na próxima semana. O Dow Jones subiu 0,28%, o S&P500 subiu 0,03% e o Nasdaq caiu 0,04%.

A decisão do BCE amanhã irá pesar bastante para uma decisão do FED na quarta que vem. Por enquanto o mercado terá que digerir os dados do PPI de agosto, divulgados hoje às 9h30, e os dados de estoques no atacado, revelados às 11hrs.

Os índices futuros estão subindo, porém de forma leve, de 0,10% a 0,20%, não indicando ainda nenhuma tendência na abertura das bolsas norte-americanas.

Indo para a Europa as bolsas abriram em alta, com Frankfurt subindo 1,00%, Londres subindo 0,97%, Paris subindo 0,39% e Madri subindo 0,08%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta também, com Tóquio subindo 0,96%, Seul subindo 0,84% e Hong Kong subindo 1,61%. A exceção foi Shanghai com queda de 0,41%.

O preço do barril de petróleo voltou a cair, depois de algumas altas consecutivas, com a decisão da demissão do conselheiro de Segurança Nacional dos EUA – que era mais linha dura com o Irã. Dessa forma, os EUA podem retomar os diálogos com o Irã, elevando a oferta da commodity e derrubando o preço. O WTI caiu 0,78% a US$ 57,40 e o Brent caiu 0,34% a US$ 62,38.

O preço do contrato de 250g de ouro oz1d subiu 1,00%. Já as criptomoedas estão em baixa nas últimas 24 horas, com o bitcoin caindo 2,56%, a ethereum caindo 2,04% e a ripple caindo 2,42%. Para finalizar o IFIX caiu 0,02%, tendo como maior destaque o FII Torre Almirante (ALMI11), subindo 3,02%.

Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

09/09/2019 às 18h03

Na sexta o Ibovespa subiu 0,68% e fechou aos 102.935 pontos. O giro financeiro ficou abaixo da média em R$ 13,9 bilhões. Na semana, o índice acumulou alta de 1,78%.

No cenário interno, o IPCA de agosto foi de 0,11%, em linha com as expectativas, e mantendo o acumulado de 12 meses em 3,43%, bem abaixo da meta de 4,25% e reforçando ainda mais o cenário de corte na taxa Selic, chegando a 5,5% na próxima reunião e ajudando a impulsionar a bolsa.

Com isso, os analistas vêm ajustando a projeção de Selic para o final do ano, dessa vez o Bradesco reduziu a projeção de 5,00% para 4,75%. Além do fato do IPCA estar baixo, na semana passada o presidente do BC Campos Neto anunciou que poderia reduzir os depósitos compulsórios, fazendo com que os bancos fossem os maiores protagonistas da sexta.

As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,18%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,06%, do Itaú (ITUB4) subiram 3,34% e do Santander (SANB11) subiram 2,39%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 2,27%.

As ações da Petrobrás (PETR4) acompanharam a alta do preço do barril de petróleo para fechar em 0,49% positivo, enquanto a Vale (VALE3) foi puxada pela queda do preço de minério de ferro e recuou 0,15%.

As maiores quedas na sexta foram da CCR (CCRO3) com queda de 4,26%, do Pão de Açúcar (PCAR4) caindo 3,44% e do BTG Pactual (BPAC11) com queda de 3,11%.

No mês, o maior destaque segue sendo a Ultrapar (UGPA3) com alta de 9,87% e a maior queda segue sendo da MRV (MRVE3) que não para de cair, e já acumula queda de 11,42% em setembro.

Indo para o dólar, a moeda caiu 0,72%, fechando em R$ 4,07, dando um alívio nas altas consecutivas. Na semana, a desvalorização foi de 1,49%, interrompendo uma sequência de sete altas consecutivas do dólar. A expectativa de corte de juros nos EUA foram reforçadas por Powell na sexta-feira e contribuíram para a desvalorização do dólar. O euro recuou 1,06%, fechando em R$ 4,49.

Os DIs fecharam em queda no curto prazo, com tudo indicando um corte de meio ponto na próxima reunião. O DI jan 2021 recuou de 5,39% para 5,37%. Já os DIs de longo prazo foram influenciados pelo medo de uma desaceleração econômica, com o o DI jan 2025 subindo de 6,98% para 7,00%

Na agenda, teremos os dados do IPC-S às 8 horas e às 8h25 o relatório Focus, que deve indicar mais redução na taxa Selic para esse ano.

No cenário externo, as notícias também contribuíram para a alta do Ibovespa, primeiro com o FED sinalizando que irá cortar juros na próxima reunião, e com o Reino Unido cada vez mais longe de um hard Brexit.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam em direções mistas, com o Dow Jones subindo 0,26%, o S&P500 subindo 0,09% e o Nasdaq recuando 0,17%. No mercado futuro, os três índices estão com leve alta, não indicando ainda tendência de mercado.

Na sexta, o payroll veio abaixo do esperado, a previsão era a geração de 150 mil vagas de emprego e foram gerados apenas 130 mil vagas, o que contribui para o FED cortar juros na próxima reunião, como forma de estimular a economia.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com Frankfurt subindo 0,24%, Londres subindo 0,37%, Paris subindo 0,02% e Madri subindo 0,14%. Na agenda, teremos a divulgação da balança comercial na Alemanha e no Reino Unido.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,56%, Shanghai subindo 0,84% e Seul subindo 0,52%. Já Hong Kong fechou praticamente de lado, com queda de 0,01%. No Japão hoje foi divulgado o PIB do segundo trimestre anualizado, que teve crescimento de 1,3%. Na China, foram divulgados os dados da balança comercial (que frustraram as expectativas), com o superávit em agosto vindo bem abaixo do esperado, já refletindo os efeitos da guerra comercial com os EUA.

O preço do barril de petróleo voltou a subir novamente, com a tendência de corte de juros nos EUA e maior estímulo ao crescimento da economia, aumentando a demanda pela commodity. O WTI subiu 0,39% a US$ 56,52, enquanto o Brent subiu 0,97% a US$ 61,54.

O preço do contrato de 250g de ouro oz1d caiu 1,97%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O bitcoin está caindo 3,23%, a ethereum recuando 2,45% e a ripple caindo 2,15%.

Para finalizar, o IFIX caiu 0,02%, tendo como maior destaque o FII Rio Bravo de Renda Corporativa(BMLC11B), com alta de 3,21%.

Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

06/09/2019 às 09h21

Ontem o Ibovespa subiu 1,04%, fechando aos 102.243 pontos, com giro financeiro em R$ 16,1 bilhões.

No cenário interno o dia foi positivo, primeiramente por Bolsonaro ter desistido de flexibilizar o teto de gastos, ouvindo assim o conselho de Paulo Guedes e tranquilizando o mercado. Roberto Campos Neto, presidente do BC, foi o principal responsável pela alta do Ibovespa ontem, pois em uma conferência ele disse que haverá uma redução estrutural dos depósitos compulsórios, que ele considera um valor alto atualmente, em torno de R$ 400 bilhões.

Além disso, confirmou que há espaços para queda na Selic, reforçando o otimismo dos investidores com um corte de mais 0,5 ponto percentual, chegando a 5,5%.

No cenário externo, o dia foi positivo também. Primeiro com os dados divulgados de empregos no setor privado nos EUA, registrando um aumento de 195 mil vagas de emprego, bem acima do esperado que era de 158 mil vagas. Além disso, os discursos dos membros do FED, uma data marcara para reunião com a China, uma chance baixa de um Brexit sem acordo e os dados mais positivos na China, todos esses fatores em conjunto, ajudaram a elevar o otimismo global, fazendo com que as bolsas no mundo inteiro fechassem em alta.

Por aqui os destaques foram os bancos, que seriam os principais beneficiados com a redução estrutural dos compulsórios. Por isso as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 3,49%, do Bradesco (BBDC4) subiram 2,45%, do Itaú (ITUB4) subiram 2,84%, do Santander (SANB11) subiram 2,82% e do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,25%.

As ações da Vale (VALE3) fecharam de lado, mas se segurou de uma queda, já que o preço do minério de ferro voltou a cair. Já as ações da Petrobrás (PETR4) aproveitaram a alta do preço do barril de petróleo para subir 0,50%.

As maiores altas de ontem foram da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4), subindo respectivamente, 6,28% e 4,47%, favorecidos pelos dados de tráfego e pelo aumento do resultado operacional das duas empresas. Itaúsa (ITSA4) fechou o top 3, com alta de 3,62%. Na parte de baixo, as maiores quedas foram da Cielo (CIEL3) caindo 2,02%, do BTG Pactual (BPAC11) caindo 1,97% e da YDUQS (YDUQ3) caindo 1,93%.

No acumulado do mês, a maior queda ainda é da MRV (MRVE3) caindo 8,78% e a maior alta é da Ultrapar (UGPA3) subindo 8,95% em setembro.

Indo para o dólar, a moeda ficou praticamente o dia todo operando em queda, porém no final do dia reverteu para uma leve alta de 0,11%, fechando a R$ 4,11. Com as notícias melhores e inclusive com o FED olhando para um corte maior na taxa de juros, o dólar deve sofrer menos e voltar a cair abaixo do patamar dos R$ 4,00. O Euro caiu 0,09% a R$ 4,52.

Os DIs recuaram acompanhando as falas de Campos, que praticamente cravou uma Selic a 5,5% na próxima reunião em 18 de setembro. O DI jan 2021 caiu de 5,42% para 5,39%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,99% para 6,98%, se mantendo abaixo dos 7%.

Na agenda hoje teremos o IPCA de agosto, que deve ser mais um importante indicador que favorece o corte de juros, a expectativa é de um aumento de 0,10%, colocando o acumulado em 12 meses em 3,42%, bem abaixo do centro da meta atual, que é de 4,25%. Além disso teremos o IGP-DI às 8hrs.

Indo para os Estados Unidos o dia foi de alta, o Dow Jones subiu 1,41%, o S&P500 subiu 1,30% e o Nasdaq subiu 1,75%.

Os índices futuros estão subindo de 0,10% a 0,27%, não indicando ainda uma tendência de abertura em alta, até porque o mercado deve esperar para tomar uma decisão, já que às 9h30 tem payroll, que mexe bastante com o mercado, e se não bastasse, às 13h30 tem discurso de Powell, no qual todos estão confiando em um discurso mais dovish, ou seja, mais favorável ao corte de juros. Até por isso, os índices futuros não apresentam uma clara tendência, seja para cima ou para baixo.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em baixa, com Paris caindo 0,20%, Madri caindo 0,24% e Londres caindo 0,11%. A exceção é Frankfurt subindo 0,17%. Na agenda por lá, temos a produção industrial na Alemanha e a revisão final do PIB do 2º trimestre na zona do euro.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,54%, Shanghai subindo 0,46%, Hong Kong subindo 0,66% e Seul subindo 0,22%.

O preço do barril de petróleo voltou a subir, à medida que um cenário econômico global mais favorável, contribui para uma maior demanda pela commodity. O WTI subiu 0,07% a US$ 56,30 e o Brent subiu 0,41% a US$ 60,95.

O contrato de ouro oz1d, caiu 2,68%. Enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, com o bitcoin subindo 1,52%, a ethereum subindo 1,42% e a ripple subindo 0,04%. Para finalizar, o IFIX caiu 0,07%, tendo como o maior destaque o FII CSHG Prime Offices (HGPO11) com alta de 2,01%.

ACORDA MERCADO – QUARTA

04/09/2019 às 09h15

Ontem o Ibovespa caiu 0,94% em um dia de fortes oscilações. O índice chegou a bater 101.416 pontos, porém, durante o dia, foi recuando e rompeu a barreira dos 100 mil pontos para fechar em 99.406. O giro financeiro foi de R$ 17,3 bilhões.

O motivo da queda começou no cenário interno. A produção industrial caiu 0,3% em julho, contra a expectativa de uma expansão de 0,5%, voltando a causar preocupações com o crescimento do Brasil após o PIB ter surpreendido na semana passada e contribuído para os analistas aumentarem a expectativa de crescimento para o final do ano no Boletim Focus.

O cenário externo também pesou para a queda do índice. Primeiro com mais um capítulo da guerra comercial entre China e EUA, que ainda não marcaram uma nova data para se encontrarem e debaterem um acordo comercial. Em segundo lugar, dados fracos nos EUA corroboram para uma expectativa de desaceleração do crescimento global. O PMI do setor industrial caiu em agosto para 50,3, o menor nível em uma década. Já o ISM caiu de 51,2 para 49,1 em agosto, abaixo de todas as estimativas.

Para finalizar o cenário ruim do dia, no Reino Unido, os parlamentares aprovaram na noite de ontem uma moção que permite votar hoje o adiamento da saída do Reino Unido da UE por três meses, para 31 de janeiro de 2020. O parlamento começa a se virar contra o Primeiro-Ministro Boris Johnson, que é a favor de uma saída forçada e ameaça convocar eleição antecipada em outubro, como forma de pressionar o Parlamento.

Com esse cenário nebuloso, a maioria das ações fecharam em baixa, como é o caso da Vale (VALE3) que recuou 1,06%, acompanhando mais uma queda do preço do minério de ferro. Assim como derrubou os bancos, o Bradesco (BBDC4) caiu 1,63% e o Itaú (ITUB4) caiu 1,91%. Falando em Itaú, ontem o vice-presidente de finanças e risco, Milton Maluhy, afirmou que o PDV do banco (que foi até 31 de agosto) teve adesão acima do esperado. Já as ações do Santander (SANB11) caíram 2,14%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,86% e do Banco Inter (BIDI4) caíram 1,19%.

As ações da Petrobrás(PETR4) se descolaram do índice, ao subir 1,19% com a notícia de que a produção de petróleo e gás pela estatal atingiram recorde em agosto. As maiores altas do dia foram de YDUQS (YDUQ3) subindo 3,06%, seguido pela Ultrapar (UGPA3) com alta de 2,34% e da Marfrig, subindo 1,91%. Das 66 ações do Ibovespa, 13 fecharam em alta. Já na parte de baixo, as maiores quedas foram da MRV (MRVE3) caindo 4,82%, BTG Pactual (BPAC11) caindo 4,77% e Gol (GOLL4) caindo 3,30%.

Indo para o dólar, a moeda, assim como o Ibovespa, oscilou bastante durante o dia, chegou a cair para R$ 4,15 durante o dia, mas não resistiu e fechou próximo do patamar de abertura, em R$ 4,17, em leve baixa de 0,09%. Lembrando que os analistas começaram a ajustar a estimativa do dólar para o final do ano. No Boletim Focus, divulgado na segunda, a projeção para o final de 2019 subiu de R$ 3,80 para R$ 3,85. Já o euro caiu 0,09% e fechou em R$ 4,59.

Os DIs tiveram mais um dia de queda, já que uma produção industrial fraca força o Copom a derrubar os juros para estimular a economia. O DI jan 2021 caiu de 5,58% para 5,50%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 7,18% para 7,09%. É forte a aposta para um corte de 50bp na próxima reunião do Copom, no dia 18 de setembro.

Na agenda hoje teremos às 9h30 o início da votação do parecer da reforma da previdência na CCJ do Senado, inclusive do texto da PEC paralela, que inclui a participação dos Estados e Municípios. A ideia dos senadores é concluir essa votação ainda hoje. Além da votação, teremos na agenda às 14h30 os dados de fluxo cambial semanal.

Indo para os Estados Unidos, o dia foi de queda, com o Dow Jones recuando 1,08%, o S&P 500 caindo 0,69% e o Nasdaq caindo 1,11%. Essa queda foi motivada pelos dados ruins da economia, que ajudam a pressionar a taxa de juros nos EUA, que seguem invertidas. A T-Bill de 3 meses está pagando 1,96%, enquanto o T-Note para 10 anos está pagando 1,47%, gerando preocupação dos investidores com uma recessão, já que a curva invertida foi prenúncio de praticamente todas as crises anteriores.

Na agenda norte-americana teremos hoje os dados da balança comercial de julho às 9h30 e a divulgação do Livro Bege às 15hrs. Além disso, 4 membros do FED irão discursar hoje e a expectativa é de um tom mais dovish, ou seja, olhando para a necessidade de cortar juros e voltar a estimular a economia após os dados ruins divulgados ontem. Os índices futuros estão subindo, indicando abertura em alta, o futuro do Dow Jones está subindo 0,78%, do S&P 500 subindo 0,82% e do Nasdaq subindo 1,12%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta também, após a queda de ontem. Frankfurt está subindo 1,14%, Paris subindo 1,04%, Londres subindo 0,54% e Madri subindo 0,70%. Na agenda por lá, teremos o PMI composto da Alemanha, do Reino Unido e da zona do euro.

Na Ásia as bolsas fecharam em alta hoje, Tóquio subiu 0,18%, Shanghai subiu 0,93%, Hong Kong subiu 3,90% e Seul subiu 1,16%.

O preço do barril do barril de petróleo voltou a cair com a expectativa de desaceleração global. O WTI caiu 0,68% a US$ 58,26 e o Brent caiu 2,10% a US$ 53,94. As criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, com o bitcoin subindo 1,89%, a ethereum subindo 0,79% e a ripple subindo 0,32%. O contrato de ouro oz1d subiu 0,19% ontem.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,03%, o FII que mais subiu ontem foi o Fundo de Investimento Imobiliário Europar (EURO11) com alta de 2,46%.

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

02/09/2019 às 20h42

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,61% e fechou aos 101.134 pontos com um giro financeiro de R$ 21,7 bilhões. Foi a quarta alta consecutiva na bolsa, que quase conseguiu reverter o cenário de queda no mês de agosto, fechando com baixa de 0,67%.

O mercado ainda digeriu positivamente a divulgação do PIB (Produto Interno Bruto) com crescimento de 0,4% no segundo trimestre desse ano, que foi o dobro do que o mercado esperava, e mais do que isso, afastou o fantasma de uma recessão técnica caso viesse negativo. Esse aumento deve gerar um impacto positivo no boletim Focus, com os analistas voltando a revisar o PIB de 2019 pra cima.

No cenário externo, a Argentina gera preocupações, por ser o terceiro maior importador do mercado brasileiro, atrás apenas da China e dos EUA, com isso podemos ser afetados em nossas exportações – principalmente no setor automotivo.

E por lá, a cada semana as coisas pioram mais. Dessa vez, Macri decretou restrições à compra de dólar, com limite de US$ 10 mil por mês para pessoa física, e impôs novos prazos para exportadores liquidarem operações. O CDS de 5 anos, indicador de risco, disparou de 900 para 4.200 pontos, com o adiamento do pagamento das dívidas de curto prazo e possibilidade de renegociação de prazo, constituindo um default, segundo agências de rating como a S&P.

Já a China e EUA não recuaram e aplicaram as novas tarifas que estavam programadas para começar agora em setembro. Os EUA irão aplicar 15% sobre US$ 112 bilhões sobre produtos chineses, enquanto os chineses irão aplicar tarifas de 5% a 10% a uma ampla gama de produtos norte-americanos. Apesar disso, a semana passada foi marcada por uma trégua na guerra comercial e com a possibilidade de retomar as conversas nessa semana para enfim acabar com essa disputa.

Com essas notícias, principalmente com o foco no cenário interno, a bolsa voltou a subir. As ações da Vale (VALE3) subiram 1,04%, já as ações da Petrobrás (PETR4) fecharam de lado, com a ação conseguindo se segurar em alta mesmo com a queda do preço do barril de petróleo.

Os bancos fecharam em direções mistas, com o Bradesco (BBDC4) subindo 1,54%, o Itaú (ITUB4) caindo 0,44%, o Santander (SANB11) subindo 0,21%, o Banco do Brasil (BBAS3) subindo 2,57% e o Banco Inter (BIDI4) caindo 3,17%.

As maiores altas do dia foram Via Varejo(VVAR3) subindo 5,74%, IRB Brasil(IRBR3) subindo 4,32% e Bradesco(BBDC3) subindo 4,05%. Já na parte debaixo, as maiores quedas foram da Azul(AZUL4) caindo 2,98%, a YDUQS(YDUQ3) caindo 2,75% e a Magazine Luiza(MGLU3) caindo 2,60%.

Indo para o dólar, a moeda voltou a cair com a atuação do BC. Na sexta a moeda recuou 0,68%, fechando em R$ 4,14, porém no mês, a alta foi de 8,5%. Esse valor afasta um pouco o receio de chegar a R$ 4,30, patamar que poderia afetar o IPCA e por consequência, diminuir o ímpeto do Copom em cortar mais taxa de juros. Já o euro recuou 1,78% para fechar em R$ 4,53.

Os DIs tiveram um dia de queda nos vencimentos mais curtos, com a melhora no cenário interno. O DI jan 2021 caiu de 5,62% para 5,59%, enquanto o DI jan 2025 se manteve em 7,22%. O DI jan 2025 foi bastante afetado nesse mês de agosto, em julho ele tinha fechado em 6,90%.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam praticamente de lado, com o Dow Jones subindo 0,16%, o S&P500 subindo 0,06% e o Nasdaq caindo 0,13%, na expectativa dos próximos capítulos da guerra comercial com a China.

Por lá foi um mês difícil também, com o agravamento da guerra comercial que provocou fortes oscilações na bolsa em agosto, porém, na última semana a declaração de membros do governo chinês, dizendo que as retaliações já era o suficiente, ajudaram a apaziguar os ânimos. Na agenda norte-americana nenhum indicador relevante sai hoje, já que é feriado e as bolsas ficarão fechadas por lá. É o Labor Day, equivalente ao nosso primeiro de maio.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com Frankfurt subindo 0,42%, Paris subindo 0,38%, Londres subindo 1,48% e Madri subindo 0,47%.

Na Ásia as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio caindo 0,41%, Shanghai subindo 1,31%, Hong Kong caindo 0,38% e Seul subindo 0,07%. Na China o PMI industrial foi divulgado, voltando a ficar acima de 50, indicando expansão econômica após ficar com 49,9 em julho.

O preço do barril de petróleo voltou a cair, após notícia de que a Rússia não está cortando produção de barril de petróleo, conforme combinado na reunião da OPEP, dessa forma elevando a oferta e derrubando o preço. O WTI caiu 2,84%, a US$ 55,10 e o Brent caiu 2,05%, a US$ 59,25.

O contrato de 250g de ouro oz1d caiu 3,15%, enquanto as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o bitcoin subindo 2,02%, a ethereum subindo 0,73% e a ripple caindo 0,57%. Para finalizar, o IFIX subiu 0,65%, e teve como maior destaque o FII Grand Plaza Shopping (ABCP11) com alta de 6,76%.