Revista Statto

ACORDA MERCADO QUARTA

24/06/2020 às 09h30

Ontem o Ibovespa subiu 0,67%, fechando aos 95.975 pontos. O giro financeiro foi de R$ 26,2 bilhões.

O dia foi de alívio no mercado global após o presidente americano Donald Trump afirmar que “o acordo comercial com a China está totalmente intacto”. A declaração de Trump foi dada após os comentários de Peter Navarro, consultor comercial da Casa Branca, ter dado a entender o contrário, alimentando temores por parte dos investidores.

Até por isso, a mídia estatal chinesa comprou a briga e disse que não pode ser desfeito o dano da fala do assessor de que o acordo teria acabado, voltando a gerar tensão entre EUA e China.

O índice que mede o nível de atividade econômica, PMI, calculado pelo IHS Markit, mostrou forte recuperação da zona do euro entre maio e junho. O índice saltou de 31,9 pontos, em maio, para 47,5 pontos, em junho, ajudando a manter um bom humor externo.

Ontem também foi divulgada a ata do Copom. No documento, o Banco Central reiterou que eventual ajuste futuro na Selic será apenas “residual”, levando a crer que haverá mais um corte na taxa, levando a Selic para 2,00%.

Apesar do bom humor na economia, segue no radar o avanço dos casos da Covid-19 pelo mundo e os efeitos da pandemia na atividade econômica. O coronavírus já infectou 9,2 milhões de pessoas no mundo e o número de mortes já chega a quase 475 mil.

Olhando para os indicadores, as vendas de novas moradias nos Estados Unidos saltaram 16,6% em maio, atingindo 676 mil unidades.

Aqui no Brasil, a agência de classificação de risco Moody’s reduziu as perspectivas econômicas para 2020, alertando que a recuperação do Brasil pode ser afetada pelas incertezas em torno da capacidade do país em controlar a pandemia. A Moody’s espera que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha uma retração de 6,2% neste ano, ante avaliação anterior de queda de 5,2%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 37 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,34% (R$ 21,65), mesmo com o preço do barril de petróleo recuando. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,07% (R$ 55,59).

As ações dos bancos privados fecharam em queda. As do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,14% (R$ 21,55), do Itaú (ITUB4) caíram 1,32% (R$ 26,86) e do Santander (SANB11) recuaram 2,05% (R$ 30,16). Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,87% (R$ 33,53) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,56% (R$ 13,00).

As ações da XP na Nasdaq dispararam 6,42%, fechando aos US$ 49,43.

As ações que mais subiram foram da Gol (GOLL4) subindo 10,86% (R$ 19,90), seguida pelas ações da Usiminas (USIM5) subindo 10,34% (R$ 7,68) e pelas ações da Azul (AZUL4) subindo 9,06% (R$ 22,50).

E, mais uma vez, os papéis do banco BTG Pactual figuraram entre os maiores destaques positivos. O pulo de 3,25% ainda espelha a procura pelos papéis mais acirrada desde a véspera, com o anúncio de nova oferta primária na B3.

Já a as maiores quedas foram da IRB Brasil (IRBR3) caindo 4,96% (R$ 11,50), seguida pelas ações da CPFL (CPFE3) recuando 3,32% (R$ 30,55) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) caindo 2,57% (R$ 12,50). Na B3, as ações que mais subiram foram da BRB Banco de Brasília (BSLI3) disparando 65,86% (R$ 141,00). Já as maiores quedas foram da Mercantil do Brasil (MERC3) caindo 49,61% (R$ 21,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), IRB Brasil (IRBR3), Vale (VALE3) e Bradesco (BBDC4).

A busca por ativos de risco em todo o mundo e a percepção de que o BC adotou uma postura mais cautelosa sobre os rumos dos juros no Brasil garantiram mais uma queda de juros. Em sua terceira queda seguida, o dólar recuou 2,25%, fechando aos R$ 5,15 e atingiu o nível mais baixo em uma semana. Já o euro caiu 1,41%, fechando aos R$ 5,83.

O ambiente positivo tanto no exterior quanto no cenário doméstico ajudou os juros futuros a fecharem em queda em praticamente todos os vencimentos, em linha com a queda firme do dólar. A exceção foi a ponta mais curta, se ajustando a ata do Copom, que reiterou o espaço para um novo corte da Selic. O DI jan 2021 se manteve em 2,03%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,90% para 5,83%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,71% para IPCA + 2,72%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,19% para 4,16%.

Diante dos sinais cada vez mais fortes de uma retomada da atividade econômica mais acelerada do que o antecipado pelos mercados, os investidores foram novamente às compras em Nova York e os principais indicadores acionários americanos encerraram em alta novamente.

O Dow Jones subiu 0,50% (26.156), o S&P 500 subiu 0,43% (3.131) e o Nasdaq subiu 0,74% (10.131), cravando mais um novo recorde.

As ações da FAANG’s fecharam em alta. As ações da Google subiram 0,92%, Netflix recuaram 0,38%, Amazon subiram 1,86%, Facebook subiram 1,26% e Apple subiram 2,13%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 1,10%, o S&P 500 caindo 0,98% e o Nasdaq caindo 0,57%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,13%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,47%.

Na agenda norte-americana teremos de relevante apenas os estoques de petróleo do DoE às 11h30, que devem crescer em 600 mil barris.

As bolsas na Europa abriram em queda também. A Euro Stoxx 50 está caindo 2,03% (3.231), de Frankfurt caindo 2,42% (12.221), de Londres caindo 2,45% (6.165), Paris caindo 2,01% (4.916), Milão está caindo 1,63% (19.518) e Madri está caindo 1,94% (7.294).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio caiu 0,07% (22.534), Xangai subiu 0,30% (2.979), Hong Kong caiu 0,50% (24.781) e Seul subiu 1,42% (2.161).

Após três dias seguidos de alta, os preços do petróleo voltaram a recuar, diante dos dados de estoques semanais.  Hoje, o DoE divulga o número semanal de estoques de petróleo no país. Os investidores temem que o relatório aponte uma alta no volume total de barris de petróleo americano pela terceira semana consecutiva, para níveis recordes.

O WTI recuou 0,88%, a US$ 40,37, enquanto o Brent caiu 1,05%, a US$ 42,63. Hoje o WTI está caindo 1,31% e o Brent está caindo 0,96%. O índice VIX está subindo 5,77%, aos 33,18 pontos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,02% enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,93% (US$ 9.516), a Ethereum caindo 0,11% (US$ 242,76) e a Ripple caindo 1,25% (0,1863).

O IFIX subiu 0,08% (2.794). A maior alta foi do Santander Papéis Imobiliários CDI (SADI11) subindo 5,24%. Já a maior queda foi do FII CSHG Imobiliário FoF (HGFF11) caindo 2,12%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

22/06/2020 às 09h59

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,46%, fechando aos 96.572 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,5 bilhões, com alta de 4,07% na semana. No mês, até aqui, saldo positivo de 10,50%. No ano, tombo de 16,49%.

A semana foi marcada pela decisão do Copom de cortar a Selic em 0,75 ponto percentual e deixar espaço para uma nova redução. Essa “porta aberta” colaborou com a bolsa, já que com a taxa cada vez mais baixa, estimula investidores a buscarem mais risco, assim como estimulou o dólar (desestimulando o real), pois o Brasil perdeu atratividade frente aos pares emergentes.

Na Europa, investidores repercutiram de maneira positiva a reunião dos líderes das 27 economias da União Europeia para discutir um programa de estímulo de 750 bilhões de euros para ajudar no processo de recuperação econômica das economias da região.

Já nos EUA, as bolsas estavam subindo até a notícia do fechamento de 11 lojas da Apple em território americano, por medo da Covid-19. São estabelecimentos que tinha sido reabertos, mas que devem ter novamente as portas fechadas por causa do salto de contágio após medidas de isolamento serem relaxadas pelos governos de diversos estados americanos.

Essa semana teremos a ata do Copom amanhã, porém, o mercado está apreensivo com o avanço no caso da prisão de Fabricio Queiroz, e o quanto isso pode impactar a governabilidade do Executivo.

Na semana, a Cielo se destacou com alta de 35,39%, beneficiada pelo anúncio de parceria fechada com o novo meio de pagamentos do WhatsApp no Brasil. Já a maior queda foi da IRB Brasil, com queda acumulada de 9,57%.

Já na sexta, das 75 ações do índice, 48 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,60% (R$ 21,47), na contramão do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,78% (R$ 55,17).

As ações dos bancos fecharam em alta, com exceção do BB. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,27% (R$ 22,36), do Itaú (ITUB4) subiram 1,96% (R$ 28,09), do Santander (SANB11) subiram 2,05% (R$ 31,34) e do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,34% (R$ 33,94). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,71% (R$ 11,42). As ações da XP na Nasdaq recuaram 1,79%, fechando aos US$ 47,22.

As ações que mais subiram foram da MRV (MRVE3) subindo 5,66% (R$ 17,76), seguida pelas ações da RaiaDrograsil (RADL3) subindo 4,70% (R$ 114,23) e da Qualicorp (QUAL3) subindo 4,69% (R$ 29,00).

Já a as maiores quedas foram da CSN (CSNA3) caindo 3,77% (R$ 11,21), seguida pelas ações da Fleury (FLRY3) caindo 3,42% (R$ 25,11) e pelas ações da Bradespar (BRAP4) caindo 2,88% (R$ 36,06).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Teka (TEKA3) subindo 200% (R$ 44,94). Já as maiores quedas foram de Textil Renauxview (TRXR3) caindo 31,96% (R$ 159,89).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Depois de sete altas consecutivas, o dólar finalmente voltou a cair. No entanto, o movimento não foi linear e contou com uma dose reforçada de instabilidade. Vale dizer ainda que, apesar do ajuste, o dólar teve firme alta na semana, a mais intensa desde maio. Na semana o dólar subiu 5,41%, com o diferencial de juros entre os que pagam os títulos públicos e privados brasileiros e os que pagam os títulos de países desenvolvidos como os Estados Unidos.

Na sexta o dólar recuou 0,97%, fechando aos R$ 5,31, distante da máxima que foi de R$ 5,38. Já o euro recuou 1,58%, aos R$ 5,93.

As taxas de juros futuros fecharam em queda, revertendo o forte avanço na véspera. Com um alívio da pressão no dólar e o avanço das divisas emergentes, as taxas dos juros futuros caíram em bloco, reduzindo o prêmio de risco na curva.

O DI jan 2021 recuou de 2,06% para 2,02%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,83% para 5,81%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,62% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,23% para 4,15%.

Na agenda teremos os relatórios Focus às 8h25 e a balança comercial semanal às 15 horas.

As bolsas de NY tiveram mais um dia instável e fecharam sem direção única, porém com viés mais para o lado negativo. Os três principais índices operavam com altas modestas no início da do dia, até que o anúncio do fechamento de lojas da Apple em Estados americanos com aumentos de casos de Covid-19 ajudou a desestabilizar o desempenho em mais um dia. Ainda assim, a semana foi encerrada com ganhos.

Na semana o Dow Jones subiu 1,04%, o S&P 500 subiu 1,86% e o Nasdaq subiu 3,73%. Já na sexta, o Dow Jones recuou 0,80% (25.871), o S&P 500 caiu 0,56% (3.098) e o Nasdaq subiu 0,03% (9.946).

As ações da FAANG’s fecharam sem direção definida. As ações da Google recuaram 0,66%, Netflix subiu 0,86%, Amazon subiu 0,79%, Facebook subiu 1,21% e Apple recuaram 0,57%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,96%, o S&P 500 subindo 0,99% e o Nasdaq subindo 0,97%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,14%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos recuaram de 1,50% para 1,46%.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas de moradias usadas em maio às 11 horas.

As bolsas na Europa abriram em leve alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 0,07% (3.271), de Frankfurt subindo 0,18% (12.352), de Londres subindo 0,12% (6.300), Paris subindo 0,26% (4.992), Milão está subindo 0,08% (19.634) e Madri está recuando 0,19% (7.400).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. Tóquio recuou 0,18% (22.437), Xangai caiu 0,08% (2.965), Hong Kong caiu 0,54% (24.511) e Seul caiu 0,68% (2.126).

O petróleo fechou em alta sexta e terminou a semana com ganhos de quase 10%, com expectativas positivas sobre um reequilíbrio entre oferta e demanda. O WTI subiu 2,34%, a US$ 39,75, enquanto o Brent subiu 1,63%, a US$ 42,19.

Hoje o WTI está caindo 0,13% e o Brent está subindo 0,02%. O índice VIX está caindo 2,53%, aos 34,23 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,73% enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,53% (US$ 9.415), a Ethereum subindo 1,84% (US$ 234,95) e a Ripple subindo 0,09% (0,1876).

O IFIX subiu 0,33% (2.804). A maior alta foi do FII XP Log (XPLG11) subindo 3,77%. Já a maior queda foi do FII Floripa Shopping (FLRP11) caindo 3,58%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

19/06/2020 às 09h40

Ontem o Ibovespa subiu 0,60%, fechando aos 96.125 pontos. O giro financeiro foi de R$ 27,5 bilhões.

Este foi o terceiro pregão consecutivo de ganhos no Ibovespa, que acumula na semana uma alta de 3,59% e, em junho, de 9,98%. Ainda assim, o índice recua 16,9% em 2020.

Apesar da alta, o dia não foi fácil. Começando com a notícia da prisão de Fabrício Queiroz. Ex-assessor do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro, Queiroz é investigado pela participação num suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia do Rio de Janeiro. Nesse esquema, servidores de menor escalão dão uma parte do próprio salário aos seus superiores em troca do cargo. Além disso, tivemos o anúncio da demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

O otimismo mostrado por Guedes na quarta foi suficiente para os investidores não saírem vendendo os seus papéis. Além disso, a taxa Selic Meta confirmada a 2,25% e com o Copom deixando as portas abertas para uma nova redução, também ajudaram a manter a bolsa em alta.

Entre os indicadores, o IBC-Br, considerado prévia do PIB, sofreu uma contração de 9,73% no mês de abril ante março. O recuo foi um pouco menor que a expectativa, que apontava para uma queda de 10,2%. Em março, o IBC-Br havia recuado 5,9%. Já na base anual de comparação, o IBC-Br caiu 15,09% em abril sobre o mesmo mês do ano passado.

Na Inglaterra, O Bank of England, BoE elevou o programa de compra de títulos em 100 bilhões de libras, totalizando 745 bilhões de libras.

Já os EUA registraram 1,5 milhão de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. A expectativa era por 1,29 milhão de requisições do benefício.

Os avanços dos casos de Covid-19 voltam a gerar preocupações pelo mundo. No Texas (EUA), foi registrado um aumento de 11% nas internações. Na China também houve o ressurgimento dos casos, o que levou ao cancelamento dos voos em Pequim e o bloqueio de determinados bairros. Os casos no mundo somam 8,42 milhões, com quase 452 mil mortes.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 41 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,75% (R$ 21,60), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,05% (R$ 56,17).

As ações dos bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,36% (R$ 22,30), do Itaú (ITUB4) subiram 3,92% (R$ 27,55), do Santander (SANB11) caíram 0,87% (R$ 30,71) e do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,29% (R$ 34,40). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,66% (R$ 11,86).

As ações da XP na Nasdaq subiram mais 3,91%, fechando aos US$ 48,08. As ações que mais subiram foram da BTG Pactual (BPAC11) subindo 9,11% (R$ 69,90), seguida pelas ações da Cielo (CIEL3) subindo 8,68% (R$ 5,63) e pelas ações da SulAmerica (SULA11) subindo 4,55% (R$ 43,74).

Já a as maiores quedas foram da Multiplan (MULT3) caindo 3,45% (R$ 21,81), seguida pelas ações da Cemig (CMIG4) caindo 3,07% (R$ 11,36) e pelas ações da Azul (AZUL4) caindo 3,05% (R$ 21,93).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Cemepe Investimentos (MAPT4) subindo 150% (R$ 67,50). Já as maiores quedas foram de Companhia Melhoramentos (MSPA3) caindo 14,54% (R$ 47,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Itaú (ITUB4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e Petrobras (PETR4).

O dólar chegou à sétima alta consecutiva, subindo 2,07%, à R$ 5,36. Agora, no mês, a moeda acumula alta de 0,63%. Só na semana, o avanço é de 6,52%. E vale lembrar que, há algumas semanas, a moeda chegou abaixo dos R$ 5,00.

O motivo da desvalorização do real está ligado aos riscos políticos, com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flavio Bolsonaro. Sabemos que o principal risco do Brasil está ligado ao fiscal e que o país necessita das reformas administrativa e tributária. Por isso, qualquer tema que traga instabilidade política pode dificultar o futuro avanço da agenda de reformas. Além disso, quanto mais enfraquecido estiver o presidente, mais vulnerável ao Congresso ele estará, o que pode ser péssimo do ponto de vista fiscal.

O euro subiu 2,40%, à R$ 6,02. A forte alta do dólar em um dia bastante negativo para moedas emergentes e a apreensão com o cenário político local, além de fatores técnicos do mercado, levaram a firme alta dos juros futuros de longo prazo.

No entanto, o cenário de Selic ainda mais baixa no curto prazo blindou as taxas de curto prazo, que caíram. O DI jan 2021 recuou de 2,09% para 2,06%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,66% para 5,83%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,66% para IPCA + 2,62%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,15% para 4,23%.

Na agenda apenas os dados da sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de maio às 10 horas.

As bolsas norte-americanas fecharam novamente sem direção definida. O sentimento foi pressionado pelos dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que permanecem altos, assim como pelos temores em torno da aceleração do número de infecções por Covid-19 em mais de uma dúzia de Estados americanos.

No cenário econômico, dados do governo americano indicaram que os trabalhadores do país entraram com 1,508 milhão de novos pedidos de seguro-desemprego. Além disso, o número de pedidos continuados se manteve acima dos 20 milhões, mesmo após a reabertura da economia.

O Dow Jones recuou 0,15% (26.080), o S&P 500 subiu 0,06% (3.115) e o Nasdaq subiu 0,33% (9.943).

As ações da FAANG’s subiram, come exceção da Alphabet, que recuou 1,27%. Já as ações da Netlflix subiram 0,47%, da Amazon subiram 0,49%, do Facebook subiram 0,17% e da Apple subiram 0,04%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,91%, o S&P 500 subindo 0,83% e o Nasdaq subindo 0,77%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,13% para 0,14%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,50%.

As bolsas na Europa abriram em alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,08% (3.285), de Frankfurt subindo 0,83% (12.383), de Londres subindo 1,08% (6.291), Paris subindo 1,13% (5.014), Milão está subindo 0,70% (19.621) e Madri está subindo 0,65% (7.438).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,55% (22.478), Xangai subiu 0,96% (2.967), Hong Kong subiu 0,73% (24.643) e Seul subiu 0,37% (2.141).

O petróleo fechou em alta ontem após funcionários da Opep terem dito que os seus membros atingiram uma taxa de conformidade de 87%, no mês passado, relacionada ao acordo de corte de produção vigente, visando compensar a menor demanda global em meio à pandemia de covid-19.

O cartel também informou que pressionará alguns membros, incluindo o Iraque, a cumprir um grau ainda maior nas próximas semanas. Com isso o WTI subiu 2,31%, a US$ 38,84, enquanto o Brent subiu 1,96%, a US$ 41,51.

Hoje o WTI está subindo 2,81% e o Brent está subindo 2,22%. O índice VIX está caindo 4,13%, aos 31,58 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 2,36% enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,89% (US$ 9.366), a Ethereum caindo 1,51% (US$ 230,05) e a Ripple caindo 0,80% (0,1894).

O IFIX subiu 0,20% (2.794). A maior alta foi do FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) subindo 4,77%. Já a maior queda foi do FII Brazil Realty (BZLI11) caindo 9,18%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

17/06/2020 às 10h41

Ontem o Ibovespa subiu 1,25%, fechando aos 93.531 pontos. O giro financeiro foi de R$ 30,3 bilhões. Na máxima o índice chegou a subir 3%, mas não sustentou a alta.

A alta da bolsa brasileira ficou abaixo das bolsas em NY, porém, em linha com outros latino-americanos. A bolsa mexicana subiu 1,40% e a colombiana subiu 1,01%.

O ponto positivo foram os anúncios dos bancos centrais dos Estados Unidos e Japão, injetando ainda mais liquidez nos mercados, o que, em um cenário de taxa de juros baixa, favorece o apetite ao risco.

O Fed anunciou o programa de compra de títulos corporativos e ontem o Banco do Japão (BoJ) expandiu o programa de compras de títulos comerciais e corporativos para 110 trilhões de ienes, cerca de US$ 1 trilhão.

Após os dados de vendas no varejo nos EUA aumentarem 17,7%, trouxe de volta a sensação de recuperação em V, ou seja, crescerá tão rápido quanto caiu.

Por aqui, dados econômicos ainda decepcionam e a pandemia da Covid-19 segue avançando. O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, além de outros oito segmentos, recuou 17,5% em abril ante março. Foi a maior queda desde fevereiro de 2003.

Hoje às 18 horas, é dia de Copom e mais cortes na taxa Selic Meta. A expectativa majoritária é de um corte de 75 pontos-base, derrubando o juro de 3% para 2,25%, porém, o mercado aguarda mesmo o comunicado, para saber se interromperá os cortes, ou seguirá para 2% na próxima reunião.

Se o comunicado indicar mais um corte, deve pressionar ainda mais o dólar para cima. Porém, os investidores de renda fixa estão cada vez mais dispostos a correr riscos, com a taxa de juros à quase zero, algo que parecia impossível no Brasil, com os investidores acostumados a ganharem 1% ao mês.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 38 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,24% (R$ 21,37), acompanhando a alta de 3% do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 2,80% (R$ 55,39).

As ações dos bancões fecharam em alta, se recuperando de quedas consecutivas. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,16% (R$ 22,03), do Itaú (ITUB4) subiram 2,87% (R$ 26,18), do Santander (SANB11) subiram 3,65% (R$ 30,37) e do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,30% (R$ 33,50). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) fecharam no zero a zero (R$ 11,98). As ações da XP na Nasdaq subiram mais 5,00%, fechando aos US$ 43,85.

As ações que mais subiram foram da Gerdau (GGBR4) disparando 9,22% (R$ 14,80), seguida pelas ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subindo 7,32% (R$ 6,89) e pelas ações da CSN (CSNA3) subindo 6,50% (R$ 11,30). Essas ações subiram contagiadas pela notícia de que Trump estuda novo pacote de US$ 1 trilhão para a infraestrutura.

Já a as maiores quedas foram da Cogna (COGN3) recuando 3,75% (R$ 6,15), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) caindo 3,32% (R$ 19,77) e pelas ações da SulAmerica (SULA11) caindo 3,19% (R$ 15,15).

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram da Textil Renauxview (TXRX3), disparando 58,53% (R$ 65,00). Já a maior queda foram das ações da J B Duarte (JBDU3) caindo 10,32% (R$ 3,56). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3, Bradesco (BBDC4) e Magazine Luiza (MGLU3).

A busca por proteção do dólar imperou no mercado brasileiro de câmbio, levando a cotação da divisa americana para um avanço de quase 2%.

Diante de preocupações com o aumento de casos da Covid-19 pelo mundo, em um ambiente de juros cada vez mais baixos, o dólar firmou sua quinta alta consecutiva, sendo negociado agora a R$ 5,23, subindo 1,84%. Já o euro subiu 1,13%, aos R$ 5,90.

Na véspera da decisão do Copom, as taxas de juros futuros de curto prazo oscilaram entre a estabilidade e leve queda. Apesar da alta do dólar, o mercado de juros teve um comportamento mais contido embora tenha registrado leve avanço nos vencimentos mais longos. O DI jan 2021 recuou de 2,13% para 2,09%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,72% para 5,76%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,68% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 se manteve em 4,20%.

As bolsas norte-americanas fecharam pelo segundo dia consecutivo em alta. O anúncio de segunda do Fed, informando que comprará títulos corporativos individuais, e não apenas fundos negociados em bolsas (ETFs), continuou dando o tom nos mercados desde cedo e ainda foi fortalecido pelo aumento do programa de empréstimos corporativos de US$ 690 bilhões para cerca de US$ 1 trilhão.

Os estímulos dados pelos grandes bancos centrais do mundo têm garantido a injeção de liquidez necessária para os mercados financeiros depois do colapso visto em março.

O Dow Jones subiu 2,04% (26.289), o S&P 500 subiu 1,90% (3.124) e o Nasdaq subiu 1,75% (9.895).

Outros fatores foram importante para essa alta, como o aumento de 17,7% nas vendas do varejo dos EUA em maio, muito acima do esperado.

As ações da FAANG’s fecharam mais uma vez em alta. As ações da Alphabet subiram 1,81%, da Netflix subiram 2,50%, da Amazon subiram 1,66%, do Facebook subiram 1,35% e da Apple subiram 2,65%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em leve alta. Por coincidência, os três índices futuros (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) estão subindo 0,31%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,16%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,20% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,51% para 1,54%.

Na agenda norte-americana apenas os dados dos estoques de petróleo divulgados pelo DoE às 11h30.

As bolsas na Europa abriram sem direção definida. A Euro Stoxx 50 está subindo 0,13% (3.246), de Frankfurt subindo 0,08% (12.325), de Londres subindo 0,38% (6.266), Paris subindo 0,33% (4.968), Milão está caindo 0,25% (19.576) e Madri está caindo 0,86% (7.431).

Na Ásia, fechamento em alta, com exceção de Tóquio, que recuou 0,56% (22.455), Shanghai subiu 0,14% (2.935), Hong Kong subiu 0,56% (24.481) e Seul subiu 0,14% (2.141).

Os contratos futuros de petróleo subiram pelo segundo dia consecutivo, com a boa expectativa sobre uma reunião da Opep+ amanhã. Os investidores observarão se serão dados sinais sobre mais cortes na produção.

Os preços dos contratos do Brent, subiram 3,12%, aos US$ 40,96, enquanto do WTI subiram 3,39%, aos US$ 38,38. Hoje o WTI está caindo 1,02% e o Brent está caindo 0,66%. O índice VIX está subindo 0,53%, aos 33,85 pontos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,76% enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,24% (US$ 9.482), a Ethereum caindo 0,14% (US$ 233,58) e a Ripple subindo 1,40% (0,1945).

O IFIX subiu 0,28% (2.785). A maior alta foi do FII Brazil Realty (BZLI11) subindo 3,57%. Já a maior queda foi do FII Plural Recebíveis (PLCR11) caindo 2,62%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

15/06/2020 às 08h49

Na sexta-feira o Ibovespa caiu 2,00% e fechou aos 92.795 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,6 bilhões. Na semana o índice recuou 1,96%, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de valorização.

Com o mercado apreensivo após a forte queda ocorrida na quinta-feira, o Ibovespa chegou a recuar 4% na sexta, mas conseguiu recuperar boa parte das perdas.

Estas três semanas de altas consecutivas na bolsa foram motivadas pelo cenário mundial de maior apetite ao risco, com excesso de liquidez, taxas de juros baixas e dados econômicos melhores do que o esperado. A reabertura das economias e o menor temor com uma segunda onda de contágio também animaram os investidores.

Porém, sinalizações do Fed mais negativas sobre a economia americana e preocupações com uma segunda onda de contágio pela Covid-19, voltaram a gerar preocupações. Nos Estados Unidos, o número de casos superou 2 milhões e o de mortes passou de 110 mil. Por aqui, foram 612 mortes nas últimas 24 horas, com o Brasil ultrapassando a marca de 43 mil mortes e mais 867 mil pessoas infectadas.

Podem haver novos lockdowns em partes de Arizona, Texas, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Arkansas. O maior risco é de uma onda de defaults de empresas que precisam de estímulos fiscais e crédito, e podem não sobreviver a um segundo fechamento do comércio.

Além da perspectiva negativa, que está derrubando os mercados futuros hoje, temos um agravante no Brasil, que é a saída de Mansueto Almeida do Tesouro, que foi confirmada neste fim de semana.

Ontem mesmo, em entrevista ao Broadcast, Mansueto tentou tranquilizar o mercado, afirmando que sua saída não muda em nada o compromisso do governo com o ajuste fiscal, já que Paulo Guedes é o fiador do ajuste.

O ajuste fiscal é uma das principais preocupações dos investidores, já que a pandemia agravou o déficit nas contas públicas do país, e a pressão é grande para aumentar os gastos ainda mais para conter a pandemia. Mansueto saindo pode facilitar para que os Deputados consigam mais verbas para os estados. O mercado em um primeiro momento deve reagir mal a essa saída.

Hoje, na B3, teremos vencimento de opções, e na quarta-feira o vencimento do Índice Futuro. Além disso, na quarta, teremos Copom, que deverá cortar a Selic Meta de 3,00% para 2,25%, porém, o mercado aguarda a sinalização da ata, para saber se haverá mais cortes, já que uma sinalização de interrupção de novos cortes pode ajudar a segurar a alta do dólar.

Na China, dois dados de atividade frustraram os prognósticos. A produção industrial avançou 4,4% em maio, abaixo da previsão de 5%, e as vendas no varejo recuaram 2,8%, pior que a estimativa, que era de -2%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 11 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 3,74% (R$ 20,60). As ações da Vale (VALE3) caíram 1,98% (R$ 53,40). Apesar das quedas de Petrobrás e Vale, a baixa foi bem menos intensa do que foi visto nas ADRs um dia antes.

As ações dos bancos acompanharam o movimento de queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,14% (R$ 21,63), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,21% (R$ 26,06), as ações do Santander (SANB11) caíram 1,35% (R$ 29,92), as ações do Banco do Brasil caíram 2,51% (R$ 33,35) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,58% (R$ 11,95).  As ações da XP na Nasdaq dispararam 5,61%, fechando aos US$ 41,20.

As ações que mais subiram foram do Carrefour (CRFB3) subindo 2,72% (R$ 18,50), seguida pelas ações da Minerva (BEEF3) subindo 2,34% (R$ 13,07) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) subindo 2,22% (R$ 12,88).

Já a as maiores quedas foram da IRB Brasil (IRBR3) caindo 11,34% (R$ 11,49), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) caindo 9,44% (R$ 20,81) e pelas ações da Gol (GOLL4) caindo 8,39% (R$ 18,54).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Textil Renauxview (TXRX3), disparando 105,58% (R$ 20,99). Já a maior queda foram das ações da Azevedo e Travassos SA (AZEV3) caindo 20,22% (R$ 17,55). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Via Varejo (VVAR3).

O risco de uma segunda onda de contágio e um freio no otimismo exagerado dos investidores foram responsáveis pela alta do dólar novamente. Dessa vez, a moeda subiu 2,18% e fechou aos R$ 5,04. Este é o maior nível de fechamento desde 04 de junho. Após acumular queda de 14,48%, das últimas três semanas, o dólar encerrou com alta de 1,04% na semana. Já o euro subiu 0,98%, aos R$ 5,67.

Os juros futuros mais curtos encerraram em queda leve, influenciados pela perspectiva de recuperação global pode ser mais demorada que o esperado e, por isso, as taxas de referência deverão ser mantidas por mais tempo nos atuais níveis. O DI jan 2021 recuou de 2,17% para 2,15%. Já o DI jan 2025 se manteve em 5,67%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) caiu de IPCA + 2,71% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,16% para 4,19%.

Após o tombo forte na quinta, as bolsas norte-americanas oscilaram entre perdas e ganhos na sexta, mas se recuperaram na reta final da sessão e fecharam em altas acima de 1%. Assim, os principais índices de Wall Street terminaram a semana em quedas entre 2% e 5%, deixando no ar a dúvida sobre se os mercados de ações podem estar prestes a enfrentar uma nova correção após a forte recuperação desde o ponto mais baixo atingido em março.

O Dow Jones subiu 1,90% (25.605), o S&P 500 subiu 1,31% (3.041) e o Nasdaq subiu 1,01% (9.588). As ações da FAANG’s fecharam sem direção definida. As ações da Alphabet subiram 0,79%, da Netflix recuaram 1,76%, da Amazon caíram 0,51%, do Facebook subiram 1,85% e da Apple subiram 0,86%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro recuando 2,14%, o S&P 500 futuros caído 1,75% e o Nasdaq Futuro recuando 1,52%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,16% para 0,15%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,20% para 0,19% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,46% para 1,42%.

As bolsas na Europa abriram em queda novamente. A Euro Stoxx 50 está recuando 1,51% (3.106), de Frankfurt caindo 1,34% (11.789), de Londres caindo 1,16% (6.034), Paris caindo 1,28% (4.777), Milão está caindo 0,98% (18.702) e Madri está caindo 1,49% (7.184).

Na Ásia, fechamento em queda também. Tóquio recuou 3,47% (21.530), Shanghai caiu 1,02% (2.890), Hong Kong caiu 2,16% (23.776) e Seul caiu 4,76% (2.030).

O petróleo fechou sem direção definida, com o WTI caindo 0,22%, aos US$ 36,25, enquanto Brent subiu 0,46% (US$ 38,73), por conta das incertezas em relação a retomada das economias globais. Hoje o WTI está caindo 2,32% e o Brent está caindo 1,37%. O índice VIX está disparando 17,43%, aos 42,38 pontos, com o mercado apreensivo e com medo de uma segunda onda do novo coronavírus.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,56% enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,19% (US$ 9.130), a Ethereum caindo 5,43% (US$ 223,79) e a Ripple caindo 3,53% (0,1849).

O IFIX recuou 0,62% (2.782). A maior alta foi do FII Projeto Água Branca (FPAB11) subindo 3,22%. Já a maior queda foi do FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B) caindo 5,19%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

12/06/2020 às 14h37

Na quarta-feira, o Ibovespa recuou 2,13%, fechando aos 94.685 pontos, com giro financeiro de R$ 33,5 bilhões.

Sem pregão no Brasil devido ao feriado nacional de Corpus Christi, os investidores brasileiros assistiram as bolsas globais derreterem em um péssimo dia.

O EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos EUA, fechou em queda de 7,84%, aos US$ 29,29. O Brazil Titans 20, índice de ADRs e que reúne os principais ativos brasileiros negociados nos EUA, recuou 8,71%.

As ADRs sofreram bastante. Da Petrobrás recuaram 9%, da Vale caíram 6,99%, do Itaú caíram 7,84% e do Bradesco caíram 8,37%.

A forte preocupação com uma segunda onda de infecções nos EUA impactou todo o mercado. O número de casos de Covid-19 por lá superou os 2 milhões, com o número de mortos ultrapassando os 111 mil.

Além do receio de uma segunda onda de contaminação, também pesou sobre o humor dos investidores os sinais pessimistas do presidente do Fed, Jerome Powell, com a retomada da economia.

Em coletiva na tarde de quarta, Powell disse que a recuperação econômica terá “um longo caminho”, apesar de reafirmar a intenção do Fed de fornecer estímulos à economia enquanto for necessário e manter a taxa de juros próxima a zero até pelo menos 2022.

A Federal Reserve decidiu na quarta manter os juros nos Estados Unidos na faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

As quedas foram ampliadas ao longo do dia após a divulgação de dados de seguro-desemprego nos EUA. Mais 1,542 milhão de pessoas solicitaram seguro-desemprego na semana passada.

Na quarta, foi divulgado o IPCA de maio, que caiu 0,38%, deflação abaixo da expectativa que era de 0,46%. Em abril, o IPCA caiu 0,31% ante março. Já na comparação com maio do ano passado, a inflação subiu 1,88%.

Indo para o Ibovespa, na quarta-feira, das 75 ações do índice, 59 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,47% (R$ 21,40). As ações da Vale (VALE3) caíram 0,93% (R$ 54,48).

Os bancos fecharam novamente em queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,66% (R$ 21,88), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 3,62% (R$ 26,65), as ações do Santander (SANB11) caíram 4,89% (R$ 30,33), as ações do Banco do Brasil caíram 4,41% (R$ 34,21) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 4,90% (R$ 11,65). As ações da XP na Nasdaq despencaram 7,65%, fechando aos US$ 39,01.

As ações que mais subiram foram da B2W (BTOW3) disparando 5,50% (R$ 99,70), seguida pelas ações da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 3,56% (R$ 64,60) e pelas ações da Totvs (TOTS3) subindo 1,80% (R$ 21,49).

Já a as maiores quedas foram novamente da Gol (GOLL4) caindo 9,64% (R$ 20,24), Embraer (EMBR3) recuando 9,51% (R$ 9,33) e Azul (AZUL4) despencando 8,84% (R$ 23,50).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Eucatex (EUCA3), disparando 50,00% (R$ 30,00). Já a maior queda foram das ações da Electro Aço ALtona (EALT3) caindo 16,95% (R$ 14,70). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3), Azul (AZUL4), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

A decisão de política monetária do Fed trouxe instabilidade adicional para o mercado de câmbio, o que acabou se concretizando no fim do dia em mais um motivo para realização de lucros após recuperação recente do real brasileiro.

No início, até houve uma reação mais positiva, com a postura do Fed sobre juros baixos até 2022 e manutenção do ritmo de compras de ativos financeiros. No entanto, o movimento durou pouco e logo prevaleceu o sentimento de frustração com a falta de indicações sobre opções mais agressivas para combater a crise.

Com isso o dólar fechou aos R$ 4,93, com alta de 0,92%. Já o euro subiu 1,63%, aos R$ 5,64. Ontem o dólar disparou frente as moedas de países emergentes, o que deve refletir na abertura do mercado brasileiro hoje.

O cenário de juros baixos por um período maior, reforçado quarta por novas projeções econômicas de dirigentes do Fed, direcionou o mercado de taxas futuras na reta final do pregão.

Como esperado, o banco central americano manteve seus juros próximos de zero. Mas, na atualização de projeções econômicas, os dirigentes mostram que não planejam subir taxas até 2022. As taxas de juros futuros, que até então vinham operando perto da estabilidade, acentuaram as baixas.

O DI jan 2021 recuou de 2,18% para 2,17%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,80% para 5,67%. Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,69% para IPCA + 2,71%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,29% para 4,16%.

Nos EUA, os índices acionários de Nova York fecharam em forte queda, sendo o pior pregão desde março. As perdas de ontem são atribuídas aos temores de uma segunda onda de infecções nos EUA, em meio ao processo de reabertura da economia.

O Nasdaq interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas renovando recordes e fechou em queda de 5,27%, (9.492), mais do que apagando os ganhos da semana. O Dow Jones anotou a sua terceira sessão consecutiva em queda de mais de 1%, recuando 6,90%, (25.128), enquanto o S&P 500 cedeu 5,89% (3.002).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, nem elas resistiram a forte queda dos mercados ontem. As ações da Google recuaram 4,29%, da Netflix caíram 2,05%, da Amazon recuaram 3,38%, Facebook caíram 5,20% e da Apple caíram 4,80%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta, indicando abertura no positivo hoje. O Dow Jones futuro está subindo 2,16%, o S&P 500 futuro está subindo 1,77% e Nasdaq futuro subindo 1,50%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,16%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,56% para 1,46%.

Na agenda norte-americana teremos a leitura preliminar de junho do sentimento do consumidor.

As bolsas na Europa abriram em alta, após três dias de quedas consecutivas. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,38% (3.187), de Frankfurt subindo 1,09% (12.101), de Londres subindo 1,07% (6.141), Paris subindo 1,67% (4.895), Milão está subindo 1,28% (19.407) e Madri está subindo 1,29% (7.372).

Na Ásia, fechamento em queda. Tóquio recuou 0,75% (22.305), Shanghai caiu 0,04% (2.919), Hong Kong caiu 0,73% (24.301) e Seul caiu 2,04% (2.132).

O petróleo fechou em queda acentuada ontem, no pior dia desde o fim de abril. Um ressurgimento dos casos de covid-19 nos EUA e uma perspectiva econômica sombria do Fed diminuíram as perspectivas dos investidores para a demanda da commodity.

Dados recentes do governo dos EUA, mostrando uma subida semanal nos estoques de petróleo, também contribuíram para a forte queda.

O WTI caiu 8,23%, a US$ 36,34, enquanto o Brent caiu 7,62%, a US$ 38,55. Hoje o WTI está subindo 0,14% e o Brent está subindo 0,39%. O índice VIX está caindo 10,25% aos 36,61 pontos, após alta forte ontem.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,38% enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,57% (US$ 9.457), a Ethereum caindo 4,07% (US$ 236,17) e a Ripple caindo 4,64% (0,1924).

O IFIX subiu 0,24% (2.799). A maior alta foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) subindo 4,42%. Já a maior queda foi do FII Brazil Realty (BZLI11) caindo 3,31%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

10/06/2020 às 10h50

Ontem o Ibovespa recuou 0,92%, a 96.746 pontos, com giro financeiro de R$ 31,2 bilhões. Após sete altas consecutivas, finalmente os investidores realizaram parte dos ganhos. Vale ressaltar que muitos comparam a perspectiva de crescimento econômico com o da bolsa. Por isso, enquanto o mercado exagerou na queda, jogando o Ibovespa para quase 60 mil pontos, agora sete altas seguidas parecem algo exagerado também, já que ainda não sabemos como será a reabertura do mercado por aqui.

Por exemplo, na segunda-feira o Banco Mundial informou que a economia global poderia sofrer uma retração de 5,2% em 2020, o que seria a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Essa retração também deixaria mais pessoas em situação de pobreza, em especial nos países emergentes.

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo irá unificar programas sociais e lançará o Renda Brasil. Ele destacou que o auxílio emergencial será estendido por mais dois meses e que será retomado o lançamento do Programa Verde e Amarelo para formalizar os empregos.

Entre os indicadores domésticos, IGP-M subiu 1,36% na primeira prévia de junho, acima do esperado pelos economistas.  Também foi importante o dado de pedidos de auxílio-desemprego, que atingiu 960.258 em maio no Brasil, um aumento de 53% em relação ao mesmo mês do ano passado. Hoje é dia de IPCA, que pode mexer com a abertura do mercado.

Amanhã será feriado de Corpus Christi, não haverá pregão. São Paulo antecipou esse feriado, porém, a B3 não aderiu, seguindo o calendário previamente definido.

No exterior, hoje é dia de Fomc (o Copom dos EUA). A perspectiva é de manutenção da taxa de juros no intervalo de 0% a 0,25%. O mercado aguardará mesmo o pronunciamento pós-divulgação da taxa, para saber se os estímulos serão reduzidos, mantidos ou até aumentados. Se forem reduzidos, podemos ter alguma realização de lucro nas bolsas globais.

Na Europa, ajudou a manter as bolsas no vermelho pelo segundo pregão na semana a divulgação do estrago feito na economia dos países da zona do euro no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período de 2019, o encolhimento da atividade foi de 3,2%, a maior registrada desde a fundação do bloco monetário, em 1995.

Na China, a inflação ao consumidor teve nova desvalorização em maio. O CPI subiu 2,4% na comparação anual, após registrar alta de 3,3% em abril. A expectativa era de 2,6%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 46 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 3,60% (R$ 21,72), mesmo com o preço do barril de petróleo virando para o positivo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,38% (R$ 54,99), acompanhando a alta do dólar.

Os bancos fecharam em queda, após a alta forte em junho. No mês, os bancos acumulam alta de dois dígitos vêm ajudando muito na recuperação do Ibovespa. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,22% (R$ 22,95), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,22% (R$ 27,65), as ações do Santander (SANB11) caíram 1,36% (R$ 31,89), as ações do Banco do Brasil caíram 1,65% (R$ 35,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,92% (R$ 12,25). As ações da XP na Nasdaq caíram 0,79%, fechando aos US$ 40,71.

As ações que mais subiram foram da IRB Brasil (IRBR3) subindo 12,51% (R$ 13,22), seguida pelas ações da Iguatemi (IGTA3) subindo 4,86% (R$ 38,80) e pelas ações da Multiplan (MULT3) subindo 4,72% (R$ 23,93). As operadoras de shopping subiram com a expectativa de reabertura dos shoppings amanhã na capital paulista.

Já a as maiores quedas foram de Gol (GOLL4) caindo 6,62% (R$ 22,40), Azul recuando 5,74% (R$ 25,78) e MRV (MRVE3) caindo 4,72% (R$ 17,15). As aéreas acumulam mais de 80% de ganhos só neste mês, era de se esperar a realização dos lucros.

Na B3, as ações que mais subiram foram novamente da Azevedo e Travassos SA (AZEV3), disparando 145,09% (R$ 20,00). Já a maior queda foi das ações da Consorcio Alfa de Administração (BRGE11) caindo 16,41% (R$ 10,03).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Azul (AZUL4), Itaú (ITUB4), IRB Brasil (IRBR3) e Bradesco (BBDC4).

Após acumular queda de 9,04% em junho, o dólar comercial viveu na última terça um dia de realização de lucros, alinhado com o comportamento generalizado de acomodação visto no exterior por outras divisas emergentes e demais ativos de risco.

Durante o dia, a moeda chegou aos R$ 4,93, perdendo o fôlego no final e fechando aos R$ 4,88, com alta acumulada de 0,71%. Além disso, o mercado deve aguarda posicionamento do Fed hoje para tomar qualquer decisão mais pesada. Já o euro subiu 1,89%, aos R$ 5,54.

Os juros futuros fecharam perto da estabilidade, com viés de alta no longo prazo, por conta da cautela com a divulgação do IPCA hoje, e com a decisão do Fed lá nos EUA. O DI jan 2021 recuou de 2,19% para 2,12%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,77% para 5,80%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,72% para IPCA + 2,69%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,27% para 4,29%.

Nos EUA, as bolsas fecharam sem direção única, com os investidores aproveitando para realizar lucros após seis dias consecutivos de ganhos do Dow Jones.

Já o índice tecnológico Nasdaq, renovou o recorde, depois de chegar a operar brevemente acima da marca dos 10 mil pontos pela primeira vez na história. Vale ressaltar que 40% do índice é composto por empresas do ramo tecnológico, que deve se manter em alta, mesmo com o isolamento passando. Muitos legados serão deixados pela pandemia.

O Dow Jones recuou 1,09% (27.272), o S&P 500 caiu 0,78% (3.207) e Nasdaq subiu 0,29% (9.953).

Após dias seguidos de alta, os investidores aproveitaram para realizar lucros na véspera da decisão de política monetária do Fed. O Nasdaq, porém, continuou sendo impulsionado pelo otimismo em relação aos dados econômicos e com os estímulos monetários e fiscais nas principais economias globais.

As ações da FAANG’s fecharam em alta, segurando o Nasdaq em alta, e parecendo viver em outro mundo. Google subiu 0,28%, Netflix subiu 3,47%, Amazon subiu 3,04%, Facebook subindo 3,14% e Apple subiu 3,16%.

Os índices futuros nos EUA estão operando sem direção definida. O Dow Jones futuro está caindo 0,10%, o S&P 500 futuro está subindo 0,02% e Nasdaq futuro subindo 0,33%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,14% para 0,16%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,21% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,57% para 1,56%.

As bolsas na Europa abriram em queda novamente. A Euro Stoxx 50 está caindo 0,21% (3.313), de Frankfurt caindo 0,40% (12.567), de Londres caindo 0,22% (6.321), Paris caindo 0,09% (5.090), Milão está caindo 0,28% (19.874) e Madri está caindo 0,18% (7.738).

Na Ásia, fechamento sem direção definida. Tóquio subiu 0,15% (23.124), Shanghai recuou 0,42% (2.943), Hong Kong caiu 0,03% (25.049) e Seul subiu 0,31% (2.195).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, após terem sido negociados em território negativo durante todo o dia.

Apesar de preocupações relacionadas ao cumprimento dos acordos de restrição da oferta por grandes produtores globais, os investidores continuam na expectativa de que a demanda volte a crescer, à medida que boa parte dos países flexibilizam suas medidas de restrição à atividade econômica adotadas para conter a pandemia de covid-19.

O WTI subiu 1,96%, a US$ 38,94, enquanto o Brent subiu 0,93%, a US$ 41,18. Hoje o WTI está caindo 2,82% e o Brent está caindo 2,38%. O índice VIX está caindo 0,47% aos 27,44 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 1,99% enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,56% (US$ 9.722), a Ethereum subindo  0,06% (US$ 243,09) e a Ripple caindo 0,61% (0,2012).

O IFIX recuou 0,03% (2.792). A maior alta foi do FII Hotel Maxinvest (HTMX11) subindo 5,84%. Já a maior queda foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) caindo 5,18%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

08/06/2020 às 10h08

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,86%, a 94.637 pontos, com giro financeiro de R$ 38,4 bilhões. Na semana, o índice subiu 8,28%. Foi a sexta alta consecutiva do índice, puxada pelo bom humor no exterior, mais precisamente nos EUA.

Por lá o payroll surpreendeu positivamente, de acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o país criou 2,5 milhões de vagas de trabalho em maio, levando a taxa de desemprego no país para 13,3%, de 14,7% em abril. Os números ficaram bem melhores do que a expectativa, que era de 7,5 milhões de vagas fechadas e taxa de desemprego de 19,5%. Por aqui, o clima mais ameno entre Executivo e STF, também colaborou para a alta da bolsa.

O Ibovespa chegou aos 3% durante o dia, porém, recuou no final do pregão por conta da preocupação com uma reunião da Opep que aconteceu no final de semana. E a reunião foi boa, a Opep decidiu estender o corte de produção de petróleo este mês.

Essa será uma semana reduzida, pois a bolsa ficará fechada na quinta por conta do feriado de Corpus Christi, mas na quarta sairá o dado do IPCA de maio, que podem mexer com o mercado. Além disso, também na quarta, o FED divulgará a sua taxa de juros.

Na China, a balança comercial não foi tão boa, as exportações recuaram 3,3%, melhor que o previsto, que era de 6,5%. Porém, as importações recuaram 16,7%, bem acima do esperado, que era de 8,1%.

O Brasil volta a ser um dos queridinhos para os investidores. Em relatório divulgado na semana passada, o Goldman Sachs destacou o Ibovespa como o preferido entre o mercado acionário dos emergentes, já que as ações têm apresentado o pior desempenho desde janeiro, “oferecendo a melhor oportunidade de recuperação se o sentimento de retomada do risco global persistir”.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 48 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,13% (R$ 22,10), acompanhando a forte alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,89% (R$ 54,61), apesar da alta de 1,5% do minério.

Os bancos fecharam em alta novamente, contribuindo para a alta do índice, vale lembrar que o aumento da CSLL mais distante dos bancos, ajudou a impulsionar os papéis das instituições financeiras. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,83% (R$ 22,10), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,21% (R$ 27,26), as ações do Santander (SANB11) subiram 2,27% (R$ 31,13), as ações do Banco do Brasil subiram 0,74% (R$ 35,20) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 4,80% (R$ 13,10). As ações da XP na Nasdaq disparam 5,48%, fechando aos US$ 36,58.

As ações que mais subiram foram da Azul (AZUL4) subindo 10,90% (R$ 21,16), seguida pelas ações da Yduqs (YDUQ3) subindo 9,82% (R$ 38,56) e da Gol (GOLL4) subindo 9,74% (R$ 18,70).

Já a as maiores quedas foram Totvs (TOTS3) caindo 4,28% (R$ 20,76), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 3,88% (R$ 38,30) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) caindo 3,57% (R$ 12,68).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Electro Aço Altona (EALT3), disparando 89,94% (R$ 17,00). Já a maior queda foram das ações da Companhia Celg de Participações(GPAR33) caindo 13,81% (R$ 23,71). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

A surpresa positiva com um dado de emprego nos Estados Unidos garantiu mais um dia de forte apetite por risco no mundo inteiro. No Brasil, esse movimento levou o dólar abaixo do patamar de R$ 5,00 pela primeira vez desde 26 de março e, de quebra, anotar a maior queda semanal em quase 12 anos. Na semana, a desvalorização do dólar foi de 6,44%.

Na sexta, o dólar recuou 2,66%, fechando aos R$ 4,99, e olha que na mínima chegou aos R$ 4,93. Já o euro recuou 3,35%, aos R$ 5,60.

O otimismo observado nos mercados de ações e de câmbio teve reflexo diferente nos juros futuros. O forte resultado do relatório de empregos dos EUA colocou dúvidas nos investidores quanto à necessidade de estímulos adicionais e fez com que as taxas futuras fechassem em alta. O DI jan 2021 subiu de 2,16% para 2,17%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,71% para 5,79%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) se manteve em IPCA + 2,70%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,11% para 4,18%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta acentuada na sexta, após a divulgação de dados surpreendentemente positivos do mercado de trabalho americano, o chamado “payroll”. Com isso o Dow Jones subiu 3,15% (27.110), o S&P 500 subiu 2,62% (3.193) e Nasdaq subiu 2,06% (9.814). Na semana, o Dow Jones acumulou ganhos de 6,81%, o S&P 500, de 4,91%, e o Nasdaq, de 3,42%.

A Nasdaq, com essa alta, está a apenas 4 pontos abaixo da máxima histórica alcançada em fevereiro, antes da crise.

As ações da FAANG’s fecharam em alta, contribuindo para o Nasdaq chegar próximo de um novo recorde. As ações da Alphabet subiram 1,82%, da Netflix subiram 1,27%, da Amazon subiram 0,91%, do Facebook subiram 1,98% e da Apple subiram 2,85%.

Os índices futuros nos EUA estão em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,43%, o S&P 500 futuro está subindo 0,31% e Nasdaq futuro subindo 0,10%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se mantiveram em 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,20% para 0,21% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,66% para 1,71%.

As bolsas na Europa estão operando sem direção definida. A Euro Stoxx 50 está caindo 0,47% (3.368), de Frankfurt caindo 0,54% (12.778), de Londres subindo 0,07% (6.488), Paris caindo 0,34% (5.180), Milão está subindo 0,50% (20.228) e Madri está subindo 0,77% (7.933).

Na Ásia, fechamento em alta, com exceção de Hong Kong que recuou 0,11% (24.742). Tóquio fechou positivo em 1,38% (23.178), Shanghai subiu 0,24% (2.937) e Seul subiu 0,11% (2.184).

O petróleo fechou em alta novamente, com o Brent, a referência global, ultrapassando a marca dos US$ 40 por barril pela primeira vez desde março, quando Rússia e Arábia Saudita iniciaram uma guerra de preços que só se encerrou com um acordo acertado em abril.

A commodity operou em alta desde o início do pregão, diante dos relatos de que a Opep+ concordaram em prorrogar o corte vigente na produção para dar mais tempo à recuperação da demanda, severamente atingida pela pandemia de covid-19. Além disso, os dados de emprego nos EUA também influenciaram positivamente.

O WTI subiu 5,72%, a US$ 39,55, enquanto o Brent subiu 5,77%, a US$ 42,30. Hoje o WTI está subindo 0,83% e o Brent está subindo 1,11%. O índice VIX está subindo 1,39% aos 24,86 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 4,32% enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, quatro das 10 maiores moedas digitais estão em alta. O Bitcoin está subindo 0,40% (US$ 9.700), a Ethereum subindo 0,98% (US$ 243,60) e a Ripple caindo 0,61% (0,2020).

O IFIX subiu 1,02% (2.772). A maior alta foi do FII Edifício Galeria (EDGA11) subindo 7,37%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard Death Care (CARE11) caindo 4,11%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

05/06/2020 às 11h17

Ontem o Ibovespa subiu 0,89%, a 93.828 pontos, com giro financeiro de R$ 31,2 bilhões. Foi a quinta alta consecutiva do índice. Na máxima, o índice chegou aos 94.132 pontos – cada vez mais próximo dos 100 mil pontos. Apesar da alta, tiveram mais ações fechando no negativo do que no positivo.

Ainda que não tenha subindo tanto como nos últimos pregões, o Ibovespa fechou novamente em alta impulsionado na reta final pelas ações de bancos e exportadoras. Em meio a esse cenário positivo, destaque para Via Varejo, novamente um dos papéis mais negociados do dia, com a confirmação de uma oferta subsequente de ações.

Os bancos ajudaram a manter o Ibovespa em alta, e subiram após o UBS revisar para cima o preço-alvo, mantendo a recomendação de compra. Para Itaú, o UBS elevou de R$ 27 para 32, Bradesco subiu de R$ 27 para R$ 28, enquanto para Santander a recomendação foi mantida em neutra, mas o preço-alvo passou de R$ 30 para R$ 32. Segundo o UBS, o lucro por ação dos bancos deve cair 34% este ano, mas subir 40% em 2021.

Entre os papéis mais negociados, destaque para Via Varejo ON, com R$ 1,7 bilhão, e alta de 3,49%. A empresa anunciou oferta subsequente de ações, que será, inicialmente, de 220 milhões, podendo ser elevada em até 35%, ou 77 milhões.

No exterior, as bolsas internacionais já demonstravam força compradora limitada diante do dado de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Foram 1,877 milhão de requisições do benefício, pouco acima da expectativa dos economistas.

Ainda no cenário externo, o BCE injetou mais dinheiro do que o esperado na economia, elevando o programa de compras de títulos por causa da emergência pandêmica em 600 bilhões de euros, para 1,35 trilhão de euros. Todos esperavam uma injeção de 500 bilhões de euros.

O BCE ainda anunciou que estenderá o período de compras de bonds para junho de 2021 com o objetivo de reaquecer a atividade econômica da zona do euro.

Ainda no radar dos mercados, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ontem a proibição de voos com passageiros chineses para os Estados Unidos a partir de 16 de junho.

A decisão tinha como objetivo forçar o governo chinês a retomar os voos das companhias americanas para o país asiático. Com isso, ontem, a autoridade de aviação chinesa anunciou que permitirá que companhias aéreas estrangeiras aumentem a frequência de voos para a China a partir de 8 de junho.

Ontem, o J.P. Morgan cortou sua projeção da Selic para o fim de 2020 de 2,5% para 1,75% ao ano. E sinais como esse ajudam tanto a pressionar os preços de ações para cima, com mais investidores empurrados a fugir da renda fixa à variável, e também do dólar, que tende a ficar mais escasso num país com juros ainda menos vantajosos, os investidores tendem a tirar o dinheiro do brasil.

O volume financeiro do Ibovespa de ontem, menor do que em outras altas, dá mostras de que, apesar da acelerada no final, aquele euforia dos últimos dias foi embora. Das 75 ações do índice, 39 fecharam no negativo e 36 no positivo.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,19% (R$ 21,43), mesmo com o preço do barril do petróleo virando do negativo para o positivo, vale lembrar que a PETR3 fechou no positivo, com alta de 0,45%. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 3,73% (R$ 55,66), e olha que o preço do minério de ferro recuou ontem.

Os bancos seguem sua trajetória de alta, sendo um dos setores mais procurado pelos investidores, pois está cada vez mais distante a possibilidade do aumento da CSLL para o setor. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,44% (R$ 21,90), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,89% (R$ 26,67), as ações do Santander (SANB11) subiram 3,57% (R$ 30,44), as ações do Banco do Brasil subiram 0,55% (R$ 34,94) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,63% (R$ 12,50). As ações da XP na Nasdaq subiram 0,08%, fechando aos US$ 34,68.

As ações que mais subiram foram da Minerva (BEEF3) subindo 7,30% (R$ 13,36), seguida pelas ações da Embraer (EMBR3) subindo 4,81% (R$ 8,93) e pelas ações da Suzano (SUZB3) subindo 4,51% (R$ 39,84), todas essas empresas se favorecem com a alta do dólar.

Já a as maiores quedas foram da Ecorodovias (ECOR3) caindo 4,23% (R$ 13,57), seguida pelas ações da Cielo (CIEL3) caindo 3,52% (R$ 4,38) e pelas ações da Rumo (RAIL3) caindo 3,41% (R$ 22,36).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Tecnosolo Engenharia (TCNO3), disparando 48,57% (R$ 2,60). Já a maior queda foi das ações da Biomm (BIOM3) caindo 14,00% (R$ 18,92).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

Após uma sequência de dias positivos, a valorização das moedas emergentes contra o dólar perdeu tração ontem, dando lugar a ajustes em meio ao noticiário ligeiramente menos animador no exterior.

No Brasil, esse cenário levou a moeda americana a ficar um pouco mais distante do patamar de R$ 5,00. O No fechamento, o dólar estava em R$ 5,12, com alta de 0,73%. Já o euro subiu 2,24%, aos R$ 5,81.

Ajudou o dólar a subir também, a declaração do diretor do Banco Central, Fabio Kanczuk, de que o patamar de 2,25% da taxa básica de juros Selic não é “algo escrito na pedra” e os juros podem cair abaixo disso dependendo das circunstâncias.

A possibilidade de uma taxa mais baixa faz o câmbio brasileiro se depreciar, pois diminui o diferencial de juros em relação a países desenvolvidos, que possuem ativos mais seguros para investimento que os de países emergentes.

Os juros futuros fecharam em leve alta, num dia cujo destaque ficou, novamente, com o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional. O DI jan 2021 recuou de 2,18% para 2,16%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,66% para 5,71%.

Vale lembrar que a expectativa de corte na Selic Meta tem um impacto forte nos juros DIs de curto prazo, mas pouco impacto nos vencimentos mais longos.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,69% para IPCA + 2,70%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,07% para 4,11%.

Nos EUA, os índices acionários de Nova York fecharam sem direção única e interrompem as altas consecutivas desta semana, com os investidores reavaliando a força da recuperação do mercado de ações, antes dos cruciais dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, hoje é dia de payroll.

Com isso o Dow Jones subiu 0,05% (26.281), o S&P 500 recuou 0,34% (3.112) e Nasdaq caiu 0,69% (9.615).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, até por isso a Nasdaq foi a que mais perdeu entre os principais índices. As ações da Alphabet recuaram 1,73%, Netflix caíram 1,81%, Amazon recuaram 0,72%, Facebook caíram 1,68% e da Apple caíram 0,86%.

Os índices futuros nos EUA estão em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,17%, o S&P 500 futuro está subindo 0,77% e Nasdaq futuro subindo 0,34%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se mantiveram em 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,19% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,54% para 1,66%.

As bolsas na Europa estão operando em alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 2,02% (3.327), de Frankfurt subindo 1,58% (12.626), de Londres subindo 1,13% (6.413), Paris subindo 2,07% (5.115), Milão está subindo 1,96% (20.018) e Madri está subindo 2,59% (7.763).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,74% (22.863), Shanghai subiu 0,40% (2.930) Hong Kong subiu 1,66% (24.770) e Seul subiu 1,43% (2.181).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta, devolvendo, no fim do pregão, as perdas vistas mais cedo, com sinais de discordância entre os integrantes da OPEP sobre os cortes de produção. O WTI subiu 0,32%, a US$ 37,41, enquanto o Brent subiu 0,50%, a US$ 39,99.

Hoje o WTI está subindo 1,82% e o Brent está subindo 2,53%.

O índice VIX está recuando 3,18% aos 24,99 pontos, em um patamar que não era visto desde março.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,82%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,61 (US$ 9.823), a Ethereum subindo 1,95% (US$ 245,63) e a Ripple subindo 0,78% (0,2050).

O IFIX subiu 0,52% (2.744). A maior alta foi do FII Rio Bravo de Renda Corporativa (BMLC11B) subindo 8,60%. Já a maior queda foi do FII Fator Verita (VRTA11) caindo 3,11%.

Ótima sexta e bons negócios.

ACORDA MERCADO QUARTA

03/06/2020 às 10h00

Ontem o Ibovespa subiu 2,74%, fechando aos 91.046 pontos. O giro financeiro foi de R$ 29,3 bilhões. É o maior nível desde 10 de março deste ano, antes do início das quarentenas pelo país.

E o movimento não foi exclusivo da bolsa brasileira, mas também de outros emergentes. O EEM, principal fundo de índice (ETF) de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,38%.

A reabertura de economias afetadas pela pandemia de Covid-19 favorece ativos de risco pelo mundo. Por aqui, a melhora do humor vinda do exterior e certa calmaria no campo político levam o investidor a procurar papéis que sofreram mais com a crise.

No ápice da pandemia, em março, houve fuga do investidor para ativos mais seguros, como dólar e ouro, por exemplo. Agora, ocorre um movimento inverso.

A reabertura parcial da China, dos Estados Unidos e da Europa segue em curso, sem que uma nova onda pandêmica ameace nascer. Na Espanha, por exemplo, um dos países que mais perdeu vidas por causa da doença, foram registradas as primeiras 24 horas sem mortes pela Covid-19.

Hoje o governo alemão deve anunciar um pacote fiscal de 80 bilhões de euros, em forma de descontos em impostos, dinheiro a famílias e empréstimos, a empresas.

Vale destacar a alta das empresas de educação, de onde se espera que a corrida tecnológica acelerada pela crise para manter receitas traga bons frutos também no pós-pandemia. A Cogna, por exemplo, disponibilizou para 400 escolas da rede privada sua plataforma de aulas online nos últimos dias, sem custos, mas com contrapartidas. As instituições de ensino se comprometeram a, no próximo ano letivo, comprar ao menos um dos produtos educacionais oferecidos pela companhia.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 12 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 5,26% (R$ 21,40), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) ficaram no zero a zero (R$ 53,42), mesmo com a alta do preço do minério de ferro.

Os bancos fecharam em alta, ajudando a empurrar o índice para cima. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,50% (R$ 20,67), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 6,72% (R$ 25,25), as ações do Santander (SANB11) subiram 5,99% (R$ 28,13) e as ações do Banco do Brasil subiram 3,21% (R$ 32,82). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuando 4,23% (R$ 12,01). As ações da XP na Nasdaq subiram 5,60%, fechando aos US$ 32,25.

O otimismo com a reabertura dos mercados impulsionou as ações ligadas a viagens e turismo. As ações que mais subiram foram da CVC (CVCB3) disparando 20,00% (R$ 18,60), seguida pelas ações da Gol (GOLL4) subindo 15,69% (R$ 15,11) e pelas ações da Cogna (COGN3) subindo 13,67% (R$ 6,40).

Já a as maiores quedas foram da Magazine Luiza (MGLU3) caindo 2,98% (R$ 61,80), seguida pelas ações da B2W (BTOW3) caindo 2,41% (R$ 89,19) e pelas ações da Minerva (BEEF3) caindo 1,52% (R$ 12,88).

Na B3, as ações que mais subiram foram da João Fortes Engenharia (JFEN3), disparando 77,61% (R$ 4,76). Já a maior queda foram das ações da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEED3) caindo 20,00% (R$ 80,00). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Vale (VALE3) e Magazine Luiza (MGLU3).

O ambiente positivo no exterior ajudou a diminuir a pressão de investidores buscando dólar. Com isso, o dólar se desvalorizou frente as principais divisas do mundo, porém, a maior queda da moeda americana foi em relação ao real.

Vale ressaltar que entre as 33 moedas mais líquidas do mundo, o real foi o que mais sofreu em relação ao dólar em 2020, por isso ainda tem bastante “lenha para queimar” a medida em que a pandemia vá passando, juntamente com uma menor instabilidade política.

O dólar recuou 3,25%, fechando aos R$ 5,21. Já o euro caiu 2,66%, a R$ 5,81.

O otimismo também refletiu nos juros, reduzindo a taxa em praticamente toda a curva de juros. O DI jan 2021 recuou de 2,28% para 2,25%. Já o DI jan 2025 caiu de 5,95% para 5,76%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,78% para IPCA + 2,73%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,27% para 4,13%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta, após oscilarem ao longo do dia em meio aos temores de que a instabilidade gerada por protestos em várias partes dos Estados Unidos ameace a reabertura e recuperação econômica americana.

O Dow Jones subiu 1,05% (25.742), o S&P 500 subiu 0,82% (3.080) e Nasdaq subiu 0,59% (9.608). A alta do S&P foi a quinta nos últimos seis pregões, indicando que o pior já está passando.

As ações da FAANG’s fecharam em alta. As ações da Alphabet subiram 0,52%, Netflix subiram 0,33%, Amazon subiram 0,06%, Facebook subiram 0,35% e da Apple subiram 0,46%.

Os índices futuros nos EUA estão subindo também. O Dow Jones futuro está subindo 0,79%, o S&P 500 futuro está subindo 0,56% e Nasdaq futuro subindo 0,44%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiram de 0,12% para 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,16% para 0,17% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,47% para 1,51%.

As bolsas na Europa estão operando em alta novamente. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,88% (3.218), de Frankfurt subindo 2,18% (12.282), de Londres subindo 1,41% (6.307), Paris subindo 2,02% (4.956), Milão está subindo 2,48% (19.441) e Madri está subindo 1,56% (7.524).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 1,29% (22.613), já a bolsa de Xangai subiu 0,07% (2.923), Hong Kong subiu 1,37% (24.325) e Seul subiu 2,87% (2.147).

Os preços do petróleo fecharam no maior nível desde o início de março. O otimismo foi impulsionado por notícias de que os principais produtores de petróleo do mundo planejam estender seus atuais cortes de produção para além do que está estipulado atualmente, do fim de junho para até o dia 1º de setembro. Com isso o WTI subiu 3,86%, a US$ 36,81, enquanto o Brent subiu 3,26%, a US$ 39,57.

Hoje o WTI está subindo 1,63% e o Brent está subindo 1,11%. O índice VIX está recuando 0,34% aos 26,75 pontos, seguindo sua trajetória de queda. O contrato de ouro OZ1D recuou 3,38%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 5,99% (US$ 9.528), a Ethereum caindo 4,54% (US$ 237,91) e a Ripple caindo 4,39% (0,2029).

O IFIX subiu 1,06% (2.704). A maior alta foi do FII XP Properties (XPPR11) subindo 4,93%. Já a maior queda foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) caindo 2,88%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

02/06/2020 às 14h52
The silver and golden coins and falling coins on wooden table background

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,52%, fechando aos 87.403 pontos, com giro financeiro de R$ 40,7 bilhões. No mês, o índice subiu 8,57% contrariando a expectativa de queda para maio. Nos últimos 11 anos, só por duas vezes o Ibovespa escapou de fechar maio no vermelho.

 

Com os picos de mortes pela Covid-19 no mundo diminuindo, maio foi um mês de reabertura de grandes economias. Os investidores contaram também com algumas notícias favoráveis sobre vacinas, que podem acelerar o fim da crise sanitária e financeira no mundo.

 

Já a escalada de tensão entre Estados Unidos e China, que voltou a crescer em maio, trouxe tormento para as bolsas no último pregão de maio. Durante o dia, as bolsas ficaram no negativo, pois todos estavam aguardando o discurso de Trump sobre a China. O maior temor era de que fosse rasgado o acordo parcial de paz no comércio firmado entre os dois países na virada do ano. No fim das contas, isso não aconteceu, gerando alívio aos mercados.

 

O acordo comercial continua, mas Trump trouxe sim novas camadas de problemas para a geopolítica mundial. Anunciou que os Estados Unidos, a partir de agora, não mais destinará verbas para a OMS. O presidente norte-americano acusou a entidade, ligada às Nações Unidas, de favorecer a China.

 

Vale lembrar que a China aprovou uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, irritando ainda mais o governo norte-americano. 

 

Fechamos maio com o Ibovespa subindo 8,57%, perdendo apenas para o IBrX 50 que subiu 9,10%. O Índice de Small Cap, considerado mais arrojado, subiu 5,07%, já o Índice de Dividendos subiu 5,00%. O IFIX subiu 2,08% no mês, enquanto o ouro recuou 1,08%.

 

Entres os indicadores de renda fixa, tivemos como destaque o IMAB 5 subindo 2,12%, o IRF-M subindo 1,42% e o CDI acumulando apenas 0,24% no mês, mostrando que o famoso 1% ao mês já era. 

 

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 34 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 2,88% (R$ 20,34), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) dispararam 5,81% (R$ 53,00), com a alta de 5,46% do minério de ferro, cotado acima de US$ 102 por tonelada.

 

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,79% (R$ 18,95), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,16% (R$ 23,04), as ações do Santander (SANB11) subiram 1,07% (R$ 25,50), as ações do Banco do Brasil subiram 0,16% (R$ 30,84) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,49% (R$ 11,60). 

 

As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,23%, fechando aos US$ 30,36. As ações que mais subiram foram da CSN (CSNA3) subindo 7,38% (R$ 10,32), da Vale (VALE3) subindo 5,80% (R$ 53,00) e Bradespar (BRAP4) subindo 4,41% (R$ 35,25).

 

Já a as maiores quedas foram da Braskem (BRKM5) caindo 4,34% (R$ 27,74), seguida pelas ações da MRV (MRVE3) caindo 3,68% (R$ 15,17) e pelas ações da Azul (AZUL4) caindo 3,18% (R$ 14,28).

 

No mês, as maiores altas foram das ações da Sabesp (SBSP3) disparando 35,53% (R$ 54,32) e as maiores quedas foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) recuando 18,79% (R$ 8,30).

 

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram do Banco Mercantil (BMIN3), disparando 13,78% (R$ 19,32). Já as maiores quedas foram das ações da Karsten (CTKA4) caindo 7,43% (R$ 12,70).

 

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3), B3 (B3SA3) e Bradesco (BBDC4).

 

O dólar finalmente teve um período de alívio, após meses em plena escalada. Em maio, a moeda americana teve a primeira queda acumulada em um mês desde o início de 2020. 

 

O ambiente mais favorável ao risco no exterior, a postura mais incisiva do Banco Central sobre distorções no mercado de câmbio e, principalmente, um novo equilíbrio das contas externas foram os protagonistas desse movimento.

 

Na sexta, o dólar aprofundou a queda na reta final do pregão, mostrando um clima de alívio no mercado após o pronunciamento do presidente americano, Donald Trump, sobre a China. Com isso o dólar recuou 0,83%, fechando aos R$ 5,33. No mês, a moeda recuou 1,90%. Já o euro recuou 0,91%, a R$ 5,93.

 

Os juros futuros fecharam em queda na sexta, reagindo aos dados do PIB no primeiro trimestre, com contração de 1,5% da economia no período, e declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

 

O DI jan 2021 recuou de 2,36% para 2,30%. Já o DI jan 2025 caiu de 5,98% para 5,97%. Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,79% para IPCA+ 2,78%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,30%. 

 

A percepção geral dos investidores foi que as medidas anunciadas na sexta por Trump, em entrevista coletiva para tratar dos recentes acontecimentos na China, já eram amplamente esperadas e não devem trazer prejuízos maiores às relações entre os países nem à economia global.

 

Com isso os índices norte-americanos se afastaram das mínimas, fechando sem direção definida. O Dow Jones recuou 0,07% (25.383), o S&P 500 subiu 0,48% (3.044) e Nasdaq subiu 1,29% (9.489).

 

As ações da FAANG’s também fecharam sem direção definida. As ações da Alphabet subiram 1,08%, Netflix subiram 1,52%, Amazon subiram 1,72%, Facebook caíram 0,16% e da Apple recuaram 0,10%.

 

Os índices futuros nos EUA estão subindo. O Dow Jones futuro está subindo 0,48%, o S&P 500 futuro está subindo 0,36% e Nasdaq futuro subindo 0,14%. 

 

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,13%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,16% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,43% para 1,44%.

 

Na agenda norte-americana teremos a leitura final de maio do PMI/Markit Industrial às 10h45 e a atividade industrial do ISM às 11hrs.

 

As bolsas na Europa estão operando em alta. Hoje é feriado na Alemanha, por isso a bolsa de Frankfurt está fechada, e o Euro Stoxx 50, que pertence a empresa alemã, Deutsche Borse, também não funciona hoje.

 

Já nas bolsas europeias temos Londres subindo 1,31% (6.156), Paris subindo 1,31% (4.757), Milão está subindo 1,20% (18.235) e Madri está subindo 1,92% (7.233). 

 

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,81% (22.055), já a bolsa de Xangai subiu 2,21% (2.915), Hong Kong subiu 3,40% (23.742) e Seul subiu 1,75% (2.065).

 

Os preços do petróleo ficaram bastante voláteis e na sexta fecharam o pregão com alta expressiva, no momento em que investidores se mostram atentos a sinais da Opep quanto a uma redução ainda maior da oferta da commodity. O WTI subiu 5,28%, a US$ 35,49, já o Brent subiu 5,02%, a US$ 37,84. 

 

Hoje o WTI está recuando 0,73% e o Brent está caindo 0,53%. O índice VIX está subindo 9,52% aos 30,13 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 0,75%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda, porém as duas maiores, Bitcoin e Ethereum estão em alta. O Bitcoin está subindo 0,03 % (US$ 9.542), a Ethereum subindo 0,18% (US$ 237,47) e a Ripple caindo 0,18% (0,2046).

 

O IFIX subiu 0,41% (2.651). A maior alta foi do FII VBI Logístico (LVBI11) subindo 3,88%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) caindo 10,39%.

 

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

29/05/2020 às 08h58

Ontem o Ibovespa recuou 1,13%, fechando aos 86.949 pontos, com giro financeiro de R$ 23,9 bilhões.

Após a semana de alta do índice, o sentimento de cautela tomou conta, e investidores aproveitaram para realizar o ganho, ou seja, vender as ações com lucro. Esse movimento foi acentuado no final do pregão, com investidores acompanhando mais um novo conflito entre EUA e China.

Perto do final das negociações, repercutiu a informação de que Trump, presidente dos EUA, deve realizar uma entrevista coletiva para falar da China. Vale lembrar que China e EUA já vêm se estranhando por conta da autonomia em Hong Kong. A China aprovou uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong.

No fim da tarde de ontem, Trump assinou um decreto voltado às mídias sociais, com críticas ao Twitter e ao Facebook, dizendo que as empresas estão sendo lenientes com a China. O decreto social limita a proteção legal que a lei federal dos EUA dá às companhias de mídia social.

Como a notícia da coletiva de Trump foi dada após o fechamento do pregão na Europa, as bolsas por lá fecharam em alta.

Foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que na semana passada foi de 2,12 milhões, em linha com a expectativa. E o PIB dos EUA que registrou queda anualizada de 5% no primeiro trimestre deste ano. Este foi o pior desempenho da economia americana desde 2008, durante a crise financeira.

Aqui no Brasil, ontem, circulou entre os participantes do mercado que está ganhando força de novo entre senadores o plano de aumentar a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) do setor financeiro nacional, de 20% para 50%.

Ontem também foi divulgada a taxa de desemprego, que subiu para 12,6% no trimestre até abril. A taxa ficou bastante abaixo do consenso, que era acima de 13%.

Foi sancionada na quarta à noite e publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União a lei do socorro a estados e municípios. Entre os principais vetos está o que impede o aumento do salário de servidores até o fim de 2021, que era bastante esperado pelo mercado. Esse veto foi pedido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Hoje, a expectativa é para a variação do PIB no primeiro trimestre de 2020, e a expectativa negativa para os dados, e isso também ajuda a explicar alguma realização de lucros.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 21 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,80% (R$ 19,77), apesar da alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,09% (R$ 50,09), mesmo com a alta do preço do minério de ferro também. Porém, a empresa é bastante afetada por sanções a China.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,25% (R$ 19,10), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,77% (R$ 23,31), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,59% (R$ 25,23), as ações do Banco do Brasil caíram 0,36% (R$ 30,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,55% (R$ 11,43). As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,29%, fechando aos US$ 30,43.

As ações que mais subiram foram da IRB Brasil (IRBR3) subindo 5,58% (R$ 8,13), da Usiminas (USIM5) subindo 5,26% (R$ 6,00) e Braskem (BRKM5) subindo 5,07% (R$ 29,00).

Já a as maiores quedas foram da Iguatemi (IGTA3) caindo 6,39% (R$ 32,93), seguida pelas ações da Multiplan (MULT3) caindo 5,50% (R$ 21,30) e pelas ações da Yduqs (YDUQ3) caindo 5,28% (R$ 28,51).

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram da IMC Holdings (MEAL3), disparando 16,46% (R$ 3,82). Já a maior queda foram das ações da MRS Logística (MRSA3B) caindo 18,71% (R$ 39,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3) e Bradesco (BBDC4).

O dia foi marcado pela realização de lucros no Brasil, e o dólar intensificou a alta contra o real na reta final do pregão devido ao nervosismo dos investidores globais com novos sinais de atrito entre Estados Unidos e China. Após três fortes quedas seguidas, a moeda americana voltou a subir. O dólar subiu 1,87%, fechando aos R$ 5,38. Na semana, a moeda está caindo 3,64%. Já o euro subiu 2,78%, a R$ 5,96.

As taxas seguiram a trajetória de queda, mesmo com a elevação da tensão entre STF e o entorno do presidente Jair Bolsonaro. O ponto positivo, foi o veto ao reajuste dos servidores, sancionado pelo presidente, que ajudou a manter a curva de juros de curto prazo em queda.

O DI jan 2021 recuou de 2,39% para 2,36. Já o DI jan 2025 caiu de 5,99% para 5,98%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,90% para IPCA+ 2,79%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,30%.

Apesar de passar o dia todo no positivo, as bolsas americanas recuaram no final do pregão. O ambiente mais tenso entre EUA e China contribuiu para as perdas das bolsas, após sinais de que o presidente americano, Donald Trump, fará uma coletiva de imprensa hoje cujo foco será o país asiático. Os embates entre os dois países se mantêm no foco dos agentes, no momento em que o futuro político de Hong Kong é acompanhado de perto.

O Dow Jones recuou 0,58% (25.400), o S&P 500 caiu 0,21% (3.029) e Nasdaq caiu 0,46% (9.368).

As ações da FAANG’s fecharam em queda. As ações da Alphabet recuaram 0,14%, Netflix caíram 1,54%, Amazon recuaram 0,39% e Facebook caíram 1,61%. Já as ações da Apple se mantiveram no positivo, com alta de 0,04%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está recuando 0,59%, o S&P 500 futuro está caindo 0,50% e Nasdaq futuro caindo 0,53%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiram de 0,12% para 0,13%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,18% para 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,46% para 1,43%.

Na agenda norte-americana teremos o índice de sentimento do consumidor, às 11 horas. Vale lembrar que hoje será a entrevista coletiva anunciada por Trump, sem horário definido, que poderá anunciar retaliações a China.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 1,04% (3.062). Já Frankfurt está recuando 1,49% (11.605), Londres caindo 0,98% (6.157), Paris caindo 1,11% (4.718), Milão está recuando 0,63% (18.235) e Madri está caindo 1,16% (7.140).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio recuou 0,18% (21.877), já a bolsa de Xangai subiu 0,22% (2.852), Hong Kong caiu 0,74% (22.961) e Seul subiu 0,05% (2.029).

Os preços do petróleo fecharam em alta consistente, mesmo com um crescimento inesperado nos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos. Os investidores atribuíram o otimismo ao cenário positivo para ativos de risco nos mercados financeiros, que refletem a perspectiva de uma retomada da economia após as restrições das atividades. Com isso o WTI subiu 2,74%, a US$ 33,71, já o Brent subiu 1,63%, a US$ 36,03.

Hoje o WTI está recuando 3,35% e o Brent está caindo 2,69%. O índice VIX está subindo 2,66% aos 29,35 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 1,89%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta. O Bitcoin está subindo 2,86% (US$ 9.470), a Ethereum subindo 6,01% (US$ 220,09) e a Ripple subindo 1,13% (0,1982).

O IFIX subiu 0,47% (2.640). A maior alta foi do FII Vinci Logística (VILG11) subindo 3,92%. Já a maior queda foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) caindo 3,97%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

27/05/2020 às 10h27

Ontem o Ibovespa recuou 0,23%, fechando aos 85.468 pontos, com giro financeiro de R$ 29,5 bilhões.

O início do pregão foi positivo, acompanhando o exterior, porém, as perdas do setor bancário pressionaram o índice, que operou com maior volatilidade nas últimas horas. Entre a mínima e a máxima, o Ibovespa foi dos 85.396 aos 87.333 pontos, dando dimensão da volatilidade do pregão.

Dado mais importante do dia aqui no Brasil, o IPCA-15, como é conhecida a prévia da inflação oficial, foi negativa em 0,59% em maio, informou o IBGE. Esta é a maior queda do índice desde a implementação do Plano Real, em 1994, início da série histórica disponível. Com isso, o IPCA-15 no acumulado dos últimos 12 meses chegou a 1,96%, abaixo do piso da meta de inflação de 2,5% para este ano.

No mundo todo, voltaram a ocupar o pano de fundo dos pregões notícias sobre testes promissores com vacinas contra Covid-19. Do ponto de vista do investidor, a expectativa de uma solução definitiva para a pandemia de coronavírus traz esperança de um fim mais rápido para quarentenas pelo mundo e, consequentemente, da crise econômica.

Na segunda-feira à noite, a empresa americana de biotecnologia Novavax anunciou que iniciou o primeiro estudo em humanos de uma vacina experimental. Essa iniciativa se soma a outras que estão em curso.

Além disso, a farmacêutica Merck também anunciou o desenvolvimento de vacinas e remédios contra a Covid-19. É o primeiro anúncio de pesquisas no tratamento da doença pela companhia, que já viu diversos concorrentes fazerem o mesmo.

Movimentou a cena externa também a expectativa por um novo pacote de estímulos que deve ser anunciado hoje, pela Comissão Europeia, de acordo com agências internacionais. A ideia é ajudar a combater os efeitos da Covid-19 na saúde pública e na economia do continente por meio do aumento conjunto do endividamento dos países da região.

Essa medida tem sido observada como um primeiro passo na direção da união fiscal na Europa, ou seja, com gastos e receitas compartilhadas entre as economias. A Alemanha, mais rico país europeu, e que se opõe historicamente a herdar dívidas de outros países, já estaria começando a rever seu posicionamento.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 34 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,98% (R$ 19,67), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,80% (R$ 49,20), acompanhando a queda de mais de 2% do preço do minério. A mineradora negocia a venda da fatia na Vale Nova Caledônia à australiana NCZ.

Os bancos fecharam em queda, após notícia de que o governo estuda travar o juro do cartão de crédito. Cogita-se até que o BC edite uma medida neste sentido, para evitar que o Senado aprove um tabelamento de taxas, para bancos e instituições financeiras, durante a pandemia do novo coronavírus.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,33% (R$ 19,21), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,96% (R$ 23,01), as ações do Santander (SANB11) caíram 3,23% (R$ 25,14), as ações do Banco do Brasil recuaram 2,25% (R$ 30,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 12,73% (R$ 11,60). As ações da XP na Nasdaq dispararam 7,36%, fechando aos US$ 30,92.

As ações que mais subiram foram da B2W (BTOW3) disparando 9,17% (R$ 95,40), seguida pelas ações da Hypera (HYPE3) subindo 7,01% (R$ 30,50) e pelas ações da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 6,75% (R$ 64,48), que entusiasmou os investidores, mesmo depois de informar queda de 76,7% em seu lucro líquido no 1TRI.

As vendas totais, porém, subiram 34% no período. Também repercutiu bem o comentário do presidente da empresa, Frederico Trajano, de que o caixa tem fôlego para suportar dois anos de lojas físicas fechadas. Mesmo com a pandemia, Magalu ultrapassou, pela primeira vez, a marca de R$ 100 bi, em valor de mercado.

Já a as maiores quedas foram da Lojas Renner (LREN3) caindo 5,49% (R$ 38,15), IRB Brasil caiu 5,25% (R$ 7,39) e Bradesco ON (BBDC3) caindo 4,51% (R$ 17,55).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Karsten (CTKA4), disparando 20,27% (R$ 8,90). Já a maior queda foi das ações da Cedro Têxtil (CEDO3) despencando 9,71% (R$ 8,74).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Magazine Luiza (MGLU3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4).

O mercado brasileiro voltou a aproveitar o bom humor nas praças globais para reduzir parte do prêmio de risco na moeda local. O dólar teve mais um dia de firme queda, levando o real a um dos melhores desempenhos do dia.

Assim como nos últimos pregões, a magnitude do movimento também foi ditada pela percepção sobre o risco político, que parece estar mais contido, pelo menos, em relação a um impeachment. Com isso o dólar caiu 2,00%, fechando aos R$ 5,34. Já o euro recuou 0,87%, a R$ 5,87.

Após abrirem com queda mais firme, os juros curtos encerram perto da estabilidade, ao passo que a ponta longa continuou recuando, ainda reagindo à melhora do cenário local e externo. Paralelamente, investidores digeriram dados que mostraram deflação recorde para o mês de maio no Brasil. O DI jan 2021 recuou de 2,38% para 2,37%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,10% para 6,01%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,87% para IPCA+ 2,84%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,31%.

Passados os efeitos mais adversos derivados do novo coronavírus, a reabertura das economias ao redor do mundo e a expectativa quanto a novos testes para uma vacina contra o vírus deram suporte a uma forte alta dos principais indicadores acionários norte-americanos.

O Dow Jones subiu 2,17% (24.995), o S&P 500 subiu 1,23% (2.991) e Nasdaq subiu 0,17% (9.340).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, com exceção da Google, que subiu 0,58%. Já as ações da Netflix recuaram 3,39%, da Amazon caíram 0,62%, do Facebook recuaram 1,15% e da Apple caíram 0,68%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,42%, o S&P 500 futuro está subindo 1,22% e Nasdaq futuro subindo 0,90%. Os futuros estão subindo, mesmo com Trump dizendo ontem à noite, que discutirá sanções a China nos próximos dias.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,11% para 0,12%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,18% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,41% para 1,44%. Na agenda norte-americana teremos livro Bege do Fed às 15hrs.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,58% (3.046). Já Frankfurt está subindo 1,60% (11.689), Londres subindo 1,47% (6.157), Paris subindo 1,76% (4.687), Milão está subindo 1,36% (18.102) e Madri está subindo 2,16% (7.155).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio subiu 0,70% (21.419), já a bolsa de Xangai caiu 0,34% (2.836), Hong Kong caiu 0,36% (23.301) e Seul subiu 0,07% (2.031).

Os preços do petróleo fecharam com ganhos consistentes, acompanhando a demanda por risco nos mercados internacionais. A alta ocorre à medida que mais estados e países flexibilizam medidas de bloqueio adotadas para conter a pandemia da covid-19 e aumentam sua demanda por combustível. Com isso o WTI subiu 3,30%, a US$ 34,35, já o Brent subiu 2,96%, a US$ 36,17.

Hoje o WTI está recuando 0,77% e o Brent está caindo 0,44%. O índice VIX está caindo 3,28% aos 27,09 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 3,34%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta. O Bitcoin está subindo 0,20% (US$ 8.910), a Ethereum subindo 0,31% (US$ 203,68) e a Ripple subindo 1,34% (0,1978).

O IFIX subiu 0,43% (2.615). A maior alta foi do FII Floripa Shopping (FLRP11) subindo 5,64%. Já a maior queda foi do FII Shopping West Plaza (WPLZ11) caindo 4,77%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

25/05/2020 às 09h18

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 1,03%, fechando aos 82.173 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,8 bilhões.  Na semana, o ganho chegou aos 5,95%, diminuindo as perdas em 2020 para 28,94%.

Vale ressaltar que o mercado estava apreensivo com a divulgação do vídeo que poderia até causar um impeachment de Bolsonaro, porém trouxe alívio, ao não ter nada extremamente comprometedor, que poderia gerar ainda mais instabilidade para o governo. Com isso, após a divulgação do vídeo, o Ibovespa Futuro subiu 1,30%, aos 84.330 pontos.

Nos EUA, o principal ETF do Brazil, EWZ, subiu mais de 2% no after hours, com o investidor festejando a “falta de novidades” na reunião de 22 de abril, citada por Moro como prova de interferência do presidente na PF.

Considerando que é feriado nos EUA, os fatores internos devem pesar mais, e por conta disso, o índice deve abrir em alta hoje, refletindo o alívio com o teor do vídeo.

A tensão comercial entre China e EUA voltam a preocupar. Os asiáticos preparam uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, o que conta com tradicional oposição da Casa Branca. O temor de investidores é que esse novo elemento na relação sino-americana possa anular o acordo comercial “fase um” assinado na virada do ano.

Embora o ano prometesse ser bem mais calmo no que diz respeito ao comércio exterior, após um tumultuado 2019, veio a pandemia de Covid-19. O governo americano acusa agora a China de participação ativa na disseminação do coronavírus, e faz ameaças de sanções econômicas.

Deram ainda mais preocupações aos investidores as declarações sobre o assunto do secretário de Estado americano, oficializando o descontentamento causado no governo Trump. “Os EUA condenam a proposta do [Partido Comunista Chinês] de impor uma nova legislação de segurança nacional a Hong Kong e pede firmemente que Pequim reconsidere”, disse Mike Pompeo, por meio do Twitter.

Ainda falando em EUA, Trump assinou ontem um decreto que impede o ingresso de brasileiros e estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias. A medida de restrição entrará em vigor a partir do dia 29 de maio.

Hoje é feriado em São Paulo, antecipando o Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista celebrado em 09 de julho, porém a bolsa irá funcionar normalmente, e por isso tem Acorda Mercado.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 50 fecharam no negativo. Na semana, a ação que mais subiu foi da Azul, com alta de 33,57%, beneficiados especialmente por dois motivos.

Primeiro, pela retomada de marcação de voos que já começam a ser registrada pelo setor aéreo mundial, enquanto economias mantêm seus planos de reabertura. Em segundo lugar, nesta semana, o governo deixou mais tranquilo quem teme pela quebra da empresa e de sua concorrente Gol, cujas ações subiram na semana 12,62%. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo se prepara para comprar um pedaço das companhias e, depois, revender em forma de ações no mercado.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 2,71% (R$ 18,67), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 1,68% (R$ 50,27), com o avanço da guerra comercial entre China e EUA.

Os bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,59% (R$ 18,75), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,53% (R$ 22,96), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,26% (R$ 24,61), as ações do Banco do Brasil recuaram 2,56% (R$ 28,51) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 4,24% (R$ 9,34). Já as ações da XP na Nasdaq subiram mais 1,12% (US$ 28,80).

As ações que mais subiram foram da Eletrobras ON (ELET3) subindo 7,66% (R$ 25,41), Eletrobras PNB (ELET6) subindo 5,13% (R$ 27,82), após o presidente da estatal acenar com a retomada do processo de privatização no 2º semestre e Sabesp (SBSP3) subindo 4,22% (R$ 44,17).

Já a as maiores quedas foram de Hering (HGTX3) caindo 9,09% (R$ 12,90), Cogna (COGN3) caindo 8,51% (R$ 4,30) e Lojas Renner (LREN3) caindo 8,33% (R$ 37,37).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Baumer (BALM3), disparando 17,39% (R$ 13,50). Já a maior queda foi das ações da Consórcio Alfa (BRGE8) despencando 29,32% (R$ 6,00)

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Via Varejo (VVAR3) e Bradesco (BBDC4).

O dólar comercial fechou bem perto da estabilidade em meio à ansiedade no mercado com a divulgação do vídeo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria ameaçado de demissão o então ministro Sergio Moro. Todos estavam prontos para o pior. Com isso o dólar fechou com leve alta de 0,06%, aos R$ 5,58.

No entanto, os contratos futuros de dólar passaram a cair e o Ibovespa futuro ganhou força após a divulgação do vídeo. O dólar futuro caiu 0,40% a R$ 5,53. Já o euro caiu 0,79%, aos R$ 6,03.

A apreensão com a divulgação do vídeo, também gerou alta nas taxas de juros, já que o mercado de juros fechou antes da divulgação do teor do vídeo. Com isso, o DI jan 2021 subiu de 2,49% para 2,50%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,41% para 6,44%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,15% para IPCA+ 3,08%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,63% para 4,56%.

Os índices acionários de Nova York devolveram perdas durante a tarde de sexta e encerraram o dia sem direção única, puxados por um lado pelo otimismo com a reabertura da economia americana e por outro pelos receios em relação à piora das relações entre os Estados Unidos e a China.

O Dow Jones caiu 0,04% (24.465), o S&P 500 subiu 0,24% (2.955) e o Nasdaq subiu 0,43% (9.324). Na semana, os índices acumularam alta de 3,29%, 3,20% e 3,44%, respectivamente.

As ações das FAANGs fecharam sem direção definida. As ações da Google subiram 0,46%, da Netflix recuaram 1,59%, da Amazon caíram 0,40%, do Facebook subiram 1,52% e da Apple subiram 0,64%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,95%, o S&P 500 futuro está subindo 0,88% e Nasdaq futuro subindo 0,94%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,16% para 0,17% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,35% para 1,37%.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,23% (2.941). Já Frankfurt está subindo 1,55% (11.245), Paris subindo 1,13% (4.494, Milão está subindo 0,73% (17.443) e Madri está subindo 1,66% (6.809). Já a bolsa de Londres está fechada.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 1,73% (20.741), já a bolsa de Xangai subiu 0,15% (2.817), Hong Kong subiu 0,10% (22.952) e Seul subiu 1,24% (1.994).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda na sexta, com os investidores preocupados com a escalada nas tensões entre Estados Unidos e China, após a notícia de que o país asiático pretende impor uma lei de segurança nacional sobre Hong Kong. Com isso o WTI caiu 1,97%, a US$ 33,25, já o Brent caiu 2,57%, a US$ 35,13.

Hoje o WTI está subindo 0,51% e o Brent está caindo 0,14%. O índice VIX está caindo 4,64% aos 28,16 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,25%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 5,02% (US$ 8.826), a Ethereum caindo 2,80% (US$ 204,05) e a Ripple caindo 3,04% (US$ 0,1947).

O IFIX subiu 0,48% (2.588). A maior alta foi do FII RB Capital Renda I (FIIP11B) subindo 2,92%. Já a maior queda foi do FII Cenesp (CNES11) caindo 2,69%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

22/05/2020 às 10h15

Ontem o Ibovespa subiu 2,10%, fechando aos 83.027 pontos. O giro financeiro foi de R$ 27,6 bilhões. O Ibovespa fechou muito próximo da máxima, que foi de 83.309 pontos. No ano, o índice está caindo 28,21% e em maio está subindo 3,13%.

O índice descolou nesta sessão do exterior e retomou os 83 mil pontos, patamar que não era atingido desde o fim de abril. O motivo foi a aproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e os líderes do Congresso e governadores, o que trouxe alívio ao pesado clima político que preocupava os investidores nos últimos dias.

A relação entre os poderes Executivo e Legislativo estava estremecida, o que poderia dificultar a aprovação de medidas de combate à pandemia e andamento das reformas. Já ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, acompanharam o presidente na reunião com governadores.

No encontro, Bolsonaro defendeu, com o apoio dos líderes do Congresso, a sanção do projeto de socorro aos estados e municípios, com manutenção do veto de reajuste salarial dos servidores públicos. O veto é importante para maior controle das contas públicas.

Além do ambiente político, a bolsa foi beneficiada nesta semana pela retomada dos preços das commodities, principalmente o petróleo. Com isso, o Goldman Sachs já projeta um Ibovespa para 90 mil pontos em um horizonte de três meses.

A retomada da atividade econômica em alguns países pelo mundo deu o tom positivo aos mercados no exterior nesta semana, mas na bolsa brasileira a alta foi contida exatamente pela tensão política. Neste pregão, o cenário se inverteu. Lá fora caiu e aqui subiu.

Nos EUA, as bolsas caíram pressionadas pelos mais de 2,438 milhões de pedidos de seguro-desemprego e tensão política entre EUA e China.

Hoje às 17hrs o ministro Celso de Mello anunciará a sua decisão sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada por Sérgio Moro como prova das acusações de interferência de Bolsonaro na PF.

O vídeo é considerado peça-chave do inquérito no STF e a grande expectativa é se será divulgado na íntegra, como pede o ex-ministro Sérgio Moro, ou parcialmente, segundo defendem a AGU e a PGR. A decisão irá sair durante o pregão e pode movimentar na reta final.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 57 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,57% (R$ 19,19), mesmo com a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 2,61% (R$ 51,13), acompanhando a queda do dólar, que desfavorece as empresas exportadoras.

Os bancos tiveram um dia de alta, ajudando a manter o índice em alta. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 5,55% (R$ 18,64), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 5,74% (R$ 22,84), as ações do Santander (SANB11) subiram 5,93% (R$ 25,18), as ações do Banco do Brasil subiram 7,06% (R$ 29,26) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,56% (R$ 8,96). Já as ações da XP na Nasdaq subiram mais 3,56% (US$ 28,48).

As ações que mais subiram foram da CCR (CCRO3) subiram 11,65% (R$ 14,18), seguida pelas ações da Cyrela (CYRE3) subiram 11,00% (R$ 15,54) e Ecorodovias (ECOR3) subindo 9,83% (R$ 12,29).

Já a as maiores quedas foram novamente da IRB Brasil (IRBR3) caindo 7,35% (R$ 7,05), Suzano (SUZB3) recuando 4,39% (R$ 38,48) e Marfrig (MRFG3) caindo 4,21% (R$ 12,51).

Na B3, as ações que mais subiram foram do Consórcio Alfa (BRGE8), que dispararam 61,40% (R$ 8,49). Já a maior queda foi das ações da Nutriplant (NUTR3) despencando 23,08% (R$ 79,99). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3).

A combinação de alívio político, exterior favorável e comentários mais duros sobre o câmbio do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, resultou em um novo dia de queda firme do dólar no Brasil. Com isso o dólar fechou aos R$ 5,58, com queda de 1,87%. Esse é o menor patamar desde 4 de maio, quando fechou aos R$ 5,52.

Em videoconferência realizada pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Campos Neto afirmou que continuará atuando no mercado de câmbio sempre que necessário e lembrou que, por causa da valorização do dólar, o nível de reservas subiu em relação ao PIB.

Na semana passada, o dólar chegou a beirar os R$ 6 no Brasil em um momento em que vários pares emergentes continuavam se recuperando do tombo de março e abril. A tendência só foi quebrada após uma intervenção mais agressiva que o habitual do BC. Mesmo com a recuperação desde então, o real continua como a pior moeda emergente no acumulado de maio. Já o euro caiu 2,56%, a R$ 6,09.

A melhora da percepção sobre o ambiente político local e o dólar em queda levaram os juros futuros a recuarem em toda a curva. O DI jan 2021 recuou de 2,54% para 2,49%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,54% para 6,41%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,33% para IPCA+ 3,15%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,57% para 4,63%.

Na agenda de resultado, teremos Usiminas antes da abertura e Equatorial Energia, queridinha de muitos gestores, após o pregão.

O mercado acionário americano teve mais uma sessão de perdas ontem, com a cautela voltando a predominar em meio a uma série de dados econômicos preocupantes nos EUA. O Dow Jones caiu 0,41% (24.474), o S&P 500 caiu 0,78% (2.948) e o Nasdaq caiu 0,97% (9.284).

Os dados do mercado de trabalho continuam gerando receios, com mais 2,438 milhões de americanos entrando com pedidos de seguro-desemprego na semana passada, elevando o número total de pedidos para 38 milhões desde março.

Além dos dados preocupantes, a tensão política entre os EUA e a China voltaram ao primeiro plano depois que o Senado dos EUA aprovou uma proposta de lei que pode retirar companhias chinesas das bolsas americanas. Uma proposta de lei semelhante tramita pela Câmara dos Deputados.

As ações das FAANGs fecharam em queda, com exceção do Facebook. As ações da Google recuaram 0,17%, da Netflix caíram 2,55%, Amazon caíram 2,05% e Apple recuaram 0,75%. As ações do Facebook subiram 0,62%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,45%, o S&P 500 futuro está caindo 0,46% e Nasdaq futuro caindo 0,59%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação. A T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,39% para 1,35%.

Na agenda norte-americana nenhum indicador relevante também.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda, com exceção de Milão e Madri. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 0,48% (2.891). Já Frankfurt está caindo 0,70% (10.988), Londres está caindo 1,19% (5.943), Paris caindo 0,30% (4.432). Já Milão está subindo 0,62% (17.192) e Madri está subindo 0,06% (6.690).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda.Tóquio recuou 0,80% (20.338), já a bolsa de Xangai recuou 1,89% (2.813), Hong Kong caiu 5,56% (22.930) e Seul caiu 1,41% (1.970).

O petróleo estendeu o seu movimento de alta por mais um dia e fechou positivo em meio às perspectivas positivas dos investidores sobre a reabertura da economia em países desenvolvidos e a retomada gradual na demanda. O WTI subiu 0,86%, a US$ 33,92, já o Brent subiu 0,86%, a US$ 36,06.

Hoje o WTI está recuou 5,63% e o Brent está caiu 4,66%. O índice VIX está subindo 3,39% aos 30,53 pontos. O contrato de ouro OZ1D caiu 1,97%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 2,50% (US$ 9.088), a Ethereum caindo 2,50% (US$ 201,53) e a Ripple subindo 0,79% (US$ 0,1998).

O IFIX subiu 0,23% (2.575). A maior alta foi do FII Brazil Realty (BLZI11) subindo 5,48%. Já a maior queda foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) caindo 5,51%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUINTA

21/05/2020 às 10h35

Ontem o Ibovespa subiu 0,71%, fechando aos 81.319 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,5 bilhões.

As bolsas do mundo retomaram o caminho dos ganhos, depois da pausa para realização de lucros da véspera. No Brasil, o Ibovespa seguiu o mesmo caminho, desde a abertura do pregão.

O espaço foi aberto para a retomada de ganhos pela manutenção do processo gradual de reabertura de grandes centros econômicos. É caso de alguns estados americanos, China, Alemanha e outros países europeus. Aparentemente, o medo de que esse processo desencadeasse uma segunda onda de contágio no mundo esfriou.

Essa melhora de expectativas em relação à retomada da economia mundial foi reforçada no fim de semana pelo presidente do Fed. De acordo com Jerome Powell, apesar da contração esperada de 30% para a economia americana neste segundo trimestre, os meses seguintes serão de forte retomada.

Neste ano, o Fed já lançou linhas de empréstimos trilionárias, levou seus juros para  0,25% ao ano e iniciou programas de recompras de títulos como forma de colocar óleo nas engrenagens paradas da economia americana.

O consistente resultado da companhia de materiais de construção Lowe’s nos EUA mesmo com o isolamento social imposto no país também animou investidores.

No Brasil, a exemplo do primeiro pregão da semana, em que a expectativa de retomada não mais tão distante da economia mundial ganhou força, a liderança de ganhos ficou com as empresas ligadas ao turismo. Azul, Gol e CVC se deram bem. Parte dos ganhos dessas ações, naturalmente, é uma recomposição das perdas violentas nesta crise, em que o setor de turismo é o mais afetado pelo isolamento social.

Em relação ao Covid-19, as notícias por aqui não são boas, o número de mortes já chegou a quase 20 mil.

No noticiário político, a secretária da Cultura, Regina Duarte, deixou o cargo para assumir a Cinemateca Brasileira.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 49 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,32% (R$ 19,30), acompanhando a forte alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,11% (R$ 52,50).

Os bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,03% (R$ 17,66), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,41% (R$ 21,60), as ações do Santander (SANB11) subiram 1,10% (R$ 23,77), as ações do Banco do Brasil subiram 2,51% (R$ 27,33) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 5,715 (R$ 8,91). Ontem o Banco Inter soltou os resultados, e assim como os bancos de grande porte, o Inter precisou elevar suas despesas com provisões para lidar com os efeitos da crise econômica. No primeiro trimestre do ano, elas totalizaram R$ 50,4 milhões, alta de 125,9% na comparação com igual período do ano passado. Já as ações da XP na Nasdaq subiram 3,77% (US$ 27,50).

As ações que mais subiram foram da Azul (AZUL4), subindo 12,30% (R$ 15,33), seguido pelas ações da Gol (GOLL4) subindo 8,84% (R$ 12,68) e pelas ações da IRB Brasil (IRBR3), subindo 7,94% (R$ 7,61).

Já a as maiores quedas foram da B2W (BTOW3), recuando 3,93% (R$ 88,53), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 3,61% (R$ 40,25) e pelas ações das Lojas Americanas (LAME4), recuando 3,48% (R$ 26,84).

Na B3, as ações que mais subiram foram da João Fortes Engenharia (JFEN3), subiram 14,45% (R$ 2,85). Já a maior queda foram das ações da Financeira Alfa SA (CRIV3) recuando 8,38% (R$ 4,37)

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Azul (AZUL4) e Via Varejo (VVAR3).

O tom bastante positivo no exterior, onde investidores se voltam às notícias sobre o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus e às medidas de saída do isolamento em economias desenvolvidas, se traduziu em um novo pregão de enfraquecimento generalizado do dólar. No Brasil, por outro lado, esse movimento continua limitado pelos riscos políticos e fiscais que ainda rondam o cenário local. O dólar recuou 1,20%, a R$ 5,68.

A moeda americana não encerra abaixo dos R$ 5,70 desde 5 de maio, quando fechou cotada a R$ 5,59. Já o euro caiu 0,52%, a R$ 6,25.

A queda firme do dólar não foi acompanhada de um fechamento da curva de juros. Em um novo dia de baixo giro financeiro, as taxas operaram em leve alta durante todo o pregão, influenciadas pela falta de novidades que pudessem reduzir os riscos políticos e fiscais da cena local. O DI jan 2021 subiu de 2,52% para 2,54%. Já o DI jan 2025 se manteve em 6,54%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,35% para IPCA+ 3,33%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,57% para 4,63%.

Na agenda teremos os dados de arrecadação federal, às 10h30. Devido ao impacto da pandemia, a arrecadação federal de abril deve somar R$ 99,3 bilhões, queda de 9,17% contra março, sendo o pior resultado em uma década. Na agenda de resultado, teremos MRV, Renner e Valid depois do pregão.

As bolsas de Nova York retomaram o fôlego e anularam as perdas da véspera, diante do processo gradual de reabertura da economia em vários Estados americanos. O Dow Jones subiu 1,52% (24.575), o S&P 500 subiu 1,67% (2.971) e o Nasdaq subiu 2,08% (9.375).

Todos os 11 setores do S&P 500 fecharam do lado positivo, com o setor de energia à frente e fechando com alta de 3,75%.

Até mesmo as ações das companhias aéreas, severamente prejudicadas pela interrupção das viagens globais, valorizaram com a United Airlines com ganhos acima de 5%.

As ações das FAANGs fecharam em alta, com exceção da Netflix. As ações da Google subiram 2,53%, da Amazon subiram 1,98%, do Facebook subiram 6,04% e da Apple subiram 1,94%. Já as ações da Netflix recuaram 0,75%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,60%, o S&P 500 futuro está caindo 0,63% e Nasdaq futuro caindo 0,53%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,17% para 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,41% para 1,39%.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda, após a alta de ontem. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 0,92% (2.915). Já Frankfurt está caindo 1,18% (11.091), Londres está caindo 0,74% (6.022), Paris caindo 0,75% (4.463) e Milão caindo 0,58% (17.112). Já Madri está subindo 0,05% (6.687).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com exceção de Seul. Tóquio recuou 0,21% (20.552), já a bolsa de Xangai recuou 0,55% (2.867) e Hong Kong caiu 0,49% (24.28). Já Seul subiu 0,44% (1.998).

O petróleo fechou em alta novamente ontem, na quinta sessão consecutiva de ganhos para o WTI. Já o Brent, a referência global, tem acompanhado o movimento de alta, mas teve uma leva queda na terça.

O WTI subiu 4,78%, a US$ 33,49, já o Brent subiu 3,17%, a US$ 35.75. A alta se acelerou após o Departamento de Energia dos EUA informar uma queda no estoque de 4,982 milhões de barris na última semana, ante expectativa de alta de 2,15 milhões de barris.

Hoje o WTI está subindo 2,75% e o Brent está subindo 2,38%. O índice VIX está subindo 2,50% aos 28,70 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,66%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 4,32% (US$ 9.378), a Ethereum caindo 3,36% (US$ 207,08) e a Ripple caindo 3,06% (US$ 0,1994).

O IFIX subiu 0,10% (2.569). A maior alta foi do FII XP Corporate Macaé (XPCM11) subindo 3,21%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) caindo 2,53%.

Ótima quinta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

18/05/2020 às 10h33

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 1,84%, fechando aos 77.556 pontos. O giro financeiro foi de R$ 25,8 bilhões. Na semana a queda foi de 3,37%, puxada pela instabilidade política após saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde. No ano a queda foi de 32,94%.

Nos últimos dias, Teich vinha sendo pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro a alterar o protocolo sobre o uso da cloroquina para permitir seu uso em tratamentos iniciais, ao contrário da orientação atual. Ele não aceitou e acabou acertando sua saída na sexta.

No pronunciamento para a imprensa, onde não houve espaço para perguntas, Teich não fez menção ao tema. Em poucos minutos, agradeceu sua equipe e disse que aceitou o desafio por acreditar que poderia ajudar o Brasil.

Por aqui, o IBC-Br, que mede a temperatura da atividade econômica brasileira, recuou em março 5,9% em relação abril. Foi o maior tombo do índice em toda série histórica, iniciada em 2003. E dá mostras do quão terrível tendem a ser os números da economia brasileira nos meses seguintes, enquanto a crise se aprofunda.

A notícia ruim é que o governo federal estima que o Brasil encerrará 2020 com a perda de 3 milhões de postos de trabalho formal. Se a projeção for confirmada, será a maior destruição de vagas com carteira assinada da história recente do Brasil, e o mercado formal voltará aos patamares de 2010. Na recessão entre 2015 e 2017, foram destruídas 2,9 milhões de vagas formais.

Na parte política, ministro do STF, Celso de Mello, deve decidir sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citado por Moro como prova da pressão do presidente.

No mundo, a Covid-19 reagiu em países onde a doença já aparentava estar controlada, como China, Coreia do Sul e Alemanha. O sinal dado por essas notícias foi de que relaxar as medidas de isolamento não será tão simples.

Se assim for, a economia mundial passa por uma contração econômica cuja profundidade e duração serão maiores do que se pensava. Só uma vacina parece ser capaz de trazer dias mais calmos para a renda variável.

De todo modo, sexta-feira foi um dia de recuperação nas bolsas globais por boas novas vindas da China. A produção industrial do primeiro país a conhecer a Covid-19, e também o primeiro a reabrir as suas atividades econômicas e lidar com a retomada da doença, subiu 3,9% em abril, na comparação com o mesmo mês em 2019.

No Japão, hoje foi divulgado o PIB do primeiro trimestre com queda de 3,4% na base anualizada, com o país entrando em recessão.

Além das tensões com a China, os EUA também foram foco do noticiário porque as vendas no varejo desabaram 16,4% em abril na comparação com março, baixa maior que a expectativa mediana dos economistas do mercado compilada no consenso Bloomberg, que apontava para uma queda de 12%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 16 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,44% (R$ 17,15), a ação chegou a subir forte com um resultado operacional considerado positivo, a despeito do prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre. Contudo, no final do dia, as ações devolveram o ganho. Já as ações da Vale (VALE3) fecharam praticamente de lado, com queda de 0,08% (R$ 48,08).

Segue no radar a sessão do Senado que irá discutir sobre a alta da CSLL para os bancos e o teto de juros do cartão de crédito e do cheque especial, derrubando as ações dos bancos.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,31% (R$ 17,11), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 4,08% (R$ 21,63), as ações do Santander (SANB11) recuaram 4,09% (R$ 22,96), as ações do Banco do Brasil caíram 1,88% (R$ 26,15) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,20% (R$ 8,89). Já as ações da XP na Nasdaq subiram 1,73% (US$ 26,51).

As ações que mais subiram foram da Hering (HGTX3) subindo 7,83% (R$ 11,97), seguida pelas ações da Braskem (BRKM5) subindo 5,72% (R$ 23,44) e pelas ações da Totvs (TOTS3) subindo 5,41% (R$ 18,70).

Na semana, as ações que mais subiram foram da BRF (BRFS3) disparando 20,92%. Já as maiores quedas foram das ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) caindo 7,92% (R$ 55,15), seguida pelas ações da Cyrela (CYRE3) caindo 7,19% (R$ 12,65) e pelas ações da Gerdau (GGBR4) caindo 6,98% (R$ 10,92). A pior da semana dentro do Ibovespa foram as ações da IRB Brasil (IRBR3) despencando 25,88%.

Na B3, as ações que mais subiram foram do Banco Mercantil do Brasil (BMEB3) disparando 15,98% (R$ 12,99). Já as ações que mais caíram foram da WLM Participações (WLMM3), caindo 15,25% (R$ 9,33). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), B3 (B3SA3), Via Varejo (VVAR3) e Suzano (SUZB3).

O ambiente político tenso manteve o real como a pior moeda de maio entre as 33 maiores dívidas do mundo. Em maio, a alta já chega a 7,33%, se aproximando dos R$ 6.

O avanço também ocorre na contramão de algumas divisas emergentes comparáveis, que aproveitam o cenário internacional mais calmo para devolver os exageros dos meses passados. Na mesma comparação, o dólar cedeu 1,11% contra o peso mexicano, 1,01% contra o rublo russo e 1,29% frente à lira turca.

Após renovar a máxima histórica intraday a R$ 5,97, na quinta, o dólar acabou perdendo o ímpeto depois de uma combinação de intervenção mais agressiva do Banco Central e o gesto de reaproximação entre Bolsonaro e Rodrigo Maia.

Na sexta, o dólar subiu 0,34%, fechando aos R$ 5,83. Na semana a alta foi de 1,66%. Já o euro subiu 0,87%, aos R$ 6,33. Os juros futuros fecharam em baixa, continuando um movimento de ajuste visto já na tarde de quinta.

A demissão de Nelson Teich do Ministério da Saúde reduziu a intensidade do movimento, mas não inverteu o sentido da negociação. O DI jan 2021 recuou de 2,62% para 2,57%. Já o DI jan 2025 recuou de 6,90% para 6,75%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,65% para IPCA+ 3,53%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,94% para 4,77%.

Pelo segundo dia seguido, as bolsas nos EUA viraram na reta final da sessão e fecharam em alta mesmo com novos dados mostrando mais uma vez o impacto devastador e pior do que o esperado da pandemia de Covid-19 na economia americana.

Do lado positivo, mais um sinal de recuperação econômica na China e o anúncio da farmacêutica Sorrento Therapeutics alegando que desenvolveu um anticorpo eficiente contra o coronavírus ajudaram a manter o sentimento positivo de parte dos investidores.

A empresa informou que o anticorpo, chamado STI-1499, foi capaz de evitar a contaminação pelo vírus com 100% de eficácia em testes laboratoriais in vitro.

O Dow Jones subiu 0,25% (23.685), o S&P 500 subiu 0,39% (2.863) e o Nasdaq subiu 0,79% (9.014).

As ações das FAANGs fecharam em alta, ajudando a manter o índice Nasdaq em alta. As ações da Google subiram 1,19%, as ações da Netflix subiram 2,77%, da Amazon subiram 0,88% e Facebook subiram 1,97%. A exceção foram as ações da Apple recuando 0,59%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,54%, o S&P 500 futuro está subindo 1,52% e Nasdaq futuro subindo 1,37%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,11% para 0,09%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,15% para 0,14% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,28% para 1,34%.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 2,30% (2.834). Já Frankfurt está subindo 2,79% (10.757), Londres está subindo 2,19% (5.926), Paris subindo 2,26% (4.374), Milão subindo 1,28% (17.068) e Madri subindo 1,85% (6.595).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,48% (20.133), já a bolsa de Xangai subiu 0,24% (2.875), de Hong Kong subiu 0,58% (23.934) e de Seul subiu 0,51% (1.937).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, estendendo uma sequência de ganhos alimentada pela perspectiva de retomada da demanda em meio à reabertura econômica à sua terceira alta semanal consecutiva. O WTI subiu 6,78%, fechando aos US$ 29,43, enquanto o Brent subiu 4,40%, a US$ 32,50. Hoje o WTI está subindo 5,32% e o Brent está subindo 4,12%.

O índice VIX está recuando 3,29%, aos 30,84 pontos, seguindo uma trajetória de queda na aversão ao risco, já que esse índice é considerado o índice do medo.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,52%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 1,01% (US$ 9.591), a Ethereum subindo 5,17% (US$ 212,32) e a Ripple subindo 0,99% (US$ 0,203).

O IFIX subiu 0,59% (2.563). A maior alta foi do FII Cenesp(CNES11) subindo 5,57%. Já a maior queda foi do FII RBR Alpha FoF (RBRF11) caindo 5,86%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

15/05/2020 às 10h02

Ontem o Ibovespa subiu 1,59%, fechando aos 79.010 pontos. O giro financeiro foi de R$ 29 bilhões. Após abrir em queda pressionado pelas ações da Petrobras, Vale e ambiente mais averso ao risco no exterior, o índice fechou em alta. O que trouxe alívio foi o setor bancário e o discurso do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com tom mais conciliador.

O alívio durante a tarde veio do setor bancário, após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cancelar a sessão prevista para ontem. O projeto mais polêmico que seria discutido é o que estabelece um teto de 20% ao ano para os juros de cartões de crédito e cheque especial e aumento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL).

Mas o que deu força à bolsa brasileira perto do fechamento foi o cenário político. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirmou que se encontrou ontem à tarde com o presidente Jair Bolsonaro.

Vale lembrar que o real vem sofrendo mais do que as moedas dos emergentes por conta do risco fiscal e político do país. Além disso, nossa Selic Meta está em 3%, e deve fechar em 2,25% para o final desse ano. Ontem, o Banxico, o Banco Central do México, por exemplo, reduziu sua taxa de juros de referência (overnight) em 50 pontos-base para 5,5% ao ano. Foi o quarto corte feito nesse ano, que começou com o juro em 7%, o que levou agora a meta para níveis vistos em 2017. Para um investidor global, aplicar em renda fixa no México com taxa de 5,5% ao ano, é mais atrativo do que no Brasil com 3%.

A XP também revisou para baixo a projeção de crescimento do PIB para 2020. A expectativa era de contração de 1,9%, mas agora a empresa acredita que a economia pode recuar 6%. Esta é a terceira revisão para o indicador no ano.

A empresa reitera, contudo, que mantém a previsão de crescimento em 2,5% para 2021, apesar de reconhecer que a velocidade da retomada dependerá do sucesso no combate ao vírus e da efetividade das políticas públicas adotadas no curto prazo.

Com relação à inflação, a XP também diminuiu a projeção, com a explicação de que a piora na atividade levou a empresa a revisar a projeção para o IPCA de 2020 de 2,5% para apenas 0,7%.

Nos EUA, os pedidos de seguro-desemprego subiram para 2,9 milhões na semana passada, enquanto o mercado esperava alta de 2,7 milhões. Desde o início desta crise, cerca de 30 milhões de cidadãos americanos perderam seus trabalhos.

Ontem, o principal resultado divulgado foi da Petrobras. A companhia terminou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 48,52 bilhões, revertendo lucro de R$ 4,03 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano anterior.

O balanço da Petrobras refletiu uma baixa contábil de R$ 65,3 bilhões relacionada a recuperabilidade econômica de seus ativos levando em conta a pandemia de Covid-19 e a forte desvalorização dos preços do petróleo.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 52 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,08% (R$ 17,40), apesar da alta do petróleo com a queda dos estoques nos EUA e a Agência Internacional de Energia prevendo uma queda mais baixa da demanda global. As ações da Vale (VALE3) caíram 0,93% (R$ 48,09).

Os bancos tiveram um novo dia de recuperação. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 5,49% (R$ 17,88), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 4,40% (R$ 22,55), as ações do Santander (SANB11) subiram 4,18% (R$ 23,94), as ações do Banco do Brasil subiram 4,31% (R$ 26,65) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,09% (R$ 9,09). Vale destacar que, ontem, entrou no radar a possível votação pelo Senado o projeto de lei 1.166/2020, que define um limite de 20% ao ano para juros de cartão de crédito e cheque especial para dívidas contraídas entre março deste ano e julho de 2021. Contudo, a sessão remota foi cancelada durante a tarde, ajudando a impulsionar os bancos.

Já as ações da XP na Nasdaq recuaram 6,59% (US$ 26,06), devolvendo parte dos ganhos da véspera, quando a ação subiu mais de 10% após divulgação do resultado.

As ações que mais subiram foram da CSN (CSNA3) subindo 11,56% (R$ 8,39), seguida pelas ações da Ultrapar(UGPA3) subindo 11,27% (R$ 15,00) e pelas ações da Eletrobras (ELET3) subindo 9,81% (R$ 22,72).

Já as maiores quedas foram das ações da SulAmérica (SULA11) caindo 6,90% (R$ 37,87), seguida pelas ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) caindo 6,25% (R$ 59,90) e pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 6,02% (R$ 47,54).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Tecnosolo Engenharia (TCNO3) disparando 19,40% (R$ 1,60). Já as ações que mais caíram foram da Springer (SPRI5), caindo 33,71% (R$ 10,40).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

Após passar a manhã operando em alta firme, beirando o patamar dos R$ 6,00, o dólar comercial viveu uma tarde bastante volátil, assim como todas as moedas de países emergentes. Isso se deve à ação mais firme do Banco Central no câmbio e, por fim, à demonstração de reaproximação entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia.

No fim do dia o dólar recuou 1,39%, aos R$ 5,81, perto das mínimas do dia. Na máxima, chegou a R$ 5,97. Já o euro recuou 1,35%, aos R$ 6,28.

Os juros futuros também oscilaram bastante, em especial no período da tarde. Após abrirem o dia em alta, as taxas passaram a apresentar queda reagindo ao dólar, que inverteu o sentido da negociação na segunda metade do pregão. No entanto, como esse movimento não se firmou, a curva também voltou e fechou próxima da estabilidade. O DI jan 2021 recuou de 2,64% para 2,62%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,84% para 6,90%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), subiu de IPCA+ 3,64% para IPCA+ 3,65%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,85% para 4,94%.

Em uma virada inesperada puxada principalmente pelas ações do setor financeiro, as bolsas de Nova York fecharam em alta. O movimento de alta aconteceu, mesmo com novos números preocupantes sobre o mercado de trabalho nos EUA e mais ataques verbais do presidente Donald Trump contra a China.

Depois de abrir a sessão em queda consistente que chegou a se aproximar de 2%, as bolsas viraram puxadas pelas ações do setor financeiro, que deram a guinada que os índices precisavam para evitar um terceiro pregão de quedas generalizadas.

O Dow Jones subiu 1,62% (23.625), o S&P 500 subiu 1,15% (2.852) e o Nasdaq subiu 0,91% (8.943).

Entre as empresas do setor financeiro, destaque para a alta de 7,17% do Well Fargo, American Express também subiu 7,39% e o JPMorgan Chase subiu 4,14%, no mesmo ritmo do Bank of America que subiu 4,10%.

As ações das FAANGs fecharam com leve alta, ajudando a manter o índice Nasdaq em alta. As ações da Google subiram 0,63%, as ações da Netlfix subiram 0,84%, da Amazon subiram 0,88%, Facebook subiram 0,83% e da subiram 0,61%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,30%, o S&P 500 futuro está subindo 0,23% e Nasdaq futuro subindo 0,43%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,15% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,30% para 1,28%.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,17% (2.792). Já Frankfurt está subindo 1,79% (10.522), Londres está subindo 1,47% (5.825), Paris subindo 1,01% (4.316), Milão subindo 1,20% (17.070) e Madri subindo 0,31% (6.566).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio subiu 0,62% (20.037), já a bolsa de Xangai caiu 0,07% (2.868), de Hong Kong caiu 0,14% (23.797) e de Seul subiu 0,12% (1.927).

O petróleo fechou em forte alta, depois que a Agência Internacional de Energia deu uma projeção um pouco mais esperançosa sobre a demanda do que no mês passado. Uma mudança no mercado futuro de petróleo também contribuiu para uma perspectiva melhor para o setor. Ontem o WTI subiu 8,97%, aos US$ 27,56, enquanto o Brent subiu 6,64%, aos US$ 31,13, voltando a ficar acima do patamar de US$ 30.

Hoje o WTI está subindo 2,54% e o Brent está subindo 2,43%. O índice VIX está recuando 2,73%, aos 31,71 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 1,21%, enquanto as criptomoedas estão recuando nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 1,55% (US$ 9.633), a Ethereum caindo 2,17% (US$ 200,30) e a Ripple caindo 1,70% (US$ 0,201).

O IFIX recuou 0,75% (2.539). A maior alta foi do FII RBR Alpha Multiestratégia Real Estate (RBRF11) subindo 7,86%. Já a maior queda foi do FII Torre Almirante (ALMI11) caindo 4,35%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

13/05/2020 às 09h52

Ontem o Ibovespa recuou 1,51%, fechando aos 77.871 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,7 bilhões.

O Índice chegou a operar em alta, após notícias sobre remédios trazidas pela OMS, mas cedeu aos receios de que novas ondas de contágio atrasem a recuperação mundial.

O sobe e desce do mercado continua ligado às expectativas em relação à pandemia de Covid-19, e, por consequência, à velocidade da retomada do crescimento econômico mundial. Voltou a assombrar investidores a sensação de que vai demorar mais do que se acreditava para a atividade econômica mundial ser retomada.

Também em destaque, a China anunciou que vai isentar mais produtos dos EUA de tarifas punitivas. Bens americanos que ficarão isentos da tarifação extra incluem produtos químicos e têxteis, segundo comunicado divulgado pelo Ministério de Finanças chinês.

No Brasil, o aumento na tensão política em meio a relatos de que o vídeo entregue pelo governo ao Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaria a versão do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, de que o presidente Jair Bolsonaro teria interferido na Polícia Federal para tentar paralisar investigações contra seus filhos pesou também.

Entre os indicadores, o volume de serviços no Brasil caiu 2,7% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado por conta do coronavírus.

A Itaúsa, holding que agrupa as empresas nas quais o Banco Itaú tem participação, reportou no 1º trimestre deste ano um lucro líquido não recorrente de R$ 1,01 bilhão, uma retração de 59,3% em comparação a igual período do ano passado.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 12 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,06% (R$ 18,14), mesmo com o dia de alta do petróleo com a expectativa pela reabertura nos EUA e o corte de produção anunciado na véspera pela Arábia Saudita atenuando os temores com uma nova onda de coronavírus nos países que já estão flexibilizando a quarentena. As ações da Vale (VALE3) recuaram 0,57% (R$ 47,46).

Os bancos tiveram um dia de queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,12% (R$ 17,10), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 3,44% (R$ 21,61), as ações do Santander (SANB11) caíram 5,18% (R$ 23,24), as ações do Banco do Brasil recuaram 3,52% (R$ 26,31) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,26% (R$ 8,65). Já as ações da XP na Nasdaq recuaram 1,93% (US$ 24,86).

As ações que mais subiram foram da Minerva (BEEF3) subindo 7,06% (R$ 14,40), com os papéis dos frigoríficos obtendo forte alta, puxados pela nova disparada do dólar. A segunda maior alta foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) subindo 4,41% (R$ 8,04) após novas quedas. No ano, a empresa despencou 79,36%.

Já as ações da Marfrig (MRFG3) subiram 3,78% (R$ 14,27), sendo o grande destaque no ano para do Ibovespa, acumulando alta de 43,27%.

Já as maiores quedas foram das ações da Braskem (BRKM5) caindo 7,29% (R$ 20,47), Natura (NTCO3) caindo 6,14% (R$ 32,05) e Eletrobras PNB (ELET6) caindo 5,87% (R$ 23,25). Apesar da queda das ações da Natura, a ação está positiva em 24,10% no acumulado de 12 meses.

Na B3, as ações que mais subiram foram da Gradiente (IGBR3) disparando 37,73% (R$ 2,92). Já as ações que mais caíram foram da Time For Fun (SHOW3), caindo 12,06% (R$ 1,25).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

O mercado brasileiro de câmbio sofreu uma reviravolta na reta final do pregão, culminando em novo recorde do dólar, devido a um novo episódio da turbulência política que atinge o governo federal. O dólar abandonou a queda e bateu máxima atrás de máxima, assim que apareceram as primeiras informações sobre o vídeo da reunião ministerial em que Sergio Moro teria sido ameaçado de demissão pelo presidente Jair Bolsonaro.

A moeda americana fechou em alta de 0,86%, aos R$ 5,86, depois de tocar R$ 5,88 no pior momento de tensão do mercado.

O movimento forçou o BC a intervir com oferta extraordinária de swaps cambiais, que servem de hedge contra a alta do dólar. Foram vendidos 9,1 mil papéis em uma oferta de até 10 mil contratos. Ainda assim, o real teve o segundo pior desempenho da sessão, atrás apenas do peso mexicano. Já o euro subiu 1,26%, fechando aos R$ 6,36.

Os juros futuros fecharam em alta expressiva, após terem disparado durante a tarde, diante de preocupações sobre o conteúdo do tal vídeo da reunião ministerial. O DI jan 2021 subiu de 2,47% para 2,59%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,46% para 6,80%.

O spread entre as taxas futuras de um e de cinco anos atingiu o maior nível desde 24 de março e voltou a superar a barreira dos 4 pontos.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), se manteve em IPCA+3,46%. Em 23 de março desse ano a taxa estava em IPCA+ 4,55%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,49% para 4,76%. Em 12 de março essa taxa estava em 7,25%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em queda, se firmando em terreno negativo com receios em torno da reabertura econômica dos Estados Unidos em meio a números preocupantes de contaminações de covid-19 no país.

O Dow Jones recuou 1,89% (23.764), o S&P 500 caiu 2,05% (2.870) e o Nasdaq caiu 2,06% (9.002).

Todos os 11 índices setoriais do S&P 500 fecharam em terreno negativo, com destaque para as perdas de 2,84% do setor industrial e de 2,67% do financeiro.

Além da crise sanitária, outra preocupação antiga dos investidores tem voltado ao radar. Segundo a Bloomberg, o Senado americano planeja adotar uma legislação que imporia sanções a autoridades chinesas por violações de direitos humanos contra minorias muçulmanas, em uma ação que certamente irritará Pequim e que sinaliza o crescente sentimento anti-China no Congresso.

Além disso, o EUA, segundo a Bloomberg também, está se movimentando para bloquear os investimentos em ações chinesas por um fundo de poupança do governo, ampliando as preocupações com a manutenção do recente acordo comercial firmado entre os dois países.

As ações das FAANGs recuaram após altas consecutivas. As ações da Google caíram 2,02%, as ações da Netlfix recuaram 1,97%, da Amazon caíram 2,16%, Facebook caíram 1,44% e da Apple caíram 1,14%.

Os índices futuros nos EUA estão operando sem direção definida. O Dow Jones futuro está caindo 0,02%, o S&P 500 futuro caindo 0,13% e Nasdaq futuro subindo 0,04%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,10%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,15% para 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,41% para 1,34%.

Entre os indicadores, nos EUA, sai a inflação ao Produtor (PPI) de abril às 9h30. Além disso, o Petróleo pode ser influenciado pelos estoques do DoE, às 11h30 e relatório mensal da Opep.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 1,74% (2.834). Já Frankfurt está caindo 1,86% (10.617), Londres está caindo 1,15% (5.925), Paris caindo 1,91% (4.387), Milão caindo 1,37% (17.319) e Madri caindo 1,09% (6.689).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio recuou 0,49% (20.267), já a bolsa de Xangai está subindo 0,22% (2.898), de Hong Kong caindo 0,29% (24.175) e de Seul subindo 0,95% (1.940).

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, encontrando suporte nas esperanças de que a queda nos níveis de produção e uma recuperação gradual da demanda voltem a impulsionar os preços. O WTI subiu 6,79%, a US$ 25,78, enquanto o Brent subiu 1,18%, a US$ 29,98. Hoje o WTI está recuando 2,97% e o Brent está caindo 2,06%.

O índice VIX está recuando 0,54%, aos 32,91 pontos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,37%, enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,21% (US$ 8.852), a Ethereum caindo 0,41% (US$ 188,94) e a Ripple subindo 0,75% (US$ 0,196).

O IFIX recuou 0,26% (2.581). A maior alta foi do FII General Shopping e Outlets (GSFI11) subindo 3,77%. Já a maior queda foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) caindo 5,41%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

11/05/2020 às 10h03

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 2,75%, fechando aos 80.263 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,9 bilhões. Na semana o índice acumulou queda de 0,30%, porém, no ano a queda é de 30,60%.

O índice acompanhou o bom humor no exterior após conversas entre China e EUA, apaziguando um pouco a guerra comercial, com ambas as partes prometendo criar condições para dar prosseguimento ao acordo assinado no ano passado.

Os números sobre desemprego nos EUA foram ruins, porém, abaixo do esperado pelo mercado, até por isso foram considerado positivos. O mercado aguardava 21,5 milhões de vagas fechadas, porém, foram fechadas “apenas” 20,5 milhões de postos a menos.

Colaboraram ainda para as bolsas no azul na sexta os preços do petróleo em alta. Passado o ajuste feito na véspera, voltaram a subir amparados por cortes recentes nas ofertas americana e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (Opep+) e por aparente início de retomada na demanda por combustíveis.

No Brasil, o presidente Jair Bolsonaro mais uma vez demonstrou apoio ao ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que vetará a possibilidade de reajuste para servidores incluída no pacote de ajuda ao estado aprovado pelo Congresso.

A cada dia, os efeitos das medidas de isolamento social para evitar a disseminação do novo coronavírus começam a ter seu impacto revelado. Na sexta, a deflação de 0,31% vista no IPCA de abril surpreendeu ao ficar abaixo da mediana das estimativas do mercado, que era de deflação de 0,24%.

Quanto à atividade econômica, a queda de 99,3% da produção de veículos na comparação anual de abril, segundo dados da Anfavea, revela um pouco da dimensão da paralisação na economia. Além disso, diante do aumento no número de casos de Covid-19, São Paulo prorrogou a quarentena no Estado até o fim de maio.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 19 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) dispararam 5,96% (R$ 18,48), com o preço do petróleo subindo forte. Já as ações da Vale (VALE3), também dispararam acompanhando a alta de mais de 5% do minério de ferro na China, a alta foi de 6,08% (R$ 48,85).

O diretor-executivo de Finanças e RI da mineradora, Luciano Siani, informou que os riscos de paralisação nas operações são menores hoje, mesmo com o avanço da pandemia do novo coronavírus.

Após alguns dias de queda, os bancos voltaram a subir. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,49% (R$ 17,92), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 4,10% (R$ 22,32), as ações do Santander (SANB11) subiram 4,58% (R$ 24,43), as ações do Banco do Brasil subiram 3,20% (R$ 27,10), já as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 1,78% (R$ 8,83). Já as ações da XP na Nasdaq dispararam 2,83% (US$ 25,11).

As ações que mais subiram foram da CVC (CVCB3), disparando 9,08% (R$ 11,89), Bradespar (BRAP4) subindo 8,45% (R$ 32,19) e Embraer (EMBR3) subindo 7,56% (R$ 7,54).

Na semana, as maiores altas foram da Klabin (KLBN11) disparando 20,66% (R$ 21,49), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) disparando 20,15% (R$ 47,35) e B2W (BTOW3) disparando 19,45% (R$ 87,50).

Já as maiores quedas foram das ações da Via Varejo (VVAR3) recuando 9,13% (R$ 8,85). Está em discussão uma oferta subsequente de ações (follow on) da empresa para captação primária de cerca de R$ 5 bilhões. Esse movimento pode resultar na diluição dos atuais acionistas. Em fato relevante, a companhia confirmou que avalia se fará a operação.

Seguidas pelas ações da Hapvida (HAPV3) caindo 4,99% (R$ 50,60) e JBS (JBSS3) caindo 3,85% (R$ 23,45). Na semana, as maiores quedas foram da Azul (AZUL4) caindo 21,84% (R$ 13,60), BR Malls (BRML3) caindo 18,53% (R$ 8,18) e Cia Hering (HGTX3) caindo 16,78% (R$ 12,45).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Copel (CPLE6) disparando 94,66% (R$ 42,24). Já as ações que mais caíram foram da Cedro Textil (CEDO3), caindo 18,14% (R$ 11,50). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Magazine Luiza (MGLU3) e Itaú (ITUB4).

Depois de uma sequência de cinco altas consecutivas que acarretaram em novas máximas históricas, o dólar comercial finalmente teve um dia de trégua. O dólar fechou em baixa de mais de 1% contra o real, em um movimento muito semelhante ao observado em outros mercados emergentes. No entanto, não conseguiu apagar a alta da semana, que foi de 5,57%.

A queda na sexta foi de 1,76%, fechando aos R$ 5,74. Já o euro recuou 1,62%, fechando aos R$ 6,21.

Depois do aumento do spread entre as taxas futuras de curto e as de longo prazo observado na quinta, a curva a termo se ajustou em baixa nesta sexta, em um comportamento guiado pela deflação do IPCA em abril maior do que o consenso do mercado e pela queda expressiva da produção de veículos no mês passado.

No fim do dia, o DI jan 2021 caiu de 2,52% para 2,48%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,52% para 6,38%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), subiu de IPCA+ 3,49% para IPCA+3,50%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,58% para 4,47%.

Mesmo em meio a uma série de dados que indicam o colapso da economia americana, impactada pela pandemia da covid-19, os investidores buscaram otimismo na perspectiva de retomada da atividade após o fim da crise sanitária.

O Dow Jones subiu 1,91% (24.331), o S&P 500 subiu 1,69% (2.929) e o Nasdaq subiu 1,58% (9.121). As ações das FAANGs voltaram a subir, com exceção da Netflix. As ações da Google subiram 1,10%, as ações da Netlfix recuaram 0,22%, da Amazon subiram 0,51%, Facebook subiram 0,52% e da Apple subiram 2,38%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,20%, o S&P 500 futuro caindo 0,28% e Nasdaq futuro caindo 0,16%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,06% para 0,10%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,13% para 0,15% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,32% para 1,41%.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda. O índice Euro Stoxx 50 está caindo 0,49% (2.893). Já Frankfurt está caindo 0,40% (10.860), Londres está caindo 0,43% (5.910), Paris caindo 0,90% (4.508), Milão subindo 0,03% (17.444) e Madri caindo 0,30% (6.763).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio subiu 1,05% (20.390), já a bolsa de Xangai está caindo 0,02% (2.894), de Hong Kong subindo 1,53% (24.602) e de Seul caindo 0,54% (1.935).

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, com os investidores otimistas em relação a cortes de produção nos Estados Unidos e a um aumento da demanda por gasolina, o que impulsionou uma valorização nos preços do WTI superiores a 20% na semana.

O WTI subiu 5,05%, a US$ 24,74, enquanto o Brent subiu 5,12%, a US$ 24,74. Hoje o WTI está recuando 3,80% e o Brent caindo 3,65%.

O índice VIX está subindo 4,11%, após várias quedas consecutivas, chegando a 29,13 pontos.

O contrato de ouro OZ1D caiu 2,05%, enquanto as criptomoedas estão recuando nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 2,09% (US$ 9.596), a Ethereum caindo 2,66% (US$ 185,81) e a Ripple caindo 2,91% (US$ 0,193).

O IFIX subiu 0,10% (2.582). A maior alta foi do FII Torre Almirante (ALMI11) subindo 4,59%. Já a maior queda foi do FII Cenesp (CNES11) caindo 11,37%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

08/05/2020 às 14h07

Ontem o Ibovespa caiu 1,2% e fechou aos 78.118 pontos, o giro financeiro foi de R$ 30,8 bilhões.

Falharam os prognósticos de que, com um corte de pelo menos 75 pontos contratado pelo Copom, o investidor se animaria a aplicar em bolsa, porque já não dá mais para ganhar dinheiro no juro. É tanto ruído político e fiscal que o índice já amanheceu no negativo, depois da deslealdade do governo a Guedes, poupando 80% dos servidores do congelamento de reajuste de salário pretendido pela equipe econômica.

Depois a bolsa voltou a subir, após as declarações de Bolsonaro assumindo o compromisso de vetar este trecho do pacote de socorro aprovado pelo Congresso a estados e municípios.

Com isso o índice chegou a ultrapassar os 80 mil pontos na máxima, mas voltou a cair ao longo do dia, já que esse veto não é garantido.

Com juros básicos agora de só 3% ao ano, o Brasil continua oferecendo os riscos de sempre. Se considerarmos ainda os outros problemas já trazidos pela pandemia, fica difícil convencer alguém a manter seus dólares aplicados no país.

Lá fora, o dia foi de ganhos nas bolsas. E, como tem sido a maior parte dessas sessões, com investidores monitorando de perto as curvas de contágio e mortes por Covid-19. Ontem, as perspectivas de retorno gradual da atividade econômica das grandes economias voltaram a proporcionar alta para a maior parte das ações.

O abrandamento das quarentenas impostas na Alemanha e na Grã Bretanha mostra essa reabertura gradual. A chanceler Angela Merkel anunciou que a economia do país irá se reabrir gradativamente à medida em que a pandemia de coronavírus se desacelera. O campeonato alemão de futebol deve ser reiniciado na segunda quinzena de maio. O premiê do Reino Unido, Boris Johnson, também afirmou que o lockdown será amenizado no Reino Unido a partir da próxima segunda-feira.

A boa notícia é que os EUA e China se entenderam na madrugada sobre a guerra comercial. Negociadores da China e dos EUA conversaram por telefone nas primeiras horas da madrugada e se comprometeram a criar condições favoráveis para a fase 1 do pacto firmado entre os dois países, há quatro meses.

Falando em China, os mercados asiáticos refletiram a balança comercial de abril da China. Houve crescimento de 3,9% nas exportações, embora as importações tenham caído.

O Banco do Brasil divulgou os resultados do 1º trimestre de 2020 ontem pela manhã e reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,40 bilhões, uma queda de 20% sobre igual período do ano passado. Já a Ambev viu o lucro líquido ajustado cair 56% no primeiro trimestre, para R$ 1,23 bilhão.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 53 fecharam no negativo. O dia foi positivo para ações ligadas as commodities, que faturaram a surpresa da balança comercial chinesa, com dados muito mais fortes do que se imaginava.

As ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,93% (R$ 17,44), mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3), que tem correlação positiva com a China, subiram 3,88% (R$ 46,05).

O resultado trimestral do BB, com queda do lucro no primeiro trimestre, em meio a aumento das provisões com a Covid-19, contaminou todo o setor. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,30% (R$ 17,15), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,60% (R$ 21,44), as ações do Santander (SANB11) recuaram 5,38% (R$ 23,57), as ações do Banco do Brasil caíram 2,70% (R$ 26,26) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 3,33% (R$ 8,99).

Já as ações da XP na Nasdaq dispararam 6,68% (US$ 24,42). As ações que mais subiram foram da Klabin (KLBN11), disparando 10,92% (R$ 20,61), Suzano subindo 7,49% (R$ 45,01) e Marfrig (MRFG3) subindo 7,32% (R$ 13,62).

Já as maiores quedas foram das ações da Localiza (RENT3) recuando 8,40% (R$ 29,77), Azul (AZUL4) caindo 7,51% (R$ 13,66) e Totvs (TOTS3) caindo 7,51% também (R$ 18,21).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Celulose Irani (RANI4) disparando 63,26% (R$ 8,00). Já as ações que mais caíram foram da Coteminas (CTNM3), caindo 13,65% (R$ 9,93).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Magazine Luiza (MGLU3) e Bradesco (BBDC4).

Em firme escalada nos últimos dias, o dólar comercial buscou patamares inéditos em um movimento impulsionado pelo ajuste do mercado à nova taxa de juros. A moeda americana terminou a sessão em alta de 2,51%, aos R$ 5,84, marcando novo recorde pelo segundo dia consecutivo.

A disparada do dólar poderia ter sido ainda mais intensa se não fosse pelo ambiente global mais favorável, com valorização das divisas emergentes. Além disso, o Banco Central atuou duas vezes no mercado com a venda de contratos de swap cambial em leilões extraordinários, um pela manhã e outro no fim da tarde.

Ainda assim, o real brasileiro teve de longe o pior desempenho entre as principais divisas do mundo. Em relação ao euro, a alta foi de 2,67%, aos R$ 6,33.

O corte agressivo de 0,75 ponto percentual na taxa Selic e a sinalização do Copom deixaram o caminho livre para uma queda forte das taxas de curto prazo.

A curva a termo, porém, ganhou inclinação, com alta nos vencimentos mais longos, em ajuste à queda dos juros curtos e sob influência do avanço do dólar, que também responde ao Copom e à erosão do diferencial de juros.

O DI jan 2021 caiu de 2,74% para 2,52%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,42% para 6,52%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), subiu de IPCA+ 3,37% para IPCA+3,49%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,68% para 4,58%.

Olhando para a flexibilização de medidas de restrição à atividade econômica, os investidores voltaram a ampliar a demanda por ações, impulsionando os índices em Wall Street a mais um fechamento positivo na semana. O Dow Jones subiu 0,89% (23.875), o S&P 500 subiu 1,15% (2.881) e o Nasdaq subiu 1,41% (8.979).

As ações têm avançado nas últimas semanas, com os investidores antecipando uma recuperação da demanda, à medida que países e estados americanos começam a reabrir suas economias.

O otimismo do mercado acionário, no entanto, contrasta com os dados catastróficos da economia. Ontem, o Departamento do Trabalho informou que os pedidos de seguro-desemprego para a semana encerrada em 2 de maio totalizaram 3,169 milhões, com o número total de recém desempregados desde meados de março ultrapassando os 33 milhões.

As ações relacionadas à tecnologia têm apresentado um desempenho melhor que os demais setores, já que os investidores apostam que essas empresas são mais resilientes ao atual cenário de paralisação econômica e podem sair mais fortes da crise.

As ações das FAANGs subiram novamente. As ações da Google subiram 1,77%, as ações da Netflix subiram 0,52%, da Amazon subiram 0,70%, Facebook subiram 1,34% e da Apple subiram 1,03%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta novamente. O Dow Jones futuro está subindo 0,85%, o S&P 500 futuro subindo 0,85% e Nasdaq futuro subindo 0,77%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,10% para 0,06%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,18% para 0,13% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,40% para 1,32%.

Já as bolsas na Europa abriram em alta novamente. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 0,47% (2.894). Já Frankfurt está subindo 0,73% (10.838), Londres está subindo 1,40% (5.935), Paris subindo 0,53% (4.525), Milão subindo 0,36% (17.307) e Madri subindo 0,14% (6.740).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 2,56% (20.179), já a bolsa de Xangai está subindo 0,83% (2.895), de Hong Kong subindo 0,94% (24.206) e de Seul subindo 0,89% (1.945).

Após terem sido negociados em alta durante todo o dia, os contratos futuros de petróleo perderam força e fecharam o dia em queda, sinalizando que as preocupações dos investidores sobre a baixa demanda e o excesso de oferta ainda têm ofuscado os desdobramentos positivos dos últimos dias. O WTI recuou 1,83%, a US$ 23,55, enquanto o Brent recuou 1,83%, a US$ 23,55. Hoje o WTI está subindo 1,53% e o Brent subindo 1,05%.

O índice VIX segue sua trajetória de queda, negociando com queda de 4,07%, aos 30,16 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 3,03%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 5,45% (US$ 9.862), a Ethereum subindo 1,85% (US$ 209,69) e a Ripple caindo 0,17% (US$ 0,216).

O IFIX recuou 0,24% (2.579). A maior alta foi do FII BB Votorantim Cidade Jardim Continental Tower (BBVJ11) subindo 3,15%. Já a maior queda foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) caindo 7,53%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

06/05/2020 às 18h20

Ontem o Ibovespa subiu 0,75% e fechou aos 79.470 pontos. O giro financeiro foi de R$ 19,8 bilhões.

Os preços do petróleo voltaram a protagonizar o pregão, porém, desta vez em disparada. Os índices de ações do mundo fecharam em alta ontem, especialmente puxados para cima pelas ações de grandes petroleiras.

O processo de reabertura das economias da China, da Europa e dos Estados Unidos começa a reaquecer, mesmo que muito moderadamente, a procura por combustíveis no mundo.

O Itaú divulgou na segunda o balanço do seu primeiro trimestre. Na avaliação de casas como Credit Suisse e Goldman Sachs, a queda apresentada no lucro líquido e a disparada do custo de crédito da instituição foram fracos, mas não impressionaram, a queda já era esperada.

O que pesou negativamente para os bancos foi o fato de que o Senado deve votar na próxima semana um projeto que limita os juros do cartão de crédito enquanto a crise forçada pelo novo coronavírus durar.

A divulgação do depoimento do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, à Polícia Federal pesou nos negócios, ao trazer de volta ao radar o risco político. A divulgação, entretanto, ocorreu próximo do fechamento e os investidores ainda absorvem as informações.

O IBGE divulgou a produção industrial brasileira, com uma forte queda de 9,1% em março. Foi o pior resultado para meses de março da série histórica da pesquisa, iniciada em 2002, além de ser a pior queda desde maio de 2018.

Hoje a expectativa é pelo Copom, a aposta majoritária ainda está em uma Selic reduzida de 3,75% para 3,25%, porém, tudo pode acontecer.

Ontem houve um recorde diário de mortes decorrentes do novo coronavírus, foram 600. O número de casos confirmados saltou de 107.780 para 114.715. O Ministério da Saúde diz agora que o pico do coronavírus ocorrerá “entre maio e julho”.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 39 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,22% (R$ 17,94), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo, já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,52% (R$ 43,70).

As ações de bancos fecharam em alta, com exceção do Santander. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,11% (R$ 18,30), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 3,70% (R$ 22,70), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,33% (R$ 25,14), as ações do Banco do Brasil subiram 0,14% (R$ 27,80) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,18% (R$ 9,39). Já as ações da XP na Nasdaq recuaram 1,57% (US$ 22,57).

As ações que mais subiram foram da Gol (GOLL4) com alta de 5,65% (R$ 11,78(, após cair mais de 10% na véspera. As ações da Klabin (KLBN11) subiram 5,17% (R$ 18,70) e da Sabesp (SBSP3) subiram 4,48% (R$ 41,70).

Já as maiores quedas foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) caindo 6,04% (R$ 9,01), depois de a companhia adiar a divulgação de seu balanço para 18 de junho. Seguida pelas ações da Cogna (COGN3) recuando 4,98% (R$ 4,96) e as ações da CVC (CVCB3) caindo 4,02% (R$ 12,39).

Na B3, as ações que mais subiram foram da MRS Logística PNB (MRSA6B) disparando 99,98% (R$ 29,27), após recuaram mais de 30% na véspera. As ações que mais caíram foram da MRS Logística ON (MRSA3B), caindo 7,84% (R$ 47,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), da Petrobrás (PETR4), do Itaú (ITUB4), do Bradesco (BBDC4) e da Vale (VALE3).

A busca por proteção no dólar voltou a reinar no mercado brasileiro, impulsionado a cotação da divisa americana para a casa de R$ 5,60. A forte queda da produção industrial e a perspectiva de juros ainda mais baixos no Brasil reforçaram a demanda por “hedge” no câmbio.

O dólar comercial se manteve em firme alta contra o real durante todo o dia. A moeda americana fechou o dia com alta de 1,31%, aos R$ 5,59. Já o euro subiu 0,14%, fechando aos R$ 6,05.

O tombo de 9,1% da produção industrial no Brasil deu apoio à perspectiva de cortes adicionais da Selic e deixou as taxas futuras em queda, na véspera da decisão do Copom.

O contexto de uma contração profunda da atividade econômica, queda expressiva da confiança e de deflação faz com que os investidores enxerguem o caminho aberto para reduções adicionais nos juros a níveis ainda mais baixos, mesmo com o aumento nos riscos políticos e fiscais.

Com isso o DI jan 2021 recuou de 2,79% para 2,71%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,63% para 6,45%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,52% para IPCA+3,35%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 5,02% para 4,74%.

Na agenda apenas os dados semanais de fluxo cambial às 14h30. Na agenda de resultados teremos Gerdau e Telefônica Brasil antes do pregão, já CSN e Grupo Pão de Açúcar divulgam o resultado após o fechamento.

As ações dos Estados Unidos subiram ontem pelo segundo dia consecutivo, com os investidores entusiasmados com a flexibilização das restrições de negócios nos EUA e na Europa e com as notícias de progresso no desenvolvimento de uma vacina para impedir a propagação da pandemia de covid-19.

O Dow Jones subiu 0,56% (23.883), o S&P 500 subiu 0,90% (2.868) e o Nasdaq subiu 1,13% (8.809). As ações das FAANGs subiram novamente, com exceção da Netflix. As ações da Alphabet, controladora do Google, subiram 1,97%, Amazon subiram 0,08%, do Facebook subiram 0,88% e da Apple subiram 1,50%. Já as ações do Netflix recuaram 0,81%.

Ontem, o governo da Califórnia detalhou as etapas iniciais para diminuir as restrições existentes há semanas. Varejistas, incluindo lojas de roupas, livrarias, lojas de artigos esportivos e floristas, poderão retomar parcialmente suas atividades nesta sexta. Outros Estados, incluindo a Flórida, também começaram a permitir que as empresas reabrissem ou apresentassem planos para isso.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,57%, o S&P 500 futuro subindo 0,56% e Nasdaq futuro subindo 0,60%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiram de 0,08% para 0,10%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,33%.

Já as bolsas na Europa abriram sem direção definida. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 0,18% (2.870). Já Frankfurt está caindo 0,11% (10.717), Londres está subindo 0,64% (5.886), Paris caindo 0,11% (4.478), Milão subindo 0,34% (17.446) e Madri caindo 0,53% (6.712).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta, Xangai subindo 0,63%, Hong Kong subindo 1,28% e Seul subindo 1,76%. Já a bolsa de Tóquio ficou fechada novamente.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, na quinta sessão consecutiva de ganhos para o WTI e a sexta alta consecutiva do Brent. O WTI subiu 20,45%, aos US$ 24,56, já o Brent subiu 13,86%, aos US$ 30,97.

Durante a sequência atual de ganhos, os preços do Brent já somam valorização de cerca de 55%, enquanto os do WTI subiram 99%.

A commodity ganhou impulso ontem com os recentes cortes de produção dos principais produtores de petróleo dos Estados Unidos, que ocorrem ao mesmo tempo em que crescem as expectativas por uma retomada da demanda, com a reabertura gradual das economias em alguns Estados americanos e países europeus.

O índice VIX, recuou 2,98%, para 32,61, diminuindo novamente a aversão ao risco.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,31%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas, com apenas duas das dez maiores moeda digitais recuando. O Bitcoin está subindo 0,12% (US$ 9.013), a Ethereum caindo 1,05% (US$ 207,05) e Ripple caindo 0,47% (US$ 0,218).

O IFIX subiu 0,19% (2.587). A maior alta foi do FII Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11) subindo 7,45%. Já a maior queda foi do FII Floripa Shopping (FLRP11) caindo 3,41%.

Ótima quarta e bons negócios

ACORDA MERCADO SEGUNDA

04/05/2020 às 09h23

Na última quinta-feira, o Ibovespa caiu 3,20%, fechando aos 80.506 pontos. O giro financeiro foi de R$ 27,4 bilhões. Apesar do pregão negativo, foi o melhor abril para a bolsa em mais de uma década, desde 2009. A alta no mês foi de 15,55%, após ter sofrido com uma queda de 30% em março.

Na sexta aqui ficou parado por conta do Dia do Trabalho, porém, nos EUA as bolsas abriram e não foi nada bom. O principal fundo de índice brasileiro negociado em Nova York, o iShares MSCI Brazil, fechou com desvalorização de 4,42%, indicado uma abertura em queda no Ibovespa hoje. Já o O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou com queda de 4,23%.

A ADR da Vale caiu 3,27%, da Petrobrás caiu 4,80%, do Bradesco caiu 5,40% e do Itaú caíram 3,85%.

Os efeitos da pandemia na atividade econômica, inclusive nos resultados das maiores empresas dos Estados Unidos, acabam se revelando dia após dia e mantêm o mercado bastante instável. O movimento ecoa em todas as partes do mundo, inclusive no Brasil, que enfrenta também questões locais como os ruídos políticos.

Ao mesmo tempo em que sinais de um relaxamento da quarentena em vários países ao redor do mundo ajuda a dar algum ânimo aos investidores, os dados econômicos pintam um cenário de danos graves à atividade. O mercado de trabalho é o que mais preocupa: dados divulgados na quinta-feira indicam que mais 3,8 milhões de americanos solicitaram o seguro-desemprego, superando a expectativa de consenso e somando-se aos 17,99 milhões de pessoas que já recebiam o auxílio e ainda não conseguiram um novo emprego.

Além disso, os investidores ficaram tensos com as acusações do presidente Donald Trump contra a China sobre o surgimento do coronavírus, ameaçando inclusive voltar a elevar as taxações contra produtos chineses, deixando para trás a fase um do acordo feito entre as duas nações.

Aqui no Brasil, além da crise política envolvendo os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), os investidores se preocupam com o risco de gastos emergenciais do governo se tornarem permanentes, ameaçando a perspectiva fiscal.

No domingo, os casos de Covid-19 ultrapassaram a marca de 100 mil confirmações. Já os casos de mortes somam 7.025, gerando ainda mais preocupação.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 68 terminam abril no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,82% (R$ 18,05). Já as ações da Vale (VALE3) caíram 4,00% (R$ 44,86).

Os bancos recuaram após três altas consecutivas. As ações do Bradesco (BBDC4) despencaram 7,22% (R$ 19,15), por conta do aumento da inadimplência no balanço do primeiro trimestre, derrubando todo o setor financeiro.

As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,76% (R$ 22,77), as ações do Santander (SANB11) caíram 4,59% (R$ 27,00), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 3,59% (R$ 28,50). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 4,11% (R$ 9,34). Já as ações da XP na Nasdaq despencaram 8,19% (US$ 23,10).

As ações que mais subiram foram da Marfrig (MRFG3) subindo 2,64% (R$ 12,84), BB Seguridade subindo 2,12% (R$ 26,55) e da Suzano (SUZB3) subindo 1,78% (R$ 39,41).

Já as maiores quedas foram das ações da Smiles (SMLS3) caindo 8,87% (R$ 14,28), seguida pelas ações da Iguatemi (IGTA3) caindo 7,68% (R$ 32,92) e as ações do Bradesco, já citadas aqui.

As maiores altas do mês foram da Via Varejo (VVAR3) disparando 73,86% (R$ 9,18), B2W (BTOW3) disparando 52,60% (R$ 73,25) e da Marfrig (MRFG3) disparando 45,08% (R$ 12,84).

As maiores quedas do mês foram da Embraer (EMBR3) recuando 9,33% (R$ 8,65), da Cielo (CIEL3) caindo 8,56% (R$ 4,06) e da Telefônica Brasil (VIVT4) caindo 7,53% (R$ 45,65).

Na B3, as ações que mais subiram foram da MRS Logística (MRSA3B) disparando 105,53% (R$ 73,99) e as que mais caíram foram da Grupo Monteiro Aranha (MOAR3) caindo 10,26% (R$ 23,01).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobrás (PETR4), Bradesco (BBDC4), Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4).

O primeiro mês desde as fortes turbulências vistas em março por causa da pandemia registrou pressão sobre o dólar no Brasil e em parte das economias emergentes. Apesar de um alívio durante a semana, a moeda americana voltou a subir por conta da alta aversão ao risco dos investidores globais e também por fatores locais que aumentaram a percepção de que a política local pode não conseguir retomar a agenda de reformas que foi paralisada pela crise.

Nesta quinta, o dólar encerrou em alta de 1,52%, a R$ 5,43, com investidores aproveitando para embolsar lucros no fim de mês em meio a um clima ligeiramente mais desafiador no exterior após dados dos Estados Unidos e a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE). Com isso, a moeda subiu 4,69% em abril, sendo o quarto mês consecutivo de alta.

Lá fora, pesaram dados piores que o esperado nos Estados Unidos e também certo desconforto com a decisão do BCE de não conceder novos estímulos mesmo com a queda livre das economias da região. Já o euro subiu 3,26% (R$ 5,99).

Os juros futuros fecharam na quinta com leve queda na parte curta da curva a termo e em ligeira alta nos trechos de mais longo prazo. O dia foi marcado pela liquidez bastante reduzida por conta do feriado de sexta.

Os agentes mantiveram os riscos políticos e fiscais no radar e continuaram a apontar para a queda das taxas de curto prazo diante da perspectiva de redução na Selic, na reunião do Copom, na quarta.

Com isso o DI jan 2021 recuou de 2,80% para 2,79%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,47% para 6,49%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,44% para IPCA+3,43%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,86% para 4,87%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em queda na sexta, apagando os ganhos da semana, com um as ações de tecnologia tomando um tombo após a divulgação dos balanços trimestrais das gigantes do setor.

O Dow Jones recuou 2,55% (23.723), o S&P 500 caiu 2,81% (2.830) e o Nasdaq caiu 3,20% (8.604).

Os três índices fecharam o mês de abril com ganhos acumulados de dois dígitos. O Dow Jones acumulou ganhos de 11,08% em abril, enquanto o S&P 500 subiu 12,68% no mês e o Nasdaq avançou 15,45% no período. Neste primeiro pregão de maio, no entanto, pesaram os receios de que os efeitos econômicos do coronavírus possam reduzir a capacidade das gigantes americanas de tecnologia.

Na quinta, a Amazon anunciou receita recorde, mas decepcionou com queda de 29% no lucro, em comparação ao mesmo período do ano passado, por causa de custos relacionados ao coronavírus, como testes com funcionários e salários mais altos acrescidos às despesas.

Já a Apple, que havia avisado há meses que não alcançaria as metas no primeiro trimestre por causa do coronavírus.

Com isso as ações das FAANGs recuaram. As ações do Google recuaram 2,18%, as ações da Netflix caíram 1,09%, Amazon caíram 7,60%, Facebook caiu 1,19% e Apple caiu 1,61%.

Ainda em EUA, a Berkshire Hathaway registrou prejuízo de US$ 49,7 bilhões no trimestre, com o resultado ficando abaixo do esperado.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,74%, o S&P 500 futuro caindo 0,67% e Nasdaq futuro está caindo 0,62%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuaram de 0,08% para 0,07%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,24% para 1,25%.

As bolsas na Europa abriram em queda. O índice Euro Stoxx 50 está caindo 3,18% (2.834). Já Frankfurt está caindo 2,77% (10.560), Londres, a exceção, está subindo 0,02% (5.764), Paris caindo 3,40% (4.416), Milão caindo 2,38% (17.269) e Madri caindo 2,56% (6.745).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, Hong Kong está recuando 4,47% (23.542) e Seul caindo 2,68% (1.895). Já as bolsas de Xangai e Tóquio estão fechados para o feriado da Golden Week e só abrem a partir de quarta.

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única, mas foi a primeira semana de ganhos após três perdas semanais consecutivas. O WTI subiu 4,98%, aos US$ 19,78 e o Brent recuou 0,15%, aos US$ 26,44.

No mês de abril, o WTI caiu 21%, enquanto a Brent caiu apenas 2%. O índice VIX, subiu 4,71%, para 38,92, com a aversão ao risco voltando. O contrato de ouro OZ1D recuou 0,35%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,77% (US$ 8.704), a Ethereum caindo 5,99% (US$ 201,69) e Ripple caindo 4,66% (US$ 0,212).

O IFIX subiu 0,39% (2.603). A maior alta foi do FII Shopping Pátio Higienópolis (SHPH11) subindo 6,67%. Já a maior queda foi do FII JHSF Rio Bravo Fazenda Boa Vista (RBBV11) caindo 3,93%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

29/04/2020 às 10h23

Ontem o Ibovespa subiu 3,93% e fechou aos 81.312 pontos. O giro financeiro foi de R$ 26,6 bilhões. Com a alta de ontem, o índice acumula alta de 7,94% na semana.

Desde 13 de março o índice não ultrapassava os 81 mil pontos.

Com a alta dos últimos dois dias, o índice apaga a queda causada pelo temor da saída de Paulo Guedes do governo, acompanhando Moro. Desde que Bolsonaro veio a público, na manhã de segunda, para garantir “carta branca” ao ministro na condução da economia, esses temores foram amenizados.

E ontem, o programa de desenvolvimento Pro Brasil foi congelado, mostrando a força de Guedes, já que esse projeto não passou pelo seu ministério. Esse projeto foi elaborado pela Casa Civil, e com diretrizes opostas à austeridade, ou seja, um rigor no controle dos gastos públicos, pregada por Guedes e pela equipe dele.

A FGV informou ontem que o Índice de Confiança nos Serviços no Brasil teve uma queda de 31,7 pontos em abril, despencando para 51,1 pontos, que é a pontuação mais baixa desde julho de 2008.

Já o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, teve deflação de 0,01% em abril. Essa foi a menor taxa para meses de abril desde 1995. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,94% e, em 12 meses, a variação acumulada é de 2,92%.

Ontem o Brasil chegou a 5.017 e mortes e 71.886 casos confirmados. A curva indica que estamos entrando no período mais difícil da pandemia.

O calendário de resultados começou forte por aqui. A Vale divulgou o seu balanço do primeiro trimestre, que veio promissor, com forte caixa para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. A companhia reverteu um prejuízo líquido de R$ 6,4 bilhões registrado no primeiro trimestre de 2019, por conta da tragédia em Brumadinho, para um lucro positivo de R$ 984 milhões.

O lucro do Santander Brasil foi de R$ 3,853 bilhões no primeiro trimestre, alta anual de 10,5%. O resultado veio levemente acima das projeções dos analistas.

O terceiro maior banco privado do país em ativos contabilizou margem financeira bruta de R$ 12,655 bilhões no primeiro trimestre, o que representa alta de 0,4% em relação ao último trimestre de 2019 e avanço de 12,1% na comparação anual. A carteira de crédito do Santander Brasil mostrou um aumento da inadimplência antecedente, o que pode indicar uma alta dos calotes nos próximos trimestres, quando a crise do coronavírus deve mostrar seu impacto pleno. A inadimplência de curto prazo do banco subiu de 3,9% em dezembro para 4,1% no fim de março, mesmo patamar visto um ano antes.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas 13 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 4,86% (R$ 17,25). Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,13% (R$ 44,61), com os investidores à espera do balanço, que foi divulgado após o pregão.

Os bancos engataram o seu segundo dia de alta, mas dessa vez dispararam no embalo do resultado de Santander. As ações do Bradesco (BBDC4) dispararam 8,77% (R$ 19,97), as ações do Itaú (ITUB4) dispararam 8,25% (R$ 23,35), as ações do Santander (SANB11) dispararam 11,47% (R$ 27,22), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) dispararam 13,43% (R$ 29,14). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,87% (R$ 9,66). Já as ações da XP na Nasdaq subiram 4,84% (US$ 24,93).

As ações que mais subiram foram novamente da Via Varejo (VVAR3) subindo 19,41% (R$ 9,04), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) subindo 14,48% (R$ 14,15) e pelas ações da Azul (AZUL4) subindo 13,74% (R$ 16,05).

Já as maiores quedas foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) recuando 4,86% (R$ 9,00), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 3,61% (R$ 38,65) e pelas ações do Pão de Açúcar (PCAR3) recuando 3,49% (R$ 67,04).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Via Varejo, já mencionado aqui. Já a maior queda da B3 foi das ações da Metisa (MTSA4) caindo 3,53% (R$ 15,58).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobrás (PETR4), Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4).

No câmbio, a moeda americana corrigiu os excessos recentes e interrompeu uma sequência de cinco altas, sem que fosse preciso qualquer intervenção do BC. O real surpreendeu com o melhor desempenho em todo o mundo.

Além de a poeira ter baixado na política e de Guedes ter recuperado seu prestígio, a queda do dólar em escala global também justificou a devolução dos excessos aqui, para R$ 5,51, com queda de 2,55%. Já o euro recuou 2,66%, a R$ 5,95.

Sinais de alívio no campo político no Brasil e o ambiente externo mais favorável a ativos de risco deram aval a um dia de queima expressiva de prêmio de risco ao longo de toda a curva a termo, em um movimento que se concentrou, principalmente, nos vencimentos mais longos. Nas taxas curtas, porém, também houve queda forte, com os investidores sob influência da deflação observada no IPCA-15 de abril e na perspectiva de que a taxa básica de juros deve sofrer reduções adicionais. O DI jan 2021 recuou de 3,09% para 2,88%. Já o DI jan 2025 caiu de 7,47% para 6,62%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,73% para IPCA+3,54%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 caiu de 5,73% para 4,93%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em queda ontem, devolvendo os ganhos vistos no começo da sessão, com as ações de tecnologia recuando antes da divulgação dos balanços trimestrais das principais companhias do setor. O Dow Jones recuou 0,13% (24.101), o S&P 500 caiu 0,52% (2.863) e o Nasdaq caiu 1,40% (8.607).

As ações dos setores de tecnologia e de serviços de comunicação fecharam em queda de 1,41% e 1,89%, respectivamente, ajudando a puxar para baixo os índices, com os investidores se posicionando antes da divulgação dos resultados das gigantes americanas do setor.

Após o fechamento, a Alphabet, a controladora do Google, reportou alta de 13% nas receitas, a US$ 41,1 bilhões, acima da expectativa de consenso, de US$ 40,4 bilhões. As ações da companhia subiram forte no after market, mais do que devolvendo as perdas de 3,01% durante o dia.

As ações de Tecnologia fecharam em queda, começando pela já citada Google, caindo 3,01%, Netflix caindo 4,16%, Amazon caindo 2,61%, Facebook caindo 2,45% e Apple recuando 1,62%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,80%, o S&P 500 futuro subindo 0,95% e Nasdaq futuro está subindo 1,16%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,08%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,21% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,25% para 1,18%.

As bolsas na Europa abriram em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 0,07% (2.934). Já Frankfurt está subindo 0,34% (10.831), Londres subindo 0,90% (6.011), Paris subindo 0,06% (4.572), Milão subindo 0,78% (17.815) e Madri subindo 1,19% (6.918).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta, Xangai subindo 0,44% (2.822), Hong Kong subindo 0,28 (24.643) e Seul subindo 0,70% (1.947). No Japão a bolsa está fechada por conta de um feriado nacional, Dia do Verde.

Os preços do petróleo fecharam sem direção única, ainda sob pressão dos receios em torno do esgotamento da capacidade de armazenagem da commodity nos Estados Unidos. O WTI recuou mais 3,44%, aos US$ 12,34 e o Brent subiu 2,35%, aos US$ 20,46.

O índice VIX, recuou 4,11%, para 32,17, em mais um dia de queda.

O contrato de ouro OZ1D recuou 4,72%, enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,67% (US$ 7.936), a Ethereum subindo 5,72% (US$ 205,73) e Ripple subindo 4,40% (US$ 0,215).

O IFIX subiu 0,62% (2.572). A maior alta foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 8,26%. Já a maior queda foi do FII Hospital da Criança (HCRI11) caindo 2,30%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

27/04/2020 às 09h48

Na sexta-feira o Ibovespa despencou 5,45% e fechou aos 75.330 pontos. O giro financeiro foi de R$ 37,5 bilhões. O pregão de sexta, foi marcado, principalmente, pelo estouro do desemprego nos Estados Unidos, a maior economia do mundo, e também o país que coleciona mais vítimas do Covid-19.

O novo dia de ganhos do preço do barril de petróleo veio da expectativa de que, na próxima semana, Arábia Saudita e Rússia comecem a cortar as suas ofertas de petróleo. As informações mais atualizadas sobre o acordo costurado pelo presidente americano, Donald Trump, é de que os dois países topam. Mas, para isso, querem garantias de que também os produtores americanos sigam a mesma estratégia.

Porém, o que marcou mesmo o pregão de sexta, foi a saída do Ministro da Justiça, Sérgio Moro. Ele decidiu pedir demissão após o presidente Jair Bolsonaro tirar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, do cargo. Em coletiva, Moro disse que foi pego de surpresa pela exoneração de Valeixo e que não assinou o documento da saída. O agora ex-ministro afirmou ainda que não se opunha à troca, mas que era preciso haver uma razão clara para isso.

Além disso, a segunda demissão de ministros de peso em duas semanas colocou Paulo Guedes, ministro da Economia, em foco. Uma demissão de Guedes seria catastrófica para o governo.

Outra notícia que pegou o mercado de surpresa, foi o rompimento do acordo entre Embraer e Boeing. A empresa norte-americana desistiu da joint venture de US$ 5,2 bilhões em aviões comerciais. Hoje, às 9 horas, a Embraer marcou uma teleconferência para falar sobre o caso.

Olhando para o Mercosul, a Argentina decidiu romper com o bloco e se retirar das negociações comerciais em curso e futuras.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 67 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 5,90% (R$ 15,95). Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,57% (R$ 43,76).

Já os bancos fecharam em queda pelo quarto dia consecutivo. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 7,80% (R$ 17,84), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 5,31% (R$ 20,88), as ações do Santander (SANB11) recuaram 6,35% (R$ 23,44), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 13,37% (R$ 24,30). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 9,27% (R$ 9,00).

Já as ações da XP na Nasdaq despencaram 11,07% (US$ 22,90).

As ações que mais subiram foram da Suzano (SUZB3) subindo 7,02% (R$ 39,13), seguida pelas ações da Klabin (KLBN11) subindo 1,70% (R$ 17,25) e Bradespar (BRAP4) subindo 0,98% (R$ 29,69).

Já as maiores quedas foram novamente das ações da Azul (AZUL4) caindo 14,53% (R$ 13,99), CVC (CVCB3) recuando 13,86% (R$ 11,99) e Banco do Brasil, já citadas aqui.

Na B3, as ações que mais subiram foram da Karsten (CTKA4), subindo 17,26% (R$ 9,85), e as ações que mais caíram foram da Telebras (TELB4), despencando 16,92% (R$ 24,01).

Na semana, as ações que mais subiram do Ibovespa foram da Marfrig, subindo 11,41% e a maior queda da IRB Brasil, recuando 23,91%. As ações mais negociadas do Ibovespa foram Petrobrás (PETR4), Vale (VALE3), Banco do Brasil (BBAS3), Itaú (ITUB4) e Via Varejo (VVAR3),

O dólar comercial encerrou em forte alta sexta, mas bem longe das máximas, influenciado pela grande intervenção do Banco Central no mercado de câmbio, que agiu para conter a volatilidade criada pelas repercussões sobre a saída do ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça e da Segurança Pública.

Foi forte a volatilidade, o BC fez uma injeção líquida de US$ 2,175 bilhões no mercado à vista e o equivalente a US$ 1 bilhão no mercado futuro através de swaps cambiais, num total de seis intervenções. Esta foi a maior intervenção em um único dia desde 9 de março, quando o BC colocou, em dois leilões à vista, US$ 3,465 bilhões para conter a volatilidade causada pelo rompimento do acordo de produção de petróleo entre a Arábia Saudita e a Rússia.

Durante o dia, o dólar chegou a subir para R$ 5,74, porém, com a intervenção do BC, recuou para alta de 2,33%, a R$ 5,65. Na semana, o dólar subiu 8,00%. O euro subiu 0,01%, a R$ 6,05.

O nervosismo dos investidores alçou níveis ainda mais altos na sexta, na esteira do pedido de demissão de Sérgio Moro, que veio acompanhado de acusações graves feitas ao presidente Jair Bolsonaro. O campo político e o cenário econômico ficaram mais nublados e, no mercado de juros, a tensão dos investidores fez com que as taxas futuras atingissem os limites diários de oscilação. No final do pregão, a alta dos juros foi amenizada, mas a curva subiu fortemente.

O DI jan 2021 subiu de 2,81% para 3,06%. Já o DI jan 2025 disparou de 6,15% para 7,12%. Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), subiu de IPCA+ 3,03% para IPCA+3,58%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 disparou de 4,54% para 5,53%.

Os índices acionários dos EUA fecharam em alta na sexta, com os investidores focando a aprovação de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. O Dow Jones subiu 1,11% (23.775), o S&P 500 subiu 1,39% (2.836) e o Nasdaq subiu 1,65% (8.634).

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou na noite de quinta um pacote de estímulos para a economia de US$ 484 bilhões, que inclui uma segunda rodada de financiamento para pequenas empresas no âmbito do Paycheck Protection Plan (PPP), o que ajudou a dar algum suporte às ações.

A medida, que vem após extensas negociações entre democratas e republicanos, contém cerca de US$ 320 bilhões para ajudar pequenas empresas. Ela também prevê cerca de US$ 75 bilhões para hospitais, US$ 25 bilhões para testes de coronavírus e US$ 60 bilhões para o programa de Empréstimo para Desastres Econômicos da Small Business Administration.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,72%, o S&P 500 futuro subindo 0,66% e Nasdaq futuro está subindo 0,95%.

As ações de Tecnologia voltaram a fechar em alta, com exceção da Netflix, que recuou 0,40%. Já as ações da Google subiram 0,43%, da Apple subiu 2,89%, Amazon subiu 0,45% e o Facebook subiu 2,67%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,08% para 0,09%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,22% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,16% para 1,19%.

As bolsas na Europa abriram em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,87% (2.861). Já Frankfurt está subindo 2,02% (10.544), Londres subindo 1,50% (5.838), Paris subindo 1,59% (4.462), Milão subindo 2,19% (17.228) e Madri subindo 1,88% (6.738).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta também, Tóquio subindo 2,71% (19.783), Xangai subindo 0,25% (2.815), Hong Kong subindo 2,11% (24.334) e Seul subindo 1,79% (1.922).

Os contratos futuros do petróleo estenderam a recuperação dos últimos dias, mas fecharam a semana com fortes perdas acumuladas, com o WTI anotando a pior performance semanal já registrada. O WTI subiu 2,66%, aos US$ 16,94 e o Brent subiu 0,51%, aos US$ 21,44.

Os ganhos de sexta estendem uma sequência de altas que começou na quarta, mas, mesmo com a recuperação, devolveu apenas uma pequena parte do tombo sofrido no começo da semana, que levou o preço do contrato de maio do WTI a fechar no negativo pela primeira vez na história.

No acumulado da semana, o WTI fechou em queda de mais de 32% e o Brent recuou mais de 22%.

O índice VIX, recuou 13,17%, para 35,93, mostrando um momento mais otimista para uma retomada da economia mundial.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,14%, por conta da maior aversão ao risco no Brasil, enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, o Bitcoin está subindo 1,85% (US$ 7.695), a Ethereum subindo 1,09% (US$ 195,71) e Ripple subindo 2,69% (US$ 0,196).

O IFIX recuou 2,45% (2.528). A maior alta foi do FII Caixa Cedae (CXCE11B) subindo 3,07%. Já a maior queda foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) caindo 7,72%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

24/04/2020 às 09h34

Ontem o Ibovespa recuou 1,26% e fechou aos 79.673 pontos. O giro financeiro foi de R$ 24,6 bilhões. Na máxima, o índice chegou aos 81.934 pontos.

Em dia de muita volatilidade, o Ibovespa perdeu o patamar dos 80 mil pontos, pressionado por notícias de falha nos testes do remédio Remdesivir no combate ao coronavírus e rumores de pedido de demissão do ministro Sergio Moro.

O clima mais positivo na manhã era sustentado por novas disparadas do petróleo. Foi o segundo dia seguido, após duas quedas fortes do começo da semana. Porém, no fim do dia, o que mais pesou no Brasil foi a informação, dada primeiro pela Folha de S. Paulo, de que o ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão após ser informado pelo presidente Jair Bolsonaro que haveria uma troca na diretoria-geral da Polícia Federal, hoje ocupada por Maurício Valeixo.

Com esta notícia, o Ibovespa chegou a cair 2,56%, mas amenizou na hora seguinte conforme outras notícias foram saindo. Diferente do que informou o jornal, à GloboNews afirmou que Moro não chegou a pedir demissão, mas fez uma ameaça de que deixaria o cargo caso o presidente realizasse a troca na PF. Oficialmente, o ministério da Justiça disse que Moro não pediu demissão. Esse desencontro de informações foi péssimo para o mercado.

Nos EUA, em uma guinada de discurso poucos dias após apresentar plano para abertura gradual da economia em três fases, o presidente americano disse ontem que talvez seja preciso estender as diretrizes de distanciamento. As atuais orientações de isolamento têm validade até o próximo dia 30.

Ainda ontem à noite, Trump disse que sancionaria nas próximas horas o pacote fiscal de US$ 480 bilhões aprovada na Câmara nesta 5ª feira, que garante empréstimos a pequenas empresas e assistência a hospitais.

Na China, o BC cortou o juro de empréstimos de médio prazo para 2,95%. No Japão, o CPI avançou 0,4% em março (anual), em linha com as projeções.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas 50 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 1,19% (R$ 16,95), se favorecendo da nova alta do petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,42% (R$ 43,51).

Já os bancos fecharam em queda pelo terceiro dia consecutivo. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,43% (R$ 19,35), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,43% (R$ 22,05), as ações do Santander (SANB11) recuaram 1,22% (R$ 25,03), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 2,81% (R$ 28,05). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,87% (R$ 9,92). Já as ações da XP na Nasdaq recuaram 1,04% (US$ 25,75).

As ações que mais subiram foram da Suzano (SUZB3), subindo 3,83% (R$ 36,56), seguida pelas ações da Iguatemi (IGTA3), subindo 3,43% (R$ 35,79), e Embraer (EMBR3), subindo 3,34% (R$ 9,27).

Já as maiores quedas foram novamente das ações da IRB Brasil (IRBR3) caindo 8,49% (R$ 10,12), seguida pelas ações da Hypera (HYPE3) caindo 8,45% (R$ 30,85) e CVC (CVCB3) caindo 6,26% (R$ 13,92).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Springer (SPRI6) novamente, subindo 224,36% (R$ 20,50), e as ações que mais caíram foram do Banco do Estado do Espírito Santo (BEES4), despencando 11,48% (R$ 4,78).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram Petrobrás (PETR4), Via Varejo (VVAR3), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3) e Itaú (ITUB4).

A leitura que o Banco Central está mais confortável para adotar cortes mais agressivos na taxa básica de juros e especulações sobre um possível pedido de demissão do ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, ajudaram o dólar a subir fortemente ontem, rompendo o patamar dos R$ 5,50. A alta do dólar foi de 2,21% (R$ 5,53).

Pelo segundo dia seguido, a moeda brasileira teve o pior desempenho entre as 33 divisas mais líquidas do planeta, seguida pelo peso mexicano, contra quem o dólar subiu 1,39%. Já o spread do contrato de 5 anos do Credit Default Swap (CDS) brasileiro, chegou a 330 pontos, patamar não visto desde 6 de abril. O euro subiu 1,12% (R$ 5,97).

Depois do excesso de quedas dos juros futuros observados nos últimos dias, as taxas voltaram a subir. Não faltaram motivos para a alta das taxas: os maiores riscos na situação fiscal do país; o dólar em novos recordes nominais a cada dia contra o real; o retorno dos leilões de prefixados de longo prazo pelo Tesouro Nacional; e os ruídos políticos, que, hoje, envolveram Sérgio Moro. Com isso o DI jan 2021 subiu de 2,69% para 2,81%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,94% para 6,15%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), subiu de IPCA+ 2,91% para IPCA+3,03%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,23% para 4,54%.

Os índices acionários nos EUA devolveram os ganhos durante a tarde de ontem e fecharam sem direção única após o jornal Financial Times ter reportado que o remédio Remdesivir, da fabricante americana Gilead Sciences, falhou no primeiro teste clínico randomizado contra o coronavírus.

Os índices operavam em alta durante a primeira metade da sessão, apesar da divulgação de uma série de dados negativos nos Estados Unidos e na Europa, com os índices devolvendo parte das perdas acumuladas na semana. Os índices ainda acumulam perdas de 3,0% (Dow Jones), 2,6% (S&P 500) e 1,8% (Nasdaq) na semana.

Ontem o Dow Jones subiu 0,17% (23.515), o S&P 500 recuou 0,05% (2.797) e o Nasdaq recuou 0,01% (8.494).

O número de solicitações de seguro-desemprego diminuiu na semana passada, mas continuou na casa dos milhões. O número recuou para 4,427 milhões na semana encerrada em 18 de abril, de 5,2 milhões no período anterior.

O índice de atividade PMI composto de abril também sinalizou forte desaceleração nos EUA, recuando para 27,4 em abril, de 40,9 em março, e registrando a maior queda mensal desde que a série começou em 2009, além do menor nível já registrado.

Os índices futuros nos EUA estão operando com leve queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,10%, o S&P 500 futuro caindo 0,23% e Nasdaq futuro está caindo 0,40%.

As ações de Tecnologia voltaram a fechar em alta, com exceção da Apple, que recuou 0,39%. Já as ações da Google subiram 1,01%, Netflix subiu 1,25%, Amazon subiu 1,52% e o Facebook subiu 1,56%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,08%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,22% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,21% para 1,16%.

As bolsas na Europa abriram em queda. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 1,52% (2.809). Já Frankfurt está recuando 1,69% (10.335), Londres caindo 1,36% (5.747), Paris caindo 1,51% (4.383), Milão caindo 1,34% (16.782) e Madri caindo 1,93% (6.616).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, Tóquio caindo 0,86% (19.262), Xangai caindo 1,06% (2.808), Hong Kong caindo 0,41% (23.879) e Seul caindo 1,34% (1.889).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte alta, mas ainda seguem em vias de fechar a semana com perdas acentuadas, após os preços despencarem com receios sobre a baixíssima demanda e a falta de capacidade de armazenamento, que culminou no WTI negativo na segunda.

Os investidores se voltam para alguns sinais positivos, incluindo a expectativa de acordos de corte de produção entre a Opep e aliados, além dos países que compõem o G20.

O WTI subiu 19,73%, aos US$ 16,50 e o Brent subiu 4,71%, aos US$ 21,33.

O índice VIX, é um índice de ações que mede o preço das opções das ações que compõe o índice S&P 500. Dessa forma, esse índice mede as expectativas em relação às 500 ações do S&P pelos 30 dias seguintes. É considerado o índice do medo, e ganhará um espaço aqui no Acorda Mercado. Lembrando que quanto mais o índice VIX sobe, maior é a aversão ao risco no mundo.

Em 16 de março, quando tivemos um agravamento do surto de Coronavírus globalmente o índice chegou em 82,69 pontos. Porém, o índice já voltou para 41,38 pontos, fechamento de ontem, mostrando que os mercados se acalmaram depois do susto inicial.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,46%, enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, o Bitcoin está subindo 6,47% (US$ 7.550), a Ethereum subindo 5,30% (US$ 188,86) e Ripple subindo 5,15% (US$ 0,192).

O IFIX subiu 0,75% (2.592). A maior alta foi do FII BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11) subindo 6,22%. Já a maior queda foi do FII CSHG Fundo de Fundos (HGFF11) caindo 2,13%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

22/04/2020 às 10h19

Na segunda-feira o Ibovespa recuou 0,02% e fechou aos 78.972 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,1 bilhões. Este foi um dia histórico para o mercado financeiro mundial, mais um no meio da pandemia de coronavírus, de novo com o petróleo assumindo o protagonismo e outra vez inspirando preocupações.

Pela primeira vez os preços do petróleo negociados em Nova York (WTI) fecharam negativos. Caíram quase 300%, tudo num só dia, com barris custando mais de US$ 38 negativos. Na prática, a execução física dos contratos para entrega em maio, que venceram ontem, implicaria levar o barril de petróleo para casa e, em troca, receber algum trocado para estocar o petróleo.

Vale a pena “perder” um tempo explicando essa queda, já que no mundo a bolsa está sendo guiada por Covid-19 e Petróleo, com um agravante no Brasil, que é a crise entre o Executivo e o Legislativo, mas hoje vamos focar no petróleo, pois recebi inúmeras perguntas sobre o motivo dessa queda brusca.

É claro que o principal catalisador dessa queda histórica está relacionado à pandemia. Com a baixa atividade industrial ao redor do mundo, há uma queda significativa na demanda pelo petróleo, o que impulsiona os preços para baixo.

A Opep+, em sua última reunião, acordou um corte de produção de 9,7 milhões de barris por dia com o intuito de equalizar a produção com a queda na demanda. Entretanto, há um consenso do mercado de que o corte é insuficiente para segurar os preços, já que a demanda mundial por petróleo era de cerca de 107 mbpd pré-Covid e espera-se uma retração superior aos cortes realizados.

O movimento de baixa foi intensificado pela proximidade do contrato relativo a maio de 2020, que tem sua data de expiração no dia 21 de abril, ontem. O contrato relativo a junho/20 é negociado a US$ 21,93. Essa diferença (entre o contrato de maio e junho) foi outro fator que acelerou a queda, pois caso os detentores do contrato de maio desejassem uma extensão para junho, deveriam pagar a diferença entre os dois contratos.

Dada à brusca desaceleração na demanda, os produtores não estão conseguindo estocar a commodity e precisam se desfazer da produção, com tanques próximos ao limite de armazenagem.

Mas não seria mais fácil parar a produção? Não é tão trivial. Há um custo operacional muito grande para iniciar e parar a extração de petróleo. Outro ponto que é bastante significativo: esse patamar de preços já não cobre os custos de produção (breakeven).

Para a Petrobras, o custo breakeven de produção aproximado segue em US$ 16 para projetos existentes, US$ 25 nos próximos anos, e US$ 21 para o pré-sal, já os novos projetos tem um breakeven de US$ 35 a US$ 45.

Esses valores são suficientes para pagar 100% dos custos e despesas no campo, incluindo descomissionamento, custos operacionais de afretamento das plataformas, manutenção do ativo e pagamento de participações governamentais.

Com tudo isso, nessas condições, quem tinha um contrato para entrega de petróleo em maio, há um dia do vencimento do papel, correu ao mercado para tentar trocar por contratos com o vencimento para junho ou depois. Ou, simplesmente, precisou se desfazer da obrigação de compra o petróleo. E deu no colapso que deu.

Sob esse clima surreal, o Ibovespa até que ameaçou ir para o campo dos ganhos, passou a maior parte do dia caindo, mas no fim do pregão estava praticamente empatado.

Ontem o principal índice de ADRs do Brasil fechou em expressiva queda na Bolsa de Valores de Nova York, acompanhando o mau humor visto nos índices americanos em meio à baixa sem precedentes do preço do petróleo, apesar do noticiário sobre medidas de flexibilização ao isolamento social adotadas no mundo todo.

O Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou em queda de 3,31%, a 11.736 pontos. Já o ETF EWZ iShares MSCI Brazil Capped, que replica o Ibovespa em dólar, perdeu 3,21%, a US$ 24,12. As ADRs da Vale recuaram 2,50%, da Petrobrás caíram 2,48%, do Itaú caíram 4,71% e do Bradesco caíram 4,09%.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 50 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,12% (R$ 15,95). Já as ações da Vale (VALE3) caíram 3,50% (R$ 42,46).

Já os bancos fecharam em queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,24% (R$ 19,70), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,50% (R$ 22,64), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,08% (R$ 25,95), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,99% (R$ 28,99). As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,04% (R$ 9,50). Já as ações da XP na Nasdaq despencaram 8,43% (US$ 24,66).

As ações que mais subiram foram da Cyrela (CYRE3) subindo 8,85% (R$ 15,62), seguida pelas ações da Magazine Luiza (MGLU3) subiram 8,72% (R$ 48,48) e Localiza (RENT3) subiram 6,15% (R$ 34,00).

Já as maiores quedas foram das ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4), que caíram 3,70% (R$ 5,20), seguida pelas ações da Gerdau (GGBR4), com queda de 3,66% (R$ 11,85) e Embraer (EMBR3), com queda de 3,66% (R$ 9,20).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Springer (SPRI3) subindo 37,69% (R$ 8,95), e as ações que mais caíram foram da Metalfrio (FRIO3), despencando 11,65% (R$ 53,01). As ações mais negociadas do Ibovespa foram Petrobrás (PETR4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3), Bradesco (BBDC4) e Via Varejo (VVAR3).

Preocupações sobre a demanda efetiva de petróleo no mundo, levaram os preços da commodity a tombar, prejudicando a atratividade das moedas emergentes em geral. Na segunda o dólar subiu 1,33%, a R$ 5,30, enquanto o euro subiu 1,15%, a R$ 5,76.

No momento em que um cenário de recessão profunda se aproxima, fica mais claro que o Banco Central deve cortar juros para conter os danos do coronavírus e tentar estimular uma retomada econômica, com isso os DIs recuaram ao longo de toda a curva, despencando nos vencimentos de curto prazo. O DI jan 2021 recuou de 3,02% para 2,80%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,12% para 5,98%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,04% para IPCA+2,97%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,69% para 4,35%.

O colapso no mercado de petróleo ampliou a aversão ao risco e a demanda por proteção na sessão de ontem nos EUA, impondo o segundo dia consecutivo de fortes perdas para os principais índices acionários americanos.

Donald Trump, presidente dos EUA, disse pelo Twitter que o governo está trabalhando em um plano para disponibilizar capital para a indústria de petróleo do país, de forma a evitar a perda de empregos após os preços mergulharem abaixo de zero.

Vale destacar que o presidente dos Estados Unidos anunciou que vai assinar uma ordem executiva para suspender temporariamente a imigração ao país em meio à pandemia de Covid-19.

Ainda no radar americano, o plano de reabertura dos EUA, divulgado pelo presidente, requer testes em massa da população, no entanto, os governadores estão alegando que não possuem estrutura para fazê-los.

Na agenda de indicadores, a venda de imóveis residenciais usados no país caiu 8,5% em março na comparação mensal e ficou em 5,27 milhões, ante a estimativa de 5,25 milhões. Com isso o Dow Jones recuou 2,67% (23.018), o S&P 500 caiu 3,07% (2.736) e o Nasdaq caiu 3,48% (8.263).

O Senado dos EUA aprovou ontem à noite um socorro fiscal de US$ 480 bilhões para pequenas empresas e hospitais. O projeto segue agora para a Câmara, onde deve ser votado pelos deputados amanhã.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,06%, o S&P 500 futuro subindo 1,08% e Nasdaq futuro está subindo 1,02%.

As ações de Tecnologia conhecidas como FAANG fecharam em queda. Google recuou 3,88%, Netflix caiu 0,84%, Amazon caiu 2,74%, Facebook recuou 4,17% e Apple caiu 3,09%.

No after hours, as ações da Netflix chegaram a disparar 10%, após o balanço, mas zeraram os ganhos. A empresa dobrou o lucro com o aumento de assinantes durante a quarentena.

Vale ressaltar os casos da Netflix e Zoom nessa quarentena. As ações da Zoom dispararam 33% após o dia 13 de março, com as empresas no mundo inteiro buscando a comunicação via videoconferência. Enquanto as ações da Netflix, no mesmo período, subiram 43,64%.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, que caem quando os preços sobem, têm se mantido perto de suas mínimas históricas, mesmo em meio à recuperação parcial no preço das ações em Wall Street.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,09% para 0,08%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuo de 1,24% para 1,17%.

As bolsas na Europa abriram em alta, após forte queda ontem. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,43% (2.831). Já Frankfurt está subindo 1,51% (10.404), Londres subindo 1,63% (5.732), Paris subindo 1,13% (4.406), Milão subindo 1,63% (16.718) e Madri subindo 1,21% (6.715).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta, com exceção de Tóquio que está caindo 0,74% (19.137). Já Xangai está subindo 0,60% (2.843), Hong Kong subindo 0,42% (23.893) e Seul subindo 0,89% (1.896).

Um dia após o contrato futuro WTI com vencimento em maio, ter colapsado e encerrado o dia no negativo pela primeira vez na história, a queda se estendeu ontem para os contratos com entrega em junho, que são os mais negociados.

Os contratos mais ativos do WTI terminaram o dia em queda de 43,36%, negociados a US$ 11,74 o barril, nas mínimas desde 1999. Já os contratos para maio, que na segunda fecharam o dia cotados a US$ -37,63 o barril, se recuperaram e fecharam o dia no positivo, a US$ 10,01.

Já o Brent recuou 24,40%, a US$ 19,33. Foi a primeira vez que o Brent, referência global, fechou abaixo dos US$ 20 desde 2002.

O colapso nos preços no mercado de petróleo reflete, por um lado, a escassez de demanda provocada pela paralisação global da economia, produto da tentativa de conter a propagação da pandemia do novo coronavírus. Por outro, o excesso de oferta tem provocado um esgotamento rápido na capacidade de armazenagem de barris de petróleo nos Estados Unidos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,85%, enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, o Bitcoin está subindo 1,84% (US$ 6.950), a Ethereum subindo 1,96% (US$ 175,17) e Ripple subindo 1,76% (US$ 0,185).

O IFIX subiu 0,36% (2.559). A maior alta foi do FII Shopping West Plaza (WPLZ11) subindo 3,75%. Já a maior queda foi do FII Hospital da Criança (HCRI11) caindo 3,49%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

20/04/2020 às 09h54

Na sexta o Ibovespa subiu 1,51% e fechou aos 78.990 pontos. O giro financeiro foi de R$ 19,7 bilhões. Na semana, a alta foi de 1,68%. No mês o índice acumula alta de 8,18%.

O cenário externo foi o pano de fundo para o desempenho, com notícias positivas relacionadas à pandemia da Covid-19. Turbulências no cenário político interno, contudo, foram os responsáveis pela alta mais modesta do que no exterior.

O que animou o investidor por lá foram resultados iniciais positivos da Covid-19 com a droga experimental da Gilead Sciences, o Remdesivir. Do ponto de vista humanitário, a confirmação do sucesso desse tratamento pode significar milhões de vidas salvas. Isso, por si só, já colaborou para o desfecho de semana em tom positivo. Também colaborou para a alta, as declarações do presidente americano, Donald Trump, para reabertura da economia.

Essas notícias levaram o Ibovespa para a máxima dos 79.846 pontos pela manhã, uma alta de 2,61%, mas embates no campo político e queda das ações dos bancos, durante o pregão, levaram o índice para a mínima de 77.754 pontos, um recuo de 0,07%.

O setor bancário, que representa 20% do Ibovespa, chegou a operar no negativo durante o pregão. A Moody’s alterou de “estável” para “negativa” a perspectiva para o segmento, diante do “choque sem precedentes” causados pela pandemia da Covid-19.

A Alemanha já começa a reabrir sua economia, algumas lojas devem voltar a funcionar hoje. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump apresentou aos governadores um plano de reabertura da economia em três fases, podendo cada um deles se adequar da melhor forma. Pelos moldes apresentados pela Casa Branca, alguns estabelecimentos hoje de porta fechadas já podem voltar a receber clientes ainda neste mês de abril.

Em outros lugares a quarentena foi estendida. No Reino Unido as regras de isolamento foram estendidas por mais três semanas, já em São Paulo foram prorrogadas até 10 de maio.

Hoje o volume na bolsa deve ser fraco, pois amanhã é feriado de Tiradentes, por isso não haverá negociações na B3.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 51 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 2,61% (R$ 16,13). Já as ações da Vale (VALE3) subiram 2,90% (R$ 44,00).

Já os bancos fecharam em alta, ajudando a empurrar o Ibovespa pra cima. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,95% (R$ 20,36), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 1,80% (R$ 23,22), as ações do Santander (SANB11) subiram 2,40% (R$ 26,50), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 2,71% (R$ 29,58). As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,32% (R$ 9,22). Já as ações da XP na Nasdaq dispararam 5,38% (US$ 26,82).

As ações que mais subiram foram da Multiplan (MULT3) com alta de 11,43% (R$ 20,95), Localiza (RENT3) subindo 8,35% (R$ 32,03) e Gerdau (GGBR4) subindo 6,21% (R$ 12,30).

Já as maiores quedas foram das ações da Cosan (CSAN3) caindo 5,64% (R$ 53,50), seguida pelas ações da Hering (HGTX3) caindo 5,32% e B2W (BTOW3) caindo 4,46% (R$ 61,80).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Dohler (DOHL4) subindo 23,07% (R$ 6,40), e as ações que mais caíram foram da Baumer (BALM4), despencando 17,91% (R$ 11,00). As ações mais negociadas do Ibovespa foram Petrobrás PN, Vale, Itaú, Lojas Renner e Magazine Luiza.

O momento de recuperação registrado na semana passada pelo mercado de câmbio durou pouco. Após encerrar uma sequência de sete semanas de altas consecutivas, quando recuou 4,41%, o dólar voltou a se fortalecer contra o real, influenciado por um ambiente externo mais carregado por causa da divulgação de novos indicadores e projeções que começam a concretizar o cenário de contração mundial. Na sexta o dólar recuou 0,34%, aos R$ 5,23, na semana a moeda subiu 2,86%. Já o euro subiu 0,31%, aos R$ 5,69.

Depois de uma abertura em queda, os juros futuros operaram em alta firme durante o dia todo, mas o movimento perdeu fôlego e as taxas terminaram com leve baixa. A aprovação em segundo turno no Senado da PEC do “Orçamento de guerra” voltou ao foco e ajudou a acalmar o mercado, ao mesmo tempo em que as preocupações fiscais derivadas da crise do novo coronavírus continuaram no radar. Com isso o DI jan 2021 recuou de 3,05% para 3,02%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,13% para 6,12%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,07% para IPCA+3,04%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,68% para 4,69%.

Na agenda hoje, tivemos o relatório Focus às 8h25 e teremos balança comercial às 15 horas. No calendário de lives teremos duas com Roberto Campos Neto, às 10h30 em conferência do JP Morgan e às 17 horas no Estadão. Às 18 horas estarei em uma live com o Rafael Testa da Black Bankers para falar de certificações de investimentos.

Os índices acionários de Nova York encerraram sexta com forte alta e fecharam a sua segunda semana consecutiva de ganhos, impulsionadas por notícias positivas em torno da pandemia do novo coronavírus, com o número de infectados diariamente reduzindo em NY.

Mesmo os balanços divulgados na semana passada, em grande parte fracos do setor financeiro, não foram suficientes para reverter os ganhos. Todos os grandes bancos americanos reportaram quedas acentuadas nos lucros do primeiro trimestre, com as instituições separando bilhões de dólares para lidar com possíveis defaults causados pela pandemia do coronavírus.

Com isso o Dow Jones subiu 2,99% (24.242), o S&P 500 subiu 2,68% (2.874) e o Nasdaq subiu 1,38% (8.650). Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,97%, o S&P 500 futuro caindo 0,87% e Nasdaq futuro está caindo 0,67%. As ações de Tecnologia conhecidas como FAANG fecharam sem direção definida. Google e Facebook subiram, já Netflix, Amazon e Apple recuaram.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,10% para 0,09%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,21% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,23% para 1,24%.

As bolsas na Europa abriram praticamente de lado, a começar pelo Euro Stoxx 50, recuando 0,10% (2.885). Já Frankfurt está subindo 0,03% (10.629), Londres subindo 0,13% (5.794), Paris caindo 0,29% (4.486), Milão caindo 0,14% (17.031) e Madri caindo 0,94% (6.811).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está caindo 1,15% (19.669), Hong Kong caindo 0,12% (24.351) e Seul caindo 0,84% (1.898). A exceção foi Xangai subindo 0,50% (2.852).

O petróleo fechou a semana com fortes perdas, apesar do histórico acordo de corte de produção firmado no domingo entre a Opep+, que impulsionou os preços no começo da semana.

As previsões sombrias de queda na demanda por petróleo continuam pressionando a commodity. Com isso o Brent recuou 0,93%, a US$ 28,08, enquanto o WTI recuou 8,05%, a US$ 18,27. Na semana o Brent caiu 10,2%, enquanto o WTI caiu 21,2%.

O contrato de ouro OZ1D caiu 0,73%, enquanto as criptomoedas estão recuando nas últimas 24 horas, com exceção do Bitcoin que está subindo 0,08% (US$ 7.151), a Ethereum está caindo 0,04% (US$ 182,22) e a Ripple está caindo 0,28% (R$ 0,191).

O IFIX subiu 0,36% (2.559). A maior alta foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) subindo 6,09%. Já a maior queda foi do FII Max Retail (MAXR11) caindo 3,20%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

17/04/2020 às 09h44

Ontem o Ibovespa recuou 1,29% e fechou aos 77.811 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,9 bilhões.

Em sessão volátil, o Ibovespa acompanhou o mercado internacional durante a maior parte do dia. No final do pregão o índice se firmou no negativo com notícias políticas e pressionado pelos papéis da Petrobras e bancos. Para ter uma ideia da oscilação, o índice chegou a subir 1,70% na máxima, voltando aos 80 mil pontos.

O viés para vendas foi definido após dados de pedido de seguro-desemprego nos EUA, que mais uma vez ultrapassaram os cinco milhões na semana. Mesmo em linha com o esperado, os dados mostram que a crise causada pela pandemia da Covid-19 está longe de acabar. Já são contabilizados mais de 22 milhões de trabalhadores perdendo seus empregos por causa da pandemia.

A Opep prevê que a demanda global de petróleo cairá em 6,8 milhões de barris por dia em 2020. A notícia ajudou a derrubar as ações da Petrobras.

Por aqui, foi confirmada a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.  No lugar dele assumiu Nelson Teich.

Falando de saúde, embora na Alemanha tenha sido registrado um novo recorde de mortes ontem, o relaxamento da quarentena já tem data para começar no país. Mantidas as recomendações de isolamento social e uso de máscaras, lojas alemãs de até 800 metros quadrados, por exemplo, voltam a funcionar normalmente na próxima segunda-feira.

No Brasil, o número de mortes chegou a 1.924 e o número de infectados passou de 30 mil.

Porém, temos boas notícias em economia e saúde, primeiro falando na parte econômica, a China registrou queda de 6,8% do PIB do 1º trimestre, a notícia é boa pois o mercado esperava uma queda acima de 8%. Já os dados de produção industrial recuaram 1,1%, enquanto o mercado esperava 7,5% de queda, trazendo esperanças pós Covid-19.

Já na parte de saúde, os futuros de NY estão subindo forte com relatos de possível remédio para o novo coronavírus, desenvolvido pelo Gilead Sciences, inclusive a ação subiu mais de 16% no after market.

Aqui, o evento mais importante é a votação da PEC da Guerra, em segundo turno, no Senado. Ontem à noite, a Câmara aprovou de forma simbólica a ampliação do auxílio emergencial de R$ 600 para os trabalhadores informais durante a crise e retirou a obrigatoriedade do CPF do beneficiário. O projeto volta ao Senado antes de seguir para a sanção presidencial.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas 31 fecharam no positivo.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 4,03% (R$ 15,72), após previsão da Opep de queda forte na demanda. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,00% (R$ 42,76).

Já os bancos fecharam em queda novamente. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,59% (R$ 19,97), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,52% (R$ 22,81), as ações do Santander (SANB11) recuaram 3,88% (R$ 25,88), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 2,87% (R$ 28,80). As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 4,11% (R$ 9,10). Já as ações da XP na Nasdaq dispararam 8,81% (US$ 25,45).

As ações que mais subiram foram da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 3,92% (R$ 45,57), Lojas Americanas (LAME4) subindo 3,90% (R$ 22,37) e Carrefour (CRFB3) subindo 3,06% (R$ 20,53).

Já as maiores quedas foram das ações da Ecorodovias (ECOR3) recuando 5,33% (R$ 10,12), com o Goldman Sachs revisando sua recomendação de “neutro” para “venda”. Logo em seguida vem as ações da BR Distribuidora (BRDT3) caindo 4,92% (R$ 18,53) e pelas ações da Gol (GOLL4) caindo 4,23% (R$ 11,76).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Saraiva (SLED4) disparando 32,94% (R$ 1,13), enquanto a maior queda também foi novamente das ações da São Paulo Turismo (AHEB3), caindo 19,96% (R$ 20,00).

Após um dia de oscilando ao redor da estabilidade, o dólar comercial encerrou em leve alta, influenciado pelo ambiente ainda negativo no exterior por causa da nova leva de indicadores e projeções econômicas para o mundo. A alta do dólar foi de 0,27%, a R$ 5,25. Já o euro recuou 0,37%, a R$ 5,69.

A oficialização da demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, teve pouco efeito sobre os negócios na reta final do pregão. A leitura do mercado, é de que o nome do oncologista Nelson Teich não representa uma ruptura em relação ao trabalho que vem sendo feito até o momento pela pasta.

Os juros futuros encerraram o dia com queda ao longo da curva a termo, com exceção dos trechos de prazo mais curto, em que as taxas voltaram a exibir leve alta.

A queda nos juros mais longa se deu pela perspectiva de aprovação da PEC do “Orçamento de guerra”, com o mercado precificando a possibilidade de atuação do BC com compra de títulos públicos no mercado secundário. O próprio BC já sinalizou que gostaria de ver os juros longos caindo.

Só a possibilidade de o BC ter no mandato o poder de comprar títulos fez com que os mercados se acalmassem, criando um ambiente favorável a novos cortes na Selic. Com isso o DI jan 2021 subiu de 3,04% para 3,05%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,30% para 6,13%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,15% para IPCA+3,07%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,82% para 4,68%.

Para você que está assistindo lives de conteúdo, na agenda de hoje Paulo Guedes participará de uma videoconferência do BTG Pactual às 17 horas e do Itaú às 19h30. Às 17 horas também, terá uma live no canal da BS2, com Gustavo Lendimuth e Aquiles Mosca, que falarão sobre o mercado financeiro e finanças comportamentais.

Os índices acionários nos EUA fecharam com ganhos leves, com o Dow Jones virando para o positivo no final do pregão, na expectativa do pronunciamento de Trump, que ocorreu ontem à noite, após o pregão.

Os dados econômicos divulgados por lá foram ruins, novamente. O número de americanos que solicitaram o seguro-desemprego foi de 5,245 milhões. Além disso, o índice de atividade manufatureira do Fed da Filadélfia caiu de -12,7 em março para -56,6 em abril, ficando abaixo de nível atingido durante a crise de 2008. Já o início de novas casas, uma medida da construção de moradias nos EUA, diminuiu 22,3% em março em relação a fevereiro. É o maior declínio percentual mês a mês desde março de 1984.

Dentro do índice Dow Jones, a maior queda foi da Boeing, que cedeu 8,04%, que está em um dos setores mais afetados pela crise.

Com isso o Dow Jones subiu 0,14% (23.537), o S&P 500 subiu 0,58% (2.799) e o Nasdaq subiu 1,66% (8.532).

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta novamente. O Dow Jones futuro está subindo 2,89%, o S&P 500 futuro subindo 2,68% e Nasdaq futuro está subindo 1,84%.

As ações de Tecnologia conhecidas como FAANG fecharam em alta, Netflix subiu 2,91%, Google subiu 0,01%, Amazon subiu 4,36% e Apple subiu 0,79%. A exceção foi o Facebook caindo 0,41%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,11% para 0,10%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,21% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,28% para 1,23%.

As bolsas na Europa abriram em alta novamente, a começar pelo Euro Stoxx 50, subindo 2,92% (2.894). Já Frankfurt está subindo 3,10% (10.620), Londres subindo 2,52% (5.770), Paris subindo 3,27% (4.492), Milão subindo 2,50% (17.187) e Madri subindo 2,12% (6.907).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta. A bolsa de Tóquio está subindo 3,15% (19.897), Xangai subindo 0,66% (2.838), Hong Kong subindo 1,25% (24.305) e Seul subindo 3,09% (1.914).

O petróleo fechou sem direção única, com o WTI, a referência americana, estável e o Brent, a referência global, em alta moderada. Os preços se deslocaram entre os territórios positivo e negativo em meio a dados econômicos na Europa e nos Estados Unidos e o relatório da Opep, que prevê que a demanda global pela commodity cairá em 6,8 milhões de barris por dia em 2020. Com isso o Brent subiu 0,46%, a US$ 27,82, enquanto o WTI fechou no zero a zero a US$ 19,87.

O contrato de ouro OZ1D subiu 4,98%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,29% (US$ 7.046), a Ethereum está subindo 8,20% (US$ 169,23) e a Ripple está subindo 1,01% (R$ 0,187).

O IFIX subiu 0,23% (2.550). A maior alta foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 4,86%. Já a maior queda foi do FII Europar (EURO11) caindo 3,40%.

Ótima sexta e bons negócios!

OPORTUNIDADE NA CRISE: O BOOM DO MERCADO DE PRIVATE BANKING NO BRASIL

15/04/2020 às 17h12

Em meio ao risco de recessão, bancos buscam profissionais com certificação CFP para atender a demanda crescente de clientes com fortunas acima de R$ 3 milhões.

O cenário econômico conturbado exige assessoria especializada para garantir estabilidade aos investidores, independente da faixa de renda. No Brasil, um segmento seleto dentro dos bancos, formado por clientes com patrimônio na casa dos milhões, trouxe luz para uma demanda específica de atendimento no chamado private banking – onde atuam os especialistas de investimentos com a Certified Financial Planner, a certificação CFP.

“Hoje, R$ 1,322 trilhões estão dentro do mercado private brasileiro. Em 2011, o  mercado estava abaixo de R$ 500 bilhões. Os números mostram que a demanda de clientes cresceu numa escala inversamente proporcional à capacidade de atendimento, por isso, a busca por profissionais certificados está grande no setor”, avalia o economista Fabio Louzada, CEO da startup Eu Me Banco e referência nacional em certificações financeiras.

A defasagem de profissionais qualificados para atender o segmento private, citada por Louzada, é comprovada pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar), que emite a certificação CFP no país. Atualmente, pouco mais de 4 mil brasileiros tem a certificação, sendo o Brasil o oitavo país no mundo em quantidade no ranking mundial – liderado por Estados Unidos, China e Japão, países que prezam pelo planejamento financeiro.

Segundo a Financial Planning Standards Board (FPSB), entidade que reúne as instituições de 26 países que têm direito a conceder o título, a certificação cresceu 17% entre os anos de 2017 e 2018. O Brasil é um dos países onde a busca pelo certificado mais aumentou nos últimos anos.

“O CFP é uma espécie de selo de qualidade para os planejadores financeiros e pré-requisito para atender clientes dentro do private banking, ou seja, correntistas com  fortunas a partir de R$ 3 milhões. Mesmo com a economia em recessão, a expansão do mercado private é perceptível no Brasil, cresceu incríveis 8,8% em 2019”, explica Fabio Louzada, citando dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Private banking: a menina dos olhos dos bancos

 

Diferente do varejo tradicional, os clientes private não tem gerente de conta. São atendidos pelo banker, profissional com CFP que além de atuar na gestão estratégica dos investimentos, cuida de forma holística do planejamento financeiro, analisando aspectos patrimoniais e sucessórios, sempre com olhar atento a tudo que se refere às condições financeiras do cliente.

Para atendê-los, os bancos estão investindo em estrutura e pessoal. O Santander tem escritórios em 10 estados atendendo clientes com mais de R$ 5 milhões para investir. O Itaú dobrou o tamanho de sua equipe de investimentos voltada para o private nos últimos dois anos. O Bradesco contratou 40 funcionários no ano passado para ampliar a capacidade de atendimento no segmento. UBS e o Credit Suisse aumentaram suas equipes de gestão de fortunas no Brasil em mais de 10% em 2019 e planejam mais contratações neste ano.

“São clientes que atraem muito dinheiro para os bancos, o que justifica a grande corrida do mercado atrás de bankers com habilidade não apenas para fazer a gestão eficiente das contas, mas também com expertise para atrair novos membros ao private. Todos estão disputando uma fatia desta carteira de R$ 1,322 trilhão”, analisa Fabio Louzada, que prepara profissionais da área financeira em busca de aprovação na prova da certificação CFP.

Louzada lembra que de acordo com o Código Anbima de Regulação e Melhores Práticas para Distribuição de Produtos de Investimento, as instituições precisam ter no mínimo 75% dos seus gerentes de relacionamentos com CFP.

“Colocando a lupa sobre o private, além dos bankers, também trabalham neste segmento assistentes e investors/advisors, menos da metade destes com CFP. Apesar da não obrigatoriedade de certificação, a competitividade entre os bancos e necessidade de cumprir a regulação acendeu o sinal de alerta para quem é contratado, elevou a barra de qualificação. Neste mercado, ter o CFP se tornou essencial. É estratégico para os bancos e fundamental para quem vislumbra voos mais altos na carreira”, finaliza o especialista.

Para mais informações sobre certificação e formação de profissionais especialistas na área de investimentos, acesse www.eumebanco.com.br.

 

ACORDA MERCADO QUARTA

15/04/2020 às 17h05

Ontem o Ibovespa subiu 1,37% e fechou aos 79.918 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,1 bilhões.

A melhora das bolsas no exterior com dados de exportação da China levou o Ibovespa para o segundo dia de valorização consecutiva. Assim, o índice acumula ganhos de 9,45% em abril e de 25,7% na comparação com o piso da crise do coronavírus, em 23 de março, de 63.569 pontos.

Durante o pregão, o índice chegou a ultrapassar os 80 mil pontos, na máxima de 81.668 pontos (3,59%), mas perdeu ritmo próximo do fechamento pressionado pelas ações da Petrobras, Vale e desaceleração dos bancos.

O que melhorou o humor dos mercados ontem foi o resultado melhor do que o esperado da balança comercial chinesa em março, cujas exportações caíram 6,6% no ano em dólares, contra uma expectativa de contração de 15,9%.

A temporada de balanços do primeiro trimestre também começou nos Estados Unidos, com resultados negativos, mas já esperados. Por lá, a desaceleração dos casos da Covid-19 também animou os investidores. Menos de 25 mil casos foram diagnosticados no país na segunda-feira, o menor número de novos casos desde 30 de março.

No Brasil, o número de mortes de pacientes infectados pelo novo coronavírus subiu de 1.328 para 1.532, entre segunda e terça, informou o Ministério da Saúde ontem. Foram 204 novos óbitos registrados em 24 horas.

Apesar dos números crescentes, o mercado está mais otimista com a contenção do coronavírus. A Itália começou ontem a abrir algumas atividades proibidas durante o período mais crítico do isolamento social como livrarias, papelarias e lojas de roupas infantis, além de algumas indústrias.

Já a Espanha liberou o trabalho de pessoas que não podem fazer home office, mas apenas sob critérios rigorosos de segurança. Por outro lado, na França, o presidente Emmanuel Macron estendeu a quarentena até 11 de maio após o país registrar 574 mortes pela Covid-19 em apenas 24 horas.

Outro fator que tem pesado é o petróleo, que tem sido o principal ponto de tensão dos pregões. Em março, o começo do derretimento de preços da commodity foi o gatilho da primeira sequência de circuit breakers nas bolsas. Com a Arábia Saudita e a Rússia se estranhando e se desafiando a produzirem em suas capacidades máximas, a sobre oferta derrubou o preço da referência mundial em 35% desde 9 de março, o início do caos.

Desde o ano passado, antes mesmo da guerra de preços ser iniciada no mês de março, a Opep+ já promovia reuniões para discutir cortes na oferta do grupo, sob suspeita de sobreoferta no mercado. A medida contava com a relutância da Rússia, bem como aconteceu neste ápice da crise.

Em plena pandemia, com a demanda sendo congelada e os preços aprofundando uma rota anterior de queda, a Rússia novamente foi contra cortes de oferta. Então a Arábia Saudita foi para o tudo ou nada, e do dia para noite começou a cortar preços e sobreofertar sua produção. Os russos aceitarem o desafio, e também colocaram o pé no acelerador. Deu no que deu.

A pandemia de coronavírus nesse meio tempo se agravou, o encolhimento das economias, idem, a demanda por petróleo não para de cair. O corte agora combinado pela Opep+ equivale a 10% da oferta global. É bastante coisa, mas já não parece bastar para os preços do petróleo se segurarem, derrubando o mercado como um todo.

Aqui no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o plano de auxílio a estados e municípios. A versão mais enxuta da proposta foi aprovada por 431 votos a 70, contrariando a posição do governo federal. Foi retirada do texto a possibilidade de endividamento de 8% da Receita Corrente Líquida para estados com garantia da União.

Entre os indicadores, o IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 0,35% em fevereiro na base mensal de comparação, ante estimativa de avanço 0,20%.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas 17 fecharam no negativo.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,18% (R$ 16,73), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,09% (R$ 44,53), praticamente de lado.

Já os bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,09% (R$ 21,11), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 1,25% (R$ 24,30). As ações do Santander (SANB11) recuaram 0,78% (R$ 28,07), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,10% (R$ 30,21). As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,08% (R$ 9,80).

Já as ações da XP na Nasdaq subiram 1,60%, aos US$ 22,78, se recuperando da forte perda da véspera.

As ações que mais subiram foram da Braskem (BRKM5) subindo 28,67% (R$ 21,63), após o Morgan Stanley ter elevado a recomendação da companhia para compra, diante da melhora da demanda no mercado externo. Seguida por IRB Brasil (IRBR3) subindo 15,30% (R$ 11,98) e Via Varejo (VVAR3) subindo 12,15% (R$ 6,09).

Já as maiores quedas foram das ações da Ultrapar (UGPA3) caindo 2,95% (R$ 14,10), seguida por Cielo (CIEL3) caindo 2,42% (R$ 4,83) e Grupo Carrefour (CRFB3) caindo 1,88% (R$ 20,31

Na B3, as ações que mais subiram foram da Viver Incorporadora e Construtora (VIVR3) disparando 36,71% (R$ 1,75), enquanto a maior queda também foi das ações da CR2 Empreendimentos Imobiliários (CRDE3), caindo 11,90% (R$ 25,53).

A combinação entre noticiário mais ameno em relação ao novo coronavírus e uma queda robusta do petróleo acabou se traduzindo em um pregão com baixa volatilidade e sem direção definida. Com isso o dólar ficou praticamente de lado, com alta de 0,16%, a R$ 5,18. Já o euro subiu 0,18%, a R$ 5,67.

O ambiente de forte contração da atividade foi reforçado ontem com novas revisões para o PIB do Brasil, incluindo do Fundo Monetário Internacional (FMI), que estima um tombo de 5,3% da atividade neste ano. Com esse cenário, os juros futuros fecharam em queda firme em toda a curva, diante de apostas crescentes de queda adicional da Selic.

A redução extraordinária dos juros de referência na África do Sul também contribui para esse movimento, enquanto o ambiente fiscal mais nublado foi mantido no radar pelos investidores.

Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,09% para 3,04%, essa taxa chegou a 5,19% há 1 mês atrás, refletindo na queda forte dos títulos prefixados, em praticamente toda a curva, por conta da marcação a mercado, que balançou todo o mercado. Já o DI jan 2025 recuou de 6,54% para 6,40%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,40% para IPCA+3,32%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,90% para 4,81%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta, com os investidores avaliando os sinais de uma desaceleração das contaminações da covid-19 nos Estados Unidos, em meio ao início de uma temporada de balanços que promete ser bem negativa.

O principal catalisador para os ganhos ontem foi uma redução no número de casos de coronavírus nos EUA. Menos de 25 mil casos foram diagnosticados no país segunda, de acordo com dados do Johns Hopkins Center, anotando o menor número de novos casos desde 30 de março.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse, na segunda, que acredita que o pior passou para a cidade de Nova York, que é o epicentro da doença no país.

Com isso o Dow Jones subiu 2,39% (23.949), o S&P 500 subiu 3,06% (2.761) e o Nasdaq subiu 3,95% (8.515).

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está recuando 1,36%, o S&P 500 futuro recuando 1,42% e Nasdaq futuro está caindo 1,07%.

As ações de Tecnologia conhecidas como FAANG subiram forte, Google subindo 4,53%, Netflix subindo 4,24%, Amazon subindo 5,28%, Facebook subindo 1,93% e Apple subindo 5,05%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,20% para 0,13%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,24% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,40% para 1,33%.

O início da temporada de balanços refletiu os sérios impactos da pandemia sobre a economia, com o J.P. Morgan e o Wells Fargo reportando uma acentuada, ainda que já esperada, queda nos lucros, com ambos os bancos separando bilhões de dólares para lidar com possíveis defaults. Os resultados foram bem recebidos inicialmente com as ações dos bancos subindo na abertura, mas a ação do J.P. Morgan encerrou em queda de 2,74%, enquanto a do Wells Fargo caiu 3,98%.

As bolsas na Europa abriram em queda, a começar pelo Euro Stoxx 50, recuando 1,37% (2.877). Já Frankfurt está recuando 1,43% (10.543), Londres caindo 0,98% (5.738), Paris caindo 1,24% (4.467), Milão caindo 1,16% (17.354) e Madri caindo 1,58% (6.996).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está recuando 0,45% (19.550), Xangai está caindo 0,57% (2.811) e Hong Kong caindo 1,32% (24.113). A bolsa de Seul ficou fechada hoje.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda ontem, ampliando as perdas no fim da tarde, com os investidores vendo um viés negativo nos comentários dos executivos das companhias de petróleo do Texas sobre os cortes de produção acordados no fim de semana.

Alguns dos executivos expressaram resistência à ideia de reguladores texanos forçando companhias a reduzir a produção, enquanto outros se mostraram mais positivos à ideia. Ambos os grupos, porém, disseram que o enorme problema de excesso de oferta não será resolvido no curto prazo, independentemente de quais ações serão tomadas por reguladores americanos.

Com isso o Brent recuou 6,74%, a US$ 29,60, enquanto o WTI recuou 10,26% a US$ 20,11.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,22%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,81% (US$ 6.878), a Ethereum está subindo 1,57% (US$ 159,63) e a Ripple está subindo 1,68% (R$ 0,188).

O IFIX subiu 0,85% (2.549). A maior alta foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 6,09% e se recuperando do tombo da véspera. Já a maior queda foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) caindo 8,19%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

13/04/2020 às 11h33

Na quinta, o Ibovespa recuou 1,20% e fechou aos 77.681 pontos. O giro financeiro foi de R$ 24,8 bilhões. Na semana, o índice subiu 11,71%, que é a maior alta desde a semana encerrada em 4 de março de 2016.

A desaceleração nos números de novos casos e mortes por coronavírus na Europa e na Ásia, conjugada aos planos de estímulos econômicos lançados no mundo todo para combater os impactos da pandemia, foi o principal fator de otimismo nos mercados nos últimos quatro dias.

No início do dia, a Bolsa chegou a subir quase 2% com expectativas pela resolução da guerra de preços de petróleo aliadas ao anúncio do Federal Reserve de US$ 2,3 trilhões em financiamentos para apoiar governos locais e empresas nos EUA.

Porém, durante o dia, o mercado se frustrou com o acordo da Opep em relação ao corte de barris por dia. Foi acordado apenas um corte de 10 milhões de bpd, bem abaixo da queda da demanda, o que deve manter os preços dos contratos de petróleo em baixa. Isso foi o suficiente para apagar a alta da bolsa brasileira.

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA passou de 6,648 milhões na semana encerrada no dia 27 para 6,606 milhões na semana passada, acima da expectativa novamente. A semana anterior havia sido de recorde histórico de pedidos.

O IPCA de março foi de 0,07%, abaixo da expectativa de 0,12%. Esse foi o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real. O IPCA de 12 meses acumulado está em 3,30%.

Essa semana, as expectativas se voltam para o Congresso, com as votações previstas para hoje do projeto de auxílio aos Estados, na Câmara, e da PEC da Guerra, no Senado, ambos para o combate ao coronavírus e ainda pendentes de acordos.

No governo, ontem Mandetta, Ministro da Saúde, deu entrevista no Fantástico, que pode gerar algum ruído com o presidente Bolsonaro. Mandetta prevê que o mês de maio e junho será duro para o Brasil, em relação ao avanço do vírus. Já Bolsonaro disse que o vírus parece estar indo embora.

Ontem, o Ministério da Saúde informou que o Brasil já tem 1.223 mortes pelo coronavírus, com mais de 22 mil casos confirmados. Nos EUA, o estado de NY se aproxima de 10 mil mortes, já em todo país, já são 550 mil infectados e 21.733 mortes.

Na Europa, a Itália registrou o menor número de mortes em três semanas (431 nas últimas 24 horas) e a Espanha, o menor número de casos confirmados de Covid-19 (4.167 novos diagnósticos em 24 horas).

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 49 fecharam em queda na quinta.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 2,89% (R$ 16,82), acompanhando a forte que do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,53% (R$ 43,28).

Os bancos fecharam em queda, após forte alta na véspera. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,04% (R$ 22,39), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,81% (R$ 23,50). As ações do Santander (SANB11) caíram 0,68% (R$ 27,58) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,27% (R$ 29,65). As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,86% (R$ 9,40).

Já as ações da XP na Nasdaq subiram 4,54%, aos US$ 22,57.

As ações que mais subiram foram da CVC (CVCB3) subindo 10,21% (R$ 12,95), seguida pelas ações da Ecorodovias (ECOR3) subindo 5,62% (R$ 10,70) e pelas ações da Eletrobrás ON (ELET3) subindo 5,29% (R$ 25,26).

Já as maiores quedas foram das ações Suzano (SUZB3) recuando 6,74% (R$ 35,40), seguida pelas ações da B2W (BTOW3) caindo 5,96% (R$ 57,73) e a terceira maior queda foram das ações da Localiza (RENT3) caindo 5,48% (R$ 30,15).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Dommo Energia (DMMO3) disparando 39,06% (R$ 0,89), enquanto a maior queda também foram das ações da Energisa Mato Grosso (ENMT4), despencando 17,87% (R$ 25,95).

Saindo do padrão de firme escalada neste ano, o dólar comercial voltou a cair na quinta e acumulou baixa de mais de 4% na semana passada, encerrando uma sequência de sete semanas consecutivas de alta, num sinal de que os investidores começam a deixar o modo pânico de lado, pelo menos neste momento.

Com isso o dólar recuou 0,95%, à R$ 5,09. Já o euro subiu 0,22%, à R$ 5,57. Na semana o dólar recuou 4,42%.

O resultado abaixo do esperado do IPCA em março, quando os efeitos do novo coronavírus já começaram a ser sentidos no país, ajudaram a ditar um ritmo firme de queda nas taxas futuras ontem.

O recuo das taxas futuras ganhou ainda mais força durante a manhã, após o Fed anunciar novas medidas, o que deu alívio a ativos de risco, e, à tarde, com a queda dos preços do petróleo, que levou as taxas ainda mais pra baixo.

Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,22% para 3,15%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,80% para 6,66%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), que não paga cupom, recuou de IPCA+ 3,72% para IPCA+3,46%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 5,30% para 5,03%.

Os índices acionários em Nova York fecharam em alta quinta, após o novo pacote de medidas de suporte à economia anunciado pelo Fed ter ofuscado mais um dado robusto de pedidos iniciais de seguro-desemprego nos Estados Unidos. Na sexta também não houve negócios em Wall Street devido ao feriado de Páscoa, os ativos de risco também responderam às oscilações no preço do petróleo.

O Federal Reserve anunciou quinta de manhã medidas que, segundo a instituição, devem fornecer US$ 2,3 trilhões em suporte à economia, expandindo as operações do banco central para alcançar empresas de pequeno e médio porte e cidades e Estados dos EUA.

O Fed também disse que expandirá os programas de empréstimos corporativos, anunciados anteriormente, para incluir algumas classes de dívida mais arriscadas, que foram excluídas em um primeiro momento. Isso inclui a possibilidade de que empresas, que até recentemente eram classificadas como grau de investimento, participem desses mecanismos.

Com isso o Dow Jones subiu 1,22% (23.719), o S&P 500 subiu 1,45% (2.789) e o Nasdaq subiu 0,77% (8.153).

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 1,40%, o S&P 500 futuro caindo 1,38% e Nasdaq futuro está caindo 1,31%.

A partir de hoje vamos colocar a performance do grupo conhecido como FAANG: Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Alphabet (controladora do Google). Apple e Facebook fecharam em alta, enquanto Google, Netflix e Amazon fecharam no negativo. As ações da Apple subiram 0,72%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,19% para 0,14%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,23% para 0,21% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,34%.

Na Ásia, as bolsas operam em baixa. A bolsa de Tóquio está recuando 2,33% (19.043), Xangai está caindo 0,49% (2.783) e Seul caindo 1,88% (1.825). A bolsa de Hong Kong ficou fechada hoje.

Os contratos futuros de petróleo fecharam quinta com forte queda, após terem registrado alta superior a 13% ao longo da sessão. A perda de fôlego veio após a Opep e seus aliados terem chegado a um princípio de acordo para reduzir a produção de petróleo, em meio ao colapso da demanda provocado pela pandemia do novo coronavírus.

O grupo de produtores, que inclui Arábia Saudita e Rússia, deve cortar 10 milhões de barris por dia de sua produção de petróleo por dois meses. O número é modesto quando comparado às estimativas de perda de demanda de até 35 milhões de barris por dia, em meio à crise do coronavírus.

Com isso o WTI recuou 9,24%, à US$ 22,76, enquanto o Brent caiu 4,14%, à US$ 31,48.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,48%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,07% (US$ 6.691), a Ethereum está caindo 2,93% (US$ 152,29) e a Ripple está caindo 3,02% (R$ 0,182).

O IFIX subiu 0,64% (2.519). A maior alta foi do FII Rio Bravo de Renda Corporativa (BMLC11B) subindo 9,14%. Já a maior queda foi do FII XP Corporate Macaé (XPCM11) caindo 4,51%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

08/04/2020 às 10h08

Ontem o Ibovespa subiu 3,08% e fechou aos 76.358 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,6 bilhões.

Foi o segundo dia de alta forte nas bolsas do mundo, impulsionadas pela queda do número de mortes em países da Europa, como a Itália. A boa notícia foi que a China registrou 24 horas sem nenhuma morte por coronavírus.

Apesar de o primeiro-ministro britânico Boris Johnson estar hospitalizado com coronavírus na UTI de um hospital londrino, o sentimento é que a Covid-19 entrou agora numa curva declinante.

Porém, o petróleo despencou e desanimou os investidores durante o pregão. A instabilidade vem da apreensão dos negociantes sobre duas reuniões em busca de soluções para o derretimento de preços recente da commodity. Só em março, com a guerra de preços e sobreoferta praticada por Arábia Saudita e Rússia, as cotações da referência mundial afundaram 60%.

A pressão de baixa prevaleceu depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos rebaixou as suas estimativas de preços para este ano e 2021.

Aqui no Brasil, os números do Covid-19 continuam subindo. Os números de casos confirmados foram para 13.717, enquanto o número de óbitos chegou a 667. Já nos EUA, o número de mortes já chegou a 12.844, com 398 mil casos confirmados.

Apesar dos números, Trump promete novas medidas para os efeitos do coronavírus e assume discurso mais otimista, dizendo que o contágio parece estar chegando ao pico em NY.

Após o fechamento do pregão na Europa, o BCE anunciou que está relaxando as exigências de garantias para emprestar dinheiro a bancos. A ideia é que mais linhas de créditos possam ser oferecidas aos clientes dos bancos durante a crise, cobrando poucos juros em troca de empresas e cidadãos europeus.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou um pacote de US$ 999 bilhões para reativar a economia japonesa.

Entre os indicadores no Brasil, o IBGE divulgou ontem que as vendas do varejo brasileiro em fevereiro cresceram 1,2% na comparação com o mês anterior, e acima das expectativas.

Um levantamento feito pela Febraban indica que a crise provocada pela epidemia do coronavírus levou dois milhões de clientes a procurar os cinco maiores bancos do país para renegociar R$ 200 bilhões em empréstimos.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 58 fecharam no positivo, 12 no negativo e 3 no zero a zero.

As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,99% (R$ 16,40), novamente na contramão da queda do preço do barril de petróleo, que caiu forte. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,51% (R$ 43,78).

Os bancos voltaram a subir, puxando o Ibovespa pra cima. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 3,76% (R$ 21,82), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 3,70% (R$ 23,00), as ações do Santander (SANB11) subiram 3,48% (R$ 27,36), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,70% (R$ 29,17) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 0,22% (R$ 9,21).

Já as ações da XP na Nasdaq dispararam 5,54%, aos US$ 21,53.

As ações que mais subiram foram da Yduqs (YDUQ3) disparando 19,31% (R$ 26,50), seguida pelas ações da BR Distribuidora (BRDT3) subindo 14,96% (R$ 18,28) e pelas ações da Hapvida (HAPV3) subindo 12,32% (R$ 48,30).

Já as maiores quedas foram das ações da Suzano (SUZB3) caindo 7,07% (R$ 37,19), seguida pelas ações da JBS (JBSS3) caindo 5,87% (R$ 19,85) e Rumo (RAIL3) caindo 5,53% (R$ 19,61).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Advanced Digital Health Medicina Preventiva (ADHM3) disparando 35,62% (R$ 2,17), enquanto a maior queda foi das ações da Cambuci (CAMB3), despencando 11,27% (R$ 3,54).

A continuidade da melhora do quadro de coronavírus no mundo manteve o viés de recuperação das moedas emergentes. No Brasil, isso significou o segundo dia de queda consecutiva da moeda americana, o que não acontecia desde o último dia 26. Com isso o dólar recuou 1,30%, à R$ 5,22. Já o euro recuou 0,10%, à R$ 5,70.

Os sinais de um caminho bastante turbulento para a economia brasileira neste ano têm se acumulado e o debate sobre o remédio para amenizar os impactos ganha mais incertezas do que respostas. Ontem, os juros futuros recuaram em toda a curva a termo, num movimento alinhado ao exterior.

Nos trechos de curto prazo, houve, ainda, a contínua percepção de que a atividade fraca e as expectativas de inflação em queda livre devem levar a novos cortes na taxa Selic Meta, mesmo com o viés mais conservador do Banco Central.

Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,30% para 3,22%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 7,11% para 6,98%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), que não paga cupom, recuou de IPCA +3,82% para IPCA +3,72%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 5,50% para 5,38%.

Na agenda hoje, teremos uma live do presidente do BC, Roberto Campos Neto, promovida pelo Credit Suisse, às 10hrs. Lembrando que Campos Neto defende a manutenção da Taxa Selic Meta. Será divulgado às 8hrs o IGP-M e o IPC-S.

Os índices acionários em Nova York perderam força na última hora do pregão e terminaram o dia em queda. Apesar dos sinais de desaceleração da pandemia do novo coronavírus em algumas regiões do mundo e da expectativa de novas medidas de estímulos para combater os efeitos da crise na economia, o cenário ainda é de incerteza elevada, o que limita ganhos mais sustentados nas bolsas norte-americanas.

Após uma abertura forte em NY, com os índices avançando na casa dos 4%, os investidores diminuíram o apetite por risco, com a perspectiva, ainda incerta, para o futuro da economia e da pandemia do coronavírus nos EUA.

Com isso o Dow Jones recuou 0,12% (22.653), o S&P 500 caiu 0,16% (2.659) e o Nasdaq caiu 0,33% (7.887).

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,32%, o S&P 500 futuro subindo 0,34% e Nasdaq futuro está subindo 0,37%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,07% para 0,08%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,29% para 0,25% e a T-Bond para 30 anos caiu de 1,35% para 1,29%.

Na Europa as bolsas abriram em queda. Frankfurt está caindo 0,84% (10.270), Londres caindo 1,35% (5.627), Paris caindo 1,53% (4.370), Milão caindo 0,57% (17.313) e Madri caindo 1,31% (6.910).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda também, com exceção da bolsa japonesa. A bolsa de Tóquio está subindo 2,13% (19.353). Já Shangai está recuando 0,47% (2.807), Hong Kong caindo 1,61% (23.864) e Seul caindo 0,50% (1.814).

O petróleo fechou em queda, devolvendo os ganhos vistos mais cedo, depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos rebaixou as projeções de preço para o petróleo para este ano e o próximo.

O DoE revisou a sua projeção para o WTI a US$ 29,34 por barril neste ano, bem abaixo da sua projeção de março. Já a projeção para o Brent foi reduzida a US$ 33,04 por barril. Hoje, o DoE divulga os dados oficiais de estoques de petróleo dos EUA para a semana passada. Com isso o WTI caiu 9,39%, à US$ 23,63, enquanto o Brent caiu 3,57%, à US$ 31,87.

Agora pela manhã, o WTI futuro está subindo 4,49% e o Brent Futuro subindo 1,69%.

O contrato de ouro OZ1D recuou 1,67%, enquanto as criptomoedas estão operando com leve alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,41% (US$ 7.335), a Ethereum está subindo 0,60% (US$ 170,98) e a Ripple está subindo 0,62% (R$ 0,1994).

O IFIX subiu 1,86% (2.483). A maior alta foi do FII RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11) subindo 6,72%. Já a maior queda foi do FII Anhanguera Educacional (FAED11) caindo 6,93%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

06/04/2020 às 14h58

Na sexta o Ibovespa recuou 3,76% e fechou aos 69.537 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22 bilhões.

O preço do barril de petróleo subiu forte novamente, mas não o suficiente para tirar as bolsas do negativo, já que os dados de desemprego nos EUA assustaram. Foram mais de 700 mil vagas de empregos fechadas em março. Desde outubro de 2010, há quase dez anos, não havia um mês em que o saldo de criação de postos de trabalho não subia. Em duas semanas, mais de 11 milhões de trabalhadores nos EUA perderam o emprego.

O coronavírus segue assustando, principalmente por lá. A Casa Branca estimou o número de mortes nos Estados Unidos durante a pandemia na casa de 240 mil pessoas.

Aqui no Brasil, o coronavírus avança e já causou 11.130 casos oficiais de infecção e 486 mortes. Já nos EUA, os casos chegaram a 335.524, e 9.562 mortes.

No final de semana, Campos Neto disse em uma live da XP que a Selic não deve cair mais, mas que o dólar pode ir em frente. Nessa mesma live, o presidente do BC detalhou todas as medidas tomadas até agora para garantir a liquidez e as condições de crédito do sistema financeiro na epidemia do Covid-19.

A PEC do Orçamento de Guerra, que inclui autorização para o BC atuar diretamente no mercado de dívida, foi aprovada em dois turnos pela Câmara na sexta, e agora vai ao Senado.

Para os bancos a notícia não é boa, o Senado definiu projetos prioritários para serem votados nas próximas semanas, e entre eles, está o aumento de 20% para 50% da alíquota da CSLL.

Com o clima de incerteza, somado com os dados de desemprego nos EUA, ajudaram a derrubar as bolsas pelo mundo, e no Brasil não foi diferente, das 73 ações do Ibovespa, apenas seis fecharam no positivo.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,10% (R$ 15,34), mesmo após mais uma forte alta do preço do barril de petróleo, reflexo das incertezas com a demanda pela commodity. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 5,33% (R$ 40,50).

Os bancos acompanharam o índice e fecharam em queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,71% (R$ 19,21), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,91% (R$ 20,66), as ações do Santander (SANB11) caíram 6,47% (R$ 23,86), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 5,63% (R$ 25,50) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 10,90% (R$ 9,32). Já as ações da XP na Nasdaq subiram 2,67%, aos US$ 17,66.

As ações que mais subiram foram Cyrela (CYRE3) subindo 2,57% (R$ 12,77), seguida pelas ações da Yduqs (YDUQ3) subindo 1,98% (R$ 21,03) e pelas ações do Cogna (COGN3) subindo 1,63% (R$ 3,72).

Já as maiores quedas foram das ações da Intermédica (GNDI3) caindo 12,03% (R$ 37,35), seguida pelas ações da Usiminas (USIM5) caindo 11,87% (R$ 4,08) e Localizada (RENT3) caindo 10,82% (R$ 23,31).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Locaweb (LWSA3) disparando 15,62% (R$ 16,72), enquanto a maior queda foi da Alfa Holdings (RPAD3), despencando 18,16% (R$ 4,82).

As perspectivas sombrias para a economia global no segundo trimestre continuaram comandando a negociação dos ativos na sexta, levando a mais uma rodada de fortalecimento do dólar em todo o mundo. Desta vez, o destaque ficou com dados de emprego e atividade do setor de serviços nos Estados Unidos, que começam a ser afetados pela paralisação induzida pela pandemia da Covid-19. Com isso o dólar subiu 1,13%, aos R$ 5,32, em alta pelo sexto pregão consecutivo. Na semana, a moeda dos EUA teve uma valorização de 4,3%. Já o euro subiu 1,04%, aos R$ 5,76.

O forte fechamento de postos de trabalho nos Estados Unidos em março e a contração aguda na atividade econômica europeia se somaram a alguns sinais preliminares de contração da economia também no Brasil. O sentimento de aversão a risco predominou e elevou o prêmio de risco ao longo de toda a curva a termo, com exceção dos trechos de mais curto prazo, onde as taxas voltaram a cair, já que o Copom deve cortar juros. Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,22% para 3,16%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,98% para 7,21%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), que não paga cupom, subiu de IPCA +3,73% para IPCA +3,85%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 5,46% para 5,61%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em baixa sexta, pressionados pelo dado bastante negativo do mercado de trabalho americano, com o payroll de março indicando que os empregadores dos Estados Unidos reduziram o número de postos de trabalho em 701 mil vagas. O último dado negativo do payroll havia sido em outubro de 2010, quando houve perda de 41 mil vagas. Com isso o Dow Jones recuou 1,69% (21.052), o S&P 500 caiu 1,51% (2.488) e o Nasdaq caiu 1,53% (7.373).

Os índices futuros nos EUA estão operando com forte alta. O Dow Jones futuro está subindo 4,02%, o S&P 500 futuro subindo 4,01% e Nasdaq futuro está subindo 4,24%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,02% para 0,03%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,38% para 0,26% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,25% para 1,28%.

Na Europa as bolsas abriram em alta. Frankfurt está subindo 4,44% (9.948), Londres subindo 3,06% (5.581), Paris subindo 3,82% (4.313), Milão subindo 3,82% (17.010) e Madri subindo 3,22% (6.797).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta. A bolsa de Tóquio está subindo 4,24% (18.756), Hong Kong subindo 2,22% (23.751) e Seul subindo 3,85% (1.791). A bolsa de Xangai ficou fechada por conta de feriado.

Os contratos futuros do petróleo fecharam novamente com forte alta, em meio às perspectivas de um corte coordenado de produção de petróleo entre a Arábia Saudita, Rússia e Estados Unidos. As companhias de petróleo americanas estão divididas sobre a proposta de cooperação entre os três países que mais produzem petróleo no mundo, que seria um evento sem precedentes. Algumas companhias, incluindo Exxon e Chevron, se opõem ao plano, enquanto algumas produtoras de petróleo de xisto são favoráveis. Com isso o WTI subiu 11,92%, à US$ 29,34, enquanto o Brent subiu 13,92%, à US$ 34,11.

Agora pela manhã, o WTI futuro está recuando 1,20% e o Brent caindo 1,11%.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,09%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 3,47% (US$ 7.019), a Ethereum está subindo 4,32% (US$ 149,24) e a Ripple está subindo 2,84% (R$ 0,1848).

O IFIX recuou 1,14% (2.417). A maior alta foi do FII Europar (EURO11) subindo 3,32%. Já a maior queda foi do FII Edifício Galeria (EDGA11) caindo 10,04%.

Ótima semana e bons negócios!s negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

03/04/2020 às 11h12

Ontem o Ibovespa subiu 1,81% e fechou aos 72.253 pontos. O giro financeiro foi de R$ 23,1 bilhões.

O motivo da alta foi causado pela disparada do petróleo, a maior num só dia em toda a história. Após a guerra de preços iniciada entre Arábia Saudita e Rússia o presidente americano, Donald Trump, resolveu interferir, na tentativa de reverter o capote dos preços das últimas semanas. E conseguiu.

Trump, escreveu no Twitter que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, e o presidente russo, Vladimir Putin, conversaram com o mandatário dos EUA e se comprometeram a reduzir em até 15 milhões de barris por dia a produção de petróleo.

A notícia negativa, foi que o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos cresceu de 3,28 milhões na semana encerrada no dia 20 para 6,648 milhões na semana passada, acima da expectativa.

Finalmente, foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União, ontem à noite, a lei que prevê o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 aos informais, com crédito de R$ 98,2 bilhões.

Atualizando os números do coronavírus, infelizmente, ontem foram 58 mortes no Brasil em 24hrs, subindo de 241 para 299. Já o número de casos chegou a 7.910.

No mundo, os casos confirmados de coronavírus já chegaram a 1 milhão. Só nos EUA são 236 mil casos.

Na economia, a Itaú Asset projeta um PIB negativo de 3,3% para o final deste ano. Além disso, a Asset revisou a projeção de Taxa Selic de 3,75% para 1,5% no fim de 2020.

Para eles, os impactos econômicos no setor de serviços serão muito relevantes e acentuados no primeiro semestre, com algum impacto também sendo observado na indústria e mesmo havendo retomada nos trimestres subsequentes, boa parte do PIB será onerada e a atividade interna deve retomar seu crescimento de forma mais lenta pós crise, seja pela volta ao dia a dia atrasada pelo medo de contágio, seja por efeitos colaterais do baixo crescimento prejudicando empresas e população.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 46 ações fecharam em alta.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 8,46% (R$ 15,51), acompanhando a forte alta do preço de barril de petróleo. A companhia optou por aumentar o corte de sua produção, de 100 mil para 200 mil barris diários de petróleo, para evitar problemas de estoque, em meio à queda da demanda. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,36% (R$ 42,78).

Os bancos fecharam em alta. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,45% (R$ 19,95), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,47% (R$ 21,50), as ações do Santander (SANB11) subiram 3,11% (R$ 25,51) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,16% (R$ 27,02) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,35% (R$ 10,46).

As ações de bancos, que compõem perto de 20% da carteira teórica do Ibovespa, tiveram os ganhos limitados pela informação de que o Senado estuda o aumento na taxação de lucro para estas companhias. A sugestão de aumentar a CSLL dos bancos partiu das bancadas do PDT e dos Progressistas.

Já as ações da XP na Nasdaq caíram 4% (US$ 17,20).

As ações que mais subiram foram localiza (RENT3) subindo 10,29% (R$ 26,14), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) subindo 9,04% (R$ 10,25) e pelas ações do Carrefour (CRFB3) subindo 8,87% (R$ 21,47).

Já as maiores quedas foram das ações da Via Varejo (VVAR3) caindo 5,80% (R$ 4,38), seguida pelas ações da Cogna (COGN3) caindo 5,42% (R$ 3,66) e Yduqs (YDUQ3) caindo 4,97% (R$ 20,62).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Textil Reauxview (TXRX4) dispararam 24,40% (R$ 5,20), enquanto a maior queda foi das ações da Nordon Indústrias Metalúrgicas (NORD3), despencando 19,86% (R$ 4,80).

Preocupações relativas à economia nos Estados Unidos se sobrepuseram ao otimismo com um possível acordo que ponha fim à guerra dos preços de petróleo, levando a moeda americana a operar em leve alta durante a maior parte do pregão. O avanço só não foi maior porque, perto do fim do dia, o Banco Central entrou novamente no câmbio e vendeu mais US$ 835 milhões no mercado à vista. Com isso o dólar subiu 0,05%, aos R$ 5,26, enquanto o euro caiu 0,63%, aos R$ 5,71.

Em um dia guiado pelo comportamento dos mercados internacionais, os juros futuros fecharam praticamente de lado, onde o destaque voltou a ser a ligeira queda das taxas de curto prazo. Com o cenário se desenhando cada vez mais desafiador para a economia brasileira, a perspectiva de juros mais baixos e por um período prolongado tem se mostrado ainda mais forte, enquanto as incertezas sobre a manutenção do isolamento social continuam a deixar as taxas longas mais elevadas. Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,27% para 3,22%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,97% para 6,98%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), que não paga cupom, está pagando IPCA +3,73%, já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 está pagando 5,46%.

Na agenda hoje, nenhum indicador relevante.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta, puxados pelos ganhos do setor de energia, que avançou com a perspectiva de um corte de produção de petróleo coordenado entre a Arábia Saudita e a Rússia, impulsionando os preços da commodity. O Dow Jones subiu 2,24% (21.413), o S&P 500 subiu 2,28% (2.526) e o Nasdaq subiu 1,72% (7.487).

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,78%, o S&P 500 futuro caindo 0,83% e Nasdaq futuro está caindo 0,82%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses está pagando 0,02% ao ano, a T-Note para 2 anos pagando 0,38% e a T-Bond para 30 anos pagando 1,25%.

Na agenda norte-americana teremos às 9hrs o Payroll, que deve começar a mostrar às demissões causadas pela pandemia. Já às 10h45 teremos o PMI composto e o índice ISM de atividade do setor de serviços.

Na Europa as bolsas abriram em leve queda. Frankfurt está recuando 0,42% (9.530), Londres recuando 0,53% (5.451), Paris caindo 0,48% (4.200), Milão caindo 0,60% (16.732) e Madri caindo 0,26% (6.556).

Na Ásia, as bolsas estão operando sem direção definida. A bolsa de Tóquio está subindo 0,01% (17.820), Xangai está caindo 0,57% (2.764), Hong Kong caindo 0,68% (23.122) e Seul subindo 0,03% (1.725).

Os contratos do petróleo fecharam com as maiores altas diárias já registradas, com os investidores sendo animados pela perspectiva de um corte coordenado de produção para aliviar uma parte da pressão gerada pela pandemia do novo coronavírus.

No começo do pregão americano, Trump, disse, que espera ver uma redução de pelo menos 10 milhões de barris por dia na produção de petróleo global. Os preços da commodity dispararam após os comentários do presidente dos EUA. O Brent chegou a subir 46,68% na máxima, mas reduziu os ganhos e fechou com alta de 17,36%, aos US$ 29,94 o barril. Já o WTI subiu 25%, aos US$ 25,32.

No início do dia, o WTI futuro está caindo 1,78% e o Brent subindo 0,17%.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,16%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 3,59% (US$ 6.896), a Ethereum está subindo 4,01% (US$ 143,06) e a Ripple está subindo 1,83% (R$ 0,18).

O IFIX recuou 0,75% (2.445). A maior alta foi do FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) subindo 7,35%. Já a maior queda foi do FII Rio Bravo Crédito Imobiliário II (RBVO11) caindo 6,78%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

01/04/2020 às 13h50

Ontem o Ibovespa recuou 2,17 e fechou aos 73.019 pontos. O giro financeiro foi de R$ 23,7 bilhões. No mês, a queda foi de 29,91%, o pior desde agosto de 1998, quando caiu 39,55%. Já no trimestre, foi o pior desempenho da história, caindo 36,86%.

O mês foi marcado pela epidemia virando pandemia, a economia mundial entrando em processo de contração, o preço do dólar disparando e o Ibovespa sofrendo com seis circuit breakers no mês.

Muitos fatores colaboraram para esse verdadeiro caos, mas os principais foram o avanço do coronavírus e a guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia.

Ontem Bolsonaro foi a TV com um discurso mais moderado em seu novo pronunciamento, reconhecendo a gravidade do coronavírus.

Falando em coronavírus, os casos confirmados no Brasil já chegam a 5.717, com 201 mortes. 136 dessas mortes aconteceram em São Paulo. O vírus está se espalhando rapidamente nos EUA, onde o número de mortes já ultrapassou os da China, chegando 3.440, ficando atrás apenas de Itália, Espanha e França. Na Itália o número de mortes é assustador, 12.428.

O alento para a economia é que a China divulgou mais um indicador positivo. O PMI Industrial subiu para 50,1 em março, mostrando uma luz no fim do túnel.

Depois de forte retração dos setores industrial e de serviços na China em fevereiro, a atividade voltou a se expandir por lá. Mas não bastou para animar a ida às compras aqui no Brasil. Os negócios estão com o ritmo ainda mais correlacionado no país com as transações feitas em Nova York.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas 17 ficaram no positivo. Entre elas, Petrobrás e Vale.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 4,56% (R$ 13,99), se mantendo em alta mesmo com a pressão de quedas do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 3,47% (R$ 43,22).

Os bancos fecharam em queda ontem, acompanhando a queda do índice. As ações do Bradesco (BBDC4) caíram 3,44% (R$ 20,77), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 4,23% (R$ 23,09), as ações do Santander (SANB11) caíram 5,43% (R$ 26,67) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 3,79% (R$ 27,89).

As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 2,04% (R$ 10,59) e as ações da XP na Nasdaq caíram 6,27% (US$ 19,29).

As ações que mais subiram foram ontem da Suzano (SUZB3) subindo 5,30% (R$ 35,79), seguida pelas ações da Petrobrás ON (PETR3) subindo 5,21% (R$ 14,14) e pelas ações da Petrob,rás PN (PETR4) subindo 4,56% (R$ 13,99).

Já as maiores quedas foram das ações da Cogna (COGN3) caindo 20,98% (R$ 4,00), seguida por Yduqs (YDUQ3) caindo 17,18% (R$ 22,17) e CVC (CVCB3) caindo 14,29% (R$ 11,10).

No mês, as maiores quedas foram de IRB Brasil (IRBR3) caindo 70,89%, Smiles (SMLS3) caindo 62,32% e Via Varejo (VVAR3) caindo 61,77%. Como todas as ações do Ibovespa fecharam no negativo em março, a que menos caiu foram as ações do Carrefour, recuando 0,29%.

Na B3, as ações que mais subiram foram da Textil Renaux (TXRX4) disparando 46,00% (R$ 5,11), enquanto a maior queda foi das ações da Nutriplant (NUTR3), despencando 35,11% (R$ 33,10).

Em meio às incertezas provocadas pela pandemia do novo coronavírus, os ativos mais seguros são, invariavelmente, as moedas mais fortes, no caso, principalmente, o dólar, e o ouro. Assim, não é surpresa que o dólar, o euro, e o ouro tenham liderado com folga o ranking de melhores aplicações de março. Foi a maior alta mensal do dólar em quase nove anos, acumulando 15,96% em março. Ontem a alta foi de 0,31%, a R$ 5,19. Já o euro subiu 0,11% fechando aos R$ 5,74 ontem e 15,94% no mês. O ouro subiu 15,24% em março. Esses foram os três ativos que mais subiram no mês.

As taxas recuaram em todos os vencimentos com a eminência de novos cortes na Taxa Selic, afetando mais as taxas de curto prazo. Os bancos vêm projetando Selic cada vez mais baixa para o final do ano, ontem o Bradesco revisou suas estimativas e passou a incorporar uma Selic de 3%. Com isso o DI jan 2021 recuou de 3,39% para 3,21%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,76% para 6,67%.

No Tesouro, os títulos que pagam taxas nominais recuaram, enquanto os títulos que pagam taxas reais fecharam de lado. Destaque para a LTN 2023 caindo de 5,41% para 5,30% e para a NTN-F 2031 recuando de 7,86% para 7,80%.

Os índices acionários de Nova York fecharam o seu pior trimestre em anos, apesar da forte recuperação na semana passada. Ontem, as ações fecharam em queda, apesar de dados positivos de atividade da China. O Dow Jones caiu 1,84% (21.917), o S&P 500 caiu 1,60% (2.584) e o Nasdaq caiu 0,95% (7.700).

No trimestre, o Dow Jones recuou 23,2%, o S&P 500 caiu 20,0%, enquanto o Nasdaq caiu 14,1%.

Os índices futuros por lá estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 2,92%, o S&P 500 futuro recuando 3,01% e Nasdaq futuro está recuando 2,31%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram no longo prazo. A T-Note para 10 anos caiu de 0,70% para 0,61%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,34% para 1,26%.

Na Europa as bolsas abriram em queda. Frankfurt está caindo 3,28% (9.605), Londres caindo 3,94% (5.447), Paris caindo 3,87% (4.224), Milão caindo 2,20% (16.675) e Madri caindo 2,00% (6.650).

Na Ásia, as bolsas estão operando em baixa também. A bolsa de Tóquio está caindo 4,50% (18.065), Xangai está caindo 0,57% (2.734), de Hong Kong caindo 2,52% (23.009) e Seul caindo 3,94% (1.685).

Os contratos futuros do petróleo ensaiaram uma recuperação ontem após mais uma forte queda na véspera, porém não conseguiram manter o ímpeto da alta por conta do momento incerto da economia global. O WTI encerrou com alta de 1,90, aos US$ 20,48, enquanto o Brent fechou praticamente no zero a zero, aos US$ 22,74.

No mês o WTI despencou 54%, enquanto o Brent despencou 55%. O mês de março contribuiu para o pior trimestre dos dois índices da história, com quedas de 65%.

Nesse momento o futuro do barril de petróleo está em queda, com o WTI futuro recuando 0,44%, e o Brent Futuro caindo 3,98%.

O contrato de ouro OZ1D recuou 2,26%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 2,01% (US$ 6.323), a Ethereum está subindo 0,23% (US$ 132,37) e a Ripple está subindo 0,07% (R$ 0,17).

O IFIX subiu 0,68% (2.494). A maior alta foi do FII Brazilian Death Care (CARE11) subindo 9,18%. Já a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 6,67%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

30/03/2020 às 10h20

Na sexta o Ibovespa caiu 5,51%, fechando aos 73.428 pontos, com giro financeiro de R$ 23,4 bilhões. Na semana o índice subiu 9,48%.

A bolsa aqui, e no mundo, voltaram a sofrer com o aumento da incerteza em relação ao potencial de destruição do novo coronavírus, devolvendo boa parte dos ganhos na semana.

O efeito dos estímulos na ordem de US$ 2 trilhões aprovados pelo Congresso nos Estados Unidos, mantiveram as bolsas em alta na semana, porém dificilmente será suficiente para manter as bolsas em alta por mais uma semana.

Falando em EUA, a situação da epidemia do coronavírus vem se agravando rapidamente por lá, e já preveem de 100 mil a 200 mil mortes. Trump inclusive estendeu o prazo para isolamento social até 30 de abril.

Aqui no Brasil o número de mortes chegou a 136 e o número de casos confirmados em 4.256. O Estado com maior número de casos segue sendo São Paulo, com 1.451, seguido pelo Rio de Janeiro com 600 casos.

Saindo da saúde e indo para a economia, se é que são áreas separadas, Paulo Guedes no sábado fez uma live com a XP, que foi acompanhada por 50 mil pessoas, bem menos que os 700 mil da live do Gusttavo Lima.

Na live, do Paulo Guedes, é claro, o ministro admitiu a gravidade da epidemia do coronavírus e mostrou preocupação em parar a economia. Porém, está otimista com o cenário em quatro, cinco meses.

Em outra live no domingo, o BNDES detalhou medidas já anunciadas, com R$ 2 bilhões para equipamentos de saúde e R$ 40 bilhões para financiar a folha de pagamento durante dois meses. Com essas medidas, o BNDES já empenhou R$ 97 bilhões para conter o impacto do coronavírus.

Como era de se esperar, os bancos revisaram o PIB do Brasil para 2020, para baixo. O Safra espera retração de 2,8%, o Citi de 1,7%, a XP de 1,9% e o JP Morgan 3,2%.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas seis fecharam no positivo.

As ações da Petrobrás (PETR4) caíram 7,57% (R$ 13,30), acompanhando mais uma forte queda do preço do barril de petróelo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 4,52% (R$ 40,10).

Após três altas consecutivas, as ações de bancos voltaram a cair. As ações do Bradesco (BBDC4) caíram 6,50% (R$ 20,86), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 5,28% (R$ 22,97), as ações do Santander (SANB11) caíram 9,74% (R$ 27,23) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 7,38% (R$ 28,24).

As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 4,31% (R$ 11,33) e as ações da XP na Nasdaq caíram 10,35% (US$ 22,26).

As ações que mais subiram foram de Suzano (SUZB3) subindo 17,18% (R$ 32,87), seguida pelas ações da Klabin (KLBN11) subindo 6,01% (R$ 14,98) e pelas ações da IRB Brasil (IRBR3) subindo 4,73% (R$ 10,40).

Já as maiores quedas foram das ações da Totvs (TOTS3) caindo 14,39% (R$ 45,52), seguida por Yduqs (YDUQ3) caindo 13,42% (R$ 28,00) e Cyrela (CYRE3) caindo 11,85% (R$ 16,07).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Pomifrutas SA (FRTA3) disparando 60,68% (R$ 5,19), enquanto a maior queda foi das ações da OSX (OSXB3), despencando 20% (R$ 3,20).

O dólar comercial operou em alta durante toda sexta, em um movimento de ajuste após três dias de melhora visível entre os ativos de risco em todo o mundo. O movimento ocorreu a despeito das intervenções do Banco Central, que voltou a vender dólares e fazer operações compromissadas com títulos denominados em dólares. Na sexta o dólar subiu 2,10%, fechando aos R$ 5,10, na semana, a moeda subiu 1,55%. Já o euro caiu 0,57%, a R$ 5,65.

Indo para os DIs, as taxas curtas fecharam perto da estabilidade, já nos trechos mais longos, o movimento foi de queda, após a possibilidade de BC poder começar a comprar crédito diretamente. Com isso o DI jan 2021 subiu de 3,47% para 3,50%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 7,03% para 7,02%.

Os títulos do Tesouro fecharam sem direção definica. Destaque para a LTN 2023 subindo de 5,63% para 5,69% e para a NTN-F 2031 recuando de 8,08% para 7,99%.

Nos EUA as bolsas fecharam em queda, após três altas consecutivas. Na semana os ganhos foram significativos. O Dow Jones caiu 4,06% (21.636), o S&P 500 caiu 3,37% (2.541) e o Nasdaq caiu 3,79% (7.502). Na semana, o Dow Jones subiu 12,84%, o S&P 500 subiu 10,26% e Nasdaq subiu 9,05%.

Os índices futuros por lá estão operando com leve alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,21%, o S&P 500 subindo 0,13% e Nasdaq subindo 0,18%.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam em queda no longo prazo. A T-Note para 10 anos se recuou de 0,80% para 0,68%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,38% para 1,27%.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas pendentes de imóveis em fevereiro às 11hrs. Já às 11h30, o Fed de Dallas divulgará o índice de produção manufatureira de março.

Na Europa, o índice Stoxx 600, composta por 600 ações de 18 países europeus, caiu 3,26% na sexta, com alta de mais de 6% ao longo da semana. Frankfurt caiu 3,68% (9.632), Londres caiu 5,25% (5.510), Paris caiu 4,23% (4.351), Milão caiu 3,15% (16.822) e Madri caiu 3,63% (6.777).

A Europa adiantou os relógios em uma hora neste domingo por conta do horário de verão. Com a mudança as bolsas por lá passam a operar das 4h às 12h30 (horário de Brasília). Vamos começar a informar a abertura das bolsas por lá.

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está caindo 1,57% (19.084), Xangai está caindo 0,90% (2.747), de Hong Kong caindo 0,73% (23.313) e Seul caindo 0,04% (1.717).

Os contratos futuros do petróleo voltaram a desabar e terminaram a sessão nos menores níveis desde o início do século. Os investidores seguem monitorando o avanço da propagação da pandemia de coronavírus pelo mundo, com governos adotando a medidas de distanciamento social, o que enfraquece a demanda global pela commodity. Com isso o WTI caiu 4,82% aos US$ 21,51, enquanto o Brent caiu 5,35%, fechando aos US$ 24,93.

Nesse momento o WTI futuro está caindo 4,93%, e já fechou a cair abaixo dos US$ 20 na mínima, e o Brent Futuro está caindo 5,19%.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,31%, enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,77% (US$ 6.208), a Ethereum está subindo 0,23% (US$ 129,82) e a Ripple está caindo 2,03% (R$ 0,17).

O IFIX subiu 1,04% (2.468). A maior alta foi do FII SDI Rio Bravo Renda Logística (SDIL11) subindo 8,39%. Já a maior queda foi do FII Cenesp (CNES11) caindo 10,78%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

27/03/2020 às 10h30

Ontem o Ibovespa subiu 3,67%, fechando aos 77.709 pontos, com giro financeiro de R$ 30,1 bilhões.

Mais um dia de alta forte nas principais bolsas do mundo, pela terceira vez seguida. O pacote de US$ 2 trilhões da Casa Branca continuou movendo investidores às compras. Nos dois pregões passados, na expectativa de aprovação. Agora, com o martelo já batido no Congresso americano na noite de quarta, o dia começou com atenções voltadas para o número de pedidos de seguro-desemprego em solo americano.

Mais de três milhões de trabalhadores nos Estados Unidos solicitaram o benefício só na última semana, um recorde. Foi um dos primeiros sinais concretos da recessão profunda prevista para a economia americana para os próximos meses.

Também foi divulgado ontem o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos, que cresceu à taxa anualizada de 2,1% no quarto trimestre de 2019, em linha com as projeções dos economistas.

Fica a dúvida de quantos trilhões de dólares serão necessários para remediar não só os contaminados pelo Covid-19, mas também a economia global. As incertezas pairam também sobre o poder de bala dos governos do mundo para arcar com o tratamento, dos doentes e das economias.

No Brasil, o IBC-Br teve um crescimento de 0,24% em janeiro na comparação com o mês anterior, abaixo da expectativa. Em dezembro, o IBC-Br registrou uma contração de 0,27%. Já na base anual, o IBC-Br teve uma expansão de 0,69%, enquanto o mercado esperava um avanço de 1,05%.

A Covid-19 já infectou 81.332 pessoas nos EUA e matou 1.173. Já no Brasil, são 2.915 casos de coronavírus e 77 mortos. Nos últimos dias, além da Itália, a Espanha também superou o número de mortos da China por causa da pandemia.

Aqui no Brasil, as primeiras medidas efetivas para enfrentar os impactos do coronavírus começaram a sair. Depois que a Câmara subiu de R$ 200 para R$ 500 a ajuda aos informais, Bolsonaro autorizou R$ 600,00. O presidente também já assinou uma MP, que deve ser anunciada hoje, destinando R$ 36 bilhões para o socorro a bares e restaurantes.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas nove fecharam no negativo, uma no zero a zero e 63 fecharam no azul.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,56% (R$ 14,40), se segurando no azul mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 2,82% (R$ 42,00), mesmo com o preço do minério também caindo.

OS bancos subiram pelo terceiro dia consecutivo, ajudando a puxar a alta do Ibovespa. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 2,11% (R$ 22,31), enquanto as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,75% (R$ 24,25), as ações do Santander (SANB11) subiram 2,17% (R$ 30,17) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 5,03% (R$ 30,49).

As ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 17,00% (R$ 11,84) e as ações da XP na Nasdaq subiram 7,96% (US$ 24,83).

As ações que mais subiram foram da CVC (CVCB3) subindo 32,41% (R$ 12,38), seguida pelas ações da Braskem (BRKM5) subindo 28,03% (R$ 19,23) e pelas ações da Yduqs (YDUQ3) subindo 20,72% (R$ 32,34).

Já as maiores quedas foram de B2W (BTOW3) caindo 6,48% (R$ 56,11), seguida por Pão de Açúcar (PCAR4) caindo 5,26% (R$ 69,75) e Suzano (SUZB3) caindo 4,43% (R$ 28,05).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Restoque Comércio e Confecções de Roupas (LLIS3) disparando 42,69% (R$ 6,05), enquanto a maior queda foram das ações da GPC Participações (GPCP3), despencando 12,13% (R$ 21,00).

A bateria de estímulos anunciada por Bancos Centrais e governos de todo o mundo levou à recuperação dos ativos mundiais. No Brasil, esse cenário levou o dólar a encerrar o dia abaixo de R$ 5,00 pela primeira vez desde 13 de março, quando fechou em R$ 4,81. Ontem o dólar recuou 0,67%, fechando aos R$ 4,99. Já o euro subiu 1,22%, a R$ 5,54.

O salto recorde dos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos e os dados cambaleantes de atividade no Brasil antes mesmos dos impactos do novo coronavírus fortificaram o cenário de juros em níveis baixos por um período prolongado, derrubaram as taxas de juros de médio e longo prazo. Com isso o DI jan 2021 subiu de 3,40% para 3,47%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 7,40% para 7,03%.

Com os DIs em queda, as taxas dos títulos públicos recuaram fortemente nos vencimentos mais longos. Destaque para a LTN 2023 caindo de 5,89% para 5,63% e para a NTN-F 2031 despencando de 9,22% para 8,08%.

Os índices acionários em NY subiram pelo terceiro dia consecutivo, apesar da disparada dos pedidos de seguro-desemprego, que levou o número a 3,28 milhões de pedidos na semana passada, na maior alta registrada na série histórica. O Dow Jones subiu 6,38% (22.552), o S&P 500 subiu 6,24% (2.630) e o Nasdaq subiu 5,60% (7.797).

Os índices futuros por lá estão em queda. O Dow Jones futuro está caindo 1,27%, o S&P 500 caindo 1,36% e Nasdaq caindo 1,44%.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam praticamente de lado. A T-Note para 10 anos se manteve em 0,80%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 1,36% para 1,38%.

Na Europa, a empolgação com estímulos também acabou falando mais alto nas bolsas que o tamanho do problema a ser resolvido. Foi o terceiro dia de índices fechando no azul, depois de ficarem boa parte do pregão no negativo. Frankfurt subiu 1,28% (10.000), Londres subiu 2,24% (5.815), Paris subiu 2,51% (4.543), Milão subiu 0,73% (17.369) e Madri subiu 1,31% (7.033).

Na Ásia, as bolsas estão voltando a operar em alta. A bolsa de Tóquio está subindo 2,21% (19.043), Xangai está subindo 1,41% (2.803), de Hong Kong subindo 0,84% (23.558) e Seul subindo +1,20% (1.706).

Os preços do petróleo aprofundaram as perdas nos últimos minutos de negócios do pregão de ontem e fecharam em queda consistente, devolvendo boa parte da alta que registraram durante a semana. O tema da guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita não foi abordado durante a reunião do G-20, o que frustrou os investidores. Com isso o WTI caiu 7,71% aos US$ 22,60, enquanto o Brent caiu 2,88%, fechando aos US$ 26,34.

Nesse momento o WTI futuro está subindo 2,30% e o Brent Futuro subindo 1,14%.

O contrato de ouro OZ1D subiu 3,17%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,71% (US$ 6.775), a Ethereum está subindo 1,28% (US$ 138,84) e a Ripple está subindo 7,42% (R$ 0,17).

O IFIX subiu 3,52% (2.443). A maior alta foi do FII Cenesp (CNES11) subindo 9,89%. Já a maior queda foi do FII Europar (EURO11) caindo 8,31%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

25/03/2020 às 11h13

Ontem o Ibovespa subiu 9,69%, fechando aos 69.729 pontos. O giro financeiro foi de R$ 25,5 bilhões, mantendo o baixo giro financeiro do pregão da véspera.

O motivo dessa alta foi o otimismo com a possibilidade de um acordo entre Democratas e Republicanos para um pacote de US$ 2 trilhões para estimular a economia. Nesta madrugada, o Senado confirmou as expectativas e aprovou esse pacote fiscal.

Na Coreia do Sul, o governo anunciou um pacote de US$ 80 bilhões para reaquecer a economia. No Japão, o Softbank anunciou um programa de recompra das suas ações de US$ 41 bilhões, o dinheiro será usado para pagar dívidas. Esse anúncio impulsionou a bolsa de Tóquio.

Em relação ao coronavírus, a China informou que está se preparando para afrouxar o bloqueio a Wuhan diante do controle dos casos naquela região, que foi o epicentro da Covid-19. O governo permitirá viagens na província de Hubei e as pessoas poderão sair da região, mas a capital, Wuhan, só voltará a permitir a circulação de pessoas no dia 8 de abril.

No Brasil, chegamos a 2.201 casos e 46 mortes. A OMS destacou que o epicentro da crise deve sair em breve da Itália e migrar para os EUA. Por lá já são 44.183 casos e 544 mortes. No estado de NY os casos chegaram a 25 mil e os números dobram a cada dois dias.

Aqui em São Paulo, começa a valor o decreto do governador João Doria (PSDB) que determina o fechamento de todas as atividades comerciais não essenciais por um período de 15 dias.

Ontem o presidente Bolsonaro fez um pronunciamento que vem gerando repercussões, principalmente negativas. No discurso ele sinalizou que é contra o fechamento das escolas e o absoluto confinamento como forma de conter o vírus.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas nove fecharam no negativo.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 15,22% (R$ 13,25), acompanhando a recuperação do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 10,38% (R$ 37,64), com o bom humor no cenário externo.

Depois da queda na véspera, os bancos subiram forte. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 15,05% (R$ 20,33), enquanto as ações do Itaú (ITUB4) subiram 9,65% (R$ 22,50), as ações do Santander (SANB11) subiram 13,41% (R$ 27,57) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 17,13% (R$ 25,92).

As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 9,89% (R$ 9,89) e as ações da XP na Nasdaq subiram 15,80% (US$ 19,64).

As ações que mais subiram foram da BTG Pactual (BPAC11) subindo 24,82% (R$ 32,59), seguida por ações da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 21,42% (R$ 36,68) e pelas ações da B2W (BTOW3) subindo 20,86% (R$ 54,80).

Já as maiores quedas foram de Raia Drogasil (RADL3) caindo 5,81% (R$ 108,22), seguida por Carrefour (CRFB3) caindo 2,77% (R$ 21,80) e Telefônica Brasil (VIVT4) caindo 2,34% (R$ 47,92).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Alfa Holdings (RPAD3) disparando 67,50% (R$ 6,70), enquanto a maior queda foram das ações da Casan (CASN4), despencando 16,66% (R$ 10,00).

Ainda que o fim da crise causada pelo novo coronavírus não esteja visível no horizonte, investidores deram uma trégua no comportamento de pânico ontem, de olho no pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos, que parecia mais perto de ser aprovado após declarações positivas de representantes do Partido Democrata e da Casa Branca. Com o ambiente mais ameno, o dólar recuou contra 29 das 33 principais divisas do mundo. No Brasil, dólar recuou 1,05%, à R$ 5,08. Já o euro caiu 0,88%, à R$ 5,46.

Com a ata da reunião de semana passada do Copom ainda fresca na memória, o mercado de juros voltou a precificar chances maiores de redução adicional do juro básico neste ano, diante de sinais de fraqueza da atividade emitidos antes mesmo dos impactos mais fortes do novo coronavírus.

A queda de 1% nas vendas do varejo em janeiro no segmento restrito, que exclui automóveis e materiais de construção, surpreendeu os agentes do mercado, que esperavam um recuo mais brando para o indicador, de 0,4%. Com os dados ruins, aumentam as expectativas para corte de juros. O DI jan 2021 caiu de 3,74% para 3,72%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 8,65% para 8,32%.

Com os DIs em queda, as taxas dos títulos públicos recuaram. O dia de bom humor no exterior, também colaborou com a queda. Destaque para a LTN 2023 caindo de 7,18% para 6,87% e para a NTN-F 2031 caindo 9,86% para 9,58%.

Em NY, Dow Jones tem melhor sessão desde 1933 com perspectiva de estímulos. Foi um dos melhores dias da história para as bolsas americanas, impulsionados pela perspectiva de aprovação de um enorme pacote de estímulos do governo americano para combater os danos econômicos causados pela pandemia do coronavírus. O Dow Jones subiu 11,37% (20.704), o S&P 500 subiu 9,38% (2.447) e o Nasdaq subiu 8,12% (7.417).

Os índices futuros por lá estão sem direção definida. O Dow Jones futuro está subindo 0,49%, o S&P 500 caindo 0,32% e Nasdaq caindo 0,54%.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam sem direção definida novamente. A T-Note para 10 anos subiu de 0,81% para 0,84%, enquanto a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,39%.

Na Europa, duas quedas seguidas no número de mortes na Itália animou os investidores. Esse foi o segundo gatilho para que as bolsas subissem forte na Europa, acompanhando as bolsas globais, o primeiro gatilho, é claro foi a expectativa de aprovação do pacote de estímulos fiscais nos EUA. Frankfurt subiu 10,98% (9.700), Londres subiu 9,05% (5.446), Paris subiu 8,39% (4.242), Milão subiu 8,93% (16.948) e Madri subiu 7,82% (6.717).

Logo depois do fechamento na Europa, no entanto, veio uma ducha de água fria, com o número de mortes por dia na Itália, por causa da pandemia, voltando a subir.

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta pelo segundo dia consecutivo. A bolsa de Tóquio está subindo 8,13% (19.547), Xangai está subindo 2,16% (2.780), de Hong Kong subindo 2,84% (23.309) e Seul subindo 5,89% (1.704).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta, com investidores otimistas sobre a aprovação do pacote de estímulos fiscais para conter os impactos da pandemia de coronavírus na economia dos Estados Unidos, que pode chegar a US$ 2 trilhões. Com isso o WTI subiu 2,78% aos US$ 24,01, enquanto o Brent subiu 0,44%, fechando aos US$ 27,15.

Nesse momento o WTI futuro está subindo 3,67% e o Brent Futuro subindo 3,09%.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,77%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 1,16% (US$ 6.597), a Ethereum está subindo 2,57% (US$ 136,86) e a Ripple está subindo 2,02% (R$ 0,16).

O IFIX subiu 2,80% (2.230). A maior alta foi do FII Vinci Shopping Centers (VISC11) subindo 9,59%. Já a maior queda foi do FII Torre Almirante (ALMI11) despencando 6,18%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

23/03/2020 às 09h55

Na sexta o índice chegou a subir quase 6%, passando dos 72 mil pontos, porém não teve fôlego para se manter em alta, e fechou o dia em baixa de 1,85%, aos 67.069 pontos. O giro financeiro foi de R$ 32,8 bilhões. Na semana a queda foi de 18,88%.

O número de coronavírus no Brasil vem crescendo, no último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, mostrava 25 mortes e 1.546 infectados. Infelizmente esse número deve crescer bastante. Na Itália, país aonde ocorreu mais mortes no mundo, os números são alarmantes. São 59.138 infectados e 5.476 mortes.

Os futuros de NY estão caindo acima de 4%, após rejeição do pacote de US$ 1,3 trilhão no Senado dos EUA para combater o coronavírus. Hoje de manhã haverá nova tentativa. Ontem o resultado foi de 47 a 47, porém eram necessários 60 votos para avanço do projeto.

Uma projeção do Morgan Stanley divulgada ontem é preocupante, uma projeção assombrosa para o PIB americano do segundo trimestre, de retração de 30%, que será o recorde histórico de contração da maior economia do mundo.

O cenário para a economia é de recessão, os bancos e analistas vem reduzindo a projeção de PIB cada dia mais, dessa vez foi o Itaú que cortou a projeção de 1,8% positivo, para 0,7% negativo para 2020. Já o governo federal, que esperava ver a economia brasileira crescer neste ano 2,1%, espera agora por uma estagnação, com variação positiva do PIB de mero 0,02% no ano.

O BNDES aprovou um total de R$ 55 bilhões em medidas emergenciais de reforço para o caixa das empresas e para a preservação de 2 milhões de empregos. Foi anunciado a transferência de R$ 20 bilhões do Fundo PIS-Pasep ao FGTS, para possibilitar o saque extraordinário dos trabalhadores.

No STF, o ministro Alexandre de Moraes determinou que R$ 1,6 bilhão de acordo entre a Operação Lava Jato e a Petrobrás seja destinado ao combate do novo coronavírus. Essa verba foi transferida da Educação para a Saúde.

O momento é de cautela e foco na saúde, as medidas do governo serão necessárias para evitar desempregos e quebra de empresas nesse período tão preocupante da nossa humanidade.

Cresce o debate sobre um eventual fechamento da B3, o que assusta os traders vendidos. A CVM, por meio de assessoria, negou qualquer pressão a B3 para fechamento, mas essa hipótese não pode ser descartada. Nem aqui, e nem nos EUA.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 45 recuaram e 28 subiram.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,72% (R$ 12,00), o que pode ser considerado bom, já que o preço do barril de petróleo despencou mais uma vez. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 3,32% (R$ 35,19), já que a recessão global bate a porte e derruba todas as commodities.

Já os bancos também tiveram um dia péssimo e recuaram forte. As ações do Bradesco (BBDC4) caíram 7,28% (R$ 19,24), enquanto as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,50% (R$ 22,05), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 3,79% (R$ 24,60). A exceção foram as ações do Santander (SANB11) subindo 0,16% (R$ 25,75).

As ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 18,06% (R$ 8,50) e as ações da XP na Nasdaq despencaram 14,16% (US$ 17,94).

As ações que mais subiram foram da Gol (GOLL4) disparando 16,48% (R$ 7,28), seguida por Azul (AZUL4) subindo 15,28% (R$ 13,80) e Weg (WEGE3) subindo 12,66% (R$ 32,37). Inclusive a Weg é uma das 21 ações que ainda estão positivas nos 12 meses.

Já as maiores quedas foram novamente de Embraer (EMBR3) caindo 12,95% (R$ 8,40), seguida por Sabesp (SBSP3) caindo 8,62% (R$ 33,71) e Yduqs (YDUQ3) caindo 7,74% (R$ 22,40).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Financeira Alfa (CRIV3) disparando 24,27% (R$ 5,58), enquanto a maior queda foi das ações da Embraer, já citadas aqui.

No câmbio, o dólar operou em queda o dia todo, chegando a ser vendido durante parte do dia abaixo dos R$ 5 reais. Mas, apesar de uma operação extraordinária de venda à vista de dólar anunciada pelo Banco Central pouco antes do fechamento, a queda da moeda americana em reais desacelerou. Nesta sexta, o dólar comercial caiu 1,41%, fechando aos R$ 5,02, na semana a alta foi de 4,43%. Já o euro caiu 1,29%, aos R$ 5,37.

Os juros futuros fecharam sexta em alta nos trechos mais curtos e longos da curva, enquanto as taxas intermediárias se mantiveram em leve queda. O pregão foi marcado pela falta de liquidez no mercado, os investidores observaram principalmente as revisões cada vez mais baixas para o PIB brasileiro. Com isso o DI jan 2021 subiu de 3,94% para 4,03%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 8,07% para 8,10%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas fecharam sem direção definida. Destaque para a LTN 2023 caindo de 6,96% para 6,90% e para a NTN-F subindo de 8,92% para 9,40%.

Os índices acionários de Nova York fecharam na sexta, a sua pior semana desde a crise financeira de 2008, anotando perdas maiores do que as da última semana de fevereiro, apesar de uma enxurrada de medidas dos BCs globais. O Dow Jones caiu 4,55% (19.137), o S&P 500 caiu 4,34% (2.304) e o Nasdaq caiu 3,79% (6.789).

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram. A T-Note para 10 anos caiu de 1,01% para 0,79%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,59% para 1,40%.

Na agenda norte-americana teremos o Fed de Chicago soltando o índice de atividade nacional de fevereiro, às 9h30.

Na Europa, o cenário foi de alta na sexta, por conta da série de estímulos anunciados nos últimos dias pelos governos do mundo, aumentando gastos, e pelos bancos centrais, cortando juros. Frankfurt subiu 3,70% (8.928), Londres subiu 0,76% (5.190), Paris subiu 5,01% (4.048), Milão subiu 1,71% (15.731) e Madri subiu 0,74% (6.443).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, com exceção de Tóquio, que está subindo 2,02% (16.887). A bolsa de Xangai está caindo 3,11% (2.660), de Hong Kong caindo 5,11% (21.639) e Seul caindo 5,34% (1.482).

O petróleo teve mais uma sessão bastante volátil, com o WTI, a referência americana, mais sensível às incertezas sobre a economia global e virando de uma alta perto de 8%, de manhã, para uma queda de 10% no fechamento de sexta. Depois do desempenho de sexta, o WTI registrou a pior semana desde 1991. O WTI despencou 10,66% aos US$ 22,53, enquanto o Brent caiu 5,23%, fechando aos US$ 26,98.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,19%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 7,57% (US$ 5.845), a Ethereum está caindo 9,00% (US$ 123,30) e a Ripple está caindo 6,49% (R$ 0,14).

O IFIX subiu 3,14% (2.276). A maior alta foi do FII Polo Recebíveis Imobiliários II (PORD11) subindo 9,17%. Já a maior queda foi do FII Via Parque Shopping (FVPQ11) despencando 16,35%.

Ótima semana e bons negócios!

EU ME BANCO PROMOVE GRATUITAMENTE A 2ª SEMANA DO ESPECIALISTA DE INVESTIMENTOS

20/03/2020 às 18h44

Programação com webinários sobre carreira na área de investimentos acontecerá entre os dias 23 e 27 de março

O estudo Profissões Emergentes, publicado em janeiro pelo LinkedIn, mapeou as tendências para o mercado de trabalho em 2020. Entre as profissões em alta, a carreira na área de investimentos está entre os destaques no 14º lugar do ranking, com projeção de crescimento de 61%. Com o aumento no número de investidores no Brasil, o mercado financeiro está correndo atrás para suprir o gap de profissionais de investimentos certificados para atender a demanda.

Para esclarecer dúvidas e debater temas relacionados à carreira na área de investimentos, a startup Eu Me Banco realiza de 23 a 27 de março a 2ª Semana do Especialista de Investimentos, com programação gratuita de webinários apresentados pelo economista e CEO da startup Eu Me Banco, Fabio Louzada, que atuou como consultor de investimentos nos bancos Bradesco Prime, Santander Select, Citigold e Itaú Personnalité.

“Ser um especialista de investimentos envolve determinação e capacitação constante para se manter atualizado e apto para ler o cenário econômico e dar orientações mais assertivas para o investidor, seja ele leigo ou experiente. Bancos e corretoras estão em busca destes profissionais, sobretudo os que têm certificações financeiras, um grande diferencial para quem deseja seguir carreira na área”,  explica Louzada, referência em certificações no País.

No dia 23 o professor Fabio apresentará o primeiro webinário “Como fazer parte do 1% dos Bancários Especialistas em Investimentos?”. No dia 25  as objeções para quem deseja ser um especialista de investimentos são tópicos do webinário “O passo a passo exato de como um bancário se torna autoridade em investimentos”. Por fim, no dia 27, o webinário “O programa ideal para triplicar sua autoridade em investimentos em até 4 meses” encerrará a série especial.

As inscrições são gratuitas de podem ser feitas no site https://materiais.eumebanco.com.br/workshop.

Programa Advisor de Alta Performance

Após a Semana do Especialista de Investimentos, os participantes serão apresentados ao mais novo projeto da startup Eu Me Banco, o Programa Advisor de Alta Performance (PAAP), que integra cinco importantes pilares: cursos preparatórios para certificações, carreira, prática, acompanhamento com tutores especializados e apoio dos membros do projeto e da equipe Eu Me Banco.

O programa é uma evolução da Comunidade Louzada, que continuará existindo no Facebook e já mudou a carreira de centenas de profissionais da área de investimentos.

Renata Salgado, membro da Comunidade Louzada, fala sobre a experiência. “Foi um momento que eu precisava muito de alguém para me pegar pelo braço e me apoiar. Estou muito feliz com a minha aprovação na certificação, passei na prova do CEA de primeira! A Comunidade não só te prepara para prova em si, ela te agrega muito valor. Agora vou em busca da certificação CFP.”

O PAAP vai oferecer cursos completos para quem está se preparando para obter as certificações CPA-20, CEA e Ancord, além de aulas para ensinar os alunos como utilizar a calculadora HP12C – imprescindível para o dia a dia no banco.

Na área de carreira, os participantes receberão assessoria completa do consultor Ronaldo Cerqueira para ser mais competitivo no mercado de trabalho, com preparação para entrevista, reestruturação do currículo e revisão do perfil no LinkedIn.

Fabio Louzada apresentará conteúdos práticos para ensinar como ser um advisor na prática, mostrando como utilizar a plataforma Comdinheiro (mais utilizada nas instituições financeiras para análise de investimentos) e distribuindo a exclusiva Newsletter for Advisor.

Além dos conteúdos, o PAAP vai disponibilizar tutoria e lives quinzenais para esclarecer dúvidas, de modo a acompanhar o alcance das metas profissionais de cada um. Todos os inscritos participantes terão acesso ao grupo da Comunidade Louzada no Facebook e farão parte do canal secreto do PAAP no Telegram, fortalecendo assim o seu networking.

As inscrições para o o Programa Advisor de Alta Performance serão abertas no dia 30 de março ao custo de 10 mensalidades de R$ 277,70. As primeiras matrículas realizadas entre 5h e 9h no dia 30 terão 50% de desconto. Mais informações no site da Eu Me Banco ou no Instagram do professor Fabio Louzada (@fabioalouzada).

ACORDA MERCADO SEXTA

20/03/2020 às 14h40

Ontem o Ibovespa subiu 2,15% e fechou aos 68.331 pontos. O giro financeiro foi de R$ 34,1 bilhões. Durante o dia, a bolsa chegou a cair 7%, mas conseguiu se recuperar.

Esse foi um pequeno alívio diante dos seguidos circuit breakers que a bolsa tem sofrido. Hoje vai ter plaquinha de “já estamos operando 1 dia sem circuit breaker”. Brincadeiras à parte, a bolsa brasileira acompanhou o movimento externo, com as bolsas subindo no mundo todo.

O BoE (Banco Central da Inglaterra) cortou os juros em 15 pontos-base para 0,1% ao ano, além disso vai elevar sua compra de títulos da dívida britânica em 200 bilhões de libras, para 645 bilhões de libras. O BCE também lançou um pacote de 750 bilhões de euros para prover liquidez aos mercados.

O Fed anunciou que irá emprestar dólares aos bancos centrais do Brasil e outros oito países para aliviar a tensão nos mercados, com isso tirou pressão do dólar. Além do Brasil, as operações fornecerão empréstimos de até US$ 60 bilhões aos bancos centrais da Austrália, Coreia do Sul, México, Cingapura e Suécia e de US$ 30 bilhões em bancos centrais na Dinamarca, Noruega e Nova Zelândia.

E o coronavírus segue avançando, no Brasil os novos casos subiram de 428 para 621. Já o número de mortes foi de quatro para seis. Nos números oficiais ainda não consta a quinta morte em São Paulo, a sétima no Brasil.

No mundo, o número de mortes passou de 10 mil ontem, chegando a 10.006. Em todo o mundo, o número de infectados soma mais de 244 mil.

A carta branca para gastar livremente que o governo precisa, a confirmação do estado de calamidade pública, deve ser aprovada pelo Senado na manhã de hoje. Porém, o aumento de gastos públicos, no entanto, carrega preocupações. E inclusive no Banco Central.

Os índices futuros em NY estão acima de 4%, indicando otimismo na abertura. Na Ásia as bolsas estão subindo, além do petróleo futuro que também segue em alta.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 46 subiram e 27 recuaram.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 8,15% (R$ 12,21), com a disparada do preço do barril de petróleo ontem. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 5,82% (R$ 36,40), com as projeções de PIB global para baixo e menor consumo de commodities.

Já os bancos fecharam em queda com exceção do Bradesco. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,29% (R$ 20,75), enquanto as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,56% (R$ 22,85), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 3,91% (R$ 25,57) e as ações do Santander (SANB11) caíram 0,31% (R$ 25,71).

As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 4,35% (R$ 7,20) e as ações da XP na Nasdaq dispararam 18,75% (US$ 20,90).

As ações que mais subiram foram da JBS (JBSS3) subindo 18,69% (R$ 20,00), seguida por Rumo (RAIL3) subindo 17,49% (R$ 18,00) e Multiplan (MULT3) subindo 16,16% (R$ 19,98).

Já as maiores quedas foram novamente da Smiles (SMLS3) despencando 12,43% (R$ 9,02), seguida por Eletrobrás ON (ELET3) caindo 10,86% (R$ 17,49) e Eletrobrás PNB (ELET6) caindo 9,13% (R$ 19,41).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Alpargatas (ALPA4) disparando 28,92% (R$ 22,69), enquanto a maior queda foi das ações da Karsten (CTKA4) despencando 29,00% (R$ 7,10).

O dólar comercial registrou queda de 1,80%, a R$ 5,10. O câmbio refletiu o anúncio do Federal Reserve de que irá emprestar dólares aos bancos centrais do Brasil e outros oito países para aliviar a tensão nos mercados. Já o euro caiu 2,54%, a R$ 5,43.

Depois de uma manhã intensa, em que as taxas futuras de juros chegaram a encostar nos limites de oscilação diária em reação ao tom conservador do Copom, a curva a termo acompanhou o bom humor dos outros ativos diante do otimismo dos agentes com remédios para o novo coronavírus. Os juros de curto prazo voltaram a cair, mas os de longo prazo sustentaram leve alta, dando continuidade à inclinação mais acentuada da curva. Vale ressaltar, ainda, o alívio gerado pelo Tesouro Nacional com leilões extraordinários de compra e venda de títulos públicos. O DI jan 2021 caiu de 4,18% para 3,94%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 7,82% para 8,07%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas caíram no curto e no longo prazo, refletindo uma menor aversão a risco pelos investidores, em relação a véspera. Destaque para a LTN 2023 caindo de 7,02% para 6,96% e para a NTN-F caindo de 8,98% para 8,92%.

Os índices acionários de Nova York conseguiram anotar uma modesta recuperação ontem, ajudados por mais uma rodada de intervenções fiscais e monetárias ao redor do mundo. O Dow Jones subiu 0,95% (20.087), o S&P 500 subiu 0,47% (2.409) e o Nasdaq subiu 2,30% (7.150).

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no curto e recuaram no longo prazo. A T-Note para 10 anos caiu de 1,15% para 1,01%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,79% para 1,59%.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas de moradias usadas em fevereiro, às 11hrs.

Na Europa as bolsas também tiveram um pequeno alívio. Frankfurt caiu 2,00% (8.610), Londres subiu 1,40% (5.150), Paris subiu 2.68% (3.855), Milão subiu 2,29% (15.446) e Madri subiu 1,93% (6.395).

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta. A bolsa de Xangai está subindo 1,61% (2.745), de Hong Kong subindo 4,91% (22.775) e Seul disparando 7,44% (1.566).

Os contratos futuros do petróleo fecharam a sessão em forte alta, praticamente devolvendo tombo de quarta, depois da reportagem do “Wall Street Journal” informar que o governo dos EUA considera intervir na guerra de preços do petróleo entre a Arábia Saudita e a Rússia. Com isso o WTI disparou 23,80% aos US$ 25,22, enquanto o Brent disparou 14,42%, fechando aos US$ 28,47.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,77%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 16,63% (US$ 6.456), a Ethereum está subindo 17,09% (US$ 143,34) e a Ripple está subindo 11,94% (R$ 0,16).

O IFIX subiu 0,65% (2.201). A maior alta foi do FII UBS BR Recebíveis Imobiliários (UBSR11) subindo 8,34%. Já a maior queda foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) despencando 14,81%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

18/03/2020 às 08h49

E nessa montanha-russa em que se encontra o Ibovespa, ontem foi dia de subir forte, apesar de parecer fraco se comparado as quedas absurdas nos últimos dias. O Ibovespa subiu 4,85% e fechou aos 74.617 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,8 bilhões.

Após forte queda na segunda, as bolsas reagiram após anúncio do FED de financiamento de dívidas para evitar a quebradeira de empresas, nos moldes do que foi feito em 2008, ano da última grande crise global. Além disso, o governo promete injetar US$ 1 trilhão na economia americana, num pacote ainda em negociação com o Congresso.

No Brasil, o pacote de estímulos também colaborou para manter a bolsa em alta, apesar da queda temporária após a confirmação da primeira morte por contágio do coronavírus no Brasil. O anúncio foi feito por volta do meio dia, em um momento em que a bolsa subia 3%.

Hoje é dia de Copom, e eu não me lembro de uma reunião tão importante nos últimos anos, e tão indefinida. Tem apostas para corte 100 pontos-base, o que jogaria a Selic para 3,25%, até cortes menores de 25 pontos-base. O único consenso é que a taxa será cortada.

Se a preocupação com a saúde é alta, a preocupação com a economia não fica para trás. Os bancos têm cortado projeção de PIB para 2020. O Credit Suisse cortou a projeção de crescimento de 1,4% para 0,0%, em 2020. Santander cortou de 2% para 1%.

Hoje o cenário lá fora é ruim, na Ásia as bolsas seguem caindo, os futuros de NY estão caindo em média 4% e o preço do barril de petróleo futuro também cai.

Ontem o Planalto informou que pedirá ao Congresso o reconhecimento do Estado de Calamidade Pública, que dispensará a União do cumprimento da meta fiscal prevista na LDO. A iniciativa recebeu o apoio de Maia e Alcolumbre, que já vinham defendendo mais investimentos públicos contra o coronavírus.

Falando em coronavírus, o número de casos no Brasil chegou a 291, sendo 162 em São Paulo. Ontem à noite foi confirmada a segunda morte, dessa vez no Rio de Janeiro.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 67 fecharam em alta e apenas 6 em baixa.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,69% (R$ 13,00), sofrendo com mais uma forte queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 6,33% (R$ 41,51).

Os bancos voltaram a subir, acompanhando o índice. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 8,03% (R$ 23,42), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 5,88% (R$ 25,20), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,84% (R$ 31,87) e as ações do Santander (SANB11) subiram 4,59% (R$ 27,60).

As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,56% (R$ 8,40) e as ações da XP na Nasdaq subiram 7,44% (US$ 19,92).

As ações que mais subiram foram das ações da Rumo (RAIL3) subindo 14,01% (R$ 16,60), seguida por Carrefour (CRFB3) subindo 12,50% (R$ 19,80) e Cogna (COGN3) subindo 11,72% (R$ 5,91).

Já as maiores quedas foram das ações da Smiles (SMLS3) caindo 7,74% (R$ 16,56), seguida pelas ações da Via Varejo (VVAR3) caindo 6,88% (R$ 7,04) e CVC (CVCB3) caindo 4,33% (R$ 9,95).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Log-In Logística (LOGN3) disparando 30,25% (R$ 15,50), enquanto a maior queda foi das ações da Ferbasa (FESA3) caindo 20,77% (R$ 20,60).

Os estímulos econômicos ajudaram na queda do dólar, que ainda segue acima dos R$ 5,00. Ontem a queda foi de 1,10%, aos R$ 5,00. Já o euro caiu 1,47% aos R$ 5,50.

O ambiente de crescimento econômico ainda mais fraco no Brasil e novas medidas de estímulo anunciadas pelo Fed e pelos governos dos Estados Unidos e Espanha voltaram a derrubar as taxas futuras de juros diante da percepção de que cortes adicionais na Selic serão necessários no Brasil. Com isso os juros recuaram em toda a curva. O DI jan 2021 caiu de 3,83% para 3,61%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 7,15% para 6,57%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas prefixadas despencaram. Destaque para a LTN 2023 caindo de 5,92% para 5,37% e para a NTN-F caindo de 8,15% para 7,81%.

Na agenda hoje teremos a 2ª prévia de março do IGP-M às 8hrs e o fluxo cambial semanal às 14h30. Já as 18hrs teremos a decisão tão aguardada do Copom.

Os índices acionários em Nova York encerraram em alta consistente, mas devolveram apenas uma parte das grandes perdas registradas na véspera. Em uma sessão de volatilidade elevada, as ações em Wall Street firmaram os ganhos após o Fed ter anunciado um programa de compra de “commercial papers”, que deve ajudar na liquidez das empresas em busca de fluxo de caixa e diminuir a volatilidade nos mercados de financiamento. Com isso o Dow Jones subiu 5,20% (21.237), o S&P 500 subiu 6,00% (2.529), e o Nasdaq subiu 6,23% (7.334).

Indo para as Treasuries, as taxas voltaram a subir no longo prazo. A T-Note para 10 anos subiu de 0,81% para 1,11%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 1,38% para 1,75%.

Na agenda norte-americana teremos apenas os dados de construções de moradias iniciadas em fevereiro às 11h30.

As principais bolsas da Europa fecharam em alta, ganhando tração após o anúncio de estímulos do Fed. Na Espanha, a alta foi ainda maior, após o governo avisar sobre um pacote de 200 bilhões de euros contra os abalos do coronavírus na economia. Frankfurt subiu 2,25% (8.913), Londres subiu 2,79% (5.294), Paris subiu 2,84% (3.991), Milão subiu 2,23% (15.314) e Madri disparou 6,41% (6.498).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, projetando um pregão em baixa por aqui também. A bolsa de Tóquio está caindo 1,68% (16.726), a bolsa de Xangai está caindo 1,83% (2.728), de Hong Kong caindo 4,56% (22.202) e Seul caindo 4,86% (1.591).

Os preços do petróleo apresentaram forte recuo ontem e encerraram nas mínimas desde 2016, com os investidores preocupados com novas restrições de viagens, sinalizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O WTI caiu 6,09% aos US$ 26,95, enquanto o Brent caiu 4,42%, fechando aos US$ 28,70.

O contrato de ouro OZ1D fechou no zero a zero, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,60% (US$ 5.166), a Ethereum está caindo 4,59% (US$ 113,11) e a Ripple está caindo 4,03% (US$ 0,14).

O IFIX caiu 2,13% (2.520). A maior alta foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11), subindo 7,36%, enquanto a maior queda foi do FII Projeto Agua Branca (FPAB11) caindo 8,11%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

16/03/2020 às 08h33

Na sexta o Ibovespa disparou 13,91%, mas mesmo com essa alta, não conseguiu evitar a pior queda semanal desde 2008, 15,63%. O índice fechou aos 82.677 pontos, com giro financeiro de R$ 42,6 bilhões. Apesar disso, a alta de sexta foi a maior em 11 anos, recuperando parte das perdas.

O pânico com o novo coronavírus se espalhou pelo Brasil. No último boletim, foram confirmados 200 casos, além de 1.913 casos suspeitos. 68% desses casos são de São Paulo. Na Itália o quadro é mais preocupante, são quase 25 mil casos já confirmados e 1.800 mortes, sendo que 3.500 novos casos e 368 mortes foram nas últimas 24 horas.

Na sexta, o índice subiu por conta do discurso do presidente americano, Donald Trump, que declarou estado de emergência nacional e liberou US$ 50 bilhões para combater os impactos da Covid-19.

O que motivou a queda forte na semana, foi uma combinação de três fatores: Os preços do petróleo afundando por causa de um impasse entre Arábia Saudita e Rússia no cartel da Opep. Na quarta a OMS declarou pandemia e logo após, Trump realizou o fechamento das fronteiras para quem vem da Europa. Todos esses fatores externos juntos, combinado com a falta de entendimento entre Congresso e governo por aqui, fizeram a o índice despencar.

Agora olhando para essa próxima semana, o mercado foi pego de surpresa. O Fed anunciou, ontem, um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros de referência dos EUA, para o intervalo de 0% a 0,25%. Este é o segundo corte emergencial nos juros do país em menos de duas semanas. Além disso, o Fed também aprovou um programa de estímulos (Quantitative Easing) de US$ 700 bilhões como proteção para a maior economia do mundo contra a pandemia da doença. Deste montante, US$ 500 bilhões serão usados na compra de títulos do Tesouro e US$ 200 bilhões em hipotecas.

O Fed não foi o único banco central a agir, o BoJ manteve a taxa de depósitos negativa em 0,10%, mas dobrou o volume de compras de ETFs, de 6 trilhões para 12 trilhões ienes/ano. Além disso, também apresentou um mecanismo de empréstimo de baixo custo para as empresas afetadas pelo coronavírus.

O BC do Canadá cortou o juro em 50 pontos-base, para 0,75% ao ano, enquanto a União Europeia anunciou um pacote de 37 bilhões de euros para financiar medidas urgentes. A Nova Zelândia, em reunião extraordinária ontem, reduziu os juros de 1% para 0,25%.

Todos esses cortes de juros devem influenciar a reunião do Copom que será na quarta-feira. A maioria dos analistas esperar um corte de 0,25 pontos percentuais, enquanto alguns esperam um corte de 0,50 pontos percentuais, e outros apenas na manutenção em 4,25%. Hoje essa precificação deve mudar e a tendência de aumento no corte pelo Copom deve aumentar. A curva de juros, que é uma espécie de “previsão do futuro para os juros”, está precificando um corte para 4%.

O mercado não reagiu muito bem em um primeiro momento. Logo na abertura, o S&P 500 Futuro tinha queda de 4,29%, o Dow Jones Futuro tinha baixa de 3,38%, enquanto o Nasdaq Futuro caía 3,77%. O petróleo também registra queda, com o WTI em baixa de 4,32%, a US$ 30,36 o barril, enquanto o brent tinha queda de 5,23%, a US$ 32,08 o barril. Lá na Ásia os mercados também recuaram, indicando um pregão para baixo aqui no Brasil.

Falando em Ibovespa, na sexta 72 das 73 ações do índice fecharam no positivo, a única que ficou no negativo foram as ações da Yduqs.

As ações da Petrobrás (PETR4) dispararam 22,22% (R$ 15,40), mas na semana as ações amargaram uma queda de 32,54%, mesmo com a recuperação de sexta. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 21,36% (R$ 42,90) na sexta, e fecharam a semana com uma queda de “apenas” 3,83%.

Os bancos foram bem também, as ações do Bradesco (BBDC4) subiram 16,87% (R$ 25,29) na sexta, já na semana a queda foi de 11,60%, as ações do Itaú (ITUB4) subiram 11,06% (R$ 26,21), e na semana recuaram 12,25%. As ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 16,77% (R$ 36,49), na semana recuaram 13,37% e as ações do Santander (SANB11) subiram 12,46% (R$ 29,97), recuando 17,91% na semana.

As ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 26,33% (R$ 9,98) e as ações da XP na Nasdaq dispararam 26,43% (US$ 22.39).

As ações que mais subiram na sexta foram da BTG Pactual (BPAC11) disparando 27,89% (R$ 41,54), seguido pelas ações da B2W (BTOW3) disparando 27,40% (R$ 54,78) e por fim, as ações da Marfrig (MRFG3), subindo 25,20% (R$ 9,19).

Já a única queda foi das ações da Yduqs (YDUQ3) caindo 6,01% (R$ 34,40).

Na semana, a CCR (CCRO3) conseguiu fechar no positivo, subindo 0,62% (R$ 14,50), já a maior queda foi das ações da Gol (GOLL4) despencando 46,94% (R$ 11,17).

Na B3, as ações que mais subiram foram do Banco Pan (BPAN4) disparando 46,30% (R$ 6,32), enquanto a maior queda foi das ações da Dimed Distribuidora de Medicamentos (PNVL4) despencando 20,98% (R$ 565,00).

Já o dólar fechou em alta de 0,57%, R$ 4,81, com o investidor assumindo cautela do final de semana, após operar em queda pela manhã. Nas duas últimas semanas, inclusive, o BC fez várias intervenções no mercado de câmbio, na tentativa de segurar seu preço em reais. Foram US$ 15 bilhões envolvidos nas operações. Com o corte de juros nos EUA, o real pode se valorizar. O euro fechou com queda de 0,01%, aos R$ 5,36.

Em um movimento contrário ao de quinta, as taxas futuras de juros encerraram sexta em queda expressiva diante de pregões mais calmos nos mercados globais, após o anúncio de medidas de governos e de bancos centrais pelo mundo para tentar reverter os efeitos do novo coronavírus na economia. Com isso o DI jan 2021 despencou de 4,94% para 4,19%, enquanto o DI jan 2025 despencou de 8,14% para 7,22%. O corte de juros nos EUA, abre espaço para cortes no Brasil.

Indo para os títulos públicos federais, todas as taxas recuaram fortemente. Destaque para a NTN-B 2055 que caiu de IPCA +5,17% para IPCA +4,43% e também para a LTN 2023 que caiu de 7,25% para 6,12%.

Na agenda teremos pesquisa Focus às 8h25, IGP-10 de março às 9hrs e os dados semanais da balança comercial às 15hrs.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta acentuada, apagando a maior parte das perdas de quinta, quando Wall Street fechou a pior sessão desde 1987.O Dow Jones subiu 9,36% (23.185), o S&P 500 subiu 9,29% (2.711), e o Nasdaq subiu 9,35% (7.874).

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam em queda, e devem afundar ainda mais hoje. A T-Note para 10 anos caiu de 0,87% para 0,75%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,65% para 1,42%.

Na agenda norte-americana teremos o Índice Empire State de atividade de março em NY às 9h30.

As bolsas europeias devolveram a maior parte dos ganhos vistos mais cedo e fecharam sexta em alta modesta, depois de anotarem na véspera a pior sessão já registrada na série histórica. Frankfurt subiu 0,77% (9.232), Londres subiu 2,46% (5.366), Paris subiu 1,83% (4.118), Milão subiu 7,12% (15.954) e Madri subiu 3,73% (6.629). As bolsas europeias abriram em forte queda hoje.

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está caindo 2,46% (17.002), a bolsa de Xangai está caindo 3,40% (2.789), de Hong Kong caindo 4,70% (22.904) e Seul caindo 3,19% (1.714).

Os preços do petróleo fecharam em alta, porém já estão recuando hoje. O WTI subiu 0,73% aos US$ 31,73, enquanto o Brent subiu 1,89%, fechando aos US$ 33,85.

O contrato de ouro OZ1D recuou 4,12%, enquanto as criptomoedas estão despencando. O Bitcoin está caindo 8,66% (US$ 4.852), a Ethereum está caindo 13,45% (US$ 108,56) e a Ripple está caindo 7,96% (US$ 0,13).

O IFIX subiu 0,76% (2.681). A maior alta foi do FII Hospital da Criança (HCRI11), subindo 6,78%, enquanto a maior queda foi do FII Parque Dom Pedro Shopping Center (PQDP11) caindo 5,42%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

13/03/2020 às 08h57

Ontem o Ibovespa despencou 14,76%, sendo a maior queda desde 10 de setembro de 1998. O índice fechou aos 72.582 pontos, com giro financeiro de R$ 29,8 bilhões.

O circuit breaker foi acionado pela terceira vez em quatro dias, e hoje foi apertado duas vezes, algo que não acontecia desde 2008. O Ibovespa já abriu o dia caindo mais de 10%, acionando o botão de pânico. Passada a meia hora de paralisação, o índice logo afundou mais de 15%, e foi paralisado novamente, dessa vez por uma hora.

O que derrubou a bolsa foi a declaração de Donald Trump, que proibiu voos entre a Europa e os Estados Unidos, à exceção do Reino Unido.

Foi anunciada pelo Fed uma injeção de nada menos que US$ 1,5 trilhão nos mercados, em operações de recompra de títulos, 2/3 do volume por três meses e 1/3 por um mês. Com isso, o Ibovespa desacelerou o tombo.

Enquanto isso, o coronavírus vem avançando globalmente e já chega a 125 mil infectados no mundo todo, um dia após a OMS declarar pandemia.

O secretário de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, foi diagnosticado com o coronavírus, com isso Bolsonaro teve que fazer os testes, já que esteve com Fábio em uma viagem aos EUA. O secretário também esteve com Trump nessa viagem.

Apesar do derretimento do mercado ontem, hoje o mercado parece estar um pouco mais tranquilo. Os índices futuros de NY estão subindo forte, assim como o futuro de petróleo, mas sem nenhum motivo aparente.

No Brasil, Bolsonaro deve assinar hoje a MP que destina R$ 5 bilhões para a Saúde, enquanto o ministério da Economia começou a divulgar as primeiras ações emergenciais para socorrer o curto prazo.

A possível liberação do FGTS foi descartada, porém está decidida a antecipação da primeira metade do 13º de aposentados do INSS para até o início de abril, com estimativa de que sejam injetados R$ 23 bilhões na economia.

No Japão, o BoJ anunciou a compra de 500 bilhões de ienes em bônus.

Em 23 de janeiro, o Ibovespa estava no recorde histórico de fechamento de 119.527 pontos e encerrou hoje aos 72.583 pontos. As perdas atingem 39,3% desde o ápice em janeiro.

Indo para o Ibovespa, todas as ações fecharam no negativo. As ações da Petrobrás (PETR4) derreteram 20,50% (R$ 12,60), durante o dia chegaram a cair mais de 30%. Já as ações da Vale (VALE3) despencaram 13,23% (R$ 35,35).

Já os bancos fecharam com quedas menores do que o índice. As ações do Bradesco (BBDC4) caíram 13,41% (R$ 21,64), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 9,82% (R$ 23,60), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 13,29% (R$ 31,25) e as ações do Santander (SANB11) recuaram 13,47% (R$ 26,65).

As ações do Banco Inter (BIDI4) despencaram 20,20% (R$ 7,90) e as ações da XP na Nasdaq despencaram 23,80% (US$ 17,71).

As maiores quedas vieram do setor de aviação novamente. As ações da Gol (GOLL4) despencaram 36,29% (R$ 9,97) e as ações da Azul (AZUL4) despencaram 32,89% (R$ 20,30). A CVC (CVCB3), que está em um setor extremamente afetado pelo coronavírus, despencou 29,11% (R$ 13,64)

Na B3, as ações que mais subiram foram da Azevedo & Travassos (AZEV3) subindo 12,39% (R$ 4,99), enquanto a maior queda foram das ações da Hercules SA (HETA4) despencando 41,31% (R$ 5,20).

Logo na abertura o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 5, porém, foi recuando ao longo do dia ajudada pelos quatro leilões de dólares à vista realizados pelo Banco Central e, mais tarde, pela notícia de que o Federal Reserve de NY irá injetar US$ 1,5 trilhão esta semana por meio de operações repo. Com isso o dólar fechou aos R$ 4,78, com alta de 1,41%. O euro recuou 1,61%, aos R$ 5,33.

O mercado de juros futuros passou por uma forte reprecificação de risco em apenas um dia, o que obrigou a B3 a ampliar os limites diários de oscilação durante a tarde diante dos riscos à economia brasileira vindos do exterior e das tensões entre os poderes Executivo e Legislativo. O movimento obrigou o Tesouro Nacional a anunciar um programa de compra e venda de títulos públicos, na maior atuação da história em um único dia. Com isso o DI jan 2021 disparou de 4,21% para 4,94%, enquanto o DI jan 2025 disparou de 6,92% para 8,14%.

Indo para os títulos públicos federais, todas as taxas subiram forte novamente. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +4,11% para IPCA +5,17% e também para a LTN 2023 que subiu de 5,82% para 7,25%.

O sentimento de pânico persistiu em Wall Street. Logo no início do dia, o mecanismo de circuit breaker foi acionado pela segunda vez na semana e nem mesmo uma injeção exorbitante de liquidez pelo Fed foi capaz de acalmar os investidores. Os índices de volatilidade do mercado acionário americano voltaram a disparar, se aproximando dos valores máximos da crise financeira de 2008 e o índice Dow Jones teve seu pior pregão desde 1987. O Dow Jones caiu 9,99% (21.200), o S&P 500 caiu 9,51% (2.480), e o Nasdaq caiu 9,43% (7.201).

O índice VIX de volatilidade fechou o dia em alta de 40,02%, aos 75,47 pontos, maior valor desde novembro de 2008.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam em alta no longo prazo. A T-Note para 10 anos subiu de 0,76% para 0,87%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 1,24% para 1,65%.

Na Europa, o pregão foi de maiores perdas em toda a história. O índice Europe Stoxx 600 registrou tombo de 11%. Ele reflete o desempenho médio ponderado das ações mais negociadas no continente em 17 países. Frankfurt caiu 12,24% (9.161), Londres recuou 10,87% (5.237), Paris caiu 12,28% (4.044), Milão caiu 16,92% (14.894) e Madri caiu 14,09% (6.390).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está caindo 6,02% (17.442), a bolsa de Xangai está caindo 1,23% (2.887), de Hong Kong caindo 1,33% (23.985) e Seul caindo 3,43% (1.771).

Os preços do petróleo fecharam em queda novamente. O WTI caiu 4,49% aos US$ 31,50, enquanto o Brent caiu 7,18%, fechando aos US$ 33,22.

O contrato de ouro OZ1D recuou 2,18%, enquanto as criptomoedas estão despencando. O Bitcoin está caindo 39,58% (US$ 5.323), a Ethereum está caindo 36,45% (US$ 125,80) e a Ripple está caindo 26,28% (US$ 0,14).

O IFIX recuou 6,63% (2.659). A maior alta foi do FII VBI FL 4440 (FVBI11), subindo 7,84%, enquanto a maior queda foi do FII Continental Square Faria Lima (FLMA11) caindo 17,58%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

11/03/2020 às 10h15

Ontem o Ibovespa disparou 7,14%, recuperando parte das perdas, e fechando aos 92.214 pontos. O giro financeiro foi de R$ 39,9 bilhões. Essa foi a maior alta desde o dia 2 de janeiro de 2009, quando a bolsa subiu 7,17%.

A queda forte abriu oportunidades de compra, já que muitas ações com bons fundamentos ficaram baratas. Na alta, todas as ações sobem, inclusive as ações sem fundamento. Na queda, a mesma situação, todas caem, inclusive as que têm fundamentos. Assim surgem as oportunidades, comprar ações com fundamentos sólidos e com valor acima do preço de cotação, e foi isso que muitos investidores fizeram hoje.

Além da queda forte abrindo oportunidade, o petróleo voltou a subir, recuperando parte da perda. A medida adotada pelos sauditas, de aumentar a oferta de petróleo, foi uma retaliação à resistência russa em cortar sua oferta em conjunto com os membros da Opep. A ideia era sustentar preços em meio ao tombo da demanda mundial por causa da epidemia de coronavírus. O ministro de Energia da Rússia convocou reunião para discutir uma possível cooperação com a Opep.

Estímulos vindos do Japão e dos EUA contribuíram para essa alta. O governo japonês pretende apoiar pequenas e médias empresas eventualmente prejudicadas pelo coronavírus com linhas de empréstimo da ordem de US$ 9,6 bilhões. Em fevereiro, o Japão já havia direcionado US$ 4,8 bilhões ao setor, especialmente a empresas ligadas ao turismo.

Já nos Estados Unidos, representantes da Casa Branca e do Congresso se reuniram para discutir planos de estímulo à atividade econômica. Donald Trump propôs um corte de impostos na folha de pagamentos e uma ajuda financeira para aqueles que têm contratos de trabalho com pagamento por hora. Além de incentivos para a indústria do turismo.

Na Europa, aumentam as expectativas de que o BCE aja para impulsionar a economia europeia.

No Brasil, a produção industrial avançou 0,9% frente a dezembro de 2019, interrompendo dois meses de taxas negativas consecutivas, que acumularam recuo de 2,40%.

Assim como o Itaú, o Bradesco também revisou a projeção de Selic de 4,25% para 3,75% para o final de 2020. Além disso, também rebaixou a previsão de crescimento para o Brasil nesse ano, de 2,5% para 2%.

Antes de falar do que aconteceu com as ações, hoje parece que voltará a ser um dia difícil, já que o mercado está em queda na Ásia e os futuros de NY estão caindo quase 3%.

Essa crise, porém, trouxe um senso de urgência para aprovação das propostas, por isso, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, enviou ontem à noite um ofício apelando para a rápida aprovação das propostas que estão no Congresso.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 72 fecharam no positivo e apenas uma no negativo, que foram as ações da Ambev. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 9,41% (R$ 17,56), acompanhando a recuperação do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) dispararam 18,45% (R$ 44,81), acompanhando também a alta da commodity, no caso, minério de ferro.

As ações dos bancos, que sofreram menos na queda forte do Ibovespa, agora subiram menos, mostrando que são ações mais defensivas. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 2,41% (R$ 27,19), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,48% (R$ 28,49), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 5,26% (R$ 39,61) e as ações do Santander (SANB11) subiram 2,13% (R$ 33,59). As ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 14,64% (R$ 11,12) e as ações da XP na Nasdaq dispararam 12,42% (US$ 29,95).

A maior alta de ontem foram das ações da Via Varejo (VVAR3) subindo 21,29% (R$ 11,62), se recuperando da forte queda de ontem. A segunda maior alta foram das ações da Vale, já citadas aqui, e a terceira foram das ações da CCR (CCRO3) subindo 17,32% (R$ 14,90). Já a única queda do Ibovespa foi das ações da Ambev (ABEV3), recuando 1,70% (R$ 14,42).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Biosev (BSEV3) subiu 36,36% (R$ 4,50), enquanto a maior queda foi das ações da Nordon Indústrias Metalúrgicas (NORD3) despencando 16,35% (R$ 3,53).

O pânico dos mercados globais na véspera deu lugar a uma recuperação moderada, que abrangeu todas as classes de ativos. O tom mais construtivo foi ajudado pela expectativa com o anúncio de estímulos fiscais nos Estados Unidos e, no caso do Brasil, por uma nova intervenção do Banco Central no câmbio. O Dólar recuou 1,77%, fechando aos R$ 4,64. Já o euro recuou 3,14%, fechando aos R$ 5,24.

Os juros DIs recuaram, na eminência de cortes na Taxa Selic Meta na próxima reunião, do dia 18 de março. O DI jan 2021 recuou de 3,99% para 3,91%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,32% para 6,24%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas nominais recuaram, e as taxas reais subiram. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,81% para IPCA +3,83% e também para a LTN 2023 que recuou de 5,36% para 5,20%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta acentuada, devolvendo mais da metade das perdas de segunda, quando tiveram as suas piores quedas desde a crise financeira de 2008. O Dow Jones subiu 4,89% (25.018), o S&P 500 subiu 4,94% (2.882), e o Nasdaq subiu 4,95% (8.344).

O índice VIX de volatilidade caiu 13,15%, mas segue em nível historicamente alto, em 47,30.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam sem direção definida. A T-Note para 10 anos se manteve em 0,67%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 1,11% para 1,15%.

As bolsas na Europa operavam com altas entre 3% e 4%, mas declarações da primeira-ministra alemã, Angela Merkel, colaboraram para trazer índices de volta ao campo das perdas. Merkel rechaçou a hipótese de a Alemanha colocar planos econômicos em prática contra os efeitos do coronavírus. Com isso Frankfurt caiu 1,41% (10.475), Londres recuou 0,09% (5.960), Paris caiu 1,51% (4.636), Milão caiu 3,28% (17.870) e Madri caiu 3,21% (7.461).

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, após recuperação no pregão de ontem. A bolsa de Tóquio está caindo 2,25% (19.420), a bolsa de Xangai está caindo 0,54% (2.980), de Hong Kong caindo 0,79% (25.184) e Seul caindo 2,70% (1.909).

Os preços do petróleo fecharam a sessão em alta consistente, com os investidores ajustando posições um dia após a maior desvalorização diária nos preços da commodity desde a Guerra do Golfo, em 1991. O WTI subiu 10,37% aos US$ 34,36, enquanto o Brent subiu 8,32%, fechando aos US$ 37,22.

O contrato de ouro OZ1D caiu 3,79%, enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, cinco estão em alta e cinco em baixa. O Bitcoin está caindo 1,07% (US$ 7.852), a Ethereum está caindo 1,70% (US$ 199,52) e a Ripple está subindo 1,20% (US$ 0,21).

O IFIX subiu 1,30% (2.898). A maior alta foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11), subindo 9,89%, enquanto a maior queda foi do FII VBI Faria Lima 4440 (FVBI11) caindo 3,97%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

09/03/2020 às 13h37

Na sexta o Ibovespa despencou mais 4,14% e fechou aos 97.996 pontos. O giro financeiro foi de R$ 39,7 bilhões. Na semana o índice perdeu 5,93% e no ano já acumula perda de 15,26%.

O bicho pegou após a tentativa fracassada da Arábia Saudita de convencer a Rússia a aprofundar o corte na produção global em até 1,5 milhão de bpd, derrubando forte as ações da Petrobrás.

O que ninguém esperava era a reação dos sauditas, que anunciaram no sábado, um forte aumento da produção de petróleo, para até 12 milhões de bpd, em uma agressiva estratégia contra a crise na Opep+ e a Rússia. Com isso o Brent e o WTI estão próximos dos US$ 30, com mais de 25% de queda.

Além do aumento da produção, a Arábia Saudita reduziu ao máximo os preços que vende ao mercado externo, oferecendo descontos sem precedentes na Europa; Oriente e EUA para atrair refinarias na compra de seu óleo. Até por isso as ações da Saudi Aramco recuaram 9% neste domingo, abaixo do nível do IPO.

O impacto combinado da crise da Opep com o coronavírus, derrubou o Ibovespa para um patamar abaixo dos 100 mil pontos, pela primeira vez em cinco meses, e deve pressionar ainda mais o mercado no dia de hoje.

Falando em coronavírus, sobe para 25 o número de casos de contaminações no Brasil, e 664 casos considerados suspeitos.

Além da queda forte do Ibovespa com os fatores externos, o Brasil sente com fatores internos, com as reformas tributárias e administrativas paradas. Com isso a projeção de PIB para o Brasil está cada vez menor para 2020.

O Itaú, que era um dos bancos mais otimistas com a economia do Brasil, reduziu a projeção de PIB de 2,2% para 1,8% para o final do ano, além disso, cortou a expectativa da Selic de 4,25% para 3,75%, passando a esperar dois recuos de 25 pontos base em 2020.

Hoje a bolsa volta a negociar das 10h às 17hrs, com after market das 17h30 às 18hrs, já que os EUA entraram no horário de verão neste final de semana, diminuindo a distância do horário entre o pregão do Brasil e dos EUA.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, apenas nove fecharam no positivo e 64 no vermelho.

As ações da Petrobrás (PETR4) despencaram 9,73% (R$ 22,83) por conta do preço do barril despencando após desentendimento entre Rússia e Arábia Saudita, e hoje pode cair ainda mais, já que o preço do barril de petróleo afundou. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 4,78% (R$ 44,61).

Os bancos caíram novamente, porém menos do que o índice. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,85% (R$ 28,61), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,13% (R$ 29,87), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,88% (R$ 42,30) e as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,28% (R$ 36,51).

As ações do Banco Inter (BIDI4) despencaram 8,46% (R$ 12,55) e as ações da XP na Nasdaq despencaram 13,34% (US$ 30,99), atingindo a mínima histórica. A queda foi por conta da publicação de um relatório com 36 páginas, em que a Winkler Group, empresa de investimentos americana, faz uma série de questionamentos sobre a precisão dos dados apresentados pela XP no prospecto de seu IPO realizado em dezembro.

A XP se posicionou por meio da seguinte nota: “Infelizmente, no mercado norte-americano, press releases desta natureza envolvendo companhias abertas são extremamente comuns. Observamos que tal empresa de investimentos não é uma empresa de análise (equity research) e, como se não bastasse, trata-se de investidor que afirma estar com uma posição vendida em ações da XP Inc”. Essa discussão deve se arrastar por mais tempo e dar muito o que falar ainda.

As ações que mais subiram na sexta foram da CVC (CVCB3) disparando 14,40% (R$ 22,88), após troca de comando e a melhora de recomendação pelo JP Morgan. A segunda maior alta foram das ações da Smiles (SMLS3) subindo 3,38% (R$ 31,43) e a terceira foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) subindo 2,50% (R$ 16,37).

Já a maior queda foi das ações da Via Varejo (VVAR3) despencando 17,19% (R$ 11,56), seguida pelas ações da Petrobrás ON (PETR3) caindo 10,25% (R$ 24,06) e seguida por Cogna (COGN3) despencando 9,81% (R$ 9,00).

Na semana a maior alta foi das ações da Hypera (HYPE3) disparando 15,51% (R$ 39,62), enquanto a maior queda foi das ações da IRB Brasil (IRBR3) despencando 50,77% (R$ 16,37).

Na B3, as ações que mais subiram foram da CVC, já citadas aqui, enquanto a maior queda foi das ações da Teka Tecelagem (TEKA3) despencando 31,38% (R$ 9,40).

Ajudado pela ação do Banco Central no câmbio e, mais tarde, por relatos de que a China pode começar a disponibilizar uma vacina contra o novo coronavírus já a partir do mês que vem, o dólar encerrou uma sequência de doze pregões consecutivos de alta, a mais longa desde 1999. No fechamento, o dólar recuou 0,36% e fechou aos R$ 4,63. Na semana a moeda subiu 3,42%.

Na tentativa de conter a alta do câmbio, o BC chamou para esta manhã, das 9h10 às 9h15, um leilão de dólares no spot de até US$ 1 bilhão, a primeira operação do tipo desde dezembro de 2019. Já o euro subiu 1,32% e fechou aos R$ 5,24.

A queda do dólar ajudou a amenizar os juros, além disso, as chances de cortes de juros pelo Copom crescem cada dia mais. O DI jan 2021 recuou de 3,86% para 3,82%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 5,98% para 5,95%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas subiram. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,53% para IPCA +3,55% e também para a NTN-F 2031 que subiu de 6,92% para 6,95%.

Na agente teremos o IGP-DI de fevereiro e a primeira prévia do IPC-S às 8hrs e o relatórios Focus às 8h25. No calendário de balanços, teremos CPFL Energia e Direcional após o fechamento.

Nos EUA, as bolsas fecharam em queda, puxadas pelos setor de energia. O Dow Jones fechou em queda de 0,98% (25.864), o S&P 500 recuou 1,71% (2.972), e o Nasdaq caiu 1,87% (8.575). Na semana os índices conseguiram fechar em alta.

O setor de energia sofreu as maiores perdas no S&P 500, encerrando em queda de 5,60% na sexta, com a queda dos preços do petróleo. O setor liderou também as perdas na semana, com queda acumulada de 7,24%, e de mais de 30% no ano, até o momento.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram forte em todos os vencimentos. A T-Note para 10 anos caiu de 0,82% para 0,36%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,42% para 0,73%.

As bolsas europeias tiveram mais uma sessão de fortes perdas. O pan-europeu Stoxx Europe 600, que reúne ações de variadas empresas de 18 países, cedeu mais 2,36% nesta semana, a 366,80 pontos, e acumula queda de 15% em relação ao pico de 19 de fevereiro. Frankfurt caiu 3,37% (11.541), Londres recuou 3,62% (6.462), Paris caiu 4,14% (5.139), Milão caiu 3,50% (20.799) e Madri caiu 3,54% (8.375).

Na Ásia as bolsas estão despencando, impactados pela combinação de crise no petróleo e coronavírus. A bolsa de Tóquio está despencando 5,38% (19.632), a bolsa de Xangai está caindo 3,01% (2.943), de Hong Kong caindo 4,68% (24.930) e Seul caindo 4,19% (1.954).

Os contratos futuros do petróleo desabaram e terminaram a sexta com perdas na casa dos dois dígitos, registrando a maior queda diária desde a crise financeira de 2008, mas hoje a situação está pior e deve cair bem mais. Na sexta WTI recuou 10,06% aos US$ 41,28, enquanto o Brent caiu 9,44%, fechando aos US$ 45,27. Vale lembrar que os dois estão caindo mais de 25% hoje.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,20%, enquanto as criptomoedas estão despencando nas últimas 24 horas, as 10 maiores moedas digitais estão em queda. O Bitcoin está caindo 10,44% (US$ 7.902), a Ethereum está caindo 11,35% (US$ 205,67) e a Ripple está caindo 11,44% (US$ 0,20).

O IFIX recuou 0,92% (2.966). A maior alta foi do FII Hospital Nossa Senhora de Lourdes (NSLU11), subindo 3,47%, enquanto a maior queda foi do FII Anhanguera Educacional (FAED11) caindo 6,11%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

06/03/2020 às 14h00

Ontem o Ibovespa despencou 4,65% e fechou aos 102.233 pontos. O giro financeiro foi de R$ 30 bilhões. Durante o dia o índice chegou a cair mais de 6% e chegou aos 100.536 pontos, mas recuperou um pouco antes do final do pregão.

No dia 23 de janeiro, o Ibovespa atingiu a máxima histórica de 119.257 pontos. De lá para cá, o índice acumula queda de 13,6%, perdendo mais de 17 mil pontos em pouco mais de um mês. Muitos investidores estão vendo a bolsa cair forte pela primeira vez.

Depois de sofrer uma queda de 7% na quarta-feira passada, na volta do Carnaval, o índice voltou a cair forte por conta do avanço do coronavírus pelo mundo e pelo estrago no crescimento econômico que o vírus pode causar.

O Instituto Internacional de Finanças revisou as projeções de crescimento mundial, para baixo. O crescimento esperado de 5,9% para a China, foi revisado para “apenas” 4%, nos EUA a revisão foi de 2% para 1,3% em 2020. E o crescimento projetado para o mundo é de 1%, bem abaixo dos 2,9% conquistados em 2019.

Em Nova York, o número de contaminados dobrou em um dia, indo para 22. Aqui no Brasil subiu de três para oito pessoas infectadas, porém, o grande problema foram os dois casos de transmissão direta, mostrando que o vírus já circula por aqui.

Na Itália, já são 3.800 casos do novo coronavírus, com 148 mortes. Na China, o número de infectados chegou a 80.500, com 3.042 mortes. Os números voltaram a crescer por lá, agora por conta de casos “importados” do exterior, de chineses que estavam viajando por países aonde o vírus vem crescendo forte.

Voltando para a economia, as apostas para a próxima reunião se dividem em um corte de 50 pontos-base, 25 pontos-base e até nenhum corte. Não há uma unanimidade, e essa incerteza vem refletindo na perda de valor da nossa moeda. Na dúvida, todo mundo compra dólar.

Indo para o Ibovespa, todas as 73 ações do índice fecharam no vermelho, com 26 delas caindo mais de 6%.

As ações da Petrobrás (PETR4) despencaram 5,95% (R$ 25,29) o dobro da queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 3,54% (R$ 46,85) acompanhando a queda do preço do minério de ferro.

Os bancos caíram, porém um pouco menos do que o Ibovespa, mostrando que são ações que costumar subir menos na alta, porém seguram mais na queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,28% (R$ 29,45), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 3,42% (R$ 30,53), as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 5,91% (R$ 43,11) e as ações do Santander (SANB11) recuaram 3,06% (R$ 37,36).

As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 8,42% (R$ 13,71) e as ações da XP na Nasdaq despencaram 7,93% (US$ 35,76).

As ações que mais recuaram foram as ações da Gol (GOLL4) despencando 16,77% (R$ 20,65), sofrendo duplamente. Primeiro com o coronavírus afastando os turistas e aumentando o cancelamento de viagem, e também por conta da forte alta do dólar, já que as aéreas têm boa parte dos custos em moeda norte-americana. Inclusive as ações da Azul (AZUL4), terceira maior queda do dia, despencando 14,53% (R$ 38,25), recuaram pelo mesmo motivo.

Já a segunda maior queda foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) despencaram 16,17% (R$ 15,97), a empresa busca agora recuperar a confiança, que foi abalada por vários casos seguidos.

Já em toda a B3, tiveram ações que subiram. A maior alta da B3 foi das ações da Josapar Joaquim Oliveira Participações (JOPA3) subindo 9,95% (R$ 27,50), já a maior queda foi das ações da Pomifrutas (FRTA3) despencando 40,68% (R$ 3,98).

Três ofertas no total de US$ 3 bilhões não impediram a alta do dólar que subiu pelo décimo segundo dia consecutivo. Hoje o BC realizará, às 9h30, um leilão extraordinário de 40 mil contratos de swap cambial, equivalente a US$ 2 bilhões, para tentar conter o avanço da moeda. Ontem o dólar subiu mais 1,57% e fechou aos R$ 4,65. Já o euro subiu 1,80%, fechou aos R$ 5,19.

O processo de aversão a risco no exterior se aprofundou e as taxas futuras de juros aceleraram a alta. O cenário de crescimento mais fraco continua no radar dos agentes financeiros, que já começam a duvidar do “poder de fogo” do Banco Central quanto a cortes muito mais profundos na Selic, além disso, o dólar alto ajuda a pressionar os juros. Com isso o DI jan 2021 subiu de 3,76% para 3,86%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 5,79% para 5,98%.

Indo para os títulos públicos federais, as taxas subiram, acompanhando a alta dos DIs. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,44% para IPCA +3,53% e também para a LTN 2023 que subiu de 4,79% para 5,05%.

A agenda será fraca, apenas com os dados da Anfavea que não tem horário para sair. No calendário de balanços, apenas o resultado de Hypera após o fechamento.

Os índices acionários de Nova York fecharam em queda acentuada, ainda pressionados pelos temores em torno da epidemia do coronavírus. O Dow Jones fechou em queda de 3,58% (26.121), o S&P 500 recuou 3,39% (3.023), e o Nasdaq caiu 3,10% (8.738).

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram em todos os vencimentos. A T-Note para 10 anos caiu de 1,02% para 0,82%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,66% para 1,42%.

Na agenda norte-americana teremos payroll às 10h30, e o intervalo de projeções de emprego é de 140 mil a 230 mil postos de trabalho em fevereiro, o grau de incerteza é alto. No mesmo horário, sai a balança comercial de janeiro.

A queda na revisão da projeção de crescimento mundial também pegou em cheio as bolsas europeias. Frankfurt caiu 1,51% (11.944), Londres recuou 1,62% (6.705), Paris caiu 1,90% (5.361), Milão caiu 1,78% (21.554) e Madri caiu 2,55% (8.683).

Na Ásia as bolsas estão caindo, acompanhando as bolsas globais. A bolsa de Tóquio está caindo 2,72% (20.749), a bolsa de Xangai está caindo 1,21% (3.034), de Hong Kong caindo 2,54% (26.088) e Seul caindo 2,16% (2.040).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada, pressionados pelos temores relacionados ao coronavírus e em meio aos receios de que a Rússia não irá concordar com o corte de produção que está sendo negociado pela Opep e aliados. O WTI recuou 1,88% aos US$ 45,90, enquanto o Brent caiu 2,22%, fechando aos US$ 49,99.

O contrato de ouro OZ1D subiu 3,78%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, as 10 maiores moedas digitais estão em alta. O Bitcoin está subindo 2,30% (US$ 9.099), a Ethereum está subindo 3,03% (US$ 234,85) e a Ripple está subindo 1,89% (US$ 0,24).

O IFIX recuou 0,28% (2.993). A maior alta foi do FII Polo Recebíveis Imobiliários II (PORD11), subindo 5,06%, enquanto a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 4,91%.

Ótima sexta e bons negócios!

COLUNA ACORDA MERCADO QUARTA

04/03/2020 às 11h13
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Ontem o Ibovespa caiu 1,02% e fechou aos 105.537 pontos, com giro financeiro de R$ 34 bilhões.

Durante o dia, a bolsa chegou a subir 2%, após atuação surpresa do Fed que cortou 0,5 ponto percentual na taxa de juros dos Estados Unidos. Porém, a euforia com a atuação do Fed virou preocupação, pois o BC norte-americano pode estar enxergando um impacto econômico muito maior do que se esperava com o avanço do coronavírus.

 

Até porque o Fed adotava uma comunicação bastante cautelosa com a economia, e que até pouco tempo atrás não via espaço para reduzir mais taxas. Logo esse corte profundo de 0,50 pontos-base gerou um clima de incerteza. Agora a taxa está entre 1% e 1,25%. Vale lembrar que a próxima reunião já aconteceria em 18 de março, mesmo data do Copom por aqui.

 

Esse movimento do Fed foi a primeira atitude concreta tomada por um país do G7 depois da teleconferência emergencial realizada ontem pelos membros do bloco.

 

O banco central da Austrália cortou seus juros para o menor patamar histórico, 0,50% ao ano. Na Malásia, a autoridade monetária local reduziu sua taxa de referência para 2,5% ao ano.

 

Além do Fed, o Banco Mundial anunciou que vai disponibilizar US$ 12 bilhões para dar suporte a países afetados pelo coronavírus. De acordo com comunicado, o vírus já atingiu 60 países, mas, na distribuição dos recursos, serão priorizados aqueles que fazem parte do grupo de países em desenvolvimento.

 

Por aqui a expectativa para a próxima reunião é de um corte de 0,25 ponto percentual, mas já crescem as apostar para um corte de 0,50, o que levaria a Taxa Selic aos 3,75% ao ano.

 

Em relação ao coronavírus, subiu para 488 o número de suspeitos no Brasil, mas o número de casos confirmados se manteve em dois. Na América do Sul, Chile e Argentina tiveram o primeiro caso confirmado. No mundo, há mais de 90 mil casos confirmados e 3,1 mortes, em 72 países.

 

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 48 recuaram e 25 fecharam em alta.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,81% (R$ 26,05), pior que o petróleo que chegou a disparar mais de 3% na reação imediata ao corte do juro pelo Fed. Já as ações da Vale (VALE3) ficaram estáveis, recuando 0,02% (R$ 46,35).

 

Os bancos recuaram com a sinalização do BC de que vai acompanhar o Fed. Com isso as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,59% (R$ 30,12), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,82% (R$ 31,30), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,52% (R$ 38,71) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 2,93% (R$ 45,77).

 

As ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,14% (R$ 15,08) e as ações da XP na Nasdaq recuaram 2,66% (US$ 36,16).

 

A maior alta de ontem foram das ações da B2W (BTOW3) subindo 4,99% (R$ 66,51), pois deve se favorecer com a queda da Selic e aumento do consumo. A segunda maior alta foram das ações da Qualicorp (QUAL3) subindo 4,65% (R$ 36,69) e a terceira maior alta foram das ações da Hypera (HYPE3) subindo 2,62% (R$ 41,05).

 

Já a maior queda foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) novamente, recuando 7,74% (R$ 28,00). A queda é uma resposta ao processo administrativo aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) após a saída de uma executiva do conselho da empresa. A segunda maior queda foram das ações da BRF (BRFS3) caindo 7,27% (R$ 26,15), após o alto endividamento revelado em seu balanço de 2019. Já a terceira maior queda foram das ações do BTG Pactual (BPAC11) recuando 6,00% (R$ 64,20).

 

A maior alta da B3 foram das ações da Textil Renauxview (TXRX3) subindo 17,63% (R$ 10,01), já a maior queda foram das ações da Dommo Energia (DMMO3) recuando 11,32% (R$ 1,41).

 

O corte surpresa dos juros nos Estados Unidos provocou um rápido enfraquecimento do dólar. A ação do Fed, que cortou 0,5 ponto da taxa básica levou a moeda americana a se enfraquecer contra a grande maioria das divisas mais líquidas do mundo. Como em outros momentos nos últimos meses, no entanto, o real foi uma das exceções. Após tombar a R$ 4,35 em uma reação automática ao Fed, o dólar lentamente se recuperou e encerrou em alta de 0,56%, aos R$ 4,51. Já o euro subiu 1,10%, fechou aos R$ 5,03.

 

O corte de juros pelo Fed provocou um momento de queda nas taxas de juros globais, e por aqui não foi diferente. Aumentou a tendência de corte da Selic na próxima reunião do Copom. Com isso o DI jan 2021 caiu de 3,96% para 3,85%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 5,93% para 5,81%.

 

Indo para os títulos públicos federais, as taxas recuaram também. Destaque para a NTN-B 2055 que caiu de IPCA +3,50% para IPCA +3,46% e também para a LTN 2023 que caiu de 4,94% para 4,86%.

 

O Fed tomou a primeira medida concreta enquanto o mundo discute como agir para conter os efeitos da disseminação do coronavírus na economia global. Foi a primeira vez que o BC dos Estados Unidos decidiu reduzir sua taxa de juros em um encontro fora de suas reuniões periódicas de política monetária em mais de uma década. Em Wall Street, as bolsas chegaram a subir, mas acabaram por encerrar em baixa, perto das mínimas.

 

O Dow Jones recuou 2,94% (25.917), o S&P 500 caiu 2,81% (3.003) e o Nasdaq caiu 2,99% (8.684).

 

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram forte após corte de juros pelo Fed. A T-Note para 10 anos caiu de 1,13% para 0,96%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 1,69% para 1,59%.

 

Na agenda norte-americana teremos o relatório da ADP, às 10h15, que estima a criação de 155 mil empregos no setor privado em fevereiro. O PMI Composto e de serviços de fevereiro será divulgado às 11h45, o ISM do setor de serviços às 12hrs e o livro Bege às 16hrs.

 

Na Europa, as bolsas fecharam antes do mercado devolver os ganhos nos EUA, após preocupação com um agravamento do coronavírus e os impactos na economia, por isso conseguiram se manter alta. Frankfurt subiu 1,08% (11.985), Londres subiu 0,95% (6.718), Paris subiu 1,12% (5.393), Milão subiu 0,43% (21.748) e Madri subiu 0,80% (8.811).

 

Na Ásia as bolsas estão subindo, com exceção de Hong Kong. A bolsa de Tóquio está subindo 0,08% (21.100), a bolsa de Xangai está subindo 0,63% (3.011), de Hong Kong caindo 0,16% (26.241) e Seul subindo 2,24% (2.059).

 

Os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção definida. O WTI subiu 0,91% aos US$ 47,17, enquanto o Brent caiu 0,07%, fechando aos US$ 51,86.

 

O contrato de ouro OZ1D subiu 3,48%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, oito estão em alta. O Bitcoin está subindo 0,56% (US$ 8.810), a Ethereum está caindo 0,16% (US$ 226,53) e a Ripple está subindo 1,11% (US$ 0,23).

 

O IFIX subiu 0,46% (2.999). A maior alta foi do FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B), subindo 4,98%, enquanto a maior queda foi do FII Rio Bravo Crédito Imobiliário II (RBVO11) caindo 5,38%.

 

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

02/03/2020 às 08h42

Na sexta o Ibovespa subiu 1,15%, mas na semana o índice perdeu 8,37% e no mês caiu 8,43%, fechando aos 104.172 pontos. O giro financeiro foi de R$ 39,7 bilhões, o que indica que as ações estão trocando fortemente de mãos, como sempre acontece. O investidor novo se assusta com a queda e vende as ações, enquanto os mais experientes aproveitam crises para comprar mais.

E é claro, muitos fundos aproveitam o momento para comprar ativos que se desvalorizaram muito e criaram oportunidades, e vale lembrar também que muitos gestores trocaram ativos mais arrojados por ações mais seguras, como a de bancos.

Durante o dia, o índice chegou aos romper os 100 mil pontos, caindo 2,95% na mínima, porém se recuperaram, e um dos motivos veio dos EUA. Jerome Powell, presidente do Fed, afirmou que está “monitorando de perto” a epidemia do coronavírus e seu potencial em desacelerar o crescimento econômico dos EUA. Com isso, aumentaram as apostas de dois cortes de juros na taxa básica dos EUA nas próximas reuniões do FOMC. Esse efeito deve respingar no Brasil, que começa a voltar a projetar um novo corte na Selic, que pode chegar a 4%.

Entre os indicadores, na sexta a Pnad mostrou que o desemprego ficou em 11,2% no trimestre até janeiro deste ano. O mercado aguardava um desemprego de 11,3%, ficando praticamente em linha com o esperado.

O coronavírus ainda dá o que falar. A disseminação da doença na Coreia do Sul, Japão, Europa e nos EUA estenderá os efeitos da crise em março. O Coronavírus já atinge 58 países, com 87.137 pessoas infectadas. Na Itália foram 34 mortes e 1.576 casos, um aumento de 40% em apenas 24 horas. O governo italiano anunciou plano de 3,6 bilhões de euros para incentivar a economia, enquanto as companhias aéreas Delta Airlines e American Airlines suspenderam os voos para Milão.

No Brasil temos 252 casos suspeitos, dois confirmados, ambos de SP e que voltaram de viagem recente à Itália. Esse segundo caso trata-se de um homem de 32 anos, que é funcionário da XP.

Falando em investimentos, o CDI fechou o mês com rentabilidade de 0,29%, acho que encerramos aquela conversa do “Quero 100% do CDI”. O melhor investimento do mês foi o ouro, que subiu 5,53%, seguido pelo dólar PTAX, que avançou 5,37% no mês. Esses dois ativos, dólar e ouro, são muito procurados em momentos de incertezas. No ano o ouro já subiu 13,00%, enquanto o dólar PTAX subiu 11,61%.

A semana foi bastante complicada para o Ibovespa, a queda de 8,37% foi a pior desde 5 de agosto de 2011. A queda só não foi maior na semana, pois na sexta o índice fechou positivo, com 47 fechando em alta e 26 no negativo. Na semana o quadro foi diferente, com apenas uma ação fechando no positivo, IRB Brasil, que subiu 2,24%. Já no mês, fecharam positivo apenas as ações da Marfrig, Weg, Equatorial e Banco Itaú.

Na sexta, as ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,16% (R$ 25,35), já no mês as ações recuaram 10,93%. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 0,36% (R$ 44,31), na sexta, e caíram 11,86% no mês.

Já os bancos, se tornam uma alternativa interessante para os gestores se defenderem de quedas maiores. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,87% (R$ 30,53), e no mês as ações recuaram 6,93%, as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,99% (R$ 32,00) e acumulam alta de 0,29% no mês, as ações do Santander (SANB11) subiram 4,01% (R$ 39,86), mas acumularam queda de 5,25% no mês. Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 2,33% (R$ 46,86) e no mês recuaram 2,72%.

As ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 5,59% (R$ 15,31) e as ações da XP na Nasdaq caíram mais 2,26% (US$ 34,65), praticamente no patamar de preço do IPO, que foi de US$ 34,46.

A maior alta de sexta foi das ações da MRV (MRVE3) subindo 7,26% (R$ 19,49), seguida por RaiaDrogasil (RADL3) subindo 5,86% (R$ 119,90) e Cielo (CIEL3) subindo 5,54% (R$ 6,85)

No mês, a maior alta foi de Marfrig (MRFG3) subindo 10,03% (R$ 12,07), seguida por Weg (WEGE3) subindo 9,87% (R$ 43,15) e Equatorial (EQTL3) subindo 3,44% (R$ 24,66).

A maior queda de sexta foi das ações da Totvs (TOTS3) caindo 3,57% (R$ 71,01), seguida por Gol (GOLL4) caindo 3,03% (R$ 25,60) e por IRB Brasil (IRBR3) que apesar da queda de 2,57% (R$ 33,25) na sexta, conseguiu fechar a semana no positivo, mas não o suficiente para salvar o mês.

No mês, a maior queda foi das ações da CVC (CVCB3) caindo 29,51% (R$ 25,73), seguida por IRB Brasil, caindo 25,83% e por Gol, que caiu 25,26%.

Na sexta, a maior alta da B3 foi das ações da Tekno (TKNO4) subindo 11,68% (R$ 39,20), já a maior queda foi das ações da Afluente Transmissão de Energia Elétrica (AFLT3) recuando 10,13% (R$ 10,29).

As intervenções do Banco Central no mercado de câmbio em cada um dos últimos três pregões ajudaram a suavizar a alta do dólar no Brasil. Em uma semana onde o coronavírus finalmente se traduziu em forte aversão ao risco, a moeda brasileira teve uma depreciação apenas moderada se comparada aos pares emergentes. O aumento das chances de cortes de juros na taxa básica dos EUA, também contribuiu para o dólar subiu apenas 0,10% na sexta, aos R$ 4,48, mas durante o pregão chegou aos R$ 4,51. O euro subiu 0,30%, aos R$ 4,94.

No mercado de juros, o DI curto segue recuando, com aumento da expectativa de corte de juros. Já o DI longo sobe por conta da aversão ao risco. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,15% para 4,09%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,11% para 6,14%.

Indo para os títulos públicos federais, os juros subiram no curto e no longo prazo, seja juros nominal ou juros real. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,53% para IPCA +3,61% e também para a LTN 2023 que subiu de 5,24% para 5,25%.

Na agenda hoje teremos o IPC-S de fevereiro às 8hrs, relatório Focus às 8h25 e balança comercial de fevereiro às 15hrs. Na agenda de balanços, teremos hoje após o fechamento MRV e Vulcabrás.

Os índices acionários de Nova York fecharam a pior semana desde a crise financeira de 2008, entrando em território de correção, quando cai mais de 10% desde o pico recente. Na sexta, o Dow Jones recuou 1,39% (25.409), já na semana recuou 12,36%. O S&P 500 recuou 0,82% (2.954) e na semana caiu 11,49%. O Nasdaq subiu 0,01% (8.567) e caiu 10,54% na semana.

Indo para as Treasuries, as taxar recuaram forte com a possibilidade de corte de juros pelo Fed. A T-Note para 10 anos recuou de 1,20% para 1,12%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 1,70% para 1,67%.

Na agenda norte-americana teremos o PMI Industrial às 11h45 e o ISM às 12hrs.

As bolsas europeias sofreram novamente na sexta, o avanço do coronavírus na Itália assustou. Além disso o movimento que favoreceu as bolsas norte-americanas e a brasileira, foi após o fechamento do mercado europeu. Por isso as bolsas europeias podem abrir no positivo hoje. Sexta Frankfurt recuou 3,86% (11.890), Londres caiu 3,18% (6.580), Paris caiu 3,38% (5.309), Milão recuou 3,58% (21.984) e Madri caiu 2,92% (8.723).

Na Ásia as bolsas estão subindo, reflexo do discurso de Powell na sexta. A bolsa de Tóquio está subindo 0,95% (21.344), a bolsa de Xangai está subindo 3,15% (2.970), de Hong Kong subindo 0,80% (26.399) e Seul subindo 0,78% (2.002).

No sábado, a China divulgou que o PMI industrial caiu de 50,0 em janeiro para 35,7 em fevereiro, mais que o esperado, que era de 43. Já o PMI de serviços recuou de 54,1 para 29,6.

Os preços do petróleo no mercado internacional tiveram uma forte desvalorização na semana passada, pior desde a crise financeira de 2008, com os investidores preocupados com os impactos da epidemia de coronavírus no crescimento econômico global. Os preços da commodity não encerravam uma sessão em valor tão baixo desde dezembro de 2018. O WTI recuou 4,94% aos US$ 44,76, enquanto o Brent caiu 3,18%, fechando aos US$ 50,52.

O contrato de ouro OZ1D caiu 4,98%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, sete estão em alta. O Bitcoin está subindo 1,17% (US$ 8.649), a Ethereum está subindo 0,43% (US$ 221,13) e a Ripple está subindo 0,35% (US$ 0,23).

O IFIX recuou 0,44% (2.959). A maior alta foi do FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B), subindo 2,26%, enquanto a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 14,15%.

Ótima semana e bons negócios!

BANCOS AMPLIAM OFERTA DE CONTRATAÇÕES PARA BANCÁRIOS COM CERTIFICAÇÕES FINANCEIRAS

28/02/2020 às 15h08

Certificações como CPA-20 são vistas pelo mercado como selo de distinção, abrindo portas para promoções e atuação em cargos mais estratégicos

Os brasileiros estão cada vez mais acostumados a ter o controle da conta corrente na palma da mão. Tudo que precisam é de conexão com a internet e suporte dos aplicativos. A mudança de comportamento impactou a operação dos bancos, que gradualmente estão abrindo mão de funções técnicas para apostar em profissionais que assumam cargos mais estratégicos para o correntista e também para a instituição.

Neste contexto, as certificações financeiras estão em alta e são cobiçadas por quem deseja alçar voos mais altos na carreira bancária. Bancos como Santander e Bradesco, por exemplo, buscam profissionais mais qualificados para oferecer um atendimento de ponta, sobretudo nos cargos de gerência e da área de investimentos.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em 2018, o país tinha 450 mil bancários em atividade. Destes, o número de profissionais com certificações financeiras é extremamente baixo. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) estima que em fevereiro de 2020, 151.006 pessoas tinham a certificação CPA-20, necessária para gerentes que atendem clientes de alta renda, e pouco mais de 8 mil detinham o CEA, destinado aos especialistas de investimentos.

“Poucos bancários têm certificações financeiras, ainda tem muito espaço para profissionais qualificados. Cruzando os dados do Dieese com as informações da Anbima, constatei que 66,5% dos bancários não têm a certificação CPA-20, hoje considerada pré-requisito em muitas instituições”, alerta o economista Fabio Louzada, CEO da startup Eu Me Banco e referência no setor como profissional que tem o maior número de certificações financeiras do Brasil.

Corrida pela certificação aquece o mercado

Uma coisa é certa, o mercado está aquecido para quem enxergou o gap das certificações no Brasil e investe em cursos para se preparar para as provas que avaliam o conhecimento e competência técnica dos profissionais.

A startup Eu Me Banco, especializada na formação de profissionais para o mercado financeiro, enxergou a oportunidade e em menos de um ano de operação ajudou mais de mil alunos a obterem certificados como CPA-10, CPA-20, CEA, CFP, entre outros que aos olhos do mercado, são um selo de qualidade e grande diferencial para contratações e promoções.

“Alguns bancos estabeleceram prazos para que seus colaboradores fizessem as provas para obter o certificado adequado para sua função. A demanda pelo CPA-20 aumentou a tal ponto que criamos um planejamento específico para o aluno passar na prova em até 15 dias”, explica Louzada.

No dia 03 de março, o economista fará uma live no YouTube para abordar conteúdos relacionados ao CPA-20 e compartilhar um cronograma de estudos com os participantes.

Além disso, a Eu Me Banco está com matrículas abertas para o curso preparatório para a certificação CPA-20 com desconto de 30% (10 parcelas de R$ 39,70), que oferece conteúdo específico para a prova, simulado, tutoria para esclarecer dúvidas e curso para uso da calculadora HP12C – imprescindível para o dia a dia no banco.

“Meu objetivo é acompanhar os alunos até que obtenham o CPA-20. O acesso ao curso é liberado pelo período de seis meses, mas caso a aprovação não aconteça nesse período, faremos a renovação da matrícula sem custos por novos seis meses ou mais, o tempo que for necessário até a emissão da certificação”, conclui Fabio Louzada.

As vagas são limitadas e as matrículas ficarão abertas entre os dias 03 e 07 de março.

No site da Eu Me Banco e no Instagram @fabioalouzada estão disponíveis mais informações sobre carreira no mercado financeiro, investimentos e certificações.

ACORDA MERCADO SEXTA

28/02/2020 às 15h00

Ontem o Ibovespa recuou 2,59% e fechou aos 102.983 pontos, com volume financeiro de R$ 39,4 bilhões. Durante o dia o índice chegou até a ensaiar uma recuperação, chegando aos 106.656 pontos, porém não teve força para se manter em alta.

Esse volume forte da bolsa é por conta de uma pressão vendedora forte, vale lembrar que mais de 50% dos investidores da bolsa não viram uma queda tão acentuada. Além disso, muitos fundos têm trocado papéis mais arrojados por outros mais defensivos, na tentativa de se defender da queda do índice.

Outros gestores têm aproveitado para encontrar oportunidades de papéis que mantiveram os fundamentos, porém, perderam preço. Nessas quedas fortes é que surgem as maiores oportunidades, mas nesse tipo de mercado é sempre bom ter cuidado.

Por isso uma análise fundamentalista vai te ajudar a mostrar se a ação ficou barata de fato, isso é, o valor projetado da ação está muito maior do que o seu preço, ou se era apenas uma ação que estava muito esticada e subindo no embalo, porém sem fundamentos.

O principal motivo para a queda bolsa, segue sendo o coronavírus. Aqui no Brasil, há apenas um caso confirmado, mas segundo o Ministério da Saúde as suspeitas podem atingir 300 pessoas.

O número de casos vem aumentando no mundo, nos últimos sete dias, 20 países confirmaram os primeiros casos da doença, segundo dados da OMS. Já são mais de 2,7 mil mortes desde o início da epidemia.

Os investidores tentam identificar se isso é apenas um ruído, ou seja, algo passageiro que pode afetar apenas um trimestre, ou se é algo mais grave, que pode comprometer um ano inteiro de crescimento. Nesse momento não há muita clareza da dimensão do impacto do coronavírus para e economia real, já que a aversão está muito mais do que o previsto.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 69 fecharam no negativo, e quatro no positivo. Foram elas IRB Brasil, Hapvida, Banco do Brasil e Itaú.

Desde sexta, as empresas que compõe o Ibovespa perderam aproximadamente R$ 356 bilhões em valor de mercado. Esse montante corresponde a uma Petrobrás.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 3,47% (R$ 25,30), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo, enquanto as ações da Vale (VALE3) caíram 1,94% (R$ 44,47), ainda existe o risco de naufrágio no litoral do Maranhão, de uma embarcação que transportava minério da Vale. A empresa pode ser novamente uma das responsáveis por mais um desastre ambiental.

Já os bancos, que estavam descontados em relação ao seu valor, têm sido procurados para aplicações em momentos de crise, são ativos que tendem a oscilar menos dentro da bolsa. Por isso as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram apenas 0,43% (R$ 29,97), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,06% (R$ 31,07), as ações do Santander (SANB11) recuaram 0,55% (R$ 38,32) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,24% (R$ 45,79).

Falando em Santander, Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil, vai se tornar membro do conselho da matriz do grupo. Com a nomeação do brasileiro, o conselho do Santander terá 15 membros, sendo três deles executivos: Botín, Rial e José Antonio Álvarez.

As ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 0,14% (R$ 14,50) e as ações da XP na Nasdaq caíram mais 2,07% (US$ 35,45), se aproximando do preço no IPO de US$ 34,46. Vale lembrar que na quarta o sistema da XP chegou a ficar fora do ar.

A maior alta de ontem foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) subindo 6,65% (R$ 34,13), após notícia publicada pelo Estadão, de que a Berkshire Hathaway, empresa de participações do megainvestidor americano Warren Buffett, teria triplicado sua fatia de ações do IRB. A segunda maior alta foram das ações da Hapvida (HAPV3) subindo 1,38% (R$ 53,25) e por Banco do Brasil, já citada aqui.

A maior queda de ontem foram novamente das ações da Gol (GOLL4) caindo 8,90% (R$ 26,40), seguida por Ambev (ABEV3) caindo 8,34% (R$ 14,50), após publicação do balanço. Já a terceira maior queda foram das ações do Pão de Açúcar (PCAR4) caindo 6,51% (R$ 72,04).

A maior alta da B3 foi das ações da Biosev (BSEV3) subindo 15,47% (R$ 4,87), já a maior queda foi das ações da Companhia Tecidos Santanense (CTSA4) recuando 12,91% (R$ 6,27).

A credenciadora de cartões PagSeguro, controlada pelo grupo UOL, teve lucro líquido de R$ 1,367 bilhão em 2019, crescimento anual de 50,2%. Já a AES Tietê registrou, no quarto trimestre, um lucro líquido de R$ 105,6 milhões, um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

A Ambev reportou no quarto trimestre de 2019 um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 4,10 bilhões, resultado 22% acima do registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Após o dólar bater R$ 4,50 na máxima intraday, o BC anunciou para esta manhã a oferta de US$ 4 bilhões em novas intervenções no câmbio. Às 9h30, realiza mais um leilão extraordinário de swap cambial no montante de US$ 1 bilhão, às 10h20, US$ 3 bilhões de linha, venda de dólar com compromisso de recompra no futuro, além dos US$ 650 milhões em swap para rolagem de abril, às 11h30. No total, serão ofertados US$ 4,65 bilhões para suprir a demanda por hedge. Ontem o dólar subiu 0,79% e fechou aos R$ 4,47. Já o euro subiu 1,63%, aos R$ 4,92.

Após abertura em alta, os juros futuros inverteram direção e fecharam em queda, principalmente nos trechos mais curtos e intermediários da curva, seguindo os mercados do exterior. Além disso, o ritmo da atividade econômica e a possibilidade de uma Selic tão baixa por mais tempo também continua no radar dos investidores, assim como possíveis cortes adicionais e as ameaças do coronavírus. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,19% para 4,15%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,19% para 6,11%.

Indo para os títulos públicos federais, os títulos que pagam juros nominais recuaram, enquanto os títulos que pagam juros reais subiram. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,49% para IPCA +3,53% e também para a LTN 2023 que caiu de 5,34% para 5,24%.

Os índices acionários de Nova York despencaram ontem, sofrendo forte pressão de um movimento de pânico em meio a notícias de disseminação mais acelerada do coronavírus em várias partes do mundo, incluindo Estados Unidos e Europa. O Dow Jones recuou 4,42% (25.766), S&P 500 caiu 4,42% (2.978) e Nasdaq caiu 4,61% (8.566).

As ações em Wall Street abriram em queda e ampliaram as perdas durante a tarde com a notícia de que 33 casos da doença foram confirmados na Califórnia e que o governo do Estado monitora mais de 8.400 pessoas. Além disso, a Microsoft emitiu um alerta de queda de receita devido aos problemas com a cadeia de suprimentos. A ação da gigante de tecnologia fechou em queda de 7,05%.

Entre os indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 2,1% no quarto trimestre, em linha com a expectativa mediana dos economistas de acordo com o consenso Bloomberg. No terceiro trimestre, o PIB dos EUA também avançou 2,1%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram ontem novamente. A T-Note para 10 anos recuou de 1,30% para 1,20%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 1,80% para 1,70%.

As bolsas europeias fecharam novamente em forte queda. Depois de ensaiarem uma recuperação na quarta, após os tombos de segunda e terça-feira, os principais índices acionários do continente voltaram a sofrer com o pessimismo generalizado por causa da propagação do coronavírus. Ontem Frankfurt recuou 3,19% (12.367), Londres caiu 3,49% (6.796), Paris caiu 3,32% (5.495), Milão recuou 2,66% (22.799) e Madri caiu 3,55% (8.985).

Na Ásia as bolsas estão caindo forte novamente. A bolsa de Tóquio está recuando 3,67% (21.142), a bolsa de Xangai está caindo 3,61% (2.882), de Hong Kong caindo 2,93% (25.991) e Seul caindo 3,30% (1.987).

Hoje às 22hrs, é grande a expectativa pelo PMI oficial industrial de fevereiro na China, que pode ser o pior desde a crise financeira global de 2008.

Os contratos futuros de petróleo fecharam o dia em queda pela quinta sessão consecutiva, no menor valor registrado em mais de um ano. O WTI recuou 3,36% aos US$ 47,09, enquanto o Brent caiu 2,33%, fechando aos US$ 52,18.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,11%, enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, quatro estão em alta. O Bitcoin está recuando 0,53% (US$ 8.769), a Ethereum está subindo 0,40% (US$ 226,54) e a Ripple está subindo 0,74% (US$ 0,23).

O IFIX recuou 0,01% (2.972). A maior alta foi do FII Shopping West Plaza (WPLZ11), subindo 4,58%, enquanto a maior queda foi do FII FII Rio Bravo Crédito Imobiliário II (RBVO11) caindo 6,35%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

26/02/2020 às 09h56

Na sexta, dia 21 de fevereiro, o Ibovespa recuou 0,79% e fechou aos 113.681 pontos, com giro financeiro de R$ 21,6 bilhões. Na semana o índice caiu 0,61%. O mercado já começava a sentir os efeitos do avanço do coronavírus, o que foi confirmando nos últimos cinco dias.

Ontem mesmo tivemos a notícia do primeiro caso do Brasil, em São Paulo. De um homem de 61 anos que viajou para a Itália no período de 9 a 21 de fevereiro. Falando em Itália, o país é o mais afetado na Europa, são 320 casos confirmados e 11 mortes. No mundo, já foram mais de 2.600 mortes, e mais de 77 mil pessoas infectadas.

Hoje, Hong Kong apresentou um pacote de estímulo de 120 bilhões de dólares de Hong Kong, algo em torno de US$ 15,4 bilhões, para combater o impacto da epidemia de coronavírus em seus negócios e economia.

Por conta do avanço do coronavírus, o Ibovespa recuou na sexta, mas a tendência é que recue ainda mais na abertura de hoje, às 13 horas. Nos EUA, o índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR, que reúne os principais ativos brasileiros negociados em Wall Street, caiu 6,71% desde sexta-feira, sendo 1,99% na terça e 4,81% na segunda.

O principal fundo de índice brasileiro (ETF), iShares MSCI Brazil (EWZ), caiu 1,41% ontem. No acumulado da semana, as perdas chegam a 6,33%.

Na semana a ADR de Vale despencou 9,72%, de Petrobrás 9,08%, de Itaú 7,48% e de Bradesco 4,97%. Por isso a expectativa para a abertura não é das melhores.

As bolsas americanas, europeias e asiáticas derreteram nesse período, mas falaremos disso mais adiante. Fato é que o mercado agora se volta todo para tentar adivinhar até onde pode chegar o coronavírus e os seus efeitos.

Para quem está posicionado em ações com fundamentos sólidos, pode ser uma boa hora de comprar mais, já que na prática os fundamentos não mudarão e os preços ficarão mais baixos. Agora para quem entrou na bolsa apenas por especulação e sem fundamentos, poderá sofrer mais com essa possível queda no curto prazo.

Mas se tem um conselho que você pode seguir é de que em momentos iguais a esse, é melhor ficar na sua, e não querer precipitar movimentos. No tiroteio agacha e deixa o pior passar.

Falando em bolsa, na sexta, das 73 ações do Ibovespa, 44 recuaram, 27 fecharam no positivo e duas no zero a zero. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 2,61% (R$ 29,14), reproduzindo a declaração do presidente da Petrobrás, Castello Branco, de que a queda do petróleo com o coronavírus refletirá sobre o balanço do primeiro trimestre.

Já as ações da Vale (VALE3) despencaram 3,97% (R$ 50,13), após a divulgação do balanço na quinta à noite, com um prejuízo de R$ 6,671 bilhões, revertendo o lucro conquistado em 2018, de R$ 25,6 bilhões. Além disso, os gastos com a tragédia de Brumadinho estão longe de terminar.

Os bancos também fecharam em queda e continuam negativos em 2020. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,78% (R$ 31,81), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,18% (R$ 32,68) e as ações do Santander (SANB11) recuaram 0,78% (R$ 40,87). Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,08% (R$ 49,22).

As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 0,06% (R$ 15,46) e as ações da XP na Nasdaq vem sofrendo juntamente com os ativos no exterior. Ontem as ações recuaram 5,06% (US$ 37,50). Até o pregão de quinta as ações estavam valendo US$ 42,99, ou seja, uma queda acumulada de 12,77%.

A maior alta de sexta foi das ações das Lojas Americanas (LAME4) subindo 7,68% (R$ 28,90), por conta do lucro divulgado pela companhia que saltou 143% em 2019, na comparação com 2018. A segunda maior alta foram das ações de Weg (WEGE3) subindo 4,86% (R$ 49,80) e a terceira foram as ações da Via Varejo (VVAR3) subindo 4,33% (R$ 16,64).

Já a maior queda de sexta foi das ações da IRB Brasil (IRBR3) caindo 5,44% (R$ 32,52), seguida por Vale, já citada aqui e por CVC (CVCB3) caindo 3,71% (R$ 30,88).

Na semana, a maior alta foi das ações da Marfrig, com 20,09% e a maior queda da semana foi de Ultrapar caindo 10,77%. As duas divulgaram o resultado na semana.

A maior alta da B3 foi das ações do Banco do Nordeste (BNBR3), disparando 14,91% (R$ 106,29) e a maior queda foram das ações da Eucatex (EUCA3) recuando 14,89% (R$ 20,00).

O Nubank registrou prejuízo de R$ 312,7 milhões em 2019. As receitas da intermediação financeira somaram R$ 568,1 milhões em 2019, em comparação a R$ 173,8 milhões no mesmo período do ano anterior.

Na sexta o dólar fechou praticamente estável, com alta de 0,02%, aos R$ 4,39, mas deve abrir em alta hoje, já que o dólar avançou contra praticamente todas as moedas. Já o euro subiu 0,55% aos R$ 4,76.

O dólar alto ajudou a pressionar os juros longos, porém no curto prazo a taxa caiu, já que serão necessários novos estímulos para que a economia volte a crescer, e um deles pode ser mais um corte na taxa de juros pelo Copom. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,20% para 4,18%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,01% para 6,06%.

No Tesouro Direto, as taxas fecharam sem direção definida. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,38% para IPCA +3,40% e também para a LTN 2023 que caiu de 5,26% para 5,23%.

Na agenda hoje teremos relatório Focus, às 12hrs e o fluxo cambial às 14h30.

Os índices acionários de Nova York voltam a fechar em forte queda, tomando o segundo tombo consecutivo na sessão de ontem e apagando os ganhos acumulados no ano, com sinais de que a epidemia do coronavírus ganha força em vários países, apesar de desacelerar na China. O Dow Jones recuou 3,15% (27.081), S&P 500 caiu 3,03% (3.128) e Nasdaq caiu 2,77% (8.965).

O índice de volatilidade VIX, conhecido como o “índice do medo” de Wall Street, voltou a subir ontem, depois de saltar 46,55% na segunda, fechando em alta de 11,27%, a 27,85 pontos. O índice fechou no seu maior nível desde o dia 24 de dezembro de 2018, quando uma onda de vendas causada pela perspectiva de elevação dos juros do Federal Reserve levou o índice aos 36,07 pontos.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram nos últimos dias. A T-Note para 10 anos recuou de 1,49% para 1,39%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 1,93% para 1,83%, no acumulado do fechamento de quinta até o fechamento de ontem.

As bolsas europeias fecharam em forte queda pelo segundo dia consecutivo. As notícias de novos casos confirmados de coronavírus no continente não cessaram e impediram qualquer reação depois do tombo de segunda, quando as quedas superaram 3% na Bolsa de Madri e a Bolsa de Milão chegou a cair 5%. Ontem Frankfurt recuou 1,88% (12.790), Londres caiu 1,94% (7.017), Paris caiu 1,94% (5.679), Milão caiu 1,44% (23.090) e Madri caiu 2,45% (9.250).

Na Ásia as bolsas estão operando em queda novamente. A bolsa de Tóquio está recuando 0,75% (22.436), a de Hong Kong caindo 1,02% (26.622), Seul caindo 1,28% (2.076) e a bolsa de Xangai está caindo 0,82% (2.988).

Os preços do petróleo ampliaram as perdas ontem, pressionados por um novo agravamento dos temores sobre os impactos econômicos da epidemia do coronavírus. O WTI recuou 2,97% aos US$ 49,90, voltando a cair abaixo de US$ 50, enquanto o Brent caiu 2,39%, fechando aos US$ 54,95.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,91%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, apenas uma está em alta, a Tether. O Bitcoin está recuando 3,72% (US$ 9.209), a Ethereum está caindo 7,24% (US$ 241,02) e a Ripple está caindo 8,21% (US$ 0,24).

O IFIX subiu 0,14% (3.017). A maior alta foi do FII CSHG Top Fundo de Fundos (RCRB11), subindo 3,24%, enquanto a maior queda foi do FII Parque Dom Pedro Shopping (PQDP11) caindo 3,21%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

21/02/2020 às 10h35

Ontem o Ibovespa recuou 1,66% e fechou aos 114.586 pontos. O giro financeiro foi de R$ 25,4 bilhões.

Declarações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que casos do coronavírus fora da China podem não permanecer baixos por muito tempo, pesaram nas bolsas globais. Além disso, a China resolveu mudar novamente o critério para diagnóstico do novo coronavírus, voltando a considerar apenas o exame de sangue como método para a detecção.

Com a nova decisão, houve uma redução de 29,2% no número de novos casos detectados na passagem de quarta para quinta-feira em relação ao aumento que houve de terça para quarta-feira na China continental. Falando no coronavírus, o número de mortes subiu para 2.118 e de infectados passou de 74 mil.

Por aqui, o Banco Central reduziu a alíquota do recolhimento do compulsório sobre depósitos a prazo de 31% para 25%, o que deve acarretar em uma liberação de R$ 49 bilhões a partir de 16 de março.

Outra medida foi o aumento da parcela dos recolhimentos compulsórios considerados no Indicador de Liquidez de Curto Prazo (LCR), o que significa uma redução estimada em outros R$ 86 bilhões na necessidade de as instituições carregarem outros ativos líquidos de alta qualidade necessários para o cumprimento do LCR.

O IPCA-15 registrou alta de 0,22% em fevereiro em comparação ao mês anterior. O resultado foi o menor para o mês desde o início do Plano Real, lá em 1994. O resultado ficou em linha com as estimativas.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 63 recuaram e 10 fecharam no positivo. As ações da Petrobrás (PETR4) confirmaram o famoso sobe no boato, cai no fato. A empresa conseguiu diminuir seus custos e bateu recordes tanto de produção, quanto de lucros. Depois de acumular alta de quase 4% na semana, por causa expectativa desses bons números, confirmada na noite de quarta, foi dia do investir levar parte desses lucros embora. Com isso as ações recuaram 2,06% (R$ 29,92).

A mineradora Vale (VALE3) encerrou o quarto trimestre de 2019 com prejuízo líquido de US$ 1,562 bilhão, revertendo o lucro de US$ 3,786 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. Já no acumulado do ano passado, a companhia teve prejuízo de US$ 1,683 bilhão, contra um lucro de US$ 6,860 bilhões em 2018. Lembrando que o resultado foi divulgado após o fechamento, ontem as ações da Vale recuaram 1,16% (R$ 52,20).

Os bancos também fecharam em queda, continuando negativo em 2020. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,44% (R$ 32,06), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,35% (R$ 34,00), as ações do Santander (SANB11) recuaram 0,15% (R$ 41,19) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,03% (R$ 49,18). As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,78% (R$ 15,47) e as ações da XP na Nasdaq subiram 1,18% (US$ 42,99).

As maiores altas do dia foram das ações da Embraer (EMBR3), subindo 3,36% (R$ 19,68). Em 2019, a fabricante de aeronaves aumentou em 9% a entrega de modelos na comparação com dados de 2018. A segunda maior alta foram das ações da Cyrela (CYRE3) subindo 0,45% (R$ 33,75) e MRV (MRVE3) subindo 0,34% (R$ 20,46).

Já a maior queda de ontem foram das ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4), recuando 7,40% (R$ 9,39). O lucro da Gerdau caiu 73,8%, para R$ 102 milhões, no 4º trimestre. De acordo com o Citi, esse desempenho foi fruto de preços mais baixos no Brasil e nos Estados Unidos.

A segunda maior queda foi de Pão de Açúcar (PCAR4), também por conta do resultado. O lucro no último trimestre do ano foi 86% menor do que no ano anterior, frustrando os investidores. Com isso as ações recuaram 7,33% (R$ 81,21).

O resultado também derrubou a terceira ação do Ibovespa que caiu mais ontem, as ações da Ultrapar (UGPA3) recuaram 7,33% (R$ 22,11). A empresa divulgou a reversão de seu lucro, com prejuízo de R$ 266,5 milhões no 4º trimestre.

As maiores altas da B3 foram das ações da Eucatex (EUCA3), disparando 29,47% (R$ 23,50) e a maior queda foram das ações da Elektro Redes (EKTR3) recuando 12,55% (R$ 21,60).

Na parte de resultados tivemos: o Carrefour Brasil registrando, no quarto trimestre, um lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 636 milhões, ou seja, um aumento de 19,6% em relação aos R$ 532 milhões registrados no mesmo período de 2018; e a  SulAmérica registrando lucro e receitas operacionais recordes em 2019. No ano passado, o lucro líquido atingiu R$ 1,182 bilhão, alta de 30,7% ante 2018. A receita operacional, por sua vez, somou R$ 22,3 bilhões, uma expansão anual de 8,9%.

Indo para o dólar, os mercados financeiros globais viveram mais um dia de aversão ao risco, embalados por novos desdobramentos do coronavírus. De olho nesse cenário, o dólar voltou a avançar contra todas as divisas emergentes e ligadas a commodities, incluindo o real, que renovou máximas históricas de fechamento e intradiária. A alta de ontem foi de 0,61%, aos R$ 4,39, já o euro subiu 0,36%, aos R$ 4,73.

Mesmo depois de o Banco Central ter enfatizado que o corte no compulsório sobre depósitos a prazo não está ligado à agenda de política monetária, as taxas futuras de juros encerraram em alta firme, sobretudo nos vértices mais longos da curva a termo, influenciados, também, pelo dólar alto. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,19% para 4,20%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 5,97% para 6,01%.

Essa aversão ao risco ajudou a puxar as taxas dos títulos públicos federais também. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,36% para IPCA +3,38% e também para a LTN 2023 que subiu de 5,21% para 5,26%.

O cenário menos otimista derrubou as bolsas norte-americanas também. Os investidores reavaliaram os impactos da crise de saúde pública no país asiático nos lucros corporativos e no crescimento da economia global e acabaram ampliando posições defensiva. O Dow Jones recuou 0,44% (29.219), S&P 500 caiu 0,38% (3.373) e Nasdaq caiu 0,67% (9.750).

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram. A T-Note para 10 anos recuou de 1,55% para 1,49%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,00% para 1,93%.

O coronavírus, assim como derrubou as bolsas americanas, derrubaram as europeias. Frankfurt recuou 0,91% (13.664), Londres caiu 0,27% (7.436), Paris caiu 0,80% (6.062), Milão caiu 1,56% (25.080) e Madri caiu 1,51% (9.931).

Na Ásia as bolsas estão operando em queda. A bolsa de Tóquio está recuando 0,39% (23.387), a de Hong Kong caindo 1,10% (27.304), Seul caindo 1,49% (2.162) e a bolsa de Xangai está subindo 0,10% (3.034).

Os contratos futuros do petróleo voltaram a fechar a sessão em alta, no oitavo dia de ganhos consecutivos para o Brent, e encerraram no maior valor desde o fim de janeiro. O WTI subiu 0,91% aos US$ 53,78, enquanto o Brent subiu 0,32%, fechando aos US$ 59,31.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,83%, enquanto as criptomoedas estão sem direção mista nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, seis estão operando em alta e quatro em baixa. O Bitcoin está subindo 1,23% (US$ 9.695), a Ethereum está subindo 0,85% (US$ 261,70) e a Ripple está subindo 0,02% (US$ 0,27).

O IFIX subiu 0,02% (3.013). A maior alta foi do FII XP Corporate Macaé (XPCM11), subindo 3,82%, enquanto a maior queda foi do FII Rio Bravo Crédito Imobiliário II (RBVO11) caindo 5,34%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

19/02/2020 às 10h51

Ontem o Ibovespa chegou a cair mais de 1,50% durante o dia, porém recuperou parte das perdas para fechar em 0,29% de queda, aos 114.977 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,1 bilhões.

A notícia de que a Apple alertou que não vai conseguir cumprir suas metas de receita para o trimestre, devido aos efeitos do fechamento das plantas na sua cadeia de fornecedores na China por conta do vírus, pegou o mercado de surpresa. Isso trouxe preocupações aos investidores, já que se afetou a Apple, pode ter atingido uma série de empresas, de uma forma maior do que o esperado. Montadoras de automóveis na Coreia do Sul, por exemplo, também chegaram a interromper suas atividades nas últimas semanas por causa da falta de autopeças.

Atualizando os números da doença, já foram causadas 2.004 mortes e 74 mil casos de infecção. Apesar desses números, são poucos os casos fora da China continental, com 6 mortes confirmadas: duas em Hong Kong, uma no Japão, uma nas Filipinas, uma em Taiwan e uma na França.

Aqui no Brasil, os analistas e os bancos seguem cortando projeções de crescimento para 2020. Ontem foi a vez do BNP Paribas revisar a projeção de 2,0% para 1,5%. O Citi também cortou a projeção de 2,2% para 2%.

Vamos aos resultados do quatro trimestre das empresas. A empresa de shopping centers Iguatemi (IGTA3) teve lucro de R$ 111,8 milhões no quarto trimestre, o que representa um crescimento de 47% na comparação com o mesmo período de 2018. As ações fecharam com queda de 0,25% (R$ 55,26).

O acordo de leniência firmado pela Ecorodovias (ECOR3) em 2019, após seu envolvimento na Operação Lava-Jato, derrubou o resultado da companhia no ano passado. A empresa terminou com prejuízo líquido de R$ 185,5 milhões, revertendo o lucro de R$ 374,5 milhões registrado em 2018. Ontem as ações subiram 0,17% (R$ 17,18).

O IRB Brasil (IRBR3) registrou lucro líquido de R$ 632 milhões no quarto trimestre, um resultado muito acima do que era aguardado pelos analistas. O resultado foi divulgado após o pregão, e foi bastante positivo, o que deve impulsionar as ações da companhia hoje.

Vale ressaltar que o IRB informou ter contratado a consultoria EY, para atuar como auditor atuarial independente após carta divulgada pela gestora Squadra ter questionado o balanço da companhia. O balanço continua a ser auditado pela PwC, como ocorre desde 2012, mas dessa vez teve uma auditoria atuarial independente além da análise tradicional. As ações recuaram 0,82% (R$ 36,30).

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 29 subiram e 44 fecharam no negativo.

Com boas expectativas para o resultado que será divulgado hoje, as ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,33% (R$ 29,75). A expectativa é de um salto no lucro de R$ 8,5 bilhões a R$ 9,5 bilhões, resultado quatro vezes maior em relação ao mesmo período de 2018.

Já as ações da Vale (VALE3) chegaram a cair mais de 2,50%, porém se recuperaram durante o dia para fechar com uma queda de 1,14% (52,80). O balanço da empresa será divulgado amanhã à noite.

Os bancos fecharam o dia em alta com exceção do Bradesco. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,59% (R$ 32,07), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,42% (R$ 33,64), as ações do Santander Brasil (SANB11) subiram 0,42% (R$ 40,95) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,96% (R$ 49,57). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,89% (R$ 15,59). Já as ações da XP Inc na Nasdaq subiram 1,54% (US$ 40,94).

As maiores altas do dia foram das ações da Marfrig (MRFG3) subindo 7,34% (R$ 13,46), por conta da boa expectativa com o resultado contábil da empresa, que será divulgado hoje.

Já a segunda e terceira maiores altas vêm da mesma empresa, a Eletrobrás. As ações ONs (ELET3) subiram 5,95% (R$ 38,30) e as PNBs (ELET6) subiram 5,23% (R$ 40,65). O gás aos papéis foi dado por declarações de Salim Mattar, secretário especial de Desestatização do governo federal. Em evento em São Paulo, ele disse que, dentro de dias será decidido o modelo de capitalização da estatal. É grande a expectativa para a privatização da empresa.

Já as maiores quedas de sexta foram das ações da Qualicorp (QUAL3) caindo 3,10% (R$ 41,28), seguida por BTG Pactual (BPAC11) recuando 3,04% (R$ 74,95) e por Hypera (HYPE3) caindo 2,91% (R$ 36,39).

As maiores altas da B3 foram das ações Companhia Celg de Participações (GPAR3) disparando 18,18% (R$ 26,00) e a maior queda foram das ações da Cedro Têxtil (CEDO3) recuando 18,84% (R$ 9,26).

Os efeitos do coronavírus na economia real voltaram ao radar dos investidores de todo o mundo, provocando mais uma corrida em busca de proteção, e uma dessas proteções é o dólar. Com isso o dólar subiu 0,64%, fechando aos R$ 4,35. Já o euro subiu 0,35% a R$ 4,70. Inclusive essa alta do dólar acabou influenciando os juros DIs, que voltaram a subir. O DI jan 2021 subiu de 4,21% para 4,22%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 5,97% para 6,00%.

A alta dos juros DIs influenciaram as taxas dos títulos públicos federais, que fecharam em alta em todos os vencimentos. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,32% para IPCA +3,35% e também para a LTN 2023 que subiu de 5,25% para 5,26%.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam sem direção definida nesse pós feriado. De um lado pesando a notícia da Apple e a preocupação com os feitos do coronavírus sobre a economia, e do outro lado os bons dados da economia e os resultados das empresas vindo acima do esperado. Com isso o Dow Jones recuou 0,56% (29.232), o S&P 500 caiu 0,29% (3.370) e o Nasdaq subiu 0,02% (9.732).

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no curto e recuaram no longo prazo. A T-Note para 10 anos recuou de 1,59% para 1,57%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,02% para 2,01%.

O início da materialização dos impactos do coronavírus na economia mundial levou quase todas as bolsas da Europa para o campo das perdas. Frankfurt recuou 0,75% (13.681), Londres caiu 0,69% (7.382), Paris recuou 0,16% (6.056), Milão subiu 0,41% (25.225) e Madri caiu 0,16% (10.005).

Na Ásia as bolsas estão operando em alta. A bolsa de Tóquio está subindo 0,88% (23.397), a de Hong Kong subindo 0,48% (27.662), Seul subindo 0,07% (2.210). Já a bolsa de Xangai está caindo 0,32% (2.975).

Hoje às 22h30, terá a reunião do banco central da China, e a expectativa é de novo corte de juros para conter os impactos com o vírus.

Os preços do petróleo fecharam ontem próximos da estabilidade, recuperando perdas na parte final da sessão, mesmo num dia de aversão a ativos considerados arriscados. O WTI recuou 0,06% aos US$ 52,59, enquanto o Brent subiu 0,14%, fechando aos US$ 57,75.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,62%, enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, das 10 maiores moedas digitais, 6 estão em alta e 4 em baixa. O Bitcoin está subindo 2,44% (US$ 10.039), a Ethereum está subindo 2,54% (US$ 275,85) e a Ripple está caindo 0,30% (US$ 0,29).

O IFIX recuou 0,70% (3.025). A maior alta foi do FII Edifício Galeria (EDGA11), subindo 4,43%, enquanto a maior queda foi do FII Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) caindo 5,07%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

17/02/2020 às 13h48

Na sexta o Ibovespa recuou 1,11% e fechou aos 114.381 pontos, com giro financeiro de R$ 19,6 bilhões. Hoje teremos vencimento de opções, o que deve impulsionar o volume de negociações na bolsa. Na semana o índice subiu 0,54%.

Um dos motivos da queda pode ser atribuído ao coronavírus e ao impacto que ele pode trazer à economia global, principalmente aos emergentes. No último boletim divulgado ontem à noite, o número de mortes chegou a 1.770 e de infectados passou de 70 mil pessoas. Apesar dos números impactantes, é perceptível a tendência de queda dos novos casos na China.

Outro motivo para a queda do índice brasileiro se dá por conta dos sinais de desaceleração em nossa economia no final de 2019, com risco de uma retomada mais lenta do que o esperado da atividade. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, recuou 0,27% em dezembro na comparação com novembro. Esse número inclusive influenciou na queda dos juros futuros, já que é grande a percepção para uma manutenção da Taxa Selic a 4,25% por mais tempo, ou até mesmo para um possível novo corte, visando estimular a retomada da economia.

Com isso os bancos vêm cortando projeções do PIB para 2020. O Santander reduziu a projeção de 2,3% para 2%, o Safra reduziu de 2,3% para 2,1%, o Citi Brasil cortou de 2,2% para 2% Os mais otimistas seguem sendo o Itaú, projetando um PIB de 2,2% para esse ano e o Bradesco projetando crescimento de 2,5%. Também tem banco mais pessimista, já projetando PIB abaixo de 2%, é o caso do JP Morgan, que reduziu de 2% para 1,9%.

Ontem, o Carrefour Brasil anunciou a compra de 30 lojas da rede Makro no país, por R$ 1,95 bilhão. O objetivo é acelerar a expansão do Atacadão, marca de “atacarejo” do Carrefour. Com a aquisição, o Atacadão passa a ter 217 pontos de venda.

BTG Pactual apresentou lucro de R$ 1 bilhão no 4T19, alta de 42% sobre o mesmo período do ano anterior. Já o BMG registrou lucro líquido de R$ 163 milhões no 4T19, o valor foi quatro vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior. Mesmo com a alta as ações da instituição financeira chegaram a cair 18,34% pela manhã. Os papéis encerraram em baixa de 17,58%, a R$ 7,55.

A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 268 milhões no quarto trimestre de 2019. Esse valor representa uma queda de 33% em comparação com o quarto trimestre de 2018. A Cosan informou, após o pregão de sexta, que obteve, no quarto trimestre, um lucro líquido de R$ 792,5 milhões, um recuo de 40,3% em relação aos R$ 1,3 bilhão apurados no mesmo período de 2018.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE mostrou que no ano de 2019 a taxa de informalidade alcançou recorde em 19 estados, além do DF. Na média do Brasil, a taxa de informalidade foi de 41,1%, o equivalente a 38,4 milhões de pessoas entre os trabalhadores ocupados.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 53 recuaram, uma ficou no zero a zero, e apenas 19 fecharam no positivo.

Mais uma vez o preço do barril de petróleo e do minério de ferro subiram, porém, não ajudaram as ações da Petrobrás e Vale que mais um dia fecharam em queda. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,01% (R$ 29,42). Já as ações da Vale (VALE3) caíram 2,19% (R$ 51,00).

Os bancos, mais uma vez recuaram em bloco e ajudaram a puxar o índice para baixo. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,25% (R$ 32,53), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,69% (R$ 33,81), as ações do Santander Brasil (SANB11) recuaram 2,70% (R$ 40,72) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,91% (R$ 49,85).

Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 0,25% (R$ 15,99). As ações da XP Inc (XP) na Nasdaq recuaram 2,51% (US$ 40,32).

As maiores altas de sexta foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) disparando 5,64% (R$ 34,65), que divulgará o seu balanço tão esperado amanhã, já que esse é o principal motivo da queda forte na semana, a transparência no balanço. Já a segunda maior alta foi de Natura (NTCO3) subindo 3,49% (R$ 50,89) e fechando o top 3, as ações da Marfrig (MRFG3) que subiram 3,09% (R$ 11,65).

A maior alta da semana foi das ações da Natura (NTCO3) disparando 11,67% (R$ 50,89), seguida por Weg (WEGE3) que subiram 10,88% (R$ 45,57), e as ações da Suzano (SUZB3) que subiram 5,77% (R$ 39,81).

Já as maiores quedas de sexta foram das ações da Usiminas (USIM5) recuando 4,34% (R$ 9,90), seguida por BTG Pactual (BPAC11) caindo 4,23% (R$ 78,00) e por B2W (BTOW3) caindo 3,72% (R$ 70,60).

Na semana, a maior queda foi das ações da IRB Brasil (IRBR3) despencando 12,35% (R$ 34,65), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) que recuaram 5,43% (R$ 33,10), enquanto as ações do Carrefour (CRFB3) caíram 3,95% (R$ 21,65).

A maior alta da B3 foi das ações da Karsten (CTKA3) disparando 24,31% (R$ 12,68) e a maior queda foi da BMG (BMGB4) recuando 17,58% (R$ 7,55).

Na sexta, o BC colocou todos os 20.000 contratos de swap cambial ofertados, no segundo dia de intervenção no câmbio, pois na quinta já tinha atuado pela primeira vez no ano, após o dólar superar os R$ 4,38, por conta tensão com o coronavírus e com o “aval” de Guedes para um câmbio alto. Com isso o dólar voltou a recuar fechando com queda de 0,79% a R$ 4,29. Na semana, o dólar caiu 0,46%, sendo a primeira queda semanal da moeda em 2020. Já o euro recuou 1,24% a R$ 4,65.

O entendimento de que a taxa básica de juros deve continuar em níveis baixos por um período prolongado voltou a guiar os investidores na sexta e fez com que os juros futuros chegassem ao fim do pregão regular nas mínimas históricas, com exceção dos vértices de prazo mais curto. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,26% para 4,23%, enquanto o DI jan 2025 caiu forte, de 6,08% para 5,96%.

Com o DI caindo, as taxas de juros dos títulos públicos fecharam com forte queda. Destaque para a NTN-B 2055 que recuou de IPCA +3,38% para IPCA +3,35% e também para a LTN 2023 que despencou de 5,43% para 5,28%.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam o dia sem direção única, lembrando que hoje é feriado do Dia dos Presidentes. O Dow Jones caiu 0,09% (29.398), o S&P 500 subiu 0,18% (3.380) e o Nasdaq subiu 0,20% (9.731). Nasdaq e S&P 500 cravaram novos recordes.

A semana foi positiva para os índices norte-americanos. O Dow Jones subiu 1,02%, o S&P 500 subiu 1,58% e o Nasdaq subiu 2,21%.

As vendas no varejo americano subiram 0,3% em janeiro, em linha com as expectativas.

As ações da Nvidia subiram 7,02% após os ganhos no quarto trimestre da fabricante de chips gráficos terem superado as expectativas. A Kraft Heinz fechou em queda de 3,20%, depois de a agência de classificação de risco Fitch ter rebaixado o rating da dívida da fabricante de alimentos, perdendo o selo de “grau de investimento”.

Já Tesla fechou em queda de 0,49%, um dia depois de a empresa anunciar planos para realizar uma oferta subsequente de ações de cerca de US$ 2 bilhões.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram em todos os vencimentos. Destaque para a T-Note para 10 anos recuando de 1,60% para 1,58% e para a T-Bond para 30 anos caindo de 2,05% para 2,01%.

Na Europa, quedas praticamente de todos os principais índices na sexta. Frankfurt caiu 0,01% (13.744), Londres caiu 0,58% (7.409), Paris caiu 0,39% (6.069), Milão caiu 0,10% (24.867) e Madri subiu 0,47% (9.956).

Na Ásia as bolsas estão operando sem direção definida. A bolsa de Tóquio está recuando 0,72% (23.518), de Hong Kong subindo 0,60% (27.983), Seul caindo 0,06% (2.242) e a bolsa de Xangai subindo 2,28% (2.983).

A economia do Japão encolheu a um ritmo mais rápido que o esperado no trimestre de outubro a dezembro, que no Japão equivale ao terceiro trimestre fiscal de 2019.

Segundo dados do governo, a economia recuou 1,6% no trimestre de outubro a dezembro em relação ao trimestre imediatamente anterior, o que perfaz uma queda anualizada de 6,3%.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta acentuada na sexta, estendendo os ganhos da semana, com os investidores tentando avaliar os potenciais impactos da epidemia do coronavírus. O WTI subiu 1,22% aos US$ 52,05, enquanto o Brent subiu 1,73%, fechando aos US$ 57,32.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,18%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com apenas uma das dez maiores moedas digitais em alta, a Tether. O Bitcoin está caindo 2,19% (US$ 9.753), a Ethereum está recuando 8,60% (US$ 248,91) e a Ripple está despencando 12,06% (US$ 0,27).

Falando em criptomoedas, o Barcelona está prestes a entrar no Blockchain, o clube planeja emitir tokens para serem usados em uma plataforma para engajar torcedores. Os tokens, com previsão de lançamento no segundo trimestre, permitirão que os usuários votem em uma série de decisões sobre o time, como qual música tocar no estádio quando o time marcar um gol. A ideia é permitir que torcedores de todo o mundo participem do clube.

O IFIX subiu 0,30% (3.048). A maior alta foi do FII BTG Pactual Logística (BTLG11), subindo 3,48%, enquanto a maior queda foi do FII Parque Dom Pedro Shopping (PQDP11) caindo 3,39%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

14/02/2020 às 10h20

Ontem o Ibovespa caiu 0,87% e chegou aos 115.662 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,2 bilhões.

Conforme trouxemos ontem, os números de mortes e infecções assustaram e derrubaram todos os mercados. A “desculpa” da China, de que os laboratórios mudaram o método de exames de diagnose para scanner, e por isso acelerou o processo de confirmações de contaminação, não colou muito. O mercado, que já é desconfiado com números apresentados pela China, ficou ainda mais preocupado por não saber a extensão real da epidemia.

Ontem o número de mortes pelo vírus subiu de 1.355 para 1.483, já o número de infectados chegou a 65 mil.

Aqui no Brasil, o dólar voltou a preocupar e o BC interviu após a moeda chegar aos R$ 4,38. Uma oferta de US$ 1 bilhão em swap reverteu a escalada.

Ontem a pesquisa de serviços do IBGE relatou recuo de 0,40% em dezembro, contra novembro, um pouco acima das expectativas dos analistas, que projetavam 0,50% de queda.

O Citi Brasil reduziu a sua projeção de crescimento para o Brasil de 2020 de 2,2% para 2%, uma decisão que se deveu predominantemente ao efeito da epidemia de coronavírus sobre a economia da China e de outros países.

Sobre a reforma tributária, parlamentares indicados a compor a comissão afirmaram que a primeira reunião formal do colegiado deve ocorrer só depois do Carnaval.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 50 recuaram, uma ficou no zero a zero, e apenas 22 fecharam no positivo.

Nem a alta do preço do barril de petróleo e a alta do minério de ferro foram suficientes para segurar as ações de Petrobrás e Vale. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,36% (R$ 29,72). Já as ações da Vale (VALE3) caíram 1,75% (R$ 52,14).

Os bancos, que representam 25% do Ibovespa e são usados pelos investidores estrangeiros para aumentar ou diminuir sua exposição ao Brasil, recuaram em bloco. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,92% (R$ 33,28), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,55% (R$ 34,39). As ações do Santander Brasil (SANB11) recuaram 1,94% (R$ 41,85) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,55% (R$ 50,82).

Ontem o Banco do Brasil divulgou o seu resultado, o lucro líquido ajustado foi de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre, resultado 20,3% superior ao obtido pela instituição no mesmo período do ano anterior. O resultado ficou levemente acima do esperado. No ano, o lucro líquido ajustado foi de R$ 17,8 bilhões, com crescimento de 32,1%.

Mesmo com esse forte resultado as ações caíram e vem sendo negociada com grande desconto em relação aos bancos privados. Por ser pública, é válido um desconto, porém esse desconto ao meu ver está exagerado e essa é uma ação que acredito firmemente para 2020, está barata. Lembrando que na segunda-feira irei divulgar a carteira EMB5000 para assinantes do Acorda Mercado + Inspirações de Investimentos.

Continuando, as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,55% (R$ 16,03). As ações da XP Inc (XP) na Nasdaq subiram 1,10% (US$ 41,36), a ação engatou 10% de alta acumulada nos últimos três dias.

A maior alta foi das ações da Usiminas (USIM5) subindo 4,97% (R$ 10,35), seguida por Marfrig (MRFG3) subindo 4,82% (R$ 11,30) e B2W (BTOW3) subindo 3,88% (R$ 73,33).

Já a maior queda foi das ações da Fleury (FLRY3) caindo 3,49% (R$ 30,68), Braskem (BRKM5) caindo 3,23% (R$ 30,83) e IRB Brasil (IRBR3) que não para de cair, ontem a queda foi de 2,67% (R$ 32,80), acumulando queda de 26,83%, sendo disparada a pior do mês no Ibovespa.

A melhor do mês de fevereiro no Ibovespa é Weg (WEGE3) subindo 15,63% (R$ 45,57), essa ação é impressionante, quando parece que a ação está cara, ela tem capacidade de subir ainda mais.

A maior alta da B3 foi novamente das ações da Metalfrio (FRIO3) disparando 34,63% (R$ 105,00) e a maior queda foi da Companhia Celg de Participações (GPAR3) recuando 13,75% (R$ 22,00).

A Grendene (GRND3), dona de marcas como Melissa e Ipanema, reportou um lucro líquido de R$ 210,1 milhões no quarto trimestre de 2019, em queda de 16,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2018.

Já a JHSF Participações (JHSF3) registrou, no quarto trimestre, um lucro líquido de R$ 211 milhões, representando um aumento de cerca de 2,9 vezes em relação ao mesmo período de 2018.

No câmbio, após intervenção inesperada do Banco Central, o dólar comercial inverteu a direção de alta da abertura e fechou com queda de 0,38%, a R$ 4,33, enquanto o euro recuou 0,47% aos R$ 4,71. A última vez que o BC interveio na economia, foi justamente um dia depois de Paulo Guedes falar para nos acostumarmos com o dólar em alta. Dessa vez, Guedes reafirmou que o câmbio desvalorizado é algo positivo para a economia e para as contas do governo.

Embora o governo e o Banco Central tenham mostrado pouca preocupação com a valorização recente do dólar ante o real, a operação de swap cambial BC na manhã de ontem fez com que os juros futuros se mantivessem em alta, com uma recomposição de prêmio de risco em toda a curva a termo. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,22% para 4,26%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,04% para 6,08%.

Já as taxas dos títulos públicos federais fecharam em sua grande maioria em alta, pressionados pela alta dos juros. Destaque para a NTN-B 2055 que subiu de IPCA +3,37% para IPCA +3,38% e também para a NTN-F 2031 que subiu de 6,58% para 6,61%.

Nos Estados Unidos, as bolsas encerraram uma sequência de três dias no positivo, por conta da preocupação com o coronavírus. O Dow Jones caiu 0,43% (29.423), o S&P 500 caiu 0,16% (3.373) e o Nasdaq caiu 0,14% (9.711).

Os setores que mais se valorizaram na sessão foram os considerados defensivos, como o de serviços de utilidade pública (+1,02%) e o imobiliário (+0,50%). Os piores desempenhos setoriais foram do segmento da indústria (-0,69%) e de saúde (-0,54%).

A Cisco recuou 5,23% depois de ter anunciado que as incertezas econômicas provocaram uma redução no investimento em tecnologia, prejudicando seu crescimento de vendas e a Kraft Heinz cedeu 7,56% após frustrar as estimativas de vendas.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram levemente no longo prazo. Destaque para a T-Note para 10 anos subindo de 1,58% para 1,60% e para a T-Bond para 30 anos subindo de 2,04% para 2,05%.

O retorno do medo do coronavírus ao radar fez a maioria dos índices europeus fecharem no vermelho. Frankfurt caiu 0,03% (13.745), Londres caiu 1,09% (7.452), Paris caiu 0,19% (6.093), Milão subiu 0,12% (24.892) e Madri caiu 0,31% (9.909).

Na Ásia, após a queda de ontem nas bolsas com o susto do aumento de casos de coronavírus, hoje estão operando em alta, com exceção do Japão. A bolsa de Tóquio está recuando 0,59% (23.687), de Hong Kong subindo 0,34% (27.823), Seul subindo 0,48% (2.243) e a bolsa de Xangai subindo 0,38% (2.917).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta ontem novamente, mesmo com a preocupação com o vírus, isso se deve as fortes quedas já sofridas pela commodity. O WTI subiu 0,48% aos US$ 51,42, enquanto o Brent subiu 0,98%, fechando aos US$ 56,34.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,45%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com apenas 2 das 10 maiores moedas digitais em alta, Ripple e Tezos. O Bitcoin está caindo 1,76% (US$ 10.173), a Ethereum está recuando 0,36% (US$ 265,56) e a Ripple está subindo 1,73% (US$ 0,32).

O IFIX subiu 0,17% (3.039). A maior alta foi do FII XP Industrial (XPIN11) novamente, subindo 4,97%, enquanto a maior queda foi do FII BB Progressivo (BBFI11B) caindo 2,25%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

12/02/2020 às 08h36

Ontem o Ibovespa subiu 2,49% e fechou aos 115.370 pontos. Essa foi a segunda maior alta do ano, perdendo apenas para o primeiro pregão, quando a bolsa subiu 2,53%. O giro financeiro foi de R$ 26 bilhões.

Depois da queda na segunda-feira, por conta do forte avanço dos casos de coronavírus no final de semana, o mercado ficou aliviado ontem com a notícia de queda de 20% nos casos de contaminação na China. Além disso, o governo chinês vem realizando ações que tem sido bem-recebida por investidores.

Os chineses anunciaram ontem que esperam que 160 milhões de trabalhadores na China retomarão as suas atividades dentro de uma semana. E que as regiões do país menos atingidas pela doença devem acelerar a sua produção industrial. É uma tentativa de compensar o baque sentido pela produção dos lugares mais afetados. Além disso, o banco central da China injetará em torno de US$ 180 bilhões.

Ontem pela manhã, a Fipe informou que a inflação na cidade de São Paulo ficou em 0,19% na primeira quadrissemana de fevereiro, o que indica perda de fôlego em relação à leitura cheia de janeiro (0,29%). Já a FGV apontou que o IGP-M mostrou estabilidade de preços na primeira prévia de fevereiro, enquanto no mesmo período de janeiro o índice estava em 0,67%.

A CVM aceitou uma proposta de acordo da Empiricus Research para encerrar uma disputa de anos com a empresa que não aceitava ser regulada pela autoridade do mercado de capitais. A Empiricus desejava ser reconhecida como uma publicadora de conteúdo e não como uma casa de análise, assim não seria regulada pela CVM. No total, o termo de compromisso envolve o pagamento de R$ 4,25 milhões para encerrar os processos em curso. A empresa e seus analistas serão credenciados pela Apimec e atenderão às regras da CVM.

A missão do FMI chega hoje a Buenos Aires para renegociar a dívida do país. Ontem à noite o governo decidiu adiar até 30/09 o pagamento de título da dívida de US$ 1,47 bilhão, que venceria amanhã.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 70 fecharam no positivo, uma ficou no zero a zero e apenas duas caíram. Cielo e Carrefour.

Lembra da correlação da China com as exportadoras de commodities? Pois é, se o dia foi bom para a China, provavelmente foi bom para as exportadoras, como por exemplo Vale e Petrobrás.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,20%, a R$ 29,48, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo, que voltou a subir após sucessivas quedas. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 3,71% (R$ 52,05), acompanhando a forte alta de 4,90% do preço do minério de ferro, após incentivos do governo chinês.

Os bancos tiveram mais um dia de alta, inspirados pelo balanço do Itaú, que apresentou um ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) de 23,7%. Com isso as ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,88% (R$ 34,39), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,30% (R$ 35,07), as ações do Santander Brasil (SANB11) subiram 0,33% (R$ 42,75) e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 4,50% (R$ 51,32).

Vale lembrar que além dos resultados sendo divulgados, os bancos ficaram para trás na onda de valorização do Ibovespa. O múltiplo preço/lucro da bolsa está em torno de 14 vezes, enquanto dos bancos está em 9,76 vezes.

Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,48% (R$ 16,05). As ações da XP Inc (XP) na Nasdaq subiram 4,47% (US$ 38,99).

A maior alta foi das ações da B2W (BTOW3) subindo 7,34% (R$ 70,60), seguida por Usiminas (USIM5) subindo 6,78% (R$ 9,92), impulsionada pelos estímulos da China e por fim as ações da Natura (NTCO3) subindo 6,27% (R$ 47,80).

Já a maior queda foi das ações da Cielo (CIEL3) recuando 1,52% (R$ 7,13) e Carrefour (CRFB3) caindo 0,45% (R$ 22,05). As ações da Hering (HGTX3) fecharam no zero a zero (R$ 24,50).

A maior alta da B3 foi das ações da Biosev (BSEV3) disparando 31,97% (R$ 6,15) e a maior queda foi da Celulose Irani (RANI4) recuando 19,31% (R$ 9,36), porém acumula alta de 126,63% em fevereiro.

A TIM Participações (TIMP3) informou que o lucro líquido no quarto trimestre atingiu R$ 918 milhões, um aumento de cerca de 45,2% em relação aos R$ 632 milhões registrados no mesmo período de 2018.

Já o Grupo São Martinho (SMTO3) subiu 4% após reportar um lucro líquido de R$ 342 milhões no terceiro trimestre do ano-safra de 2019-2020. O lucro do São Martinho cresceu 420% no período.

O Banrisul (BRSR6) publicou ontem de manhã o seu balanço de 2019 e informou um lucro líquido recorrente de R$ 1,27 bilhão no ano passado, um crescimento de 16,2% sobre 2018.

O dólar falhou novamente em seguir o comportamento do exterior e encerrou em leve alta no Brasil, suficiente para registrar nova máxima histórica de fechamento. A alta do dólar foi de 0,10%, aos R$ 4,32, sendo o quarto pregão consecutivo de alta, enquanto o euro fechou aos R$ 4,73, com alta de 0,21%.

A ata do Copom trouxe diferente interpretações, principalmente em relação a um possível novo corte de juros se a economia não reagir. Porém não deixou muitas dúvidas para um possível aumento na taxa de juros, que parece mais distante neste momento e trazendo um certo alívio nos juros futuros. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,26% para 4,23%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,16% para 6,08%.

Os membros do Copom estão pouco propensos a aplicar reduções adicionais na Selic no curto prazo, porém há elementos no cenário econômico que também favorecem uma expectativa de juros baixos por mais tempo.

Já as taxas dos títulos públicos federais recuaram novamente nos títulos que pagam juros reais e nos nominais. Destaque para a NTN-B 2055 que recuou de IPCA +3,42% para IPCA +3,39% e também para a NTN-F 2031 caindo de 6,66% para 6,58%.

Nos Estados Unidos, o alívio sobre a epidemia chinesa perdeu espaço para a cautela enquanto o presidente do Fed discursava na Câmara. Jerome Powell revelou receio sobre os impactos do coronavírus no ritmo da economia mundial, e avisou que os juros americanos não voltarão a cair tão cedo. O Dow Jones ficou no zero a zero (29.276), o S&P 500 subiu 0,17% (3.357) e o Nasdaq subiu 0,11% (9.638).

A S&P revisou sua expectativa de crescimento econômico ajustado sazonalmente dos Estados Unidos no primeiro trimestre para algo próximo de 1%, ante os 2,2% previstos anteriormente. A S&P diz que a revisão de sua previsão para o primeiro trimestre não se deveu inteiramente a problemas relacionados ao coronavírus. A empresa de classificação atribui 50 pontos-base da queda do período à suspensão da produção e exportação do Boeing 737 MAX, que deve adicionar fraqueza ao segundo trimestre.

A Federal Trade Comission (FTC), o órgão antitruste dos Estados Unidos, requisitou informações sobre aquisições passadas de grandes empresas de tecnologia, entre as quais a Apple, Amazon, Google, Facebook e Microsoft, o que pesou sobre as ações. Os papéis da Microsoft fecharam em queda de 2,26%, do Facebook caíram 2,76% e os da Apple cederam 0,60%.

Falando um pouco sobre os resultados divulgados, as ações da Hasbro fecharam em queda de 0,79%, mesmo após a fabricante de brinquedos ter reportado ganhos no quarto trimestre de US$ 267,3 milhões, superando as expectativas dos analistas. As ações da Under Armour classe “A”, despencaram 18,88%, depois de a empresa de equipamentos esportivos ter registrado prejuízo no quarto trimestre e projetado uma queda nas vendas em 2020.

O serviço de hospedagem Airbnb registrou prejuízo de US$ 322 milhões no acumulado dos primeiros nove meses de 2019, revertendo o lucro de US$ 200 milhões apurado no mesmo período de 2018, após um forte aumento de custos.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram em todos os vencimentos. Destaque para a T-Note para 10 anos subindo de 1,57% para 1,62% e para a T-Bond para 30 anos subindo de 2,04% para 2,08%.

Na agenda norte-americana a divulgação dos dados de estoques de petróleo pelo DoE, às 12h30.

Na Europa as bolsas subiram com a sensação de que o pior do coronavírus já passou. Frankfurt subiu 0,99% (13.627), Londres subiu 0,71% (7.499), Paris subiu 0,65% (6.054), Milão subiu 0,74% (24.688) e Madri subiu 0,68% (9.882).

Na Ásia, as bolsas estão subindo por conta do menor risco em relação ao avanço do coronavírus. A bolsa de Tóquio está subindo 0,74% (23.861), de Hong Kong subindo 0,89% (27.834), Seul subindo 0,77% (2.240) e a bolsa de Xangai está subindo 0,67% (2.921).

Os preços do petróleo chegaram a subir forte porém devolveram parte dos ganhos durante o dia. O impacto do coronavírus no crescimento da economia chinesa preocupa, pois tende a diminuir a demanda pela commodity. Além disso, há um impasse da Opep+ para estender os cortes na produção, o que poderia ajudar a elevar os preços. Com isso o WTI subiu 0,74% aos US$ 49,94, enquanto o Brent subiu 1,38%, fechando aos US$ 54,01.

Enquanto isso, uma reunião da Opep + continua agendada para os dias 5 e 6 de março, alimentando preocupações de que os produtores estão esperando demais para começar a agir e barrar a queda dos preços do petróleo.

O contrato de ouro OZ1D ficou no zero a zero, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. As 10 maiores moedas digitais estão subindo. O Bitcoin está subindo 5,35% (US$ 10.286), a Ethereum está subindo 10,91% (US$ 245,83) e a Ripple está subindo 6,60% (US$ 0,287). O destaque vai para a Tezos, a décima maior moeda digital, que está subindo 16,05% (US$ 2,88).

O IFIX subiu 0,52% (3.020), porém no ano o IFIX amarga uma queda acumulada de 5,54%. A maior alta foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) subindo 9,14%, enquanto a maior queda foi do FII BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11) caindo 1,88%.

Ótima quarta e bons negócios!

EU ME BANCO LANÇA 1.º RESEARCH DO BRASIL VOLTADO PARA PROFISSIONAIS DE INVESTIMENTOS

10/02/2020 às 10h47

 

A Eu Me Banco acaba de entrar no segmento de recomendações de investimentos, porém, com foco em um público diferente do atendido pelas demais casas de research do país. O novo serviço da startup – integrado à Coluna Acorda Mercado – será voltado para assessores, consultores e agentes autônomos com interesse em ampliar o know-how sobre o mercado de investimentos.

O anúncio da novidade foi realizado recentemente pelo economista Fabio Louzada, CEO da Eu Me Banco, que disponibilizou o research para os membros da Comunidade Louzada – projeto da startup voltado para formação de profissionais especialistas de investimentos.

“O research não será exclusivo para membros da Comunidade, a ideia é disponibilizar o serviço para todos os profissionais de investimentos interessados, mediante assinatura. Oferecemos três opções de acesso, uma delas gratuita, para o público externo também se conectar ao conteúdo”, explica Fabio Louzada.

O research da Eu Me Banco dará informações sobre o mercado financeiro, vai ensinar como fazer análise e sugestão de investimentos – destacando os pontos que devem ser levados em consideração pelos profissionais na indicação de produtos para investidores.

Além disso, Louzada apresenta carteiras recomendadas pela Eu Me Banco para os assinantes. “Tenho focado a carteira de investimentos da Eu Me Banco para pessoas que trabalham com investimentos, portanto, com produtos diversificados e perfil arrojado. Para quem  trabalha ou quer trabalhar como consultor de investimentos e quer entender como funciona o mercado financeiro de fato, vale muito a pena”, conta o economista.

Research complementa conteúdo da Coluna Acorda Mercado

Com o lançamento do research da Eu Me Banco, a Coluna Acorda Mercado fica ainda mais robusta e relevante para profissionais que atuam com investimentos. A partir de fevereiro, o público interessado em acessar o material poderá fazê-lo de três formas.

Gratuitamente, visualizando a coluna em vídeo no canal do economista Fabio Louzada no YouTube (vídeo contém propagandas e citação das carteiras recomendadas EMB1000, EMB5000 e EMB10000+); assinando o Plano Padrão, no valor de R$ 9,90 ao mês, que dá acesso à coluna em vídeo no app Eu Me Banco e à carteira recomendada EMB1000; ou contratando o Plano Premium, ao custo de R$ 17,90 mensais, que disponibiliza para os assinantes o conteúdo do Acorda Mercado em texto, pdf, áudio e vídeo no app Eu Me Banco, além do acesso a inspirações de investimentos das carteiras EMB1000, EMB5000 e EMB10000+. Os primeiros 14 dias de acesso ao conteúdo são gratuitos e o assinante pode solicitar o cancelamento a qualquer momento, sem custos adicionais.

“Com as orientações divulgadas na coluna, que existe desde setembro de 2018, muitos profissionais ampliaram o conhecimento sobre o mercado, conseguiram se dar bem em entrevistas de emprego e dialogar sobre mercado financeiro. Acredito que isso se deve ao fato de que além de passar um resumo sobre Bolsa de Valores e últimos acontecimentos da economia nacional e internacional, faço conexões do mercado com a vida real, facilitando o entendimento do tema”, conclui Fabio Louzada.

Os interessados em assinar a Coluna Acorda Mercado, agora com indicações de carteiras recomendadas da Eu Me Banco, devem acessar o site materiais.eumebanco.com.br/assineoacordamercado ou entrar em contato com a startup pelo email contato@eumebanco.com.br.

ACORDA MERCADO SEGUNDA

10/02/2020 às 10h33

Na sexta o Ibovespa caiu 1,23% e fechou aos 113.770 pontos, com giro financeiro de R$ 24,5 bilhões. Na semana o índice subiu 0,01%, praticamente de lado.

Logo pela manhã foi divulgado o IPCA, que registrou alta de 0,21%, abaixo da expectativa que era de 0,35%. Esse é o menor resultado para um mês de janeiro desde o início do Plano Real. O acumulado de 12 meses está em 4,19%. Apesar do IPCA abaixo do esperado, isso não deverá ser levado em conta para um eventual novo corte na Selic, já que o Copom deixou bem claro que encerrou o ciclo de queda aos 4,25%.

Enquanto a inflação está tranquila, o dólar preocupa, na sexta a moeda chegou aos R$ 4,32, maior patamar da história. O dólar subindo mostra uma disparidade da economia brasileira em relação a economia norte-americana, até por isso o JPMorgan reduziu a projeção de alta do PIB para o Brasil em 2020 de 2% para 1,9%.

Essa projeção preocupa, pois nos últimos 3 anos o Brasil iniciou o ano com projeções de crescimento acima de 2,5%, porém no final cresceu apenas 1%.

A Itaú Asset que estava mais otimista, mas reduziu a projeção de 2,7% para 2,3%, já o Bradesco manteve suas apostas em 2,5%.

Estava previsto para tudo voltar ao normal hoje na China, porém inúmeras lojas e fábricas permaneceram fechadas. O mundo sempre desconfiou dos dados de crescimento divulgados pela China, e agora sobre o surto também não seria diferente. Nas redes sociais, vídeos supostamente produzidos em Wuhan contestam informações oficiais e aumentam a desconfiança com os dados da epidemia.

Falando na epidemia, a China elevou o número total de mortes para 910, já os números de infectados passam dos 40 mil. As vítimas fatais já superam as da SARS e da MERS.

Aqui no Brasil, das 73 ações do Ibovespa, 61 caíram e 12 fecharam no positivo. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,86% (R$ 28,93), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 2,21% (R$ 52,10), após a notícia de que a China National Offshore Oil, maior importadora chinesa de GNL, e a processadora de cobre Guangxi Nanguo recorreram a cláusula de força-maior para suspender acordo com fornecedores, alegando dificuldades com o vírus, essa notícia pegou em cheio as empresas exportadoras de matéria-prima.

Até por conta disso as ações da Gerdau (GGBR4) recuaram 4,66% (R$ 20,25), Usiminas (USIM5) recuaram 4,18% (R$ 9,62) e CSN (CSNA3) recuaram 3,78% (R$ 12,72).

Os bancos, que vem sofrendo com quedas em 2020, contrariaram o movimento de queda e subiram na sexta. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,14% (R$ 33,73), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 1,29% (R$ 33,71), sendo a terceira maior alta do dia do Ibovespa, do Santander Brasil (SANB11) subiram 1,23% (R$ 42,00) e do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,10% (R$ 49,60).

Já as ações do Banco Inter (BIDI4) despencaram 4,15% (R$ 16,38). As ações da XP Inc (XP) na Nasdaq recuaram 2,45% (US$ 37,36).

A maior alta de sexta foi das ações da BB Seguridade (BBSE3) que subiram 1,61% (R$ 35,36), seguida por Hypera (HYPE3) subindo 1,52% a R$ 38,36, já a terceira maior alta foram das ações do Itaú, já citadas aqui. Vale lembrar que BB Seguridade e Itaú divulgam o seu balanço hoje.

Já a maior queda foi das ações da IRB Brasil (IRBR3) despencando 7,32% (R$ 39,53), seguida por MRV (MRVE3) com queda de 5,07% (R$ 20,03) e por fim as ações da B2W (BTOW3) que caíram 4,95% (R$ 67,96).

A maior alta da B3 sexta foi das ações da Celulose Irani (RANI4), disparando 30,04% (R$ 5,80). Já a maior queda foi das ações da Karsten (CTKA3) despencando 21,31% (R$ 10,63).

A crise do coronavírus e a força da economia americana levaram o dólar registrar mais uma semana de alta no Brasil, a sexta consecutiva. Foram criadas em janeiro nos Estados Unidos mais de 225 mil vagas de emprego. Analistas esperavam, em média, por 158 mil novos postos. No encerramento do pregão de sexta, a moeda americana era negociada em alta de 0,82%, aos R$ 4,32, nova máxima histórica de fechamento. Já o euro fechou aos R$ 4,72, com alta de 0,47%.

O caráter benigno da inflação continuou a se fazer presente em janeiro e, somado à perspectiva de que a alta dos preços permaneça contida, gerou um ajuste de baixa nos juros futuros, em especial nos de curto prazo, mais sensíveis à política monetária. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,33% para 4,27%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,14% para 6,19%.

Já as taxas dos títulos públicos federais subiram nos juros reais e recuaram nos vencimentos mais curtos. Destaque para a NTN-B 2050 que subiu de IPCA +3,43% para IPCA +3,46% e também para a NTN-F 2029 subindo de 6,46% para 6,56%.

Nos Estados Unidos, os esperados abalos do coronavírus na economia chinesa e mundial, acabaram pesando mais que os dados positivos sobre o mercado de trabalho local, com isso o dia foi de devolver parte dos ganhos da semana. O Dow Jones recuou 0,94% (29.102), o S&P 500 caiu 0,54% (3.327) e o Nasdaq caiu 0,54% (9.520).

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram em todos os vencimentos. Destaque para a T-Note para 10 anos caindo de 1,61% para 1,58% e para a T-Bond para 30 anos caindo de 2,07% para 2,04%.

As quedas dos índices de bolsa na Europa na sexta têm a ver com as quatro altas anteriores na semana. Foi aberta uma janela para a realização dos lucros conquistados neste pregão por dados pouco animadores sobre a Alemanha, que é a economia mais poderosa da zona do euro.

Na Alemanha, a produção industrial recuou 3,5% em dezembro, quebrando uma expectativa média de 0,1% de alta no mês em relação ao anterior. Já as exportações do país cresceram 0,1%, mas bem aquém do 0,8% de expansão esperada.

Frankfurt recuou 0,45% (13.513), Londres caiu 0,51% (7.466), Paris caiu 0,14% (6.029), Milão caiu 0,05% (24.478) e Madri fechou no zero a zero (9.811).

Na Ásia, com exceção de Xangai, as bolsas estão no negativo. A bolsa de Tóquio está caindo 0,90% (23.685), de Hong Kong caindo 0,82% (27.180) e Seul caindo 0,49% (2.201). Já a bolsa de Xangai está subindo 0,51% (2.890)

Os futuros do petróleo fecharam em queda na sexta, já que o forte crescimento do mercado de trabalho nos Estados Unidos não foi suficiente para compensar as preocupações com o crescimento da economia global, em meio ao surto de coronavírus. Com isso o WTI recuou 1,23% aos US$ 50,32, enquanto o Brent recuou 0,83%, fechando aos US$ 54,47.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,21%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 2,01% (US$ 9.923), a Ethereum está recuando 3,45% (US$ 221,96) e a Ripple está recuando 3,98% (US$ 0,274).

O IFIX recuou 0,47% (3.027). A maior alta foi do FII Castello Branco Office Park (CBOP11) subindo 2,59%, enquanto a maior queda foi do FII Caixa Cedae (CXCE11B) caindo 7,72%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

07/02/2020 às 12h04

Ontem o Ibovespa recuou 0,72% e fechou aos 115.189 pontos, com giro financeiro de R$ 28,1 bilhões. O índice até começou em alta, porém devolveu os ganhos durante o dia.

A sinalização do BC que deve encerrar o ciclo de corte de juros, notícias corporativas pontuais, juntamente com um movimento de realização de lucros, pesaram para a queda do índice. Da máxima até a mínima, foram quase 3 mil pontos perdidos, de 117.392 pontos, oscilando até 114.723 pontos.

Outro fator que pesou para a queda da bolsa, foram os dados da Anfavea, que registraram uma queda de 3,9% na produção de veículos em janeiro. Com os dados econômicos ruins, o mercado se apega ao calendário de reformas, que além de necessária para o PIB voltar a crescer forte, elas serão importantes para o Brasil recuperar o grau de investimento, perdido lá em 2015.

Hoje teremos a divulgação do IPCA, porém o indicador perdeu a relevância após o Copom sinalizar que o ciclo de corte de juros se encerrou.

Já nos EUA, hoje é dia de payroll, se vier positivo, vem para corroborar com os números da economia divulgados na semana, que fortaleceram a economia norte-americana. As expectativas são de 160 mil novas vagas de trabalho. Já a taxa de desemprego deve permanecer no histórico 3,5%.

Em relação ao coronavírus, que segue sendo monitorado pelo mercado, fez novas vítimas. Agora já são 636 mortes confirmadas e mais de 31 mil pessoas infectadas pela doença. Os efeitos do vírus na economia ainda estão sendo calculados, mas o que parece é que o pior já passou.

Apesar dos efeitos e pelos problemas que a China, principalmente, vem passando, os líderes dos EUA e da China concordaram em continuar o diálogo e a cooperação do acordo comercial, mantendo o compromisso de implementar a fase 1 do pacto celebrado.

Aqui no Brasil, das 73 ações do índice, 59 fecharam em queda, 13 subiram e uma ficou no zero a zero. Apesar de 59 fecharem em queda, o índice não sofreu mais pois Vale e Petrobrás fecharam em alta, segurando o índice.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 2,78% (R$ 29,18), com a conclusão da venda das ações ordinárias detidas pelo BNDES, que pode destravar agora o valor do ativo. Esse desinvestimento do BNDES agrada, pois terá menos ingerência política na empresa. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,55% (R$ 53,28), acompanhando a alta de 2,3% do preço do minério de ferro na China.

Já os bancos voltaram a cair, porém seguem em alta em fevereiro. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,16% (R$ 33,35), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,24% (R$ 33,28), do Santander Brasil (SANB11) caíram 2,24% (R$ 41,49) e do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,69% (R$ 49,55).

As ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,12% (R$ 17,09). Já as ações da XP Inc (XP) na Nasdaq recuaram 4,01% (US$ 38,30). A ação que já chegou a valer US$ 42,48, não está conseguindo ter força para se manter acima dos US$ 40. Com essa queda de ontem, o preço se aproxima da mínima do papel.

No IPO, o preço fechado foi de US$ 34,36, porém muitos brasileiros não conseguiram entrar a esse preço, conseguindo entrar no papel somente no dia seguinte de negociação, quando o papel fechou aos US$ 37,71. O fundo Trend XP, que aplica nas ações da XP na Nasdaq, chegou a subir 13,83%, porém no fechamento de ontem estava com alta acumulada de 4,61%, “apenas”. Para quem entrou no fundo somente 1 semana após o lançamento, a partir do dia 20/12/2019, está acumulando prejuízo.

A maior alta de ontem foram das ações da Cielo (CIEL3) que subiram 4,69% (R$ 7,37), porém no ano o papel acumula queda de 11,59%. A segunda maior alta foram das ações da Weg (WEGE3) subindo 3,55% (R$ 42,84) e por fim as ações da Petrobras PN, já citada aqui.

Já a maior queda foram das ações da Braskem (BRKM5) recuando 7,46% (R$ 31,75), com a decisão da Justiça de São Paulo de que os bancos credores da Odebrecht podem, se assim desejarem, executar as ações da Braskem que possuem como garantia. Essa medida pode bloquear a migração da empresa para o Novo Mercado. A segunda maior queda foram das ações da Eletrobrás (ELET3) caindo 4,50% (R$ 36,29) e por fim as ações da Fleury (FLRY3) caindo 4,17%. (R$ 32,10).

O grupo SBF, controlador da Centauro, anunciou ontem o início de uma parceria estratégica com a marca de artigos esportivos Nike, tornando-se distribuidora exclusiva de seus produtos no Brasil pelo período inicial de dez anos. As ações da Centauro (CNTO3) subiram 14,70%.

Por R$ 900 milhões, sujeitos a ajuste, a Centauro se compromete a adquirir a totalidade e de quotas representativas do capital social da Nike no Brasil, o que exclui direitos sobre propriedade intelectual, mas inclui capital de giro, estoque e “determinados ativos fiscais”, de acordo com comunicado ao mercado.

O lucro da varejista Lojas Renner cresceu 16,7% no quarto trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 513 milhões. No acumulado de 2019, a alta foi de 7,7%, atingindo R$ 1,1 bilhão.

A maior alta da B3 ontem foi das ações da Advanced Digital Health Medicina Preventiva (ADHM3), disparando 24,51% (R$ 3,00). Já a maior queda foI das ações da Alfa Holdings (RPAD6) despencando 24,44% (R$ 6,80).

Logo de manhã o dólar caiu para R$ 4,20, refletindo o comunicado do Copom, porém durante o dia foi subindo para fechar com alta de 1,09%, aos R$ 4,28, refletindo a força da economia norte-americana. Os dados econômicos positivos divulgados recentemente por lá, fizeram a moeda americana se valorizar não só frente ao real, mas sim contra a grande a maioria das moedas de países emergentes. Esse patamar de R$ 4,28 é a mais nova máxima histórica desde a implementação do Plano Real. Já o euro subiu 0,86%, aos R$ 4,69.

A mensagem do Copom de que o ciclo de flexibilização pode ter chegado ao fim refletiu num firme movimento de alta no mercado de juros ontem. Logo no início do dia, as taxas futuras dispararam em reação ao comunicado mais duro da autoridade monetária. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,29% para 4,33%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,05% para 6,14%.

Já as taxas do títulos públicos federais subiram e sua grande maioria, principalmente papéis ligados a taxas nominais, já as ligadas a taxa de juros reais, subiram no curto e recuaram no longo, o que é positivo para a carteira EMB1000. Destaque para a NTN-B 2050 que recuou de IPCA +3,46% para IPCA +3,43% e também para a NTN-F 2029 subindo de 6,45% para 6,46%.

Os índices acionários nos EUA fecharam em novo recorde triplo, impulsionados pelo anúncio do governo chinês de que o país reduzirá pela metade as tarifas sobre US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos. O Dow Jones subiu 0,30% (29.379), o S&P 500 subiu 0,33% (3.345) e o Nasdaq subiu 0,67% (9.572).

O Uber registrou crescimento de 23,6% no prejuízo do quarto trimestre de 2019, na comparação com o mesmo período do ano anterior, para US$ 1,096 bilhão. A receita da companhia subiu 36,8% de outubro a dezembro, para US$ 4,69 bilhões. Mesmo com esse prejuízo, as ações atingiram 10% no after-market da Bolsa americana, as perspectivas são boas para 2021.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos subiram no curto prazo e recuaram no longo. Destaque para a T-Note para 10 anos caindo de 1,67% para 1,61% e para a T-Bond para 30 anos caindo de 2,14% para 2,07%.

O anúncio de corte de tarifas feito pela China sustentou o quarto dia de ganhos seguido na Europa. Frankfurt subiu 0,72% (13.574), Londres subiu 0,30% (7.504), Paris subiu 0,88% (6.038), Milão subiu 1,05% (24.490) e Madri subiu 0,96% (9.811).

Na Ásia, as bolsas estão no negativo. A bolsa de Tóquio está caindo 0,19% (23.827), de Hong Kong caindo 0,56% (27.337) e Seul caindo 0,72% (2.211). A exceção é a bolsa de Xangai subindo 0,33% (2.875)

Indo para o petróleo, os representantes da Arábia Saudita e da Rússia não fecharam um acordo para aprofundar os cortes na produção, durante a reunião emergencial da Opep+. A Rússia rejeitou o compromisso de cortar a produção em mais de 600 mil barris diários como forma de responder à queda na demanda pela commodity na China, por conta do coronavírus. Com isso o petróleo fechou sem direção definida, com o WTI subindo 0,39% aos US$ 50,95, enquanto o Brent recuou 0,63%, fechando aos US$ 54,93.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,48%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 1,79% (US$ 9.800), a Ethereum está subindo 4,39% (US$ 218,98) e a Ripple está subindo 0,35% (US$ 0,283).

O IFIX recuou 0,18% (3.042). A maior alta foi do FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) subindo 3,48%, enquanto a maior queda foi novamente do FII BB Progressivo (BBFI11B) caindo 13,17%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

05/02/2020 às 09h51

Ontem o Ibovespa subiu 0,81% e fechou aos 115.556 pontos, engatando a segunda alta consecutiva. O volume financeiro foi de R$ 23 bilhões.

Hoje é dia de Copom, e é bastante provável um corte de 0,25pp, derrubando a taxa de 4,50% para 4,25%. As chances são de 85%, e mais, o mercado já começa a projetar um novo corte na reunião de 18 de março também, vale lembrar que essa será no mesmo dia da reunião do Fomc nos EUA.

O motivo do aumento das chances de corte se deu pelo recuo da produção industrial maior do que o esperado em dezembro e é claro, o impacto do coronavírus na economia, que não pode ser descartado. Em relação ao coronavírus, subiu para 490 o número de mortes e mais de 24 mil infectados. No Brasil, temos 13 casos suspeitos, mas nenhum confirmado.

Voltando ao mercado, os IPOs de Locaweb e da Construtora Mitre mostram que o mercado está aquecido no Brasil, ambas as operações saíram nos preços máximos projetados pelas empresas. A Locaweb precificou a ação em R$ 17,25 e girou R$ 1,2 bilhão, enquanto a Construtora teve o preço definido em R$ 19,30 e arrecadou R$ 1,18 bilhão.

Hoje antes do início do pregão terá balanço do Bradesco, que deve divulgar um lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no 4º trimestre, segundo pesquisa do Broadcast, alta de 12,44% se comparado com o mesmo período do ano anterior.

Indo para o exterior, a sensação de alívio dos investidores ontem é parecida com a da sessão passada. Os temores de desaceleração mundial diminuíram com a injeção de cerca de US$ 180 bilhões praticada pelo banco central da China na economia local. A esperança é que essa medida faça o pé no freio do crescimento chinês ser colocado com menos firmeza.

Das 73 ações do índice, 47 fecharam no positivo e 24 no vermelho. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,60% (R$ 28,63), mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. Hoje teremos a venda bilionária das ações da Petrobrás pelo BNDES, a expectativa é que a oferta possa render R$ 23 bilhões, com os estrangeiros exibindo interesse de compra.  Já as ações da Vale (VALE3) subiram 2,67% (R$ 52,27), acompanhando a forte alta do preço do minério de ferro.

As ações de bancos fecharam em alta, com exceção do Banco do Brasil. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,05% (R$ 33,10), próximo da estabilidade, a espera do balanço. Já as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,79% (R$ 33,16) e do Santander Brasil (SANB11) subiram 0,81% (R$ 42,20). As ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,09% (R$ 48,25).

As ações do Banco Inter (BIDI4) fecharam em alta de 2,11% (R$ 16,90). Já as ações da XP Inc (XP) na Nasdaq recuaram 3,68% (US$ 38,97).

A maior alta de ontem foram das ações da Cogna (COGN3) subindo 5,58% (R$ 12,30), seguido por Gerdau (GGBR4) subindo 4,28% (R$ 21,43) que também aproveitou a alta do minério. Fechando o top 3, as ações da Equatorial (EQTL3) queridinha dos gestores cariocas, subiram 3,86% (R$ 25,86).

Já as maiores quedas foram das ações da Cielo (CIEL3) caindo 2,79% (R$ 6,96), seguida por JBS (JBSS3) caindo 2,28% (R$ 27,48) e EDP Brasil (ENBR3) caindo 1,96% (R$ 22,51).

As maiores altas da B3 ontem foram das ações da Electro Aço Altona (EALT3), disparando 19,93% (R$ 13,78). Já as maiores quedas foram das ações da Nutriplant Indústria e Comércio (NUTR3) despencando 17,73% (R$ 51,01).

Após iniciar o dia em queda moderada, aproveitando o bom humor no exterior, o dólar comercial devolveu o movimento e encerrou em leve alta ontem, pressionado pela expectativa de que novos cortes da Selic possam reduzir ainda mais a atratividade da moeda brasileira. Com isso o dólar subiu 0,21% aos R$ 4,25. Já o euro subiu 0,03% aos R$ 4,69.

A perspectiva de inflação controlada, combinada com dados fracos na economia, deu espaço para o Copom cortar mais juros. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,32% para um histórico 4,29%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,15% para 6,11%.

As quedas nos juros futuros contribuíram para a queda nas taxas nominais. Já as taxas de juros reais fecharam praticamente de lado. Destaque para a NTN-B 2050 que recuou de IPCA +3,50% para IPCA +3,49% e também para a NTN-F 2029 caindo de 6,57% para 6,54%.

Os índices nos EUA fecharam em alta, impulsionados pela perspectiva de que os estímulos fiscais e monetários concedidos pelo governo chinês vão amenizar os impactos econômicos do surto de coronavírus no país. Com os ganhos diários, S&P 500 e Dow Jones reaproximaram-se de suas máximas históricas de fechamento, enquanto o Nasdaq atingiu um novo recorde. O Dow Jones subiu 1,44% (28.807), o S&P 500 subiu 1,50% (3.297) e o Nasdaq subiu 2,10% (9.467).

Por lá, Trump deve ser absolvido hoje pelo Senado das acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos fecharam em alta. Destaque para a T-Note para 10 anos subindo de 1,55% para 1,58% e para a T-Bond para 30 anos subindo de 2,02% para 2,06%.

A melhora da confiança global resultou em altas nos principais índices de bolsa da Europa e da Nova York. Frankfurt subiu 1,81% (13.281), Londres subiu 1,55% (7.439), Paris subiu 1,76% (5.935), Milão subiu 1,64% (23.844) e Madri subiu 1,68% (9.562).

Na Ásia, a bolsa de Tóquio subiu 1,02% (23.319), de Hong Kong subiu 1,16% (26.664), Seul subiu 0,36% (2.165) e a bolsa de Xangai subiu 1,25% (2.818). Na China o crescimento da atividade econômica no setor de serviços diminuiu para o menor patamar em três meses, mas permaneceu acima da marca de 50.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda, ainda sofrendo pressão dos temores sobre o impacto do surto do coronavírus. Depois de operar em alta durante a maior parte da sessão, os contratos da commodity passaram a cair com a perspectiva de forte queda da demanda. Com isso o WTI recuou 0,99% fechando aos US$ 49,61, enquanto o Brent caiu 0,89%, fechando aos US$ 53,96.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,09%, enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, 4 das 10 maiores moedas digitais estão caindo, entre elas o Bitcoin recuando 0,36% (US$ 9.241). Já a Ethereum está subindo 1,25% (US$ 190,63) e a Ripple está disparando 9,64% (US$ 0,278).

Para finalizar, o IFIX subiu 0,08% (3.058). A maior alta foi do FII General Shopping e Outlets (GSFI11) subindo 3,76%, enquanto a maior queda foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) caindo 12,92%.

Ótima quarta e bons negócios!

 

ACORDA MERCADO SEGUNDA

03/02/2020 às 09h42

Na sexta o Ibovespa recuou 1,53% e fechou aos 113.760 pontos. O giro financeiro foi de R$ 23,8 bilhões. O coronavírus foi determinante para o Ibovespa fechar negativo em janeiro, o que não acontecia há quatro anos. A queda no mês foi de 1,63%, só nessa última semana o índice caiu 3,90%. Só para ter uma ideia, em janeiro do ano passado o índice subiu 10,82%.

Hoje teremos a volta do feriado Lunar, que foi prolongado por conta do surto de coronavírus na China, e como era de se esperar, o mercado está caindo forte por lá, nesse momento, às 3 horas da manhã, a queda na bolsa de Xangai é de 7,72%, e olha que medidas foram realizadas para evitar uma perda ainda maior.

Foi proibida a venda a descoberto de ações, suspendeu a negociação com futuros e injetou US$ 174 bilhões no open market para prover liquidez ao mercado, uma política monetária expansionista.

Vamos acompanhar se essa queda forte na China poderá influenciar os mercados pelo mundo, já que uma queda forte na reabertura da bolsa de Xangai já era esperada.

Ainda em China, temos que falar do coronavírus, que já matou 361 pessoas, já o número de infectados já passou de 17 mil. Além da China, mais de 20 países registraram casos de doença respiratória provocada pelo novo vírus.

Nos EUA foi declarado emergência em saúde pública e vão proibir de forma temporária a entrada de estrangeiros vindos da China, já são 11 casos de infecção confirmados por lá.

Aqui no Brasil, por enquanto são 16 casos suspeitos e nenhum confirmado. O governo Bolsonaro decidiu fretar um voo para buscar brasileiros que estão em Wuhan. Os cidadãos repatriados serão obrigados a cumprir quarentena de 21 dias, possivelmente em unidades militares.

Trazendo o resumo para o mercado financeiro, nessa semana teremos Copom e é grande a expectativa para um corte de 0,25pp, indo de 4,5% para 4,25%.

O ouro foi o grande destaque de janeiro, subindo 7,08% e superando o dólar.

Das 73 ações do índice, apenas 11 fecharam em alta, uma no zero a zero e 61 no vermelho. Já no mês, o jogo ficou mais equilibrado, com 41 ações fechando no positivo e 32 ações no negativo, o que pesou para a bolsa fechar negativo foi o peso desses que fecharam em queda. Petrobrás, Vale, Itaú e Bradesco, as quatro maiores participações no Ibovespa, fecharam no vermelho.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,69% (R$ 28,45), vale lembrar que a China representa 72% de todo o petróleo exportado pela Petrobrás, além disso, o preço do barril de petróleo vem caindo também. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 2,39% (R$ 50,27), só na semana passada as ações recuaram 6,56%, já que as ações da Vale têm uma correlação positiva com a China, ou seja, quando o mercado chinês cai, a Vale tende a ir junto. No mês as ações da Petrobrás caíram 5,73% e da Vale recuaram 5,68%

Esse definitivamente foi um mês para os bancos esqueceram. As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,88% (R$ 32,82) na sexta e 11,50% no mês, do Bradesco (BBDC4) recuaram respectivamente 1,67% (R$32,89) e 8,97%, do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 2,53% (R$ 48,54) e 8,10% e do Santander (SANB11) recuaram 2,39% (R$ 42,07) e 11,48%.

As ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,20% (R$ 15,96) na sexta e subiram 1,78% no mês. Na Nasdaq, as ações da XP subiram 3,21% (US$ 40,14), no mês a alta foi de 4,21%.

Hoje iremos separar as 5 maiores altas e baixas do mês de janeiro. As maiores altas foram das ações da Via Varejo (VVAR3) subindo 25,34% (R$ 14,00) essa ação, juntamente com as ações da Schulz que subiram 16,49%, foram fundamentais para a carteira Eu me Banco fechar bem em janeiro, logo falaremos sobre o fechamento da carteira.

A segunda maior alta foram das ações da Natura (NTCO3) subindo 23,04% (R$ 47,58), seguida por Magazine Luiza (MGLU3) subindo 17,07% (R$ 55,80), Totvs (TOTS3) subindo 15,65% (R$ 74,65) e IRB (IRBR3) subindo 15,10% (R$ 44,83).

Já as maiores quedas do mês foram de Hering (HGTX3) caindo 27,09% (R$ 24,82), seguida por CVC (CVCB3) caindo 16,67% (R$ 36,50), nessa fomos surpreendidos pelo coronavírus. A terceira maior queda do mês foram de Cielo (CIEL3) caindo 15,32% (R$ 7,07), BRF (BRFS3) caindo 13,21% (R$ 30,55) e para finalizar Itaú (ITUB4) caindo 11,50% (R$ 32,82). Santander quase entrou, ficou 0,02% menos negativo que o Itaú.

A maior alta da B3 no mês foi das ações da Textil Renauxview SA (TXRX3), disparando 244,54% (R$ 11,99). Já a maior queda da bolsa foi das ações da Eucatex SA (EUCA3) despencando 68,47% (R$ 20,15).

Já o dólar atingiu uma nova máxima histórica fechando aos R$ 4,28, subindo 0,63%, a marca anterior era de R$ 4,25. Pelo jeito Guedes estava certo quando falou que era a hora de se acostumar com esse dólar alto. No mês, a alta foi de 6,81%, ficando atrás apenas do Rand sul-africano que marcou 6,90% contra o dólar.  Já o euro subiu 1,57% e fechou aos R$ 4,75, estamos quase chegando aos R$ 5,00.

Embora o dólar tenha alcançado novas máximas históricas e ultrapassado a marca simbólica de R$ 4,28 pela primeira vez, o mercado de juros continuou firme na aposta de que a inflação deve continuar em níveis comportados ao longo deste ano. Nesse cenário, as taxas de juros negociadas no mercado futuro encerraram o pregão na sexta perto da estabilidade. O DI jan 2021 subiu de 4,36% para 4,37%, enquanto o DI jan 2025 se manteve em 6,21%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam sem uma direção definida. Destaque para a NTN-B 2050 que subiu de IPCA +3,50% para IPCA +3,51% e também para a NTN-F 2029 recuando de 6,69% para 6,65%.

As ações em Wall Street fecharam a sexta em queda forte, com o S&P 500 registrando a pior sessão desde o mês agosto e a pior semana desde o mês julho. A aversão ao risco sexta foi desencadeada pelo agravamento da crise do coronavírus na China e o temor dos investidores de que o surto impacte ainda mais um crescimento global já enfraquecido. Com isso o Dow Jones caiu 2,09% (28.256), o S&P 500 caiu 1,77% (3.225) e o Nasdaq caiu 1,59% (9.150).

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos recuaram em todos os vencimentos. Destaque para a T-Note para 10 anos caindo de 1,58% para 1,54% e para a T-Bond para 30 anos recuando de 2,05% para 2,03%.

Na Europa, os índices fecharam em queda também, acompanhando a queda no mercado norte-americano. Frankfurt caiu 1,33% (12.981), perdendo o patamar dos 13 mil pontos, Londres recuou 1,30% (7.286), Paris recuou 1,11% (5.806), Milão caiu 2,08% (23.285) e Madri recuou 1,16% (9.367).

Na Ásia, a bolsa de Tóquio está recuando 1,09% (22.952), de Hong Kong subindo 0,05% (26.326), Seul caindo 0,01% (2.118) e a bolsa de Xangai recuando 7,72% (2.746).

Os contratos futuros do petróleo fecharam mais uma vez em queda, estendendo as fortes perdas da semana em meio aos temores de que o surto do coronavírus prejudique a economia da China e a demanda pela commodity. Com isso o WTI recuou 1,11% e fechou aos US$ 51,56, enquanto o Brent caiu 0,22%, fechando aos US$ 58,16.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,46%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas com o Bitcoin subindo 0,13% (US$ 9.379), a Ethereum subindo 1,75% (US$ 190,47) e a Ripple subindo 4,39% (US$ 0,252).

Para finalizar, o IFIX subiu 0,03% (3.077), no mês a queda foi de 3,76%. A maior alta foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) subindo 3,06%, enquanto a maior queda foi do FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) caindo 9,08%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

31/01/2020 às 10h55

Ontem o Ibovespa subiu 0,12% e fechou aos 115.528 pontos, com giro financeiro de R$ 24,6 bilhões, em um dia muito movimentando. Durante o pregão, a bolsa chegou a cair 2%, porém se recuperou durante o dia, após a OMS declarar a epidemia em curso na China como emergência global de saúde pública.

Mas como assim? Não é ruim? Ruim é, porém, a OMS não tomou nenhuma medida drástica contra a China, como a proibição de viagens, o que teria efeito direto na economia do país e no mundo, além disso a OMS enfatizou que teria sido muito pior se a China não tivesse estabelecido “um novo padrão de resposta ao surto”.

Os números aumentaram fortemente ontem, agora já são 213 mortos e 9.720 pessoas infectadas. No Brasil, o Ministério da Saúde monitora 9 pacientes com suspeita da doença.

Nos EUA, foi registrado o primeiro caso de transmissão interna do novo coronavírus, trata-se de uma pessoa que conviveu com uma mulher de Chicago que tinha viajado para Wuhan.

Saindo um pouco do coronavírus, vamos falar do mercado hoje, que chegou a cair abaixo dos 113 mil pontos, por volta das 13 horas perto do final do pregão e se recuperou. Além da mensagem da OMS, podemos destacar o empenho da China em conter o vírus.

Falando em China, foi divulgado hoje o PMI industrial oficial que recuou em janeiro, de 50,2 para 50,0, porém em linha com as expectativas. Já o PMI de serviços subiu de 53,5 para 54,1.

O que vem ajudando o mercado financeiro global também, é a boa expectativa com o resultado das empresas no quarto trimestre de 2019, principalmente no mercado norte-americano.

A Amazon, por exemplo, registrou vendas recordes no quarto trimestre e o lucro superou as estimativas dos analistas. O lucro líquido foi de US$ 3,3 bilhões, um aumento de cerca de 21% em relação ao resultado do mesmo período de 2019. No after hours, as ações subiram 9,84%.

E hoje, às 20 horas, acontecerá algo muito importante para a economia mundial, mas que só deve ter efeitos práticos próximo do final do ano. É a saída do Reino Unido da Zona do Euro, mais de três anos e meio depois de ter decidido pelo Brexit em um referendo, em 23 de junho de 2016.

Durante 11 meses, os países passarão por um período de transição, com muitos detalhes que serão ainda negociados, como: circulação de cidadãos europeus e britânicos entre Reino Unido e União Europeia, permissões de residência e trabalho para europeus no Reino Unido e britânicos na UE, comércio entre Reino Unido e União Europeia, tarifas de importação, livre circulação de mercadorias, questões de segurança, compartilhamento de dados e segurança, licenciamento e regulamentação de medicamentos e circulação de alimentos.

Hoje, o Reino Unido automaticamente deixa de fazer parte das instituições políticas europeias, como o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia, não tendo mais direito a voto. Porém, o Reino Unido manterá muitos dos benefícios e obrigações de estar na UE: os britânicos não serão mais cidadãos da UE, mas poderão viajar pelos países do bloco com a mesma liberdade de antes. As realidades do Brexit ficarão mais nítidas próximas do final do ano.

O Santander comprou mais 40% do Banco Olé por R$ 1,6 bilhão ficando com a totalidade das ações da instituição – o Santander já possuía 60% adquiridas em março de 2019. A aquisição foi por intermédio da Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, que é controlada pelo Santander Brasil.

Das 73 ações do índice, 44 fecharam no vermelho e 29 em alta. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,31% (R$ 28,94), mesmo com a queda do preço do barril de petróleo, já as ações ON (PETR3) subiram 2,08% (R$ 30,99). Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,48% (R$ 51,50), assim como outras empresas do setor de siderurgia e mineração.

As ações de bancos fecharam o dia em alta. As ações do Itaú (ITUB4) subiram 1,46% (R$ 33,45), do Bradesco (BBDC4) subiram 1,00% (R$33,45), do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,69% (R$ 49,80) e do Santander (SANB11) subiram 0,75% (R$ 43,10). As ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,62% (R$ 16,32). Na Nasdaq, as ações da XP recuaram 3,57% (US$ 38,89).

A Magazine Luiza (MGLU3) anunciou a compra da Estante Virtual por R$ 31 milhões, a empresa foi a única a fazer um lance pelo ativo. O leilão foi realizado hoje e as ações recuaram 1,38% (R$ 56,50). Lembrando que a Estante Virtual pertencia a Livraria Cultura, que está em recuperação judicial.

As maiores altas foram das ações da Gerdau (GGBR4) e Gerdau Metalúrgica (GOAU4) que subiram respectivamente, 2,98% (R$ 20,74) e 2,38% (R$ 9,90). Já a terceira maior alta foram das ações da Petrobrás ON, já citadas aqui.

Já as maiores quedas foram de Weg (WEGE3) caindo 3,35% (R$ 40,97), seguida por Braskem (BRKM5) caindo 3,20% (R$ 31,80), esse papel vem sofrendo desde que o JP Morgan reduziu a recomendação para “abaixo da média do mercado”. As ações da Ecorodovias (ECOR3) caíram 2,70% (R$ 18,36).

A maior alta da bolsa foi das ações do Mercantil do Brasil Financeira SA (MERC4), disparando 32,01% (R$ 16,00). Já a maior queda da bolsa foi das ações da Bardella SA Indústrias Mecânicas (BDLL4) despencando 16,22% (R$ 15,50).

E o dólar segue sua trajetória de alta, por conta das preocupações com o surto do coronavírus e seus potencias efeitos sobre a economia chinesa e mundial. Nesse cenário, as moedas de países emergentes tendem a sofrer mais. Com isso o dólar subiu 0,90% e fechou aos R$ 4,25, muito próximo do recorde de fechamento. Já o euro subiu 0,78%, para R$ 4,69. Hoje às 10h30, o BC fará leilão de linha de até US$ 3 bilhões.

As negociações de contratos de juros fecharam antes da declaração da OMS, sobre o coronavírus. Com isso eram grandes as expectativas para a declaração e os temores com as medidas que poderiam ser tomados, com isso os juros subiram. O DI jan 2021 subiu de 4,34% para 4,36%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,20% para 6,21%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam em alta também, seja nos juros reais ou nos nominais. Destaque para a NTN-B 2050 que subiu de IPCA +3,36% para IPCA +3,50% e também para a NTN-F 2029 subindo de 6,62% para 6,69%.

Indo para os EUA, ainda que a OMS tenha declarado que o surto de coronavírus é uma emergência global, o tom menos catastrófico adotado pelos membros da instituição agradou aos investidores, que ampliaram compras no mercado de ações no fim da tarde de ontem. Com isso o Dow Jones subiu 0,43% (28.859), o S&P 500 subiu 0,31% (3.286) e o Nasdaq subiu 0,26% (9.298).

Ontem também foi o divulgado o PIB do quarto trimestre dos EUA. A economia americana cresceu à taxa anualizada de 2,1%, em linha com a previsão.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos fecharam sem direção definida. Destaque para a T-Note para 10 anos se manteve em 1,58% e para a T-Bond para 30 anos que subiu de 2,03% para 2,05%.

Na Europa, os índices fecharam predominantemente em queda, lembrando que as bolsas por lá fecharam antes das declarações da OMS. O Brexit marcado para hoje também esteve nos radares. O banco central da Inglaterra manteve ontem a taxa básica nos 0,75% ao ano, em sua primeira reunião de política monetária em 2020.

Frankfurt recuou 1,41% (13.157), Londres recuou 1,36% (7.381), Paris recuou 1,40% (5.871), Milão caiu 1,59% (23.781) e Madri recuou 0,71% (9.477).

Na Ásia, a bolsa de Tóquio está subindo 0,99% (23.205), de Hong Kong caindo 0,40% (26.333) e Seul caindo 1,35% (2.119). Já a bolsa de Xangai segue fechada até o dia 3 de fevereiro.

O coronavírus também foi um dos responsáveis pela forte queda dos preços dos contratos futuros de petróleo, com nenhum outro dado relevante sendo divulgado ontem. O WTI recuou 2,28% e fechou aos US$ 52,14, enquanto o Brent caiu 2,54%, fechando aos US$ 58,29.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,40%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas com o Bitcoin subindo 0,42% (US$ 9.370), a Ethereum subindo 4,86% (US$ 182,93) e a Ripple subindo 3,35% (US$ 0,242).

Para finalizar, o IFIX caiu 0,38% (3.076). A maior alta foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) subindo 2,53%, enquanto a maior queda foi do FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) caindo 5,42%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

29/01/2020 às 10h58

Ontem o Ibovespa subiu 1,74%, sendo a segunda maior alta do ano e recuperou parte da queda pesada de segunda. O índice fechou aos 116.479 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,1 bilhões, um pouco abaixo da média de 2020. Com essa alta, o Ibovespa voltou a ficar positivo em 2020, acumulando alta de 0,72%.

O coronavírus segue assustando e fazendo novas vítimas, já são 132 mortes confirmadas e 5.974 pessoas infectadas. Além disso, 9 mil casos suspeitos estão sendo monitorados. Aqui no Brasil, já são três casos sob suspeita: um no Rio Grande do Sul, outro em Minas Gerais e outro no Paraná.

O esforço global para conter a disseminação do vírus tem sido notado pelo mercado, o que deixou as bolsas positivas, porém, é difícil fazer uma previsão do que pode acontecer com o vírus, já que são muitos casos suspeitos e se espalhando pelos países. O momento é de cautela.

São muitas medidas tomadas pelas autoridades chinesas para controlar o vírus, dessa vez foi determinado por Pequim, que os funcionários de empresas chinesas estão proibidos de voltar ao trabalho até o dia 10 de fevereiro.

Os analistas têm realizado previsões do impacto do coronavírus no PIB chinês. A estimativa é de perda na ordem de 1 a 2 pontos percentuais no crescimento chinês apenas no primeiro semestre.

Hoje teremos a decisão do Fed (Federal Reserve, Banco Central americano) sobre a taxa de juros nos EUA. Diferente do ano passado, as reuniões do Copom e do FOMC (uma espécie de Copom dos EUA) não serão no mesmo dia. Neste ano, apenas as reuniões de 18 de março e 16 de setembro serão no mesmo dia aqui e nos EUA.

Trump usou o Twitter para pedir novos cortes de juros ao Fed, no entanto sinais indicam que as taxas permanecerão estáveis. Lembrando que a taxa atual está entre 1,50% e 1,75%.

E a partir de 1º de fevereiro a Uber deixará de funcionar na Colômbia. A Superintendência da Indústria e do Comércio do país considera que a empresa viola as leis que regulamentam o transporte local. Colômbia entra para uma lista de países que baniram o Uber, juntamente com Bulgária, Dinamarca e Hungria. Na Itália o serviço chegou a ser temporariamente bloqueado, porém, a Uber recorreu e hoje funciona normalmente por lá. Lembrando que o serviço UberEats não foi banido na Colômbia e continuará funcionando normalmente.

Indo para o Brasil, o presidente do INSS pediu demissão por conta da crise com as filas, aliás, o governo anunciou uma nova estratégia para tentar reduzir a fila de espera por benefícios do INSS com a edição e uma Medida Provisória. Ele será substituído pelo atual secretário da Previdência, Leonardo Rolim.

Falando um pouco das reformas, que devem ser as principais molas propulsoras para o crescimento do Brasil, vale destacar que o relator da reforma tributária da Câmara, Aguinaldo Ribeiro, disse trabalhar por um texto único sobre o tema, unindo as propostas em tramitação no Congresso, e espera que o resultado seja votado pelas Casas até junho. Além disso, hoje no segundo dia do evento do Credit Suisse, Maia falará da agenda de reformas.

Das 73 ações do índice, 63 fecharam no azul, nove negativas e uma no zero a zero. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 2,75% (R$ 28,80), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo, que voltou a subir depois de cinco quedas consecutivas. As ações da Vale (VALE3) subiram 1,37% (R$ 51,20) após despencar 6,12% na véspera.

Mesmo com a forte alta, os bancos não tiveram fôlego para aproveitar o momento. As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,03% (R$ 33,49), do Bradesco (BBDC4) subiram 0,12% (R$33,60), do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,82% (R$ 50,71) e do Santander (SANB11) subiram 0,32% (R$ 43,59), lembrando que hoje antes do pregão o Santander irá soltar o balanço. As ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 0,29% (R$ 16,95). Na Nasdaq, as ações da XP subiram 3,80% (US$ 39,04).

Falando em mercado financeiro, ontem o Nubank anunciou a contratação de Marcelo Kopel, que deixa o cargo de Diretor Executivo de cartões e financiamentos no Itaú para se tornar CFO no Nubank.

As empresas aéreas, também fortemente afetadas pelo dólar aquecido e com a perspectiva de menos viagens internacionais no último pregão, se recuperaram e fecharam em alta. As ações da Gol (GOLL4), depois de caírem 6,66%, subiram 2,52% (R$ 36,19) e as da Azul (AZUL4) subiram 8,58% (R$ 62,51), liderando o Ibovespa, após caírem 3,33% na véspera. Além disso, a empresa anunciou ontem a renovação da frota.

Seguindo com as maiores altas, após a Azul, a segunda maior alta foi da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 5,93% (R$ 56,99) e da IRB Brasil (IRBR3) subindo 5,75% (R$ 44,31). Já as maiores quedas foram de Braskem (BRKM5) caindo 2,98% (R$ 34,17), seguida por BRF (BRFS3) caindo 1,32% (R$ 31,36) e Hypera (HYPE3) caindo 0,94% (R$ 33,81).

A maior alta da bolsa foi das ações da Azul, que também compõe o Ibovespa. Já a maior queda da bolsa foi das ações da da OSX Brasil (OSBX3) recuando 22,68% (R$ 4,33), após subir 49,33% na véspera.

Já o dólar recuou 0,38%, fechando aos R$ 4,19, acompanhando a recuperação das bolsas mundiais e o momento menos pessimista. O euro recuou 0,38% também, aos R$ 4,61. O real foi a terceira moeda de melhor desempenho do dia, mas bastante distante dos melhores emergentes, o rublo russo (1,00%) e o peso mexicano (0,90%).

Os juros futuros subiram no curto prazo e recuaram no longo, repercutindo o momento atual, que é de cautela com o coronavírus, mas com fundamentos positivos para o futuro do Brasil. Vale lembrar que no curto prazo, é grande a expectativa com corte na taxa de juros na próxima reunião do Copom, mas essa queda já está bastante precificada. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,30% para 4,33%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,27% para 6,22%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam sem uma direção definida. Destaque para a NTN-B 2050 que se subiu de IPCA +3,51% para IPCA +3,54% e para a NTN-F 2029 caindo de 6,67% para 6,65%.

Indo para os EUA, os investidores deixaram um pouco para trás o pessimismo com o coronavírus e se apegaram as boas perspectivas com o calendário de balanços, que começou bem.  Com isso o Dow Jones subiu 0,66% (28.722), o S&P 500 subiu 1,01% (3.276) e o Nasdaq subiu 1,43% (9.269).

A Apple obteve um lucro líquido de US$ 22,2 bilhões (US$ 4,99 por ação) no primeiro trimestre do ano fiscal de 2020 (que encerrou em 28/12/2019), resultado bastante acima do esperado. Foi um aumento de cerca de 11,4% em relação ao apurado no mesmo período do ano anterior. Esse resultado representa um recorde histórico.

Já a Starbucks registrou lucro líquido de US$ 885,7 milhões (US$ 0,74 por ação), no primeiro trimestre fiscal do ano, um aumento de 16,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos subiram ontem. Destaque para a T-Note para 10 anos subindo de 1,64% para 1,65% e para a T-Bond para 30 anos subindo de 2,06% para 2,11%.

O movimento de ações na Europa foi semelhante ao do Brasil, com papéis devolvendo perdas acentuadas e empurrando para cima os índices de bolsa. Frankfurt subiu 0,90% (13.323), Londres subiu 0,93% (7.480), Paris subiu 1,07% (5.925), Milão subiu 2,61% (24.027) e Madri subiu 1,26% (9.484).

Na Ásia, a bolsa de Tóquio está subindo 0,63% (23.363), de Hong Kong caindo 2,69% (27.197) e Seul subindo 0,55% (2.188). Já a bolsa de Xangai seguirá fechada até o dia 3 de fevereiro.

O petróleo e o mercado acionário tiveram uma sessão de recuperação ontem, com os investidores aproveitando o dia relativamente tranquilo para ajustar posições, após cinco quedas consecutivas. O WTI subiu 0,63% e fechou aos US$ 53,48, enquanto o Brent subiu 0,32%, fechando aos US$ 59,51.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,70%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas com o Bitcoin subindo 3,34% (US$ 9.371), a Ethereum subindo 3,06% (US$ 177,46) e a Ripple subindo 3,25% (US$ 0,240). Das 10 maiores moedas digitais, nove estão subindo novamente.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,25% (3.100), voltando a subir depois de várias quedas consecutivas. A maior alta foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) subindo 3,77%, enquanto a maior queda foi do FII XP Industrial (XPIN11) caindo 6,84%.

Falando um pouco do IFIX acredito que essa baixa é apenas um ajuste, o que é normal, os fundos subiram muito no ano passado. Porém entre esse ano e 2021, a expectativa é de um aumento na ordem de 20% a 30% nos preços dos aluguéis, que deve refletir na valorização das cotas. Com a economia aquecendo, a tendência é de uma maior procura por imóveis.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

27/01/2020 às 13h30

Na sexta o Ibovespa recuou 0,96% e fechou aos 118.736 pontos. O giro financeiro foi de R$ 19,5 bilhões. Na semana, o índice recuou 0,09%.

O coronavírus segue no centro das atenções. Ontem a China decidiu estender até dia 2 de fevereiro o feriado de Ano Novo Lunar, que iria até o dia 30 de janeiro. Ao todo são mais de 2.700 casos confirmados, com 80 mortos. Sem contar os mais de 5.700 casos suspeitos que estão sob supervisão.

Os casos confirmados fora da China também crescem cada dia mais, ontem os EUA já confirmaram o quinto caso da doença. Além dos EUA, foram confirmadas infecções na França, Austrália, Coréia do Sul, Japão, Tailândia, Cingapura, Malásia e por aí vai.

O medo de um surto estar começando a fugir do controle derrubaram os preços de papéis pesados da bolsa brasileira na sexta. A boa notícia, é que as autoridades chinesas anunciaram, perto do fim do pregão, a primeira cura de um doente que estava internado, e teve alta, após ser contaminado pelo coronavírus.

Saindo um pouco do assunto do vírus, três foguetes atingiram ontem a embaixada dos EUA em Bagdá, na Zona Verde, área de maior segurança da cidade e que tem se tornado alvo constante de ataques.

Na bolsa, a sexta foi marcada por queda das ações de empresas exportadoras à China ou diretamente ligadas a commodities. Além disso, os investidores aproveitaram para realizar o lucro, após cravar mais duas máximas históricas na semana. Com isso, das 73 ações do índice, apenas 12 subiram, 60 recuaram a uma fechou no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,01% (R$ 29,30), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo, que voltou a cair mais pesado. As ações da Vale (VALE3) sofreram com o agravamento do surto na China, recuando 3,06% (R$ 53,80).

Aliás, esse movimento foi visto nos papéis de siderúrgicas. A CSN (CSNA3) caiu 3,74% (R$ 14,91), a Usiminas (USIM5) caiu 2,61% (R$ 10,82) e a Gerdau (GGBR4) caiu 2,21% (R$ 21,67).

Os bancos voltaram a recuar novamente, após ensaiar uma recuperada. Agora os bancos vivem a expectativa dos resultados, na quarta-feira já teremos o balanço de Santander e na próxima semana Bradesco. As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,75% (R$ 34,24), do Bradesco (BBDC4) também caíram 0,75% (R$34,35), do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,32% (R$ 50,80) e do Santander (SANB11) caíram 1,83% (R$ 43,88). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,84% (R$ 18,06). Na Nasdaq, as ações da XP despencaram 6,02% (US$ 38,53).

A maior alta foram das ações da Weg (WEGE3) subindo 4,49% (R$ 41,43), no ano a alta acumulada é de 19,53%. A segunda maior alta foram das ações da Ambev (ABEV3) subindo 1,82% (R$ 18,99) e pelas ações da Hering (HGTX3) que subiram 1,79% (R$ 27,28), porém em 2020 a queda acumulada é de 19,86%, por enquanto a maior do Ibovespa.

Já as maiores quedas foram de Iguatemi (IGTA3) caindo 3,82% (R$ 54,90), seguida pela CSN, já citada aqui, e Braskem (BRKM5) caindo 3,51% (R$ 37,60).

A maior alta da bolsa foi das ações da Rossi Residencial (RSID3) subindo 23,02% (R$ 11,22). Já a maior queda fora novamente das ações do Banco Mercantil Investimentos (BMIN3) caindo 17,27% (R$ 24,82).

Preocupações relacionadas à transmissão do coronavírus, com o registro de novos casos dentro e fora da China, voltaram a pesar sobre o câmbio na sexta-feira. Por aqui, o dólar interrompeu uma sequência de dois pregões de queda e fechou em alta de 0,43%, aos R$ 4,18. Já o euro fechou com queda de 0,01%, aos R$ 4,61, praticamente de lado.

O cenário benigno para a inflação projetado pelo mercado falou mais alto e os juros futuros encerraram o pregão na sexta em ligeira queda, após oscilarem entre leves altas e baixas, durante toda sessão. Além da inflação, afirmações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a potência e a defasagem da política monetária também estiveram no foco, sobretudo durante a manhã. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,36% para 4,35%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,32% para 6,30%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam praticamente de lado, com poucas oscilações durante o dia. Destaque para a NTN-B 2050 que se manteve em IPCA +3,51% e para a LTN 2022 que subiu de 4,95% para 4,96%.

Os índices acionários nos EUA fecharam em queda na sexta, pressionados pelos temores em torno de um surto de coronavírus, que se agrava na China e começa a ser confirmado ao redor do mundo. O Dow Jones caiu 0,58% (28.989), o S&P 500 caiu 0,90% (3.295) e o Nasdaq caiu 0,93% (9.314).

Na semana o Dow Jones recuou 1,22%, o S&P 500 caiu 1,03% e o Nasdaq caiu 0,79%, sendo a pior semana para os índices desde setembro do ano passado.

Os futuros das bolsas norte-americanas operam em queda, por conta da preocupação com o coronavírus. Nos EUA já foram confirmados 5 casos.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos recuaram forte na sexta. Destaque para a T-Note para 10 anos caindo de 1,76% par a 1,64% e para a T-Bond para 30 anos caindo de 2,20% para 2,09%.

Na agenda norte-americana teremos às 12hrs, os dados de vendas de moradias usadas em dezembro, já às 12h30, teremos o índice de produção manufatureira de janeiro.

As principais bolsas da Europa se recuperaram da queda da véspera e fecharam a semana no azul. Dados econômicos no continente divulgados sexta tiraram um pouco dos radares os riscos de recessão na região. Embora o PMI composto da zona do euro permaneça inalterado em 50,9 em janeiro, a atividade na Alemanha e Reino Unido superaram expectativas.

Com isso Frankfurt subiu 1,41% (13.576), Londres subiu 1,04% (7.585), Paris subiu 0,88% (6.024), Milão subiu 1,11% (23.969) e Madri subiu 0,46% (9.562).

Na Ásia, apenas Tóquio teve pregão hoje, e recuou 2,03% (23.343).

O coronavírus segue preocupando e foi o principal fator para a queda dos preços do barril de petróleo, por conta do receio de que o vírus prejudique a demanda por energia na China. O WTI caiu 2,51% e fechou aos US$ 54,17, enquanto o Brent caiu 2,17%, fechando aos US$ 60,69.

O contrato de ouro OZ1D caiu 0,80%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas com o Bitcoin subindo 2,38% (US$ 8.619), a Ethereum subindo 2,10% (US$ 165,96) e a Ripple subindo 1,94% (US$ 0,227). Das 10 maiores moedas digitais, nove estão subindo.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,04% (3.119). A maior alta foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) subindo 7,74%, após ser o fundo imobiliário que mais recuou na véspera, enquanto a maior queda foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) caindo 5,85%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

24/01/2020 às 08h17

Ontem o Ibovespa subiu 0,96% e fechou aos 119.527 pontos e cravou uma nova máxima histórica. O giro financeiro foi de R$ 25,1 bilhões.

É inevitável começar mais um Acorda Mercado falando do coronavírus, que já causou 25 mortes e mais de 830 infecções, deixando o mundo em alerta e isolando nove cidades chinesas. A OMS tratou de trazer tranquilidade após afirmar que é muito cedo para considerar o novo coronavírus uma emergência internacional.

Aqui no Brasil, crescem as apostas em relação aos juros, com uma nova reunião do Copom se aproximando. Hoje Roberto Campos Neto estará em um evento da XP Investimentos, e pode dar novas pistas. Ontem mesmo, aumentaram as apostas para novos cortes após comentários de Campos Neto, que está tranquilo com a inflação, aliás, esse poderia ser o principal motivo para cessar os cortes de juros.

A prévia da inflação medida pelo IPCA-15 veio em 0,71%, superando levemente as estimativas, mas nada que gere preocupação com a inflação, ou uma mudança no discurso do BC, já que a declaração de Campos Neto foi após a divulgação dos dados. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 passou de 3,91% para 4,34%. Esse choque foi causado pelo aumento do preço da carne, porém esse choque é transitório e logo deve voltar para próximo de 3,50%. Lembrando que o centro da meta do IPCA desse ano é de 4,00%.

Pegou bem o sinal verde dado por Guedes na Suíça sobre o andamento de reformas. O ministro avisou que o governo enviará em fevereiro ao Congresso uma proposta de reforma tributária. Está prevista, segundo ele, a substituição de alguns impostos por outros. Ele descartou uma alta na carga tributária.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 51 subiram e 22 caíram. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,99% (R$ 29,58), mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. Em compensação a Vale (VALE3) não conseguiu escapar a queda do preço do minério de ferro chinês e recuou 1,39% (R$ 55,52).

Os bancos que ficaram para trás nesse início de nova arrancada do Ibovespa, trataram de começar a andar. O Itaú (ITUB4) subiu 2,37% (R$ 34,50), o Bradesco (BBDC4) subiu 2,64% (R$34,61), o Banco do Brasil (BBAS3) disparou 5,62% (R$ 51,48) e o Santander (SANB11) subiu 1,96% (R$ 44,70). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,10% (R$ 18,39). Na Nasdaq, as ações da XP recuaram 3,48% (US$ 41,00).

A maior alta foi das ações da Braskem (BRKM5) que dispararam 7,26% (R$ 39,00), seguida pelas ações do Banco do Brasil, já citada aqui, e pelas ações da Gol (GOLL4) que subiram 5,03% (R$ 39,05).

Já as maiores quedas foram de Intermédica (GNDI), caindo 2,54% (R$ 72,65), seguida por IRB Brasil (IRBR3) caindo 2,27% (R$ 43,88) e Hering (HGTX3) novamente, caindo 2,19% (R$ 26,80), no mês a empresa já perdeu 21,27%.

A maior alta da bolsa foi das ações da Cemepe Investimentos (MAPT4) subindo 42,51% (R$ 49,88). Já a maior queda foi das ações do Banco Mercantil Investimentos (BMIN3) caindo 9,64% (R$ 30,00).

A captação de grandes empresas brasileiras no exterior continuou a direcionar o mercado cambial ontem. Influenciado pela perspectiva de melhora do fluxo, o dólar cedeu terreno contra o real, praticamente ignorando o clima de maior aversão ao risco no exterior causado pelo surto de coronavírus na China. Além disso, entre as 34 dividas mais líquidas do mundo, o real foi a segunda moeda que mais subiu ontem contra o dólar. Com isso o dólar recuou 0,23%, aos R$ 4,16, enquanto o euro caiu 0,79%, aos R$ 4,60.

Os juros começaram o dia em alta, por conta do IPCA-15, porém após discurso de Campos Neto, devolveram e fecharam em leve alta. O DI jan 2021 subiu de 4,34% para 4,36%, mas durante dia chegou aos 4,41%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,30% para 6,32%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto fecharam sem direção definida, seja nos juros reais ou no nominais. Destaque para a NTN-B 2050 que subiu de IPCA +3,46% para IPCA +3,51% e para a LTN 2022 que subiu de 4,93% para 4,95%.

Nos EUA, as bolsas começaram o dia com queda forte, porém se recuperaram após a OMS dizer que não é preciso declarar emergência internacional. O Dow Jones caiu 0,09% (29.160), o S&P 500 subiu 0,11% (3.325) e o Nasdaq subiu 0,20%, cravando um novo recorde, aos 9.402 pontos.

Hoje podemos abrir em alta, no after market as ações da Intel subiram 5,57% após resultado positivo.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos fecharam sem direção definida. Destaque para a T-Note para 10 anos subindo de 1,74% para 1,76% e para a T-Bond para 30 anos se mantendo em 2,20%.

As principais bolsas de valores da Europa fecharam em queda. Além do medo do coronavírus, investidores assimilaram a primeira decisão sobre juros do ano tomada pelo Banco Central Europeu (BCE). As taxas foram mantidas inalteradas por lá, mas a autoridade monetária avisou que mudará a estratégia de política monetária adotada desde 2003. Com isso Frankfurt recuou 0,94% (13.388), Londres caiu 0,85% (7.503), Paris caiu 0,65% (5.971), Milão fechou no zero a zero (23.707) e Madri recuou 0,58% (9.518).

Na Ásia as bolsas estão operando em queda, com exceção do Japão. Tóquio está subindo 0,13% (23.827), Xangai caindo 2,74% (2.976), Seul caindo 0,93% (2.246) e Hong Kong caindo 0,03% (27.901).

Os contratos futuros do petróleo seguem em queda acentuada, pressionados pelos receios de que a demanda por energia na China seja prejudicada pelos temores de proliferação do coronavírus. O WTI caiu 2,02% e fechou aos US$ 55,59, enquanto o Brent caiu 1,85%, fechando aos US$ 62,04.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,09%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas com o Bitcoin caindo 3,04% (US$ 8.327), a Ethereum caindo 3,80% (US$ 158,78) e a Ripple caindo 4,87% (US$ 0,22). Das 10 maiores moedas digitais, nove estão em queda.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,03% (3.121). A maior alta foi do FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) subindo 9,08%, enquanto a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 5,88%.

Na Carteira 1 do Eu me Banco, com foco em aplicações no valor de R$ 1 mil, para quem está começando, temos 35% da carteira em Tesouro Selic, 15% em NTN-B 2050, 15% no ETF IVVB11, 5% em Banco do Brasil (BBAS3), 5% em Schulz (SHUL4), 5% em Via Varejo (VVAR3), 5% em CVC (CVCB3), além de 15% na RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11). Essa carteira eu passei no início do ano e tem como maior destaque a Via Varejo, que já subiu 29,24%.

Essa carteira é a prova de que dá para diversificar e buscar o conhecer o mercado investindo pouco, não tem desculpas para aprender e buscar algo diferente.

Temos duas carteiras, porém essas devem entrar no nosso plano de Research que será lançado em breve.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

22/01/2020 às 09h38

Ontem o Ibovespa recuou 1,54%, aos 117.026 pontos, com giro financeiro de R$ 22 bilhões. Essa foi a maior queda desde 8 de novembro.

O motivo dessa queda forte veio do exterior, mas precisamente da China. Há um novo risco, o medo de que o coronavírus que já matou 9 pessoas na China e infectou cerca de 400 pessoas entre China, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul e até o primeiro caso nos Estados Unidos. Esse vírus teve origem de Wuhan, em Macau.

A preocupação é com a proximidade do Ano Novo Lunar na China, que será comemorado nesse sábado, com muitas viagens de chineses dentro e fora do país, podendo causar uma epidemia de proporção ainda desconhecida.

Vale lembrar que em 2002 e 2003, houve o surto de síndrome respiratória grave, que seria da mesma família de vírus do coronavírus, aonde iniciou na China também, e infectou mais de 8 mil pessoas e matou outras 700.

E quem sofreu na bolsa foram justamente as ações ligadas a commodities, que tem o mercado chinês como principal destino de exportação. Além disso, empresas ligadas a viagens internacionais sofreram também, já que no outro surto, o impacto no turismo foi muito forte, com os turistas evitando viagens internacionais.

Enfim, a OMS se reunirá hoje para discutir se deve ser declarada emergência de saúde pública.

Indo para Davos, o mercado ficou atento as declarações de Paulo Guedes, que destacou os cortes de despesas e disse que o Brasil crescerá um ponto percentual a mais por ano.

Nos EUA, o Senado começou a julgar o impeachment de Trump ontem, porém, com a maioria dos republicanos no Senado, é muito provável que não vá adiante. Falando em Trump, em discurso ontem, disse que os EUA estão no meio de um boom econômico que o mundo nunca viu antes, e aproveitou para criticar a política monetária do Fed, pois na visão de Trump, deveria cortar taxa de juros, e não aumentar.

Por conta desse surto, apenas 14 das 73 ações do Ibovespa subiram. Já 58 recuaram e uma fechou no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) não foram poupadas em meio as exportadoras de commodities e recuaram 1,27%, acompanhando a queda do preço do barril do petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 2,32%, também sofrendo com a queda do preço do minério, porém com um agravante, a empresa foi denunciada ontem pelo Ministério Público de Minas, em decorrência do desastre de Brumadinho, que irá completar um ano nesse sábado.

Outras ações de exportadoras de commodities sofreram, como foram os casos de Gerdau (GGBR4) recuando 2,11%, CSN (CSNA3) caindo 2,11% e Usimimas (USIM5) caindo 2,05%.

Os bancos continuaram sua trajetória de queda em 2020, com o Itaú (ITUB4) recuando 2,13%, o Bradesco (BBDC4) caindo 3,34%, o Banco do Brasil (BBAS3) caindo 2,89% e o Santander (SANB11) caindo 4,93%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 1,34%. Na Nasdaq, as ações da XP dispararam 4,64% e atingiram a máxima de US$ 40,59.

A maior alta foi das ações RaiaDrogasil (RADL3) subindo 5,36%, que tiveram a avaliação de suas ações melhorada pelo Credit Suisse. Seguida por Braskem (BKRM5) subindo 3,22% e Tim (TIMP3) subindo 2,52% e também teve a sua recomendação elevada pelo Credit Suisse.

Logo depois veio as ações da Via Varejo (VVAR3) que subiram 2,21%, já acumulando alta de 28,20%, a maior do Ibovespa em 2020. Essas ações estão na Carteira Eu me Banco.

Já a maior queda foi das ações da Hering (HGTX3) que despencaram 12,59%, após a companhia divulgar seu desempenho de natal, que foi frustrante. Com essa queda, a ação é a lanterna do Ibovespa em 2020, com queda acumulada de 19,45%.

A segunda maior queda foram das ações do Santander, já citada aqui, seguida pelas ações da CVC (CVCB3) caindo 4,07%.

A maior alta da bolsa foi das ações do Banco Mercantil de Investimentos (BMIN4) subindo 14,74%, e a maior queda foram das ações da João Fortes Engenharia (JFEN3) caindo 37,10%.

Como Guedes disse, vamos ter que nos acostumar com o novo patamar do dólar, que ontem subiu mais 0,39% e fechou aos R$ 4,20, patamar que não atingia desde o início de dezembro. Já o euro subiu 0,37% e fechou aos R$ 4,66.

Já os juros futuros recuaram, com a segunda prévia do IGP-M de janeiro desacelerando para 0,57%, contra 2,06% na leitura do mesmo período de dezembro. Na curva a termo, a chance de a Selic ir a 4,25% é de 63%. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,42% para 4,39%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,40% para 6,34%.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto caíram em sua grande maioria. Destaque para a NTN-B 2050 que recuou de IPCA +3,51% para IPCA +3,50% e para a LTN 2022 que caiu de 5,05% para 4,99%, voltando a fechar abaixo dos 5%.

Nos EUA, a confirmação a tarde, de que um americano de Seattle, que viajou recentemente à China, foi diagnosticado com o vírus respiratório, gerou preocupações aos mercados. Com isso os investidores aproveitaram também para realizar o lucro, após altas consecutivas das bolsas por lá. O Dow Jones caiu 0,52%, o S&P 500 caiu 0,27% e o Nasdaq caiu 0,19%.

Por lá as empresas aéreas também sofreram, por conta do possível impacto no turismo. As ações da American Airlines caíram 4,23%, da Delta caíram 2,72% e da United Airlines caíram 4,36%.

Ainda em EUA, os futuros abriram em alta, por conta dos balanços positivos de Netflix e IBM.

Na agenda norte-americana teremos os dados de atividade nacional medida pelo Fed/Chicago às 10h30, e às 12hrs, as vendas de moradias usadas no mês. Hoje antes do pregão teremos o balanço de Johnson & Johnson.

Indo para as Treasuries, a taxas dos títulos recuaram. Destaque para a T-Note para 10 anos recuando de 1,82% para 1,78% e para a T-Bond para 30 anos, recuando de 2,28% para 2,24%.

Na Europa, os principais índices de bolsa fecharam majoritariamente em baixa, enquanto investidores recebiam a notícia de que o coronavírus pode estar se espalhando para outros países. Com isso Frankfurt subiu 0,05%, Londres caiu 0,53%, Paris caiu 0,54%, Milão caiu 0,65% e Madri recuou 0,49%.

Na Ásia as bolsas estão operando em alta, após susto com o surto. Tóquio está subindo 0,70%, Xangai subindo 0,28%, Seul subindo 1,23% e Hong Kong subindo 1,09%.

O vírus na China também ajudou a derrubar o preço do barril de petróleo. O WTI caiu 0,34% e fechou aos US$ 58,38, enquanto o Brent caiu 0,94%, fechando aos US$ 64,59.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,20%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta nas últimas 24 horas com o Bitcoin subindo 0,98%, a Ethereum subindo 1,55% e a Ripple subindo 1,02%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,41%, seguindo sua trajetória de queda em 2020, no ano o índice já recuou 2,23%. A maior alta foi do FII Vinci Logística (VILG11) subindo 2,81%, enquanto a maior queda foi novamente do FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) despencando 23,75%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

20/01/2020 às 09h58

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 1,52% e fechou aos 118.478 pontos, muito próximo do recorde de 118.564 pontos. Na semana, a alta foi de 2,58%. O volume financeiro foi de R$ 20,6 bilhões.

O cenário externo pesou positivamente para essa nova alta do índice, com o PIB chinês crescendo 6,1% em 2019, em linha com o esperado. Porém com a produção industrial e as vendas no varejo vindos acima do esperado.

Nos EUA a produção industrial recuou 0,3%, praticamente em linha com o esperado. Já a construção americana de casas cresceu nada menos que 16,9% em dezembro – o esperado era uma expansão mensal de apenas 0,4%. Foi atingido o nível mais alto do setor desde 2006.

No Brasil, o foco foi no discurso de Roberto Campos Neto, presidente do BC, que manteve o tom de cautela, e disse que os próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação. Os dados fracos no Brasil fizeram com que aumentassem as chances de novos cortes de juros na reunião de 04 e 05 de fevereiro.

Hoje tende a ser um dia bastante morno, já que os mercados estarão fechados nos EUA por conta do feriado de Martin Luther King. Já aqui no Brasil, terá vencimento de opções, que ocorre sempre na terceira segunda feira de cada mês, podendo compensar a falta de volume com o mercado norte-americano fechado.

Essa semana teremos o Fórum Econômico Mundial, que vai até sexta. Guedes irá representar o Brasil e tem a missão de mostrar ao mundo o quanto o Brasil está atrativo para investimentos e o potencial de crescimento para 2020.

Na política, Bolsonaro convidou Regina Duarte para assumir a Secretaria Nacional de Cultura. Ela ficou de pensar, mas pode ser até que Bolsonaro recrie o Ministério da Cultura para poder atrair Regina.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 58 subiram, 12 recuaram e três ficaram no zero a zero. As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,12%, acima da alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 3,32%, ajudado pela alta de 1,27% do minério de ferro.

Os bancos engataram um segundo dia de alta, se recuperando aos poucos do início de ano ruim. As ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,69%, do Bradesco (BBDC4) subiram 2,34%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,35% e do Santander (SANB11) subiram 1,92%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 2,87%, mas acumulam alta de 18,62% em 2020. As ações da XP na Nasdaq subiram 2,89% e se aproximaram dos US$ 39

A maior alta foram das ações da Bradespar (BRAP4) subindo 4,30%, seguido pela Totvs (TOTS3) subindo 3,62% e Gol (GOLL4) subindo 3,52%. Já as maiores quedas foram de Cogna (COGN3), pelo terceiro dia consecutivo, caindo 2,91%, Hering (HGTX3) caindo 1,55% e Suzano (SUZB3) caindo 1,17%.

O dólar recuou um pouco, após várias altas consecutivas, e depois de ter atingido o patamar de R$ 4,20. Entre as principais divisas do mundo, o real foi a moeda que mais desvalorizou frente ao dólar em 2020, já são 3,73% acumulados. A segunda moeda que mais desvalorizou esse ano frente ao dólar foi o rand sul-africano, desvalorizando 2,96%. Na sexta o dólar recuou 0,66% e fechou aos R$ 4,16, enquanto o euro recuou 0,91% e fechou aos R$ 4,61.

A expectativa de corte na taxa de juros, por conta dos dados fracos da economia, fez com que os juros DIs recuassem, além disso, o mercado começa a projetar uma inflação mais baixa para 2020, na sexta, por exemplo, o Itaú reduziu sua expectativa de inflação de 3,5% para 3,3%. Com a inflação mais baixa, mais espaço para corte de juros. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,45% para 4,42%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,43% para 6,38%.

Os títulos do Tesouro Direto acompanharam a queda nas taxas de juros. Destaque para a NTN-B 2050 que recuou de IPCA +3,54% para IPCA +3,52% e para a LTN 2022 que caiu de 5,09% para 5,06%.

Nos EUA, tudo está conspirando para novos recordes. Os dados positivos no EUA e na China, a assinatura da fase 1 do Acordo Comercial e a temporada de balanços iniciando de forma positiva. Com isso os três índices bateram novos recordes, o Dow Jones subiu 0,17%, o S&P 500 subiu 0,39% e o Nasdaq subiu 0,34%.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no curto prazo e ficaram no mesmo patamar no longo prazo. A T-Bill para 3 meses subiu de 1,54% para 1,55%, enquanto a T-Note para 10 anos e a T-Bond para 30 anos, fecharam no zero a zero.

Os dados positivos na economia chinesa, também colaboraram para a alta dos índices europeus. Frankfurt subiu 0,72%, Londres subiu 0,85%, Paris subiu 1,02%, Milão subiu 0,84% e Madri subiu 1,14%.

Na Ásia as bolsas estão subindo. Tóquio está subindo 0,23%, Xangai subindo 0,48% e Seul subindo 0,74%. A exceção é Hong Kong recuando 0,69%.

O preço do barril de petróleo voltou a subir, motivado pelos dados positivos na China. Com isso o Brent subiu 0,36%, aos US$ 64,85, enquanto o WTI subiu 0,09%, aos US$ 58,58. Ontem, a produção de commodity na Líbia caiu, ao menos, 700 mil barris por dia, após ação de milícia em gasoduto.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,91%, enquanto as criptomoedas estão caindo forte nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 5,17%, a Ethereum caindo 6,32% e a Ripple caindo 6,41%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,35%. A maior alta foi do FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B) subindo 3,64%, enquanto a maior queda foi do FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) caindo 9,55%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

17/01/2020 às 10h15

Ontem o Ibovespa subiu 0,25% e fechou aos 116.704 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,1 bilhões.

O dado positivo que colaborou com essa alta foi o IBC-Br, que subiu 0,18%, acima do esperado pelo mercado. O índice veio na contramão dos dados econômicos ruins divulgados até agora em 2020, gerando um certo alívio. Esse índice é o considerado a prévia do PIB.

A parte ruim é que, segundo cálculo da consultoria Oxford, a primeira fase do acordo comercial assinada na quarta entre EUA e China poderá gerar uma perda de até US$ 10 bilhões nas exportações brasileiras, já que a China se comprometeu a comprar US$ 200 bilhões em produtos agrícolas, combustíveis e outros tipos de mercadorias dos americanos.

Até por isso, a bolsa começou em alta durante o dia, mas não conseguiu se manter em forte alta, já que por enquanto, 2020 tem mais notícias ruins do que boas para a economia. Além disso, outro motivo para a queda é a saída de recursos de investidores estrangeiros, que até o dia 14 de janeiro atingiu US$ 5 bilhões.

Para melhorar a perspectivas com a economia brasileira, é preciso colocar as reformas tributárias e administrativas para andar, caso contrário, podemos ter mais um ano de expectativa de PIB sendo reduzida a cada mês.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 48 subiram e 25 fecharam em queda.  As ações da Petrobrás (PETR4) caíram 0,10% e as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,52%, mesmo com o preço do petróleo e o preço do minério subindo.

Os bancos voltaram a reagir ontem e interromperam uma sequência de quedas, porém no ano, os principais bancos estão bastante negativos. As ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,20%, do Bradesco (BBDC4) subiram 1,43%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,45% e do Santander (SANB11) subiram 0,87%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 6,03%. As ações da XP na Nasdaq subiram 0,40%.

A maior alta foram das ações da Hapvida (HAPV3) subindo 3,36%, seguido por Usiminas (USIM5) subindo 2,98% e Ecorodovias (ECOR3) subindo 2,80%. Já as maiores quedas foram de Cogna (COGN3) caindo 2,67%, Rumo (RAIL3) caindo 2,52% e Br Malls (BRML3) caindo 1,99%.

A surpresa positiva com um dado de atividade de novembro não foi suficiente para provocar uma queda da moeda americana ontem. Após abrir em queda, influenciado pela aceleração do IBC-Br, o dólar devolveu o movimento, ajudado por dados americanos, e encerrou o dia em leve alta, se aproximando da marca dos R$ 4,20. A alta foi de 0,20%, fechando aos R$ 4,19. Já o euro subiu 0,23% e fechou aos R$ 4,66. Vale lembrar que de 11 pregões, em nove o dólar subiu.

Números acima do esperado do IBC-Br em novembro se somaram ao dólar novamente próximo de R$ 4,20 e geraram forte recomposição de prêmio de risco na curva de juros futuros ontem, ou seja, dados positivos diminuem as chances de cortes na Selic, e dólar em alta pressionam os juros. Com giro forte, as taxas de alguns dos principais contratos DI reverteram toda a queda observada quarta. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,39% para 4,45%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,32% para 6,43%.

Os títulos do Tesouro Direto acompanharam a alta dos juros. Destaque para a NTN-B 2050 que subiu de IPCA +3,47% para IPCA +3,54% e para a LTN 2022 que subiu de 4,96% para 5,09%.

Os índices acionários de Nova York anotaram novo recorde triplo ontem, impulsionados por dados econômicos relativamente positivos e um balanço trimestral sólido do Morgan Stanley. O Dow Jones subiu 0,92%, o S&P 500 subiu 0,84% e o Nasdaq subiu 1,06%.

Dados sobre o varejo americano mostraram um aumento nas vendas de 0,3% em dezembro. Já o índice que mede a atividade industrial americana calculado pelo Fed subiu para 17,0 em janeiro, sendo que, em dezembro, havia ficado em 2,4.

Aprofundado sobre o balanço do Morgan Stanley, o resultado foi bastante positivo. O banco reportou uma alta de 46% nos lucros, na base anual, para US$ 2,2 bilhões, ou US$ 1,30 por ação. A expectativa era de US$ 1,02 por ação.

As ações da Controladora do Google, a Alphabet, bateram US$ 1 trilhão em valor de mercado, se unindo as gigantes Apple e Microsoft que já estão nesse patamar. A Amazon já chegou a esse patamar durante um pregão, porém não conseguiu se manter em alta. Hoje o valor de mercado da Amazon está em US$ 930 bilhões. Já o maior valor de mercado é da Apple, US$ 1,4 trilhão.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no longo prazo. A T-Note para 10 anos subiu de 1,79% para 1,82%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 2,25% para 2,28%.

Na Europa, os índices das principais bolsas fecharam o dia sem direção definida. Ainda repercute por lá a boa notícia do acordo fechado na véspera entre Estados Unidos e China, mas a temporada de balanços de empresas que está chegando redobra a cautela no mercado. Frankfurt recuou 0,02%, Londres caiu 0,43%, Paris subiu 0,11%, Milão subiu 0,74% e Madri subiu 0,64%.

Na Ásia as bolsas estão operando em alta, com Tóquio subindo 0,47%, Xangai subindo 0,08% e Seul subindo 0,22%. A exceção é Hong Kong recuando 0,08%.

Na China o PIB ficou estável em 6% no 4º trimestre, fechando 2019 com alta de 6,1%, a boa notícia foram os dados fortes da atividade em dezembro.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta ontem, impulsionados por um relativo otimismo em relação à economia global, com a redução das tensões comerciais e a divulgação de dados econômicos positivos nos Estados Unidos. Com isso o WTI subiu 1,22% a US$ 58,52, enquanto o Brent subiu 0,96% a US$ 64,62.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,02%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 1,66%, a Ethereum subindo 4,06% e a Ripple subindo 3,35%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,40%. A maior alta foi do FII Kinea High Yield CRI (KNHY11) subindo 1,65%, enquanto a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 12,16%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

15/01/2020 às 21h37

Ontem o Ibovespa subiu 0,26% e fechou aos 117.632 pontos. O giro financeiro foi de R$ 20,6 bilhões. Essa foi a segunda alta consecutiva, após seis quedas.

O acordo previsto para hoje pode não sair, pois os EUA não irão cortar as tarifas contra produtos chineses antes das eleições presidenciais. Em contrapartida, os EUA retiraram a China de “manipuladora de moeda”, mostrando que o acordo da fase 1 está bem encaminhado, porém, tudo pode acontecer até a assinatura de fato. O vice-primeiro-ministro chinês já está nos EUA.

O histórico não favorece o acordo. Em outubro, quando Trump anunciou que havia chegado a uma primeira fase de acordo comercial com Pequim, a tal assinatura foi prometida para novembro, e não saiu. Em dezembro os dois governos vieram a público para avisar, outra vez, que haviam chegado um consenso. Por isso a cautela do mercado é mais do que justa. A balança comercial chinesa, que veio positiva, favoreceu ações ligadas a commodities no Brasil.

Os dados divulgados do Brasil também não favoreceram muito. O IBGE divulgou ontem que o setor de serviços brasileiro, após dois meses de expansão, fechou novembro do ano passado em queda de 0,1%.

Ontem a noite, os EUA entregaram carta à OCDE oficializando que querem que o Brasil seja o próximo país a iniciar o processo de adesão, no lugar da Argentina.

A chinesa Fosun, que chegou no Brasil há quatro anos, colocou parte dos seus ativos financeiros à venda. A Fosun contratou a Credit Suisse para encontrar compradores para a Guide Investimentos e para a gestora Rio Bravo.

O presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem o aumento do salário mínimo em 2020, de R$ 1.039 para R$ 1.045. O novo valor contempla o Índice Nacional de Preços ao Mercado (INPC) de 2019, que acelerou no final do ano e ficou em 4,48%.

Indo para o Ibovespa, das 73 ações do índice, 45 fecharam em alta, 25 recuaram e três ficam no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,09%, enquanto as ações da Vale (VALE3) subiram 0,61%.

As ações dos bancos voltaram a ter um dia de queda. As ações do Itaú (ITUB4) fecharam no zero a zero. Já as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,11%, do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,54%, do Santander (SANB11) caíram 1,12% e do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,05%. As ações da XP na Nasdaq recuaram 1,04%.

A maior alta novamente fora das ações da Via Varejo (VVAR3). Ontem as ações da varejista subiram 5,12%, acumulando alta de 19,52% em 2020. Repercutiu bem entre investidores desde a sessão passada a notícia de que diretores da companhia compraram o equivalente a R$ 4,5 milhões de suas ações. Seguida por Ecorodovias (ECOR3) subindo 4,26% e CCR (CCRO3) subindo 3,33%. Essas duas subiram com a notícia de que o governo pretende recorrer ao Novo Banco do Desenvolvimento (NBD),  o Banco do Brics, para financiar projetos ligados à infraestrutura, o que pode ser positivo para essas empresas.

Já as maiores quedas foram de Gerdau Metalúrgica (GOAU4) caindo 2,40%, Gerdau (GGBR4) caindo 1,92% e Eletrobrás (ELET3) caindo 1,74%.

Após três pregões consecutivos de alta, a negociação do dólar sofreu um ajuste ontem, ajudado pelo noticiário local. Após tocar R$ 4,16 logo no início da manhã, a moeda americana viveu um dia volátil até encerrar em queda de 0,28%, aos R$ 4,12. Esta é apenas a segunda queda do dólar em nove pregões. Já o euro recuou 0,48% e fechou aos R$ 4,59.

Sinais de que a retomada da atividade econômica tem sido menos acelerada do que o esperado, deram novo impulso às chances de reduções adicionais da Selic neste ano pelo Banco Central e impuseram queda firme às taxas de juros negociadas no mercado futuro ontem. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,49% para 4,44%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,44% para 6,37%.

Com isso as taxas do Tesouro tiveram um dia de queda. Destaque para a NTN-B 2050 que recuaram de IPCA +3,53% para IPCA +3,50% e para a NTN-F 2029 recuando de 6,83% para 6,75%.

Os índices acionários norte-americanos fecharam ontem sem direção única, mas próximos da estabilidade, com o início da temporada de resultados corporativos do quarto trimestre de 2019 nos Estados Unidos. Os ativos de risco também foram pressionados, no meio da tarde desta terça, pela notícia de que as tarifas americanas sobre bens chineses não devem ser revertidas imediatamente após a assinatura da “primeira fase” do acordo comercial entre EUA e China, prevista para acontecer hoje, em Washington. Com isso o Dow Jones subiu 0,11%, o S&P 500 recuou 0,15% e o Nasdaq caiu 0,24%.

Antes da abertura dos mercados, três grandes instituições financeiras dos Estados Unidos divulgaram seus resultados do quarto trimestre. O J.P. Morgan reportou um lucro de US$ 2,57 por ação, superando a expectativa de US$ 2,35 por papel. O Citigroup, por sua vez, reportou lucro de US$ 2,15 por ação, também acima da expectativa de US$ 1,81. Já o balanço trimestral do Wells Fargo foi menos positivo. O banco reportou lucro de US$ 0,60 por ação, ficando bem abaixo da expectativa, que era de US$ 1,12.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram no longo prazo. A T-Note para 10 anos recuou de 1,83% para 1,80%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,29% para 2,26%.

As principais bolsas europeias tiveram um dia de alta. Frankfurt subiu 0,04%, Londres subiu 0,06%, Paris subiu 0,08% e Milão subiu 0,13%. Já Madri recuou 0,31%.

Na Ásia as bolsas estão operando em queda, com Tóquio recuando 0,54%, Hong Kong caindo 0,67%, Seul caindo 0,53% e Xangai caindo 0,67%.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta ontem, com os investidores ajustando posições após uma sequência de cinco sessões consecutivas de perdas. O WTI subiu 0,25% a US$ 58,23, enquanto o Brent subiu 0,45% a US$ 64,49.

O contrato de ouro OZ1D caiu 0,11% enquanto as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 2,12%, a Ethereum subindo 8,07% e a Ripple subindo 5,92%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,09%. A maior alta foi do FII Vila Olímpia Corporate (VLOL11) subindo 4,17%, enquanto a maior queda foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) caindo 3,44%.

Ótima quarta e bons negócios!

FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS DE INVESTIMENTOS

14/01/2020 às 11h13

Interessados em fazer parte da Comunidade Louzada, da startup Eu Me Banco, poderão se inscrever entre os dias 14 e 20 de janeiro. Vagas são limitadas.

O mercado de investimentos segue em alta no Brasil. Com novos investidores chegando, novas oportunidades de emprego surgem nos bancos e corretoras para os especialistas na área de investimentos – profissionais gabaritados para esclarecer dúvidas, identificar o perfil investidor e apresentar os produtos financeiros que melhor atendem as expectativas de quem está disposto a fazer aplicações em 2020.

O aumento na demanda por especialistas expôs o gap no número de profissionais qualificados no mercado. Para atender este cenário, a startup Eu Me Banco abriu novas vagas no seu programa de formação de especialistas de investimentos, a Comunidade Louzada. As vagas são limitadas e os interessados devem se inscrever entre os dias 14 e 20 de janeiro no site da Eu Me Banco.

Atualmente, 230 membros integram a Comunidade Louzada, que oferece além do suporte para certificações, aulas sobre questões operacionais, análises do cenário econômico e consultoria para entrada no mercado de trabalho.

CAPACITAÇÃO DA TEORIA À PRÁTICA E NETWORKING QUALIFICADO

A Comunidade Louzada foi criada em outubro de 2019 pelo economista e CEO da Eu Me Banco, Fabio Louzada, que compartilha com os participantes o know-how adquirido nos 11 anos que atuou como consultor de investimentos do Bradesco Prime, Santander Select, Citibank e Itaú Personalité.

O programa disponibiliza cursos preparatórios para certificações CPA 10, CPA 20, CEA e Ancord, curso de Matemática Financeira (calculadora HP), além de preparar os alunos para se tornarem especialistas de investimentos desde a prática operacional e estratégica, passando pelos conhecimentos gerais necessários ao bom desempenho em entrevistas.

Os membros têm acesso ao Closed Friends do professor Fabio Louzada no Instagram (@fabioalouzada), onde são compartilhadas questões técnicas do profissional de investimentos na prática – tais como montar um portfólio de investimentos, análise de métricas e cenários etc. Já no Telegram, um grupo exclusivo foi criado para fomentar o networking dos alunos, com dicas sobre como se portar em entrevistas, conexões com recrutadores e divulgação de vagas em bancos e corretoras.

“Para formar especialistas de investimentos contamos com a ajuda de parceiros estratégicos, tais como a plataforma Comdinheiro, usada por especialistas nos bancos, o consultor de carreira Ronaldo Cerqueira e Lucas Ferrari, sócio da MN Investimentos, escritório credenciado a XP Investimentos, sem falar na proximidade que temos com recrutadores das principais instituições financeiras”, destaca Fabio Louzada.

MUDANÇA DE NOME

Por determinação de uma comunicação extrajudicial do grupo Santander, a startup Eu Me Banco alterou o nome do seu programa de formação para Comunidade Louzada de Especialistas de Investimentos. A alteração do nome visa dirimir qualquer confusão que por ventura possa ocorrer ao público, desvinculando qualquer associação entre a Comunidade (que tem como público-alvo profissionais de investimentos que trabalham ou buscam oportunidades em bancos) e a Pi Investimentos, plataforma digital de investimentos do Santander voltada para investidores.

  • SERVIÇO
  • Programa de formação – Comunidade Louzada de Especialistas de Investimentos
  • Inscrições: de 14 a 20 de janeiro
  • Mensalidade: 10 parcelas de R$ 99,70
  • Informações: www.eumebanco.com.br
  • Contato: contato@eumebanco.com.br  / (11) 99162-9277

ACORDA MERCADO SEGUNDA

13/01/2020 às 21h30

Na sexta-feira o Ibovespa recuou pelo sexto dia consecutivo, a queda foi de 0,38%, fechando aos 115.503 pontos. O giro financeiro foi de R$ 19,5 bilhões, abaixo da média do ano. Uma sequência de seis quedas consecutivas não acontecia desde setembro de 2017, ainda no Governo Temer. Na semana o índice recuou 1,93%.

Logo pela manhã de sexta, começamos com uma notícia ruim. O presidente americano, Donald Trump, avisou que a assinatura do acordo parcial de paz na guerra comercial com a China não será mais dia 15, só alguns dias depois. Para amenizar um pouco, o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, desembarca hoje nos EUA, e deve assinar até sexta.

Para completar as notícias ruins vindo dos EUA, os dados sobre o emprego em dezembro decepcionaram. Foram geradas 145 mil vagas, enquanto o mercado esperava 160 mil novos postos.

Durante o dia, os EUA divulgaram detalhes sobre as sanções impostas contra o Irã. De acordo com os EUA, o Irã já não pode acessar 90% de suas reservas internacionais. Essas sanções ajudaram a derrubar as bolsas pelo mundo.

Falando em Irã, ontem foi realizado mais um ataque. Oito foguetes atingiram uma base no Iraque usada por soldados americanos. Quanto iraquianos ficaram feridos.

Nesse momento, o Irã se vê bastante acuado, pois além de enfrentar as sanções norte-americanas, admitiu que derrubou o avião ucraniano, matando todas as 176 pessoas a bordo. O mundo pede investigação desse caso.

Aqui no Brasil, os bancos novamente foram os grandes vilões. Na quinta, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, deu declarações de apoio ao chamado open banking, que prevê que todo o mercado bancário tenha tecnologias padronizadas que facilitem o compartilhamento de dados dos clientes. Bancos poderiam como isso ampliar a oferta de produtos e serviços.

lém disso, a Caixa começa a crescer no governo Bolsonaro. Na live de quinta, o presidente do Brasil chamou Pedro Guimarães, presidente da Caixa, de “exterminador de bancos”, e convocou brasileiros a trocarem outras instituições em que sejam correntistas pela estatal.

O mercado apagou um pouco o otimismo após a frustração com os dados de produção industrial e os dados de dezembro da Anfavea, porém, na semana o otimismo poderá voltar com a divulgação das vendas no varejo na quarta e o IBC-Br na quinta.

Esses dados podem ajudar a desenhar um novo corte de juros, já que se o mercado perder o otimismo, é mais provável que o BC corte juros para estimular a economia. Os bancos vêm acreditando em cortes maiores, o Itaú e o Santander apostam ainda em Selic a 4% para o final de 2020.

Essa semana será cheia, teremos a divulgação do Livro Bege na quarta e indicadores importantes nos EUA e na China. Além disso, se iniciará a temporada de balanços das empresas.

Indo para a bolsa, das 73 ações do índice, 36 recuaram e 37 subiram. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,43%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,11%.

Já os bancos fecharam mais um dia em queda e pesaram para a queda do Ibovespa, as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,89%, do Bradesco (BBDC4) caíram 1,82%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 2,35% e do Santander (SANB11) caíram 0,85%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,12%, acumulando 13,52% de alta em 2020. As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,61%.

A maior alta de sexta foi das ações da Tim (TIMP3) subindo 2,64%, seguida por Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subindo 2,17% e por Natura (NTCO3) subindo 2,12%.

Quem ficou com o maior ganho acumulado na semana foi a ação da Cemig, com 8,74% de alta. Os papéis da companhia mineira foram impulsionados pelas notícias de novos passos dados para vender sua participação, de 21,7%, na Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesla).

Já a maior queda foi das ações da BB Seguridade (BBSE3) caindo 4,69%, CVC (CVCB3) caindo 3,11% e RaiaDrogasil (RADL3) caindo 3,10%.

Nas baixas, quem ficou na lanterna semanal foi a Cielo, com perdas de 12,53%. Na quinta, a empresa teve a sua recomendação pelo Bradesco BBI rebaixadas de “neutra” para “venda” e cortou o preço-alvo de R$ 7,00 para R$ 6,50. Analistas do banco entendem que o lucro da companhia deve prosseguir pressionado pelo médio e longo prazos.

Já o dólar, apesar de ficar o dia inteiro em baixa, por conta da decepção com o payroll, virou no final do dia e fechou positiva em 0,20%, aos R$ 4,09. O dólar tem se mantido preso ao range de R$ 4,05 e R$ 4,10. Já o euro subiu 0,29% e fechou aos R$ 4,55.

Com o IPCA de dezembro subindo 1,15%, maior patamar para o mês em 17 anos, os juros começaram o dia pressionados, porém durante o dia foram recuando, pois os investidores já estão convencidos de que o choque dos preços da carne já deve se dissipar na próxima leitura de inflação. O acumulado de 2019 ficou em 4,31%, um pouco acima da meta de 4,25%. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,44% para 4,47%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,37% para 6,38%.

Já as taxas do Tesouro ficaram praticamente de lado. Destaque para a NTN-B 2050 recuando de IPCA +3,52% para IPCA +3,50% e para a LTN 2022 subindo de 5,11% para 5,12%.

Nos EUA as bolsas voltaram a cair, por conta de dois fatores. O primeiro foi a decepção com o payroll, apesar da taxa de desemprego se manter na mínima de 50 anos, a 3,5%. O segundo fator foi o anúncio das sanções pelos EUA ao Irã. Com isso o Dow Jones caiu 0,46%, o S&P 500 recuou 0,29% e o Nasdaq caiu 0,27%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram. A T-Note para 10 anos caiu de 1,87% para 1,83%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,34% para 2,29%.

A agenda norte-americana será fraca, apenas com o índice de tendência de emprego ás 12hrs. Já na semana a agenda será cheia. Teremos o CPI amanhã, o PPI na quarta, vendas no varejo na quinta e produção industrial na sexta.

No calendário de balanços, amanhã a temporada começa com o Citigroup, JPMorgan e Wells Fargo.

As bolsas na Europa fecharam no negativo, após inverter a mão nas proximidades do fechamento, numa sessão em que passou a maior parte do tempo no azul. A invertida aconteceu após os Estados Unidos revelarem detalhes sobre as sanções econômicas impostas contra o Irã. Frankfurt recuou 0,09%, Londres caiu 0,14%, Paris caiu 0,09%, Milão subiu 0,02% e Madri caiu 0,08%.

Na Ásia as bolsas estão operando em alta, com Tóquio subindo 0,47%, Hong Kong subindo 1,17%, Seul subindo 1,04% e Xangai subindo 0,75%.

A frustração com o payroll derrubou o preço do barril de petróleo. O WTI caiu 0,02% a US$ 59,54, enquanto o Brent caiu 0,60% a US$ 64,98. O contrato do ouro OZ1D que ficou no zero a zero enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 0,02%, a Ethereum caindo 0,93% e a Ripple caindo 1,75%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,23%, após alguns dias de quedas consecutivas. A maior alta foi do FII XP Industrial (XPIN11) subindo 7,33%, enquanto a maior queda foi do FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) caindo 2,93%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

10/01/2020 às 20h50

Ontem o Ibovespa caiu pelo quinto dia consecutivo, a queda foi de 0,26%, fechando aos 115.947 pontos. O giro financeiro foi de R$ 23,2 bilhões.

No cenário externo o clima está mais ameno, saíram dos radares dos investidores as chances de uma guerra de fato ser iniciada entre EUA e Irã a qualquer momento. Com isso as bolsas no exterior tiveram mais um dia de alta. Por outro lado, não podemos dizer o mesmo da bolsa brasileira, nos seis dias em que a bolsa abriu em 2020, cinco foram negativos.

Voltando para o cenário externo, a China confirmou que na próxima semana, o vice-primeiro-ministro Liu He viajará para Washington para assinar a primeira fase do acordo comercial entre China e EUA, gerando mais otimismo externo.

No Brasil, o que puxou a queda do índice foram as ações de bancos, que representam juntos em torno de 20% do Ibovespa.

A baixa desses papéis aconteceu após falas favoráveis do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao chamado open banking. Em linhas gerais, essa medida prevê o compartilhamento de dados entre os bancos brasileiros. Com base nessas informações, as instituições poderiam oferecer produtos e serviços aos clientes da concorrência. A ideia é aumentar a competição entre os bancos e, assim, pressionar os juros cobrados por eles a cair.

Outro fato que pesou contra os bancos, foi um relatório enviado pela XP Investimentos aos seus clientes, no qual a XP comenta que a entrada da Caixa Econômica Federal no segmento de atacado, focada em médias empresas, deve incomodar os grandes bancos.

A produção industrial divulgada pelo IBGE também colaborou para a queda da bolsa, ao mostrar uma queda 1,2% em novembro, na comparação com outubro, caindo mais do que o esperado pelo mercado. O resultado interrompe uma série de três meses consecutivos de avanço na produção e gera certa preocupação com o crescimento econômico.

Marcos Ross irá substituir Zeina Latif na XP Investimentos, como economista-chefe. Ross possui graduação em Economia pela USP, mestrado acadêmico em economia pela FGV-SP e Ph.D em Economia pela Universidade do Estado de Nova York.

Os Fundos Imobiliários fecharam 2019 com a maior captação da série histórica, aos R$ 35,77 bilhões, segundo dados da Anbima. O resultado do ano passado representa um crescimento de 127,7% em relação aos R$ 15,7 bilhões de 2018.

As exportações brasileiras de calçados totalizaram 114,55 milhões de pares em 2019, o que representou um incremento de 0,9% em comparação com o ano anterior. Em valor, houve retração de 0,9%, para US$ 967 milhões. Os números foram divulgados pela Abicalçados.

Indo para a bolsa, das 73 ações do índice, 33 recuaram e 40 subiram, isso mostra que os papéis com maior peso no índice pesaram para o fechamento em queda.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,33%, acompanhando a leve queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,31%.

Já os bancos fecharam em queda novamente e pesaram para a queda do Ibovespa, as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,99%, do Bradesco (BBDC4) caíram 1,60%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 2,03%, do Santander (SANB11) caíram 1,58% e das ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 0,69%. As ações da XP na Nasdaq subiram 2,52%.

A maior alta foram das ações da B2W (BTOW3) subindo 5,34%, seguida pela IRB Brasil (IRBR3) subindo 3,86% e por Magazine Luiza (MGLU3) subindo 3,56%. As ações da Magalu já acumulam alta de 9,26% em 2020.

A maior queda de ontem foram das ações da Cielo (CIEL3) que recuaram 6,13%, após o rebaixamento da recomendação do papel pelo Bradesco BBI de “neutra” para “venda”, com corte no preço alvo de R$ 7,00 para R$ 6,50. Logo em seguida as ações da BR Distribuidora (BRDT3) caindo 2,63% e da CCR (CCRO3) caindo 2,42%. No ano, a Cielo vai acumulando a maior perda, até agora são 11,97% pra baixo.

A falta de notícias positivas no Brasil, aliada à decepção com os dados de produção industrial, impediu a retomada dos mercados locais. O bom desempenho das ações americanas após o discurso mais apaziguador dos Estados Unidos sobre o conflito contra o Irã, fez com que o dólar subisse 0,82%, fechando aos R$ 4,08, sendo a maior alta no ano. Já o euro subiu 0,49% e fechou aos R$ 4,53.

Os números abaixo do esperado da indústria brasileira em novembro se somaram à expectativa de uma pressão inflacionária menor no curto prazo e impuseram um novo dia de queda às taxas de juros negociadas no mercado futuro. O DI jan 2021 recuou de 4,45% para 4,44%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,40% para 6,37%.

Já as taxas do Tesouro ficaram praticamente de lado. Destaque para a NTN-B 2050 recuando de IPCA +3,55% para IPCA +3,52% e para a LTN 2022 caindo de 5,13% para 5,11%.

Na agenda hoje, teremos a primeira prévia do IGP-M às 8hrs e o tão aguardado IPCA às 9hrs. A aposta é de alta de 1,08% em dezembro, com isso o índice fecharia o ano em 4,24%, praticamente no centro da meta para 2019 que foi de 4,25%.

Com as tensões no Oriente Médio aparentemente amenizadas, os investidores ampliaram a demanda por risco nos EUA, após confirmação oficial da China de que assinará o acordo comercial de “primeira fase” com os Estados Unidos. Com isso o Dow Jones subiu 0,74%, o S&P 500 subiu 0,67% e o Nasdaq subiu 0,81%. Os três índices atingiram novas máximas históricas.

As ações da Apple também chegaram a um novo recorde, atingindo o preço de US$ 309,63, subindo 2,12%, sendo o maior ganho diário do Dow Jones. A empresa vendeu cerca de 3,2 milhões de iPhones na China em Dezembro de 2019, um aumento de mais de 18% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Indo para as Treasuries, as taxas praticamente não oscilaram. A T-Note para 10 anos se manteve em 1,87%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,35% para 2,34%.

Na agenda norte-americana teremos o tão aguardado payroll, que sempre mexe bastante com o mercado, às 10h30. A expectativa mais conservadora é de 125 mil novas vagas de emprego, enquanto a mais otimista é de 210 mil. Já às 12 horas, teremos a divulgação das vendas no atacado.

Com a crise no Oriente Médio mais controlada, as bolsas voltaram a ter um bom rendimento. Frankfurt subiu 1,31%, Londres subiu 0,31%, Paris subiu 0,19% e Milão subiu 0,77%. A exceção foi Madri caindo 0,10%.

Na Ásia as bolsas estão operando em leve alta, com Tóquio subindo 0,38%, Hong Kong subindo 0,26% e Seul subindo 0,87%. Já Xangai está recuando 0,17%.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve queda ontem, próximos da estabilidade, com os investidores avaliando os dados semanais de petróleo bruto nos Estados Unidos, divulgados na quarta, que revelaram um salto inesperado nos estoques e com as tensões no Oriente Médio diminuindo. O WTI caiu 0,08% a US$ 59,56, enquanto o Brent caiu 0,10% a US$ 65,37.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,59% enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 2,42%, a Ethereum caindo 2,28% e a Ripple caindo 2,59%.

Para finalizar, o IFIX caiu 0,51%. A maior alta foi do FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) subindo 7,32%, enquanto a maior queda foi novamente do FII Max Retail (MAXR11) caindo 4,54%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

08/01/2020 às 11h42

Ontem o Ibovespa recuou pelo terceiro dia consecutivo. A queda foi de 0,18% e fechou aos 116.661 pontos, com um giro financeiro de R$ 19,9 bilhões.

Desde a morte do general Qassim Soleimani, a bolsa não consegue fechar no positivo. Até ontem, o Irã estava demorando para anunciar como irá retaliar os EUA, porém, ontem à noite a base dos EUA no Iraque foi atacada por mísseis, com o canal estatal atribuindo o ataque ao Irã.

O mercado vem incorporando as incertezas geopolíticas e derrubando as principais bolsas pelo mundo. Além disso, a chancelaria do Irã convocou o embaixador brasileiro em Teerã para pedir explicações sobre a posição do Brasil em relação ao assassinato do general Soleimani.

Até ontem, havia uma redução no nervosismo com a crise no Oriente Médio e na tensão entre Estados Unidos e Irã, o que também levou as moedas emergentes a se fortalecerem frente ao dólar, limitando os ganhos da moeda americana. Porém hoje esse cenário pode mudar.

No cenário macro, nos EUA, o ISM de serviços dos EUA acelerou para 55 pontos em dezembro, ficando acima da expectativa do mercado que era de 54,5 pontos.

Cada dia mais os investidores estão convencidos de que a Petrobrás não sofrerá com interferência do governo. Roberto Castello Branco descartou pressões para congelar os preços dos combustíveis em meio à alta do preço do barril de petróleo. De qualquer forma, o Ministro de Minas e Energia afirmou que o governo prepara medidas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis.

A Anfavea, associação que representa os fabricantes de veículos, apontou que em 2019 foram vendidos 2,78 milhões de veículos no país, crescimento de 8,6% na comparação com o ano anterior. Foi o melhor ano desde 2014. Para 2020 a expectativa é de crescimento de quase 10%, o equivalente a mais de 3 milhões de veículos vendidos, acompanhando o otimismo com o Brasil.

A poupança teve em 2019 a menor captação líquida desde 2016. O BC divulgou ontem que no ano passado a captação líquida da aplicação foi de R$ 13,3 bilhões. Em 2018, por exemplo, a captação líquida tinha sido de R$ 38,2 bilhões. Lembrando que a poupança nova rende 70% da Selic Meta, mais a TR, que hoje é praticamente zero. Com a Selic em 4,5%, quem investir na poupança irá receber 3,15% ao ano, que deve ficar abaixo da inflação.

Das 73 ações do índice, 30 recuaram, 42 subiram e uma ficou no zero a zero. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,38%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,72%.

Já os bancos fecharam em queda novamente. As ações do Itaú (ITUB4) recuaram 2,31%, do Bradesco (BBDC4) caíram 1,73%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,75% e do Santander (SANB11) caíram 0,60%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,62%. As ações da XP na Nasdaq subiram 1,05%.

A maior alta foi das ações da Cemig (CMIG4) subindo 3,66%, após um jornal de economia publicar uma matéria afirmando que a Cemig decidiu vender sua participação de 21,7% na sua subsidiária Taesa, distribuidora de energia em Minas Gerais. A Cemig enviou uma nota à CVM na qual desmentiu a operação, embora sem convicção.

A segunda maior alta foram das ações da Azul (AZUL4) subindo 3,30%, após a divulgação dos seus resultados de dezembro. Além disso, o preço do barril de petróleo voltou a cair, gerando menos desconto para a empresa. Fechando o Top 3, as ações da B3 (B3SA3) subiram 3,22%.

Já as maiores quedas foram da Hering (HGTX3) recuando 4,00%, seguida pelas ações da Intermédica (GNDI3) caindo 3,41% e da Cielo (CIEL3) recuando 2,90%.

Indo para o dólar, a moeda ficou praticamente de lado, subindo 0,01% aos R$ 4,06. Já o euro recuou 0,31% aos R$ 4,53.

Números de inflação abaixo do esperado e a expectativa pelos dados do IPCA de dezembro formaram o cenário para que as taxas de juros negociadas no mercado futuro se ajustassem em baixa ontem. Os riscos derivados do acirramento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que geraram alta dos prêmios de risco ontem de manhã, perderam força ao longo do dia e foram deixados em segundo plano pelos investidores, que também esperam os números da produção industrial de novembro, que serão divulgados hoje. O DI jan 2021 recuou de 4,52% para 4,49%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,46% para 6,44%.

Já as taxas do Tesouro fecharam sem direção definida, porém as taxas reais fecharam em alta. Destaque para a NTN-B 2050 subindo de IPCA +3,53% para IPCA +3,57% e para a LTN 2022 caindo de 5,25% para 5,20%.

Indo para os Estados Unidos, os índices fecharam em baixa, ainda refletindo as incertezas com os desdobramentos com o conflito com o Irã. O Dow Jones recuou 0,42%, S&P 500 caiu 0,28% e o Nasdaq caiu 0,03%

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam em baixa. A T-Note para 10 anos recuou de 1,82% para 1,72%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,29% para 2,21%.

Na agenda norte-americana teremos às 10h15 a divulgação da variação de empregos no setor privado e às 12h30 os estoques de petróleo bruto.

As bolsas europeias fecharam sem direção única, devolvendo os ganhos depois da abertura negativa em Wall Street, com os investidores aguardando mais notícias sobre as tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Frankfurt subiu 0,76%, Londres caiu 0,02%, Paris caiu 0,02%, Milão subiu 0,60% e Madri caiu 0,22%.

Já na Ásia as bolsas estão operando em baixa, com Tóquio recuando 2,71%, Hong Kong recuando 0,34%, Xangai caindo 0,69% e Seul caindo 1,55%.

O preço do petróleo fechou em queda ontem, com recuo expressivo tanto no Brent quanto no WTI. O petróleo não devolveu, porém, ainda os ganhos da sexta-feira passada, quando subiu acima de 3%, mas sinalizava acomodação. O WTI caiu 0,93% a US$ 62,70, enquanto o Brent caiu 0,90% a US$ 68,27. Com o ataque iraniano, a tendência é que o preço volte a subir.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,66%, enquanto as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24   horas, com o Bitcoin subindo 5,10%, a Ethereum subindo 0,19% e a Ripple caindo 3,15%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,29% e teve como maior alta novamente o FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) subindo 4,18%, enquanto a maior queda foi do FII SP Downtown (SPTW11) caindo 15,45%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

06/01/2020 às 19h02

Na sexta o Ibovespa recuou 0,73% e fechou aos 117.706 pontos, com giro financeiro forte de R$ 28,9 bilhões. Na semana o índice fechou em 1,01% positivo.

O motivo da queda foi por conta do aumento da tensão entre EUA e Irã e os seus possíveis desdobramentos. Aliás, no dia só se falou do ataque americano com drones que matou o general da Guarda Revolucionária Iraniana, Qassem Soleimani, considerado o militar mais importante do Irã. Como já era esperado, o Irã afirmou que vai retaliar o ataque americano.

Mas durante o dia, o mercado se esqueceu por um instante do ataque, com a ata da última reunião do FOMC chegando a deixar o índice no positivo em 0,14%, atingindo um novo recorde intraday aos 118.791 pontos. Os membros do Fed destacaram que a taxa de juros atual é apropriada por algum tempo na falta de mudanças expressivas, com isso o mercado ficou mais tranquilo com um possível aumento de juros sendo descartado nesse momento.

Um levantamento da Comdinheiro, um dos nossos principais parceiros, mostrou que o lucro das empresas no Ibovespa mais que dobraram em seis anos. Desde dezembro de 2013, o Ibovespa teve uma alta de mais de 110% saindo de 51.507 pontos até os atuais 117 mil pontos. Já os lucros das empresas no mesmo período, passaram de R$ 113,8 bilhões para R$ 243,1, mostrando a consistência do índice, com o lucro das empresas.

Com o ataque, os preços do barril de petróleo dispararam. A consultoria Eurasia Group por exemplo, disse que os preços podem chegar até US$ 80 caso os conflitos militares se espalhem para as proximidades de campos de petróleo, e caso o Irã crie barreiras para o tráfego de navios petroleiros na região.

Mas vale lembrar, que em setembro, após um ataque com drones contra refinaria da Saudi Aramco, na Arábia Saudita, os preços do petróleo subiram em um dia mais de 4%, no entanto, após poucos dias, essa alta foi revertida e os preços se estabilizaram.

Outros ativos bastante procurados em momentos de turbulência também subiram, foi o caso do ouro, dólar e do iene.

O ano terminou para a bolsa brasileira com retirada recorde de R$ 44,5 bilhões pelos estrangeiros, com 2019 marcado pela guerra comercial e pela instabilidade política e econômica na América Latina. Em contrapartida, as entradas com aberturas de capital (IPO) e ofertas subsequentes de ações (follow ons) chegaram ao patamar histórico de R$ 36 bilhões, reduzindo a saída líquida de capital estrangeiro a R$ 8,4 bilhões.

A C6 Bank anunciou que isentará clientes da nova tarifa de cheque especial, que passa a valer a partir de hoje.

O TST divulgou que o número de processos trabalhistas caiu 32% após a reforma, mas ainda é alta, foram 1,5 milhão de processos trabalhistas só em 2019.

O Itaú está com 15 vagas abertas para Especialistas de Investimentos, essa é a área que mais vem crescendo nos bancos. Mas para poder participar do processo, é necessário ter certificações como CEA ou Ancord, graduação completa e algumas coisas a mais que eu falarei na Semana do Especialista, de 12 a 14 de janeiro – cuja inscrição é gratuita e pode ser feita no site https://materiais.eumebanco.com.br/semanaei

Das 68 ações do Ibovespa, 41 recuaram, 24 subiram e 3 ficaram no zero a zero. As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,81% com os investidores receosos com ingerência política, com medo de a empresa volte a ser usada como ferramenta de política pública para amenizar a alta do preço do barril de petróleo. Como a estatal irá conduzir esse assunto, pode pesar bastante para as ações da empresa nos próximos dias.

Na sexta, por exemplo, Bolsonaro comentou que a alta do preço do barril de petróleo preocupa e que estava tentando falar com o presidente da Petrobrás pelo telefone. Logo mais tarde, disse que havia conseguido conversar com Roberto Castello Branco, e se o petróleo continuasse subindo, uma providência poderia ser tomada. Mas dessa vez Bolsonaro disse que não vai interferir no preço e chegou a sugerir eu os governadores reduzam as alíquotas de ICMS incidentes sobre os combustíveis, caso o pior cenário se confirme.

Essa preocupação com a ingerência fez com que as ações caíssem, mesmo com a forte alta do preço do barril de petróleo, o que beneficia a empresa. As ações da Vale (VALE3) recuaram 0,74%.

Já os bancos fecharam em direções mistas, as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,05%, do Bradesco (BBDC4) subiram 0,04%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,17%, do Santander (SANB11) fecharam no zero a zero e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 0,89%. As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,96%.

As maiores altas foram de Natura (NATC3), subindo 6,97%, após a companhia informar que concluiu o processo de incorporação da Avon. A segunda maior alta foi da Cyrela (CYRE3) subindo 5,43% e da Braskem (BRKM5) subindo 4,44%.

Já as maiores quedas foram da Azul (AZUL4) e da Gol (GOLL4) recuando respectivamente 3,47% e 3,42%. As companhias aéreas sofrem com a alta do preço do petróleo, já que um aumento no combustível impacta o custo da operação. Além disso, a maior parte dos gastos dessas companhias são pagos em dólares, enquanto as entradas de dinheiro acontecem, em sua maioria, em reais. A terceira maior queda foram das ações da Rumo (RAIL3) caindo 2,92%.

Indo para o dólar, a moeda subiu por conta das preocupações com os desdobramentos do conflito EUA-irã. Durante o dia, a moeda chegou a subir mais de 1%, porém recuou um pouco no final do dia. Com isso o dólar subiu 0,82%, aos R$ 4,05. Já o euro subiu 0,62% aos R$ 4,52.

Apesar da apreciação da moeda americana e do salto do petróleo, os juros futuros corrigiram os prêmios assumidos durante a manhã e fecharam próximos da estabilidade, acreditando que o choque será pontual. O DI jan 2021 caiu de 4,52% para 4,51%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,41% para 6,39%.

Se o movimento dos juros futuros foi de queda, as taxas reais subiram. Destaque para a NTN-B 2050 subindo de IPCA +3,44% para IPCA +3,46% e para a NTN-B Principal 2024 subiu de 2,26% + IPCA para 2,32% + IPCA.

Na agenda hoje, apenas o boletim Focus às 8h25. Na semana, será importante os dados de produção industrial na quinta e o IPCA na sexta.

Indo para os Estados Unidos, as bolsas recuaram, em reação ao ataque dos EUA em Bagdá, quebrando uma série de altas consecutivas. O Dow Jones recuou 0,81%, o S&P 500 caiu 0,71% e o Nasdaq caiu 0,79%.

Assim como no Brasil, as companhias aéreas sofreram, com a American Airlines recuando 4,95%, a Delta caindo 1,66%, a JetBlue caindo 1,69% e a United Airlines caindo 2,05%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram em todos os vencimentos. A T-Note para 10 anos caiu de 1,83% para 1,77%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,29% para 2,23%.

Na Europa, a maioria das bolsas fecharam no vermelho, a bolsa de Londres foi uma das exceções, já que subiu com a alta do preço do barril de petróleo, pois a bolsa londrina possui boa parte das grandes petroleiras do mundo listadas. Frankfurt recuou 1,25%, Londres subiu 0,24%, Paris subiu 0,04%, Milão caiu 0,56% e Madri caiu 0,46%.

Já na Ásia as bolsas estão em queda, com Tóquio recuando 1,99%, Hong Kong caindo 0,68% e Seul caindo 0,91%. A exceção é Xangai subindo 0,34%. Na China, o PMI de serviços desacelerou para 52,5 em dezembro, contra 53,5 em novembro.

Os contratos futuros do petróleo dispararam e devem continuar subindo. O WTI subiu 3,06% a US$ 63,05, enquanto o Brent subiu 3,55% a US$ 68,60.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,94%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,82%, a Ethereum subindo 2,13% e a Ripple subindo 0,73%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,49% e teve como maior alta o FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) subindo 7,14%, enquanto a maior queda foi do FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) caindo 3,17%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

03/01/2020 às 09h50

Ontem o Ibovespa começou o ano com tudo, marcando mais uma máxima histórica! A alta foi de 2,53% aos 118.573 pontos, com giro financeiro de R$ 20,86 bilhões.

O cenário externo colaborou com a alta de ontem, após ser conhecida a aguardada data para a assinatura de uma primeira fase de acordo comercial entre China e EUA, que será no dia 15, na Casa Branca. Porém, o otimismo com o cenário interno também vem colaborando para essas altas consecutivas.

Essa data era aguardada desde outubro, quando a trégua foi anunciada por Donald Trump. Apesar da fase 1 do acordo estar muito próxima, essa guerra comercial entre China e EUA ainda está muito longe de acabar.

Prova do otimismo com o Brasil é refletido no CDS, que é considerado um “seguro-calote”, que recuou pelo 6º dia consecutivo, para menos de 97 pontos, testando novas mínimas. Essa queda no CDS é ajudada pela expectativa de que o Brasil pode ter seu rating elevado ainda em 2020.

Muitos analistas vêm projetando o índice acima de 130 mil pontos para o final do ano, outros mais ousados falam de bolsa acima de 150 mil pontos. Fato é que todos projetam a bolsa pra cima.

Divulgado ontem, o IPC-s voltou a desacelerar, para 0,77%, na medição do encerramento de dezembro, vindo de 0,86% na semana anterior. Com isso o acumulado do ano ficou em 4,11%.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 46,6 bilhões em 2019, o que representa uma queda de 19,6% em comparação a 2018.

A venda de veículos cresceu 10,48% no ano passado, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). O crescimento ficou dentro do esperado.

A Caixa anunciou que lançará em março credito imobiliário com juro prefixado. Atualmente o banco oferece linhas de créditos corrigidas pela TR ou pelo IPCA.

Indo para o exterior, ontem a noite os preços do petróleo dispararam, depois de notícias de que um general iraniano e um subcomandante da milícia iraquiana foram mortos em um ataque aéreo dos EUA no aeroporto de Bagdá. Trump autorizou o ataque que matou o chefe da Guarda Revolucionária do Irã.

Com isso, o petróleo arrancou 4% durante a madrugada e os futuros em NY caíram perto de 0,70%, sinalizando uma abertura em queda hoje. Analistas internacionais afirmam que a morte desse general tem proporção ainda maior do que a de Osama Bin Laden. Soleimani era considerado um possível sucessor do atual presidente iraniano Hassan Rouhani.

Na China o BC anunciou que irá reduzir o compulsório dos bancos a partir de segunda (06/01) para aumentar a liquidez na economia local. Essa notícia também ajudou a impulsionar as bolsas no mundo todo.

Falando em anúncios, ontem a B3 anunciou que ao longo do ano irá zerar taxas de manutenção de conta para pequenos investidores. A medida de acordo com a B3, ajudará as corretoras do país a ampliarem sua base de clientes pessoa física. Esse anúncio ajudou a impulsionar as ações da B3.

A base de clientes da B3 vem subindo muito, no início de 2019, eram 700 mil investidores, em maio atingiu a marca de 1 milhão e em outubro, atingiu 1,5 milhão de pessoas físicas na bolsa.

Das 68 ações do índice, 62 fecharam no positivo, uma no zero a zero e apenas cinco no negativo.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,72%, com os investidores otimistas com as perspectivas de continuidade de vendas de ativos. O objetivo da Petrobrás é levantar entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões nos próximos anos, para reduzir a dívida bruta dos US$ 88 bilhões atuais para menos de US$ 60 bilhões em 2021. Além disso, a alta do preço do barril do petróleo ajudou a impulsionar as ações.

As ações da Vale (VALE3) subiram 1,93%, impulsionada pelas notícias boas vindo da China que impulsionaram as commodities, com o minério de ferro negociado em Dalian com ganhos de 1,39% e em Qinqdao subindo 2,70%.

Os bancos começaram o ano em alta. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 3,70%, do Itaú (ITUB4) subiram 2,51%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,86% e do Santander (SANB11) subiram 2,85%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,78%. As ações da XP na Nasdaq subiram 0,18%.

A maior alta de ontem foram das ações da Cogna (COGN3) subindo 6,74%, após o conselho da Saber Serviços Educacionais, braço de educação básica da Cogna, aprovar a cisão parcial da empresa. Para quem não sabe o que é cisão, é uma ação que transfere uma parte ou totalidade do patrimônio de uma empresa para outra.

A parte cindida, de valor patrimonial contábil de R$ 1,5 bilhão, corresponde à totalidade das ações de emissão da sua subsidiária Somos Sistemas e pela totalidade das debêntures simples, não conversíveis em ações (da 5ª, da 6ª, da 7ª e da 8ª emissões da Saber). Essa parte será incorporada pela própria Somos.

Resumindo, a Saber deixou de ter participação societária na Somos Sistemas, e a Cogna passou a ser titular direta da totalidade das ações de emissão da Somos.

A segunda maior alta foram das ações da B3 (B3SA3) que subiram 5,78%, pelo motivo já comentado anteriormente. Por fim, a terceira maior alta foram das ações da Qualicorp (QUAL3) que subiram 5,66%, continuando a ser protagonista no índice.

Já as maiores quedas foram de Yduqs (YDUQ3) caindo 1,58%, Natura (NTCO3) caindo 0,88% e Taesa (TAEE11) caindo 0,71%.

Indo para o dólar, a moeda abriu em queda, porém, voltou a subir durante o dia por conta do fortalecimento da moeda americana após os pedidos de seguro desemprego nos EUA caírem ao menor nível em quatro semanas. O dólar subiu 0,32%, aos R$ 4,02. Já o euro recuou 0,37% aos R$ 4,49.

Os contratos futuros tiveram mais um dia de queda, com poucas oscilações. O movimento de otimismo com o cenário interno e externo colabora para o corte de juros. O DI jan 2021 caiu de 4,55% para 4,52%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,44% para 6,41%.

A queda dos juros se refletiram nas taxas dos títulos públicos federais, com as taxas nominais e reais caindo. Destaque para a NTN-B 2050 recuando de IPCA +3,46% para IPCA +3,44% e para a LTN 2022 que recuou de 5,26% para 5,23%.

Indo para os Estados Unidos, novos recordes, pois finalmente será assinado o acordo da fase 1. O Dow Jones subiu 1,16%, o S&P 500 subiu 0,84% e o Nasdaq subiu 1,33%, se consolidando acima dos 9 mil pontos.

As ações do setor industrial lideraram os ganhos no S&P 500, com alta de 1,81%. Já as ações de tecnologia, que tiveram a melhor performance em 2019, subindo quase 50% no ano, começaram o dia em alta de 1,73%. Entre as blue chips, destaque para a alta de 2,32% das ações da Boeing.

Ainda em EUA, no dia 12 de novembro a Disney lançou o serviço de streaming próprio, que pode ter chegado a marca de 25 milhões de assinantes segundo uma pesquisa da consultoria Rosenblatt Securities. Os números oficiais devem ser divulgados somente em fevereiro.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram em todos os vencimentos. A T-Note para 10 anos caiu de 1,92% para 1,83%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,39% para 2,29%.

A data para a assinatura do acordo entre China e EUA colaborou também para a alta das bolsas europeias. Frankfurt subiu 1,03%, Londres subiu 0,82%, Paris subiu 1,06%, Milão subiu 1,40% e Madri subiu 1,49%.

Já na Ásia as bolsas estão negociando sem direção definida. A bolsa de Tóquio está fechada, mas Xangai está caindo 0,05%, Hong Kong caindo 0,22% e Seul subindo 0,06%.

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta ontem, impulsionados por perspectivas em torno da China, que, por sua vez, afastaram receios em relação à demanda pela commodity. O país asiático é o maior importador líquido da commodity no mundo. O WTI subiu 0,19% a US$ 61,18, enquanto o Brent subiu 0,37% a US$ 66,25.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,67%, enquanto as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 1,10%, a Ethereum recuando 0,13% e a Ripple caindo 0,63%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,86% no último pregão e teve como maior alta novamente o FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) subindo 9,92%, enquanto a maior queda foi do FII The One (ONEF11) caindo 9,53%.

Ótima sexta e bons negócios!

COLUNA ACORDA MERCADO – SEGUNDA

30/12/2019 às 10h08

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 0,57% e fechou aos 116.533 pontos, com um giro financeiro de R$ 16,3 bilhões. Durante o pregão, o índice chegou perto dos 118 mil pontos, porém não teve fôlego para manter a alta. Esse foi o penúltimo pregão do ano, hoje teremos o último de 2019.

Na semana o índice subiu 1,23%, já no ano, a alta passou de 32%. Com a queda de sexta, dificilmente o índice chegará aos 120 mil pontos nesse ano, porém deve ser a primeira meta a ser atingida rapidamente em 2020.

O dado positivo na sexta foi a taxa de desemprego no Brasil recuando mais do que o esperado pelo mercado. A estimativa era uma taxa de desemprego de 11,4%, e veio em 11,2%. Porém esse dado não foi suficiente para sustentar a alta, com investidores colocando o lucro no bolso, já que dos 17 pregões de dezembro, 13 tinham sido positivos.

No cenário externo, o mercado está positivo desde que China e EUA se entenderam em algumas partes e fecharam o acordo da fase 1, faltando apenas a assinatura. Apesar de faltar a assinatura, China e EUA já vêm cumprindo os acordos, mostrando quem devem cumprir o acordo de fato.

Hoje teremos alguns dados importantes como a Balança Comercial norte-americana e os índices de atividades (PMI) industrial e de serviços, quem podem mexer um pouco com o mercado, em dia que deve ser novamente de baixa liquidez.

No Brasil, das 68 ações do índice, 26 subiram, 39 caíram e 3 ficaram no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,09%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo, após várias altas consecutivas. Já as ações da Vale (VALE3) ficaram praticamente de lado, com leve alta de 0,03%, nesse caso, o minério de ferro fechou em alta.

Os bancos tiveram um dia de queda, após algumas altas consecutivas, com as ações do Bradesco (BBDC4) recuando 0,39%, do Itaú (ITUB4) caindo 0,27%, do Banco do Brasil (BBAS3) caindo 0,43% e do Banco Inter (BIDI4) caindo 1,17%. Já as ações do Santander (SANB11) subiram 0,29%. As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,47%.

As maiores altas de ontem foram de MRV (MRVE3) subindo 1,90%, de CVC (CVCB3) subindo 1,45% e da Weg (WEGE3) subindo 1,41%.

Já as maiores quedas foram de B3 (B3SA3) recuando 5,23%, CSN (CSNA3) caindo 3,73% e Via Varejo (VVAR3) caindo 2,54%.

A B3 passou a sofrer com a ameaça de novas bolsas no Brasil, porém o processo para uma nova bolsa deve demorar bastante, além de ser muito burocrático.

Na semana, Braskem (BRKM5) subindo 7,26%, Cogna (COGN3) subindo 6,61% e Localiza (RENT3) subindo 5,31% foram as melhores. Já as piores foram a B3 (B3SA3) recuando 9,96%, B2W (BTOW3) caindo 0,48% e Suzano (SUZB3) caindo 0,45%, essa que costuma sofrer quando o dólar cai, tendo uma correlação positiva com o dólar, quando o dólar sobe, as ações da Suzano tendem a subir, pois grande parte da receita da empresa é em dólar.

Como a sexta foi um dia fraco de noticiário, pesou mais o otimismo com EUA e China, que vem acabando com a possibilidade de recessão para 2020. Na sexta o dólar recuou foi de 0,28%, e fechou aos R$ 4,05. Já o euro subiu 0,57% e fechou aos R$ 4,52.

Os juros fecharam praticamente estáveis, com os investidores já com a cabeça para 2020. O DI jan 2021 se manteve em 4,59%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,50% para 6,52%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas subiram nos juros nominais e recuaram nos juros reais. Destaque para a NTN-B 2050 recuando de IPCA +3,52% para IPCA +3,51% e para a LTN 2022 que subiu de 5,29% para 5,33%.

Indo para os Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones superaram novas marcas históricas. Já o Nasdaq recuou 0,17%. O Dow Jones subiu 0,08% e o S&P 500 subiu 0,01%, o suficiente para cravar novos recordes.

Na semana o Dow Jones subiu 0,67%, o S&P 500 subiu 0,58% e o Nasdaq 0,91%.

Indo para as Treasuries, as taxas voltaram a recuar. A T-Note para 10 anos recuou de 1,89% para 1,87%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,33% para 2,32%.

Na agenda norte-americana teremos o PMI Industrial e de serviços às 11h45, mas antes disso teremos os dados da Balança Comercial às 10h30. Já as 12hrs, teremos os dados de vendas pendentes de moradias de novembro.

Depois da pausa de Natal, os mercados da Europa reabriram na sexta acompanhando os recordes da véspera em Wall Street e perderam um pouco o fôlego no fim do pregão depois que os índices de Nova York desaceleraram a alta. Com isso Frankfurt subiu 0,27%, Londres subiu 0,17%, Paris subiu 0,13%, Milão recuou 0,59% e Madri subiu 0,40%.

Já na Ásia as bolsas estão negociando sem direção definida. Tóquio recuando 0,62%, Xangai subindo 0,33%, Hong Kong subindo 0,57% e Seul caindo 0,11%.

O Brent recuou 0,63% a US$ 66,92 o barril enquanto o WTI ficou estável aos US$61,68 o barril, a espera de novos dados sobre os estoques de petróleo.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,48%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,21%, a Ethereum subindo 4,09% e a Ripple subindo 1,68%.

Para finalizar, o IFIX subiu 1,10% e teve como maior alta o FII XP Industrial (XPIN11) subindo 7,84%, enquanto a maior queda foi do FII Capitania Securities II (CPTS11B) caindo 4,61%.

Um feliz ano novo!

ACORDA MERCADO – SEXTA

27/12/2019 às 09h14

E mais um recorde para a coleção!! Ontem o Ibovespa subiu 1,16% e fechou aos 117.203 pontos, com um giro financeiro de R$ 15,9 bilhões. Esse volume baixo era mais do que esperado. Agora faltam apenas dois pregões para terminar o ano. O de hoje e o de segunda.

 

Aqui no Brasil, o otimismo segue em alta e há uma expectativa de um aumento no rating soberano do país nos próximos meses.

Além disso, o sucesso da Black Friday foi repetido no Natal. Segundo a Alshop, associação dos lojistas de shopping centers, foi o melhor desempenho desde 2014, se recuperando da crise econômica profunda. O crescimento das vendas nos shopping centers cresceram 7,5% em 2019, enquanto a projeção era de 5%, causando otimismo para 2020.

O ibovespa não para de subir e já acumula 8,3% de alta em dezembro e 33,4% em 2019, um dos melhores desempenhos nos últimos 10 anos. O motivo dessa alta forte em dezembro foram os dados positivos divulgados no mês, como o PIB acima do esperado para o terceiro trimestre e a criação de vagas de emprego em novembro, que foi o dobro do esperado.

No campo político, Bolsonaro sancionou o pacote anticrime com 25 vetos. Não foi o projeto dos sonhos de Moro, porém houve alguns avanços. Um deles, foi o aumento da pena máxima de reclusão no Brasil de 30 para 40 anos, além disso, o pacote irá dificultar a progressão penal para autores de crimes hediondos.

 

Além do otimismo por aqui, o cenário externo mais calmo colaborou bastante, com China e EUA prontos para assinarem o acordo da fase 1. E por isso que as bolsas americanas também batem recorde atrás de recorde.

Das 68 ações do índice, 56 subiram, 11 caíram e 1 ficou no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 1,34% e acumulam 38,40% em 2019. A empresa está mais organizada e ajustando as contas. Além disso, o preço de barril de petróleo vem subindo forte, impulsionada pelo otimismo global e risco de recessão em 2020 cada vez mais longe.

 

Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,38 ontem. No ano, o resultado foi bem modesto, com alta de 9,62%. Lembrando que no dia 25 de janeiro desse ano, houve a tragédia em Brumadinho, aonde as ações chegaram a cair aos R$ 41. Ontem, a ação fechou aos R$ 54,79.

Os bancos tiveram mais um dia de alta, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 1,25%, do Itaú (ITUB4) subindo 1,52%, do Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,14%, do Santander (SANB11) subindo 2,09% e do Banco Inter (BIDI4) subindo 3,38%. As ações da XP na Nasdaq recuaram 2,42%.

As maiores altas de ontem foram da Qualicorp (QUAL3) subindo 4,73%, Cogna (COGN3) subindo 3,57% e Multiplan (MULT3) subindo 3,42%.

 

Já as maiores quedas foram de Eletrobrás ON (ELET3) recuando 1,56%, Natura (NTCO3) caindo 1,03% e Azul (AZUL4) caindo 0,92%.

O dólar comercial fechou mais um dia em queda, acumulando uma queda de 4,20% no mês. O otimismo com a economia brasileira para 2020, vem fortalecendo a nossa moeda. Ontem o recuo foi de 0,45%, e fechou aos R$ 4,06. Já o euro recuou 0,61% e fechou aos R$ 4,50.

O otimismo também é visto nos juros futuros, que seguem em queda. O DI jan 2021 recuou de 4,62% para 4,59%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,56% para 6,50%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas recuaram no curto e no longo prazo. Destaque para a NTN-B 2050 recuando de IPCA +3,54% para IPCA +3,52% e para a LTN 2022 que recuou de 5,34% para 5,29%.

Indo para os EUA, as bolsas americanas voltaram a subir forte e cravaram novos recordes. O Dow Jones subiu 0,37%, enquanto o S&P 500 subiu 0,51% e o Nasdaq subiu 0,78%, rompendo pela primeira vez a barreira dos 9 mil pontos.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram levemente no longo prazo. A T-Note para 10 anos recuou de 1,91% para 1,89%, enquanto a T-Bond para 30 anos recuou de 2,34% para 2,33%.

As bolsas europeias ficaram fechadas ontem. Já na Ásia as bolsas estão negociando sem direção definida. Tóquio recuando 0,36%, Xangai recuando 0,08%, Hong Kong subindo 1,22% e Seul subindo 0,29%.

O petróleo fechou em alta ontem, com seus melhores preços desde de setembro, em meio à expectativa de uma redução das reservas dos Estados Unidos. Com isso o WTI subiu 0,93%, a US$ 61,68, enquanto o Brent subiu 1,07%, a US$ 67,92.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,50%, enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 0,44%, a Ethereum caindo 0,39% e a Ripple subindo 0,15%. Das 10 maiores moedas digitais do mundo, 5 estão em alta, e 5 em queda.

Para finalizar, o IFIX subiu 1,58% e teve como maior alta o FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) subindo 6,86%, enquanto a maior queda foi do FII Shopping Pátio Higienópolis (SHPH1) caindo 1,98%.

 

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

20/12/2019 às 09h43

E o Ibovespa continua subindo! Mais um recorde, agora ultrapassando a barreira de 115 mil pontos! Ontem a alta foi de 0,71% e chegou aos 115.131 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,6 bilhões.

As empresas que estão ligadas a economia doméstica vêm performando bem por conta do aquecimento mais consistente da economia e ajudando a empurrar o índice para cima.

Além disso, a criação de vagas de trabalho acima do esperado no Brasil em novembro deu impulso ao Ibovespa durante o período da tarde, invertendo assim o movimento de realização de lucros visto nas primeiras horas do pregão. Foram criadas 99.232 vagas com carteira assinada em novembro, enquanto o mercado aguardava apenas 67 mil. Esse foi o melhor resultado para o mês desde novembro desde 2010.

Ontem, o Relatório Trimestral de Inflação observou que, para 2020, a inflação roda abaixo do target de 4% em todos os quatro cenários pesquisados, o que, a rigor, indicaria espaço adicional de queda para a Selic no início do ano que vem. Além disso, o RTI elevou a estimativa do PIB de 2020, de 1,8% para 2,2%, praticamente o dobro do projetado para 2019, também revisado em alta, de 0,9% para 1,2%.

Não só por aqui tivemos recordes, os três principais índices acionários dos Estados Unidos atingiram novas máximas históricas também, mostrando que o impeachment de Trump deve travar no Senado, até porque os Republicanos são maioria por lá. Diferente da Câmara, que é dominada pelos Democratas, e foram a favor do impeachment do Presidente norte-americano.

O dia foi fraco de noticiário, lá fora nenhuma grande novidade, e por aqui a notícia boa da criação de vagas de empregos foi determinante para mais um recorde. Com isso 51 ações fechando em alta, 15 em baixa e duas no zero a zero.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,23%, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Após o susto da venda de ações pelo BNDES, as ações voltaram a subir. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,99%. A BlackRock aumentou sua participação acionária na Vale para 5,03% dos ativos ON. Desta forma, a gestora passa a deter 208 milhões de ações ON e 57 milhões de ADR.

Já as ações dos bancos voltaram a subir novamente. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,84%, do Itaú (ITUB4) subiram 0,49%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,03% e as ações do Santander (SANB11) subiram 1,62%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,29%. As ações da XP recuaram 0,89%.

As maiores altas de ontem foram de Natura (NTCO3) subindo 5,69%, após a Avon, que é controlada pela Natura, anunciar o fim dos testes com animais, o que deve facilitar a penetração no mercado chinês. A segunda maior alta foi de CCR (CCRO3) subindo 4,34% e Qualicorp (QUAL3) subindo 3,70%.

Já as maiores quedas foram de Marfrig (MRFG3) recuando 5,17%, sendo o sétimo pregão consecutivo de baixa, após venda de ações pelo BNDES. A segunda maior queda foi de Cogna (COGN3) caindo 3,69% e Braskem (BRKM5) caindo 2,64%, sofrendo com o adiamento da assembleia da Odebrecht para 29/1.

O dólar comercial fechou praticamente de lado, com a proximidade do período de festas se traduzindo em novo dia de volume fraco de negociações. O dólar subiu 0,08%, aos R$ 4,06, já o euro subiu 0,01% a R$ 4,52.

Os fortes números de vagas de trabalho com carteira assinada criadas em novembro promoveram uma reprecificação no mercado de juros sobre as perspectivas para o crescimento da economia brasileira. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,61% para 4,66% enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,55% para 6,71%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas subiram forte, já que uma retomada forte da economia pode pressionar a inflação. Destaque para a NTN-B 2050 subindo de IPCA +3,44% para IPCA +3,51% e para a NTN-F 2029 que subiu de 6,87% para 7,00%.

Na agenda hoje teremos o IPCA-15 de dezembro às 9hrs, e se vier acima do esperado, pode impactar o ciclo de corte de juros, gerando preocupação para o Copom, além disso teremos a pesquisa ibope de avaliação do governo às 14h30, que pode mexer com o mercado também. Vale destacar o Tesouro divulgando o relatório da dívida pública de novembro, às 10hrs.

Wall Street ignorou a aprovação do impeachment do presidente americano, Donald Trump, na Câmara dos Deputados, na quarta a noite, e continuou subindo e batendo recordes. O Dow Jones subiu 0,49%, o S&P 500 subiu 0,45% e o Nasdaq subiu 0,67%.

Indo para as Treasuries, as taxas fecharam praticamente de lado. A T-bill para 3 meses se manteve em 1,55%, a T-Note para 10 anos se manteve em 1,92% e a T-Bond para 30 anos subiu de 2,35% para 2,36%.

Na agenda norte-americana teremos a estimativa do PIB do terceiro trimestre às 10h30 e o PCE de novembro 12hrs.

As bolsas europeias fecharam sem direção definida ontem, após decisões dos países sobre juros. O banco central da Suécia, o Riskbank, elevou hoje os juros em 25 pontos-base, a zero, acabando com o período de juros negativos iniciado em fevereiro de 2015. O Banco da Inglaterra manteve os juros estáveis em 0,75% ao ano.

Com isso Londres subiu 0,44%, Madri recuou 0,05%, Milão subiu 0,34%, Paris subiu 0,21% e Frankfurt recuou 0,08%. Já na Ásia as bolsas estão sem direção definida também. Tóquio encerrou com 0,15% de baixa e Seul encerrou com 0,35% de alta. Já Xangai está recuando 0,15% e Hong Kong subindo 0,06%, essas duas estão abertas ainda e próximas do fechamento, o horário dessa cotação é 4h10, horário de Brasília.

O petróleo fechou mais uma sessão em alta ontem, mantendo-se firme na máxima dos últimos três meses, desde o ataque contra as instalações da petroleira saudita Aramco, em setembro. Com isso o WTI subiu 0,47%, a US$ 61,22, enquanto o Brent subiu 0,55%, a US$ 66,54.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,46%, enquanto as criptomoedas estão recuando nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 0,22%, a Ethereum caindo 0,63% e a Ripple caindo 1,79%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,48% e teve como maior alta o FII Edifício Galeria (EDGA11) subindo 8,15%, enquanto a maior queda foi do FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) caindo 7,94%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

18/12/2019 às 08h21

Ontem o Ibovespa subiu 0,64% e fechou aos 112.615 pontos, renovando sua máxima histórica. O giro financeiro foi de R$ 19,7 bilhões.

Após a possibilidade da volta da CPMF ter contribuído para derrubar o mercado na véspera, Bolsonaro disse que não voltará a falar mais na recriação do imposto sobre transações financeiras, aliviando o mercado e destravando a alta.

Ontem o BC divulgou a ata do Copom, indicando mais cautela na política de corte de juros, desse modo, será preciso acompanhar o comportamento da economia antes de novas reduções da Selic.

Um dos destaques da ata, foi o alerta para a ociosidade, que ainda é alta, principalmente na indústria. Porém, destacou a recuperação econômica do Brasil ganhando tração a partir do segundo trimestre deste ano.

Ainda em Brasil, hoje será o vencimento do Índice Futuro da bolsa, podendo trazer volatilidade especulativa na segunda metade do pregão.

Os gestores de fundos estão confiantes na alta do Ibovespa, em uma pesquisa do BofA Merril Lynch, 80% de gestores veem o Ibovespa acima de 120 mil pontos em 2020.

Para você que está estudando para as provas da Anbima, o Senado aprovou a MP que transfere o COAF do Ministério da Economia para o BC, além de reestruturar o órgão. A MP segue para sanção presidencial.

Na Europa, depois de vitória nas urnas, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson sinalizou que a transição pós-Brexit teria uma data fixa, sem possibilidade de estender prazos. Isso deixa o investidor cauteloso de que o processo ocorra sem um acordo, o que pode trazer prejuízos tanto para o Reino Unido como para a União Europeia.

Nos EUA, nenhuma novidade, com o mercado fechando praticamente de lado, e ainda comemorando a trégua com a China.

Apesar da alta, 32 ações fecharam no positivo e 36 no negativo. O motivo disso foi por conta das blue chips, que tem um peso relevante no índice e fecharam no positivo.

As ações da Petrobrás PN (PETR4) subiram 1,50%, se recuperando da queda na véspera e acompanhando a alta do preço do barril de petróleo, além disso, pegou bem a informação pela estatal do pagamento antecipado de um empréstimo tomado junto ao banco chinês CCB, no valor de US$ 5 bilhões, que venceria só em 2027. Já as ações da Vale (VALE3) fecharam praticamente de lado, com alta de 0,01%.

Os bancos se recuperaram da queda da véspera, após Bolsonaro deixar pra lá, por enquanto, a CPMF. O Itaú (ITUB4) subiu 1,52%, o Bradesco (BBDC4) subiu 1,84%, o Santander (SANB11) subiu 0,87% e o Banco do Brasil (BBAS3) subiu 2,25%. Já o Banco Inter (BIDI4) recuou 1,63%. As ações da XP (XP) na Nasdaq recuaram novamente, agora a queda foi de 4,19%.

A maior alta de ontem foram da Cielo (CIEL3), subindo 5,52%, se recuperando da queda na véspera, causada pelo anúncio da Rede. A segunda maior alta foi de B3 (B3SA3) subindo 3,39%, após anunciar que revisaria as tarifas e focaria no investidor pessoa física. Para fechar o Top 3, as ações Ultrapar (UGPA3) que subiram 2,54%.

Já as maiores quedas foram de B2W (BTOW3) recuando 3,39%, juntamente com as ações de varejistas, que devolveram parte dos ganhos após altas recentes. Tivemos BRF (BRFS3) caindo 3,19% e Natura (NATU3) caindo 3,00%.

Um movimento de ajuste em relação ao dólar no exterior viu a moeda americana se fortalecer frente aos pares desenvolvidos e boa parte das divisas emergentes, devolvendo parcialmente as perdas registradas nas últimas semanas. No Brasil, no entanto, o comportamento esbarrou no otimismo do investidor com a perspectiva local. Com isso o dólar encerrou o dia praticamente estável, com alta de 0,07%, a R$ 4,06. Já o euro subiu 0,10% a R$ 4,53.

Avaliado como conservador, o tom do Copom na ata da reunião de semana passada provocou forte ajuste no mercado de juros. Os investidores correram para diminuir a chance de novos cortes na Selic em 2020, e algumas instituições financeiras passaram a adotar tom mais cauteloso quanto ao atual ciclo de flexibilização monetária, com isso os juros voltaram a subir forte. O DI Jan 2021 subiu de 4,55% para 4,64%, enquanto o DI Jan 2025 subiu de 6,46% para 6,58%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais subiram forte. A NTN-F 2029 subiu de 6,84% para 6,93%, enquanto a NTN-B 2050 subiu de IPCA + 3,25% para IPCA + 3,46%.

Indo para os EUA, as bolsas atingiram novos recordes, surfando ainda o otimismo após a trégua com a China. Foi a quinta alta consecutiva, porém foi uma leva alta, mostrando que perdeu um pouco do fôlego. O Dow Jones subiu 0,11%, o S&P 500 subiu 0,03% e o Nasdaq avançou 0,10%.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no longo prazo, com a T-Note para 10 anos subindo de 1,86% para 1,87%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 2,28% para 2,30%.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam em direções mistas, com Frankfurt recuando 0,89%, Madri caindo 0,67%, Londres subindo 0,08%, Paris caindo 0,39% e Milão subindo 0,45%.

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, com Tóquio recuando 0,54%, Xangai caindo 0,21%, Hong Kong caindo 0,15% e Seul recuando 0,04%.

Os preços do petróleo terminaram o pregão de ontem em alta, nas máximas de três meses, com os investidores estendendo o rali dos últimos dias na esteira do otimismo com o acordo comercial entre Estados Unidos e China. O WTI subiu 1,21%, a US$ 60,94 enquanto o Brent subiu 1,16%, a US$ 66,10.

O contrato de ouro OZ1D recuou 1,24%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 3,35%, a Ethereum despencando 7,01% e a Ripple caindo 7,38%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,22% e teve como maior alta novamente o FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) subindo 4,34%, enquanto a maior queda foi do FII Pátria Edifícios Corporativos (PATC11) caindo 2,94%.

Ótima quarta e bons negócios!

RAIO-X: ONDE O BRASILEIRO INVESTE SEU DINHEIRO?

16/12/2019 às 21h51

Apenas 8% dos investidores aplicaram dinheiro em produtos financeiros em 2018, revela pesquisa. Economista alerta para necessidade da formação de especialistas em investimentos para virar o jogo.

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) divulgou a pesquisa Raio-x do Investidor – edição 2019. O estudo tem apoio do Datafolha e traça os hábitos de poupança e de investimento dos brasileiros.

Os dados, levantados em novembro de 2018, revelam que no Brasil os poupadores preferem segurança à rentabilidade na hora de investir: 88% dos investidores optaram pela caderneta de poupança, seguida pela previdência privada (6%), títulos privados (5%) e fundos de investimento (4%) na preferência nacional.

Fabio Louzada, economista e CEO da startup Eu Me Banco, acredita que existe um longo caminho de educação financeira a ser percorrido no país. “Isso passa não apenas pelo conhecimento do investidor, mas, sobretudo, pelo nível dos profissionais que o orientam. Esse é um dos motivos de eu ter resolvido sair do banco para formar profissionais especialistas na área de investimentos”.

Os números reforçam o conservadorismo brasileiro na hora de investir. No total, 48% preferem constituir uma reserva financeira sem riscos a ter um bom retorno financeiro. Os títulos públicos, considerados um dos mais seguros para o perfil conservador, ao contrário do que a lógica indica, recebeu aporte de apenas 3% dos investidores.

“A poupança pagou por muito tempo 0,5% mais a taxa referencial ao mês, enquanto os juros estavam a praticamente 1% ao mês até pouco tempo. Mesmo assim, muitos optaram por manter a poupança. Temos um desafio muito grande, que vai além de comparar segurança com rentabilidade. É preciso falar de planejamento para aposentadoria, planejamento fiscal e sucessório, saber fazer uma boa gestão financeira”, alerta Louzada, que é credenciado a Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais) e membro da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).

42% dos investidores buscam orientação com especialistas

A Anbima credita o baixo número de investidores em produtos financeiros à crise econômica e agravamento do desemprego. Segundo a pesquisa, apenas 8% dos brasileiros aplicaram dinheiro em produtos financeiros em 2018, o que mostra grande falta de conhecimento sobre as características e rentabilidades das ofertas disponíveis no mercado.

“O mercado de investimentos tem um grande potencial de crescimento no Brasil, mas para atender a demanda, planejadores financeiros, assessores e consultores de investimentos precisam estar bem preparados. Acredito que a proporção de 88% que aplicam em poupança, é praticamente a mesma proporção de profissionais que não estão preparados para realizar todo o planejamento financeiro do investidor”, avalia Fabio Louzada, que lançará em breve pela Eu Me Banco o projeto Clube dos Especialistas em Investimentos.

O estudo deixou claro que o profissional especialista em investimentos permanece como peça central no processo de coleta de informações e tomada de decisão dos investidores, sendo a primeira opção para 42% das pessoas.

A pesquisa Raio-x do Investidor 2019 contou com a participação de entrevistados de todo o Brasil com mais de 16 anos, das classes A, B e C, economicamente ativas e que vivem de renda ou são aposentadas. Para mais informações, acesse o site da Anbima.

Foto: Crédito Carlos Muza – Unplash

ACORDA MERCADO SEGUNDA

16/12/2019 às 21h46

Na sexta o Ibovespa subiu 0,33% e fechou aos 112.564 pontos, atingindo mais uma máxima histórica. O volume financeiro mais uma vez ficou acima da média, com R$ 25,7 bilhões negociados. Na semana o índice subiu 1,30%.

As notícias de quinta acabaram sendo confirmadas na sexta, quase valendo a velha máxima “sobe no boato e cai no fato”. Dessa vez não caiu, mas o mercado já tinha precificado essa alta, ficando praticamente de lado.

A notícia que era amplamente esperada, foi a do fechamento do acordo da fase 1 entre China e EUA, confirmada na sexta pelo presidente norte-americano e pelos chineses.

Conforme já havia sido veiculado, os chineses concordaram em aumentar as compras de produtos agrícolas, de energia e manufaturados dos EUA, por sua vez, os norte-americanos revogaram o aumento das tarifas que aconteceriam ontem, porém, disseram que irão manter os produtos que já possuem tarifas em 25%, no mesmo patamar, mas que as sobretaxas de 15% a uma lista separada de produtos, que dão em torno de US$ 110 bilhões, será reduzida para 7,5%.

Na Europa, o Partido Conservador de Boris Johnson obteve uma vitória maior do que o esperado pela boca deurna. Johnson obteve 364 cadeiras, com uma boa margem em relação as 326 necessárias para formar a maioria do governo. Com isso, a saída do Reino Unido da Zona do Euro deverá ser concretizada até a data prevista, de 31 de janeiro de 2020.

Indo para a China, ontem os dados de produção industrial e de vendas no varejo vieram acima do esperado.

Aqui no Brasil, nenhuma grande novidade, o IBC-Br veio quase em linha com o esperado, subindo 0,17%, o mercado esperava 0,20%, porém esse é o maior resultado desde junho de 2015, confirmando a reação econômica. Esse índice é considerado uma prévia do PIB.

Lembrando que hoje teremos o vencimento de opções, que ocorre sempre na terceira segunda-feira de cada mês. Amanhã teremos a ata do Copom, que pode indicar algum sinal para 2020, além do Relatório Trimestral de Inflação na quinta e o IPCA-15 na sexta. Esses indicadores trazem uma emoção extra para essa última semana antes do Natal.

Ou seja, no Brasil, nos EUA e na Europa tivemos notícias boas, porém todas já esperadas e devidamente precificadas.

Com isso, o dia foi de leve alta, com apenas 17 ações das 68 fechando em queda. Apesar de muitas ações fecharem em alta, elas foram apagadas pelo péssimo desempenho das ações ON e PN da Petrobrás, que puxaram o índice pra baixo.

As ações da Petrobrás PN (PETR4) recuaram 3,20% e na ON(PETR3) a queda foi de 4,69%, após o BNDES confirmar ter iniciado a venda das ações da estatal na sua carteira, em um momento inoportuno, já que hoje é dia de vencimento de opções, assim os “vendidos” pegaram pesado. O BNDES possui atualmente 19% das ações preferenciais e 10% das ações ordinárias da Petrobrás, que valem R$ 56 bilhões, mas a intenção não é se desfazer de tudo.

Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,53%, em resposta ao acordo entre EUA e China que favorece as commodities, com o aumento do consumo global.

Os bancos tiveram um dia de alta, com o Itaú (ITUB4) subindo 2,14%, o Bradesco (BBDC4) subindo 0,17%, o Santander (SANB11) subindo 0,70% e o Banco Inter (BIDI4) subindo 0,66%. Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,42%. As ações da XP na Nasdaq voltaram a subir forte, alta de 8,86%.

A maior alta da sexta foi de Via Varejo (VVAR3), subindo 8,70% e se recuperando de uma queda de 3,10% na quinta, após a empresa informar uma descoberta de indícios de fraude contábil. A notícia foi dada perto do final do pregão de quinta, pegando investidores de surpresas, que não tiveram tempo de fazer a conta do impacto dessa fraude. No final das contas, ou, ao fazer as contas, os investidores e analistas viram que o impacto seria baixo, fazendo com que a ação voltasse a subir forte.

Aliás, Via Varejo é uma excelente opção para compor a sua carteira de ações para 2020, que pra mim será o ano do consumo no Brasil. Outra ação do setor que tem ótimo potencial para continuar subindo, é da Magazine Luiza (MGLU3).

A segunda maior alta foi de MRV (MRVE3) subindo 6,23%, que também está em um setor que deve ser destaque em 2020, porém prefiro as ações de Cyrela (CYRE3). Para fechar o Top 3, temos Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subindo 5,80%. Por coincidência entre as três maiores altas, estão os três setores que mais vejo perspectiva para 2020: Construção Civil, Commodities e Consumo, não necessariamente nessa ordem.

MRV e Via Varejo são os maiores destaques do mês, subindo respectivamente, 28,55% e 23,38%.

Já as maiores quedas na sexta foram da Petrobrás ON (PETR3) recuando 4,69%, BRF (BRFS3) caindo 4,39% e da Petrobrás PN (PETR4) caindo 3,20%.

No mês, as piores quedas são de JBS e BRF, caindo respectivamente 9,97% e 7,24%. O mês vem sendo muito bom para bolsa, por isso apenas 9 ações está negativas em dezembro.

Após quedas consecutivas, o dólar voltou a subir com os investidores embolsando o lucro após a oficialização do acordo comercial entre EUA e China. A alta foi de 0,33%, a R$ 4,10. Na semana, a moeda recuou 0,95%, mantendo a tendência de devolver a forte valorização que aconteceu em novembro, quando o dólar chegou a R$ 4,27.

Nas últimas semanas, investidores têm adotado uma postura mais positiva sobre a moeda brasileira, amparada por fatores como os sinais de retomada mais forte da economia local e a notícia de que agência de classificação de risco S&P revisou a perspectiva para o rating BB- do Brasil para positiva.

O euro subiu 0,36% a R$ 4,56. Os juros futuros fecharam na sexta perto da estabilidade, em um dia no qual o comportamento da curva a termo foi guiado pelo cenário externo, diante de notícias relacionadas às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. O DI jan 2021 recuou de 4,55% para 4,53%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,34% para 6,36%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais também fecharam próximos da estabilidade. A NTN-F 2029 subiu de 6,72% para 6,73%, enquanto a NTN-B 2050 recuou de IPCA + 3,35% para IPCA + 3,33%.

Uma taxa real de 3,33% + IPCA eu considero um bom ativo para se ter na carteira, pensando até em arbitrar (ganhar na oscilação do mercado), a tendência é que os juros reais caiam mais e a “curva feche”, outro termo que o mercado financeiro adora usar. Com os juros reais caindo, o seu título se valoriza mais, lembrando que o conceito de juro real é a taxa nominal menos inflação. No Brasil e no mundo, vemos essa distância entre taxa nominal e inflação diminuindo cada vez mais. Mas vale lembrar, que essa gordura é pouca, o grande ganho em NTN-B (e títulos prefixados), já passou, mas ainda a espaço para um ganho acima da Selic.

Na agenda hoje, teremos o IGP-10 às 8hrs, no mesmo horário a prévia do IPC-s e o relatório Focus às 8h25. Os principais indicadores serão divulgados durante a semana.

O fato do fechamento da fase 1 do acordo entre EUA e China já estar praticamente dado, fez com que as bolsas norte-americanas fechassem de lado, com o Dow Jones subindo 0,01%, o S&P 500 subindo 0,01% e o Nasdaq avançando 0,20%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram no longo prazo, com a T-Note para 10 anos caindo de 1,91% para 1,83%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,33% para 2,26%.

Na agenda norte-americana teremos o Índice Empire State de dezembro às 10h30 e às 11h45 a leitura preliminar do PMI/Markit composto, que engloba o ritmo de crescimento na indústria e no setor de serviços.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam em alta, com Frankfurt subindo 0,46%, Madri subindo 1,01%, Londres subindo 1,10% e Paris avançando 0,59%. A exceção foi Milão, com queda de 0,26%.

Na Ásia, as bolsas estão operando em queda, com Tóquio recuando 0,18%, Seul caindo 0,10% e Hong Kong caindo 0,29%. Já Xangai está subindo 0,56%. No horário em que estou montando o “Acorda”, às 4h10, somente as ações de Hong Kong e Xangai seguem em aberto.

Acorda Mercado

Apesar das ressalvas quanto pacto preliminar entre os EUA e China, o petróleo alcançou os maiores níveis desde meados de setembro, quando as instalações petrolíferas na Arábia Saudita foram alvo de ataques. O WTI subiu 1,50%, a US$ 60,07 enquanto o Brent subiu 1,59%, a US$ 65,22.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,49%, enquanto as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,47%, a Ethereum subindo 0,51% e a Ripple recuando 0,86%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,30% e teve como maior alta o FII TRX Edifícios Corporativos (XTED11) subindo 8,52%, enquanto a maior queda foi do FII Polo Recebíveis Imobiliários (PORD11) caindo 4,98%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

12/12/2019 às 11h23
Business documents, touchpad and pen on background of businessman by office window

Ontem o Ibovespa fechou em leve baixa novamente, recuando 0,28%, aos 110.672 pontos. Na máxima, o índice atingiu 111.184 pontos, mas não conseguiu se manter em alta. O giro financeiro foi de R$ 17 bilhões.

Foi mais um dia de cautela para os investidores, que esperam pelas decisões de políticas monetárias de hoje. O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) irão apresentar a decisão de juros, que o mercado já precifica com uma alta dose de certeza.

O aceno do Federal Reserve, é de que a atual taxa entre 1,50% e 1,75% seja mantida no país. No Brasil, o Copom se reúne para mais uma rodada de corte da Selic, dos 5% para 4,5% ao ano. O Banco Central já sinalizou que esta pode ser a última redução do atual ciclo de cortes de juros, que já estão nas mínimas históricas.

Em relação a guerra comercial entre China e EUA, ontem esse embate ganhou mais um capítulo, com a notícia de que as autoridades chinesas veem como provável que os EUA adiem as tarifas que entrariam em vigor no próximo domingo. O que está em jogo é um aumento de 10% para 15% nas tarifas americanas sobre US$ 165 bilhões em produtos chineses.

O lado ruim disso, é que uma perspectiva de um acordo da fase 1 ainda essa semana, cai por terra, alongando ainda mais essa disputa comercial que parece não ter fim. O futuro incerto dessa relação cheia idas e vindas fez com que as bolsas ficassem no sobe e desce.

Temos ainda obstáculos a percorrer para um acordo. De um lado, os Estados Unidos querem exigir que a China importe um mínimo de produtos agrícolas anualmente. De outro, a China quer condicionar esse volume de compra de produtos à redução das tarifas americanas já vigentes.

Hand of analyst drawing trending stock market graph

Voltando para o Brasil, as empresas de telecomunicações Oi e Vivo foram alvo de uma operação, desdobramento da Lava Jato, ontem. A Polícia Federal investiga contratos da Oi com a empresa de um dos filhos do ex-presidente Lula, que também apura a relação do grupo empresarial com a Vivo.

Hoje teremos a estreia da XP na Nasdaq, ao fechar o preço de venda de sua ação classe A por US$ 27, acima do teto do intervalo sugerido no prospecto da oferta inicial, que ia de US$ 22 a US$ 25, a XP Inc. vai abrir capital na Nasdaq com valor de mercado de US$ 14,89 bilhões, ou R$ 61,8 bilhões pela cotação de ontem do dólar.

O Itaú, terá sua fatia diluída a 46,1% depois da operação e ficará com 32,5% do poder de voto. O IPO prova que o Itaú fez um grande negócio ao comprar a participação na XP. Só para ter uma ideia, em maio de 2017, quando o Itaú acertou a aquisição da participação a XP era avaliada em R$ 12 bilhões. Hoje, vale mais do que cinco vezes. De lá pra cá, os papéis registraram valorização superior a 400%.

Com esse cenário cheio de incertezas, 34 ações fecharam no positivo, 33 no negativo e apenas 1 no zero a zero, que foram as ações da Ecorodovias (ECOR3).

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,76%, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo, já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,47%, mesmo com o preço do minério de ferro acelerando.

Os bancos tiveram um dia de baixa, influenciando na queda do Ibovespa, já que o setor bancário representa 25,8% do índice. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,58%, as ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,59%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,44%, do Santander (SANB11) caíram 0,16% e do Banco Inter (BIDI4) recuaram 2,37%.

As maiores altas foram das ações da Marfrig (MRFG3) subindo 2,94%. Ontem a empresa anunciou que vai lançar sua marca de hambúrguer vegetal. Logo em seguida as ações da BRMalls (BRML3) subiram 2,91% e da Gerdau (GGBR4) subiram 2,85%.

Já as maiores quedas foram de Gol (GOLL4) recuando 4,61%, depois de anunciar que iria incorporar papéis da empresa de milhagens Smiles. As ações da BTG Pactual (BPAC11) caíram 2,81% e da Tim (TIMP3) caíram 2,15%.

A tradicional cautela antes das decisões de política monetária do Fed e do Copom manteve o dólar em leve alta durante todo o pregão de ontem e encerraram uma sequência de queda de seis sessões consecutivas. O dólar subiu 0,44%, a R$ 4,14, enquanto o euro subiu 0,48% a R$ 4,60.

Os investidores voltaram a mostrar pouca disposição em assumir posições antes de importantes decisões de política monetária, deixando os juros estáveis. O DI jan 2021 se manteve em 4,61%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,34% para 6,35%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais se mantiveram estáveis. A LTN 2022 fechou em 5,18% ao ano, mesmo patamar da véspera.

Na agenda hoje teremos a primeira prévia do IGP-M de dezembro às 8hrs, os dados de vendas no varejo, às 9hrs e a decisão do Copom em relação a Selic, às 18h20.

Os índices acionários de Nova York recuaram levemente, com o suspense nas negociações entre China e EUA, e aguardando a decisão do Fed. O Dow Jones recuou 0,10%, o S&P 500 caiu 0,11% e o Nasdaq caiu 0,07%.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no curto e no longo prazo. Destaque para o T-Bond que subiu e 2,25% para 2,26%.

Na agenda norte-americana teremos o IPC, às 10h30 e a decisão do Fomc, às 16hrs.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam sem direção definida, com Frankfurt caindo 0,27%, Milão subindo 0,72%, Madri caindo 0,36%, Londres subindo 0,19% e Paris caindo 0,28%.

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta, com Xangai subindo 0,35%, Hong Kong subindo 0,64% e Seul subindo 0,50%. Já a bolsa de Tóquio está recuando 0,14%.

Os contratos do petróleo fecharam em alta depois que o Departamento de Energia dos Estados Unidos divulgou uma projeção de 12,25 milhões de barris diários para a produção de petróleo em 2019 e de 13,18 milhões em 2020. O WTI subiu 0,37%, a US$ 59,24, enquanto o Brent subiu 0,14%, a US$ 64,34.

O contrato de ouro OZ1D fechou no zero a zero, enquanto as criptomoedas estão em baixa nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 2,10%, a Ethereum caindo 1,35% e a Ripple caindo 0,76%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,37% e teve como maior alta o FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 6,19%, enquanto a maior queda foi do FII Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11) caindo 3,17%.

 

Ótima quarta e bons negócios!

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

ACORDA MERCADO SEGUNDA

09/12/2019 às 17h07

ACORDA MERCADO SEGUNDA

Na sexta o Ibovespa subiu 0,46% e fechou aos 111.125 pontos, com giro financeiro de R$ 17,8 bilhões. Na semana, o índice ficou positivo em 2,67%.

Se olharmos para a semana, os motivos dessa alta se devem aos números positivos divulgados durante a semana, com o PIB crescendo e a produção industrial positiva pelo terceiro mês consecutivo. Já no exterior, o mercado se alternou entre altas e baixas à medida que vinham notícias positivas e negativas em relação a um acordo entre China e EUA.

O cenário externo colaborou com o Ibovespa positivo na sexta, com os EUA divulgando criação de 266 mil novas vagas de emprego em novembro, enquanto o mercado esperava 183 mil. Desse modo afasta um pouco o medo de desaceleração da economia global.

Aqui no Brasil foi divulgado o IPCA de novembro, que subiu 0,51% na comparação mensal, ficando acima da expectativa que era de 0,47%. O aumento nos preços da carne, reajuste de loterias e nova bandeira da energia elétrica, colaboraram para o pior resultado para um mês de novembro desde 2015. O acumulado de 12 meses foi para 3,27%.

Olhando para essa semana que começa, teremos mais uma “super quarta”, com decisões de política monetária aqui e nos EUA. Falando em Copom, o Comitê deve cortar 0,50 ponto percentual, com isso a taxa Selic vai para 4,50% ao ano. O que deve ser mais marcante é a expectativa pelo comunicado do Banco Central, que poderá indicar que o ciclo de queda nas taxas de juros está próxima.

Na sexta, a agência de classificação de risco Fitch, elevou a projeção de crescimento do Brasil em 2020, de 2% para 2,2%.

Mais uma vez, as conversas entre China e EUA irão ditar o ritmo do mercado, pois há uma boa expectativa para o fechamento do acordo da fase 1. Caso isso não aconteça, no dia 15 terão novas tarifas dos EUA para produtos chineses.

Ontem foi divulgado uma inesperada queda das exportações da China em novembro, recuando 1,1% e contrariando a previsão de alta de 1%, reforçando os motivos para a China fazer um acordo com os EUA.

Com esse cenário, as ações fecharam em alta, a começar pelas ações da Petrobrás (PETR4) que subiram 1,00%, acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. As ações da Vale (VALE3) subiram 0,79%

Os bancos fecharam em queda, por conta do pedido de indiciamento de diretores do Itaú por CPI da Câmara Municipal de São Paulo, que investiga suposta fraude fiscal. Com isso as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 1,81%, do Bradesco (BBDC4) caíram 1,12%, do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 0,41% e do Santander (SANB11) recuaram 1,17%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,21%

As maiores altas na sexta foram de Via Varejo (VVAR3) subindo 7,30%, por conta do sucesso na Black Friday e com a boa administração da empresa percebida pelo mercado. Seguida pelas ações da Lojas Americanas (LAME4) subindo 7,07%, diante do plano combinado com a B2W para as companhias assumirem outro patamar de crescimento, com um salto planejado no intervalo dos próximos três anos. Para fechar o Top 3, as ações da Yduqs (YDUQ3) subindo 5,47%.

Na parte inferior as maiores quedas foram de Itaú e Santander, já citados aqui, e por EDP Brasil (ENBR3) recuando 1,14%.

O noticiário mais calmo no exterior e uma sequência de notícias positivas nos últimos dias ajudaram o dólar a recuar fortemente na semana passada, com investidores retirando algum prêmio de risco que havia sido colocado na semana ao longo de novembro. O dólar caiu 0,99%, fechando aos R$ 4,14, se distanciando do pico histórico de R$ 4,27. Na semana o dólar recuou 2,21%. Já o euro recuou 1,52%, a R$ 4,57.

O dólar recuando, ajudou a derrubar os juros futuros. Outro fator, é que com esse dólar mais baixo aumenta a propensão de mais corte de juros pelo Copom. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,70% para 4,60%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,45% para 6,35%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais recuaram. Destaque para a NTN-B Principal 2050 caindo de IPCA +3,52% para IPCA +3,50%, que ao meu modo de ver, é uma ótima taxa pensando em longo prazo. Eu invisto nesse papel, mas não se trata de recomendação.

Os índices acionários de Nova York devolveram as perdas da semana e voltaram a operar perto das máximas históricas, impulsionados por dados surpreendentemente positivos nos Estados Unidos. O Dow Jones subiu 1,22%, o S&P 500 subiu 0,91% e o Nasdaq subiu 1,00%.

Indo para as Treasuries, as taxas subiram no longo prazo. A T-Note para 10 anos subiu de 1,80% para 1,82%, enquanto a T-Bond subiu de 2,24% para 2,26%. Na agenda norte-americana teremos às 12hrs, o índice de tendência de emprego Conference Board.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam em alta, com Frankfurt subindo 0,86%, Milão subiu 0,93%, Madri subiu 1,51%, Londres subiu 1,43% e Paris subiu 1,21%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,33%, Xangai subindo 0,08% e Seul subindo 0,33%. A exceção foi Hong Kong caindo 0,01%.

Os preços do petróleo fecharam em alta sexta, depois que a Opep confirmou que os seus membros e um grupo de aliados liderado pela Rússia concordaram em reduzir a produção em mais 500 mil barris por dia a partir de janeiro. O  WTI subiu 1,27%, a US$ 59,20, enquanto o Brent subiu 1,58%, a US$ 64,39.

O contrato de ouro OZ1D caiu 0,54%, enquanto as criptomoedas estão em direções opostas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 0,56%, a Ethereum subindo 0,12% e a Ripple subindo 0,36%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,41% e teve como maior alta o FII Anhanguera Educacional (FAED11) subindo 3,27%, enquanto a maior queda foi do RBR Alpha fundo de fundos (RBRF11) caindo 3,63%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

06/12/2019 às 11h13

Ontem o Ibovespa subiu mais 0,29% e fechou aos 110.622 pontos, cravando mais uma nova máxima histórica. O volume financeiro foi de R$ 17,5 bilhões. No melhor momento, a bolsa chegou a romper os 111 mil pontos.

O índice subiu praticamente pelos mesmos motivos da alta na véspera. China e EUA mais próximos de um acordo e investidores mais otimistas com Brasil após alta do PIB acima do esperado, e dados da produção industrial positivos pelo terceiro mês consecutivo.

O mercado está atento as negociações comerciais entre China e EUA, que tem oscilado a cada passo em torno de um acordo. Ontem, Trump, presidente dos EUA, destacou que as negociações com a China estão indo muito bem, contribuindo para um cenário mais positivo. Porém, sabemos que no dia 15/12 tem tarifas programadas para produtos chineses, o qual ele não deu nenhum detalhe, deixando o mercado receoso.

O secretário do Tesouro norte-americano, Steve Mnuchin, afirmou que o governo americano mantém conversas produtivas com a China, também trazendo uma dose de otimismo.

No Brasil, os investidores ficaram confiantes por conta do PIB mais positivo para esse ano, e com o aumento das projeções para 2020, dando sinais de retomada da economia. O mercado acredita que os juros baixos, juntamente com a inflação controlada, serão importantes para a retomada de um crescimento mais forte, e eu me incluo nisso, estou bastante otimista para 2020.

Hoje será divulgado o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, que deve mostrar aceleração de 0,10% para 0,47%. O choque de oferta de alimentos e pressões de itens administrados aceleraram a inflação de novembro.

Um dos grandes responsáveis pela alta do índice ontem, foram as ações da Petrobrás (PETR4) que subiram 1,31% e passam por um bom momento na leitura dos investidores em função do seu plano de venda de ativos, como a fatia da Braskem e da TAG. Além disso, a estatal informou que planeja pagar US$ 3 bilhões em dividendos em 2020.

Já as ações da Vale (VALE3) fecharam praticamente de lado, com uma leve alta de 0,06%, em sessão de queda do preço de minério de ferro na China.

Os bancos fecharam em direções opostas, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 0,41%, do Itaú (ITUB4) recuando 0,14%, do Banco do Brasil (BBAS3) recuando 0,86%, do Santander (SANB11) subindo 0,22% e do Banco Inter (BIDI4) subindo 1,29%.

As maiores altas de ontem foram de Cielo (CIEL3) que subiram 5,21%, porém ainda estão negativas em 2019. Em seguida as ações da Weg (WEGE3) que subiram mais 2,99% e da Bradespar (BRAP4) que subiram 2,85%.

Já as maiores quedas foram de Ultrapar (UGPA3) recuando 2,12%, MRV (MRVE3) caindo 1,66% e RaiaDrogasil (RADL3) caindo 1,60%.

Após operar em alta durante boa parte do dia, o dólar inverteu bruscamente a direção e passou a operar em queda no último terço do pregão de ontem, encerrando o dia abaixo dos R$ 4,20 pela primeira vez desde 22 de novembro. A queda foi de 0,33%, fechando aos R$ 4,18. Já o euro recuou 0,23%, a R$ 4,65.

Os juros futuros fecharam com leve alta, num dia de baixa liquidez e enquanto os participantes do mercado aguardam o IPCA de novembro que será divulgado hoje. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,67% para 4,70%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,42% para 6,45%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas nominais subiram, enquanto as taxas reais caíram. Destaque para a NTN-B Principal 2024 caindo de IPCA +2,31% para IPCA +2,28% e para a NTN-F 2029 subindo de 6,76% para 6,77%.

Na agenda hoje teremos o IPCA de novembro, às 9hrs, que será muito importante para a tomada de decisão do Copom na próxima quarta-feira, Lembrando que o mercado acredita em um corte de 0,50 ponto percentual, porém tem alguns analistas que acreditam em um corte de apenas 0,25, por isso, se o IPCA vier bem acima do esperado, pode impactar essa decisão de corte de juro.

Os índices acionários americanos fecharam em leve alta ontem, voltando a se firmar em terreno positivo depois de oscilar entre ganhos e perdas ao longo do dia, com os investidores à espera dos dados do mercado de trabalho americano que serão divulgados hoje. O Dow Jones subiu 0,10%, o S&P 500 subiu 0,15% e o Nasdaq subiu 0,05%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram no curto e subiram no longo prazo. A T-Bill para 3 meses recuou de 1,52% para 1,51%, enquanto a T-Bond para 30 anos subiu de 2,21% para 2,24%.

Na agenda norte-americana teremos às 10h30 a divulgação da taxa de desemprego, às 12hrs os dados de estoques no atacado e no mesmo horário, o sentimento de confiança do consumidor da Universidade de Michigan.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam em baixa, com Frankfurt recuando 0,65%, Milão caindo 0,28%, Madri caindo 0,30% e Londres caindo 0,70%. Paris foi exceção, subindo 0,03%.

Na Ásia, as bolsas estão operando em alta, próximos do fechamento, com Tóquio subindo 0,31%, Xangai subindo 0,02%, Hong Kong subindo 0,66% e Seul subindo 0,87%.

Os preços do petróleo fecharam sem direção única ontem, devolvendo os ganhos vistos no começo do pregão, apesar das indicações dadas pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que o grupo e seus aliados ampliarão os cortes de produção. A expectativa é que os 14 membros do cartel e os aliados liderados pela Rússia ao menos mantenham os cortes de produção em seu nível atual de 1,2 milhão de barris por dia até junho de 2020.

O WTI fechou no zero a zero, a US$ 58,43, enquanto o Brent subiu 0,61%, a US$ 63,39.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,69%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 2,45%, a Ethereum subindo 1,86% e a Ripple subindo 3,26%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,09% e teve como maior alta o FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) subindo 4,14%, enquanto a maior queda foi do FII TG Ativo Real (TGAR11) caindo 3,89%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

04/12/2019 às 16h36

Ontem o Ibovespa teve uma leve valorização positiva de 0,03%, fechando aos 108.956 pontos, com um giro financeiro de R$ 17,2 bilhões. Na máxima, o índice chegou aos 109.198 muito próximo de um novo recorde.

No exterior, o pessimismo aumentou por conta do protecionismo de Donald Trump, que dessa vez ameaçou taxar em até 100% um montante de aproximadamente US$ 2,4 bilhões em importações da França. Além disso, o presidente norte-americano disse que seria melhor esperar até depois das eleições de 2020 para fechar um acordo comercial com a China.

Esse embate entre China e EUA parece não ter fim e os números de tarifas vão crescendo cada vez mais, prejudicando o crescimento global. Ao todo, os americanos já taxaram mais de US$ 500 bilhões em produtos chineses nos últimos 21 meses. A China, por sua vez, já subiu barreiras comerciais contra produtos dos Estados Unidos da ordem de US$ 110 bilhões. Sempre que vem notícias ruins em relação a guerra comercial, ações de empresas ligadas à mineração e siderurgia tentem da cair.

Aqui no Brasil, tivemos uma surpresa positiva com o PIB do terceiro trimestre, que cresceu 0,6% em relação segundo trimestre e 1,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso muitos economistas aumentaram as projeções de PIB para o 2019 e 2020. O Citibank aumentou sua expectativa de PIB para 2020 de 1,8% para 2,2%. Já a XP Investimentos aumentou de 1,0% para 1,2% a projeção de crescimento do PIB para esse ano.

Esses dados mostram que o país está em recuperação, mesmo que seja um processo lento. Com o crescimento do país, setores como construção civil e varejo, tendem a ter um desempenho melhor, pois acompanham ciclos de altas  na economia.

No Ibovespa, as ações fecharam praticamente no meio a meio, com 38 ações do índice fechando no positivo e 30 no negativo.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,31% ontem. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram mais forte, com queda de 1,79%, acompanhando o movimento de mineradoras e siderúrgicas no exterior em meio ao noticiário mais negativo sobre o comércio global, causado pelas declarações de Trump.

Os bancos tiveram um dia de alta, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 0,30%, do Itaú (ITUB4) subindo 0,07%, do Banco do Brasil (BBAS3) subindo 2,00% e do Banco Inter (BIDI4) subindo 1,26%. Já as ações do Santander (SANB11) foram exceção recuando 0,34%.

As maiores altas de ontem foram de MRV (MRVE3) disparando 7,16%, tendo como pano de fundo expectativas de que o governo anuncie ainda neste mês a reformulação do programa habitacional Minha Casa Minha Vida.

Seguida por Gol (GOLL4) que subiu 4,01% após a companhia superar em 38% o número de vendas em relação ao Black Friday do ano passado. E fechando o Top 3, BB Seguridade (BBSE3) com alta de 3,88%

Já as maiores quedas foram de Smiles (SMLS3) que despencou 8,85% e já acumula perda de mais de 24% esse ano. Investidores reagiram mal às projeções divulgadas pela empresa para o fim deste ano e para o decorrer do próximo. Os números vieram abaixo do esperado.

A segunda maior queda de ontem foram das ações da CSN (CSNA3) recuando 3,77%, seguida por Gerdau Metalúrgica (GOAU4) caindo 2,48%. Ambas as empresas foram prejudicadas pelas declarações de Trump.

A surpresa positiva com o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre manteve o dólar em queda durante todo o pregão de ontem. No entanto, a moeda americana, que chegou a se aproximar dos R$ 4,17 no início da tarde, acabou devolvendo a maior parte das perdas nas horas finais de negociação e encerrou aos R$ 4,20, recuo de 0,18%. Já o euro recuou 0,48% e fechou aos R$ 4,65.

Os juros futuros encerraram o pregão ontem em baixa, alinhados à queda do dólar ante o real e à queda verificada nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e de outros bônus soberanos, que reagem à possibilidade de extensão dos conflitos comerciais entre China e EUA. Com isso o DI jan 2021 recuou de 4,75% para 4,71%, enquanto o DI jan 2025 recuou de 6,57% para 6,50%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas nominais e reais recuaram. Destaque para a NTN-B 2026 caindo de IPCA +2,72% para IPCA +2,69% e para a NTN-F 2029 que recuou de 6,87% para 6,81%.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam em queda novamente, refletindo um acordo comercial cada vez mais distante de acontecer ainda esse ano. O Dow Jones recuou 1,01%, o S&P 500 caiu 0,66% e o Nasdaq caiu 0,55%.

Indo para as Treasuries, as taxas recuaram novamente no curto e no longo prazo. A T-Bill para 3 meses recuou de 1,56% para 1,55%, enquanto a T-Bond para 30 anos caiu de 2,24% para 2,17%.

No mercado futuro, as bolsas estão operando em leve alta, com destaque para o Nasdaq Futuro subindo 0,17%.

A agenda norte-americana teremos às 10h15 os dados de variação de empregos no setor privado e às 11h45 o PMI de Serviços.

Indo para a Europa, as bolsas fecharam em direções mistas, com Frankfurt subindo 0,19%, Milão subindo 0,03%, Madri recuando 0,22%, Paris caindo 1,03% e Londres recuando 1,27%. Na Ásia, as bolsas estão operando em queda próximo do fechamento, com Tóquio recuando 1,03%, Hong Kong caindo 1,14%, Seul caindo 0,65% e Xangai caindo 0,38%.

Os preços do petróleo fecharam sem direção única ontem, em uma sessão marcada pela expectativa de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) acerte com aliados a extensão nos cortes de produção na reunião desta semana. Com isso o WTI subindo 0,24%, a US$ 56,10, enquanto o Brent caiu 0,16%, a US$ 60,82.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,91%, enquanto as criptomoedas estão recuando nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 1,97%, a Ethereum caindo 2,90% e a Ripple caindo 3,41%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,54% e teve como maior alta o FII The One (ONEF11) subindo 5,55%, enquanto a maior queda foi do FII XP Corporate Macaé (XPCM11) caindo 4,76%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

02/12/2019 às 11h39

Na sexta-feira o Ibovespa fechou praticamente de lado, com um leve recuo de 0,05%, aos 108.233 pontos. O volume financeiro foi de R$ 14,1 bilhões, a baixa liquidez foi por conta do mercado norte-americano fechando mais cedo as bolsas.

Essa pequena baixa não foi suficiente para apagar a terceira alta consecutiva da bolsa, que garantiu um fechamento positivo de 0,95% em novembro. Em outubro a alta foi de 2,36% e em setembro subiu 3,57%. No ano, o Ibovespa acumula alta de 23,15%.

No mercado externo, o mercado aguarda apreensivo o fechamento da fase 1 do acordo comercial entre EUA e China. Ainda não se sabe o que está travando esse acordo, são duas hipóteses fortes, pelo lado da China. A primeira é que a China pausou as negociações por conta da irritação com os EUA, como forma de retaliação após apoiarem os manifestantes em Hong Kong. A segunda, também bastante comentada, é que os chineses defendem a suspensão das tarifas já existentes, com Trump sendo contra.

Aqui no Brasil, o mercado só comenta do dólar, já que as reformas emperraram. Guedes assumiu que o adiamento da reforma administrativa para o próximo ano partiu de Bolsonaro, já que por conta da soltura de Lula e dos protestos pela América Latina, poderia gerar um cenário de protestos por aqui, por isso ele não considerou o timing bom para fazer essa reforma, já que irá mexer bastante com o setor público.

Nessa semana, chamará a atenção o PIB do terceiro trimestre que saíra amanhã, a produção industrial de outubro na quarta e o IPCA fechado de novembro na sexta. Esses indicadores, juntamente com o dólar podem pesar na decisão do Copom que será na quarta-feira da próxima semana, no dia 11. Tudo ainda indica que o corte será de 0,50 ponto percentual, mas dependendo do avanço do dólar, esse corte pode ser de apenas 0,25.

Com o Ibovespa em alta no mês, 45 das 68 ações do índice fecharam positivas em novembro.

Na sexta as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 1,28%, juntamente com a forte queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,77%, por conta das incertezas do acordo comercial entre China e EUA. Notícias positivas sobre o acordo causam uma alta no preço das commodities, já que tendem a aumentar o consumo, todos ganham. Já notícias negativas derrubam os preços das commodities, já que a guerra comercial entre China e EUA afetam o PIB Global.

No mês, as ações da Petrobrás recuaram 3,54% e da Vale subiram 5,89%.

Os bancos voltaram a subir, após perdas recentes por conta do limite colocado para o juro do cheque especial. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,48% sexta, porém no mês caiu 5,06%. Do Itaú (ITUB4) subiram 0,57% sexta e caíram 3,92% em novembro. Santander (SANB11) subiram 0,18% sexta e recuaram 6,29% no mês. Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,44% na sexta, e fecharam levemente positivo em novembro, com alta de 0,08%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,80% sexta, porém despencaram 12,42% em novembro.

Na sexta, as maiores altas foram de Weg (WEGE3) subindo 3,36%, Via Varejo (VVAR3) que foi a grande estrela do Black Friday, subindo 2,56% e do BTG Pactual (BPAC11) subindo 2,55%.

No mês, o ranking ficou com Gerdau (GGBR4) em primeiro, com alta acumulada de 26,93%, seguido pela Metalúrgica Gerdau (GOAU4) subindo 24,37% e Weg (WEGE3) subindo 19,29%.

As maiores baixas de sexta foram de Tim (TIMP3) caindo 2,72%, Ecorodovias (ECOR3) caindo 2,17% e CCR (CCRO3) caindo 1,77%.

No mês, os piores do índice foram CVC (CVCB3) caindo 21,65%, Eletrobrás PNB (ELET6) caindo 12,34% e Eletrobrás ON (ELET3) caindo 11,96%.

As oscilações do mercado de câmbio ao longo da semana passada ainda mantêm o investidor em alerta. O dólar comercial até se afastou da máxima, mas anotou uma alta de 5,73% contra o real no acumulado de novembro, aos R$ 4,24. A pressão desse movimento sobre as ações acontece porque, embora o estrangeiro ganhe poder de compra com a desvalorização cambial no Brasil, ele perde interesse em se expor ao risco com o crescimento da instabilidade.

Depois de quatro intervenções do Banco Central no câmbio na semana passada, a moeda americana até se estabilizou abaixo da cotação de R$ 4,27, atingida no momento mais agudo de aversão ao risco. Na sexta, o dólar subiu 0,60% e fechou aos R$ 4,24, já o euro caiu 0,06% e fechou aos R$ 4,66.

Os DIs fecharam em alta no curto prazo, com as incertezas na magnitude dos próximos cortes nas taxas de juros pelo Copom. Já no longo prazo, as taxas recuaram, corrigindo um movimento de forte alta na semana, por conta da alta do dólar. O DI jan 2021 subiu de 4,69% para 4,70%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,54% para 6,52%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas nominais e reais recuaram. Destaque para a NTN-B 2026 caindo de IPCA +2,75% para IPCA +2,70% e para a LTN 2022 caindo de 5,37% para 5,30%.

Indo para os EUA, as bolsas fecharam em queda na sexta-feira, com o mercado apreensivo com as retaliações chinesas em relação ao apoio norte-americano aos manifestantes em Hong Kong. Inclusive, um Comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China, disse que haverá retaliações.

Na sexta o Dow Jones caiu 0,40%, o S&P 500 recuou 0,40% e o Nasdaq caiu 0,46%. No entanto, o mês foi bastante positivo, sendo o melhor desde junho, com as bolsas atingindo novas máximas históricas. No mês o Dow Jones subiu 2,47%, o S&P 500 subiu 2,42% e o Nasdaq subiu 3,33%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 1,59% para 1,57%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,77% para 1,84%. No mercado futuro, as bolsas estão operando em alta por lá, destaque para o Dow Jones futuro subindo 0,23%

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com a Euro Stoxx recuando 0,06%, Frankfurt subindo 0,08%, Paris recuando 0,24% e Londres subindo 0,08%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 1,01%, Hong Kong subindo 0,37%, Xangai subindo 0,13% e Seul subindo 0,19%.

ACORDA MERCADO SEXTA

29/11/2019 às 10h05

Ontem o Ibovespa subiu 0,54% e fechou aos 108.290 pontos, com um giro fraco de R$ 12,8 bilhões, devido ao mercado que ficou fechado nos EUA, tirando a liquidez do pregão.

No exterior, a China ainda não anunciou nenhuma retaliação em relação ao projeto de lei nos EUA que foi sancionado por Trump e apoiam os manifestantes em Hong Kong. Apesar disso, as bolsas europeias e asiáticas fecharam em queda, esperando alguma retaliação.

O principal receio está na quebra desse acordo comercial da fase 1 que está muito próximo. Por isso o mercado aguarda com cautela.

Aqui no Brasil, o dólar voltou a cair depois de atingir máximas históricas. A fala de Paulo Guedes, de que nós teríamos que nos acostumar com o dólar alto, fez com que o mercado repensasse o novo nível de equilíbrio da taxa de câmbio.

Apesar da atuação do BC, que pela primeira vez se sentiu incomodado com o dólar, vimos que analistas e economistas ajustaram a projeção de dólar pra cima, mostrando que um dólar mais alto nesse momento faz todo sentido.

De acordo com novos dados da balança comercial, na quarta semana desse mês, o Brasil registrou superávit de US$ 485 milhões, enquanto no acumulado do mês o saldo positivo está em US$ 2,7 bilhões, ou seja, um forte superávit.

Esse superávit pegou o mercado de surpresa, pois novembro estava com déficit acumulado, porém a Secex (Secretaria de Comércio Executivo) corrigiu os dados e aumentou em US$ 3,8 bilhões o fluxo de vendas internas, dessa forma saindo de um déficit para um superávit. Segundo o ministério, “foram detectadas inconsistências relacionadas à transmissão e à recepção dos dados para processamento das estatísticas de comércio exterior”.

Com isso o mercado teve mais um dia de alta, com apenas 21 ações do índice fechando no campo negativo.

A ação da Petrobrás (PETR4) subiu 0,68%, virando do negativo para o positivo. Foi bem-recebido o plano estratégico da empresa para o período 2020-2024, prevendo investimentos (capex) de US$ 75,7 bilhões, volume 10% menor do que no plano anterior. Dessa forma abrirá espaço para o pagamento de US$ 5,1 bilhões em dividendos.

Já a ação da Vale (VALE3) recuou 0,42%, mesmo em dia de alta dos contratos futuros de minério de ferro da China ontem, recuperando-se de duas sessões consecutivas de perdas, depois que Pequim lançou uma série de medidas de estímulo destinadas a sustentar a economia.

Os bancos tiveram um dia de queda, com o setor repercutindo a decisão do governo de limitar a 8% ao mês o juro cobrado pelos bancos no cheque especial, embora tenha permitido que, de outro lado, as instituições cobrem uma tarifa mensal para oferecer o produto.

Com isso as ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,78%, do Itaú (ITUB4) caíram 0,29%, do Santander (SANB11) caíram 1,76%. Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,55% e do Banco Inter (BIDI4) subiram 3,98%.

As maiores altas do índice ontem foram de YDUQS (YDUQ3) subindo 4,80%, refletindo as boas perspectivas para o setor de educação. Seguida por Gol (GOLL4) subindo 3,92% e Via Varejo (VVAR3) subindo 3,87%.

Já as maiores quedas foram de Santander (SANB11) caindo 1,76%, Bradespar (BRAP4) caindo 1,75% e Gerdau (GGBR4) recuando 1,44%. Apesar dessa queda de Gerdau, a ação tem tudo para ser a maior alta do índice em novembro, o acumulado no mês está em 28,19%.

Após superar as máximas históricas por três dias seguidos, o dólar comercial, finalmente, interrompeu a escalada. A moeda americana caiu do começo ao fim do pregão, ajudada pela nova intervenção do Banco Central no mercado. Outro fator que pesou foram os novos números de exportação divulgados ontem, com isso o dólar comercial recuou para as mínimas do dia e fechou em baixa de 1%, aos R$ 4,21, já o euro recuou 1,75% e fechou aos R$ 4,61.

Os DIs após altas consecutivas tiveram um respiro ontem, por conta da queda do dólar. O DI jan 2021 recuou de 4,75% para 4,69%, enquanto o DI jan 2025 caiu de 6,60% para 6,54%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais subiram, porém as nominas caíram. Destaque para a LTN 2022 caindo de 5,45% para 5,37%.

Indo para os EUA, o mercado ficou fechado ontem e hoje fecha mais cedo por conta da Black Friday. As 15hrs fecham as bolsas e as 16hrs as Treasuries.

No mercado futuro, as bolsas estão operando em queda por lá, destaque para o Nasdaq Futuro recuando 0,29%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com a Euro Stoxx subindo 0,08%, Frankfurt caindo 0,07%, Paris subindo 0,04% e Londres recuando 0,18%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com Tóquio caindo 0,49%, Hong Kong caindo 2,03%, Xangai caindo 0,61% e Seul recuando 1,45%.

Os preços do petróleo voltaram a subir ontem, oscilando bastante entre negativo e positivo. O WTI subiu 0,22% e fechou aos US$ 58,24, enquanto o Brent subiu 0,41% e fechou aos US$ 63,27.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,92%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,75%, a Ethereum subindo 1,94% e a Ripple subindo 0,87%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,25% e teve como maior alta o FII Hedge Shopping Praça ad Moça (HMOC11) subindo 3,63%, enquanto a maior queda foi novamente do FII BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11) caindo 3,17%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

COLUNA ACORDA MERCADO – SEGUNDA

25/11/2019 às 13h40

Na sexta o Ibovespa subiu 1,11% e fechou aos 108.692 pontos, com um giro financeiro de R$ 16,7 bilhões. Na semana o índice subiu 2,00%, se recuperando após duas semanas consecutivas em queda.

O principal motivo dessa alta foi a onda de otimismo vindo de bancos internacionais como UBS, JP Morgan, Morgan Stanley e Credit Suisse ao recomendar ações brasileiras. O Brasil precisava desse apoio internacional, já que se frustrou no megaleilão, quando esperava a entrada de dólares no país, aliás, de lá pra cá o dólar não para de subir. Além disso, Paulo Guedes disse que o Brasil crescerá mais do que o dobro deste ano em 2020.

Vale lembrar que a crise na Argentina, Chile, Bolívia e Venezuela, cada um com sua razão, podem impactar o crescimento do Brasil, pois muitos gestores estão tirando dinheiro por considerarem o momento arriscado para aplicação em América Latina, porém, o Brasil se diferencia de muitas formas desses países citados e muitos outros gestores apesar de receosos com América Latina, estão confiantes em Brasil.

Falando em América Latina, ontem o resultado das eleições no Uruguai foram tão apertadas, que o resultado foi adiado para quinta ou sexta para alguns votos serem recontados. De qualquer forma é praticamente certa a vitória de Luis Lacalle Pou, candidato de centro-direita.

Fato é que a reforma da previdência no Brasil foi muito importante para essa volta da confiança, pois desarmou uma bomba que estava prestes a explodir, porém precisamos agora da reforma administrativa e da reforma tributária, principalmente. Esses serão os desafios para 2020, já que para esse ano é muito difícil, no máximo uma aprovação na Câmara, porém longe de qualquer desfecho ainda esse ano.

Lá fora o clima também ficou mais tranquilo, com o presidente da China, Xi Jinping, adotando um tom conciliador sobre o acordo firmado em primeira etapa com os EUA. Trump também colaborou ao dizer que há uma chance muito boa de fazer um acordo comercial com a China. Mas se os dois lados não chegarem a um acordo, o presidente norte-americano já sinalizou que, em 15 de dezembro, os EUA podem impor novas tarifas, de 15%, a cerca de US$ 160 bilhões em compras da China.

Outro fator que poderá azedar a relação é Hong Kong, após expressiva vitória dos candidatos pró-democracia nas eleições de ontem, aumentando a pressão sobre Trump para assinar a lei aprovada pelo Senado americano que apoias os manifestantes, mas a China não aceitará essa interferência, sendo um complicados nas negociações já difíceis.

Com esse movimento, apenas 13 ações fecharam no campo negativo sexta.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 0,44%, apesar da fraqueza dos preços do petróleo no mercado externo. A petrolífera começou a fase vinculante para a venda de quatro das oito refinarias e logísticas associadas ofertadas ao mercado.

Já ações da Vale (VALE3) subiram forte, alta de 3,33% em movimento alinhado ao setor de mineração e siderurgia na Europa, tendo de pano de fundo alto do preço do minério de ferro na China. Além disso o ScotiaBank elevou a recomendação dos ADRs da Vale para “outperform do setor”, aumentando o seu preço alvo.

Os bancos fecharam em alta, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 1,44%, do Itaú (ITUB4) subindo 0,37%, do Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,58% e do Santander (SANB11) subindo 0,48%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) ficaram no zero a zero.

As maiores altas do índice foram das ações da Azul (AZUL4) subindo 4,73%, seguida por Via Varejo (VVAR3) subindo 4,11% e para fechar o top 3, as ações da Qualicorp (QUAL3) subindo 3,73%.

Já as maiores quedas foram da Marfrig (MRFG3) caindo 1,47%, sendo a ação que mais caiu pelo segundo dia consecutivo, seguido por Cielo (CIEL3) caindo 1,44% e por fim as ações da Equatorial (EQTL3) caindo 1,19%.

Em novembro, as ações que mais subiram foram da Gerdau (GGBR4) com 24,61% de alta, enquanto a maior queda do mês vem vendo sendo da CVC (CVCB3) caindo 18,21%.

Após registrar novo recorde histórico de fechamento na segunda, encerrando acima dos R$ 4,20 pela primeira vez no Plano Real, o dólar não teve força para confirmar a tendência de alta no Brasil e encerrou estável na semana, que foi marcada por noticiário relativamente leve no âmbito local e ainda refletindo o vai e vem da disputa comercial. Na sexta, a moeda recuou 0,04% e fechou aos R$ 4,19, sendo que na semana, a moeda fechou praticamente de lado, com leve recuo de 0,02%. Já o euro recuou 0,42% fechando aos R$ 4,61.

Um movimento de retirada de prêmio de risco da curva de juros futuros deu o tom dos negócios na sexta. O principal catalisador para a queda das taxas foi o IPCA-15 referente a novembro, que ficou abaixo do esperado pelo mercado. O mercado esperava um avanço de 0,17%, porém o aumento foi de 0,14%, aliviando um pouco a pressão sobre os juros futuros. Com os acontecimentos recentes, muitos analistas cortaram as previsões de cortes para 2020, confiando apenas no corte de 0,50 ponto percentual ainda esse ano.

Com os isso os DIs recuaram, com o DI jan 2021 recuando de 4,73% para 4,65%, enquanto o DI Jan 2025 caindo de 6,50% para 6,42%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais recuaram. Destaque para a NTN-B Principal 2024 que caiu de IPCA+ 2,30% para IPCA+2,27%.

Com notícias contraditórias sobre o progresso das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, as ações em Wall Street registraram leve recuo na semana, mas conseguiram permanecer próximas de suas máximas históricas. Na sexta, o Dow Jones recuou 0,39%, o S&P500 subiu 0,22%, enquanto o Nasdaq subiu 0,16%.

Já na semana o Dow Jones recuou 0,46%, o S&P 500 caiu 0,33%, enquanto o Nasdaq caiu 0,25%.

As taxas das Treasuries se mantiveram no mesmo patamar na sexta, com leves variações. A T-Bond para 30 anos está pagando 2,22%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão operando com leve alta, destaque para o Nasdaq Futuro subindo 0,35%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta com a Euro Stoxx subindo 0,45%, Frankfurt subindo 0,45%, Paris subindo 0,47% e Londres subindo 0,64%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,78%, Xangai subindo 0,72%, Hong Kong subindo 1,50% e Seul subindo 1,02%.

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda na sexta, em um movimento de correção após fecharem na máxima em dois meses no dia anterior. Com isso o WTI recuou 1,38% a US$ 57,77, enquanto o Brent caiu 0,90% a US$ 63,39.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,42% enquanto as criptomoedas seguem em forte queda mais uma vez nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 7,20%, a Ethereum caindo 9,48% e a Ripple caindo 7,66%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,45% e teve como maior alta o FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B) subindo 3,38%, enquanto a maior queda foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) caindo 1,23%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

22/11/2019 às 10h38

Ontem o Ibovespa subiu 1,54% e fechou aos 107.497 pontos. O giro financeiro foi de R$ 19,5 bilhões.

No cenário externo vemos um mercado cauteloso, no aguardo de uma definição na guerra comercial entre China e EUA. O que motivou essa forte alta foi o cenário interno.

Uma leva de grandes casas internacionais recomendaram alocação em ações brasileiras. O otimismo é atribuído a uma visão favorável que o mercado, no geral, tem com os ativos de renda variável, ainda pautado pelos bons fundamentos da economia brasileira, como o juro baixo, a expectativa de retomada da atividade e o avanço dos lucros das empresas. Foi essa percepção que fez com que a UBS, JP Morgan, Morgan Stanley, BTG Pactual e Credit Suisse recomendassem aplicar no Brasil.

O UBS elevou a recomendação para as ações na carteira tática da gestora do equivalente à compra (“overweight”, ou acima da média do mercado) para uma recomendação de “forte compra” (“strong overweight”, muito acima da média).

Já o Credit Suisse afirmou que o Brasil é a única região em que existe um consenso de revisão para cima para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e de cortes da inflação, o que mantém a atratividade do mercado local.

O que gera preocupação é o dólar alto, que foi desencadeado pela frustração no megaleilão do pré-sal. O Presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou que se trata de um movimento normal da moeda e que valoriza o câmbio flutuante, dando a entender que esse ajuste será feito nos juros e não intervindo na moeda. Dessa forma a expectativa de corte de juros para 2020 diminui, já que o dólar alto deve pressionar a inflação e dar menos espaço para o BC cortar juros.

Com esse movimento, apenas 13 ações fecharam no campo negativo ontem.

As blue chips fecharam em alta, a começar pelas ações da Petrobrás (PETR4) que subiram 3,72%. Além da alta do petróleo, a empresa faturou a MP 905, que reduz o impacto da dívida trabalhista em estatais.

Os bancos fecharam em alta, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 0,54%, do Itaú (ITUB4) subindo 0,68%, do Banco do Brasil (BBAS3) subindo 1,14%, do Santander (SANB11) subindo 0,62% e do Banco Inter (BIDI4) subindo 2,11%.

As maiores altas do índice foram das da Gerdau (GGBR4) que subiram 7,52%, que foi recomendada pela BTG Pactual. Além disso, o crescimento das compras de aço em outubro também animou os investidores. Seguida pela Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subindo 7,16% e pela Usiminas (USIM5) subindo 6,68%.

Já as maiores quedas foram da Marfrig (MRFG3) caindo 3,90% e JBS (JBSS3) caindo 3,17%, diante da indefinição sobre a reabertura do mercado americano para importação de carne bovina fresca. Para fechar o top 3 negativo, temos as ações da Braskem (BRKM5) caindo 1,71%.

As incertezas sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China e a perspectiva negativa para o real no curto prazo e se traduziram em um dólar alternando leves altas e baixas ontem. No encerramento do dia, a moeda era negociada aos R$ 4,19, queda de 0,13%. Já o euro recuou 0,25% a R$ 4,63.

Com comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sobre a relação entre o câmbio e as expectativas de inflação no centro das atenções, os juros futuros encerraram o pregão regular ontem com alta expressiva, com forte recomposição de prêmio ao longo de toda a curva a termo. O DI jan 2021 subiu de 4,66% para 4,73%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,39% para 6,50%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais e nominais subiram. Destaque para a NTN-B Principal 2024 que subiu de IPCA+ 2,25% para IPCA+2,30%.

A incerteza ainda elevada sobre a assinatura do acordo comercial de “primeira fase” entre Estados Unidos e China voltou a reforçar a cautela dos investidores no pregão de ontem. As sinalizações mistas emitidas pelas autoridades dos dois países impuseram ao Dow Jones e ao S&P 500 o terceiro dia consecutivo de perdas.

O Dow Jones recuou 0,20%, o S&P500 recuou 0,16%, enquanto o Nasdaq caiu 0,24%.

As taxas das Treasuries caíram no curto prazo e subiram no longo. A T-Bill para 3 meses recuou de 1,61% para 1,58%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,73% para 1,77%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão operando com leve queda.

Na agenda teremos a leitura preliminar do PMI/Markit industrial às 11h45 e às 12hrs, o índice de sentimento do consumidor, medido pela Universidade de Michigan.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta com a Euro Stoxx subindo 0,25%, Frankfurt subindo 0,10%, Paris subindo 0,29% e Londres subindo 1,03%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,32%, Hong Kong subindo 0,48% e Seul subindo 0,26%. A exceção foi Xangai recuando 0,63%.

Os preços do petróleo fecharam em forte alta pelo segundo dia consecutivo e atingiram as máximas dos últimos dois meses. A performance foi impulsionada por uma informação de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, incluindo a Rússia, estão direcionados a concordar em estender os cortes na produção até meados de 2020, quando se reunirem no próximo mês. Com isso o WTI subiu 2,75% a US$ 58,58, enquanto o Brent subiu 2,52% a US$ 63,97.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,42% enquanto as criptomoedas seguem em forte queda mais uma vez nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 11,56%, a Ethereum caindo 14,58% e a Ripple caindo 5,11%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,25% e teve como maior alta o FII RB Capital Holding SA (FIIP11B) subindo 4,40%, enquanto a maior queda foi do FII Ourinvest JPP (OUJP11) caindo 2,60%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

13/11/2019 às 09h05

Ontem o Ibovespa recuou 1,49% e fechou aos 106.751 pontos, com giro financeiro de R$ 18,9 bilhões.

No cenário externo, Trump frustrou as expectativas de que ele anunciasse o tão esperado adiamento das tarifas a veículos importados da União Europeia. Além disso, o presidente norte-americano fez novas ameaças a China, dizendo que promoverá elevação adicional nas tarifas sobre os produtos chineses, casos as negociações fracassem.

Já o diretor do Conselho Nacional Econômico, Larry Kudlow, disse no fim da tarde de ontem haver avanço com a China em propriedade intelectual, estabilidade cambial e transação de commodities e setor agrícola, voltando a dizer que um acordo comercial está perto.

Na América Latina, o momento não é bom. Movimentos sociais chilenos convocaram ontem uma greve geral para o dia 23 e 24 de novembro, mesmo após o país anunciar que fará nova Constituinte. Com isso o peso chileno despencou mais de 5%.

Na Bolívia, o clima é tenso também, após renúncia de Evo Morales. Ontem a senadora Jeanine Áñez se declarou presidente interina do país. Ontem mesmo, o nosso ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que o Brasil reconhece a senadora como legítima presidente.

Aqui no Brasil, tivemos a confirmação de Bolsonaro está saindo do PSL e alguns ruídos políticos em relação a como contornar essa questão da prisão em segunda instância. Alcolumbre afirmou que vai consultar líderes do Congresso sobre a chance de alterar a questão via constituinte.

Com todos esses ruídos aqui e no exterior, o Ibovespa não aguentou e apenas 7 empresas fecharam no positivo ontem.

As ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 0,86%, acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 0,29%, mesmo com o preço do minério de ferro subindo.

Os bancos tiveram um dia de queda, com as ações do Bradesco (BBDC4) caindo 1,14%, Itaú (ITUB4) caindo 1,73%, Santander (SANB11) caindo 1,56%, Banco do Brasil (BBAS3) caindo 1,21% e Banco Inter (BIDI4) despencando 7,91%.

As maiores altas do índice foram das ações da Energias do Brasil (ENBR3) subindo 1,28%, da Taesa (TAEE11), que irá divulgar o resultado hoje após o fechamento do pregão, subindo 1,03% e da Bradespar (BRAP4) subindo 0,37%.

Já as maiores quedas foram de CVC (CVCB3) caindo 6,64%, já acumulando queda de mais de 20% no mês de novembro. Seguida por Cosan (CSAN3) caindo 4,93% e Eletrobrás ON (ELET3) recuando 4,74%.

Indo para o dólar, a moeda subiu 0,58% e fechou aos R$ 4,16. Aliás, ontem as moedas latinas sofreram. Além da queda do real e do peso chileno, tivemos a queda forte do peso mexicano e do peso colombiano. Já o euro subiu 0,13% a R$ 4,58.

Os juros voltaram a subir, com o aumento da percepção de risco. O DI jan 2021 subiu de 4,52% para 4,57%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,20% para 6,35%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas nominais e reais subiram, em todos os vencimentos. Destaque para a LTN 2022 subindo de 5,03% para 5,10%.

Na agenda hoje teremos os dados de vendas no varejo restrito às 9hrs, além dos dados do varejo ampliado, nesse caso incluindo o setor automotivo e o de material de construção. Vale lembrar que uma série de eventos preparatórios da cúpula dos Brics deve movimentar Brasília, hoje às 10h50, Bolsonaro e o líder chinês, XI-Jinping encontram-se às 10h50 e às 11h45 assinam atos e dão declarações à imprensa.

No calendário de balanços teremos Cogna antes do pregão, e após o fechamento teremos Aliansce, BRMalls, Centauro, Natura, Rossi, Sinqia, Taesa, Via Varejo e Vivara. Já às 15hrs, o Bradesco fará reunião com analistas e investidores.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em leve alta, com exceção do Dow Jones que fechou no zero a zero. Já o S&P500 subiu 0,16%, enquanto o Nasdaq subiu 0,26%. S&P500 e Nasdaq cravaram novas máximas históricas, pra variar.

As taxas das Treasuries subiram nos títulos mais curtos e se fecharam de lado nos vencimentos mais longos.  A T-Bill para 3 meses subiu de 1,54% para 1,58%, enquanto a T-Note para 10 anos se manteve em 1,92%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão em queda, com destaque para o Nasdaq recuando 0,49%, indicando uma tendência de abertura em queda hoje.

Na agenda hoje teremos o CPI, que seria o nosso IPCA aqui, que é a inflação ao Consumidor, às 10h30. Já as 16hrs, o Tesouro Americano divulga o resultado fiscal do mês de outubro. Não menos importante, às 13hrs, Powell discursará no Congresso, um dia depois de Trump pedir por mais cortes de juros.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com a Euro Stoxx recuando 0,60%, Frankfurt caindo 0,77%, Paris caindo 0,50% e Londres caindo 0,64%. Na Ásia, as bolsas também fecharam em queda, com Tóquio caindo 0,85%, Xangai recuando 0,33%, Hong Kong caindo 1,82% e Seul caindo 0,86%.

Depois de operarem em alta modesta durante a maior parte do pregão de ontem, os preços do petróleo fecharam em leve queda. O aguardado discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Clube Econômico de Nova York terminou sem informações novas sobre as negociações comerciais com China e União Europeia e não ajudou a manter as cotações, que cederam no fim da sessão. Com isso o WTI recuou 0,10%, a US$ 56,80, enquanto o Brent recuou 0,19% a US$ 62,06.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,34%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,48%, a Ethereum subindo 1,10% e a Ripple subindo 0,10%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,03% e teve como maior alta o FII Europar (EURO11) subindo 5,84%, enquanto a maior queda foi do FII Square Faria Lima (FLMA11) despencando 8,66%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ASSESSOR DE INVESTIMENTOS

11/11/2019 às 22h50

Vagas no novo mercado financeiro atraem brasileiros para carreira na área de investimentos

O mercado nunca esteve tão aquecido para os profissionais especialistas em investimentos. Que o diga a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), que anunciou nesta semana que realizará, pela primeira vez na história em um mês de janeiro, o exame para emissão da Certificação de Especialista em Investimentos (CEA).

No comunicado, a associação informou que devido à o aumento no número de brasileiros em busca da certificação (pré-requisito para atuar como consultor de investimentos em instituições financeiras ou como planejador financeiro autônomo), as provas acontecerão quinzenalmente e já estão com as datas marcadas para o calendário 2020. A primeira acontecerá em 14 de janeiro.

Na outra ponta, fintechs, gestoras, bancos digitais e empresas de pagamento (Nubank, XP Investimentos, Easynvest, Banco Inter, entre outras) ofertam juntas cerca de 1,5 mil vagas no chamado novo mercado financeiro – um oceano de oportunidades, segundo o economista Fabio Louzada, CEO da startup Eu Me Banco.

“A profissão de assessor de investimentos é uma das mais promissoras da atualidade. O mercado está passando por uma importante fase de profissionalização, prova disso é o sucesso de projetos como a Comunidade Pi, que prepara especialistas para atuar na área de investimentos desde a certificação, passando pelas questões  práticas, capacitação para entrevistas e entrada  no mercado de trabalho”, contextualiza Louzada, profissional com maior número de certificações no Brasil.

A Comunidade Pi, criada no início de outubro, atraiu centenas de pessoas interessadas em dar um upgrade na carreira e se tornar especialistas em investimentos. Na primeira abertura de vagas, 104 pessoas se inscreveram e menos 48 horas – e outras 1 mil se cadastraram na lista de espera. Entre 31 de outubro e 05 de novembro, vagas limitadas foram abertas para uma nova turma com um total de 116 participantes.

Brasileiro investidor

Os brasileiros estão mais dispostos a investir, porém, para fazê-lo com segurança, o papel do assessor de investimentos é fundamental. “A demanda por profissionais qualificados, com expertise para analisar cenários e indicar os produtos certos para cada perfil de investidor não para de crescer. Educação financeira nunca esteve tão presente nos bate-papos, indicando uma revolução na forma como o brasileiro se relaciona com seus investimentos”, conclui o economista.

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

11/11/2019 às 09h46

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 1,78% e fechou aos 107.628 pontos, com um giro financeiro de R$ 20,2 bilhões. Durante o dia o índice oscilou mais de 2 mil pontos, caindo de vez com a notícia de soltura do ex-presidente Lula. Na semana, o índice recuou 0,72%.

Na quinta-feira, o STF revogou a prisão após segunda instância, o que beneficia quase cinco mil pessoas que estão presas atualmente, entre elas, Lula, que já conseguiu sua liberdade na sexta-feira a tarde. Agora o Congresso tenta se articular para aprovar uma PEC para reverter o entendimento que a prisão só poderá vir após todos os recursos finalizados na Justiça, porém, Maia e Alcolumbre não apoiam essa ideia.

Com Lula livre, cria-se uma série de incertezas, primeiramente, a decisão do STF que possibilitou a soltura do ex-presidente, não foi vista com bons olhos, pois tinha sido votada há pouco tempo, gerando insegurança jurídica e principalmente afastando os investidores estrangeiros do Brasil. A segunda preocupação é que uma polarização entre Bolsonaro e Lula pode ocasionar um atraso na agenda de reformas, paralisando a expectativa de retomada do crescimento no Brasil.

O exterior também não ajudou muito, com Trump negando ter concordado em remover tarifas à China como parte da “fase 1” do acordo.

Na Bolívia, Evo Morales renunciou à presidência em meio ao aumento da tensão política no país, após a OEA divulgar que as eleições de 20 de outubro haviam sido fraudadas. Evo até chegou a cogitar novas eleições, porém a pressão foi maior.

Já no Chile, o presidente Piñera informou que prepara projeto para mudar a Constituição, com planos sociais e direitos dos cidadãos, na tentativa de cessar os protestos.

Nessa semana curta aqui no Brasil, com o feriado na sexta e com o feriado hoje nos EUA, que irá paralisar as negociações das Treasuries, o mercado deve ficar de olho nesses dois desdobramentos. “Efeito Lula” e negociações entre China e EUA.

Essa queda na semana do Ibovespa interrompeu uma série de quatro semanas consecutivas em alta. Na sexta, apenas sete ações se salvaram e fecharam no positivo, foram elas: Tim, Braskem, BR Distribuidora, JBS, Cielo, Weg e BTG Pactual.

As ações da Petrobrás (PETR4) interromperam a sequências de altas, após o sucesso da empresa no megaleilão, segundo analistas. A queda foi de 2,85%. Já as ações da Vale (VALE3)  caíram 1,86%, acompanhando mais uma forte queda do preço do minério de ferro.

Os bancos tiveram um dia de queda, com o Bradesco (BBDC4) recuando 2,89%, o Itaú (ITUB4) recuando 1,60%, Santander (SANB11) recuando 2,83%, Banco do Brasil (BBAS3) caindo 1,53% e Banco Inter (BIDI4) caindo 3,27%.

As maiores altas do índice foram da Tim (TIMP3) subindo 2,56%, por conta do forte resultado divulgado na quarta-feira, no mês a ação já acumula alta acima de 12%. Seguida por Braskem (BRKM5), que subiu 1,73% após notícia de que está implementando uma reformulação administrativa, que prevê estrutura mais enxuta e foco na globalização, com destaque para a Ásia. Para fechar o top 3 do dia, as ações da BR Distribuidora (BRDT3) subiram 1,71%, lembrando que a empresa divulgará o seu balanço hoje, após o fechamento.

Já as maiores quedas de sexta foram das ações da CVC (CVCB3) que despencaram 14,15% por conta do lucro líquido abaixo das expectativas e um balanço decepcionante. A segunda maior baixa foi de Eletrobrás (ELET3) que recuou 4,93% e irá divulgar o seu balanço hoje após o fechamento também, e por fim, as ações da Gol (GOLL4) que caíram 4,50%, por conta da alta do dólar.

Já o dólar subiu forte, com o aumento da insegurança jurídica no Brasil e por consequência fuga de dinheiro do país. Na sexta o dólar disparou mais 1,83% e fechou aos R$ 4,16. Na semana, a valorização foi de 4,43%, a maior alta semanal desde agosto de 2018. Já o euro subiu 1,40% e fechou aos R$ 4,59.

Esse momento de incerteza também pegou em cheio nos DIs, com as curvas abrindo, ou seja, os juros subindo. O DI Jan 2021 subiu de 4,54% para 4,57%, enquanto o DI Jan 2025 subiu de 6,21% para 6,25%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas voltaram a subir mais um dia. Destaque para  LTN 2022 que subiu de 5,06% para 5,11% e para a NTN-B Principal subindo de 2,13% + IPCA para 2,17% + IPCA.

Na agenda teremos às 8h25 o boletim Focus, que pode apresentar um aumento na perspectiva do dólar, já que o mercado se frustrou com o megaleilão. Antes às 8hrs teremos a prévia do IGP-M e às 5hrs o IPC-Fipe. Já no calendário de resultados, o dia será cheio, antes do pregão teremos Biotoscana e Banrisul e após o fechamento teremos Eletrobrás, Marfrig, BR Distribuidora, CPFL, Rumo, Cosan, Sanepar, São Martinho e Yduqs.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em leve alta, o suficiente para as três cravarem um novo recorde. O Dow Jones subiu 0,02%, o S&P500 subiu 0,26%, enquanto o Nasdaq subiu 0,48%. A semana foi bastante positiva, com mais notícias boas do que ruins em relação as negociações comerciais com a China.

As taxas das Treasuries recuaram no curto prazo e dispararam no longo prazo. A T-bill para 3 meses recuou de 1,57% para 1,55% enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,92% para 1,94% e a T-Bond para 30 anos subiu de 2,40% para 2,42%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão em queda, indicando uma abertura no negativo, com destaque para o Nasdaq Futuro recuando 0,31%.

Hoje temos o meio-feriado do dia dos veteranos, lembrando que as bolsas abrem, mas as negociações de Treasuries ficam fechadas. Até por isso não teremos nenhum indicador relevante hoje.

Indo para a Europa, as bolsas abriram sem direção definida, com a Euro Stoxx subindo 0,01%, Frankfurt caindo 0,06%, Paris subindo 0,13% e Londres recuando 0,52%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com Tóquio caindo 0,26%, Xangai caindo 1,83%, Hong Kong caindo 2,78% e Seul recuando 0,61%.

Em uma sessão volátil, na qual os preços variaram quase 3% entre ganhos e perdas, o petróleo se recuperou e fechou em alta, encerrando a semana com ganhos consideráveis, mesmo após dados dos estoques dos Estados Unidos terem vindo bem acima da expectativa na quarta-feira. O WTI subiu 0,15% a US$ 57,24, enquanto o Brent subiu 0,35% e fechou aos US$ 62,51.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,08%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 0,90%, a Ethereum caindo 0,23% e a Ripple caindo 1,62%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,23% e teve como maior alta o FII The One (ONEF11) subindo 5,63%, enquanto a maior queda foi do FII BB Votorantim JHSF Cidade Jardim Continental Tower (BBVJ11) despencando 3,06%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

08/11/2019 às 09h39

Ontem o Ibovespa fechou acima dos 109 mil pontos pela primeira vez na história. A alta foi de 1,13%, aos 109.580 pontos com giro financeiro de R$ 20 bilhões.

Nesta quinta, tivemos também a segunda parte do megaleilão do pré-sal, e assim como no primeiro, acabou sendo uma decepção para o governo, que viu os estrangeiros ficarem longe dessa disputa. Para Bento Albuquerque, Ministro de Minas e Energia, o Brasil perdeu o timing, já que perdeu a chance de realizar o leilão quando o preço do barril estava na casa dos US$ 100. Ontem o valor arrecadado pelo governo foi de apenas R$ 5 bilhões.

Se para o governo foi ruim, para a Petrobrás foi ótimo, que saiu bastante vitoriosa desse leilão, pois arrematou as áreas mais rentáveis, sem riscos importantes que poderiam afetar o caixa da estatal. Para confirmar que a estatal segue com seu programa de desinvestimentos, ontem a companhia informou a venda da totalidade da participação da Petrobrás na Liquigás, por R$ 3,7 bilhões. E por fim, a Moody’s, empresa de classificação de ratings, sinalizou de que a aquisição de três áreas essa semana pela Petrobrás, podem ser positivas para o rating de crédito da estatal.

Ainda no cenário interno, hoje o mercado deve avaliar a decisão do STF, que derrubou a prisão em 2ª instância. Na rede social a reação já foi bastante negativa, já que podem haver vários desdobramentos em relação a esse caso, desde a iminente soltura do ex-presidente Lula até a insegurança jurídica e falta de confiança no Brasil. Resta saber se o mercado vai sofrer com isso agora ou irá esperar os desdobramentos de fato acontecerem.

Ontem o IPCA ficou acima das expectativas, veio com alta de 0,10%, enquanto o mercado esperava alta de 0,07%, com isso, o índice agora acumula alta de 2,54% em 12 meses. O IGP-DI também veio acima, com o mercado acreditando em alta de 0,47%, porém a alta foi de 0,55%.

No cenário externo, a guerra comercial entre China e EUA continuam vivendo altas e baixos. A declaração chinesa de que Washington e Pequim haviam chegado a um entendimento para a remoção gradual de tarifas, caso os países assinem o acordo de primeira fase, agradou os participantes do mercado, fazendo disparar a demanda por risco na sessão.

Mais tarde, no entanto, a negativa americana de que a reversão tarifária estaria sendo discutida neste momento esfriou os ânimos, mas não o suficiente para estragar a alta das bolsas no exterior.

Com as bolsas subindo lá fora e ambiente relativamente calmo no Brasil, apenas 17 ações fecharam no campo negativo por aqui.

As ações da Petrobrás (PETR4) dispararam 4,01% e ajudaram a puxar a alta do Ibovespa, já que o mercado enxergou a Petrobrás como a grande vencedora desse megaleilão. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,85%, mesmo com o preço do minério de ferro de lado.

Já os bancos tiveram um dia de alta, com as ações do Bradesco(BBDC4) subindo 0,11%, do Itaú (ITUB4) subindo 0,25%, Banco do Brasil (BBAS3) subindo 0,10% e Santander (SANB11) subindo 0,93%. Vale destacar que ontem a carteira de crédito do Itaú passou a do BB pela primeira vez na história, e agora assumiu a liderança no mercado de crédito no país.

As ações do Banco Inter (BIDI4) despencaram 5,69%, com os investidores digerindo o fraco resultado divulgado no terceiro trimestre.

As maiores altas do índice foram da Natura (NATU3) subindo 8,26%, por conta da aprovação rápida pelo Cade da compra da Avon. Seguida por Usiminas (USIM5) que subiu 7,93%, após o Credit Suisse elevar a recomendação de compra do papel, de neutro para outperform, ou seja, acima da média. Para fechar o top 3 do dia, as ações da Klabin (KBLN11) subiram 6,06%.

Já as maiores quedas de ontem foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) recuando 4,37%, seguida por Magazine Luiza (MGLU3) caindo 2,21% e B2W (BTOW3) que caiu 2,14%.

Já o dólar voltou a subir mais uma vez, por conta de mais um dia fraco do megaleilão, no qual os investidores estrangeiros não vieram praticamente. Sem a perspectiva de mais dólares no país após esse megaleilão, fez com que o dólar terminasse em R$ 4,09, com alta de 0,25%, na contramão do que se viu em outras moedas emergentes. Na última pesquisa Focus, a mediana das projeções para o final de 2019 estava em R$ 4,00, mas muitas instituições já estão revisando esse número pra cima. Já o Euro subiu 0,16% a R$ 4,52.

Essa pressão causada pela alta do dólar e pelo IPCA acima da expectativa, adicionaram prêmio de risco na curva de juros DI. No curto prazo, o DI jan 2021 subiu de 4,49% para 4,54%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,14% para 6,21%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas voltaram a subir mais um dia. Destaque para  LTN 2022 que subiu de 4,98% para 5,06% e para a NTN-B Principal subindo de 2,11% + IPCA para 2,13% + IPCA.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em alta, cravando novos recordes. O Dow Jones subiu 0,66% e cravou mais uma máxima histórica, aos 27.674 pontos. O S&P500 subiu 0,27%, fechando aos 3.085 pontos, também cravando mais um recorde. Já o Nasdaq subiu 0,28%, aos 8.434 pontos, próximo de mais um recorde também.

As taxas das Treasuries se mantiveram no curto prazo e dispararam no longo prazo, se afastando das inversões das curvas, que estavam gerando preocupações. A T-bill para 3 meses se manteve em 1,57%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,82% e a T-Bond para 30 anos subiu de 2,30% para 2,40%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão em leve queda, não o suficiente para indicar qualquer tendência na abertura.

Ontem à noite, a Disney disparou mais de 5% no after market por conta do bom resultado divulgado no trimestre.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em baixa, com o Euro Stoxx recuando 0,17%, Frankfurt caindo 0,21%, Paris caindo 0,22% e Londres recuando 0,28%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com Hong Kong caindo 0,70%, Xangai caindo 0,49% e Seul também caindo 0,33%. A exceção foi Tóquio com alta de 0,26%.

Uma leve melhora nas tratativas do acordo comercial entre China e EUA, contribuíram para que o preço do barril de petróleo subisse. O WTI subiu 1,42%, a US$ 57,14, enquanto o Brent subiu 0,89% a US$ 62,29.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,25%, enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin recuando 2,34%, a Ethereum caindo 1,58% e a Ripple caindo 4,74%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,46% e teve como maior alta o FII XP Corporate Macaé (XPCM11) subindo 4,56%, enquanto a maior queda foi do FII Square Faria Lima (FLMA11) despencando 7,54%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

06/11/2019 às 08h27

Ontem o Ibovespa fechou praticamente no zero a zero, recuando 0,06% e fechou aos 108.719 pontos. O volume financeiro foi de R$ 20,6 bilhões.

Com o cenário externo tranquilo, os investidores se voltaram para o cenário interno, com o presidente Jair Bolsonaro indo ao Congresso entregar três projetos de reforma elaborados pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, nas áreas fiscal e do pacto federativo, sobre a divisão de recursos entre União, estados e municípios.

As três PECs (Proposta de Emenda Constitucional) fazem parte de um pacote maior de mudanças para tentar estimular a economia, e são a prioridade do governo após a aprovação da reforma da Previdência.

A primeira é a PEC do Pacto Federativo, que é a Peça “principal” do plano proposto, essa PEC altera o conjunto de regras constitucionais que determinam como são distribuídos e gastos os recursos arrecadados pela União, estados e municípios.

Dentro dessa PEC foi proposto a criação do Conselho Fiscal da República, a extinção do Plano Plurianual(PPA), além de outros temas. A polêmica ficou por conta da proposta de extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes e arrecadação própria menor que 10% da receita total, que serão incorporados por um município vizinho.

A segunda é a PEC Emergencial, que está estruturada em dois blocos de medidas: permanentes e temporárias. As permanentes oferecem instrumentos para Estados e municípios ajustarem suas contas; as temporárias criam condições especiais por dois anos para União, Estados e municípios recuperarem a saúde financeira.

Para o Ministério da Economia, a proposta permitirá a redução de R$ 12,75 bilhões em despesas obrigatórias, dos quais 25% serão usados exclusivamente para investimentos em infraestrutura.

E por fim, a PEC dos Fundos Públicos, no qual o Ministério da Economia identificou que o Brasil possui hoje 281 fundos públicos, onde estão depositados quase R$ 220 bilhões. A proposta é alterar a Constituição para que os recursos desses fundos possam ser usados para pagar parte da dívida pública.

As três PECs apresentadas ainda serão analisadas pelo Senado e, se aprovadas, seguirão para a Câmara dos Deputados. Bolsonaro disse esperar que o pacote seja uma realidade em “meados do ano que vem”.

Investidores também repercutiram a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, divulgada pela manhã. Nela, o BC reiterou que deve cortar o juro básico em 0,5 ponto percentual em sua próxima e última reunião do ano.

Ainda no cenário interno, o Governo faz hoje o megaleilão do pré-sal com potencial de arrecadação de até R$ 106,5 bilhões. Ao todo, 14 empresas foram habilitadas para participar, mas duas anunciaram às vésperas do leilão que decidiram ficar de fora. Petrobras exerceu direito de preferência para se tornar operadora em duas das quatro áreas em disputa, que são Búzios e Itapu. Porém, os investidores estão apreensivos com a possibilidade de a Petrobrás (PETR4) pagar um valor muito alto nessas duas áreas. Até por isso, as ações da companhia recuaram 2,31%.

Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,28%, o que parece mais uma realização de lucro, já que as ações já acumulam alta de 5,66% no mês.

Os investidores receberam bem os resultados do terceiro trimestre do Itaú e os analistas consideram que nesse balanço, o Itaú mostrou   que está preparado para enfrentar as competições das fintechs.

Com isso as ações do Itaú (ITUB4) subiram 1,23%, do Bradesco (BBDC4) subiram 0,83%, do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,55% e do Santander (SANB11) subiram 1,40%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 0,66%.

As maiores altas de ontem foram de B2W (BTOW3), subindo 3,98%, da Braskem (BRKM5) subindo 3,79% e da BB Seguridade (BBSE3) subindo 2,47%.

Já as ações que mais recuaram ontem foram da JBS (JBSS3), que recuou forte após o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, ter pedido rescisão dos acordos de delação premiada firmados por ex-executivos da companhia, derrubando as ações em 3,87%. A segunda que mais caiu ontem foram as ações das Lojas Renner (LREN3) caindo 3,00%, seguida por Natura (NATU3) que recuou 2,71%.

O dólar caiu ante o real nesta terça-feira, com a moeda brasileira entre as de melhor desempenho no dia entre seus pares, com os mercados digerindo o pacote econômico apresentado pelo governo, na véspera do megaleilão dos excedentes de petróleo da cessão onerosa. O dólar à vista fechou em baixa de 0,47%, a R$ 3,99. Já o euro recuou 1,10% a R$ 4,41.

Os DIs recuaram no curto prazo e subiram no longo prazo, com a ata sinalizando mais um corte de 0,50 ponto percentual esse ano, mas pregando cautela para 2020. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,50% para 4,49%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 5,98% para 6,01%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas subiram nos vencimentos curtos e longos. Destaque para a LTN 2022 subindo de 4,89% para 4,96% e para a NTN-F 2029 subindo de 6,34% para 6,37%.

Na agenda hoje teremos os dados de produção de veículos às 10hrs e os dados de fluxo cambial às 14h30.

Indo para os Estados Unidos as bolsas reduziram o ritmo em meio a recordes e fecharam sem direção única. O Dow Jones subiu 0,11%, o S&P500 recuou 0,12% e o Nasdaq 0,02%. Com as altas, Dow Jones e Nasdaq cravaram uma nova máxima histórica. Por lá o mercado segue otimista em relação as negociações comerciais entre China e EUA.

As taxas das Treasuries se mantiveram no vencimento mais curto e se subiram nos mais longos. A T-Bill para 3 meses se manteve em  1,55%, já o T-Note para 10 anos subiu de 1,79% para 1,85% e o T-Bond para 30 anos subiu de 2,28% para 2,33%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão praticamente de lado, não indicando nenhuma tendência na abertura.

Na agenda norte-americana teremos às 10h30, os dados de produtividade do setor não agrícola e às 11h30, o discurso de Williams, que é membro do FOMC.

Indo para a Europa, as bolsas abriram de lado, com o Euro Stoxx subindo 0,08%, Frankfurt recuando 0,01%, Paris subindo 0,07% e Londres caindo 0,10%. Na Ásia, as bolsas fecharam em direções mistas, com Tóquio subindo 0,22%, Hong Kong recuando 0,03%, Xangai caindo 0,43%  e Seul subindo 0,07%.

Os preços do petróleo fecharam em alta ontem pela terceira sessão consecutiva, seguindo o crescente otimismo com as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. Com isso o WTI subiu 1,20%, a US$ 57,23, enquanto o Brent subiu 1,31%, a US$ 62,96.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,60%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 0,93%, a Ethereum subindo 5,04% e a Ripple subindo 1,53%.

Para finalizar, o IFIX recuou 0,09%, e teve como maior alta o FII SP Downtown (SPTW11) subindo 6,21%, enquanto a maior queda foi do FII Rio Bravo Renda Corporativa (FFCI11) recuando 3,18%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

30/10/2019 às 08h46

Ontem o Ibovespa caiu 0,58% e fechou aos 107.556 pontos, com um giro financeiro de R$ 14,9 bilhões.

Após altas consecutivas, os investidores aproveitaram o momento de cautela à espera da super-quarta para colocar o lucro no bolso.

No cenário interno, após aprovação da reforma da previdência, agora Paulo Guedes prepara um plano em cinco frentes, que são: reforma administrativa, PEC emergencial, PEC – DDD, que pretende desindexar, desvincular e desobrigar gastos do orçamento e o Pacto Federativo e programa de ajuda aos Estados.

Um dado interessante, é que a B3 ontem atingiu a marca de 1,5 milhão de pessoas físicas, praticamente o dobro do que fechou em 2018, quando a bolsa atingiu 800 mil cadastros.

No exterior, Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido sofreu mais uma derrota, ao tentar convocar novas eleições. Cada vez mais o risco do hard brexit se afasta.

Já na guerra comercial entre China e EUA, um pequeno impacto aconteceu, com a China acusando os EUA de comportamento de intimidação econômica, após reguladores americanos citarem ameaças à segurança ao propor corte de financiamento de equipamentos chineses em redes de telecomunicações do país. Mas isso não chegou a afetar, tanto que os EUA devem estender a isenção tarifária de US$ 34 bilhões em produtos chineses, que está prevista para acabar em dezembro.

Voltando para a super-quarta, hoje o Copom deve cortar em 0,5 ponto percentual a Selic Meta, de 5,5% para 5%, nos EUA o FED deve cortar os juros do país em 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa para um intervalo entre 1,50% a 1,75%.

Com esse momento de cautela, apenas 20 ações fecharam no campo positivo, e uma delas foi a Petrobrás (PETR4) que subiu 0,74%, mesmo com o preço do barril de petróleo sem direção definida. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,10%, seguindo a queda do preço do minério de ferro.

Os bancos contribuíram bastante para  queda do Ibovespa, com as ações do Bradesco (BBDC4) caindo 1,38%, do Itaú (ITUB4) caindo 1,77%, do Banco do Brasil (BBAS3) caindo 0,27% e do Santander (SANB11) recuando 0,26%. Já as ações do Banco Inter (BIDI4) que não fazem parte do Ibovespa, subiram 1,52%.

As maiores altas de ontem foram de MRV (MRVE3) subindo 3,03%, RaiaDrogasil (RADL3) subindo 2,24% e Gol (GOLL4) subindo 2,03%. Já as maiores quedas foram de Magazine Luiza (MGLU3) recuando 3,56%, Pão de Açúcar (PCAR4) caindo 2,86% e Natura(NATU3) recuando 2,79%.

Ontem após o pregão foi divulgado o lucro da Magazine Luiza, que superou as expectativas, com um lucro 12,6% maior do que o mesmo período do ano passado e pode reverter a queda de ontem, já a Cielo mais uma decepcionou o mercado, com o lucro do terceiro trimestre 51,6% menor do que o do ano passado.

Indo para o dólar, a moeda voltou a fechar nos R$ 4,00, subindo 0,26%. Aqui a cautela é grande com a decisão do FED e do banco central brasileiro. Qualquer corte maior por aqui, ou por lá, deve mexer bastante com a moeda. Já o euro subiu 0,32%, a R$ 4,44.

Os DIs fecharam em direções opostas, no aguardo do Copom. O DI jan 2021 recuou de R$ 4,39% para 4,37%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,02% para 6,04%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxa reais caíram e as nominais, assim com os DIs, caíram no curto prazo e subiram no longo. Destaque para a NTN-B Principal 2024 caindo de IPCA +2,15% para IPCA +2,10%, já a NTN-F 2029 subiu de 6,43% para 6,47%.

Indo para os Estados Unidos as bolsas tiveram um leve recuo, no aguarda do FED e indicadores importantes que serão divulgados hoje. O Dow Jones recuou 0,07%, o S&P500 caiu 0,08% e o Nasdaq caiu 0,59%.

As taxas das Treasuries se mantiveram no curto prazo, com a T-bill para 3 meses ficando em 1,63%, enquanto as mais longas caíram, com a T-Note para 10 anos caindo de 1,85% para 1,83%, e a T-Bond para 30 anos caindo de 2,34% para 2,32%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão praticamente de lado, não indicando nenhuma tendência na abertura.

Na agenda norte-americana teremos às 9h30 a leitura preliminar do PIB do terceiro trimestre, com tendência de desaceleração de crescimento da economia, além da divulgação da decisão sobre a taxa de juros pelo FED às 15hrs.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx caindo 0,13%, Londres caindo 0,08% e Frankfurt recuando 0,18%. A exceção é Paris subindo 0,26%. Na Ásia, as bolsas fecharam em queda também, com Tóquio caindo 0,57%, Xangai caindo 0,50%, Hong Kong recuando 0,44% e Seul caindo 0,59%.

O preço do barril de petróleo fechou sem direção definida. Os investidores retomaram a cautela em relação à commodity depois que o Ministério de Energia russo, voltou, na segunda, a colocar dúvidas sobre o aprofundamento de cortes na produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados. Com isso o WTI recuou 0,48% a US$ 55,54 e o Brent subiu 0,03%, a US$ 61,04.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,75%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 3,80%, a Ethereum caindo 2,38% e a Ripple caindo 0,74%.

Para finalizar, o IFIX segue sua trajetória de alta, subindo 0,10% e teve como maior alta o FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) subindo 4,72%, enquanto a maior queda foi do FII VBI Logístico (LVBI11) recuando 1,30%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

28/10/2019 às 08h12

Na sexta o Ibovespa subiu 0,35%, fechando aos 107.363 pontos, um pouco abaixo da marca histórica de 107.958 pontos. O giro financeiro foi de R$ 17,3 bilhões. Na semana o Ibovespa subiu 2,52%.

Conforme comentamos na sexta, o resultado divulgado pela Petrobrás foi bastante positivo e superou as expectativas, contribuindo para alta do índice. Já as ações da Vale, ficaram abaixo da expectativa, porém, foram considerados fortes no ponto de vista de geração de caixa, surpreendendo e fechando com forte alta. Em compensação as ações da Ambev recuaram e contribuiram, e muito, negativamente para o índice não conseguir atingir mais um novo recorde.

No campo político, Bolsonaro esteve na China e se reuniu com o primeiro-ministro Xi-Jinping. O encontro foi positivo, com os dois lados vendo grande potencial nas relações comerciais principalmente nos setores da agricultura e indústria.

Lá no exterior, os resultados também movimentaram bastante o mercado, com a Amazon decepcionando e a Intel surpreendendo positivamente. O mercado ficou otimista após o Escritório do Representante Comercial (USTR) dos EUA dizer que as negociações entre americanos e chineses estão avançando e que estão próximos de finalizar algumas seções da primeira fase do acordo comercial.

Na Argentina, o que era esperado aconteceu, Fernández venceu Macri no primeiro turno, por 47,78% dos votos a 40.73%, lembrando que lá vence no primeiro turno, quem tiver 45% dos votos, ou 40% com uma vantagem de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado. O presidente tomará posse em 10 de dezembro, porém já deve trabalhar antes, pois o mercado está bastante receoso com a eleição dele: Cristina Kirchner, sua vice, não é vista com bons olhos pelos investidores. Para começar, o Banco Central da Argentina restringiu a compra de dólares por pessoa no país. Anteriormente, o valor de compra era de até US$ 10 mil por mês, agora esse valor passou para US$ 200, como forma de estancar a perda de reservas do país. Já a eleição no Uruguai irá para o segundo turno.

Com tudo isso, as ações fecharam sem uma direção definida, com 35 ações no positivo e 33 ações no negativo.

A Vale (VALE3) que anunciou um lucro líquido de R$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre, subiu forte, apesar do resultado líquido ficar abaixo da expectativa, graças a geração de caixa que surpreendeu o mercado. A ação subiu 3,87% na sexta, segundo a segunda maior alta do índice.

A Petrobrás (PETR4) também subiu forte por conta do resultado acima da expectativa, além disso o preço do barril do petróleo em alta contribuiu para a valorização da ação. A ação teve a terceira maior alta do índice, subindo 3,28%.

Os bancos também tiveram um dia de alta, com o Bradesco (BBDC4) subindo 1,30%, Itaú (ITUB4) subindo 0,66%, Banco do Brasil (BBAS3) subindo 0,91%, Santander (SANB11) subindo 0,33% e Banco Inter (BIDI4) subindo 1,75%;

As maiores altas na sexta foram Bradespar (BRAP4) subindo 4,07%, seguida por Vale e Petrobrás. Já as três maiores quedas foram de Ambev (ABEV3) caindo 8,29%, repercutindo o resultado ruim, seguida por CSN (CSNA3) caindo 3,12% e Magazine Luiza (MGLU3) com queda de 2,89%.

Se olharmos para o acumulado do mês, a maior alta está sendo de Qualicorp (QUAL3) subindo 14,53%, enquanto a maior queda é da JBS (JBSS3) recuando 13,54% em outubro. Ainda falando em bolsa, hoje C&A e BMG estreiam na B3.

Indo para o dólar, a moeda recuou 0,90%, fechando aos R$ 4, sendo o menor valor em 2 meses. Uma conjunção de fatores influenciou para essa queda, a principal segue sendo a aprovação da reforma da previdência, que traz confiança ao país e por consequência, fortalece a moeda. O megaleilão da cessão onerosa também ajuda na valorização do real, já que deve trazer um grande volume de dólares para o país nos próximos meses. Já o euro subiu 0,06% a R$ 4,44.

Os DIs recuaram, com o cenário de juros mais baixos se tornando realidade em diversos países emergentes. Dessa vez foi Rússia que cortou seu juro básico em 0,50 ponto percentual, para 6,50%. Por aqui teremos reunião do Copom na quarta, mesmo dia do FOMC nos EUA, e a expectativa é de 0,50 ponto percentual de corte por aqui e 0,25 ponto percentual nos EUA.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas reais se mantiveram na mesma, já as nominais caíram, com destaque para a LTN 2022 recuando de 4,90% para 4,88%.

Nos Estados Unidos as bolsas subiram e se aproximaram de suas máximas históricas. O Dow Jones subiu 0,57%, o S&P500 chegou a ultrapassar a máxima história de fechamento, tocando os 3.027 pontos, porém não conseguiu se segurar e fechou aos 3.022 pontos. O recorde histórico de fechamento é de 3.025 pontos em 26 de julho desse ano, a alta foi de 0,41%. Já o Nasdaq subiu 0,70%.

As taxas das Treasuries se normalizaram um pouco, com a T-Note para 10 anos voltando a se afastar da T-Bill para 3 meses. A T-Bill se manteve em 1,74%, enquanto a T-Note subiu de 1,75% para 1,80%, já a T-Bond para 30 anos subiu de 2,25% para 2,29%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão em leve alta, com destaque para o Nasdaq, subindo 0,32%.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx caindo 0,28%, Paris caindo 0,07% e Londres caindo 0,29%. A exceção é Frankfurt, subindo 0,08%. Por lá as bolsas subiram na sexta, pois a chance de um hard brexit é muito baixa, ou seja, uma saída forçada do Reino Unindo. Lembrando que a União Europeia tem até o dia 31/10 para anunciar se vai aceitar a extensão do prazo.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,24%, Xangai subindo 0,85%, Hong Kong subindo 0,89% e Seul subindo 0,27%.

O preço do barril de petróleo fechou em leve alta, com o WTI subindo 0,76% a US$ 56,66 e o Brent subindo 0,56% a US$ 62,02. A alta na semana foi impulsionada pela queda inesperada nos estoques de petróleo dos Estados Unidos, anunciada pelo Departamento de Energia (DoE).

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,50%, as criptomoedas estão em direções mistas nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 1,49%, a Ethereum subindo 1,23% e a Ripple recuando 0,32%. Se considerarmos os últimos 7 dias, o Bitcoin acumula ganho de 13,47% e as 10 maiores criptomoedas estão em alta.

Para finalizar, o IFIX subiu mais 0,27% e teve como maior alta, novamente, o FII Square Faria Lima (FLMA11) com alta de 3,88% e a maior queda foi do FII Anhanguera Educacional (FAED11) recuando 3,79%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEXTA

25/10/2019 às 10h21

Ontem o Ibovespa caiu 0,52%, fechando aos 106.986 pontos, com um giro financeiro de R$ 19,1 bilhões.

Após três recordes consecutivos, investidores aproveitaram para colocar o lucro no bolso, a espera dos balanços de Petrobrás e Vale, e pela falta de notícias relevantes no mercado.

Após o fechamento do pregão, a Vale (VALE3) anunciou um lucro líquido de R$ 6,4 bilhões no terceiro trimestre, o valor é 15,2% maior do que o ganho registrado no mesmo período do ano passado, porém o mercado esperava um lucro líquido de R$ 10,9 bilhões, ou seja, o resultado da vale frustrou as expectativas.

Já a Petrobrás (PETR4) que também anunciou o resultado após o pregão, apresentou um lucro líquido de R$ 9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 36,8% em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado ficou acima das projeções de R$ 8,4 bilhões, nesse caso, agradando os investidores.

Saindo rapidamente de bolsa, vamos para o STF, que vota a questão da prisão após segunda instância. Ontem o placar terminou em 4 x 3 para a prisão após segunda instância, porém Rosa Weber votou contra, e ela era a fiel da balança. Apesar do julgamento ser retomado apenas em novembro, é praticamente certo que seja vetado a prisão em segunda instância, já que os próximos ministros que votarão, já tem uma posição definida. Isso abre o caminho para que muitos presos sejam soltos, inclusive Lula.

Voltando pra bolsa, ontem duas ofertas públicas iniciais (IPOs), do banco BMG e da C&A, tiveram preço definido e ambas ficaram no piso da faixa indicativa que as companhias pediram a investidores. O BMG definiu seu preço em R$ 11,60 e a C&A fixou em R$ 16,50. Analisando os dois, vejo mais potencial no BMG.

No cenário externo, como não há definições em relação a guerra comercial entre China e EUA e em relação ao Brexit, o mercado vem sendo movimentado pelos resultados do terceiro trimestre. A 3M divulgou um resultado abaixo da expectativa, e decepcionou os investidores ao revisar para baixo a estimativa para o ano. Em compensação a Microsoft agradou o mercado, divulgando aumento no lucro de 21% no primeiro trimestre de seu ano fiscal 2020 em relação ao mesmo período do ano passado.

Após o fechamento do pregão, a Amazon divulgou um lucro líquido de US$ 2,13 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Com isso as ações caíram 8,59% no after market, indicando abertura com forte queda hoje.

Com a falta de notícias, as altas e baixas das bolsas vem sendo motivados por resultados divulgados e expectativas.

Com isso as ações da Petrobrás (PETR4) recuaram 2,18%, a espera do balanço. Hoje deve abrir em alta. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,76%, porém o resultado frustrou as expectativas, podendo abrir em baixa. Ontem a ação caiu mesmo com o preço do minério de ferro na China subindo.

Os bancos fecharam em queda, com o Bradesco (BBDC4) recuando 0,11%, o Santander (SANB11) caindo 0,20%, o Banco do Brasil (BBAS3) recuando 0,63% e o Banco Inter (BIDI4) caindo 1,37%. A exceção foi o Itaú (ITUB4) subindo 0,47%.

As maiores altas de ontem foram das ações do BTG Pactual (BPAC11) com alta de 4,22%, seguida por Ambev (ABEV3) subindo 2,73%, que irá divulgar seu resultado hoje e RaiaDrogasil (RADL3) subindo 2,05%.

Já as três maiores quedas foram da CSN (CSNA3) recuando 6,85%, após prejuízo líquido de 871 milhões de reais no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo de 752 milhões obtido um ano antes e corte em cerca de 12% sua projeção de resultado operacional em 2019. Seguido por Localiza (RENT3), que caiu 6,17% após divulgação do lucro abaixo do esperado, refletindo maior pressão nos preços para venda de carros, o que resultou em despesas com depreciação. E por fim a terceira maior queda foi de Cogna (COGN3) que recuou 4,69%.

Indo para o dólar, a moeda ameaçou engatar a terceira queda consecutiva ontem, dia em que chegou a cair abaixo de  R$ 4 pela primeira vez desde agosto, mas níveis técnicos e o exterior menos amigável a risco, principalmente na América Latina, com Chile e Bolívia em crise, acabaram disparando ordens de compras, o que fez a cotação recuperar os 4 reais e fechar em leve alta. A alta foi de 0,30% a R$ 4,04. Já o euro recuou 0,10% e fechou aos R$ 4,48.

Os juros DIs recuaram no curto prazo e subiram no longo. O DI jan 2021 recuou de 4,51% para 4,48%, já o DI jan 2025 subiu de 6,14% para 6,16%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas fecharam em queda, com destaque para o NTN-B Principal 2024, recuando de IPCA + 2,26% para IPCA + 2,19%. Já a LTN 2022 recuou de 4,96% para 4,90%.

Na agenda hoje teremos às 5hrs o IPC-Fipe e às 10h30 a taxa de inadimplência de empréstimos pessoais. Hoje teremos além do balanço da Ambev, o resultado de Hypera e Usiminas, também antes do pregão.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em direções mistas, com o Dow Jones caindo 0,11%, o S&P500 subindo 0,19% e a Nasdaq subindo 0,81%.

As taxas das Treasuries voltaram a preocupar, com a taxa para 3 meses se aproximando novamente da taxa para 10 anos. A T-Bill para 3 meses está pagando 1,74%, enquanto a T-Note para 10 anos está pagando 2,25%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão em leve alta, com destaque para o Nasdaq, subindo 0,17%.

A agenda norte-americana será fraca, apenas com sentimento do consumidor, às 10h30, medido pela Universidade de Michigan.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em queda, com o Euro Stoxx caindo 0,28%, Frankfurt caindo 0,16% e Londres caindo 0,55%. A exceção é Paris, subindo 0,08%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, com Tóquio subindo 0,22%, Xangai subindo 0,48% e Seul subindo 0,11% Já Hong Kong recuou 0,49%.

O preço do barril de petróleo fechou em leve alta, com o WTI subindo 0,25% a US$ 56,06 e o Brent subindo 0,73% a US$ 61,48

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,50%, as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas, após queda forte na véspera,com o Bitcoin subindo 1,73%, a Ethereum subindo 2,30% e a Ripple subindo 4,24%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,13% e teve como maior alta o FII Square Faria Lima (FLMA11) com alta de 6,39% e a maior queda foi do FII Projeto Água Branca (FPAB11) recuando 3,94%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – QUARTA

24/10/2019 às 13h41

Ontem o Ibovespa subiu 1,28% e fechou aos 107.381 pontos, renovando a máxima história, com um giro financeiro de R$ 18,3 bilhões.

Oito meses após iniciar a tramitação no Parlamento, a PEC da reforma da Previdência foi finalmente aprovada. Acabou passando com folga pelo Senado, pois eram necessários 49 votos, ou seja, 3/5 dos votos, e ao todo foram 60 votos favoráveis contra 19 contrários. A atual versão da reforma tem uma economia prevista de cerca de R$ 800 bilhões em dez anos.

A principal medida da reforma da previdência é a fixação de uma idade mínima (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) para aposentadoria, extinguindo a aposentadoria por tempo de contribuição.

Para a proposta passar a valer, os senadores precisam concluir a votação dos destaques e o texto ser promulgado pelo Congresso Nacional.

O IPCA-15 registrou um aumento de 0,09%, acima das expectativas, no ano o índice acumula alta de 2,69%, e em 12 meses, 2,72%. Apesar desse aumento acima do esperado, a trajetória de corte de juros não deve ser afetada.

No campo político, Eduardo Bolsonaro assumiu o posto da liderança do PSL na Câmara após o delegado Waldir entregar o cargo. Com isso, Eduardo Bolsonaro desistiu de ser embaixador.

Lá no exterior a notícia foi positiva também, com o acordo do Brexit no Parlamento Britânico por 329 votos a 299 votos, sendo a primeira vez que o Parlamento aceita o que foi negociado entre o governo britânico e a União Europeia.

Com isso a bolsa fechou em alta, com apenas 26 ações do índice fechando no campo negativo.

As ações da Petrobrás (PETR4) subiram 2,88%, acompanhando a alta do preço do barril e aguardando a divulgação do balanço amanhã, assim como as ações da Vale (VALE3) que subiram 0,19%.

Os bancos também tiveram um dia de alta, com as ações do Bradesco (BBDC4) subindo 2,85%, do Itaú (ITUB4) subindo 3,10%, do Santander (SANB11) subindo 3,59% e do Banco do Brasil (BBAS3) subindo 2,16%. A exceção foi o Banco Inter (BIDI4) recuando 0,12%.

As maiores altas de ontem foram das ações da Gol (GOLL4) com alta de 6,00%, favorecida pela queda do dólar, da YDUQS (YDUQ3) subindo 5,10% e do Santander  (SANB11) já citado aqui. Já as maiores baixas foram da Intermedica (GNDI3) com baixa de 2,81%, da Braskem (BRKM5) com baixa de 2,20% e da Equatorial (EQTL) caindo 2,05%.

Indo para o dólar a moeda recuou forte, caindo 1,33% e fechando aos R$ 4,07, reflexo da expectativa de aprovação da reforma da previdência. Já o euro caiu 1,36%, fechando aos R$ 4,54.

Os juros DIs voltaram a subir, por conta do IPCA-15 vindo acima do esperado. Com isso o DI jan 2021 subiu de 4,44% para 4,53%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,11% para 6,19%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas fecharam em direções mistas, destaque para a NTN-B Principal 2024 que caiu de IPCA +2,29% para IPCA +2,27%, enquanto a LTN 2022 subiu de 4,89% para 4,99%.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em queda, com o Dow Jones recuando 0,15%, o S&P500 caindo 0,36% e o Nasdaq caindo 0,72%.

As taxas das Treasuries subiram no curto prazo e caíram no longo prazo, diminuindo a distância das taxas. A T-bill para 3 meses está pagando 1,67%, enquanto a T-Note está pagando 1,76%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão de lado, não indicando nenhuma tendência na abertura.

Na agenda norte-americana teremos o índice de confiança do consumidor às 11hrs e mais cedo, ás 8hrs, teremos os dados de solicitações de empréstimos hipotecários.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com o Euro Stoxx caindo 0,10%, Paris caindo 0,28%, Frankfurt subindo 0,29% e Londres subindo 0,56%.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em baixa, com Xangai caindo 0,43%, Hong Kong caindo 0,82% e Seul caindo 0,39%. Já a bolsa japonesa que ficou fechada ontem, hoje subiu 0,34%;

O preço do barril de petróleo fechou em queda, com o WTI subindo 1,47% a US$ 54,30 e o Brent subindo 1,10% a US$ 59,61.

O contrato de ouro OZ1D recuou 1,01%, as criptomoedas também estão em queda nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 3,30%, a Ethereum caindo 3,94% e a Ripple caindo 2,12%.

 

Para finalizar, o IFIX subiu 0,23% e teve como maior alta o FII General Shopping e Outlets do Brasi l(GSFI11) com alta de 2,22% e a maior queda foi do FII Bradesco Carteira Imobiliária Ativa (BCIA11) recuando 2,40%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO – SEGUNDA

21/10/2019 às 11h24

Na sexta o Ibovespa caiu 0,27% e fechou aos 104.728 pontos, com um giro financeiro de R$ 16,2 bilhões. Na semana o índice subiu 0,58%.

No cenário interno, a briga interna no PSL segue preocupando, já que ela se agrava cada dia mais e pode influenciar na agenda econômica após a reforma da previdência. Nessa agenda estão previstas privatizações, a reforma administrativa e a reforma tributária, que deve ficar apenas para 2020.

No cenário externo, pesou o pior crescimento econômico da China em 27 anos, além das incertezas com a guerra comercial entre China e EUA e o desfecho do Brexit, que está marcado para 31 de outubro e ainda não há uma definição.

Com essas incertezas ditando o ritmo, 39 ações fecharam no campo negativo, a começar pelas ações da Petrobrás (PETR4) que recuaram 0,83%, apesar dos dados recordes de produção no terceiro trimestre. Na semana as ações da companhia subiram 1,25%.

Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,46%, acompanhando a queda firme do preço do minério de ferro. Na semana as ações da Vale recuaram forte, caindo 5,37%.

Os bancos voltaram a cair novamente com Bradesco (BBDC4) recuando 0,47%, Itaú (ITUB4) caindo 1,18%, Santander (SANB11) caindo 1,32% e Banco Inter (BIDI4) caindo 0,41%. Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 2,56%, com o mercado reagindo positivamente ao resultado do follow-on, que bateu recorde de demanda entre pessoas físicas (mais de R$ 7 bilhões).

Na semana, as ações dos bancos fecharam em direções opostas. As ações do Bradesco subiram 2,40%, do Itaú subiram 1,06%, do Santander recuaram 1,68%, do Banco do Brasil subiram 1,84%, enquanto do Banco Inter caíram 0,59%.

As maiores altas na sexta foram das ações da Eletrobrás ON (ELET3) e PNB (ELET6) que subiram respectivamente, 5,03% e 3,37%. O motivo da alta é por conta da notícia de que o projeto de lei para capitalização será enviado ao Congresso entre o fim de outubro e o início de novembro. A terceira maior alta foram das ações do BB.

Já as três maiores quedas foram de Gerdau Metalúrgica (GOAU4) com queda de 2,38%, Bradespar (BRAP4) com queda de 2,01% e Cemig (CMIG4) caindo 1,94%.

Olhando para o acumulado do mês, a maior alta segue sendo da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 16,09% em outubro, enquanto a maior queda é de JBS (JBSS3) recuando 11,44%.

Indo para o dólar a moeda recuou 1,22%, cotada a R$ 4,11, com uma ótima performance em relação as moedas mais líquidas do mundo. Um dos motivos da queda na sexta foi por conta da declaração de Roberto Campos Neto, presidente do BC, dizer que a moeda brasileira pode se apreciar com o fluxo por privatizações. O programa de concessões e privatizações deve trazer recurso para a economia. Contudo, na semana a moeda avançou 0,58%. Já o euro recuou 0,84% a R$ 4,59.

Indo para os DIs, os juros recuaram nos vencimentos mais curtos, com o mercado projetando cortes na taxa Selic, a expectativa é de um corte de 50 pontos-base na reunião do dia 30, porém já há apostas para uma queda de 75 pontos-base. Com isso o DI jan 2021 caiu de 4,47% para 4,45%. Já no vencimento mais longo, a incerteza no campo político reflete em juros maiores, com o DI jan 2025 subindo de 6,10% para 6,12%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, as taxas fecharam em direções opostas, a NTN-B principal 2024 subiu de IPCA +2,23% para IPCA +2,24%. Já a NTN-B 2026 se manteve em IPCA +2,47%. Já LTN 2022 caiu de 4,90% para 4,89%, enquanto a NTN-F 2029 recuou de 6,52% para 6,49%.

Na agenda hoje teremos o relatório Focus às 8h25 e a balança comercial às 15hrs. Durante a semana teremos o IPCA-15 amanhã, IPC-S na quarta e IPC-Fipe na sexta, que podem influenciar na decisão do Copom na próxima semana.

Nessa semana teremos balanços importantes do terceiro trimestre, com resultados de Vale e Petrobrás na quinta e Ambev na sexta. Hoje é a terceira segunda-feira do mês, portanto, dia de vencimento de opções.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em queda, com o Dow Jones caindo 0,95%, o S&P500 caindo 0,39% e o Nasdaq recuando 0,83%.

As taxas das Treasuries se mantiveram no mesmo patamar do fechamento na véspera, enquanto os índices futuros das bolsas americanas estão em leve alta, mas ainda não indicam nenhuma tendência na abertura.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em alta, com o Euro Stoxx subindo 0,49%, Paris subindo 0,26%, Frankfurt subindo 0,77% e Londres subindo 0,09%, por lá o mercado aguarda o desfecho do Brexit, já que nesse sábado o Parlamento Britânico impôs nova derrota ao primeiro-ministro, Boris Johnson ao adiar para hoje a votação do acordo com a EU. A tendência é que a saída seja prorrogada para fevereiro/2020.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em leve alta, com Tóquio subindo 0,25%, Xangai subindo 0,05%, Hong Kong subindo 0,02% e Seul subindo 0,20%.

O preço do barril de petróleo fechou em queda, com o WTI caindo 0,30% a US$ 53,87 e o Brent caindo 0,82% a US$ 59,42.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,96%, já as criptomoedas estão em alta nas últimas 24 horas, com o Bitcoin subindo 3,93%, a Ethereum subindo 2,76% e a Ripple subindo 1,70%.

Para finalizar, o IFIX subiu 0,33% e teve como principal destaque o FII Anhanguera Educacional (FAED11) subindo 4,46% e como maior queda o FII CSHG GR Louveira (GRLV11) caindo 2,27%.

Por Fabio Louzada – Economista e CEO da startup Eu Me Banco

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

16/10/2019 às 21h28

Ontem o Ibovespa subiu 0,18% e fechou aos 104.489 pontos, com um giro financeiro de R$ 15,1 bilhões. Durante o dia, o índice chegou a romper os 105 mil pontos, mas não conseguiu se manter em alta.

No cenário externo o dia foi positivo por dois motivos, o primeiro foi por conta dos balanços positivos divulgados ontem pelo JPMorgan e Citigroup, indicando que as empresas devem superar as expectativas nos resultados do terceiro trimestre e o segundo motivo foi por conta da informação de que negociadores britânicos e europeus trabalham num esboço de acordo que poderia ser aprovado na cúpula dos líderes europeus, amanhã, para ir a votação no Parlamento no sábado, evitando de vez um hard Brexit. Com isso os investidores esqueceram um pouco o embate entre China e EUA.

Já no cenário interno, a aprovação da cessão onerosa sem sustos dá tranquilidade para o Senado votar o segundo turno da reforma da previdência no dia 22 de outubro, o que vem gerando preocupação é a briga interna do PSL, que no momento é mais ruído e não vem prejudicando a bolsa, que atingiu sua quinta alta consecutiva.

A aprovação da cessão onerosa ajudou a sustentar alta das ações da Petrobrás (PETR4) mesmo com a queda do preço do barril de petróleo. As ações subiram 1,06% e ajudaram a segurar o Ibovespa no campo positivo. Já as ações da Vale (VALE3) fecharam com uma leve queda de 0,17%, mesmo com o preço do minério de ferro em alta.

Os bancos tiveram um dia de realização de lucro após altas consecutivas, com exceção do Bradesco (BBDC4) que fechou com alta de 0,81%. Já as ações do Itaú (ITUB4) caíram 0,23%, do Santander (SANB11) recuaram 1,50%, Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,38% e Banco Inter (BIDI4) caíram 2,77%.

As maiores altas de ontem foram da CSN (CSNA3) com alta de 2,87%, da BRMalls (BRML3) com alta de 2,15% e Yduqs (YDUQ3) com alta de 2,15%. Já as três maiores quedas foram de Equatorial (EQTL3) com queda de 4,95%, MRV (MRVE3) caindo 2,73% e Cielo (CIEL3) recuando 2,57%.

Já o dólar teve mais um dia de alta, com os analistas começando a projetar queda de 0,75 ponto percentual na Taxa Selic Meta, diminuindo a atratividade de aplicar em renda fixa no Brasil. O dólar subiu 0,87% a R$ 4,16. Lembrando que a expectativa da negociação do Brexit fez com que o preço da libra disparasse, colocando pressão no dólar, com isso investidores venderam ativos no Brasil para comprar dólar e remeter aos EUA, como forma de compensar o prejuízo. Já o euro subiu 1,22% a R$ 4,60.

Já os DIs que caíram forte nos últimos dias, devido a expectativa de mais cortes de juros, voltaram a subir levemente. O DI jan 2021 subiu de 4,57% para 4,61%, enquanto o DI jan 2025 subiu de 6,24% para 6,32%.

Indo para os títulos do Tesouro Direto, os títulos que pagam taxas reais ficaram praticamente de lado, já os títulos que pagam taxas nominais subiram. A LTN 2022 subiu de 5,05% para 5,09%, enquanto a NTN-F 2029 subiu de 6,64% para 6,71%.

Na agenda hoje apenas o IGP-10, às 8hrs, mas vale lembrar que hoje é dia de vencimento do índice futuro, que deve causar oscilação forte no Ibovespa.

Indo para os Estados Unidos as bolsas fecharam em leve alta, com o Dow Jones subindo 0,89%, S&P500 avançando 1% e Nasdaq subindo 1,24%.

As Treasuries voltaram a subir nos vencimentos mais longos e caíram nos vencimentos mais curtos, mantendo a curva sem inversões. A T-Bill para 3 meses caiu de 1,68% para 1,67%, enquanto a T-Note para 10 anos subiu de 1,73% para 1,76% e o T-Bond para 30 anos subiu de 2,19% para 2,23%.

Os índices futuros das bolsas americanas estão abrindo com leve queda, oscilando na casa de 0,20% negativo.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas no varejo às 9h30, os estoques das empresas em agosto às 11hrs e o Livre Bege às 15hrs. Também teremos o balanço do BofA Merrill Lynch antes do pregão.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em direções mistas, com o Euro Stoxx e Frankurt subindo levemente e Paris e Londres caindo levemente também. Já na Ásia as bolsas fecharam em alta, com T