Revista Statto

É A VONTADE E A CONFIANÇA EM TEMPOS MELHORES QUE NOS FAZEM ACREDITAR QUE: AGORA VAI!

31/01/2020 às 08h39

O curso dos acontecimentos na vida dos seres humanos, precisa sempre de um marco, de um divisor de águas, de um ponto em que declara-se o término de um ciclo para a chegada de um novo período. Os momentos são um amontoado sequencial que muitas vezes definem vidas como plenas, felizes ou prósperas. O contrário disso também. Somos movidos por estopins, aberturas e fechamentos, sentimo-nos num “entra e sai” que renova as esperanças, que liberta-nos das descrenças e que nos lança para o “daqui para frente”.

Desejar um novo caminho, novas histórias, avançar em novos desafios, alimentam o que há de mais profundo em nós. É o ponto em que resumem-se as lutas e que o sonho com a vitória se intensifica. É onde apostamos numa porção de vida algumas vezes iniciada mas mal-acabada, quando restaurados de nossas lascas, redecoramos nossos dias, pensando que de agora em diante, teremos mais prudência com nossas trincas, mais amor em nossas quedas.

Recomeço é o renascimento de todas as infinitas possibilidades, momento de lapidação de nosso diamante bruto. Quando focados num maior contentamento e satisfação, optamos por enxergar um lado mais inventivo, mais ousado, menos acomodado e mais sonhador. É dizer aquele “agora vai” para o trabalho que tanto desejou, para o propósito que ainda não despertou, para o estilo de vida que tanto adiou. Para o amor que nunca chegou.

Dizer que a partir de agora tudo será diferente, abre as cortinas para a linda dança que conduzimos durante nossas vidas. É se perdoar por tudo que não vingou, pelo que não durou e pelo que ficou e não prosperou. Mas acreditando que de alguma maneira, foram rascunhos para encontrarmos agora, a possibilidade de passar tudo a limpo, de iniciar novos parágrafos caligrafados por outras rotas e concluídos com outros rumos.

“A vida muda quando você muda.” Às vezes é preciso lançar rede ao mar, mesmo que ainda não saibamos pescar, chutar em direção ao gol, quando ainda não sabemos driblar e até mexer o corpo com passos desajeitados, se ainda não sabemos dançar – pois é a vontade e a confiança em tempos melhores que nos fazem acreditar que “agora vai”!