Revista Statto

SIM, EU GRAVO ÁUDIO DE DEZ MINUTOS!

29/06/2020 às 18h10

Para falar comigo, as pessoas precisam de tempo. Se não têm, melhor não falar. Eu imagino como elas devem se sentir quando eu começo a falar, não sei muito bem qual expressão, mas talvez uma risada, como se fosse “nossa, já começou a palestrinha”. Sim, para falar comigo, precisam de tempo, afinal, eu não customizo conversa, não apelo só para as citações, eu converso de verdade, como se aquilo fosse estado de presença. Eu falo muito, mas eu falo mesmo, esse sou eu, o “eu” inteiro e não em 27 segundos.

Muitas vezes, eu até imagino algumas expressões, algumas formas estranhas que as pessoas possam fazer quando eu começo a falar. Não sei bem o motivo, afinal, elas estão ali para me ouvir. Elas têm inúmeras ferramentas para não ouvir, mas, sinceramente, não sei o motivo de continuarem ouvindo. Sei lá, ouça dez segundos, ou até parta do contexto, engane, faça alguma coisa, cara, mas finja que ouviu, permita que seja mais uma enganação, não precisa ouvir trinta minutos de áudio, ninguém precisa me ouvir.

É o que costumo dizer aos meus amigos: a eles, deveria ser dado um prêmio, daqueles bem incríveis, sabe? Pelo único motivo deles me atuarem, e, assim o digo, por aturarem mesmo, afinal, os verdadeiros, são longos anos de continuidade, os mais recentes, grandes períodos de perpetuidade. A essas pessoas, a minha real e grandiosa admiração, sei que não é fácil me ouvir, mas vocês o fazem com maestria.

Às vezes, eu até acredito que preciso parar de falar, sabe? Sem aquela fala, algo poderia sair errado, logo penso. Mas é claro que é narcisista, eu também sinto isso, mas não necessariamente que me faça negativo. Ninguém ouve ninguém e, talvez por isso, eu possa ser um bom instrumento para potencializar essa habilidade. Eu não me considero um exímio ouvinte, mas eu gosto muito de ouvir, de prestar o mínimo do meu tempo e das minhas habilidades a alguém e isso me faz bem, até me faz pensar o quanto eu posso fazer de melhor ao mundo e às pessoas que estão ao meu lado.

Mas, a todas as pessoas de meu convívio que, mesmo eu sendo insuportavelmente falante, aqui vai a minha mensagem: eu gravo áudios de mais de sete minutos para uma pergunta só. Eu falo muito e a todo tempo, eu projeto no WhatsApp a interlocução da vida, com a diferença de uma vida moderna. Eu falo o mesmo que eu falaria presencialmente, porém, você só vai me ouvir e não ver. Simples. Explico que não é necessariamente, como muitos pensam, para atestar a validade dos meus conhecimentos, esses, eu posso ter o mínimo do que busquei, não em completude, mas em perfectibilidade. Mas, eu falo para que, ao final, não restando mais palavras, as pessoas possam se sentir em uma espécie de completude, de certeza, de conforto, de integralidade.

Sei que muitas pessoas ainda são resistentes, mas isso não é problema meu! Afinal, a resistência para uma boa conversa no WhatsApp é resultado do querer da administração de múltiplas relações ao mesmo tempo. Trabalho, voluntariado, escritos, produções externas, relacionamentos afetivos, família, amigos, até o grupinho que fazemos “entre nós mesmos”, tudo ao mesmo tempo. Ué, e quando vamos conversar como deveríamos, com as pessoas que queremos sobre o que precisamos? Ou melhor, quando vamos utilizar a “rede de conversa” para realmente “conversar”? Não sei muito bem o que algumas pessoas pensam, mas eu sei muito bem o que elas não querem pensar.

Sinceramente, dado esse recado, eu espero que as pessoas compreendam o modo de conversa do qual eu completei para mim. O modo pelo qual eu escolhi atender as pessoas e suas múltiplas formas em um modo integral. Cinco, sete, dez, doze minutos nunca serão o suficiente para suprir a necessidade de coletividade, de interpessoalidade da qual o ser humano tanto precisa. Eu talvez não consiga gravar áudios com menos de um minuto, mas, se um dia o fizer, significa que foi o suficiente para aquele momento.

Esperem isso do meu “eu”, a potência do que eu gostaria de receber. A forma que eu gostar de ser assistido, a reciprocidade da qual eu espero: áudios extensos, boas conversas e relacionamentos integrais que nos façam não pessoas mais corridas, mais rápidas, mais ágeis, mais produtivas, mas que nos façam apenas pessoas que somos, pessoas que vivemos, pessoas em diária perfectibilidade.

EDUCAÇÃO, ESCOLA E DOCÊNCIA: ONDE ESTAMOS?

28/04/2020 às 14h03

Mário Sérgio Cortella em sua obra “Educação, escola e docência: novos tempos, novas atitudes” divide os profissionais da educação em dois básicos perfis: os cautelosos e os ímpetos. Os cautelosos aqueles que no anseio demasiado de progressão dentro do sistema educacional, acabam inertes e improdutivos. Já os ímpetos são aqueles caracterizados por uma ânsia na renovação da educação, o que interfere na notação das condições e consequências no caminho de se educar. Na classificação do autor, ambos os perfis se tratam de mudança, de alguma evolução no campo da educação que possuem um fator em comum: a interferência na vida do estudante, além do ser aprendiz, mas, também, enquanto ser humano.

A beleza na classificação de Cortella não está na crítica aos perfis tradicionais de profissionais da educação, mas na forma de traçar métodos para se trabalhar com educação no século XXI, o que, por muito tempo, tem sido questionado e discutido não apenas por seus profissionais, mas especialistas de diversas áreas. Até mesmo a física quântica adentrou nas perspectivas de estudantes quanto ao futuro, seus desejos, anseios e discordâncias quanto a escola ou ao mundo em geral.

Mas, o que convém aqui dizer, a partir da análise de Cortella na obra, é como a forma de trabalho dos profissionais da educação influenciam na caminhada dos estudantes dentro do sistema educacional. A partir desse motor inicial, crianças, adolescentes e jovens têm a chance de participarem efetivamente da chamada protagonista dentro da educação, aproveitando, integralmente, o que ela tem a oferecer. Por mais problemática que seja a educação desse nosso século, os benefícios advindos dela também podem ser considerados até mesmo com o objetivo de destacarmos as melhorias necessárias.

Os dois perfis traçados na obra “Educação, escola e docência: novos tempos, novas atitudes” refletem muito sobre a nossa educação contemporânea, já que, através do destaque dessas características é perceptível as mudanças no sistema educacional nos últimos anos. Dentro de suas condições e limites, o Brasil tem se esforçado para garantir uma educação completa nos últimos planos estratégicos, a fim de não lesar o aluno sob nenhuma hipótese. Por mais que ainda estejamos longe nos grandes índices mundiais – que é o que muitos anseiam, existem muitos modelos dentro do nosso país que podem ser seguidos.

A Lei de Diretrizes e Bases Nacional da Educação é bem clara ao definir o termo continuidade e qualidade da educação ao ser ofertada no Brasil. Com efeito, a sua própria estrutura já configura os estabelecimentos de ensino público e privado como, também, influenciadores do mercado. Não por isso, diversos debates envolvendo a educação, universalização, pesquisa e corte de gastos são temas de manchetes dos principais jornais do país.

Por muitos anos o Brasil foi refém de uma educação modelar e passiva, que representava o modelo de fábrica e as vontades dos grandes centralizadores de renda do país. A dificuldade no acompanhamento dos países da Europa na pesquisa e na extensão universitária fez com que o Brasil fosse estimulado a elaborar novas estratégias que envolvessem a oferta de educação de qualidade, que servisse para formular um novo núcleo científico em nosso país, já que nossos habitantes – elitistas e seletos, preferiam cursar direito e medicina na Europa.

A questão é que depois de anos de tentativas e indisciplinas, o Brasil começou a trilhar um caminho virtuoso e extremamente sólido na qualificação da educação e da ciência do país. Nesse sentido, o processo de alto investimento na universalização do Brasil começou a instigar novos olhares e novas esperanças para aqueles carentes de oportunidades. Após tantas tentativas e tantos investimentos, a educação pública no Brasil, sobretudo as Universidades e Institutos Federais começam a brilhar em capas estrangeiras e listas condecoradas de língua inglesa de rankings e pesquisas científicas internacionais. Empolgadamente, nascia (talvez) um Brasil novo e cheio de garantias e dignidade. A pesquisa no Brasil é um outro fator de se orgulhar, já que, a esmagadora maioria das produções científicas do Brasil, vêm de instituições públicas que não demoram para mostrar resultado, o que o faz desde suas gênesis.

Há de se verificar que os reajustes no orçamento da educação não é coisa nova, pelo contrário, é um desafio que os estabelecimentos de ensino vêm sofrendo ano após ano. O que é novo é a tentativa de se parar o que produz, o que é estruturalmente saudável diante uma sociedade sossegada, acomodada e inconsequente. Diante disso, devemos, ainda, ouvir a tese da doutrinação e das ideologias pregadas dentro de universidades e escolas – como se, já desde o nascimento, as crianças não fossem expostas a comportamentos e ideais não muito coletivos nem mesmo descobertos, mas, revelados.

A educação no Brasil sofre mudanças drásticas a partir das mudanças de governo. Não há um modelo fixo de trabalho a ser desenvolvido, já que, a própria educação, por si, exige muita flexibilidade quando falamos das metodologias de ensino levando em consideração que passamos por uma era de modernização e praticidade para com os métodos. Nesse sentido, a intromissão ideológica-partidária coloca, ainda mais, limites na atuação dessa flexibilidade que, aos poucos, está sendo alcançada a partir das discussões sobre ensino-aprendizagem.

Expostos a esses fatores, precisamos compreender que, frente a esse novo processo de modernização do ensino, as mídias estão sendo inseridas, cada vez mais, no âmbito educacional, o que coloca os profissionais da educação em uma estranha rede de trabalho. A compreensão dessa condição nos permite conhecer a realidade das escolas, além de que esses mesmos profissionais da educação não são culpados pela resistência criada a partir desse modelo sistemático de ensino-aprendizagem, apenas foram pegos de surpresa com tamanha tecnologia, hoje, utilizada em sala de aula.

Sabemos que muitos profissionais ainda terão dificuldades no acompanhamento desses novos modelos, mas, a partir dessa dificuldade também podemos olhar com bons olhos as novas discussões que serão abertas e os debates extremamente importantes que surgirão a partir dessa resistência e do sistema educacional que vivemos e que pouco tem interessado crianças e jovens que iniciam suas jornadas na educação básica.

SUS: UMA ÚNICA ANÁLISE, UM ÚNICO SISTEMA

04/12/2019 às 17h00

É de extrema importância não estar ligado sempre ao que nos prende, ao que fecha a nossa capacidade de compreensão, interpretação e conhecimento das diferenças, mas se conectar, sempre, ao que nos liberta da amarra do condicionamento ao qual estamos inseridos. Nesse sentido, quando falamos sobre o Sistema Único de Saúde, é importante verificarmos diversos fatores que implicam no funcionamento da saúde pública não só na municipalidade, mas no país, como um todo.

A partir dessa perspectiva, o primeiro passo para essa compreensão é não nos esquecermos que no Brasil não temos sistemas de saúde ou unificação privada dos órgãos de promoção à saúde, temos apenas um sistema público, o Sistema Único de Saúde, que integra diversos serviços prestados à população desde a atenção básica à urgência e emergência. Os outros, são instituições privadas, que se destacam de forma individual.

A saúde no país, graças a muitos esforços, possui um documento norteador de extrema importância para aqueles que querem compreender as miríades de fatores que condicionam a saúde e seu funcionamento. O Plano Nacional de Saúde é um documento de validade científica disposto pelo Ministério da Saúde, onde expõem dados, informações e características importantíssimas para a compreensão desse setor como um todo. Renovado a cada quatro anos, esse documento, em suas páginas iniciais nos elucida para o conhecimento de algumas determinantes e condicionantes da saúde pública que valem a pena de ser, aqui, citadas.

São muitos os fatores que influenciam na prestação do serviço público, na quantidade e qualidade desses mesmos serviços. Nesse sentido, precisamos analisar, prontamente, todos esses fatores para que não caiamos no ímpeto de denunciar propostas que não condizem com a nossa realidade nem com o nosso sujeito social.

No primeiro ponto, o Plano Nacional de Saúde destaca que os aspectos socioeconômicos influenciam drasticamente na execução dos projetos ou programas da saúde pública, como a renda, por exemplo. O grande crescimento da utilização do SUS pela população em geral, inclusive por muitos descontentes com o serviço privado, buscam no setor público o atendimento geral ou especializado.

A percepção do brasileiro sobre a situação da saúde no país é ruim. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, em 2014, que ouviu cerca de 2.418 brasileiros, encomendada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), revelou que 92% dos entrevistados consideram insatisfatórios os serviços prestados pelo setor. Quando a avaliação é do Sistema Único de Saúde (SUS), o índice de insatisfação tem uma queda que marca 87%. Porém, as piores notas atribuídas à saúde pública foram dadas por aqueles que possuem planos de saúde.

Além do impacto socioeconômico apontado pelo PNS, as condições de vida, trabalho, ambiente, insalubridade, exposição, saneamento básico e esgotamento sanitário também influenciam no aumento ou diminuição da utilização do sistema público de saúde, além dos hábitos e estilos de vida. Nesse sentido, quando esses acontecimentos potencializam a utilização do sistema público de saúde, temos uma superlotação no sistema, um problema que é nacional, longe de estar ligado, como motor inicial, à nossa municipalidade. Destaco a importância da verificação desses aspectos pelos órgãos públicos em geral, sobretudo, em conjunto: Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e Ministério Público, tratados aqui.

Nos últimos anos, os hospitais municipais aumentaram o acesso às ações e serviços de saúde no Brasil, fortalecendo o controle de doenças infectocontagiosas, expandindo a cobertura da atenção básica (um fator muito presente nas municipalidades), ampliando a atenção às urgências e emergências, terapias especializadas, assistência farmacêutica (que sofreu cortes nesse ano de 2019 pelo Governo Federal) e, ainda mais especial, a oferta da assistência à saúde mental, sobretudo, na atenção básica e ainda mais em hospitais. O que nos mostra o acompanhamento do Sistema Único de Saúde quanto às chamadas doenças do século que atingem, cada vez mais, a nossa população.

O aumento na abrangência desses fatores por parte dos hospitais municipais resultou na diminuição da mortalidade infantil e, ainda mais, no aumento da expectativa de vida dos brasileiros, item muito elogiado e comentado no país e no mundo.

Todas essas condicionantes que citei exigem sempre serem contabilizadas e levadas em consideração para reformulação das políticas públicas para a saúde não apenas para os usuários do sistema, mas, também aos servidores públicos que servem esse sistema. Afinal, se temos uma superlotação como problema nacional, além dos usuários, quem, se não os servidores, também, sofrerão com tais instabilidades.

Precisamos compreender que as inadequações no sistema de saúde não são situações novas, mas que, quando declaradas como municipais, diversos são os trabalhos que podem ser feitos para a solução do problema. A geração de crises baseadas no senso comum, ao meu modo de ver, é um fator causador de um terrível mal que assola o nosso país. Não procuramos mais os meios coordenados para solução dos problemas, onde poderíamos perceber uma união entre os poderes para solução deles, não necessariamente o sonho demasiado de solução integral desses problemas, mas, ao menos, a amenização desses.

Para aumentar a produtividade do sistema, o ideal é que a maioria das pessoas que procura o atendimento hospitalar tenha em mente alguns detalhes – que já passaram a ser danos aos Hospitais Municipais: a não compreensão da diferença en

tre atenção básica e urgência e emergência. Precisamos de cidadãos conscientes, tarefa primária das coordenações desses setores, de que as unidades básicas de saúde podem resolver diversos problemas que são entregues, afoitos, à urgência e emergência. Se esse fator acontece com ocorrência e em grande número, nós superlotaremos o único Hospital Municipal existente em nossa cidade, ge

rando os problemas denunciados. A pesquisa que citei acima revela que 49% dos entrevistados procuram diretamente o pronto-socorro e hospitais em geral para conseguir acessar o sistema de saúde e 48% buscam atendimento nas unidades básicas. Ou seja, quase metade dos entrevistados procuram, logo de cara, os hospitais municipais ao contrário da tentativa de resolver o problema de saúde nas unidades básicas.

Contudo, é preciso considerar o raciocínio de muitos pacientes que, por saberem que muitos hospitais estão ligados a um investimento gigantesco – já que é direcionado aos potenciais de risco, associam o serviço especializado à maior qualidade no atendimento e ignoram a rede básica de saúde. Claramente, um hospital é caro para se manter, então as instituições do governo devem destinar para ele recursos necessários para as doenças mais graves, o que, muitas vezes, não é compreendido. O SUS é esse: atenção básica, urgência e emergência e diversos outros setores. Cada um em seu lugar, com suas atividades específicas.

Compreender os problemas da saúde pública no Brasil não é compactuar com eles – e isso

deve ser bem resolvido em nossa concepção, mas tais inadequações não se resolvem com mágica nem com cobranças demasiadas baseadas em especulações de senso comum, sem o mínimo de autoridade, altruísmo ou verossimilhança.

MÍDIAS NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO

27/08/2019 às 08h36

OS DESAFIOS DESSE SÉCULO

É visível que a mídia esteja presente no cotidiano de todos os indivíduos, é ela que favorece e facilita as inúmeras tarefas diárias, possibilitando novos meios para tornar tais atividades mais práticas e modernas. Nesse sentido, diversos setores sociais estão aderindo ao processo de inserção das mídias em suas atividades programáticas.

A sociedade, nos últimos anos, contribuiu muito na perspectiva do uso de mídias em todos os afazeres diários. Com efeito, a educação também entrou nessa pauta, incluindo uma nova metodologia no processo de ensino-aprendizagem e facilitando a escolarização de crianças, adolescentes e jovens estudantes.

Podemos considerar os inúmeros trabalhos que o governo faz, empregando computadores conectados à internet, como um modo, ou, muitas vezes, uma saída para a melhoria do ensino de Instituições públicas. Se olharmos para essa ideia, concordaríamos com a intenção do governo na junção de educação e mídia, porém, devemos estar cientes de que o processo de implantação de mídias, totalmente vinculadas ao processo ensino-aprendizagem, é uma tentativa, que por sinal, é inovadora e reacionária, merecendo certo grau de observância e preocupação.

A escola contemporânea, muitas vezes, ao se deparar com os índices de alfabetização e de escolarização de seus alunos, se vê em retrocesso, já que os atuais estudantes estão rodeados em um campo tecnológico que, por vários motivos, a escola não consegue alcançar. Na intenção de aproximar-se desse campo tecnológico, as instituições de ensino passam por uma intensa modificação, comprometidas com a mudança e com a aproximação desse novo caminho pedagógico: a mídia.

O homem, ideologizado pela sociedade, deve participar desse meio que a tecnologia coloca a todos, pois, caso não o faça, estará em contínua desconexão com o mundo social e danificará sua participação nos setores de desenvolvimento, referentes ao emprego, educação, sociedade, entre outros.

As novas tecnologias na educação são, também, um novo meio de integração dos indivíduos-tecnológicos com o ensino-aprendizagem. Não obstante, essa afirmação permite o desconforto de muitos profissionais da educação, que não estão preparados para o uso de novas tecnologias. Esses, são resistentes a esses métodos, resultando em uma pedagogia ultrapassada, munidos de várias justificativas para tal resistência.

A educação, através da internet, é uma nova forma para a construção do conhecimento, essa parceria desenvolve várias inteligências e possibilita a integração de todos os indivíduos e nos conduz a uma intensa interação entre alunos e professores no âmbito pedagógico.

Os profissionais da educação, a cada dia, ficam sem meios para resistir a esse novo método de ensino, acabam-se as justificativas para tal resistência e inicia-se novos desafios profissionais para inúmeros educadores, pois se veem em um caminho de mudança na didática e nos conteúdos programáticos.

É necessário que todos os educadores busquem formações e capacitações acerca desse novo método de se escolarizar. Eles devem coordenar suas habilidades e suas aulas, para que, acabe com toda e qualquer resistência tecnológica, firmes na ideia de que, com novas tecnologias, os alunos, sejam crianças e adolescentes, estarão inseridos em seu próprio meio, em sua própria era: a era digital.

A mídia é imprescindível na construção tenaz de nossos conhecimentos. É ela a responsável pela conexão dos indivíduos desse século e é ela quem devemos utilizar no trabalho e no desenvolvimento das múltiplas inteligências, apreciando suas inúmeras faces e sua vasta rede de informações, que ajudarão nossos estudantes em todo o processo de escolarização e na construção de seus ideais civis e profissionais.