Revista Statto

QUEM NUNCA OUVIU SOBRE O TESOURO DIRETO?

28/09/2019 às 11h23

Tenho certeza que você já escutou algum amigo, colega de trabalho ou parente comentando sobre o tão famoso Tesouro. E você sabe como funciona?

Vou começar trazendo uma informação relevante: o Tesouro Direto não é um tipo de investimento e sim uma plataforma de negociação de títulos públicos para o investidor final. O que é vendido e comprado nessa tal plataforma é que o que chamamos de letras ou notas. A estrutura e esqueleto desse projeto é muito similar com o Treasury Direct, nos Estados Unidos, no qual o investidor escolhe o melhor título e prazo para o investimento, e aporta seu recurso, firmando uma taxa na contratação.

Aqui no Brasil, existem basicamente três tipos de papéis: os prefixados, os pós-fixados e os atrelados à inflação. Vou explica-los no decorrer do texto, mas antes gostaria que você entendesse o motivo pelo qual esse investimento existe.

Sabemos que uma nação precisa, constantemente, de recursos para seus projetos, não é mesmo? Independente do continente, quando um país deseja se desenvolver em algum segmento, este precisa de dinheiro para ser concretizado. A emissão de títulos públicos surgiu dessa forma, para encaixar uma maneira de financiamento de médio e longo prazo.

Um determinado governo, portanto, lança seus títulos de dívida no mercado, prometendo honrar com o pagamento do principal acrescido dos juros para o investidor, em algum momento futuro. Perceba que nesse caso o risco envolvido é o de default ou não pagamento por parte do governo. Quanto maior for o risco do país ou a taxa de juros básica daquela região, maior tende ser a rentabilidade durante o período.

Visto isso, agora finalmente podemos adequar essa explicação à realidade do Brasil.

No nosso mercado, o investidor tem a possibilidade de escolher a melhor opção para seu período de tempo. Há títulos para vencimento em dois anos, cinco, dez, e muito mais – esse horizonte tende a ser mais extenso devido toda a explanação de financiamento (ninguém, nem mesmo um país, busca financiar seus projetos no curtíssimo prazo).

A plataforma TD permite a compra para o investidor com valores muito baixos, a partir de trinta reais, dependendo do papel, tornando o investimento prático e acessível para quem tem interesse em buscar um ganho superior no longo prazo.

No site encontram-se disponíveis três títulos, o Tesouro Selic, Tesouro Pré e Tesouro IPCA e todos eles podem ser adquiridos com alguns cliques. Abaixo vou explicar cada um:

TESOURO SELIC: Senão o mais conhecido, o tesouro Selic é muito utilizado para uma reserva mais emergencial, uma vez que não passa por muitas oscilações de mercado. Por ser um título pós fixado, como o nome sugere, ele remunerará aproximadamente 96% a 98% da Selic Over. Se a taxa Selic estiver mais alta, o investimento proporciona um retorno mais alto, porém, caso essa taxa caia o retorno será mais baixo.

TESOURO PREFIXADO: A essência desse investimento é receber uma taxa prefixada no momento da contratação e lá na frente receber o valor de face de um mil reais. Assim funciona sua capitalização. Você gasta um valor no instante presente para daqui alguns anos resgatar esse recurso atualizado pela taxa contratada anteriormente.

TESOURO IPCA: A classe IPCA foi baseada na montagem dos TIPS dos EUA. É muito bem vista para compor o portfólio de investimentos de um cliente que busca um ganho real, ou seja, um retorno acima da inflação, uma vez que o papel vai pagar uma rentabilidade combinada da taxa prefixada pactuada e a variação do IPCA (índice oficial de inflação do Governo Federal Brasileiro).

A partir dessas descrições você já pôde ter uma ideia de como iniciar seu portfólio com títulos do Tesouro Nacional. Mas é de suma importância reforçar que, por serem títulos de dívida, esses investimentos possuem uma data de vencimento normalmente longa e o investidor deveria essencialmente possuir esse prazo ao adquirir algum papel. Na prática, se precisar do dinheiro em conta, o valor é creditado no dia útil seguinte ao da venda do ativo, sem carência alguma, todavia nessas situações de saída do investidor antes da data firmada, este pode ter talvez alguma flutuação de preço e apresentar um retorno negativo.

Não precisa se assustar! Se você tiver dúvidas procure por seu assessor de investimentos, que saberá te recomendar o melhor título, que se alinha à sua necessidade, e maximizará ainda mais seus ganhos.