Revista Statto

AUTO RESPEITO, AUTOCONHECIMENTO E AMOR PRÓPRIO. SOBRE A LUA INTERNA E EXTERNA!

03/01/2020 às 08h55

Há algum tempo atrás descobri em mim uma adolescente que não tinha visualização da sua totalidade, uma mulher em formação e uma menina assustada na sua despedida da infância! Isso mesmo, era o momento de deixar minha menina mais esquecida para dar forma e espaço a minha donzela e assim assegurar um descobrimento mais pacifico da minha mulher! Hoje revendo este rito de passagem vi que não foi bem assim que aconteceu.

Dentre todos os ensinamentos e leituras nunca fora me ofertado o real sentir a tudo que passei, nem eu mesmo me permiti o auto respeito, o esperar pelas respostas que sempre estavam em mim através de vivencia e ancestralidade. O tempo fora passando, como sempre sem percepção, e minha adolescência foi aos atropelos, altos e baixos emocionantes e emocionais, lutas, guerras, paz e glória em um único dia (senão em um único minuto) e assim me tornei mulher! Em qual dia? Não lembro¹… só sei que me tornei pois sei que tenho uma mulher em mim hoje.

Onde estão nossos rituais de passagem, onde me permito estar presente e sentir tudo o que meu corpo tem a mostrar, sentir, dizer e ouvir, para mim e para o mundo?

Desde que iniciei minha jornada ao meu Natural descobri que tenho padrões em certos períodos do mês e que eles ditam alguns sentimentos, emoções, qualidades e manejos do meu dia. Descobrir minha lua interna e entender que sou conectada e alinhada à lua do céu (lua externa) me trouxe mais auto respeito. Quando entendo que fico mais introspectiva na minha lunação (menstruação) e que ao entrar a lua nova tenho também mais discernimento a desapegar do que não me serve, me fez entender que nada adianta programar muito do meu dia em falas e atendimentos nestas épocas e que estarei mais voltada a meu útero e formas de retirar o que não me serve e assim retornar à mãe natureza meus pontos de vistas desnecessários.

Vivenciei que na lua crescente estou mais disposta e mais birrenta. Que qualquer coisinha me deixa feliz e ao mesmo tempo me deixa incomodada em questão de poucos minutos. Digo sim mais facilmente, mas também mudo rapidamente de ideia e que brigar nestes dias (internamente após minha menstruação) fica mais fácil e explosivo. Não me controlo tão facilmente com minhas ferramentas – Barras de Acess, meditações, rituais…. Uma boa escrita terapêutica me leva aos diários da adolescência e ao meu centro atual. Semear é o momento e saber ouvir os insights para colocar a voz no mundo.

Chega a Lua cheia, AH! A melhor de todos ainda, coloco salto, solto os cabelos, me sinto eficaz e nada, quase nada me incomoda, pois, meu cérebro brilha e minha sombras são mais facilmente ofuscada pelo meu brilho natural refletido da lua. É um período que estamos florescendo e expandindo a energia.

E então chega a lua minguante e estou eu de volta às minhas plantas, o cheiro do mato me invade e eu fico em um silencia interno maior. Uma sabedoria que estou aprendendo agora a ouvir e colocar em prática. Desacelero. Uno meus seres internos e relaxo meus pensamentos. Paro de fazer tanto. Descubro o amor próprio. Neste momento me entrego ao meu ser e não tento chegar a minha fase de anciã pois estou em plena forma de mãe e mulher nos meus quase 40 anos.

Sou toda em uma e não é só. Sou todas nós em mim e meu espelho reflete muitas mulheres que fui e ainda há os chamados de algumas anciãs para aquietar e acalentar minhas lutas. O colo é uma grande ferramenta de amor e carinho que posso me dar e é nele que fico 10 minutos antes de dormir e, muitas luas, antes de acordar também.

Nesta dança das luas internas e externas vou me curando e reconhecendo como ser cíclico e está muito mais fácil e fluido viver sabendo que tenho este direito a ser várias potências e assim me organizar em quem estou neste dia.

Compartilho esta meditação que faço sempre que tenho um arrependimento ou algo que não entendo o porquê fiz algo na adolescência. Serve para ouvir e acalmar minha jovem:

Sente-se em um lugar confortável e feche os olhos. Inspire e expire por 3 vezes, profundamente e espera acalmar os pensamentos. Quando sentir que está mais relaxado imagine uma sala, e nela encontram-se dois assentos – podem ser duas almofadas ou duas poltronas bem confortáveis). Neste instante batem na porta desta sala   você abre e é você mais jovem quem está à porta, bem jovem próximo aos 15 anos. Observe sem julgamento esta pessoa e convide-a a sentar na sala contigo. Sirva uma xicara de chá a vocês duas e abra-se a escutar tudo que este ser mais jovem tem a dizer. Deixe-a falar e só escute. Não julgue, não fale, só ouça e tome chá!

Quando sentir que este seu adolescente parou de falar, leve-o até a porta e despeça-se dele com amor, abrace-o, diga que está sempre por perto! Você entende e o acolhe!

Ps: Meditações sempre serão formas efetivas de realizar soluções, de descontruir crenças limitantes, de observação aos descompassos que todos vivenciamos o tempo todo. Permita-se dar estes momentos para nossa saúde mental e mais ainda espiritual e física. Isto é auto respeito alinhado ao autoconhecimento para construir nosso amor próprio.

 

Escrito na Lua minguante, bem mais inspirada pelo externo do que a minha lua interna crescente mais inconstante.

Pri Ilha

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BUSCAR O NATURAL EM NÓS MULHERES!

09/12/2019 às 10h25

Sempre fui uma buscadora e gosto muito de saber sobre filosofia, magia, religião, antropologia e é algo que meu meio do céu me dita a fazer: identificar com toda a criação, espiritualizar e procurando sempre expressar a compreensão de como tudo e todos se conectam com o Universo. Foi quando um curso me chamou para uma realidade que só ouvia e sentia, mas não realizava o poder que ela me trazia e, ao contrário, me trazia desconforto na maioria dos meses: o ciclo menstrual. Nunca tive real problema com a menstruação em si, mas não era uma grande alegria quando me visitava.

Dentro deste curso puder compor um olhar sobre a psique das mulheres e sobre nossos ciclos femininos. Sobre um olhar mais natural à ginecologia – estudo saúde reprodutiva da mulher, em síntese – e o que sobrepõe em nosso campo emocional, físico e mental. Foi na Ilha da magia que meus estudos, antes soltos e separados em minha mente começaram se encaixar um a um de forma natural. Fora retirada a venda dos meus olhos e pude perceber uma busca com mais sentido e sem muita pressão externa.

As medicinas orientais nos abrangem não só como um corpo físico e energético, mas também emocional, mental e espiritual. Este culto integral do nosso corpo vem se expandindo no ocidente de forma gradativa e lenta, ao meu ver.

Nosso ciclo menstrual nos dá um entendimento amplo dos nossos corpos e revela como está a nossa saúde. Se estamos constantemente estressadas, sobrecarregadas de trabalho, dormindo mal e fazendo escolhas alimentares pouco saudáveis, então isso pode ser visto em nosso ciclo mensal.

Embora seja comum muitas mulheres apresentarem sintomas como cólica, tensão pré-menstrual, dores de cabeça e outros desconfortos relacionados ao período, a ginecologia natural ensina que não devemos considerar natural essas irregularidades menstruais. Um ciclo saudável tem algumas características e devemos observar como somos:

  • ocorre uma vez por mês
  • é vermelho brilhante sem coágulos ou muco
  • livre de dor
  • livre de inchaço
  • sem irritabilidade, depressão ou oscilações de humor
  • é facilmente lavável sem deixar manchas
  • não tem odor
  • quantidade moderada

Mas espera aí, sem pânico, entender que somos cíclicas e que nosso ciclo menstrual muda as vezes é perfeitamente normal, ao meu ver. Somos mulheres que se relacionam com o meio e que temos mudanças diárias e esta é a beleza desta medicina, ela nos diz o que precisamos e quando devemos parar, mudar ou atuar em nós para voltarmos à nossa saúde integral.

Está muito comum e não tão conversado com nossas amigas e familiares sobre estes desequilíbrios femininos. São muitas as mulheres que passam por períodos difíceis atualmente e há algumas causas para estas desarmonias ou desafios a serem vistos e abraçados para podermos supera-los de forma saudável e conscientemente. Uma das melhores formas de salvarmos de tanta desarmonia é juntarmos em rodas de conversas e trocas de saberes bem como voltarmos para nossa Natureza. Uma caminhada, um chá com as amigas, um almoço em família.

Friso que a menstruação é uma oportunidade para o corpo se purificar, eliminar toxinas através do sangue e se transmutar, renovar e renascer, como vida que corre e é livre, cíclica. Este pensamento que nos rodeia por milênios, de sermos sempre a mesma pessoa, linear, ou seja, sem alterações perceptíveis e  ao mesmo tempo sermos eficientes em tudo e de não parecermos duvidosas, sermos plenas nas funções profissionais e maternais – o que é demasiadamente exaustivo pois são dois arquétipos fortes e sem muita ligação, nos leva à um desajuste profundo com nossa essência feminina que é muito diferente disso pois não somos uma mas várias mulheres em uma só e sim isto é a nossa beleza. Somos um dançar de mulheres internas e ao saber ouvir nossa música saberemos flutuar melhor na vida.

Muito me sinti desajustada também, ao ficar 3 dias irritada e na próxima semana passar cheia de amores por todos, depois me retirar do mundo externo e ficar uns dias fazendo crochê ou vendo filmes isoladamente e depois uma semana passeado e querendo andar pela natureza e sentia como se fosse alguma loucura que somente eu vivencio e parecia melhor não comentar com ninguém. Todas somos várias e ao trazer luz a estas faces do feminino nos tornará consciente destas mudanças e padrões que temos todos os meses. E é onde nasce o nosso sagrado feminino em mim.

Ignorar esse ciclo lunar interno muitas vezes leva a um grande número de queixas. Tudo começa a mudar quando aceitamos estas mudanças e a partir do encontro com nossos padrões de repetição que podemos iniciar um maior respeito a necessidade ser mais observadora em uma lua minguante, quase que como uma sabia anciã ou de sentir mais libido e beleza na lua cheia e destilar amor e carinho pelo mundo a fora, ou de produzi, brincar e soltar-se mais a leveza da vida na lua crescente ou finalmente de diminuir o ritmo e descansar mais durante a menstruação. Esse descanso não é um sinal de fraqueza: é um momento de recuar, recarregar as baterias, para depois se envolver em atividades mais dinâmicas.

Não existe um tratamento único para as irregularidades menstruais. Cada pessoa é tratada de forma individual, de acordo com a forma que vive, se vê e deixa-se ver. Praticar, se conhecer, estar presente no seu corpo, senti-lo e criar sua identidade, criar um espaço e tempo único e ter um auto estudo com o acompanhamento de tratamentos naturais e alquimias cosméticas.  É tempo de reconexão com nós mesmos. É tempo de aceitarmos a nós e todas as que nos cercam. Já é tempo de pararmos de julgar a todos e de se defender de tudo. De aprisionarmos emoções e acumularmos sentimentos até subir a balança. Tudo é um processo novo aos nossos olhos e colocar em prática é nossos próximos movimento para obtermos uma melhor qualidade de vida neste corpo de mulher!

Ao ouvir o chamado estou aqui! Recolha e acolha!

Pri Ilha

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MANIFESTO MULHERE-SE: O QUE A MENSTRUAÇÃO TEM A MOSTRAR!

29/10/2019 às 17h44

Vamos lá mulheres…. Primeiro… quantas vezes por dia, por mês estou no automático? Como reajo aos meus desafios? Sei como me comporto e as energias que utilizo em diferentes situações ou sempre sou forte e guerreira, uma única face de mim? Há muito tempo atrás diversas culturas observavam os padrões de estados de espírito feminino em relação aos ciclos lunares. Sim, temos ligação com este satélite natural: a LUA. Sim, a LUA mexe com as aguas externas e com nossas internas. E sim, conseguimos guiarmos através dela e fazer um ciclo de lunação interno a partir das mudanças das fases da LUA. Se conseguirmos observar nossas sombras e anotar nossas emoções e sentimentos logo saberemos alguns padrões existentes em nós e consequentemente como lidar melhor com nossos humores. O acúmulo de conhecimento ancestral, transmitidos por meio da oralidade, nos mostram uma relação intima e profunda entre nosso ciclo menstrual e a Lua. Como? Estas informações são armazenadas em nosso centro de poder: o útero, e é dali que vem toda nosso “sexto sentido”. Quando uma mulher tem conhecimento sobre suas 4 fas(c)es internas, ela acessa uma nova forma de compreensão sobre seus processos internos e inicia uma jornada onde vive seu próprio ritmo e não aqueles ditados pela sociedade ou cultura local. Este conhecimento ou melhor, reconhecimento está no nosso ciclo menstrual ou melhor ainda, ciclo de lunação como diziam nossas antepassadas. Nesta jornada, o sangue menstrual deixa de ser tabu e passa a ser visto de forma mais empoderada ou com mais poder. Sentir como se nós mulheres tivéssemos (e temos!) um terapeuta orgânico e visceral próprio que nos avisa como temos ou não que lidar conosco e com o mundo que nos cerca. Basta ser natural.

Mas o que este sangue tem a me dizer? Não gosto de menstruar!!!

AAAHHHH!!! Começamos os desafios, olhe para si e veja que, ao negar ou não gostar do teu sangue menstrual sela a primeira negação ao teu corpo de mulher sendo este exclusivo à mulher e ao teu útero que é o centro de maior poder do nosso corpo feminino. O que te incomoda neste período? O que ele representa pra você? O que lhe foi ofertado a respeito deste sangue? Já notou que sempre que falamos de menstruação torcemos o nariz? Sabes por que? É pasmem, não é o cérebro que deveria organizar e ditar nossas vidas e sim o estado de consciência interna localizado quatro dedos abaixo do umbigo! A tua mestre! Teu ciclo menstrual, teu ciclo lunar, tua roda da vida. Morte e renascimento todos os meses te mostrando o que deve ir embora e o que deve permanecer. Teus padrões errados e certos, tuas crenças que te limitam ter o maior potencial de força, vitalidade e amor. Teu sucesso e fracasso em todas as esferas da vida! Não seria (e é) maravilhoso cocriar a nós mesmas todos os meses e transmutar a nossa existência?

Há formas de ver e observar estes 4 quadrantes do ciclo que nos baseamos pelas 4 luas do céu (em uma primeira etapa). Cada quadrante, ou fase lunar tem arquétipos (deusas mitológicas, fantasias e lúdicas) para projetar uma explicação de como são as energias de cada fase e nos DES-culparmos pelos sentimentos e emoções, tão profundas que nos arrebate nas fases ovulatória, pré ovulatória, pré-menstrual e menstrual. Se não menstruar ou não tem o útero mais, lembre-se que a terra nos chama e nos acolhe ao se conectar com ela poderás ver que há mudanças pela LUA do ceu.

Este manifesto é um aviso amoroso e sincero para pararmos com nossas repetidas reclamações e realmente olharmos para nós e verificarmos o que podemos e como podemos nos tratar com mais respeito, amor e carinho. Um lugar de maior consciente que nos ajuda a recolher informações necessárias e gritantes que reverbera nosso chamado interno. La loba fala conosco a todo momento, mas esta desconexão como o sagrado em nós a deixou com um tom quase inaudível e não tenha dúvida que nossa intuição nunca falha. Esta voz interna nos ajuda a olhar para mais mulheres com sororidade, empatia e simpatia, sem julgamento pois somos muito parecidas em várias fases da vida. Ao descobrimos nossos arquétipos, faces e fases e compreender que somos cíclicas, acabam-se todo os preconceitos e crenças pois acolhemos a nós e aos por consequência aos demais.

Liberte-se e traga este poder à tua essência simples de mulher! Mulher-se!!! Ela está sempre a disposição de acolhimento e troca de saberes, recolha e acolha!

Pri Ilha

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ACREDITANDO NAS MINHAS FALAS INTERNAS

01/10/2019 às 11h15

Sabe quando lemos algo que desconhecemos ou não dispensamos tempo de reler para assimilar? Ao nos identificarmos com tal fala ou texto há uma satisfação momentânea e logo depois ficamos um tempo pensando naquilo, tentando lembrar exatamente a escrita ou fala e perguntando o que foi que li realmente? O que me mexeu? Até sinto um desconforto, como uma cobrança de porque não soube disso antes ao invés de agradecer que este conhecimento me fora apresentado agora.

Gosto muito de quebrar paradigmas e conceitos quando peso em como quero minha vida harmoniosa e estas crenças muitas vezes estão internalizados e sem muito sentido. Falas alheias de todos os lados me traz, muitas vezes um desarranjo mental. Dentro dos meus estudos diversos, entre filosofia, culturas ancestrais, medicinas naturais e ciência, , eu me deparei com um texto do Osho sobre solitude e solidão e  o que cada um significa e traz significância para nossas vidas.

Osho diz:

Solidão é a ausência do outro.

Solitude é uma forma de nos reservar dos barulhos do mundo convidando a iluminar nosso interior, guiando sem preocupação com o que ou como a vida foi ou virá.

O presente é seguir seu estado consciente e deixar-se guiar pelas coisas simples e naturais, isso o tornará livre de dúvidas e enganos. Uma figura que acompanhava tal texto, a de um velho sentado no escuro sendo iluminado pela sua luz interna brilhante, olhando as estrelas, o mar, a lua , o céu em contemplação. São momentos calmos que nos ajudam com que a intuição flua sem obstáculos e certamente as soluções virão.

Muito nos foi ensinado a ouvir fora e ao me deparar com o texto vi e senti a paz de pensar comigo, ter meu instinto sendo ouvido e trazer liberdade a meus rezos e pensos.

Quando nos ouvimos e nos sentimos conscientes tudo a volta movimenta com maior leveza e alta energia. O respeito a si e confiança na própria sabedoria honra todo o universo e nos traz a plenitude e totalidade.

Eis o que o texto da carta diz: “Quando não encontramos apoio entre os outros para as nossas verdades sentidas profundamente, podemos nos sentir isolados e amargurados ou então celebrar o fato de que o modo de ver as coisas é seguro o bastante, até para sobreviver à poderosa necessidade humana de aprovação. Podemos desfrutar da liberdade que a solidão nos traz e assumir a responsabilidade pela escolha que fez”, e  isso é a solitude.

“Seja uma luz de você mesmo” diz Buda. Não seja luz dos outros ou buscar luz para iluminar teus pensamentos.

Afinal de contas cada um de nós deve abrir seu caminho e muitas vezes levar a luz à escuridão e esta luz vem do nosso interior. Na minha terapia faço este vasculhar interno e juntos iremos achar esta luz para saber lidar com os presentes que a sombra nos dá. Tratar a nós como seres cíclicos e cheios de nuancias, umas vezes sombra outras luz. E mais que isso, acreditar e exercitar a solitude para ouvir os ensinamentos originários da Mãe terra!

A ideia é de que somente nós podemos conduzir nossas próprias vidas. Nós somos nossa iluminação.

O quanto de si está em estar na presença de outros e não dar suporte (suportar) a tua própria solitude?

Qual significado do teu existir em relação ao teu corpo, mente e teu espirito? Qual o significado de viver em relação ao outro e não em base a ti mesmo? Tem peso ou leveza?

“AS perguntas movem o mundo …Não as respostas”.

Pri Ilha

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RETORNO A APROPRIAÇÃO DO MEU ORIGINAL

09/08/2019 às 16h51

Em recente viagem ao sul da Bahia pude ter o privilégio de retornar à Coroa vermelha, local onde foi realizada a primeira missa no Brasil, o desdobramento da expansão marítima-comercial europeia e dizem que foi onde a história do Brasil começou, será? Ali encontra-se parte da cultura do índios Pataxós. Muito artesanato, mas não senti toda a apropriação e orgulho deste povo em estar vivendo como nossos ancestrais. Estudei um pouco sobre a história, nossa história, e vi que eram uma aldeia chamada de hostil porquê não aceitavam a mistura com os colonizadores, como muitas outras aldeias o faziam. Se bem li, a esta violência, e não tem como ser dito de forma diferente, de 1500 até os nossos dias o homem colonizador e seus seguidores tiraram as terras, tiraram seus costumes, os direitos de viver como querem, e assim também tiraram o respeito próprio e a sua força, antes brutal agora “pacífica”, em nome da civilização estampada de progresso.

Com os olhos renovados de uma visão mais ligada à medicina natural e também a apropriação do meu corpo feminino tive alguns questionamentos internos que pulsavam sobre como seria meu encontro com os índios, já que muito dos meus estudos se baseia também nos ditos populares e ancestrais.

O que me comoveu em escrever este pedaço de pensamentos e indagações foram as conversas em torno das minhas inquietudes sobre os preconceitos que tenho, vivencio, tive e já descartei sobre a cultura indígena e o que me choquei foi ouvir e identificar que ainda somos muito desconectados com nossos povos originários e não os respeitamos inteiramente e integralmente ainda, nem de alma e muito menos de corpo. Não os conhecemos, não os respeitamos, não os olhamos…. Após perguntar aos locais e até aos turistas sobre como são os ensinamentos e cultura deste povo, o qual somo extensão.

Vendo que muitas vezes o próprio índio não uiva seu poder ancestral e original e não se porta de maneira mais posicionada quanto a importância de ser indígena e de ser dono de uma parte da história do Brasil e do mundo como um dos primeiros a entender e satisfazer a troca com a Grande mãe, com a terra, com a natureza, com o universo. Está aí a nossa essência. Entristeço ao ver que não há esta visão por parte deles, talvez porque tiveram tantas batalhas para travar que se perderam dentro delas.

Pouco nos curvamos a fragilidade de um povo que em primeira instância sofreu um grande roubo de si mesmo e continuam a serem ignorados, algumas vezes rechaçados.

Continuam a ignorar a maneira deles viverem, usurpam da suposta ingenuidade deste povo e acham que devem ensinar-lhes algo sobre o mundo quando exatamente é ao contrário. Viver em harmonia com o corpo, mente e espírito (que é como os índios viviam) é viver em equilíbrio com o que é mais natural. O clima, as estações do ano, as fases da lua, o sol, a água, o fogo, o ar, a terra e tudo que está em torno de tais funcionalidades no nosso planeta, ditam o que é e o que devemos ou não devemos ser ou estar.

Me indago quando todos estes povos originários e originais poderão gritar alto e alardearem seus feitos e nós quando iremos ouvir e seguir esta sabedoria que nos faz bem quando aprendida e honrada em nosso mais profundo centro de poder. Não é do nosso racional que ativamos nossa energia e saberes, mas do coração, do peito e do útero do ser mulher. Nossa força está no nosso espírito e este está ligado à nossa ancestralidade que está na terra, na Natureza.

Está na hora de olharmos para o povo indígena com outros olhos e também ajudá-los a entenderem a sua história, a sua força e assim por consequências nossa força vingara, da terra, do que perdemos, tudo isso faz parte das soluções dos problemas que criamos por não reverenciarmos nosso passado. Todas as nossas existências estão ligadas e conectadas. Acredito que este meu rezo não é sem sentido ou em vão, porque se eu fui tocada por estes sons de flautas, maracás e catacá quase inaudíveis, tantos outros também o serão.

Pri Ilha

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SUSTENTABILIDADE INTERNA

17/06/2019 às 09h54

Quem pensa que sustentabilidade é só fora de nós, no exterior dos nossos corpos, está enganado. Sustentabilidade refere-se a capacidade de suprir as necessidades humanas sem comprometer o planeta e o futuro das novas gerações e esta ideia felizmente se popularizou em praticamente todo o mundo. Poder público, organizações privadas e os cidadãos se unem continuamente na busca de um futuro melhor para o planeta e para as pessoas. Um grande passo será entender, perceber e aceitar que a grande mudança externa está quando se tem uma grande mudança interna, é o reflexo de nós mesmo que está neste mundo a fora. Insatisfeito? Como podemos melhorar?

Um passo importante para a mudança é perceber que não se soluciona uma crise de forma eficaz sem alterar hábitos que provocaram tal desarmonia. Os hábitos são feitos de ações constantes e programadas, crenças enraizadas e muitas vezes nem sabemos onde se encontra tais hábitos e crenças, mas a repetimos por comodidade, segurança (falsa segurança) ou até mesmo preguiça de ver que temos que nos aproximar de uma essência que nos mesmo julgamos “exotérico” demais (Exoterismo (do grego εξωτερική (éksôtérikí) – de fora, exterior; significa algo que está disponível de forma pública, sem limitações, ou universal.)

O processo de distanciamento do ser humano como pertencente a natureza fez com que nós acreditemos que somos separados, somos individuais  separados até mesmo do vasinho de planta ou do quintal ou do parque . A mãe natureza nos ensina, silenciosamente, muitas vezes, o coletivo, a parceria, o instinto e a força. E não é somente estabelecer uma relação entre os humanos e a natureza, mas dos humanos entre si e desses com a natureza. O que seria mais natural?

Nosso corpo físico-mental é um ecossistema. Da mesma forma que produzimos lixo/resíduos no ecossistema exterior (resíduos esses que são grande preocupação no mundo hoje), nosso corpo, nossas células também produzem lixo. De acordo com o modo de vida estressante que o ser humano tem levado, tem afetado a capacidade natural de defesa do corpo, regeneração e purificação.

Mas como posso trazer este externo, a natureza para dentro de mim novamente?  A integração do mundo externo ao interno ocorre de várias maneiras, das mais diversas formas explicativas e sentidas. Contemplação é um ótimo início. Visualizar algo externo e trazer a imagem para dentro, fundir-se com o observado. O mar, uma árvore, frutas, um lago, passarinhos e borboletas… Permita-se alguns minutos para contemplar algo com vida e verás a vida em si.

Pri Ilha

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MODA E BELEZA SUSTENTÁVEIS

24/04/2019 às 09h47

Quando leio a frase: ”jogue o lixo lá fora” ou “joga fora no lixo” penso: NÃO EXISTE FORA! Tudo fica no planeta então porque dizemos isso com tanta frequência? Como posso reutilizar algo, já que nem sempre reciclar ou separar lixo cabe na rotina …… (será mesmo? Mas vamos começar devagar até termos a necessidade incontrolável de separar o lixo e conscientizar o sistema de que é a única maneira de fazer, que não existe outra a não ser reciclar rsrsrs)

Pois bem, vou escrever de beleza e sustentabilidade com reciclagem, porque não? Tem como e é tão próximo de nós que vale a pena pensar sobre.

Primeiro sobre roupas, sabe aquela vontade incontrolável de comprar roupas e acessórios da nova coleção. Todo mundo tem? Sabes se vem da necessidade do self ou do ego? De onde vem a vontade?  E não adianta brigar com o externo, hein. Tudo está dentro de nós. Olhar para as nossas crenças e pré-conceitos sobre bazares de troca e brechós é uma opção bem bacana e de custo reduzido (o que é melhor). Vasculhe algo que não te serve mais, por essência ou pelo ditado da mídia, e desapegue. Doa ou troque com pessoas do teu círculo ou em bazares locais. DES – APEGUE! Negue o apego e deixe ir embora!

Estou na fase de customizar, bordar e cortar roupas, transforma-la em algo que caiba em mim e no meu estilo mãe de ser. Parece que abro o armário e nada me serve, ou por numeração ou por características minhas que mudaram e aquela roupa não transparece quem eu sou de verdade! Sabe quando abrimos o armário e vemos um mundo de roupas e parece que não temos nada para usar? Fui ler um pouco sobre um conceito da década de 70 que diz sobre este autoconhecimento e como montar looks com um número de peças. Chama-se Armário capsula ou Capsule Wardrobe. Parece bem mais um desafio que um conceito, para mim, mas até julho estarei com o meu. E é como fazer compras no teu próprio armário e achar tua essência para expor no mundo. E ainda ajudo o meio ambiente! Tem uns sites bem legais e vou deixar um que sigo que é Kate Tips (@katetips).

Outra dica é na limpeza facial diária. Sabe aquelas discos de algodão que usamos para limpar o rosto ou passar um creme??? Pois imagine que este são diretamente jogados no lixo, sem reutilização ou reaproveitamento. E se te contar que tem uma maneira mais eco-consciente de fazer a limpeza facial e além de não gerar lixo ainda ganha uma leve esfoliação (que é esta sensação)! As ECOPADS ou discos reutilizáveis que podem ser feitos por você, o que é bacana. Sabe quantas coisas podem ser produzidas por crochê, tricô e tear que ajudam a reduzir lixo jogado fora? LEMBRANDO: NÃO EXISTE FORA! Crochê é uma prática milenar e é uma arte incrível de entrelaçar fios. O resgate de crochetar é super terapêutico e ainda ajuda na missão de gerar menos lixo. Tem alguns vídeos deste ECOPAD ou Discos reutilizáveis na internet. Quem não quer fazer pode comprar em sites ou pedir para amiga ou parente dar de presente de aniversário, que acha? Tem algumas tutorias na internet e são divertidos e rápidos de fazer.

Toda a forma de tornar-se alguém com consciência diferenciada também faz com que tal alternância mude a vida dos que nos rodea, ou por exemplo ou por vergonha. Se começar a pensar antes de agir verás que muito tem-se a fazer neste planeta e a iniciativa própria já diminuirá bastante o impacto ambiental e o mental poderá ser beneficiado quando a arte entra em vigor, tanto na customização ou fabricação da própria beleza, por exemplo.  A mudança pode acontecer no seu tempo, e sempre respeitando suas limitações, o que é o belo do andar do respeito a si e ao mundo.

Pri Ilha

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RESPEITANDO NOSSO TEMPO!

07/03/2019 às 14h37

Fim de ano e eu de novo estava na correria. Já tinha me programado a fazer tudo com calma pois é uma data e ano que vem todas datas especiais vem de novo, mas estou eu, sentada escrevendo e meu cérebro parece partido em dois, um escreve e o outro fala, de todo o resto:  foi mais uma vez o fechamento da roda do ano, ceia de Natal e Ano Novo, atendimento com minhas medicinas naturais e ciclos femininos, passeios em família e assim foi…

E então, sempre assim, falamos muito e ouvimos bastante sobre autoconhecimento e como devemos lidar com tudo que há em nós, mas como aplicar. Lembro do segundo artigo que falo de reciclar internamente e praticar pelo menos um pouco para internalizar a reciclagem e ela fazer parte efetiva da vida cotidiana, mas como deveria ter feito no fim do ano que é uma vez em 12 meses??? Simples. Parar. Respeitar “meu tempo” como venho fazendo durante o ano e dizer não a autocritica e julgamentos alheios que meu cérebro faz toda vez que entra em colapso com o que penso o que leio e o que faz mais sentido. Mudança de crenças.

Neste fim de ano me abri para novos projetos com pessoas que conheci e mudei a visão dos presentes e trocas. Troquei memorias, como se diz na “pirâmide ética de presentear” (hierarchy of ethical gift giving). Tem várias outras formas de dar presentes e adorei esta PIRAMIDE INVERTIDA (invertida pois estamos invertidos em valores, emoções, relacionamentos e vivências – se estivéssemos endireitados nossa base seria mais sólida, pilares mais firmes e sofrimentos mais amenos) pois me fez repensar o nosso tratamento com os outros e comigo, ao invés de chatear-me, priorizei minha vida e pude dar mais amor e colo que é o símbolo principal das festividades durante a roda do ano.

Como é aplicável para todo o sempre senti vontade de dividir com vocês. Nesta pirâmide invertida tem a maneira como podes fazer melhor quando pensar em presentear por algum motivo e assim mudar a percepção de abundância e doação. Simples e honesto. Sem correrias e desespero que é o oposto de uma festa!!! Isto vale para todo o ano!! Você é o melhor presente!!!! Desacelere e faça o essencial. Seja mais brando e de qualidade na tua vida como gostaria que o mundo fosse. Observe a sua volta e tenha um olhar mais colorido. Decore e DE COR A algo!!!!

Pri Ilha

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PÓ DE CAFÉ

18/12/2018 às 07h38

Sempre que há uma limpeza física ou energética, é o ambiente que vivemos que ganha, seja profissional ou pessoal, e este nos retribui com mais harmonia e equilíbrio. Na dica de hoje pensei em reutilizarmos nós mesmos e não colocar no lixo
algo que muitas pessoas possam usar! “PÓ DE CAFÉ” usado, serve para muitas coisas e irei expor algumas:

Acaba com odores das mãos

Sabe aqueles ingredientes que têm um aroma delicioso na cozinha, mas são desagradáveis quando ficam impregnados nas mãos. Esfregue as mãos com um pouco da borra do café e depois enxágue com água morna. Além de ser um excelente esfoliante.

Funciona como adubo

São ricos em potássio, magnésio e cobre, liberam nitrogênio no solo quando começam a se decompor e ainda são ácidos, o que é excelente para alguns solos. Hortênsias, azaleias e brinco de princesa adoram solos ácidos! Aplique a borra diretamente no vaso.

É uma tintura natural

Os pigmentos naturais do café são ótimos para tingir tecidos e papéis.

Espanta as formigas

Espalhe borra de café nos locais onde você vê formigas, em casa ou no jardim que elas vão embora.

Use na limpeza diária

Para limpar superfícies como bancadas da cozinha e até a geladeira. Use um pouco da borra sozinha ou misture ao seu detergente de costume para potencializar a limpeza.

Mantenha ambientes frescos

Como absorve odores, o café pode também ser uma forma ecologicamente correta de neutralizar odores em todos os ambientes da casa. Em um pote dentro da geladeira para retirar odores, indesejáveis.

Pri Ilha

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PREENCHA-SE COM O NOVO

30/10/2018 às 13h22

Dia desses, olhando algumas imagens na Internet, me deparo com uma foto da pasta de dente Kolynos (década de 80), acredita? Ela foi encontrada numa praia pelo pessoal do Movimento Lixozero e Reciclagem, que sigo no Instagram.
Fiquei espantada! Primeiro, porque há muitos anos não via essa Kolynos (me senti um pouco fora de época); segundo, porque fiquei me perguntando há quantas décadas essa embalagem estava lá e nunca ninguém limpou a praia? E como ainda permanecia sem ter se deteriorado em nada? Será que alguém estava escovando os dentes na praia?

“Creme dental Kolynos parou de fabricar a mais de 20 anos. E hoje caminhando pela praia olha com que me deparei. Isso serve para entendermos o quão devastador é o impacto ecológico quando não descartamos o lixo de forma correta.”⠀ ?⠀ Foto: Alexandre Menezes⠀ ?⠀ O que você está fazendo para combater a poluição nos oceanos? Deixe nos comentários!⠀ ??♻⠀ Descubra um jeito fácil de fazer isso: http://cleanseas.org⠀ ?⠀ #Autossustentável #ONUMeioAmbiente #MaresLimpos #CleanSeas #ODS12 #ODS14 #oceano #poluição #resíduos #lixozero #lixo #praia #mar #ocean #pollution #beach #waste #zerowaste #sea #MedioAmbiente

Uma publicação compartilhada por Autossustentável (@autossustentavel) em 22 de Ago, 2018 às 8:25 PDT

Bem, mostrei a foto para amigos e familiares e, lá pela quinta vez, fui me sentindo vazia daquelas perguntas, indignações e indagações. Como se isso já fosse algo comum demais. As pessoas me olhavam espantadas e revoltadas, mas nada transmitiam. A mim, também veio um sentimento de espanto: Como um lixo desse, tão usual, demora 450 anos para se deteriorar? Sim, é só uma pasta, mas quantas pessoas usam creme dental? Isso não pode ser normal nem comum, não mais. Mas sinto que é o mesmo que fazemos com nosso lixo.
Nos questionamos, indignamos e nos empolgamos a fazer diferente, mas só algumas vezes, porque depois perde a graça.

Tudo perde a graça.
Como fazer para continuarmos a reorganizar e reciclar nossas mentes, nossos lixos, nossa criatividade?
Falta brincarmos mais, rirmos mais e nos refazermos em nossa mente.


Montar algo novo do qual não esperamos mais nada. Talvez uma meta mensal e depois semanalmente, até que colocamos no dia a dia esta criatividade para fora.

O que você mais tem em casa que vai para o lixo quase que diariamente? Acha que pode inventar um novo sentido para isso? Esvazie-se e preencha-se com o novo reformado e reformulado, o que achas?

 

Pri Ilha

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RECICLAGEM

13/09/2018 às 12h14

Viajo muito, entre os livros, nos filmes e pelo mundo, acredito que o mundo não só precisa, sente necessidade e carece de reciclar. Como é obrigado a adquirir, uma nova forma de utilizar será reciclar ou por ignorância, jogar fora no lixo. Se pesquisar ou conectar-se, por poucos instantes, nas redes da internet ou revistas de artesanato e livros, veremos que muito material pode ser reinventado, reestruturado de alguma forma nas mais diversas utilizações além de ser divertido e imensamente gratificante, pode ser feito de forma rápida e criar um hábito que em pouco tempo fará parte do dia a dia tornando-se cotidiano que nem perceberemos que o estamos fazendo.

Vejo, sinto e penso que reciclar quando temos a empatia tão almejada com o meio ambiente e responsabilidade com o que jogamos para ele, para o universo. Neste momento acredito que transformamos o lixo físico e simultaneamente o mental já que organizamos nossos espaços externos e internos concomitantemente, concorda?

Quando reciclamos algo, reciclamos nosso pensamento e nos reinventamos através deste objeto, decoramos a casa e enfeitamos a alma.

Em um documentário visto, há alguns anos sobre uma menina dizendo como era difícil não produzir lixo algum durante uma semana, vi a dificuldade que temos de nos reinventarmos, de sermos criativos e de realmente ajudar e sim, querendo algo maravilhoso em troca, nosso planeta saudável refletindo em nós, porque não?

Mais prosperidade, menos descartáveis.

Não é sobre isso o reciclar?

Em um mundo líquido, onde o imediatismo sobressai os projetos a longo prazo, fico a procura de melhorar minha comunidade e deixar algo de sólido para meu filho sentir, calçar e pisar.

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Pri Ilha

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