Revista Statto

VAMOS FALAR DE COISAS BOAS?

08/11/2020 às 11h09

De pais e mães que protegem e amam seus filhos. Vamos falar de tios, padrastos, madrastas, padrinhos, madrinhas, professores, padres, pastores que amam e protegem as crianças que estão sob seus cuidados. Vamos falar de programas educativos e inspirativos que respeitam nossas crianças.

Vamos falar de instituições públicas e privadas que valorizam a infância e lutam pelos direitos das nossas crianças. Vamos falar de igrejas que amparam e edificam o espírito de nossas crianças.

Vamos falar de psicólogos, pedagogos, pediatras e enfermeiros que escutam e tratam nossas crianças. Vamos falar de anônimos que adotam e acolhem nossas crianças!

Tem muita gente no Brasil fazendo o bem pelos pequeninos! Gente que merece ser lembrada e reconhecida! Vamos falar de Jesus que fez questão de colocá-las no colo e dar uma lição para seus discípulos dizendo que o maior em Seu reino deve ser como uma delas!

Sim, vamos falar da criança que inspira, que não está confusa por causa dessa confusão de mundo. Da criança que brinca, briga e sabe fazer as pazes. Vamos falar da criança do jeitinho que Deus a criou!

Vamos falar de coisas e de pessoas boas. Elas ainda existem. Vamos falar do bem pois a história já está escrita e ele vence no final!

DEUS ABENÇÕE AS NOSSAS CRIANÇAS E TODOS AQUELES QUE LHE FAZEM O BEM!

LAMENTE SOMENTE PELO QUE VOCÊ FAZ COM VOCÊ MESMO

24/10/2020 às 09h50

Pare de lamentar pelo que os outros fazem com você e comece a lamentar pelo que você faz com você. Se você não respeita o seu tempo, o seu cansaço, o seu corpo, a sua opinião, não espere que os outros respeitem.

Quantas vezes você passa por cima de si mesmo para fazer a vontade dos outros e você acha isso super injusto, cruel, cansativo, mas mesmo assim, faz. Faz com raiva, se amargura, mergulha num mau humor sem fim, mas faz. Depois fica se sentindo péssimo e acha que quem fez isso com você foi o outro. Não. Quem fez isso foi você! Foi uma auto sabotagem. Você tomou decisões contra si mesmo. O outro só usufruiu delas, enquanto você se sobrecarregava.

Estamos vivendo num mundo em que quase a metade das pessoas são extremamente egoístas e a outra quase metade são as que se sobrecarregam para manter esse egoísmo da outra parte.

Pouquíssimas pessoas fazem parte do grupo que consegue impor limites sem se sentir culpadas. Pouquíssimas conseguem dizer não quando acreditam que o não é o certo a ser dito. Poucas se respeitam o suficiente para não precisar pedir respeito, pois o recebem pelo próprio exemplo.

Eu não sei se em algumas situações ainda dá tempo de começar a se respeitar primeiro. Quando esse comportamento se torna habitual, parece que é um crime mudar. Parece que estamos nos transformando em pessoas cruéis e aí vem o sentimento de culpa e estagnamos na mesma falta de auto respeito de sempre! Se não conseguirmos mudar e nos auto respeitar, pelo menos devemos parar de culpar os outros pela falta de respeito deles para conosco.

Eles apenas repetem o que nos veem fazendo com a nossa própria vida, todos os dias. Devemos assumir que temos sido os verdadeiros protagonistas nesse ciclo de desonra, devemos nos arrependermos pela forma como temos tratado a nós mesmos e criar coragem para nos tratar como gostaríamos que os outros nos tratassem.

NÓS JÁ NASCEMOS CHORANDO E QUEM NÃO NASCE CHORANDO TEM ALGUM PROBLEMA.

10/10/2020 às 20h31

Nossos pulmões são testados de forma determinante no nosso primeiro choro. Esse é um prenúncio de que chorar fará parte da trajetória. Na vida, teremos momentos em que seremos vítimas. Mas se não encontrarmos o caminho para sermos vencedores, nos tornaremos apenas sobreviventes. Se não perdoarmos, seremos também vilões.

Eu tentei impedir a minha dor e a dor de quem amei, mas por vezes, eu fui a causa da minha dor e da dor de quem amei. É assim que um sobrevivente vive. Tropeçando na dor que sente e na dor que causa. Até que conheci o amor de Jesus por mim, consumado na cruz.

Esse amor cura a dor que senti e a culpa da dor que causei. Esse amor me constrange e me empurra para a fase de vencedora, deixando a fase de sobrevivente para trás. Esse amor me perdoa sem que eu mereça e capacita a perdoar sem que a outra pessoa mereça. Esse amor é capaz de me dar um novo horizonte e poder olhar para trás, não com os olhos voltados para os rastros da minha dor, mas para a graça infinita de Deus que mesmo sem que eu percebesse, me sustentou em cada passo no caminho.

Você pode decidir desistir, desligar o botão da vida, você também pode escolher sobreviver fazendo da dor a sua identidade e se arrastar pelo caminho, mas você pode escolher vencer os traumas, sofrimentos, abandonos, incompreensões, injustiças, tudo.

Em Cristo, e somente Nele, temos o potencial de sermos vencedores diante das situações que tinham tudo para nos matar. Não há nada que possa nos fazer vencedores a não ser experimentarmos o amor de Jesus e nos posicionarmos Nele todos os dias da nossa vida aqui.

Falar da dor sem falar da cura, não produz esperança! Eu precisava lembrar hoje que um dia eu decidi deixar de ser vítima e sobrevivente e me tornar vencedora. Talvez alguém precise decidir isso hoje também!

Ao vencedor, darei o direito de comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus” Apocalipse 2:7

VOCÊ SERVE A DEUS OU AO DINHEIRO?

28/04/2020 às 09h19

Quer conhecer alguém? Veja como essa pessoa lida com dinheiro ou sem ele. Sim, o dinheiro é o outro senhor, além de Deus. Não é o diabo o outro senhor.

As pessoas destroem relacionamentos por causa do amor ao dinheiro. Começam novos relacionamentos por causa do amor ao dinheiro. Problemas financeiros abatem facilmente a relação mais sólida.

O dinheiro não lhe domina apenas quando você faz qualquer coisa para obtê-lo. Ele também é o seu senhor quando você deve e não paga, quando você não atende à ligação do seu credor e ainda sente raiva dele por ser cobrado.

O dinheiro é seu senhor quando você permanece num lugar, numa igreja, numa relação só por causa dele.

O dinheiro lhe domina quando você não exorta alguém porque teme perder os benefícios financeiros que esse alguém lhe oferece.

O dinheiro é teu senhor quando você prejudica os outros para ganhar mais ou para não perder. Você é dominado pelo deus chamado dinheiro, quando o gasta levianamente para ostentar e se sentir superior aos outros.

Você é escravo do dinheiro quando quebra alianças, mente e engana para adquiri-lo. Quando envolve dinheiro, os ânimos ficam alterados, as amizades se dissolvem, a maturidade desaparece na vida de quem o serve.

Costumamos achar que quem ama o dinheiro é aquela pessoa materialista que adquire milhões com lucros desonestos.

Mas amá-lo e servi-lo se manifesta em pequenos atos insanos por causa da sua abundância ou da sua falta.

Entendeu agora que o único senhor que pode tirar Deus do trono do seu coração é o dinheiro? E a bíblia diz que devemos escolher a quem vamos servir. Ou a Deus ou ao dinheiro. Não dá para servir aos dois.

Ops, não poucos estão “servindo” a Deus por causa de sua escravidão ao dinheiro. Por causa das “vantagens financeiras” que acreditam que Deus promete!

Quanto engano!

QUEM DISSE QUE PERDOAR É FÁCIL?

04/04/2020 às 09h16

Eu já escrevi muito sobre esse tema, e cada vez mais me convenço da importância dele para vivermos a plenitude de Deus. Muitas pessoas que não conseguem vencer esse desafio, quando são orientadas por alguém a fazê-lo, dizem a frase clássica: “Você acha que é fácil perdoar?” Vamos tentar responder sua pergunta.

De verdade, perdoar é impossível se formos depender da nossa vontade e opinião. Mas está aí algo que se enquadra nos impossíveis que Deus ama tornar possível em nossas vidas, e isso só acontece quando escolhemos viver na dimensão do Espírito Santo, inteiramente dependentes da ação Dele em nós.

Por ser uma ação do próprio Deus em nós, para mim é inimaginável que alguém consiga praticar o perdão sem que Deus esteja na vida dessa pessoa. Devemos desmistificar o perdão. Ele precisa sair do campo do sentimento. Biblicamente, perdão é um mandamento. É algo que precisamos fazer, e pronto! Ao saber disso, eu decido ou não obedecer. Quando decido perdoar, o Espírito Santo me capacita para os passos seguintes.

Encontrar esse caminho tornará a nossa vida mais leve, saudável e produtiva. Milhares de pessoas se predispõem a contrair câncer, mesmo tendo uma boa dieta e praticando atividades físicas, porque a falta de perdão alimenta sua alma com veneno mortal que se espalha por todo o corpo. O diabo sabe, exatamente, onde e como nos atingir. Ele vai usar pessoas estratégicas para nos machucar e nos aprisionar numa vida de amargura. Só tem um jeito de vencer suas artimanhas. Entender que a batalha é espiritual, que a guerra não é no nível pessoal e estar preparada para perdoar mágoas passadas, presentes e futuras. Se os cristãos conseguissem encontrar esse caminho, desfrutariam da vida abundante que Jesus veio trazer.

Decidir não perdoar é matar-se aos poucos. É tornar-se prisioneiro de quem você não perdoa. Assim, você não tem meios próprios de exercer a justiça e nem permite que Deus faça a justa justiça Dele, pois o caso continua em suas mãos.

Perdoar é entregar pra Deus e não pedir mais de volta. Manter-se magoado, por mais justos que sejam seus motivos, lhe coloca num jogo em que você só perde. Não há, absolutamente, nenhum benefício em reter o perdão.

Quando retemos o perdão, estamos tomando para nós o controle da situação, e aí, não tem como Deus agir, pois estamos concorrendo com Ele. Perdoar é sair da frente e deixar que Deus trate a pessoa que nos ofendeu conforme a justiça Dele e não a nossa. Isso não se faz quando sentimos vontade, pois, naturalmente, nunca sentiremos vontade de perdoar. Isso se faz em obediência e pronto.

Não é que é fácil, mas é como qualquer decisão difícil que tem que ser tomada, e aí depois Deus nos trata de tal forma que o sentimento acompanha a decisão. O nosso problema é que queremos que aconteça o contrário: sentimento primeiro e depois decisão. Mas a dinâmica do Espirito é decisão primeiro e sentimento depois.

Uma sugestão que dou é que você escreva uma lista das pessoas que você precisa perdoar. Algumas, talvez nem estejam mais vivas, outras você não sabe o nome, mas coloque algo que identifique a pessoa. Fale para Deus o quanto doeu o que elas fizeram ou falaram. Entregue essa dor para Ele, pois não há nada que essas pessoas façam para reparar essa dor. Somente a cruz pode reparar. Por isso que Jesus morreu. Para carregar essa dor! Perdoar não é negar a dor, é entregá-la pra Jesus!

A dinâmica do perdão é essa: quando praticamos, entendemos que também precisamos ser perdoados por muitas pessoas. A prática do perdão é algo libertador. Você está com a chave que abre a porta das suas prisões. Basta usá-la.

Quando temos a percepção da batalha espiritual e de quem é o nosso real inimigo, fica mais fácil perdoar. As pessoas que nos ofenderam, apesar de serem humanas e falhas, muitas vezes, são marionetes nas mãos do inimigo para nos atingir. E quando caímos nessa armadinha, também nos tornamos marionetes dele. Não alimente raiva de ninguém. Entregue as palavras e ações que lhe machucaram aos pés da cruz! O diabo odeia tudo que Deus ama. O diabo odeia a mim e a você. A principal arma contra ele é nos nutrirmos do amor de Deus e perdoar quem nos ofendeu.

Devemos ver os acontecimentos da nossa vida com os olhos de Deus e numa dimensão espiritual. Nós erramos demais quando vivemos pelas emoções, pois elas estão corrompidas pelo pecado e nos induzem ao erro, ao engano. Por isso, a bíblia nos orienta a sermos guiados pelo Espírito Santo. Mesmo depois de convertidos, temos as nossas emoções que fazem parte da nossa carne. Elas não têm parte com o Espírito. Elas acionam as nossas vontades, as nossas dores e nos fazem justificar as nossas mágoas e achar que é até um mérito mantê-las em nosso coração. Devemos buscar o Espírito Santo para perceber quem é nosso inimigo.

Você já orou por quem lhe ofendeu? Já abençoou quem lhe persegue? Esse é um passo básico que está claro na Palavra. Não tem “mais, “mais” e menos, “menos”. Abençoar quem nos persegue é algo tremendo. O difícil é decidir fazê-lo! Abençoar essas pessoas não significa sermos hipócritas já que, no fundo, queremos que elas paguem pelo que fizeram e colham o que plantaram. Mas significa que nós não somos capazes de julgá-las com justa justiça e que também somos capazes de cometer os mesmos erros que elas. Significa confiar que Deus agirá na vida delas da maneira que ELE acha que deve e não da nossa maneira.

Entregue a Deus todas as palavras malditas que lhe disseram. Substitua as mentiras do diabo a seu respeito pelas verdades de Deus a seu respeito. Faça um diário com Deus. Sua comunhão com Ele lhe ajudará a não acumular mágoas, a obedecer prontamente, pois seu espírito estará bem alimentado. Você não precisa acumular dores e alimentar desespero. Então, recorra a Deus logo, e sempre que preciso!

Que Deus nos dê forças para fazer aquilo que já sabemos que tem que ser feito! Perdoar é um exercício de fé e obediência. Não é fácil, mas é necessário! Não perdoar é uma tremenda falta de discernimento espiritual que pode nos levar para muito longe dos planos que Deus traçou para nós. Quando obedecemos a Palavra de Deus, temos o Espírito Santo para fazer o impossível dentro de nós, inclusive nos capacitar a perdoar qualquer pessoa em qualquer circunstância, nos libertando de nossas justificativas e prisões.

LIÇÕES SOBRE O AMOR

30/03/2020 às 14h19

A primeira coisa que aprendi é que quando amamos alguém mais do que a nós mesmos, esse amor é doente…

Aprendi que quando temos medo da pessoa que amamos, na verdade não a amamos, mas a idolatramos.

Aprendi que eu decido se sou ferida ou não por aquele que diz me amar.

Aprendi que dizer “não” para quem amamos é um termômetro que mede a capacidade do outro de nos aceitar como somos. O “sim” sempre, é sinal de desequilíbrio e que a alma de alguém está sendo escravizada em detrimento do egoísmo do outro.

Aprendi que amar não significa ter que apanhar por causa dos erros da pessoa amada, mas deixar que ela cresça, assumindo as consequências dos seus próprios erros. O amor deve proteger a pessoa amada de tudo, menos das consequências de seus erros.

Aprendi que o amor é, e será sempre testado, para ser aprimorado ou para perder essa patente, dependendo de como nos saímos no teste.

Aprendi que é muito mais fácil do que se imagina alguém fingir que ama, e muito mais comum do que se pensa, alguém acreditar que é amado.

Aprendi que a pior forma de amar é quando a nossa dignidade não significa nada para o outro e para nós mesmos. Somos pisados, e mesmo assim, ainda encontramos justificativas para pensarmos que isso é amor.

Aprendi que nunca devo me compadecer de quem não quer mudar, e que quem um dia fez o meu coração sofrer, cooperou, sem saber, para que eu me tornasse uma nova pessoa.

Aprendi que Deus me fez livre, e não há legitimidade, nem mesmo numa relação de casamento, para que eu viva numa prisão.

Aprendi que o “sentimento” amor é, e sempre será, passageiro, mas a decisão de amar é eterna. Basta querer e se desafiar para tal, todos os dias.

Aprendi que o pior teste do amor tem relação muito mais com dinheiro e poder do que com sexo, é nesse momento que as pessoas se coisificam sem perceber.

Aprendi que devo escolher bem a quem decidir amar, que devo estar preparada para os testes e que se eu errar, será sinal de que ainda não aprendi o suficiente.

Aprendi, principalmente, que se eu decidi amar a Deus de todo o meu coração, entre erros e acertos, entre verdades e enganos, entre alegrias e tristezas, em todas as coisas, Deus opera para o meu bem.

O MEU PROBLEMA MAIOR SOU EU

24/03/2020 às 18h12

Eu tenho pensado sobre as dores e as dificuldades que cada um de nós enfrenta. Uns, com mais intensidade e durabilidade. Outros, com peculiaridades e outros, com generalidades. O fato é que sempre estamos enfrentando problemas. Então, fiquei a pensar onde está a raiz dos nossos problemas? Conclui que são duas faces de uma só moeda chamada PECADO.

A primeira face é o pecado que cometemos. Ele gera todo tipo de confusão e frustração, gera um afastamento de Deus e do próximo, e tem como consequência extrema a morte. Mas as “micro consequências”, às vezes, são piores que a morte, pois torturam a nossa alma e azedam os nossos dias. Para nos livrarmos dessa “face” precisamos reconhecer que somos pecadores e que não conseguimos nos libertar desse mal com as nossas próprias forças. Devemos reconhecer que não somos merecedores de perdão, mas que ele nos foi concedido, por graça, através de Jesus. Devemos confessá-lo e abandoná-lo para alcançarmos misericórdia e devemos nos manter longe dele para encontrarmos a verdadeira paz que só é possível num relacionamento real e íntimo com Deus!

A segunda face da moeda é o pecado cometido contra nós. Ele causa feridas profundas que, quando não são devidamente tratadas, infeccionam o nosso corpo e a nossa alma, nos tornando pessoas amarguradas, ressentidas e sem alegria. Esse problema só pode ser resolvido com a decisão consciente de perdoarmos quem pecou contra nós. Não existe outra receita. O perdão limpa as feridas e as cicatriza, tirando a dor, mesmo que não tire as lembranças.

Muitas pessoas estão cheias de problemas porque nem mesmo reconhecem a “moeda” do pecado em suas vidas. É preciso um espelho em sua frente para contemplar a realidade de sua vida caída e sem Deus. É preciso humildade para pedir perdão. É preciso o reconhecimento da graça abundante de Jesus e a abertura do coração para receber um perdão jamais merecido. Depois de devidamente perdoada, essa pessoa precisa livrar-se de suas feridas, perdoando quem lhes ofendeu.

Uma vida de pecados e feridas, jamais se libertará de problemas e é uma presa fácil do diabo, vivendo num engano e numa cegueira sem fim. Essa cegueira atinge qualquer pessoa, independentemente de seu status religioso ou de seu conhecimento bíblico. Ela se instala numa vida de trevas, de pecados ocultos e mágoas não resolvidas. Ela se estabelece num estilo de vida de orgulho!

Uma pessoa 100% perdoada e 100% perdoadora elimina de sua vida os problemas mais angustiantes e se mantém devidamente preparada para alegrar-se com as tribulações vindas de quem vive na contramão do mundo. Sempre que você se deparar com seus problemas, sugiro que se olhe no espelho e pergunte-se: há algum pecado que eu preciso confessar e abandonar? Há alguém a quem preciso pedir perdão? Alguém pecou contra mim e me feriu e eu preciso perdoar?

Estas são perguntas chaves cujas respostas podem abrir a porta de sua libertação e ser a solução para os mais terríveis problemas que lhe afligem hoje! Que Deus nos abençoe!

LIBERTE-SE DA DROGA CHAMADA AMOR DOENTE!

16/03/2020 às 09h07

Eu tenho visto o quanto o álcool, as drogas e tantos outros vícios destroem uma vida. Mas nada se compara ao que a co-dependência emocional consegue fazer na vida e na história de uma pessoa.

É o vício na pessoa que amamos de forma doentia, mesmo que não reconheçamos o lado doente da coisa e achemos que se trata apenas de um “amor incondicional”. Esse vício pode matar a alma e minar o futuro das próximas gerações. Acontece, frequentemente, no contexto familiar.

É comum e só aparentemente inofensivo na tão falada relação pais e filhos. Por ser uma relação tão singela, os envolvidos não se apercebem do erro que estão cometendo e do perigo que estão correndo.

Fazendo uma analogia, a co-dependência pode ser exemplificada como duas pessoas.

Uma está sentada numa cadeira que não tem um dos pés. A outra está no lugar daquele pé ausente, mantendo com as próprias mãos, o equilíbrio daquela cadeira para assegurar que a outra pessoa não caia. Se um desistir, o outro cai. Se quem está na cadeira pedir para quem está segurando sair, essa pessoa perde a razão de ser, pois ela passou a vida inteira naquela posição e simplesmente acredita que só serve para aquilo, mesmo que esteja, visivelmente, cansada e sobrecarregada.

Essa relação, na verdade, não é boa para nenhum dos dois, mas a dor da abstinência é tão grande, que ambos se mantêm aprisionados, mesmo com as chaves da cela nas mãos.

No final, é uma relação de amor e ódio, de barganha e de um egoísmo exacerbado, mas travestido de altruísmo. Talvez, para você que está lendo, tudo seja confuso.

Então vou exemplificar um pouco mais. Uma ordenança bíblica é que quando um homem casa, deve deixar pai e mãe, e unir-se a sua mulher, tornando-se uma só carne com ela.

Não é o abandono dos pais, mas eles deixam de ser prioridade e passam a ficar em segundo plano no cenário, e isso deve acontecer sem nenhuma culpa. Mas quando há co-dependência, isso não acontece, e as tentativas acabam trazendo muita culpa no filho e muita acusação por parte dos pais.

Normalmente pais, ou geralmente mães, que se dedicaram em extremo aos filhos, seja deixando de trabalhar fora para ficar com eles, sejam indo trabalhar fora para sustentá-los da melhor forma, sentem que os filhos têm uma dívida eterna e encontram um jeito sutil de cobrá-la.

Quando os filhos crescem e tomam suas próprias decisões, elas se veem no direito de interferir. Elas querem continuar cuidando deles como se fossem eternas crianças. Eles não gostam disso, mas se acostumam e veem as vantagens dessa situação, pois se não podem tomar suas próprias decisões, também não precisam se preocupar com as consequências.

Colocam a culpa na mãe ou pai co-dependente e continuam crianças de 30, 40, 50 anos. Estar nessa prisão não é fácil, mas torna-se um lugar conhecido, onde você não precisa amadurecer, e quando algo dá errado, você tem a quem culpar. Muito cômodo, não?

Quando os pais são acusados de culpados, sentem-se ressentidos e dizem a célebre frase: “eu fiz tudo pelo meu filho, e é assim que ele me retribui!?”. O amor doente tem os momentos de ódio interno e a vida se torna amarga.

Tudo isso, por causa de uma co-dependência emocional que nunca deveria ter existido, começou na infância e perdurou a vida inteira, destruindo a chance de cada um viver a liberdade e as fases próprias de suas vidas, assumindo suas consequências e festejando suas próprias conquistas.

O filho que consegue, à duras penas, casar e ter uma família, acaba transferindo para o cônjuge e para seus próprios filhos o mesmo amor doente. Então, o ciclo da co-dependência, gera suas novas vítimas que se transformarão em vilões ou, na verdade, oscilam a vida inteira entre esses dois papéis.

A paz de todos fica permanentemente comprometida, porque a felicidade e o senso de realização está no que o outro faz e não no que nós fazemos. Interessante que o casamento dos pais já se comprometeu no nascedouro, quando houve uma troca de valores e os pais viveram em função dos filhos e não estabeleceram o princípio de que o casamento é a base da família.

Muitos se divorciam, quando o ninho está vazio ou nunca se divorciam porque têm em comum a missão de resolver os problemas dos filhos que nunca amadureceram. Eles só têm esse assunto a tratar e nada mais.

Essa co-dependência mais forte entre mãe e filhos só piora com o aumento do divórcio. As mães se apegam aos filhos como único e verdadeiro “amor”, criam expectativas elevadíssimas do que elas irão receber em troca por terem criado os filhos sozinhas e passam a viver em função deles, mesmo quando eles já cresceram e têm suas próprias famílias.

O senso de significado delas é manter-se útil na vida deles e para isso, interferem na relação conjugal, na criação dos filhos, nas decisões financeiras, etc, tudo com a desculpa convincente de que: “eu sou sua mãe e abri mão de muita coisa por você e agora você não pode me ignorar desse jeito”.

Numa balança de cobranças, e numa opressão emocional quase que insuportável, as relações vão perdurando e causando mais dor do que prazer no dia a dia das pessoas envolvidas. Eu me canso só de imaginar, mas sei que quando a família não se estrutura de forma saudável, é exatamente isso que acontece. Quando um assume o papel do outro, é isso que se espera.

O pior é que esse vício ninguém enxerga e aqueles que percebem, raramente pedem ajuda, pois, apesar do mal que lhes causa, não conseguem nem imaginar suas vidas se esses problemas deixarem de existir, por isso não se esforçam para mudarem a eles mesmos ao invés de esperar que o outro mude.

Nessa roda vida que tem gerado morte dos sentimentos mais saudáveis planejados por Deus, alguém precisa se atrever a dar um fim. Isso significa pagar o preço da liberdade e de assumir suas próprias escolhas, arcando com as consequências. Confesso que nem a religião tem sido capaz de mudar tal cenário. É preciso muito mais que isso.

É preciso que os envolvidos experimentem o amor perfeito de Deus que promove a liberdade e não aprisiona ninguém.

É preciso que reconheçam seu pecado de idolatria, quebrem o altar que foi construído em suas casas onde cada um sobe e desce dele como lhe convém, causando tristeza e frustração.

É preciso aprender a abrir mão do controle daquilo que nunca esteve no seu controle de verdade.

É preciso até delimitar espaços, manter-se distante, descobrir o que é amor na perspectiva de Deus, perdoar-se a si mesmo pelo sentimento de posse e pelos prejuízos causados a tantas pessoas.

Perdoar a si mesmo pela covardia de não querer crescer. Buscar ajuda no AMOR perfeito que nos ensina a amar na dose certa, da maneira certa, amando primeiramente a Ele, depois a si mesmo e depois ao próximo!

Quer saber se você sofre desse vício? Faça a si mesmo duas perguntas: ” minha paz depende de alguém? A paz de alguém depende de mim?” Se, pelo menos uma das respostas for afirmativa, é possível que você sofra desse mal, travestido de bem!

UM SENTIMENTO CHAMADO CULPA

07/03/2020 às 11h44

A culpa é algo positivo a partir do momento em que sei o que fazer com ela. Esse sentimento nos invade quando reconhecemos que fizemos algo de errado, que feriu alguém, ofendeu a Deus ou nos prejudicou. A bíblia diz que devemos confessar as nossas culpas uns aos outros e orar uns pelos outros para sermos curados. Logo, carregar, sozinhos, nossa culpa é algo que nos torna enfermos na alma e até no corpo.

Ao morrer na cruz, Jesus carregou sobre si não só os nossos pecados, mas também os sentimentos que eles geraram em nós, como a vergonha e a culpa. Então, através da Cruz, podemos nos livrar do peso que ela nos traz e, através de um relacionamento com alguém de confiança, onde podemos confessar os nossos pecados e nossas vergonhas, colocando-os em oração diante de Deus, podemos ser curados.

Mas o que fazer com a falsa culpa? Aquela imposta por outras pessoas ou por nós mesmos, ou por ditaduras religiosas, mas que não foram geradas por algo que fizemos de errado aos olhos de Deus? Confesso que muitas pessoas estão mais doentes por carregarem uma falsa culpa do que uma culpa verdadeira. Traumas, palavras de maldição ditas por pessoas importantes no passado, acabam ecoando nos corações, que ficam encarcerados por esse sentimento diabólico e opressor, que ora paralisa ora enche suas vítimas de justificativas desnecessárias.

Geralmente, pessoas que convivem com manipuladores, são presas fáceis desse sentimento. A arma mais potente de um manipulador é impor uma falsa culpa na mente de quem ele manipula. Infelizmente, nem sempre podemos nos afastar desse tipo de pessoa, especialmente quando é parente, ou chefe no trabalho. Elas são de todas as idades, raças e religiões. Pode ser um pai, uma mãe, um cônjuge, um filho, um irmão, um patrão, um amigo, um pastor, enfim.

Não é fácil se libertar desse sentimento porque, normalmente, quem o planta em nós é alguém que amamos, com quem nos importamos e diante de quem, queremos a todo custo, sermos aceitos. É interessante que quem manipula sabe de tudo isso, que se transforma num “arsenal” em suas mãos.

Quando sabemos que não fizemos algo, não falamos algo, não somos algo que alguém nos diz que fazemos, falamos ou somos, e mesmo assim perdemos a nossa paz, estamos sendo vítimas da falsa culpa e precisamos nos libertar.

Esse sentimento é uma seta maligna que nos faz perder tempo e energia. A própria verdade dos fatos já deveria ser suficiente para nos absolver dela, mas, muitas vezes, ela está enraizada em nossos corações devido a culpas verdadeiras mal resolvidas do passado, ou devido a uma vida inteira sobrecarregada num relacionamento manipulador. Neste caso, não só a verdade é importante, como a renovação constante da mente, tendo pensamentos que sejam antídotos aos pensamentos que lhe aprisionam na falsa culpa.

Termino essa reflexão dizendo que Deus nos aponta o caminho para a libertação da falsa e da verdadeira culpa. A culpa falsa, podemos vencer pela nossa identidade em Cristo, ouvindo de Deus quem realmente somos e colocando a opinião Dele acima de qualquer outra. A culpa verdadeira, confessando e orando, e aceitando o amor de Jesus na cruz, onde todo o peso da nossa culpa foi, definitivamente carregado.

 

AMIZADE VERDADEIRA NUM MUNDO DE CONVENIÊNCIAS

28/02/2020 às 10h08

Se a sua amizade é por conveniência, você fará qualquer coisa para mantê-la, até ficar em silêncio diante dos graves erros de seu amigo.

Mas se a sua amizade é verdadeira, você fará qualquer coisa para ser amigo, inclusive confrontar os erros do seu amigo, arriscando perder a amizade por tentar ser verdadeiro amigo. Tudo parece muito filosófico, mas não é. É prático demais.

Você sabe o quanto a pessoa está errando, está perdida, está enganada, mas é confortável silenciar e fazer de conta que está tudo bem.

Sim, a conveniência diz que você não deve se envolver, que você, simplesmente, deve tocar o barco, se encontrar, descontrair, mas aquele a quem você chama de amigo não se corrige, não muda, e nem mesmo acha que precisa, porque o famoso “tapinha no ombro” não lhe falta.

O famoso “Deus te abençoe” não falta, mesmo num contexto vergonhoso de pecado e crueldade. Não faltam curtidas e mesa farta de comida, mas está em falta a sinceridade que pode salvar uma vida, uma história.

Sim, falta a franqueza, de conversar coisas profundas, falta a coragem de perder para ganhar. Uma amizade em que se evita falar a verdade, não passa de uma farsa.

Estamos vivendo tempos tão difíceis que já nem dá para saber o que é ser amigo, o que é ter amigos.

Vamos nos tornando apenas cúmplices sei lá de quê. Ninguém se conhece mais, os personagens saíram das telas de TVs e somos todos nós? Quem somos, então? O que é isso que se chama mundo?

Como conseguimos chamar alguém de amigo e não amá-lo o suficiente para corrigi-lo? Para dizer o que ele precisa ouvir para mudar, e não o que ele quer ouvir e continuar a mesma e lamentável pessoa?

Ainda quero acreditar que amizade serve para nos afiar, nos melhorar, nos evoluir como seres humanos. Não é apenas um cenário para tirar fotos e postar, não é apenas para rachar a conta de um restaurante com alguém.

Não é jogar conversa fora a respeito de terceiros. É falar de nossas lutas e encontrar apoio onde estamos acertando, e confronto onde estamos errando.

É travar uma batalha onde a verdade está acima de qualquer coisa e onde ela sempre vale a pena, ainda que a amizade acabe. Pois como descrever uma amizade baseada em mentiras, apenas em trocas de elogios como se tudo estivesse bem?

Não, não. Recuso-me a adaptar-me a essa modernidade onde temos tantos amigos, e ao mesmo tempo, não temos nenhum. Recuso-me a pensar que ser amigo continuarmos os mesmos, mesmo que isso nos faça tão mal e sermos aprovados quando os nossos atos deveriam assinar a nossa reprovação.

E quem consegue amar a esse ponto de nos reprovar? Quem ainda consegue amar e disciplinar? Quem consegue ser amigo de verdade num mundo de conveniências? Desafie-se a ser verdadeiro com seu amigo, e se a amizade acabar, na verdade o que acabou foi a farsa!

Provérbios 27:6 diz: ” Leais são as feridas feitas pelo amigo”

A SUTIL E PERIGOSA IDOLATRIA NOS NOSSOS RELACIONAMENTOS

24/02/2020 às 15h23

Deus sempre abominou a idolatria. Ele sabia que isso faria com que o homem perdesse seu propósito e comprometesse o seu destino. Portanto, a única forma de nos mantermos longe dela é desenvolvermos uma vida de adoração unicamente a DEUS! Mas isso não é uma tarefa muito fácil, nem mesmo para os maiores defensores das verdades bíblicas, pois nosso coração é corrupto e idólatra, naturalmente.

Se não nos curvamos diante de uma imagem, facilmente nos curvamos diante de nossos desejos carnais e diante de pessoas e projetos que consideramos a nossa própria vida. Logo, nos acostumamos com ídolos “inofensivos” e justificamos nossos atos, porque chamamos o que fazemos de expressão de “amor”.

Existem algumas frases que são muito comuns e que me causam espanto. Elas são sinais de que estamos idolatrando alguém ou alguma coisa. Vejamos alguns exemplos: “Eu não existo sem você”! “Minha família é tudo para mim “!” Não conseguiria viver sem meus filhos”! “Não imagino como seria minha vida sem minha mãe”! ” Meu pai é tudo para mim. Sem ele, eu morreria”! ” Meu esposo é tudo que eu tenho e jamais sobreviveria se ele partisse antes de mim”! ” Meu emprego é o que tenho de mais importante. A vida acabaria se eu fosse demitido”! “Sem exercer o meu ministério, não tem mais sentido a vida para mim”! Meus amigos são seres indispensáveis que jamais quero perder. Sem eles, eu não sou ninguém!”.

Eu tenho certeza que você já ouviu essas frases de alguém, e talvez, pronunciou algumas delas. Isso é tão humano que até admiramos a expressão desses sentimentos, especialmente quando partem de filhos aos pais e pais aos filhos. Logo, confundimos o “gostar deles e sermos gratos a eles” com o “não conseguimos viver sem eles” aí a idolatria entra em nosso coração em formato de um “amor” que consideramos legítimo e justificado e coloca a nossa alegria nas mãos de terceiros e não Daquele que deveria ser a fonte de nossa alegria e propósito.

Infelizmente, essa realidade é tão nítida que se manifesta quando vemos pessoas suicidando-se por causa do fim de um relacionamento amoroso.

Vemos mulheres entrando em depressão por causa de um divórcio. Vemos mães vegetando por causa da morte de um filho e filhos desajustados por causa da falta de seus pais. Quão terrível é dar o coração a nós mesmos e aos outros. Deus nos pede o nosso coração de forma tão amorosa, pois Ele sabe o quanto sofreremos se o entregarmos a qualquer outra pessoa ou missão que não seja a Ele mesmo. Deus nos pede além do coração, inteireza de coração. Ele não nos quer pela metade.

Fico pensando como esse conceito idólatra de que só somos felizes se tivermos tal coisa ou tal pessoa, tem até condenado vidas numa sentença que Deus não planejou para elas. Frases como: “Só encontrando um grande amor serei feliz”! “Só sendo mãe serei completa”! ” Só quando tiver minha casa própria e meu carro serei independente”! “Só quando eu tiver um emprego público estarei seguro”!

Então, confundimos os sentimentos e procuramos a felicidade, a plenitude e a segurança naquilo que é tão efêmero quanto a nossa própria vida! Todas essas conquistas são legítimas, mas jamais deveriam ocupar o lugar de Deus em nossas vidas, pois na verdade, é somente sem Ele que não podemos viver! Ele é o sentido da vida, ele nos enche Dele mesmo, Ele nos dá a segurança que não tem relação com um emprego estável ou com uma casa própria.

Você consegue perceber que idolatrar algo nos faz tão pequenos e falíveis quanto é o nosso ídolo? Você deve conhecer pessoas que tinham muito dinheiro, mas não resistiram ao câncer. Você pode lembrar de pais cuidadosos que não impediram que seus filhos morressem tragicamente.

Você pode ter ido a vários velórios de pessoas que deixaram casas e carros para serem motivos de confusão na vida dos que ficam. Quão tolos somos quando esquecemos de entregar a nossa vida por completo “Àquele que está sussurrando diariamente”: “Filho, dá-me o teu coração”?

Jesus desafiou os discípulos a deixarem tudo! Ele sabia que só estava disposto a fazer a vontade do Pai quem estivesse desprendido daquilo que é importante, para alcançar o que é fundamental.

Os relacionamentos, sejam eles familiares, eclesiásticos, fraternos ou profissionais, estão infectados por esse mal que tira Deus do altar. Durante quase 20 anos tenho trabalhado com aconselhamento, e o que vejo é que a idolatria em nossos relacionamentos está adoecendo as pessoas e fazendo-as tomarem decisões cujos frutos serão amargos.

Um exemplo clássico é um filho ter que escolher uma profissão contrária à vontade dele para não desapontar a vontade e o sonho dos seus pais o que é algo socialmente reconhecido como um valor, mas que tira aquele jovem do lugar que Deus quer, e o lança no lugar que os seus ídolos sonham.

Outro exemplo é uma mãe não viver a sua vida e interferir na vida dos seus filhos casados com o fim de continuar protegendo-os. Ela se expõe a todo tipo de enfermidade gerada por ansiedades e preocupações que não deveriam ocupar seu coração.

Os filhos tornam-se reféns de uma falsa culpa, pois mesmo adultos, precisam continuar fazendo a vontade da mãe para não a desapontar, e como única forma de agradecer o seu cuidado.

Outra situação é alguém doar-se por completo a outro, independente de qual seja a relação, mas com o fim de que a outra pessoa também seja capaz de fazer o mesmo, o que nem sempre ocorre, e gera uma frustração eterna pelo tempo e pela dedicação dispensada sem retorno.

O fato é que idolatrar alguém, sempre gera uma expectativa do que esse alguém pode fazer. Aí, discorreria um livro sobre o assunto e não seria suficiente diante dos desastres que esse tipo de sentimento pode causar, tanto no ídolo, quanto no idólatra, especialmente a manipulação das emoções e ações.

Depender de Deus não nos faz reféns Dele, mas verdadeiramente seguros de tudo que precisamos para vivermos e sermos completos nesta terra, independente das circunstâncias que nos aguardam.

Ele não é manipulado e nem controlado por quem o adora. Ele é soberano e nos ama com tanta perfeição que faz parte do seu tratamento nos frustrar de vez enquanto.

Ele também se alegra em nos dar pessoas e coisas, mas se entristece quando elas ocupam o lugar que deveria ser somente e eternamente Dele.

Deus tem saúde física e emocional e relacionamentos frutíferos e abençoados para nos apresentar, se nos desprendermos daquilo que insiste em competir com Ele.

Uma vida de adoração a Deus nos livra da mais sutil idolatria e nos faz amar e sermos amados na dose certa. Nos faz manifestar esse sentimento com equilíbrio e nos impulsiona a realizarmos a vontade de Deus, tirando a nossa própria vontade do altar do nosso coração.

Pois a vontade “Dele” é boa, agradável e perfeita. Ele não deseja nos tirar nada, mas nos manda colocar todas as coisas e pessoas em seus devidos lugares para encontrarmos a paz e a harmonia que Ele planejou para nós!

Se, com estas palavras, você foi confrontado e encontrou traços de idolatria em seus relacionamentos, é hora de pedir perdão a Deus, confessar seu pecado e receber Dele a liberdade que só a verdade consegue proporcionar! É hora de viver essa liberdade, sabendo quem é você, quem são as pessoas e quem é Deus!

É hora de destronar os falsos deuses a quem você serve há tanto tempo e entregar-se por inteiro Àquele que é O Senhor!

VAMOS FALAR DE GRATIDÃO?

19/02/2020 às 10h34

A bíblia nos manda agradecer a Deus por tudo e em tudo. É muito fácil agradecer quando coisas boas nos acontecem e muito fácil reclamar quando coisas ruins nos sobrevêem. Mas o desafio é agradecer em todas as circunstâncias. Gratidão quando coisas ruins nos acontecem não significa que estamos negando a dor, apenas estamos optando em continuar confiando que Deus não perdeu o controle, e o cuidado Dele também é real quando algo acontece diferente do que desejamos. O mais interessante da gratidão é que ela é uma decisão do coração. É uma escolha de olhar com os óculos de Deus o que nos acontece e esperar que tudo ficará bem, pois esse é o destino de quem crê!

Dê graças a Deus por sua vida, por sua família, por seu trabalho, por seus amigos. Celebre o cuidado de Deus até mesmo em suas perdas, onde há ganhos ainda desconhecidos por você, mas eles são reais, e só se revelam na vida de uma pessoa grata!

Viva cada conquista, cada derrota e cada espera com a certeza de que Deus tem planos maravilhosos que só são executados em seu coração, e podem mudar o ambiente da sua casa, do seu trabalho, dos seus relacionamentos.

Nada é mais estéril do que a ingratidão, a murmuração, a lamúria. Não negue a sua dor, mas decida olhar para o Deus que sustenta sua vida e lhe permite acordar todas as manhãs dando-lhe de presente um novo dia! Olhe para o que você tem e que dinheiro nenhum pode pagar, porque é fruto da graça e do amor de Deus por você! Não compare sua vida com a vida de ninguém. Não acredite que há vida perfeita, família perfeita. Apenas há pessoas que sabem lidar com os ônus e os bônus de suas próprias decisões e que preferem sentir o perfume e contemplar a beleza das flores do que se incomodar com as feridas causadas pelos espinhos.

Hoje, não peça nada. Apenas agradeça!

Amanhã, comece agradecendo e faça da gratidão o seu estilo de vida!

Deus lhe abençoe!

O PREJUÍZO DE TENTAR VIVER O NOVO E O VELHO AO MESMO TEMPO

07/02/2020 às 18h14

“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte do vestido, e fica maior a rotura”

Essas foram palavras de Jesus e gostaria de me ater exatamente a esse pensamento em sua essência para ilustrar o que, muitas vezes, tentamos fazer com a nossa vida. Há roupas, de tão gastas, que só servem para serem jogadas fora, mas, às vezes, insistimos em continuar fazendo remendos, talvez porque elas sejam nossa predileta ou foram presentes de alguém querido ou mesmo lembram um momento especial da nossa história. Não desmerecendo essas justificativas, mas nenhuma delas é capaz de tornar o tecido novo e preparado para ser costurado com um pano novo. Logo, a intenção não vai superar o esforço em vão. Tudo vai se desgastar, e o último estágio do vestido ficará pior, talvez inviabilizando o seu uso.

Trazendo para as nossas vidas, muitas vezes, nos apegamos a pessoas e a coisas de um passado que já está desgastado, que o tempo já se encarregou de deixá-lo sem estrutura para suportar qualquer ajuste, qualquer encaixe e qualquer adaptação com o presente. Mas insistimos porque, de alguma maneira, fomos envolvidos por sentimentos que nos fazem acreditar que ainda vale a pena. Porém, o perigo de comprometermos até o nosso presente, quando olhamos demais para trás, é iminente e real, igual a situação do tecido exemplificada por Jesus.

Fugimos de um presente intacto, pronto a ser vivido em sua plenitude, nos escondendo em histórias que nunca mais se repetirão, por melhores que elas tenham sido um dia. As pessoas mudam, as circunstâncias mudam, nós também mudamos. Por que insistir em carregar pedaços do passado e costurá-los com a vida presente, se o que pode acontecer é o “rombo” se avolumar, nos deixando sem o passado e colocando o presente em jogo? Há coisas novas a serem entregues em nossas mãos, mas perdemos tanto tempo segurando as coisas antigas, nos apegando a elas e renovando, insistentemente, sua data de validade, que não enxergamos algo completo que está a nossa frente, com cheiro de novidade do céu, com um pacote de novas experiências, novos sentimentos, novas expectativas e melhores resultados nunca experimentados antes. O medo do “novo” nos faz, muitas vezes, desviar-nos daquilo que mais sonhamos e pedimos.

Convido você a fazer as pazes com o seu presente, a abrir a porta para um futuro pleno e inteiramente novo, a despedir-se, de uma vez por todas, do seu passado, pois se ele fosse tudo isso que você pensa que é, nunca passaria. Convido você a agradecer pelas novas oportunidades, pelas novas pessoas, pelas novas coisas que, de forma completa, estão diante de seus olhos. A mistura do que era, do que seria, do que é e do que será, pode lhe causar prejuízos irreparáveis e pode lhe roubar a chance de receber de Deus vestes inteiramente novas, sem necessidade de remendos, de carregar velhas lembranças e velhas experiências que não podem mais ser requentadas, que precisam ser arquivadas para não corromper os presentes que você está recebendo HOJE! Vasculhe suas gavetas, desfaça-se do que não volta mais, jogue fora o que lhe leva a olhar para trás, lave-se do cheiro de naftalina, mude seu perfume, doe os objetos que lhe aprisionam no passado, celebre o presente e abra a porta para um futuro sem misturas e sem prejuízos!

O TEMPO

02/02/2020 às 12h35

Para muitas pessoas, o tempo é algo relativo. Às vezes, penso que para Deus, também. Ele diz em sua Palavra que para Ele, um dia é como mil anos e mil anos é como um dia! Nós ficamos reféns do tempo, pois, às vezes, queremos que ele pare, às vezes, queremos que ele corra. Porém, o nosso querer não muda o tempo. Ele, simplesmente, vai passar, e só quem vive a experiência, pode dizer se ele está demorando ou não.

Um exemplo disso é quando passamos por uma provação muito grande. Enquanto ela não passa, parece que o tempo está parado, nada acontece. Quando ela passa, achamos que demorou muito. Mas quem apenas nos viu passar por ela, costuma dizer: “sua vitória veio rápido”! Então, o nosso olhar para o tempo será relativo. Não são exatamente as horas que definem, mas os sentimentos e as experiência vividas nele que vão defini-lo como rápido ou demorado.

Outra situação é quando passamos por momentos maravilhosos ao lado de quem amamos. Férias em família, por exemplo. Queremos que o tempo pare e, de repente, ele passa voando. Mas quando chegamos no local de trabalho, alguém nos diz: “você quase não volta mais das férias! Demorou, hein?”

Não é estranho? Para uns, está demorando. Para outros, está passando rápido. Quem está dentro da experiência, vê o tempo de um jeito. Quem observa, vê de outro jeito. É por isso que Deus tem um tempo determinado para todas as coisas. Queira eu ou você acharmos que está rápido ou demorando, Ele se move numa dimensão diferente da nossa. Ele age no “Kairós” e não no “Chronos”. Eu posso exemplificar os dois “tempos” da seguinte forma: dezoito anos é a maioridade, em que um cidadão tem direitos e deveres, privilégios e responsabilidades. Pode tirar carteira de motorista. Mas, mesmo tendo esse direito, nem sempre, com essa idade, ele estará preparado para pegar um volante de um carro. As coisas de Deus não acontecem quando estamos na “maioridade” cronológica. Elas acontecem quando estamos maduros “Nele” para recebermos o que almejamos. Identificar quando estamos preparados é mais importante do que identificar quando estamos na “idade ideal”.

Hoje, eu convido você a viver na dimensão do tempo de Deus, a sondar os acontecimentos de sua história a partir da ótica Dele, a descansar Nele, acreditar que há tempo para todas as coisas acontecerem em sua vida e que a sua ansiedade não muda o relógio do céu e nem o relógio da terra, mas lhe mantém refém daquilo que deveria ser seu aliado, não o seu inimigo – o tempo!

MAIS IMPORTANTE DO QUE COMEÇAR BEM É TERMINAR BEM

20/01/2020 às 20h57

Muitos estão em busca da felicidade a qualquer custo. Acreditam que ela está na prosperidade financeira, na viagem dos sonhos, na saúde de sua família, num bom emprego ou numa posição social de destaque, nos bens que acumula, enfim. A urgência em conseguir isso e os meios que se utiliza para alcançar, acabam comprometendo o futuro dessas pessoas.

Mais importante que começar bem, é terminar bem. Mais importante que a largada é a chegada. Desprezar isso, tem feito muitas pessoas sucumbirem no caminho. Imagine que sua vida fosse dividida em duas partes: uma fase seria extremamente difícil, e a outra, extremamente compensadora. Qual delas você escolheria para viver primeiro?

Começar bem, não garante terminar bem!

As lutas do início podem significar o alicerce firme para sustentar o fim; e as alegrias de um início, podem significar a falta de firmeza para encarar as lutas do fim.

Imagino que seja bem mais fácil e rápido construir uma casa sem alicerce. Afinal, ninguém está vendo o alicerce e todos estão elogiando o acabamento! Mas esse fato compromete a vida de todos que nela moram.

Não é fácil e nem rápido fazer alicerces. Não são bonitos, não atraem olhares de elogios: “Nossa, que rocha linda”! Nunca ouvi alguém falar assim. Mas é essa rocha que sustenta toda a beleza e garante a vida de todos que moram na casa.

Importe-se muito mais com o que você faz para terminar bem. Ocupar-se com um resultado rápido e efêmero pode lhe custar a própria vida.

Conheço muitas pessoas que tiveram brilhantes começos e terminaram na miséria e na tristeza. Em contrapartida, conheço tantos outros que tiveram começos difíceis, mas colheram seus frutos, no final.

Só para lembrar: Jesus é a Rocha. Qualquer projeto que não esteja dentro da vontade “Dele”, está completamente comprometido quando vier a menor tempestade! Quer terminar bem? Valorize o alicerce e pague o preço por ele, mesmo que signifique não começar tão bem como você gostaria. Pois o importante é como você termina e não como você começou.