Revista Statto

REDUZINDO NÍVEIS DE ESTRESSE E ANSIEDADE COM A PRÁTICA DA ATENÇÃO PLENA (MINDFULNESS)

24/10/2020 às 10h04

Menos estresse, menos ansiedade, mais foco e concentração, mais relaxamento e paz. Quem não deseja sedentamente estes objetivos em meio a tanta correria e excesso de informação dos tempos atuais?

Mindfulness é uma técnica meditativa que tem sido cada vez mais estudada e difundida como tratamento coadjuvante no tratamento de diversos transtornos mentais.

Nada como diminuir o ritmo, mudar o foco e praticar mindfulness em meio a nossa rotina corrida. Não necessariamente precisaremos de uns 20 ou 30 minutos do nosso dia para praticar a atenção plena. Existem também exercícios curtos para serem praticados.

Quando tomamos consciência da nossa respiração e postura, podemos começar a nos sentir diferentes apesar da situação que estamos vivendo não ter mudado.

Diferentemente de outras épocas, hoje vivemos muito mais na mente do que no corpo. Desta forma, perdemos o contato com o corpo. Com a prática do mindfulness, passamos a prestar menos atenção nos nossos pensamentos.

Na terapia cognitivo-comportamental aprendemos que toda situação gera pensamentos, que geram sentimentos, que geram comportamentos e reações fisiológicas.

Na maioria das vezes nos prendemos aos pensamentos, ou seja, histórias que a mente conta. O objetivo da atenção plena é prestar atenção às sensações físicas que sentimos quando temos determinados sentimentos. Necessário se faz acalmar essas sensações físicas.

Ao sentir raiva, tristeza, medo, angústia, ansiedade, podemos tentar tomar consciência das sensações físicas que se apresentam ao invés de alimentar pensamentos. Quando acalmamos (relaxamos) nosso corpo, consequentemente acalmamos nossos sentimentos.

Algumas sugestões de exercícios breves de mindfulness:

Exercício 1: Tome consciência do seu corpo. Sinta o corpo todo, cada parte dele. Dos pés à cabeça. Mantenha essa consciência por um tempo. Observe também sua respiração durante este processo.

Exercício 2: Ande conscientemente. Observe seu corpo, preste atenção em cada parte.

Exercício 3: De vez enquando pare e pergunte-se: “O que a minha mente me diz sobre isso”? Talvez descubra que sua mente exagera situações, faz queixas desnecessárias ou repete ideias antigas.

Exercício 4: Faça mais devagar algumas atividades.

Exercício 5: Tome consciência da sua postura.

Exercício 6: Conceda às emoções negativas o tempo necessário.

Exercício 7: Tome consciência de tudo o que comer. Repare no gosto, textura, aroma. Coma mais devagar.

Exercício 8: Pare de pensar em questões que não pode resolver. Concentre-se na sua respiração e no momento presente.

Exercício 9: Ao conversar com alguém, afaste-se das opiniões ou histórias que costuma repetir a respeito dela. Interrompa esses pensamentos na sua mente. Não suponha saber o que ela pensa. Incorpore a curiosidade. Não julgue.

Exercício 10: Quando se sentir bem, conecte-se com essa sensação por algum tempo. Dê atenção às boas sensações. Onde elas se localizam no corpo? Tome consciência de que esse ponto existe e está disponível.

Exercício 11: Lembre-se de onde está. Este ato nos tira do transe em que muitas vezes mergulhamos. Estou na rua, na cozinha, no trabalho?

Exercício 12: Faça uma contagem regressiva de 60 a 1.

Exercício 13: Por alguns minutos entre em sintonia com sons e atividades do ambiente, sem julgar, por exemplo: Faça uma pausa e repare em vozes, passos, sons.

Estes e diversos outros exercícios podem ser realizados. Com a prática desses simples exercícios poderemos observar uma melhora muito grande nos nossos níveis de estresse, uma maior paz interior dentre outros grandes benefícios.

A prática do mindfulness vai ajudar a ficar no presente, momento em que a ansiedade não existe. Ela acalmará sua mente e relaxará seu corpo. Com a constância da prática você perceberá que a intensidade de sua ansiedade vai diminuir consideravelmente. A prática da atenção plena está ligada profundamente aos nossos pensamentos. Estar no momento presente indica estar afinado com o que está acontecendo: nossa respiração, um barulho, uma dor, pensamentos e etc.

QUANDO AMAR TORNA-SE VÍCIO – MULHERES E HOMENS QUE AMAM DEMAIS

09/10/2020 às 09h36

Quando relacionamentos afetivos são usados como droga;

Quando chamamos obsessão de amor;

Quando amar, ansiar por amor ou amar em si tornam-se vício;

Quando ficamos obcecados pelo parceiro e relacionamento;

Quando buscamos parceiros não saudáveis, doentios, não afetuosos e distantes;

Quando persistimos num relacionamento inacessível, insensato, e mesmo assim somos incapazes de rompê-lo;

Quando relacionamentos estáveis, calmos, saudáveis tornam-se sem graça;

Quando não se conseguimos sentir atração por homens agradáveis, gentis, seguros e interessantes…

Provavelmente estamos “amando demais”!

Muitos chamam este fenômeno de “amar demais”, outros de co-dependência afetiva. Segundo Norwood (1998), autora de “Mulheres que amam demais”, a dependência afetiva é vista como uma doença progressiva de comportamento, sendo uma dependência de relacionamento, de controle.

A essência dessa obsessão não é amor, e sim medo. Medo e ficar sozinha, medo de ser rejeitada, abandonada, medo de não ter valor. O amor é dado na esperança de que o parceiro cuide de seus medos.

Nos interessamos por homens ou mulheres que reproduzem conflitos que tivemos com nossos pais tentando ser bons, amáveis, prestativos em troca de amor, atenção e aprovação que eles não puderam dar devido aos seus próprios problemas e preocupações. Nossas necessidades emocionais não foram satisfeitas, nossas percepções e sentimentos foram negados e ignorados, ao invés de aceitos e legitimados.

Quando nos relacionamos desta forma evitamos concentrar a responsabilidade em nós mesmos. Tiramos a responsabilidade de nossas vidas e concentramos toda a nossa atenção no outro.

Quando nós tratamos e nos recuperamos, passamos a nos aceitar completamente, começamos a fazer escolhas seguindo novos padrões, que valorizam nossas vidas e promovam paz e bem-estar. Aumentamos nossa autoestima, auto aceitação, autoconfiança, auto respeito. Começamos a ser nós mesmos sem tentar agradar o outro, sem tentar aprovação e amor. Aprendemos a colocar limites.

Passamos a aceitar os outros como são, sem tentar modificá-los para satisfazer nossas necessidades. Cuidamos de cada aspecto de nós mesmos (valores, crenças, aparência, interesses, corpo, realizações). A serenidade e estabilidade passam a ser valorizadas acima de tudo. Todo conflito e caos do passado vão perdendo sua atração. Passamos a nos legitimar sem precisar de um relacionamento que nos de um senso de autovalor.

PENSAMENTOS ANSIOSOS: APRENDENDO A LIDAR COM AS DISTORÇÕES COGNITIVAS

24/09/2020 às 15h39

Que tal aprender a testar a veracidade dos nossos pensamentos ansiosos? Nossa ansiedade geralmente é o resultado de sentirmos ameaças que não são reais. Quando estamos ansiosos nós superestimamos o perigo e subestimamos nossa capacidade de enfrentá-lo.

Nossos pensamentos ansiosos são extremos, inválidos, irreais, distorcidos. Devemos tentar monitorar sempre que possível nossos pensamentos ansiosos negativos. Geralmente fazemos previsões catastróficas, ou extremistas, tememos algo que muitas vezes nem chega perto de acontecer. Necessário se faz que comecemos a diferenciar pensamentos de fatos. Precisamos ter provas para saber se o que estamos pensando é real.

Que tal nos perguntar se estamos chegando a conclusões precipitadas sem informações suficientes? Vamos parar e nos questionar a probabilidade de acontecer o que estamos prevendo? Podemos nos perguntar: E se acontecesse, o que de pior poderia acontecer? E isso seria tão terrível assim? Será que se fosse um amigo nosso passando pela mesma situação nós imaginaríamos que pudesse acontecer com ele o mesmo que estamos prevendo para nós ou para ele daríamos uma orientação diferente? Muito provavelmente nossa interpretação seria diferente.

Busquemos então, interpretações alternativas para as situações. Questionemos nossas regras:

Estamos estabelecendo expectativas irreais para nós mesmos?

Pensemos em situações/eventos e pessoas que nos deixam ansiosos.

Agora vamos mudar essas imagens mentais e transforma-las em miniaturas. Devemos parar para avaliar nossos pensamentos e substituí-los por pensamentos mais adaptativos para que consequentemente nossos sentimentos e comportamentos se modifiquem.

Pessoas ansiosas tendem a esperar o pior e ficarem apreensivas com a simples ideia de fazer algo que possa gerar desconforto.

Podemos enumerar as maneiras pelas quais a ansiedade interfere em nossa vida.

O que a ansiedade nos impede de fazer e de que forma ela nos incomoda?

Façamos uma lista citando de que maneira a nossa vida será diferente quando não sentirmos mais medo intenso.

Que coisas poderemos fazer?

Aonde poderemos ir? Como nos sentiremos?

Vamos anotar nossos momentos de ansiedade durante uma ou duas semanas. Sugiro que façamos pelo menos uma anotação por dia.

As coisas/ eventos geralmente não são tão trágicas quanto pensamos. A pessoa ansiosa frequentemente acredita na grande probabilidade de lhe acontecerem coisas ruins. A ansiedade afeta corpo, comportamento e pensamentos. Como aprendemos na terapia cognitivo-comportamental, toda situação gera pensamentos, que geram sentimentos e estes geram comportamentos e reações fisiológicas. Qualquer alteração em um desses fatores interfere nos outros.

Nunca se esqueçam: O que importa não é a situação que vivemos e sim como a pensamos/enxergamos/interpretamos.

COMO IDENTIFICAR PENSAMENTOS AUTOMÁTICOS

15/09/2020 às 08h47

Nós pensamos muito ao longo do dia! Você faz ideia de quantos pensamentos? Em média temos 70 mil pensamentos por dia. Isto é apenas uma estimativa. Este número pode variar de 12 a 80 mil pensamentos. Obviamente, na grande maioria das vezes não estamos conscientes destes pensamentos. Alguns pensamentos são automáticos, outros chegam a virar crença.

Para identificar nossos pensamentos automáticos, devemos observar o que passa pela nossa cabeça quando experimentamos sentimentos ou reações fortes.

Pensamentos aparecem em nossas mentes em formato de frases, imagens ou recordações.

Algumas perguntas podem nos ajudar a identificar nossos pensamentos automáticos. Entre elas:

O que estava passando em minha mente instantes antes de eu começar a me sentir deste jeito? (Antes de sentir: Tristeza, ansiedade, medo, raiva…)

  • O que isso diz a respeito de mim se for verdade?
  • O que isso significa em relação a mim, minha vida e meu futuro?
  • O que temo que possa acontecer?
  • 5- O que de pior poderia acontecer se isso fosse verdade?
  • O que isso significa em termos de modo como a (s) outra (s) pessoa (s) sente (m) /pensa (m) a meu respeito?
  • O que isso significa em relação à (s) outra (s) pessoa (s) ou às pessoas em geral?
  • Quais imagens ou lembranças tenho nesta situação?

Ao identificar esses pensamentos, podemos entender melhor nossas reações e comportamentos.

Na terapia cognitivo-comportamental aprendemos que toda situação gera pensamentos, que geram sentimentos (emoções), que geram comportamentos e reações fisiológicas. Esses 5 fatores estão interligados. Qualquer mudança em qualquer um desses fatores reflete nos outros. A forma como percebemos (interpretamos, pensamos) as situações pelas quais passamos faz toda a diferença.

Aprendemos a identificar nossos pensamentos na terapia e a trocá-los por pensamentos mais adaptativos. Percebemos que muitas vezes eles são distorcidos. Na ansiedade, por exemplo, tendemos a superestimar o perigo/ameaça e subestimar nossa capacidade de enfrentamento. Na realidade o perigo é menor, na maioria das vezes imaginário, e nossa capacidade de enfrentamento é muito maior.

Convido vocês a começar a praticar fazendo registros de pensamento. Escrevendo num papel as situações por quais vocês passam, o sentimento que gera e como vocês se comportam. E o mais importante: Tentem lembrar e escrever os pensamentos automáticos e respondendo às perguntas de identificação de pensamentos que listei no texto.

CASAMENTO CONTEMPORÂNEO: CONFLITOS E SOLUÇÕES

31/08/2020 às 09h05

Atualmente podemos perceber que ainda há uma grande idealização e uma visão muito romântica do casamento. A expectativa quanto ao parceiro a ao casamento é muito alta. Ocorrem frustrações, muitos se separam, depois vão para um outro casamento no qual se frustram também. A sobrecarga de funções desempenhadas pelas mulheres, a chegada de um filho, dificuldades financeiras, imaturidade, são alguns dos fatores que podem levar ao divórcio.

Quando um dos parceiros resolve “salvar” o casamento, muitas vezes consegue. Quando um dos parceiros muda a sua postura, a relação muda. Já atendi pacientes que estavam a um passo da separação, mas que a partir das reflexões nas sessões e todo um trabalho terapêutico, conseguiram reverter à situação. Claro que em alguns casos, os parceiros optam pela separação. Cada caso é um caso.

Podemos perceber a rotina desgastando muitas relações. Rotina é a repetição de uma conduta. Quando a rotina for mandar flores em datas especiais, dormir abraçado todas as noites, preparar o prato do parceiro, enviar mensagens de amor diariamente, por exemplo, então esta rotina é maravilhosa e até bastante importante como um cuidado com o casamento.

O problema é quando a rotina do cotidiano se transforma em hábitos ruins; quando as coisas ficam monótonas, sem graça, sem novidade. Buscar proporcionar mais emoção e romantismo até mesmo nos momentos indesejáveis, tais como: lavar, passar, cozinhar, pagar contas, dentre outras coisas. O casamento deve ser sempre cuidado. A rotina é inevitável, até mesmo porque o ser humano cria padrões, o errado é dar mais valor ao lado negativo da rotina.

Uma relação não está indo bem quando estar com o parceiro (a) não é mais agradável, quando as discussões se tornam frequentes, quando se sentem como estranhos, quando tudo que o outro faz desagrada ou quando o que ele faz é indiferente. Enfim, diversos são os sinais de que a relação não está indo bem. Isso não quer dizer que devam se separar. Este deve ser um alerta de que algo deve ser feito para que esta situação se transforme. Muitas vezes buscar terapia de casal é fundamental.

É sempre muito importante voltar ao passado e pensar por que fez esta escolha, como era no começo, o que o atraiu no outro. O diálogo e a mudança de postura são fundamentais. Se seu marido chegar em casa e logo correr para televisão para assistir à final do campeonato lhe dando apenas um beijinho, você deve apertar o botão “off” e acabar com seu divertimento? É claro que não. Um não deve tentar mudar o outro. Respeitar o espaço de um para ser respeitado. Importante buscar ajuda quando não consegue sozinho.

Muitos pensam em separação, mas quando o casal tem filho esta decisão costuma ser procrastinada. Há uma grande preocupação com o mal que estariam fazendo para seus filhos com a separação. Mas em casos onde a relação está num nível de violência, grande desrespeito entre os cônjuges, muitas brigas, intolerância e nenhum desejo de mudança, então a separação é mais benéfica também para os filhos.

Cabe ressaltar que a paixão com o tempo passa. A sensação do amor idealizado abre espaço para o amor maduro, trazendo consigo o respeito e o companheirismo. É natural que em alguns casos, os casais se separem por ainda buscarem o amor irreal. Muito embora seja questionável a existência de uma fórmula mágica, a solução para que a união perdure, vem com o cuidado que um tem pelo outro; olhar para o parceiro buscando o motivo que os uniu; a amizade e o companheirismo são fundamentais. As opiniões divergem, pois ambos tiveram criação e ambiente diferentes, mas o caso de respeitarem a posição um do outro, traz subsídios enormes para que o desgaste do cotidiano não interfira fortemente na relação. Nada acontece sem esforço até mesmo quando o assunto é o amor. Sendo assim, até mesmo ele exige trabalho, e trabalho sem o empenho correto talvez necessite de ajuda profissional.

Buscar ajuda costuma ser mais difícil, gera mais resistência. Permanecer na mesma situação é sempre mais fácil do que se esforçar para mudar. Embora ainda exista esta mentalidade a noticiais boa é que a busca por terapia vem aumentando bastante nos últimos anos e ajudado muitos casais em crise.

REDES SOCIAIS EM EXCESSO E SEUS PREJUÍZOS

24/08/2020 às 09h24

Estamos em uma época em que as redes sociais estão sendo cada vez mais utilizadas por crianças, adolescentes, adultos e terceira idade.

As pessoas de todas as idades vivem a maior parte do tempo conectadas, acordando e dormindo acessando a internet pelos seus celulares.

Vivemos um momento de excesso de informações, estímulos, grande imediatismo e dificuldade com frustrações.

Logicamente que tudo isso gera um impacto grande em nossas vidas. Ficamos com nossa atenção bastante prejudicada, apresentamos grande aumento de ansiedade, ficamos mais isolados, nosso rendimento escolar, profissional e relações interpessoais são nitidamente afetadas. Prejuízos grandes são percebidos na nossa capacidade de leitura, aprendizagem e execução de tarefas.

Estudos mostram que nossa capacidade de concentração está cada vez menor. Hoje nossa concentração média é de 3 a 5 minutos. E é sabido que quanto mais conseguimos nos concentrar, maior é o nosso desempenho. Conclusão: Estamos tendo nosso desempenho de fato bastante afetado em várias áreas de nossas vidas.

Os brasileiros são campeões mundiais em tempo gasto nas redes sociais. Ficamos em média 650 horas mensais conectados, sendo que o mês que tem 30 dias tem 720 horas.

Estamos apresentando uma necessidade constante de conexão, o que sem dúvida aumenta nossa ansiedade.

O uso abusivo de mídias sociais como Facebook, WhatsApp, Instagram, Snapchat, Twitter, dentre outros, faz com que a gente receba um excesso de estimulação e informação, o que gera ansiedade, agitação, impaciência, irritabilidade, alterações no sono, memória, esgotamento, dificuldade para relaxar e se desligar.

Nossa mente nunca foi tão agitada. A modernidade alterou o ritmo de construção dos nossos pensamentos.

Muitas vezes já acordamos cansados e com dificuldade de acalmar nossos pensamentos. Devemos tentar ficar mais no presente. Atualmente ficamos demais no futuro. Consultórios de psicologia e psiquiatria nunca foram tão procurados. As pessoas estão adoecendo em massa, precisando de ajuda e cada vez mais carentes de afeto e atenção.

Precisamos urgentemente ter momentos para desacelerar.

Estudos apontam para a necessidade de aprender a gerenciar nossos pensamentos, importância de fazer exercícios de respiração, exercícios físicos, meditação, ouvir músicas relaxantes, maior número de horas de sono, prática de atividades lentas e lúdicas, mudança de foco, atividades como pintura, desenho, coisas manuais, leitura sem pressa de livros, tocar instrumentos, contemplação e contato com a natureza, estipulação de horários para uso de redes sociais, celular e videogame e busca por atividades calmas antes de dormir. Na hora do estudo, o celular e todos aparelhos eletrônicos devem ficar desligados ou no silencioso, com a tela para baixo e de preferência em outro cômodo. Não se deve parar para olhar nada nem rapidinho.

Outra coisa que ajuda bastante na concentração é fazer anotações no momento da leitura da matéria. Deve-se escrever à mão ao invés de digitar, estudar em lugar tranquilo e organizado, usando marca texto. Tente afastar todos os pensamentos ansiosos. Se necessário pare cinco minutinhos, feche os olhos e respire lentamente em 3 tempos e solte o ar devagar pela boca em 6 tempos. Faça isso concentrando se na sua respiração e no momento presente. Fique no aqui e agora e passados os cinco minutinhos concentre-se apenas em seus estudos com todas as mídias digitais desligadas ou silenciadas.

Se achar que precisa de ajuda, se isto estiver sendo motivo de sofrimento e grandes prejuízos não deixe de procurar um psicólogo.

ESTRESSE, DEPRESSÃO, ANSIEDADE E EXAUSTÃO MENTAL: GRANDES VILÕES DA CONTEMPORANEIDADE

15/07/2020 às 09h58

Dentre alguns sintomas de estresse, depressão, ansiedade e exaustão mental, podemos destacar: Mau humor, irritabilidade, impaciência, desesperança, redução da vida social (Não querer ver pessoas), sensação de exaustão com facilidade (Diminuição da energia), mudanças no sono (Dormir demais ou insônia), mudanças no apetite, perda de interesse por coisas que gostava de fazer, dificuldade de concentração, perda de memória, apatia e problemas estomacais.

Podemos comparar o estresse a um funil. Neste funil escorre nossa energia e nossa vida, que vão se perdendo. Este é o funil da exaustão. O círculo do funil vai reduzindo, vamos abrindo mão de coisas e nossa vida vai se estreitando. Geralmente abrimos mão de coisas que nos revigoram, mas que não colocamos como prioridade em meio a uma rotina estressante e frenética.

Segundo Lazarus, a dinâmica do estresse se dá como um equilíbrio entre demandas e recursos, tanto externos quanto internos. Quando sofremos de estresse as demandas pesam mais, reagimos no piloto automático, sofremos antecipadamente a situações que interpretamos como ameaçadoras. Quanto maior for a quantidade de recursos que tivermos em nossas mãos, maior a probabilidade de reduzirmos e controlarmos o estresse.

O ideal é que passemos a interpretar as situações não mais como ameaçadoras, mas sim como desafios. Perceber que nossa capacidade de enfrentamento é muito maior do que imaginamos e que o monstro não é tão grande e poderoso assim.

Exercício 1: Sugiro que você pare e faça uma lista de coisas que te revigoram e outra lista de coisas que te exaurem.

Exercício 2: Reflita sobre como você pode restabelecer o equilíbrio entre as atividades revigorantes e desgastantes das listas anteriores. Coloque mais atividades revigorantes na sua rotina.

Exercício 3: Se você não puder mudar uma situação desgastante, tente estar plenamente presente e consciente enquanto a executa. Observe os aspectos difíceis do seu dia, suas crenças e expectativas sobre eles e reavalie.

Dedicar algum tempo para encontrar meios de reequilibrar a nossa vida faz com que possamos enxergar crenças ameaçadoras como meros pensamentos sem fundamento. Infelizmente é muito comum que as pessoas usem desculpas para não reequilibrarem suas vidas.

Precisamos cuidar da mente, corpo e espírito. Práticas como psicoterapia, avaliação médica (Medicação, se necessário), exercícios físicos, meditação/respiração são fundamentais para ajudar a reequilibrar e tratar o estresse.

Necessário se faz desacelerar, ficar mais tempo no momento presente. Estamos constantemente com nossos pensamentos voltados para futuro ou para o passado. Ficamos muito pouco no presente. Uma das melhores formas de colocarmos nossa atenção no momento presente é prestar atenção na nossa respiração. Pratique!!

MENSAGENS DE SERES DE LUZ PARA CONFORTAR CORAÇÕES NA PANDEMIA

20/06/2020 às 13h28

Saudações! Venho escrever para trazer um pouco de conforto para os corações de vocês.

Neste período de quarentena, tenho feito atendimentos online com Terapia Tradicional (Psicologia) e, também, atendimentos com Terapias Holísticas (Energéticas, quânticas, complementares). Gostaria de dividir um pouco do que tenho recebido, que conforta tanto a mim quanto a todos que atendo.

Em algumas terapias holísticas que atendo, acabo canalizando mensagens. Ou seja, enquanto estou enviando a terapia energética a distância para meu cliente, em algum momento acabo intuindo uma mensagem para ele. Neste momento, anoto tudo o que estou intuindo de olhos fechados enquanto envio a energia.

A questão da canalização é muito parecida com o que acontece nos centros espiritas kardecistas em sessões de psicografia. Mas no caso, acabo sendo intuída por algum espírito que está ajudando na cura energética do cliente.

São mensagens orientadas para ele, para a melhora das questões que ele passa no momento ou mensagens de conforto da equipe de cura que trabalha comigo nas terapias.

Posso receber mensagens de algum ente falecido? Posso. Mas não é o mais comum de acontecer. De qualquer forma, sempre falo para os que atendo, que essas mensagens que canalizo nas Terapias Multidimensionais (Cura Arcturiana e Terapia Multidimensional – Cura pelo Coração) não são a parte mais importante do tratamento energético. A mensagem é só um conforto.

A parte principal é toda energia que a pessoa recebe. Energia que alivia estresse, ansiedade, depressão, dando mais vigor, energia, desbloqueando energias bloqueadas, ajudando a expandir mais a consciência, harmonizando, equilibrando chakras e inúmeros outros benefícios.

Gostaria de dividir trechos que de mensagens canalizadas, falas que mais se repetem em várias terapias, e que acho que por serem mais generalizadas, podem confortar a todos:

  • – Alegre-se por estar vivo;
  • – Agradeça a cada respiração;
  • – Seja inspiração para os que sofrem;
  • – Ouça seu coração/intuição;
  • – Faça caridade;
  • – Não estão sozinhos nem desamparados;
  • – Não tenha medo;
  • – Tudo está exatamente onde deve estar;
  • – Coisas boas estão por vir;
  • – Estão sendo amparados um por um;
  • – Não perturbe seu coração;
  • – Contemplem o céu estrelado;
  • – Tenha uma vida reta, digna;
  • – Entregue ao Pai todas as suas aflições;
  • – Sorria mais, cante mais, desenhe, pinte.
  • – Cultive pensamentos elevados
  • – Neste momento muitos clamam pela presença de Deus Pai, mas poucos conseguem senti-lo verdadeiramente em seus corações;
  • – Fortaleça sua fé;
  • – Brilhe sua Luz, eleve sua vibração, vibre no amor e não no medo;
  • – Solte as rédeas, pare de tentar controlar tudo;
  • – Exale amor para si e para todos;
  • – O que faz seu coração vibrar ao acordar?
  • – Saiba o seu valor. Valorize-se;
  • – Use roupas claras;

E por último quero deixar um trecho maior de uma mensagem:

As pessoas têm medo da morte, mas não há a menor necessidade. A base de muitos medos que têm está num medo de finitude, de um desconhecido, de acabar. Mas esquecem que todas as noites quando dormem, vocês visitam o reino dos céus e se sentem muito bem lá. Muitas vezes querendo dormir mais e não acordar logo. Ninguém tem o direito de tirar a vida. Mas lembrem-se: O reino dos céus é maravilhoso. Não há mal nenhum em passar para o outro lado do véu. Não tema quando chegar a hora. Cada um retornará de onde veio. E saibam: É natural e não é ruim. A vida não acaba nunca. Ninguém deixa de existir. O fato de alguém desencarnar não deveria ser visto com tanta tristeza e pesar. É natural. É uma continuidade. Apenas têm aí o véu da ilusão e do esquecimento. Não há o que temer. É tudo natural e belo. Todos continuam a existir e tempos depois encarnam novamente. Confiem nos propósitos do nosso Pai Celestial e nas Leis Universais”.

Desejo a todos muita Luz, muita energia de Amor, muita saúde e Paz nos corações!

OS TRANSTORNOS MENTAIS POR TRÁS DO SUICÍDIO

18/06/2020 às 16h19

Os transtornos mentais por trás do Suicídio – Praticamente 100% dos suicidas tinham transtornos mentais, muitas vezes não diagnosticados, frequentemente não tratados ou não tratados da forma adequada. Ou seja, muitos suicídios poderiam ter sido evitados.

O suicídio mata mais do que homicídios e desastres naturais. Infelizmente as taxas de suicídio estão aumentando em todo o mundo. Todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão no mundo.

Este tema, que ainda é tabu, precisa ser cada vez mais falado.

Fatores como desemprego, crise econômica, mudança no padrão de vida, problemas financeiros, solidão, podem aumentar o risco de suicídio. Se a pessoa já tem uma predisposição como depressão, por exemplo, este risco aumenta.

Pedir ajuda é fundamental! Muitas vezes quando estamos deprimidos nos isolamos, evitamos pessoas, evitamos conversar sobre nosso sofrimento. Muitas vezes a família nem desconfia o tipo de pensamento que pode estar passando pela cabeça daquele que pensa em se suicidar e, que de fato, num momento de desespero em acabar com todo o sofrimento, pode cometer um ato sem volta.

Quando alguém pensa em suicídio é para matar a dor e não a vida. É uma tentativa desesperada de exterminar todo o sofrimento que sente. Por trás de um suicida existia uma pessoa que pedia ajuda, muitas vezes psiquicamente doente há tempos.

Os transtornos psiquiátricos em que as taxas de suicídio são maiores, são: Depressão, transtorno bipolar, alcoolismo, abuso/dependência de outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Sentimentos de desesperança, desamparo e desespero são bastante associados ao suicídio.

Fatos e inverdades acerca do suicídio:

Ficção: Pessoas que ficam ameaçando suicídio não se matam.

Fato: A maioria das pessoas que se matam deram avisos de sua intenção.

Ficção: Quem quer se matar, se mata mesmo.

Fato: A maioria dos que pensam em se matar, têm sentimentos ambivalentes.

Ficção: Suicídios ocorrem sem avisos.

Fato: Suicidas frequentemente dão ampla indicação de sua intenção.

Ficção: Melhora após a crise significa que o risco de suicídio acabou.

Fato: Muitos suicídios ocorrem num período de melhora, quando a pessoa tem a energia e a vontade de transformar pensamentos desesperados em ação autodestrutiva.

Ficção: Suicídios não podem ser prevenidos.

Fato: A maioria pode-se prevenir.

Ficção: Uma vez suicida, sempre suicida.

Fato: Pensamentos suicidas podem retomar, mas eles não são permanentes, e em algumas pessoas, eles podem nunca mais retornar.

A informação para prevenção é uma arma preciosa no combate ao suicídio. A família mais atenta também pode ajudar a salvar vidas levando o familiar ao diagnóstico de transtornos mentais e tratamento adequado.

REIKI – CURANDO PELAS MÃOS E PELO CORAÇÃO

05/02/2020 às 20h30

Muitos me perguntam o que é Reiki. Reiki é uma terapia milenar oriental, em que equilibramos os centros de energia do nosso corpo pelo alinhamento dos nossos chakras.

REI = Energia Universal, Força Cósmica.

kI = Força Vital, Energia Vital Individual.

Reiki é uma palavra japonesa que significa “Energia Vital Universal”.

O Reiki é uma das terapias alternativas/práticas integrativas reconhecidas pela OMS (Organização mundial de saúde). É um método natural de harmonização, equilíbrio e reposição energética. Ele dissolve bloqueios energéticos, promove relaxamento profundo, desintoxica, aumenta a frequência vibratória do corpo, renova a nossa energia, substituindo a energia densa (“doente”) pela mais pura energia que existe no Universo.

Reiki não está ligado à nenhuma religião ou seita. A energia Reiki nunca é negativa e a energia do terapeuta não é passada para o cliente. O terapeuta é apenas um canal para a energia Reiki fluir e ela é passada para o cliente por imposição de mãos.

Basta uma iniciação ou sintonização em um curso de Reiki I e auto aplicação de 21 dias, para que uma pessoa se torne reikiana e possa passar a energia reiki para pessoas, plantas e bichos. A técnica é simples e os benefícios são inúmeros. O tratamento atua nos níveis físico, emocional, mental e espiritual.

O Reiki não desgasta energeticamente o terapeuta, pois se utiliza da energia Cósmica (REI) e não da energia individual (KI). Quanto mais o Reiki for usado, mais energizado o terapeuta fica (30% da energia fica com quem aplica).

Mesmo que você não acredite em Reiki, ou em energia, independentemente de sua crença, a partir do momento em que você permite que o terapeuta aplique Reiki, a energia vai fluir e você perceberá seus benefícios. O Reiki pode ser aplicado também em bichos e plantas. As pesquisas mostram que eles apresentam grandes melhoras em relação ao grupo que não recebeu a energia. Bichos e plantas não sabem que estão recebendo Reiki, não precisam acreditar para que ela flua e traga incríveis resultados.

Há 17 anos atendo no consultório com psicologia. Há uns 3 anos comecei a aliar terapia cognitivo-comportamental à meditação mindfullness para casos de ansiedade, transtorno do pânico, estresse e depressão. Neste ano conheci o Reiki e me encantei. Fiz curso de Reiki até o nível 3A e desde que comecei a utilizar mais esta terapia como tratamento coadjuvante, pude observar uma enorme evolução no tratamento dos meus pacientes. Depois que experimentam uma vez, eles querem sempre. Até os mais céticos, que não acreditam em nada, depois que permitiram que eu aplicasse o Reiki, perceberam o fluir da energia, minhas mãos quentes, grande relaxamento durante a sessão e a melhora em suas vidas. Hoje trabalho também com mais 5 outras terapias holísticas.

Agradeço imensamente ao Mestre Mikao Usui e a minha mestra Danielle Vilela Paulino, que foi quem me passou o Reiki.

Gratidão!

PSICOLOGIA E ESPIRITUALIDADE

22/01/2020 às 08h57

Muitos psicólogos e abordagens de psicoterapia concordam que trabalhar o aspecto espiritual é fundamental no tratamento.

Espiritualidade não é religião nem espiritismo.

Espiritualidade é para os que prestam atenção à sua voz interior, ela lhe dá paz interior e leva a raciocinar sobre tudo e questionar tudo também.

A espiritualidade é tudo, é divina, sem regras, não segue preceitos de um livro sagrado, não se alimenta do medo e sim da confiança e da fé.

Descubra o que lhe proporciona paz e serenidade e reserve algum tempo para esta prática.

Aprender a abandonar o medo (todos os “e se”) e o desespero (todos os “se ao menos”) e substituí-los por pensamentos positivos sobre sua vida. Solte as rédeas! Confie!

Trabalhar espiritualidade requer disponibilidade e não crença. Requer também que você adote alguns lemas, em forma de declarações a si mesmo para mudar velhos padrões de pensamento e sentimentos. Acreditando ou não numa força maior, declarações podem mudar a sua vida. Crie seus próprios lemas e os repita silenciosamente, ou em voz alta. Por três minutos olhe no seu espelho e diga em voz alta: “(seu nome), amo você e te aceito exatamente como você é”.

Afirmações positivas têm o poder de acabar com pensamentos e sentimentos destrutivos, mesmo quando a negatividade vem de muitos anos.

Exemplos de outras afirmações:

Estou livre da dor, da raiva e do medo;

Gozo de paz e bem-estar;

Todos os problemas e conflitos agora se vão: Estou sereno;

Eu esqueço toda a dor do passado;

Estou livre e com muita luz;

Sou abençoado.

Deus me dê a serenidade para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que posso e sabedoria para distinguir a diferença.

Desenvolver a espiritualidade é necessário porque sem isso é praticamente impossível deixar de dirigir e controlar, passando a acreditar que tudo dará certo como tem que dar.

A prática espiritual acalma e ajuda a modificar sua perspectiva: de vítima você passa a ser fortalecido. É uma fonte de força durante uma crise. Passando a ter acesso ao alimento espiritual, sua vida e sua felicidade passam a estar mais sob seu próprio controle e menos vulneráveis aos atos de outras pessoas.