Revista Statto

COMIDA: UMA PITADA DE DRAMA E REFLEXÃO

06/10/2020 às 09h45

Eu na busca de mim mesmo

Encontrar-me a onde me perdi

E caminhar para o caminho que sentir

Não há como voltar atrás, até porque lá não estarei

Eu estou bem aqui, nem lá ou cá

É no aqui que eu posso me encontrar

Na ação e no pensamento…

O desejo nem sempre é o melhor

O melhor é o que não te faz mal

Logo, o desejo pode ser traiçoeiro

O sentido disso tudo passa a ressignificar quando se começa a encontrar a essência

A essência daquilo que te cabe

Daquilo que te alimenta bem

Do entendimento de que não há porque sofrer por aquilo que não nos veste mais, porque no fundo deve ser ego, talvez resistência à mudança…

Se existe amor próprio, por que há de doer ao extirpar daquilo que te fere?

SOBRE SENTIR MAIS E RACIONALIZAR MENOS

06/09/2020 às 11h44

Dependendo de cada indivíduo, uns conseguem sentir mais, e outros parece que precisam racionalizar tudo para talvez posteriormente sentir.

Mas o que seria sentir mais?

A princípio, é bem fácil de entender, é apenas se permitir sentir, é ter uma sensibilidade de perceber, mas sem precisar ficar racionalizando tudo.

O que seria racionalizar?

Principalmente em termos afetivos e de entender sentimentos, racionalizar seria querer ter uma resposta para tudo, e isso gasta uma baita energia, seria mais interessante aceitar o que é, ou seja, aceitar as coisas como elas são, isso te consome menos energia, e quem sabe as respostas viram de uma forma mais natural, e com o tempo. E isso não seria ser passivo com a vida, seria algo mais com parar de brigar contra a maré.

Não digo que não devemos buscar, eu acredito que é fundamental, mas sendo mais específica, nos casos que por algum tempo anda se buscando respostas para si, mas ainda não encontrou exatamente a resposta ou até conseguiu chegar perto de uma conclusão, mas não ainda lá, está tudo certo, talvez ali seria o lugar certo que deveria parar no momento.

Aceitar que nem sempre precisamos entender com a mente, mas compreender no sentido de sentir também trazem respostas. Perceber isso, já ajuda a dar um passo para a frente, ao invés de estacionar numa busca talvez inalcançável no momento.

Agradecer pelo que se é hoje e suas transformações, pelo que já foi, pelo presente momento em que se vive e pelas coisas que se têm, em especial pela saúde, ajuda a trazer a fluidez da vida, eventualmente, uma pequena transformação possa se sentir viva dentro de si.

Por fim, acredito que sentir mais e racionalizar menos, dá um sentido mais amplo para a vida quando se permite, aceita e agradece.

SOCIEDADE E SUAS MAIORIAS, MAIS OS “ANORMAIS”

01/07/2020 às 09h03

Busquei por dois conceitos no dicionário sobre a palavra anormal, e encontrei os seguintes significados:

Primeiro: “Que foge ou se afasta das normas e dos padrões”;

Segundo: “Irregular; contrário ao que é normal, habitual, regular”.

Fiz isso para poder ir além do meu entendimento de PRECONCEITO!

Seguir um PADRÃO em quesitos de projetos, planejamentos, objetivos e metas muitas vezes são de extrema importância, o que por outro lado, essa palavra em outros contextos pode significar rejeição para muitos.

MAS QUAL SERIA ENTÃO ESSE CONTEXTO?

Condições da aparência, como por exemplo: o peso, a altura, o cabelo, a cor de pele, sabemos que existe um padrão de beleza no mundo, e quem não tem esse padrão, uma vez ou outra acaba sofrendo algum tipo de constrangimento, indo um pouco além, alguns podem até sofrer psicologicamente com isso. Mas não são somente esses exemplos citados, temos também a questão dos idosos, pessoas portadoras da síndrome de down, pessoal LGBTI, pessoas com deficiência física, entre outros.

Esses grupos são com certeza a minoria, que costumam serem classificados na sociedade como “anormais”, e devido a sua “anormalidade” na maioria das vezes são recebidos com olhares diferentes, o que gera um constrangimento a pessoa.

Nesse sentindo, voltando ao segundo conceito citado no começo do texto sobre a palavra anormal: “Irregular; contrário ao que é normal, habitual, regular”. Hábitos como condutores de automóveis estacionarem em vagas para cadeirantes, mulheres com uns quilos a mais sendo taxada como mulheres feias, avôs e avós sendo mal tratados, por vezes sendo até mesmo indivíduos sendo da própria família, negros tendo sua capacidade moral e intelectual sendo questionadas, apenas por serem negros, pessoas com síndrome de down sendo vistas com olhos de pessoas assustadas, homossexuais sendo agredidos, pelo sentimento de ódio, e até mesmo sendo mortos. Isso seria o que?? Normal?!

Chego à conclusão que essas ATITUDES são muito mais anormais do que classificar pessoas como anormais, pois sabemos que isso soa e muitas vezes de fato é um preconceito!

Para quem sofre o preconceito não é nada legal, é por isso que existem os movimentos de cada grupo para combater todo tipo de preconceito.

Porém, infelizmente eu acredito que essas lutas serão eternas, pois a maioria sempre será vista com olhares diferentes. Torço por uma sociedade mais tolerante e menos hipócrita!

Portanto, pensem bem antes de falar que alguém não é normal somente porque não está no seu padrão de visão de mundo, anormal é o seu preconceito, que fere o seu próximo com palavras ditas!

“Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo”

QUAL O SENTIDO DA VIDA?

20/06/2020 às 10h49

Para quem não me conhece muito bem, costumo assistir palestras no centro espírita Kardecista, prefiro não me rotular como espírita, pois acredito que Cristo veio para ensinar, e não para deixar uma religião, mas, sem dúvidas, a doutrina espírita foi a que eu adotei como filosofia de vida, na qual busco seguir na prática. Em 2018, em umas das palestras foi marcante para mim, pois me lembro de ter tocado além da minha mente, também tocou meu coração!!

Não venho falar sobre religião, mas venho passar um pouquinho da mensagem que felizmente recebi naquele ano, e que fez muito sentindo para mim.

Muito se fala em conquistar a felicidade, mas muitos se perguntam qual o sentido da vida. A maioria ainda questiona o vazio existencial, pois muitos não entendem o porquê estão passando por determinada situação.

Uma coisa muito obvia, mas que ainda confundimos, a felicidade na qual todos nós buscamos não estão em bens materiais, você pode ter o carro do ano, e ainda assim sentir um vazio a ser preenchido.

O seu ego pode ficar contente, por você ter o emprego que muitos desejam, mas sua essência pode estar triste por isso não fazer seu coração vibrar. A felicidade de fato não está na conquista imediata de algo, ainda mais se for a material, esses são momentos alegres, felicidade mais sólida talvez seja mais sobre você cair e levantar todas as vezes que for necessário, e assim continuar a percorrer seu caminho.

O vazio existencial existe porque não enraizamos ainda de fato nossos reais valores dentro de nós, o ego busca no externo, a essência busca no interno. Citado um exemplo na palestra: imagine uma esfera, na qual no centro dela tenha um pedaço de caroço de azeitona, esse caroço é sua essência, ao redor da esfera existe esse vazio existencial.

Cada vez mais que você trabalha para expandir sua essência, esse caroço de azeitona aumenta, ou seja, você vai preenchendo esse espaço vazio, ele não volta ao seu tamanho original, mas ele ao mesmo tempo em que se expande, pode contrair, vai conforme suas atitudes e pensamentos.

Como posso expandir minha essência?

Não é só ajudando as pessoas mais carentes, mas também ajudando aquele que está mais próximo de você, uma mãe, um pai, um irmão, pois não foi por acaso que nascemos na família na qual nos encontramos, muitas vezes pedimos para nascermos nela.

Não é só a ajuda com alimentos e vestuários, é DOAR seu sorriso, seu tempo, seu bom dia com alegria, suas experiências, dizer o quanto você ama alguém, dizer que você perdoa alguém, perdoar a si mesmo, dizer para aquela pessoa que você gosta o quanto ela é importante na sua vida.

É aceitando o que não temos o poder de mudar, e ao em vez de reclamarmos, por que não agradecermos?! Que a nossa evolução aqui na Terra seja feita com positividade. Que sejamos úteis, e não fúteis, que possamos transbordar nossa essência – a compaixão – para com os outros, porém, que esse amor seja para conosco mesmo em primeiro lugar. Não podemos dar amor, sem nos amarmos primeiro.

Que sejamos pessoas maravilhosas não somente dentro de uma missa, culto ou palestra, pois ali é fácil, que sejamos pessoas extraordinárias ao passarmos pelas nossas dificuldades, que possamos realizar caridade sem olhar a quem, e sem querer nada em troca – pois essa é verdadeira caridade -, de olharmos os outros não somente com a nossa visão social, mas que possamos enxergamos com os olhos do coração!

Mas afinal: Qual é o sentido da vida?

Nós é que damos sentido a ela, afinal, Deus criou essa Terra para nós, 200 mil anos de nossa evolução constante, e temos várias histórias de pessoas que comprovam que, por exemplo, o dinheiro não é nada se você possui seu vazio existencial.

Pergunta: Qual sentido você tem dado a sua vida? Mais focado no seu ego ou na sua essência?

Sugestão: Tenha seus valores bem definidos, se possível, os hierarquize, e utiliza-os para suas tomadas de decisões, isso te ajuda a afastar-se de tomadas de decisões erradas, pois ele te afasta do ego, e busque meditar!

Finalizo com uma imensa gratidão a Deus, aos meus mentores, anjo da guarda e ao Universo!

O BEM COMUM

25/05/2020 às 09h01

Antes de tudo, faço a pergunta: como pode ser visto o bem comum? Pode ser entendida não como uma forma de distribuição de riquezas a todos, mas sim de o Estado proporcionar a dignidade a cada cidadão para poder ter condições de ir em busca de seus bens matérias e suas outras realizações. Existe sim a luta e a responsabilidade de cada indivíduo para obter essa conquista, por outro lado há também o dever do Estado criar ocasiões favoráveis para isso acontecer e investir em novas oportunidades para melhorias contínuas. Afinal, existe sim um elo entre um e outro.

Em situações atuais do país entre brigas, intrigas, e muitas chamadas fake news, de um lado fulano, e do outro lado cicrano, mas em que momento de fato foi visto o lado mais “fraco”, e quem efetivamente está buscando os interesses da massa, sem colocar seus próprios interesses acima?!

Um inimigo invisível fez com que todos nós, sem exceção, enxergarmos e revisamos nossas extremidades de forma mais forçada, nossas virtudes e nossos vícios, o que nos é escasso e o que nos há de excessos. Intolerância, desrespeito e imprudência, nos mostram como somos meramente seres imperfeitos, na qual alguns fazem questão de permanecer assim, mas que outros em sua humilde busca por algum caminho a sua melhora como indivíduo, e não permanece somente no crescimento pessoal, mas também envolve a capacidade de se tornar um melhor cidadão, pois uma ligação pode puxar a outra, pois um indivíduo mais consciente de si mesmo, possivelmente pode enxergar o seu semelhante de uma forma mais humana, um olhar quem sabe talvez mais justo ou empático.

Debates existem para se ampliar olhares, e chegar à conclusão de quem é o certo e quem é o errado ou também para se chegar a um denominar comum. É lamentável, cujo, os debates no momento deveriam ser prioridades mais sobre como levar um bem comum à sociedade, e não só para esse momento, mas para momentos futuros, visto que milhares de pessoas brasileiras vivem em precariedade do básico. “A transparência” virou um jogo Ping Pong, na qual, somos uma plateia que balança a cabeça de um lado e para o outro. Mas do que adianta saber “a verdade” se não existir uma ação posterior para modificar a situação errada?  Sem isso, “a verdade” então só passará a servir como um arquivo morto.

Contudo, é obvio que virão muitas consequências graves durante e pós-pandemia, mas que por outro lado também possamos ter aprendido a olhar o outro com mais essência do que somente estatísticas. Que os caos se transformem em ordem!

Fica uma frase para reflexão do Voltaire: “somos todos iguais como homens, mas não somos iguais na sociedade.”

Para informações mais intrínsecos sobre o bem comum: http://estadodedireito.com.br/o-que-e-o-bem-comum/

 

ASSUMIR AS RESPONSABILIDADES DA SUA VIDA

22/05/2020 às 09h12

Por poucas ou diversas vezes, nós acabamos justificando as nossas errôneas atitudes, através de outras más ações das pessoas, o que nos descaracteriza da responsabilidade pelos nossos atos, e ter essa falsa crença não faz você se questionar, sendo assim não te faz evoluir, porque todos os seus erros serão de responsabilidade dos outros, e não de fato seu. Quem nunca cometeu esse engano? Eu já.

Conforme, a frase do filósofo Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Ao sofrermos um afronto, por exemplo, temos a tendência de seguirmos nossos impulsos, ou seja, agiremos de forma primitiva, e esquecemos que temos um intervalo de tempo entre o estímulo e a resposta, que é a nossa liberdade de escolha, com isso podemos reagirmos através da nossa razão, deixando de lado nossas emoções.

ESTÍMULO ————— LIBERDADE DE ESCOLHA ————-RESPOSTA

Muitas pessoas irão questionar, mas como é possível deixar de lado esse impulso e ter realmente essa liberdade de escolha? Se autoconhecendo, você tendo a consciência de do que te faz estar inseguro, do que faz estar com medo, entre outros, você poderá identificar mais rápido quando essa emoção está para vir dentro de você, e terá o poder de desviar esse pensamento sem dar uma resposta por impulso, naquele momento você conseguirá pensar no seu valor baseados em seus princípios. Faz sentido para você?

Se você ainda não se viu tendo esse autocontrole, porque você é muito nervoso, por exemplo, te digo que isso é apenas um rótulo criado por você ou até mesmo por pessoas do seu ambiente, e que você adotou para si, contudo, posso te afirmar que você está apenas em um estado de nervosismo, e que você não é nervoso, não é questão de ser e sim estar, e você pode mudar isso. Você identificando o que te deixa bravo, você poderá trabalhar em si para melhorar, requer pratica e persistência, e não desistir na primeira falha. Faço a pergunta novamente para você, fez sentido agora?

Em uma conversa com um amigo ele me disse: “Você perdendo a razão, literalmente te faz perder a razão”. E eu concordo plenamente com ele, se você perde seu controle sobre suas ações, por mais que você esteja certo, você acabará perdendo a sua razão no final.

FELICIDADE EXIGE ESFORÇO

30/04/2020 às 08h37

Quando eu li a frase de que a “felicidade exige esforço” no livro do autor Mark Manson em A sutil arte de ligar o foda-se, eu não tinha compreendido muito bem na hora o que ele queria dizer.

Após ler o livro por completo, pude perceber que uma das coisas que ele quis dizer é que todos os dias nós iremos ter algum tipo de: pensamento, sentimento, ação e/ou reação negativa, e que irão acontecer dentro da gente, e que isso se expressará no externo de alguma forma, caso não for resolvido, como por exemplo, em formas de tensão, ansiedade, irritabilidade, dores crônicas, bruxismo, entre outros. E ter esses aspectos negativos dentro da gente é normal, todos nós temos, e sempre iremos ter, algumas vezes com menos outras com mais frequência, contudo, quem alimenta por excesso por longa datas a esses aspectos negativos se sujeita a uma vida emocional com maior instabilidade, e é nessa parte que eu acredito que Manson quis dizer em seu livro que a nossa “felicidade exige esforço”.

Você não tem opção de escolha quando está se sentindo mal do emocional, você sente isso, e ponto final. Não devemos nega-las, mas sim, podemos percebê-las em como sentimos em relação a nós mesmos e também para com outras pessoas, e assim, você pode notar que tem o poder de decidir de sair desse desconforto emocional ou não, no entanto isso demanda várias tentativas, dedicação, autoanalise, e muita paciência com a sua pessoa.

Ainda nesse sentido, mas por outro ângulo, na maioria das vezes quando estamos na busca de algo muito importante para nós, primeiro desejamos, temos a visão do lado bom, e sentimos a boa sensação da conquista do almejado, mas geralmente pensamos com pouca intensidade na caminhada que precisará ser percorrida, e será nesses momentos na qual iremos encontrar o nosso ponto ápice de nossas resiliências, pois a trajetória usualmente é a longo prazo, e por isso a busca acontece todos os dias, e se pararmos, a conquista fica estagnada, mas tudo bem também se dermos um tempo, além do mais, poder parar em certos momentos pode trazer benefícios. Como uma barra de download, cada ser tem a sua velocidade e o seu tempo para concluir seu objetivo. Dado um passo, você já não estará mais no mesmo lugar, e isso é um grande avanço.

Podem parecer óbvias demais questões a respeito sobre felicidade, sobre como ser ou não ser, porém, na prática pode não transparecer tão claro assim. Temos a opção de escolher aquilo que nos faz bem (pessoas/lugares/situações), ou seja, temos o livre arbítrio de excluirmos aquilo que não nos soma, temos o poder de escolha todos os dias de repensarmos e mudarmos nossas crenças. Entretanto, por que simplesmente mesmo sabendo de tudo isso, em certas ocasiões optamos por permanecermos exatamente nos mesmos lugares, as mesmas pessoas e mesmas situações?!

HÁ QUEM NECESSITA ESCREVER

21/04/2020 às 10h52

De fato, ela existe! Podendo ser considerada como uma arte.

E talvez seja, por que não?! A utilidade de escrever acaba se tornando uma arte.

A arte de se expressar em palavras escritas.

A necessidade de transcrever o que se passa no mundo de um ser humano.

Para que assim, seja possível tentar entender e obter respostas subjetivas ou até mesmo objetivas em palavras escritas, apagadas e reescritas.

Quem dera ser simples assim obtermos respostas que por muitas vezes parecem ser incógnitas, mas já é um passo a frente, sempre é!

Escrever pode ser um ato de impulso, um ato pensado, um ato por espontaneidade, na qual te faz instigar sobre querer saber mais, ora por suas particularidades, ora sobre tudo!

Tem também o efeito de não se sentir só consigo mesma, ou seja, é um bastar consigo mesma, no ato, existe um abraço, um envolvimento de emoções.

Navegar e levar um barco que somente pode ser conduzido por mim, diante de boas ou más marés.

Conhecer nosso barco não é fácil, tem vários cantos, e inúmeros equipamentos a serem manuseados, que por muitas vezes desconhecidos.

Como saber usar tudo da melhor forma? Como saber usar na hora certa o veleiro, ou melhor, em que posição deixa-lo quando a tempestade vier? Como aprender manusear algo que nunca foi explorado antes?

E assim, pode ser debatida de uma forma metafórica nossas vidas.

Quantas marés ruins teremos que passar para progredirmos até a onde queremos chegar?

Nessa vida é impossível chegarmos à perfeição, contudo, temos a busca de nossa evolução, na qual cada um tem o seu grau, um progresso individual para um melhor eu, logo, um melhor coletivo.

Na solitude, eu me descubro cada vez mais sobre meu barco, e nessas descobertas muitas vezes caíram poços de água, mas foi e ainda é para saber se tem alguém dentro (eu) para tirar essas poças, para que não se acumulem, pois, o excesso de água te faz afogar.

Mas ele é robusto (barco), e está aprendendo a navegar em marés de todos os lados, de frente, de trás, de esquerda e de direita. Já passou por quase todos, e ainda existem novas descobertas a se explorar.

A onde quer que ele vá, não vai solo, porque aprendeu a estar consigo mesmo em suas belas e desproporcionadas jornadas. A todos nós, bons avanços!

COMO VOCÊ IRÁ PASSAR O SEU TEMPO NA QUARENTENA?

25/03/2020 às 16h25

Uma palavra que me chamou a atenção em uma das coletivas de imprensa dada pelo nosso atual Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, foi PLANEJAMENTO. Ele relatou informações, e respondeu a algumas das perguntas, feitas por jornalistas a respeito da pandemia que o Brasil e o mundo estão vivendo e, lutando contra o vírus: COVID-19. Ele reforça que não podemos tomar atitudes sem um planejamento, principalmente nesse caso de crise e de gravidade, e explicou os devidos motivos.

Isso me fez refletir sobre a minha quarentena: Qual será meu planejamento para superar o meu tédio, para me adaptar as novas rotinas ou até mesmo para me cuidar para não entrar em crise de medo ou ansiedade?

Feito um pequeno planejamento, me perguntei: Vou conseguir seguir à risca o meu cronograma? Eu tenho que realmente segui-lo? E se? E não seguir? o que acontece?

Estou no meu quinto dia tanto de quarentena quanto de home-office. E o que eu percebi por enquanto na prática é que: quanto mais eu passo o tempo em redes sociais, TV ou qualquer outro entretenimento para matar o meu tédio, mais tempo eu deixo de lado para executar o que de fato quero aprender, aprimorar ou apenas recapitular.

Essa é uma grande oportunidade, de percebermos com mais clareza, o quanto de tempo gastamos com as nossas coisas.  O que priorizamos, e o que deixamos de lado. O que priorizamos, na teoria é realmente aquilo que praticamos? Esse talvez seja o melhor momento para refletir sobre tudo, inclusive a respeito das nossas escolhas do dia a dia, ainda mais em tempos de quarentena, pois ficar 24 horas dentro de casa não é fácil.

Ainda nesse sentindo, de início percebi a dificuldade de trazer as atuais rotinas para dentro de casa, principalmente de fazer atividades físicas, devido ao espaço ser pequeno, mas não impossível de realizar certos exercícios. Tudo está concentrado em apenas um lugar só, e eu estou me adaptando conforme minhas necessidades, e mudo conforme vejo que poderá melhorar o meu dia. Em minha opinião, talvez seguir uma rotina seja bom, porque mantém nossa disciplina em dia, por outro lado, não se cobrar tanto por causa disso, pois é compreensível devido ao isolamento social.

Nessa continuidade, acredito que, ter o equilíbrio nessa hora seja fundamental para nossa saúde mental. Não exceder em informações, mas também não deixar de se atualizar com o que está acontecendo, e principalmente receber essas informações de fontes confiáveis.

Não mazelar a rotina criada por você, mas também não se culpar por não conseguir cumpri-las todos os dias. Olhar sim as redes sociais, mas não por altas horas, para quem faz a terapia, procurar mantê-la, mesmo que online. Que possamos nos policiar para não haver excessos e nem muitas ausências. Por fim, que seja possível colocarmos em prática nossa capacidade de criar e se reinventar um dia após o outro, não somente em tempos de quarentena, mas em todos os nossos momentos. Fique em casa!

Link do site Ministério da Saúde específico a respeito do coronavírus https://coronavirus.saude.gov.br/

VERDADES QUE A GENTE “OPTA” POR NÃO ENXERGAR

25/02/2020 às 17h02

Assim chamam os budistas de Dharma, que é enxergar a realidade como ela é. Criarmos expectativas sobre alguém ou sobre o futuro, o medo sobre as incertezas da vida, a não aceitação do passado, e o apego às idealizações que criamos. Tudo isso colaboram para a nutrição de uma atmosfera ao avesso de não enxergarmos a realidade como de fato ela é.

Uma das piores maneiras de nós nos enganarmos é a de nos manipularmos por coisas que já sabemos como elas são. Por vezes recebemos respostas muito mais através de atitudes do que com as próprias palavras, por isso, onde muitas vezes se tem o silêncio, na maioria das vezes é a onde estão os retornos bem mais claros, e se pensarmos bem, é uma resposta até muito sutil, porque palavras incertas soltas são piores do que o próprio vazio em expressão.

Não é justo conosco entrarmos na paranoia de querer saber ou entender tudo de uma forma mais profunda o porquê do outro visualizar e não nos responder ou o porquê do outro não te querer mais. Não há como ir fundo nas profundidades dos outros.

Mas tem como mergulharmos em nós mesmos, e ver lá no fundo o que não queremos mais, porque às vezes entender isso, vale muito mais a pena do que focar naquilo que desejamos. E entender, que haverá situações em que: uma mensagem visualizada e não respondida, foi porque a outra pessoa não quis te responder mesmo. A outra pessoa não te quis mais, porque o sentimento simplesmente uma hora muda. E às vezes ter isso como resposta nos basta para nossa sanidade mental!

O desejo vem do ego, e aquilo que você precisa aprender, talvez não venha através do seu capricho, e sim virá algo mais pelo que você verdadeiramente precisa, ou seja, o que a sua essência carece. E isso às vezes está tão inconsciente ainda em nós, que por fim nos esquecemos. Logo, ficamos na reluta por aquilo que não nos soma mais, conectados com situações que já foi passaram, com pessoas que já optaram por fazer outras histórias.

A fluidez da vida começa a aparecer quando aceitamos a realidade como ela é, porque é só assim que podemos começar a buscar por mudanças verdadeiras. Mudar aquilo que está ao nosso alcance é como uma segunda chance, e aquilo que não está, apenas nos resta agradecer e seguir em frente.

Tem coisas que estão na cara. Mas, por medo, muitas vezes, escolhermos negar o óbvio. A dor da desilusão é tão intensa que preferimos no apegar a idealizações. Há quem prefira viver anestesiado do que encarar a verdade. E tudo bem, todo mundo tem o direito de escolher se iludir. Mais cedo ou mais tarde, a decepção virá e a expansão da consciência também”. Gisela Vallin

O QUE OS OUTROS IRÃO PENSAR

13/02/2020 às 09h16

É difícil não julgar as pessoas quando vemos ou sentimos algo que foge parcialmente ou totalmente dos nossos gostos, das nossas ideias, da nossa cultura. Enfim, é algo meio que automático termos o hábito de julgar a cada instante, sendo inofensivo ou não ao outro ou até a nós mesmos.

Por outro lado, quando não estamos na posição de julgarmos, estamos geralmente preocupados ou com medo de sermos julgados! Quem nunca?!

Alguns exemplos simples que posso citar:

Quando você dá um bom dia, porém não foi recíproco. Quando você chega em um amigo para conversar, mas você percebe seu amigo não está afim de papo com você. Quando você finalmente cria coragem para chegar na pessoa que você está afim, mas acaba levando um baita fora. Tudo isso e um pouco mais.

Na maioria das vezes, sem pensarmos muito, a quem geralmente pensamos ser o culpado de tudo isso ter acontecido? Por vezes acabamos culpando a nós mesmos!

Logo você fica se julgando!

Do tipo:

Caramba, falei muito baixo o meu bom dia, (o que pode acontecido de fato, vai de você observar esse detalhe da próxima vez). Deveria ter começado outro assunto com meu amigo, talvez assim demostraria mais vontade de conversar comigo. Aquela pessoa que eu estava afim, com certeza deve ter visto como meu nariz é grande ou não gostou da minha roupa.

E quer saber? É bem provável que tudo seja coisa da nossa cabeça. Pessoas podem não te dar um bom dia, por simplesmente estarem de mau humor – o que não justifica a falta de cortesia -, mas tudo bem. Continuando, aquele amigo que você quis puxar papo, talvez estivesse com dor de dente naquele exato momento ou com algum problema maior. A pessoa que você estava afim apenas te dispensou porque simplesmente ela (e) não está a fim de conhecer ninguém naquela noite, poderia ter encontrado uma Angelina Jolie ou um Brad Pitt, ela (e) simplesmente não está com desejo de conhecer ninguém mesmo.

Fez algum sentido?

Isso é fazer o pensamento inverso! Afinal, por que tudo teria que cair sobre nós? Se eu fosse focar no que as outras pessoas poderiam pensar dos meus textos, talvez já tivesse parado de escrever faz tempo ou até mesmo nem ter começado.

Há tantos julgamentos desnecessários, contudo, treine sua mente para julgar menos, e notará que se sentirá mais à vontade para viver sua vida, assim como, perceberá menos vulnerabilidade a pensamentos não construtivos alheios!

Cada um sabe o que é melhor para si, e cabe a cada um respeitar a decisão/opinião dos outros. Afinal de contas, você sabe que não tem que provar nada para ninguém, a não ser para você mesmo, não sabe?

VOCÊ CONSEGUE SER VOCÊ MESMA?

30/01/2020 às 08h52

Talvez a questão não é sobre você ser forte, quem sabe, seja mais sobre o quanto você consegue ser você mesma

Que a vida é cheia de dificuldades, isso já sabemos, todos os dias enfrentamos a sociedade que gosta de impor para nós o que é bom ou ruim, bonito ou feio, correto ou errado, mas o que ela sabe sobre nós?! Sabe mais do que nós mesmos? Não mesmo!!

Todos nós enfrentamos algo que parece não estar bem resolvido dentro da gente, seja lá o que for: do simples ao complexo.  Geralmente, na maior parte das vezes buscamos esclarecer o que acontece conosco através de buscas insaciáveis fora da gente, talvez até ajude por um período, mas não chega de fato na raiz da questão. Nós não começamos a explorar pelo nosso interior, o que seria o mais ideal.

O tempo passa e você percebe que as coisas externas realmente ajudam a amenizar, mas não te dá o resultado que você tanto almeja chegar. Então, você toma consciência que a coisa é mais embaixo, a solução é de você para você, e não de você para o mundo!

Nós aprendemos a nos comportamos perante sociedade, mas não aprendemos a lidar com nós mesmos.  Talvez por isso, em alguns casos a solução para os problemas dos outros sejam “mais fácies” do que para com os nossos próprios.

Cada um tem a sua intuição, que faz parte da sua ligação interior com sua mente, e por isso muitas vezes já temos nossas respostas dentro de nós, contudo, ignoramos. Por que isso? Porque talvez seja mais fácil acreditarmos naquilo que projetamos, do que ver de fato a realidade como ela é.

Nesse sentido, ser você mesma, não tem a ver com algo que você quer ser, tem muito mais conexão com quem você já é, porém não se vive conforme você acredita, infelizmente, por muitos momentos se vive de acordo com os protocolos de uma sociedade padronizada de forma inconsciente ou não disso.

SAINDO DA TEORIA E APLICANDO NA PRÁTICA

22/01/2020 às 22h07

Aprendemos muitas coisas durante o processo de nos tornarmos uma melhor versão de nós mesmos, finalmente, tomamos consciência de que devemos ter uma alimentação saudável para que o nosso corpo e o nosso cérebro possam ter a oportunidade de trabalhar em alto desempenho, que uma boa autoestima não é somente se sentir bem em frente ao espelho, vai muito além do externo, que a validação do outro não é tão importante quanto a sua própria opinião, e que estar sozinho em certos momentos é uma excelente oportunidade de entrarmos em contato com a sua essência, e por aí vai….

Simples né?! Só que não!

Aí vem a sua vida em sociedade, sua vida corriqueira de que não tenho tempo para fazer exercícios físicos regularmente, pois é muito mais fácil manter nosso sedentarismo e nossa saúde que se lasque, não tenho saco para ter uma alimentação saudável, até você se ver doente, e não ter outra opção, não consigo parar de me importar com a opinião das outras pessoas, acredite uma hora você vai parar de se importar! Não consigo ter essa visão de que estar sozinho possa me ajudar de alguma forma a me conectar comigo mesma, pode passar alguns anos, mas uma hora a gente desperta!

Mas tudo são questões de escolhas, prioridades, e de como olhamos o mundo! Desde a hora em que acordamos e a hora em que vamos dormir estamos decidindo, a todo o momento, consciente ou não. Já pensou nisso?!

E o que influência nossas escolhas? Geralmente, é como se já estivéssemos condicionados inconscientemente a escolher algo, seja pela nossa crença, experiência do passado ou dogmas aprendidos.

Logo, a escolha de liberdade parece estar pré-moldada em nós, e é através da meditação e da autoconsciência que conseguimos sair dessas influências.

A teoria em si é importante, mas sem a prática dela é quase a mesma coisa que nada. Um dia após o outro, você vai alinhando as suas palavras com as suas ações, e são verdadeiros progressos. Por pequenos que às vezes pareçam ser, é um upgrade, sem dúvida.

Muitas vezes o simples torna-se difícil para nós, porque parece que temos a tendência de enxergar tudo como difícil, e quando o descomplicado chega, nós nos perdemos em sua simplicidade.

“Dê o primeiro passo e já não estará mais no mesmo lugar”.