Revista Statto

QUEM VOCÊ SERÁ NO MUNDO APÓS A PANDEMIA?

02/11/2020 às 17h07

Por mais que o cenário esteja difícil devemos lembrar que temos em nosso interno todos os recursos que precisamos para sairmos melhor do que entramos desta pandemia.

O cenário atual é o timing que favorece a auto-observação como base de um processo de autoconhecimento que pode nos levar a um momento de expansão de consciência revolucionário. Embora estejamos aflitos, ansiosos e incomodados com o que se passa lá “fora” nos foi dada a oportunidade de desacelerar, ter um tempo para pensar no vivido até aqui, na pessoa que nos tornamos, quem queremos ser e como queremos seguir. Estas reflexões nos permitem ampliar a consciência sobre nós mesmos, a olhar a vida com mais valor e consequentemente com mais cor, apreciando a beleza do simples e do momento presente.

– As crises potencializam nossos estados de ser – Por vezes elas emergem do nosso interno e quando não, a vida se ocupa em trazê-las.  Estamos sendo chamados a aprender a lidar com as nossas emoções, a ouvirmos nossos barulhinhos internos, aqueles que há tempos querem nos falares, mas que “não tínhamos tempo” para ouvi-los. É hora de olharmos com valentia para vida, de ressignificarmos nossas experiências, honrando nossas cicatrizes como uma marca importante do nosso processo de crescimento.

Parte considerável do equilíbrio que precisamos para lidar com todas as situações desafiadoras decorrentes da realidade atual está neste movimento de compreensão e gerenciamento das nossas emoções. Por mais difíceis que as coisas estejam, acredite, eu, você, todos nós temos recursos internos para sairmos melhor do que entramos desta. Recursos como o poder da adaptação, a paciência inteligente, a tolerância, o exercício da resiliência e o cultivo da gratidão, são os que considero fundamentais para (sobre)viver nos dias que se seguem. O “novo” mundo nos exigirá disposição de abertura para ver além do próprio ponto de visão, flexibilidade, menos apego e alta incitabilidade – velocidade de reação a estímulos para ações positivas. Experiências novas, estimulantes e cheias de desafios e aprendizados nos esperam nesta zona de desconforto, o que pode também significar maior exposição a riscos. Rever, repensar e reaprender são os verbos mais requisitados neste mundo que espera por seres melhores. Embora seja um atentado a nossa necessidade de segurança, precisamos reconhecer que o impermanente é lei, é permanente e presente. No “novo” mundo, é a manutenção da mudança e não a manutenção da inércia que impera. Para deixar de esperar por dias melhores te provoco a substituir as queixas, por mais ação, colaboração e gratidão; o “deste jeito não dá” por mais “vamos experimentar”; abraçando a incerteza com disposição e otimismo, superando com valor os desafios, faremos dias melhores, mais alegres e leves. É isso o que desejo para você, para mim e para todos nós.