Revista Statto

UMA NOVA COR

16/06/2019 às 17h35

Meu sonho de infância,

Ser cientista

Cientista,

Não pude me tornar

Me tornei então,

Engenheira projetista

O que eu sempre quis,

Foi algo novo descobrir

Algo que ainda não existe

Algo que dentro de mim,

Em existir, insiste

O que eu quero criar,

É uma nova cor

Uma nova cor primária

Mas não a consigo imaginar

Não sei de onde veio essa ideia

Sei que comigo já nasceu

Algo que com o tempo, cultivei

E um sonho que comigo cresceu

Às vezes, me flagro no subconsciente

Onde fico tentando imaginar esta cor

Insistindo em a conseguir enxergar

Mas de mim, ela insiste em escapar

Como seria possível eu criar algo assim?

Eu não faço a mínima ideia

Acho que esta criação,

É para o arquiteto do universo

Não cabe a mim

De qualquer forma,

Com ela, fico a sonhar

Mesmo sabendo que apenas,

Mais fantasiadora ainda,

Passo a me tornar

Acho que para eu a conseguir imaginar,

Ainda me falta um sentido

Talvez uma visão mais apurada,

Ou algo que eu ainda

Não tenha desenvolvido

Seria uma cor representando

Coisas tão belas

Quanto o pôr do sol,

E tão extraordinárias quanto o mar

Algo que por aqui,

Ainda não se tenha onde empregar

Eu não a consigo ver

Mas a consigo sentir

E isso que me faz acreditar

Que ela pode sim,

Um dia e

Em algum lugar, existir!

CHAMADAS PERDIDAS

06/06/2019 às 18h24

Helena, de meia-idade, dentista, no auge de sua carreira.

Uma pessoa muito querida por todos, sempre alegre e gentil.

Uma, do total de quatro sócios de uma clínica odontológica conceituada.

Sempre muito dedicada aos assuntos da clínica e da profissão. Extremamente atenciosa com os seus pacientes, e sempre muito preocupada com a satisfação destes.

Muitas vezes, não importava o dia e nem horário, caso o seu celular tocasse sendo devido a alguém que estivesse com dor, precisando urgentemente de um tratamento odontológico, Helena abandonava o que estava fazendo e se dirigia até a clínica, o mais rápido possível, para realizar o atendimento.

Estranhamente, nas últimas semanas, Helena passou a deixar a desejar sua participação na clínica. Muitos pacientes com horários marcados, tinham de última hora, de reagendar a consulta, pois Helena, repentinamente precisava sair.

Estas situações foram se repetindo, e começaram a gerar insatisfação aos demais dentistas da clínica, pois tratava-se de uma equipe, e quando um componente de maneira inesperada, abandona o grupo, as coisas entram em certo desequilíbrio.

Em alguns dias, os outros dentistas tinham que ficar trabalhando até mais tarde na clínica, para poder atender aos pacientes que Helena não prestou o atendimento naquele dia, ou pacientes que já haviam reagendado a consulta.

Começaram também a surgir reclamações de alguns pacientes, pois tinham diversos compromissos e reservaram um tempo para ir até a clínica e não conseguiam o atendimento que estava agendado.

Com cada vez mais frequência, Helena repetia essas saídas inesperadas do trabalho, sem dar muitas explicações e sendo de certa forma, indiferente e desprezível com os demais que ali estavam.

Na última sexta-feira, metade da tarde, Helena saiu da clínica, novamente sem dar muitos esclarecimentos. Haviam ainda pacientes a serem atendidos por ela, e os demais dentistas já estavam com seus horários lotados.

Ao término do atendimento dos pacientes, os três dentistas que estavam na clínica, se reuniram, estavam com o sentimento de revolta e de total decepção em relação à Helena. Decidiram então, realizar uma reunião com todos sócios, tendo principalmente a participação de Helena, para exporem sobre a insatisfação diante da forma em que esta estava agindo naquelas últimas semanas.

Ligaram então para Helena, afim de agendar para a manhã seguinte, no sábado, a reunião. Foram diversas tentativas de contato fracassadas. Helena não atendeu a nenhuma das ligações. Os sócios, ficaram ainda mais irritados.

Na manhã seguinte, houve a notícia de que Helena entrou em processo cirúrgico na noite anterior, mas que devido à gravidade da situação, não resistiu a cirurgia.

Nas últimas semanas, Helena estava passando por diversos sintomas patológicos e foi diagnosticada com tumor no cérebro.

Por motivos ocultos e próprios de Helena, a mesma optou por não compartilhar esta situação com os colegas da clínica. Os colegas, por um motivo ou outro, não buscaram saber do que se tratava toda a ausência de Helena, julgavam e viam apenas como indiferença e desprezo a eles e aos pacientes.

Muitas vezes, nos importamos apenas com nossos interesses, julgamos e condenamos todos aqueles que estão agindo de forma contrária ao que esperamos. Poucas são as vezes em que buscamos ver além e compreender o que de fato, se passa nos bastidores desta imprevisível peça de teatro, a qual podemos fazer parte ou apenas assistirmos.

NÃO! PORQUE NÃO!

22/05/2019 às 18h26

Nem sempre eu dizer “sim”,

Será conveniente para mim

Muitas vezes o “não”,

Será o meu aliado

Dizer “não” nem sempre me é fácil

Algumas vezes, parece-me doer

Mas preciso também, pensar em mim,

E o “não”, saber dizer

Eu também recebo “não”

E não são poucos

Nem sempre aceito todos, eu sei

Mas todos, compreendo

Quem é meu amigo,

Ao escutar meu “não”

Me compreenderá e aceitará

Não ficará por isso, aborrecido comigo

Saber dizer “não”, é necessário

Descabível é dizer sempre “sim”

Se para tudo, eu disser “sim”,

O que será de mim?

Não posso!

Não quero!

Não devo!

Não vou!

Não sou obrigada!

Não! Porque não!

O LIXO NO ELEVADOR

16/05/2019 às 08h59

Para quem tem uma rotina corrida e vive em constante pressão, o início da semana sempre é mais conturbado.

Em alguns momentos do dia não é possível conseguir um tempinho para dar uma “espiada” nas redes sociais ou nos grupos de WhatsApp, então a noite é a hora de colocar isso em dia.

Hoje, início da noite, cheguei em casa, “me arrastando”, sentei no sofá e comecei me atualizar dos grupos em que faço parte no WhatsApp.

Para me cansar ainda mais, novamente uma discussão no grupo das vizinhas do condomínio onde resido, o tema do arranca-rabo: “o lixo no elevador”.

Entendo que independentemente de quem vá descer com o lixo, se é o morador, a secretária, a criança ou que seja o cachorro, o lixo deve estar devidamente vedado a fim de não liberar mal odores e nem resíduos. Não importa se é o elevador social ou o de serviço que será utilizado para isto, pois ambos devem ser mantidos limpos e em perfeito estado de utilização, ou você acha que quem está com pressa, querendo pegar o elevador, vai esperar chegar o social se o de serviço está disponível?

Enfim, isso seria uma visão tentando analisar com bom senso a funcionalidade dos elevadores. Porém os tópicos abordados na discussão foram: preconceito, soberba, “quem dita as ordens”, arrogância, prepotência, responsabilidade e escolhas do outro.

Com isso, percebo que as vezes algumas pessoas não conseguem se expressar direito e outras não se esforçam para entender. Está aí a fórmula perfeita das intrigas.

A convivência com algumas pessoas nem sempre é tão simples o quanto parece, mas também não é tão complicada o quanto dizem.

O segredo da boa convivência é evitar ser muito lembrado, procurando não se manifestar ou marcar presença.

“Ah, mas então você aceita tudo, não discorda de nada, não expõe sua opinião, não tem personalidade. ”

Nem sempre calar é consentir, o silêncio também é uma ação, talvez uma das mais sábias ações.

A humildade também é uma nobre ação, e admitir um equívoco e buscar se redimir, é ter o poder de desarmar qualquer soldado.

A convivência com outras pessoas, é estar sempre com a tolerância colocada a teste. E é sempre preciso lembrar que não devemos jogar aos outros, o lixo que não queremos para nós.

INCOERÊNCIAS – “MÃE”!!

07/05/2019 às 22h59

Já conheci algumas pessoas cruéis

E pensei que talvez não tiveram uma mãe

Porque se a tivessem tido,

Sobre o amor, com ela teriam aprendido

Já vi uma mãe criar dez filhos

E já vi dez filhos não cuidarem de uma mãe

Já vi gente reclamar da própria mãe

Dizendo que está não soube ser como deveria ter sido

E mais tarde, vi essa mesma gente

Ouvindo as mesmas queixas de seu filho

Já vi a guerra separar mães e filhos

E nesse momento senti desespero

Já ouvi histórias de mães que abandonaram suas crianças

E já vi muitos casos de mulheres

Que de conseguir ter, nem que seja apenas um filho,

Não perdem as esperanças

Já vi a ingratidão mais árdua

A decepção mais dolorosa

Que vêm de quem menos se espera

Por quem se fez de tudo e mais um pouco

Já vi um filho desrespeitando sua mãe

Com palavras sórdidas que rasgavam a alma

E vi essa mãe quieta, suportando cada golpe

Com medo de ser abandonada

Ou por receio de ser ainda mais maltratada

Já visitei asilos

E dos olhos de quem havia sido mãe

Vi lágrimas caindo

Junto com as lágrimas,

Um olhar com a esperança

De um dia terem a notícia de que lhes visitar,

Seus filhos estariam vindo

E deixariam de ser apenas uma lembrança

Já escutei histórias de mães,

Que após perderem seus filhos

Nunca mais foram as mesmas

Uma parte muito especial delas,

Junto se foi

Também já vi mães no leito da morte

E pelo orgulho,

Filhos lá não apareceram

Sobre o amor e perdão, se esqueceram

Em homenagem ao dia das mães,

Já li lindas mensagens em redes sociais

E no outro dia,

Vi o mesmo que homenageou,

Se contradizendo demais

E por fim lhes conto que,

Já vi muitas mulheres terem filhos

Mas vi poucas serem mãe!

A VIDA DO SOL E O SOL DA VIDA

30/04/2019 às 10h47

A estrela que mais brilha

Que aquece

Que ilumina

Que dá vida e

Que queima

Anuncia o dia e

Se esconde para a vir noite

Da agitação diurna para

O sossego do descansar

Do leste para o oeste

Da noite para o dia e

Do dia para a noite

Tem dias que abrasa

Em outros, acolhe

Às vezes, parece passar rápido demais

Outrora, parece se estabilizar

Tem todo o céu para si

De repente uma nuvem o oculta

É fonte de energia inesgotável

Nunca deixa de existir

Estando partindo, ao anunciar a noite

Desperta sensibilidade

É o pôr do sol que ao se ir

Diz muito e fala pouco

Se indo no silêncio do horizonte

Relembra muito

Traz saudades

Renova a esperança de dias melhores

Amanhã de novo virá

Se eu não aqui mais estiver

Ele estará

Sou pequena diante dele

Mas ele é gigante diante de mim

Que o sol nunca me deixe

Mas que eu nunca deixe de ser sol

 

DIAS CHUVOSOS

24/04/2019 às 11h56

Mais um dia chuvoso em minha existência terrena.

Lá fora, a chuva molha toda a superfície. Aqui dentro, posso escutar seu som ao bater no telhado, como se estivesse tentando atravessá-lo.

A chuva, ao perceber que suas gotículas são mais frágeis que o telhado, se conforma e escorrega pelos caminhos mais fáceis. Vai contornando os obstáculos e seguindo um fluxo até onde meus olhos já não podem mais alcançar. Oh chuva, como você ensina.

Um dia chuvoso é um dia especial.

Normalmente as pessoas preferem dias de sol a dias de chuva. Já eu, ah eu prefiro os dias chuvosos!

Eu digo que a chuva restaura, que a chuva acalma e que um dia chuvoso, é uma oportunidade de analisarmos o quanto somos apressados, em tudo o que temos feito nesta existência. A chuva, parece querer nos lembrar a benção que é temos pulmões perfeitos. Permite-nos observarmos o fenômeno da respiração.

Sutilmente, a chuva obriga-nos a sermos mais cautelosos, como por exemplo nos fazendo ter mais prudência no trânsito.

Vôos são adiados, compromissos cancelados. Resultados parecem ficar comprometidos.

Alguns reclamam. “Oh chuva, logo hoje! A previsão era de dia ensolarado! ”

A irritação parece não acalmar a chuva, que continua a cair e parece não se cansar.

O tempo produtivo de um dia chuvoso, tende a ser menor. Diversas atividades ficam comprometidas devido à chuva que cai.

“Era tudo ‘para ontem’ e agora com esta chuva, atrasou tudo de vez.”

O mundo parece que “vai acabar”, porque haverão atrasos devido à chuva. Ah, como sou tola, esqueci-me que “tempo é dinheiro”, e é isso o que importa, não é mesmo?

Nestes dias chuvosos, percebo que o empecilho em questão não é a chuva.

O problema é pensarmos que tudo tem que ser conforme planejamos. Tudo tem que estar sob nosso total controle. Tudo tem que gerar lucros e vantagens. Perder é inadmissível.

O universo, de alguma forma, seja através da chuva por exemplo, insiste em nos sussurrar o quanto somos pequenos.

Diante de nossa impaciência, devido à chuva que não cessa, o universo manda a seguinte mensagem: “É isto mesmo, está a chover, logo hoje, logo neste dia, logo neste momento, para que de uma forma simples e prática, possa lhe mostrar que você não tem controle de nada além do que Eu permita”.

APESAR DE TUDO, “P E R D Ã O”!

18/04/2019 às 09h02

Nesta existência, uma hora ou outra nos deparamos com situações que nos sãos difíceis de lidar. As dificuldades em que conseguimos “dar a volta por cima”, acabam nos servindo de aprendizado e nos mostram a nossa capacidade de suportar e de superar as adversidades.

Dentre os mais diversos e variados tipos de acontecimentos ruins ou desagradáveis que nos ocorrem, aqueles em que sugerem nosso perdão, são alguns dos mais dolorosos.

Certas situações, decorrentes de atitudes alheias a nosso respeito, muitas vezes são capazes de desestabilizar nossa estrutura emocional. Por consequência, ficamos abismados, decepcionados, tristes e passamos a até mesmo a alimentar o sentimento do ódio.

Um dos maiores desafios que temos é conseguir perdoar. Podemos dizer que perdoar não se trata apenas uma ação emocional, mas é uma arte.

Passamos por momentos, ou então nos são compartilhadas situações, em que acreditamos que não há remissão para alguns erros que foram cometidos.

Julgamos as falhas, e muitas vezes não encontramos justificativas coerentes para tais. Não compreendemos porque se agiu de tal forma ou como é possível ter agido de forma tão maldosa ou tão desprezível em relação às consequências e aos sentimentos de quem se atingiu.

Sofremos, ficamos desconsolados, amargurados, receosos. As vezes, desejamos reproduzir dor igual ou superior a qual fomos submetidos. Desgastamo-nos.

Não perdoar, nos submete a carregamos em nossa caminhada, um fardo que não nos é necessário, uma carga que não nos pertence, e que apenas dificultará ainda mais nossa trajetória.

Não evoluímos moralmente, agindo da mesma forma ou de maneira pior a de quem nos feriu. E ao regarmos mágoas e ressentimentos, será impossível colheremos frutos bons.

Perdoar, não é sinal de ingenuidade, não é simplesmente aceitar o que nos foi feito, ou nem mesmo falta de amor próprio. Pelo contrário, perdoar é um favor que se faz a si mesmo. Trata-se de tirarmos uma lição daquela situação, e buscarmos não fazer com os outros o que conosco fizeram, seguindo adiante, mais leves, com a consciência tranquila, e sabendo que não somos donos daquilo que não praticamos.

Aqueles que nos machucaram, devemos então perdoá-los e nos esforçarmos para sermos, apesar de tudo, bondosos para com eles, e desejá-los luz, pois evidenciaram que aquilo que necessitam, é nossa caridade e amor.

Sermos bons com quem é bom conosco, não é nada mais do que nossa obrigação. O que nos faz evoluir moralmente, é a capacidade de sermos bons com quem conosco é mau, é buscarmos ser, acima de qualquer situação, amor.

Somos humanos, estamos em constante evolução e aprendizado. O quão perfeito cada um é que não tenha “teto de vidro”? O quão infalível somos? Quanto um é superior ao outro a fim de ser incapaz de perdoar e somente julgar? Será que somos capazes de sempre cumprir com tudo aquilo que cobramos dos outros?

“…perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido…”

Além de termos dificuldade em perdoarmos quem nos fere, temos também dificuldade de perdoarmos a nós mesmos. Quantas vezes nos julgamos e nos punimos por pensarmos que poderíamos ter feito algo melhor ou de forma diferente?

Questionarmos nossos atos é importante, observarmos as consequências e termos consciência destas, é indispensável. Mas permanecermos por muito tempo nos lamentando, é perda de tempo. É preciso extrairmos aprendizado e seguirmos adiante, pois não é no passado em que se vive. Já nos bastam aqueles que temos que perdoar, não seremos então nossos próprios vilões.

Perdoar,

Seja a você mesmo,

Seja a quem for,

É antes de tudo,

Ser amor.

Perdoar,

É libertador.

VOCÊ NÃO É UMA ÁRVORE

10/04/2019 às 10h01

A decisão de sair da zona de conforto, vem sempre justificada por necessidades pessoais que temos, e cada um às compreende de sua forma.

Alguns não têm esse anseio. Talvez ainda não encontraram a necessidade disto, ou as condições em que se encontram, lhes é suficiente.

Outros têm receio do desconhecido, do incerto. A ideia de arriscar “trocar o certo pelo duvidoso”, ou de ter de ficar longe de casa, de permanecer muito tempo sem estar com a família, os amigos, não lhes parece nada agradável. Enfim, imaginar sair para fora daquela “placenta” onde vivem, lhes angustia.

Quando você está acostumado a viver em uma rotina confortável, não é nada fácil subir até o topo da montanha, olhar para o abismo a sua frente, olhar para trás e ver o que está deixando, e mesmo assim ter ânimo de bater as suas asas e tentar voar.

Deixar a zona de conforto é ir atrás de novos desafios, é ir à procura de oportunidades, ou de até mesmo criá-las. Você se torna o empreendedor de uma empresa chamada “sua vida”.

Nesse empreendimento, você tem que estar motivado pelos resultados positivos que lhe aguardam lá na frente. Mas também deve estar ciente dos obstáculos nada simples que virão, pois como todo bônus, existe o ônus. E mesmo assim, persistir, até que sua consciência leve e de dever cumprido, lhe diga, “não foi fácil, mas consegui”.

Dali para frente estarão as situações onde você mais irá errar, mais terá que lutar e mais irá sofrer. Porém, será a partir dali, que você mais irá adquirir sabedoria e onde mais irá evoluir.

Existirão muitas fases de mudanças e adaptações. Algumas circunstâncias fugirão do seu controle e do seu planejamento. Será preciso buscar modificar o que poderá ser mudado, e será preciso se adequar ao que não puder ser ajustado.

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. ”

Sair da zona de conforto é ir atrás daquilo que faz seu coração vibrar. É buscar por algo que você sente que precisa fazer para preencher algum tipo de vazio que lhe exista, mas não um vazio relacionado à matéria, mas sim à sua bagagem de vida, algo que ficará com você mesmo depois que perder todo o resto.

É se arriscar, e principalmente, é estar disposto a dar o seu melhor. É compreender que as vezes, mesmo que você faça tudo o que puder, isso não será suficiente, e mesmo assim continuar tentando.

Uma hora o insucesso pode ser inevitável, e neste momento, que de fato, você mostra quem você é.

“Chegar ao fundo do poço, é inevitável; permanecer lá, é optativo. ”

É preciso ter disposição e otimismo, para que mesmo em meio ao caos, ser capaz de encontrar alternativas, soluções, e alavancas para progredir.

Depois que você passa por algumas situações complexas, você passa a analisar muitos detalhes que antes lhes passavam despercebidos. Passa a valorizar o que lhe parecia trivial.

Em relação aos seus pais, especialmente, você percebe que quando vivia junto deles, “era feliz e não sabia”. Ah, como ao final daquele dia tão atordoado seria apropriada uma companhia fraterna, simples, amorosa. Uma conversa distraída, uma refeição preparada com amor e com carinho. Tudo parece ficar mais fácil quando você tem seus pais por perto.

“Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo

São crianças como você

O que você vai ser

Quando você crescer? ”

Antes, você os criticava, hoje você se compara a eles, compara sua época com a mesma época deles, compara as oportunidades que tiveram com as que você tem, e você conclui que eles foram heróis. Você faz uma autocritica, buscando saber se está dando o melhor de si.

Você amadurece e também cria seu próprio estilo de vida. Quando você visita seus pais, sente-se um pouco deslocado. Todos aqueles costumes lhes são familiares, porém você percebe criou seus próprios hábitos. Você nota que vocês são tão parecidos, mas ao mesmo tempo, são bem diferentes. Percebe que este tempo longe, tem te moldado.

Às vezes, você deixa de ligar ou mandar mensagens para seus pais. Eles ficam tristes, revoltados, entendem que você está “tão bem” que lhes esqueceu. Bom se fosse isso mesmo! Quantas vezes você evita se comunicar para não deixar transparecer o “chão que desaba aos seus pés”, para poupá-los de preocupações. Ou esforça-se, ao fingir que está tudo bem, quando na verdade está tudo de “cabeça para baixo”.

Nestes períodos fora da zona de conforto, você encontra amigos no caminho. Alguns se tornam seus irmãos, e outros você descobre que na verdade, nunca foram seus amigos. Alguns apenas se aproximam por algum interesse e outros se afastam pelo mesmo motivo.

Existem comentários levianos de quem não está “calçando seus sapatos”. O segredo é não dar ouvidos e seguir seu caminho, pois só você sabe o que tem passado e só seu coração é capaz de descrever onde você quer chegar.

Em alguns dias você não está com sua a saúde 100%, ou por um motivo ou outro, seu dia simplesmente está “nublado”. Mas mesmo assim, tem que seguir em frente com o que lhe compete. O mundo não é como sua mãe, que se comove e lhe serve um chá. O mundo não para porque você não está num dia bom. “Quer um chá? Faça você mesmo, quando conseguir! ”

Também existe algo muito especial nestas idas e vindas. Refere-se à quando você volta para o lugar de onde partiu. Você sente gratidão. Gratidão por aqueles que mesmo à quilômetros de distância, sempre estiveram com você. Gratidão também por pessoas que de você, achava que nem se recordavam, e num dia que você pede uma ajuda, te ajudam e te dizem “claro que eu me lembro de ti, no que puder, vou te ajudar”, são luz em sua caminhada. Estas coisas não têm preço, por isso que podemos apenas dizer: “gratidão”.

Sair da zona de conforto é libertador, é gratificante, é se sentir capaz de alcançar seus objetivos com seus próprios méritos.

É se levantar mais forte a cada queda, sempre levando no bolso um bilhete dizendo para evoluir, mas sempre preservar a sua essência, assim como “uma árvore troca suas folhas, mas mantém suas raízes”. A diferença entre você e uma árvore, é que esta é fixa onde está e você tem a oportunidade de ir para onde quiser.

“Um dia, quando olhares para trás, verás que os dias mais belos foram aqueles em que lutaste. ”

SERZINHO DE LUZ

04/04/2019 às 17h51

De todos os presentes que já ganhei,

Tu és o mais precioso

Uma criatura divina

És sobretudo, repleta de luz

De tudo o que conheço, és o que há de mais amoroso

Confesso que, tinha certo receio em te ter

E hoje, parece-me que sem ti, desaprendi a viver

Tu tens o olhar mais sincero,

Um coração tão doce e puro

Por perto de mim, sempre te quero

Palavras, tu não sabes pronunciar

E nem precisas,

Dizes tudo e muito mais, apenas com um olhar

Em certos momentos, preciso de alguém que apenas esteja comigo

Que não me critique,

Que não me julgue

E tu sempre estás lá,

Me olha, me beija, me consola

Faz-se o meu melhor abrigo

Minha companheirinha,

Se existe melhor terapia que a tua amizade, desconheço

Contigo, nunca estou sozinha

Tantas vezes tenho que sair e preciso te deixar

Tu ficas triste, eu sinto

Mas mesmo assim, sempre me esperas

Não é por isso que deixas de me amar

Minha criança,

Com tua luz,

Tu renovas minha esperança

Em minha vida, tu és uma benção

Me ensina a ter paciência,

Me arranca risos, me diverte,

Traz amor e paz ao meu coração

Eu te conto sobre as coisas deste mundo,

Tu prestas atenção

E pareces compreender tudo em um segundo

Tu tens cama e sofá para se deitar,

Mas tua singeleza mostra que o essencial não está nas coisas

O piso te basta para descansar

Quem me dera eu fosse tão extraordinária o quanto tu tens concluído

Sou muito imperfeita

Mas contigo, tenho evoluído

Eu preciso mais de ti do que tu precisas de mim

O que eu levo tempo para aprender, tu já tens para me ensinar

Tu és luz, de magnitude sem fim

Obrigada por existir

E em mim sempre insistir

Se o destino me contrariar e antes de mim te levar,

Vou plantar contigo, um ipê amarelo em um jardim

Minha árvore preferida

Com a amizade mais verdadeira que tive em minha vida

A inspiração deste poema,

Um anjo em minha vida

Sem asas, mas com quatro patas,

Que ficarão para sempre, em meu coração desenhadas…

 

P.S.: Dedico, com todo o amor que há em meu ser, este singelo poema, a minha querida cachorrinha “Luna”, e também a tantos outros seres que assim como ela, são luz em nossa existência.

1/3 de 2019

01/04/2019 às 08h31

Em torno de três meses atrás, chegou o ano de 2019. Tantas notícias de acontecimentos negativos têm nos encontrado. Ficamos perplexos, horrorizados, espantados.

Parece que a cada ano que se passa, o mundo fica pior e com base nisso, começamos a acreditar que cada vez será mais difícil ter segurança, criar filhos, ter uma vida “normal”.

Surge a impressão de que criamos o hábito de alimentar notícias ruins. Toda notícia gera um alvoroço, especulações, um sensacionalismo, um exagero. Parece que estamos esperando que coisas cada vez piores aconteçam.

Já tentamos procurar entender o porquê de tantos acontecimentos ruins? Será que tudo que tem ocorrido não serve para tirarmos alguma lição e mudarmos alguma coisa, começando por nós mesmos?

Criticamos os governantes, os empresários, a internet, as escolas, os pais, e tudo que estiver cabível de receber crítica.

E nós, temos nos autocriticado?

O que temos feito de positivo em relação a tudo de ruim que tem acontecido?

Ou melhor, o que temos feito de bom que ajuda a melhorar o mundo, mesmo que seja algo pequeno? Veja, “algo que ajude a melhorar o mundo”, não apenas algo em função de nosso próprio umbigo.

Representa que quanto mais bens obtemos, mais queremos adquirir. Quanto mais conquistamos, mais queremos apoderar. Nada nos parece ser satisfatório.

A ambição é uma virtude, nos impulsiona, nos leva para frente, nos tira da zona de conforto, nos faz evoluir.

A ganância, nos perverte, nos cega, nos torna escravos de nós mesmos.

Nosso tempo é cada vez mais corrido, tudo é para “ontem”.

“Tempo é dinheiro! ”

Não conseguimos um tempo para dar atenção aos nossos filhos, ao nosso lar, à nossa família. Mas conseguimos tempo para coisas fúteis e supérfluas.

Paciência tem se tornado uma virtude rara. O estresse tem nos consumido.

Para “compensar” nossa ausência para com nossos filhos e para que estes não fiquem nos “atordoando”, insistindo que “contamos-lhes histórias” ou que brinquemos, lhes damos celulares, tablets, etc.

Nessa peça de teatro chamada “problemas do mundo”, entendemos que não somos os vilões, somos apenas “os mocinhos indefesos”. Será isso mesmo?

Não compreendemos porque as coisas tomaram o rumo em que se encontram e porque a geração atual é de tal forma tão “complicada”.

Será que temos nossa parcela de culpa em tudo de negativo que tem ocorrido ou, somos apenas vítimas?

Facilmente criticamos, por exemplo, o filho do vizinho porque jogou lixo no nosso quintal. Reclamamos, ficamos irritados e até mesmo raivosos. Mas quando foi que chamamos essa criança para conversar ou instruir? Não fazemos isso pois não é nosso filho, “os pais que devem educar, ou a escola”.

Evitamos o diálogo porque entendemos que algumas coisas não são de nossa responsabilidade e também pensamos que arrumaremos confusão para nosso lado. Não temos tempo e nem disposição para isso, pois estamos ocupados demais com nossos afazeres e interesses próprios.

Uma ação de boa vontade, um pouco de sabedoria ao se expressar, a busca de um diálogo inteligente e sensato, é capaz de “derrubar muros e construir pontes”.

Como disse Buda, “jamais, em todo o mundo, o ódio acabou com o ódio; o que acaba com o ódio é o amor. ”

A todo momento existe algo no mundo em que podemos contribuir de forma positiva. Porém cabe a cada um abrir ou fechar os olhos para a realidade que nos cerca.

Também é válido mencionar que muitos que fazem boas práticas, são motivados por sua vaidade. Atuam na busca de reconhecimento, pela necessidade de “aparecer”, e não pelo exercício do bem em si. Sejamos sinceros em nossas boas ações. É preciso verdade para colher resultados permanentes e consistentes. “Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita”.

Tempo para semear e cultivar o bem, sempre existe. Nós somos donos do nosso presente. O nosso tempo, somos nós que criamos. Temos o poder de definir as prioridades e o que realmente importa. Podemos escolher os frutos que queremos colher, conforme o que semearmos.

Vamos parar de maldizer o planeta Terra, ele é um lugar bom, temos tudo o que precisamos, só que não sabemos usufruir. O problema não é o mundo, o problema somos nós mesmos.

Mais cedo ou mais tarde, teremos que prestar contas da nossa inutilidade humana. No caso, parece que isso já está acontecendo.

SERIA UM OBSTÁCULO OU UMA LUZ NO CAMINHO?

30/03/2019 às 17h02

Sexta-feira, fim de tarde e término de uma semana densa.

Ah, como é bom ir para casa!

Indo eu para casa, devagar, notando o sol também indo embora.

Observando a avenida, seu canteiro central garboso, com grama verdinha e palmeiras majestosas, e no centro, pista de caminhada e ciclovia.

Pessoas praticando atividades físicas, caminhada, corrida, andando de bicicleta e alguns passeando com seus cãozinhos.

Até que um cãozinho me chama a atenção. Não pude ver de onde surgiu, quando o vi já estava atravessando um dos lados da rua, cuidadosamente e com o rabinho espanando. De pequeno porte, marronzinho e não parecendo ter uma raça definida. Ia decido em direção ao canteiro central.

Olhei então em direção a este canteiro, procurando encontrar o que lá havia que motivava aquele cãozinho a ir até aquele lugar.

Vi uma moça passeando com sua cachorrinha, branquinha, graciosa, de pequeno porte e do tipo que “acabou de sair do pet shop”. Então entendi o que levava o cãozinho a ir até lá. Sorri em silêncio.

Logo em seguida, quando o cãozinho chegou no seu destino, minha face teve a expressão alterada bruscamente.

O cãozinho, ao tentar se aproximar da cachorrinha, foi estupidamente chutado pela dona da cachorrinha.

Por alguns instantes fiquei perturbada, e me questionando de que forma uma pessoa que tem um “serzinho de luz”, (forma que costumo chamar os cães), pode maltratar um ser do mesmo tipo?

Os cães nos ensinam muito. A principal lição que nos passam é o amor.

Não importa a raça, não importa de onde veio, não importa coisa alguma, pois nada justifica uma atitude assim.

Tive vontade de ir até aquela moça e falar alguma coisa, mas não consegui, fui covarde.

Agora, sinto-me mal, sinto que deveria ter feito alguma coisa a respeito daquela atitude negativa.

O que me resta é fazer algo positivo em relação a este tipo de situação, e não perder a esperança na humanidade, nos seres “racionais”.

O QUE OS OLHOS NÃO ALCANÇAM

28/03/2019 às 18h06

Se observarmos ao nosso redor ou antes disso, em nós mesmos, perceberemos que boa parte do que vemos tem algo escondido, algo que não conseguimos ver.

Seja o sol encoberto pelas nuvens, um horizonte por trás dos prédios, os galhos de uma árvore ocultados por suas folhas. Nós mesmos, vestidos por nossas roupas, e nossa alma revestida pelo nosso corpo.

Certas coisas não podem ser vistas e nem tocadas. Algumas vezes imaginamos o que há por trás do que enxergamos, e em alguns momentos aceitamos apenas o que vemos, sem ir muito além.

Obviamente, gostamos do belo, do confortável, do sofisticado, enfim, do que é agradável aos olhos.

Em um primeiro momento, são as virtudes que nos chamam a atenção e nos atraem.

Quase que involuntariamente, rejeitamos tudo aquilo que julgamos feio ou com defeito. Fazemos isto para coisas e as vezes, para pessoas.

Para as flores, assim como tudo o que existe neste mundo, existem diversos tipos, cores e formas.

As rosas são belas, delicadas, perfumadas, enfim, são encantadoras.

Já os cravos, comparados às rosas, são mais imperfeitos, mais rudes, mais singelos, menos atraentes.

As rosas então, nos ganham. Os cravos, deixamos de lado.

Ficamos tão encantados com as rosas que nos esquecemos que é preciso ter certo cuidado com elas, pois possuem espinhos. Os cravos não nos cativam, porém, não nos ferem.

Como se diz, “nem tudo que reluz é ouro”. Assim como nem tudo o que é imperfeito é ruim.

As vezes julgamos pela aparência. Deixamos de ver o que há por trás disto, a essência.

Como diria o Pequeno Príncipe, “o essencial é invisível aos olhos. ”

Todo o resto, tudo que o vemos e podemos tocar, é supérfluo, é matéria.

É preciso sentir com os olhos, e ver com a alma.

AUTENTICIDADE

27/03/2019 às 10h32

 

As tendências ou o que está “fazendo sucesso”, têm conseguido corromper a nossa autenticidade. Não podemos atribuir a culpa a nada e nem a ninguém pela nossa leviandade e incapacidade de discernimento frente ao que nos é apresentado.

Constantemente, mostram-nos tendências, sejam estas, referentes à moda, comportamento, beleza e até mesmo ideias.

Certas coisas que há algum tempo atrás questionávamos e repudiávamos, hoje aceitamos, incorporamos e até mesmo “aplaudimos”. Será isto indício de evolução ou de retrocesso?

O quão influenciáveis somos? O coletivismo tem nos dominado tão facilmente? Será que nos cansamos de hesitar ao que nos é imposto e acabamos cedendo? Ou ainda pior, será que de fato, sentimos necessidade de estarmos inseridos em um meio onde precisamos “passar uma imagem”, nem mesmo que isto custe nossa autenticidade? Lamentável, seja qual for destas hipóteses.

“Odeio amarelo! Ah, mas está na moda. Vou começar a usar! ”

“Maria vai com as outras”, nos define.

Temos vivido muito de aparência, com características que não nos pertencem, deixando-nos levar por tendências ou ideias, que não nos são genuína.

A imagem, a impressão, a necessidade de aceitação, a ânsia de fazer parte de um grupo e o desejo de ser notado, têm nos feito ultrapassar as fronteiras do bom senso, e distanciando-nos de nossa autenticidade, tornando-nos frustrados.

Por indisposição ou vaidade, estamos perdendo nossa essência.

Será que estamos sendo “metamorfoses ambulantes”, ou sendo apenas lagartas tontas andando em círculos?

PROFISSÃO: ENGENHEIRO CIVIL

22/03/2019 às 17h57

 

– “Você trabalha com o que?”

– “Sou engenheiro Civil.”

– “Ah, sim! Desenha casas e prédios. ”

Breve conversação de um transeunte com um engenheiro civil.

O engenheiro civil é genericamente visto como profissional que “desenha casas e prédios”. Sim, engenheiro civil também pode desenhar casas e prédios, mas não é limitado a isto e por trás de cada engenheiro civil, há muito estudo e responsabilidade.

Na construção civil, além de uma fachada exuberante, por exemplo, existe uma estrutura que sustenta não somente esta fachada, mas toda a edificação.

Constantemente, somos influenciados por nossa própria natureza humana, a falar e opinar com base no que inicialmente nossos olhos conseguem alcançar.

Ficamos extasiados com uma arquitetura harmônica, condizente com a necessidade da edificação. No entanto, raramente questionamos o que sustenta tudo aquilo que visualizamos. Não vemos, portanto não importa muito, o que vale que é o que está a nossa frente.

Sendo assim, o engenheiro civil raramente é lembrado e quando é anunciado, é visto como arquiteto, “Ah sim! Desenha casas e prédios.”

O pilar que não fica no centro de uma sala, a sacada que impressionantemente parece ficar suspensa para fora da edificação, o teto que não sucumbe às nossas cabeças, enfim, a compatibilização eficiente da arquitetura com a estrutura de sustentação, e a estabilidade de tudo isto, cabe ao engenheiro civil. Papel importante deste indivíduo não é mesmo?

É uma lástima que o engenheiro civil seja, na maioria das vezes, lembrado somente quando surge um problema em uma obra. “Chama o engenheiro que ele resolve”.

No momento de o cliente assinar o contrato de prestação de serviços com o engenheiro civil, o tal contrato parece uma piscina, de “tantas lágrimas” que caem dos olhos cliente para que o engenheiro reduza o valor da proposta. “Mas está muito alto este valor, é uma coisa simples.”

Pode-se ainda acrescentar que a atual situação econômica do país, não tem contribuído positivamente para esta profissão.

São diversos engenheiros civis saindo da graduação e não encontrando trabalho na área.

É pouca demanda para o número de engenheiros civis que existem.

Quem já atua na área, se mantém. Quem está em busca de uma oportunidade, infelizmente tem se deparado com muitos “não” ou até mesmo ficando sem respostas. Quando, quase que milagrosamente, se consegue uma inserção neste mercado, a responsabilidade do engenheiro civil continua sendo grande, porém o salário é incoerente com a função.

Levando-se em consideração a clássica desvalorização do profissional e a economia atual, pode-se concluir então, que hoje em dia ser engenheiro civil não é fácil!

Meu nome, Ana Roberta.

Minha profissão, engenheira civil.