Revista Statto

A LEI DA INTERCONEXÃO

18/11/2020 às 09h19

A Lei da Interconexão é mais uma das leis que regem o Universo. Entendendo que tudo é energia que vibra em frequências diversas, ao ponto de formar a matéria, chegamos à conclusão de que toda a criação é feita da mesma substância.

Ora, se somos feitos da mesma substância, estamos todos interconectados. A ciência, mais precisamente a física quântica, vem realizando experimentos que cada vez mais comprovam esta verdade. E o mais bacana da física quântica é que ela volta a unir ciência e espiritualidade.

Veja bem, falo em espiritualidade, algo bem amplo, profundo e individual (pois cada um a sente de um modo ímpar). Não falo em religião. Esta pode ou não conter a espiritualidade, dependendo de como é vivida.

Para muitos, estas revelações quânticas – podemos chamar assim – são difíceis de aceitar, pois elas quebram paradigmas há muito tempo vigentes e convenientes para muitos. Saímos da cartilha do materialismo e da separatividade, e entramos em algo muito maior, mais amplo e abrangente ao mesmo tempo.

Somos todos um; querendo ou não, gostando ou não. Sendo feitos da mesma substância que gera o que chamamos de vida, estamos todos conectados. Com isso podemos deduzir que nossos atos, sentimentos e pensamentos não afetam apenas a nós, ou pessoas próximas. Somos responsáveis pela vida de todos e do mundo.

Sentimentos e pensamentos geram vibrações especificas, assim como nosso comportamento. Se esse conjunto de coisas que eu produzo são coisas positivas, como amor, respeito, gentileza, alegria, bom humor, etc., eu gero uma energia positiva que vibra numa frequência maior e contagia o Todo.

Se ao contrário, de mim emanam coisas de baixa vibração como raiva, tristeza, egoísmo, ganancia, desrespeito, etc., eu contagio o Todo com esta frequência mais baixa.

Além disso, através da Lei da Atração, outra importante Lei Universal, eu atraio para mim e para a minha vida pessoas e situações em sintonia com a minha frequência energética. Lembre-se: semelhante atrai semelhante.

Pensemos assim, então: se digo que quero paz, amor, alegria e tranquilidade, eu preciso vibrar tudo isso para poder atrair. Precisamos transmitir aquilo que queremos receber. Além de atrairmos todas as coisas boas para nós, também estaremos ajudando o mundo a se tronar um mundo melhor, pois estaremos exalando coisas boas para ele.

É por tudo isto que a inveja é uma coisa burra e de gente preguiçosa. Quando vemos alguém que conquistou algo que almejamos, precisamos desenvolver em nós a compaixão positiva e vibrarmos com a conquista daquela pessoa. Pois se um se realiza, abre portais para outros também se realizarem. Não esqueçamos, estamos todos conectados!

Além disso, quanto mais pessoas realizadas em suas vidas e consigo mesmas, mais teremos um mundo melhor e próspero. Quanto mais felizes as pessoas, mais feliz teremos o nosso mundo. Precisamos aprender a nivelar pelo alto e não por baixo. É o que está em cima que dá a mão para o que está embaixo, ajudando-o a subir; e não o que está embaixo puxar o de cima para cair.

Tenho ouvido pessoas reclamarem de certa densidade energética que sentem pairando no ar. Toda esta energia é emanada por nós. Ela é a soma, o resultado, de nossas vibrações energéticas.

Se quisermos diminuir a densidade desta energia pesada, precisamos mudar nossos sentimentos, pensamentos e ações. Precisamos olhar o mundo de outra forma, com mais amor, generosidade e responsabilidade.

Não podemos esquecer que fazemos parte do Todo, deste mundo, do Universo, e somos responsáveis por ele. Se quisermos um mundo melhor como dizemos que queremos, precisamos, em primeiro lugar, melhorar a nós mesmos, crescer como seres humanos.

O autoconhecimento, a empatia, o estudo das novas descobertas e das Leis que regem o Universo são imprescindíveis para entendermos o nosso papel e o cumprirmos da melhor forma possível nesta engrenagem perfeita que se chama vida.

O PODER DA GRATIDÃO

06/11/2020 às 16h49

O sentimento de gratidão é de uma vibração altíssima, elevando nossa frequência e vibração energética. A gratidão é uma das Leis Espirituais do Universo.

Há alguns dias atrás eu me conscientizei de que eu estava reclamando muito sem perceber. Sim, coisas que andam me incomodando bastante ultimamente, como o barulho em torno de onde moro, por exemplo, estavam me fazendo permanecer nesse vício.

SIM! Reclamar é um vício, um hábito que vamos adquirindo na maioria das vezes sem percebermos. E como todo hábito, quanto mais tempo com ele, mais difícil liquidá-lo.  Consequentemente não nos lembramos de nos sentirmos gratos pelo que temos e somos, pois quando estamos reclamando, estamos no polo aposto da gratidão.

Quem reclama, não agradece. Ficamos gastando nossa energia e colocando nosso foco naquilo que nos desagrada. Em vez de focarmos no que temos de bom e em nossas conquistas, nós baixamos nossa vibração nos concentrando na reclamação.

Pela Lei da Atração, em tudo que focamos, seja para o bem ou para o mal, atraímos. Então, ora, se estamos reclamando e, consequentemente, focando no que não queremos, iremos atrair mais daquilo. A nossa frequência energética também cai porque começamos a nos irritar e nos sentirmos insatisfeitos.

Com uma frequência energética mais baixa, isto é, nossa vibração energética decaída, sintonizamo-nos com situações na mesma frequência – não esqueçamos: semelhante atrai semelhante –, atraindo assim, coisas não muito boas, muitas vezes, mais daquilo que reclamamos.

Aquilo em que escolhemos focar é tão importante para a nossa felicidade! A escolha é nossa. Como vamos reagir a algo só depende de nós. O sentimento de gratidão é de uma vibração altíssima, elevando nossa frequência e vibração energética. A gratidão é uma das Leis Espirituais do Universo.

Quando nos sentimos gratos, em vez de irritados e pesados, como quando estamos reclamando, nos sentimos invadidos por uma sensação de leveza e amor indescritíveis. Quando paramos para valorizarmos o que temos de bom – e, muitas vezes, é bem mais do que o que temos de ruim ou nos incomoda –, nos sentimos plenos. Esta é a palavra: plenitude.

Tudo é um exercício. Quanto mais nos exercitarmos no hábito da gratidão, em vez da reclamação, mais fácil será, e mais plenos nos sentiremos. Nossa vida pode mudar, significativamente, para melhor, pois iremos estar, cada vez mais, atraindo coisas boas.

Mas claro que não devemos nos sentir gratos apenas por estratégia. A gratidão deve ser sincera, percebida e sentida.  E você logo perceberá a diferença, pois seu coração se expandirá. Você vai se sentir amado pela vida. Com isso, sua capacidade de amar, assim como a de apreciar as coisas simples, porém belas da vida, se ampliará e o transformará para melhor.

Foi muito bom poder perceber o que estava acontecendo comigo. E aqui fica o alerta de que muitas vezes não adianta a teoria, se não a colocamos em prática. Eu tenho o conhecimento, mas não estava pondo-o em prática. Por isso, mais uma vez digo aqui, o quanto é importante o autoconhecimento.

O tempo todo nós precisamos estar meditando acerca de nós mesmos. Colocando à prova nossas atitudes, sentimentos e pensamentos. O crescimento pessoal é algo que não finda. É necessário que estejamos o tempo todo atentos a nós mesmos, verificando se estamos agindo de acordo com o que aprendemos e sabemos.

 

E ELA FAZIA O QUE PODIA…

22/09/2020 às 09h03

Tentava, tentava, tentava, e fazia o que podia.

Plantava, colhia, plantava, colhia…, mas nunca colhia o que dizia realmente querer.

Talvez não usasse as sementes certas…

Talvez não cuidasse o suficiente do seu plantio.

Como queria ter um belo e florido jardim se não lhe dedicava tempo suficiente?

Muitas vezes preferia se transformar numa borboleta e perambular pelos ares…

Mas ela fazia o que podia, pois também precisava dar os seus voos periodicamente…

Ela era leve, livre, colorida.

Ela era esperta, doce e amorosa… E queria brincar…. Precisava brincar e levar brincadeiras para o mundo.

E era isto que ela fazia quando em sua forma de borboleta…. Ela distribuía prazer, sonhos e brincadeiras para todos que encontrava.

Nem sempre ela percebia o que fazia, ou melhor, o significado do que fazia, mas a verdade é que ela o fazia.

Sim, ela encantava a todos com a sua magia…Mas não percebia que com isto já fazia o que queria.

Portanto, voltava para plantar as sementes e cultivar seu jardim.

Mas o jardim já estava pronto, só que ele não ficava ali, não naquele pedaço pequeno de terra.

Seu jardim era o mundo. E ela, sem perceber, também plantava suas sementes nele, e o regava com regularidade.

Um belo dia as coisas mudaram drasticamente…

Seu pequeno jardim foi inundado por uma terrível tempestade.

Ela achou que tinha perdido tudo e, desolada, se transformou novamente em borboleta para tentar amenizar o seu pesar.

E qual foi a sua grande surpresa?

Ao sair de novo batendo suas asas pelo mundo, o seu prazer e a sua alegria por voar livremente contagiavam, mais uma vez, o coração de todos, que abriam um sorriso sempre que ela passava.

Aquele era o seu maior dom, embora ela nunca o percebesse.

E naquela ocasião ela foi acolhida por todos, ela foi acolhida pelo mundo, pelo seu verdadeiro jardim… O maior de todos, o mais belo, aquele em que ela plantou e cultivou com prazer, alegria e leveza…. Aquele que retratava realmente a sua essência.

DEIXAR FLUIR

10/08/2020 às 09h16

Quantas vezes não estamos querendo controlar tudo? Controlar os acontecimentos, as situações, os outros, os nossos estados de espírito, pensamentos e emoções… É essa necessidade de controle do homem moderno que gera a infelicidade, a ansiedade, a inquietude e a perda de oportunidades felizes. Precisamos aprender a deixar fluir, a não controlar, a darmos espaço para as energias do Universo dançarem ao nosso favor.

Uma pessoa quer muito uma coisa, não para de pensar naquilo. No momento esperado o fato não se concretiza e a pessoa, então, fica amuada, mal-humorada, irritada. Não consegue perceber que logo ao lado o Universo lhe trouxe uma boa surpresa, o inesperado, numa situação que traria à pessoa mais felicidade. Mas ela não está aberta para receber, se fechou no sentimento negativo de que as coisas não deram certo, que nada saiu como o planejado. Aliás, este é o grande problema, estamos sempre planejando tudo. Ah! Isso serve para mim também, pois eu adoro pegar minha agenda e planejar a semana.

Adoro fazer listas também, mesmo que já esteja com tudo na cabeça. Como dizia John Lennon: “A vida é aquilo que acontece enquanto você está fazendo planos”. Mas a questão aqui não é nem tanto essa, você pode até planejar, fazer planos (é importante termos um direcionamento), mas não fique mal se as coisas não saem como você quer. Não queira controlar tudo; é como nosso amigo diz, a vida acontece!

De modo algum o que estou falando aqui tem a ver com resignação ou destino predeterminado. Você pode e deve ser sim dono da sua vida, ter seus objetivos e tentar alcançá-los. Mas precisa estar aberto para perceber as oportunidades que chegam até você, pois elas podem se um pouco diferentes do que você imaginava. É confiar numa força maior que rege o Universo. Quando você está em sintonia com ela, as coisas fluem naturalmente para o seu bem, mesmo que pareça o contrário.

Vou dar um exemplo de uma situação corriqueira que aconteceu comigo. Uma ocasião eu estava longe de casa, cansada, com fome, acabara de dar uma aula de consciência corporal e estava doida para chegar em casa. Quando fui chegando ao ponto do ônibus, o veículo foi passando e não parou. Só havia um ônibus que servia para mim e ele não costumava passar com muita frequência. No primeiro momento, tive o ímpeto de me rebelar e lamentar, mas logo pensei: “Não era para eu pegar esse ônibus”. Senti um alívio e fiquei tranquila esperando o próximo que – ao contrário do provável – não demorou muito. A certa altura, quando já estava no ônibus, passamos por aquele que eu havia perdido. Ele estava parado e quebrado. Os passageiros se encontravam em pé na rua e assim foram, quando embarcaram no veículo em que eu estava.

Deixar fluir é estar em sintonia com a magia do Universo, pois tudo está ligado. Tudo faz parte de uma grande teia energética, por mais que você pense que não. Deixar fluir e não controlar é estar centrado, sereno e em paz, sem deixar de estar entusiasmado e apaixonado pela vida. Em compensação, você não tem sentimentos nocivos como a ansiedade, a preocupação, a irritação e o mau humor.

O excesso de controle é fruto de uma sociedade que incentiva o poder a qualquer preço. O que gera a ambição, a violência, o individualismo e a competição desenfreada entre seres que deveriam se ajudar mutuamente. Queremos controlar para termos poder, poder sobre tudo e todos, mas isso é uma ilusão, pois o que acontece é exatamente o contrário. Nós nos escravizamos agindo assim, ficamos escravos do nosso ego e nos tornamos cada vez mais egocêntricos. Já o deixar fluir nos coloca mais em contato com a nossa essência e com a nossa intuição, uma postura bem mais desapegada e sábia, além de nos deixar mais conectados com as energias criadoras do Universo.

Outro motivo para o controle é a necessidade de segurança. Quando podemos controlar temos a falsa ideia de segurança, achamos que não nos depararemos com imprevistos. Mas o imprevisível faz parte da vida e, se formos pensar bem, é ele que dá graça a ela. Precisamos nos abrir para o mistério, para o inesperado. Precisamos ser mais aventureiros e nos deliciarmos com isso. A segurança não existe, ela é uma ilusão, a qualquer momento tudo pode ruir, por mais “seguro” que você esteja. Quanto mais nos apegamos às coisas, às pessoas e às situações mais intranquilos ficamos.

Deixar fluir é confiar na vida e em si. É confiar na abundância do Universo e no fato de que você é merecedor de suas dádivas. Estas que podem lhe trazer experiências maravilhosas, que você jamais ousou, ou, simplesmente, lhe permitir levar uma vida tranquila e agradável; é só você estar aberto e se alinhar com o fluxo dos acontecimentos.

Deixar fluir é também respeitar o fluxo e o refluxo dos sentimentos, dos relacionamentos e da própria vida. Deixar fluir precisa de atenção, já que estamos tão robotizados e programados para controlarmos tudo. No começo pode ser difícil, para mim, para você. Mas com o hábito (e acho que tudo é uma questão de hábito, o que faz com que devamos ficar mais atentos ainda) vamos pegando o jeito, percebendo a leveza e o bem-estar que esta postura nos traz. É claro que existem recaídas, até porque a pressão do entorno é muito grande, mas tornemos a nos levantar e deixemos fluir…

O CALOR DO INVERNO

20/07/2020 às 16h19

O Solstício de Inverno nos trouxe a noite mais longa do ano. A partir daquele dia o sol começou a ganhar força, bem devagarinho e aos poucos. Dependendo do local, o frio é cortante. O tempo é de introspecção, quietude, silêncio e meditação.  Nos sentimos mais serenos e imóveis, com vontade de nos transformarmos em ursos para termos o direito de ficarmos na toca, na caverna, por mais tempo do que o mundo externo permite.

Quem se conecta aos ciclos da natureza, como um praticante do paganismo, por exemplo, sente com mais intensidade esta época do ano. Melhor ainda, percebe-a melhor e a compreende. Muitas vezes parece que tudo para  e fica suspenso; esperando um melhor momento, esperando a próxima estação, que não vem se manifestar somente a partir do Equinócio da Primavera, mas sim, quando esta começa a se anunciar, através do calor do sol, que timidamente aparece, e do degelo – nos países mais frios – que começa a ocorrer. Essa época era chamada pelos antigos celtas de Imbolc, que acontece no início de agosto no Hemisfério Sul, e início de fevereiro no Hemisfério Norte.

Estamos agora adentrando o inverno, marcado por menos energia solar e mais energia da Terra, que está em seu ápice.  Imbolc ainda está por vir e podemos aproveitar este momento de quietude e interiorização para nos conectarmos com nossa luz interna, a fim de fazê-la brilhar no momento certo, quando o inverno começar a dar os seus primeiros passos rumo a sua jornada no outro Hemisfério.

De nada adianta querermos nos sentir como no verão, por exemplo.  É uma questão de energia reinante. Equinócios e Solstícios são portais de energias. Se nos conectamos a elas, tudo flui de modo harmônico em nossa vida, como são os ciclos da natureza. Mas se começamos a nos atropelar, a nos forçar, acabamos por nos desconectar de nós mesmos, correndo o risco de adoecermos ou ficarmos desequilibrados. Devemos ter atenção, pois infelizmente o mundo atual nos exige uma constância artificial que vai contra os ciclos naturais.

O inverno é momento oportuno para um trabalho de autoconhecimento através de mergulhos profundos em nós mesmos, porém de uma forma suave, prazerosa.  Podemos fazer isto de várias formas: através de meditações, jornadas xamânicas, contato com nosso animal de poder e aliados, oráculos, e o que mais a sua criatividade lhe sugerir. Por falar nela, ela está bem de saúde, está mais lânguida, mas presente, e vai se manifestar de uma forma mais diáfana, podemos dizer assim, o que às vezes, pode até ser melhor.

O Solstício de Inverno, no entanto, nos traz uma mensagem de esperança, pois aos poucos e gradativamente, a luz vai aumentando na Terra. Com isto, aproveitamos para nos curarmos e despertarmos nossa criança interior.

Como na lua minguante, o inverno é momento de limpeza, cura e transformação. Porém, é diferente, pois ele anuncia o crescimento da luz solar. Isto nos dá uma sensação de preenchimento e plenitude, diferente do que acontece na lua minguante que ruma para o vazio.

Quando conectados a nós mesmos, nesse período do ano, por mais frio que esteja lá fora, sentimos o aconchego proveniente do calor de nossa luz interior. E com o passar dos dias dessa estação, ao mesmo tempo em que a luz solar vai ganhando força, a nossa luz interna também vai se intensificando, anunciando o nascimento de um novo ciclo.