Revista Statto

O FAZER É A ESSÊNCIA DO ATO CRIATIVO

06/11/2020 às 17h59

Criatividade do latim creare, a capacidade de criar, produzir ou inventar algo novo de maneira diferente para atingir um propósito, a terceira habilidade mais importante para a vida contemporânea.

Nasce do pensamento crítico e da resolução de conflitos em âmbito pessoal, profissional, social, econômico, etc.

A manifestação criativa acontece a partir da identificação de uma necessidade, desafio ou problema, pesquisas, referências, crítica e (re)criação.

O que estamos vivendo, diante da pandemia, é o estresse para gerar atitudes criativas em todos os setores da sociedade e na vida pessoal.

O pensamento crítico está aguçado, o mundo está de “cabeça para baixo”, na prática de yoga é chamada postura invertida, ou seja, super oxigenação e irrigação do cérebro.

Pensar de maneira crítica, sem julgar, condenar e polarizar é fundamental para permanecer de “cabeça para baixo”, vendo o mundo por outro ângulo para voltar a posição “em pé” com a visão renovada, recriada.

Encarar os conflitos com inteligência, ética, dignidade e empatia, compreendendo que a interdependência é uma realidade, a pandemia está escancarando e gritando para a humanidade “basta”.

As três habilidades: pensamento crítico, resolução de conflitos e criatividade caminham juntas, uma não existe sem a outra.

De acordo com Howard Gardner, psicólogo do desenvolvimento na Universidade de Harvard, “… ser criativo significa fazer uma coisa antes de tudo incomum”, no entanto é essencial que as pessoas reconheçam a seriedade do que é incomum.

O fazer é a essência do ato criativo. Criar ideias é imaginação, criatividade pede ação, concretude, materialização e movimento, caso o contrário, uma ideia não passa de uma ideia morando na mente

Gardner afirma que “… a pessoa criativa precisa fazer as coisas com regularidade. Trata-se de um estilo de vida. A pessoas criativas estão sempre pensando na área que atuam. Estão sempre investigando, fazendo perguntas, buscando o sentido e soluções para aquilo que não faz sentido”.

Criatividade não é habilidade exclusiva de artistas, intelectuais ou gênios.

Todo ser humano traz em si a semente da criatividade, a diferença está na maneira com que essa semente é nutrida, cuidada, estudada e vivenciada.

As crianças são criativas por natureza, encantadas com tudo, sua visão simples e profunda está atenta para os detalhes e nuances de tudo o que acontece ao seu redor.

Portanto, a semente da criatividade começa a ser nutrida quando começamos a nos expressar no mundo, as experiências criativas vividas na infância impactam a vida adulta.

Incentivar, nutrir e apoiar experiências criativas com os pequenos é crucial para que se tornem adultos mais felizes e conscientes de seu propósito de vida, agindo com empatia, resiliência, cooperação e respeito à vida.

Importante ressaltar que a habilidade criativa pode ser nutrida em todas as fases da vida, ela não diminuiu a medida em que nos tornamos mais velhos.

Pessoas criativas são:

  • Cheias de energia
  • Ouvem sua intuição
  • Imaginação é fértil
  • Independentes, responsáveis, disciplinadas
  • Rebeldes, contestadoras
  • Humildes e orgulhosas
  • Abraçam novas tendências
  • Sensíveis, emotivas
  • Amam o que fazem e são objetivos
  • Resilientes e alegres

Nutrientes para a criatividade

  • Curtir momentos de lazer
  • Dar tempo para criar ideias
  • Planejar a execução da ideia
  • Colocar a mão na massa… FAÇA
  • Seja amigo do sabotador interno, não brigue com ele, sem julgamentos
  • Compartilhe seu projeto, sinta o pulso das pessoas
  • Analise diferentes cenários
  • Crie desafios
  • Fique de olho nas tendências
  • Estude, leia
  • Acorde cedo
  • Pratique atividade física
  • Tenha agenda, organização é importante
  • Trabalhe em qualquer ambiente (casa, escritório, praça, parque, etc.)
  • Manter-se ativa, ficar parada não leva a lugar algum

Por fim, reconheça sua biografia, sua jornada, valorize os sucessos e os desafios, desafie-se, viva com simplicidade, consuma menos, invista em alimentação natural, tome sol, dance na chuva, curta as estrelas, seja grata, escute… escute… e escute seu coração e o que as pessoas dizem a você, não queira resolver o problema dos outros, crie algo que te faça bem e traga alegria aos outros.

Seja você, seja feliz!

Abraço carinhoso,

FILOSOFIA DO YOGA – NÃO VIOLÊNCIA EM TEMPO DE PANDEMIA

09/09/2020 às 17h59

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade” (Artigo I – Declaração Universal dos Direitos Humanos – ONU – 1948)

Diante do atual cenário mundial, em que há mais incertezas do que respostas, onde o planeta foi sacudido por uma pandemia sanitária que escancara as desigualdades sociais, culturais, políticas e econômicas, se faz necessária a prudência e a impecabilidade com relação aos valores humanos universais.

O que era “normal” até a primeira quinzena de março hoje ganhou outra configuração.

E a pergunta, que não quer calar, surge: “ O que realmente importa, qual é o bem mais precioso atualmente”?

A dignidade humana está em risco, assim como a vida! Direitos Humanos – https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/

Esforços estão sendo realizados para que a garantia de direitos esteja em primeiro lugar no ranking de prioridades, organismos internacionais e nacionais, idôneos e éticos, atuando incansavelmente para que cada um e todos sejam respeitados, amparados e acolhidos.

Ações coletivas e individuais são necessárias para que todos possamos vencer juntos o desafio colocado pela pandemia e sobretudo pela vida.

Nesse sentido princípios éticos e filosóficos podem ser guias para nos ajudar a manter clareza mental, prevenir situações de violência, intolerância, preconceito, desrespeito a dignidade humana, exclusão e invisibilidade social.

Ao considerarmos a Declaração Universal dos Direitos Humanos e os princípios ancestrais, éticos e filosóficos do Yoga é possível ver o cenário de maneira macro e estabelecer ações para atuar no espaço micro.

Ahimsa, não violência, é o primeiro princípio ético do Yoga que conduz o ser ao estado de paz e desenvolvimento da paciência.

De acordo com a Wikipédia: Paz (do latim Pax) é geralmente definida como um estado de calma ou tranquilidade, uma ausência de perturbações e agitação. Derivada do latim Pacem = Absentia Belli, pode referir-se à ausência de violência ou guerra.

Paz é, portanto, não violência e ser pacífico não é sinônimo de ser “tolo” ou passivo. A paz é ativa, atenta, determinada.

Ser pacífico é reconhecer a conexão e interpendência entre todos os seres e desses com a Natureza.

O estado de paz, calma ou tranquilidade é nutrido um pouco a cada dia a medida em que nos permitimos reconhecer e nomear sentimentos e estados emocionais, sejam eles positivos ou negativos.

Quanta paciência e tranquilidade são necessárias em nossas vidas hoje? Agora? Paciência conosco, com os outros e com as demandas da vida.

Yoga – prática para a tranquilidade link

O exercício da paciência e da fraternidade são constantes, ajuda a tonificar as inteligências emocional e espiritual, sem alarde… pelo exemplo.

Como nutrir a paciência?

Cuidando dos gestos – o corpo fala e o impulso pode levar a cometer agressões físicas contra crianças, jovens, adultos, animais, plantas e recursos naturais. Ganância, poder, raiva, ciúmes podem ser molas propulsoras de violência física.

Cuidando das palavras – após proferidas não é possível voltar atrás, podem causar feridas profundas para quem diz e em quem as recebe. Isso não significa ser omisso e não ter comunicação assertiva. Significa dizer o que precisa ser dito com tranquilidade.

Cuidando dos pensamentos – pensamentos se movem através de ondas eletromagnéticas, podem atingir energeticamente uma pessoa e drenar energia vital de quem os emite, especialmente se eles estiverem carregados de raiva, crítica e comparação.

Acolher demandas emocionais, buscar ajuda profissional.

Meditar – a prática de meditação diária fortalece o autoconhecimento e experiências mais e mais profundas de paz interior.

Bom humor – para trazer leveza.

Contar histórias – para aquecer o seu coração ou de outros.

Empatia – compreender o sentimento dos outros, sem dar soluções, respostas de certo ou errado, ou “ se eu fosse você…”, não somos o outro. Fraternidade é estender as mãos, escutar e estar presente para o outro, se assim ele ou ela desejar, pedir ou quiser, sem invadir o seu espaço sagrado.

Deixo sugestão de meditação para inspirar…você, as crianças, a família e seus amigos.

Escolha um local para sentar, confortavelmente, por alguns minutos, você vai cuidar de você e de suas emoções.

Há dias e momentos em que sentimentos menos positivos aparecem… e junto com eles ficamos tristes, chateados ou magoados. Parar por alguns instantes nos ajuda a encontrar a paciência que existe em nós.

Volte sua atenção para a respiração… inspire e expire suave e tranquilamente… isso… faça as respirações sem pressa… enquanto ouve a minha voz…

Seu corpo, mente e emoções vão relaxando…. Você começa a sentir a tranquilidade que há em seu coração…

Mergulhe nessa sensação de paciência… solte… os pensamentos e sentimentos nessa onda de paz…

Tudo passa… a energia de bem-estar e equilíbrio abraça você nesse exato momento…

Sempre que desejar você pode mergulhar na paz que existe em você…

Inspire e expire profundamente… sem pressa… vá voltando devagar, abrindo os olhos… alongue o corpo… agora você poderá realizar as suas atividades… sentindo-se mais leve”.