Revista Statto

O QUE É TURISMO RURAL?

12/11/2020 às 20h26

Quando o agricultor deixa de ser apenas um produtor e descobre as possibilidades do turismo no meio rural, o cenário muda. O crescimento da atividade turística, é possibilitado por esse caráter dinâmico, global e transversal que o turismo possui.

Agora o espaço rural representa para os turistas uma oportunidade de entrar em contato com paisagens, experiências e modos de vida que não encontram na cidade.

Esse tipo de turismo é uma forma de geração de renda adicional para as comunidades locais, pois contribui para revitalizar o aspecto econômico e social das regiões, valorizando patrimônios e produtos locais, conservando o meio ambiente e atraindo investimentos públicos e privados.

O Ministério do Turismo define como “o conjunto de atividades turísticas desenvolvidas no meio rural, comprometido com a produção agropecuária, agregando valor a produtos e serviços, resgatando e promovendo o patrimônio cultural e natural da comunidade”.

Ele somente começou a fazer sucesso no Brasil na metade na década de 1980. O seu início está relacionado ao município de Lages (SC), onde em 1986 surgiram as primeiras propriedades rurais abertas ao público, mais tarde, essa modalidade recebeu o nome de Turismo Rural.

Quem viaja para o campo, muitas vezes, busca reencontrar suas raízes, interagir com a comunidade local, participar de festas tradicionais, conhecer o patrimônio histórico e natural do meio rural, fugir da rotina da vida urbana e adquirir os produtos locais. Junto a isso os pequenos produtores rurais desejam diversificar sua fonte de renda e agregar valor aos seus produtos. Dessa maneira, o produtor incrementa a sua renda e o turista tem acesso a produtos de qualidade.

No entanto, o Turismo Rural possui suas particularidades que o diferencia de outros segmentos do turismo.

Suas atividades acontecem no meio rural: as ofertas de serviços, equipamentos e produtos turísticos de hospedagem, alimentação, transporte, recepção, recreação, eventos, entre outras atividades, são praticadas no meio rural e existem em função do turismo.

A presença do meio rural:  os elementos que indicam sua identidade são caracterizados pela destinação da terra, foco nas práticas agrícolas e na noção de valor que a sociedade dá ao rural, que abriga características como a produção de qualidade, a paisagem, a biodiversidade, o modo de vida, a lógica familiar, a cultura comunitária, a identificação com os ciclos da natureza.

É comprometido com a produção agropecuária: mesmo que as práticas não estejam na escala comercial, ainda há comprometimento por meio das práticas sociais e de trabalho, pelo ambiente, pelos costumes e tradições, pelos aspectos arquitetônicos, pelo artesanato, pelo modo de vida que são considerados característicos de cada população rural.

Agrega valor a produtos e a serviços: práticas comuns à vida no campo, como as criações de animais, o cultivo da terra, as manifestações culturais, a culinária e a própria paisagem passam a ser consideradas importantes no produto turístico rural e valorizadas por isso. A agregação de valor também está, por exemplo, em produtos in natura, sob a forma de conservas, embutidos, produtos lácteos, refeições e outros. Outra possibilidade é a transformação artesanal em objetos decorativos carregados de história e tradições.

Resgata e promove o patrimônio cultural e natural: ao definir os produtos de Turismo Rural, contempla-se os fatores culturais, por meio das manifestações e práticas regionais (como o folclore, os trabalhos manuais, os costumes, os ofícios, as festas, os “causos”, a culinária), e conservar o ambiente natural, da paisagem e cultura (o artesanato, a música, a arquitetura).

Sendo assim, o Turismo Rural tem grandes potenciais a serem explorados nas mais diversas comunidades do interior e de distritos de cidades, como em Santa Maria e na região da Quarta Colônia. Consuma de produtores locais e ajude o Turismo Rural.

Mais informações clique aqui

Fonte: Ministério do Turismo

Disponível: https://atratividades.com.br/blog/turismo-rural/

Texto por Júlia Goulart, jornalista

Revisão por Aline Lopes, jornalista

CONCENTRAÇÃO E CORAGEM PARA ESCALAR

11/10/2020 às 16h37

Você teria coragem de escalar uma parede de pedra em meio à natureza?

Imagina seus olhos a alguns centímetros da rocha e o chão muito longe dos seus pés. Força, flexibilidade e autocontrole. Nessa hora, os montanhistas dizem que a concentração é absoluta, um passo em falso pode ser muito perigoso.

Mas antes que você se incentive ao desafio, vamos contar um pouco da história do montanhismo. Em 1º de novembro de 1919, foi fundado no Rio de Janeiro o primeiro clube de montanhismo do Brasil, o Centro Excursionista Brasileiro. A montanha-símbolo escolhida foi a Dedo de Deus, localizada no Parque Nacional da Serra dos Órgãos. Apesar de diversas montanhas terem sido escaladas em data anterior, foi a conquista deste pico de mais de 1.600 m de altura, em 10 de abril de 1912 por cinco jovens de Teresópolis, que marca o Montanhismo no Brasil.

Hoje, o esporte é administrado pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada, uma entidade sem fins lucrativos, fundada em agosto de 2004 e que trabalha a evolução do esporte, a formação técnica e ética dos praticantes e guias e as condutas de preservação das montanhas para as futuras gerações. Em Santa Maria, temos a Associação Santamariense de Escalada que fornece um documento sobre comportamentos aos frequentadores dos setores de escalada da cidade e seu entorno.

Para saber mais sobre o montanhismo e as modalidades de escalada, o Atratividades conversou com o instrutor Wendel Soares que é montanhista há 15 anos e já escalou o Aconcágua, o Vulcão Quetrupillán e o Vale do Cochamó no Chile, o Arequita no Uruguai, em Los Gigantes na Argentina, na Patagônia, em Bariloche e vários outros lugares. Ele é apaixonado pelo que faz e falou sobre os tipos de escalada, equipamentos necessários, recomendações mais importantes, sobre a ética para a prática do esporte e nos tirou algumas dúvidas, tudo isso você confere no nosso vídeo. Conheça alguns tipos de escalada.

Muro Artificial – Indor

Muro artificial, pouco equipamento e 100% segura, serve como treinamento para encarar a rocha.

Bouldering

Alto grau de dificuldade técnica porque é sem corda e sempre a poucos metros do chão, por isso as quedas fazem parte do jogo.

Escalada Esportiva

O objetivo básico é escalar a via inteira, a partir do chão, com segurança por baixo, sem cair e sem se apoiar na corda ou nos grampos para descansar.

Escalada Livre Tradicional ou Clássica

O grau de dificuldade técnica é mais baixo do que nas vias esportivas, mas tem que ter resistência para suportar longas horas na parede. A proteção móvel é empregada sempre que possível e pode haver trechos sem proteção nenhuma na via.

Big Wall

Pode demorar vários dias e é preciso muita bagagem. A tendência, hoje, é evitar ao máximo o uso de pitons, uma âncora de metal, já que eles estragam as fendas. Algumas walls clássicas vêm sendo escaladas num único dia por atletas de muito alto nível.

Escalada Alpina

É preciso ter conhecimentos básicos de meteorologia, navegação, nutrição esportiva e primeiros socorros para a sobrevivência. O guia deve tomar decisões que evitem avalanches.

Alta Montanha

Além de todas as dificuldades da escalada alpina em gelo e neve, é preciso enfrentar a escassez de oxigênio. O escalador enfrenta extremo desconforto e deve estar apto a lidar com avalanches, tempestades e temperaturas de muitas dezenas de graus abaixo de zero.

Cachoeiras Congeladas

O equipamento empregado é bem específico: um par de picaretas curtas de 50cm, crampons com um único dente frontal serrilhado (monopoint), muitos parafusos e fitas.

Se você quiser se aventurar ajudamos com as informações, entre no www.atratividades.com.br e saiba como fazer. Avante montanhista.

LINK DO VÍDEO:

https://youtu.be/rRVxMu9S5vc

Texto por Aline Lopes (MTB 19303/RS)

Revisão por Júlia Goulart (MTB 19.973/RS)