Revista Statto

REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA, AGRONEGÓCIO E SUSTENTABILIDADE

18/12/2018 às 10h11

A sociedade constitui um todo dinâmico em constante movimento e evolução. Atualmente pode-se notar uma nova realidade de desenvolvimento, que pode ser denominada de revolução tecnológica, a qual determinou alterações na economia mundial.

O avanço tecnológico e a dinamicidade do desenvolvimento social e econômico impõem a busca de um ponto de equilíbrio entre a manutenção do mercado econômico, respeitando os interesses dos empresários atuantes no setor do agronegócio e a prática produtiva que leva ao o uso de um número, cada vez maior, de bens retirados da natureza, bens estes que são esgotáveis.

A necessidade de proteção dos recursos naturais (fontes de produção) frente ao processo de desenvolvimento econômico determina a busca de meios alternativos que viabilizem a continuidade do desenvolvimento com a minimização dos impactos ambientais. Neste contexto, uma importante reflexão envolve o papel do empresário rural, que atua no agronegócio, em relação ao desenvolvimento tecnológico e a necessária sustentabilidade.

Este cenário demonstra a importância de fazer referência ao surgimento da nanotecnologia, a qual integra a revolução tecnológica e pode ser uma aliada para o avanço do processo de desenvolvimento no setor rural. A nanotecnologia surgiu a partir do desenvolvimento de técnicas de miniaturização, sempre com vistas a proporcionar o atendimento das necessidades humanas e a melhoria da qualidade de vida, podendo-se afirmar que constitui um divisor, ensejando uma nova era dentro dos avanços e aprimoramentos das pesquisas e, consequentemente, da produção de bens de consumo relacionados diretamente à atividade empresarial rural.

A nanotecnologia constitui um componente permanente que integra a evolução tecnológica e sua existência está adstrita à criação intelectual realizada por pessoas que despendem esforço, estudo e dedicação para elaboração de criações inovadoras que permitem as mais diversas formas de comunicação e operacionalização de atividades empresariais dentro da sociedade atual. O uso da nanotecnologia, pelo agronegócio, pode ser um instrumento que viabilize a efetividade da proteção do meio ambiente, a partir da manutenção do mercado de consumo, com a produção de bens e com o uso da menor quantidade possível de recursos naturais.

A partir dessas considerações e da análise da realidade atual, pode-se afirmar que a utilização da nanotecnologia é um instrumento que viabiliza a efetivação da sustentabilidade, mediante a produção de bens em escalas que atendam às necessidades da população, sem ocorrer a continuidade do grande impacto ambiental com a extinção de recursos naturais que constituem a matéria-prima do mercado como um todo, o que viria a afetar de forma direta os empresários em geral, comprometendo o desenvolvimento da atividade empresarial.

Assim sendo, é visível a necessidade de compatibilização entre o desenvolvimento (nano)tecnológico com os anseios dos empresários rurais, atendendo os interesses da coletividade, uma vez que os processos nanotecnológicos já demonstraram a possibilidade de eficiência em diversas áreas de interesse, desde a proteção da saúde, oferecimento de bens a partir da produção em grande escala com uso de menos recursos naturais, incluindo a tutela ambiental que constitui questão inerente ao convívio social, nas mais diversas agendas da atualidade.

Nesse contexto, não existem justificativas para ignorar a possibilidade da proteção ambiental a partir da aplicação da nanotecnologia. Resta evidente que o uso das técnicas de miniaturização, pelos empresários do agronegócio, decorrentes da nanotecnologia permite a produção em escala maior, com o uso de um número reduzido de recursos naturais. Essa prática pode minimizar os ‘encargos’ e promover a sustentabilidade ambiental, em função da melhoria da qualidade de vida proporcionada pelo desenvolvimento nanotecnológico.

A TECNOLOGIA NO MEIO EMPREENDEDOR

26/10/2018 às 16h14

Os meios eletrônicos operam uma verdadeira revolução na história da comunicação e do desenvolvimento econômico, determinando alterações no âmbito da informação, que passou a ocupar um novo espaço no setor econômico. Ocorre que este novo contexto determina a necessidade de atualização e evolução da sociedade, em especial no meio empresarial, de forma a encontrar instrumentos eficazes para a resolução das questões advindas de cada nova situação emergente.

A ascensão no uso da tecnologia é considerada um fator de desenvolvimento das nações. Dada a conexão entre a tecnologia e o crescimento econômico, verifica-se a necessidade da existência de uma visão parcial da tendência presente ou futura relacionadas à utilização da tecnologia no empreendedorismo.

Atualmente não existe espaço para reflexões sobre a importância da informática na vida cotidiana, pois é inquestionável o fato do seu uso. Devem ser considerados também os reflexos econômicos decorrentes do atual contexto, no qual a informática ocupa papel de destaque, o que fez surgir um novo modelo de desenvolvimento empreendedor, este relacionado ao surgimento e aprimoramento das startups.

Nesse contexto, as startups são formadas por um conjunto de pessoas que possuem uma ideia inovadora, a qual tem aplicação tecnológica. A estrutura da startup envolve um modelo de negócios, o qual tem em vista a geração de lucro para empreendimento, ou seja, o passo inicial do empreendedor que possui uma ideia inovadora é encontrar a forma através da qual será trabalhada e transformada em dinheiro.

A realidade do empreendedorismo na atualidade está inserida, na maioria das vezes, em espaços destinados para a inovação, o fortalecimento e o amadurecimento dos negócios – espaços esses localizados em Ambientes de Inovação, Incubadoras Tecnológicas, Parques Tecnológicos.

Independentemente da localização das startups, um fator que merece atenção envolve a preocupação que o empreendedor deve ter em proteger sua ideia, elaborar contratos que protejam seu negócio e, sobretudo, atender às regras de proteção dos consumidores, pois para um empreendimento ter sucesso, o consumidor constitui um dos elementos essenciais no ecossistema do empreendedorismo.

Ademais, não se pode restringir o uso da informática apenas aos contextos econômicos, pois sua utilização atual envolve toda uma rede de relacionamentos, que abrangem aspectos culturais e sociais em grande escala. Outro fator relativo ao contexto atual que merece referência, diz respeito ao aceleramento de todo o meio social em razão da inserção da informática na vida cotidiana.