Revista Statto

APRENDA A CONFIAR

22/03/2020 às 16h32

Em momentos como o que estamos vivendo, por mais desesperador e incerto que tudo possa parecer, temos a oportunidade de olhar para dentro para entender que algo precisa ser mudado.  Tivemos que esperar para que um vírus microscópico surgisse e nos mostrasse tudo isso para que só então pudéssemos perceber que todo o processo de mudança em grande escala, sempre começa de dentro para fora.

O planeta Terra (Gaia) está passando por um processo intenso de purificação, pois precisa de cura e nós também. Esse processo de limpeza começa dentro para então se expandir e precisamos ter resiliência para deixar as coisas serem como são e ao mesmo tempo humildes o suficiente para aceitar que por mais tecnológicos e avançados que possamos ser, não temos o controle de absolutamente nada e que precisamos sim confiar na força maior que nos governa.

Precisamos pensar em nós colocando a máscara primeiro (literalmente) para depois ajudar os demais.   Precisamos aprender a estar sozinhos e ao mesmo tempo de colaborativismo para entender que somos uma rede de seres sencientes conectada a tudo e todos que nos rodeia e que tudo aquilo que fazemos afeta o todo.

Precisamos entregar a nossa vida e de quem amamos na mão do outro, como nunca antes, ao mesmo tempo que cuidamos de nós e dos nossos. Por isso, precisamos de empatia e generosidade para pensar no coletivo ao não comprar além do necessário e nem estocar alimentos. Precisamos aprender que o outro importa, honrando e agradecendo aos que estão na linha de frente ao mesmo tempo que não julgamos aqueles que não estão.

Como @lenine em sua célebre canção: “Enquanto todo mundo espera a cura do mal e a loucura finge que isso tudo é normal” [Se alguma música for cantada nas janelas, que seja essa]

Precisamos de paciência…

Precisamos desacelerar para nos tornar nossas melhores versões.  Ter paciência com os processos. Internos e externos. Paciência com o outro e com nós mesmos.

Certamente a cura virá, mas antes precisamos aprender a confiar.

A FORÇA POTENCIALIZADORA DOS ENCONTROS

23/01/2020 às 11h35

Um amigo do trabalho costuma usar em seus discursos a seguinte frase: “é junto dos bão que ocê fica mió”, e isso me faz refletir sobre a força  potencializadora dos encontros.

São esses encontros transformadores que têm o poder de despertar o melhor ou o pior de cada um de nós. São as experiências vividas que possuem o poder de nos transmutar, de trazer a tona ou trazer de volta à vida o brilho interior que você já tinha até esquecido que estava ali – seja pela rotina, pelos caminhos tortos que a vida te leva e que, muitas vezes, não é para os lugares que você sonhou estar. A vida tem dessas coisas e nem sempre o que planejamos é aquilo que se concretiza. Então, respira e não pira. Tá tudo bem não se sentir adequado em algum momento da sua trajetória profissional – e pessoal.

A vida tem dessas coisas e tudo – até as experiências ruins – é uma grande fonte de aprendizado.

E somos livres para decidir qual dos dois caminhos distintos queremos trilhar: um nos leva a fazer do sofrimento a força motriz para nos tornarmos alguém melhor que é capaz de crescer a partir de um fato, talvez, não tão feliz. O outro nos faz nos entregarmos a sentimentos ruins que podem sim, serem causados pelo meio em que estamos inseridos: tristeza, depressão, ansiedade, angústia, apatia, estresse e tantos outros sintomas da geração que está sempre ocupada, vivendo entre a cruz e a espada, que vemos não só no ambiente corporativo, mas em diversos setores da vida.

A lista é imensa! Mas quando a gente honra e agradece pelos processos vividos a gente aprende. Quando a gente passa a torcer pelo sucesso, se alegrar verdadeiramente pelas conquistas e pelo crescimento do outro, a gente floresce e cresce também. Assim, a gente só enriquece nossa caixinha de vivências e pode auxiliar alguém que esteja passando por dores similares e, até mesmo, maiores que as nossas. O mais importante é saber enxergar o outro sob um olhar empático, como um ser humano cheio de defeitos e em constante aprendizado, assim como você.

Por isso, o motivo principal deste texto é fazer refletir sobre:  qual é o lado que você quer estar?

Se você quer ser uma potência que desperta o melhor lado das pessoas que convivem com você ou quer ser alguém cuja energia afasta todos ao redor? Gerando – até mesmo de maneira inconsciente – um distanciamento tanto de sua verdadeira essência quanto das pessoas que querem o seu bem. Não que o mundo será sempre um Nirvana*, porque sempre existirão dias bons e ruins, onde não existem problemas a serem resolvidos, mas podemos fazer escolhas que minimizem os efeitos nocivos e tóxicos da nossa sociedade. Hoje eu tenho a sorte de ter uma rede próxima de pessoas que permite trocas sinceras, admiração e apoio mútuos – em sua maioria. Elas têm uma energia tão boa que atinge todos ao redor e enxergam sempre o melhor da vida, a estas, o meu sincero agradecimento.

Vocês são o motivo pelo qual eu ainda acredito que o mundo corporativo pode ser salvo!

*Significado de Nirvana

substantivo masculino [Religião] De acordo com o budismo, eliminação permanente do sofrimento humano obtida através do aniquilamento do desejo. [Filosofia] Religião.