Revista Statto

ENTREVISTA COM VICTOR MORY: DJ FLORO – DO PERU PARA O BRASIL!

13/11/2020 às 09h28

Tivemos a honra de entrevistar o DJ Floro, muito conhecido nas noites cariocas e também como professor de espanhol na Casa de Espanha do Rio de Janeiro. Ele nos contou como teve sua vida transformada após um grave acidente em janeiro de 2020, quando infelizmente teve que amputar uma de suas pernas. Confira essa linda entrevista!

Victor conte um pouco sobre sua trajetória, quando veio para o Brasil, onde e o que estudou? Hobbies, profissão, etc.

Oi! Tudo bem, meu nome é Victor Mory, cheguei ao Brasil em 1993 e vim para fazer faculdade de administração de empresas na UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro. Depois que concluí decidi ficar por aqui para tentar trabalhar como administrador. Mas, na prática, não me dei muito bem com administração. E, ao mesmo tempo, comecei a trabalhar como professor de espanhol para ter uma renda extra e acabei gostando mais da profissão da docência do que da administração. Por isso decidi fazer faculdade de letras também, na Veiga de Almeida.

Nesse meio tempo também comecei a trabalhar como DJ de música latina, aproximadamente desde 2007 e tive a oportunidade de tocar em quase todas as academias de dança conhecidas do Rio de Janeiro e sempre música latina!

A comunidade peruana no Rio de Janeiro parece bem unida. Como vocês se relacionam no dia a dia? Eventos, indicação de trabalho, estudos…

Olha a comunidade peruana é bem unida sim, mas eu não estou por dentro das atividades do consulado. Para falar a verdade eu só ia ao consulado para regularizar às vezes documentação ou para seleções que tinham no Peru. Fora isso eu não frequento o consulado, mas sei por algumas pessoas que o trabalho consular do Peru aqui no Rio de Janeiro é bem unido, bem ativo, participa bastante das necessidades dos peruanos residentes aqui.

Você é tradutor e professor de espanhol e trabalhou muitos anos na Casa de Espanha do Rio de Janeiro. Quem geralmente é o seu público para as aulas e traduções? Com a pandemia agora as aulas são “on-line”? Como funciona?

Sim eu trabalhei na Casa de Espanha, que é um clube espanhol no bairro de Humaitá durante 15 anos com carteira assinada. E foi uma experiência muito boa, foi um trabalho muito legal e aprendi muito. Era um curso muito bom, que infelizmente fechou as portas em 2017. Eu dava aulas do nível básico, do nível A1 ao nível superior, o C2. Essas aulas geralmente eram destinadas para adolescentes e adultos. E também dávamos aulas pela Casa de Espanha para empresas, geralmente estrangeiras que tem sede no Rio de Janeiro no Brasil. Ou empresas brasileiras com sede em outros países da América Latina, então a gente treinava os funcionários. As traduções também, a maioria dos trabalhos que eu faço de traduções são artigos em português que serão publicados na América Latina. Às vezes também são teses de conclusão de curso, etc. E também trabalho com revisões. Às vezes os alunos já têm conhecimento prévio da língua espanhola e eles mesmos fazem a tradução usando vários recursos como “Google tradutor”, etc. E aí eu faço a revisão do texto final.

E com a pandemia realmente todas as aulas presenciais que eu tinha acabaram e devido ao acidente que eu tive também não tive como continuar. Mas comecei a me aventurar nesse mundo “on-line” de aulas e realmente, gostei. Gostei muito! Hoje em dia eu não me vejo dando aulas de outra forma. E durante a pandemia tive bastante aluno, porém agora que a pandemia deu uma estabilizada, grande parte dos alunos voltou ao trabalho presencial, então pararam de ter aulas. Então, estou com bastante tempo disponível, se vocês souberem de alguém que esteja interessado, podem me chamar (risos)!

Conte um pouco como surgiu o DJ Floro, tão conhecido nas noites cariocas. Onde você já tocou na cidade maravilhosa e em outras capitais e cidades? Quem é seu público mais assíduo?

Bom como DJ eu comecei um pouco acidentalmente, em 2006 eu morava numa casa grande e fazia festas no quintal da casa. Não festas, eu fazia churrascos para falar a verdade e eu colocava música latina. E as pessoas que eu convidava gostavam da “playlist”.  E um dia um amigo meu, peruano também, que tinha contatos numa casa de festas, numa “boate” e disse que o amigo dele tinha um dia livre para tocar e me perguntou se eu gostaria de fazer o trabalho como o DJ. No começo eu fiquei com certo receio, mas eu aceitei o desafio e foi aí que eu comecei, aproximadamente no ano de 2007.

E daí eu comecei a conhecer pessoas que frequentavam as festas, não só latinos como também brasileiros. E começaram a perguntar se eu gostaria de tocar nas academias, etc. E foi assim que comecei também a tocar em academias! Logo depois eu me juntei com outros amigos e começamos a criar nossas próprias festas, os próprios eventos. Alugando casas no centro do Rio de Janeiro, na Lapa principalmente. Foi assim que comecei…

Aqui no Rio de Janeiro, a maioria do meu público sempre foi de academias e um pouco (em menor medida), o público latino mesmo. E em São Paulo é o contrário, eu toco desde 2018 e comecei tocando uma vez por mês no final de 2018 e no meio de 2019, duas vezes por mês (um sábado sim, outro não). E no 2º semestre de 2019 comecei a tocar todos os sábados até janeiro de 2020 quando tive o acidente. Então em São Paulo é o contrário, a maioria do público onde toco é latino! Talvez porque em São Paulo tem um público latino muito maior que no Rio de Janeiro. É isso…

Em janeiro deste ano você sofreu um grave acidente que mudou sua vida. De quem foi à iniciativa da “vaquinha on-line”, para arrecadação do valor necessário para você colocar a prótese? Você tem recebido ajuda de amigos, familiares? Como estão as coisas?

Bom mais ou menos dois meses atrás eu já estava pensando em fazer essa “vaquinha”, desde julho eu faço reabilitação e faço pilates, então tanto os fisioterapeutas de pilates como os de reabilitação do coto (da perna amputada) já me falaram que já estava na hora de pôr uma prótese. E foi aí que eu comecei a pesquisar, pesquisar em clínicas de reabilitação. E aí pela primeira vez fiquei sabendo de todo um universo diferente. De joelhos pneumáticos, hidráulicos, eletrônicos, de canelas de encaixe, de “liners”, de pés… Enfim, todo um universo novo para mim, então eu fiz muitos orçamentos, fiz vários e cada orçamento, cada perfil depende muito do nível de atividade de cada um. Tem joelhos, pés, etc. Para pessoas sedentárias, para idosos, tem pés, encaixes, para pessoas de meia-idade, quem tem certa atividade, pouca atividade, específico para crianças, adolescentes, tudo isso. Então, diante do meu contexto pessoal, eu fiz o orçamento de um joelho que se adaptaria as minhas necessidades e foi aí que eu cheguei nesse orçamento, nesse valor. Porém, os preços dos joelhos aqui no Brasil são muito altos e eu realmente não teria condições de alcançar esse valor. Então algumas pessoas me falaram que existia esse recurso de fazer essa “vaquinha on-line” e foi aí que eu comecei.

Realmente foi uma mudança muito impactante, um choque muito grande. E como falei anteriormente, eu tenho recebido muito apoio de amigos, colegas de trabalho, alunos, ex-alunos e pessoas que vão às minhas festas, tanto no Rio quanto em São Paulo. As pessoas se solidarizaram, fizeram doações pessoais, agora estão fazendo doações nessa “vaquinha” também… graças a Deus! Eu tenho tido esse apoio, aqui no Brasil, pois, aqui não tenho parentes sanguíneos. O único parente que tenho realmente é minha mãe (sou filho único) e ela mora no Peru e já tem uma idade avançada. Praticamente a minha família aqui no Brasil são meus amigos! E graças também a algumas aulas e traduções, tenho conseguido me manter.

O ano de 2020 tem sido um desafio muito grande para muitas pessoas. Muitos perderam entes queridos, outros perderam suas fontes de renda. Ainda assim é possível tirar algumas lições positivas? Em seu caso especialmente falando Victor, é possível ver um lado bom apesar de tudo que você tem vivenciado? Onde você busca forças para prosseguir firme na jornada?

Bom realmente o ano de 2020 tem sido um grande desafio para muita gente, como você mesma mencionou. Muita gente perdeu a vida, os empregos, familiares, os negócios e eu ainda por cima perdi uma perna. Então, tem sido um pouco difícil, mas eu não vejo o acidente como algo necessariamente negativo. Eu lembro que outro dia eu estava indo ao hospital, onde eu sofri a amputação, e estava com um amigo e por coincidência o acidente foi bem perto desse hospital. E esse amigo me perguntou na hora que estávamos saindo (fui resolver umas questões de prótese, prontuário, documentação, etc.), aí ele me perguntou: – Victor foi nessa esquina que foi seu acidente? E de repente eu tive um “insight”, uma luz, ou revelação, não sei como chamar, e fiquei pensando na pergunta dele e eu respondi: – Olha eu não vejo esse lugar como acidente, eu vejo esse lugar como renascimento, sabe… Eu não vejo a data do acidente como algo negativo, eu vejo a data do acidente como um novo aniversário de vida! Porque realmente eu renasci, sabe, parece que antes do acidente eu era uma pessoa, e que agora sou outra pessoa… É por incrível que pareça, quando a agente tem tudo ao nosso favor, no caso eu tinha às duas pernas, eu não dava valor a muita coisa, sabe… O tanto quanto eu dou valor agora, que eu não tenho uma perna. Então, hoje eu me sinto uma pessoa diferente, uma pessoa nova! Talvez uma pessoa mais batalhadora, uma pessoa mais resiliente. E eu costumo dizer para os meus amigos que chorar não vai fazer minha perna crescer de novo, entendeu. E o que eu tenho que fazer de melhor agora não é me lamentar, para ninguém, Deus, o acidente, enfim… O que eu tenho que fazer agora é correr atrás.  E viver um dia de cada vez e pensar também nas possibilidades de como resolver, como me readaptar, entendeu. Então realmente o acidente me fez ver a vida de outro jeito, e realmente me sinto outra pessoa agora.

Você acredita em Deus? O que você poderia dizer a alguém que esteja passando igualmente por momentos difíceis e precisa se reerguer?

Eu acredito em Deus, não sou praticante de uma religião, católico ou protestante. Acredito em Deus sim, estudei numa escola cristã a vida inteira no meu país. E acredito que existe uma força, uma entidade, algo além de nós que criou tudo isso que a gente está vivendo hoje. E realmente eu rezei muito durante a minha estadia no hospital, depois do hospital, atualmente, rezo bastante para ter forças para continuar. Acredito que sem esse lado espiritual nosso, a gente não consegue fazer nada, sabe. A gente pode almejar, a gente pode querer, mas sem o espiritual, tudo fica mais difícil. Sem Deus, tudo fica mais difícil. E eu gostaria com certeza, de quando eu estiver reabilitado, quando estiver com a prótese, de conhecer pessoas que estão passando pelo mesmo problema e de alguma maneira contar como foi minha experiência, como foi a reabilitação, como foi o processo de adaptação com a prótese e, porque não ajudar? Com os contatos que tenho, com as “vaquinhas on-line” que conheço para ajudar a recolher recursos. Porque tudo que a gente ganha nessa vida, a gente não leva para outra vida, então a gente tem que passar adiante! E tudo que a gente aprende aqui, a gente tem que dividir isso com todo mundo. Isso que vai fazer a gente uma pessoa melhor…

Para quem deseja fazer aulas “on-line” precisam de um tradutor e também para quem queira ajudar na arrecadação de fundos para a prótese, como podemos te encontrar?

Meus contatos são:

INSTAGRAM: espanhol.insta

WhatsApp: 21 9.9267-1881

“VAQUINHA”: Solidariedade / Saúde / Caridade

http://vaka.me/1479655

Muito obrigado!

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ENTREVISTA COM A ENFERMEIRA VALDELÍCIA SANTIAGO

03/11/2020 às 14h36

Apresentação:

Valdelicia poderia traçar um histórico de sua jornada profissional até os dias atuais?

O interesse pela área da saúde sempre existiu. Sempre me atraiu e muito. Sinto-me confortável em um ambiente que para alguns é o “caos”. Trabalhei em vários segmentos até iniciar como recepcionista em uma Instituição. E o que era interesse se tornou paixão. Fui adquirindo conhecimento administrativo, como tratar as pessoas e fui me interessando cada vez mais pela enfermagem. Decidi ingressar no curso de auxiliar de enfermagem. E nos estágios senti que era esse meu caminho. Trabalhar na área da saúde foi uma escolha. Estar próxima ao paciente, prestando cuidados é uma das atuações importantes e primárias da profissão. Prossegui nos estudos. Fiz faculdade, me formei em Bacharel em Enfermagem. Fiz duas pós voltadas para o ensino. Uma específica em Docência na Saúde. E hoje acompanho estágios como supervisora, dou aulas teóricas, cursos…. Ser docente não é um trabalho do tipo free lance. É minha profissão. Acompanhando alunos em estágio posso continuar na prática e estar próxima aos cuidados prestados ao paciente/cliente. Participar da formação de novos profissionais é enriquecedor porque de alguma maneira sinto que estou deixando uma parte minha com cada aluno, e fico com partes desses alunos comigo. Enriquecendo assim meus conhecimentos. É uma troca replicar conhecimento, estou em constante aprendizado! E posso dizer com toda certeza que me sinto privilegiada em poder dizer que amo o que faço e faço o que amo. Ser docente é um aprendizado infinito. Porque através dos meus alunos estou sempre buscando aprender…. É estimulante. Gratificante em muitos aspectos… É extremante maravilhoso ouvir alguém me chamando e dizer “oi para o” fui seu aluno… Mas eu continuo buscando novas atualizações. Esse ano já estou prestes a realizar o Curso de PICC (Cateter Venoso de Inserção Periférica) e pretendo fazer Pós em Estomoterapia.

E na vida pessoal, como conseguiu desempenhar o papel de mãe, esposa, filha e agora avó? Conciliar de maneira equilibrada a vida pessoal e profissional, estando na área da saúde é possível?

Sim. Hum…. É preciso encontrar o meio termo. Há fases que fiquei totalmente voltada para o trabalho. É claro que ainda existe a necessidade de descanso. Em alguns momentos é preciso abrir mão de reuniões familiares, de passeios e viagens… Mas é possível equilibrar o trabalho, família e vida pessoal. Claro que pode acontecer algumas cobranças do parceiro em alguns momentos. Mas é possível sim. E é preciso. Você precisa ter um descanso porque o envolvimento emocional é intenso muitas vezes. Precisamos de um tempo para cuidar de nós. E ter algo para fazer fora da profissão. Ler, praticar esportes, viajar, realizar atividades que de certa maneira nos afasta da nossa rotina.

Você se considera uma profissional muito exigente? Como é o olhar de uma profissional de seu gabarito em relação a nova safra de profissionais da área?

Sou mais exigente comigo. Mas sou exigente também com o profissional que estou participando da formação. Esse é meu momento. Cuidar da vida de outra pessoa exige responsabilidade. Vou ser bem sincera, há momentos que fico preocupada ao observar alguns da nova safra. Mas posso dizer que também está surgindo muitos bons profissionais. Que querem e sentem vontade de fazer a diferença. E eu procuro transmitir da melhor maneira possível à necessidade dos novos fazerem a diferença.

As novas gerações romanceiam a área da enfermagem. Já as antigas sabem o quanto foi sacrificante atuar na profissão.  O que a enfermagem representa para você?

Acredito que tanto no passado como no presente a profissão tem seu lado de sacrifício para atuarmos. Alguns acreditam que na profissão não faltará emprego. Eu gosto e costumo dizer para os meus alunos, os novos profissionais e mesmo para as pessoas, que não somos anjos. Somos profissionais capacitados para cuidar de pessoas. Temos uma profissão. Costumo brincar que atuar na área é preciso ter muita força e vontade. A enfermagem é a profissão que eu escolhi paralela à docência voltada para enfermagem. E costumo dizer: se mil vezes pudesse escolher, mil vezes escolheria enfermagem. Uma pessoa me perguntou esses dias porque escolhi a enfermagem. Uma profissão que me deixa tão próxima a dor e ao sofrimento. Mas não é só dor e sofrimento. E não se trata de querer aliviar a dor do outro, porque em alguns momentos somos impotentes e nada podemos fazer. Envolve ciência, pesquisa, aprendizado, cuidado. Para cuidar você precisa conhecer. Você precisa saber. E aliado a todo conhecimento ainda posso segurar a mão de alguém em um momento difícil.

Em sua opinião por que a área da enfermagem, principalmente técnica e auxiliar, não é bem remunerada?  O mesmo ocorre com enfermeiros padrão (com nível superior)?

Procurar uma única razão é complicado. Nesse aspecto podemos abrir um leque de razões. Nos dias atuais temos muitos profissionais da área em busca de uma colocação. Este ano muito se falou sobre isso. Esperamos que a classe seja valorizada tanto em aspectos financeiros como em respeito pela própria profissão. Imagina que em muitas instituições a enfermagem não tem nem mesmo uma sala para repouso. O que temos é a esperança de que os órgãos que nos representam lutem por essa conquista de salários dignos, condizentes com a profissão!

Quais as melhores lembranças que a área te proporcionaram? Consegue citar algumas?

São muitas. Algumas marcam mais que outras. Sem parecer “piegas”, mas ver um paciente voltar e te agradecer pelo cuidado. Um filho retornar para casa, um pai, uma mãe é gratificante. A pessoa está frágil e confia nos cuidados da enfermagem. Posso citar a mais recente. Paciente com AVCH, há meses hospitalizado, sem falar e numa manhã como outra qualquer vou cumprimentá-lo e ele me diz “oi” movimentando os lábios. Não dá para descrever a alegria desse momento. O que faz a diferença é o olhar do paciente ou do familiar. Os olhos são espelhos da alma e não mentem. E ver o agradecimento no olhar da outra pessoa e tudo.

E das lembranças mais difíceis? Poderia mencionar uma?

Uma mãe idosa com um filho internado na oncologia em estado terminal segurou as minhas mãos e perguntou se seu filho seria curado. Eu lhe disse para pedir para Deus fazer o melhor por seu filho…  Saí do quarto e chorei! Para uma mãe, filho não tem idade. Como mensurar a dor de uma mãe? Na verdade, eu ainda choro nos dias atuais. Um aluno uma vez observou: – “Pro”, a senhora ainda chora? Respondi que ainda tenho canal lacrimal. Kkkkkk. Completei… O dia em que a dor do próximo não me atingir então é hora de me afastar da profissão.

Teve uma moça há alguns anos, com traqueostomia, eu realizava a aspiração e aproveitava para falar com ela. Ela só se manifestava pelo olhar. Quando precisei deixar o setor fui me despedir dela e ela chorou, nem preciso dizer que saí chorando. Nesse momento de fragilidade o paciente confia em você. Se sente seguro. Daí a importância do cuidado humanizado, que precisamos colocar em prática.

O que você tem visto nos hospitais, clínicas ou casas de repouso, em relação a proteção das equipes contra a COVID-19? Os EPIs, precauções, medidas de segurança tem sido eficaz até que ponto?

Percebo que existe sim preocupação em relação à equipe e o uso de EPIs é cobrado realmente. Até onde pude observar as devidas precauções tem sido tomada. Para as medidas de segurança ser eficaz, é preciso que o profissional assuma a sua parte. Higienização das mãos, o uso correto dos EPIs e todos os cuidados de precaução precisam ser tomados. Na verdade, a eficácia depende muito de cada um de nós. Porque você pode ter acesso a todos os EPIs, mas se não fizer uso correto, higienização das mãos e etc., o resultado será negativo. Eu particularmente acredito que é uma questão holística, que envolve cada um de nós. E uma fase de conscientização. De mudança de hábitos.

Você perdeu muitos amigos, conhecidos e etc. da área e/ou fora dela para a COVID-19?

Sim. Da área perdi pessoas conhecidas, pessoas do meu convívio. Soube de pessoas ligadas a colegas e amigos. Eu vivi a COVID-19 com meu irmão que ficou em estado grave e com meu filho que é da área (tratou em casa). Quando vai chegando mais perto da gente é assustador. Tem sido dias difíceis.

Qual mensagem gostaria de deixar as pessoas nesse momento ainda um pouco incerto, onde cuidar das emoções, do físico e das finanças tem sido um grande desafio?

Vai passar. Tudo passa. E isso também vai passar. É preciso que aprendamos a viver um dia de cada vez…. Na verdade, já há alguns anos eu costumo dizer: um segundo de cada vez! Porque em um segundo nossa vida pode mudar. Precisamos ter calma, paciência, encontrar força e coragem nesse caos todo. Descobrimos na pandemia que muitas coisas que pareciam importantes não eram tão importantes assim. Mas é preciso que no final, mesmo com todas as dores que tivermos vivenciado, o saldo seja positivo. É um momento de mudanças, de conscientização tanto de nós profissionais como de toda a sociedade.

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CRÔNICAS – BIOGRAFIA NÃO AUTORIZADA DE GURU JAY!

26/10/2020 às 23h16

 

Em primeiro lugar é importante dizer que essa é uma minibiografia não autorizada do misterioso, enigmático, simpático, controverso e polêmico Guru JAY.

Alguns fatos e suposições são mera especulação, outros, diversão!

Para os desavisados, essa personagem fictícia (até que se prove o contrário), pode se parecer com um tio, um irmão, um sogro, pai, sei lá. Vai saber, não é? Mas não crie ansiedade, você está prestes a desvendar o mistério (ou parte dele).

Resolvi fazer essa minibiografia porque ele se recusa a dar entrevistas, mas fica dando spoiler do futuro livro por aí. Livro que está custando a sair, pois a jornalista contratada está com crise de meia idade.  Então, por enquanto contente-se com o texto a seguir…

Tudo começou no ano de (…), desculpe, não posso revelar o ano, mas o dia é 20 de maio de um ano qualquer. Nascia na cidade de Santo André, ABC paulista, uma figura extraordinária, do tipo como diria Washington Olivetto: muito QI e TNT do lado esquerdo (do cérebro)!

Fato é que ele veio de família humilde, desde cedo trabalhando e estudando muito. Se bem que agora ele mais disfarça. É do tipo simpático, que dá ordens e deixa a “job líder” sofrer as consequências de ser a menina dourada.  Que?  *(quem entendeu, entendeu… kkkkk)

Importante: não trago verdades, trago tretas e trotes (risos). Só leia o restante se entendeu o espírito da coisa, caso contrário: agradecemos a preferência, volte na próxima crônica. Até breve…

Para os corajosos, apimentados ou doidos mesmo, segue o restante da história:

Filho de pais religiosos, metódicos e sendo quase o caçula, surpreendeu pelo estilo empreendedor desde cedo. Junto com o irmão mais novo, já vendia pipas para juntar um din din. Anos mais tarde, depois de passar por renomadas empresas de sua área de atuação, abriu a própria empresa que existe até os dias de hoje.

Ser empresário, pai de uma família grande, manter o hábito de se aperfeiçoar e ainda dar oportunidades ao próximo é uma grande empreitada! Principalmente se o camarada for brasileiro e passar por diversas recessões. Descrevi um pouco dele.

Entre erros e acertos, guru Jay é uma figura diferenciada. Possui amigos e inimigos de longa data (risos). Isso não é para qualquer um. Até para ter inimigos, que às vezes são fãs enrustidos, é preciso ter um diferencial. Não é brincadeira.

Um aspecto marcante de sua personalidade é a resiliência. Embora ele pense que seja o charme. O charme vem em 3º lugar na verdade. Pois na frente estão: resiliência e persistência.

E em 4º e não mais importante é o otimismo!  A ordem dos tratores foi por minha conta, desculpe a ousadia.

Veja bem, otimista não é aquele camarada que vive rindo e não sofre por nada. O otimista é o que vive entre tempestades e além de não parar de navegar, consegue ajustar as velas na melhor direção em meio às circunstâncias mais desafiadoras.

Não, ele não é perfeito. Mas você também não, não é mesmo? Porém daqui há uns 20 ou 30 anos, quando alguém contar sua história, o que ficará mais marcante? O quanto você se esforçou para tentar acertar, errando e dando a cara a tapa, criando oportunidades para pessoas e etc… Ou como muitos fazem, simplesmente vivendo no seu pequeno mundo e não fazendo nenhuma diferença na vida de alguém?

Eu tive o prazer de acompanhar um pouco sua trajetória (ato falho, como assim se é uma personagem fictícia? Risos). E já vi muitos empreenderem, serem pessoas trabalhadoras, esforçadas e etc… Mas nunca vi de perto muitos passarem por algumas situações bem traumáticas e darem a volta por cima. Ele enfrentou alguns baques bem pesados, como o acidente de carro dos filhos, outro consigo próprio e a esposa (em outro momento), câncer na família, empresas em crise e etc…  E continuar otimista!

Poderia encerrar por aqui, mas ainda o vejo se aperfeiçoando, lendo, assistindo palestras, mantendo a mente ativa, o corpo (por meio de atividade física), se importando em tentar agradar. Alguns chamam de carência, ou dizem que ele está querendo aparecer…. Não tem problemas, mas ele de alguma forma realmente se importa com as pessoas. No meio de tantas desgraças que vemos no mundo, já vi alguns por muito menos largarem mão de tudo. Entende onde quero chegar?

Guru Jay na verdade é um homem comum, sujeito a dores, erros e acertos. Mas não passará batido de maneira alguma. Confesso que já fui mais “puxa saco” dele. Hoje eu o vejo de maneira mais sóbria e respeitosa, sabendo que ele é uma pessoa humana com suas incoerências, habilidades sociais, otimismo e muita alegria (e um pouco irritante às vezes)!

Guru Jay LEE, espero que um dia as pessoas entendam o que você estava tentando fazer. De uma maneira meio louca, simples e descontraída. Sabendo que pessoas como você, não passarão batidas e dificilmente serão esquecidas.

Parabéns pela vontade de fazer acontecer, parabéns pela coragem de baixar a guarda quando necessário. E parabéns também por não perder a fama de polêmico (nem sei porque dei parabéns, vai ficar insuportável).

Muito sucesso desejo para ti e espero que consigas viver também de maneira a exaltar o bom nome DO CARPINTEIRO DAS PLANÍCIES DA GALILÉIA! Que aprendestes de berço e espero que consigas enxergar a loucura do evangelho sem reservas ou explicação!

cê tá ligado que eu sei…”.

Sua não discípula, mas admiradora (extraoficial) Danny Doo!

*P.s. essa crônica é uma breve reflexão sobre como podemos valorizar mais as qualidades dos que estão ao nosso redor, ao invés de exaltar repetidamente suas falhas*

Da série: FLORES EM VIDA!

Dê flores, abraços, fale o quanto ama e admira seus amigos, enquanto estão vivos!

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CRÔNICAS: ORIGENS: FAUSTINO SOUZA DUARTE – CLÃ DUARTE DE RIACHO DE SANT´ANNA – BAHIA / BRASIL

13/10/2020 às 10h25

A busca por nossas origens desperta uma curiosidade pelo passado que nossos familiares viveram. Será que nossos antepassados foram felizes? Almejavam viver somente ali naquele povoado, ou tinham ambições de conhecer outras regiões?

Fato é que muitos de nossos antepassados de fato circularam por muitos lugares. Viveram experiências, amaram, sofreram e já partiram para outro plano.

Nossa vida é breve, passageira como trem bala. Uma hora cá estamos fazendo planos, e num piscar de olhos o tempo passou. Nossa existência se findou.

E o que deixaremos às futuras gerações? Dinheiro? Bens? Fé? Tradições? Seja lá o que for a memória das próximas gerações precisa ser alimentada, caso contrário, tudo se perde com o tempo…. Nem rastro de nossa história fica. Se não tentarmos de alguma forma, contar um pouquinho da história aos nossos descendentes.

Dizem que meu avô era filho de português, cresci ouvindo essa história. E depois disseram que na verdade ele era neto de português. Na verdade, não importa muito (se bem que tirar a cidadania portuguesa seria bem legal hein, risos). Mas existem outros meios de se conseguir isso e até de maneira mais simples (depois de pesquisas isso ficou mais claro).

Mas algo de profundo, quase místico existe em querer conhecer melhor nossa história familiar. E percorrendo alguns caminhos, me deparei com nomes, datas (às vezes desencontradas) e algumas curiosidades.

Faustino Souza Duarte, nascido em Riacho de Sant´Anna, Bahia, aos 14 de fevereiro de 1914. Filho de: Anna Rodrigues da Silva (1894-1963) e José de Souza Duarte (1.894-1963). Aí começa uma curiosidade ao estudar alguns documentos! Na certidão de “Inteiro Teor – Casamento” do tio Marcos (Marcos de Souza Duarte), irmão do avô Faustino, diz que Anna Rodrigues da Silva e José de Souza Duarte, faleceram em março de 1936. Teria sido acidente? Pensei a princípio, pois cita que faleceram no mesmo mês e ano.

Mas na árvore genealógica inclusa por um descendente de Anna Rodrigues da Silva (no site Family Search) possivelmente um neto ou bisneto da Bahia, eles viveram bem mais além, conforme datas em parênteses acima.  Essa informação não foi confirmada ainda pelo cartório de Riacho de Sant´Anna, pois registros muito antigos levam bastante tempo para serem localizados. Se de fato faleceram em 1936 ou não.

Tanto na certidão de óbito de Faustino Souza Duarte, como na certidão de casamento de Marcos de Souza Duarte (veja que ele tem o “de Souza”, diferente de Faustino Souza Duarte), os nomes dos pais estão conforme filiação mencionada acima.

Os pais de José de Souza Duarte (meus tataravôs, ou avós paternos de Faustino Souza Duarte), no cartório aparecem como: Galdino de Souza Duarte, natural de Riacho de Sant´Anna e a mãe é, Galdina Joaquina da Conceição, também de Riacho de Sant´Anna – Bahia.

Galdino e Galdina! Que interessante! Ao que tudo indica, Faustino Souza Duarte, é filho e neto de brasileiros, naturais de Riacho de Sant´Anna, Bahia!

No cartório, encontramos uma pessoa muito bacana que faz a pesquisa. A princípio, a neta Nilzete esteve falando com a moça do cartório. Agora estou dando continuidade, mais a título de curiosidade mesmo, pois provavelmente a nacionalidade do pai e avô do vô Faustino é mesmo brasileira!

Antigamente as pessoas registravam os filhos todos no mesmo dia, depois de vários anos de nascidos. No mesmo dia 21/05/1921, o sr José de Souza Duarte (nosso bisavô, pois estou contando a história do ponto de vista de neta, “kkkkk”) registrou 4 filhos: Mathilde, Lázaro, Joana e Faustino, cada um com uma data de nascimento diferente, mas registrados no mesmo dia (informação do cartório de Riacho).

Outros irmãos e/ou possíveis irmãos do vô Faustino (informação informal passada por parentes): Olavo, Benedito, Maria, Marcos (tio Marcos, o fazendeiro de terno branco na foto) e Ana.

Como temos a informação de que o vô Faustino tinha outros irmãos e irmãs, eles provavelmente foram registrados em outra data e outro cartório da região (filhos mais velhos, como no caso do tio Marcos).

Avós maternos de Faustino Souza Duarte e Marcos de Souza Duarte são: (os pais de Anna Rodrigues da Silva), Porfírio da Silva Soares (1867-1946) e Maria Rodrigues da Silva (1872-1952). Os nomes foram informados pelo cartório, as datas coletadas no site familysearch.org

Importante dizer que essas informações são passíveis de erros, pois alguns dados se perderam e outros foram transmitidos por terceiros (site de árvore genealógica) e etc. Quem me apresentou o site e iniciou nossa árvore genealógica mais próxima, foi minha irmã Giselli. E lá encontrei a genealogia que outros parentes ligados a nós fizeram de antepassados já falecidos. Por segurança, o site só compartilha os registros de terceiros, de pessoas falecidas.

A pessoa que nos atendeu no cartório de Riacho e está fazendo a pesquisa diz que leva bastante tempo e muitas vezes não é mais possível dar certeza absoluta das informações. Pois os registros são muito antigos e existe a possibilidade de homônimos (pessoas com o mesmo nome e com pai e mãe com nomes parecidos também). Mas pelo menos a informação da filiação e data de nascimento de nosso avô batem com a data do cartório.

Faustino Souza Duarte – 14/fez/1914

Filho de Anna Rodrigues da Silva e José de Souza Duarte

Cônjuge: Deraldina Maria dos Santos Duarte (1922-2018 *conforme certidão de óbito dela).

Deixando um pouco a genealogia de lado, sabemos que essa parte do clã Duarte migrou depois de alguns anos para a região de Marília, juntamente com os parentes Da Silva (tio Joaquim). Lá ficaram por alguns anos, onde inclusive a certidão de casamento de Faustino e Deraldina Maria dos Santos Duarte, foi feita (outro cartório).

Depois de Marília, partiram para a cidade de Santo André, aonde nosso avô veio a falecer, no ano de 1968 com diagnóstico de úlcera cancerosa (conforme certidão de óbito).

Mas nesse tempo breve de sua vida, teve filhos, trabalhou com carpintaria, era muito religioso pelo que nos contam (protestante, ou como é chamado nos dias de hoje, evangélico praticante). Infelizmente não tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente, pois nasci no ano de 1978 (10 anos após sua morte).

Nosso avô deixou 9 filhos (sendo os 3 últimos, ainda menores): Júlia (do 1º casamento), Maria Duarte, Maria Justina (tia Nica), Osvaldo, Carlos, Arnaldo (o declarante do óbito no cartório), Matilde, Jonas e Daniel. E nossa avó Deraldina Maria dos Santos Duarte, viúva aos 46 anos de idade (1922-2018, conforme certidão de óbito dela).

Nossa breve vida, mesmo que pareça longa precisa ter um legado…. Um porquê de termos existido nessa terra…. Pode ser uma fé inabalável?  Um exemplo simples de vida? Um grande movimento em prol de algo? Não sei… Só sei dizer que o tempo urge! Rápido demais…

E você, possui um legado? Qual é?

Obs.: Pedimos desculpas aos leitores caso alguma informação esteja incorreta, pois muitos dados foram levantados de forma empírica (sites de genealogias, ou registros muito antigos em cartórios) e etc. O intuito é trazer um pouco a luz uma memória histórica e familiar, sem a intenção de sermos donos da verdade.

*os backups das imagens abaixo foram extraídos da página pessoal de Ronny Duarte (neto do Sr° Faustino Souza Duarte), apenas como um breve registro em imagem histórica.

*as primeiras cópias de certidões que recebi via whatsapp foram de óbito e casamento do avô Faustino e a certidão de “Inteiro Teor” (casamento) do nosso tio avô Marcos; todas enviadas pela neta do sr Faustino, Tulla Duarte.

Agrademos a todos que de alguma forma contribuíram para que esse registro fosse possível (colaboradores do Family Search, familiares que fizeram o registro das imagens, pessoas que entraram em contato com o cartório e familiares que contaram um pouco sobre a história da família)!

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida que está no meio do paraíso de Deus” Apocalipse 2:7

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CRÔNICAS: DA SÉRIE “MULHERES FORTES”: MARIA TEREZA DE MONTE SIÃO!

10/10/2020 às 20h22

Nascida em 17 de outubro de 1917 – Monte Sião, Minas Gerais, Brasil.

Faleceu em 14 de junho de 1997 – Santo André, São Paulo, Brasil.

Cônjuge: João Antônio Alves (1914-1997)

Irmãos: Euripes Oliveira, Maria Josefina, Maria Zenaide (todos in memoriam).

Pais: Firmino de Oliveira Franco e Palmira Fabri (ambos in memoriam).

Maria Tereza Oliveira Alves, não tinha o porte atlético e robusto muitas vezes atribuído às mulheres aparentemente fortes. Pelo contrário, seu físico a primeira vista poderia aparentar de uma mulher bem frágil, magrinha e “pequenina”.  Mas, esse ar frágil guardava uma força muitas vezes não encontrada em muitas pessoas que enfrentam desafios bem menores.

Órfã de pai e mãe desde muito cedo, trabalhou como babá e doméstica em casas de família de conhecidos, que a princípio tinham ficado com sua guarda para dela cuidar, na cidade de Monte Sião, interior do estado de Minas Gerais.

Casou-se por volta dos 20 anos com João Antônio Alves, com quem teve nove filhos. As mulheres: Maria Eurides (Nina), Eunice (Nice), Luzia Aparecida e Valenita e os rapazes: Jesuíno, José e Benedito (gêmeos), João Luís e Roberto Tadeu (não necessariamente nessa ordem).

Mudou-se de cidade com os filhos mais velhos e o marido, em primeiro lugar mudou-se para Colômbia, Barretos e região, e lá teve os filhos mais novos. Onde viveram por um bom tempo. O casal e os filhos sempre trabalhando, os filhos menores crescendo, estudando e aprendendo um ofício.

O marido e os filhos maiores trabalharam em diversos ofícios. Quem nunca ouviu do sr João, alguma história sobre o Curtume, o caminhão (que ele também dirigiu), nomes como João Gotardelo, Mario Zucato e etc? Uma mistura de Monte Sião e Barretos.

Já na cidade de Santo André, dona Maria Tereza, sempre ajudou cuidando de crianças, netos, lavando e passando. Uma rotina pesada, mesmo não sendo mais tão jovem. E sempre com uma força, fé, em meio a lembranças e sofrimentos passados de infância, mesmo assim mostrava muita força.

Sempre disposta a ajudar e visitar a família, aliás, gostava muito de viajar! Ao contrário de algumas pessoas que ao chegarem numa certa idade já não tem vigor para sair tanto.

Algumas vezes contrariando o marido meio bravo, dona Maria Tereza fazia a “malinha” e ia passar uns dias na casa das filhas, parentes. Seja onde fosse sempre querendo ajudar e fazer algo útil. A saúde não era de ferro, mas tinha alguma coisa muito forte que a mantinha de pé.

Ela não era extremamente otimista não, tinha lá seus receios e dúvidas e sempre questionava se estava tudo bem. Mas mesmo assim ela ia, continuava a se movimentar! Católica devota, sempre com seu terço na mão e fazendo suas rezas, ela não perdia uma missa do Galo no Ano Novo! E aos domingos sempre acompanhava uma missa na paróquia perto de casa no bairro de Utinga em Santo André. Muito saudosista, contava muitas de suas lembranças sobre Monte Sião, sobre pessoas que já haviam partido e sempre que possível voltada a visitar a cidade.

Mostrava árvores imensas de eucaliptos que ela e o marido haviam plantado muitos anos antes. Mostravam onde ficavam as casas e locais de trabalho que havia estado quando ali residiram.

Era uma avó muito presente, sempre cuidando, ajudando, estando disponível até para brincadeiras que as crianças faziam com seus cabelos lisos, ralinhos e loiros.

Aquela pequenina deixou muitas saudades…

Muitos bisnetos e tataranetos que não a conheceram pessoalmente, mas apenas por fotos e conversas que ouviram, sem dúvida iriam amar tê-la conhecido. Com aquele sotaque característico de Minas Gerais.

Das lembranças que eu particularmente mais tenho saudades, é de tomar sua sopa de macarrão com batatas e coloral, degustar o doce de banana que a gente pegava à vontade naquela geladeira amarela, e de abraça-la mesmo que ela sentisse vergonha do abraço!

E agora no mês de outubro, ela estaria fazendo aniversário (dia 17/10/17). Curiosamente, o mês de outubro é também o mês em que o seu esposo, nosso vô João faleceu (dia 15/10/97).

Para os parentes de Monte Sião, ela era a tia Bilia. Para algumas noras, era a dona Tereza. Para muitos era a Maria do João, mas para os netos…  Ela será sempre, nossa eterna vó Maria!

Sobre Monte Sião – A capital nacional do Tricô!

Monte Sião é um município brasileiro do estado de Minas Gerais, na microrregião de Poços de Caldas. Sua população estimada em 2010 era de 21.203 habitantes. A área é de 291,0 km² e a densidade demográfica, de 73,06 hab/km².

Monte Sião é a cidade conhecida como a Capital Nacional do Tricô devido à confecção de tricô. Hoje ela pode ser considerada uma referência em moda em tricô, produzindo e distribuindo seus produtos para diversos pontos do país. Durante o inverno, quando a cidade atrai milhares de turistas do país para compra de vestuários, há vários eventos: Festival de Inverno, Fenat, Encontro de Fuscas, Trilha das Malhas e entre outros. Por ficar situada no sul do estado de Minas Gerais, fica à apenas 160 km da cidade de São Paulo, de onde recebe a maior parte dos turistas.

Outro fato que torna a cidade de Monte Sião conhecida é a fabricação de porcelanas nas cores azul e branca – única no Brasil!

Os municípios que fazem divisa são: em Minas Gerais: Jacutinga a norte, Ouro Fino a nordeste e Bueno Brandão a leste e sudeste; e, no estado de São Paulo, Socorro e Águas de Lindóia a sul e Itapira a sudoeste.

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CAMPOS DO JORDÃO – A SUÍÇA BRASILEIRA!

29/09/2020 às 09h34
(Foto: Prefeitura de Campos do Jordão)

Localizada no estado de São Paulo, mais precisamente na Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão é conhecida pelo seu estilo europeu, belas paisagens e grande número de turistas nos períodos mais frios do ano.

Campos do Jordão tem construções marcadas por uma identidade europeia, mas na realidade foi ocupada por índios, desbravadas por portugueses e desenvolvida por nordestinos, graças ao forte papel dentro do comércio da cidade, fundamental para sua economia e para a movimentação do setor de turismo. Fundada em 1874 pelo português, Matheus da Costa Pinto, que se instalou nas terras, montou uma pensão e ergueu uma capela, ela só viria a ser batizada como a conhecemos hoje em 1934, quando o município se tornou independente de São Bento do Sapucaí.

Dá para se divertir muito nos passeios em Campos do Jordão sem gastar muito. Famosa pela arquitetura, a cidade fica lotada de turistas no inverno, porém é uma delícia de ser visitada também em outras estações do ano. Com vários pontos turísticos, ar romântico, chocolates e cervejas incríveis, parques muitas atrações, Campos do Jordão é uma ótima opção para viagens de final de semana. E com a chegada da primavera você pode conhecer o que a cidade oferece: além de charmosa, sabe envolver o turista.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a altitude máxima da cidade é de 1628 metros. Suba o Pico do Itapeva (do tupi, Pedra Achatada), que fica a 35 metros da divisa com Pindamonhangaba, para observar os cenários da elevação rochosa de 2030 metros de altitude. Ali do alto, é possível observar, em dias de céu azul, 15 cidades da região do Vale do Paraíba. No topo há antenas retransmissoras e um laboratório de pesquisa de raios montado pela Força Aérea Brasileira.

Temperatura e clima de Campos do Jordão

Durante os meses frios, a média das temperaturas mínimas na cidade é de 5°C, mas podem ficar um pouco mais baixas eventualmente. Durante o dia as temperaturas máximas costumam chegar a 18°C, mas dificilmente os termômetros apontam temperaturas superiores no auge do inverno. Em agosto e setembro o frio continua, embora menos intenso e com mínimas de aproximadamente 4°C e máximas de 20°C.

Com sua área verde, cachoeiras e clima tropical temperado (fresco, com verões amenos e sem estações secas), Campos do Jordão ganhou o apelido de Suíça Brasileira também por se tornar referência no tratamento de doentes, sobretudo enfermos de tuberculose. A cidade começou a ganhar o status de centro de cura no começo do século 20 depois que o dramaturgo Nelson Rodrigues se internou várias vezes por ali para tratar de uma tuberculose que o atormentou por anos. O aumento da qualidade de vida dos pacientes se dava pela pureza do ar, que contribuía para fechar as “cavernas” criadas nos pulmões.

Alguns passeios em Campos do Jordão:

Palácio do Alto da Boa Vista

O endereço foi construído pelo governador Adhemar de Barros, em 1954, para servir de residência de inverno do governador. Desde a década de 70, tornou-se um museu aberto ao público com obras modernistas como Tarsila do Amaral, Anitta Malfatti e Candido Portinari. O visitante pode ver também esculturas de Victor Brecheret. A casa tem 3.000 metros quadrados de área construída e 105 cômodos dentro de 95.000 metros quadrados de jardim. As visitas são monitoradas e duram cerca de 30 minutos. Não é preciso agendar.  Avenida Ademar de Barros, 3001, alto da Boa Vista.

Informações: 12 3668-9759 – Grátis.

Passeio na Fábrica da Cervejaria Baden Baden

A Baden Baden, uma das cervejarias artesanais mais famosas do Brasil, nasceu em Campos do Jordão em 1999, fruto do trabalho de quatro amigos. Com rótulos inspirados nas cervejas alemãs, sobretudo a tradicional Weiss, feita de trigo, a marca já ganhou 14 prêmios em eventos nacionais e internacionais, dentre eles o European Beer Star, uma das mais importantes competições de cervejas do mundo. Com capacidade para 700 pessoas, o bar da cerveja, no bairro de Capivari, é uma das atrações mais procuradas pelos visitantes e está sempre lotado. Além experimentar a cerveja e comer um dos pratos alemães servidos na casa, o visitante pode realizar um tour guiado pela fábrica, com degustação e dicas de harmonização.

Avenida Matheus Costa Pinto, 1653, Vila Santa Cruz

Para agendar: 12 3664-2004 ou [email protected]

Teleférico

O passeio garante uma das vistas mais bonitas da cidade. No trajeto, passa-se por cima de jardins e do Parque da Estrada de Ferro. O visitante sai do pé do Morro do Elefante e sobe a 1.800 metros do nível do mar até o topo da montanha. Avenida Emílio Ribas, s/nº.

Informações: 12 3663-1530

Horto Florestal

Afastado do centro, há um dos mais famosos passeios em Campos do Jordão, é o Parque Estadual de Campos do Jordão. O Horto, como é popularmente chamado, tem área de 83.000 metros quadrados de natureza preservada, com araucárias e espaços para descanso. Também estão bem sinalizadas seis tipos de trilhas de duas a cinco horas de duração. Se você gosta de fazer trilha, vale o esforço, pois você vai encontrar lindas paisagens. Avenida Pedro Paulo, s/nº. Estrada do Horto Florestal

Informações: 12 3663-3762

Festival de Inverno

Inspirado no Festival de Tanglewood, realizado em uma fazenda em Massachussets, EUA, o Festival de Inverno de Campos do Jordão foi criado em 1970, pelo secretário da Fazenda, Luiz Arrobas Martins, e ocorre todo mês de julho, época de altíssima temporada de inverno da cidade. Além da apresentação de concertos, muitos deles gratuitos em lugares como a Praça da Vila Capivari e o Auditório Cláudio Santoro, o festival, mantido pelo Governo do Estado de São Paulo, pela Secretaria da Cultura e pela Fundação Osesp, se fortaleceu com seu programa pedagógico, com aulas e bolsas de estudos concedidas a jovens músicos.

Aventura para crianças e adolescentes

Para quem viaja com crianças, o Centro de Lazer Tarundu é uma ótima opção! O local oferece mais de 33 opções de atividades diferentes e divertidas em meio à natureza, como tirolesa, paintball, arvorismo e até mesmo um rinque de patinação no gelo que funciona durante os meses frios.

Amantes da Natureza

Os cenários naturais e belíssimos da Mata Atlântica ficam ainda mais encantadores no Morro do Elefante, no Belvedere e na Pedra do Baú. No Pico do Itapeva, a 2.030 metros de altitude, também é possível apreciar a vista de mais de 10 cidades do Vale do Paraíba.

Durante o dia também é possível aproveitar outras atrações e passeios populares entre os turistas que visitam a Serra da Mantiqueira, como o Palácio Boa Vista, o Museu Felícia Lerner, o Parque Amantikir, o Horto Florestal e a estação ferroviária.

Em meio às paisagens imponentes da Serra da Mantiqueira, Campos do Jordão oferece aos seus visitantes diversas opções gastronômicas, festas e eventos, assim como um comércio bem agitado. São várias chocolatarias, cafés, cervejarias, restaurantes, bares, pousadas e hotéis espalhados pela cidade. Você encontra a maioria deles no movimentado bairro Vila Capivari, um bairro temático e influenciado pela cultura europeia presente na região!

Um dos hotéis mais caros e luxuosos do Brasil fica aqui!

O Botanique Hotel & Spa, aberto em 2012, com diárias que custam mais de R$ 2 mil. Cercado pela vegetação da Serra da Mantiqueira, a 30 km do centro da cidade, o hotel ocupa uma área de 1, 2 milhão de metros quadrados no Vale dos Mellos, marcado pela rica vegetação da Mata Atlântica.

Alto do Capivari

No Alto do Capivari, bairro mais nobre da cidade, é possível avistar construções temáticas e casas imponentes, muitas pertencentes a famosos. O governo dá um desconto de 10% no valor do IPTU das casas construídas a partir desse estilo, inclusive a dos caseiros.  No alto de uma colina, está o hotel Home Green Home, que mais parece um castelo europeu, e do hotel Mont Blanc, abandonado devido à má administração e que hoje é considerado por moradores como mal-assombrado.

Campos do Jordão está no topo da lista de cidades mais caras para se hospedar no inverno brasileiro. Então, aproveite para conhecer e visitar também em outras estações do ano, pois vale a pena!

Alguns motivos para visitar a cidade fora da estação de inverno:

  • – Praticar atividades ao ar livre
  • – Natureza ainda mais verde
  • – Eventos culturais
  • – Paisagem é ideal para tirar fotos
  • – Restaurantes tem pratos especiais para a estação
  • – Sem filas no estabelecimentos e passeios
  • – Menos movimento nas estradas
  • – Preços de hotéis e pousadas mais em conta
  • – Flores estão por todos os lados (especialmente na primavera)!
  • – Clima e temperatura mais agradáveis

Espero ter ajudado!

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DICAS ANTI-COACH PARA DESCONTRAIR NESSA QUARENTENA!

21/09/2020 às 21h19

Comece o dia não trocando seu pijama, fique com ele até a hora que sentir vontade. Mas se der vontade de se trocar de repente, se maquiar, passar perfume e arrumar a casa, faça!

Pegue sua série favorita na Netflix e faça uma maratona até a hora que “encher o saco”. Mas se de repente quiser desligar e ir para o quintal plantar tomates cereja e criar uma mini-horta orgânica aproveite a luz do sol para melhorar também sua vitamina D.

Faça um suco detox se notar que comeu McDonalds mais que três vezes na mesma semana. Tome um vinho, ouça sua música favorita…. Dance no meio do dia, entre um intervalo e outro. Volte para o home office e conclua seu trabalho. Acompanhe a lição do filho, mas o dia que não estiver com cabeça para fazê-lo, desista. Amanhã é um novo dia.

Quem ainda não surtou em algum momento nessa quarentena que atire a primeira pedra.

Estamos vivendo um momento delicado, que exige uma adaptação incrível e constante. Como entrar num trem fantasma no parque de diversões com pouca manutenção. Não sabemos ao certo o que esperar, mas continue acreditando que vai ficar tudo bem.

Se o desespero te assolar, respire fundo e solte o ar lentamente. Não, você não está sozinho nessa, só parece.

Se sentir que é bom procurar um médico vá. Mas tenha certeza de que não é sua mente criando um cenário mais catastrófico que o real.

Sim, a pandemia é real, os cuidados precisam ser tomados. Mas lembre-se que os cuidados emocionais, mentais e físicos de bem-estar também são importantes.

Faça quantas visitas virtuais puder e quiser. O WhatsApp está aí para isso mesmo. Visite seus avós, pais, irmãos, primos, quem você desejar…

E sim, comece seu lindo dia agradecendo a Deus por mais uma chance! Desligue o noticiário e ligue o som! Pode te ajudar muito mais…

Faça de sua casa um lugar aconchegante. Ele agora é escola, trabalho, lazer e muito mais…. Mas saia da toca também e tome um ar fresco, tomando as precauções possíveis e necessárias.

Vai ficar tudo bem…

Aos enlutados nosso sentimento deve ser de consolação e paz, que só Deus e os amigos podem dar. Seja um bom amigo.

Cuidem-se… Curtam-se!

Abraços fraternos, Danny Doo – diretamente da Doolãndia!

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ENTREVISTA COM SAMUEL JÚNIOR

14/08/2020 às 09h43

Confira a entrevista com o jovem Samuel Júnior que compartilhou sua experiência de como é sair da casa dos pais e ir morar em outro estado. Filho de pais zelosos, cristão e com uma estrutura familiar sólida. Surpreendeu pela vontade de buscar independência pessoal, mas sempre valorizando tudo o que sua família já fez por sua vida!

Nome completo: Samuel Lima dos Santos Júnior

Natural de: São Bernardo do Campo

Data de nascimento: 29/10/1998

Formação: Educação Física

Profissão: Personal trainer

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória: onde cresceu, estudos, religião, atividades?

Filho de Rosimary Duarte de Araújo dos Santos e Samuel Lima dos Santos, nasci no município de São Bernardo do Campo, mas toda a minha trajetória aconteceu na cidade de Santo André, onde morei junto com a minha família desde sempre. Sou eternamente grato a Deus pela vida dessas duas pessoas, que me conceberam e de maneira impecável, me educaram e deram a oportunidade de me tornar quem sou hoje. Espero conseguir retribuir o suficiente por tudo o que eles já se sacrificaram por mim.

Cresci e fui criado no bairro de Jd. Utinga. Por volta dos seis anos de idade nos mudamos para o bairro do Camilópolis e desde 2015, morava com meus pais na Vila Metalúrgica, sempre em Santo André.

Todos os meus anos na escola foram estudando no colégio Adventista (Unidade de Jd. Utinga 2004 – 2007 e 2010 – 2012 Unidade de Santo André 2008 – 2009 e 2013 – 2015) o qual me proporcionou amizades duradouras e experiências incríveis, podendo conhecer lugares, cidades e diferentes países. Logo na sequência ingressei na USCS — Universidade Municipal de São Caetano do Sul (2016 – 2019) cursando Educação Física, Licenciatura e Bacharel. Foi um período de importantes escolhas na minha vida e para todos que já tiveram a oportunidade de iniciar os estudos em uma faculdade, sabe o quanto de empenho e dedicação é necessário para que você tenha bagagem suficiente e consiga avançar os semestres para alcançar o tão almejado diploma!

Sou de família evangélica e por opção, escolhi aceitar Jesus como meu único e suficiente salvador, permanecendo nessa trajetória que já me proporcionou experiências únicas e provas reais que existe um Deus criador que ama e cuida de tudo o que Ele fez.

Desde muito cedo, meus pais me incluíam em atividades culturais e esportivas. A escola oferecia aulas de natação e música no contra turno das aulas. Aos cinco anos de idade, iniciei nessas práticas e desde então continuam fazendo parte do meu cotidiano.

Para que você entenda o desfecho dessa história eu preciso detalhar um pouco mais sobre isso.

Vamos por partes…

Minha convivência com a música começou muito antes de nascer. Meus pais sempre gostaram de escutar música e acompanhar apresentações e shows de grandes nomes da Música Popular Brasileira. Cresci sendo influenciado positivamente e o interesse ia aumentando cada vez mais nessa área. Após ser introduzido nesse meio a partir das aulas de teoria musical no ensino fundamental, lá no colégio, comecei a fazer aulas de piano durante alguns anos, mas eu via, ouvia e admirava meu pai estudando e não encontrava um instrumento que tivesse um som mais atraente que o clarinete.

Quando completei 12 anos pude iniciar os estudos na FASCS – Fundação das Artes em São Caetano do Sul, estudando teoria e fazendo aulas práticas, aprendendo a tocar clarinete com o mesmo professor que dava aulas para o meu pai. Foram seis anos estudando nesta instituição onde me formei no nível básico em teoria musical, participei do conjunto de clarinetas, orquestra jovem e pude tocar em alguns concertos no teatro da cidade.

Continuo tocando durante os cultos aos finais de semana até hoje e tive uma experiência muito boa dando aulas de teoria musical gratuitamente, num projeto social da igreja.

O principal desejo dos meus pais era que eu seguisse profissionalmente nessa área.

Com o esporte, foi um pouco diferente…

Meus pais nunca foram fisicamente ativos a ponto de praticar exercícios físicos diariamente (até hoje eu pego muito no pé deles quanto a isso), mas a escola tinha uma parceria com a academia de natação e foi aí que tudo começou.

Aos meus cinco anos de idade, era uma atividade recreativa extracurricular que se tornou a minha principal paixão.

Fui me desenvolvendo, participando dos festivais internos, sendo motivado a evoluir cada vez mais. Isso foi bom!

Meus pais me inscreveram no PAF – Programa Atleta do Futuro do SESI Santo André (programa gratuito de iniciação esportiva) e consegui uma vaga para treinar lá. Era o início da busca por um sonho!

Em paralelo com a natação, também consegui vaga para treinar polo aquático, assim eu teria a possibilidade de treinar todos os dias (três dias da semana natação e os outros dois, polo aquático).

No primeiro treino de polo que eu fui, achei que os outros alunos só queriam me afundar e perdi o interesse em treinar nesta modalidade, porém eu observei que quando eu cheguei para treinar a professora de natação estava treinando alguns alunos. Pedi a ela se eu poderia treinar com ela ao invés de fazer polo aquático e ela deixou.

Agora o mundo tinha um garoto realizado por treinar natação todos os dias da semana!

Foram anos incríveis praticando esse esporte, ganhando medalhas, fazendo amigos e evoluindo dentro da modalidade.

Com o passar dos anos, foram acontecendo alguns fatos como exemplo a troca de professor, me machuquei na escola e fiquei alguns meses sem treinar e etc., mas também aconteceu um episódio interessante. O professor de natação foi transferido para dar aulas na escola e não teria mais as turmas de natação.

O que mais se aproximava da natação era o polo aquático, e lá estava o aluno que no primeiro contato com a modalidade não teve uma boa a experiência, mas nessa nova fase, foi um “divisor de águas”.

O polo aquático me despertou o interesse a participar das olimpíadas e minha mentalidade mudou pois agora eu tinha um objetivo. Queria estudar educação física, pois estaria um passo à frente de todos os outros atletas, porque na minha visão eu teria um conhecimento teórico suficiente para não depender 100% de um profissional da comissão técnica da equipe.

Conciliar os estudos (faculdade e música) com o esporte não foi fácil e chegou um determinado momento que precisei escolher me dedicar integralmente à faculdade, principalmente por conta dos estágios que ocupavam o restante do meu dia.

Nesse momento a minha mentalidade já era outra e seguir carreira como atleta profissional já não era mais a prioridade.

Provas, trabalhos, estágio da licenciatura, TCC da licenciatura, mais provas, trabalhos, estágio de novo, e para fechar, TCC do bacharel!

Enfim formado e ansioso para ingressar no mercado de trabalho!

Como foi a tomada de decisão para sair da casa dos pais? Quais objetivos a curto e médio prazo estava levando em consideração?

Vou falar um pouco sobre o desenrolar da história que me levou a tomar essa tão difícil decisão de mudar para longe dos meus pais, me projetando como pessoa e também como profissional.

Durante a faculdade fui me encontrando dentro da educação física e comecei a fazer planos para o futuro.

Minha tia, que mora aqui na cidade de Brusque e é concursada trabalhando como professora, sempre me enviava edital dos concursos que ela fazia e aquilo me deu uma luz.

Pesquisei vagas que seriam mais interessantes para o que eu pretendia como realização profissional e prestei quatro concursos em cidades diferentes aqui da região. Passei em três e os projetos começaram a ser palpáveis.

Estou em Brusque desde o começo do ano e logo que terminou o período de recesso, distribui alguns currículos enquanto não convocavam para assumir as vagas dos concursos.

Com o passar do tempo fiz algumas entrevistas e fui chamado para trabalhar em uma academia.

Bom, agora eu estava empregado…

Olhando assim até parece que foi um período de transição tranquilo, mas em todas as etapas eu conversava bastante com meus pais e eles me ajudaram muito e me apoiaram. E sim, foram as decisões mais difíceis que eu já tomei na minha vida.

Pensando em um contexto “sem pandemia”, meus planos eram me estabilizar, ser chamado para assumir uma das vagas que eu passei no concurso e começar a estruturar um projeto de iniciação esportiva na cidade, visando inserir crianças e adolescentes no esporte, fazer intercâmbios com as cidades vizinhas, organizar amistosos e campeonatos, dar visibilidade para esses atletas e oferecer oportunidades de crescimento dentro do esporte.

Mas vamos voltar para realidade…

Mudei para cá no início de fevereiro e nos primeiros dias de março eu já estava trabalhando. No dia 19/03/2020 começou a quarentena.

Ficamos 34 dias em casa, saindo apenas para o que era extremamente necessário.

Os primeiros dias foram totalmente vazios, até que eu me deparo com um anúncio no Instagram, oferecendo um curso online de PERSONAL DIGITAL.

Identifiquei-me com a proposta, adquiri o curso e comecei a me dedicar. As academias reabriram e eu continuei estruturando a minha metodologia.

Hoje atendo alunos em todo o Brasil e também fora do Brasil. Se você quer treinar em casa, é comigo mesmo!

Hoje você reside em outro estado, distante da casa dos pais. Já faz quanto tempo? Com quem mora e quais são as pessoas de seu convívio atual?

Mudei-me para Brusque – SC no começo de fevereiro deste ano de 2020 e moro com a minha avó (paterna) e a irmã dela.

Quais os maiores desafios do dia-a-dia dessa experiência? O que tem te proporcionado?

O maior desafio foi à adaptação. Sempre viajamos aqui pra Santa Catarina com certa frequência, mas morar é algo totalmente diferente.

Longe dos pais, família, amigos, ainda é necessário superar a saudade diariamente. Após seis meses morando aqui, estou me adequando bem à cidade e essa independência, responsabilidade, tomada de decisões, proporciona um crescimento pessoal interessante, algumas vezes doloroso, mas eu me sinto cada vez mais preparado para possíveis situações adversas.

Como é a cidade que você mora? É muito diferente de onde nasceu e foi criado? Como é o povo aí em Brusque?

A cidade aqui é muito boa, tranquila e bastante conhecida pela forte indústria têxtil da região.

Com as indústrias fornecendo vagas de emprego devido à necessidade de mão de obra, muitas pessoas migram para cá com esse objetivo, mas a cultura permanece muito forte.

A cidade é totalmente diferente do que eu estava acostumado.

Uma curiosidade é que praticamente toda a população tem no mínimo um carro e por esse motivo o transporte público é bem fraco na região.

As pessoas aqui da cidade são bem tranquilas, mas quanto aos que vem de fora, acabam demorando um pouco mais para ganhar a confiança dos nativos.

Você recomenda essa experiência de sair da casa dos pais para outros jovens? O que eles precisam ter em mente antes de tomar essa decisão?

Bom, penso eu que isso seja muito particular de cada um, pois a grande maioria quando está com os pais está na zona de conforto e isso não é ruim. A partir do momento que você toma uma decisão como essa, tem que estar ciente de que as coisas podem acontecer diferentes do planejado e você tem que saber lidar com as adversidades e contornar a situação, se mantendo focado em alcançar seus objetivos. É uma grande responsabilidade que proporciona crescimento pessoal, mas a confiança e o apoio dos pais nesse caso são primordiais.

Você continua ativamente na igreja? Exerce algum ministério?

Devido a pandemia, a igreja ficou fechada algumas semanas e as reuniões e atividades dos departamentos continuam suspensas, mas continuo frequentando os cultos e tocando com o conjunto musical aos domingos.

E quanto às atividades esportivas, dá tempo de se exercitar com essa nova vida cheia de responsabilidades e adaptações?

Cuidar da saúde é primordial, então tem que se organizar e separar um período todos os dias para fazer os exercícios sim.

Não é tão difícil adquirir esse hábito. Da mesma maneira que eu tenho um horário para entrar no trabalho, eu estabeleço um horário para o meu treino. Dificilmente aparece um compromisso que me atrapalhe e mesmo assim, se for algo urgente, eu me organizo para tentar fazer o treino em outro horário.

Fica a dica para quem tem dificuldades em encaixar o período de exercícios físicos na rotina.

Você é um jovem que sempre se mostrou muito dedicado a tudo que faz e muito íntegro. O que poderia dizer a um jovem que se sente perdido em suas escolhas e talvez não tenha tido muita estrutura familiar para se desenvolver de uma forma tão positiva?

Primeiro de tudo, peça um direcionamento para Deus. Todos nós estamos sujeitos a errar, mas buscando seguir à vontade d´Ele, você se sente mais seguro e não se sente só.

Para você que leu essa reportagem do início de uma caminhada promissora e não consegue se enxergar em uma situação melhor do que está vivendo hoje, tenha foco e seja seu maior incentivador! Qual é o seu sonho? Já começou se preparar para realizar ele?

Você tem um sonho e ele está prestes a se concretizar, você só precisa se lançar com toda a sua energia, mas seja forte, porque não existe vitória sem batalha. Vai ser difícil sim, já é difícil, mas essa dificuldade não pode ser maior do que o tamanho da sua vontade de viver o que sempre sonhou. Comemore cada conquista, cada etapa. E você vai almejar lugares cada vez mais altos. Tenha paciência e valorize tudo e todos que você tem ao seu redor, porque eles também são combustíveis para o seu sucesso! Seja o protagonista da sua história.

Deus abençoe!

Agradecimentos:

Muito obrigado Tamires (codinome da Daniela) pela oportunidade e confiança, pois essa entrevista me fez relembrar todas as etapas que eu já passei, me fortalecendo e fazendo valer a pena todo o sacrifício e esforço, não só meu, mas de todos os que sempre estiveram comigo nessa. Com isso eu me sinto cada vez mais privilegiado por ter vivenciado todas aquelas experiências, sejam elas boas ou ruins, pois eu aprendi a focar mais no ponto de vista positivo do que a adversidade pode te trazer. Sempre confiando em Deus e depositando as minhas forças nele, que nos ajuda a vencer todas as batalhas.

Contatos: Instagram: @samuka.personal

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ENTREVISTA COM MARTHAN FAUSTINO

03/08/2020 às 09h40

Confira a entrevista com Marthan Faustino que atua no mercado da indústria Offshore (instalações petrolíferas), desenvolvendo projetos de soluções e melhorias nas instalações. Dentre outras curiosidades do setor, nos contou um pouco sobre a rotina e preparação de quem trabalha embarcado em plataformas e estaleiros em alto mar!

Formação: Engenharia Mecânica (em curso) –  USU / Rio de Janeiro

Profissão: Projetista

Local nascimento: São Paulo – SP

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional?

Tenho 40 anos e atualmente trabalho na área de engenharia de projetos industriais, estou no mercado de trabalho há aproximadamente 20 anos. Atuo no mercado da indústria Offshore no detalhamento e desenvolvendo projetos de soluções e melhorias nas instalações petrolíferas, voltado para área de tubulações e equipamentos com utilização de ferramentas 3D.

Na verdade, comecei minha trajetória no setor de informática, trabalhei inicialmente provendo manutenção e montagem de computadores. Sempre tive um perfil de desenvolvedor, em tudo que trabalhei, sempre busquei criar processos que aperfeiçoasse a forma de trabalhar. E seguindo os passos do meu pai pude conhecer a indústria de projetos.

Com meus 15 anos fiz o primeiro curso voltado para desenhos técnicos, o que reforçou a vontade de seguir carreira nesse mercado de trabalho e então fui cada vez mais fundo em busca de cursos e treinamentos específicos e ao mesmo tempo pude começar a realizar pequenos trabalhos junto com meu pai ainda na época da prancheta e lapiseira.

Meu primeiro trabalho no Rio de Janeiro foi em 2003 na UTC no FPSO P37, que estava fundiado no cais do porto onde pude acompanhar de perto o trabalho de campo e fazer parte do projeto de Asbuilt. Em 2004, comecei a faculdade de engenharia mecânica pela USU – Universidade Santa Úrsula e desde então minha trajetória no Rio de Janeiro foi se consolidando. Tive a oportunidade de trabalhar em grandes empresas de engenharia como: Technip, Mana, Quip, Chemtech, Planave, Engevix entre outras, em projetos offshore e Onshore.

Atualmente trabalho na SBM Offshore como Piping designer, na equipe de operações e suporte a frota brasileira, desenvolvendo projetos de engenharia voltados para a área de tubulações industriais.

A área de engenharia de projetos é bastante ampla e você atua tanto Onshore (em terra) quanto Offshore (no mar). Como é a preparação inicial (física, mental, cursos específicos) para se trabalhar embarcado? E como é a rotina dentro das plataformas de petróleo?

Apesar das áreas técnicas estarem conectadas, são duas coisas bem diferentes, como sou desenvolvedor de projetos, o meu dia a dia no escritório é voltado praticamente à computação gráfica criando elementos em maquetes eletrônicas que serão construídas. Um trabalho muito prazeroso por estar com o cérebro em busca da melhor solução.

Já no meu trabalho Offshore tudo muda, toda vez que eu subo a bordo de uma unidade é para fazer o levantamento de informações de campo que serão adicionadas aos projetos. E sim, existem inúmeros riscos envolvidos, desde o deslocamento até a plataforma que é feito por helicóptero em voos que podem durar até 1 hora e meia.

Dentro das instalações Offshore, a planta de processo está viva, com todos os equipamentos, bombas, vasos compressores e tubulações de alta pressão com hidrocarbonetos (petróleo e gás) em pleno funcionamento.

Contudo por ser um trabalho muito dinâmico e estar em movimentação constante, é algo que faz você sentir uma excitação e realmente bem, sem falar que a janela do seu trabalho é um horizonte indescritível.

Porém por conta dos riscos associados, é preciso fazer alguns cursos como CBSP (curso básico de segurança de plataforma) e T-huet (treinamento de escape de aeronaves submersas) que são obrigatórios para todos que embarcam.

E existem outros cursos específicos relacionados às atividades que será executada a bordo, como por exemplo, NR-35 (trabalho em altura) para quem executará um trabalho em um nível elevado e precise do uso de cinto de segurança, NR-33(espaço confinado) caso precise acessar a parte interna de um equipamento. Exames clínicos periódicos para estar apto ao embarque e todos os dispositivos de trabalho eletrônicos como: tablet e notebook devem ser do tipo EX Device, que são equipamentos específicos para trabalhar em atmosferas explosivas.

Ressalto que dentro de uma unidade Offshore, todo trabalho será avaliado, pois a segurança de toda a tripulação deve ser prioridade máxima.

De acordo com estudo da Energy Maritime Associates (EMA) de fevereiro deste ano, os investimentos em FPSOs (Unidade Flutuante de Produção, um tipo de plataforma com forma de navio utilizado pela indústria petrolífera para produção, armazenamento de petróleo e/ou gás natural e escoamento da produção por navios) no Brasil devem chegar a US$ 28,4 bilhões até 2024. Será que alguma coisa mudou com a pandemia atual que acometeu o mundo todo? Como você vê a área de investimentos no setor?

No meu ponto de vista tivemos sim mudanças de cenário por conta da Covid 19,muitas empresas optaram em suspenção de contratos no mundo todo, o que leva a uma desaceleração no mercado mundial.

Porém aqui no Brasil a maior operadora continua com os projetos na mesa, honrando algumas unidades que já estavam em fase de licitação como o caso de Mero 3. O que é um ponto muito positivo e vai além do que está sendo praticado nos outros países.

Você atua hoje numa empresa estrangeira sólida, que tem uma base no Rio de Janeiro, onde você completou recentemente cinco anos de empresa. A frota global da holandesa é composta por 15 plataformas, sendo que sete estão no Brasil: os FPSOs Espírito Santo, Anchieta, Capixaba, Cidade de Paraty, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema. Você já teve ou tem planos de atuar em outros países pela mesma empresa? Apesar de sólida, como a empresa tem visto o cenário brasileiro atual?

Atualmente estou em uma posição consolidada dentro da minha empresa, mas não me fecho a novas oportunidades. Ir para outro país e poder levar um pouco do meu conhecimento e também aprender e receber conhecimento externo é sempre positivo.

No Brasil por conta de fatores políticos e a própria operação Lava Jato, fez com que todos os investimentos ficassem na gaveta por muito tempo e agora que esses projetos começaram a ter uma retomada, na verdade estamos com uma enorme lacuna que precisa ser preenchida. Faltam plataformas, assim como faltam refinarias, novas instalações são necessárias para o desenvolvimento tanto da Petrobras como de outras Operadoras e muitas já têm uma boa parte de concessão adquirida aqui, o que mostra um grande interesse no nosso mercado.

O que faz na prática o Piping Designer (Projetista de Tubulações)? Qual o tipo de levantamentos e informações ele traz ao projeto?

Alguns de meus amigos às vezes quando olham o meu trabalho dizem que estou brincando de construir, na verdade trabalho principalmente com a construção de maquete eletrônica, que é um processo de criação de elementos 3D, que em escala real é o que dá origem ao produto final nas plataformas.

Meu trabalho consiste muitas vezes em ir a bordo de uma plataforma de petróleo coletar informações especificas do local, às vezes as instalações sofreram alguma mudança ou a construção foi feita diferente do projeto original; e após coletar tudo eu lanço dentro do software 3D, criando um ambiente que mescla a instalação existente com instalação futura assim fornecendo uma solução mais adequada possível de acordo com cada projeto.

É uma área bem remunerada? O que você diria a um jovem que tem interesse em entrar nesse mercado? É possível ingressar sem conhecer pessoas que já atuam na área?

Atualmente nosso país sofreu com uma baixa muito grande de trabalhos novos, já no quesito remuneração, já tivemos em patamares bem mais elevados, mas a falta de trabalho é algo que assola todos os setores atualmente o que causa uma queda quase que geral nas remunerações. Mas é sim uma boa remuneração e se destaca em relação a muitas outras profissões ainda.

O que posso dizer é que esse mercado irá sim ter uma forte retomada, pois o desenvolvimento só é dado com novas obras, novas infraestruturas. Então aquele que estiver pronto e preparado no momento certo terá sua chance de ingressar na frente daqueles que começaram a preparar quando o mercado já estiver aquecido.

É possível ter qualidade de vida, tempo para a família e ainda gerar uma boa produtividade no trabalho? Como é o fluxo de entrega, prazos e etc.? Muito exaustivo?

Administrar o tempo às vezes é um pouco difícil, como trabalho para a operação das unidades, quando ocorre algum problema, tem que ser solucionado o mais rápido possível, alguns deles podem causar um shutdown (parada total) em toda a plataforma, o que exige uma resposta rápida, pois os prejuízos por paradas são enormes e podem até gerar multas por atraso na produção e nesses casos, a entrega e cobrança são bem elevados porque nós queremos sim fazer o possível e o melhor para a solução dos problemas.

Como é o ambiente a bordo das plataformas? Tem uma boa infra tanto para o trabalho como descanso e lazer? E a escala para ficar a bordo e descansar em terra, como funciona?

Por trabalhar sob confinamento, as instalações das áreas internas costumam ser muito boas, com fornecimento de boas refeições diárias e ao menos mais três paradas para café durante o dia de trabalho, uma verdadeira briga para quem tem problemas com a balança… (ahahaha!).

As instalações ainda contam com bons dormitórios, que são limpos diariamente e salas de recreação com jogos, academia e algumas até tatames para pratica de artes marciais. Ainda na área interna, algumas unidades permitem o uso de Smartfones para facilitar a comunicação com os familiares, e ainda existem cabines telefônicas com uso liberado 20horas por dia.

Normalmente é um ambiente agradável onde às pessoas buscam ajudar e estar próximas para minimizar os efeitos do confinamento. Para cada dia embarcado você tem o direito a um dia de folga, para pessoas que trabalham em regime de embarque direto é basicamente 14 dias abordo e 14 dias de descanso.

E quem é o Marthan na vida pessoal? Hobbies, lazer, o que faz para aproveitar o tempo em casa?

Eu sou pai de duas meninas, Giovanna e Alicia e sou casado, minha esposa Elaine é uma guerreira. Quando estou embarcado é ela quem segura às pontas com as duas ferinhas, mas podemos sim aproveitar bons momentos em família, com viagens, passeios, é muito bom poder reservar um tempo e conhecer novos lugares.

Adoro pescar o que me dá uma paz e conexão com a natureza e jogar paintball, o que me traz adrenalina…, mas no momento, estou mais trocando fraldas que qualquer coisa. Gosto de inventar refeições com frutos do mar e na churrasqueira eu mando bem também. Definitivamente estar com quem gostamos como amigos, parentes e família, são o que me faz mais feliz.

O que você diria para as pessoas que estão enfrentando imensos desafios e aos que perderam suas fontes de renda principal com a pandemia? Existe luz no fim do túnel?

Estamos realmente vivendo tempos difíceis de confinamento e algumas pessoas ainda tiveram suas rendas diminuídas eu até mesmo zeradas, eu acredito que os momentos difíceis nos fortalecem e mostram do que somos feitos e até onde podemos suportar. Traçar um horizonte sólido e robusto é importante para nos manter firmes, porque aqueles que persistem no final serão vitoriosos.

Contato:

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TAUBATÉ – TERRA DE MONTEIRO LOBATO, JECA TATU E MUITO MAIS!

23/07/2020 às 18h06

Localizada no Vale do Paraíba, a 130 km da capital paulista, Taubaté possui mais de 300 mil habitantes. Desempenhou papel importante na evolução histórica e econômica do país. No ciclo do ouro, foi núcleo irradiador de bandeirismo, descobrindo ouro em Minas Gerais, fundando diversas cidades.

Considerada atualmente o segundo maior polo industrial da região, a cidade de Taubaté também é conhecida por ser base de grandes empresas e por seu vasto patrimônio cultural, já que abriga mais de dez museus. Entre seus residentes mais célebres é possível citar: Monteiro Lobato, Amácio Mazzaropi, Yara Salles, Tony Campelo e Cid Moreira. Porém essa lista é bem mais vasta do que a comumente citada. Veja a seguir…

Outras celebridades de Taubaté

Celly Campello foi à primeira estrela do rock brasileiro. Com apenas 17 anos estourou nas paradas brasileiras com a música “Estúpido Cupido” e passou a ditar moda.

Acrobata, Joaninha Castilho foi a mais jovem do seu período a obter brevê, habilitação para pilotos de avião. Seu nome batizou um refrigerante que foi apreciado por muitos anos na região, o Guaraná Joaninha.

Judith Mazella Moura e Lygia Fumagali Ambrogi foram pioneiras ao lançarem o primeiro jornal feminino do Vale do Paraíba, o “Diferente” em 1955.

Considerada a “rainha da TV”, Hebe Camargo foi quem apresentou em 1958 o primeiro programa feminino da televisão “O mundo é das mulheres”, na TV Paulista.

Geny Marcondes foi à primeira arranjadora musical do país. Também fez programas de sucesso no rádio e na televisão. Dirigiu, no teatro, a versão brasileira do musical Hair. Entre os artistas que trabalharam com ela estão: Fernanda Montenegro, Chico Anysio, Milton Nascimento, Nara Leão e Maria Bethânia.

A artista plástica Georgina de Albuquerque foi quem introduziu no Brasil o impressionismo, movimento artístico que se preocupa com a luz e seus efeitos na pintura. Foi também a primeira mulher a fazer, no ano de 1922, uma pintura histórica no país (o quadro “Sessão do Conselho do Estado que decidiu a Independência”) e a dirigir a escola de Belas Artes do Rio de Janeiro.

A população de Taubaté, calculada segundo estimativa do IBGE para 1.º de julho de 2019, era de 314.924 habitantes. Ocupando a décima posição dentre os municípios mais populosos do interior de São Paulo, sendo o 24º mais populoso município do estado.

Qualidade de Vida – Taubaté foi classificada pela PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) como 21º de 645 municípios no Estado de São Paulo em termos de qualidade de vida (segurança, educação, saúde e atendimento odontológico, meios de transporte, baixo nível de poluição, esgoto canalizado e água encanada atingindo todas as casas, etc.)

Taubaté é também o segundo maior polo comercial da região do Vale do Paraíba. A região central reúne boa parte dos estabelecimentos comerciais do município e também o “Mercadão”. Há instalados dois shopping centers, o Taubaté Shopping, inaugurado em 1989, atualmente tem 150 lojas, 4 salas de cinema, um supermercado e o Via Vale Garden Shopping inaugurado em 2012, localizado às margens da Rodovia Presidente Dutra e na confluência com a Rodovia Carvalho Pinto, que conta com 211 lojas, 6 salas de cinema e um hipermercado. Há também diversos mini Shoppings e galerias.

Lugares para conhecer em Taubaté

Museu da Imagem e do Som de Taubaté – Avenida Tome Portes del Rei 761 | Jardim Ana Emilia, Taubaté, Estado de São Paulo 12070-610, Brasil.

Museu Mazzaropi – Estrada Amacio Mazzaropi, 249 Bairro Itaim, Taubaté, Estado de São Paulo 12086-020 Brasil.

Museu Monteiro Lobato “O Sítio do Pica-Pau Amarelo” – Avenida Monteiro Lobato s/n Chácara do Visconde, Taubaté, Estado de São Paulo 12050-730 Brasil.

Museu De História Natural de Taubaté – Rua Juvenal Dias de Carvalho 111 Jardim do Sol, Taubaté, Estado de São Paulo 12070-640 Brasil.

Cachoeira do Caipira – Situada na Estrada do Macuco, a Cachoeira do Caipira é de fácil acesso. Apesar de estar localizada em um trecho de terra na estrada.

Cachoeira da Pedra Grande – Cachoeira da Pedra Grande encontra-se no bairro da Pedra Grande, em Taubaté. A queda de 45 metros integra a bacia do rio Una. A cachoeira fica a aproximadamente 50 minutos do centro da cidade.

Casa do Figureiro – Encontra-se no bairro da Imaculada. No espaço, surgiram os mais famosos escultores de Taubaté. A Casa do Figureiro integra ateliê com cursos para adultos e adolescentes, área de exposições e venda de obras de 30 artistas, aproximadamente.

Catedral de São Francisco das Chagas – A igreja matriz de Taubaté, a Catedral de São Francisco das Chagas, foi originalmente construída em 1645.

Semana Mazzaropi e Monteiro Lobato – Este é o evento mais famoso da cidade. Geralmente, acontece na segunda quinzena do mês de abril. A semana promove uma série de atividades culturais como apresentações de peças teatrais e filmes, exposições, saraus e serestas. As apresentações acontecem em vários pontos turísticos de Taubaté, como os parques Monteiro Lobato e Vale do Itaim, Teatro Metrópole e Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Alto do Cristo Redentor – Localizada em uma colina urbanizada, o local apresenta uma vista geral do município, parte do Vale do Paraíba, além de ter ao fundo, a Serra da Mantiqueira e a Garganta do Piracangaguá.  A estátua do Cristo Redentor passou a ser um dos principais pontos turísticos de Taubaté, em sua base está instalada uma capela dedicada Nossa Senhora da Paz.

Horto Municipal Renato Correia Penna – Avenida Santa Luiza Marilac, s/n | Vila São José, Taubaté, Estado de São Paulo, Brasil

Santuário Santa Terezinha – Igreja linda no estilo gótico, com lindas pinturas religiosas, tem missas durante a semana e são realizados casamentos na mesma. Rua Voluntário Penna Ramos | Praça Santa Terezinha, Taubaté, Estado de São Paulo 12010-740, Brasil.

Sesc Taubaté – Conta com uma série de eventos musicais, esportivos e culturais. Avenida Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1264, Esplanada Santa Terezinha TAUBATE | CEP: 12052-230.

Distrito de Quiririm – A 1ª Colônia Italiana do Vale do Paraíba reconhecida como o “Distrito de Paz de Quiririm” em dezembro de 1925. No ano de 1989, por iniciativa de João Aristodemo Canavezi Filho, o distrito italiano realizou a 1ª festa para comemorar o centenário da chegada de seus antepassados na colônia.

A festa italiana é realizada no final do mês de abril e começo de maio, com apresentações de coreografias e shows de música típica e o melhor da gastronomia italiana.

Quem visita as ruas de Quiririm, pode observar a arquitetura histórica na Capela de Nossa Senhora Aparecida, a Escola Municipal Amadeo Piccini, além das linhas arquitetônicas das cantinas e restaurantes.

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ENTREVISTA COM ARLINDO JÚNIOR – ADM DE CAD/CAE EM ENGENHARIA DE PROJETOS

22/07/2020 às 17h52

Tivemos a honra de conversar com o carioca da gema, Arlindo Júnior, que atua como Administrador de Softwares na área de Engenharia de Projetos. E nos contou como foi sua árdua trajetória na profissão e que hoje já atua em outros países!
Nome completo: Arlindo Antônio Ferreira da Silva Júnior

Formação: Técnico em Engenharia Civil

Profissão: Administração de Software

Conte-nos como foi sua trajetória profissional até aqui?

Infelizmente não tive muita orientação da família, mas após uma indicação de um grande amigo para um curso de PDS (Plant Design System), onde eu não tinha noção de nada, acabei me destacando e sendo orientado pela professora a fazer um curso técnico e o curso de Microstation. Fiquei como estagiário e ajudante nesse curso de PDS como assistente da professora. Depois, após de me formar em Microstation, dei aula de Microstation e com o tempo fui me adaptando ao mercado. Comecei na Engenharia de Ar condicionado na Air Marine como Desenhista, onde foi uma grande escola. Depois como projetista de tubulação e hoje sou ADM de CAD/CAE.

Quem é o Arlindo Júnior na vida pessoal? Família, gostos, hobbies, interesses…

Simples, brincalhão, extrovertido, bem família! Que ama o dia, praia, comida, futebol e esportes. Gosto muito de passear, mas também amo minha casa, curtir meu canto!!!  Família acima de tudo sempre! Tenho manias, por exemplo, de limpar tudo, odeio portas e gavetas abertas. E curto cozinhar e ficar entre amigos!

Você teve êxito desde o início nessa carreira ou o caminho foi árduo? Em quais países você já atuou e por quais empresas já passou?

Ah, sempre é árduo! Como não tive muita orientação o início foi árduo. Mas graças a Deus, tive discernimento nas escolhas. Tive bons companheiros de trabalho e consegui vencer inúmeras vezes.  E quanto às perdas, levei como aprendizado.  Atuei no Brasil, Austrália, Portugal e França (Itália remotamente).

O que você diria a um jovem que tem o sonho de ingressar na área de engenharia de projetos? O que ele deve ter em mente e por onde começar?

Foco nos estudos. Faça um curso técnico antes da faculdade para se orientar no que mais gosta. A faculdade irá abrir um grande horizonte e lhe dará um norte! Caia dentro dos estudos, pois irão aparecer os estágios. Consequentemente propostas e assim vai…  Estude inglês, que é um diferencial e abrirá mais o seu horizonte.

Em nossa economia brasileira (e seus altos e baixos de anos), como você vê essa área daqui a alguns anos em nosso país com toda a bagagem que vêm acumulando por onde tem circulado?

Talvez eu não me aposente no Brasil ou volte. No entanto, se eu voltar ao Brasil, gostaria de morar no Nordeste ou em alguma casa de campo ou praia.  Abrir uma pousada só de cinco quartos no máximo.  Mas Portugal nesse momento tem sido uma ótima opção.

Quais idiomas você fala? E qual a importância de estar bem preparado nesse quesito?

Português, Inglês (fluente), Francês (iniciante) e Espanhol (iniciante). A língua é um diferencial absurdo em todos os segmentos. Investir nisso hoje em dia é necessidade.

Os softwares nessa área sofrem constante atualização ou quem faz um curso consegue atuar sem investir em constante reciclagem? Quais os softwares mais utilizados atualmente dentro dessa área e quais as diferenças entre eles?

Sim todo ano tem atualizações, mas depende da sua área de atuação. Ao estudar na Austrália percebi que mesmo o software sendo bastante divulgado e usado mundialmente, sempre há um concorrente que faz a mesma função e atende a necessidade da empresa, o mais famoso nem sempre é usado. Ex.: No Brasil usamos o SAP para cálculo estrutural, já na Austrália se usa o SpaceGass. Em algumas refinarias você vê o SmartPlant, em outras o PDS ou Micrsotations somente.

Isso depende das datas de celebração dos contratos, as empresas envolvidas e o gosto do cliente. Então, quanto mais conhecimento você tem de um software, melhor será seu resume.

Muitas empresas agora por conta da economia estão contratando os profissionais com o resume atualizado (cursos). Só fornecem a reciclagem se você tiver um ano de trabalho, ou seja, o melhor caminho é se atualizar para entrar no mercado.

O que poderia nos dizer sobre a vantagem de um bom Networking (rede de relacionamento)? Isso é um diferencial nesse meio ou a pessoa com um bom currículo consegue buscar oportunidades com facilidade?

O Networking sempre foi mais importante que o conhecimento em si, isso é nítido no Brasil. Muitas das vezes irão ver companheiros de trabalho que não condizem com a função, porém o mesmo foi indicado por algum chefe. Hoje em dia isso vem acabando. Mas ainda é nítido no Brasil. Mas o Networking é uma ferramenta essencial para chegar ao mercado e ver as oportunidades, tanto no campo de contratos como de softwares.

Essa área é muito exaustiva no dia-a-dia ou é possível tirar um tempo para lazer? Conte um pouco sobre os lugares que mais gostou de visitar fora do país? Onde se sentiu mais acolhido pelo povo local?

Sim é muito exaustiva, em 99% dos contratos trabalhamos contra o tempo. Muito difícil achar um contrato com tempo de execução correto, atendendo todos os contratempos (gordura), ou seja, com uma estimativa para os contras tempos. Mas temos que aprender o que é qualidade. Na Austrália a qualidade de vida é absurda, você rala mais que no Brasil, porém tem retorno. A economia é justa, você vê famílias no parque das praças às 2 da tarde, numa terça ou quarta-feira. Se você for a um restaurante às 21h e a cozinha fecha às 21h, nem por um milagre o restaurante irá lhe atender, pois ele zela pela qualidade de vida dos funcionários. Não existe esse lance igual ao do Brasil, de trabalhar de acordo com o movimento, os horários são definidos e ponto final.

Gostei muito da Indonésia, simplicidade ao extremo, lugares lindos, mas posso considerar a Austrália como uma segunda casa. Um país onde a economia é justa, o trabalho de todos é valorizado, a educação é constante e a qualidade de vida é a prioridade.

Com a pandemia que estamos enfrentando, muitos perderam suas fontes de renda. Quais dicas práticas você daria a um profissional da área que precisa rapidamente se reinserir no mercado?

Na crise que as oportunidades surgem…  Estude e esteja atento, não tenha vergonha de trabalho, estude e não seja apressado para ter resultados. Às vezes temos uma habilidade escondida e não desenvolvemos pela simples falta de tempo e conhecimento. Invista em si próprio!

Contatos:

Instagram: @ARLINDO_JUNIOR

Whatssap: + 351 9119 40 116

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ENTREVISTA COM RONNY “ON-LINE” – NEGÓCIOS PELA INTERNET!

16/07/2020 às 16h03

Entrevistamos uma pessoa que faz diversos negócios pela internet há anos, e nos dará dicas de quais os melhores sites, produtos e fórmulas de anúncios que mais chamam a atenção para empreender nesse momento de crise! E quais os golpes recentes e outros mais manjados para você não cair nas armadilhas da rede. Confira esse proveitoso bate-papo com Ronny Duarte, o “Ronny On-line”.

Ronny descreva como você iniciou sua atuação em empreender pela internet, foi uma necessidade pessoal? Quais produtos você escolheu no início e como ampliou sua atuação para uma diversidade maior, para os produtos que vende hoje pela rede?

Na verdade, não foi por uma necessidade pessoal ou questão financeira. Comecei pelo site da OLX que em tese é gratuito (além de opções pagas), é um dos melhores sites para se trabalhar. Comecei por minha paixão por carros! Sempre gostei muito de carros. Lembro que na minha adolescência não havia muitas opções de veículos, só os famosos nacionais. Por volta de 1995 a exportação abriu e chegou um carro que fiquei muito impactado na época: DAEWOO Espero, que era um carro muito completo e foi muito comercializado e utilizado aqui no Brasil, por sua beleza e era um carro que mais a classe média que comprava. Muito bonito! Esse carro ficou muito marcado e era usado por médicos, engenheiros e etc… Depois outros carros foram chegando e o DAEWOO foi perdendo espaço. E uma coisa interessante é que apesar de ser importado, toda a sua mecânica era da GM, ou seja, era fácil em termos de manutenção. Depois de muitos anos, meu pai comprou um carro desses e pagou muito barato, a versão automática, completo. Esse carro ficava encostado na garagem, pois era da minha madrasta Regina que não deu muita bola para o carro. E meus irmãos usavam de vez em quando, mas ninguém fazia a manutenção. Foi quando fiz uma proposta e meu pai me vendeu o carro. O primeiro DAEWOO da minha lista. Sonho concretizado. As vendas pela internet começaram a partir daí, pois depois senti vontade de ter outras versões e vi a facilidade de vender o DAEWOO e adquirir outras versões com extrema facilidade. Uma dica importante: faça anúncios com o máximo de detalhes e precisão sobre seu produto! Tive outros carros e fiz muitas vendas assim e descobri um nicho de negócios que deu certo! Eu era chamado na época de “o Rei do DAEWOO Espero” (risos), cheguei a ter oito versões e fiquei especialista. Segui a estratégia com outros veículos e tem dado certo até hoje. Seja detalhista e explore todos os pontos fortes de seu produto no anúncio!

Quando falamos em vendas, um plano estratégico do público que se deseja alcançar e como se reportará a esse público é importante.  Como você atua com seu público? Cada caso é um caso, ou no geral suas vendas são para o mesmo tipo de pessoas?

Tenho métodos, não sou uma empresa, mas procuro manter um padrão: fotos bem tiradas e focadas no produto. Focar nos pontos fortes, colocar o máximo de imagens possível. Hoje meu foco maior são vendas de carros e rodas. Mas vendo de tudo também: imóveis, produtos, eletrônicos, eletrodomésticos e etc.

Tire as medidas de seu produto, todo anúncio precisa ter riqueza de informações. Crie um ambiente nas fotos, visite outros anunciantes e veja os melhores. As fotos e detalhes são muito importantes e fazem a diferença. O segredo é esse aí: imagens de qualidade, boas informações e a quantidade de anúncios (principalmente gratuitos), faça o máximo de anúncios possível e com qualidade. E as vendas virão!

O que é importante se ter em mente ao escolhermos um produto e o público a alcançar?

Basicamente um pouco do que respondi na anterior, ter em mente um foco específico do produto e um bom anúncio composto por boas imagens e riqueza de detalhes.

E saber enxergar as oportunidades! Um dia desses encontrei uma bicicleta ergométrica na rua (descarte para reciclagem), aparentemente em bom estado. Só precisei fazer alguns ajustes e anunciar. Do valor real para um valor menor, especificar o que estava ou não funcionando e ganhar dinheiro em cima disso. Ou seja, às vezes existe dinheiro jogado na rua e ninguém percebe. Foi só um exemplo real, mas existem muitos produtos que você pode aproveitar e fazer dinheiro a sua volta. Enxergar as oportunidades é importante!

Quais sites são interessantes no momento para se divulgar um produto e como eles atuam? São pagos, gratuitos, plataforma de fácil utilização?

Existem inúmeros sites para anúncios, porém gosto muito de três: Olx, Web Motors e Mercado livre. A Web Motors é mais para veículos e a tratativa é direta com o cliente.

Na Olx existe a opção gratuita e paga, para qualquer tipo de produto! Gosto muito desse site… E a tratativa também é direta com o cliente. Simples e fácil. Qualquer pessoa consegue utilizar ambas as plataformas.

Mercado livre não difere muito dos outros, porém tem um sistema a parte para gerenciar as vendas e mercado pago. O cliente faz o pagamento para o Mercado livre e você recebe do próprio site.

Os sites onde a tratativa é direta com o cliente costuma ser melhor, onde o risco de golpes é menor.

Quais os principais pontos a serem observados ao elaborarmos um anúncio de vendas?

É muito importante fazer uma pesquisa apurada antes de anunciar e ofertar por um preço justo. Por exemplo, veículos hoje em dia são vendidos pelo valor médio e não o valor de tabela.  Sempre temos que ter uma ideia de preços que já são praticados no mercado, isso serve para qualquer produto. E seguir os padrões já mencionados anteriormente: falar bem do produto, boas imagens e não fugir da média de valores. Se o anunciante está pedindo um valor acima da média que não se justifica por um diferencial do produto, dificilmente a venda vai acontecer.  É importante ter isso tudo em mente para ter êxito nas suas vendas.

Quanto ao atendimento e atenção, dedicação a esse tipo de trabalho, é para qualquer pessoa? O que será um diferencial para ter êxito nas vendas on-line? 

É muito interessante dizer que no mundo do trabalho em si, quando você ama o que você faz tudo se torna mais fácil. Se você ama vendas, as vendas estão no seu DNA, tudo se torna mais interessante. Assim como se a medicina está no seu DNA você será um ótimo médico. Isso vale para tudo, uma pessoa que ama mecânica, todo o seu trabalho terá um diferencial.

Mas é possível sim você trabalhar com vendas mesmo que você não tenha essa paixão toda. Desde que você siga alguns procedimentos, algumas linhas de conduta, é possível ter retorno. Grandes sucessos? Não sei, pode ser possível! Se você fizer ótimas fotos, procurar fazer um texto bem direcionado é possível sim ter bons retornos. Desde que você não maltrate o seu cliente. Por exemplo, se ao atender o seu cliente, você for mal-humorado ou arrogante, você vai eliminar todo o seu esforço anterior.  Agora é claro que se você amar vendas e tiver um bom direcionamento e técnicas, o sucesso é inevitável. Isso com toda certeza!

Infelizmente existem pessoas mal-intencionadas em vários segmentos e negócios. O que um comprador precisa saber para não cair em golpes por parte de um vendedor on-line?

Uma coisa importante é nunca efetuar pagamentos logo de cara. Sempre desconfiar também de preços muito abaixo do valor médio já praticado pelo mercado. É preciso ter coerência também com relação ao aspecto físico dos produtos, como exemplo carros. O comprador obviamente precisa ter coerência de saber que um automóvel de 15 ou 20 anos de uso não terá as mesmas condições mecânicas e físicas de um automóvel novo. Após a verificação com o mecânico é importante fazer um laudo, laudo de transferência veicular (é obrigatório). Quem faz é o vendedor e quem paga é o comprador, porque o comprador precisa desse laudo para fazer a transferência lá na frente. Existe também o laudo cautelar (esse não é obrigatório), não é exigido pelo DETRAN, informações sobre um histórico mais preciso sobre o veículo (em caso de seguro futuro do veículo). No caso de veículo é sempre importante verificar se está no nome do vendedor, débitos do mesmo, com número da placa e RENAVAM você puxa informações no site do DETRAN (restrições e débitos). E com recibo em branco do veículo para fazer a transferência no cartório e etc.

Agora com relação a outros produtos on-line, sempre checar valores, dê preferência para comprar ao vivo e utilizar os sites somente para intermediação. Compre preferencialmente quando pode ver ao vivo e testar! Dê preferência aos sites que contém os telefones dos vendedores para vocês agendarem de ver o produto pessoalmente (sempre que possível), é a melhor opção.

Em contrapartida existem também pessoas que se dizem interessadas em algum produto e aplicam golpes para recebê-los sem pagar por eles. Quais os golpes mais manjados e os mais recentes que você poderia nos informar e detalhar?

Em relação ao site do Mercado livre é importante ficar atento, pois existem pessoas que simulam o pagamento (se passando por compradores interessados). Às vezes a pessoa liga e diz que tem determinado crédito no Mercado livre (saldo) e te ligam dizendo que compraram, enviam no seu e-mail páginas clonadas dizendo que a pessoa comprou e pagou (páginas clonadas simulando o site do Mercado livre). É muito importante você checar na plataforma real do Mercado livre, pois só verificar o que recebe por e-mail pode ser fraude de golpistas.

Sempre cheque a informação de recebimento na própria plataforma do Mercado livre que mostrará de fato se tal pessoa efetuou ou não o pagamento referente a determinado produto. Inclusive esses golpistas além de enviar um e-mail com página clonada para “provar” que pagaram pelo seu produto, te ligam e dizem que vão enviar um Uber para retirar o produto.

Nunca entregue seu produto sem checar essa informação no próprio site do Mercado livre. Tem que tomar muito cuidado nesse sentido. Se o pagamento realmente foi efetuado, tem que aparecer na sua área de gerenciamento dentro do site oficial.

Outro tipo de golpe tanto na Olx, Web Motors ou Mercado livre, que alguns golpistas se passando por compradores fazem é te ligar via WhatsApp ou celular e te enviam um torpedo e dizem que precisam validar seus dados e anúncio e te pedem o código enviado via torpedo, que na verdade é uma tentativa de clonar seu WhatsApp. Eles leem seu anúncio e te enviam esse torpedo para supostamente “validar” seu anúncio. Geralmente quando você faz anúncios com produtos de maior valor. Os sites em hipótese alguma te enviam torpedo ou ligam pedindo tal código, isso é golpe!

O vendedor tem que ficar muito atento com as formas de pagamento também. Algumas pessoas te enviam comprovantes falsos de transferência e te encaminham via WhatsApp.

Sempre cheque se o dinheiro realmente está na sua conta. Nunca entregue seu produto ou chaves de veículo (nem transferência em cartório) sem checar sua conta! Existem golpes e mais golpes simulando pagamento também! Instale o App do seu banco e verifique se o valor realmente está na sua conta, não como saldo vinculado, mas dinheiro liberado na conta! Senão pode ser golpe! Depósitos em caixa eletrônico, comprovante somente no papel não garante o pagamento. Verifique sempre sua conta.

Existem produtos mais fáceis de vender, liquidez certa, já outros exigem uma venda mais elaborada, com persistência e bom atendimento. Que produtos você trabalha ou já trabalhou que exigiam menos esforço e quais os que mais pedem por dedicação no atendimento? Entre o perfil elaborado ou de venda de impacto, quais valem mais a pena em sua opinião?

Eu me descobri um vendedor! Hoje eu trabalho com vendas diversas, embora meu foco seja veículos e rodas, mas atuo com vendas de múltiplos produtos. Imóveis mesmo é um deles, ontem mesmo me ligou uma corretora e disse: você é um ótimo corretor! Eu fiquei feliz, é legal receber elogios. Não tenho formação de corretor, mas procuro trabalhar bem as vendas, os detalhes e acabo tendo bons resultados.

Falar no que dá mais lucro, claro os imóveis dão um retorno bem interessante, demora mais a venda, mas o retorno é maior. Veículos, temos alguns que vendem mais rápido e outros mais demorados, idem para rodas. É muito relativo, mas é interessante. No meu caso eu dou atenção a todos os itens. Meu desempenho é igual, eu não desisto.  Você não pode ligar para a palavra não, acreditar no que está fazendo, refazer os anúncios, focar bastante nos sites gratuitos, grupos de vendas de rede social e disparar anúncio. Tem que acreditar, focar sempre e não desanimar. Eu trabalho e dou atenção para todos os produtos, porém os itens que mais vendem são os mais baratos e o caixa está sempre em movimento. É interessante. E quando sai uma venda mais elaborada o retorno é maior!

Que mensagem você pode deixar as pessoas que estão buscando por uma ideia de negócio em meio a essa pandemia? Visando não só esse momento crítico, pois o cenário virtual veio com tudo agora:

Você consegue começar com pouco ou até sem nenhum investimento. Primeiro pensar naquilo que você acredite, o segredo é acreditar naquilo que está vendendo.  Se a pessoa tiver condições de fazer algum investimento, por exemplo, roupas, tem a região do Brás, José Paulino, que você pode comprar roupas num custo acessível, se você gosta de roupas.

Se você gosta de eletrônicos, pesquise, vá atrás, compre um pouquinho, faz um teste. Faça anúncios, pode marcar a entrega no metrô. Muita gente faz isso, no próprio metrô. Pessoas de outras regiões, fácil de agendar e entregar de uma forma econômica.  Passa a maquininha de uma forma discreta e faz a entrega (às vezes nem passa a catraca) e consegue agendar de entregar em várias estações diferentes no mesmo dia.

Se você não tem como fazer nenhum investimento nesse momento, veja, por exemplo, o que você tem na sua própria casa. Tem duas TV´s? Anuncia uma, algum equipamento eletrônico, caixa de som, algum brinquedo, uma bicicleta ergométrica. Faça uma relação do que pode vender, faça boas fotos, deixe tudo limpinho, anunciem de forma detalhada, muitas pessoas começam assim.

Até na parte de alimentação, muitas pessoas começam assim, se você gosta de cozinhar! Fazer anúncios do seu produto. Tem muita gente vendendo assim nas redes sociais, grupos de WhatsApp, sites de anúncios.

Nesse momento da pandemia, as pessoas estão muito abertas a isso. Muito receptivas a esse tipo de compra e venda. Basta você encontrar algo que gosta e faça um teste. Toda panela tem a sua tampa, é ir para cima e acreditar! Acreditar que aquilo é um produto interessante, que vai ajudar e fazer bem a outra pessoa que está do outro lado! Isso é bom, é reconfortante!!!

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ENTREVISTA COM O CASAL “GRITO DE LIBERDADE, DO BRASIL PARA O MUNDO”: ERICK RIBEIRO E DÉBORA ANDRETA

27/06/2020 às 11h10

O Projeto “Grito de Liberdade – do Brasil para o Mundo” nasceu em 2016 com o objetivo de mostrar o cotidiano de um casal que largou suas vidas, para viajar a bordo de um Motorhome em busca de novas culturas e experiências. De repente, o que era para ser um caminho para a descoberta interior, se tornou um propósito de vida!

Débora Andreta – Life Coaching e formada em enfermagem.

Comece a transformação em sua vida a partir do autoconhecimento, aprenda a identificar seus pensamentos e a blindar suas emoções para alcançar seus sonhos. Sua vida cada vez mais perto da plenitude tão sonhada e planejada por você”.

Erick Ribeiro – Mentor Financeiro (Curso Rota Financeira Inteligente) e formado em engenharia civil

Garanto que você não pensará no dinheiro como pensava antes. E a partir do momento que trabalharmos juntos, te auxiliarei a colocar o dinheiro numa rota certa para ser FACILITADOR de seus PROJETOS, SONHOS e VIAGENS”.

Conte-nos um pouco sobre a trajetória de vida de cada um de vocês? Crenças, onde foram criados, como se conheceram?

De bem com a vida Erick Ribeiro, cofundador do projeto “Grito de Liberdade”, criador do “Método AAII das Finanças” e curso “Rota Financeira Inteligente”, com 34 anos de idade, mas com corpinho de 26 e rostinho de 40. Visão empreendedora, treinador e mentor financeiro e empresarial, palestrante, engenheiro civil, master em “Gestão de Negócios Imobiliários”, gestor empresarial e analista em melhoria de processo, nasceu numa comunidade da periferia de São Paulo mais conhecida como favela.

Adora um novo desafio e já viajou mais de 17 países, em busca de conhecimento e novas experiências, além de suas formações acadêmicas, é fotógrafo nas horas vagas e apaixonado em viver momentos únicos com sua esposa Débora Andreta.

Em suas viagens pelo mundo descobriu seu propósito de vida, que é ajudar as pessoas a transformar suas vidas financeiras, planejar e realizar seus sonhos. Acredita que sonho sem planejamento, ação e consistência, é igual à fantasia. Porém SONHO mais Planejamento, Ação e Consistência é igual a Resultados e Realizações.

Débora Andreta, enfermeira especialista em “Saúde Familiar”, nascida e criada em família humilde, atuou como pesquisadora e também líder de equipe em “Redes Especializadas na Prevenção e Promoção de Saúde”, desde sua formação há 10 anos. Quando, apesar de estar adequada a vida que a sociedade acredita ser o ideal, sentia-se insatisfeita com seus resultados e estilo de vida.

Foi então que em 2016, Débora, juntamente com seu esposo, Erick Ribeiro, até então engenheiro civil e hoje consultor financeiro, saíram do Brasil em busca de seu propósito de vida. Quando na estrada, a bordo de um Motorhome, descobriu o porquê de seus incômodos internos, quebrou paradigmas e superou seus próprios traumas, sentindo o gosto de uma vida cada vez mais intensa e com liberdade. Após o encontro interno consigo, percebeu que muitas pessoas vivem aprisionadas da mesma forma. E percebeu que tinha um grande desejo de ajudar essas pessoas a superarem os seus próprios traumas, para darem o seu “GRITO DE LIBERDADE”, nome dado ao projeto iniciado pelo casal em 2016.

Agora além das especialidades já citadas, Débora conta com formações em “Life Coaching”, “Master Practitioner em Programação Neurolinguística”, “Analista Comportamental”, entre outras, para guiar pessoas que se encontram estagnadas e sem rumo a viver uma vida com Propósito e Liberdade.

O encontro foi na faculdade, mais especificamente no pagode próximo a faculdade (kkkk), quando vi aquela “loirona” dançar não resisti e fui logo chamá-la para dançar, pronto, logo ali já tomei meu primeiro “toco”, mas nunca fui de desistir na primeira tentativa, então fui alvejado pelo segundo “toco”, mas tudo bem continuei por ali até que consegui seu telefone. O resto é história e já se passaram 12 anos, sendo 8 anos já casados.

Um projeto de vida como o “Grito de Liberdade” é bastante desejado por muitas pessoas, mesmo as que não o confessam, esse desejo lá no íntimo de se aventurar pelo mundo. Se pudessem exemplificar, quais seriam os pilares que as pessoas basicamente precisam fazer, para transformar esse desejo em realidade?

Acreditamos que qualquer pessoa que tem um desejo ardente, em seu coração, mais conhecido como sonho, pode sim realizá-lo. Parece clichê o que irei dizer agora (Erick).  Porém uma das partes mais importantes para alcançar algo na vida e ter clareza daquilo que se quer, ou simplesmente do lugar que se deseja chegar. Eu sei que essa resposta nem sempre é fácil de ser respondida, porém posso te falar com propriedade que no início você não conseguirá ver totalmente aonde quer chegar. Ou, o que quer conquistar, mas tenha sempre em mente que o destino final é muito importante, porém você jamais chegará lá se não conseguir fazer nem a próxima curva. Então, preocupe-se com isso, e dê o seu máximo em cada curva e tarefa, que tenho certeza que chegará onde quer. Como eu tenho tanta certeza disso? Eu cheguei até aqui fazendo isso, então você também consegue. Outra coisa que irá te ajudar muito em sua caminhada é entender que você é o único responsável por seus resultados, sejam eles bons ou ruins. Então, não se faça de vítima e resmungão, chame a responsa para você! Arregace as mangas e faça o que tem quer ser feito todos os dias para alcançar seus objetivos. Não dependa dos outros, faça simplesmente sua parte e verá os resultados brotarem em seu jardim. E uma parte que coloco no top list, é não esperar ter muito dinheiro para saber administrar, mas sim aprender a administrar o que tem para ter muito dinheiro. Tenha suas finanças organizadas, viva com 70% daquilo que ganha, invista os outros 30% em seu futuro, na multiplicação do seu patrimônio, construa um “Tanque Financeiro” equivalente a 12 meses do seu custo de vida. Pois caso ocorra algum imprevisto, você não passará por desespero financeiro, e sim conseguirá ter paz financeira para focar em seus projetos e buscar seu “Grito de Liberdade”.

Erick você é um consultor financeiro, que inclusive conquistou a própria autonomia financeira muito jovem. Poderia nos contar como foi seu percurso, o que você fez, do que abriu mão para chegar nesse patamar? Mesmo que tenha crescido e vivido num país onde a economia é extremamente oscilante?

Realmente ter vivido e nascido em um país e uma comunidade menos privilegiada, vamos assim dizer, foi um fator que de certa forma, pode ter me atrasado na conquista de meus objetivos. Porém, isso nunca foi uma barreira para mim, pois nunca me fiz de vítima e reclamão, sempre foquei onde queria chegar e não media esforços legais para que isso acontecesse. Mas, aqui existe um fator primordial em minha caminhada, que agradeço todos os dias de minha vida, que são os ensinamentos, princípios e educação que meus pais me deram, pois mesmo que eles nunca tenham tido a oportunidade de frequentar uma escola na vida, sempre me incentivaram a fazer as coisas com princípio, respeito, honestidade, coragem e sem limitações emocionais. Por exemplo, se você quer algo vá lá e conquiste! Você pode, faça com intensidade, verdade e lute por aquilo que quer, pois se você não o fizer ninguém irá fazer por você. E não se importe se alguém falar que você não irá conseguir, essa é uma limitação deles e não sua.

Outra coisa que entendi muito cedo quando comecei a trabalhar com nove anos de idade nos empreendimentos da família, no ramo alimentício, mais conhecido como Boteco (kkkk) e depois passando a ser engraxate, servente de obras ou trabalhando em agropecuárias entre outros trabalhos que já fiz ao longo de minha jornada, é que tudo tem um começo e que nem sempre será fácil e a sua condição atual não determina seu futuro; mas sua decisão presente sim, irá construir o próximo capítulo de sua vida futura.

E claro não poderia deixar de falar na parte financeira, esse é um dos pontos chave para minha virada. Entendi muito cedo que precisamos primeiro aprender a administrar o que temos, para depois ter muito dinheiro e não o contrário, ter muito dinheiro para aprender a administrar. Essa é uma de minhas fórmulas de sucesso financeiro, inclusive além de mentorias personalizadas, hoje temos também um curso totalmente online o “Rota Financeira Inteligente”, onde ensino técnicas que criei e aprimorei durante minha trajetória, para ajudar nossos queridões e suas famílias a transformarem suas vidas financeiras. Se quiserem saber mais é só entrar em contato conosco pelas redes sociais. Outro fator importante é: nunca dependa de uma única fonte de renda, sempre tenha rendas extras, dessa maneira conseguirá alavancar seu patrimônio, conquistar mais rápido seus objetivos financeiros e estará blindado caso aconteça algum imprevisto no caminho.

Débora, conte-nos um pouco sobre sua trajetória como enfermeira e como isso contribuiu para que, com seu feeling e experiência cuidando de pessoas, te ajude hoje como uma Life Coach?

Minha jornada na área da saúde iniciou como assistente administrativa, onde minhas habilidades em gestão de pessoas já foram diferenciais para minha jornada com o desenvolvimento humano. Após minha formação em enfermagem, iniciei como pesquisadora o que me incentivou a estudar mais sobre as diversas vertentes relacionadas ao ser humano. Mas, foi ao trabalhar em uma “Unidade Básica de Saúde”, que percebi que não gostava muito da parte técnica da enfermagem, mas sim da área de promoção e prevenção em saúde, o que me aproximou de forma única das famílias acompanhadas. Nessa época, também era responsável pela área de planejamento familiar, onde ministrava orientações e palestras em grupo, além de trabalhos de acompanhamento familiar, juntamente com a assistente social da unidade. Nesse período, aprimorei minhas habilidades de ouvir, compreender e direcionar pessoas, buscando sempre a empatia e sem excluir os seus conhecimentos empíricos. Uma jornada que me ajudou muito em minha atuação como “Life Coach” com “PNL” ou “Mentoria”, pois me ajudou a reforçar a minha visão de não julgamento, mas sim de auxilio e direcionamento, levando em consideração a experiência de vida de cada um e de sua visão do mundo, que com certeza será diferente da minha. Ter a oportunidade de fazer parte da trajetória de vida de alguém é um privilégio e uma honra. E como mentora, tenho muito respeito pela história de vida de cada um e acredito profundamente que independente dos traumas e limitações a que as pessoas possam ter sido submetidas em suas vidas, elas são capazes de alterar o presente para ter um futuro de acordo com o sonho delas. E eu ajudo nessa jornada de autoconhecimento e descoberta de propósito, para que ela tenha a escolha de manter o que quer em sua vida e mudar o que não serve mais, para conseguir alcançar o que deseja.

Apesar de hoje se falar muito em inteligência emocional e autoconhecimento, fomos ensinados a deixar isso de lado, como se não fosse tão importante quanto às outras áreas palpáveis da vida, como conhecimento em geografia, história ou matemática, porém ao se deparar com os desafios da vida, suas emoções e a forma como você lida com elas, determinarão suas ações e reações perante cada situação, te aproximando ou afastando de seus objetivos. Sempre falamos com nossos queridões que não adianta viajar o mundo para fugir dos seus problemas, pois muitos deles são internos e você “se levará” para qualquer lugar que for, se você não aprender a lidar com suas emoções, você poderá estar em qualquer lugar do mundo e ainda assim, só conseguirá enxergar problemas pelo caminho. A sua jornada se inicia dentro de você!

Poderiam traçar uma linha do tempo, dizendo os principais países já que estiveram e contar um pouco da experiência (se ficaram em casa ou Motorhome, tempo de permanência, como ganhavam dinheiro) em cada um deles?

Passamos por 17 países até agora, sendo 12 deles na Europa e 10 com nosso Motorhome. Nosso primeiro vôo foi em março de 2016, saindo do Brasil rumo à Irlanda, nossa primeira parada por praticamente 1 ano, para aprender o inglês. Por lá, eu Erick, trabalhei como KP (Kitchen Porter) basicamente lavador de louças, pois não queríamos mexer em nossas economias e investimentos no Brasil, tudo isso fazia parte de planejamento inicial, aliás, ficaria muito mais fácil aprender o inglês vivendo com a cultura local. E foi lá também que descobri o talento para fotografia e passei a atuar como fotógrafo de casamentos, fazendo renda extra, um dos meus pilares para a riqueza (kkk). A Débora iniciou fazendo faxina em casas de famílias, seguindo a mesma linha de nosso planejamento financeiro e de objetivos, e por lá também iniciou um dos seus primeiros “Gritos de Liberdade” de sua vida, que foi cantar nas ruas de Dublin, atuando como “Busker”, digo isso, iniciando seu “Grito de Liberdade”, pois a Débora apesar de cantar muito (nem sou Fã né!) ela sempre foi muito envergonhada quando ela era o centro das atenções. Mas isso foi vencido e as ruas de Dublin foram agraciadas pela sua voz e talento, porém quando tudo por lá já estava massa demais, decidimos recalcular nossa rota e comprar nosso Motorhome na Holanda em março de 2017. Essa história é bem engraçada, pois compramos nosso Motorhome pela internet sem nunca ter entrado em um Motorhome na vida, mas depois contamos essa história em detalhes e também quem quiser saber um pouco mais entre lá em nossas redes sociais. Então começamos pela Holanda, seguimos para Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Suíça, Liechtenstein, um país com um dos maiores PIBs da Europa, com apenas 37 mil habitantes que nem sabíamos que existia e que só tem Porsche na rua (kkkk)! França, Espanha e Portugal e depois de avião para Inglaterra. Por quase todos esses países que passamos, nosso sustento na estrada foi mantido por grande parte da primeira fase, pelas economias geradas e mais uma vez nossa boa administração financeira. Sempre pensando a médio e longo prazo. A Débora também cantou em cinco países e que sempre renderam ótimos frutos financeiros. Depois dessa fase e até hoje vivemos sem patrocínio financeiro nenhum, vivemos apenas com recursos próprios, fruto de investimentos que temos no Brasil e exterior. Por todos esses países que passamos na primeira fase, ficamos “full time” no Motorhome, raramente dormimos na casa de algum amigo ou conhecido. Na verdade, as pessoas adoram vir nos visitar no Motorhome, para ver como é e sentir a sensação de liberdade, acordar cada hora em um lugar e país diferente. E foi nessas visitas que entendemos que a viagem era um preparo, que virou um presente e hoje é a cereja do bolo, porém o que nos movia e nos move até hoje, é conhecer pessoas, suas histórias e ajudá-las a darem seu “Grito de Liberdade” geográfico, financeiro e emocional. Essa é e tem sido nossa melhor experiência.

Quais os prós e contras de viajar de Motorhome?

Olha aqui poderia ficar discursando vários pontos, mas vou me ater apenas em alguns: a parte boa de viajar de motorhome, sem dúvida nenhuma é ter a liberdade geográfica de acordar em diferentes lugares, paisagens, países e claro com sua casa a tiracolo. Tipo, “caraca”, não precisa arrumar as malas todas às vezes porque já está tudo ali pronto a seu dispor. Viajar com Motorhome também é muito vantajoso, pois você sai do raio dos turistas, conhece a cultura local, pequenas vilas e isso te traz uma bagagem riquíssima, a parte econômica também em nosso caso faz diferença, pois viajar de Motorhome é muito mais econômico do que os meios tradicionais. Os pontos contra não são muitos, mas, viajar e viver dentro do Motorhome exige muita disciplina, organização e com isso uma parte muito operacional em todos os sentidos, que às vezes se torna desgastante. Pois não é uma casa comum que você aperta a descarga e pronto foi tudo embora e você nunca mais veja a “[email protected]@@ que fez kkkk”, existe um trabalho sujo a se fazer. Antes de dormir você precisa nivelar o carro para não dormir com a cama desnivelada, a quantidade de água sempre é limitada, mas se puder listar uma pior de todas é o banho. Temos chuveiro sim no Motorhome, porém nunca será como um banheiro de uma casa comum, disso sentimos muita falta, sabe aquele banho com mais pressão na água e um pouco mais à vontade? Então, é desses que estamos falando. No mais, a viagem e vida no Motorhome é superconfortável e somos suspeitos para falar, pois já viajamos assim há quase 3 anos né?!

Com a bagagem já acumulada nos países que já estiveram, poderiam nos dizer se existem países onde o povo brasileiro é mais aceito, ou se adapte melhor em termos de moradia, trabalho e relacionamento interpessoal?

Adoramos grande parte dos países que moramos e passamos e poderíamos falar um pouquinho de cada um em particular, mas se tivéssemos que escolher um, sem sombra de dúvidas seria Portugal, pela facilidade do idioma, existem sim diferenças culturais, mas eles nos recebem com tanta alegria, receptividade e a maioria deles sempre está pronto a te ajudar, o clima de Portugal também é ótimo comparado como o restante da Europa, mais quente, mais dias de sol, menos frio e paisagens de tirar o fôlego. Gostamos tanto que fizemos de Portugal nossa base geográfica na Europa, se tornando nossa segunda casa.

Vocês pensam em ter filhos? Existe um planejamento ou é um sonho distante? Como imaginam a criação deles (as): num único lugar ou no mesmo ritmo que vivem atualmente?

Pensamos sim em ter 2 filhos e já estão em nossos planos de curto prazo, e queremos criá-los livres, sempre em movimento. Conhecendo novas culturas, experimentando diferentes tipos de comidas, expostos a natureza, diferentes idiomas, aprendendo um pouco a cada parada sem limitações, dizendo para eles que sim eles podem ser e conquistar o que eles quiserem. Bom depois dessa explicação nem precisamos falar que queremos tê-los na estrada né!

Como fazem para lidar com a saudade da família? Vocês conseguem encontrar as pessoas mais próximas com qual regularidade?

Essa é uma questão que às vezes nos pega, mas com ajuda da internet hoje esse relacionamento fica muito mais próximo e fácil. Ligações por chamada de voz ou videoconferência são bem frequentes entre nossos familiares, e quando a saudade aperta um bocadinho mais, pegamos um vôo e pronto, depois de algumas horinhas estamos lado a lado. Essa parte é bem curiosa também, pois os pais da Débora agora têm um pretexto a mais para fazer viagens internacionais (kkkk), eles já nos visitaram na França e Portugal e ficaram conosco dentro do Motorhome, pensa a logística e calor humano (kkkk). E assim a balança da saudade fica cada vez mais equilibrada e saudável.

Que mensagem podem deixar as pessoas nesse momento de incertezas tanto no aspecto emocional, com o confinamento, quanto econômico e de saúde?

Primeiro tenha em mente que o mundo é cíclico, altos e baixos, talvez agora estejamos vivendo a baixa, mas isso irá passar e você voltará a viver os dias de alta. Aproveite esse momento para se reinventar e fazer aquilo que sempre teve vontade de fazer seja na área profissional, conjugal, pessoal e familiar. Aproveite também para rever e organizar suas finanças, caso você esteja passando por dificuldades nessa área, não é porque você perdeu o emprego, ou perdeu seu próprio negócio e sim porque enquanto você os tinha não soube administrar aquilo que tinha, então aprenda e administrar suas finanças e faça sobrar de 20 a 30% do seu salário todos os meses e com esse dinheiro comece a construir seu “Tanque financeiro” equivalente a 12 meses do seu custo de vida atual. Para quando surgir algum imprevisto, enfermidade ou acontecimento abrupto como esse que estamos vivendo, você esteja muito mais preparado, esse também é um conhecimento que compartilho e ensino passo a passo no curso “Rota Financeira Inteligente”.

No âmbito emocional, foque naquilo que você pode controlar, pois você até pode se manter informado do que está acontecendo ao seu redor, mas se alimente daquilo que te faz crescer e te ajuda a alcançar seus sonhos. Ao colocar toda a sua energia em coisas que você não pode controlar, será paralisado pelo medo e ainda estará perdendo um tempo valioso com o excesso de informação não proveitosa para sua mente. Outra dica é, tenha paciência e aproveite para se desenvolver e desfrutar de momentos importantes com as pessoas que você ama.

Para mais informações se inscrevam em nosso canal e também confiram nossas páginas: https://www.instagram.com/gritodeliberdade_/

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Rota Financeira Inteligente – Gratuito

Este Grupo tem o objetivo de compartilhar dicas financeiras simples práticas e aplicáveis para você organizar suas finanças, fazer sobrar dinheiro todos os meses, conquistar liberdade geográfica, financeira e viver o melhor de suas vidas também será uma via de comunicação direta comigo.

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CAMINHA E O CAMINHO SE ABRIRÁ

26/06/2020 às 09h00

Começo o texto com um ditado popular: Caminha e o caminho se abrirá!

Confesso que ando sem vontade de escrever devido a tantos acontecimentos em meio a essa pandemia. Mas, sinto que preciso pelo menos tentar, pois tenho sido abençoada mesmo em meio a tantos altos e baixos.

Nossa sociedade tem encarado muitos desafios nesses últimos 3 meses. E precisamos nos unir para encontrarmos um pouco de alento. Grandes coisas podemos ao unirmos forças.

Fazendo um trocadilho divertido: a nossa união faz açúcar! Da mesma maneira que a fabricante União faz o açúcar pronto para uso.

A vida não tem sido fácil para ninguém, mas não fique sozinho na escuridão. Busque amigos que torcem por você de verdade. Compartilhe suas ideias, seu tempo de qualidade (ainda que virtualmente ou não).

Trocar experiências e ideias ajuda até a encontrarmos soluções práticas. Você já teve um insight durante uma conversa com amigos ou familiares? Ainda que a conversa nem fosse sobre algo tão importante? Nossa mente se abre durante uma conversa gostosa e descontraída e acabamos tendo desbloqueios de pensamentos criativos que nos ajudarão a achar saídas.

Sei que precisamos nos cuidar e evitar aglomerações. Mas lembre-se que se não cuidarmos de nossa mente e emoções também estamos em apuros.

Se tiver alguém próximo que possa visitar tomando todas as precauções sem colocar a si ou outras pessoas em risco, vá. Pois nosso espírito e estado mental precisam de cuidados.

E peça sempre sabedoria do alto. Pois às vezes não encontramos a ajuda que precisamos das pessoas ao nosso redor. Tem coisas que só Deus pode nos mostrar se tivermos fé!

Deus abençoe e ilumine você!

Abraços fraternos, Danny Doo – Diretamente da Doolândia

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ENTREVISTA COM FABRÍCIO MARTINS – BARBEARIA NOVA SÃO PAULO

25/06/2020 às 09h01

Empresário e sócio da Barbearia Nova São Paulo em Taubaté (interior de São Paulo), Fabricio Martins nos contará um pouco de como tem driblado a pandemia, como é atuar no ramo de beleza e estética e peculiaridades da profissão de barbeiro.

Você trabalha com a autoestima das pessoas, é um serviço que exige muita empatia, bom atendimento e técnica. Como você vê sua profissão? Conte-nos um pouco do dia-a-dia.

Tenho para mim, que minha profissão de barbeiro exige muito conhecimento e profissionalismo. Tem que ter muita empatia com todos os clientes para que a sua barbearia venha ter um grande sucesso e grandes amigos.

Com a pandemia muitos comércios em regiões centrais fecharam as portas. Vocês que estão localizados em bairro, foram afetados?  Como está o movimento da clientela nesse período? Estão conseguindo trabalhar?

Sim, pelo fato de estarmos localizados em bairro estamos conseguindo trabalhar sim, embora os rendimentos tenham tido uma queda, temos até conseguido novos clientes graças a Deus!

Conte-nos um pouco sobre a Barbearia Nova São Paulo, quem são os barbeiros, cursos que fizeram e o ambiente que proporcionam aos seus clientes?

A nossa barbearia procura trazer aos clientes uma grande recepção e conforto, para que todos se sintam em seu ambiente. Hoje como barbeiro principal atendo eu mesmo com todo preparo e qualificação. Não só para cortar cabelo e fazer a barba, mas para receber bem a todos os nossos clientes. A maioria das pessoas que tem passado pela barbearia Nova São Paulo que fizeram o seu curso comigo, tem aprendido que ser um barbeiro não é só cortar cabelo e sim ser um grande conhecedor de seus clientes e sempre à disposição deles com muito amor e simpatia. Ministro cursos com esse lema: técnica e carisma!

Como é a vida no interior de São Paulo, filhos, esposa, ensino nas escolas, saúde?

Minha vida tem sido com muita luta, alegrias, paz ao lado da minha família aqui no interior desde que chegamos. É bem sossegado para criar filhos, minha esposa é minha amiga e parceira, meus filhos uma bênção de Deus e as escolas são muito boas no ensino. Professores atenciosos, as escolas estão de parabéns!

Conte-nos um pouco quem é o Fabricio Martins?

Eu Fabricio Martins sou uma pessoa que busco e prezo muito por Deus em minha vida e vejo que ele tem me proporcionado grandes vitórias e conhecimento para que eu possa enfrentar essas grandes jornadas que já passei na vida. Prezo muito pelo caráter, dignidade e paz interior, buscando resolver tudo com sabedoria.

Quais são os serviços que vocês oferecem aos clientes? Qual o público e faixa etária que atendem?

Nossa barbearia oferece cortes diferenciados, cortes blindados fio a fio, mechas quifis ponpordor, cortes navalhados, cortes todos na tesoura, cortes estilo social e também fazemos diversos freestyle para nosso público. O público varia, de empresários a trabalhadores, crianças, idosos. Atendemos a partir dos 6 meses por diante. Ministramos cursos também!

O que você diria aos comerciantes, pais de família nesse momento que estamos vivendo no Brasil e no mundo?

Posso dizer que nesse momento tenham muita paciência e inteligência para lidar com toda essa situação e sempre ponha Deus na frente. Tudo dará certo. E vocês pais de família possam ter não só hoje, mas sempre, todo o cuidado com você e seus familiares, dedicação e amor e principalmente Deus!

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ENTREVISTA COM VITELIO BRUSTOLIN

05/06/2020 às 17h28

PHD em estratégia e desenvolvimento de políticas públicas. É Lemman Fellow, tem pós-doutorado em Harvard, nas áreas de Defesa e Segurança Cibernéticas.  E veja como foi sua incrível trajetória de Erechim (RS – Brasil) à Cambridge (EUA)!

Possui formação em Ciências Jurídicas (Direito) e Ciências Sociais. É Mestre e Doutor em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento. Concluiu o pós-doutorado em Harvard, nas áreas de Defesa e Segurança Cibernéticas. Professor de Estudos Estratégicos, Direito das Relações Internacionais e Organizações Internacionais no INEST-UFF (Universidade Federal Fluminense). Recebeu bolsa de pesquisa da Capes para o Pós-doutorado em Harvard. É Lemman Fellow.  Atua, também, como consultor ad hoc do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) para a Presidência do Brasil.

Conte-nos um pouco sobre quem é o Vitelio, família, infância, amigos. E de como foi sua incrível trajetória de Erechim (RS) à Cambridge (EUA)?

Essa é uma pergunta ampla. Um grande amigo e mentor costuma repetir o adágio de que nunca somos os melhores juízes de nós mesmos. Acho que ele tem razão. Nasci em Erechim, uma cidade de 100 mil habitantes, na Serra Gaúcha. Meu pai era militar e costumava ser transferido com frequência. Fazia parte da carreira dele. Quando eu completei 10 anos, nós já tínhamos mudado de cidade umas oito vezes. Por causa disso, foi difícil manter os amigos durante a infância. Acho que fui aprendendo um pouco com cada lugar, com cada nova escola. O meu único irmão, Renan, nasceu quando eu tinha 9 anos. Nossos pais trabalhavam muito e, por isso, fui como um segundo pai para ele. Comecei a trabalhar formalmente aos 14. Trabalhava todas as manhãs e tardes, pegava um ônibus e fazia 30 quilômetros para estudar em outra cidade, às noites. Publiquei o primeiro livro aos 20. Nunca a minha assinatura tinha tido qualquer importância. O livro a tornou relevante. As pessoas liam O Anjo Rebelde, uma obra de 200 páginas, em dois dias. E vinham pedir autógrafo. Aprendi que as minhas ideias tinham valor. Comercial, mas também intelectual e emocional. Até hoje o livro vende bastante e tenho medo de nunca mais escrever algo que faça tanto sentido. Me formei aos 21 e, no mesmo ano, me mudei sozinho para o Rio de Janeiro. Sem parentes, sem nunca ter estado naquela cidade; com pouco dinheiro. Tinha passado em concursos públicos no Sul. Renunciei para ficar no Rio. Trabalhei duro. Estudei mais. Fiz mestrado. Chegava, quase sempre, cansado às aulas, após ter virado as noites lendo. Passei em mais alguns concursos. Fiz doutorado. Ralei muito. Fui aceito em Harvard. Passei no concurso para professor-doutor da UFF. Fui selecionado para ser professor de Columbia, em Nova York. Comecei a prestar consultoria científica para o governo do Brasil. Voltei para Harvard para fazer pós-doutorado e para lecionar. Atualmente mantenho o vínculo com Harvard e com a UFF.

Você recebeu o Prêmio Shinagel por Melhor Artigo, pela Universidade de Harvard. Conte-nos um pouco sobre seu artigo?

Foi há 7 anos e eu estava ainda no doutorado. Tinha ganhado uma bolsa para Harvard, após competição internacional para ser aceito e competição nacional a fim de conseguir recursos para cobrir as despesas. Cambridge é um dos lugares mais caros dos Estados Unidos e os custos sempre foram altos, especialmente no entorno da Harvard Square. O artigo foi escrito em inglês e tratava sobre como esse idioma se tornou o “latim” da nossa era, sendo adotado como o idioma da ciência, assim como o latim o havia sido, no passado. Quando saiu o resultado, eu percebi que tudo seria possível, mesmo para um rapaz saído do interior do Rio Grande do Sul. O Prêmio me rendeu uma bolsa complementar de estudos e uma viagem por locais importantes da Nova Inglaterra. No dia em que recebi o Prêmio, postei uma foto nas mídias sociais, agradecendo ao nosso País: “Uma oportunidade de retribuir ao Brasil pelo apoio aos meus estudos no exterior. Vamos ganhar mais prêmios, desenvolver mais a ciência e construir uma realidade melhor, brasileiros!”

Como pesquisador pelo IPEA, seu trabalho de consultoria foi para a Presidência do Brasil, nos anos de 2014 e 2015. Poderia nos dizer como foi para você em termos de resultados? Foi o que esperava?

Essa pesquisa foi conduzida por oito cientistas brasileiros, selecionados em edital de concorrência nacional. Fiquei muito feliz quando vi o meu nome no Diário Oficial, entre os oito. Foi uma experiência importante, pois eu havia apenas concluído o doutorado e já tinha a possibilidade de retribuir um pouco ao País por ter investido nos meus estudos. O time de cientistas era brilhante. Todos se tornaram meus amigos. Juntos mapeamos a Base Industrial de Defesa do Brasil. Foi o primeiro e único mapeamento governamental da BID feito no País. Fomos visitar chão de fábrica, conversar com empresários, entrevistá-los, em vários estados do Brasil, nas empresas que escolhemos. Analisamos dados privilegiados, das bases de dado do governo. Fizemos pesquisa de ponta. O resultado é um livro de quase mil páginas, que vem influenciando pesquisas e políticas públicas industriais. Ele está disponível, para acesso gratuito aqui: https://scholar.harvard.edu/brustolin/pub

Como é seu trabalho na Brustolin Intelligency & Strategy, empresa fundada em 2015 e que está sob sua direção?

A Brustolin Intelligence & Strategy é uma empresa especializada em análise estratégica, projeção de cenários e capacitação profissional nas áreas de Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento. Dentre alguns clientes e trabalhos realizados, destaca-se a Marinha do Brasil, através de uma consultoria para a análise estratégica de contratos de offset para a aquisição de tecnologias. Os projetos envolvidos nessa consultoria para a Marinha foram de alta tecnologia, como o submarino nuclear brasileiro e o Sistema de Monitoramento da Amazônia Azul. Também prestamos serviços para a Força Aérea do Brasil, com a capacitação de oficiais sobre questões políticas e orçamentárias na Defesa Nacional. Além disso, prestamos serviços para outras instituições de renome, dentre as quais, Columbia University, Fudanção Ezute e IBMEC.

O Programa de Talentos Lemann Fellowship é a principal iniciativa da Fundação Lemann, que contribui com a formação de pessoas de alto potencial, comprometidas com o desenvolvimento do Brasil e com a superação de nossos principais desafios sociais. Como tem sido fazer parte dessa Rede?

A Fundação Lemann vem apoiando as minhas pesquisas desde o doutorado. Me concederam uma bolsa de estudos complementar em Harvard. Além disso, em 2018 e 2019, me ajudaram com recursos para obter dados para a pesquisa de pós-doutorado em Harvard, na área de Defesa e Segurança Cibernéticas. Sempre que posso, participo dos encontros da Fundação. O Jorge Paulo Lemann é muito ativo e, às vezes, tenho a oportunidade de lhe perguntar algo ou lhe pedir algum conselho. Lembro que ele me cumprimentou pessoalmente quando soube que eu lecionaria em Columbia. A Rede Lemann é composta por pessoas inspiradoras. Algumas vieram de lugares distantes – até mais que, a minha querida Erechim. A maioria dessas pessoas são jovens talentos, que conseguiram chegar nas melhores universidades do mundo através de muito esforço e indo contra a corrente das dificuldades. Considero muito importante o trabalho que a Fundação promove, de filantropia. Esse é um conceito que está começando a amadurecer no Brasil, mas que já tem dado muito certo no mundo todo.

Sua formação é muito robusta. Você se dedica bastante à sua formação. Consegue tempo para lazer, sair com os amigos? Quais suas atividades favoritas para relaxar?

Eu sou um cara bem simples. Faço piadas bobas. Falo com todo mundo. Encontro com os meus amigos sempre que posso, e mudo de assunto quando as conversas ficam muito científicas ou técnicas. Procuro relaxar, porque nessa profissão, a gente trabalha muito. Sobre as atividades, durante os dois últimos invernos em Cambridge, precisei começar a meditar, porque as temperaturas, que chegam a 30 graus abaixo de zero, e as nevascas, tornam a vida bem difícil. Algo parecido com o isolamento que muitos estão precisando fazer agora. Também por conta disso, comecei a pegar mais pesado com a musculação, indo à academia todos os dias. Os exercícios me ajudam a manter o equilíbrio. A ciência demonstra que os gregos e romanos estavam certos sobre o conceito de “mens sana in corpore sano”. O cérebro é uma parte importante do corpo; ele funciona melhor quando nos exercitamos. Eu costumava correr, mas depois de uma lesão no joelho, passei a pedalar. Procuro andar de bicicleta todos os dias. Já fiz natação, canoagem, e outras atividades, mas atualmente ciclismo e musculação são os meus principais esportes. Com o isolamento, tenho malhado com elásticos e pedalado com um bike trainer, dentro de casa. Sinto falta de sair cedo com a bicicleta e ver o sol nascer, mas tenho meditado mais cedo, por conta dessa impossibilidade.

Recentemente você teve a publicação de um artigo científico – sobre a conceituação de guerra, guerrilha e terrorismo – na Revista da EGN, artigo este que segundo você, tomou muitos meses de trabalho, dedicados a ler Clausewitz em alemão, inglês e português. Já está tendo a resposta que esperava, por parte de colegas da mesma área? Fale-nos um pouco sobre o tema.

Esse artigo científico demandou dois anos de trabalho. Primeiro foi necessário ler a imensa obra “Vom Kriege”, de Clausewitz em alemão, inglês e português. As ideias de Clausewitz foram, então, contrastadas com descobertas científicas recentes sobre o comportamento de animais sociais, com foco nos seres humanos (perspectivas arqueológicas e antropológicas: Azar Gat; perspectivas políticas e tecnológicas: Jared Diamond; perspectivas biológicas e comparativas: Frans De Waal). Essa metodologia foi empregada para formatar a conceituação de terrorismo e a sua diferenciação de guerra e de guerrilha, já que a definição desses fenômenos tem sido um problema para a ciência, as relações internacionais e os sistemas jurídicos há décadas. O artigo está todo em inglês estadunidense. Ele tem sido bem recebido no meio acadêmico. Espero que essa contribuição ajude Estudos Estratégicos, Relações Internacionais, Direito Internacional e outras áreas do conhecimento a avançarem. É o terceiro artigo científico deste ano. Dois deles estão com a publicação atrasada, por conta da pandemia. Estou trabalhando em mais dois. O artigo pode ser acessado, gratuitamente, aqui: https://academia.edu/resource/work/42296865

Conte-nos sobre sua experiência em Harvard. Além de ter feito o pós-doutorado você também leciona lá?

O meu vínculo com Harvard tem foco em pesquisa científica, mas venho tendo a oportunidade de lecionar algumas classes, ao longo desses anos. Acho engraçado que alguns dos meus alunos internacionais prefiram ter aulas comigo do que com alguns colegas estadunidenses, porque acham o meu inglês mais fácil de entender. A pronúncia do inglês na região de Boston é muito marcada pelo sotaque local. Além disso, o fato de a pronúncia do idioma nos Estados Unidos ser mais rápida e peculiar do que o inglês britânico, também acaba dificultando a vida de muitos estudantes internacionais em seus primeiros meses ou anos em Harvard. No mais, são alunos maravilhosos, empenhados, interessados em aprender e evoluir. Querem fazer o seu tempo ali valer a pena para as suas vidas. Acho que as abordagens que temos em Harvard e nas universidades de ponta no Brasil não são muito diferentes, pelo menos nas áreas em que trabalho. Há mais recursos físicos e de infraestrutura em Harvard, mas os melhores alunos são bons em qualquer lugar.

Eu gosto muito de Earl Nigntingale, e li recentemente uma citação dele em sua rede social que diz: “Nunca desista de um sonho por conta do tempo que vai levar para alcançá-lo. O tempo vai passar de qualquer forma”. Quais são seus pensadores, escritores ou mestres favoritos?

Essa pergunta vai ser difícil de responder. Eu tive uma infância e uma adolescência em um lugar frio. Meus pais tinham uma pequena biblioteca. Sempre li muito. Descobri Platão quando ainda era pré-adolescente. Fiquei fascinado por Apologia de Sócrates, o Banquete e a República. Cheguei a escrever uma peça de teatro sobre o julgamento de Sócrates. Descobri Nietzsche quanto tinha uns 13 ou 14 anos. A visão dele de mundo mexeu muito comigo. Zaratustra, Para Além do Bem e do Mal, Genealogia da Moral, enfim, quase tudo o que ele escreveu, mas principalmente o conceito de “além-homem”, ou “Übermensch”, no alemão. Na literatura, os russos foram determinantes. Crime e Castigo e Irmãos Karamazov, do Dostoievski, me influenciaram a fazer Direito. Guerra e Paz, do Tolstoy, me influenciou nos Estudos Estratégicos. Kafka, com suas 300 palavras em alemão e seu jeito de escrever Metamorfose, mudou a minha própria forma de escrever. Hemingway, com o seu estilo jornalístico de escrever literatura e seus incríveis o Velho e o Mar, o Sol também se Levanta, Por quem os Sinos Dobram. Mario Puzo, cujo Godfather eu li quatro vezes. Oscar Wilde, com o seu Retrato de Dorian Gray. Fernando Sabino, com o Encontro Marcado. Drummond e Fernando Pessoa, com quase tudo o que escreveram. Do Pessoa, gosto especialmente do que ele produziu sob o heterónimo de Alberto Caeiro. Shakespeare, Lovecraft, Guy de Maupassant, Guimarães Rosa, Clarice Lispector. Mario Quintana, cujo qual, alguns poemas sei recitar. Erico Verissimo com o Tempo e o Vento. Garcia Marquez, com Cem Anos de Solidão. Há tantos outros nomes, tantos outros textos. Para o meu trabalho atual, sem dúvida, Clausewitz e toda a corrente do realismo clássico são fundamentais: Colin Gray, Michael Howard, Peter Paret. Gosto do que o Stephen Hawking escreveu como divulgação científica, especialmente, Uma Breve História do Tempo e o Universo numa Casca de Noz. Azar Gat e Jared Diamond também são fundamentais. Descobri Harari há alguns anos. Presenteio meus amigos com o seu Sapiens, sempre que posso. Vou parar por aqui. Não quero cansar os leitores desta entrevista. Há muitas coisas boas para serem lidas, algumas delas são as obras que mencionei.

Eu o conheci pessoalmente por volta do ano de 2007, quando você atuava no Degase (Departamento Geral de Ações Sócio Educativas) do Rio de Janeiro. Na época eu fiz uma breve reportagem sobre o lugar. E gostaria de saber, com sua ampla vivência e contato com jovens, desde jovens em conflito com a Lei, até alunos de Harvard, o que acha que nós aqui no Brasil temos melhorado ou ainda temos muito a melhorar para a juventude em nosso país?

Trabalhei em muitos lugares e aprendi um pouco com cada um deles. A experiência de fazer um trabalho para ajudar pessoas em conflito com a Lei a se ressocializarem me transformou. Depois disso, cheguei a ser voluntário em uma ONG para ajudar pessoas com deficiência. Acho que acabei entendendo melhor a condição humana, as desigualdades e o sofrimento. A gente aprende um pouco todos os dias, estamos sempre evoluindo, tentando melhorar. Acredito que conhecer algumas realidades diferentes da minha me ajudou a me tornar um professor melhor. Já fui mais exigente. Quando fazemos um doutorado, somos obrigados a atender o mais alto grau de exigência. Somos cobrados por uma banca de doutores e nos cobramos muito. A realidade da sala de aula, no entanto, não pode ser inflexível. Há fatores e circunstâncias que nós, professores, desconhecemos na vida dos alunos. É preciso que se mantenha um nível de qualidade na formação que proporcionamos, mas é também necessário que haja compreensão e colaboração. Esse equilíbrio é difícil de ser alcançado e nem sempre acertamos, mas precisamos manter a humanidade e a humildade no que fazemos, caso contrário, as coisas perdem o sentido. Quanto a melhorar, há dados a respeito. Eles demonstram que, quando a Educação é priorizada, os países avançam. O Brasil se beneficiaria muito ao adotar essa diretriz.

Prof. Vitelio Brustolin, Ph.D. in Public Policy, Strategy and Development

Harvard Website: https://scholar.harvard.edu/brustolin

UFF Website: www.professores.uff.br/brustolin

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RESENHA DE SÉRIES: GREENLEAF

15/05/2020 às 10h09

Greenleaf é uma série de drama de televisão americana, com 4 temporadas fortes e carregadas de suspense, controvérsias e até crimes e dramas familiares.

Criada por Craig Wright, e produzida por Oprah Winfrey e Lionsgate Television, também tem Clement Virgo atuando como produtor executivo e diretor. É estrelada por Keith David, Lynn Whitfield e Merle Dandridge.

A série mostra abertamente assuntos como: sexo, adultério, abuso e corrupção em uma mega igreja liderada pela família Greenleaf. Localizada na cidade de Memphis, às margens do Rio Mississipi.

Mas a trama traz um importante debate entre fé cristã e raça: a comunidade negra evangélica e o racismo nos EUA.

A hora da cura: Um funeral faz Grace (protagonista) retornar à propriedade da família 20 anos depois, onde ela descobre que um segredo antigo continua fazendo vítimas inocentes…

Essa série começa muito densa, pesada logo nos primeiros episódios. Embora o pano de fundo seja uma igreja evangélica, o mais chocante é perceber que esses problemas de ordem moral, mental e emocional da vida real, acontecem em qualquer entidade religiosa ou espiritualista (como visto nos noticiários de TV). E em qualquer família, independentemente de seu poder aquisitivo.

Cada personagem é um mundo à parte, que faz refletir seus medos, dramas e história de vida. E ao mesmo tempo, essas personagens se entrelaçam como na vida real.

O mais belo da história é percebido nas entrelinhas. Mesmo em meio a tantas controvérsias e sofrimento, é possível ter fé em uma mudança. E isso vai ocorrendo aos poucos, entre altos e baixos.

No final, entre mortos e feridos, sobra a família, a fé, a integridade em querer ser melhor, vista em personagens que não se esperava isso no início da trama.

É sem dúvida uma história fictícia polêmica e que procura mostrar evidências da realidade. Não muito recomendada para pessoas rigorosas ou melindrosas. Pois é uma trama que arranca a ferida sem anestesia.

É humana, é chocante, surpreendente!

E já está disponível na Netflix.

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ENTREVISTA COM EMERSON, DA GALILLEU’S EMPREITEIRA

09/05/2020 às 09h57

Nesse momento tão delicado em nosso país, convidamos o empreiteiro Emerson, da GALILLEU’S EMPREITEIRA (que nos respondeu por meio de sua assessoria), para um bate papo sobre possibilidades em meio à crise, exigências do público em geral, gestão de equipes e visão de futuro.

Quem é o empreiteiro Emerson? 

Meu nome de “batismo” é Alex Emerson da Silva, mas também sou chamado de Emerson Galilleus (ou Emerson Silva). Atuo em construção civil há mais de 20 anos. Atendendo todo tipo de cliente, desde obras residenciais à comerciais e industriais.

Quais as vantagens do cliente contratar uma empreiteira, ao invés de contratar vários profissionais individualmente para sua obra? Não sai mais caro?

A maior vantagem é ter uma obra melhor coordenada, com uma equipe que atua em várias frentes do mesmo projeto. E ter um gestor do trabalho desses profissionais. Por incrível que pareça, o “barato” de se contratar cada profissional individualmente, pode sair mais caro, por inúmeras razões. Desde atrasos no andamento dos serviços, até prejuízo com materiais e sem citar a má qualidade do serviço por não ter um supervisor técnico em campo.

Vocês estão no mercado há mais de 20 anos. Quais as principais diferenças do cliente atual para o público de antigamente?

A maior diferença que podemos notar, é que o cliente de hoje em dia está mais “antenado” com as informações que consegue buscar facilmente na internet. E esse cliente pesquisa mais, não contrata só porque é conhecido da família, indicação apenas. Está mais aberto para contratar os serviços de pessoas e empresas que divulgam seus serviços e portfólio no mercado.

O que difere na prática, um cliente residencial do cliente comercial e industrial?

O cliente residencial procura um serviço que satisfaça seu bolso, seu gosto pessoal e que seja paciente quanto as suas exigências de horários e mudanças inesperadas do dia-a-dia. Já o cliente comercial (de médio porte para cima) e industrial busca preço sim, mas principalmente competência técnica. São públicos bem distintos e buscamos atender de acordo com as necessidades de cada nicho de mercado.

Você lida com profissionais que atuam num mercado pouco valorizado no Brasil. Já em outras partes do mundo, esses profissionais são mais reconhecidos e valorizados. É difícil fazer a gestão dessa equipe de trabalho aqui em nosso país?

Sim, o Brasil tem um certo preconceito desde a sua formação, com relação a serviços braçais, ou manuais. O que pode ser um grande equívoco de entendimento. Quando você contrata um serviço, deseja que ele seja bem executado. Porém existem pessoas por trás da realização desse serviço. A gestão dessas equipes na obra não nos traz grandes dificuldades por já entendermos do mercado há um bom tempo. Tratar o profissional com respeito, transmitir confiança do que se espera é uma boa forma de interagir com a equipe.

Com a quarentena tivemos muitos estabelecimentos fechados. Como vocês estão driblando essa questão? Estão conseguindo manter as atividades na GALILLEU’S EMPREITEIRA? Onde podemos ver um pouco do portfólio de vocês?

Algumas obras tiveram que ser adiadas, outras adaptadas com as normas de segurança do ministério da saúde (uso de máscaras e luvas ao entrar em contato com áreas comuns de circulação de pessoas). Mas graças a Deus, não tivemos todas paralisadas. Por exemplo, atendemos condomínios recém-entregues (sem moradores). E assim pudemos dar sequência nas reformas nesses apartamentos. Obras comerciais em edifícios com a equipe em home office também, foi possível dar andamento.

O importante é se adaptar a cada momento, com certeza iremos retornar com mais força assim que as coisas normalizarem. E procurarmos atender aos que precisam de uma consultoria (orçamentos) mesmo que a obra seja executada depois.

Nosso portfólio pode ser acessado em:

http://galilleusempreiteira.blogspot.com

Instagram: galilleus.empreiteira

Facebook: Galilleus Empreiteira

Você já citou em algumas postagens, que para alguns clientes, executar a obra é como realizar um sonho. Conte-nos um pouco mais sobre isso?

Verdade. Alguns clientes economizam quase a vida toda para poder realizar o sonho de deixar a casa com a sua personalidade! Muitos até fazem pequenas reformas, mas personalizar de verdade exige um planejamento financeiro muitas vezes. E poder ver a satisfação do cliente quando conseguimos deixar o resultado exatamente como ele espera é gratificante.

O brasileiro no geral é um público exigente? Quais as principais solicitações?

Sim, o brasileiro é um público exigente. Hoje em dia com o acesso instantâneo a informações de todos os lados, por exemplo preço e qualidade, o cliente pesquisa bastante antes de fechar com uma empresa. Mas no decorrer da obra, quando as coisas caminham bem, essa exigência é transformada em satisfação. E quando não caminha bem por algum imprevisto, é importante termos jogo de cintura de ambos os lados para o resultado positivo vir mais depressa…

Como você vê o atual cenário político e econômico do país? E quais as perspectivas futuras?

É um tempo de mudanças, de fato ainda não sabemos quais os rumos de nossa economia e política. Torçamos para que possamos fazer boas escolhas, ou manter boas opções. Afinal 2022 está chegando e não podemos recair em erros passados.

Que mensagem poderia deixar as pessoas nesse momento delicado em que estamos vivendo?

Busquem alternativas, se adaptem, não fiquem prostrados. É um momento de transformação e principalmente ação. Ser otimista é um bom início. Ser um otimista agindo a favor de si e das pessoas ao nosso redor, poderá fazer grande diferença num momento como esse. Afinal, a união faz a força!

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ENTREVISTA COM FABIANA MARTINS BRITO

29/04/2020 às 11h08

Brasileira que reside em Portugal há 5 anos, casada com o empresário Pedro Palhares Brito do Grupo Vector e uma mulher de muita fé, nos contou um pouco sobre as diferenças culturais entre os países, como é a adaptação fora do Brasil e outras curiosidades.

Como é sua vida em Portugal no dia-a-dia?

Primeiro de tudo agradeço a Deus pela vida que tenho em Portugal. Eu nem imaginava que iria ter a vida que tenho hoje a minha vinda para cá foi algo de Deus, nunca pensei em sair do meu país. Em viver melhor sim. Mas não achava que um dia iria sair do país.  Mas levo minha vida aqui em Portugal, de uma forma que alguma coisa chega a ser diferente do Brasil outras é igual.

Tenho uma vida como qualquer família que trabalha e tem criança em casa. Somos em 3 em casa, eu, meu esposo e meu enteado e durante a semana temos uns horários a cumprir com trabalho e escola, então estamos fora de casa das 8 da manhã até as 18:30 hs ou até às 20 horas às vezes. E quando chego ainda tenho o dever do lar, isso não muda. Mas já acostumei e isso é super tranquilo. E não pode faltar umas horinhas no sofá para relaxar no final do dia (Risos), isso é sagrado.

O convívio em família para nós isso é muito importante, isso tem que ter. Tenho meus sogros Maravilhosos, eles estão sempre conosco. Fazem questão que o almoço seja na casa deles isso todos os dias, e sem contar que tenho uma sogra que faz uma comida divina. Então estamos todos os dias juntos.

Nos finais de semana estamos sempre preparando algo para fazer. Se está frio o dia é em casa com a lareira ligada e relaxando um pouco. Se estiver dia de sol, calor, bom tempo aproveitamos o dia, marcamos sempre algumas coisas para fazer com os amigos e familiares. Se não saímos, reunimos com o pessoal cá em casa e fazemos um churrasquinho, isso não pode faltar!

Aqui em Portugal procuramos aproveitar o tempo, o clima, as estações do ano. É muito importante para nós. Damos Graças a Deus pelo tempo. E procuramos fazer dele o melhor do dia. Isso é no ano todo.

No seu ponto de vista quais as principais diferenças entre os países em termos de qualidade de vida? Em relação a educação, segurança, saúde e etc.

Eu não conheço muitos países, vou falar sobre o meu Brasil. Qualidade de vida para quem não tem muito dinheiro isso não há. É horrível, trabalhar para comer e pronto. Isso para mim é muito triste. Pois hoje que vivo em Portugal vejo que mesmo quem ganha pouco se souber utilizar o dinheiro pode sim ter uma boa qualidade de vida.

No Brasil, por isso há tanta fome, tantas pessoas a precisar e não tem como comprar e nem viver bem. É tudo mais caro e as coisas de marca branca muitas delas é de péssima qualidade. Em Portugal você vai no supermercado tem um preço justo para os alimentos, e comprando ainda tem desconto para colocar gasolina e outras coisas, e as mercadorias da marca branca não comprei algo que não foi bom e de qualidade, tudo que compro eu gosto.

A educação não tem comparação ao Brasil, aqui escola pública é como uma escola particular para muitos no Brasil. Cá não sai formado e não tem uma profissão quem não quer. Porque tudo que é relacionado ao ensino para mim é muito bom.

Segurança, isso eu fui aprender e saber andar em segurança aqui em Portugal. Na Espanha também não achei mal. Sei que tem uns lugares que não são tão seguros, mas nada comparado ao Brasil. Tem sim lugares perigosos que não se deve ficar à vontade, mas isso é em algumas horas noturnas e lugares mais desertos. Mas a segurança cá para mim é uma das melhores coisas, ando na rua muito tranquila, falo ao telefone muito de boa e não tenho medo de alguma coisa me acontecer do tipo ser assaltada.

Na saúde tem muitas coisas que no meu ponto de vista o Brasil é muito bom, mas a falta de médicos especialistas para cada caso isso é horrível, aqui você entra no hospital e paga a consulta médica e se o médico não consegue verificar qual seu problema, é raro mas ocorre.    Fora isso já sai com quase tudo resolvido.

E quanto a adaptação de uma brasileira na Europa, é muito difícil esse início? Como foi para você? Já se sente totalmente adaptada?

No início foi muito difícil, há 4 anos atrás as coisas não eram nada como hoje.  Quando cheguei em Portugal tinha poucas coisas do Brasil. Ao entrar no supermercado ficava toda perdida ao comprar os alimentos, algumas coisas mudam o nome aqui. Na rua era estranho, e dirigir foi difícil para mim. Aqui há algumas regras que tem que ser cumpridas e respeitadas. Em questão de preços tem que tomar muito cuidado, olhar bem os preços. Eu comparava muito os preços de cá com o Brasil e ficava fazendo a conversão da moeda, então eu não conseguia comprar nada, achava tudo muito caro um absurdo. Hoje já não, é tranquilo, pois se gasta em Euro, mas se ganha em Euro.

Vejo que em Portugal tem bons preços para comer, tudo é mais barato pelo menos para mim. Tive também algumas dificuldades ao entender o português de Portugal, até hoje o jornal nacional para mim é mais difícil entender, porque eles falam muito rápido e algumas coisas o nome é diferente. Mas hoje aqui tem brasileiros por todo o país. Você anda na rua sempre ouve um brasileiro falando. Isso é muito bom. Também consigo encontrar muitas coisas para fazer que gosto que é do meu país.

Eu já estou totalmente adaptada, gosto imenso de onde eu moro. O país é lindo. E eu não conheço nem metade. Mas os lugares que conheci amei. E o mais importante para mim aqui é a SEGURANÇA volto a falar, isso é o melhor do País…

Do que mais você sente saudades do Brasil? Como faz para lidar com a saudades da família?

Eu sinto muitas saudades da minha família brasileira de todos, sempre fomos em muitos e unidos um com o outro e ainda somos, Graças a Deus. Mesmo com a distância nada mudou, meus pais principalmente, que saudades.

Também sinto muita saudade de alguns amigos, isso eu sinto muita falta. Porque cá as pessoas são difíceis para fazer amizade. O brasileiro tem muito mais carisma.

Sinto também muita falta da Igreja brasileira do carisma, da alegria do povo ao louvar a Deus, não sei se é a Igreja que tenho ido, mas aqui a Igreja para mim é completamente diferente daí.

Dou Graças a Deus por existir a tecnologia que faz com que estejamos longe e perto ao mesmo tempo, pois quando falo com alguém em vídeo chamada ou até mesmo por mensagem me sinto perto e vejo como estão. Isso é o que vai me ajudando a matar as saudades e também fico olhando algumas fotografias isso ajuda. Mas lidar com a saudade isso não é fácil… A gente vai levando mas tem dias que o coração entra em desespero e a vontade é de atravessar o oceano e ficar pertinho de alguém. Então vem as lágrimas e você só pede força a Deus para continuar.

Trabalhar em Portugal é muito diferente do Brasil? Quais as principais diferenças culturais dentro de uma empresa que você avalia?

Eu não achei que trabalhar aqui seja diferente do Brasil, para mim serviço é serviço, é só adaptar com o que vai trabalhar. Horário de trabalho é o mesmo do Brasil, Salário cá para mim acho baixo o valor por ser em Portugal, o que não acho muito bom é o dinheiro para condução isso cá não há.

Mas os direitos trabalhistas daqui são iguais ao Brasil.  Estou a falar o que sei, pois como eu trabalho com meu esposo, então para mim foi tranquilo e é tranquilo na parte de trabalho. Prestamos serviços para alguns lugares aqui e minha dificuldade é falar no telefone, pois eles não entendem muito o que eu falo e algumas coisas tenho que repetir, ao enviar um e-mail também.

Não é muito fácil pois como algumas palavras mudam então isso eu me atrapalho um pouco. Mas pode ser por falta de costume. Mas é só isso. Não tenho muito o que falar pois não trabalhei em outros lugares aqui. A não ser para uma brasileira cá e tive uma péssima experiência. Pois trabalhei de graça é o que muitos se queixam.  Que os brasileiros que vem para cá empresários, temos que tomar muito cuidado, porque muitos são picaretas e não cumprem com o que falam. Por isso a fama cá de brasileiros não é muito boa, pois muitos vêm para difamar e colocar o nosso país (Brasil) na lama.

Fale um pouco sobre o Grupo Vector, quais serviços vocês fornecem em Portugal e quais os principais clientes?

O Grupo Vector acredita que as ideias aparecem de todo o lado e pela mão de toda a gente. De facto, este tem sido um ponto comum desde a fundação da primeira empresa do Grupo, já lá vão trinta anos. O ponto onde estamos hoje deve-se a tudo isto, e à capacidade de acreditar, de lutar e de querer fazer mais e melhor.

Ao fim ao cabo, que sentido teremos na sociedade se não conseguirmos criar e manter algo que interaja diretamente e de forma correta na vida dos outros, das outras empresas?

Atuamos com outsourcing de recursos humanos, formação, na segurança, nos sistemas de TI, na contabilidade, e em outras correlatas. Primamos por dar ao nosso cliente um serviço de excelência, de pessoas para pessoas.

Para conhecer um pouco mais sobre nós e nossos clientes, é só visitar nosso site:  http://www.grupovector.pt/grupovector062014/

Você conhece vários lugares em Portugal? Conte-nos quais são seus favoritos e por que?

Eu conheço alguns lugares de Portugal, não conheço tudo que ainda não deu tempo de passear por tudo, pois a vida é uma correria que não dá para tudo (Risos).  Pois aqui tem lugares Maravilhosos.

A cidade onde surgiu Portugal que é Guimarães, ela é uma cidade linda, eu amei conhecer, Lisboa que é um encanto, tem cada lugar para passear em Lisboa, para quem mora em Lisboa deve ser uma correria, pois tem muita gente, turistas por todo lado, para mim para morar em Lisboa não dá, mas é lindo também me lembra muito São Paulo.

Também adoro o Algarve, Alentejo é maravilhoso um lugar onde você olha e não vê montes e sim tudo amplo tudo reto e o verde do gramado e quando vem o calor fica tudo estranho queimado do sol em alguns lugares, mas com as árvores lindas cheias resumindo é lindo.

E gosto muito também da cidade de Braga a cidade onde eu vim parar, onde minha família aqui vive eu acho linda. Gosto também da cidade de Avero. Adoro Águeda, passear no centro e fazer caminhada naquelas ruas cheias de guarda chuvas por todos os lados um mais lindo que outro, as escadas coloridas, tudo muito colorido, mostrando que o dia é lindo, é belo, que em meio à dias de frio, tem a cor onde fica tudo mais alegre.

Agora já não me lembro de todas as Cidades que fui, sei que já fui em muitos lugares, mas acho que esses foram o que mais me chamaram a atenção. E não posso deixar de falar de Peniche, um lugar maravilhoso com um clima fantástico.

Amo ir na praia de Peniche, uma água maravilhosa e sem contar o passeio de barco em uma Ilha que conheci é a coisa mais linda. As águas são cristalinas. É um lugar lindo eu amei. Não tenho como escolher o melhor lugar ainda, pois como não conheço tudo em Portugal posso dizer que onde eu pude conhecer achei e acho lindo, fantástico…

Em cada lugar que vou agradeço a Deus pela formosura e por ele ser tão Poderoso em fazer lugares lindos no Mundo todo… Vou deixar algumas fotografias de alguns lugares, para que fiquem com vontade de conhecer Portugal, você que ainda não conhece… Eu digo uma coisa: vale a pena!  Porque para mim aqui é tudo de bom. Comida Boa, lugares lindos e segurança é 1000…

Ser casada com um empresário exige muita compreensão, pois eles dedicam muito tempo aos negócios. Como vocês conseguem driblar essa agenda tão ocupada dele e separar um tempo de qualidade para vocês?

Ser casada com empresário para mim é tranquilo, pois também sou empresária e isso para nós é tranquilo.  Trabalhamos juntos e ainda com meu sogro e sabemos separar as coisas, o que é serviço fica no serviço e o que é do lar fica no lar. Isso é algo que é feito entre nós a quase 3 anos. Tem dias que acontecem brigas nossas de serviço e então tenho que relevar para não levar para dentro de casa e fica tudo certo no fim.  Mas meu esposo Graças a Deus é supertranquilo. Ele vive muito o serviço dele. E passa a maior parte no trabalho, mas quando é para ser família isso ele é. Ele é um bom pai e é um maravilhoso esposo. Não tenho o que reclamar, só acho que ele trabalha muito, mas isso é geral, acho que os portugueses trabalham muito.

Portugal é um país acolhedor, mas o imigrante precisa ter algumas coisas em mente antes de pensar em mudar de país. Na sua opinião, quais tipos de pessoas são mais bem-vindas aí? Qual o perfil deve ter?

Na minha opinião o tipo de pessoas que são bem-vindas, são aqueles que tem dinheiro ou que vem para somar.  Trazer coisas novas e diferentes. Os turistas são sempre bem-vindos.  O português gosta de coisas diferentes.

O problema é que eles têm um pouco de preconceito, tem muitos com o passado em mente. Acha que os que vem de fora vem para destruir tudo e tirar o que é deles. Brasileiros aqui dependendo do lugar não é fácil, pois ainda há muito racismo e preconceito. Mas está mudando, já está bem diferente de quando eu cheguei. Mas para alguns é bom ter alguém diferente, aqui pois falta gente para o mercado de trabalho.

Agora ser bem-vindo, acho que todo mundo é, aqui em Portugal você vê pessoas por todo lado do mundo todo. Se não fossem bem-vindos não ficavam aqui, quem não era do país.

Tem alguns que são mal-educados, mas não se podem deixar levar por causa de uns e outros. É só não abaixar a cabeça. Mas o medo deles é que venha alguém que não seja do bem, do tipo que vem para destruir e estragar com o país.

Acho que para você sair do seu país tem que realmente pensar em muitas coisas, colocar na balança o que tem, o que vai deixar e se vai valer a pena ou não. E se for para mudar venha com tudo e não fique pensando se vai ou não, digo uma coisa, fácil não é.

Mas uma coisa que vejo muito aqui agora são brasileiros que vieram para cá em pensamento de mudança. Mas só ficam reclamando do país achando que a forma de alguns portugueses falar ou pronunciar algo é feio, estranho.  E ainda muitos falam que não se costumam, ou não vão falar assim.

Eu acho o seguinte, se você saiu do teu território e está em outro território, tem que aceitar como é. E se foi bem tratado e se está sendo acolhido, para de reclamar do país, pois dificuldades temos em todo lado. Então se você que pensa em sair do teu país pensa bem, mas não desista do teu Sonho. E se já saiu do teu país assim como eu, o segredo é tentar se adaptar, aproveite para aprender coisas novas e diferentes.

E veja o lado bom e não só o ruim, para que tenha uma vida boa e uma história para contar, porque lutas e trabalho para viver temos que ter.  Vai em frente se eu e muitos conseguem viver bem porque você não vai conseguir.

Eu sou do tipo assim: se for para ser será e se for para dar certo deu, e se der errado eu tentei, mas desistir jamais. Eu queria uma Família ter a minha família. E ter a minha história com um Final Feliz. Quebrei um pouco a cara, passei por algumas coisas na vida, mas não desistia de ter a minha família e nunca deixei de pedir a Deus pelo meu sonho e pelo meu desejo. Até que Deus me deu a minha família.

É longe do lar, da minha mãe, de meu pai e de todos os meus irmãos e familiares como já falei antes. Mas Deus me preparou uma família aqui em Portugal e eu vim.

Larguei tudo que eu tinha para trás, não foi fácil como também já falei, mas desistir jamais! O importante é vencer é ser feliz, o resto com o tempo a gente aprende a conquistar. Tem uma coisa que falo muito A Vida é Assim!!! Se você tem oportunidade de mudar de vida para melhor, nunca percas as oportunidades. O tempo passa e passa rápido.

Eu só disse assim: Senhor estejas comigo Sempre! Nunca me deixe e me dá Força para que eu não caia e não fique sozinha. E Deus até hoje tem me abençoado muito. Eu só agradeço a “ELE” por ter me dado oportunidade de conhecer algo diferente e novo para somar no meu livro da vida, isso é um resumo da minha história do meu viver em Portugal.  Um País ao qual me acolheu e que aqui estou a formar a minha família e tentando ser cada dia bem melhor, aprendendo todos os dias. Só tenho que agradecer e nada mais.

Qual mensagem gostaria de deixar nesse momento em que o mundo está vivendo, com essa pandemia do Coronavírus?

A minha mensagem é, se cuidem e aproveitem esse momento para ficar com a família. Aproveitem para organizar as coisas em casa, organizar a mente, porque as vezes precisamos de nós organizados mentalmente. As vezes temos uma vida tão cheia, que não dá tempo nem de parar para pensar no que está fazendo, onde tem ido, com quem anda, se está ou não cuidando do teu Lar, de si próprio. Acho que Deus permitiu Tudo isso acontecer no Mundo todo para vermos que ele é Deus ele que controla o Mundo, e quem manda é “ELE”. Então, não se desespere, coloca a tua vida no altar do Senhor, coloca a tua Vida nas mãos de Deus e pede a “ELE”, para que esse vírus não te atinja. Sei que tem milhares de pessoas a morrer, muitas famílias a perderem alguém tão importante, mas tudo é permissão do Senhor, por mais que muitos não acreditem. Mas nesse momento o Único que pode nos ajudar e nos proteger é Deus. Que nos dá o livramento e nos guarda. Então, respeitem o comando das autoridades e fiquem em casa e se cuidem, pois se cada um fizer a tua parte podemos combater o Covid-19. E não se desespere, porque essa tempestade vai passar…. Quem estiver fora do teu país, não desiste do teu sonho, não se desespere largando tudo que construiu até agora e voltar para trás como se isso não estivesse acontecendo no teu país de origem, isso vai passar e no fim vamos ficar bem. Não há para onde fugir, ir para qualquer lado onde quer que formos, temos que passar pela mesma luta e pelo mesmo problema. Então o segredo é foco. Pensamento Positivo. E não desistir de lutar. Vamos todos ficar bem…

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ENTREVISTA COM CARLINHOS MACEDO DEEJAY

24/04/2020 às 16h11

Há mais de 20 anos comandando o Happy Hour mais tradicional do Centro do Rio de Janeiro, em especial a Sexta Party, o Flash Back n. 1!  Carlinhos Deejay também é empresário e produtor de eventos. E um cinéfilo de carteirinha.

Nesses 20 anos comandando as pistas você já deve ter vivido inúmeras experiências. Qual o segredo para se manter por tanto tempo a frente desse evento tão conhecido pelo público carioca?

Na verdade, não existe uma fórmula. Costumo sempre dizer que música é conhecimento, e estudar sempre, procurar, conhecer e reconhecer estilos, independentemente de sua verte. Sempre me vejo a procura de algo, seja em nosso país ou em outras praias. Ouvir é necessário e até mesmo os colegas, pois todos tem algo a acrescentar em seu currículo. E perguntar se não conhece, não é vergonha. E sim humildade…. Aliás conhecer quem está na pista é fundamental. Saber a hora certa de trocar uma música ou manter um ritmo.

Em especial a “Sexta Party” onde o público volta no tempo e relembra antigos sucessos e ao mesmo tempo é muito frequentado por pessoas de diversas idades. Como você consegue manter o público interessado sem cair numa setlist repetitiva?

As pessoas buscam em você, uma memória afetiva que vai ao encontro das lembranças inesquecíveis. Minha Função é ter a capacidade de entrar na mente e história das pessoas, buscando suas músicas, sejam elas tristes ou alegres. Quanto a diversidade de faixas etárias, tem que haver o conhecimento de cada geração, pois o que é bom para uns, não é para outros, e saber agregar todos essas tribos numa noite, tem que se reinventar e buscar conhecimento incessante.

A cada 10 Anos. Vira Uma Década… Os Anos 70 Hoje denominam-se hoje Old School, os Anos 80 Flash Back, os 90 Mid Back e assim a linha do Tempo segue. Sempre em Mutação…

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal?  Quem é o Carlos Macedo, seus hobbies, gostos literários, paixão por cinema e etc…

Nossa…Cultura me fascina 24 horas por dia. Sou Cinéfilo. Aliás, tenho uma coleção de Dvds e Blu-rays que posso dizer, que causa uma certa inveja. Shows de grandes nomes da MPB (A Verdadeira) e do Pop Rock Internacional, além de Teatro, Museus, bem como Música Clássica, Jazz, Exposições, ou seja, tudo ligado à Arte.

Além disso, a Gastronomia faz parte da minha vida. Alimenta o profissional que sou. Um curioso incessante…

Agora falando do empresário e produtor de eventos, como é o seu trabalho?

Segue um vídeo com um pouco do meu trabalho:
https://youtu.be/43rtRIsTWyM

Além de minhas redes sociais no Instagram Carlinhos Deejay e Carlinhos Macedo Deejay e no Facebook igualmente. Sempre estou alimentando com sets para que as pessoas conheçam meu trabalho e possam também terem o prazer de dividir Música de Qualidade. Acabei de criar um projeto denominado DeeJazz, ou seja, direcionado para amantes da boa música e que possa ser para clientes mais intimistas…Um Deejay executando música seleta.

Meu site foi pensado e executado com muito carinho e profissionalismo pelo Grande Webdesigner Elvis Gavone:  http://www.carlinhosdeejay.com.br

O público carioca é muito diferente do paulista? Além dessas capitais, em quais locais você costuma tocar ou produzir os eventos?

Sou um Deejay do Mundo…. Se chamar eu vou. Isso me motiva ainda mais a conhecer essa linguagem maravilhosa que é a música. Sempre existe alguma novidade ou tradicional para se conhecer e reconhecer. Esse País é Vasto Culturalmente, bem como o Mundo. Pena que as pessoas não conseguem se permitir e apurar seus ouvidos. Acabam caindo na mesmice ou no Lixo Cultural que é oferecido.

A tecnologia que temos hoje, permite uma maior interação com pessoas de diversos lugares. Como imagina a área do entretenimento daqui há 10 anos?

Depois do que estamos passando, esse isolamento social, as mídias tomarão um crescimento indescritível. As janelas do Mundo estarão abertas e cabe a todos nós, termos capacidade de permitir esse conhecimento.  Não somos os donos da verdade. “O Grande Orador Não é o Que Tem o Dom da Fala e Sim a Sabedoria de Calar-se na Hora Certa Para Ouvir”.

O cenário nacional e global mudará a partir dessa pandemia? Estará mais voltado para o virtual? Ou imagina ser algo passageiro?

Os conceitos irão mudar e as formas de enxergar isso, irão acompanhar. Um novo Mundo irá se criar a partir disso. Caberá a cada profissional, saber se inteirar e absorver… O novo não será novo e o passado será revisitado…

O que um bom DJ precisa fazer para se manter na ativa?

Um bom Deejay Precisa Ter 3 Vertes: “Um Conhecimento no Passado”, a “Conexão com o Presente” e um “Olhar para o Futuro”… Além de tudo, o Feeling e a Técnica são Essenciais e um sexto sentido para ousar, arriscar…

O que te motivou a deixar a residência na capital carioca, para se refugiar em Teresópolis?

Na verdade, o Rio de Janeiro ficou bem difícil para que um profissional se mantenha, pois, com o crescimento da violência e queda do capital financeiro, o número de festas e eventos, foram ficando escassos, o que não gerava uma receita necessária para minha manutenção pessoal. Várias casas de festas e boites, fecharam, e a opção de uma vida mais tranquila e com qualidade, pesaram bastante. Mas continuo com meus eventos fixos e festas no Rio. Afinal, são apenas 02 h de distância.

Que mensagem gostaria de deixar as pessoas e ao seu público em especial, nesse momento que estamos vivendo em proporção global?

Não se deixem esmorecer. Para todas as situações, existem saídas. Menos para a vida. Por isso cuidem bastante para que possamos nos encontrar em breve, e possamos fazer o que mais gosto…. Dividir minha música com vocês, pois falta muito nesse país tão sem memória e qualidade cultural…

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ENTREVISTA COM LENE NEYHART

16/04/2020 às 15h09

Brasileira, Professora, formada em psicologia pela FMU, mora com os dois filhos adolescentes no estado da Flórida – Estados Unidos. É empreendedora digital, guerreira e apaixonada pela vida!

Lene conte-nos um pouco sobre sua trajetória de vida:

Vim de uma família “RICA” de caráter, honestidade e feliz, aonde o único cômodo da casa era suficiente para o amor viver entre nós. Ter minha mãe como mãe e pai foi meu melhor aprendizado. O corpo franzino aos 11 anos não me deteve para começar a trabalhar. Meu primeiro diploma foi no Magistério, mas o sistema de ensino fechado não me agradou, resolvi migrar para Recursos Humanos, onde dediquei 12 anos da minha vida e me trouxe mais diplomas. Eu só decidi aposentar a “Carteira Profissional” depois que voltei dos Estados Unidos em 2000.

Abri, gerenciei e administrei uma gráfica e empresa de prestação de serviços, nos tornamos referência na região por mais de 15 anos. Após 3 anos de pesquisa, em 2016 fechei duas malas, coloquei toda a minha experiência dentro, dei a mão para os meus 2 filhos e recomecei uma nova vida nos Estados Unidos.

Você já morou nos EUA em outro momento passado. Conte-nos quais as principais diferenças entre esses momentos, tanto na vida pessoal como o cenário político e econômico desses períodos?

No início do ano 2000, as restrições para imigrantes eram poucas, e as oportunidades de trabalho maiores, os imigrantes que chegaram para viver naquela época vinham na maioria de uma Classe Social Baixa, moravam juntos e guardavam dinheiro. Quinze há Vinte anos depois as Classes média e alta embarcaram nesse sonho americano, pela porta da frente com dinheiro do bolso. Hoje encontramos a Classe Social baixa “do Brasil”, bem-sucedida aqui.  E a Classe Média, falida ou vivendo abaixo das suas expectativas. Explicação para uma outra entrevista. rsrs

Você é uma pessoa bastante otimista e ativa. Como está encarando esse momento de pandemia do CORONAVÍRUS nos EUA? Quais as medidas práticas que o governo tem adotado por aí?

Com a minha atividade eu permaneço trabalhando, estou encarando como um momento de reflexão para toda a humanidade. Quem nessa quarentena conseguir se tornar uma pessoa melhor vai sair no lucro, senão, esquece. (Risos).

Quanto ao governo as medidas são semelhantes às do Brasil, manter a distância, pessoas que realmente tem que sair de suas casas. Os parques, escolas, igrejas, centro de convenções foram os primeiros a fechar, hoje somente estão abertos os supermercados, com horários reduzidos, farmácias, clínicas e hospitais.

Você atualmente é uma Coach Digital. Conte-nos um pouco sobre esse trabalho. Como tem ajudado as pessoas?

Trabalho com segmento ligado ao Marketing digital desde o Brasil, aqui eu vi a possibilidade de ampliar a minha área e o meu conhecimento. Hoje eu ensino as pessoas a fazerem o mesmo por acreditar que esse mercado está em ascensão fora.

E-mail para contato- [email protected]

Aulas e Consultorias – https://www.facebook.com/NeyhartCoach

Curso Como Abrir Sua Empresa Na Florida- https://go.hotmart.com/E14223540O

Inscreva-se no Canal – http://youtube.com/vladcampos

Qual o perfil de uma pessoa que almeja uma vida próspera ou em ascensão fora de seu país de origem em sua opinião precisa ter?

Essa pessoa deve ter a capacidade de desaprender e aprender. Deve ser capaz de perdoar e se colocar no lugar do outro, livrar-se de todos os seus preconceitos formado ao longo da vida, deve ter a capacidade de ver o mundo como um todo.

Quais as principais dificuldades de um imigrante hoje nos EUA? Mesmo assim vale a pena arriscar?

A dificuldades se contam a partir de: em que condições a pessoa vem para cá, levando em consideração o nível de inglês, o status migratório e a quantia em dinheiro que tem no bolso. Eu acredito que a pergunta “Vale a pena se arriscar“, é muito relativa.  Para uma pessoa que tem medo das coisas darem erradas, não acreditam em seu potencial de reaprender, criar e agir, é melhor não se arriscar. Conheci pessoas que trouxeram milhões, vieram com casa própria e empresa montada e, no entanto, não prosperaram, já outras famílias com 10 mil dólares no bolso e 2 MALAS, (Risos) E ESTÃO BEM.

Quais as principais diferenças de uma vida no Brasil e nos EUA, em termos de educação, qualidade de vida, trabalho e etc.?

Educação: Carga Horária, aqui são quase 7 horas na escola, diminui um pouco no último ano da High School, as matérias também são diferentes, umas com mais conteúdo e outras menos. O meu filho poderia falar mais sobre esse assunto. Os professores são totalmente voltados a preocupação com o ensino, por exemplo nesse período de afastamento os professores me mandaram e-mail copiado aos meus filhos e me ligaram para me colocar a par do conteúdo que eles deveriam seguir. A qualidade de vida para mim que morava em São Paulo, está sendo muito melhor. Os Estados Unidos oferecem muitas condições boas na educação e segurança. O trabalho aqui na Flórida e mais voltado para o turismo, por causa do clima, parques e praias. Também seria um assunto bem amplo.

Seus filhos já estão totalmente adaptados à cultura americana? Fale-nos um pouco sobre eles?

Meus filhos vieram grandes para cá, estão adaptados, mas o meio social é mais Brasileiros e Espanos. Eu acredito que se eu morasse no Brasil estaria hoje preocupada para saber aonde eles estavam, aqui apesar dos americanos saírem cedo para morar fora de casa, eles não têm muito acesso a bares noturnos bebidas etc.  Antes dos 21 anos, de uma certa forma isso ajuda.

Quais os tipos de trabalho que um imigrante consegue encontrar assim que chega por aí? E quais os tipos de visto mais vistos pelos que conseguem de fato se estabelecer?

Considerando que ele chegue sem autorização de trabalho e sem inglês, provavelmente os primeiros trabalhos serão na Construção e na Limpeza, o visto para se estabelecer é o de investidor ou de trabalho. Porque tanto o visto de turista como o visto de estudante não podem trabalhar.

Além de empreendedora digital, você também presta assessoria para quem deseja ir para os EUA. O que você diria para quem ainda está no planejamento inicial? O que deve fazer para o planejamento ser eficaz?

De fato, é preciso pesquisar bastante para se mudar para qualquer país. Se o seu desejo é vir para os EUA, primeiro estudar inglês, não precisa vir expert até mesmo porque somente quando chega aqui é que percebe o quanto os cursos aí deixam a desejar. O fator quantidade de dinheiro que vai trazer e status (tipo de visto) também determinam quais as melhores regiões para morar.

Quando vem com filhos em idade escolar, pesquisar sobre todos os documentos necessários para os matricular na escola. Se for vir estudar é melhor tirar o visto de estudante, no Brasil. Praticar muito exercícios para o corpo e a mente (Risos).

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ENTREVISTA GISELLI DUARTE

11/04/2020 às 15h35

Giselli atua e é formada em Marketing, com Pós-graduação e MBA em Gestão Estratégica de Negócios. Além de atuar também com as seguintes terapias integrativas: ✺ Yoga – Personal Yoga para mulheres | grupos reduzidos; ✺ Meditação; ✺ Reiki Master; ✺ Shiatsuterapia; ✺ Ventosaterapia; ✺ Moxaterapia; ✺ Magnetoterapia, entre outros.

Começando com as terapias integrativas, poderia nos falar um pouco a respeito de cada uma delas?

As terapias integrativas são um conjunto de inúmeras técnicas e práticas terapêuticas voltadas aos cuidados na área da saúde de um indíviduo como um todo, a qual foi denominada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como Medicina Tradicional. É importante compreender que neste contexto de saúde, estamos falando não apenas do corpo físico de uma pessoa, mas também de sua saúde mental, emocional e espiritual. Saúde é equilíbrio em todos os corpos e aspectos da vida, por isso a importância de enxergarmos o ser humano em sua integridade, e não como um fragmento cuidando de uma área isolada. Dito isto, podemos dizer que, para cada enfermidade existe uma terapia indicada para tratá-la. Por exemplo, podemos tratar tensões musculares com a massoterapia atuando diretamente no corpo físico, florais com o objetivo de equilibrar as emoções, utilizar a cromoterapia para equilibrar os chakras (centro de energias) e a meditação para obter clareza mental. Cada terapia dentro deste Universo Holístico tem o objetivo de atuar em uma ou mais áreas de nosso SER, visando a harmonia entre si.

Não se queira curar a parte sem tratar o todo. Não se queira curar o corpo sem tratar também a alma… Este é o erro dos nossos dias, os médicos separarem a alma do corpo”. – Platão, filósofo grego, 427 – 347 a.C.

A meditação é uma prática muito antiga que vem ganhando atenção aqui no ocidente. Existem inúmeras técnicas para praticar a concentração e focar a nossa mente em um determinado objeto, mantra, mentalizações e até mesmo em nossa própria respiração. A meditação nos ajuda em muitos aspectos, proporcionando a sensação de bem-estar, diminuindo as tensões e ainda nos ajuda a focar nos objetivos do dia a dia, além de trazer clareza mental e autoconhecimento.

Yoga quer dizer atar, reunir, religar. Pelo Yoga fazemos um caminho de volta para a Fonte Criadora. Yoga vai além de um exercício físico. Com práticas desde o pranayama (técnicas de respiração), asánas (posturas) a kriyas (técnicas de purificação) e mantras (sílabas e sons falado ou cantados). Se você permitir, o Yoga vai entrando e atuando em seus corpos, do mais grosseiro (físico) aos mais sutis (mental, emocional e espiritual) e quando você perceber o seu estado de consciência transmutou.

O Reiki é uma terapia integral, pois harmoniza o corpo físico, equilibra as emoções e a mente. Por intermédio das mãos do terapeuta reikiano, dá-se a transmissão da energia vital, proporcionando paz e regeneração integral. O Reiki não possui dogmas, rituais ou conceitos filosóficos. Não está relacionado a nenhum tipo de crença ou religião para promover a cura. Reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Reiki pode ser empregado em conjunto com outros procedimentos e terapias, expandindo os efeitos positivos, sem apresentar efeitos colaterais ou indesejados.

O shiatsu é uma técnica advinda da medicina oriental, trabalhada com os polegares, mãos, os cotovelos e joelhos para realizar a técnica. A técnica consiste na aplicação de pressão em determinados pontos com o objetivo de tratar os desequilíbrios internos e externos do corpo promovendo a saúde. A palavra shiatsu significa “pressão com os dedos” (shi = dedo e atsu= pressão). O shiatsu é um método de restabelecer o fluxo do Ki (energia), pois, de acordo com a medicina oriental, através da pressão exercida sobre os pontos dos meridianos (canais energéticos), o órgão relacionado irá aumentar a produção de Ki para circular na região que está com a energia estagnada.

A ventosaterapia é uma terapia natural e bastante efetiva para a circulação sanguínea. Através de vácuos por sucção na pele (por meio de ventosas) é estimulada a circulação e liberação das toxinas existentes do sangue.

A moxaterapia é uma técnica terapêutica da MTC (Medicina Tradicional Chinesa) o qual se baseia nos princípios e conhecimentos dos meridianos de energia utilizados em outras terapias como a acupuntura, por exemplo. A aplicação do calor produzido pela moxa remove bloqueios de energia que obstruem o fluxo pelos meridianos, eliminando a umidade e o frio que promovem disfunções no organismo.

Uma alternativa de tratamento natural é a Magnetoterapia. A eficácia se dá pela utilização de ímãs e seus campos magnéticos para aumentar o movimento de algumas células corporais visando a diminuição de dores, aumento da regeneração celular ou redução de inflamação, por exemplo.

Atualmemte as pessoas têm adotado as terapias interativas como um estilo de vida como forma de prevenção e não mais apenas como medicação para um alívio “imediato”.

A meditação (acompanhada por profissionais especializados) tem sido incluída em algumas empresas que buscam uma melhor produtividade a partir da qualidade de vida e bem estar de seus funcionários.  Como funciona na prática?

É extremamente gratificante ver que cada vez mais empresas têm tido um olhar voltado para seus colaboradores pautados na qualidade de vida individual e coletiva. O bem-estar dos trabalhadores é um assunto que, embora muitas organizações já tenham inserido no contexto corporativo, ainda é visto como um grande desafio no que tange às mudanças nas políticas das empresas.

Atualmente um número crescente de médicos utiliza a meditação como complemento do tratamento de distúrbios, como a hipertensão, dores de cabeça, dores nas costas, problemas de ansiedade e para controlar ou diminuir dores crônicas. Todavia, a maioria das empresas ainda não tomou a consciência de que o bem-estar de seus trabalhadores interfere diretamente na produtividade de suas respectivas atividades em face ao trabalho desenvolvido em seu ambiente corporativo.

Contudo, as empresas que levam à sério a adoção de programas, como o Search Inside Yourself (busque dentro de você) do Google, criado em 2007 por especialistas em Mindfulness, notaram um crescimento considerável na produtividade, criatividade e inovação de seus colaboradores. A meditação não serve apenas para acalmar a mente e fazer posturas bonitas no topo da montanha. Ela pode nos auxiliar em atividades cotidianas.

Você presta assessoria de marketing especializada também área de terapias integrativas. Conte-nos um pouco o que seus clientes podem encontrar?

Minha missão na assessoria de marketing para terapeutas empreendedoras vai além do marketing digital. Desenvolvo um trabalho mais sensível, que é o de ajudar as terapeutas a promover os seus serviços e produtos com muita sutileza e personalização, pois estamos falando de um Mercado delicado por si só. Trabalho com plano/pacotes, consultoria e mentoria pensadas e direcionadas para cada cliente. Nesse nicho não pode existir receita pronta. O que existe aqui é muita dedicação de ambas as partes, tato e amor ao que se faz.

A área de gestão e marketing são muito dinâmicas.  Como conciliar atuar nessas áreas sem perder o foco na qualidade de vida?

Hoje em dia tudo o que faço tem muito planejamento. Crio metas, planejamento, plano de ação mas não é só isso. É preciso mensurá-las, sempre. Senão, não será possível gerenciar aquilo o que eu não meço. Eu tenho um planner de papel (ainda gosto de ter um caderno para rabiscar), e anoto tudo o que eu preciso fazer diariamente. Pode parecer exagero, mas eu checo de hora em hora as atividades que eu preciso fazer e as tarefas já realizadas. E quando algo é extremamente importante e urgente, eu coloco no alarme do celular. Eu criei uma disciplina para o dia a dia justamente por já ter perdido tempo demais com certos afazeres exatamente por não priorizar as atividades mais assertivas. Otimizar o dia de forma inteligente e ter disciplina para fazê-lo tem funcionado muito bem.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória pessoal e profissional.  Como se deparou com a área de terapias juntamente com seu interesse pelo marketing.

Sou paulistana e aos 13 anos de idade tive a oportunidade de me mudar com a minha família para o Rio de Janeiro e por lá eu morei por 15 anos. Foi uma experiência incrível. Vi um mundo totalmente diferente da Capital Paulista. O contato constante com a natureza foi me moldando o bicho do mato que eu sou (risos). Desenvolvi uma relação muito especial com a natureza e muitas vezes, por estar de volta à Capital acabo me sentindo desconectada, devido a agitação da Megalópole.

O meu contato com as terapias começou em 2007, quando eu fazia faculdade de Direito. Digo que foi uma porta de entrada, pois as aulas eram em uma academia e o Yoga praticado em academia é bom, mas é bem diferente de um Espaço Terapêutico. O ponto da virada mesmo foi em 2012, quando eu praticava Yoga no Instituto Hermógenes, ainda no RJ. O meu professor, O Sr. João Batista, era um grande yogue de 84 anos. Ministrava as aulas de uma forma surreal. Nunca tinha vivenciado tanta presença, amorosidade e determinação em uma aula. Todo esse presente havia chegado em uma boa hora. Se você permitir que o Yoga entre em sua vida, ele irá para lugares que você nunca pensou que ele fosse. A prática vai além do tapetinho, ela está presente nas decisões que você toma no dia a dia, nas suas renúncias, no seu desenvolvimento pessoal, no autoconhecimento e sim, na espiritualidade. Isso é Yoga.

Como eu já estava inserida neste contexto, as demais terapias surgiram com muita naturalidade e fluídez. E ainda surgem, pois elas não param de chegar.

Eu sempre gostei da área do Marketing e já o estudava bem antes da faculdade para colocar em prática no trabalho. Sempre fui muito curiosa e a curiosidade me fez e ainda faz querer saber o porquê das coisas, como tudo funciona e qual o propósito delas. Entrar na faculdade de Marketing em 2015 foi apenas uma das decisões que o Yoga “me fez” tomar. Isso tudo foram escolhas com muito significado para mim, e quem esteve pertinho viu que não foi nada fácil. Mas quando a gente tem um propósito muito fortalecido, a gente sabe que tudo é uma questão de passar pelos grandes desafios da vida para chegar aonde a gente se propôs a estar.

Uma pessoa com idade mais avançada que nunca praticou Yoga, conseguiria fazer as aulas nesses pequenos grupos para mulheres?  O que ela pode esperar como resultado?

Com certeza! Como eu falei ainda há pouco, o Yoga vai além de uma prática física. Os asánas (posturas) são importantes mas não é todo o processo. Qualquer pessoa que queira começar a praticar Yoga passa por uma ficha de anamnese, que nada mais é do que uma entrevista para pontuar as suas queixas, enfermidades e restrições. O Yoga é para todos, mas no ritmo de cada um.

Pessoas com idade avançada podem esperar do Yoga um grande auxílio para a sua saúde integral.

Como você vê a relação entre a medicina tradicional com terapias alternativas? Uma pode complementar a outra?

É extremamente importante que haja uma relação entre a Medicina Alopática com a Medicina Alternativa e as Terapias Complementares. A Medicina Tradicional Chinesa, por exemplo, trata e foca na saúde, isto é, não cuida de seus pacientes porquê eles estão doentes mas sim para que eles continuem tendo saúde. Aqui no Ocidente nós só nos importamos com a nossa saúde quando não estamos bem. E se pudéssemos fazer diferente?! Fazendo das Terapias Complementares um estilo de vida para nos fortalecer e nos mantermos saudáveis em conjunto com a Medicina Alopática. Só temos a ganhar.

Existem contraindicações em algumas terapias? Quais informações são ou devem ser levantadas num pré atendimento?

Existem inúmeras terapias e cada uma tem sim as suas restrições ou contraindicações, por isso é extremamente importante ter a ficha de anamnese do cliente/paciente.

Por exemplo, pessoas que estão no período de alguma crise alérgica não podem fazer ventosaterapia, pessoas com câncer em estágio avançado não podem se utilizar do Shiatsu ou ainda, quem possui hérnia de disco e queira se aventurar em uma aula de Yoga sem passar essa informação para o professor. Existem, inclusive, técnicas de respiração que são contraindicadas para hipertensos. Terapia não é brincadeira!

Qualquer pessoa que queira fazer uso de alguma terapia deve informar sobre as suas doenças, enfermidades e restrições. Isso é muito sério.

O que é qualidade de vida para uma pessoa, pode não ser para outra. Mas em termos de saúde física e mental, que fatores você considera importantes?

Se manter em movimento. Buscar aquilo o que se tem mais afinidade e praticar. Se permitir experimentar coisas novas e tudo bem se não se identificou com alguma atividade, passa para a próxima. Seja um esporte, uma caminhada, meditação (existem vários tipos), o importante é que todos se sintam bem e realizados com aquilo o que se propôs a fazer.

Que mensagem você gostaria de deixar a humanidade, nesse momento inesperado, com a pandemia do Coronavírus?

Esse assunto para mim é muito profundo, pois vai além do vírus propriamente dito. Manter os cuidados redobrados com a saúde e higiene são extremamente importantes, pois estamos falando da nossa vida e da vida do nosso próximo. Ter empatia e amor por todos os seres e entender que todos estamos passando por esse grande desafio.

Acredito que o foco agora é UNIÃO. Precisamos nos unir e com fé nos direcionar à luz. O mundo precisou parar para que as pessoas começassem a se voltar para dentro e perceber que o agora é tudo o que temos.

Trata-se de UNIR a HUMANIDADE para o DESPERTAR ESPIRITUAL.

Nesse momento, além de simplesmente estarmos em nossas casas com medo do pior que pode nos ocorrer, que nós possamos com FÉ e AMOR, nos sintonizar com a FONTE CRIADORA de tudo o que é! É preciso parar de olhar para a situação com sentimentos de medo e tristeza para dar lugar às mudanças.

O Agora nos clama por ORAÇÃO, e UNIÃO. Estamos caminhando para uma grande transição a qual nos pede por esse olhar mais profundo sobre nós mesmos e sobre tudo à nossa volta.

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BLOG DANIELA DUARTE

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PRECIFICAÇÃO ESTRATÉGICA PARA SEU NEGÓCIO

09/04/2020 às 09h51

Hoje mais do que nunca, os Preços de Vendas são as definições mais importantes da empresa e do portfólio de marketing, e como tal, merecem muito mais atenção da alta direção das empresas do que qualquer fase da produção e comercialização.

As definições dos preços hoje em dia refletem todas as ações de marketing/branding representando todos os esforços da empresa a serem apresentados aos clientes. Portanto sua responsabilidade vai muito além do acompanhamento de mercado.

Os preços de vendas devem derivar de um profundo e pormenorizado conhecimento dos custos, que é absolutamente individual a cada empresa, também devem derivar de um bem estruturado plano de marketing e profundos estudos e pesquisas de mercado, para resultarem no melhor retorno possível sobre o capital investido.

Por mais absurdo que parece, ainda existem empresas adotando critérios meramente pontuais ao definir o preço de seu produto e/ou serviço. O que poderá levar todo o esforço empreendido até aquele momento por água abaixo.

Os valores do consumidor de hoje estão bem diferentes dos consumidores de uma década atrás. Enquanto antes era moda gastar muito para mostrar status, hoje é moda dizer que se fez um bom negócio. Para convencer os consumidores de que eles estão recebendo o máximo pelo dinheiro gasto, as empresas desde cadeias de fast food a corretoras de valores e fabricantes de carros renovaram suas argumentações de marketing e isso se reflete no processo de precificação.

Ao se definir preços, define-se o posicionamento da Marca, e isto pode valorizá-la ou não, portanto nas análises estratégicas isto também deve ser ponderado. As empresas precisam descobrir que além do lucro esperado e projetado, a Marca tem um valor e ela é seu maior patrimônio.

O presente estudo busca explanar, as formas de como as empresas vêm definindo atualmente os preços de seus produtos e serviços. Se os definem apenas acompanhando o mercado, ou se utilizam estratégias proativas baseadas em muita pesquisa e uma fundamentada estratégia de marketing.

É a rentabilidade que determina o crescimento. Portanto, não é produtivo tomar medidas antecipadas para aumentar a receita de vendas. É preciso, isto sim, encontrar uma forma de criar e captar mais valor. E o presente estudo busca mostrar as várias formas que são utilizadas atualmente, ressaltando variações positivas para se chegar a um melhor resultado.

O reconhecimento dessa importância estratégica do preço e da necessidade dessa precificação representar os objetivos estratégicos da organização pode refletir-se significativamente sobre a forma como as organizações se estruturam. O presente estudo visa mostrar algumas ferramentas que capturam a dinâmica do mercado atual ou dos segmentos de consumo existentes até o momento.

Ressaltando, porém, que antes de formar preços e estabelecer outras políticas, deve-se examinar o mercado, o ambiente, a concorrência e verificar o que o consumidor está disposto a pagar, ou seja, um enfoque de fora para dentro da organização é o que se propõe com a análise exploratória dos dados coletados empiricamente.

É o diferencial de mercado que em alguns casos possibilitará colocar cifras acima em relação ao concorrente direto, e que mesmo assim vai proporcionar vendas e lucros maiores. Sendo proativo, descobrindo o que o mercado em geral ou quem negocia com o vendedor está esperando, impulsionado por valor e lucro.

Ao passo que estudamos qual a melhor estratégia de precificação a usar em cada empresa, questiona-se antecipadamente qual a melhor estratégia de marketing mais adequada a cada perfil de negócio. Sendo o preço desse produto ou serviço oferecido, o resultado de muito estudo e análise de mercado, estratégia e principalmente qual o posicionamento que se pretende alcançar.

Por mais absurdo que parece, ainda existem empresas adotando critérios meramente pontuais ao definir o preço de seu produto e/ou serviço. O que poderá levar todo o esforço empreendido até aquele momento por água a baixo.

Eu lancei um livro que fala mais a respeito. Para saber mais, clique no link:

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COMO ALAVANCAR SUAS VENDAS COM O MARKETING DE CRM?

08/04/2020 às 09h02

Construindo um banco de dados CRM Forte de Marketing!

Marketing de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) é uma ferramenta poderosa que muitos comerciantes ainda hoje não utilizam, mas pode torná-lo mais competitivo e aumentar seus esforços de marketing e vendas.

Se alguém lhe perguntasse quantos clientes você teve na sua região, você poderia dizer-lhes?

Se lhe pedissem quantas vendas perspectivas, você saberia dizer?

Usando o CRM é importante dividir a sua base de dados de clientes em segmentos ou regiões, porque se você não faz quando você enviar a mensagem de e-mail, todo mundo está indo para obtê-lo e na melhor das hipóteses ele irá resultar em uma baixa resposta e pior vai deixar clientes irritados e tê-los fora de sua lista de discussão. Então, como se construir uma forte base de dados que irá melhorar seus resultados de marketing?

Assista a Qualidade de Dados

Para a base da sua comercialização ser eficaz há necessidade de acesso a dados de boa qualidade.

Você precisa obter o máximo de informações sobre uma empresa ou pessoa que puder. Você pode usar o Google ou do LinkedIn para saber mais sobre uma pessoa. Há outros diretórios de negócios que podem ser úteis.

As informações mínimas que você deve ter é o seu endereço, número de telefone, e-mail e título. Você também pode adicionar os seus interesses. Adicionar a informação que você encontrar no seu banco de dados de CRM.

Manter uma boa base de dados

A fim de manter um banco de dados bom você precisa atualizá-lo regularmente. Isso não deve ser apenas o trabalho do departamento de marketing, mas também deve envolver outros departamentos que acessam as informações.

Eles também terão a oportunidade de atualizar as informações. Por exemplo, um cliente telefona com uma queixa e o cliente deixa um novo número de telefone, eles precisam ser adicionados nessa fase. Isto é como boas bases sólidas são construídas. Parece simples mas funciona.

Ter a capacidade de selecionar

Quando tiver criado dados estruturados, será fácil para você escolher com base em seu grupo-alvo. Você pode selecionar um ou mais grupos-alvo para sua campanha de marketing assertiva.

Por exemplo, talvez você queira executar uma campanha de e-mail que tem como alvo as pessoas com o título de ‘gerente de conta’ e que são atribuídos ao vendedor Fernando.

Você terá acesso ao seu software CRM e selecionará com este critério. Vai levar muito pouco tempo para a lista aparecer na tela. Não há nenhuma necessidade de Excel ou grandes processos complicados.

Se o pessoal entende a importância de preencher o maior número de campos possível, você vai criar um poderoso banco de dados completo de informações do cliente e suas campanhas de marketing vão se tornar mais fortes e mais poderosas.

Mistura de Marketing e Seu CRM

CRM tem sido muito utilizado por muitas empresas. Afinal, ele tem um valor significativo na gestão dos clientes e os dados associados.

Mas o mundo está mudando e assim é a forma como fazemos negócios. O cliente de hoje está a 57 por cento do ciclo de compra antes mesmo de falar com alguém da empresa. Agora mais do que nunca, quando um cliente chega para comprar, o vendedor deve estar lá em todas as etapas.

Quando o software de CRM é usado, ele irá permitir a seus marqueteiros planejar e executar campanhas através de um número de canais do começo ao fim, e em seguida, ele irá permitir que você possa medir a eficácia dessas campanhas.

CRM pode permitir que você construa seu pipeline de vendas através de vários canais e demonstrar em tempo real o impacto do seu investimento em marketing. Fantástico não?

Com a capacidade de agilizar, planejar e executar você pode criar um plano integrado para ajustar seu orçamento e, em seguida, acompanhar e analisar em todos os seus canais. Você vai ser capaz de atingir os seus clientes potenciais através de métodos digitais, e-mail, redes sociais e meios mais tradicionais. Você pode incluir processos e gerenciá-los através de toda a sua equipe de marketing de uma plataforma.

O marketing nunca foi tão fácil.

Agora você pode facilmente projetar a viagem do seu cliente ou prospect, o destinatário está recebendo conteúdo altamente segmentado se é um boletim informativo ou uma oferta especial.

Agora você pode facilmente criar diferentes canais para atingir mercados diferentes. Além disso, você pode fazer seus e-mails interativos para que você possa gravar informações valiosas com base nas ações do destinatário. Esta informação adicional ajuda a afinar mesmo seus mercados-alvo ainda mais.

Você pode facilmente construir o seu pipeline de vendas e seguir os seus clientes potenciais através desse gasoduto. Você pode aumentar o interesse dos clientes potenciais através de campanhas de marketing de múltiplos estágios, que trazem conteúdo personalizado. Com CRM, você pode combinar o seu marketing e funis de vendas.

CRM permite-lhe manter a equipe de vendas no circuito. Você pode facilmente fornecer sua equipe de vendas com acesso ao calendário de marketing para que eles saibam exatamente quais campanhas estão funcionando e o que esperar como resultado.

Uma das ferramentas mais poderosas que você tem disponível é análise de marketing. Agora você pode facilmente medir o ROI e obter uma visão em tempo real da sua eficácia. Estes pontos de vista claros de suas campanhas de marketing significam que você pode mudar rapidamente ou ajustar qualquer campanha com base em seu desempenho.

Marketing é essencial para o sucesso do seu negócio e CRM deve desempenhar um papel importante nas estratégias de marketing de hoje.

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ENTREVISTA COM LUAH GALVÃO

30/03/2020 às 16h22
Crédito: Hudson Motta

Conversamos longamente com a atriz e apresentadora Luah Galvão, uma profissional da comunicação, que tem muita habilidade para dialogar com o público e um carisma imenso. Luah é um rosto conhecido na mídia, participando de vários comerciais. Além de ser palestrante motivacional, faz expedições pelo mundo e busca sempre pelo novo!

Quando pequena queria ser cientista, estar em um laboratório como aquele das histórias do professor Pardal, na adolescência me apaixonei pelos caminhos desvendados por Jacques Cousteau, no final do colégio pensei em muitas coisas; de arquitetura à educação física, passando por ciências sociais, entre outras. Acabei caindo na faculdade de direito e meu desencantar com as leis, me levou à publicidade, que me levou ao mundo das artes, que me levou para a comunicação, em um encadeamento interessante, onde cada elo foi necessário para ver o todo”.

Conte-nos como surgiu e o que é o projeto Walk and Talk?

Em primeiro lugar, obrigada por esse espaço de compartilhamento, é um prazer enorme estar por aqui.

Bom, vou iniciar contando um pouco sobre esse projeto de viagens que batizamos de “Walk and Talk” (LINK: www.walkandtalk.com.br) cujo propósito foi: pesquisar o que move, inspira e motiva pessoas das mais diferentes raças, credos e culturas.

Para realizar essa pesquisa, eu e meu companheiro Danilo España, demos uma Volta ao Mundo, passando por 28 países nos 5 continentes. A ideia inicial era viajar por 6 meses visitando 16 países, mas, a viagem acabou durando mais de 2 anos, e quase dobramos o número de países visitados. Ao total, foram mais de 160 destinos onde conversamos com muita, muita gente. Em nossas mochilas – gratidão à Curtlo ( LINK: https://www.curtlo.com.br) que nos apoiou – levamos apenas uma pergunta: “O que te motiva?”. Queríamos descobrir qual é essa força que nos faz acordar todos os dias e seguir adiante.

E sobre como surgiu a ideia do projeto…

Na época antes da viagem, eu vinha questionando minha profissão. Me sentia com o copo lotado, as atividades eram muitas e eu andava esgotada. Em paralelo, queria reavaliar o sentido daquilo que eu fazia e descobrir o meu sentido de propósito. Achei que “dar um tempo” e viajar para lugares desconhecidos, saindo da minha “zona de conforto”, me traria um bom ambiente para minhas reflexões e descobertas.

O Danilo por outro lado, trabalhava na aviação, mas queria se aperfeiçoar na área da fotografia, buscando novas técnicas e habilidades, nessa que era para ele, uma área de muito interesse. Além disso, o Danilo também tinha um sonho antigo de atravessar o mundo conhecendo novas culturas. Tanto para ele, quanto para mim, a viagem seria um ambiente perfeito para nossas necessidades de reflexão e expansão.

Somamos à nossas vontades, o embasamento de um curso maravilhoso que fazíamos semanalmente com o Prof. Viktor D. Salis – especialista em mitologia e antigas civilizações. Nesses encontros, com o formato de simpósios, várias provocações eram feitas sobre o sentido da vida, autodesenvolvimento, propósito, motivação, investigação dos nossos talentos e habilidades, etc.…, temas que mais tarde, fariam parte do centro da nossa pesquisa.

Posso dizer então que ambos já tínhamos uma vontade de mudança, e os simpósios foram o empurrãozinho que estávamos precisando. Durante a fase de planejamento do projeto, que aliás durou quase 1 ano, o Prof. Viktor nos ajudou em inúmeros aspectos, inclusive montando a rota da nossa viagem conosco. Foi ele quem nos ajudou a escolher uma multiplicidade de países que representassem um grande espectro cultural, para que a gente pudesse entender melhor o sentindo da motivação à partir de povos bem diversos.

Depois de muito planejamento e muita construção, embarcamos para essa que foi mais do que uma viagem pelo mundo, foi para nós, uma grande mudança de paradigma.

Como conseguir conciliar o trabalho como atriz e palestrante com esse projeto itinerante?

A Volta ao Mundo teve dois momentos:

Durante o primeiro ano de viagem fiquei 100% focada no projeto. Me dediquei apenas às contrapartidas que havíamos prometido aos nossos apoiadores e ao compartilhamento das nossas vivências e experiências nas redes que o Walk and Talk tinha na época. E isso não era pouca coisa. Produzíamos materiais internos e externos para empresas parceiras, vídeos, matérias para nosso blog “O que te motiva” na Revista Você S/A (blog que hoje migrou para Exame LINK: https://exame.abril.com.br/blog/o-que-te-motiva/), enviávamos diariamente boletins para uma rádio, sem esquecer dos conteúdos para nossas redes. Foi bastante trabalho. Vivíamos as experiências durante o dia e produzíamos os materiais durante a noite.

Já no segundo ano de viagem, como o recurso reservado já estava chegando no fim, resolvi avisar alguns clientes importantes que estaria disponível para trabalhos de curto prazo. Tive a sorte de fechar alguns bons trabalhos, voltando pontualmente ao Brasil. Na época, o dólar estava bem abaixo de hoje; eram incríveis R$ 1,78. Com esse câmbio, eu podia não só bancar minha passagem para o Brasil, como os valores que ganhava, tinham uma excelente conversão para o dólar.

Se não me engano, nesse segundo ano voltei umas 5 vezes ao Brasil. Eu voava, programava um dia para descansar do fuso horário, trabalhava durante os dias programados e voltava logo em seguida. Nunca passei mais do que 6 dias no Brasil, o que me ajudou a não desconectar do projeto. Enquanto eu trabalhava, o Dan seguia no exterior tocando nossas contrapartidas. Funcionamos como um bom time, e o recurso que conseguia nas viagens para o Brasil, nos ajudou a ficar esse ano extra viajando. Foi cansativo, mas muito bom!

Num de seus depoimentos, você cita que enquanto viaja e interage com novas pessoas e culturas, você amplia suas habilidades na área da comunicação buscando novas formas de interação muito mais ligadas à essência das pessoas e à real conexão. Fale-nos um pouco sobre isso?

Essa pergunta é bem interessante…

Saímos do Brasil falando inglês e espanhol, mas nem todas as pessoas ou culturas podiam compreender as línguas que levávamos na “mochila”, então, o interessante foi ter que desenvolver outras formas de comunicação. Usamos muito da linguagem corporal, gestos universais, desenho e a própria linguagem do amor. Inclusive, acho que o que mais fizemos foi usar todas as formas de comunicação ao mesmo tempo: parte em frases ou palavras, parte em gestos, olhares, desenhos, tudo junto e misturado… Lindo de se ver e de se compreender!

Sobre a “linguagem do amor”, ela também funciona! Tivemos alguns casos bem pontuais – que nunca mais vamos esquecer – de interações com pessoas com as quais foi a conexão com o coração que permitiu nossa interação.

Vou tentar explicar melhor… existe uma linguagem que se estabelece muito além dos códigos tradicionais de comunicação que estamos acostumados. Quando ativamos nosso coração, o bem querer parece que transborda no olhar e em nossa energia, e por empatia, mesmo sem que nenhum dos lados da relação possa compreender sequer uma palavra, a conexão é estabelecida.

Somos todos humanos e como humanos, podemos nos entender através do carinho, respeito amizade, empatia; através do amor.

Legal comentar também que hoje em dia existem diversos aplicativos – que ainda não existiam na época da Volta ao Mundo, que ajudam na tradução simultânea. Isso é um grande avanço no mundo na interação e nos salvou diversas vezes em uma viagem para o Myanmar que fizemos no final do ano passado (2019).

Acredito que seja apenas o começo de muitos avanços tecnológicos que vamos experimentar na área da comunicação, aproximando cada vez mais pessoas ao redor de todo mundo.

Se pudermos nos valer da tecnologia, sem esquecer da conexão real e da empatia, acho que teremos um grande futuro na interação entre nós humanos.

Em seus depoimentos e textos em que compartilha suas experiências e sensações sobre o mundo, você sempre passa muita leveza e positividade. A Luah na vida pessoal e profissional, como encara seus desafios e dificuldades?

kkkkkkkkk… Então, tenho mesmo um “q” de Pollyanna no meu ser. Todos em minha família tem um pouco dessa ingenuidade misturada com um tom vibrante de alegria.

Mas olha só, sou filha da Graça e do Felicio… pois é, esses são os nomes dos meus pais. Acho que não dava para ser muito pessimista vindo dessa mistura… rsrsrs

Como todos, também tenho meus dias de tristeza e desilusão profundas. Mas em geral, sou do tipo que enxerga mais o copo cheio que vazio. Me considero também alguém que enxerga muita beleza na vida, na natureza e nas pessoas.

Sinto que a vida reage conforme agimos sobre a mesma. Nossos pensamentos e ações formatam a jornada em que transitamos. Quando nossa mente projeta negatividade, é isso que acabamos colhendo. Da mesma forma, se agimos com mágoa, ressentimento, dúvida, medo, agressividade, etc… adivinhem qual será a resposta da vida?

Não é à toa que o princípio da “ação e reação” é mais do que uma simples “regra”. Ele é uma das grandes Leis da física – conhecida como a terceira Lei de Newton. Muitos povos do mundo que conhecemos levam isso muito a sério, como se essa Lei fizesse parte de suas bases culturais e filosóficas. Muitas pessoas têm essa noção arraigada em seus comportamentos e de fato não fazem ao [email protected] ou ao meio, aquilo que não gostariam de fosse feito com [email protected] Sinto que tenho muita aderência a esse princípio.

No mais, tento manter sempre meus pensamentos mais construtivos que destrutivos, olhar mais o caminho e a chegada do que os obstáculos, e procuro sempre ver o lado bom e belo das coisas e situações. Acho que isso me ajuda a manter minha própria motivação e inspiração com a vida.

Com tantas histórias e bagagens que você vem colecionando, o que poderia dizer as pessoas nesse momento de certa forma tão delicado, com a pandemia do Coronavírus?

Estou respondendo essa matéria em um momento em que ainda estamos no início do surto no Brasil, então, vou expressar o meu sentimento e pensamento de agora.

Sinto que esse momento está nos trazendo uma oportunidade de auto avaliação e autodesenvolvimento como talvez nunca tenhamos tido desde a virada do século. Acho que essa tem sido uma parada importante diante de um mundo que estava em uma aceleração além de nossa conta.

O que mais eu escutava nos últimos anos, principalmente ano passado (2019) eram frases como: “Para esse trem que eu quero descer!!”, “Não vejo sentido naquilo que faço”, “Não tenho tempo pra nada”, “Meu trabalho me consome”, “Minhas 24 horas viraram 16”, “Sinto um vazio imenso dentro de mim”, “Não tenho tempo para minha família”, “Estou perdido”, etc..

Em paralelo, percebi diversos amigos e conhecidos passando por situações muito difíceis de depressão, Burnout, crises de ansiedade e pânico. Parecia que a nossa sociedade havia descarrilhado. Enquanto humanos, estávamos vivendo vidas com cargas e pressões muito acima do limite de nosso corpo, mente e emoções. Então, para além da dor daqueles que têm sofrido em hospitais em todo o mundo, essa crise tem nos dado tempo, para revisar a nossa vida, nossos comportamentos, nossa relação com o outro, nossa conexão com a natureza e principalmente, essa crise tem nos dado tempo para olharmos para nós mesmos.

Em paralelo, se eu começar a falar sobre a regeneração da natureza em si, vão mais muitas linhas nessa entrevista. A Terra tem nos mostrado diariamente quem realmente é o verdadeiro vírus dessa história.

O estilo de vida experienciado por nós humanos – principalmente nos grandes centros, estava fadado ao colapso. Ou está, caso não possamos aprender as lições desse momento. Ao meu ver, o que temos em nossas mãos no momento, é uma CHANCE. Apenas uma OPORTUNIDADE de reavaliarmos a nós mesmos e nosso coletivo, buscando novas alternativas de uma vida menos angustiante, e sim mais verdadeira e sustentável.

Agora é hora das grandes jornadas e aventuras, mas com um novo destino: para dentro. O tempo é para as viagens internas, que podem apresentar cenários tão novos quantos os de uma Volta ao Mundo. Aliás, sempre digo em nossas palestras que durante o mochilão, “a cada passo que eu dava para fora, três eram dados para dentro”.

Que possamos então, atravessar essa fase com todos os cuidados necessários para que nosso corpo não padeça. E enquanto indivíduos, que possamos aproveitar essa oportunidade para rever todas as nossas ações e comportamentos buscando nosso desenvolvimento pessoal e a evolução de nossas consciências. Se todos fizerem sua lição de casa, nosso coletivo terá a chance de saltar para um futuro mais humano, sustentável e consciente.

Poderia traçar um panorama de suas principais viagens e datas? E uma lição principal que pode aprender com cada uma delas?

Quando saímos para o projeto Volta ao Mundo, não podíamos imaginar que nossas viagens pesquisando outros temas continuariam. Achamos que seria um projeto de uma viagem só. Mas quando voltamos ao Brasil, menos de um ano depois já estávamos com o “bichinho da viagem” provocando a gente de novo. E então outras viagens se seguiram:

  • Volta ao Mundo – viagem pesquisando motivação | entre 2011 e 2013
  • Caminho de Compostela – 52 dias peregrinando o Caminho de Santiago pesquisando histórias de superação | 2014
  • Expedição Peru – viagem por várias regiões do Peru com o olhar sobre o tema resiliência | 2015
  • Lov Talks – projeto livre falando sobre amor (em amplo sentido) | 2017
  • Airplane Mood – viagem para Myanmar e Tailândia | 2019 – essa viagem surgiu como resposta a uma necessidade de um detox digital, de dar um tempo nas vidas corridas e contemplar novamente as belezas de uma cultura ainda não explorada por nós, que foi no caso o Myanmar.

O que diria as pessoas que tem o mesmo sonho que o seu (hoje concreto) de viajar pelo mundo, mas que por algum motivo ainda não conseguiram se organizar, seja devido compromissos, falta de grana, falta de coragem e etc?

Em primeiro lugar: não desistam dos seus sonhos. Por mais tempo que demore para ser realizado, o sabor da conquista de um sonho é inigualável… é bom demais.

De qualquer modo, antes de se dedicar à construção de um sonho, vale a pena pesar a importância que ele tem em sua vida. Saber se esse sonho é algo prioritário, ou apenas um devaneio momentâneo, se perguntar se você tem vocação para realizar o tal sonho, e até recursos suficientes para iniciar o plano. É muito bom fazer uma série de perguntas para o seu eu antes de dedicar sua energia a projetos que muitas vezes podem parecer sonhos, mas podem ser apenas desejos passageiros, ou até vislumbres de um possível pesadelo.

Respondendo todas as perguntas importantes, o próximo passo é o planejamento. Tudo aquilo que sonhamos está apenas no mundo das ideias até que a gente comece a investir nosso tempo e nossa energia para tirá-lo do papel. Nenhum sonho ganha a realidade sem uma série de ações práticas. E aqui não falo apenas das viagens, mas de todo e qualquer sonho que possamos ter. Desde uma graduação, uma Pós, uma festa de casamento, uma mudança de casa, cidade, aprender uma nova atividade, etc… Sem planejamento e muita energia, uma grande parte dos sonhos morre na praia.

Agora, voltando ao mundo das viagens ou das viagens pelo mundo… muitas vezes, nossos sonhos podem ser adaptados à nossa realidade do momento, tanto em termos de tempo, quanto ao nosso tamanho de bolso.

Certa vez encontrei uma pessoa que seguia nosso projeto no aeroporto, e ele comentou que ficava de olho em nossas dicas, pois seu sonho também era dar uma Volta ao Mundo. Na época ele trabalhava no aeroporto de Guarulhos e não tinha condições financeiras para fazer algo do tipo. Conversamos, seguimos conectados e ele se encorajou a começar seu sonho aos pouquinhos. Tempos depois conseguiu viajar para o Peru. Se não me engano, era sua primeira viagem para fora do Brasil.

O encantamento diante do novo e a felicidade em tocar novas culturas foram tão grandes, que alguns anos depois ele viajou de novo, dessa vez para realizar um incrível projeto pelo mundo. Ele conseguiu!! A primeira viagem gerou a coragem e o maravilhamento suficientes para que ele tivesse forças para seguir sonhando… e planejando.

Durante a viagem, ele usou plataformas digitais de hospedagem em casas de família, fez também vários amigos ao longo do percurso que também o ajudaram com a acomodação. E assim, ele e rodou diversos países do mundo. E realizou seu sonho. E foi feliz. Passito, passito…

Não desista nunca de seus maiores sonhos! Eles nos movem adiante e quando realizados, nos transformam em todos os sentidos.

Você já participou de muitas convenções, trabalhos na mídia e institucionais como atriz e apresentadora. Quais foram os mais importantes e marcantes de sua carreira?

Tive uma jornada bem interessante nos últimos anos fazendo trabalhos em várias das áreas da comunicação, cada uma pedindo uma especificidade e técnicas diferentes. Aprendi um monte.

Sobre trabalhos que me marcaram e foram importantes para mim…

Difícil selecionar, viu!

Mas vamos lá… o que veio primeiro em minha lembrança foi uma novela infantil chamada “Acampamento Legal”. Esse era um programa diário exibido todas as noites na Record. O enredo era ótimo e me diverti um monte gravando. Gostei muito de desenvolver meu personagem batizado de Zezé Batuta – uma bruxinha do bem que aprontava várias!

Ainda na TV, tive bastante orgulho também em participar do Telecurso TEC da TV Cultura – um programa educativo todo voltado à formação técnica e ao empreendedorismo.

Na área de eventos, tive alguns momentos sensacionais e de muita responsabilidade. Não vou mais me esquecer da abertura oficial do pavilhão da Dinamarca no Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos, ao lado – literalmente, de toda família Real Dinamarquesa. Na mesma época, conduzi a abertura do Rio Media Center, que contou com a presença de diversas autoridades nacionais e internacionais da mídia de diversos países. Ambos momentos durante os Jogos Olímpicos me exigiram muita responsabilidade.

Um outro evento que meu coração não vai esquecer, foi o Prêmio do Itaú Unicef que apresentei no final de 2018, onde as histórias dos premiados foram tão impactantes que me emocionei diversas vezes ao longo da apresentação. Pude perceber como nós brasileiros, somos mesmo um povo criativo, guerreiro, batalhador, donos de projetos incríveis de impacto que ajudam inúmeras comunidades ao redor do Brasil. Saí de lá com uma grande esperança no futuro.

Mudando para a área de criação, fiquei muito feliz com um projeto que desenvolvi para uma empresa multinacional, onde levamos vários executivos para uma imersão na cultura indígena. Ao longo de 3 dias de evento nos aprofundamos nos valores dessa cultura e tivemos a oportunidade de vivenciar um momento lindo dentro de uma das tribos brasileiras.

Outro projeto que gostei muito de desenvolver e organizar, foi uma pesquisa sobre positividade, encomendada por uma marca de expressão global. A equipe que montamos ficou quase 1 ano trabalhando em rede. Nesse projeto, não só fizemos descobertas muitos importantes sobre o tema, como tivemos a oportunidade de um grande desenvolvimento pessoal dos integrantes do grupo.

Não posso esquecer de mencionar também uma marca do leste de Minas que venho trabalhando ao longo dos últimos 4 anos. A marca, que é uma grande rede de supermercados da região, me possibilitou uma série de gravações fora do país, além de ter um líder que faz o máximo para contribuir com a sua comunidade e sociedade locais. O impacto positivo de sua marca em sua área de atuação e sua forma de liderar me geram um grande orgulho de pertencer.

Enfim, tenho inúmeras lembranças de muitas marcas e principalmente pessoas que vou carregando no coração. Mas sinto que a parte que mais gosto na minha profissão, enquanto comunicadora que sou, são as múltiplas possibilidades de conexão com o outro e as possíveis formas de transformação à partir dessa conexão.

Esses dias mesmo, fazendo um trabalho de motivação com 300 jovens de uma Escola Estadual, chorei ao receber os relatos enviados pelos alunos nos dias que se seguiram ao projeto. Isso para mim me move adiante!

Você e o Danilo España, seu parceiro de viagens e de vida, ministram palestras embasadas no projeto Walk and Talk. Como vocês fazer para adaptar os temas para cada público ou empresa e gerar um conteúdo único?

Para muitas pessoas talvez seja mais natural criar uma determinada palestra e replicá-la da mesma forma em diferentes lugares para públicos diversos. No nosso caso, por termos visto e vivido aspectos muito diferentes do mundo, isso talvez fosse um desperdício. Para cada apresentação nos informamos ao máximo sobre o perfil do público ou empresa, e buscamos construir uma narrativa única com base na solicitação ou briefing do cliente. Na construção da nossa narrativa, selecionamos histórias e conteúdo específicos, dessa forma potencializamos a mensagem que queremos transmitir, buscando estar em sintonia com o propósito do evento.

Com certeza nosso trabalho é bem maior do que se tivéssemos produtos de prateleira, mas uma das grandes vantagens que esse processo nos proporciona, é esse alinhamento mais vivo com o propósito de cada apresentação.

Para encerrar: “A vida é muito curta para ser pequena”. E com essa frase de Benjamin Disraeli, termino essa gostosa entrevista que me fez voltar ao mundo que vivi tão intensamente e que tanto agora precisa de nossa esperança para ser novamente vivenciado.

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ENTREVISTA COM DANIEL SOUZA DUARTE

29/03/2020 às 11h38

Conversamos com o empresário Daniel Souza Duarte, que há 34 anos é diretor geral e comercial na Technobras Engenharia. Já empreendeu diversos negócios em outros setores. Concedeu-nos um pouco de seu tempo para falar sobre economia, empreendedorismo e o delicado momento atual, com a pandemia do CORONAVÍRUS.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional?

Iniciei a vida profissional com 15 anos de idade na escola técnica através de uma empresa sueca, após estágios e apenas 01 ano de trabalho fui demitido devido ao serviço militar no exército; felizmente me preparei e após 01 ano ingressei na vida profissional no ramo de engenharia de projetos, onde trabalhei como funcionário em diversas e renomadas empresas de Consultoria e Engenharia de Projetos até o ano de 1985, participando ativamente em projetos nos setores industriais de Química, Petroquímica, Óleo e Gás, Siderurgia, Agronegócio, Papel e Celulose, dentre outros. Em janeiro de 1986 entrei para o mundo dos negócios sendo Sócio Fundador da Technobras Engenharia onde estou até os dias atuais.

Além da área de engenharia de projetos, você empreendeu diversos negócios em setores distintos.  Pode-se dizer que tem sido uma pessoa otimista em relação a seu país.  Quais os setores em que já investiu e empreendeu negócios?

É verdade, sempre fui otimista e sonhador com o nosso país. Iniciamos no mundo da moda comprando em atacado e revendendo com equipes de vendas de varejo no estado de São Paulo, BH e outras localidades. Em seguida empreendemos com a fabricação em linha de montagem no setor de confecção de moda feminina, loja em Mall em São Paulo (pequenos shoppings estilo americano), pronta entrega para lojistas de moda, entre outras.

Na realidade, no setor de Engenharia e Consultoria de projetos, sempre houveram muitas crises sazonais no Brasil. E quando isso acontecia eu aproveitava e empreendia em outros seguimentos paralelamente, mas, sem perder o foco em engenharia de projetos.

Como você tem visto o cenário econômico até o momento? Antes da pandemia obviamente, com o novo presidente da república?

Arrumar a casa depois de um grande e duradouro vendaval, dá trabalho e por mais que se arrume a casa a impressão que fica é que não se fez quase nada; vem comigo que eu te explico: O setor da Engenharia de Projetos é um ramo de negócio extremamente sensível, quando a economia está desarrumada. É um dos primeiros setores a ser freado bruscamente por falta de investimentos em modernização no setor produtivo (fábricas), melhorias para ganho de capital, qualidade produtiva e segurança operacional; sem falar em investimentos de novos sites (filiais produtivas). O quero dizer com isto é que a forte crise iniciada em 2013 foi se aprofundando até 2018, e em 2019 a nova administração federal iniciou o processo de modernização administrativa central com Equipes Ministeriais. Profissionais competentes e menos políticos, em parceria com o congresso nacional finalizamos o ano de 2019 com a Reforma da Previdência aprovada, mesmo que não seja a reforma dos sonhos temos a reforma da previdência. Os próximos passos são as reformas: administrativa e tributária, que acabaram ficando para o calendário 2020.

O Ano de 2020, iniciou muito atípico (historicamente no Brasil o país só começava a “andar” depois do carnaval), vários clientes consultando, dando sinais claros de retorno maciço (consistente) de investimentos nos vários setores industriais; tudo apontava para um ano extremamente exuberante até que nos dias finais do carnaval começaram a chegar as notícias de um monstro de dimensões nanicas (nano) e invisível, mas, de estragos incomensuráveis até o presente momento (CORONAVÍRUS). E daí para frente há interrogações que ainda não temos respostas.

Em sua opinião, o que pensa ser necessário no momento, tanto em relação a saúde quanto economia. Devido o momento delicado da pandemia do Coronavírus?

Primeiro e próximos passos: atitudes de constante vigilância político partidárias, cuidar da saúde física e emocional, trabalhar arduamente em home office. Sempre mantendo o foco, e incentivar a flexibilização do retorno à produção de bens e serviços. Pois com a economia herdada da administração federal anterior, não temos gordura alguma para que a força de trabalho dos empregados e empregadores se dediquem exclusivamente à saúde e prevenção por tempo indeterminado.

Fale um pouco sobre a Technobras. O que vocês desenvolvem e para qual setor é destinado?

Fundada em janeiro de 1986, com foco em Engenharia, Consultoria e Gerenciamento de projetos industriais, fornecemos prestação de serviços no setor de Engenharia Multidisciplinar e Consultoria de Projetos, Assistência Técnica à Obra (Ato) e manutenções.

Atendendo, mas não se limitando aos setores industriais de: Óleo e Gás (Onshore e offshore), Químico, Petroquímico, Papel e Celulose, Energético em geral, Alimentício e Home Care dentre outros.

Fale um pouco sobre os setores de Infraestrutura, Industrial e Energia no Brasil atual, depois da Lava a Jato:

Antes de tudo devo pontuar que a Lava Jato ainda não acabou, na minha opinião as experiências acontecidas no âmbito da Lava Jato podem e deveriam ser um instrumento para desenvolver novos métodos e condutas para a relação de desenvolvimento sustentável de fato. Nas relações comerciais, o jeitinho brasileiro de fato não está dando certo, pois o “custo Brasil“ impede o crescimento constante e exponencial, causando sempre o efeito sanfona (nossa economia cresce e encolhe constantemente) nos meus 65 anos já vi e vivi inúmeras crises econômicas.

Sei que existe o contrato de confidencialidade para clientes atuais. Mas cite quais foram alguns dos seus principais clientes?

Como bem falou, temos contrato de Confidencialidade com nossos clientes atuais, sendo que alguns tem cláusulas com prazo de validade de 10 anos e determinados clientes para algumas informações, a confidencialidade é perene. Respondendo melhor sua pergunta, deixo aqui o link https://technobras.com para que você e qualquer leitor possa entrar em nosso site a fim de conhecer alguns de nossos clientes. Mas em resumo respeitamos o contrato de confidencialidade porque respeitamos os nossos clientes.

Em sua opinião como tem se mostrado a conscientização política do povo brasileiro atualmente?

Tenho presenciado e conversando com pessoas de diversas e distintas classes sociais, formação e atividade laboral. Que os maus políticos independentemente de posições partidárias, enfrentarão mais dificuldades daqui para frente para enganar o povo e “conquistar” seus preciosos votos. Lentamente está havendo provável melhora e discernimento dos eleitores com relação aos políticos que, dão ao trabalhador uma “colher de chá” e retiram para proveito próprio com uma “concha”.

O Brasil tem jeito? O que precisamos efetivamente, tanto por parte das autoridades governamentais quanto população, para subirmos positivamente os níveis econômicos, qualidade de vida, e etc.?

Há muito tempo não tínhamos uma equipe no ministério da economia, pujante e representativa, digna da nossa nação. Hoje a possibilidade de uma economia liberal abre espaço para que nossos sonhos minimamente se realizem. É claro que estamos num regime presidencialista e que o congresso nacional também tem seu importante papel com relação a aprovação das reformas tributária e administrativa.

Espero que o Brasil e os brasileiros estejam acima dos interesses partidários de cada membro dos poderes Executivo e Legislativo, somente assim os indicadores econômicos saltarão e a melhoria da qualidade de vida para cada brasileiro estará de fato assegurada.

Muitos empresários e empreendedores individuais e até mesmo a população como um todo está vivendo um momento de incertezas, devido a atual pandemia. Que mensagem você poderia nos deixar nesse momento?

Se todos cuidarem com responsabilidade da própria saúde, as chances de sobrevivência aumentam, seja em trabalho home office ou caso haja alguma flexibilidade com responsabilidade da volta presencial ao trabalho.

Não fique ou faça aglomerações, se estiver na fila em um supermercado peça às pessoas que estão à sua volta que mantenham a distância mínima de 01 metro, afinal a solidariedade também salva vidas.

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ENTREVISTA COM TULLA DUARTE

28/03/2020 às 09h18

Empresária há mais de 20 anos no Brasil, administradora e advogada, com especialização em gestão comercial e MBA em gestão empresarial. Contou-nos um pouco sobre sua interessante trajetória de vida e sua visão sobre a atual economia do país e possíveis impactos causados pela pandemia do CORONAVÍRUS.

Conte-nos um pouco sobre sua trajetória profissional:

Ingressei muito cedo no trabalho, queria aprender e estudar. Como minha escola era perto do escritório do meu pai, saia da escola para o escritório, no início para mim era tudo uma brincadeira que depois foi ficando séria, tinha 11 anos, foi onde tudo começou. Fazia café, atendia telefone, até Office Girls e aos poucos fui observando o setor administrativo, gostei tanto que com 14 anos quando ingressei no colegial, optei por fazer colegial técnico em administração de empresas, o que foi muito importante pois vi na teoria o que já vivenciava na prática.

Ser empresário no Brasil requer ser flexível enxergar por novos ângulos, e assim foi com 17 anos ingressei na Faculdade no Curso de Processamento de Dados, pois nesta ocasião meu pai  iniciava uma rede de escolas de informática com cursos para grandes corporações e cursos direcionados ao público em geral, foi minha grande oportunidade de aprender mais e mais este mundo novo que era a informática da década nos auges dos anos 90, tive a oportunidade de ministrar muitos cursos desde de MS-Dos, Word, Dbase, Lotus, depois vieram os softwares da família Microsoft o Windows, o Office, e tantos outros, era oportunidade de compartilhar conhecimento e aprender com os alunos que eram muitas vezes grandes executivos, diretores, gestores, gerentes, entre outros muitas histórias de vida, de superação.

Nesta ocasião além de ministrar as aulas, ao longo dos anos passei a fazer a Coordenação Administrativa das Unidades, bem como ser uma das responsáveis pelo treinamento dos Divulgadores, Coordenação dos Instrutores, além ainda de ministrar palestras que tinham um público, de 30, 40 as vezes mais de 100 pessoas por Palestra.

Nesta ocasião que foi de 1993 a 1999 empreendemos nas unidades estratégias comerciais, bem como administrativas. Mas o cenário mudou para as empresas de treinamento e em 1999, fechamos a última unidade que ainda estava em funcionamento localizada no bairro do Brooklin – São Paulo, já havia passado o auge da informática, e com a queda na receita, fomos obrigados a fechar.

Neste momento passamos por uma grande crise financeira pois em outro negócio da família tivemos um altíssimo prejuízo ocasionando problemas seríssimos, naquele momento não sabíamos o que iriamos fazer. Foi quando fui para os EUA passear, mas acabei ficando meses. Ao voltar meu pai havia voltado para área de Shows, pois foi empresário artístico por muitos anos. E neste momento tive oportunidade de atuar como Produtora Executiva de alguns eventos e shows. Foi uma experiência incrível, os cachês excelentes, mas não eram constantes.

Foi quando pela primeira vez precisei procurar emprego fora dos negócios da família, uma experiência que foi importante naquele momento pelo lado financeiro, mas não era suficiente.

Foi quando fui convidada por um grande amigo a atuar na área comercial com consultoria de empreendimentos imobiliários de médio e alto padrão, em 2003, logo consegui me estacar pois com minha formação na área de processamento de dados, fiz a tecnologia trabalhar a meu favor, e fui me destacando, ganhei troféus, campeonatos e prestígio no meio imobiliário.

Entretanto é importante frisar que sempre investi nos nossos negócios, e continuei a participar dos negócios tanto financeiramente e atuando nas áreas que me eram pertinentes. O que nos fez conseguir passar pelas várias crises do Brasil. Em 2008 tivemos um grande impacto nos negócios, mas conseguimos superar e fomos retomando os Projetos.

Em 2013 findou a minha atuação direta no mercado imobiliário, atuando depois somente com consultoria para os clientes que viraram amigos, pois voltei para área Administrativa fazendo a Direção da empresa de Projetos de Instalações Industriais. Onde pude implementar estratégias para maximizar os resultados desejados.

Sempre com sede de aprender, voltei aos bancos universitários, para encarar uma faculdade, o curso de Direito, que foi um grande presente em minha vida, pois além de todo o conhecimento adquirido ao longo dos 5 anos do curso, fiz muitos amigos, e no final do 10º semestre fui presenteada com a notícia que havia passado no Exame da OAB.  Todo este aprendizado durante o curso foi sendo aplicado no meu dia a dia na empresa, e com isso pudemos melhorar ainda mais nossos resultados.

Antes desse “susto” mundial, como uma empresária e empregadora tem visto nossa atual economia interna?

A crise que teve início no final de 2014, gravíssima, demorou muito para dar sinais de melhora, entretanto no final de 2018 começamos a sentir um início de melhoras, em 2019 1º. Semestre aquém do que se esperava, em no 2º. Semestre as empresas começaram a ter boas perspectivas.

Já o ano de 2020 começou muito bem, muitas empresas começaram efetivamente no dia 02 de janeiro, antes do carnaval, e tudo levava a crer que este ano seria muito bom para as empresas, para economia, mas com a Crise do Covid 19, tudo mudou.

Em sua opinião e vivência profissional ao longo desses anos de crises e altas econômicas no Brasil, quais os possíveis impactos que a pandemia atual poderá trazer sobre a nossa economia no curto e médio prazo?

Os impactos são imensuráveis neste momento, pois ainda não temos todos os dados, e a cada dia, temos novas informações. Mas o que é possível dizer é que as perdas serão enormes e com certeza levaremos muitos anos para recuperar.

Você sempre se posiciona de maneira positiva frente aos desafios, o que pode dizer aos empreendedores brasileiros nesse momento tão delicado?

Um velho ditado: “Tudo passa, tanto as coisas boas, como os coisas ruins”.

Neste momento é importante ter racionalidade, cautela na tomada de decisões, não se apavorar, ter bom senso.

Em sua opinião, essa pandemia tem origem meramente biológica? Ou pode haver outras causas não explicitamente mencionadas pela mídia em geral? Quais seriam as possíveis origens desse problema que abalou a saúde e economia mundial?

Em minha opinião, temos que avaliar todas as possibilidades, sabemos que quem detém poder tem muitos interesses, que não são visíveis.

Como é a Tulla na vida pessoal? Hobbies, interesses, crenças:

Hoje tento ter uma vida mais equilibrada, pratico atividades físicas como musculação, aulas de zumba, body combat, yoga, gosto de correr, jogar tênis.  Sempre que possível saio para dançar, tomar vinho com os amigos, ir ao cinema, namorar, etc.

Em relação aos cuidados em casa, trabalho (home office) e etc. Como você tem se adaptado com a família após o Coronavírus ter de fato se tornado real no Brasil? 

O trabalho home office, não é uma novidade pois já o fiz em outras ocasiões por diversos motivos. Acho que o fundamental é ter foco no que vai fazer, organizar um local que será o seu escritório, estabelecer uma rotina. E a família todos neste momento também estão em home office, cada um com o seu espaço organizado.

Você já morou fora do país por um tempo. Conte-nos um pouco sobre essa experiência e o que mudou após retornar?

A experiência de morar fora do país me tornou uma pessoa melhor, em relação à família, trabalho, patriotismo.  Os brasileiros de uma forma geral são pessoas alto astral, receptivos, normalmente querem ajudar o próximo, este calor humano é algo incrível, e dificilmente encontramos fora do Brasil. Senti muita falta dos amigos, da família. Por outro lado, tive a oportunidade de conhecer e viver uma nova cultura, idioma, e tantas outras coisas.

Você se considera engajada politicamente, fale um pouco sobre:

Acredito que no momento que o pais está vivendo as pessoas estão a cada dia mais engajadas politicamente, acho muito bom que esteja acontecendo, com a facilidade que temos da comunicação eletrônica, das redes sociais e internet, para quem quer aprimorar o conhecimento e se engajar, basta buscar.

Eu participei de várias manifestações a favor do Governo, a favor do Brasil, e acho muito importante participar e não ser isento neste momento tão turbulento que o pais está passando.

Que mensagem gostaria de deixar as pessoas nesse momento?

Acredite em seus sonhos, sonhe alto. Nascemos e morremos, entre estes dois, vivemos!

Então viva intensamente, pois viver vale a pena.  Não tenha medo de dizer Eu te Amo, de Perdoar, de Dançar, de brincar, de errar, pois é sinal que se tentou!

Exercite sua fé, acredite e VIVA!!!

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DIAS CARIOCAS: UMA CRÔNICA EM 6 CAPÍTULOS

26/03/2020 às 10h09

Por uma paulista alucinada pela vida!

*Morei por 5 anos na capital fluminense e nunca mais olhei o mundo da mesma forma.

“Tudo aconteceu no ano de 2007, quando descobri que tinha uma doença relativamente grave: tuberculose. Eu estava para me formar na faculdade de jornalismo, estava saindo com um cara, que achava bacana na época e, meu mundo virou de cabeça pra baixo! Mas de uma forma surpreendente, a vida nos reserva surpresas que a princípio parecem ruins e no decorrer de nossa história se tornam marcos em nossas vidas. Eu descobri uma força incrível em mim! Cortei os cabelos bem curtos e pintei de vermelho, comecei a academia em pleno tratamento e fiz uma tattoo nas costas que é o homem alado da capa do Led Zepelim (tattoo que é reconhecida em vários lugares, por fãs de rock). Graças à Deus sarei, meu pai me acompanhou em quase todos os retornos meus ao médico, isso foi muito importante para mim, pois nós brigávamos muito na época. Ou seja, foi uma fase de transformação em minha vida, um marco”.

É incrível como a lagarta se transforma finalmente em … Borboleta“!

INÍCIO

Quando cheguei ao Rio, estava mais para alguém que precisava ser salva do desânimo e depressão. Fui a pedido de meu pai que percebeu que eu não estava dando conta de morar sozinha em Sampa, por não conseguir sair sozinha desse estado de espírito.

Então aos 26 anos de idade, eu paulista convicta até então, pedi as contas no trabalho, me livrei de alguns móveis e fui embora. Mal sabia que seria uma adaptação mais difícil do que imaginava.

Quem já morou sozinho e voltou ao lar da família sabe como é difícil essa readaptação (no papel de filha, irmã, enfim, tudo é diferente). Para piorar, meus irmãos mais novos (aqueles pestinhas) estavam em plena adolescência e já estavam bem adaptados ao Rio. Conseguem imaginar, o que é uma irmã mais velha aparecer do nada e voltar a morar em família? Pois é, dá para prever a situação, não é?

O clima do Rio de Janeiro e a natureza espetacular me fascinaram de cara. Cheguei numa 5ª feira à noite e me lembro até hoje do que senti ao passar pela avenida Rio Branco (que na época eu não sabia o nome mas achava bem parecida com a Paulista), sentir a maresia, o ar carioca do povo, tudo fascinante!

Me dirigi ao bairro do Flamengo que é onde minha família residia naquela época. O prédio localizado na rua Senador Vergueiro era incrível. O hall de entrada tinha um tapete vermelho de fazer você se sentir na cerimônia do Oscar.

O bairro encantador! Com o tempo fui me adaptando e comecei a correr no Aterro do Flamengo que ficava há uns 7 minutos a pé de onde morava. E me arriscava a levar a cachorrinha poodle misturada com Lhasa Apso, a Bila, para me acompanhar! A pobrezinha estava enorme de gorda e com o tempo meus irmãos e pais não se importaram de eu fazê-la andar assim mesmo (ela até melhorou o perfil, ficou mais magra e se acostumou com minhas maluquices).

Engraçado lembrar como cabia gente naquele Ap, o pé direito altíssimo e os quartos grandes, bem diferente dos apartamentos modernos que eu estava acostumada em São Paulo. Eu só não gostava do cheiro característico da região, onde toda manhã, os funcionários do prédio tinham a bendita mania de limpar o esgoto com creolina. Quem já se hospedou na zona sul, ou mora lá, sabe que isso é de praxe. Tirando isso e o fato do apartamento ser meio escuro, estava tudo perfeito. O bairro do Flamengo é maravilhoso! Tem de tudo, você praticamente não precisa usar o carro para nada. Pois o metrô te leva para o centro da cidade, para Copa e Ipanema, enfim, é muito prático viver ali.

Eu adorava andar a pé, então comecei a me arriscar a ir para o centro da cidade assim. E descobri rotas alternativas para o Parque Lage e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Nossa, eu andei muito por ali.

Meu pai que em São Paulo, pegava o carro para ir na padaria da esquina, começou a ter o hábito de caminhar! Pois é, a cidade do Rio de Janeiro costuma provocar essas revoluções em seus moradores.

É tudo muito gostoso, o clima, as pessoas se cumprimentam e até nos sentimos numa novela do Gilberto Braga. Coisa que antes eu pensava, ah poxa essas histórias só acontecem em novela, comprovei de onde vêm a inspiração, do próprio cotidiano mesmo. É incrível como todo mundo acaba conhecendo todo mundo ali. Eu usava uma frase que meus irmãos me alopravam até dizer chega: o Rio de Janeiro cabe numa Kombi! Pois eu ficava fascinada de como cedo ou tarde, um amigo seu conhece o fulano que conhece o sicrano e por aí vai.

Pois é, por isso tenha cuidado ao se envolver em alguma confusão na night carioca hein…. Você pode estar sendo filmado, pelo amigo do amigo do amigo. (Risos)

Capítulo 1O primeiro trabalho, a gente nunca esquece!

Meu primeiro trabalho no Rio, consegui graças a persistência da minha mãe que sempre olhava anúncios antes de eu me mudar. E mandava meu currículo já na intenção de eu me mudar para o Rio. E foi na Fisilabor-Botafogo, uma academia de ginástica com medicina desportiva que tive minha primeira oportunidade.

Gostei bastante de conhecer a rotina de uma academia diferente, com uma preocupação além da estética. Um dos fundadores, o já falecido, mas que tive a oportunidade de conhecer na época, Sr.° Carlos Heitor, foi um ícone desse tipo de evolução nas academias no Rio. Depois vieram outras, copiando o conceito, mas tive o privilégio de conhecer de perto um dos primeiros a inovar.

Meu perfil de atendimento era muito formal para o público carioca naquele momento e acabei ficando apenas 5 meses como recepcionista lá. Mas mesmo assim foi uma experiência muito interessante. Conheci muita gente bacana, desde colegas de trabalho à professores e etc. E o próprio fundador que era uma pessoa admirável. Foi um tempo curto, mas gostei bastante da experiência antropológica (risos). Digo isso porque só temos a noção exata das diferenças de cultura de um estado para outro, morando no local, passando um tempo razoável. No meu caso, morei por 5 anos na cidade maravilhosa.

Assim que cheguei meu pai percebeu que eu precisava me distrair e me indicou um curso de guia de turismo que adorei fazer. Foi no Cieth, na rua México que, durante 09 meses, passei a desbravar o Rio de Janeiro. Tínhamos aulas teóricas e visitas técnicas nos pontos turísticos todo final de semana.

Tivemos até história da arte, olha que chique! Meu pai sabia que eu precisava me envolver com alguma coisa interessante para me livrar da leve depressão e ao mesmo tempo me apaixonar de vez pela cidade e querer ficar! Foi a melhor coisa que ele fez naquela época, pois o curso de guia me fez muito bem! Viajei para Petrópolis, Itatiaia, Campos do Jordão (SP) e todo final de semana visitava com o grupo, um ponto turístico diferente. É papito acertou em cheio! Obrigada…

A maioria dos alunos já atuava no ramo, porém tinham alguns curiosos como eu, que estávamos lá para agregar conhecimento, nos divertir e quem sabe aprender uma nova profissão. Depois de um tempo de formada no curso, persistindo nos hotéis e agências, me dei conta que sem o idioma inglês seria bem difícil competir com os guias já atuantes. Mas foi uma experiência fantástica e não me arrependo de forma alguma, pois tudo que aprendemos, agregamos valor e foi maravilhoso.

Fiz um curso de espanhol rápido pelo CNA, no Largo do Machado, que foi bem interessante, apesar de não substituir o inglês. Acabei fazendo por ser uma língua latina e de rápido aprendizado, porém vi que os turistas mais rentáveis falavam inglês mesmo.

Depois da Fisilabor, trabalhei no curso Oxford no Largo do Machado onde conheci um amigo incrível, o Jonatas Machado. Trabalhei depois numa agência de comunicação (a Via Texto), estagiando no período da faculdade de jornalismo, no jornal O Povo, na Firjan e finalmente fui parar na Pampa Grill do centro.

Na Pampa, fui contratada como promoter e ajudava também o pessoal do marketing. Foi uma experiência diferente, pois de dia eu era promoter e divulgava o happy hour e à noite eu tirava fotos para o site da balada. O Pampa Night (como ficou conhecido depois) acabei entrando através da Lucinha da faculdade Pinheiro Guimarães. Uma pessoa que também foi muito importante para mim daquele período, não é Lúcia D´Oliveira? Obrigada pelos incentivos, ajuda e amizade.

Engraçado lembrar que eu já tinha feito tanta coisa no Rio, trabalho, curso, e mesmo assim tinha um pique para o novo! Sempre que surgia uma nova oportunidade eu entrava de cabeça. Foi assim na Pampa. Conheci muita gente bacana, fiz amigos que levo comigo até hoje. Um deles é o Carlinhos Deejay e o Dj Victor Hugo, umas figuraças!

Eu era conhecida tanto na faculdade como no trabalho como Danny Doo, o apelido pegou tanto que todo mundo no Rio me chamava assim.

Isso começou na época de faculdade em São Paulo. Comecei a fazer jornalismo na Faculdade Rio Branco da Lapa, onde meu pai tinha uma padaria antes de se mudar para o Rio de Janeiro.

Quando eu assinava algo, colocava Danny Du, abreviação de meu sobrenome. Foi então que um professor de informática fez uma brincadeira que acabou transformando a escrita do meu apelido. Ele disse: Danny Doo, parente do Scooby Doo? Gostei tanto que aderi.

Na Pampa, acabei quase virando DJ também. O Deejay Carlinhos cismava que eu tinha cara de DJ e me deu umas aulas e até toquei algumas vezes com ele. Quem ia na Pampa nessa época as vezes ouvia ele dizer umas coisas estranhas do tipo: Danny Doo, da Doolãndia! Era eu essa pessoa…. Que mico! (risos)

Capítulo 2Faculdade – Um sonho difícil de concretizar

Comecei a fazer jornalismo em São Paulo, na Faculdades Rio Branco. Porém precisei trancar o curso por 2 anos e só voltei a estudar no Rio de Janeiro.

Um dia, já morando no Rio, passando pelo Largo do Machado comecei a andar por ruas estranhas que não sabia bem onde iam dar. E fui parar numa tal Silveira Martins, que dava de frente para o Museu do Catete.

Quando de repente algo me chama a atenção: curso de jornalismo! Mas que estranho, era uma faculdade com cara de colégio infantil. As grades todas pintadas coloridas. Olhei meio desconfiada e resolvi entrar.

Lá na secretaria estava uma senhora supersimpática e brava ao mesmo tempo. Resolvi arriscar. Ela sorriu e perguntou se podia ajudar. A senhora simpática é a Sônia! Uma pessoa que simplesmente foi um anjo enviado por Deus naquele momento.

Imagine você, uma pessoa que terminou o colegial aos 17 anos. E aos 26 tentava voltar a estudar, mas não conseguia de jeito nenhum. A grana estava curta e a faculdade que eu tinha cursado somente 1 ano em Sampa, estava trancada há 2 anos e meio. Não estava super bem empregada, detalhe importante: o salário no Rio era completamente diferente em comparação à São Paulo. Ou seja, se estava difícil em Sampa, no Rio então…

Foi quando a Soninha (virou uma amigona por muito tempo) me falou uma coisa que fez o chão tremer: Você sendo transferida de outra faculdade, terá 50% de desconto nas mensalidades! Eu quase enfartei de emoção, preenchi todos os requerimentos e com a ajuda de minha tia Luzia que estava em Sampa, consegui os documentos da transferência pelo correio. Obrigada tia!

Isso para quem não teve dificuldades de ingressar e terminar uma faculdade pode parecer tão bobo, mas só quem passou por algo semelhante sabe a dádiva que é receber essa oportunidade.

Meus anos de estudo na Faculdade Pinheiro Guimarães, do Catete, foram simplesmente a realização de um sonho! Aproveitei ao máximo tudo que tinha à minha disposição na faculdade. O coordenador Weden Alves não me deixa mentir. Ele me achava “uma paulista empreendedora” como gostava de falar. Usei e abusei do laboratório de rádio, estúdio, ilha de edição. Promovi um Sarau literário, nossa, consegui a participação de tanta gente bacana nesse período que sinceramente, acho que foi um presente na hora certa.

Tem coisas em nossas vidas que se chegam cedo demais não damos o valor que merecem. Eu posso dizer que desde os estágios remunerados que fiz (e pensava que não conseguiria fazer pois eu bancava meus estudos e aluguel para continuar a morar perto da faculdade depois que minha família se mudou para Jacarepaguá). Foi tudo bem difícil confesso, tive que ter muita força de vontade, mas valeu à pena.

Capítulo 3 – Já morei em tanta casa que nem me lembro mais

Quando eu já estava há uns dois anos cursando a faculdade no Rio, meus pais se decidiram por deixar o apartamento alugado no bairro do Flamengo e comprar um na Freguesia, em Jacarepaguá.

O problema era que minha faculdade muitas vezes acabava bem tarde, 23 horas e pegar um ônibus àquela altura para me despencar até Jacarepaguá era perigoso, eu não queria arriscar. Então continuei no Flamengo, porém dividindo um conjugado com mais 2 amigas e uma prima.

Durante um tempo deu certo, mas imagine você o que são 4 mulheres na TPM dentro de um apartamento pequenininho. Chegou um momento que precisei buscar outra alternativa e me mudei para uma república, na verdade um pensionato para moças (bem típico na região) no bairro do Catete.

O pensionato localizado na rua Correia Dutra, era um casarão antigo com vários quartos, onde em cada quarto haviam 2 beliches com armários individuais fechados com cadeado. Era engraçado. Eu me sentia estranha ali no começo. Uma espécie de albergue, com pessoas que nunca tinha visto.

A casa tinha uma cozinha enorme e dois banheiros. Chuveiros controlados com timer para ninguém tomar banhos longos. Era engraçado e estranho ao mesmo tempo. Morei ali por 1 semestre acho, depois que começaram a ocorrer pequenos furtos parti pra outra.

Passado o susto do pensionato, fui indicada por uma senhora da Catedral Metodista, uma igreja que freqüentei com minha família, a procurar uma senhora de nome Dilza que alugava quartos para moças também no Catete, porém no apartamento dela.

Foi a melhor coisa que me aconteceu naquele semestre! Conhecer a dona Dilza e outras moradoras ilustres de seu ap. onde morei por 1 semestre também (o tempo que faltava para terminar a faculdade).

O apartamento da dona Dilza, localizado na rua Ferreira Viana, era uma graça. Amplo, confortável e simples. Moravam lá: dona Dilza nos seus 86 anos, dona Araci com 91 anos (porém corpinho de 60 e alegria de 25) e a Dinha (com 54 anos).

Eu dividiria o quarto com a dona Araci, uma senhora arrojada, falante, magrinha, ativa, lúcida! Muito lúcida! Ela sempre me chamava para ver “meu Flamengo” na TV, o time de coração que adotei depois que me apaixonei num dos jogos que fui ver no Maracanã com meus pais.

A dona Dilza, a dona do AP era chorona, toda manhã cantava hinos e chorava pelas lembranças tristes. A Dinha, uma senhora forte, ativa que sempre estava agitada pela casa. Curiosamente a mais nova das 3 foi quem morreu primeiro. Há uns 2 anos já, em 2009.

Esse apartamento era um verdadeiro point de visitas. A cozinha enorme para um apartamento, tinha uma mesa redonda de tamanho médio no meio, onde as refeições eram feitas e as visitas tomavam café. Eu sempre ficava nessa mesa nas madrugadas lendo. Foi lá que li “1984” de George Orwell, quietinha nas madrugadas cariocas.

Capítulo 4 – Faculdade, intrigas, sonhos, traição

A faculdade é um período mágico, mas também turbulento de nossas vidas. Precisamos dar conta das provas, de estudar à altura contornando a carga de trabalho e falta de tempo. Muitas vezes vamos direto do trabalho estudar e rola um cansaço que às vezes interfere na qualidade dos estudos. É um período de luta.

Se não bastasse isso, tem outra luta paralela que acontece nesse período. Se estamos namorando alguém da faculdade, ou saindo com alguém, surgem inúmeras provas de amizade, ou inimizade, normal.

Conheci muita gente bacana mesmo nesse período, mas conheci também algumas pessoas que pareciam saídas do inferno de tão sacanas.

Consegui realizar sonhos, fiz grandes amizades! Tenho contato até hoje com boa parte das pessoas que realmente valeram à pena conhecer na Pinheiro. Hoje o mundo é digital, então é fácil manter o contato. Sou muito grata a todos que surgiram em meu caminho demonstrando respeito e admiração.

Colocando na balança, valeu à pena tudo, até as decepções. Pois sem elas eu não cresceria igual e nem daria o valor que dou hoje à amizades verdadeiras e amores saudáveis!

A vida é essa, “bora para frente que atrás vem gente”.

Dentre alguns projetos que mais gostei de realizar estão: Militantes do Rock, Cabaré Literário e Sarau Literário.

O primeiro projeto foi o Cabaré Literário, realizado nos estúdios da Pinheiro. Com a grande ajuda do professor Claudio Pimenta. Comemoramos os “Cem Anos de Mário Quintana”. Uma espécie de recital, intercalado com atuações teatrais do amigo de classe e ator, Richardson Dolly, os alunos esbanjaram simpatia e participação. Foi muito bacana!

Já no Sarau Literário, foi um evento ao vivo, por todas as dependências da faculdade. Com a permissão do coordenador Weden Alves, convidei várias pessoas para participar de alguma forma. Quem era artista plástico participou com suas obras, a exemplo da chinesa Kock Chan, quem dançava fazia uma apresentação e assim por diante. Foi muito bacana!

Tivermos a participação de um grupo de percussão que sacudiu os pátios da faculdade! Todos os professores participaram de alguma forma, fosse convidando alguém de fora, ou interagindo.

Meus pais sempre presentes nos eventos que eu fazia, estavam lá! Sorridentes e achando graça dessa minha mania de querer fazer as coisas acontecerem. Eu me diverti muito nessa época, apesar de difícil valeu muito à pena cada momento lá.

Outro projeto, um dos mais importantes para mim, foi sem dúvida meu TCC: Militantes do Rock. Tive a ajuda de grandes pessoas para conseguir concretizá-lo. O primeiro grande parceiro foi sem dúvida o Marcelo Santos, que me apresentou a história da rádio “Fluminense FM – Maldita”. O projeto em rádio abordava o tema rock e política e eu precisava de uma espécie de fio-condutor. A história da “Maldita” caiu como uma luva!

Entrevistei um dos idealizadores da rádio, o Luiz Antônio Mello; o músico Roger do Ultraje à Rigor e tive uma grande ajuda do técnico de áudio, Wagner Gonçalvez! Até o Murilo Behling, do laboratório de informática entrou na dança e me emprestou sua voz para a vinheta do programa.

O orientador e professor André Luís Cardoso foi fundamental para me deixar segura do tema e desenrolar do projeto.

Agradeço também à banca examinadora, os professores Henrique Motta e Flavio Nehrer. E a todos os amigos que me apoiaram e incentivaram nessa empreitada. Até uma professora que aparentemente não teria ligação nenhuma com o projeto me incentivou, a Layne me disse algo que fez muita diferença nesse momento turbulento.

Eu estava louca para terminar a faculdade, pois não poderia me comprometer por mais um semestre financeiramente, então cometi a loucura (já que tinha um período de vantagem por ter vindo transferida) de fazer o TCC junto com o penúltimo semestre, já que o último era somente dedicado ao trabalho de conclusão de curso.

Foi quando eu desesperada fui conversar com a professora Layne sobre minha intenção de fazer tudo num único semestre, ela disse: Se você tiver disciplina é perfeitamente possível sim! Boa sorte!

Obrigada a todos que me apoiaram, pois na verdade não fazemos nada nesse mundo de fato sozinhos. Tem sempre alguém apoiando de alguma maneira.

Tive uma grande decepção nos últimos períodos da faculdade, com pessoas que se diziam amigas e até com um rapaz que eu estava envolvida na época, mas revendo tudo, muito tempo depois, eu vejo que foi um grande livramento de Deus. Pois existem coisas que Deus tira de nosso caminho, pois certamente não nos traria bem algum.

É preciso estar de olhos atentos e coração agradecido, sempre!

Capítulo 5 – Noites cariocas

Na época que morei no Rio conheci muita gente que promovia a night carioca, então era fácil entrar VIP em vários lugares. Mariuzzin, Nuth, Six, Pampa, etc…

O centro do Rio bombando nos happy hours, um conceito de balada que acaba mais cedo e ajuda a aliviar o estresse do trabalho diário. Geralmente começando às 19h e acabando às 23h.

Mas um dos passeios que mais curtia depois dos happy hours era a “Maratona Odeon”. Cinéfila incorrigível, eu era rata de maratona de filmes na Cinelândia. Toda 1ª sexta-feira de cada mês, acontece até hoje a famosa e esperada maratona no Cine Odeon. São 3 filmes pelo preço de 1. Começando sempre às 23 horas, onde são passados filmes no maravilhoso cinema em estilo barroco com neoclássico, intercalando com música ao som que o DJ da noite preferir e terminando as 6 horas da manhã com o café-da-manhã servido coletivamente.

Outra coisa que fiz muito foi ir ao teatro! Nossa! Não faço mais idéia de quantas peças maravilhosas vi nesse tempo que estive no Rio. Ex-assinante da Star Palco, sempre tinha uma peça boa passando. Foi um período muito rico culturalmente. Fora as exposições maravilhosas do CCBB na 1º de março. Lá eu vi: “América Pré-Colombiana”, “Aleijadinho”, “ Yves Saint Laurent” e outras…

Dizem que São Paulo é o berço cultural do país, sinceramente não sei não viu. O Rio pulsa cultura também!

O bairro da Lapa no Rio é multicultural. Sempre convidativa e democrática, recebe pessoas de todos os gostos e gêneros.

Fui apresentada por minha prima Meri a um grupo de peruanos que promovem a “Noite Latina”! Com muita salsa e alegria. Um povo muito acolhedor e divertidíssimo! Estão sempre na Lapa e na Casa de Espanha.

Sem falar que em qualquer “Amarelinho” um boteco famoso, é sempre fácil armar a pré-night ou fazer a night ali mesmo. Pois o clima acolhedor e despojado do carioca, faz com que tudo seja mais simples para se divertir. Um barato! Tenho saudades dessa descontração despretensiosa.

Capítulo 6 – Pós-graduação, estudos em geral

Uma constatação importante a respeito do Rio de Janeiro é que os estudos universitários, pós-graduações e MBA´s são mais acessíveis em termos financeiros em comparação com SAMPA.

Enquanto moradia, tanto para alugar ou comprar, é mais caro que na capital paulista, para estudar é incrivelmente mais acessível.

Depois da faculdade concluída, engatei um curso de pós-graduação em marketing que deu uma guinada no meu olhar sobre o futuro.

Embora eu tenha amado o curso de jornalismo e vivi intensamente todo o possível em matéria de estágios e projetos na faculdade, percebi que a profissão é muito mal remunerada. E que tenho forte inclinação para a área comercial também.

Com a pós em marketing, pude tirar a dúvida se tenho vocação para vendas, estratégias, ou se teria real gosto pela área. E fiquei impressionada com o interesse que me despertou. Só não fiz o MBA na sequência, porque recebi um convite de trabalho para São Paulo, acabei retornando à capital paulista.

Isso tudo me lembra o que me disse uma ex-chefe uma vez (quando eu tinha 22 anos): ”Daniela, você não precisa atuar numa única área, pode agregar valor à medida que fizer vários cursos e tiver maior vivência profissional. Se finalmente descobrir uma nova vocação, nada será perdido”!

Puxa verdade, nenhum conhecimento é perdido. Com o jornalismo aprendi a me comunicar melhor e organizar melhor as idéias, textos, articular melhor as coisas. Com a pós em marketing, percebi que a área comercial é apaixonante e extremamente necessária para o país.

E não para por aí, tem muito curso bacana para complementar nossa vocação, seja ela qual for. Mesmo que ainda não esteja plenamente estabelecida. Mas o importante é saber para onde se deseja ir, para saber se já chegou lá.

Hoje vejo que tenho um lado empreendedor que não consegue morrer. Por isso é necessário nos prepararmos constantemente, pois nunca saberemos quando a oportunidade baterá a nossa porta. Ou atravessará nosso caminho.

Hoje atuo também com negociações, vendas, intermediação. E estou gostando muito e pretendo me especializar na área comercial cada vez mais. Independente do mercado que eu venha a atuar, vejo que esse tino para vendas ou negociações é bem mais complexo e fascinante do que parece.

That´s all folks!

Agradeço a todos que se interessaram por uma parte de minha história e leram até aqui.

Grande abraço e sucesso sempre!

A luta pela vida nem sempre é vantajosa aos fortes ou aos espertos. Mas cedo ou tarde, quem conquista a vitória é aquele que crê plenamente: Eu conseguirei”! – Napoleon Hill

Daniela Duarte – junho de 2011

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Eu e o artista chileno que simplesmente transformou uma simples escadaria na Famosa ESCADARIA DA LAPA! Salve SELARÓN! – (in memoriam)

ENTREVISTA COM LUIZ ANTONIO MELLO

22/03/2020 às 11h41

Produtor musical, jornalista e escritor brasileiro e um dos fundadores do projeto “Maldita” da Fluminense FM na década de 80. Luiz Antonio Mello, foi uma figura importantíssima que exerceu um papel político fundamental nos anos 80. Ele montou juntamente com Samuel Wainer Filho, o projeto “Maldita”, da Rádio Fluminense FM.

A Rádio Fluminense FM (A Maldita), foi porta de entrada do rock brasileiro nos anos 80 e revolucionou toda uma geração. Quando a rádio surgiu em 81, deu voz a uma juventude e investiu no novo. No que se refere aos artistas do Brasil, a rádio participou ativamente no surgimento dessas bandas de rock nos anos 80.  Vamos relembrar essa interessantíssima entrevista concedida a mim no PROJETO “MILITANTES DO ROCK”!

Luiz estamos abrindo uma discussão sobre bandas que tem um engajamento político (ou o tiveram no passado) em especial essas bandas dos anos 80. O que você pode nos contar sobre o surgimento e trajetória dessas bandas aqui no Brasil?

Luiz Antonio Mello: Bom é o seguinte, realmente o engajamento político foi conseqüência de um fator muito importante que foi a abertura política do Brasil como um todo. Em 79 nós tivemos a anistia, ela não só trouxe de volta as cabeças brilhantes que o Brasil tinha colocado pra fora, através da ditadura que foi um episódio hediondo da nossa história , como a ditadura, também confinou toda manifestação artística e cultural aos porões. Quer dizer, as pessoas faziam clandestinamente com medo de uma prisão e tortura enfim, tudo aquilo de lamentável de aconteceu. Eu acho que nesse primeiro momento dos anos 80 aconteceu foi um desabafo coletivo em todos os setores culturais e especialmente o rock brasileiro. Porque o rock não respira, ele é uma manifestação não só musical, mas a partir dos anos 60 se transformou numa manifestação política muito forte, e ele não respira sob censura, não consegue sobreviver. Ainda mais sob uma ditadura cruel que foi a nossa. Então eu atribuo a esse episódio da abertura política, não só o surgimento do rock, mas o próprio surgimento da maldita. Que não seria possível se nós estivéssemos em um regime fechado. Se fosse em 75 por exemplo, a maldita não iria pro ar de jeito nenhum. Se fosse em 78, estaria “pirigando” também. Então foi a consolidação da abertura política, que resultou numa rádio, que resultou também em que as bandas saíssem de suas garagens e fossem pras ruas.

Quem são as bandas que você classificaria como as que realmente tiveram um papel importante nessa esfera de engajamento? E existiram outras que se utilizaram dessa imagem como mero marketing?

Luiz Antonio Mello: Bom, eu acho que a banda mais forte nessa configuração política. Foi sem dúvida nenhuma Legião Urbana. Porque apesar do Renato Russo não se preocupar objetivamente com letras políticas, ele entrou com o primeiro demo-tape, com o primeiro disco da legião, ele já vinha com esse trabalho no aborto elétrico. Ele veio botando pra fora toda essa questão das liberdades individuais dos jovens. Você tem “geração coca-cola”, que é uma crítica muito forte. Depois ele veio com o “veraneio vascaína”, que na verdade é a cor, todo mundo sabe, de alguns camburões em algumas cidades, que é preto, branco e vermelho. Daí o nome “veraneio” que na época o carro veraneio que era o carro que se usava na época. E o Paralamas parece que não, mas tem um embasamento político sutil, muito mais sutil que o legião. O lobão também, colocou pra fora suas garras, depois que ele foi, como todo mundo, libertado das jaulas da censura. Muitas bandas agiram com honestidade e outros que naturalmente entraram no modismo, mas aquilo ali, as pessoas, os ouvintes percebiam que era marketing, que era jogada. Falar por falar entendeu, não tinha um falar por dizer, digamos assim. Não diziam nada só falavam, então as pessoas percebem que houve ali um aproveitamento, uma forma de capitalizar “marketeiramente” a questão da abertura política.

Abrindo um pouco o leque da discussão, Bob Dylan é geralmente citado, como um dos precursores dessa transformação no rock, dando uma cara mais politizada com letras de protesto e contestação. Mas alguns o reduzem a um músico de política da esquerda, chamando-o de “pacifista” e “revolucionário”. Qual sua visão sobre Dylan?

Luiz Antonio Mello: Bob Dylan é um gênio que conseguiu catalisar em torno dele de uma maneira muito forte, toda a movimentação folk radical de esquerda, no final dos anos 50 e início dos anos 60. Ele tinha como ídolo Woody Guthrie, que era um cantor folk que ele admirava. E a folk music que Dylan abordou era a folk music de critica social extremamente forte. Mas aí teve uma questão. Durante os anos 60 participou da “Marcha sobre Washington”, ao lado da Joan Baez, onde ele cantou inclusive e Martin Luther King esteve presente. Mais do que um pacifista ele era ligado, muito ligado as causas de justiça.

Eu li o livro dele “crônicas” volume 1, não sei se vai sair o volume 2 e depois vai sair o volume 3. A previsão era sair 3 volumes. Onde ele narra com muita sinceridade essa fase dele, essa fase especialmente onde ele largou a questão da militância política na música, temendo ser assassinado. Porque certamente deve ter acontecido ameaças e Bob Dylan nesse período rompe, antes dos anos 70, ele rompe com o engajamento político na música e parte pra canções mais filosóficas e até assim, canções românticas. O que provoca a ira de outras pessoas e da própria Joan Baez, que chamou ele de oportunista, que ele traiu o movimento. Hoje com mais calma, você percebe que ele salvou a própria vida, segundo o que ele estava imaginando o que aconteceria com ele. Eu tenho impressão que as mortes de Martin Luther king e do Robert Kennedy chocaram profundamente o Bob Dylan e levaram ele a um estado de pavor com relação a isso. Mesmo porque, ele não ficou só como um militante e foi considerado um messias político de todo aquele movimento. As pessoas iam pra porta da casa dele ele conta no livro, e pediam um posicionamento e diziam “sai Dylan”, “vamos pra passeata Dylan”. E ele fala “eu não agüentava mais aquilo tudo”. Eu entendo perfeitamente Bob Dylan, porque é um direito dele ter medo daquilo que já tinha matado tanta gente, matou Kennedy, matou Martin Luther King, matou Robert Kennedy. E vai continuar matando. Tem uma célula americana que está na alma americana, matar as pessoas que pensam diferente e pensam de forma mais democrática e especialmente de forma radical.

Luiz, falando um pouco sobre a Fluminense FM dos anos 80, numa época em que não havia internet e o acesso à informação era tão restrito, a fluminense criou uma nova cultura. Atendendo inclusive uma demanda da juventude roqueira que não tinha voz. Como vocês buscavam sempre pelo novo, como isso era feito na prática?

Luiz Antonio Mello: Na prática era o seguinte, nós abrimos a rádio pra fitas cassete, quer dizer, as bandas nacionais podiam levar suas fitas cassetes e quando eram aprovadas elas entravam no ar. Isso ai foi uma maneira de nós termos acervo de rock nacional que não existia na época. Não existia que eu digo, por causa daquilo que eu falei no início, por causa da ditadura e da censura. E também produtores como o Maurício Valadares que trazia as novidades de fora do Brasil, especialmente da Inglaterra, que eram selos de bandas e tal. Vinham acontecendo quando a fluminense entrou no ar e estavam no fim o movimento. No fim que eu digo, o Sex Pistols por exemplo, e o movimento punk estava mudando de feições. Gerando outros sub movimentos também na linha punk e também dançante, então essas novidades vinham de fora. E muito ouvinte levava discos raros lá na rádio, recém- lançados e tal. Ouvintes que viajavam e colaboravam com a rádio que eles amavam que eles gostavam muito, que era a fluminense fm. Então o que aconteceu, você tinha ai um grande conluio de ouvintes, com produtores e a gente mesmo com o nosso material pessoal. E formou então, esse acervo maravilhoso que foi o acervo dessa primeira leva da Fluminense FM.

Uma das bandas que surgiram na época foi o ultraje a rigor, tema do programa de hoje. Os meninos do ultraje na época de formação e ao longo da trajetória, sempre se utilizaram do bom humor mesclado as letras de contestação e tiveram várias músicas censuradas inclusive. A censura pegava pesado com diversas bandas, que simplesmente não podiam ser executadas. Como era essa história?

Luiz Antonio Mello: Pois é, a censura pegou pesado com eles, pegou pesado com o Léo Jaime, com a banda do Léo Jaime, “Os Miquinhos”. Pegou pesado com a própria rádio, nós éramos visitados por pessoas estranhas. Eles alegavam questões técnicas, mas não eram questões técnicas, eles queriam saber o que a gente estava fazendo. A censura foi o último pilar a cair na abertura política. O músico tinha que pegar a música dele, com letra e levar na censura federal. E o censor federal dizia se dava ou não dava para sair. E era um critério completamente pessoal, lá do censor. Se ele estivesse lá aquele dia, naquele plantão. Enfim, era uma coisa muito desagradável. Isso complicou a vida de muita gente, de muitas bandas naquela época. Com o passar do tempo, a censura foi caindo até apodrecer. Apodrecer por burrice, porque a censura sempre foi muito burra. Até de não entender o que estava acontecendo, não entender nada de nada. Apenas entender da própria repressão. Então essas bandas então se libertaram e começaram a viver uma vida normalizada. E não normatizada por esse estado de nervos e esse estado de coisas que se chamava censura.

Quem nasceu nos anos 50 e 60, teve a felicidade de conhecer de perto o trabalho de artistas nascidos na década de 40, como: Eric Clapton, Ian Anderson, Janis Joplin, Pete Towshend, Ozzy etc… Quem são seus favoritos???

Luiz Antonio Mello: Pra começar Beatles, especialmente Paul Mccartney, eu gostou muito dele. O Led Zepellin, The Who. The Who também é uma banda que me influenciou na minha vida pessoalmente. Especialmente o Pete Townshend, que eu considero um filósofo, mais do que um compositor e cantor. E bandas atuais, como por exemplo, naquela época né, eu gosto muito do U2. Algumas fases dele, o “Achtung Baby” é um disco que mexe muito comigo entendeu.

Hoje eu estou com o Black Label Society. É uma banda que tenho ouvido com freqüência, o White Stripes, enfim e o Bob Dylan evidentemente que jamais vai envelhecer. Então é exatamente essa questão do envelhecimento, eu procuro ouvir um disco sem ver a data que ele foi gravado, pra não ter essas influências “modernosas”, essa coisa toda. Agora realmente, as minhas três bandas são Beatles, The Who e Led Zepellin.

Quem ainda hoje, dessa moçada nova que surgiu, representa essa vertente do rock engajado politicamente?

Luiz Antonio Mello: Nós estamos numa fase agora, de não engajamento. Pelo menos assim, talvez pelo que eu tenho ouvido de bandas nacionais. O que está acontecendo é um outro tipo de engajamento. É um engajamento ambiental. Eu tenho visto as pessoas com preocupações com relação ao meio ambiente, essa questão toda do aquecimento global. Tem pintado muita coisa nesse sentido, mas o engajamento político mesmo, o último disco fantástico e sensacional, foi o disco no Neil Young. Em que ele pede literalmente no disco o impeachment do presidente George Busch. O disco dele foi lançado há 2 anos atrás. O Neil Young vai morrer político, aliás podia botar ele na minha listinha, disco do Neil Young. Agora, hoje eu sinto preocupações existências, preocupações com relação ao planeta ecologia. Mas o engajamento político apesar da guerra do Iraque essas coisas todas, algumas bandas fizeram alguma coisa, mas não tem mais aquela coisa que aconteceu nos anos 60, todo mundo em cima. Hoje a coisa está mais isolada.

Luiz nossa entrevista vai se encerrando, eu queria te agradecer, pela sua importante participação aqui no “Militantes do Rock”, e aproveitar também a oportunidade para te parabenizar pelo importante projeto que foi a Fluminense FM “Maldita” na década de 80.

Luiz Antonio Mello: Obrigado Daniela, eu fico super honrado em participar de um momento como esse, ainda mais com esse nome “Militantes do Rock”. Eu acho ótimo! Eu sou um deles e acho que vou me eternizar como um militante do rock. E parabéns a você pelo trabalho.

O PROJETO “MILITANTES DO ROCK” e o aúdio dessa entrevista, pode ser ouvido no YOUTUBE, canal DOOLANDIA:  https://www.youtube.com/watch?v=KRhLOx2ew88

ENTREVISTA COM Dr° ROGÉRIO M. RUIZ

20/03/2020 às 08h57

Em momento tão oportuno, conversamos com o médico cardiologista e clínico geral, Dr° Rogério M. Ruiz, para saber um pouco mais sobre sua trajetória e também para recebermos informações mais confiáveis sobre a pandemia do Coronavírus.

Formado pela Universidade de Mogi das Cruzes – SP;

Cardiologista pela RB Sociedade Portuguesa de Beneficencia;

Pós-Graduado em Cardiologia Clínica e Avançada – IES SPaulo;

Pós-Graduado em Clínica Médica e Metabolismo – IES S.Paulo

Gestor Programa de Consultórios Satélites do Grupo Amil Saúde (Unidade CS LAPA1);

Membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia e Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo;

Coordenador do Instituto de Educação em Saúde – IESSP;

Atualização em Diabetes pelo Joslin Diabetes Institute (Harvard Medical School);

Foi professor de Bioética na FTML – S Paulo

Autor do Livro “Acontece cada VIDA na COISA da gente”

Coautor do Livro “O Marketing também veste branco”

Diretor da HD Home Doctor Serviços Médicos Ltda

Dr° Rogério, por sua especialização em cardiologia com pós em cardiologia clínica e avançada e diabetes, podemos dizer que seu público maior nos consultórios, seja a terceira idade? Conte-nos um pouco sobre algumas de suas especialidades?

A maior parte do público que frequenta meu consultório é da terceira idade. Posso estimar em aproximados 60%. O que mais acomete esta população é Hipertensão Arterial em primeiro lugar. Também temos comorbidades, ou sejam doenças que coexistem em um mesmo paciente. Muito frequente a tríade: Hipertensão, Diabetes e Dislipidemia (“colesterol alto”).  Depois temos, em menor expressão, as arritmias, as valvopatias. Correndo por fora temos que registrar uma crescente demanda de pacientes com transtornos de ansiedade, onde os sintomas podem simular as cardiopatias, consequentemente estes pacientes vem ao consultório de cardiologia.

Como esse público tem efetivamente se preparado para se proteger da pandemia do Coronavírus em sua análise? Quais os outros grupos de risco?

Os idosos, cardiopatas, pneumopatas e imunodeprimidos compõem o principal grupo de risco. Entenda-se que o risco não é de se contrair a COVID19. Para este risco todos temos a mesma exposição. Quando se fala em risco cabe ressaltar que é o RISCO DE MÁ EVOLUÇÃO da DOENÇA claro que após sua instalação. Muitos acham e interpretam este risco como sendo de contaminação.

As pessoas, mesmo do grupo de risco, não estão preparadas para proteção. Se quer entendem a real necessidade de proteção. Como mencionei, pensam apenas em proteção da contaminação e não da evolução.

Existe um mito circulando entre as pessoas de que, quem não se encaixa nos grupos de risco, não tem que se preocupar muito. Como isso interfere negativamente para a proliferação e problematização da estrutura no sistema de saúde?

Ocorre que um indivíduo jovem pode não ser uma POTENCIAL VÍTIMA, mas sem dúvida é um REAL TRAFICANTE ao transportar o vírus de um lado para o outro. Como não tem cura ainda, o máximo que podemos fazer é combater a disseminação, e as pessoas as quais você se referiu na pergunta são os impeditivos para tal ação.

Historicamente o mundo já vivenciou muitas epidemias (que é mais regionalizada) e pandemias (em proporções globais) similares? O que as diferencia do que estamos vivendo agora em sua opinião?

A mídia e o excesso de “fake news”. A gripe espanhola, suína, aviária, o surto de ebola… Todos foram graves e fatais, mas não se tinha notícia em tempo real.

A própria PESTE NEGRA em séculos passados dizimou muitos europeus, mas até a informação cruzar continentes ela, como todas estas viroses são meio que autolimitadas.

Hoje morre um chinês e alguém faz selfie antes mesmo de se ter a autópsia confirmando o diagnóstico e isto se espalha. O curioso é que se um japonês morre às 19h nós ficamos sabendo aqui às 7h, ou seja, devido ao fuso horário ficamos sabendo antes dele morrer “morreu hoje às 19h um portador…. “ E aqui ainda é de manhã…

Vivemos na era dos dados. Informações sobre perfis valem mais que dinheiro. Quando você preenche um cupom para ganhar desconto em qualquer coisa, até mesmo remédio, na verdade está trocando informações sobre você mesmo por dinheiro do desconto. Tem gente má intencionada. Empresas lucram, mercados financeiros, políticas públicas, enfim…. Com esses dados em mãos tudo passa a ser passivo de manipulação, e estes dados podem ser usados por exemplo, para se causar terror, pânico ou alivio… Depende da intenção.

Quanto tempo você imagina que ainda temos pela frente até as coisas começarem a se normalizar? É possível fazer essa análise? Pois estamos num país tropical e a maioria dos casos que antecederam a chegada do vírus no Brasil, estão em países com clima diferente.

Para falar a verdade, penso que temos vantagem frente a China, EUA, Itália…. Porque como eles estão vivenciando isso há 3 meses, já estão buscando uma solução, que em breve virá. Pegamos o trem já em andamento. Por que ninguém fala sobre isso? Será que só eu tive essa percepção? Talvez não interesse acabar com o pânico…. Política? Economia? Não saberia mais o que pensar.

Como as pessoas devem efetivamente proceder? Existe uma preocupação real, ou como alguns ainda dizem por aí, se trata também de um pouco de sensacionalismo? Como equilibrar as emoções e o lado racional num momento como esse?

O fato: precisamos conter a disseminação. Medidas básicas são necessárias, mas ao mesmo tempo negligenciadas. Deixar ou tentar não viver essa paranoia. O assunto é grave, mas não é o fim do mundo.

Vai morrer gente? Sim. Mas a mesma classe de pessoas que morreu nas demais epidemias já vividas pela humanidade.  O grupo de risco já abordado na primeira pergunta.

Reparou que nesta não tem relatos de crianças? Elas são vulneráveis ao contágio, mas não morrem…. Quem morre são os fisiologicamente debilitados, quer pela idade ou por condição clínica.

Dr° Rogério, fale-nos um pouco sobre sua trajetória profissional?

Médico, formado em 1996, na sequencia ingressei na Cardiologia pela Benef. Portuguesa S Paulo, fiz vários cursos de especialização e pós-graduação, participo ativamente das sociedades de cardiologia paulista, brasileira, americana e europeia. Inclusive no final deste mês deveria comparecer a Chicago para um congresso americanos e o mesmo também foi, de maneira sensata, suspenso devido a COVID-19.

Trabalho 90% do tempo em consultório privado e 10% com palestras e aulas.

 

A área da saúde exige uma constante atualização. É possível equilibrar bem a vida pessoal e a profissional?

Sim, exige atualização. Temos a nosso favor a internet, porque seria impossível sem ela o acesso a tanta atualização. Diz-se que “Medicina é ciência das verdades transitórias”. Fato… O que foi verdade há 5 anos pode não ser mais hoje.

Na vida pessoal, como gosto de ler e me dou relativamente bem com o mundo digital não tenho tido problemas neste equilíbrio. (Acho…)

Além de médico, o Dr° também tem formação em Teologia. Fale-nos um pouco sobre essa outra trajetória?

Fui criado em meio ao Cristianismo e suas doutrinas. Nasci e vivi com estes conceitos, os quais trago até hoje. Não compactuo com quem pensa que a fé é antagônica a ciência. Vejo que com responsabilidade a ciência nos aproxima da fé.

Uma vez me perguntaram, se como médico, eu acreditava em Deus, céu, inferno, concepção virginal, ressurreição de Cristo e tudo o que envolve o Cristianismo. Imagino que talvez você quisesse perguntar isso, mas foi discreta…. Tudo bem, eu repondo.

Creio sim. Acredito nestes conceitos. Acredito pelo fato de não conseguir entender… se eu conseguisse entender não seria necessário acreditar. Simples assim. Minha relação com o Cristianismo é de crença, de fé, ou como queira: de acreditar.

E quais seus hobbies, paixões, interesses pessoais?

São vários… Motocicleta, música, leitura, comida …. Me interesso por tanta coisa que chego a perder o interesse por outras….

Que mensagem o Dr° gostaria de deixar ao público em geral?

No momento: FIQUEM EM CASA !!!!!!!!!!!!!!

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ENTREVISTA COM ROGER ROCHA MOREIRA, DA BANDA ULTRAJE A RIGOR

18/03/2020 às 14h35

Realizei uma entrevista com o Roger Rocha Moreira, o Roger da Banda Ultraje a Rigor. Essa entrevista é parte de um trabalho de rádio chamado “Militantes do Rock”, idealizado por Daniela Duarte na Faculdade Guimarães na cidade do Rio de Janeiro. Vamos relembrar essa maravilhosa entrevista:

Estamos abrindo uma discussão sobre bandas de rock que militam ou já militaram politicamente através de suas músicas. Chamando a atenção do público para uma realidade que as cerca e não somente com letras que falam do dia- a-dia comum, amor etc. Na sua opinião quem foram os precursores dessa transformação dentro do rock? E o que você acha desse engajamento, ou dessa preocupação em passar uma mensagem, de certa forma, politicamente engajada?

Roger: Acho que aqui no Brasil, foi principalmente o pessoal da mpb primeiro que começou com esse negócio. Na época da ditadura, mandava as mensagens subliminares por causa da censura e a nossa geração cresceu em meio a ditadura mas ainda era provavelmente muito jovem pra entender. Mas tivemos essa influência, então todos nós tínhamos essa preocupação. Quando a gente começou já estava na época da abertura, mas ainda tinha um resquício de ditadura, mas a gente tinha um compromisso em falar sobre o assunto.

A banda “Ultraje a Rigor” é um grande marco no cenário do rock nacional e até hoje está sempre presente na mídia brasileira. Iniciada em meados dos anos 80, em São Paulo. E em 85 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum (em lp) “Nós Vamos Invadir Sua Praia”, que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional. O ultraje se encaixa nesse perfil de bandas com essa preocupação de transformação, ainda que usando o bom humor, esteve sempre presente na trajetória do ultraje?

Roger: A gente não se considera assim só exatamente uma banda política. A gente fala muito sobre comportamento e tal. Sim o bom-humor é uma característica nossa mesmo como pessoa, principalmente o Leôspa, eu e o Maurício e tal. Então não foi assim uma decisão de estilo, a gente era naturalmente bem-humorado. E o humor é uma arma poderosa também pra você ridicularizar, avacalhar e é uma coisa típica do brasileiro. Desde aquelas marchinhas de carnaval que falava mais dessa forma e além dessa capacidade do brasileiro, era uma coisa nossa. A gente vivia dando risada e tirando sarro de tudo, então foi assim que a coisa pintou. E a preocupação política era uma preocupação praticamente de todo mundo, ou você era a favor ou era contra. Por isso acabava refletindo em várias de nossas composições também.

A história do “Ultraje a Rigor” está repleta de cenas envolvendo censura explícita ou disfarçada. Quais foram as piores? A censura ainda é um fantasma hoje ou os tempos realmente mudaram?

Roger: É, recentemente teve até essa discussão de colocar, não era bem uma censura, era um outro nome que não me lembro agora. É a classificação, em programas de tv e tal. Ainda se discute muito isso né. No momento tem uma campanha na Tv que diz que querem que coloque 50% de material brasileiro. Quer dizer, aquela velha mania de tapar o sol com a peneira, ao invés de resolver a causa e só disfarçar o efeito. No comecinho, quando a gente começou a compor, a gente tinha que ir na polícia Federal pra eles aprovarem e normalmente não vinha escrito o motivo da não aprovação. Então a gente deduzia, talvez seja essa palavra aqui que

é meio forte, ou talvez seja isso, aquilo e tentava de novo. Quando a gente foi lançar “inútil” ela foi censurada. Ela já estava gravada, mas ai a gente já estava com a gravadora e o pessoal da gravadora sei lá, conseguiu fazer com que ela fosse aprovada, mas demorou uns 6 meses ainda.

Sem nenhuma alteração?

Roger: Sem nenhuma alteração. Inútil saiu do jeito que é.

Então vamos conferir: “inútil”

https://www.youtube.com/watch?v=qxRRxN5Lx3o

Roger falando um pouco dessas música que foram censuradas na época, elas tiveram outras alterações?

Roger: Outras alterações foi coisinha boba. Assim palavrão coisa assim. Teve também “O Prisioneiro”, foi censurada, ela pode sair no disco mas sem ser executada nas rádios. A gente não pegou um caso como da Blitzz, que tiveram lá duas faixas do disco arranhadas, não sei quem que ficou lá arranhando duas faixas do disco.

Então vamos ouvir agora “O Prisioneiro” que também foi censurada.

https://www.youtube.com/watch?v=16gX5UmyhSE

Roger seguindo a entrevista, todas as músicas que foram censuradas tiveram esse teor de engajamento político?

Roger: Teve música boba tipo “Marilu” sabe, música que a gente não sabia porque tinha sido censurada. Nós acabamos lançando uma versão com algumas frases que a gente achava que pudessem ser. Teve o “hino dos cafajestes” também a gente substituía a frase por uma linha de trombone. Teve o pior caso de todos, nós gravamos uma música com o Tonico e Tinoco, e uma rádio aqui em São Paulo editou a música, tirando a parte do Tonico e Tinoco, por achar que aquilo não fosse rock. Como se a música tivesse uma estrofe rock e a outra não e tal. Quer dizer foi uma censura de estilo, eles mutilaram a música. Quer dizer, a música perdeu o sentido faltando as estrofes que o Tonico e Tinoco cantavam e tal.

Então ficamos com mais uma música censurada na época e com a participação de Tonico e Tinoco: “vamos virar japonês!”

https://www.youtube.com/watch?v=Z15esQTx8rE

E a pergunta que não quer calar: de onde surgiu esse nome tão irreverente pra banda?

Roger: O nome veio mais ou menos sem querer, mas a gente estava procurando um nome que estava indo mais ou menos nessa onda. A gente ainda não compunha quando a gente escolheu o nome, mas a gente já avacalhava bastante. A gente fazia cover, mudava as letras das músicas, tocava elas mais pesadas e tal. Até que então o Leôspa e eu principalmente que ficávamos pensando no nome e tal, eu pensei em ultraje e estava conversando com ele numa festa, e falei o que você acha ultraje e tal. Mas ultraje sozinho era um pouco punk, será que está bom, não está bom. Daí a gente perguntou pro Edgar do ira (Scandurra), na época fazia parte da banda, ele estava meio afastado assim, a gente falou: o que você acha de ultraje? Ele respondeu: ultraje? Que ultraje? Ultraje a rigor? Ai a gente pensou, ai está bacana, porque ultraje a rigor fica um trocadilho, uma coisa meio engraçada como a gente é, e ao mesmo tempo tem essa atitude e tal.

A gente está falando de protesto e músicas, mas precisamos falar sobre essa crescente influência do marketing no mercado fonográfico, que ofusca cada vez mais o prazer e liberdade de se produzir trabalhos mais autorais e criativos.

Roger: Ficou muito descarado, não é que seja uma coisa nova não. Mas a gente, a nossa geração da década de oitenta, foi uma coisa muito idealista assim, que passou por cima disso. Foi uma surpresa pra todo mundo, o pessoal de gravadora e tal. Acho que ainda não tinha um profissionalismo na área, um profissionalismo tão

especializado nessa área e tal. Então o que estava acontecendo na época no rádio, artistas de mpb e uma nova geração surgindo, tocando em barzinhos e funcionando à margem da divulgação e tv, mas funcionando bem. A maioria de nós já tínhamos público, locais pra tocar, já tinha um repertório grande. E tudo isso sozinho, sem nenhum esquema funcionando. E pra época também, os artistas, os grandes medalhões da mpb da época, os discos deles custava cada vez mais caro, porque os discos deles tinha orquestra, gravação em Los Angeles. Enquanto a gente estava quase pagando pra gravar, já tínhamos público, ia a própria banda lá, gravava, não cobrava nada, então aquilo foi ótimo! Então quando começaram a sair os discos, o negócio já estava meio caminho já. Foi uma explosão praticamente sozinha. Aí no meio do caminho, um pessoal começou a fazer esquema, jabás e tal. E de repente os diretores de gravadora, que eram pessoas mais ligadas a música, ou com um pouco mais de idealismo, passaram a ser substituídos por antigos divulgadores, coisas assim, gente mais viciada no esquema, vamos levar isso , vamos dar um prêmio, uma promoção e tal, isso e aquilo. Mais tarde ainda na década de 90, muitos artistas também achando que esse era o caminho. Até hoje mesmo, a gente recebe muita demo, muito link em site. O cara acha que ele faz uma música e aí é só divulgar, fazer uma campanha, fazer isso, fazer aquilo que vai funcionar. E a gente é das antigas, está nessa pela música, pelo idealismo. E você vê que muitas daquelas bandas estão até hoje ai com aquele mesmo propósito.

E como é o Ultraje hoje? Como você descreveria?

Roger: Bom, a gente continua tocando. Sinceramente eu ando um pouco decepcionado com essa virada que deu no mercado né. E ao mesmo tempo animado com outra virada que é a internet, o mp3 essas coisas assim. O está permitindo um plano antigo meu até, mas já estou vendo acontecer no exterior, bom principalmente no exterior e até no Brasil. Artistas dando suas músicas pela internet, porque a maioria de nós ganha mais no Brasil. A vendagem de discos não chega a sustentar o artista, a gente ganha mais de show mesmo. Então se a música é divulgada, claro que ajuda muito a gente já ter sido tocado em rádio, sermos figuras conhecidas, ter ido a tv e tal. Mas a gente cada vez menos vai ter a dependência da gravadora hoje em dia. Antes era uma coisa muito cara gravar um disco e hoje em dia não. Então facilitou esse processo de você lançar a música, ou em mídia mesmo em cd, ou pela internet enfim. Lançar a música sem depender da gravadora.

Está mais democrático não é?

Roger: Está mais democrático, então pode ser que dentro dos próximos anos a gente veja a volta de músicas mais autorais assim.

Na sua opinião, hoje em dia quais são as bandas que representam bem essa vertente do rock engajado politicamente, existem essas bandas mais novas que apesar de falar de comportamento, estejam engajados? Tem uma moçada fazendo isso?

Roger: Tem gente engajada em várias coisas diferentes sei lá. Pouco, menos, bem menos. Me parece que é uma década, agora de 2000, muito mais de vaidade do que de postura política disso ou aquilo. O próprio andamento das coisas, do mundo, a mídia tem muito mais canais de tv, revista, internet. E acabou ficando isso, muita gente que quer ser artista da noite pro dia por nada. Celebridades que são celebridades por serem celebridades, sem um motivo. Tem um bom exemplo o Charlie Brow, o chorão que é um cara que gosta de expressar seus sentimentos, o que ele acha. Tem os autoramas, pode não ser um engajamento político, mas tem um engajamento de estilo enfim, não vejo uma coisa tão focada como foi na nossa época, principalmente talvez, por que não tem a censura, a ditadura. Quer dizer, os políticos continuam como todo mundo sabe roubando adoidado e tal, mas a própria imprensa faz o seu papel de fiscalizar e dedurar e tal. Não tem necessidade de uma resistência absurda assim, um movimento “under-ground” e tal. Mas tem claro, sempre vai ter gente idealista enfim, pode ser pela arte, em letras e tal.

Roger muito obrigada pela sua participação aqui no “Militantes do Rock”, a gente fica por aqui e mais uma vez muito obrigada!

Roger: Obrigada você e foi um prazer falar com você!

Se você desejar ouvir essa entrevista dentro do Programa MILITANTES DO ROCK é só acessar o YOUTUBE e procurar pelo canal DOOLANDIA (https://www.youtube.com/user/doolandia) e o vídeo MILITANTES DO ROCK.

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ENTREVISTA COM KARINE DE SOUSA MOURA

17/03/2020 às 09h57

Conversamos com a Karine de Sousa Moura, profissional da área de saúde, graduada em enfermagem, especializada em Centro Cirúrgico e Central de Material e Esterilização.

Nossa entrevistada tem uma bela trajetória profissional, é enfermeira em centro cirúrgico, enfermeira assistencial e administrativa. Docente em enfermagem, com docência no ensino superior. Acupunturista em formação e com toda sua correria do dia a dia, nos concedeu esta bela entrevista.

Como você descobriu sua vocação na área da saúde? Quantos anos tinha?

Acredito ser um chamado de força maior, sempre brinco com os alunos, “você não escolhe a enfermagem, a enfermagem escolhe você”. Minha mãe diz que desde a primeira infância ela percebia em mim essa inclinação para o cuidar.

Conte-nos um pouco sobre seu início de carreira, dificuldades de conseguir trabalho, estudos e etc:

Minha primeira formação foi como auxiliar de enfermagem em meados do ano 2000, logo após o término do curso me tornei mãe. O principal obstáculo foi a idade e falta de experiência, pois o primeiro emprego foi na área da enfermagem. No mesmo ano que consegui o primeiro emprego iniciei a graduação, e tive que conciliar com trabalho e maternidade, essa foi a maior dificuldade pessoal.

É possível conciliar bem a vida pessoal trabalhando na área da saúde? Existem opções melhores dentro desta área para quem deseja equilibrar melhor o tempo entre o trabalho e a família?

Acredito que o início seja um pouco mais movimentado, o ânimo profissional neste momento está elevado e talvez acabamos por não perceber a sobrecarga e a diminuição dos relacionamentos familiares. Com o tempo ampliamos nosso leque profissional, descobrindo novos horizontes, e tornar possível o equilíbrio entre profissão e família.

Como foi sua trajetória em centro cirúrgico?  Como começou e até onde chegou? Quanto tempo levou para sentir que tinha chegado lá?

Iniciou como circulante de sala, e chegou a enfermeira assistencial e administrativo. A fase de transição não durou muito logo estava na ponta de uma equipe cirúrgica. Experiência fantástica em um setor de alta complexidade que em alguns momentos não se alinhava com a estabilidade humana e o equilíbrio emocional, porém a formação técnica e científica favorecia na administração e resolução de conflitos.

Como você decidiu se tornar docente na área? Conte-nos um pouco como é para você?

Observando as dificuldades no setor de atuação e a falta de capacitação profissional, surgiu um estímulo para contribuir na formação de novos profissionais. O que inicialmente seria uma atribuição paralela logo se transformou em uma paixão e atribuição oficial.

Você se considera uma professora exigente? O que almeja para seus alunos?

Sim, me considero exigente, agradeço a Deus a oportunidade da atuação hospitalar antes da docência, pois foi um período de preparo e acúmulo de experiências profissionais. Devido a essa vivência, acabo cobrando um pouco mais dos meus alunos exigindo o máximo de comprometimento e qualidade. Desejo um futuro brilhante para os meus alunos, com crescimento profissional e pessoal em ascendência.

Você começou muito jovem na área e alcançou uma posição de destaque. Mas gostaria de saber como você gostaria de terminar seus dias na área? Fazendo o que exatamente e onde?

Aos 38 anos ainda não parei de desbravar as várias possibilidades de atuação em enfermagem. Atualmente estou cursando uma pós em acupuntura (estou apaixonada) e penso em terminar meus dias profissionais ministrando aulas e proprietária de um espaço terapêutico.

Falando um pouco sobre atualidade, como você vê a epidemia do Corona vírus por sua experiência em hospitais e tempo de carreira? É realmente preocupante? O que as pessoas devem fazer para se proteger?

Me frustro com as questões culturais de nosso país, pois o momento trata-se de uma pandemia e a situação é realmente preocupante, se parássemos para avaliar com rigor e empatia a situação da Itália, por exemplo, estaríamos assimilando o processo de disseminação com maior seriedade. Claro que o desespero deve ser desencorajado, mas as medidas preventivas deveriam ser mais efetivas entre a população. Tenho conversado com outros profissionais, e observo que a falta de informação causa transtornos e equívocos com relação ao vírus.

Minha recomendação inicial é não banalizar a situação encarando como uma gripe comum, deve-se aumentar a frequência da lavagem das mãos, evitar contato como beijos, abraços e apertos de mão, evitar sair de casa e aglomerações, se possível, realizar seu trabalho em home office. E recomendação principal é o bom senso.

Em suas aulas eu tive o prazer de aprender muitas coisas relacionadas a imunidade e suas consequências. Fale-nos um pouco sobre isso, traçando um paralelo com o lado emocional, condição física e estilo de vida:

Infelizmente se pararmos para refletir e associar qualidade de vida e imunidade, torna-se preocupante. Qual é a nossa realidade? Vivemos para trabalhar e trabalhamos para viver, não equilibramos lazer, atividade física, cultura e alimentação, apertando o botão de STOP apenas quando a própria saúde entra em colapso, a mente deve estar sã para que a engrenagem corporal funcione de fato.

Qual a principal mensagem que você gostaria de deixar para as pessoas, com base em toda a sua vivência, experiência de vida e dedicação ao trabalho, muitas vezes até sacrificando sua qualidade de vida:

Sacrifícios valem a pena, tanto nas realizações profissionais quanto pessoais, obtive muitas vitórias, mas as principais são os meus filhos e tudo que pude proporcionar a eles junto a meu marido. Valeu muito a pena todas as vezes que recebi a gratidão e o reconhecimento dos meus pacientes, e hoje o sucesso dos meus alunos.

Como você vê a área da enfermagem? A classe é unida ou tem algo a melhorar?

A enfermagem está alcançando muitas conquistas e a área é promissora. Infelizmente a falta de união e ética entre os profissionais reduzem a velocidade desse progresso. A conscientização da importância da atividade profissional deve ser entendida e exercida, com técnica, conhecimento, empatia, humanização, união e ética.

Qual o principal recado que você gostaria de deixar aos estudantes da área da enfermagem, sejam eles auxiliares, técnicos ou universitários, que estão buscando um lugar ao sol:

Sejam persistentes, busquem o conhecimento, aprimorem-se, moldem-se, dediquem-se, assumam postura técnica que a oportunidade vem.

Deixe um depoimento livre que gostaria de deixar registrado:

Gostaria de agradecer a oportunidade e o carinho que me foi dedicado! A enfermagem é uma profissão extremamente necessária cuja funções não poderão ser substituídas por máquinas, pois cuidados dependem do toque, da sensibilidade humana e da empatia pela dor do outro. Agradeço principalmente a Deus por ter me capacitado e aos meus pais por terem me apoiado! Gratidão

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ENTREVISTA COM IVAN DE SOUZA CRUZ, SEMPRE ATUAL! RELEMBRE…

06/03/2020 às 15h06

Entrevista realizada no ano de 2008 – Relembre…

Bacharel em cinema pela Universidade Federal Fluminense, após a formação se especializou em assistência de direção tendo trabalhado desde então em longas-metragens, curtas, comerciais e séries para a tv.

Como é fazer cinema no Rio? O cenário é mais propício, ou isso é fantasia?

Fazer cinema em qualquer lugar do Brasil é difícil, mas aqui no Rio você tem a facilidade de estar em um dos poucos polos de produção desse país. Em São Paulo se encontram as maiores produtoras de comerciais e no Rio estão as maiores produtoras de cinema. Entretanto é aqui no Rio que a maioria dos filmes e comerciais são rodados. O Rio é procurado por sua beleza não só pelas produções brasileiras, mas também por muitas estrangeiras.

De que projetos você já participou?

Eu trabalhei nos longas “Apolônio Brasil” de Hugo Carvana, “Quase Dois Irmãos” de Lucia Murat e “Chatô” de Guilherme Fontes entre outros trabalhos.

De que forma um profissional de cinema pode atuar hoje nesse mercado tão restrito?

Ele não pode ficar restrito a apenas uma mídia, tem que estar preparado para trabalhar com cinema, comerciais, vídeos etc. O mercado realmente é muito restrito e o profissional de cinema tem que estar sempre atualizado com o que está acontecendo no mercado, cultivar uma rede de conhecimento pessoal muito extensa, já que é muito difícil você entrar em uma produção sem ser indicado por alguém, e estar pronto para levar uma vida sem horários ou estabilidade.

Como é seu trabalho no dia-a-dia?

Como em todas as profissões ligadas ao cinema o dia-a-dia é bastante pesado. Em cinema você trabalha 12 horas por dia 6 dias por semana tendo apenas uma folga. O assistente de direção é responsável pela logística das filmagens, pela a circulação das informações no set, pelo elenco e pelo andamento do set. Você tem que lidar com bastante pressão. Essa é uma tônica de todas as profissões ligadas a produção de cinema já que o filme é um produto feito realmente em equipe e cada equipe tem uma responsabilidade muito grande.

Como foi a escolha de sua profissão, ela reflete hoje a idéia que você idealizou ou imaginava no início?

Durante meu período universitário participei de vários curtas e a assistência de direção surgiu naturalmente. A assistência de direção te dá uma visão geral da produção e do funcionamento de todos os departamentos. Quando entrei na Universidade eu não tinha idéia do processo de fazer um filme, eu só pensava no filme em si. Depois eu descobri como esse processo é rico, intenso, como ele pode te tirar do sério e fazer você se apaixonar.

Quem são os bons profissionais de cinema hoje? Qual a origem deles?

Os bons profissionais são aqueles que aliam o cuidado técnico com a busca de uma qualidade artística. O filme é um produto de uma indústria, mas também é uma forma de arte poderosa. Essa dualidade tem que ser equacionada. Até pouco tempo não existiam faculdades de cinema e o Brasil produziu grandes filmes e grandes diretores. Hoje você vê cada vez mais pessoas entrando no mercado vindo de faculdades de cinema. Isso é bom porque você começa a criar um profissional que não é apenas um técnico, mas um profissional que tem uma visão mais abrangente.

Que atitudes ajudam ao profissional fazer e manter um bom networking? Como é o processo de correr atrás de patrocínio para um projeto?

Você deve sempre estar atento aos eventos ligados à sua área, nos filmes que irão começar a ser produzidos, além de cultivar e ampliar os contatos feitos durante seus trabalhos anteriores. Uma rede de contatos ampla é a garantia de trabalho. O contato pessoal é muito importante já que esse mercado funciona através de indicações. O financiamento para a produção de cinema hoje no Brasil vem basicamente de incentivos públicos, já que historicamente não conseguimos implementar uma verdadeira indústria em nosso país. O processo é muito difícil e demorado, exigindo muita paciência e perseverança. Instituições governamentais tais como Petrobrás, BNDES e o Ministério da Cultura abrem, todo o ano, editais de fomento à produção cinematográfica. Além disso, através de renuncias fiscais as empresas privadas podem investir em projetos cinematográficos. Conhecer esses mecanismos e as pessoas que estão à frente desse processo é um dever de quem quer captar verbas.

Como você percebe o cenário brasileiro e mundial do que é produzido atualmente?

No Brasil vemos uma renovação de cineastas, com pessoas jovens começando a despontar no cenário cinematográfico. Com isso novos temas e novas propostas estéticas começam a surgir. Entretanto o espaço de exibição ainda está dominado pelos filmes estrangeiros, principalmente os americanos. No cenário mundial vemos uma estagnação de idéias e propostas estéticas. Depois do ciclo criativo das décadas de 60 e 70 o cinema foi dominado exclusivamente pela lógica de mercado e a ousadia estética e de conteúdo foi trocada pela segurança de fórmulas testadas e usadas à exaustão. São poucas as cinematografias que fogem desta lógica.

A índia é um dos maiores produtores de cinema no mundo, pelo menos no quesito quantidade. Por que esses filmes nunca chegam ao ocidente de forma expressiva? Existe uma hegemonia? Como funciona isso?

A Índia é um caso interessante. Com uma cultura própria muito forte o público indiano nunca se viu representado pelas cinematografias estrangeiras, rejeitando esses filmes. Isso proporcionou o cenário ideal para a construção de sua indústria. No ocidente realmente existe uma hegemonia do cinema americano. Essa hegemonia foi construída e é mantida através de uma política comercial muito agressiva. Os EUA foram os primeiros a perceber o poder do cinema, tanto como mercado comercial, quanto como veículo de dominação cultural. O Governo americano vê o cinema como uma indústria estratégica. O cinema é o embaixador da cultura, das idéias e dos produtos americanos. Os EUA pressionam governos e indústrias, sempre tentando impedir que sua hegemonia seja ameaçada.

Que dicas você daria a um jovem estudante que está muito interessado em fazer cinema hoje?

Esse jovem não pode ficar esperando que as coisas aconteçam. Ele tem que estudar bastante, aproveitar todas as chances para produzir projetos próprios e procurar conhecer o máximo de pessoas da área para começar a construir sua network. O talento e a sorte farão o resto.

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INFÂNCIA E CULTURA

03/03/2020 às 08h41

No último dia 19 estive com meu filho numa exposição muito aguardada na cidade de São Paulo: Egito Antigo.

O CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) inaugurou em fevereiro de 2020 essa incrível exposição que está viajando pelo Brasil.

Já esteve em outras capitais como o Rio de Janeiro e agora se encontra na capital paulista.

Meu filho de 6 anos estava ansioso por visitar desde o ano passado! É apaixonado por exposições de arte e cultura e particularmente por histórias do Egito.

A exposição conta com um acervo de tirar o fôlego. Desde pedras encrustadas, sarcófagos, múmias de animais e de humanos.  Está na lista das mais aguardadas e visitadas do ano. Dividida em 4 andares muito bem montados para o público poder imergir nessa cultura milenar.

Eu costumo levar meu filho a várias exposições.  No início era apenas um passeio diferente.  Mas ao longo dos anos, notei que ele se interessa muito por conhecer esses locais tão ricos de novidade e conhecimento.

Desde exposições de arte de anônimos, até outras mais renomadas como a de Leonardo da Vinci, tenho notado uma onda crescente, mas ainda tímida de pais que levam seus filhos a esses lugares.

E é incrível como as crianças reagem de maneira positiva e interessada quando inseridas nesse contexto.

Você pode até inventar desculpas como falta de dinheiro ou falta de tempo. Mas a maior parte dessas exposições são bem acessíveis de valor ou até mesmo gratuitas. E quanto a falta de tempo?   Não vejo as praças de alimentação e os parques de Shopping Centers vazios (risos).

Pode ser uma questão de falta de costume ou de conhecimento.  Mas acredite, as crianças ficam apaixonadas e acabam desejando visitar cada vez mais esses lugares “mágicos”.

Convide seus pequenos para visitar a próxima exposição pertinho de você.  E veja aos poucos o encantamento por cultura e arte surgir em seu ser!

Abraços fraternos e até a próxima.

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O 4º PODER

01/03/2020 às 23h50

O 4º poder, criado de uma genuína necessidade de fiscalização dos outros três que o antecedem, a saber: executivo, legislativo e judiciário; agora coloca em xeque sua legitimidade. Mais especificamente, o jornalismo, têm manchado seu papel de defesa e informação ao cidadão comum, nas águas não tão nobres da publicidade. Verdade seja dita, jornalistas e publicitários já travaram boas brigas no passado, em nome da moral ética (jornalistas) versus a necessidade de bancar as contas do veículo (publicidade) por meio de seus anunciantes.

Mas o que era mera briga pontual, passou de algo visível para um campo bem mais perigoso e velado; onde uma revista muito conhecida e lida ataca constantemente o atual governo e sempre “dá capa” (desfavorável ao mesmo) não mais em nome da notícia, verdade ou coisa do tipo; mas por algo talvez inacessível ao cidadão comum, o real motivo (divulgam vozes do meio jornalístico em “off”) se tratar de um conflito de interesses, entre os principais anunciantes deste veículo e o governo. Ou seja, produz-se em série, várias reportagens que são lidas e tidas como confiáveis, por um veículo (revista) de tão grande visibilidade nacional. Mensagens viciadas e altamente tendenciosas, fazendo um alarde e formando opinião, não mais em nome daquilo que o jornalismo se propõe a fazer, mas por uma questão de interesses econômicos e privados. Quebrou-se a linha que separava uma coisa da outra. E a ética vai para o espaço.

Mas ainda assim, temos alguns representantes da classe que não se dobram a essa realidade tão penosa. Jornalistas sérios que mesmo trabalhando no meio onde essa prática é notória, ainda assim fazem a diferença. São éticos e produzem textos diferenciados de caráter sério e informativo, e não tendenciosos, dando ao leitor o direito de concluir por si o que melhor lhe aprouver. Inclusive com versões variadas de uma mesma “história”.

É muito bom verificar através de jornais diversos (porém raros) e algumas revistas, uma mesma notícia sendo escrita de forma mais ética e profissional.

Preste atenção ao que andas lendo…

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