Revista Statto

MITOS E VERDADES SOBRE OS MUÇULMANOS

27/08/2020 às 16h14

ESTADO ISLÂMICO X ISLÃ

Há muita gente que confunde o Estado Islâmico com o Islã (islamismo), que é a religião praticada pelos muçulmanos. São coisas totalmente diferentes. Estado Islâmico é uma linha extremada considerada terrorista pelos próprios muçulmanos (Islã), se trata de um grupo fundamentalista insurgente paramilitar.

Você sabia que muçulmanos de diversas partes do mundo protestaram contra os ataques realizados contra Paris que chocaram o mundo?

Eles usaram diferentes hashtags para mostrar aversão à linha extremada (Isis = Estado Islâmico), subiram palavras-chaves nas redes sociais que diziam “Não em Meu Nome”, “Estado Islâmico Não É o Islã”, “Terrorismo Não Tem Religião” e “Muçulmanos Não São Terroristas”, e também saíram pelas ruas do mundo afora numa mobilização em que eles se referiam aos ataques como sendo criminosos e praticados por terroristas.

 

Pois é! Sabia disso? Tem mais.

Muçulmanos são monoteístas, seu profeta é Maomé, que teria recebido as revelações do Arcanjo Gabriel. Também creem em Deus, por eles chamado de Alá.

Muçulmanos podem ter até quatro esposas. O “Alcorão” (a “bíblia do Islã”) diz que o homem pode se casar com até quatro mulheres, contanto que ele consiga dar atenção e boas condições igualmente a cada uma delas.

Sobre o casamento com várias esposas, há quem diga que é promiscuidade, outros aceitam. Pelas leis do Brasil, a bigamia é ilegal, pois a premissa do casamento pautado nos costumes da sociedade brasileira é a família monogâmica. Assim a bigamia se configura, portanto, como crime.

Há arranjos por aí, uns dão certo, outros não, mas as pessoas tocam a vida como acham que seja melhor para elas. Aí não cabe aos outros julgarem o estilo de vida adotado pelas pessoas envolvidas naquilo que elas mesmas concordaram. Diferenças existem e devem ser respeitadas. Mas há limite? Vamos seguir adiante, tire suas próprias conclusões e deixe seu comentário. Você acredita que consegue tolerar as diferenças e/ou que há um caminho para isso? Comente.

O que para os cristãos e para outras religiões torna-se muito difícil de respeitar/aceitar nos muçulmanos é a permissão de casamentos de homens com idade avançada (muitas vezes idosos já) com meninas novíssimas. Há notícias de casamento de senhores com idade bem avançada com crianças de 9 anos. Sobre isso, há inclusive uma foto que circula pelas redes sociais de uma fila de homens maduros de mãos dadas com menininhas preparadas para o casamento, o que chocou os internautas. Aliás, há notícias de que para os muçulmanos o casamento com criancinhas é uma espécie de comércio em que levam as menininhas para locais específicos e abusam delas de todas as maneiras mais cruéis e inimagináveis, e depois as jogam de volta para a sociedade como lixo, pois elas não valem mais nada.

Embora o casamento infantil seja uma triste realidade, há muitos mitos circulando pela internet que fazem aumentar o ranço contra os muçulmanos. Um caso é o dessa foto citada acima. Menininhas estariam numa fila de mãos dados com homens adultos. Segundo o site Checamos, trata-se de um maldoso caso de fake news.

Também circulam muito notícias sobre espancamento e linchamento de mulheres pelos atos mais questionáveis, assim como se noticiam muitos casos de estupro e que mulheres/ crianças são violadas e ao mesmo tempo punidas por terem causado tal situação.

Para elucidar algumas questões, a Heloisa de Carvalho, autora do livro “Meu pai, o guru do presidente – a face ainda oculta de Olavo de Carvalho”, concordou em contar um pouco da sua vivência com muçulmanos.

Heloisa é filha de Olavo de Carvalho e narra que seu pai é muçulmano e já foi casado com três mulheres ao mesmo tempo. Olavo era chefe de um grupo de tariqa islâmica, no qual promovia a religião. Não apenas era seguidor, mas era também o mentor de uma seita.

Heloisa, mulher pode se casar com quatro homens?

Não, a poligamia somente é permitida para os homens.

É verdade que homens podem se casar com menores e praticar sexo com crianças (de 9 anos)?

Sim, mas a questão da idade mínima para o casamento islâmico muda de acordo com cada país islâmico; em média, na grande maioria dos países islâmicos, a idade mínima é 16 anos.

O que é país islâmico? Muçulmanos respeitam a cultura de outro país?

São países, ou melhor, Estados confessionais que têm uma religião oficial. No Brasil, por exemplo, o Estado é laico, não tem religião oficial. Eu sempre convivi com muçulmanos da região de comércio em São Paulo, nunca tive nenhum problema, tenho amigos muçulmanos que sempre respeitaram a minha opção religiosa. Quando estive na Espanha, vi alguns muçulmanos em lojas e nas ruas, e não notei qualquer tratamento diferenciado no sentido de desrespeito deles para com as outras religiões.

Você acredita que se omitir diante de um abuso sexual tem a ver com o conjunto de crenças islâmicas?

Não acredito, pois no islamismo o abuso sexual acarreta pena de morte para o abusador e seus cúmplices.

É permitido aos homens muçulmanos castigarem suas esposas com agressão física e/ou qualquer outra mulher que não seja sua esposa?

Não é permitido castigo físico, mas a violência contra a mulher existe em todas as sociedades, seja ela física ou psicológica. Em países radicais que são islâmicos há violência contra a mulher, mas não é característica da religião. Ou então teria que se afirmar que nos EUA a violência é permitida pela religião… e isso não é verdade.

Você acredita ser possível respeitar as diferenças entre cristãos e muçulmanos? Acredita que há um caminho para isso?

Eu acredito que as pessoas devem ser livres para escolher sua religião ou mesmo serem ateias. Acredito que a harmonia entre as religiões deve existir, sim, o próprio papa prega e defende essa harmonia. Infelizmente o radicalismo católico de certos grupos que se equiparam a seita não aceita essa harmonia e propaga a islamofobia, comportamento que eu combato e abomino.

Heloisa, em seu livro você fala bastante sobre a questão de Olavo de Carvalho e o islamismo. Você não acha que passa a impressão de ser intolerante com os muçulmanos ou com o islamismo?

Primeiramente, eu falo sobre essa relação do Olavo de Carvalho com o islamismo por ele ter sido muçulmano, por ter sido ajudado pela comunidade islâmica e por hoje ser um islamofóbico. Olavo tem dois filhos muçulmanos, duas noras e quatro netas islâmicas. Acredito que se ele ama essas pessoas, deveria respeitar a opção religiosa delas. Mas não, desrespeita, ofende e ainda fala atrocidades sobre os povos muçulmanos. Nunca devemos generalizar, pois como já foi explicado aqui, o Estado Islâmico é bem diferente do que é ser um muçulmano. Quem convive comigo sabe que eu não sou intolerante religiosa, tenho amigos de todas as religiões e amigos ateus também, a religião ou a falta dela não torna a pessoa má, o que torna a pessoa má é o fanatismo cego, sempre acreditando que só determinada religião é boa e presta. É o fanatismo que torna a pessoa intolerante com a religião do outro.

Desde as grandes manifestações políticas e grandes adventos, como a Lava-Jato, as discussões ficaram muito polarizadas e acaloradas, como se todas as questões se resumissem a “direita vs. esquerda”, quando, por vezes, os assuntos são bem mais complexos ou bem mais simples. Mas não é de hoje que sabemos que a religião é usada em tramas políticas em que o pano de fundo é quase sempre de caráter econômico. Por isso, foram feitas perguntas a outros dois ativistas do Espírito Santo, Yngrid Pinto e Gustavo Peixoto, com viés político diferente, para nos explicarem seu entendimento acerca do assunto.

A notável feminista Yngrid Pinto, da região de Serra/ES, responde a um paradoxo ideológico. Feminismo é considerado uma prática da esquerda política e a esquerda tem como bandeira o combate à intolerância religiosa e o respeito da sua prática. Não raro, as feministas são questionadas sobre onde estão quando o assunto é agressão contra as mulheres entre os muçulmanos. Perguntamos à ativista Yngrid como ela encara essa questão.

Yngrid, como você vê o islamismo?

O regime do islã, além de cunho político-religioso, é autoritário em relação aos direitos sociais da mulher. É preciso combater a retirada desses direitos. Entretanto, gostaria de esclarecer que, na minha visão, o feminismo não é uma prática exclusiva da esquerda e sim cultural. Na hora que a mulher precisa de pensão alimentícia para seu filho ou tomar providências contra agressão, não vejo nenhuma mulher dizer “sou direita, não vou fazer”, nem vi nenhuma mulher recusar aumento de salário porque é da direita. Então não é correto afirmar que feminismo é esquerda, conforme vem sendo erroneamente propagado para nos dividir, para conquistar, mas é, sim, um desdobramento natural da evolução humana.

Como as feministas enxergam o casamento entre crianças muçulmanas e senhores de idade bem avançada? Como você encara?

É especialmente problemática a tentativa dos fundamentalistas de controlar a reprodução, a sexualidade e o corpo da mulher. Deve ser repudiado com veemência.

Como as feministas enxergam as agressões de homens muçulmanos contra as mulheres? Como você encara?

Agressões contra mulheres devem ser combatidas e repudiadas em qualquer lugar do globo. Infelizmente, mulheres muçulmanas não possuem a quem recorrer. O Estado promove reformas que são calculadas, lentas e inconsistentes. Manda a lei do “Alcorão”, em que as mulheres devem ser submissas e jamais abandonar seu lar. Isso cria uma cultura de abusos, que pouco é combatida.

Você acredita ser possível respeitar as diferenças com relação aos muçulmanos ou acredita que há um caminho para isso?

Obviamente há caminhos para promover os direitos das mulheres muçulmanas. Nem sempre foi assim. Até 1979, as mulheres dessas regiões usufruíram de sua liberdade e poder de voz. Portanto, há, sim, caminhos para que essas mulheres se “modernizem” sem perder sua integridade cultural.

O ano de 1979 se refere à revolução islâmica, na qual as mulheres começaram a ser questionadas sobre o cabelo e o que vestiam. Em 1980, autoridades muçulmanas impuseram o código de vestimenta obrigatório.

Outro entrevistado: Dr° Gustavo Peixoto, cirurgião pioneiro na realização de transplante hepático e referência em cirurgia bariátrica no Espírito Santo. Ficou ainda mais famoso por ser também ativista político liberal bem presente e atuante nas manifestações. Gustavo também atravessa um paradoxo ideológico e, portanto, muito questionado, pois o liberalismo é avesso à intervenção estatal, e religião e liberdade são assuntos polêmicos até mesmo entre os liberais.

Dr. Gustavo, como você vê o islamismo?

O islamismo é uma das principais religiões do mundo, a crença no Deus Alá deve ser respeitada, assim como exigimos respeito ao cristianismo.

Como os liberais encaram o casamento de crianças muçulmanas e senhores de idade bem avançada? O Estado deve intervir ou existe alguma outra maneira de lidar com a questão? Como você encara?

O casamento de crianças deve ser repudiado e combatido, independentemente de religião. Lugar de criança, seja cristã, muçulmana ou ateia, é na escola. E a criança deve curtir esse desenvolvimento da infância e adolescência. Não acredito no Estado como “um ser”; penso que uma sociedade devidamente representada em instituições fortes deve combater absurdos, como o casamento de crianças. A percepção de que se trata de uma anomalia biológica e social deve ultrapassar qualquer segmentação religiosa. Isso esbarra em questões culturais locais e daí a importância da atuação de organismos internacionais, como a Unicef e outros.

Como os liberais encaram as agressões de homens muçulmanos contra as mulheres? Como você encara? O que pode ser feito?

Agressões de homens contra mulheres não são exclusividade dos muçulmanos. Talvez o que nos deixa chocados é que em algumas comunidades a violência é mais explícita e as vítimas não têm a quem recorrer. No Brasil, país que se diz laico, mas tem a maioria da população cristã, o índice de homicídios de mulheres é superior a 4/100 mil (4 por 100 mil), sendo mais frequente em negras. De forma surpreendente, o número de homicídios de mulheres DENTRO DE CASA é superior ao número de mortes de mulheres fora da residência, ou seja, a cultura da violência contra a mulher está fortemente presente em nosso meio. O estado do Espírito Santo tem posição de destaque negativo no ranking de violência contra a mulher, estando entre os estados mais violentos do país. Isso é uma vergonha gigante para nós! O principal mecanismo de combate à violência contra a mulher é a punição exemplar dos envolvidos. A impunidade é o maior combustível ao aumento desses crimes.

Você acredita ser possível respeitar as diferenças com relação aos muçulmanos ou acredita que há um caminho para isso?

Sim, claro, respeitar as diferenças faz parte de nosso desenvolvimento civilizatório. Num mundo globalizado, com informação em abundância, a luta pela conquista das liberdades individuais será uma luta da humanidade. Como liberal, acredito que cada um deve ter suas crenças e religião respeitadas, obviamente preservando os direitos fundamentais de cada indivíduo, seja mulher, criança, homem ou idoso.

YNGRID PINTO REALIZA AÇÕES PARA DIVULGAR DISQUE 180 E BO ONLINE EM TEMPOS DE PANDEMIA

21/08/2020 às 15h06

Yngrid Pinto, preocupada com o aumento da violência doméstica em tempos de pandemia, realiza ações massivas para divulgar o DISQUE 180 para que o vizinho meta a colher sim caso perceba algo estranho, e, a possibilidade de se fazer boletim de ocorrência – BO online, em caráter de exceção em decorrência do COVID-19 (coronavírus). Yngrid diz que “isolamento social dificulta a busca por ajuda“.

Normalmente, não é permitido se fazer BO online quando o assunto é agressão física, mas devido ao cenário, em caráter excepcional, é possível, mas poucos sabem, por isso a ativista se empenha para divulgar a possibilidade.

A ativista Yngrid Pinto foi se tornando popular na região de Serra/ES devido a sua notável atuação. Yngrid é moradora do bairro de Valparaíso e suas prioridades são: atendimento segmentado das mulheres com qualidade, fortalecimento da participação dos jovens na busca da formação de qualidade e primeiro emprego, efetivando a participação do cidadão de maneira concreta. Finalista dos prêmios “Mulheres do Amanhã” e “Boas Práticas” (Amunes). Yngrid abriu processo administrativo para os secretários de Obras e de Desenvolvimento Urbano para facilitar o acesso de mulheres à delegacia. Também abraçou a iniciativa da “Mulheres por Elas” para arrecadar kits de higiene para mulheres vulneráveis com o apoio do grupo “Maria Vamos Juntas” que é idealizadora.

O que te motivou solicitar melhorias em torno da Delegacia da Mulher no Município de Serra/ES?

Em janeiro de 2017 a Delegacia da Mulher (DPAM) que funcionava no bairro Laranjeiras passou a funcionar em Boa Vista II junto ao Pátio de Vistoria do Detran, atrás do Apart Hospital. Isso dificultou de forma demasiada o acesso das mulheres para registrar o boletim de ocorrência (BO), isso porque a localização anterior era próxima do terminal rodoviário e próximo do maior polo comercial de Serra, ou seja, lugar de fácil acesso e com fluxo de pessoas. Hoje, a DPAM fica em um bairro adjacente ao Jardim Carapina que está no ranking dos bairros mais inseguros do município, o local além de Ermo, não possui placas de sinalização, tão pouco faixa de pedestre e nem calçada. Sabendo que o número de violência e feminicídio aumenta de maneira desordenada, abri um processo administrativo através de ofício solicitando melhorias no entorno da delegacia. Porém, o objetivo principal é abrir diálogo para uma futura transferência.

As solicitações foram atendidas por completo?

Não. Atendeu apenas as faixas de pedestres porque conforme o parecer técnico da prefeitura de Serra/ES só há possibilidade de implantação em frente à Delegacia, segundo o executivo, conforme projeto. Nas outras vias solicitadas, eles informaram que as faixas não possuem calçadas em ambos os lados ou estão irregulares (a calçada é de responsabilidade do proprietário do imóvel), sendo essa uma das condições necessárias para a implantação de faixa de pedestres. Quanto a placa indicativa com a informação de localização da Delegacia da Mulher, alegam que o local adequado para instalação da mesma seria na BR-101 (Reta do Aeroporto), sendo esta de responsabilidade da Concessionária ECO-101.

Na sua opinião, quais foram as dificuldades encontradas para atender as demandas de acessibilidade?

As dificuldades encontradas foram a falta de celeridade de despachar o processo, demoraram 8 meses para fornecer um parecer técnico, e, a terceirização de responsabilidades. Mesmo que o melhor local seja na BR-101, uma placa poderia ser colocada na rua do Apart Hospital. Com relação a calçada, é de responsabilidade do proprietário, contudo é um projeto de acessibilidade para os pedestres, sobretudo as pessoas com deficiência, gestantes e idosos. Ele prevê a padronização das calçadas, visando a mobilidade com segurança pela cidade, conforme determinam as legislações federal e municipal. Cabe ao executivo trabalhar junto aos moradores para construir, recuperar e manter calçadas sem empurra-empurra.

Você é idealizadora do @mariavamosjuntas, quais são os principais objetivos do grupo?

O Maria Vamos Juntas tem o objetivo de combater a violência doméstica e o feminicídio, bem como, fomentar políticas públicas para as mulheres. Somos um grupo de amigas que nos unimos para prestar serviços voluntários como assessoria jurídica, psicologia e social.

Além das melhorias para delegacia da mulher, quais foram suas iniciativas junto a prefeitura de Serra, nesse período, para minimizar os impactos da pandemia na vida das mulheres?

O isolamento social em decorrência pela pandemia do COVID-19 traz à tona de forma potencializada indicadores preocupantes sobre violência doméstica e familiar contra as mulheres. Segundo nota técnica do fórum anual de segurança pública, no Brasil, o número de denúncias reduziu em 8,6% comparando março de 2019 a março de 2020, demonstrando claramente que o isolamento social dificulta a busca por ajuda. A Secretaria de Saúde da Serra e a Secretaria de Defesa Social fizeram algumas ações como entregas de kits de limpeza e blitz informativa. Sugeri para a Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres do Município que abrisse diálogo com essas secretarias, objetivando unir ações para entregar materiais como cartilhas informativas de onde procurar ajuda, com endereços, telefones, sites e links, como o da delegacia online no site da SESP e site da Defensoria Pública para solicitar medida protetiva de urgência. Além disso, solicitei cartazes para fixar nas unidades de saúde e demais locais públicos onde oferecem serviços da prefeitura. Ademais, através do projeto Maria Vamos Juntas, arrecadamos cestas básicas, kits de limpeza e absorventes. Orientamos sobre o que fazer diante da violência doméstica, onde procurar ajuda e sobre pobreza menstrual e saúde da mulher durante as ações de entrega.

Diante das suas ações e projetos, o que você espera de efetivação de políticas públicas para mulheres a partir de 2021?

Estamos bem próximos das eleições municipais, o maior desafio vai ser aumentar nossa representatividade no executivo e legislativo. Apoiar candidaturas femininas é acreditar na política como ferramenta para melhorar a vida das pessoas. Possível, mas poucos sabem, por isso a ativista se empenha para divulgar a possibilidade.

 

VOCÊ SABE QUEM CAIU NO AGRADO DO PÚBLICO NO MASTERCHEF 2020?

21/08/2020 às 14h51

https://www.youtube.com/watch?v=EYF-JWrU5Yk

A sétima temporada de MasterChef Brasil 2020 não está sendo poupada das críticas do público cativo que gosta de ver competição, provas, desafios, brigas, reconciliações, puxões de orelhas bem dados, premiações, eliminações, e, sobretudo, coerência.

Os participantes desta 7º temporada não estabelecem vínculo com o público, pois não dá tempo de o público desenvolver empatia, ou qualquer sentimento de afeição ou rejeição que seja, nem sequer desperta curiosidade para continuar assistindo os demais episódios da temporada.

Não há coerência das novas regras, tanto faz ganhar ou perder, e são participantes amadores, não são profissionais, o que gera grande descontentamento do público com os “puxões de orelha” dados pelos chefs e jurados Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça.

Normalmente, em outras temporadas, os chefs sairiam amados pelas bem-intencionadas broncas que davam nos aspirantes ao grande prêmio MasterChef, mas agora, dado o injusto novo formato, são alvos de críticas vorazes dos internautas que encaram como grosserias gratuitas em meros amadores sonhadores e injustiçados num geral.

Mesmo assim, surgiu-se uns queridinhos. Foi puxado a quantidade de menções dos internautas a respeito dos participantes e percebeu-se que o público gostaria de ver de volta alguns participantes através da saudosa repescagem, notou-se também que os participantes mais comentados são os dos primeiros episódios, provavelmente porque o público foi desistindo de acompanhar a 7ª temporada já que não tem o que acompanhar e só se indignar. Veja quem caiu no agrado do público:

Fernanda Lee

Fernanda participou do 2º episódio, estava nitidamente emocionada e disse em entrevista para o portal da Band que “é realização de um sonho”.

Fernanda é uma moça de 22 anos que tem a típica graciosidade da juventude, com sonhos, aspirações, fala com aquela empolgação de que a vida é uma grande, romântica e envolvente aventura que ela quer se jogar de cabeça e abraçar. Seu jeitinho meigo e terno cativou.

Jordana Busse

Jordana é a mineirinha que não come quieto e soltou a frase “o trem é foda” que cativou os jurados e o público pela sua natural simpatia e espontaneidade. Sua participação foi no 2º episódio e seu hambúrguer foi elogiado pelo sabor.

A mineirinha Jordana deixou um ar de quem sabia bem mais do que apresentou no programa, e, somado ao seu jeito cativante, caiu no agrado do público que gostaria que ela fosse repescada.

Ali Philipe

Ali, participante do 1º episódio, conferiu uma sensação que foi absurdamente injustiçado pois se deparou com um complexo e impopular caruru realizado a base de quiabos (quem costuma comer quiabos?!) Contra simples pratos como a galinhada, feijoada e estrogonofe.

O jovem também se mostrou simpático e bem humilde, não fez rodeio para dizer que desconhecia tal prato por completo e foi sincero em admitir que estava tentando executar a receita do seu colega Saulo, o que tirou risos amistosos da chef Paola Carosella.

O público não curtiu nem um pouco a grosseria de Fogaça com a pergunta: “Você veio de Toronto pra isso?” Não Fogaça, ele não veio para isso! E o público que segue o instagram dele, já viu que ele é mais que um caruru, prato aliás que executou em uma live ao vivo, o jovem mostra em seu instagram que sem surpresas ele sabe cozinhar e muito.

Vejam só como o rapaz domina ->  https://www.instagram.com/tv/CDXREGGlPTJ/

Saulo Sampaio

Saulo foi o jovem que tentou ajudar Ali como podia, participou do 1º episódio também. Este cativou o público porque não negou explicação sobre o fatídico caruru porque não queria se nivelar por baixo, mas sim por deixar a competição justa. E vamos combinar que o ‘simples’ caruru já deixou a competição injusta para ambos em especial.

O simpático rapaz deixou um gostinho de quero mais para o público, até mesmo porque o jeitinho dele contido, mas simpático ao mesmo tempo, com um jeito centrado, de autodidata, conciliador e responsável, resgatou o saudosismo pelo Major, o Thiago Gatto, participante da 5ª temporada, ou seja, pessoas que parecem saber e desenvolver bem mais do que se mostram ali no programa.

Renato Bueno

O jornalista mostrou no 4º episódio que é cativante não só porque é apresentador do telejornal do telejornal expresso Minuto Barueri, mas sua simplicidade em usar o pilão porque não conseguiu usar a peça profissional e sua reação de ver sangue no salmão criaram empatia com as pessoas que se imaginavam ali naquela situação.

Renato soltou “n” frases um bocado divertido, como “cara, não é possível que esse negócio é aqui” e “aí que burro”, entre outras tantas, frases carismáticas que marcaram o público. Renato vai além ainda e diz que entre os participantes diz que é dele mesmo que tem mais medo porque ele se atrapalha sozinho. O público curtiu.

https://www.instagram.com/tv/CDPmDg2lB2z/

O BENDITO DO CARURU

21/08/2020 às 14h26

O jovem Ali Philipe que veio do Canadá para tentar a sorte no programa MasterChef 2020 não se acovardou e não é que fez uma live no Instagram executando o preparo do “bendito do caruru”, prato pedido pela Ivete Sangalo que o levou a eliminação.

“Tentar a sorte” porque essa 7ª temporada do MasterChef 2020 sem critério algum fez ‘ganhar ou perder uma questão de sorte, mas é certo que uma questão de azar para todos os participantes que foram parar ali na Band nesta edição do programa deste ano, visto que o ganhador sai com um prêmio que não diz muito sobre ele, o perdedor sai no mesmo nível que o ganhador, ambos sem todo o aprendizado e prêmios intermediários que as edições anteriores lhes possibilitavam e conferiria.

Nesse contexto, o jovem Ali batalhou contra simples pratos que eram a galinhada (fácil), estrogonofe (fácil) e feijoada (fácil), Ali se deparou com o caruru! O jovem não conhecia o tal do caruru, a redação arrisca a dizer que 80% dos brasileiros não conhecem, mas conhecem todos os outros pratos, Ali fez o que pôde de forma bem humilde e entregou o que conseguiu.

Mas o jovem que veio do Canadá saiu com o rabo entre as pernas, sem nem mesmo poder sonhar com a repescagem, o que era um “trunfo” das outras edições. Ainda assim, Ali não se acovardou, correu atrás para aprender e fez o prato numa live AO VIVO no seu Instagram. Confira.

https://www.instagram.com/tv/CDXREGGlPTJ/?igshid=oi9rpca5jq9z

Agora só falta a Ivete Sangalo dizer se aprova. E aí Ivete?

ÁLVARO DIAS REFUTA MAIA: “NÃO DEVERIA HAVER MUITO AINDA QUE ATAR E DESATAR”, SOBRE FIM DO FORO PRIVILEGIADO

19/08/2020 às 08h36

A Proposta de Emenda Constitucional – PEC 333, de autoria do Senador Álvaro Dias que extingue o Foro Privilegiado, transita na Câmara dos Deputados há mais de 1000 dias e falta apenas a votação em plenário. Uma vez aprovada a PEC 333, muitos dos alvos da lava jato não iriam para o crivo do Supremo Tribunal Federal (STF). O senador Alvaro Dias esclareceu alguns pontos na exclusiva que publicada pelo site “o Divergente” explicando sobre o andamento da PEC, também falou um pouco sobre lava jato, PSDB (partido que já fez parte), ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e cloroquina.

A PEC do foro privilegiado está empacada por alguma ação/omissão do governo ou tão apenas pela atuação do Maia? A gente vê um empurra-empurra entre Bolsonaro e sua base, e Maia. Quem não tem bandido de estimação e quer entender com verdades fica meio perdido. Pode nos explicar, por favor?

Trata-se de uma proposta emblemática que atende à aspiração nacional por uma nova Justiça no País, onde todos seremos iguais perante a lei. O privilégio se transformou no guarda-chuva protetor daqueles que cometem ilícitos, que praticam atos de corrupção e permanecem impunes. A emenda constitucional PEC nº 10/2013 (na Câmara PEC 333/2017), proposta de minha autoria, percorreu um longo itinerário, desde sua aprovação, por unanimidade, pelo Senado, numa quarta-feira histórica, 31 de maio de 2017. Há mais de mil dias ela transita na Câmara dos Deputados e falta apenas a etapa final, crucial e decisiva: a votação em plenário.

Isso depende de uma decisão soberana do presidente da Casa. Um gesto apenas e daremos esse importante salto civilizatório. Não deveria haver muito ainda que atar e desatar. Em lembrança do grande escritor português António Alçada Baptista, estamos diante dos nós e os laços do foro especial por prerrogativa de função. O atar e desatar dessa questão deixo ao leitor interpretar.

Uma vez que a PEC seja aprovada, vereadores, deputados e senadores também poderão ser punidos mesmo que em exercício?

São mais de 55 mil autoridades blindadas pelo foro por prerrogativa de função, o foro privilegiado, uma aberração sem similar no planeta, como costumava dizer o saudoso deputado e jurista, Luiz Flávio Gomes, LFG. Após sua aprovação, os parlamentares deixam de ocupar o pedestal do foro privilegiado. Serão julgados como qualquer cidadão comum, com exceção dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Lembrando que os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos. A propósito, no Brasil durante 145 anos deputados e senadores não tiveram prerrogativa de foro.

Você vê com bons olhos a lava jato ampliar a atuação no PSDB? Por que na sua opinião só agora que resolveu andar para os lados do PSDB? Tem gente do PSDB com e sem foro privilegiado, mas isso ocorria também na época do boom do “Fora PT”, a própria Dilma possuía foro. Você crê que há uma blindagem maior quando o assunto é PSDB e isso pode estar impactando no andamento da PEC?

A Operação Lava Jato é e deve ser imparcial, como qualquer investigação. Deve-se averiguar e apurar toda e qualquer infração penal que supostamente foi cometida, independente do partido político que o investigado seja filiado. Não enxergo nenhum favorecimento nas ações conduzidas pela operação.

A gente torce para a lava jato chegar nos cabeças que são as cúpulas dos partidos (Lula, Temer, etc.). Você acredita que FHC está nesse balaio? Esses nem foro têm mais.

O conceito moral e ético conquistado ao longo da vida pública, a nossa reputação pessoal, é um patrimônio inestimável. Não é lícito fazer ilação sobre a honra alheia. O ex-presidente Fernando Henrique é um homem íntegro.

Só para encerrar e descontrair um pouco: você tomaria cloroquina? Ofereceria cloroquina a uma ema?

Toda e qualquer medicação deve ser rigorosamente prescrita por um médico. No caso dos animais, a palavra é do médico veterinário.

VOCÊ SABE O QUE É PREP? ALI MOSTRA QUE SABE COZINHAR!

14/08/2020 às 10h28

Ali Philipe, que foi pego com um prato regional e desconhecido até pelos jurados do Masterchef 2020, está mostrando em suas redes sociais que sabe cozinhar muito, e muito bem! E sabe ensinar.

Mesmo que surpreendido com o “bendito do caruru” ele se saiu muito bem no programa e, se não fosse a mudança nas regras que elimina todos, certamente estaria avançando em outras etapas.

Na live que ele promoveu no seu Instagram, mostrou com destreza que domina bem as facas e panelas. No vídeo “você sabe o que é prep”? Que ele diz ser o primeiro de uma série, mostrou como é importante o pré-preparo dos alimentos.

https://www.instagram.com/tv/CDaCysHjWMD/

É JORDANA, O TREM FICOU [email protected]*#! MESMO

11/08/2020 às 15h37

Jordana Busse, a bailarina mineirinha de Divinópolis que pendurou as sapatilhas devido a problemas de saúde e então se dedicou a gastronomia, não passou despercebida no 2º episódio da 7ª temporada do Masterchef 2020. Sua simpatia cativou a todos, consolidada pela naturalidade que demonstrou quando soltou a frase “o trem é foda”. A espontaneidade de Jordana arrancou risos dos três “duros” jurados: Henrique Fogaça, Érick Jacquin e, pasmem, até mesmo de Paola Carosella, que ficou evidenciado em outras temporadas detestar demonstrações espontâneas.

https://www.youtube.com/watch?v=w3XHqwjCtXo&feature=youtu.be

O termo ‘trem’ é muito utilizado por mineiros para dizer “alguma coisa”, “coisa”, “lugar”. O que a Jordana quis dizer é que a competição toda em si é muito difícil, tensa e exigente.

Jordana, assim como outros seis participantes daquele episódio, não levaram o prêmio e estamos vendo sair um vencedor “MasterChef” a cada episódio, formato completamente injusto para os que ganham, como para os que perdem.

Nesta edição, quem sai vitorioso se expõe a nível nacional na televisão, mas sem nenhum brilhantismo que as outras temporadas iriam lhes conferir, simplesmente somem. Já é duro chegar lá e, após vários episódios, o simples fato de ser reconhecido pelo público já trazia algum retorno. Mesmo quem perdia passava a sensação que estava no mesmo nível ou até melhor que o ganhador.

Nesse formato pavoroso atual, o perdedor sai sem nada, nem mesmo esperança de dar uma reviravolta na competição (ou ser agraciado pela repescagem) e sem prêmios intermediários, ou seja, praticamente nada.

Em ambos os casos, ganhador ou perdedor, deixam a competição com uma exposição que pode até causar prejuízos em suas vidas pessoais, sem ter tido o tempo de criar empatia, afeto ou carinho no público e saem alvos de haters nas redes sociais. Só a emissora parece lucrar com a enxurrada de anúncios no Youtube e na TV aberta. Até onde se sabe, nem ajuda de custo é dada aos participantes para serem praticamente humilhados nacionalmente e ficarem marcados pelo resto de suas vidas. Mas a Band, tudo!

Quem simpatizou com Jordana e queria ver a participação dela, de repente, crescer, não pôde. A dificuldade de conseguir participar de um programa de uma grande emissora é enorme, sabe-se lá agora se Jordana, ou os outros em igual situação, terão essa chance novamente. Não conhecemos casos de um ganhador ser premiado duas vezes na loteria acumulada.

Vergonha alheia da Band! Queremos a Jordana de volta! Queremos o MasterChef como era antes!

QUEM NÃO SE SENSIBILIZOU COM O ALI? CARURU?

10/08/2020 às 11h41

Ali Phelipe participou do 1º episódio da 7ª temporada de MasterChef 2020 que foi ao ar na terça do dia 14 de julho na Band. Ali, como prefere ser chamado por ter sido criado por família descendente de árabe, nasceu no Pará e pretendia mostrar sua cozinha criativa, mas foi surpreendido pelo novo formato do programa de competição culinária e um caruru a pedido da Ivete Sangalo um tanto quanto fora de contexto.

As eliminatórias que ocorrem a cada episódio neste novo formato tornaram a competição despropositadamente injusta, mais despropositado ainda é tornar um vencedor de 8 participantes amadores a cada episódio. Se fosse uma temporada voltada aos profissionais como em outras edições, vai lá sair um vencedor a cada episódio, mas a 7ª temporada de MasterChef foi dedicada à amadores surpreendidos pelo novo formato, sem aviso prévio da produção da Band, é infame, não faz o menor sentido quem ganha ou quem perde, mas parece um golpe de sorte ou de azar, sem evolução alguma que o programa antes conferia.

Então, o jovem Ali que veio do Canadá para participar do programa MasterChef se deparou com o caruru, perdeu dinheiro com passagem, foi alvo de haters agressivos no Twitter e nem sequer pode ter esperança a uma repescagem pelo o que dar a entender este novo formato proposto pelo Masterchef como solução a pandemia que nada soluciona. Sabe-se lá se o jovem consegue retornar ao Canadá agora.

Paola Carosella, experiente chefe de cozinha, disse nunca ter preparado um caruru, e pelo silêncio nem mesmo o Henrique Fogaça e Erick Jacquin parecem ter executado o preparo antes de tal prato, apenas a apresentadora Ana Paula Padrão se pronunciou a respeito e disse ter feito alguma vez na vida dela.

Caruru trata-se de um cozido de quiabos e ao contrário do dito no programa com tom de jocosidade, é sim usualmente servido com camarões secos, peixe, pedaços de carne bovina ou de FRANGO – a aposta de Ali baseado na receita de seu colega de competição Saulo. É um prato de origem africana servido no nordeste do Brasil.

Todos sabem que lidar com quiabos não é tido para amadores, mas o caruru a base de quiabos, como se não bastasse, concorria com galinhada, feijoada e strogonoff que são pratos populares no Brasil inteiro e todo mundo sabe fazer, ou pelo menos arriscar a fazer, ao contrário do regional caruru.

Agora Ali terá que arcar com o corte bruto do seu sonho com o seu próprio bolso, sem prêmios intermediários, sem respaldo da Band, com haters e neste cenário onde o mundo está fechando fronteiras para os brasileiros, talvez nem consiga ou possa retornar ao Canadá, portanto. Seria de bom tom a produção do programa Masterchef ter avisado o novo molde aos participantes, assim como Ali, nem todos residem em São Paulo, onde a emissora Band faz as gravações do Masterchef Brasil. Será que Ali teria vindo do Canadá se soubesse antes? Será que arriscaria?

Impossível não se sensibilizar com Ali e não se chocar com a pergunta rude de Fogaça: “você veio de Toronto para isso?”. Mesmo o rapaz por diversas vezes sendo humilde ao dizer que desconhecia tal prato e que se virou ali como podia.

Em outros tempos podíamos torcer por uma repescagem, agora, no mínimo só no resta torcer para a Band mostrar um pouco de empatia com o rapaz.