Revista Statto

VOCÊ MERECE ALGUÉM QUE LHE ENXERGUE!

16/11/2020 às 09h17

Você está em um relacionamento que lhe satisfaz? De que forma ele lhe satisfaz?

A nossa satisfação em uma relação está diretamente ligada a nos sentirmos pertencentes a ela. Isso acontece quando nos sentimos felizes, acolhidos e reconhecidos pelo outro. É preciso haver escuta, olhar atento e conexão.

Viver uma relação saudável pressupõe escolhas e, dentre elas, a escolha de enxergar o outro como realmente é e nunca como gostaríamos que fosse.

Sabemos que numa relação nunca ocorre a satisfação de desejos, vontades e necessidades em cem por cento do tempo – aliás, isso nem seria saudável – mas a sensação de satisfação consigo e com o outro deve estar presente, sim, na maior parte do tempo, ou a qualidade da relação está abalada.

A busca por uma relação que nos satisfaça e satisfaça o outro vem da compreensão e da crença de que merecemos viver uma relação assim.

Note que quando acreditamos realmente que merecemos amor, respeito, gentileza, que o outro nos conheça e que se mostre para nós buscamos isso num relacionamento.

Contudo, em contrapartida, se não possuímos essa crença de merecimento bem formada tudo que se desencadeia e se aceita em uma relação aparece em decorrência disso.

Isso porque nós vivenciamos e nos permitimos viver aquilo que acreditamos que merecemos.

É engraçado, pois tudo vai acontecendo em um encadeamento lógico das crenças internas que temos.

Mas o fato é que em relações estáveis e de conteúdo amoroso o outro realmente nos enxerga, percebe como somos nos nossos aspectos positivos e negativos, em nossas potencialidades e em nossos pontos de melhoria.

E com toda essa percepção de quem somos globalmente o outro escolhe ficar. Da mesma forma, quando enxergamos o outro, percebemos quem ele realmente é, não negamos que somos seres em constante evolução e desenvolvimento e (também!), escolhemos ficar.

Dessa forma, relacionamentos amorosos pressupõem escolha! E quando realmente enxergamos a outra pessoa nós ficamos porque nessa combinação de características, sentimentos e sentidos de mundo, gostos, cheiros e cores percebemos uma conexão que se destaca em relação a todas as outras conexões e escolhemos diariamente viver isso com amor.

Se escolhemos amar e ficar precisamos enxergar o outro em essência, e o outro precisa utilizar a mesma energia conosco, ou não existirá equilíbrio.

Acredite, se no seu relacionamento o outro não lhe enxerga não existe amor.  Igualmente se você não enxerga realmente o outro também não há amor. O que pode existir numa relação assim, por exemplo, é projeção, dependência ou carência, pois o amor só é possível com conhecimento de si e do outro.

Paixão permite projeção. Amor, não. Amor é ver a realidade, é querer construir, é se importar, se doar e compartilhar. Daí vem a satisfação.

Por isso acredite que você merece amor! Acredite que você merece quem realmente lhe enxergue em tudo que você tem de incrível e de vulnerável. Afinal, humanidade não existe sem vulnerabilidade. E você certamente é um universo incrível de possibilidades!

Desejo que esse texto faça sentido para você e que você tenha pessoas que lhe enxerguem sempre ao seu lado!

Forte abraço, com carinho.

O ENSINO E OS ADOLESCENTES EM TEMPOS DE PANDEMIA

05/11/2020 às 08h54

Esse foi um ano atípico. Certamente um ano histórico, que tocou todas a vidas em nosso planeta. A pandemia modificou mundialmente a forma de nos relacionarmos com o outro e conosco também. Ela aumentou distâncias sociais e econômicas e gerou novas demandas e lutas para diferentes pessoas e setores.

Um dos campos mais atingidos foi a educação. E, pensando em educação, atingiu a vida de crianças, adolescentes, famílias, profissionais da educação e instituições de ensino de formas não imaginadas anteriormente.

A vida virou um baile frenético: pareceu mudar de ritmo e de melodia de uma hora para outra. Todos nos desacomodamos, pois a realidade exigiu “ou você se desacomoda e se adapta ou você se deprime e se entrega à ansiedade”.

Imagine como fica a cabecinha dos adolescentes em meio a tudo isso. Se administrar a puberdade e a forma de se relacionar com o mundo e com o outro já é difícil, imagine só crescer em tempos de pandemia.

Adolescentes, de forma geral, amam grupos, contato, amizade. Aliás, essa é a forma como definem os limites entre o eu e o outro: nas relações.

Mas a realidade de 2020 colocou a adolescência tentando coordenar o mundo entre acordar e assistir aulas EAD, as quais muitas vezes exigem demais, e muitos não conseguem compreender o porquê daquilo que é pedido e ensinado.

O online dificultou o vínculo e a relação entre professores e alunos, e, certamente, isso trouxe mais dificuldades para aprender, se manter engajado e motivado.

Muitos adolescentes administram suas aulas ligando o computador sem ativar a câmera e continuam deitados ou participando de grupos de conversas online enquanto a aula transcorre. E como esperar uma maturidade pronta nessa área e nessa relação se justamente esse seria o momento de eles construírem isso?

Esse é o ano em que a ansiedade brotou na vida adolescente (de adultos e de crianças também). Cobranças constantes e dificuldade de dar conta do que se pede, somados à falta de uma escuta atenta e de um olhar adequado levaram a uma visão interna crítica, em que se vê uma potencialização de problemas em si mesmo.

A sensação de sossego só aparece na hora do banho e de dormir. E ainda assim como dormir com tanta ansiedade?

Não queremos dizer aqui que o adolescente não deva se desenvolver, crescer e aprender cada vez mais, a questão é que ele não sabe como. A questão é que a sensação de estar pressionado entre o que se deve dar conta e aquilo que se sabe dar conta jorrou em uma demanda que poderíamos comparar a caminhar vendado em um campo minado.

É provável que um adulto, ao observar a demanda de um adolescente, não a ache tão grande assim; contudo, será que teria esse mesmo olhar ao reportar-se a sua vida adolescente? E mesmo se fosse se reportar é preciso que levemos em conta que cada vida e cada pessoa tem a sua forma de interpretar a realidade, de dar significado aos acontecimentos. Como chegar a isso sem uma orientação adequada, que leve em consideração as especificidades individuais?

Imaginem o impacto de frases como “aprende quem quer” para quem não está conseguindo aprender, se concentrar frente a toda a demanda interna e se sentindo cansado de estar fracassando em comparação a outros, quando ainda está construindo a capacidade de se frustrar. É isso que mostra a realidade de muitos adolescentes desmotivados e cansados, tristes e recolhidos, vivendo a cultura das redes sociais e sofrendo, inclusive, bullying através delas e, muitas vezes, durante e após as aulas.

Não há culpados. Há, entretanto, um ano real de uma pandemia mundial. O que precisamos é ouvir nossos adolescentes, acolhê-los e olhá-los com aquele olhar amoroso, gentil e motivador de pais e professores que os ensinaram quando eram crianças a ler, a escrever, a andar de bicicleta, a nadar, entre muitas outras aprendizagens que tinham o olho no olho e frases como: “Vai! Eu sei que tu és capaz”.

No ano em que mais nos distanciamos, adolescentes precisam de carinho e empatia, pois só aprendemos e mantemos dentro de nós aquilo que vivenciamos e sentimos. Portanto, vamos aprender a ser melhores, a ter mais gentileza com o outro e conosco, aproveitando para construir uma educação para pessoas com mais qualidade e fome de viver.

Por Daniela Peroneo e Anna Carina Koche

QUANDO VOCÊ SENTE QUE VOCÊ PODE MAIS…

14/10/2020 às 09h39

Você já se sentiu tão triste com algum aspecto da sua vida que começou a pensar que tudo aquilo estava errado? Ou que não era mais algo que queria? Ou mesmo você se sentiu perdido por sempre querer aquilo e agora já nem se divertir mais com isso?

Esses sentimentos são bem comuns. No consultório, por exemplo, recebo muitas pessoas com esse sentimento e com esses questionamentos em relação a trabalho, a relação amorosa, a relação familiar, entre outros.

E muitas vezes a insatisfação está relacionada a um pensamento e a um desejo que não encontram a crença e a autoconfiança suficientes para crescer e se desenvolver: o sentimento de que você pode mais!

Em algumas vezes, além de questões relacionadas a crenças ou a autoconfiança, o fato de o foco de quem está triste ser em sua dor, em sua decepção e em sua frustração dificulta muito a percepção do que realmente pode estar por trás dos sentimentos e pensamentos em um momento difícil. Tal fato também torna mais complicada a chegada a uma resolução.

No entanto, é possível perceber que em meio a esse cenário, o que pode estar por trás da dor é a sensação de que se pode mais.

Vale salientar que quando compreendemos que podemos mais nosso foco já se modifica: sai dos sentimentos e das emoções tristes e adquire potência.

E é essa potência que leva à ação, pois jamais obtemos resultados apenas no mundo das ideias. A ação é necessária, ela leva a resultados, mudanças, conquistas e realizações.

E é aí que está uma das chaves de um processo de coaching bem desenvolvido: ele auxilia o Coachee a perceber as ações necessárias para realizar aquilo que pode, que merece e que precisa para se sentir satisfeito e alegre com suas conquistas.

Compreender que podemos mais inicialmente pode doer se você olhar para o que não fez ainda, para onde poderia estar ou se questionar por que não percebeu isso antes.

Na verdade, nada disso importa! Nós sempre percebemos aquilo que podemos na hora que podemos e é o autoconhecimento constante e crescente que nos permite novas percepções e ressignificações.

Então, se você se deu conta de que pode mais, comece o processo hoje! Um passo de cada vez e para frente. Caminhe, equilibre-se!

Quando você pode mais e você age, você certamente conquista mais.

Enfrente e em frente!

Forte abraço! Com carinho, Daniela Peroneo.

QUANDO VOCÊ MERECE MAIS…

05/09/2020 às 19h54

Você já esteve ou está em uma relação na qual sente que você merece mais?

Isso já aconteceu comigo, e quando essa dúvida entre em cena é melhor prestar atenção nela.

Quando estamos nos relacionando com alguém essa relação é uma construção conjunta, que depende das duas pessoas envolvidas.

Na maioria das vezes o envolvimento vem aos poucos, e durante os primeiros meses você começa a conhecer o outro.

Ao conhecer alguém você irá perceber os valores, objetivos, gostos, aspectos em comum e divergentes. É na convivência que você vai compreendendo se deseja ficar ou não na relação que está construindo.

É certo que as pessoas envolvidas em uma relação desejam permanecer nela e desejam que a relação vá se refinando, que a paixão se torne amor e que os “eus” individuais também assumam a constituição de uns nós.

Contudo, às vezes, no início ou mesmo após um tempo de relação aparece a sensação de que você está dando mais do que o outro e de que você merecia mais: pode ser mais carinho, mais atenção, mais dedicação, mais amor, enfim, tudo depende daquilo que é importante para você em uma relação.

Conversas honestas, nas quais esclarecemos aquilo que desejamos podem ajudar a equalizar o relacionamento.

Entretanto, às vezes, nem conversa, nem terapia de casal e nem outras tentativas apagam essa sensação.

E, muitas vezes, você tem razão e realmente merece alguém que compreenda o valor que você possui e que possa se dedicar a cuidar de você.

Porém, para isso ser claro e tranquilo para você, você precisa saber o seu valor, precisa saber o que merece e o que necessita e, além disso, deve compreender que você possui a responsabilidade pela vida que está vivendo.

Sentir-nos autorrealizados e compreender nosso próprio valor está relacionado a nos conhecermos muito bem. A desenvolvermos um autoconhecimento que nos auxilia a compreender qual é o nosso lugar, aquilo que nos faz bem e que queremos manter e aquilo que nos traz sofrimento ou baixa nossa energia e que não queremos manter em nossa vida.

Quando você acredita que merece ser feliz e que merece ser uma pessoa realizada essa crença não te deixa permanecer num lugar que não te faz florescer ou brilhar.

Por isso, acredite em você, aprenda a dizer sim para você e abra espaço em sua vida para a narrativa que você deseja.

Desejo que esse texto faça sentido para você.

Um forte abraço, Daniela.

A DIFÍCIL ARTE DE SER MÃE

31/08/2020 às 09h20

Eu nunca compreendi tanto minha mãe como quando me tornei mãe.

A partir daí cada pecinha da minha vida começou a encontrar (e continua encontrando) o seu lugar, como em um imenso quebra-cabeça.

Dia após dia amo mais minha mãe, minhas origens e quem sou. Isso porque, quanto mais nós abrimos às aprendizagens da vida e sobre nós mesmos, mais crescemos e mais fácil se torna saber qual é o nosso lugar nesse mundo.

Houve um momento em minha vida em que eu me distanciei de minha mãe e a culpei por ela não me dar tudo, por não ser tudo. E ao longo da vida eu aprendi que, ao não me dar tudo e ao não ser tudo, ela abriu a possibilidade de eu desejar por mim, de eu criar por mim, de eu desenvolver o meu próprio potencial.

Ao se tornar mãe, torna-se necessário aprender a desapegar, a aceitar, a lutar e a executar da forma mais rápida possível.

E com as aprendizagens que ganhamos com essa nova função, com esse novo papel, também precisamos pagar um preço: perder ou deixar ir partes de nós (algumas apenas por um tempo) e receber novas partes, novos entendimentos, como o de passar de rir a chorar em poucos instantes e, às vezes, pelo mesmo motivo.

Mas o fato é que me tornar mãe não me deu apenas um papel novo, incrível, difícil e cheio de desafios e surpresas. Tornar-me mãe trouxe um maior propósito a minha existência.

Esse propósito imenso e com momentos de plenitude também traz uma cobrança imensa e um sentimento de culpa que merece atenção e merece ser elaborado.

Tempos atrás, ao atender uma mãe no consultório ela me disse: “eu vivo com a sensação de que estou sempre devendo algo para meu filho, seja emocionalmente, seja na área da educação, no tempo que deveria dar para ele, na forma de falar… Eu não consigo ser perfeita”.

Imaginem quanta cobrança pessoal e quanta dor existem por trás dessa fala.

Entretanto, é necessário sabermos que não somos perfeitos! Ninguém é. E o fato é que não precisamos ser!

Nós precisarmos ser boas! Como bem explica Winnicott ao escrever sobre desenvolvimento psicológico: uma mãe precisa ser suficientemente boa.

Essa deve ser a busca, pois para além disso vem o sufocamento de possibilidades, de potencialidades e do desenvolvimento de uma criança. E para aquém disso, vem o abandono.

Logo, não ser uma mãe perfeita é o melhor que você pode fazer para seu filho viver e se desenvolver.

Claro que a busca por sermos melhores é essencial! Trocar, compartilhar, ouvir e se desenvolver nunca é tão necessário como quando nos tornamos mães.

Ser mãe é crescimento, e não podemos deixar de lado a nossa necessidade de atenção, de sermos melhores por nós mesmas, pelos outros e com os outros.

Mas também é preciso lembrar que crescer não é um processo estático e pacífico.

Crescer é movimento! Crescer é sair da acomodação. Crescer é a ordem da vida! É assim para nós, como mães (em todos os estágios da maternidade), e é assim para nossos filhos.

Por isso, a melhor arte a criar e a ensinar é a arte de aprender a viver bem e feliz. Nada traz mais qualidade de vida do que mostrarmos isso com nossos exemplos.

Com carinho, eu desejo que esse texto faça sentido para você e possa contribuir em sua caminhada.

TODA A RELAÇÃO É UMA TROCA

01/08/2020 às 17h54

Já parou para pensar que toda relação que estabelecemos pressupõe uma troca?

Relações de amor entre um casal pressupõem troca de carinho, doação, gentilezas, respeito e todas as combinações que um casal achar importante estabelecer.

Relações de amizade pressupõem companheirismo, cumplicidade, generosidade e outros sentimentos que fazem parte de amizades que prosperam ao longo dos anos.

Relações entre pais e filhos pressupõem nutrir o outro de valores, de conhecimentos sobre o mundo e sobre a vida e ganhar de volta muito carinho e aprendizado, na proporção daquilo que se ensinou com coerência através da ação. É uma relação que abre portas para um mundo novo.

Esses são apenas alguns exemplos de relações que são vivenciadas. Em comum todas têm a necessidade de troca e também de desenvolvimento de uma melodia na qual a música funcione afinadamente. Contudo, só é afinada uma relação na qual se dá e se recebe.

Muitas relações não prosperam porque não há troca, e a troca pressupõe fluxo: fluxo de conhecimento, fluxo de gestos, fluxo de carinho, fluxo de conversa, fluxo de admiração, entre outros.

Quando doamos o nosso melhor em uma relação e o outro doa o seu melhor também é possível que a relação seja frutífera e traga um sentimento que permita que a criatividade se instaure e que você se sinta muito mais energizado e inspirado em outras áreas da sua vida.

Com isso não quero dizer que devemos dar visando receber algo em troca quando nos relacionamos com o outro. Até porque, dependendo do momento da vida, recebemos mais em um aspecto e doamos mais em outro. Contudo, seria hipocrisia dizer que a troca não faz parte das relações, pois é justamente essa troca o que as alimenta, constitui e desenvolve.

Acredito que quando vivemos eticamente, respeitando nossos pensamentos e palavras, tendo um foco positivo perante a vida, sendo honestos e justos nós alimentamos uma bondade que faz diferença para as relações que estabelecemos e para a solidificação de um self saudável.

Dessa forma, aquilo que é seu dá um jeito de lhe encontrar. E é por isso que insisto muitas vezes na ideia de que devemos cuidar de cada sementinha que plantamos em nossa vida e junto à vida dos outros.

Sendo assim, eu desejo que você plante sementes positivas na vida das pessoas com quem se relaciona e que elas plantem sementes positivas em sua vida também.

Lembre-se que na troca você também recebe. Se não estiver recebendo, não está sendo valorizado da forma que você merece. E, por outro lado, se você não estiver dando na mesma medida, você não está valorizando o outro.

Desejo que esse texto faça sentido para você.

Um forte abraço!

Com carinho, Daniela Peroneo.

NÃO ESTAMOS PREPARADOS PARA CRESCER…

26/06/2020 às 16h07

“Ah, como desejo aprender mais sobre mim”!

“Como eu quero aprender mais sobre as relações humanas”!

“Quero construir um trabalho coletivo, no qual todos estejam incluídos”.

Desejos lançados levam a consequências pessoais nem sempre suportáveis…

Tudo dependerá de como você compreende a vida. Não há como fugir das nossas crenças na hora de interpretarmos os acontecimentos, de nos conectarmos ou não aos outros, de agirmos.

Nesse ano atípico, podemos ver acentuar-se muito aquilo que está dentro de cada um de nós, seja em desejos, seja em desespero.

É evidente que nesse período os conflitos internos e externos se manifestam muito mais. Por quê?

Porque a nossa organização de tempo e de espaço também se modificou, e em decorrência disso estamos todos, em alguma medida, fora da nossa zona de conforto.

Nossa zona de conforto se remete àquele estado ao qual estamos acostumados e que possui os seus “confortos”, que nos proporcionam o desejo de continuar ali. Sair dessa zona não é fácil, tranquilo e confortável. Requer um gasto de energia para vivermos e nos adaptarmos à mudança.

Sair dessa zona de conforto, às vezes, é uma necessidade, às vezes, é vital, mas por mais que em um primeiro momento se tome essa decisão, na sequência dessa decisão muitas pessoas desistem da mudança e voltam para o lugar onde estavam, porque é preciso um gasto de energia grande, um investimento no pensar diferente, um enfrentamento de conflitos internos e externos para que haja crescimento.

Além disso, precisamos viver os benefícios da nossa decisão, pois se decidimos ir para um outro lugar desejamos experienciar tudo de bom que pode haver lá. Mas nada é imediato, mesmo que a cultura atual plante crenças que nos fazem esperar resultados “para ontem”, tanto em nível pessoal quanto em nível social. O imediatismo nos distancia de um sólido desenvolvimento pessoal.

Assim, nesse momento, sair da zona de conforto se tornou algo que é maior do que uma escolha, é uma necessidade, mas para isso acontecer precisamos estar preparados para crescer. E talvez nós precisemos de algumas ressignificações em nossas crenças para podermos pensar e agir de forma diferente.

É fato e é fundamentado em pesquisas que crescemos ao enfrentarmos conflitos. Contudo, nem sempre conseguimos ver como fonte de crescimento os nossos conflitos internos. Da mesma forma, pensando em nossas relações interpessoais, vemos pessoas, em diferentes grupos, rechaçarem quem pensa diferente. Vemos, também, gestores em cargos de liderança ignorando questionamentos em relação a erros que cometeram, vemos distorções de falas e vemos também uma grande vaidade em detrimento da humildade para o reconhecimento de erros.

Cada uma dessas condutas, as quais você já deve ter presenciado, assim como eu, ignoram o desenvolvimento coletivo e até o atrasam. A habilidade de construir frente a cenários e posicionamentos diversos é parte de um mindset de desenvolvimento (pessoal e coletivo).

Num momento como esse, em que estamos distantes fisicamente, há a necessidade de proximidade de sentidos, de buscas, de conexão para o bem comum e não o distanciamento causado pela incoerência entre falas e ações. Nós nunca precisamos de tanta coerência quanto nesse momento que atravessamos.

A coerência entre aquilo que falamos e fazemos é a força motriz para a saúde mental, que precisa ser cuidada em nível individual e coletivo.

Sendo assim, percebemos que nem sempre estamos preparados para crescer. Um grupo cresce quando todos aqueles que fazem parte de seu sistema se sente incluídos, quando os conflitos são encarados como parte do processo humano, quando há cooperação e gerenciamento para o crescimento de cada um naquilo que possui de melhor.

Uma pessoa cresce quando se gerencia de modo semelhante à forma como gestores de grupos precisam agir. Mas é fato que, frente aos desafios, nem todo mundo está preparado para crescer.

No entanto, nada nos realiza mais (e nos faz estar em paz) que o nosso crescimento.

Amo uma frase que diz: “é impossível diminuir de tamanho após crescer cinco centímetros”. Essa frase simples retrata a beleza de cada movimento de crescimento que temos, não há como voltar atrás!

Desejo que esse texto faça sentido para você!

Um forte abraço!

Com carinho, Daniela Peroneo.

#eudigosimparamim

#aprendaadizersimparavocê

PROCURA-SE QUEM SAIBA ESCUTAR…

04/06/2020 às 15h16

Ah, a delícia de se sentir em conexão com outra pessoa! Essa pessoa pode ser seu amigo, seu amor, seu filho, quem sabe. Existe algo que favoreça mais a sua conexão com outro ser humano do que sentir que ele lhe escuta?

Ser escutado em essência por outra pessoa nos faz sentir acolhidos. É saber que outra pessoa lhe reconhece, valoriza o que você diz e a experiência que possui e busca saber quem você é em cada detalhe do que é explicitado e do que é omitido.

Saber escutar é uma ação de respeito em relação ao outro. Mas é também a curiosidade de encontrar pequenas peças para completar o quebra-cabeça que o outro é e que nós também somos.

Eu, particularmente, sinto falta disso socialmente e vejo que as pessoas que eu atendo também sentem.

Talvez esteja aí um dos problemas que gera a falta de conexão em nosso mundo: as pessoas não sabem mais escutar umas às outras.

E é um fato importante que escutar o outro necessita um gasto de energia, pois você precisa entender não apenas aquilo que é dito, mas as implicaturas atrás de cada mensagem.

Escutar é ato de escolha e de dedicação. Numa relação é parte essencial do respeito ao outro buscar compreendê-lo.

Escutar também é diferente de ouvir.

Ouvir se refere à audição, e é um ato mecânico para quem possui essa capacidade. Já escutar está relacionado à escolha de atenção frente a todos os sons existentes em um ambiente.

Logo, saber escutar é uma escolha empática. É pretender realmente se colocar ativamente para entender aquilo que é dito e aquilo que não é dito, mas se revela em um contexto maior.

Pense no quanto você já pode ter perdido ao não ter decidido escutar outra pessoa e lembre também o quanto você se sentiu só ou sem compreensão por ter outra pessoa lhe ouvindo sem querer escutar realmente.

Escutar é se abrir para a essência, é viver o momento em toda a sua realidade, aceitando-o da forma como ele se manifesta. Chega a ser poético dizer isso, pois você precisa abrir mão de algumas certezas para deixar o outro se manifestar e criar uma poesia de sentimentos.

Assim, saber escutar se torna um ato de acolher a fragilidade de outra pessoa e de revelar a sua mediante a construção de um diálogo. São dois seres humanos se mostrando como são. E é por isso que escutar em essência gera intimidade, pois busca a isenção de julgamentos e a aproximação com o outro da forma que ele é.

Quem não deseja essa escuta em um relacionamento? Algo que substitua o individualismo de somente se ouvir aquilo que interessa e quando interessa.

A escuta é construção de solidez para si e para o outro. É aprendizagem de pontos e de histórias ainda não contadas.

E é triste, pois estamos carentes de relações profundas e de qualidade, que estão dando lugar às disputas e ao imediatismo frente a qualquer frustração.

Me vejo procurando quem saiba escutar, pois somente quando alguém é escutado se sente validado, visto e realmente pertencente a uma relação.

Desejo que esse texto possa fazer sentido para você.

Forte abraço, Daniela.

VIOLÊNCIA VERBAL E O MACHÃO ESCONDIDO NO SEDUTOR: PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO!

24/04/2020 às 08h57

Você já ouviu falar em violência verbal?

A violência verbal é um dos tipos de violência que costuma anteceder a prática da violência psicológica e, posteriormente, física.

Costuma ser mais comumente praticada, conforme pesquisas, por homens em relação a mulheres.

É a violência explícita em comentários, comparações e dizeres que diminuem a outra pessoa, buscando que ela se sinta pequena e seja mais facilmente manipulável.

A violência verbal é um comportamento agressivo e comum em muitos relacionamentos, e ela deixa marcas negativas que afetam as relações, a autoestima e a autoconfiança da pessoa que sofre essa agressão sem, muitas vezes, se dar conta de que a está sofrendo.

Eu mesma já estive em um relacionamento assim e, muito provavelmente, essa pessoa com quem me envolvi continuou a ser assim em seus outros relacionamentos. Isso porque, por mais que muitas mulheres se questionem sobre serem ou não aquilo que o agressor lhes diz, o problema é sempre a pessoa que agride e diminui o outro e nunca a vítima que está exposta a uma situação e a um relacionamento que certamente não começou com esse tipo de agressão.

Existe um padrão de ação entre pessoas que agridem verbalmente outras: primeiro o agressor busca espaço mediante sedução para depois agir agressivamente em busca de controle sobre o outro.

Além disso, vale atentar para o fato de que a violência verbal pode acontecer em diferentes tipos de relacionamento, pode acontecer num casamento, nas relações de trabalho, entre amigos, etc.

O grande problema desse tipo de violência é que ela costuma ser sorrateira, mas nem sempre. Por exemplo, eu comecei a perceber esse tipo de violência nesse relacionamento que vivi durante um período delicado e de mudança em minha vida, mas é claro que ela já tinha começado antes; contudo, por iniciar de forma mascarada, nem sempre é fácil perceber a extensão dos danos. No meu caso ela também aconteceu por palavras escritas via e-mail e WhatsApp. Comentários agressivos relacionados a minha aparência, profissão, renda, amizades, etc.

Infelizmente a violência verbal é apenas uma ponta dos problemas de uma pessoa com a mente totalmente transtornada. Foi num processo de coaching que percebi o que vivia, e foi nele que encontrei forças para dizer adeus a essa relação, o que, diga-se de passagem, foi uma das melhores escolhas da minha vida!

Tempos depois, compreendendo mais sobre como as pessoas se desenvolvem psicologicamente e são ou não saudáveis mentalmente, compreendi que o fato de eu ter percebido que esse relacionamento não era para mim e ter saído dele retratava a minha saúde mental preservada.

Vale salientar que, conforme a ONU, a violência verbal e a violência psicológica são as mais comuns dentro de relacionamentos e, muitas vezes, elas precedem o feminicídio.

E, infelizmente, o crescimento da violência contra a mulher nesses tempos de confinamento social tem aumentado muito, salientando os perfis das pessoas que precisam de ajuda, pois são danosas para seus companheiros e, caso haja filhos envolvidos, seus atos e palavras respingam na vida de todos que convivem com pessoas com esse perfil.

Vale ainda ressaltar que a violência verbal é um tipo de abuso que pode ter uma recuperação muito demorada por parte de quem a sofre por um período grande de tempo. E esse é mais um fato que salienta que precisamos falar sobre esse assunto constantemente.

Pode-se pensar que existem alternativas para quem deseja tentar salvar um relacionamento com uma pessoa que pratica esse tipo de violência. Você pode buscar ajuda especializada, terapia de casal, individual, pode buscar um processo de coaching. Contudo, vale salientar que nunca conseguimos mudar o outro. As pessoas só mudam se querem mudar. Nós somos responsáveis apenas pelas nossas mudanças! Além disso, pessoas que praticam violência verbal não precisam de um processo que vise somente a mudança desse comportamento; certamente elas têm lacunas bem mais profundas que exigem um tratamento psicológico e, muitas vezes, psiquiátrico.

Caso você se perceba dentro de uma situação assim, talvez você precise aprender a dizer sim para você dizendo não para uma relação que pode trazer apenas malefícios e deixar marcas difíceis de tirar de sua vida.

Diferente de outros textos que escrevo, meu desejo seria que esse texto nunca fizesse sentido para você e para ninguém que você conhece e ama!

Contudo, se ele fizer, conte comigo! Um forte abraço, com carinho, Daniela.

TENHA FÉ!

23/04/2020 às 15h46

“A fé move montanhas”, já dizia o ditado; mas você já pensou sobre o quanto a fé pode mover você?

Ter fé é acreditar mesmo sem poder ver ou tocar aquilo que se espera. Ter fé é acreditar sem comprovação, é confiar antes de poder ter certeza.

Mas por que ter fé é importante e em que devemos ter fé?

Podemos ter fé em um sentido de religiosidade, e isso realmente modifica nossa vida e nosso senso de felicidade, segundo estudos da psicologia positiva.

Podemos ter fé nas pessoas e em relações possíveis, conforme as conexões que realizamos. Ter fé nas pessoas estabelece pontes para podermos estar próximos a elas. Não existem relações positivas e construtivas sem a fé no outro.

Até mesmo no desenvolvimento de uma criança – pense na sua infância mesmo – você dependeu constantemente da crença das pessoas que estavam a sua volta para continuar estudando, aprendendo, por exemplo. Lembra como era poderoso quando uma professora, mãe ou pai lhe diziam que acreditavam em você e que você ia conseguir realizar o que queria?

Já pensou o quanto acreditarem em você e no seu potencial contribuiu para você chegar onde chegou hoje?

A fé gera forças, pois ela está associada a acreditar no bom, no bem e em capacidades.

Assim como são diferentes as nossas formas de ser e de agir quando temos fé em outras pessoas com quem nos relacionamos, da mesma maneira essas formas de ser e de agir também são diferentes quando existe a fé do outro em nós.

E é claro que não digo aqui para que você seja imprudente consigo. O que afirmo é que ter fé muda a sua vida!

Mas por onde você deve começar?

Simples (e talvez engraçado, por ser óbvio) comece por onde fizer sentido para você! Mas, independentemente de onde você começar, não pare até aprender a ter fé em você.

Nunca pare até compreender como acreditar em você e no potencial que você tem. Persista até que seja capaz de ver tudo aquilo que vai além da aparência, que está relacionada a impressionar outras pessoas.

Encontre-se nessa fé que você precisa ter em quem é, no que acredita, no que deseja e no que é capaz!

Com fé caminhamos mais rápido; pois ela, combinada à ação, faz você se mover em direção ao que deseja!

Trilhe o seu caminho diariamente: um passo de cada vez!

AQUILO QUE VOCÊ NUNCA VAI SER

15/04/2020 às 17h58

Desenhar é um ato incrível de criação. Faz parte do nosso desenvolvimento como pessoas e da rotina na infância.

Quem nunca teve a sua disposição lápis de diferentes cores e saiu traçando os contornos de uma pessoa ou de um castelo?

Assim como desenhamos em nossa infância – e esses desenhos podem ser estudados como projeções de sonhos, desejos e entendimentos de períodos de desenvolvimento de uma criança -podemos compreender que ao longo de nossas vidas, com nossas escolhas, vamos desenhando o nosso futuro.

Algumas pessoas desenham o seu futuro espelhando-se na vida de outras.

E convenhamos que vivemos em uma época na qual temos mídias sociais a nossa disposição que proporcionam comparações entre um “eu e um outro” constantemente.

Quem nunca suspirou com algum acontecimento da vida de algum artista, ou mesmo de um conhecido próximo que realizou ou viveu alguma conquista que sonhamos para nós?

As mídias sociais mexem com as pessoas e seus imaginários. Existem muitos estudos sobre isso, e o aplicativo Instagram modificou sua forma de exibir “curtidas” para evitar bullying e pressão social.

Assim sendo, essas mídias reforçam o ato de se sentir próximo e distante de alguém ao mesmo tempo.

E reforçam o ato de se sentir próximo e distante de si mesmo ao mesmo tempo.

Você sonha, você projeta, você deseja e você “põe em xeque” aquilo que você é e aquilo que você não é.

Às vezes, esse observar os contornos e desenhos de outras vidas parece uma atividade prazerosa, quando, na verdade, esconde dores e fugas de uma vida que não está tão bem, mas como é tão difícil olhar para ela (olhar para dentro), seu olhar vai para fora.

É a fuga de si ou de momentos de sua vida, imaginando e investindo tempo na vida do outro, construindo o desenho de um cenário no qual se compreende que ser o outro é mais interessante do que ser quem se é.

E nesse mundo de fantasias (não necessariamente irreais, mas fantasias para outros que não as vivem, pois não são a sua realidade) que está 24 horas por dia exposto ao nosso redor, o desejo por ser o outro e ter e a vida do outro aparece.

Seja o desejo por coisas, vivências, jeitos, habilidades, o desejo do externo existe como se lá estivesse a fórmula da felicidade. E ela simplesmente não está lá!

E é fato consolidado que você nunca será outra pessoa!

Você nunca terá a vida que outra pessoa teve e tem. Siga os passos (prática comum oferecida hoje em programas de emagrecimento, de negócios e de vida, como se a mesma fórmula servisse para todos: me questiono onde estão as particularidades de cada metabolismo, realidade, senso e valores levados em consideração?) E, às vezes, encontre vitórias e derrotas semelhantes, mas você nunca será igual a outra pessoa.

Por outro lado, busque o seu desenvolvimento pessoal, promova encontros consigo mesmo, aprenda a se aceitar e você estará no caminho para uma vida feliz!

Aprender a se aceitar é uma das coisas mais difíceis nessa vida, mas é o único caminho possível para uma vida feliz e com significado.

Contudo, aceitar-se só é possível quando você aprende a dizer não para ilusões do seu eu que foram alimentadas, muitas vezes, ao longo da sua vida. Ilusões que hoje, em meio a tudo aquilo que é incrível em nosso mundo, também encontram um terreno fértil para que o foco na aparência esteja maior do que o foco na essência. Enquanto a aparência nos rouba a realidade, a essência nos conecta a quem somos e a uma existência com sentido.

Por isso, para que possamos desenvolver nossa maturidade precisamos parar de traçar desenhos e contornos de ideias ou padrões de perfeição internos e externos: a vida é mais do que isso, e nós somos mais do que imagens.

Você simplesmente nasceu para ser você!

Conecte-se com sua história, ressignifique a vida que você já viveu e aprenda a dizer sim para quem você é!

O QUE REALMENTE IMPORTA?

19/03/2020 às 09h41

O que realmente importa para você?

Para mim o que realmente importa são as pessoas, especialmente as pessoas que amo.

Quando falo em pessoas me refiro à relações: aquelas relações mais significativas que são vitais e que nos levam a nos sentirmos preenchidos ao sabermos que não estamos sozinhos.

Relações de amor e de confiança são um amparo em tempos difíceis. Não necessariamente precisam de presença física, pois, às vezes, isso não é possível.

Mas certamente em momentos em que são necessárias medidas diferentes das que estamos acostumados, como a situação atual, relacionada a um vírus que traz consequências sociais as quais ainda não podem ser medidas, abre-se também um momento para diversas reflexões, e muitas pessoas pensam, fazem um balanço sobre onde estão em sua vida nesse exato momento, quem está ao seu lado, o que realmente importa…

Em dias em que é preciso pensar coletivamente e à medida que esse coletivo influencia em nossa própria vida, vemos as preocupações preponderantes de cada pessoa.

Penso que nossas maiores preocupações revelam parte de quem somos e também em que caminho do nosso desenvolvimento nos encontramos. Penso também que nos momentos em que precisamos ficar com as portas fechadas podemos encontrar uma excelente oportunidade para abrir as “portas de dentro” e nos conhecermos mais ainda.

Cuidar-se é viver o amor-próprio; cuidar-se é um contínuo de objetivos, planejamentos e ações.

Sendo assim, podemos aproveitar esse momento em que o Covid-19 está aí para pensar em que objetivos temos, de que forma chegaremos até eles e para delimitarmos o passo a passo para lá chegar. Esse passo a passo talvez envolva ações que podem começar hoje mesmo e que podem mobilizar a sua vida para a direção do sentido que você deseja para ela.

Para mim, em meio a reflexões, eu aproveito para criar momentos de lembranças felizes junto àqueles que amo e para solidificar esse amor em todas as ações que me são possíveis.

Não temos controle sobre a vida: mais uma vez fica claro que a sensação de controle é apenas uma ilusão. O que temos são escolhas, e podemos fazer escolhas que gerem mais qualidade para nossa vida ou escolhas que gerem riscos maiores para não estarmos tão felizes quanto desejamos estar.

Minha sugestão: aproveite o momento inesperado fazendo coisas que geralmente você não tem tempo para fazer, ligando para jogar conversa fora com quem você não tem tido tempo de estar, lendo, conversando, jogando, contando histórias, escrevendo…

Exponha-se para você mesmo e levante-se muito mais forte e mais feliz depois que qualquer momento difícil passar.

Acolha esse momento como o mais importante de todos e tenha a certeza de que, sendo um momento maravilhoso ou sendo um momento difícil, ele vai passar! Momentos sempre passam. Então, o que realmente importa é o que você fará com esse momento!

Um forte abraço, com muito carinho e respeito.

CONFIANÇA.COM

17/03/2020 às 10h38

Todos nós queremos estabelecer relações de confiança com as pessoas que conhecemos. Mais especificamente desejamos relações assim com as pessoas que ocupam lugares importantes para nós.

Quando eu digo “todos nós” não estou generalizando, pois, todas as pessoas adultas e com saúde mental que conheci até hoje possuem esse desejo, e eu realmente não conheço uma pessoa que diga “adoro estar perto de pessoas em quem não confio ou com quem não posso contar”.

Confiança pode ser pensada como base e alicerce de qualquer relacionamento! Confiança refere-se, dessa maneira, à solidez e àquela sensação de segurança, de proteção, de que existe uma pessoa com você valorizando quem você é e aquilo que vocês possuem juntos.

Contudo, apesar da beleza e da tranquilidade que criar uma relação de confiança possui, vejo pessoas com bastante medo de confiar em outras.

As justificativas para esse medo variam muito: o mundo atual em que vivemos, as características biológicas dos animais em comparação com os seres humanos, a liquidez da nossa sociedade, as experiências que já foram vividas.

Dessa maneira, atinge-se um contexto de generalização em algo que, talvez, devesse ser particularizado.

Acredito que construir uma relação na qual a confiança seja base só é possível em pessoas que tenham uma boa saúde mental, que possuam caráter e o desejo de abrir mão de algumas coisas por outras que julgam maiores e mais importantes.

Assim, vale pensar como cada um de nós vem nutrindo as nossas relações nesse sentido?

Como você tem agido com seus amigos, no seu relacionamento amoroso, com sua família ou mesmo no contexto de trabalho quando o tema é confiança?

Confiar em outra pessoa pode ser visto como um salto de fé! Você salta no meio da construção da relação (seja ela da ordem que for) e decide depositar na outra pessoa parte das suas crenças, parte das suas aspirações, parte do desejo de ser e de viver melhor. É exatamente isso que fazemos quando decidimos confiar em alguém.

Confiar é decisão. Mas essa decisão não é totalmente racional, assim como não é totalmente emocional. Ela envolve afeto, sentimentos, projeções, e ela envolve como você interpreta aquilo que o outro lhe dá quando conversa com você, a forma como age com você e o contexto da sua relação junto a essa pessoa.

Dessa forma, é muito triste o processo de perder a confiança em alguém ou quando alguém perde a confiança em você. Triste por confiança ser depósito adiantado de fé. Uma fé que te fez saltar e (quando o salto foi por alguém que não agiu de forma coerente) te leva a descobrir, caindo, que não tinha amparo para esse salto, que não havia rede de proteção. O tamanho do tombo depende do tempo e do significado de cada relação junto à forma como você trabalha e busca desenvolver quem você é.

Tombos geram medos, e cada um de nós age de formas diferentes frente aos próprios medos. Algumas pessoas paralisam, outras os enfrentam, outras ainda negam a existência deles e acabam trocando alguns ganhos primários por ganhos secundários. Cada um de nós apresenta comportamentos condizentes com nossas crenças pessoais, com nossa história de vida e com o momento e o contexto em questão.

Como já escrevi outras vezes, eu defendo a honestidade sempre, pois por mais difícil que ela seja, ela se refere a um ato de amor e de respeito ao outro, seja qual for a natureza da relação.

Além disso, também defendo que devemos plantar aquilo que desejamos colher. Assim, se você deseja ter relações de confiança com as pessoas, vá além das aparências e seja confiável!

Confiança é segurança, lealdade e também é o ato de valorizar ativamente, em cada escolha, a fé que o outro depositou em você.

Parte de quem somos e acreditamos ser como pessoas também está nessa relação de fé e de como correspondemos ou não a isso.

Dessa maneira, estamos interligados naquilo que damos, recebemos e como reagimos aos acontecimentos.

Todos nós estamos em construção constantemente, e é certo que você precisa ter caráter e ser confiável para acreditar que outra pessoa possa ser assim também.

Por isso, alimente em você o que deseja encontrar no outro e valorize cada pessoa confiável que você consegue encontrar em seu caminho.

Um forte abraço. Com carinho, Daniela Peroneo.

#EuDigoSimParaMim

#AprendaADizerSimParaVocê

QUANDO VOCÊ NÃO SABE O QUE FAZER E FICA EM CIMA DO MURO

13/02/2020 às 08h50

Já experienciou a sensação de não saber o que você quer para você? Claro que sim! Não me restam dúvidas de que todos nós, vez ou outra, não sabemos o que queremos, não sabemos o caminho que devemos tomar ou mesmo as consequências que estamos dispostos a suportar em decorrência da decisão que tomarmos.

Quando esse tipo de situação acontece, você sente como se estivesse em cima do muro. Um muro que possui o tamanho da importância da decisão que você precisa tomar. Com isso quero dizer que se a situação a qual sua indecisão se refere tiver uma importância enorme para sua vida, o tamanho desse muro será imenso. Se a situação a qual se refere a sua dúvida tiver uma relevância pequena para a sua vida, o tamanho do muro se torna pequenino.

Com essas imagens na cabeça é possível entender que quando você fica em cima do muro, ou seja, indeciso ou sem querer se posicionar a vida muito provavelmente lhe levará a cair em algum momento e, dependendo do tamanho do muro, o tombo irá doer mais ou menos; digamos até que ele pode ser um tombo que pode quebrar um ou outro pedacinho de você.

Mas, afinal de contas, quem subiu no muro?

A decisão de ficar em cima do muro é sempre nossa. Por mais que diferentes circunstâncias se componham, por mais que as pessoas a nossa voltam ajudem a criar a realidade que vivemos, quem se coloca de um lado, de outro ou em cima do muro somos nós mesmos.

Particularmente eu sempre preferi me posicionar. Acredito que posicionamento está relacionado a autoconhecimento, maturidade e inteligência emocional.

Nem sempre é fácil se posicionar, nem sempre é tranquilo, contudo, o fato de nos posicionarmos nos faz saber qual é o nosso lugar, e quando você sabe qual é o seu lugar você pode experimentar a paz de estar lá e usufruir tudo aquilo que existe ali.

Mas é um fato também que às vezes você fica em cima do muro. Você olha para um lado e para o outro e simplesmente, por questões suas (questões como medo, insegurança, por exemplo) você acredita que ficar lá em cima, paradinho é o melhor lugar.

Vale lembrar que todo processo de escolha requer renúncias. Renúncias são feitas em busca daquilo que é valioso para você. Quando você não sabe bem qual decisão tomar vale muito você ficar atento a quais são os seus valores de vida. Nossos valores de vida são aquilo que nos constituem e que servem como métrica para encontrarmos as decisões que irão gerar paz para a nossa vida.

Particularmente vejo pouca probabilidade de paz real na indecisão. Na verdade, vejo que na maioria das vezes a indecisão ou a falta de posicionamento gera ansiedade. Além disso, em algum momento, a probabilidade da indecisão é o tombo. É mais ou menos assim: se você não assumir a responsabilidade sobre aquilo que quer em sua vida, a vida vem e se encarrega de decidir ela mesma (e aqui, por “vida” podemos entender outra (s) pessoa (s), as próprias circunstâncias). Que tipo de vida você deseja ter? Uma vida em que seu autoconhecimento é tão desenvolvido que você sabe quem é e onde quer chegar ou outra vida na qual você se coloca em cima do muro para se sentir seguro e para ter tempo de descer para um lado ou para outro, correndo o risco de não conseguir e cair?

Cada um de nós tece as linhas da nossa história em cada decisão que tomamos. Cada linha define os contornos que a sua vida terá, e a responsabilidade por ser autor ou não da sua história é só sua quando você é adulto.

Então, por mais difícil que possa parecer busque compreender quem você é em essência, pois quanto mais você se conhecer mais irá se posicionar para encontrar a história que sempre desejou viver.

Eu desejo que esse texto possa fazer sentido para você. Se ele fizer, deixe o seu comentário.

O HOMEM QUE CARREGAVA O MUNDO EM SUAS COSTAS

06/02/2020 às 08h39

Era uma vez um homem (mas também poderia ser uma mulher, e talvez até já tenha sido você) que carregava o mundo em suas costas.

Ter o mundo em suas costas significa tentar resolver todos os problemas de todas as pessoas e se culpar por todas as coisas que não saem exatamente como o planejado. Certamente a vida sob essa perspectiva é muito pesada.

Existem pessoas que acreditam que se seguirem o caminho do seu coração, ou seja, aquilo que realmente desejam fazer, irão prejudicar a vida de outra pessoa a tal ponto que essa não conseguirá se reestabelecer.

Algumas pessoas deixam seus sonhos de lado por seus pais, namorados ou namoradas, e também por seus filhos.

Nós somos responsáveis pelas escolhas que fazemos e somos responsáveis pela vida que escolhemos viver e, à exceção de pais e mães enquanto seus filhos são crianças e adolescentes, nós não somos responsáveis pelas escolhas dos outros.

Sendo assim, o outro também é responsável pela vida dele, e você não irá conseguir viver uma vida plena se buscar agradar a todos e viver conforme as expectativas que os outros têm para você!

Entenda algo muito importante: a partir do momento em que você se torna adulto você é responsável por você e por escolher cada caminho que deseja seguir.

Durante esse caminho algumas pessoas irão com você e outras deixarão de ser sua companhia na jornada. Umas pessoas permanecem mais tempo, outras pessoas permanecem menos, mas o mais importante é você perceber que você sempre estará com você.

Sendo assim, cuide-se!

Como? Aprenda. Cada um de nós tem o seu tempo de aprendizagem para cada coisa que vive na vida. Se está difícil de saber fazer algo sozinho, procure ajuda. Todos nós precisamos de ajuda em diferentes aspectos ao longo de nossas vidas, e está tudo bem ser assim.

Quanto antes você decidir cuidar de você e carregar somente o peso que te compete, mais cedo começará a viver uma vida com muito mais qualidade e realização.

Além disso, é muito importante você saber que quando você escolhe carregar o outro em suas costas você está fazendo o papel de muleta para ele, e dificilmente alguém que te tem como muleta irá mudar, pois a situação se torna zona de conforto para o outro.

Quer mudança na sua vida e nas relações que você estabelece? Então comece por onde você pode, que é mudando você mesmo. Cuidar de você é o que te dá poder!

Lembre-se que aprender é parte de nossas vidas e que uma das mais importantes aprendizagens é você saber dizer sim para você. Assim, aprendemos a nos amar e a valorizar tudo aquilo de incrível que temos e que às vezes não conseguimos ver.

Acredite, a vida é muito mais leve quando você aprende a soltar o outro e começa a cuidar de você.

Se fizer sentido para você lembre-se daquilo que é dito por comissários de bordo nos aviões: “se algum problema acontecer, máscaras de ar cairão. Coloque primeiro a máscara em você e depois ajude a pessoa ao seu lado.”

Você sempre precisará estar bem com você em primeiro lugar para poder ser uma pessoa melhor para o outro. Por isso, cuide-se! Você não precisa carregar um peso extra que tira sua energia a vida toda. Você pode escolher diferente!

COMO EU ERA BOA EM PARECER BEM…

02/02/2020 às 12h14

Você já se sentiu boa em parecer bem sem realmente estar bem?

Isso já aconteceu comigo, acredito que já aconteceu com você! Não é nada bom!

Quando parecemos algo que não somos ou fingimos sentir o que não sentimos estamos mentindo para nós mesmos. E ao mentir para nós nos distanciamos da vida que podemos ter e que queremos viver.

Contudo, isso é comum: para responder às expectativas dos outros, você parece bem sem realmente estar. É aquele sorriso já ensaiado que aparece em fotos e mais fotos, nas quais o olhar não traduz aquilo que os lábios querem mostrar.

Talvez por não conseguir sair de uma situação que está vivendo, lá está você, parecendo bem sem estar.

Pode ser para agradar a outros, pode ser para se sentir aceito, pode ser para tentar não se incomodar e também pode ser por já ter se acostumado tanto a agir assim que você nem sabe mais como você é mesmo.

Vou te dizer que nossa fisiologia influencia nosso estado interno, mas quando você está tentando enganar sua mente para agradar os outros você está perdendo muito. Talvez esteja perdendo tudo, pois esse tempo não volta e as experiências que você vive ao fingir estar bem podem te levar ao sentimento de vazio e de estar só.

Ao se livrar das mentiras que você conta a você mesmo, ao não se forçar caber em locais que não são seus o sentimento é de alívio, e também de fertilidade. Você encontra um solo que pode ser preparado para receber a sua plantação, ou seja, você encontra possibilidades e, por mais que isso possa assustar e parecer desconfortável no início, nada mais é do que você vivendo conforme o seu propósito.

Lembre-se, caso faça sentido para você: quando iniciamos algo, isso funciona como uma plantação. Você precisa ter paciência, você precisa cuidar e se dedicar para ter a colheita que deseja.

Desejo que esse texto faça sentido para você.

#eudigosimparamim

ESSÊNCIA E APARÊNCIA: VOCÊ PRECISA DE COERÊNCIA.

28/01/2020 às 19h23

Você já teve um daqueles sonhos em que está frente a um espelho, você se olha, se aproxima e vê que a imagem do espelho lhe reflete diferente do jeito que você está? Como se ela tivesse vida própria e movimentos diferentes?

Simplesmente aterrorizante.

Todas as vezes que sonhei com algo assim eu acordei assustada.

Mas pense comigo, o pior não são os sonhos ou os pesadelos que você tem, o pior é quando essa situação acontece dentro da sua realidade. Isto é, quando você não reflete na sua vida tudo aquilo que você tem em seu interior. Quero dizer com isso que, quando você pensa muito, é muito criativo, por exemplo, mas seu potencial não aparece, você não consegue consolidá-lo para além do seu pensamento, certamente existe frustração, pois você sabe que pode muito mais do que aquilo que está vivendo, mas não sabe o caminho para chegar até lá, ou às vezes não sabe o que realmente quer, mas sabe que quer mais do que tem e que pode mais do que tem vivido.

Além desse movimento, um outro no qual podemos pensar, a partir do pesadelo do espelho, é o movimento inverso, o qual acontece quando a imagem refletida vai além do que a pessoa faz ou sente.

Seria esse o caso de pessoas as quais, para disfarçar um interior pouco desenvolvido, digamos assim, apostam em uma aparência grandiosa, como forma de mascarar o que elas realmente sabem, vivem, sentem.

Já pensou sobre isso?

De todas as formas, as duas situações descritas não são positivas e não são saudáveis.

Tais questões de diferenciação entre aparência e essência não são saudáveis porque nós buscamos coerência enquanto seres humanos. E isso é um princípio lógico e um gatilho mental que faz parte da nossa sobrevivência.

Nosso cérebro busca todas as formas de ser coerente com aquilo com que realmente se compromete.

Logo, se você é comprometido com você mesmo – e você deve ser – você precisa buscar a coerência entre você e a sua imagem, isto é, entre essência e aparência. Sendo assim, o potencial que você tem merece ser desenvolvido e compartilhado, pois viver sem essa coerência pode gerar insatisfação, frustração, a sensação de você ser um impostor frente a sua vida, ou, até mesmo, de que você vive uma vida muito rasa.

Nada disso precisa ser assim!

Eu acredito verdadeiramente que nós devemos aproveitar com maestria e sem mediocridade nosso tempo de vida. A aprendizagem sobre como viver o seu tempo com a qualidade que faz sentido para você pode mudar a sua vida.

Desejo que você possa encontrar a sua fórmula para garantir que a imagem que você reflete seja a mesma que te constitui, e que ela seja progressivamente grandiosa!

Desejo que esse texto faça sentido para você. Se ele fizer, por favor deixe o seu comentário.

Um forte abraço, Daniela Peroneo

POR QUE NÃO SOU FELIZ?

27/01/2020 às 08h59

A razão de você ainda não ser feliz

Mude sua vida: plante felicidade!

Você ainda não é feliz. Falta algo. Pode ser que você não se sinta feliz no seu relacionamento amoroso. Pode ser que você ainda não seja feliz na sua relação com seus filhos. Pode ser que você não se sinta feliz no seu trabalho.

A razão desse descontentamento está em você. E saber disso pode mudar tudo para melhor.

Para ser feliz você precisa se sentir feliz. E para se sentir assim precisa haver coerência entre aquilo que você diz, sente e faz.

Felicidade exige consistência. Felicidade vai além de estados de alegria e de tristeza. Felicidade é ciência. Felicidade pode ser desenvolvida, cultivada, aumentada e, inclusive, multiplicada!

Na sua vida ela começa com/em você!

É uma decisão simples, mas nem sempre fácil.

Felicidade depende de disciplina. E muitas vezes somos seduzidos pela antítese da disciplina. Talvez por parecer o caminho mais fácil! Talvez por você achar que não vai dar em nada. Talvez por se sentir sem energia.

Vamos partir de um exemplo: praticar exercícios constantemente aumenta o seu nível de felicidade. Isso está comprovado cientificamente. Contudo, muitas pessoas não praticam exercício físico. Algumas começam e desistem pouco tempo depois. Outras o fazem com inconstância e algumas outras pessoas possuem limitações que as impedem de fazer o exercício específico que desejavam (mas existem outros tipos!). Existe uma infinidade de possibilidades, mas às vezes você se foca naquilo que você não pode. Já analisou por quê? Já pensou nas histórias que você se conta para não realizar aquilo a que se propõe?

Então, por que será que as pessoas desistem tão facilmente daquilo que lhes traz mais felicidade, saúde e disposição?

A resposta é simples e nem sempre fácil de encarar: por falta de disciplina e também por suas crenças.

Sabe o que você precisa, em primeira instância, para se desenvolver? Precisa autoconhecimento e saber o que você realmente quer. Não em um nível superficial, mas em um nível profundo, que gere mudança.

Há algum tempo, conheci uma pessoa muito especial em minha vida, e ela dizia que o mais importante da vida é termos paz.

Hoje concordo com ela, pois paz é uma sensação muito relacionada com a felicidade. Mas é uma sensação que depende de um autoconhecimento crescente, de disciplina (para entender o que você sente, o que faz e por que faz de determinado modo) e também de você ser aquilo que diz ser.

Como a felicidade e a paz que você sente dependem somente de você, elas não estão relacionadas à ação dos outros ou aos acontecimentos. Esses podem te deixar triste, entretanto, se você estiver em unidade com você continuará sendo uma pessoa feliz.

Toda a felicidade que você deseja é parte do seu jardim chamado vida! Tenha disciplina para plantar momentos e realizar ações que qualificam a sua vida. Seja melhor diariamente e cuide desse jardim! Você é o jardineiro, por isso, lembre-se: se você plantar urtigas não colherá rosas!

Aquilo que você planta, você colhe: seja em palavras, ações ou sentimentos!

Que tal fazer mais por você, por esse dia e por sua vida?

Que tal uma vida muito mais feliz?

Você merece!

Se esse texto fizer sentido para você, deixe o seu comentário. Vou adorar saber o que você pensa.

Um grande abraço, Daniela Peroneo.

#eudigosimparamim

#aprendaadizersimparavocê