Revista Statto

COMO GOSTAR DE SI MESMO

20/11/2020 às 11h30

O final do ano está chegando e nesta época as pessoas costumam parar para uma reflexão, ou pelo menos para pensarem nos projetos do novo Ano. Algumas vezes, essas questões tomam um caráter mais profundo e interno e muitos acabam ficando deprimidos ou com a sensação de fracasso porque não conseguiram atingir seus objetivos e metas. Acabam por se sentirem-se culpados, ou o que é pior, desvalorizam-se por uma imagem exagerada e iludida do que é ser uma “pessoa de sucesso”.

Na verdade, qual é a imagem que você tem de você?

Responder esta questão faz a total diferença para entender seus resultados e como você lida com os desafios, acertos e derrotas.

A palavra chave para compreendermos um pouco sobre nossa relação conosco mesmo é AUTO ESTIMA. Mas a fim de não partirmos para uma análise tão simplória e sonhadora, vamos um pouco mais profundo. A autoestima e a autoaceitação caminham juntas e resultam numa sensação interior de júbilo e alegria, pois a necessidade de um amor profundo e verdadeiro por si mesmo estará satisfeita e preenchida e assim as pessoas relatam “É bom ser quem eu sou… Estou muito feliz por ser eu mesmo!”

No entanto nem tudo são flores, nossa sociedade e cultura nos condicionou a acharmos egóico ou errado celebrar nossos talentos e a ideia de alegrar-se e celebrar com que temos de bom parece muito distante e estranha. É fundamental entender que nossa atitude em relação a nós mesmos regula nossa capacidade ativa de amar os outros. A dura realidade é que somente à medida em que nos admiramos como pessoa podemos amar verdadeiramente aos outros, inclusive a Deus.

A questão é saber por que a maioria das pessoas tem tanta dificuldade com a autoestima.  Chegamos a este mundo fazendo perguntas para as quais não temos respostas. A mais óbvia delas é “Quem sou eu“? E cada um de nós teve a sua história, suas memórias e suas impressões sobre si mesmo, muito projetadas no que ouvimos da família, dos professores, amigos e etc.…por isso os obstáculos a uma boa autoestima são tantos e as razões pelas quais não gosto de ser eu mesmo, são um pouco diferentes das causas e razões pelas quais você não gosta de ser quem você é.

Talvez algumas perguntas nos ajude a refletir e compreender melhor.

O que é mais difícil aceitar em mim mesmo? O que é mais fácil?

VAMOS PARTIR DO MAIS OBJETIVO E PALPÁVEL:

Eu Aceito Meu Corpo?

A aparência física é provavelmente o primeiro aspecto, e também o mais frequente, em torno do qual são feitos comentários e comparações. Quase todos gostariam de mudar pelo menos um ponto em seu aspecto físico. Gostaríamos de ser mais altos ou mais baixos, ter mais cabelos ou um nariz menor, então preciso me perguntar como minha aparência afeta minha autoestima. Qualquer coisa que não for uma resposta honesta é um péssimo começo.

Outro aspecto da autoaceitação do corpo refere-se à nossa saúde. Nem sempre as pessoas fortes têm um físico saudável. Por razões genéticas ou outras, muitos de nós temos de viver com algum incômodo físico. Precisamos ter a coragem de nos perguntar como essas limitações físicas afetam nossa autoestima. Também aqui o único ponto de partida construtivo é a total honestidade. Somente a verdade pode nos libertar.

Eu Aceito Minha Mente?

Em quase todas as situações na escola e no trabalho, a ênfase é colocada na inteligência. Em nossas relações pessoais, enfrentamos com frequência uma competição intelectual com as pessoas. Muitos de nós carregam lembranças dolorosas de situações sociais ou dos tempos de escola em que nos sentimos embaraçados, assim devemos nos perguntar se estamos confortáveis com a quantidade ou qualidade da inteligência com a qual fomos dotados. Tenho a tendência a me comparar com os outros nesse aspecto? Fico intimidado pelas pessoas que parecem ter o raciocínio mais rápido ou ser mais bem informadas do que eu? Minha autoestima e, como consequência, minha felicidade, podem estar seriamente afetadas por essas perguntas e suas respostas.

Eu Aceito Meus Erros?

Todos nós cometemos erros, e é por isso que existem borrachas para apagar escritos. Deus equipou os animais e os pássaros com instintos infalíveis, mas os seres humanos têm que aprender a maioria das coisas por tentativa e erro.

Consta que um velho sábio disse certa vez: “Tente aprender com os erros dos outros, assim você não vai ter que cometer todos eles”. Quem não comete erros, não faz também descobertas. Na verdade, o único erro verdadeiro é aquele com o qual nada se aprende. Os erros são experiências de aprendizagem. Portanto, bem-vindo ao time dos que erram!

Nem sempre percebemos o quanto aprendemos com nossos erros passados e o quanto superamos nossa imaturidade. Nem sempre percebemos o quanto nosso velho “EU” ensina ao novo.

A armadilha aqui é pensar em mim como eu era antigamente. Está claro que o crescimento requer mudança, e mudança significa ficar livre de tudo o que me aprisiona. Quão difícil ou fácil isso é para você? Lembre-se, temos que começar com honestidade total ou nunca saberemos a verdade. E sem a verdade não há crescimento nem alegria.

Eu Aceito Meus Sentimentos e Emoções?

Todos experimentamos flutuações de humor naturais em nosso dia-a-dia. Num momento nos sentimos “para cima”, noutro nos sentimos “para baixo”. No entanto, alguém nos ensinou que tais sentimentos não são permitidos. Um sentimento válido, mas que é condenado universalmente, é o de pena por você mesmo. Já ouvimos ou fizemos a acusação: “Você só está sentindo pena de si mesmo”.

Lidamos com as emoções de acordo com o que pensamos sobre elas. Assim, devemos nos perguntar se há emoções em nós que baixam nossa autoestima. Posso sentir medo, mágoa, raiva, ciúme, ressentimento, satisfação ou autopiedade sem me condenar e criticar por isto? Existem sentimentos que eu gostaria de esconder, esperando que desaparecessem?

Eu Aceito Minha Personalidade?

Sem entrar em muitos detalhes, pode-se dizer que há vários tipos de personalidade. Algumas são extrovertidas, outras introvertidas. Algumas já nascem líderes, outras são engraçadas, outras nem sabem ler uma piada. Algumas são duras, outras sensíveis. Mas cada uma é única, diferente de todas as outras. Nossas qualidades nos distinguem e nossas limitações nos definem. Até onde conheço minha personalidade, e sou feliz por ser quem sou? Sinto atração ou rejeição pela pessoa que sou?

Para compreender melhor minha personalidade; posso fazer uma lista de cinco qualidades que me definem: quieto, simples, diplomático, engraçado, falador, emotivo, ligado, solitário, alegre, preocupado e assim por diante. Depois posso pedir a um amigo, íntimo e muito honesto, para fazer também uma lista das qualidades que melhor me descrevem, que captam minha personalidade. Colocar as duas listas lado a lado pode ser um ponto de partida. Minha personalidade se expressa através de minhas ações. Gosto do que vejo, ou estou decepcionado comigo mesmo? Gostaria de mudar minha personalidade radicalmente ou estou satisfeito com minha maneira de ser? Escolheria alguém como eu para ser meu amigo íntimo?

Após estas reflexões podemos perceber como estamos com o Amor por nós mesmos, pois já vimos que será esse sentimento puro e genuíno que nos levará a conquistas e ao sucesso pessoal. A longo prazo, é fácil notar que as pessoas com autoestima elevada são mais felizes que as de baixa autoestima. O melhor prognóstico que temos da felicidade é a autoestima e para construí-la precisamos vencer a inércia, encarar os medos, confrontar o sofrimento e elevarmos o nível de nossa consciência. Ao escolher pensar e agir criamos uma ordem e clareza dentro de nós que nos permite gostarmos de nós mesmos assim como somos. Adquirimos a consciência de que não somos mais crianças e sim podemos enfrentar nossas angústias com bom humor e aceitação, pois elas fazem parte de todos os seres viventes.

Se você quer de fato “gostar de si mesmo”, lembre-se que é uma Criação Divina exclusiva e que seja lá onde estiver, com certeza estará fazendo o seu melhor, porque todos nós sempre fazemos o “melhor que podemos a cada momento”.

O USO TERAPÊUTICO DO TAROT

14/09/2020 às 14h49

(A viagem do louco)

A minha história com o Tarot data de 1990, quando fazia um curso de Pós-Graduação e em busca de um livro da área, entrei numa livraria em frente a Universidade e foi quando meus olhos foram atraídos para um livro chamado “Tarot Mitológico”, embora tentasse evitar, algo em mim notou que era irresistível não o levar, pois além de uma certa curiosidade pelo Tarot, a mitologia sempre tinha sido uma paixão a distância.

Toda noite eu pegava uma carta na mão, e olhava para ela, me entregava a investigação do personagem e então eu escrevia meu diálogo com ele, o que tinha a me dizer, porque estava ali e como se expressava.

Foi um tempo de namoro com o Tarot e a partir daí passei a adquirir novos livros e estudar mais profundamente, fazer cursos, até estar preparada para atender as pessoas e mais tarde dar aulas e formação.

Nestes 30 anos de casamento devo confessar que ainda sou apaixonada por este instrumento maravilhoso de autoconhecimento, crescimento pessoal e agente terapêutico.

Se você não conhece, posso lhe adiantar que o Tarot é um jogo cujas origens são diversas, Egito para alguns ou a França para outros em virtude do famoso Baralho de Marselha.  Ele é formado por 2 sequências de cartas, sendo 56 lâminas semelhantes ao nosso baralho tradicional de jogos de salão e mais 22 lâminas chamadas de Arcanos Maiores, que distingue esse jogo de todos os demais, pois aí estão impressas imagens de 22 personagens ou arquétipos de nossa personalidade (conforme estudou Yung).

É a grande viagem do Louco que sai pelo mundo em busca da consciência de si mesmo. Cada personagem que ele entra em contato lhe garante o conhecimento de um aspecto que habita em cada um de nós, e por todo esse simbolismo, o Tarot hoje é trabalhado e estudado com uma abordagem totalmente terapêutica e não divinatória.

As cores, as roupas, os símbolos, os movimentos de cada personagem nos falam ao inconsciente e nos permite um contato profundo com nossas feridas, incertezas, dúvidas e também com nossa cura. Quando uma emoção nos pega de jeito, quando uma questão precisa de solução, é aí que podemos abrir nosso cenário interno e solicitar que nossos personagens surjam e nos mostrem o caminho da cura pela consciência de algo maior.

O Tarot é o fiel amigo, companheiro e terapeuta que pode nos salvar nos momentos onde a alma se encontra desamparada e só. Muitos trabalhos na área terapêutica podem ser realizados por psicólogos, coachings, terapeutas, professores ou por pessoas que cuidam de outras pessoas através das tiragens e da conexão com estas cartas.

Quanto mais a modernidade e a correria do mundo nos chamam para fora, para o externo, o Tarot nos convida a voltar para a nossa Alma, e ao que somos em essência – seres humanos carentes de conhecimento e de amor por nós mesmos.

Se você quer saber mais sobre as formas terapêuticas de utilizar o Tarot entre em contato comigo e se quiser desvendar ainda mais sobre esse misterioso instrumento, sugiro que busque o curso on-line de Tarot terapêutico que deixo como sugestão no link abaixo.

E para finalizar desejo a você uma Boa viagem para dentro de si mesmo!

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