Revista Statto

REALIZAÇÃO PROFISSIONAL E SUSTENTABILIDADE

04/09/2020 às 15h23

 

Esta semana comemoramos o dia do (a) Biólogo (a) – dia 03/set – e, por esse motivo, decidi escrever sobre realização profissional e sustentabilidade.

Durante minha adolescência sonhava em ser bióloga marinha e trabalhar no Projeto Tamar para ajudar a proteger as tartarugas marinhas, mas escolhi uma profissão que me proporcionasse maior remuneração, a de Analista de Sistemas de Informação.

Isso mostra que nem sempre tentamos realizar nossos sonhos quando jovens, pois há muitas necessidades básicas que queremos satisfazer antes de termos a tão almejada realização profissional.

Na minha jornada de autoconhecimento com o Coaching, a Programação Neurolinguística (PNL) e a visão sistêmica das Constelações Familiares percebi que cada pessoa tem um tempo para conquistar o que tanto deseja e que não podemos nos comparar com outras pessoas, pois cada um tem uma história de vida/familiar diferente.  Por isso é importante aceitar de maneira ativa tudo do jeito que foi. Assim você dá um bom lugar no seu coração ao que aconteceu e se compromete a ampliar a consciência sozinho (a) e/ou com ajuda de um (a) profissional para fazer diferente daqui em diante fazendo novas escolhas.

Se você sempre sonhou em ter uma determinada profissão e está envolvido (a) em outra, sugiro que você procure fazer o que sonhou nas horas vagas e/ou nos fins de semana de maneira remunerada e/ou voluntária. Exemplos: se queria ser professor (a) de yoga, pratique com seus amigos numa aula online, pois estamos vivenciando a pandemia pela Covid-19. Se queria ser artista ou músico grave vídeos ou lives. Use sua criança interior para ter criatividade e colocar isso em prática.

Com relação ao que eu sonhava e ainda sonho que é ajudar os animais marinhos, eu costumo recolher materiais como plástico e isopor nas praias de Santos sozinha ou em mutirões de limpeza, pois sei que desta maneira contribuo com a proteção desses animais, pois sei que grande parte desses resíduos vai parar no estômago deles. Também participo da disseminação de hábitos sustentáveis como a separação dos resíduos orgânicos e recicláveis e coleta do óleo de cozinha usado no condomínio em que moro. Descarto pilhas, lâmpadas fluorescentes e radiografias (chapas de raio x) em locais que destinam corretamente esses materiais.

Sempre há um momento para começarmos a realizar o que sonhamos independente da maneira que acontece, pois são pequenos gestos que farão grandes feitos na nossa vida e na vida dos seres vivos que nos rodeiam.

 

TUDO QUE É EM EXCESSO FAZ MAL, ATÉ O AMOR E A ÁGUA

30/07/2020 às 17h33

Em um certo dia estava lavando alface para o almoço e me deparei com algumas folhas queimadas, provavelmente na plantação devido às fortes chuvas. É isso mesmo, até a água em excesso pode queimar um alimento.

Na vida é semelhante, qualquer sentimento ou comportamento que acontece em excesso queima e destrói relacionamentos.

Muitas pessoas amam de forma nada saudável fazendo coisas que aparentemente podem ser boas, mas não são. Amam se doando mais do que deveriam e acabam sufocando a pessoa amada.

Segundo Bert Hellinger, descobridor das leis sistêmicas (livro: Para que o amor dê certo):

O equilíbrio entre o dar e o receber é condição indispensável para um relacionamento bem-sucedido. Entretanto, deve-se levar em consideração que nem todos podem dar tudo, e que também nem todos podem receber tudo. Cada um está limitado naquilo que pode dar e naquilo que pode receber. Com isso é colocado, de antemão, um limite ao dar e ao receber.”

Em um relacionamento afetivo de casal, um dá e o(a) outro(a) recebe. Quando um recebe fica grato e sente a necessidade de dar mais, assim este que recebeu se sente em dívida, logo sente novamente a necessidade de se doar mais. Desta maneira as duas pessoas vão equilibrando o dar e o receber, fortalecendo assim, o vínculo do amor saudável no relacionamento.

O que acontece muito nos relacionamentos de casal é o desequilíbrio entre o dar e o receber. Quando isso acontece, na maioria dos casos, aquele que recebeu mais vai embora, pois se sente tão devedor que não consegue se manter no relacionamento.

Equilibrar o dar e o receber é uma maneira mais consciente de vivenciar um relacionamento afetivo com amor saudável.

SAIBA COMO MUDAR SEU FUTURO

07/07/2020 às 17h45

Herdamos padrões de comportamentos inconscientes dos pais e antepassados no nosso sistema familiar. Por esse motivo pensamos, sentimos e agimos de acordo com esses padrões.

Ansiedade, insegurança, dificuldade nos relacionamentos afetivos e familiares, como pais e irmãos, são alguns dos desconfortos sentidos por muitas pessoas que me procuram nos meus atendimentos online como consteladora familiar.

Ter a consciência da origem desses padrões traz a oportunidade de começar a pensar, sentir e agir diferente desses padrões inconscientes herdados, pois desta maneira é possível colocar luz nesse sistema familiar por meio das leis sistêmicas de Bert Hellinger (leis naturais da vida) que são: Pertencimento (vínculo), Hierarquia (Ordem) e Equilíbrio de Troca (Dar e Receber/Tomar).

Quando não vivemos de acordo com essas leis temos desequilíbrio e desarmonia nos relacionamentos familiares, na saúde física, mental e espiritual.

Desta maneira, no presente, olhamos para o passado, ressignificamos esses comportamentos inconscientes e descobrimos novas maneiras de criar um novo futuro!!

COMO APRENDER A RECEBER AJUDA EM TEMPOS DE PANDEMIA

20/06/2020 às 10h20

Sabe aquelas pessoas que querem abraçar o mundo fazendo tudo para os outros. Muitas delas acham que podem ser supermãe/pai, mulher/homem, filha (o), esposa ou marido, namorada ou namorado e ainda ser ótimos profissionais, são “contagiados” pela chamada síndrome da mulher maravilha/mulher elástico ou super-herói. A maioria delas sabe apenas se doar e tem dificuldade em receber. Na análise transacional são chamadas de pessoas salvadoras do triângulo dramático de Karpman. Estão sempre sobrecarregas de atividades, não olham e não cuidam de si e ainda acham que são heroínas ou heróis.

Saiba que essas pessoas são as que mais adoecem justamente por não dedicarem tempo para cuidar da sua própria saúde física e mental.

Diante da mudança na rotina diária familiar devido à pandemia do Coronavírus talvez seja o momento de repensarem essas atitudes. Uma sugestão é criar novas rotinas em casa dividindo as tarefas com os integrantes da família como: limpar a casa, lavar a louça, fazer as comprar no mercado, cozinhar, cuidar e brincar com os filhos.

Para isso é importante aprenderem a receber para começarem a equilibrar o dar e o receber no relacionamento afetivo. Se uma pessoa adulta tem essa dinâmica de saber apenas receber neste relacionamento, é o momento de buscar entender a origem disso. De onde vem esse comportamento? Será que não receberam dos pais o amor e a atenção que gostariam e agora querem compensar isso no momento atual com seu companheiro (a) apenas se doando a ele (a)?

Se for esse seu caso, saiba que seus pais deram o que sabiam e herdaram dos pais e antepassados deles. Desta maneira você pode, a partir de agora, aceitar com amor e gratidão apenas o seu principal bem e presente que recebeu, que é a VIDA.

Assim você não terá mais essa necessidade de compensar se doando demais para seu companheiro/marido/namorado ou sua companheira/esposa/namorada, vai começar a olhar para dentro de si e se dar momentos de “luxo” fazendo o que gosta como: ter atividades de lazer, assistir a um filme, ler um livro, ouvir música ou simplesmente deitar no sofá por algum tempo sem fazer nada.

COMO ESTÁ A CONVIVÊNCIA COM SEUS FAMILIARES EM CASA?

23/03/2020 às 16h02

Em tempos de coronavírus e isolamento social, as pessoas estão sendo obrigadas a ficar em casa. Agora terão que conviver praticamente 24 horas com marido, esposa, filhos, pais, irmãos, avós…

Se o relacionamento entre essas pessoas não era bom e saudável antes do vírus, no momento atual pode provocar um grande desconforto e desespero diante desta necessidade de conviver com esses familiares o tempo que durar esta pandemia.

Será que esse novo vírus veio para mostrar para essas pessoas que é necessário olhar para esse relacionamento que não vai bem?

Pode-se aproveitar esse momento para conversar e interagir mais e, se necessário, procurar ajuda de um (a) terapeuta ou outro profissional para melhorar o autoconhecimento e ampliar a consciência com relação a essa dificuldade em se relacionar com pessoas tão queridas.

Talvez seja o melhor momento para ligar ou cuidar daquela pessoa que você não conversa ou não vê há anos ou meses.

Esse novo coronavírus veio também para mostrar que é necessário cuidar mais de si e do outro. Que somos todos iguais e irmãos e estamos todos no mesmo barco.

É o momento para ajudar as pessoas e nos unirmos em favor do bem-estar e saúde de todos!

VOCÊ TEM MEDO DE QUÊ?

16/03/2020 às 09h02

A onda de medo com relação ao Coronavírus vem impactando a vida das pessoas no mundo. Aqui no Brasil já é motivo para cancelamento de eventos como shows, aulas em escolas e faculdades. Algumas empresas já estão incentivando seus colaboradores a ficarem em casa e fazerem home office para evitar a disseminação do vírus caso tenha alguém infectado.

O medo e a preocupação antecipada de algo que não sabemos se vai realmente acontecer vem da infância ou de algum familiar que veio antes como pai, mãe, avós, bisavós…através da transmissão epigenética. Foi constatado que netos de judeus que morreram no holocausto trazem os traumas e os medos desses antepassados sem terem tido contato com essas pessoas.

Importante olhar para esse medo do coronavírus com carinho e se perguntar: Do que realmente eu tenho medo?

Este medo é do meu adulto ou da minha criança que se sentiu fragilizada em algum ou alguns momentos da minha vida?

Este medo é meu ou de algum antepassado?  Será que é do meu pai, mãe, tio, tia ou algum avô, bisavô, avó ou bisavó?

Nos meus atendimentos como consteladora familiar observo que a origem do medo vem da criança ou das pessoas que vieram antes. Afinal de contas somos descendentes de pessoas que passaram por muitas dores e traumas como guerras, fome, discriminação, violência, escravidão, genocídios, etc.

Não podemos excluir nem ignorar este vírus, pois ele faz parte, devemos olhar para ele sem pânico, com respeito e tomar todas a medidas informadas pelos médicos e especialistas no assunto como lavar as mãos com sabonete líquido, usar álcool gel, ao tossir e espirrar proteger nariz e boca com a parte de dentro do cotovelo, evitar cumprimentar as pessoas com beijos, evitar aglomerações desnecessárias, usar máscara comum se estiver gripado para não contaminar outras pessoas.  Essas e outras medidas são importantes principalmente para evitarmos transmitir o vírus para os idosos que já apresentam alguma doença, pois são os mais vulneráveis às complicações do vírus.

Aproveite este momento para olhar para os verdadeiros pensamentos e sentimentos que existem dentro de você quando lembra do coronavírus. Na verdade, você tem medo de quê?

SOBRE SONHOS, TARTARUGAS E REALIZAÇÃO PROFISSIONAL

15/03/2020 às 09h19

Vamos falar sobre a importância de acreditar em sonhos?

Quando criança, eu sonhava em ser bióloga para “salvar” as tartarugas marinhas da extinção. Não conseguia imaginar um mundo sem as tartarugas marinhas!

Na minha adolescência, ouvi da minha família conselhos para não estudar Biologia, porque eu não iria ganhar dinheiro exercendo essa profissão. Essas orientações eram comuns, e sei que a intenção dos meus familiares era a melhor possível, apesar de me jogarem um balde de água fria!

Desta forma, cresci acreditando que se estudasse algo que eu gostasse e se tivesse um propósito envolvido, não ganharia dinheiro. Quantos de nós já não escutamos isso também e acabamos dissociando o trabalho, a nossa profissão, daquilo que nos realiza e também nos traz retorno financeiro?

Enquanto alguns sonhavam em seguir medicina, advocacia ou arquitetura, eu ainda queria trabalhar na base do Projeto Tamar em Regência, no Espirito Santo, meu estado natal.

Mas, diante de tantos conselhos contrários – afinal, era a minha família, pessoas que querem meu bem –, acabei optando por uma profissão que me trouxesse um retorno financeiro rápido: a de analista de sistemas de informação.

Distante dos berçários de tartarugas, eu prosperei nesta profissão por quase 16 anos. E, sim, tive muitos momentos de realização na profissão, acumulei conquistas, viajei para conhecer lugares novos e até mergulhar com as tartarugas marinhas em Fernando de Noronha. Assim entendi que contribui com o meu melhor no exercício das minhas funções.

Mas, o sonho de acompanhar a jornada das tartarugas para vencer as ondas do mar nunca me abandonou. Hoje, consigo entender que posso contribuir de outra forma para que as tartarugas não sejam extintas.

E como faço isso? Minha ligação com o meio marinho me leva a participar de ações, movimentos e eventos em defesa da causa ambiental. Eu coleto plástico na praia (sozinha ou em mutirão de limpeza como voluntária), para que não termine nos oceanos, ameaçando a vida dos animais marinhos e, principalmente, das tartarugas.

Além disso, evito usar materiais descartáveis, como copos, pratos e canudos, que levam anos para se deteriorar e também contribuem com a poluição dos oceanos.

Tenho mais consciência do “para que” de tantos comportamentos inconscientes e crenças, graças ao autoconhecimento adquirido ao longo da vida e ao estudo da visão sistêmica da Constelação Sistêmica Familiar do alemão Bert Hellinger.

Sigo defendendo meus ideais de um mundo mais limpo, coletando plástico e isopor por aí, pois esse gesto faz sentido para mim. Da mesma forma, procuro conscientizar as pessoas sobre a importância de recusarmos e reciclarmos esses materiais no nosso dia a dia.

Quanto a crença sobre a relação trabalho-dinheiro? Já não faz mais sentido nenhum para mim. Agora, acredito, ou melhor, tenho certeza que sou capaz e mereço ser próspera trabalhando com algo que se tornou meu principal propósito de vida: atuar como terapeuta sistêmica e consteladora familiar nos meus atendimentos online.

Todos os passos que dei até aqui são parte importante da criação da minha identidade e aceito tudo como foi.

Agradeço a todas as pessoas que me conduziram a tantos momentos de aprendizado e insights, facilitando a minha caminhada como ser humano!

QUAL É SEU PROPÓSITO?

10/02/2020 às 23h04

O discurso do ator Joaquin Phoenix após receber o Oscar 2020 de melhor ator no filme Coringa me fez pensar ainda mais sobre o propósito que uma pessoa pode ter no mundo.

Ser terapeuta, médico ou médica, psicólogo ou psicóloga são profissões que ajudam pessoas a se tratarem das suas doenças físicas e emocionais e isso faz com que essas pessoas tenham um ótimo propósito de vida. Porém apenas uma parcela pequena da população mundial tem condições financeiras de contratar um ou uma profissional desse tipo.

Pensando assim, como podemos ajudar um número maior de pessoas e animais na natureza? Tendo atitudes sustentáveis como: evitar comer em excesso carnes e derivados, separar o lixo orgânico dos materiais recicláveis, dar o destino correto a esses resíduos, usar água e energia de maneira consciente, recusar embalagens e descartáveis plásticos, ser gentil com as pessoas e tratá-las de maneira igual independente da sua religião, raça, tribo, orientação sexual ou identidade de gênero.

Uma das maiores necessidades do ser humano é ter o direito de pertencer. Logo não podemos excluir ninguém. Quando excluímos violamos a lei sistêmica “Todas as pessoas tem o direito de pertencer” do alemão Bert Hellinger (criador das constelações sistêmicas familiares).

Quando incluímos com amor saudável e respeitamos todas as pessoas, a natureza e os animais conhecidos ou desconhecidos estamos vivenciando um propósito com hábitos sustentáveis independente da profissão que escolhemos.

Esta atitude nos aproxima do que é natural e está ao alcance de grande parcela da população mundial e vale a pena pensar e praticar ao levantar da cama pela manhã.

DICAS PARA EVITAR ‘BUGS’ NA MENTE EM 2020

27/01/2020 às 21h51

 

No mês de janeiro escreva em um caderno ou meio digital quais foram seus principais sentimentos ou comportamentos que aconteceram em 2019 que você se arrepende e que não quer repetir em 2020.

Para desbugar a mente é preciso ampliar a consciência de maneira contínua para descobrir a origem dos traumas que causaram ansiedade excessiva, raiva, mágoa, angústia, vazio no peito, medo, dificuldade de relacionamento, compulsão por comida, vício, por exemplo.

Escolha apenas um desses sentimentos ou comportamentos e reflita para descobrir em que momento eles começaram. Acontecem desde a infância? Passaram a acontecer após algum fato específico? Que fato foi esse? Estes pensamentos ou comportamentos são de alguém da família que veio antes (pai, mãe, irmão, irmã, tio, tia, avô, avó, por exemplo)? Você acha que herdou isso de quem?

A visão sistêmica familiar mostra que experiências ocorridas com antepassados são passadas para os que vieram depois por meio de marcações epigenéticas. Por isso a importância de descobrir de onde vem esse desconforto emocional.

Agora feche os olhos, inspire e expire profundamente 3 vezes, imagine esta pessoa atrás de você e diga a ela mentalmente.

Eu honro você e aceito tudo do jeito que foi sem julgamento. Deixo com você o que é seu, fico apenas com o que é meu. Agora posso pensar e agir diferente e continuar pertencendo ao nosso sistema familiar. Aceito o seu destino e vivo com mais consciência a partir de agora.

Assim você se conecta com esse ente querido, dá um bom lugar para ele no seu coração, amplia sua consciência com relação a esse sentimento ou comportamento e começa a jornada de agir diferente a partir de agora.

Importante ressaltar que é o processo de “desbugar” a mente do método Inner Dev é contínuo, pois as etapas são Sonhar, Investigar, Desenvolver, Realizar e Acompanhar.

Elis Borsoi, Terapeuta Sistêmica Familiar, Consteladora Sistêmica Familiar, Escritora do livro: ‘Inner Dev – Como Desbugar sua Mente’ (Ed. Albatroz: 2019) e Palestrante.