Revista Statto

DEVO DAR BANHO NO MEU GATO?

12/11/2020 às 16h51

Assunto polêmico, porém, de suma importância para os tutores de gatos.

Os gatos são animais muito higiênicos que, como todos já sabem, tomam “banho” diariamente, várias vezes ao dia, através da língua e saliva. Mas muitos devem se perguntar: como o gato fica tão cheiroso e limpinho se ele utiliza a língua como método de limpeza? A língua do felino é formada por papilas em formato de espinhos que tornam a superfície áspera. Quando o animal se lambe, a fricção dessa superfície auxilia na retirada de sujidades. O ato de limpeza é chamado de “grooming” e é realizado, normalmente, ao acordar e antes de dormir. Mas isso varia de animal para animal. Fique atento a lambidas excessivas ou escassez das mesmas. Ambas as situações são sinal de alerta.

Sabendo disso, vamos ao tema principal dessa coluna: devo ou não dar banho no meu gato? NÃO! Como dito anteriormente, os gatos são animais praticam sua higiene perfeitamente. Além disso, o banho caseiro ou em pet shop leva a alteração do cheiro natural do animal e o olfato é um dos principais sentidos do gato fazendo com que qualquer alteração de odor ambiental ou em seu corpo gere estresse e lambeduras. O excesso de lambeduras leva a bola de pelos que resulta em vômito ou obstrução do estômago ou intestino. No mais, se você possui outro gato em sua casa o banho pode causar brigas visto que o cheiro é a principal forma de reconhecimento entre os felinos.

Então NUNCA posso dar banho no meu gato? Pode, mas apenas em casos de extrema necessidade quando, por exemplo, o animal se suja de uma forma que não há como ele se limpar ou quando necessita de banho terapêutico (medicamento aplicado através de shampoo ou outra forma que seja necessário uso de água/banho).

Animais obesos tem dificuldade em realizar o grooming, nesse caso procure um médico veterinário para alteração de dieta e redução do peso. Durante esse processo, o banho pode ser uma opção, mas não a solução.

Outro ponto negativo de levar seu animal a pet shop é que, normalmente, os cães ficam junto dos gatos e, novamente, os odores e barulhos acabam estressando e amedrontando o seu gatinho.

Com isso, é de suma importância que você permita que seu gato seja GATO e não humanize em excesso os hábitos desse animal. Gatos são cheiroso, limpos e lindos, não necessitam de banho!

Cuide e ame seu pet.

VOCÊ SE PREOCUPA COM O CORAÇÃO DO SEU PET?

11/10/2020 às 16h12

Tutores de cães e gatos, a coluna deste mês é de extrema importância, pois estamos falando de um órgão vital que regula todos os demais órgãos do corpo como pulmões, cérebro, fígado e rins. Tudo passa pelo coração!!!

Você sabia que alterações cardíacas são extremamente comuns na clínica de pequenos animais? Essas doenças estão correlacionadas com idade, alimentação, genética e outras patologias.

O animal idoso tem uma alta predisposição a alteração cardíaca tendo em vista que, como qualquer outro órgão, vai perdendo sua capacidade funcional com o passar do tempo. Além disso, a idade está relacionada a outras patologias que podem culminar em problema cardíaco. Mas também há animais que nascem com alterações anatômicas que interferem na circulação sanguínea e coração.

  

Já não é novidade que alimentação é um fator que deve ser estudado por aqueles que são tutores de cães e/ou gatos, tendo em vista que afeta diretamente em todo o organismo. A obesidade é uma doença comum que atingem animais com alterações endócrinas ou que, simplesmente, se alimentam de forma e quantidade exacerbada. A qualidade e quantidade de comida que o animal ingere, sendo ela alimentação natural, ração seca ou úmida afeta intimamente no acumulo de gordura que o animal apresenta. Esse acumulo gera a obesidade que afeta os vasos sanguíneos e, consequentemente, o coração do seu animal. A caquexia, desnutrição ou peso abaixo do recomendado também afeta a nutrição e consequentemente o coração, podendo faltar proteínas, glicose, entre outros nutrientes essenciais para a funcionalidade cardíaca.

A raça do seu pet também pode ser um fator alarmante já que a genética que envolve determinada raça pode predispor a problema no coração. Raças de cães como Poodle, Yorkshire e Boxer e de gatos como Persa, Maine Coon e Ragdoll podem apresentar genes que interferem na funcionalidade ou morfologia cardíaca.

A atenção deve ser redobrada para animais que possuem outras doenças como Diabetes, doenças renais, doença hepática, entre outras.

Por isso, é de extrema importância que o check-up do seu animal esteja sempre em dia. Deve-se realizar exame de sangue, exame de urina, ultrassonografia e ecocardiografia ou eletrocardiografia. Leve seu animal ao veterinário rotineiramente e sempre quando houver alguma alteração comportamental. Fique de olho no que seu animal está comendo, se é de qualidade ou não e, também, sua quantidade adequada. Vermifugação e vacinação devem estar em dia, assim como a castração é a mais adequada.

SEU PET É SUA RESPONSABILIDADE, EXAMES DE ROTINA, VACINAÇÃO E VERMIFUGAÇÃO SÃO DEVERES QUE DEVEM SER CUMPRIDOS. FIQUE ATENTO AO SEU ANIMAL!

CASTRAÇÃO: É MESMO NECESSÁRIO?

12/09/2020 às 11h52

Muitos tutores ainda questionam os médicos veterinários se a castração é um procedimento necessário, se não há riscos ou se é muito invasivo. Castração é um procedimento cirúrgico que deve ser feito por um profissional qualificado e responsável tomando os devidos cuidados no pré e pós-operatórios. Porém, se torna algo muito simples tendo em vista que cessará o estresse com cio e irá prevenir muitas alterações futuras que podem acometer seu animal.

O procedimento cirúrgico em si, no animal saudável, é simples e relativamente rápido podendo ser realizado com uma pequena incisão resultando em uma sutura de pele de apenas um ponto, dependendo da técnica utilizada.

Você sabia que a castração eletiva (denominada assim quando o animal é saudável, sem alterações prévias) reduz bruscamente a chance de câncer tanto na fêmea quanto no macho? Sem falar que o estresse do cio para a fêmea e para seu tutor terá seu fim após a cirurgia.

Em machos, a castração pode ser realizada a partir dos quatro meses de idade. Tendo em vista que, se o procedimento for realizado antes do animal começar a demarcar território, esse hábito será reduzido ou não será visto naquele animal.

Já em fêmeas, tanto em gatas quanto em cadelas, o procedimento pode ser realizado a partir dos cinco meses de idade ou após o primeiro cio.

A castração de fêmeas é mais invasiva que de machos, sim, porém é muito benéfica e vale a pena o tempo de cuidado no pós-operatório. No pré-operatório será necessária consulta prévia com o médico veterinário onde ele realizará coleta dos exames necessários assim como uma avaliação pré-anestésica. O jejum de água e comida é algo obrigatório para qualquer procedimento que envolva anestesia. Já no pós-operatório, o tutor deverá ser cuidadoso cumprindo os horários de medicações e limpezas de ponto.

Em um breve resumo, os benefícios da castração englobam redução de chances de câncer de mama, chances de piometra (infecção uterina), cistos ovarianos, chances de chances de câncer testicular, demarcação de território, entre outros fatores comportamentais também relacionados.

Mas e os perigos da castração? Sim, como qualquer outro procedimento cirúrgico, a castração possui riscos. Por exemplo, hemorragia. Por isso sempre busque um profissional qualificado e de confiança.

Com toda certeza, a castração é um procedimento muito válido e necessário, será benéfico para o animal e para seu tutor a curto e longo prazo.

Sempre é bom lembrar: seu animal é sua responsabilidade, mantenha as vacinas e vermífugos em dia, consulte seu médico veterinário de confiança regularmente e CASTRE! Castração é ato de amor.

A IMPORTÂNCIA DA VERMIFUGAÇÃO DE CÃES E GATOS.

12/08/2020 às 17h01

Tutores de cães e/ou gatos, leiam essa matéria com muita ATENÇÃO.

A vermifugação é um dos cuidados essenciais que você, tutor, deve ter com seu pet. Sabemos que nossos amigos de quatro patas podem ser acometidos por diferentes ectoparasitas como pulgas e carrapatos, mas também por endoparasitas como o Dipylidium, Toxocara e Ancylostoma.

Esses pequenos, ou nem tanto, endoparasitas infectam o seu animal de diversas formas. Uma das principais formas de infecção é através da ingestão de ovos desse parasita, água ou alimentos contaminados ou, até mesmo, pulgas. Isso mesmo, pulgas! Ocorre quando o animal está acometido por esse ectoparasita e, ao se coçar, acaba ingerindo a pulga. Por isso a importância de manter sempre seu pet livre de ECTO e ENDOPARASITAS.

Normalmente, esses parasitas habitam o intestino dos animais, mas também pode acometer os pulmões. Lembrando também que muitos deles podem ser transmitidos ao ser humano, por isso é uma questão de SAÚDE PÚBLICA, além do bem-estar do cão ou gato.

Se o seu pet estiver com alterações como vômito, diarreia, apatia, perda de peso, coceira no bumbum e presença de sangue ou pontos brancos nas fezes, procure o veterinário de confiança, pois seu animal pode estar acometido por vermes e será necessário tratamento.

A vermifugo, além de tratamento, também é preventivo já que os vermes podem acometer o animal em qualquer fase da vida, não apenas quando filhote.

O protocolo de vermífugação varia conforme a preferência do médico veterinário, mas o mais comum é iniciar aos 15 dias de vida, administrar nova dose aos 30 dias e, após isso, mensal até o sexto mês de vida. A partir dos seis meses de vida, o vermífugo deverá ser administrado com intervalos de 4 a 6 meses ou quando o animal apresentar algum sintoma.

Além do filhote, é importante manter a mãe vermifugada, pois a fêmea pode transmitir ao feto durante a gestação ou através do leite.

O vermífugo ideal é aquele de amplo espectro de ação (que seja eficaz contra a maioria dos vermes) ou aquele que seja especifico para o parasita que animal está acometido. Lembrando que somente o veterinário pode indicar o vermífugo ideal. Também é importante que seja para a espécie do seu pet, por exemplo, vermífugos para cães, para gatos ou para cães e gatos. Nunca fornecer um medicamento de cão para gato ou de gato para cão sem a prescrição do médico veterinário.

VERMIFUGAÇÃO TAMBÉM É ATO DE AMOR!

Sempre manter a saúde e bem-estar do seu animal em dia através de vacinação, vermifugação e consultas periódicas com o médico veterinário de confiança. Lembre-se: seu pet é sua responsabilidade.

VACINAÇÃO: POR QUE TÃO IMPORTANTE?

14/07/2020 às 16h06

A imunização do pet inicia, principalmente, na amamentação, onde a mãe transmite anticorpos (proteção) ao filhote através do colostro, essa imunidade recebe o nome de PASSIVA (quando não é o organismo do animal que produz). A imunidade passiva dura até a 14ª semana ou 16ª semana de vida do animal (1 mês e meio a 2 meses), após isso o sistema imune do cão ou gato inicia a própria produção de anticorpos, conforme o contato com os antígenos (bactérias, vírus ou qualquer organismo estranho). Quando há a produção da sua própria defesa, a imunidade passa a se chamar ATIVA. Esse tipo de imunização pode ser estimulado pela vacina.

A vacina, ao entrar em contato com o organismo do animal, estimula o sistema imunológico a trabalhar e formar anticorpos contra o antígeno presente naquela substância. Ou seja, as vacinas são fabricadas para imunizar o animal contra determinado organismo que pode ser prejudicial, e sua forma de ação é através da estimulação do sistema imunológico. Sempre é válido lembrar que há diversos tipos de vacina, cada uma gera diferentes anticorpos para cada agente e difere em cada espécie.

VACINAÇÃO É PROTEÇÃO!

CÃO: CONTRA QUAIS DOENÇAS PODEMOS IMUNIZAR?

Cinomose, adenovirose, parvovirose, hepatite infecciosa canina, leptospirose, coronavirose e parainfluenza, também deverá ser imunizado contra raiva e, caso necessário, leishmaniose, giardíase e traqueobronquite infecciosa canina (tosse dos canis).

COM QUAL IDADE DEVO REALIZAR A PRIMEIRA DOSE? Lembramos sempre que cada veterinário possui seu protocolo de vacinação, porém o mais comum e ideal seria iniciar na sexta a oitava semana de vida (1,5 a 2 meses de idade), já que a imunidade passiva pode durar menos que aquele período descrito acima.

QUANTAS DOSES DEVERÃO SER APLICADAS?

Inicialmente de 3 a 4 doses, começando na sexta ou oitava semana de vida e com intervalos de 21 a 28 dias. Após isso, reforço anual. A antirrábica deverá ser aplicada após a 16ª semana de vida do animal, com reforço anual.  *Consulte seu veterinário de confiança.

ADOTEI UM CÃO E NÃO SEI SE FOI VACINADO ANTERIORMENTE, O QUE FAZER?

Levar ao veterinário imediatamente para avaliação clínica. Ele saberá dizer qual protocolo será utilizado, assim como métodos de vermifugação. Um dos protocolos seriam duas doses, com intervalo mensal, para a vacina essencial V8 ou V10 (parvovirose, cinomose, hepatite infecciosa canina, coronavirose, leptospirose e parainfluenza) e uma dose da antirrábica.

FILHOTE NÃO TEVE ACESSO AO COLOSTRO MATERNO, O QUE FAZER?

Novamente, consulta com médico veterinário é o ideal para que a vacinação inicie antes da sexta semana de vida, normalmente na quarta.

GATO: CONTRA QUAIS DOENÇAS PODEMOS IMUNIZAR? Calicivirose, panleucopenia, raiva, FeLV, rinotraqueíte e clamídiose. Também há vacinas contra peritonite infecciosa felina e giardíase, mas não são recomendadas.

COM QUAL IDADE DEVO REALIZAR A PRIMEIRA DOSE?

Cada veterinário possui seu protocolo, mas o mais comum é iniciar a vacinação na sexta a oitava semana de vida.

QUANTAS DOSES DEVERÃO SER APLICADAS?

Dependerá do médico veterinário. Normalmente, utiliza-se o protocolo de 3 a 4 doses a partir da sexta a oitava semana de vida, tendo intervalo de 21 a 28 dias entre cada uma. A antirrábica deverá ser após a 16ª semana de vida do animal, com reforço anual.

ADOTEI UM GATO E NÃO SEI SE FOI VACINADO ANTERIORMENTE, O QUE FAZER? 

A consulta com o médico veterinário após a adoção é essencial para avaliação do animal. O profissional saberá qual protocolo deve ser usado. Normalmente faz-se uma ou duas doses (intervalo mensal entre cada dose) da vacina essencial e uma aplicação da antirrábica. Após isso, reforço anual.

Vacinação é proteção, sim. Assim como, consultas regulares ao médico veterinário para exames de rotina auxiliando na prevenção de doenças futuras. Seu animal é sua responsabilidade, ele depende de você para ter uma vida longa e de qualidade. Cuidar da saúde do pet também é um ato de amor!

CÃES: COMO NÃO AMAR?

19/03/2020 às 09h35

O QUE É IMPORTANTE VOCÊ SABER SOBRE A RAÇA DO SEU CÃO.

Spitz Alemão e Pug são uma das raças mais comuns nas grandes cidades. Por isso, na coluna do mundo pet deste mês, destacarei as particularidades dessas duas raças tão amadas. Lembrando que você, como tutor, é responsável pela vida e bem-estar do seu animalzinho, então essas informações serão muito importantes.

SPITZ ALEMÃO: também conhecido como Lulu da Pomerânea (Spitz Alemão Anão), é uma raça muito ativa e inteligente. São, na sua maioria, dóceis e carinhosos, sendo muito dependentes de seus tutores. Podem ser barulhentos por latirem demais, mas quem não gosta de se expressar?! Patologias (doenças) que mais atingem a raça: 1) Luxação de patela: é uma alteração no joelho do animal, sendo a maioria por influência genética, gerando dor e dificuldade de movimentação do membro pélvico (perna) afetado.

2) Dermatite: inflamação que ocorre na pele do cão, gerando muita coceira, perda de pelo e feridas. Podendo ser alérgica, infecciosa, autoimune, por produtos químicos, entre outros motivos que devem ser investigados.

Além da dermatite e da luxação de patela, esses animais podem apresentar outras alterações e qualquer sinal de que seu cãozinho não está bem deve ser relatado ao seu médico veterinário.

Adorable Pug puppy solo portrait

PUG: uma das raças mais comuns no Brasil, o pug é um animal muito amigo e energético. São cães muito apegados ao seu tutor e, muitas vezes, consegue se adaptar bem a outros animais.

Patologias (doenças) que mais atingem a raça: 1) alterações nasais: sabemos que o Pug possui uma anatomia da região nasal alterada, tendo seu focinho mais curto diminuindo a capacidade respiratória. Também alterações na cavidade nasal que gera o ruído respiratório típico da raça (o famoso ronco). Então, deve-se evitar esforços físicos intensos e exercícios no calor.

2) Dermatites: os Pugs também apresentam uma grande predisposição a esta patologia por apresentar rugas pelo corpo, fazendo com que a região tenha a temperatura aumentada e facilite a proliferação de fungos e bactérias.

3) Úlcera de córnea: na anatomia desta raça, vemos que os olhos são mais proeminentes. Com isso, são mais predispostos a lesões no globo ocular gerando a úlcera. O animal apresenta dor na região, podendo ficar com a pálpebra mais fechada.

Sempre lembrando que qualquer sinal de alteração comportamental de seu animal, o médico veterinário deverá ser acionado imediatamente.

Com isso, independente da raça que for seu pet, ame, respeite e cuide dele. O seu animal é sua responsabilidade. Os animais amam e nos ensinam a amar!