Revista Statto

O TRUQUE DOS SUPERPODERES FEMININOS

21/08/2020 às 15h58

Abre os olhos e o relógio já começa sua contagem decrescente; cada minuto é um minuto menos para as infinitas tarefas do dia. Podemos resumi-las em laborais, familiares, logísticas. Podemos dizer que são tarefas mais que necessárias para a engrenagem perfeita do dia-a-dia, não só do seu, mas sim também do núcleo mais próximo. Isto é um superpoder, não é verdade?

A capacidade de coordenação, gestão, atenção, poderíamos dizer que isto é quase mágico. Você me leu e tenho a certeza que estará a pensar, que isso é um reflexo de teu dia-a-dia, que essa é você.

Você, eu, ela, nós, a realidade das mulheres com superpoderes. Sim, esses que são inatos à natureza feminina, que se resume em qualidades tão incríveis como o instinto, a intuição, a capacidade em todos os âmbitos, o talento, a força. A força e fortaleza que quase todas as mulheres deixam visíveis e da que fazem uso no seu dia-a-dia, essa que permite que se levantem e não cair, não é verdade?

Superpoderes femininos muito desenvolvidos, mas mal canalizados, que fazem que por fora e para o exterior se levante, mostre seu melhor sorriso e seja avassaladora, podendo fazer tudo. Mas por sua vez, em seu interior, se vá caindo aos poucos, como uma casa gigante que cuida de seu jardim (é dizer, seu entorno), mas que não cuida seu interior, de suas paredes, de suas pinturas e estrutura que aos poucos perdem seu brilho interno, porque está demasiado concentrado em todo o que o envolve.

Essa luz, energia e capacidades, esses superpoderes que canaliza e esgota nos outros, sem deixar nada para si. Em resumo, cansasse a procura que os outros tenham as coisas a seu alcance, que todo seja favorável, acreditando que além disso eles “olham” para si com os olhos que você olha para si própria e valoram todo seu esforço, tudo o que você faz por eles.

Enquanto você quer ou deseja que a valorizem na totalidade, os outros aprenderam a ver o que você faz como algo normal, algo que faz parte de sua rotina, pelo que eles podem ver essas qualidades como superpoderes que você oferece, olham para todo isto como um trâmite, uma obrigação sua.

Pois é aqui onde começa outra etapa deste círculo vicioso, essa na qual por esgotamento, seu rendimento e motivação diminuem e os outros reclamam e exigem que continue a dar o seu melhor, porque você assumiu a responsabilidade de que a engrenagem funcione, carregando você com tudo. Como tem superpoderes, achou que poderia com todo, porque essa força avassaladora é sua carta de apresentação.

O que você não sabe é que os superpoderes têm um truque para que sejam efetivos. Tudo começa com uma questão: quando vai deixar de se falhar a si própria? Você já pensou quantas vezes por dia se falha a si própria? Como?

Você se ignora, não deixa nada desses superpoderes para si, entregando o 100% aos outros, às tarefas chamas de prioritárias, mas é você? Onde está?

Quantas vezes você chega ao final do dia e não se dedicou nada a si mesma: tempo, cuidados, atenção, mesmo algo tão básico e necessário como se sentir…com as mágicas desculpas de: “não tive tempo”, “estou muito cansada”, “amanhã faço”…

Truques para escapar de si própria e continuar a entregar tudo de si aos outros porque acha que é o correto, porque acha que não sabe como o fazer doutra forma.

Enquanto isso, você continua a se falhar a se autodestruir lentamente porque a exigência externa cada vez é mais alta e o esgotamento interno também.

Há uma diferença entre o que você mostra de si para o exterior e outra coisa é quem é você na realidade.

Perca o medo a impor limites, a dizer não, mas também perca o medo de brilhar. Brilhar pelo que você é, pelas qualidades que tem. Deixe o auto castigo da auto exigência e use seus superpoderes para se valorizar, se aceitar e com essa força interior, com essa fortaleza, conheça-se, descubra-se e crie sua liberdade emocional.

Não se trata de não dar os outros, trata-se de dar a si própria para que você não seja uma prisioneira de suas qualidades, mas sim que sejam elas quem a impulsionem.

Yolanda Castillo

AS CORRENTES DA RIGIDEZ

14/08/2020 às 11h17

Se você tivesse que escolher uma palavra para se definir, qual seria?

Uma que resumisse seu carácter, sua personalidade e o modo de agir na vida. Certamente a maioria pensaria em adjetivos que já conhecem, que usam no dia-a-dia, cada um de nós escolheria um com o qual se identificasse, certo?

Hoje venho falar com você sobre uma característica complexa, mas muito comum, em todo ser humano, que para a maioria das pessoas passa desapercebida: rigidez.

Você está surpreso?

Para que você entenda por que é uma qualidade que afeta toda a população em menor ou maior grau, precisamos entender que a rigidez afeta e se manifesta em todas as áreas da vida. Ela é a incapacidade ou dificuldade atribuída a algo, que causa dificuldade em dobrar ou torcer; em outras palavras: inflexível, severo.

Mas não estamos apenas falando sobre o âmbito físico. A primeira rigidez que surge é a mental, e a partir dela se desenvolvem a rigidez emocional e física.

Por que temos uma mente rígida? E por que dizemos que, em maior ou menor grau todos temos isso?

A mente é criada com uma “semente” de informação hereditária relacionada com a rigidez; mas outra parte dessa informação é a que tu aprendes a gerar ao longo de tua vida?

Como você a gera?

Constantemente, acreditando firmemente que sua verdade é a única verdade e que não existe outra, ou afirmando que as coisas são boas ou aceitáveis apenas do seu ponto de vista; tudo o resto é ou está errado.

Isso é rigidez e é essa rigidez que o leva a rigidez emocional, repetindo exatamente a mesma coisa: você faz que essas emoções também serem sua verdade e é sobre isso que nos baseamos para desenvolver a vida pessoal, familiar, profissional, etc.

Como tudo isso se manifesta?

Entrando em conflito, primeiro internamente e depois com todos os outros e com tudo a nosso redor. Porque acreditamos firmemente que a opinião dos outros é incorreta, assim como tudo o que eles fazem e dizem, se não coincidem com sua maneira de ver as coisas. Você só vê de um lado do prisma, isso o leva a viver em conflito.

Você desenvolveu uma vida social, profissional, estudantil, relacionamentos, etc.; que se movimentam desde o conflito e da raiva.

Você percebeu isso? Analise isso.

Você dispensa tanta energia tentando convencer os outros da sua verdade que se perde fazendo isso; porque você quer trazer todos, tudo e todas as situações para o seu campo; isso é impossível, porque essa não é a verdade, embora você acredite que sim, é apenas a verdade em que você acredita.

Isso tem algum efeito?

Sim, muitos. O primeiro é sentir-se incompreendido, o que leva a não poder ter um foco diferente das situações; com toda essa acumulação, você fica doente. Dependendo do grau de rigidez que desenvolve, que a doença se desenvolve mais cedo ou mais tarde, mais rápido ou mais devagar.

Onde você sente a rigidez mais pronunciada?

No sistema muscular, coluna vertebral e articulações; ficando elas mais rijas, tal e como você está mental e emocionalmente: a tal ponto que pode paralisar completamente.

Mas você também o manifesta em outras áreas, como a criatividade, que fica bloqueada, como todas as qualidades que nascem da fluidez «, como a aprendizagem e a concentração.

Sem perceber, você se torna resistente à mudança, perdendo a capacidade de ouvir, diminuindo a velocidade da aprendizagem e negando a si mesmo a oportunidade de ver e observar o que tem ao seu redor.

Como podemos mudar isso?

O primeiro passo é querer mudar essa situação. Continuando a mudar a visão e o relacionamento que você tem sobre controle e perfeição na vida; que empurra você para a rigidez.

Ou seja, ter a motivação para sair dessa ilusão em que você vive e, assim, mudar os padrões que aprendeu de rigidez e inflexibilidade, para outros novos de tolerância, compreensão, respeito e escuta ativa do outro.

Dessa maneira, reaprendemos padrões mentais, emocionais e de desempenho que nos levam a viver vidas saudáveis

Motive-se e aprenda a ser saudável!

Atreva-se a mudar, você ficará surpreso!

Roberto Castillo

VINCULAÇÃO AFETIVA E DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

26/07/2020 às 10h40

Como mamíferos sociais, os seres humanos, desde o início da vida precisamos de afeto para um desenvolvimento correto, é por isso que desde a primeira infância o procuramos instintivamente, mas quando uma criança não o tem, ele também o procura desesperadamente, porque não é um capricho, é uma necessidade tão importante ou até mais do que a própria alimentação.

Aqui estão duas questões importantes: porque o desenvolvimento e em que consiste essa afetividade de que estamos falando?

Em muitos casos, associamos o termo desenvolvimento ao crescimento físico. Nesse caso, estamos nos referindo ao desenvolvimento emocional e psicológico que afeta diretamente o desenvolvimento cognitivo da criança. A afetividade é fundamental para a formação de uma personalidade, carácter e capacidade de pensar livremente.

Desse modo, eles conseguem ter um carácter seguro, baseado na autoconfiança, na observação e na análise.

O que conseguimos com isso?

Crianças com capacidade de tomar decisões diante de todos os desafios que surgem.

Porque falamos de afetividade?

Embora o assimilemos como algo normal, embora acreditemos que somos afetivos com as crianças, esse nem sempre é o caso. Primeiro, porque não entendemos o que esse conceito abrange. Depois confundimos com uma carícia, um minuto de atenção dispersa ou um abraço matinal. São demostrações de afeto, espontâneo ou forçado no momento.

A afetividade não é composta de momentos isolados, é um hábito na maneira de se comportar e de agir dos pais, que inclui carinho e amor, sim. Mas também atenção, reforço positivo, proximidade, interesse e aceitação.

Afetividade é vínculo. Isso nos leva a criar a esfera em que para a criança e seus pais, é normal comunicar e validar as emoções da criança; onde existe lugar para expressar preocupações, atenda às suas necessidades básicas afetivas e emocionais.

Mas quais são as consequências da falta de vínculo emocional?

Eles crescem com a necessidade de serem validados nas ações que realizam, seja na escolha de um jogo, decidindo quais cores usar em seus desenhos, aumentando sua importância à medida que crescem. Eles precisam conformar suas decisões, por menores que sejam. Isso nos leva à necessidade de agradar um ou ambos os pais. Porque ele precisa se sentir importante, destacar-se, chamar sua atenção.

Porque são sua figura de referência e, ao mesmo tempo, as pessoas de quem esperam e precisam desse vínculo afetivo.

Isso tem um impacto negativo em seu carácter, personalidade e também no modo como nos comportamos, uma vez que a validação e a necessidade de cumprir uma expectativa (em muitos casos, imposta por ele mesmo), o tornam inseguro e isso leva à limitação.

Que tipo de limitação?

A ansiedade e o estresse emocional gerados pela falta de vínculo emocional limitam sua visão do mundo e a maneira de se relacionar com ele; desenvolvendo um sentimento de incapacidade que transporta a todas as áreas de seu crescimento e desenvolvimento, bloqueando sua criatividade, capacidade de questionar, interesse em coisas novas ou a criação de seus sonhos. Porque tudo isso implica que o medo se tornou um de seus melhores amigos.

Como adultos, como pais, é nossa responsabilidade conhecer essa afetividade e cultiva-la diariamente. Compreender a relevância de corrigir hábitos de estresse social e falta de tempo; substituindo-os por um tempo de qualidade com as crianças. Porque desta vez, essa conexão é necessária para que no presente o melhor amigo de seu filho seja a educação afetiva e, no futuro, a autoconfiança.

Yolanda Castillo

A SOMBRA DA SEXUALIDADE

09/07/2020 às 09h56

Quando você pensa que está acordada, mas na realidade você ainda está dormindo no capítulo mais importante da história, da sua história.

Este poderia ser o começo de um livro, mas em vez disso, é o ponto de partida de um artigo que busca acordar a mulher que vive adormecida, mas adormecida em direção ao autoconhecimento.

Se q você lhe perguntassem qual é o maior tabu das mulheres, o que responderia? E o seu? Qual é o seu assunto tabu em relação a você?

Há muitas questões tabus, mas há uma que se destaca e afeta, em maior ou menor grau, todas as mulheres: a sexualidade.

Atualmente, vivemos desde a sombra por causa da grande contradição que ela representa. Antes de tudo, todas as mulheres querem vivê-la com plenitude e satisfação, acreditando que essa é a normalidade e outras mulheres, por isso sentem a necessidade de torna-la em algo normal e fluido, mas no fundo, desde seu contexto real, é sentida desde a vergonha e incerteza. É impossível viver livremente qualquer aspecto da vida, se sentimos vergonha quando ouvimos falar disso ou nos vinculamos a ele. A sexualidade não é diferente.

A questão é, por que sentimos vergonha?

Porque a sexualidade representa ignorância e mentira, já que a realidade do que verbalizamos e precisamos demostrar aos outros é completamente diferente, um mistério, uma máscara que colocamos para sentir que nos encaixamos na suposta realidade social das mulheres com as que nos relacionamos, ou às que conhecemos.

Se não sabemos, se a desconhecemos, porque sentimos vergonha em vez de necessidade de aprender?

Isto é o que acostumamos fazer quando temos interesse em um assunto, perguntamos livremente para aprender, conhecer e assim crescer. A sexualidade, apesar de ser tabu, é uma questão tão antiga quanto a própria humanidade, que deveria ser pessoal e social ao mesmo tempo, porque de certa forma, você fala sobre você e seu corpo, mas também vivemos na era da tecnologia, portanto, presume-se que ainda seria mais fácil ter informações e conhecimentos sobre sexualidade. No entanto, esse não é o caso, sentimos vergonha e medo de nos expor, porque não temos base para filtrá-la, não sabemos qual é válido assumir como nossa. Pois o que acreditamos encontrar sobre sexualidade é na verdade sobre sexo. Primeiro dado a ser levado em consideração, confundimos sexualidade com sexo, o que nos leva a pensar que sexualidade, realização sexual é obtida com outra pessoa. Este é apenas o primeiro de muitos tabus dentro do próprio tabu que representa a sexualidade hoje.

A questão é, com tantas oportunidades para descobrir a sexualidade, por que ainda é enquadrada como tabu?

Porque você procura respostas fora e não dentro de você. Sexualidade é muito mais do que sexo, sexualidade é algo individua, que precisa ser conhecida a partir dessa abordagem, porque faz parte da natureza feminina. Para conhecê-la e realmente descobri-la, é necessário saber muito mais do que o corpo feminino e o sistema reprodutor feminino. Conhecer é muito mais do que saber que existe, também é necessário entender seus órgãos, a importância da sexualidade e suas necessidades energéticas, comportamentais e fisiológicas. A sexualidade requer um estudo aprofundado da energia corporal, emoções e como elas têm um impacto direto sobre como entendemos a sexualidade, sobre os preconceitos e ideias preconcebidas que geramos ao longo da vida, como a vivemos e como a sentimos.

A sombra em que é vivida, a vergonha que sentimos quando conversamos, perguntamos ou nos questionamos sobre a sexualidade feminina, nada mais é do que um tabu que impomos que nos limita quando se trata de conhecer o corpo, nos condiciona e não nos permite viver a sexualidade a partir do autoconhecimento e da plenitude.

Por onde começamos se realmente queremos aprender sobre sexualidade?

Entender que isso faz parte de você, tão importante quanto um órgão do seu corpo, ou a atitude que você tem ou como se relaciona é um passo fundamental para mudar o foco em relação à sexualidade. Porque ela é sua, individual, faz parte de você. É importante deixar de ocultar os bloqueios, rejeições, vergonha e outros em relação à sexualidade, pois além de afetar diretamente sua saúde, você se desconecta de muitas de suas qualidades, motivação, autoestima, etc., porque na realidade você não só se desconecta da sexualidade, mas sim de si mesma.

Que essa sombra atual se torne motivação para conhecer a ciência da natureza feminina: sexualidade.

Yolanda Castillo.

A SÍNDROME DA MULHER INCOMPLETA

21/06/2020 às 11h35

Ao longo dos anos, perdi a conta da quantidade de expectativas que existem em torno da figura da mulher; tantos que parece uma corrida permanente, sem pausas, para o qual é necessário ter uma preparação imbatível, mas também uma corrida de fundo em que parece que a meta nunca é atingida. Cada vez que essa situação, esse círculo vicioso, é a realidade de mais mulheres, independentemente do pais e continente.

Vivemos sem viver, sem nos ver, quase sempre ignorando nossas necessidades e desejos relegando-nos ao último lugar.

O mais perigoso desta situação é que raramente temos consciência de que estamos passando por ela e que também é uma maneira rotineira de agir, tanto que ela se tornou parte de você. Mas porque essa situação afeta tantas mulheres?

Somos educadas na crença de perfeição, de que temos que atingir tudo, que podemos com tudo, sem importar qual for nosso estado físico e emocional. Crescemos com a crença de que nossa principal tarefa e prioridade é cuidar, bem seja de um companheiro, família, pais, filhos…não importa o quê ou de quem, mas cuidar é geralmente a prioridade inconsciente que manifestamos no dia-a-dia, em diferentes situações.

Adquirimos o papel de “cuidadora” sem entender as repercussões que isto tem para nós e também para a pessoa que cuidamos a todo custo, criando uma dependência mútua. Aprendemos a cuidar e por regra geral, fazemos muito bem. Mas neste papel de cuidador ninguém nos ensina a cuidar de nós mesmas. Não aprendemos que cuidar de nós mesmas é importante e mais uma prioridade do que cuidar dos outros, porque se você se cuida como merece, não pode cuidar do outro, oi pelo menos não do verdadeiro significado da palavra cuidar. Entendemos por cuidar, garantir que a outra pessoa, coletivo ou o lar, não lhe falte de nada e tenha o necessário para se sentir bem e, dessa forma atende às suas necessidades emocionais e fisiológicas.

Mas isso não é cuidar, poderíamos dizer que esta é a parte superficial do verbo. Cuidar é acompanhar, compreender, ouvir, amar e estar de forma incondicional. Como você pode ver, vai muito além de cobrir com um “remendo” as necessidades do outro. A questão aqui é, senão consegue se ouvir a si própria, compreender-se, valorizar o que sente, como o sente, o que precisa, como pode fazer isso com outra pessoa?

Si você não se permitir ser incondicional consigo mesma, como é possível estar incondicional com o outro, se à primeira pessoa que tem de aprender a cuidar é a si própria, cuidar de si, se auto cuidar são peças fundamentais na tua saúde emocional, na forma como se relaciona e em como se projeta no mundo.

Por que isso é vital?

Quando sua figura passa para o segundo lugar é você pensa que cuidar dos outros é mais importante do que cuidar de você, por que você faz isso? O que você quer com isso? Você faz isso por amor? Só por amor?

Na verdade, não. Você faz isso porque quando para de cuidar de si mesma, se desconecta de si: corpo, desejos, sonhos, necessidades afetivas, emocionais e fisiológicas. Sem perceber, você esquece de pontos fundamentais que marcam quem você é, sua essência, que o identifica como indivíduo e como mulher. Perdendo assim a noção de você.

Que consequências tem isso?

Você procura agradar aos outros, a aqueles ao seu redor, seja família, companheiro, ambiente de trabalho, relacionamentos próximos, etc.; sentir que você é necessária, útil, essencial para o bem-estar do outro ou para o bom funcionamento de uma engrenagem ou núcleo de pessoas, procurando outros para lhe dar o amor, a importância e o valor que você não atribui a si mesma, porque esqueceu como fazê-lo e você não se lembra ou não sabe que ninguém pode substituir o amor que você tem para se dar e que ninguém pode dar a você exatamente como você precisa, porque não sabe. Porque a questão não é que “outros” te entreguem, mas sim que você não se anule, não anule sua essência na procura de um amor fantasma, que no meio de tanta corrida de fundo parece nunca chegar.

Essa situação gera frustração porque você sente que dá sem medida, que entrega tudo e não recebe o que espera ou como espera. Você se perde para se virar para o outro, tornando-se a rainha das expectativas relacionadas aos outros, mas sem colocar nenhuma em você como mulher. Você se submete aos desejos dos outros para agradá-los e se torna quem você acha que eles querem que você seja. Você cria sua vida, você e sua realidade com base no que os outros esperam de você, porquê?

Além das crenças condicionantes, aprendemos a ser incoerentes conosco como mulheres, porque adaptamos e adotamos diferentes posições, comportamentos e personalidades de acordo com cada um dos papéis que você desempenha em cada momento. Sim, papéis. Você sempre se comporta da mesma maneira?

Não, porque a necessidade de agradar, de ser valorizado ou amado, leva você a ser diferente, dependendo do papel do momento: mãe, companheiro, amante filha, cuidadora, profissional. Não apenas você se comporta de maneira diferente, mas em nenhum desses “papéis” você é você mesma; porque você se comporta sem bússola, perdido, sem saber o que está procurando ou o que se espera de si mesma, da vida e dos outros.

Tudo isso você já sabe. Então, por que você continua fazendo isso? Porque você continua fazendo algo totalmente diferente do que pensa e sente?

Você se perde nessa corrida de fundo tentando ser alguém que não é, anulando sua essência pessoal em uma pesquisa que faz você se sentir insatisfeita e entrando no jogo social de “Síndrome da mulher incompleta” que nada mais é do que um conjunto de atitudes, medos e ignorância que o levam a procurar “algo” durante toda a vida, sem saber muito bem o que ou onde; ao mesmo tempo em que concentra toda a sua energia no outro, porque se sente vazio e tem medo de enfrentar críticas sociais, onde tudo em relação às mulheres é um grande tabu, expectativas e figura padronizada  que você insiste em seguir por medo de  marcar a diferença em sua vida e ser quem você quiser ser…seja livre, porque está satisfeito consigo mesma, com quem você é e para onde está indo.

Ser livre não significa estar sozinha. Ser livre é sinônimo de não perder sua identidade, ser você o tempo todo, aceitar e amar-se. Dessa maneira, essa “síndrome” desaparece e você para de andar pela vida procurando a aprovação e o amor dos outros. Mas você é você mesma porque se sente satisfeita, o vazio desaparece, para de agir em busca de “ser completada” com amor e reconhecimento, você simplesmente compartilha e dá o seu melhor a cada momento, sem expectativas.

Toda vez vivemos em um mundo com mais mulheres vibrando na energia da síndrome da mulher incompleta que precisam acordar e recuperar sua identidade. Deseja fazer parte dessa percentagem?

Yolanda Castillo

A ARTE DO ENVELHECIMENTO

14/06/2020 às 10h40

É importante fazer as perguntas certas para descobrir mais sobre nós, como vivemos a vida e que ideias pré-estabelecidas temos em diferentes campos. Entre eles, a saúde. O que  você entende por saúde e como a vive?

A OMS define-a como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas como a ausência de doenças.

Quantas vezes você já se sentiu assim? Em um estado completo de bem-estar?

Temos momentos curtos ou específicos em que acreditamos estar vivendo a plenitude do bem-estar e da saúde. Mas o que realmente está nele?

Há um equívoco nessa questão. Entendemos que ser saudável é sinônimo de não manifestar nenhum sintoma ou doença. Ter saúde vai além, para falar sobre esse estado de bem-estar é necessário ter saúde mental, como o primeiro fator essencial.

Porque essencial?

Porque a saúde mental é o começo de tudo; incluindo a saúde física. A saúde e os cuidados mentais são os pilares da nutrição emocional e, consequentemente, o estado das células, manifestando tudo isso em um corpo saudável ou doente, dependendo de como tenhamos cuidado de nós mentalmente.

Portanto, se cuidarmos de nós mesmos desde o início, se adquirimos esse hábito, iremos evitar tornarmo-nos idosos doentes.

Mas quando começa esse “início”?

Desde jovens, naquele momento em que deixamos de ser responsabilidade de outra pessoa (com ela também os seus cuidados e sua sobrevivência) e adquires o papel de responsabilidade por ti próprio, por tua vida, tuas decisões e ações. Em resumo, onde você é responsável pela vida que você deseja ter. Essa responsabilidade inclui cuidar da sua saúde todos os dias para ter uma mente saudável, de acordo com o seu corpo. Os cuidados físicos estão muito na mofa: exercício, dietas, etc., mas se não nos cuidarmos também mentalmente, mais tarde ou mais cedo acabamos ficando doentes.

A idade não é sinônimo de doença, não é sinónimo de nenhum dos sintomas que associamos socialmente ao avanço da idade e ao envelhecimento.

Qual conceito social aprendemos sobre o envelhecimento?

Somos educados para cuidar de nossos pais até o fim de seus dias, para que mais tarde sejam nossos filhos que cuidem de nós; querendo assim que os filhos ou familiares estejam atentes de forma permanente a nós ou que vivam em função de nossa predisposição para adoecer. Ou seja, assimilamos e nos educamos conscientemente para estarmos doentes e ter um cuidador ao nosso dispor. Assimilamos que também seremos dependentes.

Esse conjunto de crenças, padrões e maneiras de ser comportar são o primeiro sintoma de que não estamos bem, porque anulamos nossas capacidades e vivemos com a crença e a predisposição para adoecer.

Nós nos programamos inconscientemente para adoecer. Se você olhar ao seu redor, uma grande percentagem de pessoas quando atingem uma certa idade parece “encolher”, sua coluna fica curvada. Essa fragilidade física que se manifesta na coluna vertebral nasce de um problema mental, porque associamos o processo que vivemos de envelhecimento à fragilidade. O corpo está apenas respondendo à ordem e à programação mental que continuamos a alimentar.

A doença se manifesta de várias maneiras, não com uma perna quebrada ou uma grupe. Começa por se manifestar mentalmente, o que se reflete em muito mais do que um quadro depressivo ou ansiedade, manifesta-se na maneira como você pensa, em como se trata e como programa sua mente.

E você? Também quer fazer parte do círculo vicioso que liga o envelhecimento à doença?

Está em suas mãos romper com essa realidade. O normal é que cuidemos de nós mesmos, que o façamos permanentemente, para mudar o papel de “idosos doentes” para “idosos saudáveis”, mas nesse caso questione-se. Quando você diz que é saudável, você acha que é verdade?

Não é verdade, se você não se conhece, senão cuida de sua mente, você não pode ser saudável.  Se você se questionar, entenderá que também podemos mudar isso, independentemente da idade, para transformar o conceito de envelhecimento traumático pelo conceito de envelhecimento saudável.

Por que falamos sobre envelhecimento traumático?

Quando na vida adulta assumimos esse conceito de envelhecimento, vivemos com medo de adoecer, porque não nos cuidamos antes, senão não teríamos esse medo.

Consequentemente, geramos medo de morrer, porque acreditamos que ambos estão associados.

Mas isso é uma mentira, um autoengano no qual acreditamos. O envelhecimento é uma transição que não ocorre adoecendo, mas sim redescobrindo e compreendendo que o envelhecimento não significa ser descartável, muito pelo contrário. É a etapa de ouro do ser humano. Na idade sénior desempenhamos um papel muito a nível social e familiar. Qual?

Educar. O que não é especificamente assumir o papel de cuidador dos netos. Neste caso quando falamos de educar, é transmitir suas experiências, vivências, conhecimentos, sabedoria, tradições, cultura às gerações mais jovens. Esse é o papel de ouro dos sénior.

Mas isto vê-se nublado porque não pensamos que somos capazes e a maneira usual de transmitir aos jovens suas experiências, vivências, etc., é desde uma abordagem negativa, de drama e doença. Sem destacar a sabedoria por trás dessas experiências e sem valorizar todo o conhecimento e experiências positivas que acumularam ao longo de sua vida.

Porque é tão difícil focar este conhecimento desde outro lugar? Porque pensamos que não temos valor, que o que temos a dizer não importa. Esquecendo que, na realidade, a aprendizagem de nossa vida é a referência para as gerações futuras, para que elas aprendam a se cuidar de uma forma diferente.

Roberto Castillo

Escuela Integral para el Desarrollo Humano.

Porque cuesta tanto enfocar este conocimiento desde otro lugar? Porque pensamos que no tenemos valor, que no tiene importancia lo que tenemos que contar. Olvidándonos que en realidad, el aprendizaje de nuestra vida es la referencia para las generaciones futuras, para que aprendan a cuidarse de un modo diferente.

O PARADIGMA EMOCIONAL DO MIOMA.

23/05/2020 às 10h38

Vida” é o nome energético e emocional que recebe o útero. Um nome muito adequado para todo o que este órgão representa na vida e no organismo de cada mulher. Além disso, o útero é um importante centro de energia feminina que contém, gera e é vida. Portanto, seu nome não poderia ser mais apropriado”.

Porque é vida?

É um órgão com vida própria, com grande elasticidade e capacidade de se adaptar às diferentes circunstâncias, momentos fisiológicos e emocionais de cada mulher. É um órgão com sua própria memória. Esses e muitos outros fatores tornam o útero um dos órgãos mais importantes para as mulheres em todos os níveis, razão pela qual também é um dos mais sensíveis e delicados, seja na esfera fisiológica ou emocional. Porque através dele e de sua energia manifestamos todas as atitudes e qualidades como mulher em cada um de seus papéis, seja como filha, mãe, esposa, parceira, profissional, etc., mas também e acima de tudo, como um ser individual, com tudo o que isso implica em um nível psicológico, emocional ou comportamental e em todas as áreas em que colocamos essas qualidades em prática.

Por ser um órgão tão delicado e desconhecido ao mesmo tempo, em geral vivemos uma parte da vida ignorando-o ou tomando todos os cuidados médicos possíveis para garantir que tudo funcione normalmente. Embora essa segunda opção quase nunca seja usada, a menos que sintamos dor ou algum desconforto, que termina no diagnóstico de alguma patologia ou anormalidade, incluindo miomas.

Então o paradigma muda, nós cuidamos adequadamente do útero?

Para cuidar de algo, seja o que for, precisamos de conhecê-lo. Porque se não o fizermos, não entenderemos o que é, como funciona e qual é a sua importância. A verdade é que o útero é um grande desconhecido, que passa desapercebido pelas mulheres até que existe o desejo de ser mãe ou ficar doente, então tomamos consciência de que está lá.

Até então, ignoramos, é por isso que não sabemos como cuidar disso, como cuidar de nós mesmas. Para conhecê-lo, precisamos entender que não precisamos apenas de exames ou atenção médica; mas também cuidados emocionais, uma vez que o corpo é energizado por energia que estimula as células através de reações; mas essas reações dependem e são modificadas pelas emoções, danificando as estruturas celulares, no caso do útero, causando alterações, isto é, miomas.

Mas quais são os gatilhos emocionais para o aparecimento dos miomas?

Desvalorização e abuso (note que não estamos falando necessariamente de abuso físico, mas também de abuso psicológico), esses são os principais sentimentos que geram o quadro emocional para o aparecimento desse tumor benigno.

Em muitos casos, a mulher não tem noção consciente de que se sente assim, porque são sentimentos antigos, com os quais se acostumou a viver, pois estão enraizados em seu modo de ser, estar, sentir, pensar e se comportar, mas também enraizada em seu útero.

A que esses sentimentos estão nos levando?

Medo, culpa, ressentimento, tristeza, submissão, etc., que se juntam formando aquela massa chamada mioma ou massa de desvalorização que em sua idade fértil se instala no útero, juntando-se ao sentimento de incapacidade, em muitos casos, incapacidade de dar vida. Nesse caso, não está apenas relacionado a uma gravidez, mas sim a dar vida e criar o que você sempre quis. Tornando-se submissa à sua própria desvalorização, permitindo que outros a abusem emocionalmente.

Por que esses sentimentos afetam o útero dessa maneira?

O útero é um dos órgãos relacionados e com o qual identificamos mulheres, feminilidade, capacidades criativas das mulheres (não apenas fisicamente, mas também emocionalmente). Ele também é um órgão com memória emocional que armazena as informações psicoemocionais relacionadas com a mulher como um ser individual e informação de como nos sentimos em e com cada um dos papéis pessoais, familiares e profissionais que desenvolvemos (filha, mãe, neta, avó, companheira, esposa, amiga, profissional, etc.).

A mulher através do centro de energia que possui o útero, co-cria, gera vida ou destrói sua própria vida, desvalorizando suas qualidades e capacidades pessoais; levando à perda de identidade.

Em que esta perda de identidade é resumida?

Esquecemos quem somos, nossas verdadeiras capacidades e como somos valiosas. Esse é o verdadeiro poder: confiar em si mesma e aprender a se valorizar como indivíduo, porque, quando você se valoriza pelo que é, está criando um novo arquétipo de mulher, com todas as qualidades que tem dentro de você, mas que ainda não descobriu.

Yolanda Castillo

A TRAJETÓRIA DE UMA VIDA LIMITADORA.

04/05/2020 às 13h38

Vivemos sem refletir, sem questionar como realmente somos, como nos sentimos. Em resumo, vivemos sem responder a muitas questões que fazem parte de sua origem e que se refletem em quem você é ou porque se comporta de uma certa maneira.

A realidade é que tudo tem uma razão, mesmo o que você não entende.

Positivo ou negativo? Qual dos dois se identifica mais com você? Qual das duas identidades você conhece mais profundamente?

Certamente a resposta é positiva, não é verdade? Porque ninguém iria querer ser e estar cercado de negatividade. A resposta correta está longe do que você pensa. Então, porque conhecemos, somos, sentimos ou pensamos mais em negativo do que em positivo, se não é isso que queremos?

Tem uma explicação muito simples: fomos formatados por nossos pais com informações, sentimentos, emoções e pensamentos principalmente negativos. Porque é o que eles também sabem e com o qual eles também foram formatados.

Com essas informações, suas células são criadas, mas elas também são criadas com as informações que herdamos dos pais no nível genético, ancestral, assim como a que tu trazes e também a informação que todo o conjunto das anteriores nos leva a gerar inconscientemente.

Isto faz que quando estamos no útero materno, nos desenvolvemos mais negativamente do que positivamente.

Mas o que acontece com toda essa informação? Como interfere?

Criamos padrões emocionais, de pensamento ou comportamentais que se ligam aos padrões do inconsciente coletivo da humanidade, que não é outra coisa senão a frequência gerada pela maneira de pensar coletiva, que também é maiormente negativa.

Qual é o passo a seguir?

Após o nascimento, como regra geral, eles ensinam você com base em sentimentos, pensamentos e emoções negativos, sejam pais, família, crenças impostas, preconceitos ou ambiente sócio-familiar.

Ensinamento que acontece sem ter noção do impacto que terá, mas que continuará nos estágios vitais de aprendizagem acadêmica, ou seja, na infância e adolescência, onde essa situação se agrava.

Por que é pior nesta fase da vida?

É simples, a sociedade se torna muito cruel nessa fase da vida e além disso, crianças e adolescentes ainda não têm sua estrutura emocional formada, ou seja, não possuem maturidade emocional suficiente para se relacionar com a realidade social com a qual estão obrigados a se relacionar. Eles se encontram num ambiente que rotula todos aqueles que não são iguais a eles. Desde a discriminação com base na cor da pele, linguagem, aparência física, características intelectuais, gostos ou curiosidades. Por um lado, eles são submetidos a um ambiente de etiquetas, enquanto pedem que sejam diferentes. Uma realidade muito contraditória. Esse estágio é um dos mais difíceis do ser humano, porque com a realidade vivida, você aumenta a maneira de pensar e sentir negativamente, acima de tudo, em relação a si mesmo, prejudicando seriamente a autoestima, a confiança, a segurança ou o valor.

Qual é a principal consequência disso tudo?

A limitação, que se torna parceira em todos os aspetos da vida, ou seja, no seu desenvolvimento. Essa “companheira” é a base dessa etapa tão ansiada na adolescência e início da juventude, onde você busca independência e criar as bases para a estabilidade familiar e laboral.

Mas como essa limitação afeta essa necessidade?

De fato, faz muito mais do que pensamos, porque alimentamos essa limitação com todo o quadro emocional que nos precede, causando medos, instabilidade, anulação, etc., Portanto, enfrentamos essa etapa com muitas fraquezas. Isto nos leva a aceitar relacionamentos e situações tóxicas, que nos obrigam a agir em uma vida que não é o que sonhamos ou queremos, mas aceitamos como resultado de tudo o que aconteceu até aquele momento.

Isso leva você a uma situação em que você é o ser mais tóxico para si mesmo, especialmente porque você não vê o que está sendo e continua a gerar mais negatividade, porque é o que você mais conhece, no que vive e como vive.

Criamos uma vida baseada em limitação e resignação, onde elas são tão frequentes que já estão enraizadas em você, sem questionar se faz sentido mantê-las.

Quando você atinge a última etapa da vida, não se apercebe que ao longo da trajetória que criou, se enfureceu, gerou dor ou sintomas de desconforto. Como não entendemos a responsabilidade na vida e no destino que você criou para si mesmo, você fica com raiva ou triste, porque sente que, quando poderia aproveitar a vida, não pode fazê-lo porque a negatividade e suas consequências o esmagam.

Porque esse resultado faz com que você perca a saúde e aumente as limitações, ignorando a verdadeira liberdade emocional, alegria e autoestima, que tanto desejamos ao longo da vida.

Agora vem a grande questão: como podemos mudar essa situação atual e mudar o futuro que começamos a criar?

É necessário mudar a educação, nossa, individual para cada ser humano, não importa quantos anos tenhamos, mas é necessário mudar a educação e a maneira de educar. Portanto, estando ciente de tudo isso, a primeira coisa que podemos fazer é mudar no momento atual e nos reeducar para mudar a maneira de viver no dia-a-dia e também no futuro. Dessa forma, não muda apenas você, mas também podemos mudar a educação na forma de nascer, dando às crianças uma educação diferente, baseada em sentimentos, emoções e pensamentos positivos.

Por que essa mudança é importante?

É responsabilidade de todos, inclusive de você, educar e criar sem condições, com base na liberdade emocional, apoio, incentivo e união.

Porque este cambio es importante?

Es responsabilidad de todos, incluyéndote a ti, educar y criar sin condicionantes, con base a la libertad emocional, apoyo, incentivo y unión.

Roberto Castillo

O DESCONHECIMENTO HUMANO

20/04/2020 às 08h28

Socialmente ouvimos falar sobre conflitos, preocupações e inquietudes que envolvem a figura do ser humano; mas no meio desse turbilhão de incertezas, já se fez a seguinte pergunta: qual é o maior problema do ser humano?

Sem alguma dúvida, é o desconhecimento em relação a nós próprios: sobre o próprio ser humano. Vivemos uma vida preocupados com banalidades externas, alheias, acreditando que temos resposta para tudo: que conhecemos as pessoas com que vivemos, mas acima de tudo, acreditando que nos conhecemos.

Aqui começa o autoengano, a mentira, pois não sabemos tudo sobre nós. Convido a você a refletir sobre quem você é. Se seu nome, sobrenome e identificação forem retirados, quem é você?

É uma pergunta básica, que abre as portas para o autoconhecimento, mas não entanto, não sabemos como respondê-la.

Desconhecemos outras questões tão importantes para nós, nosso desenvolvimento e a vida, como: quem somos em essência, porque estamos neste planeta, qual é a verdadeira missão; ou outros assuntos mais físicos e fisiológicos: de que está formado o corpo, como é formado ou que problemas adquirimos quando começamos o desenvolvimento como seres vivos.

Certamente você estará se perguntando qual é a importância destas questões e como elas o ajudarão no seu dia-a-dia. A verdade é que isso não irá ajudá-lo com algo, mas sim é fundamental em sua vida, para tudo.

Desconhecer, não saber a verdade, afasta você de quem você é. Do seu verdadeiro eu, não desse que você finge ser para procurar a aceitação e a integração em um núcleo de pessoas que você acha próximas.

Desconhecer-nos nos leva a nos afastar de nós, de quem somos, o que sentimos, desejamos e de uma longa listagem de questões que outorgam sentido e fazem parte da nossa identidade. Nos desconectamos e nos perdemos.

Quais são as consequências deste desconhecimento e desconexão?

Desconectarmo-nos leva a depender dos outros, a criar padrões de dependência, de forma sigilosa, sem perceber, levando-nos a confiar e acreditar mais nas outras pessoas: seus critérios, conhecimentos, sentimentos, enfim, perdemo-nos e procuramos as respostas em relação a nós e à maneira como vivemos, nos outros.

Mas ainda vamos mais longe. Afastar-se de quem somos, leva-nos a desconectar-nos e a nos desconhecer-nos mais em todas as áreas da vida: no campo social, nos relacionamos à procura de fazer parte de alguma coisa, e por isso, em muitas ocasiões anulamos nossa personalidade; no âmbito dos estudos, escolhemos uma carreira influenciados por nossos pais, contexto social, etc., mas não porque tenhamos a certeza olhando para um futuro. Quando referimos no nível laboral, temos “empregos” porque precisamos ganhar dinheiro para sobreviver, mas não trabalhamos por vocação, porque também não sabemos, tendo assim tanta gente insatisfeita com seu emprego. Se analisamos o ambiente familiar, também delegamos nossa felicidade a eles, não entendemos que a felicidade nasce em nós e a compartilhamos com os outros; e assim poderíamos continuar a tecer essa rede de dependências.

A dependência emocional, afastar-se de nós mesmos e o desconhecimento, têm um resultado que se resume na perda da própria identidade, fazendo-nos viver em completa ignorância sobre nós mesmos, sobre o ser humano e a verdade sobre ele.

Vivemos em um círculo vicioso de ignorância e desconhecimento porque não nós questionamos e, se o fazemos, não nos fazemos as perguntas certas, porque temos medo de nos conhecer, de saber quem somos, de criar nossa identidade como seres humanos livres e independentes: conhecer a verdade.

Pelo contrário, nos deixamos estar em um bucle sem sentido, onde as influências externas e o medo nos guiam, em vez de viver focados em nós, com bases firmes no verdadeiro autoconhecimento, que nos permita estar em constante crescimento e não sobreviver.

Porque é disso que trata o crescimento pessoal, de ter conhecimento sobre si para que possa se desenvolver como ser humano e viver uma vida plena.

A FACE OCULTA DA DESVALORIZAÇÃO

10/04/2020 às 12h03

Falar sobre sentimentos e emoções nem sempre é fácil; expressar o que sentimos em relação a outras pessoas ou em diferentes situações e ambientes, em muitos casos é um desafio porque nos coloca em contato com a vulnerabilidade. Se isso é difícil para nós, ainda é muito mais falar sobre o que sentimos em relação a nós próprias, à figura da mulher.

Todos nós, sem exceção, temos sentimentos negativos, mas quando falamos da mulher, em contexto individual e coletivo, predomina um sentimento negativo, que nós mantemos na sombra. Tão oculto que nem percebemos que ele mora conosco. Estamos falando da desvalorização. Esta é uma das feridas emocionais mais antigas e profundas da mulher, por isso é tão difícil identifica-la.

Você se vê refletida nela? Uma percentagem muito alta de mulheres não. Então, o que é desvalorização e por que é tão difícil vê-la?

Culturalmente entende-se que é a perda de valor. A questão cá é que todas nós acreditamos que nos valorizamos, que sabemos que somos importantes e que destacamos nossas qualidades, mas a realidade difere muito do que achamos. Valorizamo-nos a nível social, trabalho, família, nosso desempenho e capacidade de estar para os outros, de cuidar deles…reflexione, onde está você cá no meio desta situação?

Valorizar-se a si própria não é apenas destacar as qualidades e aptidões em relação ao outro, ou as habilidades e estratégias de rotina que você criou para fazer a engrenagem funcionar. Valorizar-se é aprender a cuidar de si e compreender que você é fundamental em sua vida; é compreender que você merece tempo, descanso, respeito, atenção, mas não pretendendo que os outros lhe proporcionem, senão sendo você própria a responsável por esta situação.

Valorizar-se é ainda mais profundo então, por que não colocamos na prática?

Nascemos com a ferida da desvalorização, a herdamos de nossa mãe e da linha de mulheres que nos precedem no tempo. Com essa ferida, nós desenvolvemos no útero, e também com a frequência de pensamento e informações emocionais e genéticas da desvalorização; ou, em outras palavras, de um conjunto de sentimentos que nos levam a ancorar-nos nessa ferida; sentimentos como falta de capacidade, inferioridade, falta de autoestima, falta de amor… Essa raiz se torna tão profunda que não percebemos que fomos educadas para continuar vivendo na expectativa de que outros destaquem o valor por nosso desempenho e passamos os anos acreditando que isso é “normal” e que outros nos dão o valor de que precisamos para nos sentir bem e realizadas.

Sem percebermo-nos disso, nos tornamos submissas às circunstâncias, a uma ferida emocional e sua consequência. Mas qual é sua consequência?

Criamos uma maneira de ser, estar, sentir e agir com base na desvalorização e na expectativa de que alguém nos diga: “você é valiosa”, “você é muito importante para mim”. Expectativa que não se realiza e, quando nos dizem, não é suficiente. Por que?

Porque essa sensação de insatisfação não desaparece, simplesmente porque não acreditamos, não o sentimos desse modo, porque essa ferida emocional não nos permite ver além e amarmo-nos de forma incondicional.

Isto faz com que cada vez tentemos mais e com mais força ser as melhores, ser perfeitas perante os olhos daqueles aos que pedimos amor. Em vez disso, vivemos assim por tanto tempo, que não lembramos que esse amor, não estamos a pedir aos outros, mas sim a nós próprias. Pois ninguém mais do que você, que eu, que ela… pode se dar o valor, a importância e os cuidados que merecemos, porque sua maior responsabilidade na vida, é você. Se você não se sente bem e não se cuida, mais ninguém pode fazê-lo por si.

Mas não os valorizarmos, esquecer que estar e sentirmo-nos bem é nossa responsabilidade, têm um impacto físico. Qual e onde é esse impacto?

Em um órgão que é muito mais do que um simples órgão e que marca parte de nossa identidade como mulher: o útero.

Sim, o útero é parte de nossa identidade feminina; está identidade que se forma não só com sua presença, qualidades físicas e fisiológicas, mas também com a identidade emocional e energética individual de cada mulher. Porque nosso útero tem identidade emocional, energia e sensibilidade; sentindo fisiologicamente, tudo o que em silêncio sentimos emocionalmente.

Como afeta no útero toda esta informação de desvalorização?

Altera sua identidade, energia e dana o órgão, criando miomas que simplesmente são o resultado de uma grande ferida de desvalorização, que permitiu que fiquemos submissas num estado de invernação emocional em relação a nós próprias.

É o momento de despertar, de que compreenda que é muito mais do que consegue ver e que necessita se reconectar com seu corpo, instintos, qualidades e começar a reconhecer a mulher que você é.