Revista Statto

ELA

22/06/2020 às 14h18

Parabéns mulher verdadeira,

Ela que é forte como uma guerreira,

E nos contempla com tanta beleza,

Baldeia em lábios de sabedoria,

A vida que singelamente a rodeia,

Onde não se contenta em ser maravilhosa,

Possuindo sobrenome de princesa.

Parabéns mulher videira,

Derradeira dos airosos frutos,

Fonte de alegria costumeira,

Com tranças de felicidade e pureza,

Esbanjadas em longos cabelos avermelhados,

Remete a audácia do seu coração,

Em ser verdadeiramente autêntica,

Como a leveza de uma bela canção.

CONTANDO OS SEGUNDOS

12/06/2020 às 11h56

E se o tempo não regredir,

Conservando aquele momento eterno,

Onde tudo que sobrou foram os segundos,

Então deixarei minha mente vazia,

Para alimentar as belas recordações,

Que brotaram nessa alma sadia.

E quando o coração não se calar,

Recriando as loucas fantasias,

Meu amor por ti renascerá,

Como o Sol de cada dia,

Sempre forte e intenso,

Perturbando o meu senso,

Com um sorriso de alegria.

DESTINO INCERTO

19/02/2020 às 10h24

Os momentos são meus,

Mas os sentimentos dividem com os teus,

Então o calor que se forma é nosso,

E a solidão causa certo remorso.

De não dizer o que se quer,

No momento em que puder,

Vivendo o meu padecer,

Sem saber se ela me quer.

Pois o poder é repentino,

E a manhã incandescente vem fluindo,

Depois de uma noite que não se viu,

A madrugada que floresce os pensamentos,

Do destino incerto que não surgiu.

INVASIVO

31/10/2019 às 09h05

Ignorância ou insensibilidade,

Não saber a dor que reina com crueldade,

Viver e ver crescer esse tal Bullying,

Aos montes dentro da sociedade,

Sendo um destino vulgar e sem fim,

Incapaz de gerar atitudes gentis,

Vivaz ladrão como um invasivo caçador,

O sinônimo sagaz de um gigante destruidor.

A LEMBRANÇA DA CASA

31/10/2019 às 08h58

A casa desvia uma breve atenção,

Para os muros de concreto sólidos como rocha,

O jardim florido na primavera com o Sol de verão,

Ao brilho dos olhares que seguem na rua de chão.

Nas telhas de barro em cima do teto,

Passam pelas retumbantes noites escondidas,

Que todos os lados posso enxergar,

O destino das pessoas escarnecidas.

Na varanda calma e fria,

Tem a rede para descansar,

Uma soneca chega repentina,

Como um pensamento que veio desabrochar,

E nela relaxo todo o corpo,

Ficando com preguiça de levantar.

O quarto és meu pavil de dinamite,

Prestes a causar uma grande explosão,

Sendo quente como o suor do dia,

E perigoso como um furacão,

Mas ao mesmo tempo adocicado,

Com um toque de alegria e cheia de emoção,

Enfim é a casa dos sonhos,

Onde existe amor e paz,

Toma a felicidade de um pouco,

Que em tudo torna-se capaz

 

CONSELHOS

20/10/2019 às 11h10

Da terra nasci,

Daqui me descobri,

E ao céu retornei,

Vivi e aprendi,

E até escrevi,

Tudo que não sei.

E do mar surgiu,

Nasceu e partiu,

O que jamais esquecerei,

Olhando e sonhando,

Foi quando voltei.

E senti meu pai,

Chorando de braços abertos,

Julgando meus atos corretos,

Apoiando um novo ser redescoberto.

E ouvi meu pai,

Citando conselhos,

Alertando os erros,

E amando sem limite,

Como o amor de um pastor,

Cuidando de um simples cordeiro.

E amei meu pai,

Até o último suspiro,

Com meus olhos carregados,

De lágrimas tristes,

Contudo o seu de alegria,

Por fazer de um homem,

Um grande menino em sabedoria.