Revista Statto

FORMAÇÃO PRÁTICA VERSUS ACADÊMICA: O QUE É PRECISO PARA MOVER O MERCADO?

02/09/2020 às 17h18

O Google anunciou o lançamento do programa Google Career Certificates, que integra cursos profissionalizantes que ensinam habilidades fundamentais a profissionais da área de tecnologia. E seis meses, após a conclusão das aulas, o aluno receberá um certificado de carreira, que de acordo com o Google terá internamente o mesmo peso de um diploma num processo seletivo.

Ao focar no desenvolvimento das habilidades práticas, a iniciativa preenche um vão existente na grade curricular de muitas universidades: o distanciamento entre a formação acadêmica e as demandas exigidas no dia a dia do profissional em diferentes áreas do mercado de trabalho.

Para ilustrar este cenário apresento um recorte do setor de investimentos. Profissionais graduados ou até mesmo com MBA em economia, administração e áreas afins muitas vezes não conseguem avançar na carreira dentro de bancos, cooperativas financeiras e corretoras por não dominarem as competências técnicas necessárias para prestar um atendimento de ponta ao investidor.

Isto é grave e justifica o crescimento de programas de formação como o da Black Bankers, voltado para bancários, da Link School of Business, com foco em empreendedorismo, e os da Eu Me Banco, que forma profissionais de investimentos nos programas Advisor de Alta Performance (PAAP) e de formação de AAI – sigla para agentes autônomos de investimentos.

Os exemplos que citei se tornam mais efetivos na carreira do que as tradicionais graduações acadêmicas porque ensinam em 1/8 do tempo ferramentas que resolvem as dores do mercado, capacitam profissionais que geram valor para investidores e instituições a partir do conhecimento prático avançado.

Aprender com professores que exercem a profissão é outro ponto positivo, já que os mentores transmitem o que é imprescindível para colocar a mão na massa, focam no que é relevante sob a ótica dos recrutadores, contratantes e mercado.

Fui especialista de investimentos do Bradesco, Itaú, Santander e Citibank, sei como funciona na prática, o que eles valorizam e o que cobram dos profissionais. Meu intuito aqui não é traçar comparativos sobre qual formação é melhor ou pior. Quero promover uma reflexão sobre os investimentos (sobretudo de tempo) necessários para ser bem-sucedido.

Como bem disse Kent Walker, vice-presidente de assuntos globais do Google, “Diplomas universitários estão fora do alcance de muitos americanos“, e acredito que de muitos brasileiros também. Por que não investir em ensino com propósito, com poder para transformar a vida do profissional e das pessoas por ele impactadas? O futuro e a economia agradecem.

ACORDA MERCADO QUARTA

24/06/2020 às 09h30

Ontem o Ibovespa subiu 0,67%, fechando aos 95.975 pontos. O giro financeiro foi de R$ 26,2 bilhões.

O dia foi de alívio no mercado global após o presidente americano Donald Trump afirmar que “o acordo comercial com a China está totalmente intacto”. A declaração de Trump foi dada após os comentários de Peter Navarro, consultor comercial da Casa Branca, ter dado a entender o contrário, alimentando temores por parte dos investidores.

Até por isso, a mídia estatal chinesa comprou a briga e disse que não pode ser desfeito o dano da fala do assessor de que o acordo teria acabado, voltando a gerar tensão entre EUA e China.

O índice que mede o nível de atividade econômica, PMI, calculado pelo IHS Markit, mostrou forte recuperação da zona do euro entre maio e junho. O índice saltou de 31,9 pontos, em maio, para 47,5 pontos, em junho, ajudando a manter um bom humor externo.

Ontem também foi divulgada a ata do Copom. No documento, o Banco Central reiterou que eventual ajuste futuro na Selic será apenas “residual”, levando a crer que haverá mais um corte na taxa, levando a Selic para 2,00%.

Apesar do bom humor na economia, segue no radar o avanço dos casos da Covid-19 pelo mundo e os efeitos da pandemia na atividade econômica. O coronavírus já infectou 9,2 milhões de pessoas no mundo e o número de mortes já chega a quase 475 mil.

Olhando para os indicadores, as vendas de novas moradias nos Estados Unidos saltaram 16,6% em maio, atingindo 676 mil unidades.

Aqui no Brasil, a agência de classificação de risco Moody’s reduziu as perspectivas econômicas para 2020, alertando que a recuperação do Brasil pode ser afetada pelas incertezas em torno da capacidade do país em controlar a pandemia. A Moody’s espera que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha uma retração de 6,2% neste ano, ante avaliação anterior de queda de 5,2%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 37 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,34% (R$ 21,65), mesmo com o preço do barril de petróleo recuando. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 1,07% (R$ 55,59).

As ações dos bancos privados fecharam em queda. As do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,14% (R$ 21,55), do Itaú (ITUB4) caíram 1,32% (R$ 26,86) e do Santander (SANB11) recuaram 2,05% (R$ 30,16). Já as ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,87% (R$ 33,53) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,56% (R$ 13,00).

As ações da XP na Nasdaq dispararam 6,42%, fechando aos US$ 49,43.

As ações que mais subiram foram da Gol (GOLL4) subindo 10,86% (R$ 19,90), seguida pelas ações da Usiminas (USIM5) subindo 10,34% (R$ 7,68) e pelas ações da Azul (AZUL4) subindo 9,06% (R$ 22,50).

E, mais uma vez, os papéis do banco BTG Pactual figuraram entre os maiores destaques positivos. O pulo de 3,25% ainda espelha a procura pelos papéis mais acirrada desde a véspera, com o anúncio de nova oferta primária na B3.

Já a as maiores quedas foram da IRB Brasil (IRBR3) caindo 4,96% (R$ 11,50), seguida pelas ações da CPFL (CPFE3) recuando 3,32% (R$ 30,55) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) caindo 2,57% (R$ 12,50). Na B3, as ações que mais subiram foram da BRB Banco de Brasília (BSLI3) disparando 65,86% (R$ 141,00). Já as maiores quedas foram da Mercantil do Brasil (MERC3) caindo 49,61% (R$ 21,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), IRB Brasil (IRBR3), Vale (VALE3) e Bradesco (BBDC4).

A busca por ativos de risco em todo o mundo e a percepção de que o BC adotou uma postura mais cautelosa sobre os rumos dos juros no Brasil garantiram mais uma queda de juros. Em sua terceira queda seguida, o dólar recuou 2,25%, fechando aos R$ 5,15 e atingiu o nível mais baixo em uma semana. Já o euro caiu 1,41%, fechando aos R$ 5,83.

O ambiente positivo tanto no exterior quanto no cenário doméstico ajudou os juros futuros a fecharem em queda em praticamente todos os vencimentos, em linha com a queda firme do dólar. A exceção foi a ponta mais curta, se ajustando a ata do Copom, que reiterou o espaço para um novo corte da Selic. O DI jan 2021 se manteve em 2,03%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,90% para 5,83%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,71% para IPCA + 2,72%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,19% para 4,16%.

Diante dos sinais cada vez mais fortes de uma retomada da atividade econômica mais acelerada do que o antecipado pelos mercados, os investidores foram novamente às compras em Nova York e os principais indicadores acionários americanos encerraram em alta novamente.

O Dow Jones subiu 0,50% (26.156), o S&P 500 subiu 0,43% (3.131) e o Nasdaq subiu 0,74% (10.131), cravando mais um novo recorde.

As ações da FAANG’s fecharam em alta. As ações da Google subiram 0,92%, Netflix recuaram 0,38%, Amazon subiram 1,86%, Facebook subiram 1,26% e Apple subiram 2,13%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 1,10%, o S&P 500 caindo 0,98% e o Nasdaq caindo 0,57%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,13%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,47%.

Na agenda norte-americana teremos de relevante apenas os estoques de petróleo do DoE às 11h30, que devem crescer em 600 mil barris.

As bolsas na Europa abriram em queda também. A Euro Stoxx 50 está caindo 2,03% (3.231), de Frankfurt caindo 2,42% (12.221), de Londres caindo 2,45% (6.165), Paris caindo 2,01% (4.916), Milão está caindo 1,63% (19.518) e Madri está caindo 1,94% (7.294).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio caiu 0,07% (22.534), Xangai subiu 0,30% (2.979), Hong Kong caiu 0,50% (24.781) e Seul subiu 1,42% (2.161).

Após três dias seguidos de alta, os preços do petróleo voltaram a recuar, diante dos dados de estoques semanais.  Hoje, o DoE divulga o número semanal de estoques de petróleo no país. Os investidores temem que o relatório aponte uma alta no volume total de barris de petróleo americano pela terceira semana consecutiva, para níveis recordes.

O WTI recuou 0,88%, a US$ 40,37, enquanto o Brent caiu 1,05%, a US$ 42,63. Hoje o WTI está caindo 1,31% e o Brent está caindo 0,96%. O índice VIX está subindo 5,77%, aos 33,18 pontos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,02% enquanto as criptomoedas estão caindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,93% (US$ 9.516), a Ethereum caindo 0,11% (US$ 242,76) e a Ripple caindo 1,25% (0,1863).

O IFIX subiu 0,08% (2.794). A maior alta foi do Santander Papéis Imobiliários CDI (SADI11) subindo 5,24%. Já a maior queda foi do FII CSHG Imobiliário FoF (HGFF11) caindo 2,12%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

22/06/2020 às 09h59

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,46%, fechando aos 96.572 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,5 bilhões, com alta de 4,07% na semana. No mês, até aqui, saldo positivo de 10,50%. No ano, tombo de 16,49%.

A semana foi marcada pela decisão do Copom de cortar a Selic em 0,75 ponto percentual e deixar espaço para uma nova redução. Essa “porta aberta” colaborou com a bolsa, já que com a taxa cada vez mais baixa, estimula investidores a buscarem mais risco, assim como estimulou o dólar (desestimulando o real), pois o Brasil perdeu atratividade frente aos pares emergentes.

Na Europa, investidores repercutiram de maneira positiva a reunião dos líderes das 27 economias da União Europeia para discutir um programa de estímulo de 750 bilhões de euros para ajudar no processo de recuperação econômica das economias da região.

Já nos EUA, as bolsas estavam subindo até a notícia do fechamento de 11 lojas da Apple em território americano, por medo da Covid-19. São estabelecimentos que tinha sido reabertos, mas que devem ter novamente as portas fechadas por causa do salto de contágio após medidas de isolamento serem relaxadas pelos governos de diversos estados americanos.

Essa semana teremos a ata do Copom amanhã, porém, o mercado está apreensivo com o avanço no caso da prisão de Fabricio Queiroz, e o quanto isso pode impactar a governabilidade do Executivo.

Na semana, a Cielo se destacou com alta de 35,39%, beneficiada pelo anúncio de parceria fechada com o novo meio de pagamentos do WhatsApp no Brasil. Já a maior queda foi da IRB Brasil, com queda acumulada de 9,57%.

Já na sexta, das 75 ações do índice, 48 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,60% (R$ 21,47), na contramão do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,78% (R$ 55,17).

As ações dos bancos fecharam em alta, com exceção do BB. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,27% (R$ 22,36), do Itaú (ITUB4) subiram 1,96% (R$ 28,09), do Santander (SANB11) subiram 2,05% (R$ 31,34) e do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 1,34% (R$ 33,94). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,71% (R$ 11,42). As ações da XP na Nasdaq recuaram 1,79%, fechando aos US$ 47,22.

As ações que mais subiram foram da MRV (MRVE3) subindo 5,66% (R$ 17,76), seguida pelas ações da RaiaDrograsil (RADL3) subindo 4,70% (R$ 114,23) e da Qualicorp (QUAL3) subindo 4,69% (R$ 29,00).

Já a as maiores quedas foram da CSN (CSNA3) caindo 3,77% (R$ 11,21), seguida pelas ações da Fleury (FLRY3) caindo 3,42% (R$ 25,11) e pelas ações da Bradespar (BRAP4) caindo 2,88% (R$ 36,06).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Teka (TEKA3) subindo 200% (R$ 44,94). Já as maiores quedas foram de Textil Renauxview (TRXR3) caindo 31,96% (R$ 159,89).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Depois de sete altas consecutivas, o dólar finalmente voltou a cair. No entanto, o movimento não foi linear e contou com uma dose reforçada de instabilidade. Vale dizer ainda que, apesar do ajuste, o dólar teve firme alta na semana, a mais intensa desde maio. Na semana o dólar subiu 5,41%, com o diferencial de juros entre os que pagam os títulos públicos e privados brasileiros e os que pagam os títulos de países desenvolvidos como os Estados Unidos.

Na sexta o dólar recuou 0,97%, fechando aos R$ 5,31, distante da máxima que foi de R$ 5,38. Já o euro recuou 1,58%, aos R$ 5,93.

As taxas de juros futuros fecharam em queda, revertendo o forte avanço na véspera. Com um alívio da pressão no dólar e o avanço das divisas emergentes, as taxas dos juros futuros caíram em bloco, reduzindo o prêmio de risco na curva.

O DI jan 2021 recuou de 2,06% para 2,02%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,83% para 5,81%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,62% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,23% para 4,15%.

Na agenda teremos os relatórios Focus às 8h25 e a balança comercial semanal às 15 horas.

As bolsas de NY tiveram mais um dia instável e fecharam sem direção única, porém com viés mais para o lado negativo. Os três principais índices operavam com altas modestas no início da do dia, até que o anúncio do fechamento de lojas da Apple em Estados americanos com aumentos de casos de Covid-19 ajudou a desestabilizar o desempenho em mais um dia. Ainda assim, a semana foi encerrada com ganhos.

Na semana o Dow Jones subiu 1,04%, o S&P 500 subiu 1,86% e o Nasdaq subiu 3,73%. Já na sexta, o Dow Jones recuou 0,80% (25.871), o S&P 500 caiu 0,56% (3.098) e o Nasdaq subiu 0,03% (9.946).

As ações da FAANG’s fecharam sem direção definida. As ações da Google recuaram 0,66%, Netflix subiu 0,86%, Amazon subiu 0,79%, Facebook subiu 1,21% e Apple recuaram 0,57%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,96%, o S&P 500 subindo 0,99% e o Nasdaq subindo 0,97%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,14%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos recuaram de 1,50% para 1,46%.

Na agenda norte-americana teremos os dados de vendas de moradias usadas em maio às 11 horas.

As bolsas na Europa abriram em leve alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 0,07% (3.271), de Frankfurt subindo 0,18% (12.352), de Londres subindo 0,12% (6.300), Paris subindo 0,26% (4.992), Milão está subindo 0,08% (19.634) e Madri está recuando 0,19% (7.400).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda. Tóquio recuou 0,18% (22.437), Xangai caiu 0,08% (2.965), Hong Kong caiu 0,54% (24.511) e Seul caiu 0,68% (2.126).

O petróleo fechou em alta sexta e terminou a semana com ganhos de quase 10%, com expectativas positivas sobre um reequilíbrio entre oferta e demanda. O WTI subiu 2,34%, a US$ 39,75, enquanto o Brent subiu 1,63%, a US$ 42,19.

Hoje o WTI está caindo 0,13% e o Brent está subindo 0,02%. O índice VIX está caindo 2,53%, aos 34,23 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,73% enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,53% (US$ 9.415), a Ethereum subindo 1,84% (US$ 234,95) e a Ripple subindo 0,09% (0,1876).

O IFIX subiu 0,33% (2.804). A maior alta foi do FII XP Log (XPLG11) subindo 3,77%. Já a maior queda foi do FII Floripa Shopping (FLRP11) caindo 3,58%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

19/06/2020 às 09h40

Ontem o Ibovespa subiu 0,60%, fechando aos 96.125 pontos. O giro financeiro foi de R$ 27,5 bilhões.

Este foi o terceiro pregão consecutivo de ganhos no Ibovespa, que acumula na semana uma alta de 3,59% e, em junho, de 9,98%. Ainda assim, o índice recua 16,9% em 2020.

Apesar da alta, o dia não foi fácil. Começando com a notícia da prisão de Fabrício Queiroz. Ex-assessor do então deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro, Queiroz é investigado pela participação num suposto esquema de “rachadinhas” na Assembleia do Rio de Janeiro. Nesse esquema, servidores de menor escalão dão uma parte do próprio salário aos seus superiores em troca do cargo. Além disso, tivemos o anúncio da demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

O otimismo mostrado por Guedes na quarta foi suficiente para os investidores não saírem vendendo os seus papéis. Além disso, a taxa Selic Meta confirmada a 2,25% e com o Copom deixando as portas abertas para uma nova redução, também ajudaram a manter a bolsa em alta.

Entre os indicadores, o IBC-Br, considerado prévia do PIB, sofreu uma contração de 9,73% no mês de abril ante março. O recuo foi um pouco menor que a expectativa, que apontava para uma queda de 10,2%. Em março, o IBC-Br havia recuado 5,9%. Já na base anual de comparação, o IBC-Br caiu 15,09% em abril sobre o mesmo mês do ano passado.

Na Inglaterra, O Bank of England, BoE elevou o programa de compra de títulos em 100 bilhões de libras, totalizando 745 bilhões de libras.

Já os EUA registraram 1,5 milhão de pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. A expectativa era por 1,29 milhão de requisições do benefício.

Os avanços dos casos de Covid-19 voltam a gerar preocupações pelo mundo. No Texas (EUA), foi registrado um aumento de 11% nas internações. Na China também houve o ressurgimento dos casos, o que levou ao cancelamento dos voos em Pequim e o bloqueio de determinados bairros. Os casos no mundo somam 8,42 milhões, com quase 452 mil mortes.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 41 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,75% (R$ 21,60), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 0,05% (R$ 56,17).

As ações dos bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,36% (R$ 22,30), do Itaú (ITUB4) subiram 3,92% (R$ 27,55), do Santander (SANB11) caíram 0,87% (R$ 30,71) e do Banco do Brasil (BBAS3) recuaram 0,29% (R$ 34,40). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,66% (R$ 11,86).

As ações da XP na Nasdaq subiram mais 3,91%, fechando aos US$ 48,08. As ações que mais subiram foram da BTG Pactual (BPAC11) subindo 9,11% (R$ 69,90), seguida pelas ações da Cielo (CIEL3) subindo 8,68% (R$ 5,63) e pelas ações da SulAmerica (SULA11) subindo 4,55% (R$ 43,74).

Já a as maiores quedas foram da Multiplan (MULT3) caindo 3,45% (R$ 21,81), seguida pelas ações da Cemig (CMIG4) caindo 3,07% (R$ 11,36) e pelas ações da Azul (AZUL4) caindo 3,05% (R$ 21,93).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Cemepe Investimentos (MAPT4) subindo 150% (R$ 67,50). Já as maiores quedas foram de Companhia Melhoramentos (MSPA3) caindo 14,54% (R$ 47,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Itaú (ITUB4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3) e Petrobras (PETR4).

O dólar chegou à sétima alta consecutiva, subindo 2,07%, à R$ 5,36. Agora, no mês, a moeda acumula alta de 0,63%. Só na semana, o avanço é de 6,52%. E vale lembrar que, há algumas semanas, a moeda chegou abaixo dos R$ 5,00.

O motivo da desvalorização do real está ligado aos riscos políticos, com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor parlamentar de Flavio Bolsonaro. Sabemos que o principal risco do Brasil está ligado ao fiscal e que o país necessita das reformas administrativa e tributária. Por isso, qualquer tema que traga instabilidade política pode dificultar o futuro avanço da agenda de reformas. Além disso, quanto mais enfraquecido estiver o presidente, mais vulnerável ao Congresso ele estará, o que pode ser péssimo do ponto de vista fiscal.

O euro subiu 2,40%, à R$ 6,02. A forte alta do dólar em um dia bastante negativo para moedas emergentes e a apreensão com o cenário político local, além de fatores técnicos do mercado, levaram a firme alta dos juros futuros de longo prazo.

No entanto, o cenário de Selic ainda mais baixa no curto prazo blindou as taxas de curto prazo, que caíram. O DI jan 2021 recuou de 2,09% para 2,06%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,66% para 5,83%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,66% para IPCA + 2,62%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,15% para 4,23%.

Na agenda apenas os dados da sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) de maio às 10 horas.

As bolsas norte-americanas fecharam novamente sem direção definida. O sentimento foi pressionado pelos dados de seguro-desemprego nos Estados Unidos, que permanecem altos, assim como pelos temores em torno da aceleração do número de infecções por Covid-19 em mais de uma dúzia de Estados americanos.

No cenário econômico, dados do governo americano indicaram que os trabalhadores do país entraram com 1,508 milhão de novos pedidos de seguro-desemprego. Além disso, o número de pedidos continuados se manteve acima dos 20 milhões, mesmo após a reabertura da economia.

O Dow Jones recuou 0,15% (26.080), o S&P 500 subiu 0,06% (3.115) e o Nasdaq subiu 0,33% (9.943).

As ações da FAANG’s subiram, come exceção da Alphabet, que recuou 1,27%. Já as ações da Netlflix subiram 0,47%, da Amazon subiram 0,49%, do Facebook subiram 0,17% e da Apple subiram 0,04%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,91%, o S&P 500 subindo 0,83% e o Nasdaq subindo 0,77%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,13% para 0,14%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,19% e a T-Bond para 30 anos se manteve em 1,50%.

As bolsas na Europa abriram em alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,08% (3.285), de Frankfurt subindo 0,83% (12.383), de Londres subindo 1,08% (6.291), Paris subindo 1,13% (5.014), Milão está subindo 0,70% (19.621) e Madri está subindo 0,65% (7.438).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,55% (22.478), Xangai subiu 0,96% (2.967), Hong Kong subiu 0,73% (24.643) e Seul subiu 0,37% (2.141).

O petróleo fechou em alta ontem após funcionários da Opep terem dito que os seus membros atingiram uma taxa de conformidade de 87%, no mês passado, relacionada ao acordo de corte de produção vigente, visando compensar a menor demanda global em meio à pandemia de covid-19.

O cartel também informou que pressionará alguns membros, incluindo o Iraque, a cumprir um grau ainda maior nas próximas semanas. Com isso o WTI subiu 2,31%, a US$ 38,84, enquanto o Brent subiu 1,96%, a US$ 41,51.

Hoje o WTI está subindo 2,81% e o Brent está subindo 2,22%. O índice VIX está caindo 4,13%, aos 31,58 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 2,36% enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,89% (US$ 9.366), a Ethereum caindo 1,51% (US$ 230,05) e a Ripple caindo 0,80% (0,1894).

O IFIX subiu 0,20% (2.794). A maior alta foi do FII Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) subindo 4,77%. Já a maior queda foi do FII Brazil Realty (BZLI11) caindo 9,18%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

17/06/2020 às 10h41

Ontem o Ibovespa subiu 1,25%, fechando aos 93.531 pontos. O giro financeiro foi de R$ 30,3 bilhões. Na máxima o índice chegou a subir 3%, mas não sustentou a alta.

A alta da bolsa brasileira ficou abaixo das bolsas em NY, porém, em linha com outros latino-americanos. A bolsa mexicana subiu 1,40% e a colombiana subiu 1,01%.

O ponto positivo foram os anúncios dos bancos centrais dos Estados Unidos e Japão, injetando ainda mais liquidez nos mercados, o que, em um cenário de taxa de juros baixa, favorece o apetite ao risco.

O Fed anunciou o programa de compra de títulos corporativos e ontem o Banco do Japão (BoJ) expandiu o programa de compras de títulos comerciais e corporativos para 110 trilhões de ienes, cerca de US$ 1 trilhão.

Após os dados de vendas no varejo nos EUA aumentarem 17,7%, trouxe de volta a sensação de recuperação em V, ou seja, crescerá tão rápido quanto caiu.

Por aqui, dados econômicos ainda decepcionam e a pandemia da Covid-19 segue avançando. O volume de vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, além de outros oito segmentos, recuou 17,5% em abril ante março. Foi a maior queda desde fevereiro de 2003.

Hoje às 18 horas, é dia de Copom e mais cortes na taxa Selic Meta. A expectativa majoritária é de um corte de 75 pontos-base, derrubando o juro de 3% para 2,25%, porém, o mercado aguarda mesmo o comunicado, para saber se interromperá os cortes, ou seguirá para 2% na próxima reunião.

Se o comunicado indicar mais um corte, deve pressionar ainda mais o dólar para cima. Porém, os investidores de renda fixa estão cada vez mais dispostos a correr riscos, com a taxa de juros à quase zero, algo que parecia impossível no Brasil, com os investidores acostumados a ganharem 1% ao mês.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 38 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,24% (R$ 21,37), acompanhando a alta de 3% do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 2,80% (R$ 55,39).

As ações dos bancões fecharam em alta, se recuperando de quedas consecutivas. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,16% (R$ 22,03), do Itaú (ITUB4) subiram 2,87% (R$ 26,18), do Santander (SANB11) subiram 3,65% (R$ 30,37) e do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 1,30% (R$ 33,50). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) fecharam no zero a zero (R$ 11,98). As ações da XP na Nasdaq subiram mais 5,00%, fechando aos US$ 43,85.

As ações que mais subiram foram da Gerdau (GGBR4) disparando 9,22% (R$ 14,80), seguida pelas ações da Gerdau Metalúrgica (GOAU4) subindo 7,32% (R$ 6,89) e pelas ações da CSN (CSNA3) subindo 6,50% (R$ 11,30). Essas ações subiram contagiadas pela notícia de que Trump estuda novo pacote de US$ 1 trilhão para a infraestrutura.

Já a as maiores quedas foram da Cogna (COGN3) recuando 3,75% (R$ 6,15), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) caindo 3,32% (R$ 19,77) e pelas ações da SulAmerica (SULA11) caindo 3,19% (R$ 15,15).

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram da Textil Renauxview (TXRX3), disparando 58,53% (R$ 65,00). Já a maior queda foram das ações da J B Duarte (JBDU3) caindo 10,32% (R$ 3,56). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3, Bradesco (BBDC4) e Magazine Luiza (MGLU3).

A busca por proteção do dólar imperou no mercado brasileiro de câmbio, levando a cotação da divisa americana para um avanço de quase 2%.

Diante de preocupações com o aumento de casos da Covid-19 pelo mundo, em um ambiente de juros cada vez mais baixos, o dólar firmou sua quinta alta consecutiva, sendo negociado agora a R$ 5,23, subindo 1,84%. Já o euro subiu 1,13%, aos R$ 5,90.

Na véspera da decisão do Copom, as taxas de juros futuros de curto prazo oscilaram entre a estabilidade e leve queda. Apesar da alta do dólar, o mercado de juros teve um comportamento mais contido embora tenha registrado leve avanço nos vencimentos mais longos. O DI jan 2021 recuou de 2,13% para 2,09%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,72% para 5,76%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,68% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 se manteve em 4,20%.

As bolsas norte-americanas fecharam pelo segundo dia consecutivo em alta. O anúncio de segunda do Fed, informando que comprará títulos corporativos individuais, e não apenas fundos negociados em bolsas (ETFs), continuou dando o tom nos mercados desde cedo e ainda foi fortalecido pelo aumento do programa de empréstimos corporativos de US$ 690 bilhões para cerca de US$ 1 trilhão.

Os estímulos dados pelos grandes bancos centrais do mundo têm garantido a injeção de liquidez necessária para os mercados financeiros depois do colapso visto em março.

O Dow Jones subiu 2,04% (26.289), o S&P 500 subiu 1,90% (3.124) e o Nasdaq subiu 1,75% (9.895).

Outros fatores foram importante para essa alta, como o aumento de 17,7% nas vendas do varejo dos EUA em maio, muito acima do esperado.

As ações da FAANG’s fecharam mais uma vez em alta. As ações da Alphabet subiram 1,81%, da Netflix subiram 2,50%, da Amazon subiram 1,66%, do Facebook subiram 1,35% e da Apple subiram 2,65%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em leve alta. Por coincidência, os três índices futuros (Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq) estão subindo 0,31%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,16%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,20% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,51% para 1,54%.

Na agenda norte-americana apenas os dados dos estoques de petróleo divulgados pelo DoE às 11h30.

As bolsas na Europa abriram sem direção definida. A Euro Stoxx 50 está subindo 0,13% (3.246), de Frankfurt subindo 0,08% (12.325), de Londres subindo 0,38% (6.266), Paris subindo 0,33% (4.968), Milão está caindo 0,25% (19.576) e Madri está caindo 0,86% (7.431).

Na Ásia, fechamento em alta, com exceção de Tóquio, que recuou 0,56% (22.455), Shanghai subiu 0,14% (2.935), Hong Kong subiu 0,56% (24.481) e Seul subiu 0,14% (2.141).

Os contratos futuros de petróleo subiram pelo segundo dia consecutivo, com a boa expectativa sobre uma reunião da Opep+ amanhã. Os investidores observarão se serão dados sinais sobre mais cortes na produção.

Os preços dos contratos do Brent, subiram 3,12%, aos US$ 40,96, enquanto do WTI subiram 3,39%, aos US$ 38,38. Hoje o WTI está caindo 1,02% e o Brent está caindo 0,66%. O índice VIX está subindo 0,53%, aos 33,85 pontos.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,76% enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 0,24% (US$ 9.482), a Ethereum caindo 0,14% (US$ 233,58) e a Ripple subindo 1,40% (0,1945).

O IFIX subiu 0,28% (2.785). A maior alta foi do FII Brazil Realty (BZLI11) subindo 3,57%. Já a maior queda foi do FII Plural Recebíveis (PLCR11) caindo 2,62%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

15/06/2020 às 08h49

Na sexta-feira o Ibovespa caiu 2,00% e fechou aos 92.795 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,6 bilhões. Na semana o índice recuou 1,96%, interrompendo uma sequência de três semanas consecutivas de valorização.

Com o mercado apreensivo após a forte queda ocorrida na quinta-feira, o Ibovespa chegou a recuar 4% na sexta, mas conseguiu recuperar boa parte das perdas.

Estas três semanas de altas consecutivas na bolsa foram motivadas pelo cenário mundial de maior apetite ao risco, com excesso de liquidez, taxas de juros baixas e dados econômicos melhores do que o esperado. A reabertura das economias e o menor temor com uma segunda onda de contágio também animaram os investidores.

Porém, sinalizações do Fed mais negativas sobre a economia americana e preocupações com uma segunda onda de contágio pela Covid-19, voltaram a gerar preocupações. Nos Estados Unidos, o número de casos superou 2 milhões e o de mortes passou de 110 mil. Por aqui, foram 612 mortes nas últimas 24 horas, com o Brasil ultrapassando a marca de 43 mil mortes e mais 867 mil pessoas infectadas.

Podem haver novos lockdowns em partes de Arizona, Texas, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Arkansas. O maior risco é de uma onda de defaults de empresas que precisam de estímulos fiscais e crédito, e podem não sobreviver a um segundo fechamento do comércio.

Além da perspectiva negativa, que está derrubando os mercados futuros hoje, temos um agravante no Brasil, que é a saída de Mansueto Almeida do Tesouro, que foi confirmada neste fim de semana.

Ontem mesmo, em entrevista ao Broadcast, Mansueto tentou tranquilizar o mercado, afirmando que sua saída não muda em nada o compromisso do governo com o ajuste fiscal, já que Paulo Guedes é o fiador do ajuste.

O ajuste fiscal é uma das principais preocupações dos investidores, já que a pandemia agravou o déficit nas contas públicas do país, e a pressão é grande para aumentar os gastos ainda mais para conter a pandemia. Mansueto saindo pode facilitar para que os Deputados consigam mais verbas para os estados. O mercado em um primeiro momento deve reagir mal a essa saída.

Hoje, na B3, teremos vencimento de opções, e na quarta-feira o vencimento do Índice Futuro. Além disso, na quarta, teremos Copom, que deverá cortar a Selic Meta de 3,00% para 2,25%, porém, o mercado aguarda a sinalização da ata, para saber se haverá mais cortes, já que uma sinalização de interrupção de novos cortes pode ajudar a segurar a alta do dólar.

Na China, dois dados de atividade frustraram os prognósticos. A produção industrial avançou 4,4% em maio, abaixo da previsão de 5%, e as vendas no varejo recuaram 2,8%, pior que a estimativa, que era de -2%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 11 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 3,74% (R$ 20,60). As ações da Vale (VALE3) caíram 1,98% (R$ 53,40). Apesar das quedas de Petrobrás e Vale, a baixa foi bem menos intensa do que foi visto nas ADRs um dia antes.

As ações dos bancos acompanharam o movimento de queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 1,14% (R$ 21,63), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,21% (R$ 26,06), as ações do Santander (SANB11) caíram 1,35% (R$ 29,92), as ações do Banco do Brasil caíram 2,51% (R$ 33,35) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 2,58% (R$ 11,95).  As ações da XP na Nasdaq dispararam 5,61%, fechando aos US$ 41,20.

As ações que mais subiram foram do Carrefour (CRFB3) subindo 2,72% (R$ 18,50), seguida pelas ações da Minerva (BEEF3) subindo 2,34% (R$ 13,07) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) subindo 2,22% (R$ 12,88).

Já a as maiores quedas foram da IRB Brasil (IRBR3) caindo 11,34% (R$ 11,49), seguida pelas ações da CVC (CVCB3) caindo 9,44% (R$ 20,81) e pelas ações da Gol (GOLL4) caindo 8,39% (R$ 18,54).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Textil Renauxview (TXRX3), disparando 105,58% (R$ 20,99). Já a maior queda foram das ações da Azevedo e Travassos SA (AZEV3) caindo 20,22% (R$ 17,55). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Bradesco (BBDC4), Itaú (ITUB4) e Via Varejo (VVAR3).

O risco de uma segunda onda de contágio e um freio no otimismo exagerado dos investidores foram responsáveis pela alta do dólar novamente. Dessa vez, a moeda subiu 2,18% e fechou aos R$ 5,04. Este é o maior nível de fechamento desde 04 de junho. Após acumular queda de 14,48%, das últimas três semanas, o dólar encerrou com alta de 1,04% na semana. Já o euro subiu 0,98%, aos R$ 5,67.

Os juros futuros mais curtos encerraram em queda leve, influenciados pela perspectiva de recuperação global pode ser mais demorada que o esperado e, por isso, as taxas de referência deverão ser mantidas por mais tempo nos atuais níveis. O DI jan 2021 recuou de 2,17% para 2,15%. Já o DI jan 2025 se manteve em 5,67%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) caiu de IPCA + 2,71% para IPCA + 2,66%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,16% para 4,19%.

Após o tombo forte na quinta, as bolsas norte-americanas oscilaram entre perdas e ganhos na sexta, mas se recuperaram na reta final da sessão e fecharam em altas acima de 1%. Assim, os principais índices de Wall Street terminaram a semana em quedas entre 2% e 5%, deixando no ar a dúvida sobre se os mercados de ações podem estar prestes a enfrentar uma nova correção após a forte recuperação desde o ponto mais baixo atingido em março.

O Dow Jones subiu 1,90% (25.605), o S&P 500 subiu 1,31% (3.041) e o Nasdaq subiu 1,01% (9.588). As ações da FAANG’s fecharam sem direção definida. As ações da Alphabet subiram 0,79%, da Netflix recuaram 1,76%, da Amazon caíram 0,51%, do Facebook subiram 1,85% e da Apple subiram 0,86%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro recuando 2,14%, o S&P 500 futuros caído 1,75% e o Nasdaq Futuro recuando 1,52%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,16% para 0,15%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,20% para 0,19% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,46% para 1,42%.

As bolsas na Europa abriram em queda novamente. A Euro Stoxx 50 está recuando 1,51% (3.106), de Frankfurt caindo 1,34% (11.789), de Londres caindo 1,16% (6.034), Paris caindo 1,28% (4.777), Milão está caindo 0,98% (18.702) e Madri está caindo 1,49% (7.184).

Na Ásia, fechamento em queda também. Tóquio recuou 3,47% (21.530), Shanghai caiu 1,02% (2.890), Hong Kong caiu 2,16% (23.776) e Seul caiu 4,76% (2.030).

O petróleo fechou sem direção definida, com o WTI caindo 0,22%, aos US$ 36,25, enquanto Brent subiu 0,46% (US$ 38,73), por conta das incertezas em relação a retomada das economias globais. Hoje o WTI está caindo 2,32% e o Brent está caindo 1,37%. O índice VIX está disparando 17,43%, aos 42,38 pontos, com o mercado apreensivo e com medo de uma segunda onda do novo coronavírus.

O contrato de ouro OZ1D subiu 2,56% enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,19% (US$ 9.130), a Ethereum caindo 5,43% (US$ 223,79) e a Ripple caindo 3,53% (0,1849).

O IFIX recuou 0,62% (2.782). A maior alta foi do FII Projeto Água Branca (FPAB11) subindo 3,22%. Já a maior queda foi do FII Edifício Almirante Barroso (FAMB11B) caindo 5,19%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

12/06/2020 às 14h37

Na quarta-feira, o Ibovespa recuou 2,13%, fechando aos 94.685 pontos, com giro financeiro de R$ 33,5 bilhões.

Sem pregão no Brasil devido ao feriado nacional de Corpus Christi, os investidores brasileiros assistiram as bolsas globais derreterem em um péssimo dia.

O EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos EUA, fechou em queda de 7,84%, aos US$ 29,29. O Brazil Titans 20, índice de ADRs e que reúne os principais ativos brasileiros negociados nos EUA, recuou 8,71%.

As ADRs sofreram bastante. Da Petrobrás recuaram 9%, da Vale caíram 6,99%, do Itaú caíram 7,84% e do Bradesco caíram 8,37%.

A forte preocupação com uma segunda onda de infecções nos EUA impactou todo o mercado. O número de casos de Covid-19 por lá superou os 2 milhões, com o número de mortos ultrapassando os 111 mil.

Além do receio de uma segunda onda de contaminação, também pesou sobre o humor dos investidores os sinais pessimistas do presidente do Fed, Jerome Powell, com a retomada da economia.

Em coletiva na tarde de quarta, Powell disse que a recuperação econômica terá “um longo caminho”, apesar de reafirmar a intenção do Fed de fornecer estímulos à economia enquanto for necessário e manter a taxa de juros próxima a zero até pelo menos 2022.

A Federal Reserve decidiu na quarta manter os juros nos Estados Unidos na faixa entre 0% e 0,25% ao ano.

As quedas foram ampliadas ao longo do dia após a divulgação de dados de seguro-desemprego nos EUA. Mais 1,542 milhão de pessoas solicitaram seguro-desemprego na semana passada.

Na quarta, foi divulgado o IPCA de maio, que caiu 0,38%, deflação abaixo da expectativa que era de 0,46%. Em abril, o IPCA caiu 0,31% ante março. Já na comparação com maio do ano passado, a inflação subiu 1,88%.

Indo para o Ibovespa, na quarta-feira, das 75 ações do índice, 59 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,47% (R$ 21,40). As ações da Vale (VALE3) caíram 0,93% (R$ 54,48).

Os bancos fecharam novamente em queda. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,66% (R$ 21,88), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 3,62% (R$ 26,65), as ações do Santander (SANB11) caíram 4,89% (R$ 30,33), as ações do Banco do Brasil caíram 4,41% (R$ 34,21) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 4,90% (R$ 11,65). As ações da XP na Nasdaq despencaram 7,65%, fechando aos US$ 39,01.

As ações que mais subiram foram da B2W (BTOW3) disparando 5,50% (R$ 99,70), seguida pelas ações da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 3,56% (R$ 64,60) e pelas ações da Totvs (TOTS3) subindo 1,80% (R$ 21,49).

Já a as maiores quedas foram novamente da Gol (GOLL4) caindo 9,64% (R$ 20,24), Embraer (EMBR3) recuando 9,51% (R$ 9,33) e Azul (AZUL4) despencando 8,84% (R$ 23,50).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Eucatex (EUCA3), disparando 50,00% (R$ 30,00). Já a maior queda foram das ações da Electro Aço ALtona (EALT3) caindo 16,95% (R$ 14,70). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3), Azul (AZUL4), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

A decisão de política monetária do Fed trouxe instabilidade adicional para o mercado de câmbio, o que acabou se concretizando no fim do dia em mais um motivo para realização de lucros após recuperação recente do real brasileiro.

No início, até houve uma reação mais positiva, com a postura do Fed sobre juros baixos até 2022 e manutenção do ritmo de compras de ativos financeiros. No entanto, o movimento durou pouco e logo prevaleceu o sentimento de frustração com a falta de indicações sobre opções mais agressivas para combater a crise.

Com isso o dólar fechou aos R$ 4,93, com alta de 0,92%. Já o euro subiu 1,63%, aos R$ 5,64. Ontem o dólar disparou frente as moedas de países emergentes, o que deve refletir na abertura do mercado brasileiro hoje.

O cenário de juros baixos por um período maior, reforçado quarta por novas projeções econômicas de dirigentes do Fed, direcionou o mercado de taxas futuras na reta final do pregão.

Como esperado, o banco central americano manteve seus juros próximos de zero. Mas, na atualização de projeções econômicas, os dirigentes mostram que não planejam subir taxas até 2022. As taxas de juros futuros, que até então vinham operando perto da estabilidade, acentuaram as baixas.

O DI jan 2021 recuou de 2,18% para 2,17%. Já o DI jan 2025 recuou de 5,80% para 5,67%. Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,69% para IPCA + 2,71%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,29% para 4,16%.

Nos EUA, os índices acionários de Nova York fecharam em forte queda, sendo o pior pregão desde março. As perdas de ontem são atribuídas aos temores de uma segunda onda de infecções nos EUA, em meio ao processo de reabertura da economia.

O Nasdaq interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas renovando recordes e fechou em queda de 5,27%, (9.492), mais do que apagando os ganhos da semana. O Dow Jones anotou a sua terceira sessão consecutiva em queda de mais de 1%, recuando 6,90%, (25.128), enquanto o S&P 500 cedeu 5,89% (3.002).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, nem elas resistiram a forte queda dos mercados ontem. As ações da Google recuaram 4,29%, da Netflix caíram 2,05%, da Amazon recuaram 3,38%, Facebook caíram 5,20% e da Apple caíram 4,80%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta, indicando abertura no positivo hoje. O Dow Jones futuro está subindo 2,16%, o S&P 500 futuro está subindo 1,77% e Nasdaq futuro subindo 1,50%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,16%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,56% para 1,46%.

Na agenda norte-americana teremos a leitura preliminar de junho do sentimento do consumidor.

As bolsas na Europa abriram em alta, após três dias de quedas consecutivas. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,38% (3.187), de Frankfurt subindo 1,09% (12.101), de Londres subindo 1,07% (6.141), Paris subindo 1,67% (4.895), Milão está subindo 1,28% (19.407) e Madri está subindo 1,29% (7.372).

Na Ásia, fechamento em queda. Tóquio recuou 0,75% (22.305), Shanghai caiu 0,04% (2.919), Hong Kong caiu 0,73% (24.301) e Seul caiu 2,04% (2.132).

O petróleo fechou em queda acentuada ontem, no pior dia desde o fim de abril. Um ressurgimento dos casos de covid-19 nos EUA e uma perspectiva econômica sombria do Fed diminuíram as perspectivas dos investidores para a demanda da commodity.

Dados recentes do governo dos EUA, mostrando uma subida semanal nos estoques de petróleo, também contribuíram para a forte queda.

O WTI caiu 8,23%, a US$ 36,34, enquanto o Brent caiu 7,62%, a US$ 38,55. Hoje o WTI está subindo 0,14% e o Brent está subindo 0,39%. O índice VIX está caindo 10,25% aos 36,61 pontos, após alta forte ontem.

O contrato de ouro OZ1D subiu 1,38% enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 3,57% (US$ 9.457), a Ethereum caindo 4,07% (US$ 236,17) e a Ripple caindo 4,64% (0,1924).

O IFIX subiu 0,24% (2.799). A maior alta foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) subindo 4,42%. Já a maior queda foi do FII Brazil Realty (BZLI11) caindo 3,31%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

10/06/2020 às 10h50

Ontem o Ibovespa recuou 0,92%, a 96.746 pontos, com giro financeiro de R$ 31,2 bilhões. Após sete altas consecutivas, finalmente os investidores realizaram parte dos ganhos. Vale ressaltar que muitos comparam a perspectiva de crescimento econômico com o da bolsa. Por isso, enquanto o mercado exagerou na queda, jogando o Ibovespa para quase 60 mil pontos, agora sete altas seguidas parecem algo exagerado também, já que ainda não sabemos como será a reabertura do mercado por aqui.

Por exemplo, na segunda-feira o Banco Mundial informou que a economia global poderia sofrer uma retração de 5,2% em 2020, o que seria a maior recessão desde a Segunda Guerra Mundial. Essa retração também deixaria mais pessoas em situação de pobreza, em especial nos países emergentes.

No Brasil, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo irá unificar programas sociais e lançará o Renda Brasil. Ele destacou que o auxílio emergencial será estendido por mais dois meses e que será retomado o lançamento do Programa Verde e Amarelo para formalizar os empregos.

Entre os indicadores domésticos, IGP-M subiu 1,36% na primeira prévia de junho, acima do esperado pelos economistas.  Também foi importante o dado de pedidos de auxílio-desemprego, que atingiu 960.258 em maio no Brasil, um aumento de 53% em relação ao mesmo mês do ano passado. Hoje é dia de IPCA, que pode mexer com a abertura do mercado.

Amanhã será feriado de Corpus Christi, não haverá pregão. São Paulo antecipou esse feriado, porém, a B3 não aderiu, seguindo o calendário previamente definido.

No exterior, hoje é dia de Fomc (o Copom dos EUA). A perspectiva é de manutenção da taxa de juros no intervalo de 0% a 0,25%. O mercado aguardará mesmo o pronunciamento pós-divulgação da taxa, para saber se os estímulos serão reduzidos, mantidos ou até aumentados. Se forem reduzidos, podemos ter alguma realização de lucro nas bolsas globais.

Na Europa, ajudou a manter as bolsas no vermelho pelo segundo pregão na semana a divulgação do estrago feito na economia dos países da zona do euro no primeiro trimestre deste ano. Na comparação com o mesmo período de 2019, o encolhimento da atividade foi de 3,2%, a maior registrada desde a fundação do bloco monetário, em 1995.

Na China, a inflação ao consumidor teve nova desvalorização em maio. O CPI subiu 2,4% na comparação anual, após registrar alta de 3,3% em abril. A expectativa era de 2,6%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 46 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 3,60% (R$ 21,72), mesmo com o preço do barril de petróleo virando para o positivo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,38% (R$ 54,99), acompanhando a alta do dólar.

Os bancos fecharam em queda, após a alta forte em junho. No mês, os bancos acumulam alta de dois dígitos vêm ajudando muito na recuperação do Ibovespa. As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,22% (R$ 22,95), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 2,22% (R$ 27,65), as ações do Santander (SANB11) caíram 1,36% (R$ 31,89), as ações do Banco do Brasil caíram 1,65% (R$ 35,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 3,92% (R$ 12,25). As ações da XP na Nasdaq caíram 0,79%, fechando aos US$ 40,71.

As ações que mais subiram foram da IRB Brasil (IRBR3) subindo 12,51% (R$ 13,22), seguida pelas ações da Iguatemi (IGTA3) subindo 4,86% (R$ 38,80) e pelas ações da Multiplan (MULT3) subindo 4,72% (R$ 23,93). As operadoras de shopping subiram com a expectativa de reabertura dos shoppings amanhã na capital paulista.

Já a as maiores quedas foram de Gol (GOLL4) caindo 6,62% (R$ 22,40), Azul recuando 5,74% (R$ 25,78) e MRV (MRVE3) caindo 4,72% (R$ 17,15). As aéreas acumulam mais de 80% de ganhos só neste mês, era de se esperar a realização dos lucros.

Na B3, as ações que mais subiram foram novamente da Azevedo e Travassos SA (AZEV3), disparando 145,09% (R$ 20,00). Já a maior queda foi das ações da Consorcio Alfa de Administração (BRGE11) caindo 16,41% (R$ 10,03).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Azul (AZUL4), Itaú (ITUB4), IRB Brasil (IRBR3) e Bradesco (BBDC4).

Após acumular queda de 9,04% em junho, o dólar comercial viveu na última terça um dia de realização de lucros, alinhado com o comportamento generalizado de acomodação visto no exterior por outras divisas emergentes e demais ativos de risco.

Durante o dia, a moeda chegou aos R$ 4,93, perdendo o fôlego no final e fechando aos R$ 4,88, com alta acumulada de 0,71%. Além disso, o mercado deve aguarda posicionamento do Fed hoje para tomar qualquer decisão mais pesada. Já o euro subiu 1,89%, aos R$ 5,54.

Os juros futuros fecharam perto da estabilidade, com viés de alta no longo prazo, por conta da cautela com a divulgação do IPCA hoje, e com a decisão do Fed lá nos EUA. O DI jan 2021 recuou de 2,19% para 2,12%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,77% para 5,80%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,72% para IPCA + 2,69%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,27% para 4,29%.

Nos EUA, as bolsas fecharam sem direção única, com os investidores aproveitando para realizar lucros após seis dias consecutivos de ganhos do Dow Jones.

Já o índice tecnológico Nasdaq, renovou o recorde, depois de chegar a operar brevemente acima da marca dos 10 mil pontos pela primeira vez na história. Vale ressaltar que 40% do índice é composto por empresas do ramo tecnológico, que deve se manter em alta, mesmo com o isolamento passando. Muitos legados serão deixados pela pandemia.

O Dow Jones recuou 1,09% (27.272), o S&P 500 caiu 0,78% (3.207) e Nasdaq subiu 0,29% (9.953).

Após dias seguidos de alta, os investidores aproveitaram para realizar lucros na véspera da decisão de política monetária do Fed. O Nasdaq, porém, continuou sendo impulsionado pelo otimismo em relação aos dados econômicos e com os estímulos monetários e fiscais nas principais economias globais.

As ações da FAANG’s fecharam em alta, segurando o Nasdaq em alta, e parecendo viver em outro mundo. Google subiu 0,28%, Netflix subiu 3,47%, Amazon subiu 3,04%, Facebook subindo 3,14% e Apple subiu 3,16%.

Os índices futuros nos EUA estão operando sem direção definida. O Dow Jones futuro está caindo 0,10%, o S&P 500 futuro está subindo 0,02% e Nasdaq futuro subindo 0,33%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,14% para 0,16%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,21% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,57% para 1,56%.

As bolsas na Europa abriram em queda novamente. A Euro Stoxx 50 está caindo 0,21% (3.313), de Frankfurt caindo 0,40% (12.567), de Londres caindo 0,22% (6.321), Paris caindo 0,09% (5.090), Milão está caindo 0,28% (19.874) e Madri está caindo 0,18% (7.738).

Na Ásia, fechamento sem direção definida. Tóquio subiu 0,15% (23.124), Shanghai recuou 0,42% (2.943), Hong Kong caiu 0,03% (25.049) e Seul subiu 0,31% (2.195).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, após terem sido negociados em território negativo durante todo o dia.

Apesar de preocupações relacionadas ao cumprimento dos acordos de restrição da oferta por grandes produtores globais, os investidores continuam na expectativa de que a demanda volte a crescer, à medida que boa parte dos países flexibilizam suas medidas de restrição à atividade econômica adotadas para conter a pandemia de covid-19.

O WTI subiu 1,96%, a US$ 38,94, enquanto o Brent subiu 0,93%, a US$ 41,18. Hoje o WTI está caindo 2,82% e o Brent está caindo 2,38%. O índice VIX está caindo 0,47% aos 27,44 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 1,99% enquanto as criptomoedas estão operando sem direção definida nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 0,56% (US$ 9.722), a Ethereum subindo  0,06% (US$ 243,09) e a Ripple caindo 0,61% (0,2012).

O IFIX recuou 0,03% (2.792). A maior alta foi do FII Hotel Maxinvest (HTMX11) subindo 5,84%. Já a maior queda foi do FII RB Capital Renda II (RBRD11) caindo 5,18%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

08/06/2020 às 10h08

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,86%, a 94.637 pontos, com giro financeiro de R$ 38,4 bilhões. Na semana, o índice subiu 8,28%. Foi a sexta alta consecutiva do índice, puxada pelo bom humor no exterior, mais precisamente nos EUA.

Por lá o payroll surpreendeu positivamente, de acordo com o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o país criou 2,5 milhões de vagas de trabalho em maio, levando a taxa de desemprego no país para 13,3%, de 14,7% em abril. Os números ficaram bem melhores do que a expectativa, que era de 7,5 milhões de vagas fechadas e taxa de desemprego de 19,5%. Por aqui, o clima mais ameno entre Executivo e STF, também colaborou para a alta da bolsa.

O Ibovespa chegou aos 3% durante o dia, porém, recuou no final do pregão por conta da preocupação com uma reunião da Opep que aconteceu no final de semana. E a reunião foi boa, a Opep decidiu estender o corte de produção de petróleo este mês.

Essa será uma semana reduzida, pois a bolsa ficará fechada na quinta por conta do feriado de Corpus Christi, mas na quarta sairá o dado do IPCA de maio, que podem mexer com o mercado. Além disso, também na quarta, o FED divulgará a sua taxa de juros.

Na China, a balança comercial não foi tão boa, as exportações recuaram 3,3%, melhor que o previsto, que era de 6,5%. Porém, as importações recuaram 16,7%, bem acima do esperado, que era de 8,1%.

O Brasil volta a ser um dos queridinhos para os investidores. Em relatório divulgado na semana passada, o Goldman Sachs destacou o Ibovespa como o preferido entre o mercado acionário dos emergentes, já que as ações têm apresentado o pior desempenho desde janeiro, “oferecendo a melhor oportunidade de recuperação se o sentimento de retomada do risco global persistir”.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 48 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,13% (R$ 22,10), acompanhando a forte alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,89% (R$ 54,61), apesar da alta de 1,5% do minério.

Os bancos fecharam em alta novamente, contribuindo para a alta do índice, vale lembrar que o aumento da CSLL mais distante dos bancos, ajudou a impulsionar os papéis das instituições financeiras. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,83% (R$ 22,10), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,21% (R$ 27,26), as ações do Santander (SANB11) subiram 2,27% (R$ 31,13), as ações do Banco do Brasil subiram 0,74% (R$ 35,20) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 4,80% (R$ 13,10). As ações da XP na Nasdaq disparam 5,48%, fechando aos US$ 36,58.

As ações que mais subiram foram da Azul (AZUL4) subindo 10,90% (R$ 21,16), seguida pelas ações da Yduqs (YDUQ3) subindo 9,82% (R$ 38,56) e da Gol (GOLL4) subindo 9,74% (R$ 18,70).

Já a as maiores quedas foram Totvs (TOTS3) caindo 4,28% (R$ 20,76), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 3,88% (R$ 38,30) e pelas ações da Marfrig (MRFG3) caindo 3,57% (R$ 12,68).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Electro Aço Altona (EALT3), disparando 89,94% (R$ 17,00). Já a maior queda foram das ações da Companhia Celg de Participações(GPAR33) caindo 13,81% (R$ 23,71). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4).

A surpresa positiva com um dado de emprego nos Estados Unidos garantiu mais um dia de forte apetite por risco no mundo inteiro. No Brasil, esse movimento levou o dólar abaixo do patamar de R$ 5,00 pela primeira vez desde 26 de março e, de quebra, anotar a maior queda semanal em quase 12 anos. Na semana, a desvalorização do dólar foi de 6,44%.

Na sexta, o dólar recuou 2,66%, fechando aos R$ 4,99, e olha que na mínima chegou aos R$ 4,93. Já o euro recuou 3,35%, aos R$ 5,60.

O otimismo observado nos mercados de ações e de câmbio teve reflexo diferente nos juros futuros. O forte resultado do relatório de empregos dos EUA colocou dúvidas nos investidores quanto à necessidade de estímulos adicionais e fez com que as taxas futuras fechassem em alta. O DI jan 2021 subiu de 2,16% para 2,17%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,71% para 5,79%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) se manteve em IPCA + 2,70%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,11% para 4,18%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta acentuada na sexta, após a divulgação de dados surpreendentemente positivos do mercado de trabalho americano, o chamado “payroll”. Com isso o Dow Jones subiu 3,15% (27.110), o S&P 500 subiu 2,62% (3.193) e Nasdaq subiu 2,06% (9.814). Na semana, o Dow Jones acumulou ganhos de 6,81%, o S&P 500, de 4,91%, e o Nasdaq, de 3,42%.

A Nasdaq, com essa alta, está a apenas 4 pontos abaixo da máxima histórica alcançada em fevereiro, antes da crise.

As ações da FAANG’s fecharam em alta, contribuindo para o Nasdaq chegar próximo de um novo recorde. As ações da Alphabet subiram 1,82%, da Netflix subiram 1,27%, da Amazon subiram 0,91%, do Facebook subiram 1,98% e da Apple subiram 2,85%.

Os índices futuros nos EUA estão em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,43%, o S&P 500 futuro está subindo 0,31% e Nasdaq futuro subindo 0,10%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se mantiveram em 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,20% para 0,21% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,66% para 1,71%.

As bolsas na Europa estão operando sem direção definida. A Euro Stoxx 50 está caindo 0,47% (3.368), de Frankfurt caindo 0,54% (12.778), de Londres subindo 0,07% (6.488), Paris caindo 0,34% (5.180), Milão está subindo 0,50% (20.228) e Madri está subindo 0,77% (7.933).

Na Ásia, fechamento em alta, com exceção de Hong Kong que recuou 0,11% (24.742). Tóquio fechou positivo em 1,38% (23.178), Shanghai subiu 0,24% (2.937) e Seul subiu 0,11% (2.184).

O petróleo fechou em alta novamente, com o Brent, a referência global, ultrapassando a marca dos US$ 40 por barril pela primeira vez desde março, quando Rússia e Arábia Saudita iniciaram uma guerra de preços que só se encerrou com um acordo acertado em abril.

A commodity operou em alta desde o início do pregão, diante dos relatos de que a Opep+ concordaram em prorrogar o corte vigente na produção para dar mais tempo à recuperação da demanda, severamente atingida pela pandemia de covid-19. Além disso, os dados de emprego nos EUA também influenciaram positivamente.

O WTI subiu 5,72%, a US$ 39,55, enquanto o Brent subiu 5,77%, a US$ 42,30. Hoje o WTI está subindo 0,83% e o Brent está subindo 1,11%. O índice VIX está subindo 1,39% aos 24,86 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 4,32% enquanto as criptomoedas estão sem direção definida nas últimas 24 horas, quatro das 10 maiores moedas digitais estão em alta. O Bitcoin está subindo 0,40% (US$ 9.700), a Ethereum subindo 0,98% (US$ 243,60) e a Ripple caindo 0,61% (0,2020).

O IFIX subiu 1,02% (2.772). A maior alta foi do FII Edifício Galeria (EDGA11) subindo 7,37%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard Death Care (CARE11) caindo 4,11%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

05/06/2020 às 11h17

Ontem o Ibovespa subiu 0,89%, a 93.828 pontos, com giro financeiro de R$ 31,2 bilhões. Foi a quinta alta consecutiva do índice. Na máxima, o índice chegou aos 94.132 pontos – cada vez mais próximo dos 100 mil pontos. Apesar da alta, tiveram mais ações fechando no negativo do que no positivo.

Ainda que não tenha subindo tanto como nos últimos pregões, o Ibovespa fechou novamente em alta impulsionado na reta final pelas ações de bancos e exportadoras. Em meio a esse cenário positivo, destaque para Via Varejo, novamente um dos papéis mais negociados do dia, com a confirmação de uma oferta subsequente de ações.

Os bancos ajudaram a manter o Ibovespa em alta, e subiram após o UBS revisar para cima o preço-alvo, mantendo a recomendação de compra. Para Itaú, o UBS elevou de R$ 27 para 32, Bradesco subiu de R$ 27 para R$ 28, enquanto para Santander a recomendação foi mantida em neutra, mas o preço-alvo passou de R$ 30 para R$ 32. Segundo o UBS, o lucro por ação dos bancos deve cair 34% este ano, mas subir 40% em 2021.

Entre os papéis mais negociados, destaque para Via Varejo ON, com R$ 1,7 bilhão, e alta de 3,49%. A empresa anunciou oferta subsequente de ações, que será, inicialmente, de 220 milhões, podendo ser elevada em até 35%, ou 77 milhões.

No exterior, as bolsas internacionais já demonstravam força compradora limitada diante do dado de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos na semana passada. Foram 1,877 milhão de requisições do benefício, pouco acima da expectativa dos economistas.

Ainda no cenário externo, o BCE injetou mais dinheiro do que o esperado na economia, elevando o programa de compras de títulos por causa da emergência pandêmica em 600 bilhões de euros, para 1,35 trilhão de euros. Todos esperavam uma injeção de 500 bilhões de euros.

O BCE ainda anunciou que estenderá o período de compras de bonds para junho de 2021 com o objetivo de reaquecer a atividade econômica da zona do euro.

Ainda no radar dos mercados, o presidente americano, Donald Trump, anunciou ontem a proibição de voos com passageiros chineses para os Estados Unidos a partir de 16 de junho.

A decisão tinha como objetivo forçar o governo chinês a retomar os voos das companhias americanas para o país asiático. Com isso, ontem, a autoridade de aviação chinesa anunciou que permitirá que companhias aéreas estrangeiras aumentem a frequência de voos para a China a partir de 8 de junho.

Ontem, o J.P. Morgan cortou sua projeção da Selic para o fim de 2020 de 2,5% para 1,75% ao ano. E sinais como esse ajudam tanto a pressionar os preços de ações para cima, com mais investidores empurrados a fugir da renda fixa à variável, e também do dólar, que tende a ficar mais escasso num país com juros ainda menos vantajosos, os investidores tendem a tirar o dinheiro do brasil.

O volume financeiro do Ibovespa de ontem, menor do que em outras altas, dá mostras de que, apesar da acelerada no final, aquele euforia dos últimos dias foi embora. Das 75 ações do índice, 39 fecharam no negativo e 36 no positivo.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,19% (R$ 21,43), mesmo com o preço do barril do petróleo virando do negativo para o positivo, vale lembrar que a PETR3 fechou no positivo, com alta de 0,45%. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 3,73% (R$ 55,66), e olha que o preço do minério de ferro recuou ontem.

Os bancos seguem sua trajetória de alta, sendo um dos setores mais procurado pelos investidores, pois está cada vez mais distante a possibilidade do aumento da CSLL para o setor. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,44% (R$ 21,90), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 2,89% (R$ 26,67), as ações do Santander (SANB11) subiram 3,57% (R$ 30,44), as ações do Banco do Brasil subiram 0,55% (R$ 34,94) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,63% (R$ 12,50). As ações da XP na Nasdaq subiram 0,08%, fechando aos US$ 34,68.

As ações que mais subiram foram da Minerva (BEEF3) subindo 7,30% (R$ 13,36), seguida pelas ações da Embraer (EMBR3) subindo 4,81% (R$ 8,93) e pelas ações da Suzano (SUZB3) subindo 4,51% (R$ 39,84), todas essas empresas se favorecem com a alta do dólar.

Já a as maiores quedas foram da Ecorodovias (ECOR3) caindo 4,23% (R$ 13,57), seguida pelas ações da Cielo (CIEL3) caindo 3,52% (R$ 4,38) e pelas ações da Rumo (RAIL3) caindo 3,41% (R$ 22,36).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Tecnosolo Engenharia (TCNO3), disparando 48,57% (R$ 2,60). Já a maior queda foi das ações da Biomm (BIOM3) caindo 14,00% (R$ 18,92).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Via Varejo (VVAR3), Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4).

Após uma sequência de dias positivos, a valorização das moedas emergentes contra o dólar perdeu tração ontem, dando lugar a ajustes em meio ao noticiário ligeiramente menos animador no exterior.

No Brasil, esse cenário levou a moeda americana a ficar um pouco mais distante do patamar de R$ 5,00. O No fechamento, o dólar estava em R$ 5,12, com alta de 0,73%. Já o euro subiu 2,24%, aos R$ 5,81.

Ajudou o dólar a subir também, a declaração do diretor do Banco Central, Fabio Kanczuk, de que o patamar de 2,25% da taxa básica de juros Selic não é “algo escrito na pedra” e os juros podem cair abaixo disso dependendo das circunstâncias.

A possibilidade de uma taxa mais baixa faz o câmbio brasileiro se depreciar, pois diminui o diferencial de juros em relação a países desenvolvidos, que possuem ativos mais seguros para investimento que os de países emergentes.

Os juros futuros fecharam em leve alta, num dia cujo destaque ficou, novamente, com o leilão de títulos prefixados do Tesouro Nacional. O DI jan 2021 recuou de 2,18% para 2,16%. Já o DI jan 2025 subiu de 5,66% para 5,71%.

Vale lembrar que a expectativa de corte na Selic Meta tem um impacto forte nos juros DIs de curto prazo, mas pouco impacto nos vencimentos mais longos.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) subiu de IPCA + 2,69% para IPCA + 2,70%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,07% para 4,11%.

Nos EUA, os índices acionários de Nova York fecharam sem direção única e interrompem as altas consecutivas desta semana, com os investidores reavaliando a força da recuperação do mercado de ações, antes dos cruciais dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, hoje é dia de payroll.

Com isso o Dow Jones subiu 0,05% (26.281), o S&P 500 recuou 0,34% (3.112) e Nasdaq caiu 0,69% (9.615).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, até por isso a Nasdaq foi a que mais perdeu entre os principais índices. As ações da Alphabet recuaram 1,73%, Netflix caíram 1,81%, Amazon recuaram 0,72%, Facebook caíram 1,68% e da Apple caíram 0,86%.

Os índices futuros nos EUA estão em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,17%, o S&P 500 futuro está subindo 0,77% e Nasdaq futuro subindo 0,34%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se mantiveram em 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,19% para 0,20% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,54% para 1,66%.

As bolsas na Europa estão operando em alta. A Euro Stoxx 50 está subindo 2,02% (3.327), de Frankfurt subindo 1,58% (12.626), de Londres subindo 1,13% (6.413), Paris subindo 2,07% (5.115), Milão está subindo 1,96% (20.018) e Madri está subindo 2,59% (7.763).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,74% (22.863), Shanghai subiu 0,40% (2.930) Hong Kong subiu 1,66% (24.770) e Seul subiu 1,43% (2.181).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em leve alta, devolvendo, no fim do pregão, as perdas vistas mais cedo, com sinais de discordância entre os integrantes da OPEP sobre os cortes de produção. O WTI subiu 0,32%, a US$ 37,41, enquanto o Brent subiu 0,50%, a US$ 39,99.

Hoje o WTI está subindo 1,82% e o Brent está subindo 2,53%.

O índice VIX está recuando 3,18% aos 24,99 pontos, em um patamar que não era visto desde março.

O contrato de ouro OZ1D subiu 0,82%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 2,61 (US$ 9.823), a Ethereum subindo 1,95% (US$ 245,63) e a Ripple subindo 0,78% (0,2050).

O IFIX subiu 0,52% (2.744). A maior alta foi do FII Rio Bravo de Renda Corporativa (BMLC11B) subindo 8,60%. Já a maior queda foi do FII Fator Verita (VRTA11) caindo 3,11%.

Ótima sexta e bons negócios.

ACORDA MERCADO QUARTA

03/06/2020 às 10h00

Ontem o Ibovespa subiu 2,74%, fechando aos 91.046 pontos. O giro financeiro foi de R$ 29,3 bilhões. É o maior nível desde 10 de março deste ano, antes do início das quarentenas pelo país.

E o movimento não foi exclusivo da bolsa brasileira, mas também de outros emergentes. O EEM, principal fundo de índice (ETF) de mercados emergentes negociado em Nova York, subiu 2,38%.

A reabertura de economias afetadas pela pandemia de Covid-19 favorece ativos de risco pelo mundo. Por aqui, a melhora do humor vinda do exterior e certa calmaria no campo político levam o investidor a procurar papéis que sofreram mais com a crise.

No ápice da pandemia, em março, houve fuga do investidor para ativos mais seguros, como dólar e ouro, por exemplo. Agora, ocorre um movimento inverso.

A reabertura parcial da China, dos Estados Unidos e da Europa segue em curso, sem que uma nova onda pandêmica ameace nascer. Na Espanha, por exemplo, um dos países que mais perdeu vidas por causa da doença, foram registradas as primeiras 24 horas sem mortes pela Covid-19.

Hoje o governo alemão deve anunciar um pacote fiscal de 80 bilhões de euros, em forma de descontos em impostos, dinheiro a famílias e empréstimos, a empresas.

Vale destacar a alta das empresas de educação, de onde se espera que a corrida tecnológica acelerada pela crise para manter receitas traga bons frutos também no pós-pandemia. A Cogna, por exemplo, disponibilizou para 400 escolas da rede privada sua plataforma de aulas online nos últimos dias, sem custos, mas com contrapartidas. As instituições de ensino se comprometeram a, no próximo ano letivo, comprar ao menos um dos produtos educacionais oferecidos pela companhia.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 12 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 5,26% (R$ 21,40), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) ficaram no zero a zero (R$ 53,42), mesmo com a alta do preço do minério de ferro.

Os bancos fecharam em alta, ajudando a empurrar o índice para cima. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 4,50% (R$ 20,67), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 6,72% (R$ 25,25), as ações do Santander (SANB11) subiram 5,99% (R$ 28,13) e as ações do Banco do Brasil subiram 3,21% (R$ 32,82). Já as ações do Banco Inter (BIDI4) recuando 4,23% (R$ 12,01). As ações da XP na Nasdaq subiram 5,60%, fechando aos US$ 32,25.

O otimismo com a reabertura dos mercados impulsionou as ações ligadas a viagens e turismo. As ações que mais subiram foram da CVC (CVCB3) disparando 20,00% (R$ 18,60), seguida pelas ações da Gol (GOLL4) subindo 15,69% (R$ 15,11) e pelas ações da Cogna (COGN3) subindo 13,67% (R$ 6,40).

Já a as maiores quedas foram da Magazine Luiza (MGLU3) caindo 2,98% (R$ 61,80), seguida pelas ações da B2W (BTOW3) caindo 2,41% (R$ 89,19) e pelas ações da Minerva (BEEF3) caindo 1,52% (R$ 12,88).

Na B3, as ações que mais subiram foram da João Fortes Engenharia (JFEN3), disparando 77,61% (R$ 4,76). Já a maior queda foram das ações da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEED3) caindo 20,00% (R$ 80,00). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Vale (VALE3) e Magazine Luiza (MGLU3).

O ambiente positivo no exterior ajudou a diminuir a pressão de investidores buscando dólar. Com isso, o dólar se desvalorizou frente as principais divisas do mundo, porém, a maior queda da moeda americana foi em relação ao real.

Vale ressaltar que entre as 33 moedas mais líquidas do mundo, o real foi o que mais sofreu em relação ao dólar em 2020, por isso ainda tem bastante “lenha para queimar” a medida em que a pandemia vá passando, juntamente com uma menor instabilidade política.

O dólar recuou 3,25%, fechando aos R$ 5,21. Já o euro caiu 2,66%, a R$ 5,81.

O otimismo também refletiu nos juros, reduzindo a taxa em praticamente toda a curva de juros. O DI jan 2021 recuou de 2,28% para 2,25%. Já o DI jan 2025 caiu de 5,95% para 5,76%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal) recuou de IPCA + 2,78% para IPCA + 2,73%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,27% para 4,13%.

Os índices acionários de Nova York fecharam em alta, após oscilarem ao longo do dia em meio aos temores de que a instabilidade gerada por protestos em várias partes dos Estados Unidos ameace a reabertura e recuperação econômica americana.

O Dow Jones subiu 1,05% (25.742), o S&P 500 subiu 0,82% (3.080) e Nasdaq subiu 0,59% (9.608). A alta do S&P foi a quinta nos últimos seis pregões, indicando que o pior já está passando.

As ações da FAANG’s fecharam em alta. As ações da Alphabet subiram 0,52%, Netflix subiram 0,33%, Amazon subiram 0,06%, Facebook subiram 0,35% e da Apple subiram 0,46%.

Os índices futuros nos EUA estão subindo também. O Dow Jones futuro está subindo 0,79%, o S&P 500 futuro está subindo 0,56% e Nasdaq futuro subindo 0,44%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiram de 0,12% para 0,14%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,16% para 0,17% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,47% para 1,51%.

As bolsas na Europa estão operando em alta novamente. A Euro Stoxx 50 está subindo 1,88% (3.218), de Frankfurt subindo 2,18% (12.282), de Londres subindo 1,41% (6.307), Paris subindo 2,02% (4.956), Milão está subindo 2,48% (19.441) e Madri está subindo 1,56% (7.524).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 1,29% (22.613), já a bolsa de Xangai subiu 0,07% (2.923), Hong Kong subiu 1,37% (24.325) e Seul subiu 2,87% (2.147).

Os preços do petróleo fecharam no maior nível desde o início de março. O otimismo foi impulsionado por notícias de que os principais produtores de petróleo do mundo planejam estender seus atuais cortes de produção para além do que está estipulado atualmente, do fim de junho para até o dia 1º de setembro. Com isso o WTI subiu 3,86%, a US$ 36,81, enquanto o Brent subiu 3,26%, a US$ 39,57.

Hoje o WTI está subindo 1,63% e o Brent está subindo 1,11%. O índice VIX está recuando 0,34% aos 26,75 pontos, seguindo sua trajetória de queda. O contrato de ouro OZ1D recuou 3,38%, enquanto as criptomoedas estão em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está caindo 5,99% (US$ 9.528), a Ethereum caindo 4,54% (US$ 237,91) e a Ripple caindo 4,39% (0,2029).

O IFIX subiu 1,06% (2.704). A maior alta foi do FII XP Properties (XPPR11) subindo 4,93%. Já a maior queda foi do FII Caixa Rio Bravo (CXRI11) caindo 2,88%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

02/06/2020 às 14h52
The silver and golden coins and falling coins on wooden table background

Na sexta-feira o Ibovespa subiu 0,52%, fechando aos 87.403 pontos, com giro financeiro de R$ 40,7 bilhões. No mês, o índice subiu 8,57% contrariando a expectativa de queda para maio. Nos últimos 11 anos, só por duas vezes o Ibovespa escapou de fechar maio no vermelho.

 

Com os picos de mortes pela Covid-19 no mundo diminuindo, maio foi um mês de reabertura de grandes economias. Os investidores contaram também com algumas notícias favoráveis sobre vacinas, que podem acelerar o fim da crise sanitária e financeira no mundo.

 

Já a escalada de tensão entre Estados Unidos e China, que voltou a crescer em maio, trouxe tormento para as bolsas no último pregão de maio. Durante o dia, as bolsas ficaram no negativo, pois todos estavam aguardando o discurso de Trump sobre a China. O maior temor era de que fosse rasgado o acordo parcial de paz no comércio firmado entre os dois países na virada do ano. No fim das contas, isso não aconteceu, gerando alívio aos mercados.

 

O acordo comercial continua, mas Trump trouxe sim novas camadas de problemas para a geopolítica mundial. Anunciou que os Estados Unidos, a partir de agora, não mais destinará verbas para a OMS. O presidente norte-americano acusou a entidade, ligada às Nações Unidas, de favorecer a China.

 

Vale lembrar que a China aprovou uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, irritando ainda mais o governo norte-americano. 

 

Fechamos maio com o Ibovespa subindo 8,57%, perdendo apenas para o IBrX 50 que subiu 9,10%. O Índice de Small Cap, considerado mais arrojado, subiu 5,07%, já o Índice de Dividendos subiu 5,00%. O IFIX subiu 2,08% no mês, enquanto o ouro recuou 1,08%.

 

Entres os indicadores de renda fixa, tivemos como destaque o IMAB 5 subindo 2,12%, o IRF-M subindo 1,42% e o CDI acumulando apenas 0,24% no mês, mostrando que o famoso 1% ao mês já era. 

 

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 34 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 2,88% (R$ 20,34), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) dispararam 5,81% (R$ 53,00), com a alta de 5,46% do minério de ferro, cotado acima de US$ 102 por tonelada.

 

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 0,79% (R$ 18,95), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,16% (R$ 23,04), as ações do Santander (SANB11) subiram 1,07% (R$ 25,50), as ações do Banco do Brasil subiram 0,16% (R$ 30,84) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 1,49% (R$ 11,60). 

 

As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,23%, fechando aos US$ 30,36. As ações que mais subiram foram da CSN (CSNA3) subindo 7,38% (R$ 10,32), da Vale (VALE3) subindo 5,80% (R$ 53,00) e Bradespar (BRAP4) subindo 4,41% (R$ 35,25).

 

Já a as maiores quedas foram da Braskem (BRKM5) caindo 4,34% (R$ 27,74), seguida pelas ações da MRV (MRVE3) caindo 3,68% (R$ 15,17) e pelas ações da Azul (AZUL4) caindo 3,18% (R$ 14,28).

 

No mês, as maiores altas foram das ações da Sabesp (SBSP3) disparando 35,53% (R$ 54,32) e as maiores quedas foram das ações da IRB Brasil (IRBR3) recuando 18,79% (R$ 8,30).

 

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram do Banco Mercantil (BMIN3), disparando 13,78% (R$ 19,32). Já as maiores quedas foram das ações da Karsten (CTKA4) caindo 7,43% (R$ 12,70).

 

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Via Varejo (VVAR3), B3 (B3SA3) e Bradesco (BBDC4).

 

O dólar finalmente teve um período de alívio, após meses em plena escalada. Em maio, a moeda americana teve a primeira queda acumulada em um mês desde o início de 2020. 

 

O ambiente mais favorável ao risco no exterior, a postura mais incisiva do Banco Central sobre distorções no mercado de câmbio e, principalmente, um novo equilíbrio das contas externas foram os protagonistas desse movimento.

 

Na sexta, o dólar aprofundou a queda na reta final do pregão, mostrando um clima de alívio no mercado após o pronunciamento do presidente americano, Donald Trump, sobre a China. Com isso o dólar recuou 0,83%, fechando aos R$ 5,33. No mês, a moeda recuou 1,90%. Já o euro recuou 0,91%, a R$ 5,93.

 

Os juros futuros fecharam em queda na sexta, reagindo aos dados do PIB no primeiro trimestre, com contração de 1,5% da economia no período, e declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. 

 

O DI jan 2021 recuou de 2,36% para 2,30%. Já o DI jan 2025 caiu de 5,98% para 5,97%. Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,79% para IPCA+ 2,78%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,30%. 

 

A percepção geral dos investidores foi que as medidas anunciadas na sexta por Trump, em entrevista coletiva para tratar dos recentes acontecimentos na China, já eram amplamente esperadas e não devem trazer prejuízos maiores às relações entre os países nem à economia global.

 

Com isso os índices norte-americanos se afastaram das mínimas, fechando sem direção definida. O Dow Jones recuou 0,07% (25.383), o S&P 500 subiu 0,48% (3.044) e Nasdaq subiu 1,29% (9.489).

 

As ações da FAANG’s também fecharam sem direção definida. As ações da Alphabet subiram 1,08%, Netflix subiram 1,52%, Amazon subiram 1,72%, Facebook caíram 0,16% e da Apple recuaram 0,10%.

 

Os índices futuros nos EUA estão subindo. O Dow Jones futuro está subindo 0,48%, o S&P 500 futuro está subindo 0,36% e Nasdaq futuro subindo 0,14%. 

 

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,13%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,16% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,43% para 1,44%.

 

Na agenda norte-americana teremos a leitura final de maio do PMI/Markit Industrial às 10h45 e a atividade industrial do ISM às 11hrs.

 

As bolsas na Europa estão operando em alta. Hoje é feriado na Alemanha, por isso a bolsa de Frankfurt está fechada, e o Euro Stoxx 50, que pertence a empresa alemã, Deutsche Borse, também não funciona hoje.

 

Já nas bolsas europeias temos Londres subindo 1,31% (6.156), Paris subindo 1,31% (4.757), Milão está subindo 1,20% (18.235) e Madri está subindo 1,92% (7.233). 

 

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,81% (22.055), já a bolsa de Xangai subiu 2,21% (2.915), Hong Kong subiu 3,40% (23.742) e Seul subiu 1,75% (2.065).

 

Os preços do petróleo ficaram bastante voláteis e na sexta fecharam o pregão com alta expressiva, no momento em que investidores se mostram atentos a sinais da Opep quanto a uma redução ainda maior da oferta da commodity. O WTI subiu 5,28%, a US$ 35,49, já o Brent subiu 5,02%, a US$ 37,84. 

 

Hoje o WTI está recuando 0,73% e o Brent está caindo 0,53%. O índice VIX está subindo 9,52% aos 30,13 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 0,75%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda, porém as duas maiores, Bitcoin e Ethereum estão em alta. O Bitcoin está subindo 0,03 % (US$ 9.542), a Ethereum subindo 0,18% (US$ 237,47) e a Ripple caindo 0,18% (0,2046).

 

O IFIX subiu 0,41% (2.651). A maior alta foi do FII VBI Logístico (LVBI11) subindo 3,88%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) caindo 10,39%.

 

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

29/05/2020 às 08h58

Ontem o Ibovespa recuou 1,13%, fechando aos 86.949 pontos, com giro financeiro de R$ 23,9 bilhões.

Após a semana de alta do índice, o sentimento de cautela tomou conta, e investidores aproveitaram para realizar o ganho, ou seja, vender as ações com lucro. Esse movimento foi acentuado no final do pregão, com investidores acompanhando mais um novo conflito entre EUA e China.

Perto do final das negociações, repercutiu a informação de que Trump, presidente dos EUA, deve realizar uma entrevista coletiva para falar da China. Vale lembrar que China e EUA já vêm se estranhando por conta da autonomia em Hong Kong. A China aprovou uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong.

No fim da tarde de ontem, Trump assinou um decreto voltado às mídias sociais, com críticas ao Twitter e ao Facebook, dizendo que as empresas estão sendo lenientes com a China. O decreto social limita a proteção legal que a lei federal dos EUA dá às companhias de mídia social.

Como a notícia da coletiva de Trump foi dada após o fechamento do pregão na Europa, as bolsas por lá fecharam em alta.

Foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, que na semana passada foi de 2,12 milhões, em linha com a expectativa. E o PIB dos EUA que registrou queda anualizada de 5% no primeiro trimestre deste ano. Este foi o pior desempenho da economia americana desde 2008, durante a crise financeira.

Aqui no Brasil, ontem, circulou entre os participantes do mercado que está ganhando força de novo entre senadores o plano de aumentar a contribuição social sobre o lucro líquido (CSLL) do setor financeiro nacional, de 20% para 50%.

Ontem também foi divulgada a taxa de desemprego, que subiu para 12,6% no trimestre até abril. A taxa ficou bastante abaixo do consenso, que era acima de 13%.

Foi sancionada na quarta à noite e publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União a lei do socorro a estados e municípios. Entre os principais vetos está o que impede o aumento do salário de servidores até o fim de 2021, que era bastante esperado pelo mercado. Esse veto foi pedido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Hoje, a expectativa é para a variação do PIB no primeiro trimestre de 2020, e a expectativa negativa para os dados, e isso também ajuda a explicar alguma realização de lucros.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 21 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,80% (R$ 19,77), apesar da alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,09% (R$ 50,09), mesmo com a alta do preço do minério de ferro também. Porém, a empresa é bastante afetada por sanções a China.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 2,25% (R$ 19,10), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 1,77% (R$ 23,31), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,59% (R$ 25,23), as ações do Banco do Brasil caíram 0,36% (R$ 30,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) recuaram 1,55% (R$ 11,43). As ações da XP na Nasdaq recuaram 0,29%, fechando aos US$ 30,43.

As ações que mais subiram foram da IRB Brasil (IRBR3) subindo 5,58% (R$ 8,13), da Usiminas (USIM5) subindo 5,26% (R$ 6,00) e Braskem (BRKM5) subindo 5,07% (R$ 29,00).

Já a as maiores quedas foram da Iguatemi (IGTA3) caindo 6,39% (R$ 32,93), seguida pelas ações da Multiplan (MULT3) caindo 5,50% (R$ 21,30) e pelas ações da Yduqs (YDUQ3) caindo 5,28% (R$ 28,51).

Na B3, as ações que mais subiram novamente foram da IMC Holdings (MEAL3), disparando 16,46% (R$ 3,82). Já a maior queda foram das ações da MRS Logística (MRSA3B) caindo 18,71% (R$ 39,00).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Magazine Luiza (MGLU3) e Bradesco (BBDC4).

O dia foi marcado pela realização de lucros no Brasil, e o dólar intensificou a alta contra o real na reta final do pregão devido ao nervosismo dos investidores globais com novos sinais de atrito entre Estados Unidos e China. Após três fortes quedas seguidas, a moeda americana voltou a subir. O dólar subiu 1,87%, fechando aos R$ 5,38. Na semana, a moeda está caindo 3,64%. Já o euro subiu 2,78%, a R$ 5,96.

As taxas seguiram a trajetória de queda, mesmo com a elevação da tensão entre STF e o entorno do presidente Jair Bolsonaro. O ponto positivo, foi o veto ao reajuste dos servidores, sancionado pelo presidente, que ajudou a manter a curva de juros de curto prazo em queda.

O DI jan 2021 recuou de 2,39% para 2,36. Já o DI jan 2025 caiu de 5,99% para 5,98%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,90% para IPCA+ 2,79%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,30%.

Apesar de passar o dia todo no positivo, as bolsas americanas recuaram no final do pregão. O ambiente mais tenso entre EUA e China contribuiu para as perdas das bolsas, após sinais de que o presidente americano, Donald Trump, fará uma coletiva de imprensa hoje cujo foco será o país asiático. Os embates entre os dois países se mantêm no foco dos agentes, no momento em que o futuro político de Hong Kong é acompanhado de perto.

O Dow Jones recuou 0,58% (25.400), o S&P 500 caiu 0,21% (3.029) e Nasdaq caiu 0,46% (9.368).

As ações da FAANG’s fecharam em queda. As ações da Alphabet recuaram 0,14%, Netflix caíram 1,54%, Amazon recuaram 0,39% e Facebook caíram 1,61%. Já as ações da Apple se mantiveram no positivo, com alta de 0,04%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está recuando 0,59%, o S&P 500 futuro está caindo 0,50% e Nasdaq futuro caindo 0,53%.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiram de 0,12% para 0,13%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,18% para 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,46% para 1,43%.

Na agenda norte-americana teremos o índice de sentimento do consumidor, às 11 horas. Vale lembrar que hoje será a entrevista coletiva anunciada por Trump, sem horário definido, que poderá anunciar retaliações a China.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 1,04% (3.062). Já Frankfurt está recuando 1,49% (11.605), Londres caindo 0,98% (6.157), Paris caindo 1,11% (4.718), Milão está recuando 0,63% (18.235) e Madri está caindo 1,16% (7.140).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio recuou 0,18% (21.877), já a bolsa de Xangai subiu 0,22% (2.852), Hong Kong caiu 0,74% (22.961) e Seul subiu 0,05% (2.029).

Os preços do petróleo fecharam em alta consistente, mesmo com um crescimento inesperado nos estoques semanais da commodity nos Estados Unidos. Os investidores atribuíram o otimismo ao cenário positivo para ativos de risco nos mercados financeiros, que refletem a perspectiva de uma retomada da economia após as restrições das atividades. Com isso o WTI subiu 2,74%, a US$ 33,71, já o Brent subiu 1,63%, a US$ 36,03.

Hoje o WTI está recuando 3,35% e o Brent está caindo 2,69%. O índice VIX está subindo 2,66% aos 29,35 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 1,89%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta. O Bitcoin está subindo 2,86% (US$ 9.470), a Ethereum subindo 6,01% (US$ 220,09) e a Ripple subindo 1,13% (0,1982).

O IFIX subiu 0,47% (2.640). A maior alta foi do FII Vinci Logística (VILG11) subindo 3,92%. Já a maior queda foi do FII Kinea II Real Estate Equity (KNRE11) caindo 3,97%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUARTA

27/05/2020 às 10h27

Ontem o Ibovespa recuou 0,23%, fechando aos 85.468 pontos, com giro financeiro de R$ 29,5 bilhões.

O início do pregão foi positivo, acompanhando o exterior, porém, as perdas do setor bancário pressionaram o índice, que operou com maior volatilidade nas últimas horas. Entre a mínima e a máxima, o Ibovespa foi dos 85.396 aos 87.333 pontos, dando dimensão da volatilidade do pregão.

Dado mais importante do dia aqui no Brasil, o IPCA-15, como é conhecida a prévia da inflação oficial, foi negativa em 0,59% em maio, informou o IBGE. Esta é a maior queda do índice desde a implementação do Plano Real, em 1994, início da série histórica disponível. Com isso, o IPCA-15 no acumulado dos últimos 12 meses chegou a 1,96%, abaixo do piso da meta de inflação de 2,5% para este ano.

No mundo todo, voltaram a ocupar o pano de fundo dos pregões notícias sobre testes promissores com vacinas contra Covid-19. Do ponto de vista do investidor, a expectativa de uma solução definitiva para a pandemia de coronavírus traz esperança de um fim mais rápido para quarentenas pelo mundo e, consequentemente, da crise econômica.

Na segunda-feira à noite, a empresa americana de biotecnologia Novavax anunciou que iniciou o primeiro estudo em humanos de uma vacina experimental. Essa iniciativa se soma a outras que estão em curso.

Além disso, a farmacêutica Merck também anunciou o desenvolvimento de vacinas e remédios contra a Covid-19. É o primeiro anúncio de pesquisas no tratamento da doença pela companhia, que já viu diversos concorrentes fazerem o mesmo.

Movimentou a cena externa também a expectativa por um novo pacote de estímulos que deve ser anunciado hoje, pela Comissão Europeia, de acordo com agências internacionais. A ideia é ajudar a combater os efeitos da Covid-19 na saúde pública e na economia do continente por meio do aumento conjunto do endividamento dos países da região.

Essa medida tem sido observada como um primeiro passo na direção da união fiscal na Europa, ou seja, com gastos e receitas compartilhadas entre as economias. A Alemanha, mais rico país europeu, e que se opõe historicamente a herdar dívidas de outros países, já estaria começando a rever seu posicionamento.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 34 fecharam no negativo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 0,98% (R$ 19,67), acompanhando a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) recuaram 1,80% (R$ 49,20), acompanhando a queda de mais de 2% do preço do minério. A mineradora negocia a venda da fatia na Vale Nova Caledônia à australiana NCZ.

Os bancos fecharam em queda, após notícia de que o governo estuda travar o juro do cartão de crédito. Cogita-se até que o BC edite uma medida neste sentido, para evitar que o Senado aprove um tabelamento de taxas, para bancos e instituições financeiras, durante a pandemia do novo coronavírus.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,33% (R$ 19,21), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 3,96% (R$ 23,01), as ações do Santander (SANB11) caíram 3,23% (R$ 25,14), as ações do Banco do Brasil recuaram 2,25% (R$ 30,79) e as ações do Banco Inter (BIDI4) dispararam 12,73% (R$ 11,60). As ações da XP na Nasdaq dispararam 7,36%, fechando aos US$ 30,92.

As ações que mais subiram foram da B2W (BTOW3) disparando 9,17% (R$ 95,40), seguida pelas ações da Hypera (HYPE3) subindo 7,01% (R$ 30,50) e pelas ações da Magazine Luiza (MGLU3) subindo 6,75% (R$ 64,48), que entusiasmou os investidores, mesmo depois de informar queda de 76,7% em seu lucro líquido no 1TRI.

As vendas totais, porém, subiram 34% no período. Também repercutiu bem o comentário do presidente da empresa, Frederico Trajano, de que o caixa tem fôlego para suportar dois anos de lojas físicas fechadas. Mesmo com a pandemia, Magalu ultrapassou, pela primeira vez, a marca de R$ 100 bi, em valor de mercado.

Já a as maiores quedas foram da Lojas Renner (LREN3) caindo 5,49% (R$ 38,15), IRB Brasil caiu 5,25% (R$ 7,39) e Bradesco ON (BBDC3) caindo 4,51% (R$ 17,55).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Karsten (CTKA4), disparando 20,27% (R$ 8,90). Já a maior queda foi das ações da Cedro Têxtil (CEDO3) despencando 9,71% (R$ 8,74).

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Via Varejo (VVAR3), Magazine Luiza (MGLU3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4).

O mercado brasileiro voltou a aproveitar o bom humor nas praças globais para reduzir parte do prêmio de risco na moeda local. O dólar teve mais um dia de firme queda, levando o real a um dos melhores desempenhos do dia.

Assim como nos últimos pregões, a magnitude do movimento também foi ditada pela percepção sobre o risco político, que parece estar mais contido, pelo menos, em relação a um impeachment. Com isso o dólar caiu 2,00%, fechando aos R$ 5,34. Já o euro recuou 0,87%, a R$ 5,87.

Após abrirem com queda mais firme, os juros curtos encerram perto da estabilidade, ao passo que a ponta longa continuou recuando, ainda reagindo à melhora do cenário local e externo. Paralelamente, investidores digeriram dados que mostraram deflação recorde para o mês de maio no Brasil. O DI jan 2021 recuou de 2,38% para 2,37%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,10% para 6,01%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+2,87% para IPCA+ 2,84%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,35% para 4,31%.

Passados os efeitos mais adversos derivados do novo coronavírus, a reabertura das economias ao redor do mundo e a expectativa quanto a novos testes para uma vacina contra o vírus deram suporte a uma forte alta dos principais indicadores acionários norte-americanos.

O Dow Jones subiu 2,17% (24.995), o S&P 500 subiu 1,23% (2.991) e Nasdaq subiu 0,17% (9.340).

As ações da FAANG’s fecharam em queda, com exceção da Google, que subiu 0,58%. Já as ações da Netflix recuaram 3,39%, da Amazon caíram 0,62%, do Facebook recuaram 1,15% e da Apple caíram 0,68%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,42%, o S&P 500 futuro está subindo 1,22% e Nasdaq futuro subindo 0,90%. Os futuros estão subindo, mesmo com Trump dizendo ontem à noite, que discutirá sanções a China nos próximos dias.

Indo para as Treasuries, a T-Bill para 3 meses subiu de 0,11% para 0,12%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,18% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,41% para 1,44%. Na agenda norte-americana teremos livro Bege do Fed às 15hrs.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,58% (3.046). Já Frankfurt está subindo 1,60% (11.689), Londres subindo 1,47% (6.157), Paris subindo 1,76% (4.687), Milão está subindo 1,36% (18.102) e Madri está subindo 2,16% (7.155).

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. Tóquio subiu 0,70% (21.419), já a bolsa de Xangai caiu 0,34% (2.836), Hong Kong caiu 0,36% (23.301) e Seul subiu 0,07% (2.031).

Os preços do petróleo fecharam com ganhos consistentes, acompanhando a demanda por risco nos mercados internacionais. A alta ocorre à medida que mais estados e países flexibilizam medidas de bloqueio adotadas para conter a pandemia da covid-19 e aumentam sua demanda por combustível. Com isso o WTI subiu 3,30%, a US$ 34,35, já o Brent subiu 2,96%, a US$ 36,17.

Hoje o WTI está recuando 0,77% e o Brent está caindo 0,44%. O índice VIX está caindo 3,28% aos 27,09 pontos. O contrato de ouro OZ1D recuou 3,34%, enquanto as criptomoedas estão operando em alta. O Bitcoin está subindo 0,20% (US$ 8.910), a Ethereum subindo 0,31% (US$ 203,68) e a Ripple subindo 1,34% (0,1978).

O IFIX subiu 0,43% (2.615). A maior alta foi do FII Floripa Shopping (FLRP11) subindo 5,64%. Já a maior queda foi do FII Shopping West Plaza (WPLZ11) caindo 4,77%.

Ótima quarta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

25/05/2020 às 09h18

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 1,03%, fechando aos 82.173 pontos. O giro financeiro foi de R$ 21,8 bilhões.  Na semana, o ganho chegou aos 5,95%, diminuindo as perdas em 2020 para 28,94%.

Vale ressaltar que o mercado estava apreensivo com a divulgação do vídeo que poderia até causar um impeachment de Bolsonaro, porém trouxe alívio, ao não ter nada extremamente comprometedor, que poderia gerar ainda mais instabilidade para o governo. Com isso, após a divulgação do vídeo, o Ibovespa Futuro subiu 1,30%, aos 84.330 pontos.

Nos EUA, o principal ETF do Brazil, EWZ, subiu mais de 2% no after hours, com o investidor festejando a “falta de novidades” na reunião de 22 de abril, citada por Moro como prova de interferência do presidente na PF.

Considerando que é feriado nos EUA, os fatores internos devem pesar mais, e por conta disso, o índice deve abrir em alta hoje, refletindo o alívio com o teor do vídeo.

A tensão comercial entre China e EUA voltam a preocupar. Os asiáticos preparam uma nova lei de segurança nacional para Hong Kong, o que conta com tradicional oposição da Casa Branca. O temor de investidores é que esse novo elemento na relação sino-americana possa anular o acordo comercial “fase um” assinado na virada do ano.

Embora o ano prometesse ser bem mais calmo no que diz respeito ao comércio exterior, após um tumultuado 2019, veio a pandemia de Covid-19. O governo americano acusa agora a China de participação ativa na disseminação do coronavírus, e faz ameaças de sanções econômicas.

Deram ainda mais preocupações aos investidores as declarações sobre o assunto do secretário de Estado americano, oficializando o descontentamento causado no governo Trump. “Os EUA condenam a proposta do [Partido Comunista Chinês] de impor uma nova legislação de segurança nacional a Hong Kong e pede firmemente que Pequim reconsidere”, disse Mike Pompeo, por meio do Twitter.

Ainda falando em EUA, Trump assinou ontem um decreto que impede o ingresso de brasileiros e estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias. A medida de restrição entrará em vigor a partir do dia 29 de maio.

Hoje é feriado em São Paulo, antecipando o Dia da Revolução e do Soldado Constitucionalista celebrado em 09 de julho, porém a bolsa irá funcionar normalmente, e por isso tem Acorda Mercado.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 50 fecharam no negativo. Na semana, a ação que mais subiu foi da Azul, com alta de 33,57%, beneficiados especialmente por dois motivos.

Primeiro, pela retomada de marcação de voos que já começam a ser registrada pelo setor aéreo mundial, enquanto economias mantêm seus planos de reabertura. Em segundo lugar, nesta semana, o governo deixou mais tranquilo quem teme pela quebra da empresa e de sua concorrente Gol, cujas ações subiram na semana 12,62%. De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o governo se prepara para comprar um pedaço das companhias e, depois, revender em forma de ações no mercado.

As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 2,71% (R$ 18,67), acompanhando a queda do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 1,68% (R$ 50,27), com o avanço da guerra comercial entre China e EUA.

Os bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 0,59% (R$ 18,75), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 0,53% (R$ 22,96), as ações do Santander (SANB11) recuaram 2,26% (R$ 24,61), as ações do Banco do Brasil recuaram 2,56% (R$ 28,51) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 4,24% (R$ 9,34). Já as ações da XP na Nasdaq subiram mais 1,12% (US$ 28,80).

As ações que mais subiram foram da Eletrobras ON (ELET3) subindo 7,66% (R$ 25,41), Eletrobras PNB (ELET6) subindo 5,13% (R$ 27,82), após o presidente da estatal acenar com a retomada do processo de privatização no 2º semestre e Sabesp (SBSP3) subindo 4,22% (R$ 44,17).

Já a as maiores quedas foram de Hering (HGTX3) caindo 9,09% (R$ 12,90), Cogna (COGN3) caindo 8,51% (R$ 4,30) e Lojas Renner (LREN3) caindo 8,33% (R$ 37,37).

Na B3, as ações que mais subiram foram da Baumer (BALM3), disparando 17,39% (R$ 13,50). Já a maior queda foi das ações da Consórcio Alfa (BRGE8) despencando 29,32% (R$ 6,00)

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Via Varejo (VVAR3) e Bradesco (BBDC4).

O dólar comercial fechou bem perto da estabilidade em meio à ansiedade no mercado com a divulgação do vídeo da reunião ministerial em que o presidente Jair Bolsonaro teria ameaçado de demissão o então ministro Sergio Moro. Todos estavam prontos para o pior. Com isso o dólar fechou com leve alta de 0,06%, aos R$ 5,58.

No entanto, os contratos futuros de dólar passaram a cair e o Ibovespa futuro ganhou força após a divulgação do vídeo. O dólar futuro caiu 0,40% a R$ 5,53. Já o euro caiu 0,79%, aos R$ 6,03.

A apreensão com a divulgação do vídeo, também gerou alta nas taxas de juros, já que o mercado de juros fechou antes da divulgação do teor do vídeo. Com isso, o DI jan 2021 subiu de 2,49% para 2,50%. Já o DI jan 2025 subiu de 6,41% para 6,44%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,15% para IPCA+ 3,08%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,63% para 4,56%.

Os índices acionários de Nova York devolveram perdas durante a tarde de sexta e encerraram o dia sem direção única, puxados por um lado pelo otimismo com a reabertura da economia americana e por outro pelos receios em relação à piora das relações entre os Estados Unidos e a China.

O Dow Jones caiu 0,04% (24.465), o S&P 500 subiu 0,24% (2.955) e o Nasdaq subiu 0,43% (9.324). Na semana, os índices acumularam alta de 3,29%, 3,20% e 3,44%, respectivamente.

As ações das FAANGs fecharam sem direção definida. As ações da Google subiram 0,46%, da Netflix recuaram 1,59%, da Amazon caíram 0,40%, do Facebook subiram 1,52% e da Apple subiram 0,64%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 0,95%, o S&P 500 futuro está subindo 0,88% e Nasdaq futuro subindo 0,94%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos subiu de 0,16% para 0,17% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,35% para 1,37%.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 1,23% (2.941). Já Frankfurt está subindo 1,55% (11.245), Paris subindo 1,13% (4.494, Milão está subindo 0,73% (17.443) e Madri está subindo 1,66% (6.809). Já a bolsa de Londres está fechada.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 1,73% (20.741), já a bolsa de Xangai subiu 0,15% (2.817), Hong Kong subiu 0,10% (22.952) e Seul subiu 1,24% (1.994).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda na sexta, com os investidores preocupados com a escalada nas tensões entre Estados Unidos e China, após a notícia de que o país asiático pretende impor uma lei de segurança nacional sobre Hong Kong. Com isso o WTI caiu 1,97%, a US$ 33,25, já o Brent caiu 2,57%, a US$ 35,13.

Hoje o WTI está subindo 0,51% e o Brent está caindo 0,14%. O índice VIX está caindo 4,64% aos 28,16 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,25%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 5,02% (US$ 8.826), a Ethereum caindo 2,80% (US$ 204,05) e a Ripple caindo 3,04% (US$ 0,1947).

O IFIX subiu 0,48% (2.588). A maior alta foi do FII RB Capital Renda I (FIIP11B) subindo 2,92%. Já a maior queda foi do FII Cenesp (CNES11) caindo 2,69%.

Ótima semana e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEXTA

22/05/2020 às 10h15

Ontem o Ibovespa subiu 2,10%, fechando aos 83.027 pontos. O giro financeiro foi de R$ 27,6 bilhões. O Ibovespa fechou muito próximo da máxima, que foi de 83.309 pontos. No ano, o índice está caindo 28,21% e em maio está subindo 3,13%.

O índice descolou nesta sessão do exterior e retomou os 83 mil pontos, patamar que não era atingido desde o fim de abril. O motivo foi a aproximação entre o presidente Jair Bolsonaro e os líderes do Congresso e governadores, o que trouxe alívio ao pesado clima político que preocupava os investidores nos últimos dias.

A relação entre os poderes Executivo e Legislativo estava estremecida, o que poderia dificultar a aprovação de medidas de combate à pandemia e andamento das reformas. Já ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, acompanharam o presidente na reunião com governadores.

No encontro, Bolsonaro defendeu, com o apoio dos líderes do Congresso, a sanção do projeto de socorro aos estados e municípios, com manutenção do veto de reajuste salarial dos servidores públicos. O veto é importante para maior controle das contas públicas.

Além do ambiente político, a bolsa foi beneficiada nesta semana pela retomada dos preços das commodities, principalmente o petróleo. Com isso, o Goldman Sachs já projeta um Ibovespa para 90 mil pontos em um horizonte de três meses.

A retomada da atividade econômica em alguns países pelo mundo deu o tom positivo aos mercados no exterior nesta semana, mas na bolsa brasileira a alta foi contida exatamente pela tensão política. Neste pregão, o cenário se inverteu. Lá fora caiu e aqui subiu.

Nos EUA, as bolsas caíram pressionadas pelos mais de 2,438 milhões de pedidos de seguro-desemprego e tensão política entre EUA e China.

Hoje às 17hrs o ministro Celso de Mello anunciará a sua decisão sobre o sigilo do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citada por Sérgio Moro como prova das acusações de interferência de Bolsonaro na PF.

O vídeo é considerado peça-chave do inquérito no STF e a grande expectativa é se será divulgado na íntegra, como pede o ex-ministro Sérgio Moro, ou parcialmente, segundo defendem a AGU e a PGR. A decisão irá sair durante o pregão e pode movimentar na reta final.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 57 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 0,57% (R$ 19,19), mesmo com a alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) caíram 2,61% (R$ 51,13), acompanhando a queda do dólar, que desfavorece as empresas exportadoras.

Os bancos tiveram um dia de alta, ajudando a manter o índice em alta. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 5,55% (R$ 18,64), as ações do Itaú (ITUB4) subiram 5,74% (R$ 22,84), as ações do Santander (SANB11) subiram 5,93% (R$ 25,18), as ações do Banco do Brasil subiram 7,06% (R$ 29,26) e as ações do Banco Inter (BIDI4) subiram 0,56% (R$ 8,96). Já as ações da XP na Nasdaq subiram mais 3,56% (US$ 28,48).

As ações que mais subiram foram da CCR (CCRO3) subiram 11,65% (R$ 14,18), seguida pelas ações da Cyrela (CYRE3) subiram 11,00% (R$ 15,54) e Ecorodovias (ECOR3) subindo 9,83% (R$ 12,29).

Já a as maiores quedas foram novamente da IRB Brasil (IRBR3) caindo 7,35% (R$ 7,05), Suzano (SUZB3) recuando 4,39% (R$ 38,48) e Marfrig (MRFG3) caindo 4,21% (R$ 12,51).

Na B3, as ações que mais subiram foram do Consórcio Alfa (BRGE8), que dispararam 61,40% (R$ 8,49). Já a maior queda foi das ações da Nutriplant (NUTR3) despencando 23,08% (R$ 79,99). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Vale (VALE3), Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3).

A combinação de alívio político, exterior favorável e comentários mais duros sobre o câmbio do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, resultou em um novo dia de queda firme do dólar no Brasil. Com isso o dólar fechou aos R$ 5,58, com queda de 1,87%. Esse é o menor patamar desde 4 de maio, quando fechou aos R$ 5,52.

Em videoconferência realizada pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Campos Neto afirmou que continuará atuando no mercado de câmbio sempre que necessário e lembrou que, por causa da valorização do dólar, o nível de reservas subiu em relação ao PIB.

Na semana passada, o dólar chegou a beirar os R$ 6 no Brasil em um momento em que vários pares emergentes continuavam se recuperando do tombo de março e abril. A tendência só foi quebrada após uma intervenção mais agressiva que o habitual do BC. Mesmo com a recuperação desde então, o real continua como a pior moeda emergente no acumulado de maio. Já o euro caiu 2,56%, a R$ 6,09.

A melhora da percepção sobre o ambiente político local e o dólar em queda levaram os juros futuros a recuarem em toda a curva. O DI jan 2021 recuou de 2,54% para 2,49%. Já o DI jan 2025 caiu de 6,54% para 6,41%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,33% para IPCA+ 3,15%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,57% para 4,63%.

Na agenda de resultado, teremos Usiminas antes da abertura e Equatorial Energia, queridinha de muitos gestores, após o pregão.

O mercado acionário americano teve mais uma sessão de perdas ontem, com a cautela voltando a predominar em meio a uma série de dados econômicos preocupantes nos EUA. O Dow Jones caiu 0,41% (24.474), o S&P 500 caiu 0,78% (2.948) e o Nasdaq caiu 0,97% (9.284).

Os dados do mercado de trabalho continuam gerando receios, com mais 2,438 milhões de americanos entrando com pedidos de seguro-desemprego na semana passada, elevando o número total de pedidos para 38 milhões desde março.

Além dos dados preocupantes, a tensão política entre os EUA e a China voltaram ao primeiro plano depois que o Senado dos EUA aprovou uma proposta de lei que pode retirar companhias chinesas das bolsas americanas. Uma proposta de lei semelhante tramita pela Câmara dos Deputados.

As ações das FAANGs fecharam em queda, com exceção do Facebook. As ações da Google recuaram 0,17%, da Netflix caíram 2,55%, Amazon caíram 2,05% e Apple recuaram 0,75%. As ações do Facebook subiram 0,62%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,45%, o S&P 500 futuro está caindo 0,46% e Nasdaq futuro caindo 0,59%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação. A T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos se manteve em 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,39% para 1,35%.

Na agenda norte-americana nenhum indicador relevante também.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda, com exceção de Milão e Madri. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 0,48% (2.891). Já Frankfurt está caindo 0,70% (10.988), Londres está caindo 1,19% (5.943), Paris caindo 0,30% (4.432). Já Milão está subindo 0,62% (17.192) e Madri está subindo 0,06% (6.690).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda.Tóquio recuou 0,80% (20.338), já a bolsa de Xangai recuou 1,89% (2.813), Hong Kong caiu 5,56% (22.930) e Seul caiu 1,41% (1.970).

O petróleo estendeu o seu movimento de alta por mais um dia e fechou positivo em meio às perspectivas positivas dos investidores sobre a reabertura da economia em países desenvolvidos e a retomada gradual na demanda. O WTI subiu 0,86%, a US$ 33,92, já o Brent subiu 0,86%, a US$ 36,06.

Hoje o WTI está recuou 5,63% e o Brent está caiu 4,66%. O índice VIX está subindo 3,39% aos 30,53 pontos. O contrato de ouro OZ1D caiu 1,97%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 2,50% (US$ 9.088), a Ethereum caindo 2,50% (US$ 201,53) e a Ripple subindo 0,79% (US$ 0,1998).

O IFIX subiu 0,23% (2.575). A maior alta foi do FII Brazil Realty (BLZI11) subindo 5,48%. Já a maior queda foi do FII General Shopping e Outlets do Brasil (GSFI11) caindo 5,51%.

Ótima sexta e bons negócios!

ACORDA MERCADO QUINTA

21/05/2020 às 10h35

Ontem o Ibovespa subiu 0,71%, fechando aos 81.319 pontos. O giro financeiro foi de R$ 22,5 bilhões.

As bolsas do mundo retomaram o caminho dos ganhos, depois da pausa para realização de lucros da véspera. No Brasil, o Ibovespa seguiu o mesmo caminho, desde a abertura do pregão.

O espaço foi aberto para a retomada de ganhos pela manutenção do processo gradual de reabertura de grandes centros econômicos. É caso de alguns estados americanos, China, Alemanha e outros países europeus. Aparentemente, o medo de que esse processo desencadeasse uma segunda onda de contágio no mundo esfriou.

Essa melhora de expectativas em relação à retomada da economia mundial foi reforçada no fim de semana pelo presidente do Fed. De acordo com Jerome Powell, apesar da contração esperada de 30% para a economia americana neste segundo trimestre, os meses seguintes serão de forte retomada.

Neste ano, o Fed já lançou linhas de empréstimos trilionárias, levou seus juros para  0,25% ao ano e iniciou programas de recompras de títulos como forma de colocar óleo nas engrenagens paradas da economia americana.

O consistente resultado da companhia de materiais de construção Lowe’s nos EUA mesmo com o isolamento social imposto no país também animou investidores.

No Brasil, a exemplo do primeiro pregão da semana, em que a expectativa de retomada não mais tão distante da economia mundial ganhou força, a liderança de ganhos ficou com as empresas ligadas ao turismo. Azul, Gol e CVC se deram bem. Parte dos ganhos dessas ações, naturalmente, é uma recomposição das perdas violentas nesta crise, em que o setor de turismo é o mais afetado pelo isolamento social.

Em relação ao Covid-19, as notícias por aqui não são boas, o número de mortes já chegou a quase 20 mil.

No noticiário político, a secretária da Cultura, Regina Duarte, deixou o cargo para assumir a Cinemateca Brasileira.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, 49 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) subiram 3,32% (R$ 19,30), acompanhando a forte alta do preço do barril de petróleo. Já as ações da Vale (VALE3) subiram 0,11% (R$ 52,50).

Os bancos fecharam sem direção definida. As ações do Bradesco (BBDC4) subiram 1,03% (R$ 17,66), as ações do Itaú (ITUB4) recuaram 0,41% (R$ 21,60), as ações do Santander (SANB11) subiram 1,10% (R$ 23,77), as ações do Banco do Brasil subiram 2,51% (R$ 27,33) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 5,715 (R$ 8,91). Ontem o Banco Inter soltou os resultados, e assim como os bancos de grande porte, o Inter precisou elevar suas despesas com provisões para lidar com os efeitos da crise econômica. No primeiro trimestre do ano, elas totalizaram R$ 50,4 milhões, alta de 125,9% na comparação com igual período do ano passado. Já as ações da XP na Nasdaq subiram 3,77% (US$ 27,50).

As ações que mais subiram foram da Azul (AZUL4), subindo 12,30% (R$ 15,33), seguido pelas ações da Gol (GOLL4) subindo 8,84% (R$ 12,68) e pelas ações da IRB Brasil (IRBR3), subindo 7,94% (R$ 7,61).

Já a as maiores quedas foram da B2W (BTOW3), recuando 3,93% (R$ 88,53), seguida pelas ações da Suzano (SUZB3) caindo 3,61% (R$ 40,25) e pelas ações das Lojas Americanas (LAME4), recuando 3,48% (R$ 26,84).

Na B3, as ações que mais subiram foram da João Fortes Engenharia (JFEN3), subiram 14,45% (R$ 2,85). Já a maior queda foram das ações da Financeira Alfa SA (CRIV3) recuando 8,38% (R$ 4,37)

As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), Itaú (ITUB4), Azul (AZUL4) e Via Varejo (VVAR3).

O tom bastante positivo no exterior, onde investidores se voltam às notícias sobre o desenvolvimento de vacinas contra o novo coronavírus e às medidas de saída do isolamento em economias desenvolvidas, se traduziu em um novo pregão de enfraquecimento generalizado do dólar. No Brasil, por outro lado, esse movimento continua limitado pelos riscos políticos e fiscais que ainda rondam o cenário local. O dólar recuou 1,20%, a R$ 5,68.

A moeda americana não encerra abaixo dos R$ 5,70 desde 5 de maio, quando fechou cotada a R$ 5,59. Já o euro caiu 0,52%, a R$ 6,25.

A queda firme do dólar não foi acompanhada de um fechamento da curva de juros. Em um novo dia de baixo giro financeiro, as taxas operaram em leve alta durante todo o pregão, influenciadas pela falta de novidades que pudessem reduzir os riscos políticos e fiscais da cena local. O DI jan 2021 subiu de 2,52% para 2,54%. Já o DI jan 2025 se manteve em 6,54%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,35% para IPCA+ 3,33%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 subiu de 4,57% para 4,63%.

Na agenda teremos os dados de arrecadação federal, às 10h30. Devido ao impacto da pandemia, a arrecadação federal de abril deve somar R$ 99,3 bilhões, queda de 9,17% contra março, sendo o pior resultado em uma década. Na agenda de resultado, teremos MRV, Renner e Valid depois do pregão.

As bolsas de Nova York retomaram o fôlego e anularam as perdas da véspera, diante do processo gradual de reabertura da economia em vários Estados americanos. O Dow Jones subiu 1,52% (24.575), o S&P 500 subiu 1,67% (2.971) e o Nasdaq subiu 2,08% (9.375).

Todos os 11 setores do S&P 500 fecharam do lado positivo, com o setor de energia à frente e fechando com alta de 3,75%.

Até mesmo as ações das companhias aéreas, severamente prejudicadas pela interrupção das viagens globais, valorizaram com a United Airlines com ganhos acima de 5%.

As ações das FAANGs fecharam em alta, com exceção da Netflix. As ações da Google subiram 2,53%, da Amazon subiram 1,98%, do Facebook subiram 6,04% e da Apple subiram 1,94%. Já as ações da Netflix recuaram 0,75%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em queda. O Dow Jones futuro está caindo 0,60%, o S&P 500 futuro está caindo 0,63% e Nasdaq futuro caindo 0,53%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses se manteve em 0,11%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,17% para 0,16% e a T-Bond para 30 anos recuou de 1,41% para 1,39%.

Já as bolsas na Europa estão operando em queda, após a alta de ontem. O índice Euro Stoxx 50 está recuando 0,92% (2.915). Já Frankfurt está caindo 1,18% (11.091), Londres está caindo 0,74% (6.022), Paris caindo 0,75% (4.463) e Milão caindo 0,58% (17.112). Já Madri está subindo 0,05% (6.687).

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com exceção de Seul. Tóquio recuou 0,21% (20.552), já a bolsa de Xangai recuou 0,55% (2.867) e Hong Kong caiu 0,49% (24.28). Já Seul subiu 0,44% (1.998).

O petróleo fechou em alta novamente ontem, na quinta sessão consecutiva de ganhos para o WTI. Já o Brent, a referência global, tem acompanhado o movimento de alta, mas teve uma leva queda na terça.

O WTI subiu 4,78%, a US$ 33,49, já o Brent subiu 3,17%, a US$ 35.75. A alta se acelerou após o Departamento de Energia dos EUA informar uma queda no estoque de 4,982 milhões de barris na última semana, ante expectativa de alta de 2,15 milhões de barris.

Hoje o WTI está subindo 2,75% e o Brent está subindo 2,38%. O índice VIX está subindo 2,50% aos 28,70 pontos. O contrato de ouro OZ1D subiu 0,66%, enquanto as criptomoedas estão operando em queda nas últimas 24 horas. O Bitcoin está recuando 4,32% (US$ 9.378), a Ethereum caindo 3,36% (US$ 207,08) e a Ripple caindo 3,06% (US$ 0,1994).

O IFIX subiu 0,10% (2.569). A maior alta foi do FII XP Corporate Macaé (XPCM11) subindo 3,21%. Já a maior queda foi do FII Brazilian Graveyard and Death Care (CARE11) caindo 2,53%.

Ótima quinta e bons negócios!

ACORDA MERCADO SEGUNDA

18/05/2020 às 10h33

Na sexta-feira o Ibovespa recuou 1,84%, fechando aos 77.556 pontos. O giro financeiro foi de R$ 25,8 bilhões. Na semana a queda foi de 3,37%, puxada pela instabilidade política após saída de Nelson Teich do Ministério da Saúde. No ano a queda foi de 32,94%.

Nos últimos dias, Teich vinha sendo pressionado pelo presidente Jair Bolsonaro a alterar o protocolo sobre o uso da cloroquina para permitir seu uso em tratamentos iniciais, ao contrário da orientação atual. Ele não aceitou e acabou acertando sua saída na sexta.

No pronunciamento para a imprensa, onde não houve espaço para perguntas, Teich não fez menção ao tema. Em poucos minutos, agradeceu sua equipe e disse que aceitou o desafio por acreditar que poderia ajudar o Brasil.

Por aqui, o IBC-Br, que mede a temperatura da atividade econômica brasileira, recuou em março 5,9% em relação abril. Foi o maior tombo do índice em toda série histórica, iniciada em 2003. E dá mostras do quão terrível tendem a ser os números da economia brasileira nos meses seguintes, enquanto a crise se aprofunda.

A notícia ruim é que o governo federal estima que o Brasil encerrará 2020 com a perda de 3 milhões de postos de trabalho formal. Se a projeção for confirmada, será a maior destruição de vagas com carteira assinada da história recente do Brasil, e o mercado formal voltará aos patamares de 2010. Na recessão entre 2015 e 2017, foram destruídas 2,9 milhões de vagas formais.

Na parte política, ministro do STF, Celso de Mello, deve decidir sobre a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril, citado por Moro como prova da pressão do presidente.

No mundo, a Covid-19 reagiu em países onde a doença já aparentava estar controlada, como China, Coreia do Sul e Alemanha. O sinal dado por essas notícias foi de que relaxar as medidas de isolamento não será tão simples.

Se assim for, a economia mundial passa por uma contração econômica cuja profundidade e duração serão maiores do que se pensava. Só uma vacina parece ser capaz de trazer dias mais calmos para a renda variável.

De todo modo, sexta-feira foi um dia de recuperação nas bolsas globais por boas novas vindas da China. A produção industrial do primeiro país a conhecer a Covid-19, e também o primeiro a reabrir as suas atividades econômicas e lidar com a retomada da doença, subiu 3,9% em abril, na comparação com o mesmo mês em 2019.

No Japão, hoje foi divulgado o PIB do primeiro trimestre com queda de 3,4% na base anualizada, com o país entrando em recessão.

Além das tensões com a China, os EUA também foram foco do noticiário porque as vendas no varejo desabaram 16,4% em abril na comparação com março, baixa maior que a expectativa mediana dos economistas do mercado compilada no consenso Bloomberg, que apontava para uma queda de 12%.

Indo para o Ibovespa, das 75 ações do índice, apenas 16 fecharam no positivo. As ações da Petrobras (PETR4) recuaram 1,44% (R$ 17,15), a ação chegou a subir forte com um resultado operacional considerado positivo, a despeito do prejuízo de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre. Contudo, no final do dia, as ações devolveram o ganho. Já as ações da Vale (VALE3) fecharam praticamente de lado, com queda de 0,08% (R$ 48,08).

Segue no radar a sessão do Senado que irá discutir sobre a alta da CSLL para os bancos e o teto de juros do cartão de crédito e do cheque especial, derrubando as ações dos bancos.

As ações do Bradesco (BBDC4) recuaram 4,31% (R$ 17,11), as ações do Itaú (ITUB4) caíram 4,08% (R$ 21,63), as ações do Santander (SANB11) recuaram 4,09% (R$ 22,96), as ações do Banco do Brasil caíram 1,88% (R$ 26,15) e as ações do Banco Inter (BIDI4) caíram 2,20% (R$ 8,89). Já as ações da XP na Nasdaq subiram 1,73% (US$ 26,51).

As ações que mais subiram foram da Hering (HGTX3) subindo 7,83% (R$ 11,97), seguida pelas ações da Braskem (BRKM5) subindo 5,72% (R$ 23,44) e pelas ações da Totvs (TOTS3) subindo 5,41% (R$ 18,70).

Na semana, as ações que mais subiram foram da BRF (BRFS3) disparando 20,92%. Já as maiores quedas foram das ações do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) caindo 7,92% (R$ 55,15), seguida pelas ações da Cyrela (CYRE3) caindo 7,19% (R$ 12,65) e pelas ações da Gerdau (GGBR4) caindo 6,98% (R$ 10,92). A pior da semana dentro do Ibovespa foram as ações da IRB Brasil (IRBR3) despencando 25,88%.

Na B3, as ações que mais subiram foram do Banco Mercantil do Brasil (BMEB3) disparando 15,98% (R$ 12,99). Já as ações que mais caíram foram da WLM Participações (WLMM3), caindo 15,25% (R$ 9,33). As ações mais negociadas do Ibovespa foram da Petrobras (PETR4), Vale (VALE3), B3 (B3SA3), Via Varejo (VVAR3) e Suzano (SUZB3).

O ambiente político tenso manteve o real como a pior moeda de maio entre as 33 maiores dívidas do mundo. Em maio, a alta já chega a 7,33%, se aproximando dos R$ 6.

O avanço também ocorre na contramão de algumas divisas emergentes comparáveis, que aproveitam o cenário internacional mais calmo para devolver os exageros dos meses passados. Na mesma comparação, o dólar cedeu 1,11% contra o peso mexicano, 1,01% contra o rublo russo e 1,29% frente à lira turca.

Após renovar a máxima histórica intraday a R$ 5,97, na quinta, o dólar acabou perdendo o ímpeto depois de uma combinação de intervenção mais agressiva do Banco Central e o gesto de reaproximação entre Bolsonaro e Rodrigo Maia.

Na sexta, o dólar subiu 0,34%, fechando aos R$ 5,83. Na semana a alta foi de 1,66%. Já o euro subiu 0,87%, aos R$ 6,33. Os juros futuros fecharam em baixa, continuando um movimento de ajuste visto já na tarde de quinta.

A demissão de Nelson Teich do Ministério da Saúde reduziu a intensidade do movimento, mas não inverteu o sentido da negociação. O DI jan 2021 recuou de 2,62% para 2,57%. Já o DI jan 2025 recuou de 6,90% para 6,75%.

Indo para o Tesouro Direto, o Tesouro IPCA+ 2026 (NTN-B Principal), recuou de IPCA+ 3,65% para IPCA+ 3,53%. Já Tesouro Prefixado (LTN) para 2023 recuou de 4,94% para 4,77%.

Pelo segundo dia seguido, as bolsas nos EUA viraram na reta final da sessão e fecharam em alta mesmo com novos dados mostrando mais uma vez o impacto devastador e pior do que o esperado da pandemia de Covid-19 na economia americana.

Do lado positivo, mais um sinal de recuperação econômica na China e o anúncio da farmacêutica Sorrento Therapeutics alegando que desenvolveu um anticorpo eficiente contra o coronavírus ajudaram a manter o sentimento positivo de parte dos investidores.

A empresa informou que o anticorpo, chamado STI-1499, foi capaz de evitar a contaminação pelo vírus com 100% de eficácia em testes laboratoriais in vitro.

O Dow Jones subiu 0,25% (23.685), o S&P 500 subiu 0,39% (2.863) e o Nasdaq subiu 0,79% (9.014).

As ações das FAANGs fecharam em alta, ajudando a manter o índice Nasdaq em alta. As ações da Google subiram 1,19%, as ações da Netflix subiram 2,77%, da Amazon subiram 0,88% e Facebook subiram 1,97%. A exceção foram as ações da Apple recuando 0,59%.

Os índices futuros nos EUA estão operando em alta. O Dow Jones futuro está subindo 1,54%, o S&P 500 futuro está subindo 1,52% e Nasdaq futuro subindo 1,37%.

Indo para as Treasuries, pouca oscilação, a T-Bill para 3 meses recuou de 0,11% para 0,09%, a T-Note para 2 anos recuou de 0,15% para 0,14% e a T-Bond para 30 anos subiu de 1,28% para 1,34%.

Já as bolsas na Europa estão operando em alta. O índice Euro Stoxx 50 está subindo 2,30% (2.834). Já Frankfurt está subindo 2,79% (10.757), Londres está subindo 2,19% (5.926), Paris subindo 2,26% (4.374), Milão subindo 1,28% (17.068) e Madri subindo 1,85% (6.595).

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta. Tóquio subiu 0,48% (20.133), já a bolsa de Xangai subiu 0,24% (2.875), de Hong Kong subiu 0,58% (23.934) e de Seul subiu 0,51% (1.937).

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta, estendendo uma sequência de ganhos alimentada pela perspectiva de retomada da demanda em meio à reabertura econômica à sua terceira alta semanal consecutiva. O WTI subiu 6,78%, fechando aos US$ 29,43, enquanto o Brent subiu 4,40%, a US$ 32,50. Hoje o WTI está subindo 5,32% e o Brent está subindo 4,12%.

O índice VIX está recuando 3,29%, aos 30,84 pontos, seguindo uma trajetória de queda na aversão ao risco, já que esse índice é considerado o índice do medo.

O contrato de ouro OZ1D recuou 0,52%, enquanto as criptomoedas estão subindo nas últimas 24 horas. O Bitcoin está subindo 1,01% (US$ 9.591), a Ethereum subindo 5,17% (US$ 212,32) e a Ripple subindo 0,99% (US$ 0,203).

O IFIX subiu 0,59% (2.563). A maior alta foi do FII Cenesp(CNES11) subindo 5,57%. Já a maior queda foi do FII RBR Alpha FoF (RBRF11) caindo 5,86%.

Ótima semana e bons negócios!

Fabio Louzada