Revista Statto

SEJA HEART OU SERÁ HARD

01/03/2020 às 16h46

Em um mundo onde pipocam tantas palavras em inglês e a exigência é saber mais, ter mais, ser mais do que alguém, pedir para ser “Heart ou será Hard” é no mínimo engraçado. Como pode o coração facilitar algo quando a razão é quem impera! Ninguém tem tempo a perder com estas coisas sentimentais não é mesmo?

É verdade, durante muitos anos o coração foi visto e estudado como uma bomba que nos mantém vivos e como sinônimo de fraqueza para aqueles que o seguem, mas a ciência moderna tem comprovado o que os antigos acreditavam sobre o coração, que ele é o centro de uma sabedoria superior.

O coração contém uma rede de neurônios que estabelece uma complexa comunicação com o cérebro por vias hormonais, biofísicas e eletromagnéticas. “Ele pode realmente se lembrar de coisas e pode funcionar de forma muito parecida com o cérebro”, diz Rollin McCraty. E o neuroimunologista, psicólogo e escritor Paul Pearsall contribui dizendo que o coração não está a serviço do cérebro, mas é um parceiro para formar com ele nossa organização interna de manutenção da saúde.

Conhecer este funcionamento de mão dupla, nos permite ter maior interação nos estados emocionais e de estresse mental na promoção da saúde. De acordo com os pesquisadores do instituto de neurocardiologia Heart Math, “emoções positivas, inclusive aquelas que são auto induzidas, transformam o sistema inteiro em um modo psicológico harmonioso e globalmente coerente, o que pode ser associado a uma melhoria na performance do sistema, na capacidade de autorregulação e num estado geral de bem-estar”.

Bem, parece que há uma luz neste novo caminho do coração. Ele se apresenta mais como um potente amigo do que um fraco causador de ciladas dolorosas. Experimentar a inteligência do coração no auxílio ao funcionamento perfeito do cérebro parece muito mais produtivo do que permanecer nas lutas internas que levam à fadiga e as diversas doenças.

Na mesma linha de pesquisa a PhD Candace Pert, renomada neurocientista e farmacologista, mostra em seus estudos que todos os sistemas da nossa fisiologia são conectados e coordenados por moléculas carregadas de emoção, que levam informações, estabelecendo constante diálogo, entre o sistema nervoso e o sistema imunológico, por exemplo.

Se queremos pensar em termos de saúde, a separação existente desde Descartes, entre mente e corpo, deve ser repensada em uma rede totalmente conectada, um sistema único de comunicação que tudo sabe em todas as esferas que compõe o ser. Despertar esta linguagem é o mesmo que despertar uma nova consciência que está integrada no corpomente. “A consciência de cada um modifica o seu corpo, a sua saúde e até o seu ambiente”, acrescenta Candace Pert, nesta mudança de paradigma.

E quando se fala em ambiente se faz necessário uma abertura na mente para compreender a amplitude do termo no âmbito interno e externo de cada pessoa. Diversos experimentos demonstram como o ambiente interfere no estado de cada indivíduo, interagindo diretamente na construção ou não da sua saúde. ”O ambiente é a energia universal. Ele varia desde o sol, planetas, astrologia, aos nossos próprios pensamentos. Nosso corpo é energia, pensamentos são energia. Toda essa energia afeta nossa biologia, obviamente, alguns diretamente e outros indiretamente” cita Bruce Lipton, no seu livro Biologia da Crença.

Ora, se tudo é energia, como já afirmava Tesla, o que acontece no dia a dia para que as pessoas simplesmente adoeçam sem um motivo aparente, e o que isso tem a ver com ser “heart ou será hard”?

Nesta era da informação, a exigência intelectual se tornou rotina, muitas informações circulam e bombardeiam a mente emitindo muitas frequências constantemente. Cada dia mais e mais pessoas adoecem com o estresse causado pelas solicitações internas e externas de cobranças incessantes. A energia das informações que circulam nas mídias, no ambiente de trabalho, na alimentação e até no lazer é mais nociva do que revigorante, criando assim um ambiente desfavorável para o corpo se regenerar.

Alguns estudos sugerem que ao tentar combater os pensamentos negativos com um aumento de pensamentos positivos, isto acaba poluindo ainda mais a química de todo o corpo, contradizendo as sensações. Não que pensamentos positivos não funcionem, a atenção aqui é para o estresse que se causa pelo aumento de tarefas para a mente e a quantidade de estímulos da mesma natureza, para sanar o problema causando uma grande dificuldade.

Busca-se a saída no mesmo local onde o problema se estabeleceu, mas sabe-se que para encontrar esta solução, deve-se procurar um outro caminho, aprender a gerar a energia do amor desvinculada da mente e pensamentos, apenas sentir e conectar com uma energia equilibrada e auto inteligente, assim como sugere a Terapia Heart Healing. “Toda sabedoria já existe na energia do amor, basta aprender a acessá-la. No ´Heart´ se encontra um caminho que sabe exatamente como alterar toda a química e, portanto, promove e a saúde que tanto se almeja”, explica Dr. Saulo Luciani da Heart Healing.

Segundo Paul Pearsall, “o coração gera um campo eletromagnético de cinco mil milivolts, ele é capaz de emitir frequências de onda de rádio e ele fala com o cérebro através de uma substância chamada ANP (Peptídeo Naturético Atrial), descoberta no coração. Podemos então inverter os sinais de origem para transformar o caos mental através da harmonia emanada pelo coração”.

Este novo conceito unifica a biologia celular com a física quântica e as medicinas energéticas, para nos mostrar que o nosso corpo pode mudar se mudarmos o caminho do sentir para auxiliar na clareza dos pensamentos. Estas novas ciências sugerem que os estímulos de energia que recebemos dos pensamentos, das emoções, dos lugares que frequentamos ou moramos, dos programas que assistimos, das informações que acreditamos, determinam a nossa qualidade de vida.

Aqui cabe a escolha, de forma consciente, para o caminho que se quer percorrer. O mais difícil e conhecido de lutas e disputas da mente se sobrepondo ao sentir, ou do coração fluindo em sua aplicação inteligente conectando corpomente numa função interligada na promoção da saúde.