Revista Statto

OS CO HERDEIROS DE DEUS

26/10/2020 às 09h07

Eles foram feitos à imagem e semelhança de um Deus uníssono e onipotente. Isso está na bíblia em algum lugar de Gênesis. Eles foram semeados nessa terra como a mais perfeita obra do criador e isso também está na bíblia em algum lugar, mas não exatamente com essas palavras.

Bem, a intenção aqui jamais foi exaltar a bíblia em detrimento à mais perfeita e pura obra divina, que é o Homem.

Você deve estar se perguntando o porquê eu estou escrevendo sobre religião dessa forma e não! Eu não sou um religioso e, sim, eu amo os preceitos cristãos, mas não descarto o fato de que outras doutrinas também possuem pontos extremamente positivos. Enfim, isso tudo é sobre amor e gente. Não sobre religião.

Bom, recentemente o Papa Francisco, o pontífice mais popular da religião mais impopular e sangrenta de toda a história da humanidade, deu um pequeno passo para o Homem, mas um grande passo para a humanidade quando se manifestou a favor da aceitação dos homossexuais como filhos de Deus.

É, meu caro leitor, eles são filhos de Deus e não apenas criaturas. Eles são herdeiros, portanto, como todo filho. Isso porque não faz qualquer sentido a ideia de um Deus, um pai todo poderoso que cria seu filho para castigá-lo, que impõe desafios sarcásticos e totalmente incoerentes com a própria natureza humana ou a própria natureza divina, pois somos matéria divina e vivemos a nossa história de acordo com os planos desse Deus.

Nós não temos o livre arbítrio, propriamente dito, pois para os termos em “lato sensu” deveríamos poder escolher se viríamos ou não a esse mundo e, além disso, termos plena ciência dessa realidade.

E o que mais me assusta é a incoerência dos religiosos quando o assunto é julgar ou fazer silogismo. Nesse caso, sempre são dois pesos e duas medidas. Sempre a favor da sua própria conveniência. Aliás, da conveniência do preconceito.

Não adianta comparar essa situação com a de nós, meros humanos, pois não temos as mesmas prerrogativas divinas. Não somos onipotentes, oniscientes e onipresentes. Quem de nós não daria TUDO, principalmente a própria vida para que nossos filhos sejam felizes. Agora, imagina se tivéssemos a prerrogativa de saber tudo e ainda escolher se colocaremos nossos filhos em determinadas situações ou não?

É por esse motivo que os julgadores religiosos precisam ser menos opressores e mais amantes de si mesmos e do próximo, como manda o seu próprio Cristo, mas para isso seria necessário um pouco de instrução histórica, a saber do regramento da sociedade através de mitos religiosos, para entender que isso não provém de Deus, mas da manipulação moral do Homem.

Que os homossexuais sejam bem-vindos ao verdadeiro céu e que o amor possa ser maior do que a demagogia humana.