Revista Statto

SOLIDÃO: NUNCA ESTIVEMOS TÃO CONECTADOS E TÃO SÓS

18/05/2020 às 13h58

Falar sobre a solidão não é uma tarefa fácil, ainda mais em tempos de pandemia. Porém, a solidão é tão real e tão prejudicial quanto o vírus que não se vê. Estudos apontam que sentir-se só, é tão prejudicial quanto fumar 15 cigarros por dia. Diante de um inimigo invisível, pessoas buscam por explicações que julgam estar à altura da calamidade pública. Muitas vezes, o refúgio para o medo está nas desinformações, notícias falsas e teorias conspiratórias. Ficamos vulneráveis à quantidade de notícias negativas, tão contagiosas quanto o próprio vírus, chega um ponto que não sabemos mais em que devemos acreditar.

Com o distanciamento social, os mais afetados com a solidão são os idosos, que, na maioria das vezes, não estão tão conectados com o mundo virtual quanto os jovens, mas não pense que por isso os jovens estão livres. Quando a solidão se torna algo recorrente, algumas pessoas tendem a se conformar, e passam a se enquadrar como antissocial, e, mesmo tendo família e um amplo círculo de amizade, também nas redes sociais, não se sentem realmente acolhidas.

A solidão, passou a ser mais um grave problema social e de saúde, e pode ser associada a fatores internos, como a baixa autoestima, falta de confiança em si mesmo, ou fatores externos, como bullying, por exemplo. É simultaneamente complexa e única em cada pessoa, e deve ser tratado individualmente.

Na maioria das vezes, as pessoas que se sentem sozinhas ficam mais angustiadas, deprimidas e agressivas e têm menos perspectivas de realizar atividades laborais e sociais, uma vez que tendem a ter mais relações negativas com os outros, um sentimento que pode ser contagioso. Nessa hora, o distanciamento social pode exacerbar a alienação, desumanização, discriminação e violência subjacentes à vida contemporânea na era da informação (ou digital).

Portanto, não é novidade que a solidão esteja intimamente ligada à depressão, suicídio, ansiedade, insônia, medo, demência, pressão sanguínea. Para ajudar os indivíduos vítimas da solidão, a calma, a compreensão, o apoio de amigos e familiares, a busca da recuperação dos vínculos afetivos e comunitários, o fortalecimento da confiança,  assim como atividades em que as pessoas sintam-se coletivamente engajadas, e isso também serve para ambientes virtuais, como aulas de meditação, clube de leitura, conversas, apresentação musical, atividades físicas, são elementos fundamentais que podemos agir para tentar amenizar mais esse sofrimento, no momento em que vivemos.

OS IMPACTOS PSICOLÓGICOS DE UMA PANDEMIA

01/04/2020 às 13h58

As últimas semanas tem sido difícil para todos nós, sem exceção. Todo mundo só fala, pensa e age, em função da pandemia do COVID-19 que começou na China, e tem se alastrado por todos os continentes, e, infelizmente, com aumentos de casos significativos aqui no Brasil, em principal no estado de São Paulo. Enquanto se discute muito sobre transmissão, tratamentos e vacinas, outro ponto de suma importância é o impacto psicológico no meio disso tudo.

“E seu eu pegar?” “Será que algum ante querido está infectado”, “como vou manter minha família sem estar trabalhando” “como ficarão as contas?” … essa e outras milhões de perguntas rondam a nossa cabeça o tempo todo.

A sensação geral é de medo e ansiedade.  É uma situação inédita na vida de muitas pessoas, que nos coloca frente à alguns dos maiores medos/desamparos que qualquer ser humano pode vir a sentir, e não é para menos.  Não nos preocupamos apenas em perder nossos empregos, o contato com as pessoas que amamos, mas também nossa saúde, e o bem-estar da nossa família.

Mais do que perder a nossa rotina, também perdemos a tranquilidade, segurança. Essa pandemia escancarou a nossa vulnerabilidade em pouquíssimo tempo.

Essas incertezas e medos, nos tiram do eixo, e ferem a nossa saúde mental de diversas formas. Alguns descontam na comida, e temos diversas piadas na internet que não me deixa mentir. E em casos de pessoas com fobias ou TOC (transtorno obsessivo compulsivo), como por exemplo lavar as mãos em excesso, podem ter os casos agravados por conta dessa pandemia. Pessoas que possuem agorafobia (medo de estar em locais com grandes aglomerações), podem ter o quadro agravado. A síndrome do pânico, onde a pessoa pode chegar a sentir falta de ar. Quem sofre de claustrofobia (medo de estar em locais fechados), também podem vivenciar novas crises. São fobias que surgem da falta de controle das pessoas, diante de uma situação de desespero.

O mais importante nesse momento de pandemia que estamos vivendo, é a presença constante de um profissional, mantendo a frequência na psicoterapia. E vale lembrar também que essa situação é passageira, e logo terá um fim. Cuide de você e de quem você ama, juntos somos melhores!

QUAL A DIFERENÇA ENTRE PSIQUIATRIA, PSICOLOGIA E PSICANÁLISE?

04/03/2020 às 08h42

O PSIQUIATRA – um profissional da medicina, que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Trata de sintomas mais graves, como esquizofrenia, Alzheimer e depressão profundas. Nesses casos o tratamento é feito com remédios, além de sessões de terapias.

O PSICÓLOGO – tem formação superior em psicologia, que é a ciência que estuda os processos mentais, como sentimentos, pensamentos, razão, e o comportamento humano. Muda suas técnicas de tratamento constantemente, sempre tentando uma interação melhor com o paciente.

O PSICANALISTA – O profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência (que são técnicas de tratamento). Mais do que a “cura”, o que se busca? A transformação do paciente, a partir da compreensão dos seus problemas.

DICAS PARA DIMINUIR O STRESS

10/02/2020 às 09h43

Pesquisas apontam que, o stress e a depressão, são os males do nosso século. E várias são as características dessa nossa vida moderna, que despertam esse stress, as pressões profissionais, as sociais que as redes acirram, como se o número de curtidas ou de seguidores, determinasse quem somos e como vivemos, por exemplo.

E parece que o stress já faz parte do dia-a-dia de uma boa parte dos brasileiros. Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto de Psicologia e Controle do Stress (IPCS) com 2.195 pessoas, 34% dos entrevistados, afirmou ter um nível de stress excessivo. Os sintomas típicos do stress incluem taquicardia, cansaço frequente, insônia, falta de ar, irritabilidade.

Suco de maracujá, contar até dez, respirar fundo são alguns conselhos que todos nós já ouvimos em algum momento da vida, mas afinal, o que realmente funciona? Veja algumas dicas que já foram cientificamente comprovados, para que você possa prevenir ou lidar melhor com essas situações.

Respire fundo, sim. A primeira e mais óbvia dica, e claro que você já ouviu isso e nem sempre funciona, na hora da raiva é mais difícil colocar em prática, mas essa é uma das melhores técnicas a ser aplicada em um momento de stress. Inspire pelo nariz, conte até 5 e expire pela boca, contando até 10, quando se respira lenta e profundamente, oxigena as células cerebrais e a pessoa se tranquiliza.

Dê um tempo. Esse é o conselho é da organização que financia pesquisas sobre as doenças cardiovasculares “British Heart Foundation”, pare, dê um passo para trás, tire uma folga, viagens também são recomendadas, e cientificamente comprovadas que fazem muito bem a nossa saúde.

Pratique exercícios físicos, e todos eles valem viu? Aquele futebol de fim de semana, uma caminha matinal, natação, ou qualquer outra que mais lhe agrada, mas é de suma importância que você coloque seu corpo em movimento, e é também um ótimo momento para se escutar.

Meditação. Um estudo publicado em 2011 pela revista “Evidence-based complementary and alternative medicine”, comprovou que a meditação é muito eficaz para o controle do stress. Se você já tentou e não obteve sucesso, experimente uma meditação guiada, existe diversos podcast que podem auxiliar nesse processo de adaptação, e se você ainda não tentou está esperando o que?!

E é claro que vale ressaltar a importância da psicoterapia, com ela você consegue organizar melhor essa caixinha chamada cérebro, que inclui todos os nossos medos e desejos, assim você leva uma vida mais leve e mentalmente saudável.