Revista Statto

COMO A DITADURA DOS LIKES DETERMINA A VIDA DAS PESSOAS

09/11/2020 às 22h12

Quando o primeiro computador pessoal foi fabricado e chegou às lojas, era impossível imaginar o que essa novidade iria representar para o universo tecnológico e na vida das pessoas.

No início, os computadores eram utilizados para fins empresariais e muito timidamente como meio de entretenimento. Hoje, a máquina faz parte da família. Desktops e os seus “agregados”, Notebooks, Smartphones, IPods, IPhones, dentre outros, posteriormente fabricados, conectam pessoas interligando o mundo real e virtual que hoje se tornou quase simbiótico.

As redes sociais são como conectores, “plugam” o cérebro humano desde o momento que o homem abre os olhos até a hora de dormir. Através delas que atualmente batemos nosso ponto, ou seja, existe uma continuação da vida nas telas brilhantes desses engenhosos aparelhos.

Se, no passado, estrelas serviam para avaliar ou valorizar coisas, como por exemplo, hotéis, filmes e lugares, hoje as curtidas e emoticons representam um peso muito maior de aceitação ou não.

Ninguém passa sem ser notado na perversa tela cibernética. De um simples café da manhã postado, até uma crítica negativa causando polêmicas que viralizam e podem até comprometer seriamente as pessoas envolvidas.

Homens e mulheres se comportam de maneira diferente nas telinhas. Enquanto as mulheres se preocupam em escancarar a vida pessoal, em como se sentem, se estão satisfeitas ou infelizes, cultuam a alimentação, viagens, quantidade de amigas e roupas que possuem, se estão gordas ou magras, se já encontraram o seu príncipe encantado, o homem prefere glorificar carros, títulos, loucuras cotidianas e o senso de humor ácido.

Contudo, ambos costumam inventar e ludibriar a si próprios em uma auto sabotagem crônica. A situação anda tão severa, que, diretores de filmes e seriados não puderam se conter em criar histórias fictícias com a finalidade de abordar nosso futuro controlado por Clicks. Um seriado chamado Black Mirror, tem um ótimo exemplo. A criação da rede Netflix expõe de maneira clara no primeiro episódio da terceira temporada: “Queda Livre”.

No mundo virtual, as pessoas são julgadas por tudo que fazem e, para agradar esse “juíz” tão implacável, por vezes, estão perdendo a própria identidade. Por outro lado, quando administram bem as redes sociais, conseguem ganhar respeito, status e alavancam negócios e ideias. Redes sociais são as melhores amigas de visionários.

Se em algum momento a nostalgia tomar conta, lembranças dos tempos em que o toque pessoal era importante, é necessário compreender que o futuro pertence sim às máquinas, porém é nossa obrigação aprender a utilizá-las com discernimento e principalmente de maneira saudável. Nada nos impede de deixar o aparelhinho em algum canto e ir desfrutar de uma boa prosa com os amigos, um abraço apertado e um dia repleto de calor humano.

UM OLHAR PROFUNDO SOBRE A ESSÊNCIA FEMININA

22/10/2020 às 09h58

Em tempos sombrios, o grito das mulheres por uma brechinha de luz ao fim do túnel, sucumbe com a sua execução diária, seja emocional ou fisicamente limadas de sua existência, e tudo isso debaixo do nariz de uma sociedade impune e conivente com seus algozes. Porém hoje lhes trago ternura, poesia e reflexão sobre a alma feminina e o porquê devemos protegê-las como se aninha uma semente de algodão em dias tempestuosos.

Ah, menina… criatura que já nasce exaltando a cor rosa, inventa, reinventa, se deleita em um habitat sonhador envolto pelo rosa… logo, seu mundo é cor de rosa mesmo, e ponto final. Ela já se vê acariciada pelos cobertores macios feito um bichinho de pelúcia, e ao cair em um sono gostoso, é embalada por música dentro de um cenário encantador, direcionando-a à uma nostalgia desenhada pelo traço de uma bailarina em sua caixinha de músicas… eterna e vigorosa dançarina.

Moça… Donzela de traços delicados para comportar apenas toques delicados cheios de honra… deveriam vir com um radar de fábrica para afugentar lobos vorazes e vampiros disfarçados de bons moços.

É através desses disfarces que ela tenta tecer e flutuar somente por terras amáveis, seguras e acolhedoras, brotando uma certa alergia que a faz perder o viço se a conta gotas lhes apresentarem truculência.

Princesa…. Batalhou sob remotos tempos para pertencer ao Sol, embora subjugadas, analisadas e mal compreendidas, elas continuam incansáveis, traçando metas e devorando os obstáculos com uma intuição ímpar e olhos de lince.

Costumam se esquecer da fraqueza natural e se vestem com armaduras para sobreviver nesse planeta de emboscadas mortais, sugadoras de sangue e de sonhos. Nestas tais armaduras contém sagrados ingredientes, como: Coragem, audácia, força e doçura…. Essa última serve para equilibrar todo o contexto poético e moléculas exauridas que existe neste ser.

Elas, desejam sempre canalizar uma essência visceral enquanto se abstrai ou transmutam a raiva sufocada e domesticada que lhe impuseram. Muitas áureas femininas cerram os olhos em uma vaga lembrança do fôlego que lhe foi desenhado por mãos divinas… uma fragrância de paz e resiliência que despencam em contradição quando se encaram no espelho e sabem disso, contudo perderam um dos ingredientes da armadura ao tropeçarem em suas jornadas.

O olhar de uma mulher é diferente, esconde segredos onde até mesmo outra mulher teria dificuldades para desvendar. É um submundo sagrado e impenetrável ao menos que você seja convidado a pertencer. Em segundos, elas conseguem escrever um livro em sua mente faminta que aguardam uma absolvição utópica, sedenta e impossível até os dias de hoje.

A respiração de uma mulher é acelerada, suplicante… o sorriso é vasto, os movimentos são quase uma pintura viva e câmera lenta, entretanto elas não param, não cansam e mesmo à sombra de um último suspiro, se fazem notar. Será tão complexo observar uma criatura paradoxal? Uma muralha gigante e feita de aço, embora seja contornada pela alma de uma criança.

Serena… ela é frágil como cristal e indestrutível feito diamante. Deveriam saber tratá-las, não é tão complicado assim, é quase uma dança com os anjos em nuvens de algodão…. Elas caem das estrelas para dentro de um planeta sedento de afetividade. Pouquíssimos e infalíveis ingredientes determinam a felicidade de um broto de luz chamado mulher. Acho que fazer um bolo de chocolate seria mais trabalhoso do que ter um coração feminino em mãos, com todos os requintes e zelos capazes de amar e resguardar os seus bens mais preciosos.

Não importa cor, tamanho, traços, voz ou o jeito de que elas são feitas, importa o quanto estão receptíveis e o quanto de atenção podem receber. A mesma boca que reclama, é capaz de conversar e alimentar, também abre espaço para um beijo apaixonado. Sim, mulheres foram feitas para serem beijadas todos os dias. Os mesmos ouvidos que absorvem as barbaridades diárias sobre a sua submissão imposta, são adaptados para ouvir um delicioso elogio…

Mulheres merecem aquele cuidado quando alguém lhes pousa algumas mechas de seus cabelos atrás das orelhas…. Sim, elas reparam em tudo! Aquele sorriso de lado, o jeito de pegar na xícara de café, o modo como dobram as folhas de um jornal… A criatura feminina costuma invadir displicentes para colocar a roupa no roupeiro, mas na verdade era para “namorar” o seu jeito de se barbear, de escovar os dentes ou arrumar aquele topete que insiste em cair nos olhos.

As mãos dessas deusas muitas vezes calejadas pelo trabalho que ela tanto lutou para conseguir, também merece o carinho de uma outra mão machucada pelo tempo. Os mesmos olhos que ensopam sua face quando uma lágrima despenca, são as janelas que deixarão sua luz entrar se você disser a palavra mágica.

Mulher, ela existe para equilibrar o seu mundo e chacoalhadar a pedra gelada pulsante, a que insistem em chamar de coração. Quantos possuem um coração de verdade? Quente, verdadeiro, único…. Trate com doçura quem cuida, sofre, sente e dedica… Foi através de uma mulher que você veio ao mundo, elas são portais que trazem a vida. Ame as mulheres de sua vida… Mãe, tias, primas, irmãs, amigas, esposas e namoradas… porque infelizmente esses ingredientes todos de que falei, somente elas podem exalar em seu caminho.

OS SIGNOS DOS CÃES: CONHEÇA MELHOR SEU CÃO ATRAVÉS DA ASTROLOGIA CANINA.

11/10/2020 às 18h58

Assim como para a raça humana, a divisão dos signos é a mesma para os cães. Áries, Touro, Gêmeos, Câncer, Leão, Virgem, Libra, Escorpião, Sagitário, Capricórnio, Aquário e Peixes. A astrologia canina vem crescendo bastante e há quem já faça o Mapa Astral dos peludos. Curioso? Saiba a data de nascimento do seu amigo de quatro patas e divirta-se com suas características mais marcantes.

Cachorro de Áries (21/03 a 20/04).

O cãozinho ariano, desde filhote, é imponente, corajoso, implicante e considera-se o centro das atenções. São cães com alta energia, comumente se metem em encrencas e não levam desaforo. Apesar de tanta impetuosidade, são carinhosos, ciumentos, protetores e amam com muita vivacidade. Geralmente detestam o tédio e não suportam rotinas repetitivas. Se não educados e socializados, tendem a serem brigões e teimosos.

Cachorro de Touro (21/04 a 20/05)

O cãozinho taurino é teimoso, guloso e um tanto nervoso. São afáveis e apegados, levando à serio os ensinamentos e hierarquia da casa, embora muitas vezes se rebelem e não acatem ordens. São animais extremamente fiéis e protetores. Enquanto filhotes podem demonstrar uma certa fragilidade que, na fase adulta, se não for moldada, de transforma em independência exagerada.

Cachorro de gêmeos (21/05 a 20/06).

O cãozinho geminiano é independente, animado e social. Geralmente são festeiros e possuem um instinto de aventura bem apurado. São por vezes temperamentais por conta dessa sede de liberdade, contudo, são leais, carinhosos e amam uma bajulação. São animais muito adaptáveis e encaram mudanças numa boa. Comumente os cães deste signo adoram crianças.

Cachorro de câncer (21/06 a 21/07)

O cãozinho canceriano é extremamente apegado à família, são carinhosos e amam um colo. São sensíveis e dificilmente sabem lidar com a solidão. Animais dessa casa do zodíaco não se adaptam com facilidade a novos donos ou casas, levando algum tempo para aceitarem, pois ficam sentidos. São cães por vezes teimosos e pirracentos, mas possuem um grande coração.

Cachorro de Leão (22/06 a 22/08).

O cãozinho leonino não carrega a fama do seu símbolo felino. Não são tão graciosos quanto barulhentos. Estão entre os mais latidores e protetores. Adoram um chamego e horas de carinho, porém não abrem mão, Ops, a pata, para chamar aquela atenção para o que querem.

Cachorro de Virgem (23/08 a 22/09).

O cãozinho virginiano segue à risca a fama de exigente e sistemático. São muito ligados à família, mas de uma maneira bem peculiar. Não são animais carentes e grudentos, demonstram carinho sem invadir o espaço do dono. Cães dessa casa do zodíaco são sensíveis com a saúde e bastante asseados, não suportando a sujeira. Muitos exemplares seguram suas necessidades se recusando a pisar na sujeira que ainda não foi limpa.

Cachorro de Libra (23/09 a 22/10).

O cãozinho libriano se envolve rapidamente com seus donos. Possuem um jeito gostoso de demonstrar carência e podem ser possessivos. São animais que não lidam bem com frustração e devem ser educados desde filhotes. Geralmente são limpos e possuem um senso natural do que é certo ou errado.

Cachorro de Escorpião (23/10 a 21/11).

O cãozinho escorpiano carrega a tipicidade do seu signo. Desde filhotes são teimosos, e podem se tornar agressivos se não tiverem uma educação firme. Ciumentos e possessivos, são excelentes guardiões. Elegantes e majestosos, intimidam com facilidade qualquer invasor. Com a família são leais, discretos e muito carinhosos.

Cachorro de Sagitário (22/11 a 21/12).

O cãozinho sagitariano é manhoso e pirracento. São animais independentes e amam grandes espaços. Caso não seja possível, podem ser tornar destrutivos pela alta energia. Um passeio longo e cheio de aventuras suprem bastante a necessidade de desbravar os ambientes. São cães curiosos, cheios de vida, e não menos apegados à sua família, pela qual dedica boa parte do seu carinho.

Cachorro de Capricórnio (22/12 a 20/01).

O cãozinho capricorniano, desde filhote, é perseverante e inquieto quando buscam o que querem. E tem que ser na hora que querem. São animais afetivos, fiéis, e dedicam todo amor aos donos. Podem se tornar pirracentos, ansiosos e rabugentos caso sejam contrariados. São excelentes com crianças, mostrando um lado superpaciente.

Cachorro de Aquário (21/01 a 19/02).

O cãozinho aquariano, de todos os signos, talvez seja o que mais precisa de liberdade, espaço e de uma vida com maiores distrações. São animais alegres, gentis, porém, podem despertar um lado menos amistoso quando entediados e contrariados. Desde filhotes devem se exercitar com maior energia, e participar de longos passeios. São cães apegados e carinhosos quando equilibrados e saciados.

Cachorro de Peixes (20/02 a 20/03).

O cãozinho pisciano é sensível, frágil e muito carinhoso. De todos os signos, talvez seja o mais disciplinado e apegado à família. Como todo animal, se encorajado, pode sim demonstrar um lado rebelde, porém não é característica desses peixinhos a insubordinação.

CÃES TERAPEUTAS NÃO SÓ TRANQUILIZAM, COMO PODEM RECUPERAR ALGUNS PACIENTES.

22/09/2020 às 10h20

Com a crescente demanda do mercado pet, percebemos a total ascensão dos cães em nossas vidas. Eles estão por toda parte, estampando, com suas expressões inteligentes, os diversos produtos disponibilizados pelos Pet Shops, protagonizando as mídias virtuais e até comerciais de margarina. Existem mais cachorros dentro das casas com seus humanos do que crianças, revelam as recentes estatísticas. Nesse universo, com um acervo de nichos, o “garimpo” nos abre um leque de temas e o assunto de hoje não somente é encantador, como de sutil relevância.

Antigamente, ouvia-se falar dos Cães Terapeutas, embora soubessem pouco sobre eles, pequenas linhas sobre suas habilidades em auxiliar os voluntários, tranquilizar pacientes em hospitais e levar um pouco de alegria e esperança até os asilos e creches. Mas será que as pessoas se dão conta do trabalho maravilhoso por trás desses incríveis animais? Um cão apto para esta finalidade deve proceder de uma linhagem genética rigorosamente selecionada; imprescindível que passem por um processo de socialização desde filhotes, para que tolerem qualquer tipo de situações e imprevistos.

São condicionados a estar em equilíbrio junto a outros cães, outras espécies de animais, crianças, idosos, pessoas de outras etnias, para que conheçam e se sintam à vontade sob qualquer circunstância. Esses cães não podem, em hipótese alguma, ter um histórico de agressividade, instabilidade comportamental ou qualquer resistência ao manuseio e controle. Precisam possuir um caráter, temperamento e comportamento impecáveis. Profissionais da área comportamental e de treinamento aplicam, em conjunto com a socialização, o que chamam de comandos básicos, sendo eles o “senta, deita, junto, fica e aqui”. Essas cinco ordens são essenciais para que o cão seja controlado e manuseado calma e assertivamente, afinal, os pacientes também irão conduzi-los e tocá-los. Animais medrosos não passam pelo crivo, pois a agressividade gerada pelo medo ou insegurança também podem causar estragos.

Esse processo de treinos costuma levar um ano, tempo suficiente para que o animal esteja preparado. Pesquisas apontam relatos de médicos, psicólogos e fisioterapeutas comprovando melhoras nos quadros dos enfermos, atribuindo alguns méritos aos cães, por apresentarem uma incrível intuição, poder de detecção para algumas doenças e naturalmente dissiparem mal estar e depressão em pessoas com problemas inclusive graves. Foi observado que, onde o animal deita a cabeça ou lambe no corpo de uma pessoa, este lugar precisa de maior atenção. Eles pressentem através do suor, da tensão, da ansiedade e de partículas minúsculas, as necessidades de cuidados daquele local específico.

Cães já estão sendo treinados rigorosamente para identificar diabetes, ataques epiléticos, convulsões, infartos e avisar os tutores antes mesmo das crises, apertando com a boca objetos que emitem barulhos acoplados no pescoço. Incrivelmente, já temos animais que descobrem tumores através do odor da urina. Certamente, o mundo agradece diariamente por nos conceder a dádiva da convivência com esses fabulosos canídeos. Eles são uma das chaves para a busca pelas curas, deixando de participar apenas como cobaias e passando a caminhar lado ao lado com a humanidade.

O CALOR CHEGOU. VOCÊ SABE PROTEGER SEU CACHORRO DAS ALTAS TEMPERATURAS?

14/09/2020 às 11h47

Seja por falta de experiência ou interesse na hora de tomar algumas precauções, as estatísticas apontam que muitos proprietários de animais são negligentes durante a estação mais quente do ano.

Basta um pouco de atenção a algumas dicas e cuidados, e seu mascote vai curtir um verão mais divertido e refrescante ao lado da família.

Começando pelos passeios: a indicação é que sempre ocorram na parte da manhã até às 10:00 horas, e na parte da tarde após às 17:00 horas. O piso entre 12:00 e 16:00 horas está escaldante, podendo causar inúmeras queimaduras nas patinhas do cãozinho. É importante ressaltar que mesmo utilizando sapatinhos, o cachorro não estará isento de certos desconfortos, já que esses animais também transpiram pelas patas e não somente pela língua. Contudo, isolar as patinhas dentro de sapatos, mesmo que apropriados, não é confortável para o seu peludo.

Ainda no passeio, é indispensável carregar uma garrafinha de água para oferecer aos cachorros durante a caminhada para que não desidratem. Borrifar um pouco dessa água no corpo deles também auxilia no frescor.

Jamais deixe um cão trancado em um carro. Se for parar em algum lugar, que seja breve e deixe os vidros abertos, caso contrário, os animais podem vir a óbito por asfixia ou hipertermia.

Já para alegria da cachorrada uma dica bem legal é congelar carnes e pedaços de frutas, criando um tipo de picolé gigante. Além de aliviar o calor, o alimento congelado será bem divertido para o seu amigo. Colocar cubos de gelo na vasilha de água também é uma ótima opção.

Algumas raças necessitam de maiores cuidados, principalmente cães braquicefálicos (focinho achatado), como Pugs, Buldogues, Shih Tzus, pois o focinho curto implica em uma respiração com maior dificuldade, favorecendo insuficiência cardíaca, respiratória, e parada cardiorrespiratória.

Também evite deixar seu animalzinho em lugares fechados, pouco arejados e com escassez de água.

Para quem possui cães agressivos, que estão entre as raças obrigadas a utilizar focinheira, opte sempre pelos acessórios de grade, ou seja, abertos, que possibilitam ao cão poder abrir a boca e transpirar pela língua. Nada de colocar focinheiras fechadas e sem a opção para entrada e saída de ar. Um cão, como membro da família, deve desfrutar de todo o conforto e cuidado com responsabilidade.

CONHEÇAM O BORZOI! UM GIGANTE RUSSO EDUCADO E GENTIL

07/09/2020 às 16h32

Sempre tem aquela pessoa que adoraria conhecer lugares exóticos e distantes da cultura costumeira. Para os curiosos de plantão que vasculham por todos os cantos da internet sobre a Rússia e seus hábitos, trago um canino para lá de excêntrico na pauta de hoje. Sabe aquele cachorro magrelo do focinho longo que anda roubando a cena na internet? Borzoi é o nome da raça.

Quando amamos um país, no caso a Rússia, vemos fotos locais, costumes, culinária e todo um arsenal oriundo desse continente tão peculiar. Aproveitando o ensejo, vamos destrinchar um pouco sobre uma raça canina de porte e coração gigantes, que é uma paixão dos “cossacos”. Há quem não gosta muito de sua característica longilínea, focinho comprido e corpo magro, porém esse russinho arrasa corações com trejeitos elegantes, aristocráticos e sua infinita sensibilidade.

O Borzoi é do grupo dos Galgos, não é uma raça muito comum no Brasil, tendo poucos canis que registram filhotes. De origem russa, eram cães que acompanhavam Czares em suas caçadas, sendo um exímio caçador, foram animais adorados pela aristocracia russa desde o século 13. O principal foco naquela época eram as lebres, embora os Borzois também caçassem lobos, dando origem ao nome Wolfhound Russo, nome pelo qual também é conhecido. Dentro dos aposentos, de uma educação exemplar, fora deles, um incansável corredor. Em muitos países podemos ver corridas de Borzois, muito apreciadas por seus espectadores.

Extremamente elegante, apesar de seu tamanho enorme, participavam de filmes ao lado de grandes estrelas do cinema. Borzois são cães naturalmente educados e gentis, com uma expressão doce e serena, parecem enxergar além de seus olhos, podendo sentir o que não conseguimos perceber. São cães que se adaptam bem em apartamento, possuindo um intrigante senso de espaço, inclusive de seu tamanho, ou seja, não trombam nas coisas e pessoas, não derrubam objetos na casa e não são destrutivos. É um cachorro calmo e sensível, perfeito para pessoas mais discretas e que preferem animais pacatos. Um Borzoi facilmente dorme umas 20 horas por dia, intercalando seus cochilos. Não costumam acatar comandos com tanta velocidade, contudo, aprendem todas as normas da casa respeitando sua família humana com uma lealdade incrível.

Por ter um instinto mais apurado e um certo ar primitivo, aconselha-se passeios na guia, pois adoram correr em lugares abertos, sendo somente indicado a soltura em terrenos cercados. Um Borzoi devidamente socializado desde filhote, se dá bem com todos os animais, crianças e até estranhos. Dificilmente um russinho desses irá morder ou ser hostil com outras pessoas, porém, deve ser tratado com gentileza e carinho, pois são cães com uma fragilidade emocional fascinante. Caso estejam incomodados, apenas se retiram do ambiente procurando algum lugar sossegado para se esticarem.

De certo o Borzoi não é um cão indicado para todos. Quem prefere deixar um cão somente no quintal ou sítio, embora a raça precise de corridas diárias, não tem tempo ou uma rotina adequada, melhor procurar uma raça mais indicada e tolerante a ambientes externos, porque esse Galgo russo do qual falamos, ama uma almofada bem macia e passar horas ao lado de seus donos em um aconchegante lugar dentro de casa.

O LADO OBSCURO DOS CÃES. ELES TAMBÉM TÊM DIAS RUINS E DIREITO A ESCOLHAS

31/08/2020 às 20h20

Todos os dias lemos matérias em jornais sobre os pets em nossa vida, e nós ligamos somente ao lado bom dos nossos peludos. Porém, lembrando que se tratam de seres sensitivos, emocionais e instintivos, são também dotados de mau humor e descontroles hormonais. Cães são fiéis, amigos, protetores, pacientes e nos perdoam por tudo? Sim e….. Não!

Elevamos nossos amores de focinho gelado a um patamar dos deuses, mas quando batemos de frente com os problemas que nos causam, alguns gravíssimos, esquecemos da doçura e entramos em um quarto escuro cheio de dúvidas, questionando em que momento o filhotinho fofo se tornou um Diabo da Tazmânia, e pior, sem dar conta de que o erro provavelmente foi nosso. Resultado: Abandono, maus tratos ou indiferença.

Cães possuem uma linha de estratégias complexa e dividida em regras que ainda são bastante estudadas. Alguns são possessivos, imprevisíveis, reativos, oportunistas, ciumentos, hiperativos, ou seja, entram com uma lista extensa de defeitinhos sub-humanos.

Se pararmos para observar nossos fiéis amigos por um outro ângulo que não seja a fofura, percebemos isso. Por trás de algumas atitudes bonitinhas e agradáveis, pode haver uma negociação da parte deles, nem sempre, mas pode. Comumente ouvimos nas consultas comportamentais: “faço tudo pelo meu cão e mesmo assim ele não me respeita!”. Defina” respeito”. Defina “fazer tudo”. Dar ração, biscoitos, carinho, passeios, brincadeiras intermináveis é dar tudo que ele precisa?

Respeito é ter um cão totalmente ao seu dispor sem um pingo de dignidade? Pelo meu ponto de vista, não! Há uma infinidade de raças no mundo, todas projetadas pelo que queremos delas, mas acima disso não são robôs e carregam um instinto muito aguçado.

Raças consideradas mais submissas, como as de companhia por exemplo, talvez sejam menos complexas de se concluir uma teoria sobre elas.

Até onde se sabe, quando um cão é definido como de luxo, não está relacionado a nenhuma atividade criada para ele, sendo assim, se tornam mais flexíveis. Já os de caça, proteção, pastoreio, tração e guarda, por adotarem uma postura mais independente e persuasiva, são considerados os possíveis problemáticos aos olhos dos leigos.

Claro, não é uma regra e sim uma estatística. Quando se cria alguma coisa, podemos modificar o que queremos e podemos para obter o melhor resultado, e com os cães não seria diferente.

Um cão de guarda em tese, jamais vai deixar de ter seu instinto apurado, por mais intromissão que exista de nossa parte. Obviamente oscilando entre bons e péssimos exemplares genéricos. Alguns mais ativos e intensos e outros menos, mas a arte de proteger sua matilha, é nata.

Um caçador pode ter outros animais, de outras espécies como amigos, vemos isso em vídeos e fotos. Foram socializados desde filhotes, essa é a chance de sucesso para uma boa convivência, no mais, com o tempo passando e o animal se tornando adulto sem a devida socialização, essa esperada harmonia vai deixando de ser um sonho concreto e se tornando uma utopia.

Cães produzidos para trabalho, carregam em sua genética esse amor pelo que fazem, ou pelo menos faziam. Levam consigo uma memória genética bem definida. Digo genética, porque muitos donos se atrapalham na hora de imaginar como isso funciona. Acham por exemplo, que um filhote de Border Collie nascido em um apartamento, nunca soube, nunca viu ou praticou, portanto nunca terá a ânsia de trabalhar, seja pastoreando ou se movimentando freneticamente em busca de algo que não foi apresentado a ele. E isso é um erro.

Os cães não agem apenas pelo que vivenciam e sim pelo que corre em suas veias desde aqueles tempos que mencionei no começo. Solte um border collie de apartamento junto a ovelhas e verá o espetáculo acontecer.

Os chamados de independentes, levam essa denominação porque ao longo da história, precisaram se virar sozinhos para conseguir sobreviver, de fato cães rotulados nessa categoria são mais individualistas e menos submissos, com uma índole quase felina.

Os chamados de anti sociais carregam a má fama de menos efusivos, mas esquecem de analisar o motivo. Onde, como e para que foram criados. Independente da beleza e estrutura de um cão, as pessoas deveriam considerar fortemente o temperamento de cada raça antes de levar para casa. “Cada pé tem o sapato certo” já dizia o ditado.

Esses animais, acima de tudo, testam os humanos. Alguns disfarçam essa tendência natural com sutileza, e fica complicado perceber. Mesmo os cães mais submissos tentarão um lugar ao Sol se houver uma oportunidade.

Receber uma lambidinha na mão, pode significar carinho, mas também um pedido camuflado. Eles carregam toda uma linguagem corporal que passa despercebido pela maioria, mas que se pudessem ser enxergadas por nós, tudo ficaria mais fácil.

Uma orelha postada diferente, uma pata em uma posição raramente vista, um olhar de lado com a boca fechada, ou atento com a boca aberta, um suspiro, bocejo, cauda em pé, abaixada, de lado, balançando ou não e mesmo assim, balanços diferentes, que poucos decifram mesmo. Não é fácil. Cauda balançando nem sempre é alegria, cachorro de boca fechada pode ser um perigo, uma pata erguida pode indicar uma espera por algo que ele ainda não entendeu.

Seu amigo de quatro patas pode sim te morder, podem teimar, eles fogem e alguns não retornam, podem se entediar, entrar em depressão mesmo recebendo todos os mimos, porque de alguma maneira tem um erro na condução da sua rotina.

Uma falha na educação ainda não estabelecida, negligência na hora de impor as regras, falta de interesse nos atos desse animal, nos sinais que ele dá, na rotina que ele recebe. Isso tudo se transforma em um caos interior e esse bicho vai dar problemas.

É encantador viver ao lado de um cão, o amor que recebemos e a devoção deles quando o ciclo está perfeito em sua cabeça complexa é fantástico. Entretanto, compreender que uma nuvem negra pode pairar de vez em quando em torno de seus atos caninos, irá reforçar ainda mais o laço entre ele e sua família.

MEU CACHORRO PIROU! POR QUE OS CÃES TÊM ALGUNS HÁBITOS ESTRANHOS?

24/08/2020 às 14h17

Você já deve ter reparado naquela incongruência entre a super bola de pelos fofíssima e a inesquecível bola de imundice perambulando em seus aposentos pela casa. Trata-se do mesmo ser, aquele seu mascote cheiroso que insiste em voltar às entranhas de seus antepassados, se refestelando sobre os dejetos mais nojentos possíveis. Basta levar seu cachorro para uma fazenda ou qualquer lugar onde haja vacas e cavalos, e seu amigo volta verde como um alien para casa: ele acabou de rolar feliz e satisfeito pelas fezes dos equinos e bovinos, e você ficou sem entender tal feito.

Acontece que a culpa é nossa! Sim, nossa. Vamos entender. Cães possuem um cheiro característico, um odor que incomoda muita gente, principalmente aqueles que mantém os peludos dentro de casa. Na tentativa de pelo menos amenizar esse cheirinho, muitos desses cães tomam banho pelo menos uma vez por semana, camuflando o aroma natural que eles tanto amam. Na tentativa de voltar a possuir esse elixir canino, eles rolam nas fezes de animais herbívoros numa espécie de atavismo, ou seja, herança antepassada. Na natureza, seus semelhantes costumam deitar e se esfregar sob fezes e carniça para obter o odor natural de volta, como também, disfarçar sua presença contra predadores e presas.

Banhos em excesso podem estimular ainda mais as glândulas responsáveis pelo cheiro dos cães, fazendo com que aumente. Ao contrário do que a maioria pensa, as diminuições dos banhos controlam o odor.

Outro hábito mal interpretado é o ato de comer mato. As pessoas erroneamente acreditam que os cães comem capim porque estão com dor de barriga. Há sim casos em que os animais ingerem mato por má nutrição e verminoses, porém, existe um outro fator muito interessante em torno desse costume. Quando os predadores, no caso, os antepassados dos cães, se alimentavam de suas presas herbívoras, boa parte da celulose que se encontrava no estômago delas, eram consumidas automaticamente pelos carnívoros, logo, o organismo desses caçadores atualmente domesticados, sentem alguma necessidade de repor essa “lembrança”. Portanto, se o seu gatinho ou o seu cachorrinho não está desnutrido ou parasitado, e mesmo assim insiste em comer mato, lembre-se que não há problema algum nisso, estão apenas, inconscientemente, relembrando um passado orgânico.

E, por fim, você já deve ter se perguntado alguma vez, por que os cães cheiram o traseiro uns dos outros, eca! Pois saiba que esta é a forma que eles dizem “olá”, a maneira como conhecem seus “amiguinhos”. Digamos que o bumbum de um cachorro seja sua carteira de identidade. No ânus dos cães existe uma glândula, o odor que ela produz costuma indicar inclusive do que aquele animal se alimenta. Sim, os cães são capazes de identificar do que o seu colega canino se alimenta simplesmente ao cheirar o ânus dele. Já reparou que alguns cachorros de rua colocam a cauda por entre as pernas ao ser cheirado? Acreditem, é uma maneira de avisarem que estão envergonhados, e tentam esconder ou isolar o ânus, pois se alimentam de lixo, comida estragada, dentre outros alimentos, que dentro de uma hierarquia, não seriam muito proveitosos.

Cães tratados com boa comida, automaticamente estão no topo dessa hierarquia, e conseguem identificar seus semelhantes menos favorecidos através desse “olá”. Imagine conhecer se uma pessoa é rica ou pobre pelo odor do seu ânus? É bem por aí.

Independente de um hábito ser agradável ou não, tente sempre compreender seu cachorro para que ele se mantenha em equilíbrio com sua natureza, e junto ao convívio com sua família.

A LIMPEZA DO MUNDO TAMBÉM É RESPONSABILIDADE SUA

19/08/2020 às 08h14

Às vezes costumo usar a madrugada para refletir sobre a vida…. Em como alguns sofrem, enquanto outros desfrutam de maior felicidade…. Em como podemos ter tanto quando o outro não tem nada, nem o mínimo, nem o digno. Refletindo em quão superficiais podemos nos tornar, até virar algo crônico. Pensando que, em cada pedacinho do mundo existe vida nascendo, em cada momento…. Como agora, por exemplo…. Ou então uma vida deixando os solos terrenos rumo a algum lugar que buscamos compreender… Seres noturnos e diurnos, criaturas já descobertas e algumas ainda nem vistas ou catalogadas…

Penso na paz e na guerra, em como elas se diluem em um conflito que nunca acaba, e sempre se inicia através da mais pura estupidez humana. Fico pensando nos filhos que nos deixam por conta de suas rebeldes atitudes inocentes, enquanto outros aprendem através de uma semelhante observação sagaz como de uma coruja velha, e sábia…

Reflito sobre até qual profundidade pode ir o sofrimento e se ele tem cura, um mínimo e suave alento…. Como também, se as pessoas frias poderiam algum dia sentir o que é a dor, seja ela qual for, para que possam aprender a não magoar alguém. Fome… Sede… Miséria… Chantagem… Culpa… Ego… Humilhação… Descaso…. Ódio…

Deixar de lado as palavrinhas sujas que corrompem nossa humanidade e permitir fluir as escassas qualidades. Aquele bom dia que não foi dado…. Um sorriso latente…. Um beijo sem desejos…. Um abraço sem enlace algum…. Pessoas que estão tão próximas da carne, e tão distantes da alma umas das outras.

Por que nós insistimos em destilar nossos piores fantasmas? Não sabemos doar sem receber, nem agradecer sem levar o troco para casa. Criamos nossos filhos para o mundo que enxergamos, e não para um mundo que idealizamos… E assim, eles sucumbem diante do nosso próprio nariz, e inércia.

Cuidamos e vibramos mais com os fracassos do próximo do que com nossas virtudes ainda adormecidas e que talvez nunca acorde…. Pois não temos tempo para cuidar de nós mesmos… O nosso relógio particular está cuidando do outro… a vida que não nos pertence tem mais graça, ou desgraça… Cansados das mesmas tolices nos noticiários. Não dói ver alguém comendo lixo enquanto nossos chiliques imperam?

Mas digo dor mesmo, reflexão… se colocar no lugar do outro. Matar? Por que matar? Exaustivo ver as mesmas futilidades e indiferença em cada esquina que atravesso.

Cansada de ver gente sofrendo quando a solução está batendo na nossa cara. Triste quando vejo crianças puras, cheias de energia e talentos para estampar nossos jornais sujos com lindos feitos e poesias, nadarem contra a corrente de adultos inescrupulosos.

Nossos “Colarinhos brancos” corrompidos, nunca deveriam ter saído de suas bolhas de cristais egoístas, onde ali se formaram sem valorizar o suor dos pais, por consequência, não valorizando suas futuras famílias. Seus rebentos só servirão para popular o planeta, caso não haja uma reciclagem de valores.

Os espíritos emocionais que ainda nos restam, sobrevivem através daqueles que se importam, selecionando com mérito gente do bem.

Essa loteria é muito mais drástica e cara, do que uma Mega Sena, podem apostar nisso! Alguém paga para ver este futuro e tem coragem de buscar os resultados?

Um conselho: Ame mais do que seu coração possa aguentar. É tudo que ainda nos resta.

HUMANIZAÇÃO CANINA

10/08/2020 às 11h57

Eu mimo demais o meu cachorro e ele retribui com malcriação”. Entenda o assunto.

Atualmente vem sendo comum entrar em alguns restaurantes, hotéis e até Shoppings e dar de cara com cachorros. Os estabelecimentos entendem que os pets estão cada vez mais fazendo parte da vida dos clientes, ou seja, se aceitamos cães, diminuímos a concorrência e a clientela dispara. Embora essa inclusão seja importante para a correlação entre homem e animal, já parou para analisar se exageramos em alguns pontos?

“Seu direito termina onde começa o do outro”, diz o velho ditado.

Enquanto os amantes fervorosos dos animais decidem levantar a bandeira da democracia pet, quem não agrada de pelos, babas e rabinhos abanando, tem criticado a decisão pela maneira deliberada que a exercem.

Em épocas bem remotas, o homem e o cão tiveram seus primeiros contatos em uma espécie de mutualismo, onde ambos saíam beneficiados. Enquanto os humanos se aqueciam com seus pelos, utilizavam a força e velocidade nas trações, o pastoreio dos rebanhos e proteção, os animais tinham abrigo e comida.

Gratificante poder incluir nossos pets em cada momento que vivemos ao lado deles, mas devemos avaliar até que ponto não estamos exacerbando nesse convívio. Atentamos sempre que, ao se sentirem pressionados, invadidos ou acuados, os cães desenvolvem ansiedade, agressividade, possessão e vícios de comportamento.

Sabemos que cães possuem uma capacidade incrível de aprendizado e são animais sociais que necessitam de interação e de hierarquia para se manterem em harmonia, contudo, extrapolar na convivência e atividades fúteis, podem desencadear problemas comportamentais sérios.

Entendemos que festas de aniversários caninas servem para estreitar os contatos entre os pets e seus donos, porém, os cães não compartilham de felicidade e entendimento sobre o que está acontecendo em um ambiente de velas acesas, bater de palmas, música alta e falação.

Lembrando que a audição desses animais é superior à nossa, sendo assim, há uma contradição entre os proteger dos fogos de artifício, mas submetê-los à festas de aniversários regadas a muito barulho.

Acessórios de Pet Shop são sempre bem-vindos até a segunda ordem.

Lacinhos e gravatinhas, roupinhas confortáveis e quentinhas durante o inverno e penduricalhos fazem parte do closet desses mascotes, entretanto, o bom senso é amigo no momento em que essa chuva de informações para eles prejudicam suas funções naturais.

Sapatinhos, por exemplo, só deveriam ser colocados para tirar fotos ou como via de proteção em casos extremos, pois as patinhas exercem uma grande função de equilíbrio para esses animais.

Terminações nervosas que lhes causam prazer ao pisar, sensibilidades em relação a cada passo, como também a serventia que poucos sabem: Cães transpiram pela pata também… Sendo assim, lhes embutir um sapato, estarão privando funcionalidades essenciais de “respiro” nos coxins e bem-estar no geral.

Sobre carrinhos de bebês e também para cães.

Já devem ter visto por aí uma cabecinha peluda entreolhando as ruas pelo alto de um carrinho, não é mesmo? Luxo, capricho, proteção, até onde vai o critério humano no momento em que passam a tolher as carências orgânicas desses cães?!

Animais que só passeiam empurrados sobre rodas desconhecem socialização, perdem a noção de espaço, odores, sem contar que não correm, brincam, descobrem as delícias de colocar as patinhas no chão desfrutando das maravilhas que o mundo oferece a eles.

Humanizar não é sinônimo de amor aos animais, humanizar é querer introduzir necessidades e percepções humanas em animais que não precisam e não aproveitam desse universo como nós.

Carinho, amor e mimos são bem-vindos quando dosados corretamente. Mais que isso, estaremos arrumando um problema que futuramente poderá acarretar em maus tratos ou abandono.

OS CÃES NUNCA DEIXAM DE AMAR: ELE TINHA CÂNCER… ELA TAMBÉM…

03/08/2020 às 11h42

Os Cães Nunca Deixam de Amar é um livro baseado em uma história real e cheia de nuances sobre escolhas, amor, vida e morte.

Quando a advogada Tereza Rhyne perdeu seus dois cães da raça Beagle e se divorciou pela segunda vez, viu que era o momento de fazer uma viagem reflexiva pela Irlanda e respirar novos ares.

De volta ao lar, conheceu Chris, seu atual companheiro, citado em boa parte de seu livro. Certo dia, uma amiga de Tereza telefonou, oferecendo-lhe uma Beagle prestes a sofrer uma eutanásia se não arrumasse uma nova família. A advogada não pestanejou; já havia tido dois Beagles e conhecia a raça, logo, Seamus foi adotado por ela.

Não demorou muitos dias e Tereza descobriu que Seamus estava com um tumor maligno. A notícia do diagnóstico foi doloroso para ela, que nunca havia enfrentado tal situação. O veterinário lhe daria um ano de vida e as crises que o cãozinho sofria eram devastadoras. Uma dessas crises o levou à emergência, onde sua vida ficou por um fio de esperança. Seamus sobreviveu e deu continuidade ao tratamento.

No decorrer do tratamento, para salvar a vida do Beagle, Tereza sofreu mais um susto aterrorizante: ela foi diagnosticada com câncer de mama. A advogada não esmoreceu, fortaleceu-se no amor e na confiança do seu amigo canino que atravessava pelo mesmo problema. O mais difícil, para ela, foi receber a notícia, afinal, câncer é uma palavra que atribuímos à desesperança, porém, a vivacidade de Seamus era contagiante. Ele enfrentava as dores e o tratamento com disposição e isso impulsionava Tereza.

Cães não têm a mesma percepção de dor que nós, humanos, temos. Eles suportam feridas e continuam abanando suas caudas incansavelmente para nos alegrar e dar força. Houve momentos difíceis, queda de cabelo, dores, insônia, problemas digestivos e suores noturnos, até que, em uma noite, Tereza se levantou durante a madrugada e se viu como um monstro no espelho. Ela não tinha mais forças e esperanças de que um dia tudo poderia voltar a ser como antes, até que Seamus foi até o banheiro e começou a uivar para ela.

O Beagle a salvava de todas as maneiras, substituindo o foco negativo por uma força positiva e imbatível. Um cuidava do outro. O cãozinho passava por sua jornada driblando o destino e mostrando, para sua dona, que a vida continuava, não importassem as circunstâncias. Eles brincavam juntos, ela precisava leva-lo para suas atividades e isso preenchia todo seu tempo e coração.

Mas essa não é uma história com final triste. Seamus mostrou que ainda tinha muito o que viver, respondeu milagrosamente ao tratamento e se curou do câncer, assim como Tereza. Cerca de um ano depois da superação, a advogada escreveu o livro e apoia a utilização de animais junto a tratamentos de doenças. Mascotes são seres iluminados, que nos fazem levantar todos os dias com a certeza de que o amor incondicional existe.

O QUE A INFÂNCIA NOS DIZ SOBRE CORAÇÕES PARTIDOS

27/07/2020 às 09h19

Quando eu era criança, e eu me lembro perfeitamente disso como se fosse há um segundo, eu não tinha esse medo dos adultos. Eu tinha medinhos bobos, inofensivos mesmo… Como do escuro de um quarto “assombrado”, ou do muro mais alto quando eu tentava pular pra catar goiabas alheias. Medinhos que arrepiavam minha espinha, mas de um jeito delicado, gostoso de sentir, acho que por isso toda criança é sapeca. Cai e aprende sim, mas quer cair de novo porque é delicioso sentir aquela adrenalina no coração e mesmo que se esfole, o carinho da mãe é o melhor remédio.

Na casa da maioria das vovós tem aquela geleia de jabuticaba, aquela almofada com cheiro de naftalina, creme de farmácia e farinha de trigo do bolo que vai ficar pronto daqui a pouquinho. Aquele “daqui a pouquinho” que é uma eternidade aos olhos brilhantes e sinceros de um pequenino. Pés descalços na rua, na terra… E mãos livres passando o barro sem querer no rosto. Picada de formiga, como dói! Mas você aprende que arder a pele é menos dolorido do que arder o coração. Essa máquina pulsante que se esconde dentro do peito, devia arder somente por felicidade: como segurar um filho nos braços pela primeira vez, um amor eterno e sincero, a família com cheiro de pipoca em dia de jogo, o soprar da maresia em um final de tarde na praia, que delícia isso! Mas esse músculo teimoso e solitário, gosta de nos pregar peças, e doer de forma insistente nos fazendo curvar diante do abismo. Mas não é um abismo propriamente dito, aquele buraco escuro e sem fim, mas aquele temido desconhecido, aquela barreira invisível que bate em nossa cara quando tentamos dar o primeiro passo. Esse medo é O MEDO, e não sabíamos sobre ele quando ainda tínhamos joelhinhos tortos e pés descalços.

Quando eu era criança, invisível para mim era o campo de força do Capitão Planeta e não o meu invisível medo. Cortar o dedo ao descascar uma cenoura para então comê-la crua (imitando o Pernalonga), era uma aventura! Amarrar bonecas no barbante e jogar na goiabeira fazendo a coitada “escalar” e irritar a vizinha com isso… Nossa, era meu prazer! Mas depois eu pulava o muro, baixo, e ia dar um beijinho naquelas bochechas rosas que traziam biscoito para mim mais tarde.

Criança…. Eu ainda tenho um pouco dela, e não quero perder, porque é ela que me faz acordar com sede de vida, de amor e de batalha. Alguns dias estamos vulneráveis e viramos “comida de gente”, mas aprendi a não tropeçar nesse tipo de coisa. Aprendi a desviar sem chutar. Cultive amigos, brigue menos, não vale a pena. A raiva é momentânea, estamos sujeitos a ela, mas contar até dez (que você aprendeu na tabuada) é mais divertido e acredite, mais proveitoso depois.

Suspiro e agradeço por ter meus olhos infantis…. Preciso deles em mim, como você também deveria precisar e conservar os seus. Feche os olhos, sinta o perfume velho da vovó, o cachimbo do vovô, os tombos engraçados e doloridos, as festas de fim de ano, a dor de barriga da Páscoa, o beijo de despedida do primo que demora só um mês para voltar (mas é muito), a escola que era chata, mas que você sente muita falta (confesse). Cuide da sua vida, do seu interior, dos amores que passam e ficam quando tem que ficar, e por isso, não machuque nunca um coração. Essa é uma lição que poucos costumam seguir, mas esses poucos com certeza possuem a criança em si, juntamente com o coração mais doce do que açúcar queimado na panela.

GATOS PELADOS, UMA EXÓTICA OPÇÃO PARA OS ALÉRGICOS

20/07/2020 às 14h23

Imagine viver em um mundo peludo e fofo, onde os Pets chegam dominando nossos lares, e não poder tocar ou compartilhar o mesmo ambiente com eles? Desesperador, não? Pois esta é a realidade de muitas pessoas extremamente alérgicas que não podem sequer frequentar lugares onde hajam pelos. Mas e se por alguma mágica, ops, ciência, isso fosse possível de se reverter?

Para a alegria dos gatófilos, uma boa notícia. Algumas raças de gatos pelados, como os Shpynxs e Devon Rex, já circulam entre os gatis mais exóticos, proporcionando o que seria um distante sonho em realidade. Cientistas descobriram que um em cada 50 mil felinos não tem a proteína Fel d1, responsável pelas reações alérgicas, dessa maneira iniciaram uma seleção para cruzamentos, isentando filhotes dessa proteína. Muitos acreditam que somente os pelos causam alergia, mas essa proteína também é encontrada na saliva e urina dos animais. Dessa forma fica mais claro entender que mesmo com a ausência de pelagem, algumas pessoas continuavam a ter reações sem entender as causas.

Algumas raças de gatos pelados já não comportam essa proteína, portanto, pessoas alérgicas não desencadeiam o mal ao manusear esses felinos. Os peladinhos não chegam a ser deslumbrantes a lá o gato Persa, mas são dotados de uma peculiar aparência, personalidade amável, brincalhona e muito especial. São gatinhos sensíveis, que demandam alguns cuidados. Por não possuírem pelos, precisam de protetor solar todos os dias, e limpezas com lenços umedecidos para controlar a oleosidade da pele evitando dermatites e odores desagradáveis. Demandam uma certa atenção quanto a temperatura corporal, já que não possuem a pelagem como proteção natural. A alimentação a base de proteínas também auxilia nesse controle da pele e temperatura.

Há quem sinta repulsa pelo aspecto exótico e quase alienígena desses felinos, em contrapartida, criadores afirmam a paixão que seus clientes relatam por esses pelados, onde não trocam por nenhuma outra raça. Mesmo pessoas não alérgicas se renderam aos encantos desses simpáticos peladinhos.

A pele se assemelha a borracha, são tão ativos quanto os seus primos peludinhos, e necessitam de tanto amor quanto eles. Se alguma falta de esperança batia na porta, e o desejo de ter alguns miadinhos alegrando a vida estava apenas na imaginação, é hora de correr para um gatil especializado e realizar o grande sonho de ter um gato em sua vida.

CONEXÃO EMOCIONAL: 5 DICAS PARA REFORÇAR O AFETO DO SEU CÃO

13/07/2020 às 13h13

Outrora, nos tempos em que o cão não passava de um mero enfeite de jardim, vivendo de angu com farofa e acorrentado em seu tédio, poucas eram as interações entre tutor e animal. Com o passar dos anos e o aumento de informações a respeito dessas criações peludas, os cães conseguiram um lugar cativo sob as almofadas e o aconchego de sua “matilha humana”.

Entretanto, apesar do que chamamos de “humanização”, infiltrando os pets feito humanos em nossas vidas, ainda é precária a concepção do que necessitam para harmonizar, no significado animal, instinto e natureza. Humanizar não é nada bom, afinal, cachorro tem que levar vida de cachorro. Sujar-se, correr, lambuzar-se de lama, grama e conservar seu cheiro característico, ou seja, mesmo que o banho faça parte de sua higiene indispensável, remover por total sua essência poderá influir em seu equilíbrio natural.

Saiba, então, através dessas 5 dicas, como proceder para elevar sua conexão emocional e aprofundar o vínculo afetivo com seu melhor amigo.

Opte por uma suave massagem

Se habituados, desde filhotes, os cães amam uma massagem. Desça as palmas das mãos e os dedos, levemente cutucando o dorso do seu cãozinho da cabeça até o início da cauda. Entregue-se a esse momento, ouça a respiração do animal, vivencie suas reações, até que ele adormeça em um sono gostoso. Esses animais são puramente sensíveis, recebiam toques de seus irmãos de ninhada e da língua da mamãe, que os aqueciam. Contudo, há uma memória que será ativada com essa massagem super relaxante.

Contato visual

Cães possuem linguagens muitas vezes imperceptíveis por nós, humanos. Buscamos orientações por demais vagas a respeito de como interagir ou compreender suas ações e carências. Uma das chaves que permitem adentrar nesse universo canino é a maneira como observamos esses canídeos. Cachorros mantêm contato visual a todo tempo. Quando se alimentam, passeiam, brincam e até mesmo quando descansam. Sempre que possível, olhe nos olhos do seu cãozinho, desafie suas vontades, imponha com um olhar vívido e seguro. Não apenas olhe, veja através da íris e sinta o momento. Você será capaz de descobrir o que seu pet está querendo, somente com essa leitura visual.

Conheça o corpo do seu cão através do toque

Sabe aquele momento em que você descansa ao lado do seu amigo? Aproveite para investigar ainda mais o que existe de melhor naquele serzinho peludo. Com as pontas dos dedos, destrinche as patinhas, apertando os cochins (almofadinhas), massageando, penetrando entre um dedinho e outro, em todas elas. Coloque a cabeça sobre a barriga do animal, ouvindo sua respiração, invada suas orelhas, descubra os brincos, que são aqueles rasgos que eles possuem na parte de trás das orelhas. Mexa nas gengivas, pasmem, cães habituados amam carinho na gengiva. Aprenda a desvendar cada ponto, com toques delicados.

Seja um cão para seu pet

Ao invés de tentar humanizar os cachorros, descubra as delícias de se tornar um deles. Frequentemente, os tutores ficam encabulados nessa busca por uma relação mais íntima com seu animal. No que chamo de Adestramento Natural, trazemos, para nós, particularidades dos cães, com a finalidade de compreendermos melhor suas singularidades. Troque a bronca por um rosnado, imite latidos para interagir, deite de frente ao cão, ande de quatro, para que ele olhe para você no mesmo nível, role na terra com ele; ao dar banho, tome banho com ele. Aproveite cada instante de sua breve vida e desfrute dos sinais essenciais que eles proporcionam.

Fale com seu cão, mas não abuse das palavras

Cães entendem as palavras e são capazes de memorizá-las, embora não sejam bons com frases longas, deixando-os confusos e ansiosos. Quando for se comunicar através de linguagem vocal com seu cachorro, escolha palavras e frases curtas. Esses espertos animais percebem a intonação, a intenção e são capazes de reconhecer quem gosta ou não deles pela maneira de falar das pessoas. Evite agitar seu pet com frases extensas e agudas, motivo pelo qual regularmente o adestrador é solicitado por problemas de ansiedade.

Um cão poderia viver mais, porém, viverá intensamente entre nós, se abrirmos as portas do nosso “eu” natural e permitirmos que acessem este mesmo “eu” adormecido. Aproveite a viagem.

A SOLIDÃO É CAPAZ DE ENSINAR AQUILO QUE NENHUM RELACIONAMENTO CONSEGUE PROPORCIONAR…

06/07/2020 às 17h06

Já tive medo de ficar sozinha, descartada como uma pessoa que não pudesse acrescentar em nada a vida de outra. Mas a solidão me ensinou onde está o tesouro da verdadeira relação à dois.

Carência, desespero ou insegurança, não importa os motivos que levam o ser humano a buscar cada vez mais o aconchego “à dois”, mesmo que seja genérico ou superficial. Nessa trilha pelo plural modo de se relacionar, vamos passo a passo nos esquecendo da nossa essência inicial, bruta, nua e desprendida de qualquer respiro conjugado.

O medo de viver sozinho se tornou crônico, as pessoas se contentam com carinhos inoportunos, porque preferem exaltar o capricho ao invés de fortalecerem primeiramente seus ideais. Como saber o que sentir consigo mesmo, se repetidamente nos entranhamos com uma segunda pessoa? Onde se encontra aquele “brio” impetuoso que faz de nós, seres únicos sem acréscimos de personalidade e defeitos que não nos pertence?

Somente dispensamos de plenitude quando transbordamos em nós mesmos, para então, podermos avaliar onde entraria um agregado de almas para compor nossa existência. Algumas receitas básicas de amadurecimento só obtemos através da nossa própria companhia.

É na solidão que nos encontramos, que nos conhecemos… que resgatamos qualidades encobertas ou libertamos defeitos quase permanentes. Na solidão contamos quantas lágrimas conseguimos dispensar pelo rosto, como também aprendemos a hora de prendê-las.

Sozinhos descobrimos qual cobertor nos aquece, qual palavra basta e descartamos o que nos parece desnecessário. Estar com si próprio é algo desafiador, uma batalha interna…

O momento de solidão pode ser diferente, momentâneo, até mesmo uma passagem nebulosa, mas que se mostra imprescindível para o autoconhecimento, pois valoriza o encontro pessoal com nossas virtudes e presenteia-nos com uma sabedoria única que nos fará mais encantados pela vida.

Não seja sozinho se isso te deixa triste, contudo, saboreie a solidão no seu mais profundo silêncio.

Quando a gente se encharca de nós mesmos, quando nos reencontramos com a nossa vivacidade interior e aprendemos a lidar com todos os defeitos que respeitamos em nós, estamos prontos para novas etapas, para começos imprevisíveis, e todo tipo de escolhas coloridas que surgirem em nossa frente. Dessa maneira a insegurança acaba, o tédio sucumbe, e a indiferença com a vida não pode mais se nutrir.

Quando aprendemos a nos amar por dentro, o amor pelo outro será consequência do que emana de mais precioso dentro de nós.

5 DICAS NETFLIX: FILMES ADORÁVEIS DE CÃES SOB UMA PERSPECTIVA EMOCIONAL

29/06/2020 às 14h23

Cães são parceiros de jornada e os filmes abaixo provam isso.

Caninos Brancos

Filme baseado na obra do escritor Jack London, estrelado pelo ator Ethan Hawke. Jack Conroy é um jovem órfão que embarca em uma jornada para o Alasca em busca de uma mina de ouro deixada pelo pai. Na floresta, um híbrido de lobo com um cão domesticado, ao perder sua mãe vítima de caçadores, precisa deixar a toca para sobreviver. Nativos encontram o lobinho e o levam para junto de seu povo dando-lhe o nome de Caninos Brancos. Jack é um rapaz arrogante e teimoso, e pelo caminho ele cruza com o animal formando uma mágica empatia. Ambos passaram pelas mesmas adversidades, e reconhecem um no outro uma força para superar medos e frustrações. Essa linda e profunda aventura vai te levar a um sentimento de reflexão e deixar sua alma leve.

Um Hotel Bom pra Cachorro

 Os irmãos órfãos Andi e Bruce se mudam para um orfanato que não aceita animais. Os dois precisam então esconder seu cãozinho chamado Sexta-Feira. Eles encontram um hotel abandonado onde já moram dois cachorros de rua e alojam seu amigo de quatro patas no local. Começa a aventura de Andi e Bruce cheios de ideais sobre resgatar animais necessitados, onde precisam enfrentar a contrariedade dos adultos. Os irmãos transformam a visão que temos do que seja determinação, o verdadeiro lar e o amor pelos animais e sobretudo pelo próximo.

Meu Querido Vira Lata

Um garoto órfão chamado Danny encontra um cãozinho vira lata e descobre que ele pertence ao presidente dos Estados Unidos. Apesar da empatia e da vontade de ficar com o animal, Danny resolve embarcar em uma grande jornada para devolver o amiguinho peludo ao seu verdadeiro dono. Esse longa te leva a acreditar no amor, na resiliência, e na capacidade humana de ser grato e honesto com seu próximo.

Sempre ao Seu Lado

Baseado em uma história real, Hachiko é um cão da raça Akita, muito valiosa e querida pelos Japoneses que enaltecem sua lealdade e proteção acima de tudo. Hachi se perdeu em meio as bagagens em uma viagem e acabou sendo achado em uma estação de trem pelo professor Parker, que o leva para casa. Em meio a tentativas sem sucesso para encontrar seu dono, mal sabe Parker, que seu cão já o havia escolhido, sendo tão leal e companheiro, que constrói uma linda lição onde levará você ao mais profundo sentimento do que é dedicação e fidelidade. Surpreenda-se!

Marley e Eu

John e Jenny Grogan são recém-casados e decidem adotar um cachorro. No dia do aniversário da esposa, John a leva para escolher um simpático filhote de labrador amarelo que decidem chamar de Marley. Donos de primeira viagem e em meio a vida atribulada como jornalistas, eles não conseguem lidar com o temperamento enérgico de Marley, e atravessam situações de amor e obstáculos na dura missão de amar o “cão mais terrível do mundo”. Uma história real para fazer você gastar caixas e mais caixas de lenços de papel.

OS CÃES FALAM, VOCÊ CONSEGUE INTERPRETAR?

23/06/2020 às 09h04

Entender sobre os instintos do seu cão requer a aplicação de disciplina, exercícios e afeto. Sim, necessariamente nesta ordem. O significado de trabalho, direcionamento e regras na linguagem canina deve ser levado muito a sério, pois se trata de memória genética. Cada raça desenvolvida tinha ou ainda carrega funções específicas para se manter equilibrada. Colocar o cão para trabalhar, ditar as regras que deve seguir e direcioná-lo através delas, é o que motiva o animal e o harmoniza.

Vamos entender melhor.

Quando nasce um cãozinho, desde o primeiro momento de vida, ele luta para sobreviver entre os irmãos. Empurram os mais fracos para mamar primeiro e escolhem a mama mais cheia para se alimentarem.

Essas pequenas e aparentemente insignificantes atitudes, moldam e podem determinar como vai ser a personalidade desses pequenos quando adultos. Aqueles 45 dias, 60 ou 90 dias que passam convivendo com mamãe e irmãos são fundamentais para estabelecer a autoconfiança e a hierarquia.

Aprendem a não morder com tanta força, a não mendigar o alimento, a brincar com mais suavidade. Caso contrário serão repreendidos com uma mordida mais forte encerrando a brincadeira.

Quando esses filhotes deixam a ninhada, já estão acostumados naturalmente a obedecer aos limites, isso é inconsciente e natural. Além dessas regras que precisam de continuidade, cada animal carrega em sua linhagem um instinto diferenciado (digo sobre raças específicas e não o instinto cão/lobo), mesmo se tratando de um “Sem Raça Definida”, pois sabemos que os viras latinhas vieram de raças misturadas.

Ao chegar em sua matilha humana (é assim que os cães nos enxergam), precisamos impor essas barreiras, manter o fluxo e o ciclo. Restringir os ambientes que eles não podem ter acesso, ganhar carinho só depois de obedecer um comando qualquer, não reforçar pulos e mordidas inconvenientes e nem permitir o ato de montar na perna, que aliás é visto por muitos como cópula, mas que pode ser também um indício de dominância sobre o outro.

Evitar dormir com o cãozinho, ou ele vai se apoderar da cama: líder come primeiro, dorme no melhor lugar e de preferência sozinho. Já vi casos em que casais dormem separados por conta de um cão possessivo e mimado demais.

Comer e passear em horários fixos, ter o próprio brinquedo e até ganhar um carinho mais caloroso deve ser encarado como uma tarefa. Nós pensamos que isso tudo é bobagem, mas não é.

Tudo para um cão tem um motivo de ser, uma vantagem e a lei de ação e reação. Se correm com uma bolinha na boca esperando que corram atrás deles, não significa somente uma brincadeira inocente, podem estar testando a esperteza do dono, seus instintos de busca e de intimidação para resgatar o objeto.

É hora de começar a estipular rotinas para esses peludos em casa e perceber os resultados. Por isso é tão importante que se evite a humanização.

Cães são animais que seguem limites e regras com uma naturalidade incrível. Respeite o equilíbrio da essência animal do seu amigo de quatro patas e descubra o que ele pode fazer por você.

OS GATOS DE BUKOWSKI: ENTENDA O FASCÍNIO DO ESCRITOR PELOS FELINOS.

18/06/2020 às 10h35

Na Era Bukowski, em que vemos inúmeras estampas de suas grandes obras e seu rosto veiculando pelas terras clandestinas da Web, eis que encontramos citações sobre os misteriosos felinos.

Charles Bukowski foi um escritor alemão, naturalizado americano, famoso por suas poesias e contos dramáticos recheados de sarcasmo e de uma verdade nua e crua. Um romancista com uma paixão paradoxal pelas mulheres e que destilava todas as frustrações na bebida e nas palavras escritas. Ele carrega uma legião de fãs pelo mundo, até mesmo os mais jovens buscam, em suas anormalidades, um refúgio através da literatura insubordinada desse “Velho Safado”.

Para quem leu os livros e vasculha quaisquer frases ou vestígios que o escritor perpetuou sabe que ele possuía muitos gatos, vários deles, perambulando pela casa, junto dos papéis, canetas, desejos e doses de Boilermaker, sua bebida favorita. Entenda que os gatos não passaram pela vida intensa de Bukowski aleatoriamente, mas era proposital e empático que partilhavam do mesmo comportamento, sendo os gatos inspirações para suas obras.

O escritor gostava de ressaltar o quanto gatos são animais livres, selvagens e de um amor peculiarmente exigente. Por vezes, Charles se encontrava arranhado ou mordido carinhosamente pelos vagantes silenciosos e articulados. Gatos penetram nas entranhas da alma, desarmam nossas defesas e desafiam nossa existência, como um ser pedante e inconstante, pois são animais confiantes e sobreviventes.

Bukowski encontrava, nessas áureas enigmáticas, um consolo para sua jornada inquietante. Dizia: “Ter um bando de gatos por perto é bom. Se você está se sentindo mal, é só você olhar para os gatos e vai se sentir melhor, porque eles sabem que tudo é, tal como é. Não há nada para ficar animado. Eles apenas sabem. Eles são salvadores. Quanto mais gatos você tem, mais tempo você vive. Se você tem uma centena de gatos, você vai viver dez vezes mais do que se você tem dez. Algum dia isso vai ser descoberto e as pessoas terão mil gatos e viverão para sempre. É realmente ridículo”.

Até mesmo um senhor insano e irreverente buscava inspirações de fontes naturais e instintivas para explanar obras geniais, com uma sacada que a minoria reconhece como uma incrível aula sobre sobrevivência humana em um mundo caótico e utópico. Os gatos o ensinavam com maestria essa passagem áspera, entre goles, intimidade, vazio e uma insuportável franqueza, de arrepiar nossas noites literárias. Um gênio.

EQUOTERAPIA: COMPREENDA A MAGIA POR TRÁS DOS CAVALOS.

01/03/2020 às 16h25

A equoterapia é uma metodologia onde se utiliza cavalos como complemento em certos tratamentos psiquiátricos ou fisioterapêuticos.

Também chamada de hipoterapia, a técnica vem sendo muito aplicada para fins de reverter ou paralisar algum quadro progressivo de enfermidade. Pessoas com Síndrome de Down, Autismo, hiperatividade, problemas motores, pacientes com derrame, esclerose múltipla e paralisia cerebral são comumente encaminhadas para esse tipo de tratamento. Mas já se perguntou por que os cavalos são a peça chave para tal função? Para compreender, precisamos nos infiltrar eu seu universo.

Equinos são animais extremamente sensitivos. Estão sempre em alerta e integrados com a Natureza, buscando o equilíbrio e harmonia sem maiores conflitos dentro da hierarquia em que se encontram. Eles movem suas orelhas de acordo com seus sentimentos, murchando-as quando sente raiva ou medo, e projetando-as para frente quando em estado de atenção ou felizes. Cavalos também se distribuem em manadas, e defendem seu território e sua família mesmo que custe suas vidas. Seu couro reconhece quem o monta, e com certeza ficará indócil caso o indivíduo não tenha uma áurea muito clara.

Eles pressentem quando o caminho não é seguro, nos olham nos olhos, encaram nossa alma como se penetrassem nela e fazem uma leitura impressionante. Um cavalo quando conectado emocionalmente com seu condutor, tomará todo cuidado para não machucá-lo, afinal, eles possuem total noção do seu tamanho. Quando há um respeito, eles se entregam como uma criança inocente. Soltos no pasto, com toda liberdade à sua volta, eles se deixam levar por nossos caprichos pela pura vontade de agradar e nos servir. Quando puxados por alguém à sua frente, medem milimetricamente seus passos para que os cascos não esmaguem os pés do condutor.

Por que não utilizar dessa magia tão natural, para reabilitar humanos com necessidades especiais? O cavalo reconhece, ele ajuda, ele se dispõe com nobreza. Contudo, os animais são selecionados ainda filhotes. Devem apresentar temperamento dócil, calmo e aceitar naturalmente a monta e os toques, por mais inesperado que seja.

Geralmente quem precisa de Equoterapia são pacientes agitados, desprovidos de certa consciência, e por vezes rudes, portanto, o cavalo necessita da estabilidade em seu comportamento, até que consiga direcionar melhor a impetuosidade e inocência de seus queridos e especiais condutores.