Revista Statto

Adeus ano velho… Bem-vindo 2019

01/03/2019 às 14h17

Ficou para trás mais um ano. Agora em 2019, com forças, objetivos, metas e expectativas renovadas, inicie o último ano desta década. Lembrando que em 2010, o Brasil elegeu a primeira mulher presidente do País, a China tornou-se a segunda economia mundial e a Revista Time elegeu Mark Zuckerberg a personalidade daquele ano; em 2011 morreu Osama Bin Laden, a Bolsa de Nova Iorque fundiu-se à Bolsa de Frankfurt tornando a maior do mundo e teve a chegada da Netflix ao Brasil; em 2012 os cientistas do CERN anunciaram o Bóson de Higgs denominada a “Partícula de Deus” e houve a explosão das startups no Brasil; 2013 foi marcado pela renúncia do Papa Bento XVI dando lugar ao Papa Francisco (primeiro Papa argentino), morrem Hugo Chávez, Nelson Mandela e Margaret Tatcher e a Croácia aderiu à União Europeia; em 2014 o Brasil sediou a Copa do Mundo (com aquele estrondoso 7 x 1 na derrota para a Alemanha), mas recebeu a Spotify, a sonda Philae foi o primeiro objeto construído pelo homem a pousar num cometa e teve início a Operação Lava Jato; 2015 trouxe a crise migratória na Europa e o Brasil mergulhou numa forte recessão e também houve a chegada do Uber ao Brasil em São Paulo; já 2016 apresentou o empresário Donald Trump como presidente dos EUA e Dilma Roussef sucumbiu ao processo de impeachment; em 2017 o juiz Sérgio Moro condenou Lula à prisão e o Brasil começou a se restabelecer da recessão e, em 2018 Jair Bolsonaro foi eleito presidente do Brasil.

Com esta breve retrospectiva, percebe-se que aconteceram muitas coisas nestes últimos 9 anos e, a boa notícia é que devemos iniciar 2019 com a inflação sob controle, juros básicos em patamar mais baixo e, certamente, com uma sociedade mais vigilante para cobrar esforços fiscais e orçamentários do governo. Sabe-se também que há uma longa jornada a ser percorrida e que não há caminhos fáceis. É preciso ficar atento às tendências do mercado, planejar estratégias vantajosas para o seu negócio e trabalhar, trabalhar muito.

Uma boa maneira de começar o ano novo é estabelecer um minucioso planejamento para seu empreendimento. Há oportunidades de negócios lucrativos por todos os lados. No entanto, é preciso embasar seu planejamento empresarial considerando a situação atual do mercado, verificando quais tipos de negócios estão em alta, quais àqueles que estão consolidados e que se sustentam em perspectivas de longo prazo. Porém, não há nenhuma garantia de que aquilo que funcionou até hoje, continue trazendo êxito no futuro.

Encontrar problemas que não estão sendo devidamente resolvidos pelas empresas e tentar conceber formas para tornar esse tipo de solução mais eficiente, mais rápida ou mais barata é uma boa forma de começar a pensar diferente neste 2019. Outra sugestão é pensar como servir “melhor” seus clientes, a partir da entrega de soluções para os problemas que estes enfrentam. Outra perspectiva é vislumbrar oportunidades, analisando o que você faz melhor do que os outros e como poderia potencializar este talento próprio.

Dispare na frente da concorrência, não fique adormecido na zona de conforto, sempre há maneiras diferentes de fazer coisas que possam ser mais lucrativas para empresa e que tenham mais valor para o cliente. Pense nos negócios que continuam prosperando, diversifique. Invista em qualidade de vida, numa alimentação saudável e, há sim inúmeros negócios que podem utilizar este viés como ponto de ganho econômico, porque há muitas pessoas interessadas em manter uma alimentação de qualidade e vida melhor.

Há outro mercado que não liga para os altos e baixos da economia: o Pet. Mantém-se estável e aquecido, talvez por isso o Brasil ocupe a 4ª posição mundial em número de animais de estimação. Realidade virtual e economia compartilhada podem ser boas opções para diversificação, além dos negócios que envolvem beleza e tecnologia que também cresceu, mesmo em meio a recessão na economia brasileira.

Enfim, inicie este ano com a mente aberta, com a alma disposta a desafios, busque ser mais, acredite mais, arregace as mangas, tire as ideias do campo mental, elabore seu planejamento e “viva” 2019 com muita prosperidade em seu negócio.

A importância de conhecer o contexto global

26/02/2019 às 11h08

Expressiva parte das empresas nas quais desenvolvi atividades de consultoria ou assessoria, atuam diretamente no segmento do agronegócio ou possuem íntima relação com este setor econômico. No entanto quando se estabelece esta parceria, muitos empresários e gestores buscam alternativas e soluções às questões ligadas aos processos produtivos, de suporte ou ao desenvolvimento de métodos e técnicas que possam entregar um resultado melhor a partir das operações específicas do negócio.

No entanto, em razão das inúmeras adversidades que os produtores enfrentam atualmente, alguns já reconhecem que não basta fazer uso de tecnologia de ponta ou possuir processos bem delineados. Para que estes fatores possam de fato proporcionar o incremento desejado é necessário que as pessoas ligadas às coisas do campo também se desenvolvam e evoluam.

Talvez este seja o maior desafio, e que não fica explícito com facilidade, a ser superado pelos empresários e estruturas funcionais do setor. O que se percebe na grande maioria dos casos é a falta de consumo de informações que são relevantes aos negócios do campo. Rotineiramente, os envolvidos com a atividade rural buscam informações técnicas e tecnológicas sobre equipamentos, manejo, melhoramentos genéticos entre outros, e acabam não realizando a última parte: como isso tudo pode auxiliar o agronegócio na obtenção de melhores posicionamentos e resultados, considerando um cenário global?

Se por um prisma o agronegócio brasileiro é observado de perto pelos players do mercado mundial, sendo também um setor que contribui muito para a economia brasileira, ajudando a equilibrar inúmeras deficiências de produtividade, eficiência e gestão, por outro lado os operadores locais possuem dificuldade para enxergar e projetar o que se pode esperar de uma safra para outra. Quando se trata de Rio Grande do Sul esse contraste é ainda maior.

Os profissionais ligados ao campo precisam aprender a fazer esta leitura de forma mais ampla, de maneira macro orientada. Apenas para ilustrar, numa reunião com diversos produtores e técnicos do setor, questionei como estavam percebendo as relações comerciais fragilizadas entre os Estados Unidos e a China? Apenas uma, das 25 pessoas presentes esboçou uma resposta. A partir disso enfatizo que é imprescindível começar a conhecer cenários diversos, para que de fato possa haver um posicionamento mais sólido e confiável nas decisões e questões de gestão. Evitar que as queixas sobre os preços dos insumos, as adversidades climáticas, o baixo preço do produto sejam as principais pautas.

Acessar informações confiáveis, de fontes sérias que estão disponíveis em grande volume, discuti-las, entendê-las e projetar seus reflexos na nossa economia são aspectos fundamentais.

Mas para que isso ocorra é necessário que os profissionais do agronegócio se disponham a realizar esta busca de informações “além-fronteiras” e que possam repassar aos seus colaboradores envolvidos na gestão das empresas rurais e, que os empresários que prestam serviços aos produtores também entendam a amplitude de oportunidades e ameaças desse mercado tão sensível. Penso que se tivermos a força de seguir um caminho proativo, podemos superar mais um grande desafio e, o agronegócio terá novamente demonstrado a sua capacidade de se reinventar e de sobrepujar qualquer adversidade.

O Agronegócio é e continuará sendo um bom negócio

18/12/2018 às 10h47

Este segmento produtivo tem passado por significativas transformações de ordem econômica, cultural, social, tecnológica, ambiental e mercadológica que impactam o meio rural. Mecanismo como a inteligência estratégica tornou-se um grande aliado das empresas que atuam antes, dentro e depois da porteira, quando se pensa em planejamento de médio e longo prazo. Mas, nem sempre foi assim.

Numa breve análise das últimas décadas, o Brasil migrou da condição de importador de alimentos para a configuração de ser um dos grandes provedores de alimento para o mundo. Isso ocorreu porque foram verificados aumentos substanciais na produção e na produtividade agropecuárias.

Quando se trata da agricultura brasileira, até meados do século passado, esta atividade era extremamente rudimentar. Produtos como a soja, era uma curiosidade no Brasil, portanto, não possuía nenhuma expressão para o mercado interno e, menos ainda para o comércio internacional. Naquela época, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas. Esta escassez de tecnologia trazia muito sofrimento aos produtores e trabalhadores do campo e pouco se sabia sobre solo, fertilizantes, criação de animais, em condições mais lucrativas para os produtores.

O resultado desta combinação se refletia em baixo rendimento por hectare e pouco volume de produção. Neste momento também, o País caminhava sob um forte movimento de industrialização, trazendo consigo o crescimento das cidades e por consequência o aumento da população urbana.

A partir da inserção da tecnologia voltada às atividades do campo este cenário mudou muito. Em pouco mais de 40 anos, o Brasil teve sua produtividade aumentada de 38 milhões de toneladas/ano para 236 milhões de toneladas/ano. Enquanto a produtividade aumentou em mais de 6 vezes a área utilizada para produzir apenas dobrou.

A atividade pecuária também recebeu incrementos de produção e de produtividade nesse período. O rebanho brasileiro de gado bovino mais do que dobrou, enquanto a área de pastagens teve pequeno avanço. Todo esse cenário conduziu o Brasil a uma condição muito importante no cenário mundial do abastecimento de alimentos. Hoje, é um dos principais players na produção e no comércio de carne bovina mundial, comercializando quase 2 milhões de toneladas de carne bovina vendida a outros países.

Outras atividades pecuárias como a avicultura e a suinocultura prosperaram muito. Com 12,9 milhões de toneladas exportadas consolida o Brasil como o maior exportador mundial de frango e com mais de 3,7 milhões de toneladas dá a condição de quarto maior produtor e exportador mundial de suínos.

Com essa evolução toda dos setores produtivos, também ganharam importância no cenário nacional as atividades ligadas à produção de insumos, processamento e distribuição. Assim, o agronegócio destaca-se como uma das principais alavancas da economia brasileira, visto que em 2017 o agronegócio foi responsável por gerar mais que 23% do PIB do País e foi responsável por mais de 46% do valor das exportações. Também, no que se refere à geração de empregos relacionados ao agronegócio, somente a agroindústria e serviços relacionados empregaram em 2017, 4,12 milhões e 5,67 milhões de pessoas respectivamente.

Como a cultura da soja continua sendo o principal expoente brasileiro e também gaúcho é importante ao produtor rural ficar atento às inúmeras pesquisas relacionadas ao cultivo. Há muita tecnologia difundida capaz de melhorar a produtividade e, por consequência, a rentabilidade deste produto. A mecanização, as tecnologias de precisão e as técnicas de melhoramento de cultivares que se adequam às condições de solo e clima, tornando a soja mais resistente constituem-se nos principais fatores de sucesso.

Por outro lado, tecnologias relacionadas à correção e adubação de solos, delineando estratégias para otimizar o uso de corretivos e de fertilizantes têm contribuído para o crescimento da produtividade no campo. O fator “fertilizantes”, segundo pesquisa da Embrapa os fertilizantes são responsáveis pelo incremento de cerca de 40% na oferta de alimentos no mundo.

Assim, como a expectativa é que a população mundial atinja 8,5 bilhões de pessoas em 2030, o que corresponde num aumento de mais de 16% que em 2017. Há algumas projeções indicando forte expansão da classe média na população mundial e, isto infere aumento de renda, que implica em mudanças nos padrões de consumo resultando na expansão da demanda por carne, frutas e vegetais.

Especialmente a produção de soja deverá crescer no contexto mundial e nacional. Estima-se que em menos de 10 anos o Brasil produza acima de 290 milhões de toneladas de grãos e mais de 34 milhões de toneladas de carnes bovina, suína e de frango.

Competitividade

18/12/2018 às 10h32

Na edição anterior abordamos o tema competitividade. A partir disso é oportuno abordar alguns assuntos que muitas vezes podem se constituir em problema ao empresário, mas que frequentam uma linha secundária nas agendas das lideranças para tratamento e resolução. Admitimos que ter sucesso nos empreendimentos é altamente desafiador. No entanto, se o empresário tiver a clareza de que o sucesso pretendido passa, essencialmente, por suas ações e postura esse desafio se torna mais ameno.

Na maioria das vezes é sugerido que o empresário faça uma distinção entre a sua vida pessoal e a profissional. No entanto, esta receita além de ser um grande equívoco é algo impossível de realizar. O empresário será sempre empresário, independente do porte de seu negócio, do segmento de atuação e tantas outras classificações, ou seja, em qualquer momento e onde ele estiver é o responsável primeiro pela personalidade jurídica que optou por possuir.

O que muitas vezes causa desconforto são as situações problema que geram preocupações ao empresário e, que acaba consumindo sua tranquilidade, seu bem-estar, sua qualidade de vida e sua felicidade. Dessa forma o empresário, mesmo estando em seu momento de descanso, de lazer, de descontração não estará pleno nessas situações em função de algo que não esteja bem resolvido em seu negócio e que o afetará de maneira nociva.

Se situações como esta perdurarem por tempo demasiado, traz complicações maiores capazes de comprometer a pessoa jurídica e a pessoa física do empresário, além de afetar as pessoas e empresas de suas relações.

Para evitar isso, o empresário nunca deve subestimar o seu potencial de solução de problemas. Pode até haver a escassez de determinados recursos em certos momentos, mas a capacidade de correção do rumo está com o empresário. Há, que se ter presente, que uma empresa é uma extensão direta da pessoa de seu idealizador e, que todo o resto depende da compreensão e das ações tomadas a partir dessa premissa.

É comum empresários recorrerem a especialistas para eliminar problemas e até mesmo para definir os próximos passos. No entanto, o que se verifica é que estes profissionais, sejam eles terceiros ou colaboradores, não possuem o ponto exato do negócio. Isso, está somente nas mãos e mentes dos proprietários. Esta afirmativa não se refere a desprezar ou inferir que o empresário não necessite de técnicos para alinhar as ações necessárias, mas que ele precisa estar no centro de tudo e, entender que os especialistas o auxiliarão com seu repertório de ferramentas e técnicas, mas o líder é o empresário em primeira pessoa.

A liderança deve ser constantemente alimentada e desenvolvida. Portanto, cabe às empresas investir em desenvolvimento de gestão e de pessoas. Porém, não somente naquilo que é voltado ao seu corpo funcional ou às operações propriamente ditas, mas deve o empresário buscar qualificar-se, adquirir conhecimento que o reforce como o protagonista de sua empresa.

À medida que o principal líder se desenvolve a empresa obtém ponto de ganho maior, pois, quanto maior for seu conhecimento, maior será sua visão e assim, como o tomador de decisão, estará mais denso para decidir pela escolha que lhe dará o ponto ótimo.

Empresário: qualifique-se, estude, busque recursos e profissionais que possam reforçá-lo. Assim, você estará dando passos firmes e decisivos para o sucesso da sua empresa e para sua realização pessoal.

E agora?

31/10/2018 às 11h44

Em meio a um ambiente turbulento, o agronegócio no Brasil segue se fortalecendo. Segundo pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), são dois anos seguidos de alta no setor do agronegócio brasileiro. A estimativa de crescimento para o ano de 2018 é de 3,4% em comparação a 2017, que registrou uma taxa 7,6% de evolução. Assim, a atividade econômica, que inclui o setor primário e de indústrias antes da porteira (dos insumos) e depois da porteira, representa 21,2% da economia brasileira, segundo dados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP).
Cenários como a greve dos caminhoneiros, que teve como resultante a elevação no custo dos fretes, o embate entre China e Estados Unidos, que culminou com o aumento dos preços dos insumos, especialmente, dos grãos destinados à produção de ração, a oscilação no preço do dólar, a polêmica envolvendo o uso dos defensivos agrícolas, assunto que afeta também segurança alimentar, saúde e o meio ambiente, supersafra nos EUA, quebra na produção de soja no Rio Grande do Sul e Argentina são alguns dos fatores que fazem parte desse imenso quebra-cabeças chamado agronegócio.

No Rio Grande do Sul, a menina dos olhos dos produtores do setor continua sendo a soja, muito em função do baixo preço obtido pelo arroz e pela grande demanda dessa cultivar no contexto internacional. Em 2017, a metade Sul do Estado, que sofreu com períodos de escassez de chuvas, este ano, traz nova perspectiva para os produtores. O plantio da soja iniciou em setembro, com condições favoráveis de umidade do solo e boa insolação, onde hoje as áreas estão sendo preparadas para a nova safra.

Para as criações, especialmente a bovinocultura, o clima tem produzido um quadro bem favorável para as pastagens de inverno. Com as temperaturas em elevação e predomínio do sol, há uma boa condição para o desenvolvimento das forrageiras de verão e para o campo nativo. Esses fatores reduzem a necessidade de oferta de silagem e de concentrado, diminuindo o custo de produção, o que é altamente desejado pelo produtor.

Mesmo frente a todos esses fatores, há cenários promissores resultantes da convergência histórica de variáveis aceleradoras no setor. O futuro do agronegócio precisa ser traçado a partir de projeções, possibilidades, oportunidades, condicionantes e conjecturas. Por essas razões, planejar, aplicar, mensurar, incrementar ou excluir e estabelecer pontos de convergência com as políticas agrícolas, pesquisa, tecnologia, especialmente àquela voltada a informações precisas e à adoção de inovações, gestão para resultados, principalmente em nível de campo, é fundamental.

O potencial do Brasil com seus mais de 90 milhões de hectares agriculturáveis se destaca como principal player do agronegócio mundial. No entanto, o setor primário apresenta desafios, com destaque à característica do setor e seu desarranjo produtivo, somado a heterogeneidade entre os produtores, com imenso desnível de qualidade, produtividade e resultado financeiro.

A gestão das propriedades rurais, especialmente as da metade Sul do Estado, carecem de desenvolvimento de ferramentas mais adequadas para sua administração. Embora existam empresas do setor com bom nível de maturidade gerencial, a capacidade para entregar resultados eficientes e sustentáveis está atrelada ao uso de métodos de gestão mais avançados, inclusive àqueles utilizados em outros segmentos econômicos.

Em suma, as empresas ligadas ao agronegócio precisam adquirir maturidade em gestão, pois somente os mais eficientes, independente do porte ou atividade, poderão evoluir e se tornar competitivos e sustentáveis.

Competitividade

31/10/2018 às 11h23

Em tempos tidos como difíceis no que tange a negócios, uma única alternativa resta para as empresas conseguirem prosperar: ser competitiva. No entanto, o que se impõe como grande dilema é como possuir uma diferenciação capaz de tornar cada negócio único e, assim, garantir sua prosperidade. Alguns aspectos são essenciais e, o um deles é ser reconhecido.

Sendo a empresa amplamente reconhecida por consumidores, concorrentes, parceiros e pela comunidade em geral, não há dúvida que isso pode trazer enorme vantagem competitiva para o negócio. Porém, esse reconhecimento precisa ser positivo, ou seja, as referências precisam ser inquestionavelmente favoráveis, caso existam presenças negativas apenas haverá o aceleramento do processo falimentar da empresa.

Ser o melhor naquilo que se propõe a fazer torna-se o único caminho viável para a obtenção do desejado reconhecimento. Ser o melhor significa que a empresa tem em suas estratégias, seus processos, seu foco e seus relacionamentos alinhados, a partir do comprometimento de todos com o próprio negócio e o total engajamento da empresa com o cliente.

Cliente satisfeito significa lucro, que por sua vez é garantia de autonomia para o negócio e capacidade de realização ao empresário e aos colaboradores. Hoje, é comum haver uma sensação de completo descompasso entre o que o cliente espera e o verdadeiro know how da empresa, e ainda, o papel das pessoas da empresa que deveriam promover esta aproximação. A questão toda se resume a falta de clareza do propósito de parte da empresa e da falta de acolhimento percebido pelo cliente.

Com essa dissonância, não há como se estabelecer a competitividade. A vivência de mais de 25 anos de mercado, dos quais ao menos 20 anos especialmente dedicados à Santa Maria e Região Centro Oeste do Estado do Rio Grande do Sul, permitiu a realização de um belo mapeamento dos principais fatores que impactam na obtenção ou não da competitividade das empresas desta macrorregião. Dois fatores destacam-se entre os demais: atendimento deficiente e negligência no planejamento.
Partindo do pressuposto que a essência de uma empresa é a sua capacidade de produzir serviço, pode-se inferir que tudo nela precisa ser construído sob esta ótica. E, nem sempre é o que ocorre. Muitas empresas acreditam tanto naquilo que supostamente sabem fazer, operar ou realizar que esquecem que cada cliente é um cliente, individualizá-lo e promover interação única com cada um é fundamental.

Por outro lado, conhecer a técnica de produção de modo simples, com o mínimo de meios com máximo de economia, de modo funcional, inovador e colocar ao dispor do cliente, para que este se sinta bem servido e convicto que pagou e recebeu vantagem pelo que adquiriu. Assim, finalizo utilizando Carl Jung para afirmar que conhecer todas as teorias e dominar todas as técnicas é essencial quando se trata do negócio, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana, quando se trata das relações com clientes, colaboradores e parceiros.