Revista Statto

SONHOS, ONDE OS COLOQUEI!

02/12/2020 às 14h31

O que escrevo é destinado a todos que deixaram bagagens importantes pelo caminho e levaram o que seria inútil na caminhada, não obtendo assim êxito em sua trajetória!

Porque as pessoas não realizam os seus sonhos?

A maioria das pessoas tem sonhos, almejam conquistar algo, tem objetivos, até mesmo quando jovens idealizam para suas vidas metas, profissões, casamento, família, um bom emprego, uma casa, independência financeira, viagem, carros, cursos, faculdade, etc. São tantas coisas que desejamos, mas como organizar e planejar de maneira que isso venha a ser concreto? E por que tantos sonhos e projetos são deixados para trás?

Por que quando adultos nos tornamos pessoas diferentes daquelas que sonhamos ser quando jovens?

Observando o livro de Neemias, Bíblia Sagrada, observei segredos que nos levam a realização dos nossos sonhos!

O copeiro Neemias (a mesma palavra (copeiro) que aparece na história de José, Gn 40.)

Era um alto oficial no palácio real, cujo dever básico seria de escolher e provar o vinho para comprovar que não fora envenenado, dava-lhe acesso frequente à presença do rei e tornava-o potencialmente um homem de influência.

Neemias fora incumbido de uma tarefa extremamente grande, árdua e difícil. Nos é relatado no capítulo primeiro que ele sentiu grande pesar em seu coração quando ficou sabendo o que havia acontecido com a sua cidade. Visto que a sua ação natural era rápida e decisiva, seu comportamento foi notável, demonstrando onde estavam as suas prioridades.

Jerusalém naquele período não estava apenas desarmada, mas também abandonada.

A história diversificada dos Reis, uma questão de aproximadamente cinco séculos, terminara desastrosamente em 587 a.C. com o saque de Jerusalém, a queda da monarquia e a remoção para a Babilônia de tudo quanto tornava Judá politicamente viável. Foi uma morte que abriu o caminho para um novo nascimento. Um milênio antes disso, Israel fora transplantado para o Egito, de onde emergiu, não mais como uma família, mas, sim, como uma nação.

Neemias é a grande personalidade, que pessoalmente conta a maioria da sua própria história revigorante da reconstrução da muralha da cidade, da luta contra seus inimigos, da repopulação de Jerusalém e da derrota dos traidores dentro dos seus próprios arraiais.

Bem claramente, este livro é mais do que uma simples crônica. Aqui há eventos dos quais se aprende, e não somente acerca do que se sabe a respeito. A tarefa de Neemias não era apenas reconstruir um muro o que aliás já era muito, mas também reconstruir uma nação, como tal, esta comunidade era sacerdotal; chamada para oferecer adoração, não somente através de sacrifícios materiais, mas também em cânticos e orações para os quais era mantido um corpo do templo altamente organizado (ver especialmente Ne 11.15-24). Estava se tornando, em segundo lugar, o povo de um livro — não somente no sentido em que a lei mosaica agora era rigorosamente aplicada (especialmente no caso dos casamentos mistos) mas também porque era exposta e recebia um papel principal para desempenhar na adoração (cf. Ed 7.10; Ne 8.3, 8; 9.3). Com esta ênfase e também com o exemplo do erudito Esdras, cujo papel do escriba em Israel estava começando a emergir na sua forma desenvolvida. Contudo, a reedificação do muro, quase pede para ser visto como um símbolo do separatismo de Israel: a expressão material de uma mentalidade de cerco. Embora isto não seja inteiramente justo, visto que o muro fora derribado numa campanha de calúnias e de intimidação, e reedificado num espírito de fé, é verdade que Neemias usou-o não somente para a proteção física como também para a quarentena espiritual, para defender o sábado da violação (Ne 13.15-22). É verdade, também, que a separação estava agora sendo levada com nova seriedade como uma exigência da lei (“Eu. . . separei-vos dos povos, para serdes meus” – Lv 20.26), e, portanto – não muito diferentemente do próprio muro da cidade. Em resumo Esdras e Neemias (nosso personagem) são convocados a reerguer uma cidade, um povo que estava se tornando uma nação, que estava dando sinais de comprometimento com as leis de Moisés e vir a se tornar o judaísmo que encontramos tanto pelo bem como pelo mal no Novo Testamento. Não se tratava somente da construção de um muro, mas também da reconstrução da oração, do culto e da Escritura. A reconstrução de uma sociedade onde cada um deveria ser colocado no seu devido lugar para que pudesse desempenhar seu papel como povo de Deus, onde tiveram que reaprender suas leis, sua língua nativa. Quando o Templo foi completado, Israel voltou a ter seu centro visível e um papel para o exército de sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servos do Templo que se apressaram em voltar do cativeiro (Ed 2.3 6ss).

Israel voltaria a ser uma nação!

Neste resumo podemos verificar que era uma tarefa extremamente difícil, mas segundo Deus, Neemias estava qualificado para desempenhar tal papel.

Por que Neemias estava qualificado?

  • Era um alto oficial no palácio real, cujo cargo dava-lhe acesso frequente à presença do rei e tornava-o potencialmente um homem de influência.
  • Homem formidável e prático; além de patriota, com um profundo amor pelo seu povo.
  • Persistia no jejum e na oração.
  • Neemias resolveu declarar-se “hoje” (1.11), permitindo que seus sentimentos se tornassem óbvios. Agora chegou o momento, e se não o manejasse corretamente, não haveria outro.
  • Neemias tinha a sabedoria de apresentar o assunto primeiramente como notícias de um golpe pessoal, não como uma questão política. (ver sobre Esdras 4.21).
  • Neemias foi corajoso de chegar perante o rei com um pedido deste.
  • Não se tratava de um mero sonho ou impulso repentino.
  • Neemias, porém, orara por tempo suficiente. 1), tivera fé suficiente, para visualizar a operação com bastante detalhe, até mesmo a técnica de construção que empregaria no muro (ver Ed 5.8).
  • Mas o fator decisivo, não era sua fé mas, sim, o objeto dela: O Deus que era seu Deus, cuja mão graciosa estava sobre ele. Cf. o v. 18 e as referências em Esdras 7.6.

Porque as pessoas não realizam os seus sonhos?

Podemos pontuar diversos motivos, “diversas desculpas”, porque se há algo em que somos especialistas é em dar desculpas quando não queremos fazer algo, principalmente quando esse algo requer esforço triplicado. Infelizmente, somos procrastinadores!

Quando estamos olhando para nossos sonhos com uma visão limitada, não conseguimos ver que Deus pede nosso esforço porque o sonho é gerado por Ele mas, conquistado por nós.

Ao homem foi lhe dado vida através de um sopro; (Gênesis 2:7)

E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”.

Todo ser foi criado com algum objetivo, ninguém veio ao mundo por acidente ou sem querer, porque Deus não erra; Em todos nós Deus colocou projetos, sonhos, talentos. Ele nos deu uma mochila;

Deus nos deu talentos para cumprir nossa vocação”!

*Mesmo nas almas que foram geradas, mas não chegaram a nascer.

No entanto, esses sonhos são ocultados ou substituídos no decorrer da caminhada. Deus criou o universo, fez também o homem e a todos deu talentos. Ele nos fez “semelhantes”, ou seja, criou-nos com pernas, braços, olhos, etc. Colocou em nós um cérebro para criar, pensar e agir.

Tudo isso é para ser perfeito, uma perfeita comunhão: criatura x criador. Mas o homem erra e Deus tenta por diversas vezes resgatar a sua criatura e estabelecer uma perfeita harmonia novamente. Deus é espírito e amor, comunica-se com o homem de forma espiritual.

Ele também nos convida a viver no espírito. Gálatas 5:16; Romanos 8:14;

Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne”.

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”.

Somente o nosso espírito pode se comunicar com Deus, (Tricotomia) alma, corpo e espírito. Temos a condição de evoluir, mudar e melhorar durante a nossa caminhada pela terra e o Espírito Santo está sempre pronto a ajudar-nos.

*Indicação para leitura: Parábola do filho pródigo; (Lucas 15:11-32)

Deus quer dar-nos uma visão espiritual, tem para todos um projeto espiritual, Ele separa, ensina, capacita os seus filhos. Mas trabalhar em que? O que sou nessa vida? O segredo está no relacionamento com Deus, Ele quer resgatar os sonhos que deu a você;

Ele te convida a olhar dentro da sua mochila;

Sim, é isso!

Grandes desejos nos levam às grandes conquistas”.

A intensidade daquilo que se deseja dá a forma naquilo que é desejado. Por isso grandes vontades, grandes conquistas”.

Não! A minha graça te basta!

Eu tenho um coração cheio de sonhos e tenho certeza que Deus colocou todos esses sonhos dentro dele. Sei que foi Deus que me fez sonhar, porque foram frutos de uma intensa busca por algo a mais em minha vida. Foi uma longa jornada até que, um a um, esses sonhos fossem crescendo dentro de mim. Eles brotaram e cresceram em minha mente, em minha alma. Mas, havia um em especial, que me definiria como pessoa, como existência…

Podemos entender o próximo, nos colocar em seu lugar, mas não podemos sentir pelo outro. Ninguém pode sentir por mim, nem sonhar ou desejar por mim. Por isso ninguém poderá pré conceituar sobre mim ou meus sonhos.

Sei que dentro da minha alma, no mais profundo dela está revelado o que eu mais desejo, no profundo dela está escrito o que Deus sonhou! Eu fui até lá, consegui olhar para minha alma e ler o que nela estava escrito. “Vi todo o meu sonho”! A esperança era grande, havia certeza, não tinha medo. Aquilo era o que eu deveria fazer e eu gostei, afinal era o que Deus havia preparado.

Com o tempo tudo se confirmava. Renúncias foram feitas, novos projetos foram idealizados, provações, tribulações, mas tudo valeria a pena porque estava em busca do meu sonho ideal.

Eu descobri a razão da minha existência! Descobri que uma vida inteira estava ligada a esse sonho, que tudo só faria sentido se esse sonho se tornasse realidade. Então corri atrás. Me dedicava mais a realizar coisas que tinham a ver com o projeto, leituras a respeito do assunto, faculdade, estudos, pesquisas, mas sempre buscando a direção de Deus. Tudo estava fazendo sentido, a trajetória da minha vida até então me levava ao sonho. Não imaginava outra coisa para minha vida além de vivê-lo, era “a vocação” batendo forte em meu coração, na minha história.

E se Deus dissesse não?

Se Deus dissesse não ao seu projeto, você pararia?

Mesmo tendo passado por um longo período de reflexões, mudanças, investindo seu tempo, mesmo que dentro de você ardesse uma chama toda vez que pensasse no seu sonho, você desistiria?

Criou-se em minha mente um breve diálogo entre Deus e eu.

– Sabe todo esse sonho, toda essa vontade, essa dedicação ao projeto, energia, tempo, amor, certeza, confiança, todo conhecimento…. Não!

Então dentro de mim saiu um grito desesperador, meu Deus!  Não consigo imaginar que o Senhor me fez sonhar tudo isso, para não viver?

Ouvi a resposta de Deus: Eu lhe dei o sonho, mas nunca disse que você iria vivê-lo.

Não poderia aceitar essa resposta, afinal estava tão empenhada, mudei planos, sofri, passei por tribulações que não precisaria ter passado.

Será que teria que desafiar a Deus como fez Abraão quanto a Sodoma e Gomorra? (Gênesis 18: 23-25). Porque eu não estava pronta para desistir.

Quando passei por esse questionamento, pude refletir o quanto queria viver esse sonho, senti que realizá-lo era também estar vivendo, como se fosse uma coisa só.

Cheguei em um momento em que todas as portas se fecharam e não restou em mim força alguma para continuar, uma espera de mais de vinte anos.

Já fui quebrada, posta de lado, esquecida, me senti humilhada em alguns momentos, menosprezada, subestimada, houve momentos em que não tinha a menor esperança que tudo o que sonhei iria se realizar, mas continuei escrevendo porque para mim o meu único consolo estava sendo as palavras sufocadas em minha garganta. Cheguei no meu limite, no fundo do poço, não havia mais esperança dentro da minha alma e precisava fazer algo para mudar isso. Tornei-me dependente do meu próprio sonho, precisava me libertar para descansar. Mesmo que resolvesse continuar, para onde iria e, o que na verdade continuaria?

Se de alguma forma você está lendo isso agora, quero que saiba que a minha intenção nunca foi desistir, porém a desesperança chegou na minha alma, todavia compreendi mais tarde que só prossegui pela vontade do Espírito Santo. Entendi que Deus cumpre com as suas promessas e que no silêncio Ele ensina, hoje sei que os desertos têm fim!

Nem Deus me faria desistir?????

É óbvio que Ele poderia me parar, Deus é soberano e onipotente, mas Ele me deu livre-arbítrio, somente eu poderia escolher querer prosseguir ou desistir, então escolhi prosseguir, apenas fazer aquilo que Deus colocava em mim mão. Aprendi a viver o que está escrito em Filipenses 2:14. Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;

Senti Deus me colocar em algo que chamamos de “piloto automático”, foi necessário para que eu não tomasse mais decisões, apenas obedecesse e fui literalmente vendo Deus falar comigo. Vi minha esperança se renovando a cada tombo, sabia que os desertos poderiam voltar, mas aprendi que mesmo quando eles vierem tenho que continuar, porque Deus jamais me deixará desistir.

Hoje há paixão em minha vocação, propósito em meu trabalho, paciência nas minhas provações, consigo refletir nas minhas decisões. Então entendi que Deus nos leva ao limite e prova-nos o quanto quero ir além.

SERVO OU SENHOR!

24/07/2020 às 20h07

Em um pequeno vilarejo havia um homem que possuía um escravo. Esse o servia em todas as suas necessidades, estava sempre disponível para quando seu senhor precisasse. Porém, aquele senhor nunca o tratava bem, abusava de seus serviços, não lhe dava folga, fazia-o trabalhar mais do que ele aguentava, mas mesmo assim aquele servo continuava a servi-lo.

Um dia o serviço naquela casa aumentou então o homem precisou sair e procurar mais servos, no entanto a fama de mau patrão já havia se espalhado por toda a vila e nenhum outro servo queria trabalhar para ele. Muito preocupado com a situação, pediu aos seus amigos para lhe emprestarem alguns de seus serviçais, muito a contragosto, lhe emprestaram, porém, teria que fazer um acordo. Por cada servo emprestado teria que dar parte da sua colheita, sem poder fazer recusas acabou aceitando o trato.

Assim voltou ele para sua casa e começou a colocar seus novos servos a trabalhar, conforme iam fazendo a colheita, aquele senhor saia apressadamente a negociar, guardando sempre a parte negociada naquele acordo, e assim ia mantendo a sua casa.

Porém o tempo foi passando e a situação foi se agravando, pois, somente com parte da renda não conseguia manter suas despesas, então pensou: – Vou devolver os servos que peguei emprestado e ficar somente com o meu!

Como era esperado, aquele servo não aguentou fazer tudo sozinho e foi embora. Sem trabalhadores aquele homem acabou se endividando e faliu totalmente

Mas o que essa história tem a ver com dinheiro?

Quando somos jovens e conseguimos nosso primeiro emprego, então temos aquele salário e felizes pelo nosso primeiro e único bem, começamos a usá-lo como bem entendemos, ou melhor, dizer, como “mal entendemos”. Sem compreendermos que o tempo passa para todos, começamos a gastar aquela renda de todo o trabalho dissolutamente.

Nem todos os jovens têm compromissos em casa, como por exemplo: pagar uma conta de água ou luz, então sabem que o seu salário é só para suas despesas, não cuidam do seu dinheiro, não se preocupam se mais tarde irá faltar. Porém o tempo passa, começam a namorar, casam e vêm os filhos.

O trabalho naquela casa aumenta”, precisam de mais “servos”, (dinheiro) mas como este foi maltratado a vida toda não há onde conseguir mais, não há no banco, não há investimentos, nem mesmo uma profissão que dê mais renda, pois nunca foi investido em uma qualificação, nunca sobrava nada. E agora? A solução é sair e pegar emprestado, mas a que custo e nunca o que é emprestado será nosso”!

Em todo o tempo devemos ter respeito pelo dinheiro, não devemos brincar com ele gastando em bobagens e coisas sem serventia, dinheiro é como o tempo, não volta, aquele que você perdeu ou jogou fora já foi, não lhe rendeu nada.

O dinheiro também está na lei da semeadura, se semearmos bem colheremos bem. Se o semearmos mal, toda a colheita será mal. Porém, se o respeitarmos e o tratarmos bem, ele a cada dia irá render.

Se Deus disse no livro do profeta Ageu “meu é o ouro minha é a prata”, quem somos nós para tratar mal o que Deus nos dá. Prestamos atenção ao fato de que todo o dinheiro esbanjado hoje irá faltar amanhã. Nós não podemos plantar em um lugar que nunca vamos colher, então analisemos a forma que estamos cuidando desse “servo” antes que nos tornamos seu escravo!

EU APRENDI A ME LEVANTAR!

27/05/2020 às 23h04

Eu já cai muitos tombos, literalmente, de me estatelar no chão, em diversos lugares. Eu já cai em restaurantes, em festas lotadas de gente, no meio da rua, enfim. Não sei ao certo como acontece, sim acontece, porque eu ainda caio (hehe), falta de atenção, torso meu pé, o salto muito alto, pode ser tudo isso, às vezes me machuco um pouco, mas geralmente nada grave, ufa! E os tombos são tão rápidos, não dá para prevê-los, quando vejo já estou lá, “no chão”, mas tranquilo, eu não caio tanto assim. O fato é que algo me chama atenção em minha saga de tombos e isso quero refletir aqui: “Eu aprendi a me levantar”!

Depois de cada tombo eu me levantava com pose de pavão emplumado, continuava a caminhar elegantemente, sorrindo!

Quando caímos em lugares onde há muitas pessoas, geralmente ficamos envergonhados, dependendo do tombo até com vontade de sumir. Me lembro de uma vez que cai numa festa de empresa, cerca de quinhentas pessoas, e foi no meio do salão, simplesmente escorreguei e fui ao chão! Ou de outro momento que cai em um restaurante também lotado no horário do meio dia, “escorreguei em uma poça de sagu”! Pensei: Tanta gente passou por aqui e por que “eu” fui escorregar, por que não limparam a poça antes que eu caísse?  Cheguei à conclusão que o sagu estava ali, esperando por mim! Acham que ganhei a conta de graça, nada! Ganhei um copo de suco! Se um Paparazzi youtubeiro andasse atrás de mim teria muitos vídeos engraçados.

Bem, depois de cada tombo dolorido, desastroso e humilhante que levei, eu me levantava com pose de pavão emplumado, continuava a caminhar elegantemente, sorrindo ou rindo de mim mesma, olhando para todos ao meu redor e motivava o meu público – “se alguém quiser rir a hora é essa”! Afinal de contas quem nunca caiu um tombo na vida?

Então gente, é assim na vida, vamos cair e nem sempre iremos poder prever o tombo, em alguns casos será inevitável, quem sabe em outros até necessário. Por vezes iremos nos machucar um pouco, talvez muito, quem sabe ficará uma cicatriz. No entanto não ficaremos ao chão para sempre, não é possível, mesmo que quiséssemos ficar lá encolhidinhos por causa da dor ou da vergonha, alguém vai passar e causar uma reação em nós, nem sempre será de ajuda, pode ser apenas uma pergunta, uma mão estendida, o fato é que teremos que nos levantar, e de que forma?

“Posso até me atrasar um pouco, mas o tombo não mudará o meu objetivo”!

Eu prefiro me erguer mais forte, se o tombo foi causado por outros (como a poça de sagu que deixaram ali), se me empurraram, se muitos viram a minha queda e não puderam me ajudar ou não quiseram, não importa, ainda prefiro me erguer encarando tudo e todos com um sorriso nos lábios, de cabeça erguida sem desviar o olhar de onde quero ir!

Não mudo o meu passo querendo sair correndo de vergonha, nem corro para me esconder. Não fico reclamando do salto que quebrou, do joelho que lascou ou culpando aquele que me empurrou, posso até me atrasar um pouco, mas o tombo não mudará o meu objetivo!

As quedas na vida são inevitáveis, elas machucam, causam dor, tristeza, mágoa, solidão. Então já que não posso evitá-las, preciso aprender a superá-las, superar nem sempre é esquecer, superar é continuar de onde caímos, porém de pé e se possível for, melhores! Não somos super-heróis inabaláveis, indestrutíveis, mas somos fortes o bastante para nos levantarmos sempre e estar atento ao que está caído pelo caminho, pois talvez ele esteja esperando para provocarmos nele uma reação!

Lembre-se que: “temos duas mãos, uma para esticar e a outra para nos apoiar!