Revista Statto

A REFORMA TRIBUTÁRIA E PROGRESSIVIDADE

11/10/2020 às 15h44

Início este artigo afirmando que não estamos em um momento reformista. Aliás, nunca estivemos. As reformas sejam elas, previdenciária, administrativa ou tributária, sempre foram descaracterizadas de sua versão original, ou melhor, “picotadas” em detrimento de um grupo.

A análise que vou fazer tem foco na reforma tributária, no meu julgamento a mais importante delas (por ser de curto prazo e de resultados mais evidentes e rápidos).

Primeiro, vamos a duas constatações. O Brasil é o pais mais desigual do mundo se considerarmos a concentração de renda, onde o 1% mais rico, fica com 30% da renda em circulação. Mas quando são levados em conta os 10% mais ricos, estes ficam com 55% da renda, e passamos ao sétimo país mais desigual do mundo.

A outra constatação é que seis bilionários têm mais riqueza do que a metade da população brasileira. De 2018 a 2019, período de considerável instabilidade econômica, as famílias mais ricas, com ativos acima de U$$ 3,5 trilhões, tiveram aumento de U$$ 312 bilhões. Além disso, o número de brasileiros com mais de U$$ 1 bilhão aumentou de 42 para 58 e, juntos acumulam U$$ 179,7 bilhões.  O número atual de 259 mil milionários (em dólares) poderá chegar a 350 mil em 2024.

Para efeitos de comparação e auxílio ao leitor, hoje são mais de 105 milhões de brasileiros sobrevivendo com cerca de R$ 438,00 por mês e 21 milhões com cerca de R$ 112,00 por mês. Os dados foram compilados antes da pandemia, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou seja, estes resultados podem ser mais alarmantes.

O sistema tributário brasileiro é regressivo, ou seja, os mais pobres pagam mais impostos, proporcionalmente, do que os mais ricos, para elucidar vamos a um exemplo. Enquanto quem ganha R$ 5.000 por mês paga 27,5% de Imposto de Renda (IR), os do topo da pirâmide pagam 6,51%, uma vez que 65,8% da renda destes são isentas.

O imposto de renda é progressivo, mas a partir de 40 salários mínimos, torna-se regressivo, ou seja, é a classe média, a faixa entre 20 e 40 salários mínimos, que paga mais. Outra distorção é o fato de que os mais pobres pagam cerca de 30% do que ganham em impostos sobre o consumo, e os mais ricos apenas 10%.

A justiça tributária está num futuro distante, ninguém aceita perder privilégios, muito menos tributar iates, aviões, igrejas, associações sem fins lucrativos ou tributar mais o ITR (Imposto Territorial Rural), que arrecada apenas 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto), as análises são sempre feitas de acordo com o setor a que represento e não no bem maior que é o equilíbrio das contas públicas.

A GUERRA FRIA E AS VACINAS

12/09/2020 às 10h41

O período da chamada “Guerra Fria” compreende o fim da segunda guerra mundial e a extinção da União Soviética em meados de 1991. A Guerra é chamada de Fria, porque não houve uma Guerra de fato entre as duas potencias dominantes da época, no caso os Estados Unidos e a então União Soviética.

O que temos hoje, em relação as vacinas, é em um lado as vacinas Russa e Cubana e do outro as vacinas Inglesa, Americana e Alemã. Temos ainda a vacina dos estudos Chinês e Brasileiro.

Nesse momento vou tratar sobre as mais divulgadas, não necessariamente essas são as mais seguras e testadas, mas a certeza que tenho é que a pioneira será uma vacina para atingir um mercado consumidor de aproximadamente oito bilhões de pessoas no mundo.

A princípio, em nome de uma possível “soberania de estado”, as vacinas Russas e Cubanas estão na frente desta corrida. A vacina Gam-Covid-Vac, desenvolvida no Instituto Gamaleya, em Moscou, levou o nome de Sputnik V, em homenagem ao primeiro satélite artificial lançado no espaço em 1957, pela antiga União Soviética, na Guerra Fria.

O que desperta dúvidas sobre a vacina Russa, é o fato dela ter sido restada e, apenas 76 indivíduos e o governo Russo já programa uma vacinação com previsão de para janeiro de 2021. Já a vacina Cubana, denominada Soberana 01, possui uma amostragem maior. O estudo traz uma amostra de 676 pessoas entre 19 e 80 anos.

O que podemos ver de semelhante nas duas vacinas é a pouca transparência, ausência de debate nas comunidades internacionais e o principal, a “quebra” nas chamadas fases de testagem.

Mas afinal, o que significam essas fases que tanto limitam o início das imunizações em todo mundo? Enquanto, os ensaios pré-clínicos testam a prova de conceitos de um produto em animais de laboratórios, a convenção prevê que ensaios em uma fase 1 para a pesquisa de candidatos vacinais incluam a imunização de dezenas ou centenas de indivíduos para verificar se a resposta imunológica induzida é protetora.

É importante testar se a vacina é segura e sua administração não causa efeitos adversos graves num curto prazo. Somente essa fase 1 poderia levar aproximadamente um ano. A fase 2, com objetivo de verificar a tolerância bem como a dose a ser aplicada, mesmo em caráter de urgência, poderia ter até doses meses de espera. Por fim, a terceira e última fase, milhares de pessoas são vacinadas e os efeitos são observados na vida real.

Após as três fases, quando todos os resultados são conhecidos é que uma vacina pode ser produzida. Enquanto as vacinas de Oxford, e outras mais, encontram-se em fase 3 nos estudos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e praticamente toda a comunidade científica, clama por prudência, com vacinas ainda em fases embrionárias de testes, no qual os objetos estão mais para uma cortina de fumaça.

É PRECISO TER FÉ

12/08/2020 às 16h53

No momento que escrevo esse texto, o Brasil passa dos cem mil mortos pela pandemia da Covid-19. Confesso que não sou uma pessoa de fé. Mas nunca duvidei da mesma.

Dentre os personagens bíblicos destaco Salomão e Moises. Salomão em uma passagem do velho testamento, quando questionado por Deus, que poderia solicitar qualquer coisa, Salomão pede sabedoria. Moises, orientou, guiou, aconselhou seu povo por 40 anos no deserto.

Moises, não tinha a força das redes socias, grupos de whats App, nem mesmo a comunicação por rádio. Moises pelo que a história conta não tinha o dom da oratória, por ser gago. O que moveu Moises foi a força de move os grandes homens, a fé. A fé este que nos resta.

O Brasil passa por seu período mais delicado desde o suicídio de Vargas e deposição de Jango. Temos um poder executivo e um legislativo, congresso e senado, guiados pela opinião pública.

A instabilidade política, é benéfica para o capital especulativo e para os grandes investidores. Lembro ao leitor que o capital especulativo ganha com o câmbio e com os juros (tem informação privilegiada), compra e vende ações na mesma rapidez que ocorrem as contaminações.

Na noite do dia 17 de março para o dia 18, muitos dobraram, triplicaram ou até mesmo quadruplicaram seus lucros. O câmbio alto, pressiona os preços internos (medicamentos, energia, eletroetrônicos e até mesmo o pão francês), ou seja, inflação é aumento contínuo e generalizado dos preços.

Cambio alto e inflação alta, devem frear a queda na taxa de juros (o que está acontecendo), isso significa que deve estagnar o consumo, sendo que este já se deslocava, com passos de tartaruga.

A geração de emprego (hoje o Brasil temos aproximadamente 24 milhões de desempregados, contando os informais e os que deixaram de procurar emprego), deve crescer a número nunca antes auferidos.

A fé em Deus, a fé num conjunto de ideias, a fé num projeto político eleito democraticamente é verdade, a meu entendimento está anestesiando.

Precisamos de amplas reformas, como a política, administrativa, tributária e mais importante delas a meu julgar, a previdenciária., mas o problema maior é que não temos um Moises para nos guiar neste deserto que parece não ter fim. Mateus Frozza

CORONAVÍRUS O QUE ELE ESTÁ CAUSANDO NO MUNDO E NO BRASIL

14/07/2020 às 15h59

No último mês, participei de debates ao vivo, as chamadas “lives”, com alunos das mais diversas instituições, no Estado, fora dele e até mesmo fora do Brasil. Ao iniciar uma fala, logo vem um questionamento, “professor, o que está acontecendo? O que vai acontecer? ”. A resposta ainda não temos, mas os fatos nos mostram que, até o momento, esta crise já é grave.

Uma crise que afeta a saúde, a assistência social, a educação e a economia. Uma certeza que temos é que a disseminação do vírus tem levado a impactos negativos no mercado financeiro, cancelamentos de aulas, congressos, viagens, de planos que não serão executados.

Listei alguns impactos econômicos que tenho apresentado aos alunos e que divido com vocês neste espaço.

O Produto Interno Bruto (PIB), pode fechar 2020, com -7,7%, se este número de confirmar, esta pode ser a pior recessão da história.

O PIB, historicamente é medida de crescimento econômico, de produção, emprego e circulação de renda. Para se ter uma ideia, a produção industrial encolheu 9,1% em março, as quedas mais intensas ocorreram no Ceará (-21,8%), no Rio Grande do Sul (-20,1%) e em Santa Catarina (-17,9%), aponta o IBGE em sua Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM Regional). O dólar, caminha para uma cotação acima dos R$ 6,00.

Lembro ao leitor, que um real fraco ajuda os exportadores, mas encarece inúmeros produtos que são importados, que dependem de insumos que vem de fora, que têm seus preços atrelados a mercados internacionais. Dólar alto, impacta no preço da energia, nos medicamentos e nos equipamentos da saúde, além é claro da alimentação.

Os pedidos de seguro desemprego aumentaram 39%, em comparação ao mesmo período do mês anterior, fora os mais de 1 milhões de brasileiros que tiveram acesso ao auxílio emergencial.

O ministério da Economia divulgou que 6,2 milhões de pessoas aderiram a medida provisória que permite a redução de salário e a suspensão do contrato de trabalho.

O custo global da pandemia, estimado pelo Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, sigla em inglês) em US$ 8,8 trilhões, sendo que este número equivale a quase 10% do PIB global.

Em termos de emprego, especula-se de 158 milhões a 242 milhões de empregos que podem ser eliminados.

O impacto da Covid pode ser mais brando se os governos agirem com mais eficácia para atenuar as perdas. Infelizmente, não verificamos esse comportamento no Brasil.

Mas não há dúvida de que o mundo está ficando mais pobre, individualista, egoísta e a questionar a ciência como solução e não como um problema por causa da pandemia.

COMO SEU CRÉDITO É CLASSIFICADO

19/03/2020 às 09h54

Por que não aprovaram meu financiamento habitacional, a compra de um carro ou em alguma loja, ou simplesmente não aumentaram o limite do cartão de crédito? Com certeza, muitos brasileiros estão com estas dúvidas.

A escassez de crédito é uma realidade. Os agentes de crédito do sistema financeiro realmente apertaram os cintos. Os tempos de bonança, onde tudo podia em relação ao crédito, cessou de vez.  Segundo o Dicionário de Economia (ed. Record), crédito é uma transação comercial em que um comprador recebe imediatamente um bem ou serviço adquirido, mas só fará o pagamento depois de algum tempo determinado.

O crédito inclui duas noções fundamentais: a confiança, expressa na promessa de pagamento, e o tempo entre a aquisição e a liquidação da dívida. De fato, a confiança é algo raro. Nela que se baseiam as relações comerciais a partir do histórico de pagamentos de cada consumidor brasileiro.

Os consumidores são classificados de acordo com uma pontuação que interfere diretamente na concessão de crédito ou não pelo agente financeiro. Esta classificação é conhecida como crédito score.

De acordo com o Serasa, o crédito score é o resultado dos pagamentos realizados em dia ou antes do vencimento e do relacionamento do cidadão com o mercado de crédito, ou seja, se as dívidas contraídas estão sendo pagas.

Se existe relacionamento com o banco, como previdência privada, capitalização, seguro etc., a vida financeira do consumidor acumula pontos, e estes pontos são como notas semelhantes a um programa de recompensa. O peso de cada informação do “score” do Serasa é definido de acordo com um estudo do comportamento histórico de grupos de indivíduos não identificados.

Esses grupos são compostos por pessoas com características financeiras parecidas (como idade, profissão, renda e residência). Desse modo, estatisticamente, é possível comparar os resultados obtidos por um consumidor específico com outros do mesmo grupo para o cálculo do score. O score é classificado com alto ou baixo de acordo com a vida financeira do consumidor.

A pontuação vai de zero a 1.000 pontos. Sendo que até 300 pontos há alto risco de inadimplência, ou seja, a probabilidade deste consumidor contrair dívidas e não pagar nos próximos dozes meses é muito alto. De 301 a 700 pontos, a classificação é média. E acima de 701 pontos, o risco deste consumidor não pagar as dívidas é muito baixa, sendo este o perfil procurado pelo agente financeiro para fazer investimento. Para saber o seu score de crédito, você pode acessar o site Serasa Consumidor e ter a informação gratuitamente.

Ter conhecimento sobre o seu credito score permite o controle do seu currículo financeiro. Saber quando o score aumenta ou diminui, beneficia quem quer entender seu crédito e o impacto que ele pode causar em seus objetivos de consumo e desta forma organizar as despesas e compromissos financeiros.

A pontuação é dinâmica e pode mudar de uma consulta para outra (sendo mais prudente de um mês para outro).  Estar com o nome limpo, ou seja, sem inscrição no cadastro dos inadimplentes, pagar suas contas em dia, manter os dados cadastrais atualizados no banco, e se por conveniência optar pelo cadastro positivo, onde o consumidor informa seus compromissos financeiros para o Serasa Experian para melhora a precisão de contas pagas em dia, seu score tende a aumentar.

O ideal é que o consumidor trate o seu score da mesma forma que seu currículo, onde os últimos cargos ocupados pelo profissional pesam na avaliação do empregador. Lembrando que quanto mais tempo o consumidor estiver sem negativação e contas atrasadas melhor sua pontuação.

 

A DIGITAL DEMOCRACIA

10/02/2020 às 09h55

As mídias sociais, como Facebook e Twitter já foram tratadas como meios de disseminação do conhecimento e da democracia. Exemplo positivo, do bom uso das redes sociais, podemos citar os protestos contra o governo do Irã em 2009 e principalmente a Primavera Árabe em 2011. Ambos os casos, divulgados amplamente, pregavam o fim do autoritarismo no mundo islâmico. Como exemplo negativo, podemos citar as eleições americanas em 2016, onde a “desinformação” se espalhou por meio especialmente do Facebook. As mídias sociais mudaram completamente a forma como a mensagem é recebida pelas pessoas. Por exemplo, uma coisa é alguém se defrontar com uma opinião contrária à sua quando está lendo, sozinho, um livro ou jornal impresso. O contexto de quem lê um ponto de vista oposto ao seu no ambiente do Facebook é muito diferente. Ao ler o jornal impresso o leitor no máximo esbraveja, dobra o jornal ou joga no lixo. Já nas mídias sociais, o leitor, muitas vezes de cabeça quente, manifesta instantemente a sua opinião. Xinga. Discute. Dá “print” da tela e logo começa uma verdadeira guerra de opiniões. Engana-se quem pensa na internet temos apenas brigas políticas.  Muita gente confronta diagnósticos de médicos a partir de informações coletadas no Google. E não raro, ao ler o diagnóstico no Google o então curioso já começa a sentir os sintomas da referida doença. Outro caso são os repórteres cidadãos, que acham que são mais capazes de relatar acontecimentos do que veículos jornalísticos já estabelecidos.

Da mesma forma, percebo em grupos de WhatsApp, integrantes que consideram suas opiniões e encaminhamentos mais importantes que qualquer fonte oficial. No meu entendimento, as redes sociais enfraquecerem o conhecimento, principalmente o científico. Ao dar acesso as informações que eram exclusividade de cada área do conhecimento e ao permitir que todos expressem suas opiniões para um público, que pode ser representativo, a internet ajudou a enfraquecer a busca pelo conhecimento e pela checagem da fonte. Hoje, poucas linhas são artigos, parágrafos são dissertações e textão no face quase uma tese. As redes sociais fazem aumentar o grau de incerteza das pessoas, deixa dúvida em relação aos fatos e incentiva os efeitos das Fake News. Combater e identificar as notícias fraudulentas deve ser pauta também nas escolas, principalmente para que o adolescente de hoje, aprenda a ser crítico do que lê e interpreta. A internet tem prestado relevante serviço a todos nós. Destaco a acessibilidade do conhecimento e democratização da informação. Entretanto, como tudo nesta vida, devemos ter bom senso ou simplesmente usa-la com moderação.

O MERCADO DE TRABALHO É EXCLUDENTE

06/01/2020 às 11h05

O mercado de trabalho é excludente se levarmos em consideração a cor da pele.  A população negra, apesar dos avanços perceptíveis nos últimos anos, continua a sofrer os impactos de um problema histórico do país. Se trouxermos a exemplo, o acesso do negro ao ensino superior, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ente os anos de 2005 a 2015, o percentual de negros subiu de 5,5% para 12,8%. Tendo este dado como base, sugiro ao leitor a fazer um exercício. Veja no seu quadro de formatura, quantos colegas negros você teve? Quantos negros convivem contigo leitor no ambiente de trabalho? Quantos exercem cargos de liderança em grandes empresas? Pois bem, segundo recente levantamento do Instituto Ethos, realizado em 2018, pessoas negras ocupam apenas 6,3% de cargos de gerência e 4,7% do quadro do executivo, embora representem mais da metade da população brasileira. Se expandirmos a análise para as mulheres negras, os números são mais inquietantes.

Apenas 1,6% das mulheres exercem posição de gerência e 0,4% são executivas de grandes empresas. Outra provocação que faço ao leitor é quantos professores negros tiveram em seu curso superior, quantos eram homens, quantas eram mulheres. Mesmo com diversos dados disponíveis, comprovando a falta de representatividade dos negros no mercado de trabalho formal, são poucas as organizações que contam com ações afirmativas para reverter essa situação. Outra constatação para o debate refere-se à diferença salarial entre negros e brancos. De acordo com o último Censo, o salário de um negro corresponde a 59% ao salário de um branco em mesmo cargo. A disparidade salarial é notória. Mas sempre há expetativa de mudança deste cenário. Um exemplo disso são as multinacionais AIG e Johnson & Johnson.  A multinacional de seguros pessoais, AIG, tem um setor específico e voltado para as mulheres, pessoas LGBT, que objetiva a equidade de oportunidade e a diminuição de preconceitos. A Johnson & Johnson, aposta em um ambiente plural, sendo que neste ambiente que florescem as ideias e consequentemente as inovações que são focos das diversas marcas. Recentemente a empresa foi listada como uma das cinquenta empresas mais diversas do mundo. As empresas que perceberem que a diversidade melhora a produtividade, clima organizacional e afeta diretamente na qualidade de vida no trabalho, apresentam ideias de inovação e crescimento.

AGRICULTURA UMA REALIDADE DIGITAL

11/12/2019 às 08h58

O Brasil é um dos grandes produtores de grãos no mundo e também o país que possui maior potencial de expansão em área cultivada. O aumento considerável da demanda mundial por alimentos abriu espaço para o Brasil competir no mercado das exportações de commodities. Para atuar de forma relevante no abastecimento global, a agricultura brasileira teve que buscar evoluções com o uso de tecnologias e a expansão das fronteiras produtivas.  O estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), denominado Visão 2030, retrata que entre os anos de 1975 a 2015, a produção de alimentos teve aumento em 4,5 vezes, enquanto a utilização de insumos avançou 15%. Em 2017, de acordo com o Centro Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o agronegócio respondeu por 21,59% do Produto Interno Bruto (PIB).

Se incorporarmos toda a cadeia produtiva do agronegócio como a pecuária, silvicultura, máquinas e implementos, fertilizantes, defensivos, entre outros insumos, o PIB do agronegócio chega a 1,4 trilhões. Apesar dos dados positivos, o agronegócio precisa avançar em termos tecnológicos. Entre os exemplos está a manipulação, em escala, de material orgânico comestível para embalar alimentos perecíveis, ampliando a duração de frutas e hortaliças. No campo, nanopartículas de argila se transformam em forte aliado na absorção e armazenagem de água para hidratar plantas em períodos de seca. Para o gerente de implementação de soluções integradas da John Deere para América Latina, Rois Nogeira, a “internet das coisas” leva a migração da agricultura de precisão (baseada na informatização e automação) para uma agricultura digital. Esta realidade permite que os dados capturados nas fazendas sejam cruzados com os de outras fontes e se transformem em informações relevantes ao negócio.  Os equipamentos que já são uma realidade, estão preparados para identificar as condições ideais de plantio e colheita e ainda, com potencial para fazer, automaticamente, tarefas como a seleção de sementes em cada talhão.

Os softwares enviam dados da colheita para o sistema de logística, que otimiza o transporte e o armazenamento. Assim, o complexo agrícola tem um papel importante no desenvolvimento da economia brasileira. O crescimento dos setores envolvidos, como a soja por exemplo que investe em tecnologias, incentiva novas áreas agrícolas e indústrias de processamento de grãos e refino de óleos trabalharem desta forma com resultados positivos não apenas em volumes operados, mas também na melhoria de vida da população. Uma das promessas da agricultura digital é a redução do uso dos insumos e o aumento da competitividade.

AS FINTECHS E O MERCADO FINANCEIRO

08/11/2019 às 15h54

De forma simples e direta, fintechs são empresas de tecnologia que atuam na área financeira de forma inovadora. As fintechs sacudiram as finanças com os bancos digitais, cartões de crédito sem anuidade, maquininhas portáteis de pagamento, negociações de criptomoedas via blockchain, uso de robôs para avaliação de crédito e risco.

As empresas que aliam tecnologia e finanças estão ganhando fatias de mercado que antes eram monopólios de grandes bancos e instituições financeiras altamente reguladas.

A concorrência das fintechs e os bancos é positiva para todo o sistema financeiro.  Os grandes bancos, de olho na inovação proporcionado pelas fintechs e pelos startups, passaram a criar centros de inovação e lidar diretamente com empreendedores da área de tecnologia.  Exemplo disso temos o InovaBra Habitat do Bradesco e Espaço Cubo do Banco Itaú, ambos na cidade de São Paulo.

Dentre as fintechs mais promissoras, a revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios destacou seis empresas com maior potencial inovativo e consolidação no mercado.

 

A primeira, Monetus, oferece gestão de recursos para pequenos investidores, com investimento inicial de R$ 100,00. Atualmente a empresa conta com quinze mil investidores e cento e vinte milhões de patrimônio líquido sobre sua gestão.

A segunda, Vérios, tem foco em clientes de alta renda e oferece uma gestão rápida e eficiente, com custo reduzidos e rentabilidade alta.

A terceira, Mais Fácil, disponibiliza créditos para comunidades carentes, através de um cartão de crédito digital.  O cartão é destinado aos moradores e 10% da receita é remetida à associação do bairro que usa os recursos em projetos sociais.

A quarta, Acesso, oferece os serviços bancários para quem não tem conta em banco como cartões pré-pagos, cartões de crédito e demais serviços financeiros muitas vezes inacessíveis para a população de baixa renda.

A quinta, Nexoos, fornece capital para pequenas empresas e une investidores e empresários. Em 2018 foram vinte mil investidores ativos e mais de cem milhões destinados.

A sexta, Creditas, oferece crédito com garantias. A empresa tem a pretensão de atingir três bilhões em sua carteira nos próximos três anos.

As fintechs, trouxeram inovação financeiras que são conhecidas por todos os brasileiros, como Nubank a plataforma de finanças GuiaBolso e Pagseguro.

Os desafios são imensos, como a resistência dos bancos, das corretoras, a burocracia do Banco Central e a conquista dos consumidores com idade mais avançada.

UM PEQUENO PASSO PARA UM HOMEM E UM GRANDE SALTO PARA A HUMANIDADE

07/10/2019 às 10h06

Há cinquenta anos o homem chegava à Lua. Esse momento pode ser considerado o ápice do desenvolvimento tecnológico e humano do século XX. Muitas vezes foi indagado se realmente seriamos capazes de caminhar pela Lua e se chegar a Marte seria apenas uma questão de tempo. Mas ao longo destes cinquenta anos, o futuro nos ensinou que a fronteira tecnológica não é algo que se encontra ali na esquina. Aliás, como seria projetar cinco décadas à frente, ou seja, como seria o mundo em 2069? Convido o leitor a fazer uma previsão do que poderemos ter em tecnologia, medicina, meio ambiente, política, cidades, alimentação e esporte. Sobre a tecnologia, será que todos nós teremos um robô em casa. Um robô confidente, quem sabe nosso melhor amigo, claro que devidamente batizado como as inovações tecnológicas que já conhecemos hoje, Shofia, Dolly ou Halley ou Alexa. O carro do futuro não terá motorista, as casas serão todas automatizadas, sendo prático, um algoritmo vai aprender “memorizar” os hábitos dos moradores e executar determinadas tarefam antes mesmo que a pessoa pense em ordenar. Especulo que os celulares vão ter sensações, de frio e identificador fácil. Claro, ao mesmo tempo em que evoluímos não termos mais a chamada privacidade.

A medicina vai evoluir ao ponto, que o paciente vai vencer a batalha contra o Câncer e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Com os ganhos proporcionados pela tele medicina viveremos mais 20 talvez 30 anos mais. Não raro, viveremos mais de 100 anos. A medicina, já alerta que não ficaremos imortais, muito provavelmente os agentes responsáveis pela próxima epidemia já circulam entre as pessoas. No meio ambiente, a julgar todos os estudos relativos as mudanças climáticas, teremos tempestades cada vez mais frequentes no futuro, ou seja, as altas temperaturas chegando as 45º e talvez próximos aos 50ª, podem e vão ter efeitos devastadores. Os filmes de ficção de Hollywood, que todos assistimos podem virar uma realidade. Na política nos próximos cinquenta anos, teremos uma multiplicidade de atores, claro que Americanos, Russos e Chineses estarão nessa.

Eu apostaria também na Índia e os países no Oriente Médio como peças novas num tabuleiro do domínio econômico e político. Para o sistema político, não consigo ver nada que não seja capitalismo e democracia ou similar. Sobre as cidades, acredito não teremos o modelo de Dubai em cada esquina, mas suponho que as cidades do futuro serão aquelas rodeadas de pessoas, ou seja, aquelas cidades voltadas para a comunidade. Ressalto que os megaprojetos de bilhões de dólares vão continuar a existir, da mesma forma como já acontece hoje em dia. Sobre a nossa alimentação, estudos de 2017 da ONU já indicam que a população da Terra em 2050 vai estar na casa de 9,8 bilhões. Sendo assim, é legítimo questionar se vai haver comida para todo mundo. Temos que mudar nossos hábitos de consumo a forma como produzimos nossa própria comida, o desperdiço, não sendo uma questão unicamente de aumento de área agriculturável. No esporte, por tudo o que se sabe hoje em dia em termos de treinamentos e a evolução da tecnologia do esporte, é possível acreditar que dentro de 50 anos, o homem terá superado duas marcas simbólicas: correr os 100m abaixo de 9 segundos ou nadar os 50m abaixo de 20 segundos.

INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO

16/08/2019 às 17h44

Ao passar por uma banca de revista (são raras as bancas de revistas), uma matéria em especial de uma grande revista me chamou a atenção. Parei, comprei e tive a sensação que mudança já está acontecendo. O título da matéria diz “Os 35 jovens mais inovadores da América Latina segundo o MIT”. Na reportagem consta que desde de 2012 o renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts – MIT, seleciona os jovens latino-americanos mais inovadores, talentoso e acima de tudo, empreendedores. Os destaques tem menos de 35 anos e estão fazendo a diferença em prol da sociedade.

Ao ler, não esperava encontrar brasileiros. Os cortes nas pesquisas, na extensão e na educação como um todo, me fazem a acreditar nesta triste realidade, mas estava errado. Nesta seleta lista, tem 11 brasileiros inovadores, empreendedores e que fazem a diferença. Entre os inovadores, temos um robô de tele presença inspirado na série “The Big Theory”, que ajuda profissionais de saúde no atendimento aos pacientes. Entre os empreendedores, uma plataforma que prevê o rendimento das exportações agrícolas de propriedades familiares com o objetivo de facilitar o acesso ao crédito mais barato e assim reduzir o risco.

Outra iniciativa é um negócio em consolidação, a Agrosmart, que utiliza a inteligência artificial e a internet das coisas para uma agricultura mais produtiva, sustentável e econômica.  A reportagem traz também o aplicativo AppProva que democratiza o acesso à educação ao permitir que estudantes façam simulados do Enem. Outro aplicativo é o TNH Health para melhorar o acesso à saúde em regiões onde os recursos são escassos. Entre os visionários, um aplicativo que tem objetivo reduzir as mortes no trânsito, com dados captados por sensores com envio de alertas ao condutor. A plataforma IDWall, que usa a inteligência artificial e análise de dados para verificar fraudes em identidade. A empresa Muove, que criou um algoritmo para a analise da gestão pública em municípios com o objetivo de detectar ineficiências e economizar dinheiro público. A Airfox, que avalia risco de crédito de uma pessoa com base em dados resgatados do celular do usuário.  Para a acessibilidade, o aplicativo Guiaderodas, que permite que os usuários possam verificar os locais que pretendem visitar. Entre os pioneiros, um estudo que através da inteligência artificial procura entender o comportamento humano nas redes sociais e a transmissão da informação. Ao ler e pesquisar sobre cada caso, pensei que tudo isso, poderia ser idealizado e desenvolvido em Santa Maria, e não seria complexo como todos pensam.  Neste caso, com iniciativas colaborativas entre diferentes setores como a universidade pública, as universidades privadas, o poder público e os empresários poderíamos ter iniciativas locais nesta nobre lista e não tenho dúvidas que estamos neste caminho

A EDUCAÇÃO PRECISA SER REINVENTADA

19/06/2019 às 09h23

Os desafios da educação brasileira são muitos. Engana-se que estes ficam restritos as escolas do Município ou do Estado, esta realidade também está presente nas Universidades públicas e privadas. Entre os problemas destaco, escolas sem estrutura física, professores despreparados, processos internos burocráticos, sistemas educacionais arcaicos, crianças e jovens desestimulados, administradores intransigentes e monocráticos.  Uma alternativa para estes gargalos está nas tecnologias educacionais. Se antes estudar significava passar horas sentado dentro da sala de aula, ouvindo o professor, hoje a experiência de aprender evoluiu com novos recursos. Os cursos online e o uso de jogos e materiais online aplicados ao ensino, por exemplo, já são uma realidade no cenário brasileiro e trazem novas opções para o processo de aprendizado. E esse é apenas o começo. A realidade virtual, a realidade aumentada e a inteligência artificial são as próximas a impactar profundamente este setor. Porém ressalto que o foco não deve ficar restrito ao aluno, mas também deve chegar ao professor. Alunos conectados são a maioria, mas e os professores?  Responder e-mail, atualizar a rede social, watts e Instagram não é suficiente (olha que muitos professores sequer têm rede social). Ressalto que ter pacote de dados em sua conta de celular não significa ser conectado. O professor terá que trabalhar cada vez mais para orientar a presença do aluno no meio digital e buscar o melhor aproveitamento das potencialidades do online. O professor precisa ter a experiência prática, ser tutor, fazer os links com a realidade, dizer onde estão os acertos, os erros e os caminhos que devemos seguir. Neste sentido, vamos a alguns exemplos que filtrei em centros de excelência criativos que oferecem experiência prática.

Exemplo1, “Práticas de negócios imobiliários”, atenderia a demanda de nossa cidade, realizar estudos voltados para a construção civil e para imobiliárias, como novas demandas dos consumidores.

Exemplo 2, “Práticas de varejo”, focado em pesquisa e inteligência para o desenvolvimento do setor varejista, sendo este um dos setores que mais cresce em volume velocidade de negócios.

Exemplo 3, “Economia e Finanças”, que através de softwares de análise econômicas pode sim delinear cenários futuros. O que precisamos para esta reestruturação é que ter uma certa dose de coragem e deixar de lado os pessimistas que não visualizam as potencialidades do digital. Na minha opinião, se a educação não se reinventar logo teremos o cenário mais defasado e com alunos que não conseguem se conectar com a didática e os conteúdos relevantes para a formação educacional.

VISÃO NO FUTURO, BARRIGA NO BALCÃO

29/04/2019 às 09h56

A frase que contempla o título deste artigo representa o gestor atual de toda pequena, média e grande empresa no Brasil. A conjuntura política e econômica está mudando o comportamento dos consumidores. Os novos compradores querem explorar e pensar sobre como os produtos podem melhorar suas vidas. Eles pesquisam para entender as suas necessidades e são motivados a se conectar com outras pessoas. Eles são movidos por um desejo de tomar conta de suas próprias identidades e do bem-estar de suas famílias e suas casas. Temos hoje, um consumidor mais maduro, mais racional e consciente do seu poder de escolha como cidadão. No meu entendimento, este é o novo consumidor brasileiro gerado pelo atual momento. Já o gestor deve ter como “mantra”, as palavras planejar, orçar e executar. Buscar a eficiência sem perder de vista as transformações geradas pela revolução digital cada vez mais presente e influente no dia a dia dos consumidores. Em recente pesquisa realizada pelo Google, uma pessoa em média acessa o celular 150 vezes por dia, totalizando 7 horas diárias, 49 horas semanais e 196 horas mensais.  Temos hoje um consumidor que exige mudanças constantes e rápidas. No mesmo estudo, 86% dos consumidores pesquisam antes de comprar algo, isso vale para o carro zero, cadeirinha do bebê, tênis ou a roupa de balada do final de semana. Em uma matéria da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, editora Globo, li sobre uma grande novidade do meio tecnológico recente. Um equipamento de reconhecimento facial do consumidor capaz de avaliar a satisfação do cliente em entrar e sair da loja. Imaginem esse aplicativo de satisfação no comercio de Santa Maria?

Os resultados insatisfatórios não me surpreenderiam. A tecnologia e o digital tem impacto na divulgação e na venda, mas o gestor sempre deve investir na qualificação do colaborador. O gestor tem que ter discernimento que os períodos de grande crescimento que tivemos no passado não se repetirão mais. A expansão do consumo foi resultado de uma combinação única de elementos do cenário internacional e local como situação de pleno emprego, farto crédito, juros baixos, redução de impostos e exportações nunca antes vistas. Não há nenhuma perspectiva de que isso venha a se repetir. Da mesma maneira que a profundidade e a extensão da crise recente também não, assim espero! O termo “visão no futuro, barriga no balcão” representa continuidade e ao mesmo tempo mudança. A continuidade, pelo relacionamento e proximidade entre o consumidor e o gestor, pela atenção aos detalhes e a preocupação com a produtividade. Olhar para o futuro é ver as potencializadas das redes sociais, ser inovador e, acima de tudo, nunca parar de se qualificar. O gestor do futuro, é flexível e ativo. O gestor não pode ser acomodado, que reclama da carga tributária, do governo, dos juros, do aumento dos combustíveis e não muda de atitude e não fica no “balcão”. Atitude, por sinal, é o principal diferencial nos momentos de crise.

OS DEZ MOTIVOS QUE QUEBRAM AS EMPRESAS

28/02/2019 às 17h05

O fator crise econômica ainda é o principal motivo pelo fechamento de empresas. A queda da atividade econômica resulta em problemas nas empresas e com isso, aumentam as demandas por reestruturações. Um bom termômetro para entender esse momento é a crescente busca pela recuperação judicial por parte das empresas. De acordo com os dados do Serasa Experian, em 2010, foram requeridas 475 recuperações judiciais no Brasil. Em 2016, o total chegou a 1.863, num salto de 292%. No ano de 2017, o número caiu alcançando 1.420 casos. Infelizmente nem todas as empresas que tentam a recuperação judicial tem sucesso. Um estudo da mesma Serasa Experian, divulgado em 2016, acompanhou 3.522 empresas que entraram com processo desse tipo na justiça entre junho de 2005, o início da vigência da nova lei da recuperação judicial, e dezembro de 2014. Desse total, apenas 23% voltaram a ativa. O restante faliu.

Segundo levantamento da revista do Jornal Valor Econômico, temos hoje dez situações que levam uma empresa a uma recuperação judicial. A primeira refere-se ao caixa fraco, ou seja, a baixa significativa das vendas. A medida que as vendas caem, a empresa perde a capacidade de se manter, investir e de remunerar acionistas.  A segunda é a ausência de dados numéricos, com números estando errados, as previsões tendem a estar erradas, indicadores de desemprenho são fundamentais para um bom planejamento. A terceira indicada pela revista é sonhar errado, no sentido de ter a empresa comprometida por investimentos feitos na hora errada. A quarta refere-se a miopia de estratégia, ou seja, empresas que em condições desfavoráveis no mercado querem competir por custos com indústrias chinesas, por exemplo. O quinto apontamento é a falta de ambição, principalmente na sucessão de empresas familiares como sinal do início do declínio de um negócio. A sexta situação trata da defasagem tecnológica, um risco permanente para as empresas. A sétima, na minha opinião a mais importante, refere-se ao sentimento da negação, quando surge os primeiros problemas no balanço, os empresários ou executivos tendem a negá-los, acreditando que tudo vai melhorar. O oitavo ponto é a protelação, ou seja, a demora em reagir. O tempo é fator decisivo neste momento, a perda de capacidade de gerar valor inviabiliza o negócio. A nona, a chamada bola de neve, quando a empresa perde folego, precisa de socorros crescentes, a dívida aumenta, assim como as exigências de garantia em novos empréstimos. Por fim, a décima situação do porquê as empresas chegam a recuperação judicial, a tenda de milagres, quando os empresários já fragilizados são seduzidos por promessas de descontos mirabolantes sobre as suas dívidas e a captação de dinheiro fácil, mas atenção isso nada mais é que uma miragem financeira.

NA BUSCA PELO CLIENTE

18/12/2018 às 10h38

As compras online definitivamente mudaram o comportamento do consumidor. O comércio eletrônico vive momento de franca expansão no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), somente no ano de 2017, as vendas pela internet geraram um faturamento de R$ 59,9 bilhões em nível nacional, crescendo 12% em relação a 2016. Se olharmos para o Rio Grande do Sul, o Estado ficou em quarto no ranking dos principais destinos das vendas pela internet em 2017, representando 32% do total, de acordo com a Pesquisa Nacional de Varejo Online, realizada pelo Sebrae.

Também em recente pesquisa a Google Analytics que é sistema gratuito de monitoramento de tráfego que pode ser instalado em qualquer site, loja virtual ou blog, as pessoas acessam o celular em média 150 vezes por dia, num total de 7 horas, sendo 49 horas por semana e 196 horas por mês.
Na mesma pesquisa foi constado que 86% das pessoas pesquisam na internet antes de comprar, isso vale para o carro zero quilômetro, a cadeirinha do bebê e a camiseta da balada do final de semana. Podemos trazer como exemplo duas “gigantes” do varejo tradicional que também estão vendo online.

As lojas Colombo, com um e-commerce que surgiu da necessidade de um catálogo online para auxiliar na verificação do estoque, com vendas pela internet que representam 25% da origem das vendas de todo o grupo. No caso da marca de calçados Arezzo, a loja online, além das vendas, faz do online espaço para o relacionamento com o cliente, com respostas rápidas e ofertas de produtos recheadas de conteúdo.

Mas atenção, ainda que não tenha custos com ponto de venda físico, o investimento no canal online requer planejamento estratégico, que envolve áreas como logística, marketing e atendimento. É preciso que a empresa avalie seu diferencial de mercado, e num cenário cada vez mais competitivo, a atuação em nichos, com foco em produtos segmentados, pode ser uma vantagem. É preciso saber se comunicar de forma eficiente. Todos estes dados, pesquisas e exemplos querem nos dizer algo.

Precisamos urgente nos remodelar, buscar alternativas de investimentos, estar presente no ambiente físico e virtual, nos adaptar ao novo, a este novo consumidor que tem acesso a informação de forma instantânea, que é mais exigente e impaciente com os eventuais erros cometidos, atentar para a velocidade que a mudança está acontecendo. Aquela empresa que subestimar a força da internet, que não estiver presente e online podem estar fora do mercado de consumo antes do fim desta década.

Modelos e consumidores tradicionais não existem mais.

Assim, devemos nos antecipar a mudança, caso contrário seremos consumidos por ela.

PACTO CONTRA A MEDIOCRIDADE NAS ORGANIZAÇÕES

31/10/2018 às 11h34

Sim! Ainda existe um pacto da mediocridade que ainda prevalece nas organizações. Refiro-me à burocracia, aos manuais e a tão imponente hierarquia. Os cargos, os carimbos, as placas na porta, o acúmulo de funções. A criatividade e a motivação não são apreciadas. Ter um pensamento crítico é, muitas vezes, visto como uma ameaça por aquele empregador que prefere não mudar e que busca um funcionário, sobretudo, dócil. Aquele de fala mansa e sorriso falso. Aquele que sempre concorda com tudo e com todos.

Dessa maneira, pensar de forma diferente, “fora da caixa”, ser mais livre e conectado às nossas intuições, às vezes, é mais um problema do que uma vantagem em um ambiente de trabalho. Uma empresa pode ser uma ilha, eu prefiro utilizar o termo feudo. Nesse caso, o gestor ou o encarregado age semelhante a um senhor feudal que viveu na época da Idade Média. Um senhor feudal, remodelado nas organizações atuais, é aquele que comanda, a partir de uma dinâmica própria, com suas políticas e seus climas internos.

Vejo que esse movimento ocorre nas organizações, porque os gestores continuam a temer as novas ideias. Porque as empresas continuam a se basear em escopo restrito, em um esquema vertical de administração, em que a autoridade exerce um controle voraz. O ambiente controlado gera colegas de trabalho que tendem a ver com desconfiança a voz que traz ideias e, portanto, coloca-as como fatores negativos por falta de entendimento com as capacidades que elas próprias não têm.

O que se nota é que, aquele que firma a voz, traz à tona os predadores, colegas menos interessados, menos motivados e menos brilhantes, que logo pedirão para silenciar novamente o feudo. Reconhecer onde está e onde quer chegar, é princípio básico para o sucesso. O empreendedor, inquieto por ideias criativas, deve sim buscar quebrar a “cadeia de ferro da montagem” baseada, muitas vezes, na perpetuação da mediocridade.
Para assumir riscos e sair desses ciclos, as empresas devem fomentar novas ideias e ofertar serviços inovadores para uma sociedade cada vez mais exigente.

As grandes mudanças não vêm de um dia para o outro. Elas dependem de um movimento cotidiano, com um impulso em câmera lenta, mas constante.

PARA O FUTURO: TRABALHE

12/09/2018 às 22h26

A frase que contempla o título deste artigo representa o gestor atual de toda pequena, média e grande empresa no Brasil. A conjuntura política e econômica está mudando o comportamento dos consumidores. Os novos compradores querem explorar e pensar sobre como os produtos podem melhorar suas vidas. Eles pesquisam para entender as suas necessidades e são motivados a se conectar com outras pessoas. Eles são movidos por um desejo de tomar conta de suas próprias identidades e do bem-estar de suas famílias e suas casas.

Temos hoje, um consumidor mais maduro, mais racional e consciente do seu poder de escolha como cidadão. No meu entendimento, este é o novo consumidor brasileiro gerado pelo atual momento.

Já o gestor deve ter como “mantra”, as palavras planejar, orçar e executar. Buscar a eficiência sem perder de vista as transformações geradas pela revolução digital cada vez mais presente e influente no dia a dia dos consumidores.

Em recente pesquisa realizada pelo Google, uma pessoa em média acessa o celular 150 vezes por dia, totalizando 7 horas diárias, 49 horas semanais e 196 horas mensais. Temos hoje um consumidor que exige mudanças constantes e rápidas. No mesmo estudo, 86% dos consumidores pesquisam antes de comprar algo, isso vale para o carro zero, cadeirinha do bebê, tênis ou a roupa de balada do final de semana.

Em uma matéria da revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, editora Globo, li sobre uma grande novidade do meio tecnológico recente. Um equipamento de reconhecimento facial do consumidor capaz de avaliar a satisfação do cliente em entrar e sair da loja. Imaginem esse aplicativo de satisfação no comércio de Santa Maria?

Os resultados insatisfatórios não me surpreenderiam.

A tecnologia e o digital têm impacto na divulgação e na venda, mas o gestor sempre deve investir na qualificação do colaborador. O gestor tem que ter discernimento que os períodos de grande crescimento que tivemos no passado não se repetirão mais.

A expansão do consumo foi resultado de uma combinação única de elementos do cenário internacional e local como situação de pleno emprego, farto crédito, juros baixos, redução de impostos e exportações nunca antes vistas. Não há nenhuma perspectiva de que isso venha a se repetir.

Da mesma maneira que a profundidade e a extensão da crise recente também não, assim espero!

O termo “Para o futuro. Trabalhe” representa continuidade e ao mesmo tempo mudança. A continuidade, pelo relacionamento e proximidade entre o consumidor e o gestor, pela atenção aos detalhes e a preocupação com a produtividade.

Olhar para o futuro é ver as potencializadas das redes sociais, ser inovador e, acima de tudo, nunca parar de se qualificar. O gestor do futuro, é flexível e ativo. O gestor não pode ser acomodado, que reclama da carga tributária, do governo, dos juros, do aumento dos combustíveis e não muda de atitude e não fica no “balcão”. Atitude, por sinal, é o principal diferencial nos momentos de crise.