Revista Statto

TEM GENTE QUE PREFERE SER LAGARTA A BORBOLETA

30/04/2020 às 13h33

Passar por transformações e mudanças não é um processo fácil para a grande maioria, mesmo que saibamos que isso pode ser para melhor. Mudar assusta, o novo dá medo e se essa transformação for interna então… é melhor nem comentar, não é?!!

Mas falar é preciso, assim como mudar…afinal o que seria da humanidade se outros não tivessem optado pela mudança. Augusto Cury conta que necessitou passar por uma grande transformação interna para chegar onde chegou, de segunda nota mais baixa da classe a criador de uma teoria discutida em diversos países do mundo. Que mudança!

Toda mudança traz benefícios e gera oportunidades. “A vida muda, quando você muda”, já dizia Luís Fernando Verissimo, e para crescer precisamos mudar.

Toda mudança implica em perda, você perde o velho e ganha o novo, mas você perde. E se tem dificuldades com perdas, mudar é um processo doloroso. Mas não deveria, já que haverá um ganho. Sempre. Essa mudança que tanto te assusta, é a mesma que te fará crescer. Isso é fato.

Mas sejam quais forem seus motivos para evitar as mudanças, busque superá-los, pois mesmo que a longo prazo as transformações sempre geram alegrias e recompensas no final.

Somos movidos por ciclos, durante toda nossa vida, e o final de cada um deles deveria ser uma passagem tranquila e estável. Passamos de ciclo durante o período escolar, ano a ano mudamos de série, turma e professor, isso quando não mudamos de escola. Na adolescência e vida adulta, mudamos de emprego, de cabelo, de estilo, gosto musical, enfim fazemos diversas mudanças (ou deveríamos fazer), e a vida sempre continua, então mesmo que tenhamos medo em diversas momentos a vida nos empurra para isso. E porque não seguir o fluxo. Deixar as mudanças ocorrem naturalmente, torna o processo menos doloroso e traz crescimento.

Faça uma mudança por vez, se isso for possível, e vivencie esse momento, suas dores, suas glórias, e todo o processo que for necessário no meio do caminho.

E sempre que estiver temeroso quanto a alguma mudança em sua vida, pense que a borboleta tem um tempo estimado de vida de uma semana a um mês, dependendo da espécie de nove meses no máximo, e mesmo assim ele opta por passar por todo o processo da metamorfose, apenas para viver algum tempo como borboleta, porque ela institivamente sabe que algo de muito bom à espera do outro lado de toda essa mudança. Algo inovador e que lhe trará a oportunidade de ver a vida por outro ângulo, do alto, com asas para voar por onde quiser, mesmo que por um instante apenas de vida.

Não dá para evoluir sem sair da zona de conforto. Não dá para ser borboleta sem passar por toda a transformação da lagarta no seu casulo. Mas que grande emoção ao se descobrir com asas.

RESPOSTA A GAROTA DO FACE

30/03/2020 às 19h26

Certa vez li em uma página do Face, uma garota perguntando o que ela deveria escolher, pois havia sido aconselhada a procurar um trabalho que rendesse dinheiro e não seguir seu sonho, se esse não lhe rendesse dinheiro.

Fico pensando o que leva uma pessoa a dar esse tipo de conselho para alguém que está iniciando a sua vida ou sua carreira profissional: desilusão, mágoa, inveja talvez.

Na época não dei nenhuma resposta naquela página, àquela garota do Face, mas hoje gostaria de dar essa resposta e quem sabe essa resposta chegue até ela ou a tantos outros que, por vezes, podem ter as suas dúvidas quanto a isso.

Eu diria a ela…

Você já leu o livro Comer, Rezar, Amar (o livro, não o filme, que também é bom, entretanto, não ilustra a grandiosidade de conteúdo do livro). Lá a protagonista e autora Liz, conhece um xamã chamado Ketut, que lhe mostra um desenho, quando ela pergunta como faz para viver neste mundo e desfrutar de seus prazeres e ao mesmo tempo se dedicar a Deus.

Ketut mostra esse desenho, uma figura andrógina, em pé, com quatro pernas, uma samambaia no lugar da cabeça e em cima do coração um rosto sorridente.

O que Ketut quis dizer a Liz foi que para ter equilíbrio na vida precisamos manter os pés plantados, e bem firmes, no chão e deixar de ver o mundo com a cabeça, mas sim com o coração.

E é exatamente isso! Siga seu coração, mas sem tirar os pés do chão.

Se seu sonho parece fantasioso, distante, impossível ou simplesmente não rende dinheiro, coloque os pés no chão, ou seja, busque formas práticas, concretas e reais de torná-lo viável. Mas nunca deixe de olhar para ele com os olhos do coração, ou seja, siga sua intuição, seus desejos, suas metas.

Às vezes, as pessoas podem ser infelizes em seus comentários, esse tal amigo da garota com certeza não é feliz ou nunca realizou um sonho, um grande sonho em sua vida. Porque, não acredito que alguém que seja feliz e/ou já tenha realizado um sonho seria capaz de dizer algo desse tipo.

Dinheiro é importante, porém, não é essencial, nem a fonte de realizações. Já vi muita gente com dinheiro (e põe dinheiro nisso), empregos estáveis, casa própria, carro, tudo isso junto, mas que no final do dia chorava por não se sentir feliz. Infeliz por diversos motivos, entre eles não trabalharem no que realmente desejavam, ou por terem ignorado algum sonho no passado.

Por isso, digo a você, cara amiga desconhecida, se puder aliar seu sonho a bons ganhos financeiros, ótimo para você, contudo se este sonho apenas pagar as contas e para você for o suficiente, maravilhoso também, pois nem sempre dinheiro vem acompanhado de felicidade, mas toda realização pessoal vêm.

Nota: No caso em particular, a tal garota queria ser escritora. Eu estou nessa aventura, e não ganho nenhum dinheiro, ainda, com isso, tenho um emprego estável que não tem nada a ver com a escrita. Mas toda vez que alguém me diz que algum texto meu o ajudou de alguma forma me sinto feliz e realizada. Essa sensação não tem dinheiro que pague. É algo entre você e seu coração.