Revista Statto

Preencha-se com o novo

30/10/2018 às 13h22

Dia desses, olhando algumas imagens na Internet, me deparo com uma foto da pasta de dente Kolynos (década de 80), acredita? Ela foi encontrada numa praia pelo pessoal do Movimento Lixozero e Reciclagem, que sigo no Instagram.
Fiquei espantada! Primeiro, porque há muitos anos não via essa Kolynos (me senti um pouco fora de época); segundo, porque fiquei me perguntando há quantas décadas essa embalagem estava lá e nunca ninguém limpou a praia? E como ainda permanecia sem ter se deteriorado em nada? Será que alguém estava escovando os dentes na praia?

 

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“Creme dental Kolynos parou de fabricar a mais de 20 anos. E hoje caminhando pela praia olha com que me deparei. Isso serve para entendermos o quão devastador é o impacto ecológico quando não descartamos o lixo de forma correta.”⠀ 😡⠀ Foto: Alexandre Menezes⠀ 😢⠀ O que você está fazendo para combater a poluição nos oceanos? Deixe nos comentários!⠀ 😊💭♻⠀ Descubra um jeito fácil de fazer isso: http://cleanseas.org⠀ 💚⠀ #Autossustentável #ONUMeioAmbiente #MaresLimpos #CleanSeas #ODS12 #ODS14 #oceano #poluição #resíduos #lixozero #lixo #praia #mar #ocean #pollution #beach #waste #zerowaste #sea #MedioAmbiente

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Bem, mostrei a foto para amigos e familiares e, lá pela quinta vez, fui me sentindo vazia daquelas perguntas, indignações e indagações. Como se isso já fosse algo comum demais. As pessoas me olhavam espantadas e revoltadas, mas nada transmitiam. A mim, também veio um sentimento de espanto: Como um lixo desse, tão usual, demora 450 anos para se deteriorar? Sim, é só uma pasta, mas quantas pessoas usam creme dental? Isso não pode ser normal nem comum, não mais. Mas sinto que é o mesmo que fazemos com nosso lixo.
Nos questionamos, indignamos e nos empolgamos a fazer diferente, mas só algumas vezes, porque depois perde a graça.

Tudo perde a graça.
Como fazer para continuarmos a reorganizar e reciclar nossas mentes, nossos lixos, nossa criatividade?
Falta brincarmos mais, rirmos mais e nos refazermos em nossa mente.


Montar algo novo do qual não esperamos mais nada. Talvez uma meta mensal e depois semanalmente, até que colocamos no dia a dia esta criatividade para fora.

O que você mais tem em casa que vai para o lixo quase que diariamente? Acha que pode inventar um novo sentido para isso? Esvazie-se e preencha-se com o novo reformado e reformulado, o que achas?

 

Reciclagem

13/09/2018 às 12h14

Viajo muito, entre os livros, nos filmes e pelo mundo, acredito que o mundo não só precisa, sente necessidade e carece de reciclar. Como é obrigado a adquirir, uma nova forma de utilizar será reciclar ou por ignorância, jogar fora no lixo. Se pesquisar ou conectar-se, por poucos instantes, nas redes da internet ou revistas de artesanato e livros, veremos que muito material pode ser reinventado, reestruturado de alguma forma nas mais diversas utilizações além de ser divertido e imensamente gratificante, pode ser feito de forma rápida e criar um hábito que em pouco tempo fará parte do dia a dia tornando-se cotidiano que nem perceberemos que o estamos fazendo.

Vejo, sinto e penso que reciclar quando temos a empatia tão almejada com o meio ambiente e responsabilidade com o que jogamos para ele, para o universo. Neste momento acredito que transformamos o lixo físico e simultaneamente o mental já que organizamos nossos espaços externos e internos concomitantemente, concorda?

Quando reciclamos algo, reciclamos nosso pensamento e nos reinventamos através deste objeto, decoramos a casa e enfeitamos a alma.

Em um documentário visto, há alguns anos sobre uma menina dizendo como era difícil não produzir lixo algum durante uma semana, vi a dificuldade que temos de nos reinventarmos, de sermos criativos e de realmente ajudar e sim, querendo algo maravilhoso em troca, nosso planeta saudável refletindo em nós, porque não?

Mais prosperidade, menos descartáveis.

Não é sobre isso o reciclar?

Em um mundo líquido, onde o imediatismo sobressai os projetos a longo prazo, fico a procura de melhorar minha comunidade e deixar algo de sólido para meu filho sentir, calçar e pisar.

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