Revista Statto

AINDA EXISTEM HOMENS ROMÂNTICOS EM 2020?

23/11/2020 às 11h04
(Foto: Emily in Paris – Netflix / Stephanie Branchu)

É a pergunta que toda mulher, mentorada por mim, vem fazer: Raí, ainda existe homem romântico? Onde ele está? Ao procurar possíveis provas para essa pauta, constatei que eles são difíceis de encontrar, mas sim, eles existem!

Devido a facilidade de dispensar o outro na sociedade “doente” em que nos encontramos, parece até piada associar romantismo ao homem hétero, porém, eu venho aqui abrir uma reflexão sobre isso, por meio de dois entrevistados para a coluna que tem um ponto em comum:  suas mulheres confirmam que eles são românticos.

Para isso, conversei com o Eduardo Sanches, 33 anos, bancário, residente na região serrana do RJ. E do Bruno Utzeri, 28 anos, enfermeiro, brasileiro, mas residente na Alemanha atualmente.

Iniciei com o questionamento: “O que é ser romântico para você”?

Chama atenção que ambos ressaltam não se verem “muito românticos”, mas, dentro da visão sobre o assunto, Bruno traz a importância das datas comemorativas, atitudes de amor, como eu te amo pela manhã e demonstrações durante o dia a dia sobre o quanto se gosta da mulher. Eduardo, por sua vez, concorda com as atitudes de demonstração de afeto, como elogios, para ser um homem romântico. Porém, ressalta a necessidade do esforço, no sentido de “querer fazer acontecer” para que o relacionamento seja nutrido por isso.

É importante apontar que eles consideram palavras de validação como algo muito importante na relação, o que vai ao encontro das ideias de Gary Chapman, em “As 5 linguagens do amor”, livro importantíssimo para você entender como as pessoas compreendem e nutrem suas relações. Dica de ouro, hein.

Quando pergunto sobre quais dificuldades eles encontram em serem homens românticos, ambos chamam atenção para um ponto crucial: A reciprocidade vinda da mulher. É muito importante que, mesmo diante da sociedade em que vivemos estar numa liquidez, como já apontava Bauman, o outro lado valide a atuação do homem para que ele se sinta à vontade de continuar com aquelas ações, ou seja, ambos precisam se alinhar.

O Romantismo virou algo muito escasso socialmente e, em alguns casos, por medo de sofrer, a mulher desiste de acreditar que possa ter alguém assim e repele essas atitudes vindas do homem. Sim, existe muito medo por trás do romantismo! Logo, quando um lado repele e o outro já não tem tanta inclinação para o tal, esse contexto começa a se tornar mais raro e, por isso, um tanto estranho quando aparece nas relações.

Entenda: Não existe culpado nesse sentido, existe uma falta de alinhamento sobre a linguagem de amor (Olha ela ai de novo!).

Por fim, quando questiono sobre: “o que falta nos homens para manterem o relacionamento em alta com a mulher”? Eduardo enfatiza o egoísmo masculino como um dos motivos que prejudica os relacionamentos. Falta de atitude e colocar muita coisa nas costas da mulher tornam o relacionamento, um contexto de mãe-filho, onde o homem acha que a mulher deve fazer as coisas e isso virar uma via de mão única.

Não se mantêm relacionamento assim, meus amigos.

Você homem, deve rever suas atitudes e, você mulher, se não está conseguindo consertar, vá atrás do que te faz bem e não se contente com migalhas. Por fim, Bruno ilustra, com exemplos de seu pai com sua mãe, que as atitudes não precisam ser baseadas em valor financeiro, tampouco coisas mirabolantes, mas com pequenas atitudes no dia a dia que tornam o relacionamento algo prazeroso, e não uma obrigação. (Uma rosa e uma louça lavada não fazem mal a ninguém)

O que podemos ver disso é que, tanto o homem, quanto a mulher, devem estar dispostos a reverem seus conceitos e linguagens de amor. Por que estou batendo nessa tecla? Porque esses conceitos traduzem como nos sentimos amados e, assim, as coisas fazem sentido um para o outro.

Romantismo é o adubo de um relacionamento. Sem ele funciona? Funciona também. Mas essa planta cresce muito mais vistosa e forte quando tem algo a mais nessa terra.

Respondendo à pergunta, existem homens românticos? Sim, existem! Onde? Eles estão por ai!

E como atraí-los, Raí”?

Eu que te pergunto: Quantas vezes você pede para o universo um homem romântico?

Ou ainda, você quer um homem que te trate como você merece ou um troféu para você exibir?

Amiga, eu acho que você quer mais ter um Boy do que ser namorada.

Então, repense no que você pensa e no que você pede.

Talvez seja o primeiro passo para a chegada do buquê de flores com a Netflix num dia chuvoso.

Rai Rocha

Por

AMORES EMBARCADOS: SERÁ UM MAR DE ROSAS, ESSE TIPO DE RELACIONAMENTO?

18/09/2020 às 11h16

Nas minhas andanças e cafés por aí, sempre topo com pessoas que tem os vários tipos de relacionamentos. Certo dia, tomando café e notei que estavam juntas quatro amigas com seus respectivos maridos/namorados embarcados. Aquele tititi de “ele volta tal dia” com “a casa tem que estar arrumada” somado a “ele dorme muito quando volta”, tomou o ambiente sem pedir licença.

Curioso no quesito relacionamentos, fui eu atrás de saber mais sobre esse tipo de relacionamento. Para tal, procurei conversar com duas mulheres, de contextos, situações e locais diferentes para entender sobre essa modalidade de amor.

Tive um papo com a Carolina Gualter, 32 anos, Enfermeira Obstetra, casada há 11 anos e com 2 filhos, moradora do interior do RJ e com a Juliana Freire, 28 anos, estudante de marketing, casada há 2 anos e moradora de Niterói, para tirar as minhas e, talvez, suas dúvidas em relação ao que eu chamo de “Amor Embarcado”, no bom sentido da expressão.

Inicialmente, perguntei como é ter um relacionamento com um homem embarcado e quais as maiores dificuldades nesse tipo de relacionamento. Sobre a rotina, varia de acordo com cada estilo de trabalho. Dependendo da escala, que pode ser 15×15 ou até mesmo 35×28 (dias embarcados x dias em casa), a vida fica em torno de fazer as coisas para elas e com seu círculo social nos dias em que os maridos estão fora, para que os dias em terra sejam dedicados para eles.

Sobre os desentendimentos no relacionamento, Juliana ressaltou que, “se ocorrerem, o casal resolve no momento, sem que fique algo para acertarem depois, já que esse depois é muito depois e, que isso, poderia começar a minar o sentimento”. Atitude não muito diferente do relacionamento da Carolina, uma vez que, ela pontua que “evita as possíveis “picuínhas de casal”, porque sabe que daqui a pouco ele vai embarcar e que isso é pequeno, diante da magnitude do relacionamento”.

Sobre o ônus desse tipo de relação, fica evidente nos dois casos, a questão da mulher se sentir sozinha e os problemas/eventos em relação à casa ou filhos recaírem todos sobre ela. O principal é ter ciência que pode contar com o cônjuge quando ele está em terra, mas quando ele está em alto-mar, a ajuda é quase nula, por isso, a Carolina afirma que “o ideal é a mulher contar com uma rede de apoio, como pais e amigos próximos”. Já Juliana ressalta que, “a ausência da figura de marido nos eventos sociais é o que mais pesa para ela. Tomadas de decisão, pouca comunicação durante o período de embarcado e as atividades relacionadas à manutenção, são momentos que tornam o processo desafiador demais”, ressalta.

Mas será que só tem pontos ruins?

Elas dizem que não!

A dinâmica do cotidiano ao lado de outra pessoa com histórias, dores e visões diferentes pode desgastar o relacionamento e, também, pode ser um indicador que não o faz durar, nos dias de hoje. Porém, o fato desse marido estar offshore torna o relacionamento mais saudável. Carolina indica que “o “Amor Embarcado”, no final das contas, funciona muito bem para ela e atribui a esse tipo de relação a chave para um casamento duradouro”. Juliana, em relação às vantagens, ressalta que “a vida íntima do casal fica mais aflorada, que a vontade do casal de fazer uma coisa pro outro aumenta e que o desgaste é mínimo, por não permanecerem tanto tempo juntos”.

De um modo ou de outro, consegui compreender pelas meninas, assim como outras que já escutei, que, embora não seja perfeito e igual ao ensinado pela vida toda, o Amor Embarcado vale à pena. E mesmo que pareça bem diferente, o amor delas nunca “fica a ver navios”.

Rai Rocha

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BLACK IS KING: 5 LIÇÕES SOBRE A VIDA QUE VOCÊ VAI APRENDER COM O FILME DE BEYONCÉ

01/08/2020 às 17h08
Beyoncé em “Already”. Foto: Divulgação. Fonte: Todateen

Nesta sexta-feira (31), a cantora Beyoncé lança seu novo álbum visual intitulado “Black is King”, fazendo referência à origem dos negros e, colocando em exaltação, toda sua história por meio da essência do filme “O Rei Leão” da Disney. O álbum ficou incrível e você vai conseguir ver várias análises presentes na Internet, sem nenhuma dificuldade. O que me propus, através desse espaço, é ressaltar as lições que Queen Bee trouxe junto à sua obra, no que condiz a amor próprio, autoconfiança e autoestima. Puxa uma cadeira e senta para você entender o todo.

“Siga sua luz ou a perca”

Conseguimos ver, claramente, que no início de uma jornada precisamos de orientação para alcançar os objetivos. Muitas vezes, por inversão de caminhos, acabamos nos afastando da estrada em que deveríamos seguir e caímos nos questionamentos sobre nossa existência. Tristeza, falta de energia e desânimo são algumas das sensações que temos, quando não estamos trilhando os passos para nossa missão. Então, o que fazer? Na dúvida, siga a sua luz. Beyoncé elucida bem, logo no início, como podemos ser conduzidos para outras situações, se não nos ouvirmos ou ouvirmos quem muito nos ama. Por isso, lembre-se: A sua luz sempre será a bússola na hora da escuridão. Não esqueça de olhar para dentro de si.

“Se eu não posso me expressar, eu nunca saberei quem eu sou”

Muita gente passa a vida engolindo à seco, não se expressando, não fazendo o que gosta ou mesmo com alguém que não ama. Muita gente passa a vida sem VOZ e, consequentemente, sem vida, não sabendo quem é e por qual motivo vive. Te convido nesse momento a olhar para dentro de si e perguntar: Será que eu me ouço? Será que eu me permito? Se você não for você, nunca saberá para que veio. Se permita, enfrente, continue caminhando e não desista. A gente te ama do seu jeito e aguarda o momento em que você vai florescer, pois estamos aqui te regando com palavras, textos, expressões e músicas, como da Beyoncé.

“Todo mundo é alguém, mas na dúvida, permita que te conduzam”

Como disse anteriormente, existem pessoas que querem te ajudar e nada melhor que você conhecer a si através do amor de quem te ama. Não é vergonha nenhuma pedir ajuda e Beyoncé veio para isso. No decorrer do filme, a música “Already” ressalta todo seu potencial, eleva tua autoestima e diz “A coroa já está na sua cabeça, você é da realeza”. Autoaceitação, amigo. Você precisa se convidar a aceitar o que as pessoas dizem de bom sobre você. Você é alguém incrível e, lá no fundo, você também sabe disso.

A realeza está em você para que seja uma benção aos outros”

Existe algo em você que precisa ser repassado. Todo tem um propósito na vida e é fato de que histórias se ligam. Quando você se aceita, você aceita a história de muita gente através da sua própria luz, ou seja, quando você diz SIM para o que você veio fazer, você diz sim para a vida de outras pessoas, ajudando a se libertarem, terem clareza ou uma vida mais tranquila. Por isso, amiga, sai da prisão e se aceita. Beyoncé deixou bem claro isso. Vem impactar vidas aqui fora, longe dessas dores que te perseguiram até hoje. A gente precisa de você. Tem coragem? Eu te ajudo.

“Meu poder, eles não vão tirar”

Por fim, quando você sabe quem é, N-I-N-G-U-É-M é capaz de tirar seu poder.

E que poder seria esse, Raí?

Sua luz, sua essência, sua missão. Eles podem tentar te derrubar, mas você sempre vai voltar ao ponto inicial porque se valoriza, se ama e entende que a opinião do outro é só a opinião do outro. Beyoncé, com toda sua coreografia e força de expressão corporal, ressalta isso em “My Power”.

Por isso, eu só queria te dizer: Você já é Rei. Você já é Rainha.

Assume teu posto, precisamos de você nessa luta que é viver.

Sei que tem muito a contribuir e tornar a jornada de muitos mais leve.

Beyoncé despertou isso em nós.

Agora é sua vez de tomar alguma atitude.

Vamos?

Rai Rocha

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COMO TER CERTEZA QUE ELE ESTÁ AFIM?

25/06/2020 às 09h44

Na quarentena, minhas manhãs foram invadidas com vídeo chamadas para tomar café. Minhas amigas e eu estabelecemos um pacto de tomarmos café juntos, já que não é possível se encontrar. Seja para lavar louça, tomar café de fato ou até mesmo para fazer comida, o que importa é que nossas manhãs foram feitas para falar de relacionamentos.

A pauta dessa semana foi “Como ter certeza que ele quer”?

– Têm umas situações que conseguimos identificar sim, o olhar, o jeito como ele conduz, quando te liga dizendo que chegou. – Disse Jana.

Eu, particularmente, não acredito muito que isso seja sinal de que quer não, principalmente, por ter muito homem confuso por aí.

– O sinal clássico de apresentar para a família, para a mãe, almoço de domingo – disse Julie enquanto ajeitava o fone de ouvido.

Também discordo. Nem sempre a família vai ser a base de segurança que dará tudo certo entre duas pessoas quando, mais uma vez, a questão da insegurança do cara pode colocar tudo a perder.

Mas, então, como podemos nos firmar e não ter certeza que estamos entrando de cabeça numa piscina que não tem profundidade?

A questão é observar sem a nuvem da paixão.

Quando você está apaixonada, seu cérebro tenta burlar várias informações racionais que podem chegar até você, como forma de manter aquele prazer do novo relacionamento à vista. Por isso, agir com um pouco de racionalidade, quando se conhece algum homem, é fundamental para captar os spoilers que a vida vai te proporcionar.

É válido, também, atentar se ele sente saudade de você ou da forma como você o trata. Pessoas gostam de serem bem tratadas, então, você cria na sua cabeça que ele gosta de você por conta dos sorrisos depois do almoço que você fez, por conta de pequenas coisas que você compra para ele ou mesmo pela conchinha à noite, após o sexo maravilhoso que vocês tiveram.

Cuidado, ainda assim, isso não é segurança de nada.

– Jura, amigo? Amigos, família, você ter a senha do celular, isso é um caso a se pensar, não? – Indagou Alê, fazendo seus ovos mexidos para o café.

Eu sorri e disse: Amiga, tem gente que tenta, mas depois, quando vê que a relação chegando, corre. Ele pode fazer de um tudo, mas a verdade é que segurança, você não vai ser ter nunca, porque jamais conseguiremos ter controle sobre o coração e a cabeça do outro. Digo mais, a gente não vai ter controle, ainda mais nos dias de hoje, quando coração e cabeça conflitam o tempo todo por conta das relações líquidas e de CkeckList que muitos homens querem.

Mas afinal, não tem como ter certeza de que uma relação vai começar?

Tem sim. A única relação que você pode ter segurança que vai começar, vai ser no momento em que você pedir você mesma em namoro. A partir de então tudo muda. E quando o outro chegar, você já vai ter uma relação de tanta certeza e segurança contigo que ele vai ser coadjuvante na sua vida. Você vai ser livre e não dependente de homem na sua vida. Dependência de ter um relacionamento com o outro nunca é saudável.

Lembre-se: Coadjuvante tem seu valor sim, mas não pode assumir o papel de protagonista dessa história.

Rai Rocha

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AFINAL, EXISTE TEMPO CERTO PARA DIZER EU TE AMO?

29/05/2020 às 14h12

Uma grande pergunta ecoa entre muitos recém casais: Quando é o momento certo para dizer o famoso “Eu te amo”?

Recentemente, estive na região serrana do RJ com um casal de amigos e, como de costume, entre um Gim-tônica e um petisco, rolou a velha história do “quem gostou primeiro”? Curioso que só eu, peguei minha taça e aguardei a resposta. Contrariando a minha expectativa de uma batalha, ela foi direta ao ponto: Então, eu pedi pra ele não dizer primeiro porque se eu não o amasse, iria ficar uma situação chata ali, logo, pedi para que ele aguardasse para que eu dissesse primeiro!

Se víssemos pela lógica, relacionamentos seriam situações fadadas a não darem certo por diversos problemas. Pedir para alguém segurar um sentimento por medo de não estar sentindo o mesmo é uma situação complicada para ambos os lados. O medo parece sempre estar por volta quando falamos de compartilhar dias de sorrisos, louças sujas ou, simplesmente, convidar a conhecer um amigo da pessoa. Nos arrepiamos que nem gatos, quando alguns passos a mais são dados sem o nosso controle. O “Eu te amo” parece que se tornou uma sentença para ambos, onde quem diz, está com a cabeça na guilhotina e o outro é o responsável pela execução. Ou mesmo, parece um portal para outra dimensão, onde você é obrigado a ficar com aquela pessoa para o resto da vida, sem a possibilidade de voltar atrás na decisão.

Mas então, em que momento, dizer “Eu te amo” seria bem assertivo e ideal?

Continuei a escutar as indagações e situações de dúvida em relação ao casal naquele domingo chuvoso em que cheguei à cidade para descansar um pouco do movimento corrido da metrópole. Mas eu amava estar ali vendo os dois rindo e, ao mesmo tempo, trocando olhares de “olha a besteira que você vai falar para ele”. Às vezes, não precisa dizer com todas as letras que ama a pessoa, já que isso é um Tabu da sociedade no início de um relacionamento. Quando duas pessoas se amam, a gente consegue ver por detalhes. O mínimo sorriso, a ligação no meio da tarde, aquele café quente quando você chega para encontrá-la, aquele abraço apertado que você não encontra por aí ou mesmo o simples “eu lembrei de você”.

Acho que, no momento em que falamos de relacionamentos, as regras podem ser flexíveis. Não existe uma receita de bolo para chegar ao final e dizer: Pronto, aqui está o “Eu te amo”.

É você notar, sentir e permitir.

Sabe quando o bolo começa a assar no forno e você sente o cheiro?

Não é um sinal e é bom?

E depois? O bolo não tem uma probabilidade de estar maravilhoso?

O Eu te amo vem dessa mesma forma: Depois que você entrou no relacionamento, de repente, o cheiro dele pode vir e, se você estiver preparada e quiser aproveitar, o próximo passo tende a ter um gosto incrível.

Mas, Raí, e se queimar? E se não for tão bom? E se.…?

Querida, a gente não tem controle de nada.

Se der ruim, faz outro.

A gente não pode é desistir de querer sentir o cheiro do amor.

Rai Rocha

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NÃO ACEITE MIGALHA DE AMOR NESSA QUARENTENA

11/05/2020 às 18h27

Quarentena. Tempos de isolamento e pouco contato entre pessoas que se gostam (ou que já se gostaram). É normal, por conta das circunstâncias, revirarmos nossos armários emocionais com objetivo de limpar e tirar aquela poeira que jogamos para debaixo do tapete. Incentivados pela presença do tempo em larga escala agora, nos perguntamos:

Por que não resolver algumas pendências emocionais dentro de nós?

O problema está aí. Quando mexemos num cômodo para limpeza, ajeitamos tudo de um lado para o outro, batemos com o dedinho na mesinha ou na cadeira, mexe daqui, mexe dali, até tudo ficar na sua perfeita ordem. E você acha que seria diferente, quando se trata de sentimentos?

A partir de então, você fica vulnerável. Pode chorar, pode sentir dor e pode sentir S A U D A D E do que já foi. Mas, será que só você tá aproveitando pra fazer isso? E se o outro lado estiver fazendo isso também? Sabe, aquele relacionamento que ficou com reticências, ao invés, de ponto final? Aquele calcanhar de Aquiles que te fez mal durante muito tempo, que você só conseguiu sair com muita insistência, mas se aparecer, você se treme por inteiro?

Imagine, se durante essa quarentena, tudo que você quis escutar daquele alguém que te deixou para trás, viesse à tona por uma mensagem de WhatsApp?

Não é impossível. Mas o que vim te falar é exatamente isso. Não caia nessa. Você merece alguém por inteiro. Você merece o que a vida tem melhor a te oferecer. Se sujeitar a isso novamente, é como você catar migalhas e se contentar com aquele pequeno prazer. É você jogar no lixo todo seu valor, tudo que você é por alguém que já deu spoiler do que realmente pensa de você.

Acredite em mim. Não aceite essas migalhas de amor.

Você veio para ser a pessoa mais feliz nessa vida. Você precisa decidir acreditar nisso.

Você veio para ter um amor inteiro e não em migalhas.

”Mas Raí, não sei o que fazer se realmente aparecer. Qual a solução”?

Deseje luz e paz no caminho dele.

Deseje todo amor do mundo para essa pessoa que passou pela sua vida.

Não era para ser e você sabe disso.

Deixe ir.

E por fim,

Nunca esqueça que, em caso de não saber o caminho,

A melhor bússola sempre será o amor próprio.

Rai Rocha

Por