Revista Statto

O NOSSO FUTURO É A PARTIR DE AGORA E NÃO AMANHÃ!

07/10/2020 às 09h50

Até quando viveremos do jeito atual que vivemos, sem nos preocuparmos com o futuro da humanidade! Apenas “achando” que vai dar tudo certo amanhã!? Um dia não vai mais ter amanhã, nem para pensarmos num próximo amanhã. É bem provável que o planeta de uma forma ou de outra continue para sempre, mas já o ser humano, esse não sabemos. Como fica nossa consciência racional e espiritual diante de nossa incapacidade de mudarmos nossa forma de pensar e de agir nesse mundo físico!? Como poderemos assumir coisas maiores e mais nobres se, nem conseguimos mudar coisas que estão postas diante de nós todos os dias de nossa existência terrena!? Que tal nossa evolução atual; aumentando a produção de lixo e “emporcalhando” o mundo no qual vivemos!?

Em nosso estado do Rio Grande do Sul, 40% de todo lixo gerado é levado para Minas do Leão; são 124 municípios que enviam seus rejeitos (que não podem mais ser reutilizados para nenhuma finalidade) e resíduos (passíveis de reciclagem, reaproveitamento, etc.) misturados, sem qualquer separação ou coleta seletiva, para o aterro sanitário existente nesse lugar. O mesmo está numa área de 254 hectares, no qual são colocadas diariamente, quase 4000 toneladas de lixo (apenas umas 400 cargas de caminhão!).

Fazendo alguns arredondamentos; considerando que somos quase 8 bilhões de pessoas no mundo, produzimos próximo a 1kg de lixo per capita por dia (em média, metade disso é lixo orgânico); são então, cerca de 8 bilhões de kg de lixo diariamente ou 8 milhões de toneladas. Anualmente, são em torno de 2 trilhões de kg ou então 2 bilhões de toneladas de lixo. Caso fizermos uma conta para ver quantos caminhões de lixo isso dá por dia (10 toneladas por carga), em média, teremos um número de quase 550 mil caminhões carregando lixo no mundo, de um lado para o outro, continuamente.  Caso colocássemos todos esses caminhões (fazendo de conta que cada caminhão possui 10m de comprimento) enfileirados um atrás do outro, teríamos 5.500 km preenchidos por caminhões carregados.

O volume do lixo (seco e orgânico) misturados, mesmo após prensados e amassados, é estimado em cerca de 4 litros por cada quilo de massa. Dessa forma, temos anualmente, no mínimo, 8 trilhões de L, ou 8 bilhões de metros cúbicos de espaço físico necessário para colocar todo o lixo produzido. Para quem acha isso pouco, basta fazer as continhas e verá que, anualmente, são gastos, mundialmente, aproximadamente 10 mil hectares de terra (se fizermos de conta que nossa pilha de lixo seja de forma homogênea, de 100m de altura) ou então, se preferirmos, 100km², que no Brasil, equivale ao tamanho inteiro de alguns municípios menores.

Comparando-se dados da década de 80, com dados de 2010 em diante, observa-se que a quantidade de lixo gerado por cada um de nós dobrou nesses últimos 40 anos. Se tudo isso ainda não nos assusta o suficiente, basta pensarmos que a estimativa para 2030 é que, essa quantidade de lixo vai aumentar em mais 70%. E se não fosse somente o lixo, ainda temos a questão seríssima do esgoto sanitário, o qual no Brasil, apenas 45% do total gerado é tratado previamente, antes de ser lançado na natureza. Somente no Brasil, jogamos em nosso ambiente, diariamente, cerca de 14 milhões de m³ ou, 5 bilhões de m³ anualmente. Para fins de visualização e compreensão, são cerca de mais 100 km² necessários para colocar todos esses dejetos, só que agora, cobertos por 50m de altura de esgoto. Devemos saber, no entanto, que na realidade, o esgoto está todo esparramado, na água de nossos rios, nascentes e riachos. Vamos agora fazer a conta para o mundo todo? Basta extrapolarmos ou multiplicarmos essa quantidade umas 39 vezes e, teremos o resultado total global de esgoto gerado anualmente, pois nós brasileiros somos cerca de um trinta e nove avos da população mundial.

Precisamos acordar e agir agora e não deixar para depois! Nesse instante em que lemos isso, mais esgoto e lixo são gerados. O que faremos hoje, de diferente de ontem, para dormirmos com nossa consciência tranquila essa noite? Devemos só ter fé e acreditar que isso não existe? Mas o solo, a água e o ar, continuarão poluídos e contaminados mesmo pensando assim. É mais fácil repensarmos, recusarmos, reduzirmos, reciclarmos, reaproveitarmos/reutilizarmos o lixo e tratarmos o esgoto ou, posteriormente fazermos máscaras de oxigênio e outros equipamentos de proteção individual para cada animal e planta que vive na água? Parece que o ser humano não consegue mesmo, pensar em todas as variáveis dos seus problemas…

O NOSSO FUTURO ROUBADO POR NÓS MESMOS

26/09/2020 às 11h01

Quando observamos as intempéries e anomalias climáticas da nossa biosfera que nos assolam dia após dia, tais como secas, chuvas torrenciais, ventos fortes, raios, granizo, terremotos, tsunamis, entre outras, chegamos à conclusão que, realmente não mandamos em nada, a não ser sobre nossas próprias práticas e atitudes. Nosso futuro está sendo roubado de nós por nós mesmos. Pela nossa forma inconsequente de vivermos.

Estamos sendo cada vez mais imprudentes e irresponsáveis pelos nossos atos. O mundo, os recursos advindos dele e a riqueza existente, estão à disposição do ser humano para organizar a sua vida e da sociedade da qual faz parte. Somos “mordomos” dos bens planetários à nosso dispor e, não donos deles, para destruí-los. Devemos adorar o Criador e cuidar da sua criação.

Não adianta o ser humano pensar consigo, “agora farei uma estufa para proteger as plantas do calor, do frio e da chuva em excesso” se, a mesma estrutura não suportar o vento forte que poderá advir.

E o que fazer quando o céu fica nublado ou com neblina por vários e vários dias e as plantas começam a nascer ou, até a estiolar por falta de radiação solar!? Vamos fazer luz artificial também, o tempo todo? Pois de forma semelhante, logo mais vamos precisar fazer a polinização manual das plantas por falta de abelhas e outros polinizadores, os quais vêm sendo dizimados pela ação antrópica! Não adianta o homem fazer reservatórios, cisternas e implantar irrigação em suas lavouras, para se precaver frente a eventuais estiagens se, vier a ocorrer uma seca super prolongada que, acabe secando até o rio mais próximo.

O homem percebe que está faltando algo, mas, ignora os sinais dos tempos e de seu próprio ser. A sua mente, pessimista, e sua forma agressiva de viver com a natureza, está pondo-o de joelhos por todos os lados e áreas de sua vida, mas, no entanto, sente-se muito grande e poderoso para reconhecer que precisa mudar, de pensamento, palavras e atitudes. Acostumamo-nos a aprender, aprender, mas, pouco ou nada fazemos, pois, não nos foi ensinado que devemos agir também e, não ficarmos apenas acumulando conhecimento sem investi-lo na prática depois.

Uma mente boa e generosa, mas com obesidade mental, “acamada”, e que não coloca o corpo dela “fazer exercícios no mundo físico e das pessoas”, é muito pior que uma mente fraca, subnutrida de conhecimento, mas que faz o corpo atrelado a ela se mexer e fazer coisas más e perversas. A passagem que aparece em Mateus (cap.25, vers. 13 a30), explica muito bem sobre sabermos algo e não fazermos e/ou deixarmos de fazer ou, ainda, não usarmos nossos talentos e habilidades natas para o que fomos designados a este mundo.

Não adianta o ser humano fazer uma ponte para suportar a vazão das águas pluviais e fluviais, através de um registro dos últimos cinquenta ou cem anos se, ele não prever a força e a pressão eventual das águas represadas por entulhos ou o próprio lixo presente no rio. Da mesma forma, não adianta o homem fazer uma casa resistente a ciclones, tornados e furacões se, depois será um tremor ou um terremoto que a derrubará. Em tudo o que o homem fizer, sempre haverá variáveis que ele não consegue prever e que, a natureza ao seu tempo mostrará.

Todos nós precisamos colocar nas nossas cabeças que nenhum homem é dono de nada e muito menos dominador/controlador do planeta ou das suas “virtudes” (recursos naturais). Somos apenas uma pequena parte do planeta vivendo nele e dele e, ao querermos espoliá-lo, apenas enganamos a nós mesmos, pois tudo volta a nós.

Ninguém escapa da lei de causa e efeito. O homem até pode enganar outro homem ou vários outros, através de mentiras científicas, religiosas, filosóficas, históricas ou então, por meio de leis econômicas, criadas e inventadas, mesmo sendo muitas vezes fraudulentas e injustas, mas, nunca, o ambiente ao seu redor, que tem vida e leis próprias. O homem pode até usufruir somente para si e, se esbaldar, nos bens materiais e outras facilidades e prazeres carnais e efêmeros existentes em nosso mundo físico, advindos pela posse abundante da moeda de troca, o dinheiro da época, mas, ele não terá vida plena se, não fizer nada em prol dos seus irmãos e, nem tiver a seu dispor alimento de qualidade, ar puro e isento de poluentes, água potável e outras necessidades intrínsecas ao organismo.

Em Lucas (cap. 12, vers.16 a 21) ilustra-se muito bem como o homem se acha grande ao fazer suas obras terrenas, no entanto, nada do que ele faz tem perenidade se, não desempenhar a sua verdadeira grandiosidade, que é a espiritualidade, o bem a toda a criatura. Apenas o homem dotado de ganância, soberba e arrogância que acha ter poder para, botar preço nas coisas e se adonar delas, que ele próprio só pode desfrutar e não fazer ou criar, desde uma simples (mas super sofisticada) semente natural, uma vista bucólica em meio à plantas, flores, cachoeiras, céu estrelado, entre outras tantas lindas e maravilhosas paisagens. As belezas naturais que revitalizam o nosso ser e nossa alma não podem ser reconstituídas ou criadas por nenhum dinheiro do mundo, após destruídas totalmente.