Revista Statto

PROGRAMA MULHERES EM FLOW FALA SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL

11/11/2020 às 08h50

Rosangela Sampaio, psicóloga e apresentadora, fala sobre a alienação parental e quais as consequências que os atos dos pais podem causar nos filhos

Alguém que não sente, elabora e transforma o fim de um relacionamento, é capaz desenvolver um processo de alienação parental, que não poupa nem o próprio filho.

Gostaríamos de imaginar a infância como uma época pura, livre do fardo das responsabilidades que se abatem sobre nós.

Muitas crianças e adolescentes sofrem em processos de alienação parental, situação que os atormenta por anos a fio, arruinando a sua educação e seu estilo de vida, minando sua felicidade.

Crianças com idade escolar tem a mesma taxa de depressão e com a mesma intensidade que os adultos.

Pior: a alienação parental se vincula na forma de enxergar o mundo, trazendo consequências avassaladoras na idade adulta

Quando os pais estão em processo de separação, é muito importante que a situação seja colocada de forma neutra, clara e simples, sem denegrir a imagem um do outro, possibilitando o dialogo familiar.

Assim, quando os pequenos entendem que existe uma diferença entre a relação amorosa dos pais e a relação entre pai, mãe e filhos, e que, mesmo a primeira não tenha continuidade e ele não se aplica a segunda, entre pais e filhos o processo fica menos doloroso.

Alienação parental: as crianças e os pais precisam de ajuda sim!

Alguns pais relutam em buscar ajuda profissional no decorrer do processo, interferindo no curso natural do próprio amadurecimento emocional e no crescimento emocional das crianças.

Perceber a conexão entre contrariedades, crenças e consequências é o primeiro passo para trabalhar todo o processo de mudança de forma saudável, inclusive com seu filho.

O processo de psicoterapia é um dos meios para os pais se cuidarem e de se ouvirem, para estarem bem consigo mesmos e em suas relações com os filhos.

Com isso, o processo de desconstrução e reconstrução do núcleo familiar é menos doloroso e mais assertivo.

Para as crianças, a psicoterapia infantil é a recomendada. Igualmente, a criança se sente mais à vontade para expressar seus sentimentos e facilita seu entendimento diante de todo processo.

Você, pai ou mãe: qual o seu papel?

Possivelmente, o relacionamento mais importante e duradouro que você possa ter começa quando você traz uma criança ao mundo.

Infelizmente não nascemos sabendo construir relacionamentos amorosos duradouros e nem a criar filhos com excelência, principalmente quando aliados ao fato de que não fomos educados emocionalmente e, então, nos deparamos com as adversidades que a vida nos propõe de acordo com nossos comportamentos e, literalmente, perdemos o controle.

Todos nós começamos como amadores, mas podemos aprender muito sobre ser um bom pai/mãe, especialmente nos momentos desafiadores.

A primeira pergunta que devemos fazer é: qual o papel dos pais diante de uma separação?

Acredito que o principal papel dos pais é o de amar e nutrir seus filhos, e incentivar sentimentos de autoestima e autoconfiança.

Falar mal do pai ou da mãe para a criança irá fazer mal apenas para a criança, então, que tal transformar essas críticas em situações que promova algo construtivo na vida dela?

Dicas para os pais estarem ao lado da criança de forma positiva em um divórcio:

Comece fazendo apreciações em relação ao ex-companheiro;

Concentre-se no comportamento ou no desempenho indesejado, não na pessoa (substitua a “pessoa” por uma descrição do problema);

Fale sobre seus sentimentos, use nas mensagens “Eu” para manter a propriedade de seus sentimentos (“Eu não estou feliz com essa situação, mas vamos passar por isso juntos”);

Concentre-se no futuro, não no passado;

Consiga um acordo com seu parceiro (a) sobre o que será feito em prol do bem-estar dos filhos;

Ofereça ajuda, esteja presente e sempre atento (a) aos sinais;

Confira o Mulheres em Flow sobre alienação parental:

No final de outubro, Rosangela Sampaio recebeu a vereadora Adriana Ramalho em seu programa o Mulheres em Flow, para juntas da audiência via os ouvintes da Rádio Exclusiva FM, que acompanhavam pela live via Fan Page, assim como pelo YouTube oficial do programa, debaterem sobre o tema alienação parental.

Durante mais de uma hora diversas perguntas da audiência foram respondidas e você pode conferir na íntegra pelo link https://youtu.be/tN3onvHPRuc.

 

AS MULHERES EM FLOW E AS OPORTUNIDADES DE CRESCIMENTO

29/09/2020 às 22h28

Pense em sua vida e nas suas atividades favoritas. Agora responda: você já sentiu um nível elevado de concentração e motivação a ponto de perder a noção do tempo e até mesmo ignorar sua fome, sede ou cansaço?

Ao atingir esse resultado de imersão e de desafio, você chegou a se sentir totalmente conectada ao propósito de suas atividades?

Se você respondeu positivamente a essas perguntas, isso significa que você já conhece na prática o flow, um estado otimizado de motivação intrínseca (isto é, interna), que contribui para o desenvolvimento de competências, a elevação da performance e o aumento dos níveis de prazer, felicidade e bem-estar.

A sensação de estar transportando para fora de si é resultado do foco energizado, do movimento total da fluidez no processo de realização, no qual as emoções alinham-se às habilidades pessoais e ao nível de desafio enfrentado.

No nível fisiológico, o flow se relaciona às mudanças ocorridas no cérebro ligadas ao aumento do foco em atividades específicas e as resultantes sensações de satisfação e euforia.

O oposto disso é a chamada entropia psíquica ou psicológica, uma desordem na consciência ou no estado mental do indivíduo que o leva a entrar em conflito com seus próprios objetivos, reduzindo sua capacidade de realizar ações produtivas e sustentáveis.

O Flow na vida de uma mulher

Quando o flow ocorre na vida de uma mulher, ela experimenta uma sensação de engajamento e sinergia capaz de transformar sua vida de maneira surpreendente.

Habilidades e ideias fluem de modo intuitivo, e essa reciprocidade propicia um salto evolutivo na medida em que experimenta altos níveis de desafio e competência, seja ela intelectual ou emocional.

O Flow promove intensamente o desenvolvimento de competências, os picos de performance e o aumento do bem-estar, da satisfação e do senso de realização.

É nele que um alto grau de habilidade encontra um grau equivalente de desafio, resultando em metas cada vez mais elevadas que exigem um aumento progressivo no nível de habilidades necessárias para atingi-las.

Técnicas para gerar o flow em nossas vidas tem conquistado cada vez mais destaque como fator de regulação emocional, elevando resultados e o nível de felicidade e conquistas por meio de uma atmosfera favorável ao flow e ao crescimento.

As demandas do dia-a-dia propiciam algumas condições-chave para que o flow aconteça.

Por isso, compartilho com você 5 delas:

  • – Conjunto de metas/ objetivos claros e definidos com valores estabelecidos;
  • – Regras de performance bem-estabelecidas para propiciar resultados esperados;
  • – Desafios à altura das nossas habilidades, ou seja, o autoconhecimento facilita o processo;
  • – Ambiente que encoraja a concentração, mantendo foco nas tarefas mais interessantes;
  • – Conheça suas forças pessoas e aplique-as estrategicamente.

Seja qual for o momento que você está na sua vida, o flow traz uma série de benefícios gerados a partir do momento em que você transforma seus problemas em desafios e oportunidades de crescimento, removendo as interferências da sua mente e colocando as emoções a serviço do seu próprio desenvolvimento pessoal e profissional.

Quem é Rosangela Sampaio?

Rosangela Sampaio é psicóloga, terapeuta holística, palestrante, escritora e apresentadora do programa Mulheres em Flow.

Dentre seus trabalhos literários estão o capítulo “O poder do autoamor”, da obra “Autoamor – Um caminho para regulação emocional e autoestima feminina”, além das coordenações editoriais e coautorias dos livros “Sem Medo do Batom Vermelho”, onde aborda um tema que é sempre polêmico, a rivalidade feminina, e “Mulheres Invisíveis”, sobre violência contra a mulher.

Também é colunista de portais expressivos e revistas nacionais, entre eles O Segredo, Revista Vivendo PlenaMente, Revista Cenário Minas, Revista Statto e Programa Em Destaque, onde leva informações sobre saúde mental para todos com uma linguagem leve, acessível e mostrando que disfunções emocionais fazem parte da vida de todos, não apenas “de gente fraca”.

Saiba mais sobre o seu trabalho em @rosangelasampaiooficial.

https://ops4.com.br/as-mulheres-em-flow-e-as-oportunidades-de-crescimento/

AGOSTO LILÁS: SAIBA OS TIPOS DE VIOLÊNCIA E COMO AGIR DIANTE DAS AGRESSÕES

21/08/2020 às 16h22

Para começar esse artigo sobre agosto Lilás, um mês tão importante de conscientização no combate à violência contra a mulher, começo ressaltando que a violência intrafamiliar é diferente da violência doméstica e trata-se de um problema que afeta a sociedade de maneira global.

Esse tipo de violência considera todo e qualquer ato, ou mesmo omissão, de um integrante da família que impacte negativamente no bem-estar e na integridade física, psicológica ou até mesmo na liberdade e no desenvolvimento de outro membro.

Há quatro características da violência intrafamiliar:

Espaço físico em que ocorre: frequentemente, ocorre no ambiente em que a família vive, mas pode ocorrer em outros espaços também;

Relação em que se constrói: esse tipo de violência é definido pelas relações nas quais se constrói. Para ser considerada violência intrafamiliar é necessário que ocorra entre pessoas de uma mesma família, lembrando que esse vínculo não necessariamente precisa ser sanguíneo;

Sujeitos a quem atinge: pode atingir a todos os membros da família, mas é visto que as principais vítimas são mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência;

Tipos de violência intrafamiliar: de maneira global, considera-se que ela pode se manifestar por meio da violência física, sexual, psicológica e econômica financeira.

Por isso, saliento que a violência intrafamiliar e violência doméstica não são sinônimos, apesar de muitas vezes serem conceitos que se entrelaçam. A violência intrafamiliar tem como característica definidora as relações nas quais ela ocorre, enquanto a violência doméstica tem como predicado determinante o espaço físico no qual ela ocorre.

Violência contra a mulher em período de isolamento social: como se proteger de um abusador?

Segundo a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres houve um aumento de 17% no número de denúncias registradas pela plataforma no comparativo do começo e do fim do mês de março, período marcado por determinações de afastamento social em estados e municípios.

Nas relações amorosas é comum haver discussões, afinal, quando não se está de acordo com alguém, argumentar, mesmo que de forma veemente, é um modo de reconhecer o outro, de levar em conta que ele existe. Agora, quando falamos de violência, a conversa muda o rumo: o outro é impedido de se expressar, não existe diálogo.

As táticas de terrorismo íntimo viram-se contra o terrorista e da mesma maneira como ferem a vítima, ambos saem machucados.

Assim, o indivíduo diminui a sua ausência de autorrespeito e humanidade, paralisando a vitalidade do relacionamento. O ganho visado pela violência é sempre a dominação e em tempos de isolamento social imposto esses números tendem a aumentam, já que o agressor permanece em confinamento com a vítima.

E os efeitos da violência conjugal são devastadores para a saúde física e mental das mulheres e seus filhos: a violência física é facilmente percebida, mas a marcas desaparecem.

Já quando falamos da violência psicológica, as marcas são inapagáveis. Você, mulher, não é a responsável por essa dor, não precisa e não deve ficar aprisionada a ele para sempre.

Apesar de muitas vezes a mulher ter uma visão clara do que está acontecendo, é comum considerar os filhos como a primeira causa para adiar a decisão.

Vêm os sentimentos de culpa, dúvida, medo, a esperança de ter interpretado mal as coisas ou até mesmo a crença de que o parceiro vai mudar o comportamento e, como um milagre, seremos felizes para sempre.

Algumas ferramentas essenciais

Deixo algumas dicas para você buscar se ajudar e ressalto: busque ajuda o quanto antes. Não tenha medo e nem vergonha, pois é a sua vida em risco!

  • Recupere o seu poder e construa a sua autonomia: observe a sua vida e os desafios que você enfrenta, as suas idas e vindas diárias, quais situações fornecem potencial máximo para que você recupere seu poder e conquiste sua autonomia?
  • Esforce-se: olhe para dentro, seja honesta. Será que você mesma não está criando suas dificuldades? Prepare-se para se reconectar com você e se tornar uma pessoa verdadeiramente plena;
  • Seja tolerante com você: a tolerância é um ponto central, pois resulta na dignidade humana. Olhe com gentileza amorosa para você, eis a forma mais elevada de respeito e amor consigo mesma;
  • Nunca seja uma vítima: o que preciso aprender com esta experiência? Quais são as lições da vida que preciso assimilar? Se isto está acontecendo comigo, então, como sou responsável pelo que estou passando? Qual meu papel nessa peça?
  • Construa a sua felicidade, senão…: reconheça o valor de voltar a sorrir, reconstrua a sua vida com bases sólidas e apodere-se do que você deseja e merece.

COMO A RESPONSABILIDADE AFETIVA PODE MELHORAR AS RELAÇÕES AMOROSAS?

14/08/2020 às 15h56

Acredito ser de nossa natureza gostar de dar e receber de forma compassiva.

Assim, durante a maior parte da nossa vida, nos preocupamos com duas questões: o que acontece que nos desliga de nossa natureza compassiva, levando-nos a nos comportarmos, muitas vezes violentos, mesmo que inconscientes, baseados na exploração das outras pessoas?

E, inversamente, o que permite que algumas pessoas permaneçam ligadas à sua natureza compassiva, mesmo nas circunstâncias mais penosas?

Quando falamos sobre responsabilidade afetiva, automaticamente estamos falando de comunicação não violenta.

Seus relacionamentos são uma expressão direta da pessoa que você é.

A lei da correspondência determina que seu mundo exterior de relacionamentos corresponderá exatamente ao seu mundo interior de pensamentos e sentimentos.

Se o seu mundo interior é feliz e amoroso, seu mundo exterior de relacionamentos será feliz e satisfatório

Se você for mesmo uma pessoa que se autoconhece, seus relacionamentos terão precedência sobre todo o resto e, à medida em que você mudar e melhorar seus comportamentos, seus relacionamentos mudarão e melhorarão automaticamente, e sem esforço. Os relacionamentos devolvem exatamente o que você investe neles.

O que você pode começar a fazer agora para ter um relacionamento amoroso maravilhoso? E o que você pode deixar de fazer para ter um relacionamento maravilhoso?

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A psicóloga e apresentadora, Rosangela Sampaio, recebeu a psicóloga e idealizadora do Divas do Amor, Fabiana Nápolis, no Programa Mulheres em Flow, para debater o tema responsabilidade afetiva. Confira no https://www.youtube.com/watch?v=j5rhaH49U0w

TRANSFORMAÇÕES PROFISSIONAIS: O QUE DEU ERRADO E COMO PODEMOS RESSIGNIFICAR NOSSAS CARREIRAS?

30/06/2020 às 09h55

A vida profissional está passando por grandes transformações em todas as nações.

O dinheiro, por incrível que pareça, está perdendo poder. As pessoas começam a tomar consciência das importantes descobertas acerca da satisfação com a vida, o poder de ir e vir e o que realmente importa dentro de sua individualidade, afinal, a felicidade é subjetiva.

Nossa economia está mudando rapidamente do dinheiro para a satisfação.

O atrativo de uma vida estável, depois de anos de trabalho desafiadores, perdeu a força. A nova moeda corrente mundialmente é a satisfação.

Milhões de brasileiros estão revendo seus conceitos sobre trabalho, o estado de apreensão e o medo e é evidente que isso vem, acompanhado de inquietação e incerteza.

Atuação profissional é mais do que dinheiro

E as perguntas mais comuns no consultório são: “Precisa ser assim tão insatisfatório? O que estou fazendo da minha vida? O que eu posso fazer para mudar, meio a um momento tão desafiador economicamente”?

Minha resposta é sempre a de que você pode ter uma carreira muito satisfatória, desde que coloque as suas forças pessoais alinhadas ao seu proposito em ação.

O dinheiro é energia e se torna consequência mediante à sua atuação com significado.

A reformulação do trabalho, de modo a aperfeiçoar diariamente forças e virtudes, não só torna as tarefas mais agradáveis, mas transforma em vocação a rotina de uma carreira estagnada com intensa tendência ao descarrilamento.

Mudar de estilo de vida é desafiador, mas, acredite, é possível.

Muitas vezes somos afligidos pelo pessimismo, afinal, ele está em todo lugar, e de vez em quando talvez ampare o realismo que de volta e meia precisamos.

Identificar as forças pessoais, escolhendo um trabalho que lhe permita utilizá-las todos os dias, é reinventar a sua atual atuação, de modo a aproveitar mais suas forças pessoas, potencializando sua satisfação.

Talvez uma vida bem-sucedida, assim como uma carreira vitoriosa, necessite tanto de otimismo, quanto de pessimismo.

O pessimismo aguça nosso senso de realidade e nos dota de precisão, principalmente quando vivemos num mundo cheio de desastres inesperados e frequentes.

Isso significa que podemos e devemos nos tornar sonhadores, mas com pés no chão, planejamento e assertividade em nossas ações.

O otimismo e o pessimismo estão lado a lado

Creio que os desafios que estamos passando e o quanto evoluímos meio a tudo o que está acontecendo nos possibilitou algo a mais.

E isso eu digo avaliando com um olhar mais generoso e apurado, tanto dos nossos comportamentos, quantos dos comportamentos da sociedade que estamos inseridos.

Assim como algumas pessoas bem-sucedidas, temos dentro de nós um executivo que equilibra nossas ideias audaciosas e as ideias de tragédia.

A genialidade da evolução mora na tensão dinâmica entre otimismo e pessimismo, que se entrelaça em um processo de correção contínuo.

Enquanto oscilamos todos os dias, essas flutuações nos permitem realizações sucessivas.

O processo parte do princípio de que a responsabilidade pela mudança deve ser assumida por quem está lado a lado com seus objetivos.

Para entender, imagine o seguinte: você só conseguirá gerar mais resultados do que vem causando até agora se fizer algo diferente do que tem feito, de uma forma mais efetiva, prática e rápida.

Compartilho com você 5 passos para obter sucesso nesta empreitada:

  • Defina uma direção;
  • Determine um plano (composto por uma rota de etapas, estratégias de recursos e objetivos bem formulados);
  • Adicione recursos necessários para conquistar as metas e eliminar possíveis obstáculos ou limitações;
  • Analise a congruência e os aspectos éticos;
  • Avaliar impactos e riscos.

Caso você não consiga traçar rota e desenvolver seu planejamento com assertividade, está tudo bem, busque a ajuda de um profissional qualificado.

O primeiro atributo para a alta performance é a clareza de autoconceito.

A opinião que uma pessoa tem de si mesma influencia suas atitudes, comportamentos, escolhas e decisões.

Por isso, desenvolver uma noção clara de si próprio é uma etapa crucial do processo de autoconhecimento, que leva ao senso de competência profissional.

COMO TRABALHAR A ESSÊNCIA DA FELICIDADE EM TEMPOS DE CRISE?

08/06/2020 às 19h25

Esse momento de caos coletivo pelo qual estamos passando tem me mostrado que cada vez mais precisamos cuidar da nossa mente, para conseguirmos vencer absolutamente qualquer tipo de crise.

Quando falamos em um índice mensurável e que decorre da satisfação nos diversos domínios da nossa existência, estamos falando de bem-estar subjetivo.

Ele está relacionado com a avaliação cognitiva e emocional que você faz sobre sua própria vida. Pessoas com forte bem-estar subjetivo costumam considerar agradável e recompensadora a vida que tem, constroem relacionamentos satisfatórios, veem sentido em suas atividades, têm um senso de controle sobre o muito do eu que vivem, são esperançosas e otimistas, estabelecem metas, engajam-se em realizá-las e focam em seus recursos na superação dos obstáculos ao longo do caminho.

Segundo dados do Instituto Gallup, pessoas que não tiverem oportunidade de fazer o que gostam regularmente possuem chances reduzidas de obter níveis de bem-estar.

Por que algumas pessoas conseguem transformar sonhos em realidade, sucesso e prosperidade e outras não?

Se você está passando por desafios, o único caminho para a felicidade é o autodesenvolvimento, e isso só acontece se você decidir e estiver disponível a enfrentar suas crenças limitantes (verdades individuais), desconstrui-las e construir a sua felicidade com base no que é importante para você.

Agora, neste exato momento o que está acontecendo com você?

A história que você conta da sua história faz você ser quem você é.

Não podemos mudar o que nos aconteceu, mas podemos mudar a nossa percepção sobre o que nos aconteceu, construindo competências para lidar com o meio e intervir nele de forma proveitosa.

Nesse momento é preciso ter ciência dos fatores que fazem a vida valer a pena e que contribuem para um ambiente mais saudável: qualidades, virtudes e forças pessoais.

Para você começar uma autoavaliação responda:

  • Com que frequência você experimenta emoções positivas?
  • Como está o seu engajamento com a vida e o trabalho?
  • Como estão os seus relacionamentos?
  • Você sabe qual o seu propósito e tem claro o seu senso de significado?
  • Quais são suas maiores realizações?

Tire proveito da crise!

O bem-estar em momentos de crise deve ser sua prioridade número um!

Que tal aproveitar o tempo em casa para cuidar de si, aprender coisas novas e fazer o que gosta?

Confira algumas dicas:

Evite excesso de informações: mantenha-se informado, mas não foque somente em notícias negativas. Isso pode causar mal-estar e preocupação;

Cuide de seu corpo e sua mente: equilibre sua vida! Pratique exercícios em casa, alimente-se bem e hidrate-se;

Faça tudo no seu tempo: descanse, estude coisas novas, faça atividades que você gosta. Mas não faça isso de uma só vez;

Desligue um pouco do celular, da TV e procure um novo hobby: testar novas receitas de culinária, desenhar, escrever, pintar…. Enfim, opções são o que não faltam!

APRENDA A DESENVOLVER E A CULTIVAR O EQUILÍBRIO EMOCIONAL

24/03/2020 às 09h39

O que vem na sua mente ao ouvir a expressão bem-estar?

Estamos passando por uma situação adversa que causa medo, ansiedade, angústia e incerteza. Diante de um cenário assim, é fácil perder o controle e agir impulsivamente, causando ainda mais desequilíbrio.

O autocontrole ou autorregulação é uma força que se refere à habilidade de controlar excessos de todos os tipos, como parar de fumar, regular gastos e despesas, assim como administrar suas próprias emoções.

Tudo que sentimos e presenciamos podem afetar diretamente o nosso bem-estar, de forma positiva ou negativa. Para construir uma vida mais saudável, produtiva e feliz, precisamos desenvolver o equilíbrio emocional, pois ele será responsável por processar e filtrar de maneira adequada cada sensação.

Equilíbrio emocional é a capacidade de domínio sobre os pensamentos e ações em meio às influências emocionais, administrando e gerindo essas emoções de maneira racional e harmonizada. Desse modo, ele é responsável por manter sua saúde mental mesmo em momentos desafiadores.

Então, como administro meu equilíbrio emocional?

Para que você consiga gerir melhor seus sentimentos e aumentar o seu nível de bem-estar, separei algumas dicas de como manter o equilíbrio emocional.

Confira abaixo minhas recomendações para desenvolver essa habilidade:

Pare e reflita antes de agir: relaxe por alguns minutos, respire lentamente, acalme o corpo e os pensamentos;

Exercite o poder da gratidão: isso permitirá renovar as energias e realizar um constante aprendizado para o autoconhecimento emocional;

Permita-se sentir as emoções: ou seja, entender e expressar o que sente;

Seja positivo: procure ver o lado bom de cada momento, cultivando hábitos e ocasiões felizes;

Procure soluções assertivas: tome atitudes de maneira racional, vendo outras maneiras de vencer o problema. Busque autoconhecimento!

Você costuma controlar suas emoções ou suas emoções costumam controlar você?

Para sua autodescoberta, conte comigo e com profissionais capacitados na área de saúde mental. Aprenda a diminuir crises de stress, ansiedade e a prevenir doenças psicossomáticas, alcançando o seu florescimento. Sim, lembre-se de que você pode muito mais do que imagina!

MARÇO AMARELO: NÃO É SÓ UMA CÓLICA, O NOME É ENDOMETRIOSE

08/03/2020 às 11h12

Dores no período menstrual, sangramento na urina, infertilidade e dores nas relações sexuais, especialmente com penetração profunda, são alguns dos sintomas da endometriose, condição na qual o endométrio, mucosa que reveste a parede interna do útero, podem levar ao crescimento em outras regiões do corpo.

A endometriose é um problema comum que atinge uma a cada seis mulheres em período reprodutivo, normalmente, a endometriose é diagnosticada entre 25 e 35 anos. A doença provavelmente começa já alguns meses após o início da primeira menstruação.

Segundo a UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), a doença afeta 176 milhões de mulheres em todo o mundo e 6,5 milhões no Brasil.

Segundo pesquisa realizada com três mil mulheres com endometriose pelo GAPENDI (Grupo de Apoio a Portadoras de Endometriose e Fertilidade), 50% delas apresentam transtorno de ansiedade e 34% foram diagnosticadas com depressão. O quadro tende a se desenvolver pela cronicidade da dor inclusive durante a prática sexual, acarretando impactos negativos sobre a própria percepção da mulher, que antecipa frustração, falta de prazer e mais dor nas futuras relações, sem contar a possibilidade de infertilidade em alguns casos.

Este ciclo vicioso não só afeta a vida sexual da mulher, mas também causa sofrimento, angústia e dificuldades interpessoais, que acabam potencializando fatores de risco para desenvolvimento de transtornos mentais.

Recebo muitas mulheres ou casais em meu consultório para o processo psicoterapêutico, visto que o trabalho multidisciplinar é um dos caminhos para auxiliar na luta contra a doença. Na clínica, a mulher ou casal é convidado a refletir sobre suas emoções e como gerar mais emoções positivas, engajamento e aceitação durante o tratamento, sentido de vida, realizações positivas e relacionamentos positivos.

Como lidar com a Endometriose?

Cada paciente lida à sua maneira em relação ao seu diagnóstico, no entanto, algumas dicas podem ajudar no tratamento:

– Encontre maneiras de dominar as suas emoções, como exercícios de controle da respiração;

– Trabalhe o aprendizado do otimismo, grande aliado para vencer situações desafiadoras;

– Pratique exercícios físicos leves regularmente, pois reduzem os níveis de estrogênio no organismo, principal hormônio que controla o ciclo menstrual da mulher;

– Alimente-se bem, de forma saudável e procure descansar;

– Busque um grupo de apoio de pacientes com o mesmo problema que você.

A vida a dois com a doença

Já quando falamos sobre o casal, o apoio e a compreensão do parceiro ajuda muito no tratamento e algumas dicas podem ajudar:

– Conversar sobre os incômodos durante o ato sexual, para que consigam encontrar uma forma satisfatória para ambos;

– Indicar um ao outro os tipos de estimulação física ou fantasias preferidas, que posições preferem e quais precisam ser evitadas no momento;

– Fazer longas preliminares, inclusive para aumentar a conexão do casal. É indicado deixar que a vagina fique naturalmente bem lubrificada antes de penetrá-la;

– Considerar outras maneiras de ter intimidade, como massagem sensual, beijo, masturbação mútua e uso de vibrador;

– Avaliar, se for o caso, a consulta a um terapeuta sexual ou um ginecologista.

A campanha é importante porque nos faz compreender o nosso papel na sociedade em relação a doença. E mostra que podemos mudar os nossos hábitos, nos informar e termos um papel de destaque com relação à prevenção da enfermidade.

FEVEREIRO ROXO: MÊS DE COMBATE E CONSCIENTIZAÇÃO DA FIBROMIALGIA

26/02/2020 às 17h37

Rigidez matinal, dormência nas extremidades, alterações no sono, sensação de inchaço, dor torácica, palpitações, tonturas, dor de cabeça, alterações na memória e no humor são alguns dos sintomas da doença.

Alguns estudos indicam que a fibromialgia é mais comum em pessoas que possuem uma maior sensibilidade à dor, ou seja, é como se um botão fosse ativado e o sistema nervoso central fizesse com que a pessoa sentisse mais dor, fazendo com que nervos, medula e cérebro aumentem a intensidade da dor.

É comum desenvolver a fibromialgia após eventos traumáticos, como físico, psicológico e até mesmo uma infecção grave.

Recebo no meu consultório frequentemente pacientes com estresse crônico, depressão e alteração de humor. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a depressão está presente em 50% dos pacientes com Fibromialgia (2011).

O processo psicoterapêutico, que é um dos caminhos para auxiliar o paciente no tratamento contra a doença, melhora da qualidade do sono, assim como na manutenção ou restabelecimento do equilíbrio emocional. Na clínica, o paciente é convidado a refletir sobre as suas emoções e como gerar mais emoções positivas, engajamento e aceitação, sentido de vida, realizações e relacionamentos positivos.

Sua maneira de lidar é sua

Cada paciente lida à sua maneira em relação ao seu diagnóstico, e é um fator determinante na evolução da doença. Por isso, procuramos fazer com que a pessoa assuma uma atitude positiva frente às propostas terapêuticas e seus sintomas.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup – em mais de 150 países – revelou que para as pessoas um futuro melhor inclui ter uma boa saúde. Isso não significa a ausência de doenças, mas ter escolhas referentes ao estilo de vida que sejam capazes de favorecer a saúde e promover o equilíbrio entre corpo e mente.

É por meio do nosso corpo que criamos e exprimimos sentimentos, emoções e pensamentos, ou seja, tudo o que chega à nossa mente passa primeiro pelo nosso corpo.

Pensando nisso, surgiu o conceito de saúde positiva, um novo campo de conhecimento proposto por Martin Seligman, pai da Psicologia Positiva. Aconselho você a conhecer.

Segundo ele, a saúde positiva direciona o nosso foco para aquilo que nos torna saudáveis. Afinal, nós sabemos o que nos faz adoecer, mas nem sempre sabemos o que, de fato, nos tornam saudáveis.

Como ter uma saúde mais positiva?

Confira os pilares da saúde positiva, que constituem recursos que devemos adquirir ou preservar, e reflita se suas ações estão contribuindo para uma vida mais longa e saudável.

– Trabalhe seus recursos funcionais, isso inclui medidas de capacidade física, como flexibilidade, força, resistência, entre outras. Inclui também a adaptação de nossas funções corporais às demandas de estilo de vida que escolhemos, como trabalhar, amar e se divertir;

– Trabalhe recursos biológicos relevantes à sua saúde, como massa corporal, pressão arterial, temperatura, batimentos cardíacos, entre outros;

– Trabalhe recursos subjetivos. Isso inclui estados de bem-estar físico, como energia, vigor, vitalidade, e sensação de estar no controle da própria saúde. Também entram os níveis de otimismo, satisfação com a vida, emoções positivas, engajamento em nossa vida e nas coisas que fazemos.

A campanha é importante porque nos faz compreender o nosso papel na sociedade em relação à doença, e mostra que podemos mudar os nossos hábitos, nos informar e termos um papel de destaque com relação à prevenção da doença.

VOCÊ SOFRE DA “SÍNDROME DA SUPER MULHER”?

26/02/2020 às 15h04

O Ministério da Saúde adverte (ou deveria advertir): ser a Mulher Maravilha é prejudicial à saúde.

Conflitos pessoais, maternos e conjugais, busca pela satisfação pessoal e profissional, melhor convívio familiar e social – a cada atividade a sensação de esgotamento físico e mental toma conta.

Atenção, você pode estar próxima do que chamamos de “Síndrome da Super Mulher”, uma expressão que ganhou notoriedade ao dar nome ao livro da Psicóloga Marjorie Hansen Shaevitz, “The Superwoman Syndrome”.

Como saber se você está com a Síndrome?

Devemos ficar atentas aos seguintes padrões: acreditam que é obrigação delas fazer com que todos se sintam felizes, não sabem dizer não para os outros e sim para si mesmas, assumem mais compromissos do que podem dar conta, tentam resolver os problemas dos outros, têm mania de perfeição, são competentes, mas não são autoconfiantes.

Por isso, elas estão sempre agitadas, se perdem delas mesmas e perdem de vista seus verdadeiros objetivos. Estimulam relacionamentos conturbados, baseados na dependência e sentem-se deprimidas com isso. Porém, tentam lidar com a frustração reproduzindo mais do mesmo comportamento. Como resultado, as supermulheres tendem a desenvolver problemas psicológicos como ansiedade, depressão, síndrome do pânico, entre outros.

Não são apenas as mulheres que tentam conciliar carreira e família que estão sujeitas a esse cenário.

Mesmo as que não têm conflitos conjugais, maternos ou as que não trabalham fora, podem apresentar essas características. Fique atenta!

Este questionário (que desenvolvi a partir do trabalho de Marjorie Hansen Shaevitz) é para ajudar as mulheres a avaliarem se sofrem com Síndrome da Super Mulher.

1 – Sempre estou atarefada e nunca tenho tempo para mim mesma.

a) Verdadeiro

b) Falso

2 – Me sinto culpada em tirar um tempo para mim mesma.

a) Verdadeiro

b) Falso

3 – Estou sempre ou quase sempre agitada/ estressada.

a) Verdadeiro

b) Falso

4 – Não delego tarefas. Acredito que é minha responsabilidade fazer as coisas.

a) Verdadeiro

b) Falso

5 – Tenho dificuldade em dizer não. Sempre faço o que me pedem.

a) Verdadeiro

b) Falso

6 – Estou sempre ajudando outras pessoas, mesmo quando não me pedem ajuda.

a) Verdadeiro

b) Falso

7 – Faço tudo sozinha porque não tenho ajuda nem suporte.

a) Verdadeiro

b) Falso

8 – Às vezes me sinto deprimida porque as pessoas não reconhecem os meus esforços.

a) Verdadeiro

b) Falso

9- Sou perfeccionista e sempre me cobrando mais e mais.

a) Verdadeiro

b) Falso

10 – As pessoas parecem ter se habituado a largar tudo em minhas costas.

a) Verdadeiro

b) Falso

      RESPOSTAS

  • Nenhuma resposta “A”: não possui sintomas da síndrome.
  • De 1 a 3 respostas “A”: exibe um ou outro sintoma da síndrome. Você precisa avaliar, checar hábitos e atitudes que podem estar gerando resultados negativos.
  • De 4 a 6 respostas “A”: exibe boa parte dos sintomas da síndrome. Se a sensação angustiante se manifestar com frequência, cogite procurar um acompanhamento.
  • De 7 a 10 respostas “A”: exibe a maioria dos sintomas da síndrome. Você cultiva hábitos prejudiciais para o seu desempenho. Está na hora de buscar auxílio profissional.