Revista Statto

QUÃO GRATO VOCÊ É, PELA VIDA?

26/11/2020 às 15h01

Ah o exercício da gratidão, tão falado ultimamente. Você tem sido grato? Tem olhado a vida com olhos queixosos ou generosos?

A Gratidão, substantivo feminino que significa “reconhecimento por um benefício recebido; agradecimento: dar provas de gratidão. (Popular) Ação de reconhecer ou de prestar reconhecimento a alguém por algo bom; obrigado”; vem sendo usada como um método eficaz para meditação, combate ao estresse, descanso e até mesmo para nossas preces.

Abraham Maslow, um psicólogo americano, conseguiu perceber, através de suas pesquisas que a habilidade de sentir e expressar a gratidão representa um aspecto vital para a saúde emocional e mental dos indivíduos, provando que pessoas que praticam esse hábito são mais felizes.

Quando analisamos a vida com gratidão, as coisas ficam mais leves.  Mas você já se questionou quando costuma agradecer? Talvez você seja grato quando conquista algo pelo que batalhou, quando recebe boas notícias ou ganha um presente. Momentos que agradecemos ao que nos foi ofertado.

Mas você é grato pelas pessoas a sua volta? Inclusive aquelas que lhe magoaram em algum momento? E você é grato pelos momentos? Por aqueles não tão bons que te ensinaram? E por aqueles tão importantes que até esquecemos? Como por exemplo: você é grato por ter água potável para beber? Uma cama confortável? Você é grato por estar respirando?

Nesse momento de pandemia, quando a dor ou a ansiedade bater em nossa porta, uma boa ideia é fazer uma lista de coisas pelas quais somos gratos. Comece com quinze coisas. Num primeiro momento talvez fique difícil, mas se esforce, e verá que tem muito mais a agradecer do que a reclamar.

E já que falamos em reclamar, cabe salientar que alguns autores trazem a informação de que a palavra RECLAMAR, leva ao Universo a ideia de CLAMAR a ele por algo. Isso quer dizer que quando reclamamos sobre algo, estamos pedindo, clamando ao Universo por aquilo. A velha história “quanto mais eu rezo mais assombração me aparece”.

Temos tanto receio de determinadas situações que podemos internaliza-las e isso acaba acontecendo. Lembre-se que a vida atende aos nossos pedidos. Talvez não da forma que idealizamos, mas como precisamos. Ela sempre faz o melhor para nós, para nos ensinar ou nos presentear, mas temos o livre arbítrio. Nunca esqueça disso! É você que escolhe como lida com cada situação que lhe acontece, então está em suas mãos esse poder!

Escolher os pensamentos e sentimentos que cultivamos é a chave para uma vida melhor e mais feliz. Finalizo assim, com as palavras de Zíbia Gasparetto: “Escolha a alegria, confie na vida, acredite no bem”. Você pode!  Pratique a gratidão!

E A SUA FÉ? COMO ANDA?

18/11/2020 às 09h02

Fé na vida, todo santo dia”! E quem não precisa de um empurrãozinho as vezes? Você sente que precisa de um empurrão para ir à academia, para se alimentar melhor ou ler mais? E a sua fé? Como anda?

O que ela tem a ver com isso?!

Ao meu ver a fé é o todo. É o que nos mantém firmes, quando nos parece faltar o chão. Costumava dizer, “se não tens fé, tens o que”?

A força que move o mundo, a fé é um complemento a medicina, a agricultura e aos nossos projetos, planos e sonhos. Fé é a crença de que o medicamento fará efeito, que a semente germinará e que os planos e sonhos se concretizarão da melhor forma possível.

Percebida como aquilo que nos mantem dispostos e persistentes quando as coisas dão errado; quando acontecem imprevistos que nos atrasam e parece que perdemos uma oportunidade, quando na verdade, depois aprendemos, era um ‘livramento’. É o que nos mantém focados, firmes e fortes como dizem as hashtag.

Essencial para a nossa vida, é necessário exercitar o corpo, a mente e a fé? Sim. A fé religiosa, se tens, também; mas falo de fé na vida, no bem, na melhoria. Fé em um amanhã melhor.

Como está tua fé nesse momento em que vivenciamos uma pandemia?

Um momento em que a vida se mostrou frágil para o mundo todo. Pessoas queridas partiram sem que nós esperássemos. Nos afastamos de alguns, pausamos nossos planos, repensamos tantos pontos que antes eram cruciais, e agora, nem secundários são.

De repente, a tristeza bateu na nossa porta sem avisar que viria. Uns reagiram com medo e receio, outros com descuido e eu falo, sem bom senso algum. E outros, fortaleceram-se na fé. Aquela fé que crê que não estamos abandonados e sozinhos. Aquela fé que nos deixa dormir tranquilos. Aquele sentimento que nos torna gratos por mais um dia vivido quando deitamos na cama, e também gratos por mais um dia a viver quando dela nos levantamos.

Fé também é pensar com carinho em quem não vemos a bastante tempo e sentimos saudades; é pedir ao Universo que o amigo que mora longe seja feliz, que o filho que viajou esteja bem, e acreditar nisso.

Fé é quando você ‘torce’ por alguém e fica feliz ao ver o outro feliz, conquistando seu espaço. Isso é fé na vida! É acreditar que o sol ‘nasce’ pra todos, ainda que não seja visível.

O magnetismo é uma das maiores provas do poder da fé posta em ação”, exemplos são as terapias energéticas que hoje auxiliam-nos de uma forma incrível. É a força do pensamento que que se resume nessas duas letras: fé! Aliada a razão é uma grande força que possuímos. Um poder imenso que habita dentro de nós.

É o remédio para todo sofrimento, como disse Allan Kardec. O mesmo afirma “um só é infalível: a fé, o olhar para o céu”, quando questionado sobre o que recomendar aos que sofrem. E ele acrescenta: “É a fé o remédio certo do sofrimento, ela mostra sempre os horizontes do infinito, diante dos quais se apagam os poucos dias sombrios do presente”.

E assim, com essa bonita e profunda afirmação de um dos tantos disseminadores da sabedoria da fé, que possamos alimentar a nossa com o pensamento de que a cada lágrima que derramamos são bálsamos de alívio e consolação para nosso ser. Que saibamos vivenciar da melhor forma possível essa passagem que é tão curta e cheia de desafios que são para nosso aprimoramento. Que teu coração se fortaleça com esperança, amor e fé na vida. Fé que tem algo bem maior além disso tudo. Viva com fé!

SENTIDO DA VIDA, JÁ SE PERGUNTOU SOBRE O SEU?

11/11/2020 às 21h49

E ao final vão lhe perguntar: o que você fez da sua vida? E você? O que vai responder? Nada”? (Anton Pavlovitch Tchekhov).

Os questionamentos anteriores podem parecer um pouco mórbidos em primeiro momento, mas são de uma enorme profundidade no que tange ao que gosto de chamar de ‘sentido da vida’. Já se perguntou qual o seu?

Já parou de frente para o espelho e se perguntou como foi seu dia, se conseguiu solucionar os problemas e parou para se dar um elogio? Já tratou a si como trata o outro? E se não fossem as aparências externas, você gosta do que vê?

Essa auto avaliação é muito saudável e importante para o crescimento pessoal e a maturidade emocional. Nem sempre é cômoda, mas eu te indico praticar. Serve para analisarmos a nossa conduta e consequentemente, mudar ou deixar para trás o que nos atrapalha o caminho.

Provavelmente você já se questionou, num desses momentos de introspecção, se está vivendo/ofertando, o seu melhor a vida ou se está fazendo “o suficiente”. Encontrar uma resposta, seja ela qual for é um excelente caminho para o aprimoramento do nosso ser.  Ao “sair da caixa”, possibilitamos que um mundo de oportunidades de apresente a nós nesse contexto amplo que é a nossa jornada terrena.

E aqui entra o questionamento do início do texto: o que você fez com as oportunidades que te foram dadas? Cuidou do seu corpo, que é a sua morada? Cultivou as pessoas, que são os nossos jardins? Semeou e cuidou daquilo que tu desejavas ver crescer e colher?

Procuramos, buscamos, lemos, enfim, temos tanta informação disponível nas mais diversas formas que nos esquecemos, às vezes, da principal. Falo da resposta da pergunta: “Quem somos nós”? onde se inserem tantas outras, como:  “O que eu vim fazer aqui?; Quais são meus sonhos, meus ideais?; Quanto já fiz de bom?; O que posso melhorar?”.  Essas respostas não estão em plataformas digitais, em grandes bibliotecas, ou tem algum código. Elas estão dentro de nós. Basta olharmos “para dentro” para que possamos acessar o grande acervo que somos.

Nossas atitudes não precisam de aplausos ou palcos com uma plateia lotada. O que você fez da tua vida é algo que tem muito mais a ver com o que você fez em secreto, quando não viu tua mão esquerda o que a direita entregou, do que aquilo que aprovam ou não. Tem a ver com a sua consciência, com o quão bem você dorme, com a gratidão que tu sentes ao acordar e ver que ainda dá tempo, de fazer muito mais.

SOBRE UMA LIÇÃO ANTIGA: A DO AMOR

30/10/2020 às 09h17

Todos nós carregamos dores, boas lembranças, algumas saudades e – pelo menos deveríamos – a esperança de um amanhã melhor. Para nós. Para a nossa família.  Para a humanidade.

Por termos um ancestral em comum, bem como tantas outras características que nos tornam “iguais” uns aos outros, apesar de nossas diferenças; e do célebre, quase clichê, “ninguém é igual a ninguém”, não consigo pensar de forma desigual aos que afirmam que a felicidade deve existir para todos, porque um dia pisou na Terra alguém que afirmava sermos todos irmãos.

Não consigo esquecer as palavras daquEle que, impactado gerações até hoje –embora sua presença, tão Divina, não fora valorizada naquele momento –quando Ele nos pede para amarmos uns aos outros.

Parece simples, já que amar é tão bom. Amar os pais bondosos. Amar o filhinho lindo dormindo no berço. Amar o cachorrinho que faz festa quando você chega do trabalho. Amar em sua totalidade é vivenciar a companhia de Deus e sua graça em nossa vida! Mas por que, quando pensamos mais a fundo, não conseguimos amar “ao nosso próximo”?

Talvez porque o nosso próximo é o que nos fere, nos magoa e abandona? Talvez porque o nosso próximo é o adolescente delinquente, o usuário de drogas que pede um tostão para comprar “bagulho”. Talvez o nosso próximo é aquela pessoa que traiu nossa confiança. Nosso próximo pode ser aquele a quem nunca conseguimos dar o benefício do perdão, embora nos esforcemos para isso.

Não compreendemos as palavras de Jesus, por isso estamos sempre lendo, pensando, afirmando, repensando, praticando, errando e nos arrependendo.  Ele, que nos ensinou o perdão, o “dar” sem pensar na recompensa, a crer em um Deus que nos cuida e ama é o mesmo que nos orienta a buscar plantar a boa semente, e alerta sobre os trunfos ou tristezas da colheita daquilo que plantamos.

Ele nos pede para amarmos porque é a única forma de nos tornamos melhores semeadores. Tudo que se planta com amor, floresce não é mesmo?

Enviamos o homem à Lua, sabemos a meteorologia e usamos esse conhecimento a nosso favor, estudamos o genoma e desbravamos o fundo dos oceanos. Nos comunicamos com alguém do outro lado do mundo em tempo real através das redes, mas não aprendemos com totalidade a mais antiga das lições: o amor.  Tarefas complexas nos enviou Deus não é mesmo?

Trago esse texto para que pensemos juntos, no que a vida quer nos mostrar com uma pandemia que se arrasta, mesmo com tanta tecnologia e ciência em nossas mãos. Um vírus, que pode ser mortal, minúsculo, impacta o mundo em meses. O pedido do nosso maior Mestre, a mais de dois mil anos, ainda precisa de muita persistência nossa para acontecer.

Meu desejo hoje é que pensemos com mais amor a vida que temos, em sua totalidade. Envolvendo com gratidão todos aqueles que cruzaram nosso caminho, mesmo aqueles que não vemos ou percebemos. Que possamos ser pessoas melhores todos os dias, aprendendo que a vida muda conforme nossa prática de mudança.

Permita que Deus coloque em sua vida o amparo, é a mão dEle que nos sustenta” (desconheço autoria).

Eu torço para que no fim do dia, todos nós tenhamos a consciência tranquila de nossos atos, que possamos dormir em paz e acordar dispostos a enfrentar o mundo na manhã seguinte. E que se por acaso a noite for de choro, saiba que ao acordar o sol estará lá fora e Deus permanece ao nosso lado.

LIBERTE-SE DO PESO DE SENTIR CULPA PELO QUE FIZERAM A VOCÊ

22/10/2020 às 10h12

O ser humano, passível de erro, leva esse termo muito a sério as vezes. Usando da objeção antiga, argumenta ações cruéis e irresponsáveis, sem pensar que do outro lado da história alguém sofre, isso quando não culpa o outro por seus atos impensados, ou pensados, em casos graves. Desmerecendo os sentimentos e emoções alheias, praticam iniquidades, causam sofrimento, levam famílias ao desespero e deixam muitas pessoas, totalmente “sem chão”.

Não é uma regra geral da humanidade. Ainda bem.

Todos nós recebemos informações, desde pequenos, de uma forma ou de outra, sobre como devemos agir na nossa caminhada aqui. O que nos diferencia é a forma como nos portamos diante do que sabemos ser “certo” ou “errado”. É isso que chamamos de caráter.

Fato é, que conforme crescemos, aprendemos: cada pessoa tem um jeito e uma forma de lidar com as situações da sua vida. Podemos dar conselhos, prestar auxílio, porém sempre respeitando a opinião e o contexto do outro. Também quando crescemos, erramos e procuramos recuperar o que foi perdido, pedir desculpas e reparar algum dano que causamos. O que nem sempre é possível. E a isso chamamos de consequências.

Ao nos relacionarmos com alguém – amizade, coleguismo, família e relações amorosas, entram nesse viés – esperamos que essa seja uma relação saudável, baseada no respeito mútuo, dialogo e fidelidade ao que foi construído, e tantas outras questões que não me cabe definir, porém quando alguém não as segue, tratando você com desrespeito; bom, esse é um problema que não é seu.  E o peso que ele traz também não!

Existem leis que nos orientam na vida em sociedade, bem como regras na vida familiar e amorosa a fim de que possamos viver em harmonia. Quando ocorrem traições, desrespeito, relações tóxicas e abusivas, existe uma tendência do receptor (pessoa magoada) se sentir culpado pelo “erro” do outro. Inclusive, muitas e muitas vezes, são induzidos a isso pela própria sociedade. Exemplos disso são ansiedades, depressões, pessoas magoadas e relacionamentos de mão única muito visíveis, bem como traumas impedindo alguém de ser feliz.

Dentro desse contexto, pesar bem nossas ações antes de toma-las é o que nos torna maduros, também é consequência na mente de alguém que tem em meta aprender com seus erros. Porque entendemos que tudo que oferecemos ao outro um dia volta para nós. É a lei da causa e efeito.  Se você pratica o bem, um dia o bem volta para você. Se você pratica maldades e causa dor em alguém, não vai adiantar fugir da vida.  “O resultado do que fazemos nos espera mais adiante”.

A semeadura é opcional, parafraseando um autor, mas a colheita é obrigatória. Que sejamos maduros para PENSARMOS ANTES DE AGIR, dizer NÃO para quem nos persegue e BASTA para o desrespeito.  Não se sinta culpado pela maldade que cometeram com você. Esse problema não é seu. Tome as atitudes que precisa e siga sua vida em paz.

SOBRE CONFLITOS E FELICIDADE

07/10/2020 às 09h37

Li que “a felicidade não é a ausência de conflito e sim a capacidade de lidar com ele”. Concordo em gênero, número e grau.   Quantas vezes por imaturidade, medimos nossa felicidade como maior ou menor devido as nossas vivências e pensamos não ser felizes porque estamos em uma fase difícil? Passamos por uma experiência dolorosa e pensamos que nunca mais sorriremos plenamente de novo.

Acredito que a maturidade de avançar depois das perdas e dos tombos é que nos ajuda compreender a importância dos momentos ‘infelizes’ para a felicidade, as dificuldades como colaboradoras para a nossa força, a escalada úmida como caminho para a bela paisagem a frente.

Não fossem as perdas não valorizaríamos o que permaneceu, as pessoas ao nosso lado e os abraços apertados não teriam o mesmo carinho se não fosse a dor do adeus sentida anteriormente.

Se pensarmos que os conflitos impedem a felicidade, não conseguiríamos viver de uma forma que nos orgulhássemos porque desde nosso acordar até o sono mais profundo é desafiador:  se alimentar bem, praticar exercícios, ir ao médico, ler um livro, trabalhar. Somos movidos por desafios. Tanto que na zona de conforto, disse um sábio, nada cresce.  Nosso corpo e espírito precisam melhorar-se e isso se faz com a movimentação que os conflitos trazem.

Eu melhoro quando, doente, procuro um profissional e faço uso daqueles remédios com sabor desagradável. Eu deixo de adoecer quando encaro que aquela fruta que não faz parte dos meus alimentos preferidos, precisa estar incluída no meu cardápio.

Me torno melhor quando faço terapia e lido com meus problemas com a ajuda de um profissional por mais incomodo que seja ficar frente a frente com dores antigas que pareciam estar bem escondidas, mas que faziam um volume enorme na nossa casa interna, porque estavam como sujeiras debaixo de um tapete bonito. O volume aumenta e a gente acaba até perdendo peças importantes da decoração porque o espaço que “aquela sujeira escondida” ocupava, já estava grande.

Você vai pensar nos enormes conflitos que viveu e vai se questionar como foi que superou, ou talvez se sinta realizado por ter trocado de fase.

Participar desse jogo que chamamos de vida inclui pódios e derrotas, sorrisos e lágrimas, suor e medalhas, por isso desejo que tu percebas o quanto recompensador é não desanimar diante das crises, das dores, das perdas, porque entre todos esses momentos uma Força Maior te ampara.

A Força Maior a que me refiro é aquela que te oferece o abraço do amigo no momento de dor, o beijo na testa diante da preocupação, o olhar conciliador depois da discussão, o aperto de mão depois da luta, o perdão depois da mágoa; tal qual sol que brilha depois de um longo período chuvoso, a brisa suave na tarde quente.

Essa mesma Força que inspirou alguém a dizer que a felicidade é bem mais que ausência de conflitos e sim lidar com cada um deles é a mesma que me incentiva a dizer que cada momento vivido é o oxigênio que teu espírito precisa para pulsar e viver.

E por fim, procure lembrar, que teu momento de dor não é o fim dos teus dias alegres. Como disse Chico Xavier, “isso também passa” e vai te ensinar muito.

 

DENTRO DE TI ESTÁ A LUZ QUE NUNCA SE APAGA…

01/10/2020 às 09h13

Em uma série que assisti, num dado momento, o personagem de um índio fala a uma menina que lhe pedira auxilio quanto a problemas pessoais, que para andarmos bem, quatro eixos da nossa vida precisam estar conectados e estáveis, eles são: mente, corpo, coração e espírito. Aquela fala me ajudou a refletir o texto que lhes trago agora.

Eu desejo que faça uma viagem para dentro de si mesmo e descubra o ponto de encaixe entre seu coração, sua mente e seu espirito. Não se trata das pessoas que você encontra e nem dos livros que você lê, das viagens que faz ou dos filmes que assiste e sim de quem você decide ser.

Dentro de cada um de nós existe uma centelha que se abranda ou inflama conforme a distância que estamos do caminho do nosso ideal. Vivemos buscando lá fora algo que nos traga ou leve a felicidade sendo que tudo que precisamos é olhar para dentro, para essa centelha.

Se você conseguir olhar para si mesmo com coragem suficiente para encarar seus medos, com força suficiente para abrir caminhos no que a dor deixou, vai entender que onde você vê um vale escuro, existe luz que pode entrar e um jardim florido esperando para ser descoberto.

Nesse jardim florido você pode repousar e tirar as plantas daninhas que por acaso crescerem. Ele está ali, onde repousa a centelha divina do amor de Deus por nós!

Quando você sentir que está em um vale sombrio, que não sabe o que fazer ou para onde ir, lembre-se que dentro de ti está a luz e que embora ela esteja pequenina, ela não se apaga. O seu olhar sobre ela é como oxigênio que mantem acesa uma vela, faz crescer sua chama e ilumina o caminho.

Na série que assisti, o velho índio fala que todas as respostas estão dentro de nós. Livros de autores respeitados, as leis da vida trazida pelas mais diversas religiões, também falam a mesma coisa. Sim. Sempre existirão dúvidas, mas as respostas estarão sempre, dentro da gente!

Não tenho ideia do trecho do caminho em que te encontras, mas ele é reflexo de como olhas para tua luz. Não te desmereças nem permitas que outros julguem teu trajeto. A centelha é individual, bem como o caminho. Confie naquilo que Deus te deu, e siga sua estrada em paz.

AMAR O OUTRO, PRATICAR A FÉ E LAPIDAR A SI

24/09/2020 às 15h32

É o que precisamos praticar e entender a fim de ter melhor qualidade de vida e evoluir espiritualmente.

Nem sempre evolução é sinônimo de sofrimento, prova disso é a importância dessas tarefas difíceis e maravilhosamente satisfatórias que citei no título. Para vivermos bem precisamos aprender a viver com plenitude, reconhecendo cada ser que encontramos como alguém necessário para nosso aprendizado e evolução, e sendo gratos pela oportunidade de estar aqui.

Diante disso, amar aos outros é importante porque amar em sua plenitude envolve libertar todos os envolvidos, da necessidade de nos agradar. Praticar a fé, porque não basta frequentar uma instituição ou mesmo ler a bíblia sem fazer o que Deus nos pede, pois isso envolve muito desapego – e ainda somos tão apegados; e por fim; lapidar a si porque é tão fácil reconhecer os erros alheios e tão doloroso analisar os nossos.

No entanto estas três atitudes são extremamente necessárias para nossa qualidade de vida.

Amando os outros seguimos o fluxo da vida com mais leveza porque sabemos que não precisamos ser levados nas costas por ninguém e tão pouco carregar algo. O amor nos liberta de ser e levar pesos.

Praticando a fé compreendemos a importância do “amar uns aos outros” e a Deus em primeiro lugar. Também nos ensina em confiar no que a vida nos apresenta – sejam dores, obstáculos, alegrias – com resignação e força, auxiliando-nos a persistir no caminho da evolução sem muitas pausas desnecessárias que só nos enfraquecem o caminhar.

E lapidar a si; como melhor caminho para a saúde mental e paz de espírito, vem a somar e não nos deixar parar os compromissos anteriores. Isso porque o sucesso de nosso progresso não é o mesmo sem um complementando o outro. Lapidar a si envolve o tempo e o esforço para que deixemos o julgamento quanto aos outros de lado e trabalhemos em nós.

É preciso que cada uma das atitudes citadas anteriormente ande juntas, a fim de que o equilíbrio aconteça e assim possamos viver bem.

SOBRE A LIBERDADE DE SER VERDADEIRO, PRINCIPALMENTE CONSIGO

16/09/2020 às 14h45

Falo como quem já sentiu a crueldade de mentir para si, de ser vítima da tua história, deixar que escrevam teu enredo, que só tu podes mudar. Mentir para si mesmo é destacar uma folha em branco e seguir escrevendo. Partes a frente vai faltar algo. Assim como uma história não ficaria viável, vai doer. Vai doer na alma e no corpo. Porque o corpo fala, e como fala.

Se existe algo que podemos fazer por nós é ouvirmo-nos. Sentar em silêncio e perceber como nossa mente ecoa. Ecoam lágrimas que não choramos, risos que não rimos, o perdão que não entregamos…

Entre tantas emoções que guardamos em nós, esse ato de ouvirmo-nos talvez doa em um primeiro momento, mas também é a brecha que abrimos para a luz da transparência entrar e nos permitir visualizar as coisas boas que estavam à espera de um espaço.

E então, você aprende que ser você, em sua totalidade, é o melhor presente que pode dar aos outros e, principalmente, a si.

A pessoa que de fato somos sempre vai aparecer. E, embora tenhamos propriedade para dizer que perfeito ninguém é, também somos leitores assíduos das páginas da vida para afirmar que colheremos o que plantarmos. Mas se não nos permitirmos a autoanálise com certa frequência, como vamos crescer?  Sem conhecer e analisar o solo que somos, como vamos cultivar algo? Como vamos prosperar na plantação do bem?! Porque custo crer que alguém queira frutos ruins no dia memorável da colheita.

Temos um poder incrível em nós que é o aprimoramento de nossas qualidades e a nossa melhoria como um todo. A própria natureza nos recorda isso quando árvores, atingidas por vendavais, caem e brotam. Elas não se dão por vencidas. Sua natureza é crescer. Então elas crescem.

Os animais que sobrevivem a queimadas, somente sobrevivem, porque fogem do local e abrigam-se em lugar seguro. Não permanecem no fogo se podem sair. Não mentem para si que vai ficar tudo bem. Ele sai dali. Porque se conhece. Sabe até onde vai suportar.

É provável que nem as árvores e nem os animais sejam os mesmos depois das queimadas e dos vendavais. A natureza se recupera e, geralmente, torna-se bonita, tanto quanto, ou até mais, do que era.

Então, que a gente possa aprender a não se deixar enganar por si. Porque as feridas dos nossos enganos, como trouxe Zíbia Gasparetto em uma de suas obras, tem o preço doloroso da desilusão, mas a colheita preciosa do amadurecimento.

Por que mentir para si mesmo quando a verdade, mesmo doendo na hora, faz bem depois?!

Existe uma frase que eu gosto, mesmo desconhecendo a autoria, que diz: “Seja de verdade, em tudo que você fizer”; e eu ouso finalizar complementando: “seja de verdade, em tudo que você fizer, principalmente com você”!

LEMBRETE: VALOR E LIMITE É VOCÊ QUE SE DÁ

08/09/2020 às 21h48

Não permita que ninguém, por mais ligado que esteja a você, roube o papel importante que é viver a sua vida. Ou como diria o poeta “ser o autor de sua história”.

Quando somos pequenos nossos pais escolhem nossas roupas, permitem ou não nossos passeios e decidem nossa escola. Conforme vamos crescendo, ganhamos autonomia para fazer escolhas, bem como a carga das responsabilidades por faze-las. É assim que ganhamos maturidade para a vida adulta: vivendo, arriscando, errando e aprendendo.

Talvez não tenham te informado que este ciclo, acima citado, não se finda; porque nos encontramos em constante evolução/modificação. E todas nossas experiências formam um aprendizado. Situação que nem sempre é encarada como algo bom, mas muitas vezes como cansativa e desencorajadora.

Comumente nas fases mais difíceis que atravessamos, quando usamos o comodismo de aceitar que escolham por nós nosso caminho, nossos sapatos e nossa forma de ver as coisas – porque sim, escolhemos nossa forma de encarar as situações que nos ocorrem, pensamos estar fazendo uma boa escolha, afinal se “errarmos” não seremos cobrados pelas consequências, mas também, observe que não teremos nenhum mérito caso ocorra algo bom. Será que vale a pena?!

É a mesma situação que por preguiça, plagiar um trabalho. Você não quer arriscar errar, se esforçar e tirar uma nota baixa; mas perde também a chance de aprender, caso tivesse tentado.

Não importa que lhe digam que você não consegue, que é melhor outra pessoa fazer. Viver não é como construir um edifício, que necessita de alguém especializado. Viver nossa vida é nossa responsabilidade. Melhor: Viver nossa vida plenamente é nossa responsabilidade.

O autocuidado, o amor próprio, a dignidade e a força de vontade para enfrentar os desafios estão dentro de cada um de nós, disponíveis para que usemos. Por isso, não se julgue desmerecedor das boas coisas da vida, fracassado por não ter determinada habilidade, menos amável ao se deparar com seus defeitos. Aceite-se e se ame, porque essa é sua maior missão aqui. É isso que faz você ser livre para escolher ir ou permanecer melhorar-se, arriscar-se e permitir-se aprender.

Ninguém além de você deve estabelecer seu valor e seus limites. Faça suas escolhas, encare as consequências e os méritos de pertencer a si mesmo e lembre-se: valor e limite é você que se dá!

AGUARDAR SABIAMENTE…

03/09/2020 às 15h30

Como ansiosa que sou, sempre quis tudo para ontem sem pensar muito nos acontecimentos, o que não gerava bons resultados com o passar o tempo. Alguém aí se identifica?!

Mas ele, o tempo, me ensinou – conforme passava – que o amadurecimento também diz respeito a saber aguardar, e deixar as coisas de acalmarem, se organizarem para então tomarmos uma decisão a respeito, ou até pensar melhor sobre determinado assunto.

Porque tudo tem seu tempo”, com certeza você já ouviu por aí!

A frase citada acima, que na Bíblia Sagrada encontramos, me remete a algumas outras situações que eu gostaria de dividir, como por exemplo famílias que planejam um novo membro, um filho, de forma biológica.    Passam por consultas, está tudo bem com os pais, mas o tal positivo no exame não acontece. Passa o tempo, a frustração desaparece e quando já está se pensando em “deixar para mais adiante”, alguns sintomas surgem e thananannn: “positivo” para o teste de gravidez. Um novo ser vem ao mundo para a alegria da família!!!

Outra situação bem comum, é sobre pessoas que estudam para concursos a muitos anos, almejam um cargo mais elevado na empresa e dedicam-se a ele e não tem retorno como previam. Um belo dia, quando já nem pensam tanto, surge uma portaria, o chefe lhe nomeia para um outro cargo e então é só alegria.

Pessoas que encerram relações abusivas de anos, cansadas de sofrer dedicam-se a cuidar de si com amor, estudam, cuidam das amizades e então, um belo dia, surge alguém especial que lhe inspira e constroem juntos uma relação harmoniosa e saudável.

Situações assim, trazem a reflexão da semente lançada à terra, regada, levada ao sol e cultivada com afinco; as vezes precisa de podas, anos de cuidados, até que as flores desabrochem e surjam frutos. No tempo dela.

Assim acontece conosco, no nosso ritmo, no nosso contexto, no devido tempo, eu diria, no tempo de Deus; as folhas secas, galhos vazios, darão lugares a brotos verdes e frutos saborosos.

Permitir-se um tempo para pensar, para se organizar e para crescer e melhorar-se porque, sabemos, Deus não se faz notar na ansiedade e nem tudo é como queremos, mas podemos crer que é como precisamos.

Estamos onde devemos estar, com as pessoas que devemos, na situação que vivemos porque isso é crescer, amadurecer. E não esqueçamos, é por isso que “estamos aqui”.

Faz teu melhor e espera com paciência”, trabalha com amor. Renova teus sonhos, espera com fé. Estude, batalhe, cuide de sua saúde. Trate-se com amor e respeito, a ao outro como a si e então as flores desabrocharão no tempo adequado.

Silencia, espera. Dizia Chico Xavier que “a verdade tem voz”. Aguarda o percurso sábio do tempo que faz sempre as coisas se encaixarem em seu devido lugar. Com o tempo sim, o café esfria e a prioridade muda, como dizem as frases clichês, mas também o sol aquece, a tempestade acalma e a poeira baixa.  Aguarde, pense no bem. A vida sempre tem uma maneira de fazer o que é seu te encontrar e, lembre-se: Tudo vem para o bem, mas isso é assunto para outro texto.