Revista Statto

QUEM SOMOS NÓS?

14/08/2020 às 15h27

Quando não nos visitamos, pouco a pouco a nossa percepção vai sendo minada até acharmos normal uma vida medíocre e sem qualidade.

Quando não nos apropriamos de nós mesmos funcionamos num limiar de baixíssima consciência.

A formatação do viver dentro de determinados conceitos, planta em nós a ilusão de tudo que não somos, e em muitos, a ideia de que a tudo podem controlar. A verdade é que não estamos aptos a controlar nada enquanto formos frutos inconscientes de outros tipos de controle que nos controlam à revelia.

A proposta para despertar, é o agir de modo simultâneo e consciente, ora como participante ativo inserido dentro de um suposto contexto, ora como observador, porém sem jamais se perder em supostos cenários.

Até podemos participar de ideias e ideais que não nos pertencem, mas apenas por alguns momentos e sempre com um pé em nosso próprio filme existencial.

Durante os processos terapêuticos e muitas vezes quando a pessoa vem em busca da terapia, ela pode passar pela melhor crise da sua vida, a crise da disrupção, do despertamento e do descolamento dos cenários ilusórios no qual foi formatada. Uma passagem delicada, pela sensação de estar beirando um colapso, onde a percepção momentânea é a de se sentir em total ruptura com o rumo da própria vida. Muitas pessoas que passaram por Burnout, crises depressivas e síndromes de pânico, conhecem bem estes significados.

A verdade é que nascemos e permanecemos em espaços aparentemente herméticos e estruturados dentro das mais diversas leis e sistemas. Ora estamos dentro de algum contexto familiar, ora mergulhados dentro das leis de um trabalho ou em alguma outra situação sociocultural que sempre nos exige regras e mais regras sobre como que supostamente deveríamos agir.

Regras em geral não são más, ao contrário, facilitam as nossas vidas em vários sentidos, porém, não nos devemos esquecer que todo excesso pode se tornar insalubre.

O maior risco que podemos correr, se estivermos por demais dentro desse padrão de funcionamento é um distanciamento ou mesmo a falta de conhecimento de quem se é, e por fim, o aprisionamento do essencial numa trama que ao atar, também pode tirar oxigênio e cegar.

Processos vivenciados em EMDR auxiliam a entrar em contato com o eu interior, sempre abrindo espaço para que aconteçam importantes oportunidades de transformação. Trazendo possibilidade de um conhecimento único a respeito de nós mesmos, dos motivos pelos quais nos distanciamos de tudo o que somos do nosso auto resgate e das infinitas possibilidades que todos nós temos de ir além do que nos ensinaram.

Que tal despertar?

Quanto mais despertos, melhor!

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CORONA VÍRUS CONTADA ANOS DEPOIS

22/03/2020 às 16h48

Nenhuma estrutura é eterna, nenhum dogma é permanente.

Aquele foi o tempo de rever prioridades, de rever o que realmente importava.

Esta certamente foi uma das grandes lições daqueles tempos.

O chamado era para que todos despertassem, para que todos nós, independente da religião, crença pessoal ou o que seja, literalmente pudéssemos perceber que estávamos num mesmo barco, num Planeta de nome Terra.

Naquele tempo, por mais que as pessoas orassem, por mais que tivessem sido boas ou más, não havia como fugir daquela condição. Não havia escapatória e foi uma oportunidade única para que todos pudessem ter um encontro consigo mesmos, no que havia de mais profundo, nas ilusões criadas, nos medos, nas arrogâncias e vaidades, e por fim, nas suas mais profundas verdades.

Embora a humanidade estivesse totalmente isolada, foi a vez em que o sentimento de vazio e de solidão tão camuflados por todos e tão comuns naquela atualidade, puderam vir à tona até que num espaço de tempo se transmutaram em uma nova consciência geradora de uma energia radiante. Isso foi ocorrendo na medida em que todos iam ganhando consciência de que nunca houve separação alguma e que as percepções anteriores não passavam de meras ilusões construídas ao longo dos tempos.

Aqueles momentos cruciais foram extremamente importantes para o renascimento de um centramento há muito esquecido, ainda trazendo lembranças sobre o que de verdade era importante e sobre o que fazia um real sentido para a humanidade.

Havia tempos que a humanidade estava passando por um individualismo crescente e desenfreado, até que chegou no seu estopim, no ponto máximo onde essa energia sem freios colapsou na forma da doença chamada “Covid 19”. Essa doença chegou ao planeta carregada por todo este simbolismo. E como adoecimento, veio mostrando importantes temas a serem trabalhados: impôs o isolamento evidenciando no concreto como todos já estavam nele muito antes de tudo acontecer. Agora, portanto, era uma imposição vital para que as percepções dos reais valores pudessem emergir. Também a função, isolamento, veio para que pudesse ressurgir a oportunidade do auto encontro. A imposição do estado de isolamento, mais do que tudo, ofereceu à todos a oportunidade de se perceberem de modo mais legitimo do que nunca, de que independentemente de qualquer situação, sempre fomos igualmente conectados como seres humanos que somos, sem diferenciação de sexo, raça, idade, crenças ou dogmas.

Novas escolhas e a ousadia para se bancar no que realmente importa é o que passou a valer. Definitivamente, a partir do final daquele ciclo, absolutamente nada foi como antes.

Se antes os solitários mais ávidos para sentirem-se vinculados, freneticamente corriam para anestesiarem tais sentimentos nas efêmeras e fantasiosas conexões através das redes sociais, outros cumpriam com regras e dogmas sociais casando-se indevidamente, avançando em carreiras predestinadas ou pior, seguindo o não sei apenas na ansiedade de serem bem vistos e conectados numa sociedade que também vivia este tipo de demanda, outros tantos caiam na noite, usando toda sorte de drogas,  viciavam-se em sexo sem compromisso entre outras situações perigosas. Antes dessa doença surgir como cura destes assuntos, mesmo quando acompanhados a sensação era a de isolamento. Ninguém nunca se dava por satisfeito e todos funcionavam como se fossem sacos sem fundos que agonizavam ininterruptamente necessitando de preenchimento.

A vida no século XXI dificultava a resolução destes tipos de conflitos, pois todos pareciam estar no limite do stress, enlouquecidamente apressados, principalmente nas grandes cidades. Quando tentavam fazer amigos pela internet, em pouquíssimo tempo tudo se tornava delatável e as angustias continuavam tecendo os seus silenciosos caminhos. Por outro lado, na vida prática quando faziam amigos no trabalho, a competitividade é o que imperava deixando mais e mais as pessoas distantes uma das outras. Tudo era efêmero.

Os mais sensíveis, uma parcela menor desta população, tinham consciência de que necessitavam de um contato mais direto, olho no olho, essência com essência, estes por sentirem a questão do isolamento em maior potência, antes de tudo acontecer, foram os primeiros a buscarem grupos de ajuda antecipando o que poderia estar por vir. E assim, uma nova contracorrente foi surgindo.

Todos nós estamos à mercê de um grande não sei existencial e em meio a um futuro que nos é totalmente desconhecido. O fato é que permanecemos como sempre estivemos, impotente frente as forças do universo, totalmente desprotegidos e desamparados.

Com o advento do Corona Vírus, repentinamente a humanidade tomou consciência de que estamos fadados a deixar tudo o que acreditamos ao longo de uma vida sem aviso prévio. Todas as nossas relações, nossos ganhos e as nossas perdas.

O Corona vírus nos fez lembrar de que estávamos tão intoxicados de conceitos sobre tudo o que existia, que quase havíamos nos esquecido, do quanto sempre fomos e somos iguais e que todo o tipo de separatividade é apenas uma ilusão criada por nós mesmos.

Nos fez lembrar que enquanto nos distraíamos em meios à uma infinidade de crenças infundadas, a existência em si, passava desapercebida e desperdiçada em lutas inglórias que no final das contas não levavam a nada além de dor, sofrimento e do próprio isolamento.

O Corona vírus nos ensinou que somos todos um só povo e que apesar da necessidade que tivemos de momentaneamente ficarmos separados, mais do que nunca, estivemos juntos.

Somos todos um.

Quanto mais despertos, melhor!

SAIBA MAIS SOBRE EMDR, MULTIVERSOS, VIDAS PASSADAS, SIMULTÂNEAS E ALÉM

01/03/2020 às 15h25

Em física quântica, especificamente na teoria das supercordas, existem universos paralelos ao nosso, comunicáveis pela gravidade, sendo que em muitos deles estamos coexistindo. Exemplo: num local um você pode desistir de se experimentar em algo e em outro, um outro você se experimenta até o final. A inter-relação é provável e ininterrupta, vem através dos pensamentos e ideias inóspitas que podemos ter em relação a algum tema ou mesmo ideias sobre situações aparentemente impensáveis do modo como nos reconhecemos. Mesmo a genialidade de algumas crianças que nascem com algum dom pode ser observada como acesso direto à outra realidade-vida. Dizem inclusive, que alguns “sonhos” promovem este tipo de lembrança quando o eu terreno unifica-se com algum outro eu de uma vida paralela. Nesta ótica perceptiva, o tempo como aprendemos, inexiste. Tudo faz parte de um só e ininterrupto agora.

Nas terapias de Reprocessamento Cerebral em EMDR e BRAINSPOTTING, pode- se acessar diversos níveis de consciência, com sabedoria.

Tenho visto inúmeros dos pacientes abrirem suas mentes para universos nunca antes imaginados, conquistando mudanças em várias áreas de suas vidas. Isso por que o acesso obtido, por mais inusitado que seja, além de fazer enorme e significativo sentido, traz novas ferramentas para lidar com questões antes observadas como impossíveis.

De acordo com alguns físicos, vários corpos de uma pessoa podem existir em diversos tempos e locais simultâneos, sendo que estes teriam vida própria, ou seja, cada um agindo de modo independente. Na teoria dos estados de ego, também, nos resgates de almas que os xamãs fazem, também. Há algo muito sério, surpreendente e verdadeiro nesse olhar. Outras linhas da psicologia, em seus termos, abordam questões semelhantes. Algumas linhas espirituais também.

Com ajuda especializada, o cérebro pode acessar a si mesmo em outras dimensões de realidade em que coexiste de modo tão incrivelmente real, como a percepção que temos aqui. A pessoa implicada na busca pode se surpreender ao encontrar-se consigo mesma quando criança, ou em outras situações. O importante desses acessos é que durante a terapia de reprocessamento, o eu de vigília, costuma permanecer em estado de dupla consciência, ou seja, lúcido no aqui e também lúcido na outra realidade acessada.

Sempre falo para meus pacientes que durante o processo, eles ficarão com um pé aqui e outro lá! O ganho de conhecimento e a transformação pessoal gerada são sempre surpreendentes. Imagine que aventura é você se habilitar a ganhar consciência, interferir e resolver suas questões pessoais acessando-se em outras realidades onde coexiste!

Vidas passadas dentro deste contexto fazem parte dos possíveis cenários que o EMDR e o Brainspotting podem promover. Todos os cenários apresentados são bem-vindos neste processo como pedra fundamental da cura emocional de cada um. Na vida pratica, por exemplo, os cenários em que estamos inseridos sempre revelam os nossos ambientes emocionais, por exemplo, você está numa situação de vida que te angustia, certamente estará inserido em algum cenário físico que simultaneamente dispara as tais sensações.

A questão maior é a decodificação dos simbolismos dos cenários, o que surgir durante o reprocessamento reprocessando-o. Pouco importa se o acesso a estes cenários são as tais “vidas passadas”, ou algum “sonho” importante ou mesmo por meio de um cenário concreto de vida, posto que absolutamente todos estes se apresentam como formas psíquicas e criativas na tentativa de auto superação das questões emocionalmente conflitivas.

** Se quiser conhecer mais sobre EMDR e Brainspotting, leia em meus artigos ou pela web.

Quanto mais despertos, melhor!