Revista Statto

O SILÊNCIO QUE MATA

05/11/2019 às 09h09

“O autor da violência, geralmente o companheiro ou familiar da vítima, se sente dono da mulher. Ela é vista como um objeto, uma propriedade que não pode desagradá-lo sob pena de pagar com sua integridade física ou até com a sua própria vida”.

Dia após dia, nos deparamos com uma imensa enxurrada de notícias de agressões, violência e mulheres sendo assassinadas pelos parceiros; sabemos que esse assunto não é novo e muito menos, está longe de deixar de figurar no cenário nacional e mundial, porém é nosso dever mostrar e tentar oferecer alguma ajuda ou dar visibilidade e uma maior atenção a esse crime que a cada dia só aumento, a violência doméstica. É sem dúvida, uma realidade que está vitimando muitas mulheres.

Especialistas afirmam que a violência contra mulher é como um leque extenso de atos, que vão desde a agressão verbal e outras formas de abuso emocional, tais como violência física, violência sexual e, principalmente a violência emocional, que em diversos casos, culminam no feminicídio.

Agressão verbal – Tudo começa com um insulto ou xingamento, depois vem outros até que, na cabeça do agressor, é pouco e ele precisa se impor cada vez mais. Como a mulher nada fez, ele parte para a segunda fase.

Agressão física – Começam as pequenas agressões, como um empurrão, um aperto no braço, empurrar ao chão e, logo as agressões mais contundentes começam e a coisa sai do controle. Socos, chutes, tapas (geralmente no rosto) começam a ser frequentes e, por vergonha da família, amigos, medo de perder uma estabilidade financeira ou receio das ameaças de perda dos filhos, crença de que será a última vez que aquilo acontece, e pior, como se a culpa fosse de quem é agredida, ficam inertes.

Agressão sexual – A terceira fase, das agressões se traduz na agressão sexual – estupro! Por não haver mais vontade sexual, não existir mais a libido perante o agressor, natural que o desejo sexual por ele desapareça, e a relação consensual inexista e, para que o ato se consume, somente será possível por meio da força do agressor (criminoso).

Morte – Por fim, o próximo e último estágio de uma relação conturbada de violência doméstica contra a mulher, infelizmente, é a morte! Cansadas de tanta humilhação e impotentes perante a situação, dão cabo à própria vida. Ou como está acontecendo, o agressor, certo da impunidade, acaba por tirar a vida da mulher com as próprias mãos ou através de mando de terceiros para praticar o ato tão covarde.

A violência doméstica não pode ser vista como um destino que a mulher tem que aceitar passivamente, tenham sempre em mente que o maior inimigo de uma mulher que sofre uma violência doméstica (em qualquer uma das formas) é o seu silêncio.

Se você se identificou com alguns dos tópicos acima e vive isso de alguma forma na sua relação, não tenha medo de pedir ajuda, ou também, se conhecer alguém sofra algum tipo de agressão, sem medo, comunique à autoridade policial através do fone 190, para que seja instaurado Inquérito Policial e assim poderá salvar uma vida. A ligação é gratuita e não é preciso se identificar.

FLEXIBILIZAÇÃO DAS LEIS TRABALHISTAS

09/08/2019 às 17h32

A flexibilização das leis trabalhistas, é sem dúvida, um grande avanço para o nosso País, especialmente para os empregadores como para os próprios empregados.

Há que se desmistificar a ideia de que a flexibilização e a terceirização é/será prejudicial ao empregado, porque isto é uma falácia de quem tem uma visão restrita e arcaica da situação econômica e financeira das partes – empregados e empregadores.

A flexibilização das leis trabalhistas pode ser compreendida apenas como a redução do rigor da lei e não como sua inobservância, com a finalidade única de adaptar as relações empregatícias à era do capitalismo pós-industrial, marcado pela crescente competitividade entre as empresas, que buscam o aumento de sua produtividade, a melhoria da qualidade de seus produtos e o enxugamento de seus custos; se trata, na verdade, da adequação da lei para melhor servir à realidade social.

Destaca-se que a flexibilização não significa – e isto é fundamental e tem que ser amplamente divulgado – redução ou supressão de direitos já consagrados aos trabalhadores; mas tão somente a possibilidade de as partes negociarem o que é melhor para uma categoria, sempre com atenção ao que dispõe a legislação.

Esta negociação deverá ser realizada entre o empregador e o sindicato representante da categoria, o que é a garantia de que não haverá qualquer supressão de direitos.

A terceirização por sua vez, se traduz no fruto da evolução das relações trabalhistas e que está presente em quase todos os países do mundo, tanto na esfera privada quanto na pública.

Pode-se definir, de forma sintética que a terceirização consiste em fenômeno que busca dinamizar e especializar serviços, através da delegação de atividades à terceiros, outras empresas, também formalmente constituída.

Há muitos estudiosos que veem na terceirização como uma solução para a crise nacional (a qual eu me filio), do desemprego do fechamento de postos de trabalho, além de uma estratégia de crescimento e melhoria da performance empresarial, em razão das mudanças estruturais da economia e tecnologia dentro de um panorama de globalização, em que se exige das empresas maior rapidez e maleabilidade na tomada de decisões, a fim de se adaptarem à crescente competitividade

A legislação atual possibilita que a terceirização seja realizada para qualquer atividade de uma empresa, seja ela seu objeto principal ou secundário; assim, diversamente do que é dito, tanto a flexibilização como a terceirização significam mais empregos, porque os terceirizados não estarão à margem da lei, porque seus direitos estão e serão preservados na mesma forma de que qualquer trabalhador; haverá mais emprego e mais renda, que é o que toda sociedade organizada quer.

A alteração é benéfica aos trabalhadores, uma vez que põe fim à insegurança jurídica até então existente, considerando que são estabelecidos requisitos para o funcionamento da prestadora de serviços, como forma de se garantir o adimplemento das obrigações trabalhistas pactuadas.

Assim, a flexibilização e a reforma trabalhista se trata de uma evolução e uma forma para a saída da crise em que vivemos, em face da possibilidade de geração de empregos, traduzindo-se em beneficio para a comunidade todos, em nome da paz social, tão almejada por todos nós.