Revista Statto

CONHECIMENTO COMO FERRAMENTA PARA O LUCRO DO VAREJO

07/04/2020 às 23h39

Tempos de quarentena são momentos propícios para refazer a rota. Isto porque os pequenos varejistas ainda têm muitas dúvidas sobre conceitos relevantes para a lucratividade da empresa.

Faturamento x Lucro

Esta dúvida provoca muitos prejuízos ao comércio uma vez que, sendo o lucro a parcela do preço que excede ao total dos gastos, sempre que o empresário confunde esses conceitos, gasta o montante que entra no caixa é que apenas repõe os custos da comercialização sempre que a empresa não tem lucro.

Margem Média x Margem por Produto

Tenho visto precificação totalmente equivocada quando o assunto é margem.

O pequeno lojista atribui uma única margem sobre todo o mix sem observar variação de preço de compra, carga tributária e margem utilizada pelo mercado, observando a performance do produto.

O resultado é preço inadequado com a realidade da loja.

Ponto de Equilíbrio – PE

O PE deve ser calculado para que o empresário possa ter noção do faturamento mínimo para que consiga suportar os gastos do negócio.

O faturamento mínimo é ponto de partida para o lucro.

Margem Média Loja x Regime de Tributação

A consolidação das margens individuais do mix de produtos permite uma visão mais abrangente da margem média da loja.

Quando o lojista segue esse passo a passo, em matéria de controle, ele torna eficiente a gestão tributária já que muitos varejistas arcam com uma carga de tributos, por vezes, superior à realidade da loja.

Minhas considerações

  • Procure entender conceitos dos quais você tem dúvida;
  • Identifique os pontos frágeis da loja, identificando suas causas e seus desdobramentos e
  • Antes de olhar para situações externas, volte seu olhar para a gestão.

Conclusão

  • Mais que vender, a loja precisa lucrar;
  • Você precisa definir margem por produto;
  • Sem saber qual o faturamento mínimo, a loja não tem parâmetro para lucrar.
  • Controles são a base de toda decisão.

VAMOS ENTENDER PARA COMPRAR MELHOR?

04/03/2020 às 08h53

O fabricante produz e vende ao atacadista que tem a função de vender ao varejista.

Por que a fábrica não vende direto ao varejo?

Simples. O atacadista, por vezes, é responsável pelo acondicionamento do produto. Geralmente, essas operações ocorrem entre empresas de uma holding (empresas de um mesmo grupo).

Imagine uma indústria de cosméticos que produz e envia os produtos para que o atacadista embale em lotes.

Essa mesma empresa se encarrega de vender aos varejistas.

Os estabelecimentos atacadistas também possuem depósitos para que a operação de redistribuição aconteça ao varejo.

Atacadistas costumam se estabelecer em endereços mais afastados em vias de acesso à outras cidades, enquanto os varejistas estão situados dentro dos bairros, próximos das residências.

Um atacadista também pode ser uma empresa que apenas compra os produtos de empresas terceiras e os revenda sem, necessariamente, pertencer a um grupo de empresas.

Grandes grupos de varejo também criam suas centrais de distribuição (CD) com o objetivo de centralizar as compras e distribuir para as filiais. Nesses casos, não há vendas para terceiros. Há apenas distribuição. A atividade do CD é de atacadista.

A função básica do atacado é intermediar o comércio entre o fabricante e o varejista.

Diferença de preços

Com relação ao preço praticado pelo atacadista, este será um pouco menor que o praticado pelo varejista para que este último possa agregar sua margem de lucro.

Importante ressaltar que atacadistas não tem permissão legal para vender a consumidores finais, uma vez que vendem com a finalidade de revenda e não para consumo próprio.

E os atacarejos?

Bem. Os atacarejos são estabelecimentos que possuem as duas atividades: a de atacado e a de varejo.

Quando vendem ao varejo exercem a atividade de atacado, quando vendem para consumo próprio, o fazem na condição de varejo.

E quanto aos preços do atacarejo?

Nesses casos, os preços são distintos, sendo maior na venda como varejista. Aliás, não é coerente que o varejo compre de outro varejo, assim como um atacado comprar de outro, pois perderiam margem de lucro em razão de preços já “apertados”.

Atacadistas X Distribuidores

É muito comum em nosso bairro encontrarmos uma distribuidora de bebidas, de gás liquefeito…

Do ponto de vista legal, se esses estabelecimentos atendem exclusivamente a consumidores, exercem a função de varejistas e se realizam as duas atividades, qual seja, atacarejo, praticam preços distintos e atendem a públicos distintos.

Como distinguir as vendas a consumidores ou a revendedores?

O tipo de operação a ser informada na nota fiscal distingue a destinação da venda.

Conclusão:

Planeje a quem sua empresa vai atender. A atividade exercida pela empresa é constantemente monitorada pelos órgãos de fiscalização em razão da nota fiscal eletrônica e, obviamente deve ser planejada.