Revista Statto

O PAPEL DO LÍDER NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS DA EQUIPE

24/11/2020 às 09h12

Conflitos são inerentes aos seres humanos e surgem a partir do impasse causado pelas diferenças de ideias. “Cada cabeça uma sentença”, diz o provérbio português, ou seja, cada pessoa tem o seu próprio pensamento e forma ímpar de manifestá-lo. Quando bem gerenciado, o conflito pode tornar-se um elemento positivo de criatividade e crescimento a partir da construção de cenários mais amplos.

A maioria dos conflitos surge a partir da invasão do espaço do outro, isso é, da desconsideração com o pensamento alheio. Numa empresa esse desencontro pode começar com um impasse e se ampliar para uma verdadeira “guerra de egos” que rompe com a harmonia da equipe e baixa significantemente o rendimento. Dessa forma, a diversidade de ideias que poderia ser um ganho, acaba provocando grande perda.

Um papel de grande relevância do líder é o de mediar os conflitos entre os membros da equipe, visando transformar impasses em acordos que privilegie todos os envolvidos. Para tanto é fundamental que o líder se mantenha atento à comunicação com os seus liderados. Comunicar-se bem demanda aprender a ouvir, compreendendo a fala e a intenção do outro. Isso exige muita observação e paciência para não prejulgar e alimentar situações conflitantes na equipe.

Um líder preparado para resolver impasses, transformando-os em alternativas prósperas, jamais se omite ou se mostra ditador. Segundo o psicólogo, considerado um dos profetas da liderança, Warren Bennis: “Os líderes não evitam, reprimem ou negam o conflito, antes os vêem como uma oportunidade”. Bennis identificou quatro competências comuns na liderança: visão; capacidade de comunicação; respeitabilidade; e desejo de aprendizagem. A capacidade de promover a resolução positiva dos conflitos é, pois, uma característica indispensável à liderança.

Um bom líder é, antes de tudo, uma boa pessoa, alguém que se preocupa com o bem-estar de si mesmo e do outro. Alguém que sente a necessidade de manter um convívio empático, compreendendo o outro dentro de seu próprio contexto de vida e comunicando-se de forma coerente com a mensagem que deseja emitir. Desta forma, facilita a organização das etapas da conversação da equipe, promove o entendimento da sua fala e torna legítimo o empenho de cada um.

O papel do líder na resolução dos conflitos é de grande importância para o bom andamento dos trabalhos e rendimento da equipe. Exige vontade e determinação para identificar os impasses, familiarizar-se com eles e lançar mão de técnicas de negociação apropriadas a cada caso. Por isso a liderança requer aprendizado constante, muito esforço e genuína dedicação.

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5 MANEIRAS DE ESTIMULAR A AUTOESTIMA DOS FILHOS ADOLESCENTES

09/11/2020 às 23h26

A adolescência é um período de grandes mudanças físicas e emocionais próprias desse período em que os hormônios estão, literalmente, em ebulição. Soma-se a isso a pressão social, muitas vezes, afetando a autoestima e comprometendo o bem-estar dos jovens.

Muitos adolescentes se esforçam para serem aceitos, tanto pelo mundo exterior, incluindo o virtual, como por eles próprios. Os pais desempenham um papel muito importante para a construção do senso de si próprio de seu adolescente. Aqui estão 5 maneiras de ajudar a promover esses traços:

Defina limites

É fundamental estabelecer regras e expectativas firmes que se adaptem ao estilo de vida e aos valores da sua família. Por mais que o adolescente reclame, a disciplina dos pais é uma forma de se sentirem seguros e protegidos. Regras claras demonstram o quanto você valoriza seu filho e isso é essencial na construção da autoestima dele.

Seja generoso

Muitos pais se concentram no lado negativo das atitudes do filho, isso só piora a insegurança dele e pode provocar revolta também. Se você só critica ele vai querer reforçar esse conceito, nem que seja por pirraça. Fale sobre as coisas positivas que seu filho realizou e ofereça elogios específicos e sinceros. Incentive e motive seu filho a ser e fazer cada vez melhor, reconhecendo os seus esforços.

Critique de forma construtiva

Ninguém gosta de ter seus erros apontados, particularmente se feito com raiva. Escolha como você critica seu adolescente com sabedoria e lembre-se de fazê-lo sempre em particular. Se seu filho não foi bem na prova não diga: “Só poderia ser assim, você fica no celular o tempo todo”. Experimente dizer: “Parece que você está com problemas com a organização do seu tempo, que tal ficar em silêncio na hora de estudar”? A forma com que se diz algo faz toda a diferença.

Considere suas opiniões

Incentive a tomada de decisão incluindo opiniões de seu filho adolescente nas questões familiares diárias. Faça perguntas para levantar as ideias dele e escute, realmente, o que ele diz e demonstra. Não é um bom sinal se ele aceita tudo calado, mesmo que obedeça. Encoraje seu filho a questionar ideias e argumentar.

Incentive os talentos particulares

É natural que os pais desejem o melhor para os seus filhos, mas não podem sonhar por eles. Nessa fase é comum que o jovem pareça alheio a tudo, você pode ajudá-lo a descobrir e desenvolver seus próprios talentos. Caso não se sinta apto para isso procure ajuda profissional. Se seu filho sabe que você o apoia, lembrando que isso inclui disciplina, então será capaz de ser mais bem-sucedido e se sentirá confiante e mais seguro em suas decisões.

Seguindo essas dicas é muito provável que você colabore efetivamente para melhorar a autoestima de seu filho e prepará-lo para se tornar um adulto confiante e feliz.

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MITOS DOS BONS RELACIONAMENTOS

04/11/2020 às 09h34

Como mediadora de conflitos e treinadora de relacionamentos percebo que as pessoas se enganam frequentemente em relação à forma de agir para construir e manter bons relacionamentos. Conhecer alguns desses equívocos comuns facilita muito, então vamos lá.

É mito que pessoas boas em relacionamentos:

Não entram em conflito

O conflito é inerente ao ser humano, onde houver duas pessoas, haverá discordâncias e desacertos. O que pode ser evitado é que esse empate se torne uma briga, através do respeito e bom senso.

Aceitam tudo

Muito pelo contrário, o “bonzinho” não entende nada de convivência, afinal, alguém que cede sempre não está em condições de construir bons relacionamentos. Onde um se anula, dois não são felizes.

Estão sempre disponíveis

Existe uma diferença muito grande em ser gentil e solidário com ser subserviente. Uma pessoa que está sempre disponível tem nível muito baixo de autoestima, portanto não consegue ter um bom relacionamento nem consigo mesmo.

Não têm posicionamento

Alguém que não questiona e não se posiciona sobre ideias e situações, não tem poder de argumentar e, muito menos, capacidade de se relacionar bem com outras pessoas.

Enxergam o bem em tudo

Relevar em alguns momentos, dar ênfase ao melhor das coisas e das pessoas é atitude inteligente, mas não se pode chegar ao cúmulo de não enxergar o que não está certo ou não lhe convêm.

Dissimulam

Muitos acreditam que mesmo enxergando a realidade, vale à pena fingir que está tudo bem para não criar problema. Mas o fato é que qualquer atitude que não seja autêntica sucumbe com a possibilidade de uma boa convivência. É possível e até recomendável criar estratégias para bons relacionamentos, desde que elas sejam sinceras e represente amadurecimento real.

Esquecem toda ofensa

Isso é utópico, ninguém esquece uma ofensa, claro que pode perdoar, o que é muito saudável. Perdão significa esquecer das mágoas, livrar-se do sofrimento, mas não tem a ver com convivência; é possível perdoar, mas optar por não conviver. Aliás, uma pessoa que sofre ofensas repetidas e mantêm-se junto ao agressor precisa de cuidados psicológicos.

A verdade é que bons relacionamentos são construídos a partir de três pilares: trabalho, autenticidade e inteligência emocional. Qualquer atitude que seja discordante com isso é bajulação, simulação ou fantasia que podem ser fruto tanto de baixa autoestima, como de falta de caráter.

Vale lembrar ainda que qualquer relacionamento é construído, no mínimo, por duas pessoas, portanto, ninguém constrói um bom relacionamento sozinho.

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COMO SE SENTIR MAIS LIVRE E FELIZ?

29/10/2020 às 08h47

A liberdade é uma aspiração inata ao ser humano, não há como se sentir pleno sem se sentir livre. Num mundo onde as pressões se avolumam e as pessoas, muitas vezes, se sentem sufocadas, pode parecer um paradoxo a busca do bem-estar. No entanto, é totalmente possível, mesmo diante das pressões do dia a dia, experimentar a serenidade de se sentir livre.

Alguns comportamentos fazem toda a diferença no bem-estar que podemos desenvolver em nossas vidas. Pensemos em alguns:

Pare de se preocupar com que os outros pensam

Acreditando que o melhor é não entrar em conflito com os outros, muitas vezes, entramos em conflito conosco mesmo. Dizer “sim” quando na verdade queremos dizer “não” é um exemplo disso. Se você identifica esse comportamento em sua vida vale dar mais atenção para a sua autoestima, normalmente isso tem a ver com medo da rejeição, com a questão de ser aceito. Viver preocupado com o que os outros vão pensar é um erro que custa a nossa liberdade e, consequentemente, o nosso bem-estar.

Ame a si mesmo

Aceite-se como você é. É libertador aceitar o corpo e mente que temos, não lute contra a si mesmo. Procure melhorar sempre, mas não se esqueça de valorizar o que você tem e, principalmente, quem você é. A autoestima tem muito a ver com nossos valores. Não se limite!

Seja verdadeiro consigo mesmo

Sentimo-nos livres quando agimos de conformidade com as nossas próprias convicções. Deixe de lado as expectativas dos outros, não aceite pressões, honre seus próprios objetivos e aspirações. Concentre-se em seus valores e participe de atividades que estejam alinhadas com o que, realmente, é mais importante para você.

Mantenha o bom humor

A vida não escraviza ninguém, mas muitos se sentem presos pelas dificuldades que experimentam. Quando você privilegia o lado bom, deixa de reclamar e passa a agradecer. As situações parecem menos perturbadoras quando a vemos com bom humor. Rir de si mesmo e dos absurdos que lhe cercam coloca uma barreira saudável entre as situações e a sua percepção do que está acontecendo. Isso é libertador!

Pense na vida de forma mais ampla, tudo passa e os bons momentos é que merecem ênfase. Vivencie pensamentos mais positivos e mantenha a mente aberta. Quanto mais psicologicamente flexível você for, mais livre se sentirá.

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ACORDE A SUA CRIANÇA

14/10/2020 às 08h40

As crianças têm muito a nos ensinar, principalmente em relação à alegria que se manifesta nelas de maneira natural, sem grandes exigências. Fico imaginando o quanto nossas vidas poderiam ser menos complicadas se mantivéssemos o hábito infantil de nos alegrar pelas pequenas coisas.

Tantas preocupações, tantos compromissos e necessidades transformam, muitas vezes, o adulto em pessoas sisudas, sem tempo para desfrutar as belezas da vida. Crianças se deleitam em dias de sol quando podem brincar fora de casa; mas os dias chuvosos também têm seus encantos como assistir desenho na TV ou simplesmente olhar o efeito da chuva pela janela, sem contar que não há criança que não aprecie um bom banho de chuva! Você já observou crianças doentes em hospitais? Elas estão sofrendo, sentindo dores e desconfortos, mas basta que alguém lhes dê um motivo qualquer para sorrirem e suas faces se iluminam no prazer de uma simples brincadeira. Crianças têm ânsia por felicidade e nada as detêm nessa busca. Claro que nós adultos temos as nossas responsabilidades multiplicadas e nem sempre é fácil lidar com as situações. O que eu me pergunto é o que nos faz tão exigentes em relação à felicidade. Quando foi que deixamos de nos divertir nos dias ensolarados ou chuvosos? Quando foi que perdemos a prioridade por estar junto a nossos afetos? Quando foi que deixamos de apreciar o final de semana?

Crianças não se “pré-ocupam”; elas têm grande flexibilidade para transformar dificuldades, pois só lidam com o presente dando prioridade ao que lhes dá contentamento. Penso que se mantivéssemos essas características na vida adulta não nos inquietaríamos tanto com o futuro e nossos dias seriam menos penosos, pois, nos permitindo vivenciar os bons momentos, certamente nossas forças se intensificariam para enfrentarmos os problemas da vida.

Quem sabe uma boa sugestão para comemorarmos o mês das crianças seja deixar que nossa criança interior se manifeste? Pense bem; há quanto tempo você não ri alto e se lambuza com sorvete? Não joga bola apenas para se distrair ou simplesmente pula corda? Procure se lembrar daquela brincadeira preferida e se permita de novo, não tenha medo de parecer ridículo, você não se importava com isso, lembra?

Nada pode ser tão delicioso do que ser ingenuamente feliz, portanto, felicidades crianças!

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NÃO SE CALE! ARGUMENTE COM EMPATIA

30/09/2020 às 09h15

A visão preponderante do conflito como algo negativo, disfuncional e indesejável faz com que muitas pessoas desenvolvam verdadeira fobia ao embate. Preferem omitir-se a defender suas próprias conjecturas; mesmo discordando optam pelo silêncio.

Gosto muito da frase atribuída a Walter Lippman: “Quando todos pensam da mesma forma é porque ninguém está pensando”. Assim, nem sempre a ausência de brigas e discussões significa que tudo vai bem. É natural “cabeças pensantes” entrarem em oposição de ideias, por isso o conflito é inerente ao ser humano. Tal qual é visto na Mediação de Conflitos, é uma consequência natural e inevitável em qualquer grupo, não sendo necessariamente ruim, podendo, inclusive, ter o potencial de força positiva.

É do embate de conceitos que geralmente se criam os grandes projetos que trazem melhoria de vida para muitas pessoas e é, também, de um diálogo onde se abordem conjecturas diferentes que se chega a um consenso importante para todos os envolvidos. “Duas cabeças pensam melhor que uma”; diz o ditado popular. Ignorar a possibilidade de crescer a partir do antagonismo de ideias pode ser absolutamente frustrante e é nessa categoria que se enquadram os relacionamentos nos quais as pessoas se sentem preteridas e subjugadas.

Quando a pessoa foge aos colóquios das diferenças naturais que surgem no pensamento de cada um, opta por duas alternativas; ou faz valer apenas a sua concepção, ou se deixa levar sempre pela concepção do outro. No primeiro caso torna-se um ditador, no segundo um submisso; duas opções destrutivas para qualquer tipo de relacionamento. O resultado, na maioria das vezes, surge como uma grande surpresa, isso é, a pessoa acha que está tudo bem e, de repente, “o chão falta aos seus pés”.

Situações como essa acontecem em relacionamentos unilaterais, onde não se leva em conta os antagonismos naturais. Tristes são os relatos de pessoas que veem suas vidas desmoronar diante de inesperadas rupturas, tais como um pedido de divórcio, ou uma demissão sumária. A falha na comunicação produz esse tipo de espanto; não questionando, não opinando, não falando e não ouvindo, impossível evitar surpresas.

Isso nos leva a concluir que não é a ausência do conflito que denota um bom relacionamento em qualquer âmbito, e sim o bom gerenciamento das tensões promovidas pelas diferentes opiniões. Por tirar-nos da zona de conforto, onde as ilusões predominam, é que o conflito apresenta caráter positivo. Nesse sentido ele passa a ser uma alavanca de amadurecimento pessoal e, consequentemente, das relações.

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CULTIVANDO A ALEGRIA DE VIVER

22/09/2020 às 09h08

Cultivar a alegria na vida é uma arte que se aprende através de exercícios constantes de gratidão e estímulo a autoestima. Sim, porque a verdadeira alegria nasce na alma, é aquisição do espírito e, portanto, independe das coisas exteriores.

Assim não são os problemas do dia a dia, nem mesmo os mais trágicos; não são as dificuldades que nos assolam, nem mesmo a decepções do caminho que nos deixam tristes. Nada é capaz de entristecer um coração que busca a sua realização. Tanto a alegria, como a falta dela tem origem no mundo interior de cada um. Cultivamos alegria quando buscamos a partir do autoconhecimento realizar o que verdadeiramente nos satisfaz a alma.

Nenhuma pessoa ou acontecimento tem o poder de mudar nosso estado de espírito, só nós mesmos o podemos. Quem ainda cai no engano de depositar em outro ser esse poder, continuará a se decepcionar até que compreenda que felicidade não é ser reconhecido ou amado; é reconhecer e amar. Não é ser tratado da melhor forma, mas dispensar sempre tratamento generoso a todos. Não se encontra alegria nos feitos de outras pessoas, mas nos próprios feitos, desde que a consciência nos apoie indicando que fizemos o máximo que podíamos.

A satisfação pelas pequenas coisas da vida, valorizando nossos dias e tudo o que nos traz de bom é exercício de alegria. Assim também é valorizar as pessoas que amamos como são e não como gostaríamos que fossem. Não esperar mais do que as pessoas podem nos dar, compreendendo os limites que lhes são impostos por suas próprias imperfeições é garantia de tranquilidade e equilíbrio. Portanto, se sentimentos doloridos nos banham a alma é porque não estamos entendendo essa engrenagem que nos faz vivos. É hora então de refletirmos sinceramente sobre o que realmente nos tem entristecido. Invariavelmente, chegaremos à conclusão que os motivos estão em nós mesmos e na maneira como estamos nos relacionando com nossos semelhantes.

Seja no reduto familiar, profissional ou social nossos esforços devem ser voltados para a consideração, respeito e entendimento aos outros, inclusive se não recebermos o mesmo. Lembremos que cada um é responsável por suas atitudes e sigamos preocupados com as nossas, não nos envolvendo em revides; na certeza de que as leis da natureza funcionam em plenitude.

A vida é um palco onde quem interpreta o bem sairá ganhando sempre, mesmo que lamentações nos levem a pensar o contrário. Quem perde tempo lamentando o perdido ou o não alcançado, patina nesse palco, sem observar que os motivos de superação são sempre maiores e mais intensos. E por interpretar não se pode entender fingir, nada é possível sem sinceridade genuína. Interpretar o bem é exercitá-lo, já que ainda não o possuímos totalmente como dom de alma.

Manter nossa autoestima elevada, desviando-nos da revolta é alcançar a alegria que ninguém ou qualquer coisa pode tirar. E sendo isso apenas possível através da consciência tranquila; agir sempre do melhor modo diante das situações é a forma ideal e mais rápida de nos tornarmos mais seguros, mais fortes e mais felizes em nossos dias.

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3 PASSOS PARA O SUCESSO

14/09/2020 às 22h28

Todo mundo anseia por sucesso tanto profissional, como pessoal. Ter um bom trabalho que renda dinheiro e satisfação, ter relacionamentos saudáveis e agradáveis, realizar sonhos…. No entanto, se você observar com atenção verá que muitas pessoas apenas deixam a vida passar, não se concentram em nada, totalmente acomodadas em suas rotinas desmotivadoras. Demonstram insatisfação, muitas se sentem vítimas e se lamentam, mas nada fazem para mudar essa situação. O que eu tenho a dizer é: não sirva a essa estatística, não se acomode, mude o que precisa ser mudado.

O processo de mudança inclui autoconhecimento e evolução pessoal. É fundamental que você olhe para si mesmo e compreenda o que quer da própria vida. Eu costumo perguntar aos meus clientes qual o propósito de suas vidas e muitos têm grande dificuldade para responder. As pessoas não estão acostumadas a pensar e falar de si mesmo.  Pois é por aí que precisamos começar, não dá para esperar que o sucesso nos bata à porta.

Tomada de Consciência

O primeiro passo para a mudança é tomar consciência sobre si mesmo e, então, sobre o que precisa ser mudado. Você já sabe que está insatisfeito, agora precisa determinar o que lhe causa esse sentimento: o que afeta negativamente a sua vida, o que o impede de focar em seus sonhos, o que limita você para suas realizações. Ter essa consciência é essencial no processo de mudança ou você vai continuar achando que a culpa por sua insatisfação é dos outros ou das circunstâncias e, claro, vai continuar desgostoso.

Vontade

O segundo passo é desenvolver força de vontade para operar as mudanças necessárias. Parece simples, mas não é. O ser humano, de forma geral, tem dificuldade de sair da zona de conforto e enfrentar situações inusitadas. Mesmo insatisfeito tem receio de inovar e se sente muito inseguro diante do inédito. É preciso romper essa barreira mental, substituindo crenças negativas sobre si mesmo e a vida. A busca de melhoria funciona como uma força motora que nos empurra para frente.

Persistência

Se você tiver consciência do que precisa mudar, ter disposição para isso, mas não persistir diante das dificuldades, então suas frustrações serão cada vez maiores. Persistir é acreditar em si mesmo, assumir o poder diante da própria vida. É saber que você pode transformar em realidade seus objetivos com disposição e autoconfiança. É crer na força de seus desejos e insistir por realizá-los.

A grande armadilha da mudança é a falta de comprometimento com as próprias decisões. Não caia nessa: você decide; você faz!

Suely Buriasco

Mediadora e Coach

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SER FELIZ É UMA ESCOLHA, SOFRER FAZ PARTE

08/09/2020 às 21h32

A felicidade deve estar em nossas maiores prioridades de vida. Já ouvi muita crítica sobre vivermos uma época em que a felicidade virou uma obrigação e que nunca se falou tanto nela. Ora ninguém consegue ser feliz por obrigação, a felicidade é sentimento, tem que surgir lá no íntimo, onde não há como se enganar, muito menos servir de aparência.

Felicidade aparente é ilusão passageira

Entretanto, é preciso que estejamos alertas para que a busca pela felicidade não se torne a busca apenas pela aparência. A exposição nas redes sociais, por exemplo, incentiva pessoas que cultivam o gosto de demonstrar sentimentos que nem sempre são verdadeiros e, por outro lado, isso causa certo descontentamento em quem “assiste” a tanta satisfação. Duas situações muito negativas; a primeira porque quem vive de aparência não se dedica a essência e, portanto, não é feliz realmente; a segunda porque quem vive reparando na vida dos outros, não tem tempo de investir na própria vida.

A felicidade é a realidade vista com otimismo

Muitos já estão percebendo que enfrentar os desafios da vida com alegria, aumenta a disposição e revigora as energias. A autoconfiança, consequência da boa autoestima, tem se mostrado fundamental para o bom desempenho tanto na vida pessoal, como profissional. Mas não se pode entender que a opção pela felicidade nos livre das dificuldades e perdas que causam sofrimento e fazem parte da vida de qualquer pessoa. Buscar a felicidade não é ignorar a realidade e sim enxergá-la sob um ângulo otimista, afinal a maneira como encaramos qualquer situação definirá como iremos nos sentir. Todos nós temos nossas dificuldades e nem tudo é cor de rosa na vida de ninguém, mas é possível encarar os momentos difíceis como aprendizado, buscando agir sempre de forma a sentir-se satisfeito consigo mesmo.

A gratidão gera felicidade

Assim, penso que a felicidade deve ser aclamada, mas principalmente vivida de forma real e verdadeira. Quem é realmente feliz não tem necessidade de aparências; demonstra em atos, na forma de viver e inspira outras pessoas. A felicidade depende, pois, de cada um, da forma como busca exemplos e se dedica a vivenciá-los em sua alma. Acredito na felicidade como consequência da gratidão que nos faz valorizar tanto as coisas boas, que as outras ficam para segundo plano.

Ser feliz não é um luxo ou trivialidade; é uma necessidade e um direito incondicional de todo o ser humano. Experimente!

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SIM, VOCÊ PODE!

24/08/2020 às 21h19

É cultural essa questão de transferirmos para outra pessoa a responsabilidade pelo nosso bem-estar, essa concepção está tão arraigada que também outorgamos aos outros a autoridade de decisão sobre coisas que nos competem. Terceirizamos nossas dificuldades de forma a nos manter na zona de conforto, afinal se não estamos bem ou se as coisas não saíram da melhor maneira, a culpa nunca será nossa. E assim deixamos que a vida transcorra sem nos colocar de forma ativa diante dela.

A Mediação de Conflitos é uma quebra importante nesse paradigma social, pois ela nos chama a gerenciar nossas próprias dificuldades através de uma comunicação eficaz. Por isso, na prática da mediação o foco é nas pessoas envolvidas no problema, que são chamadas a narrar os fatos sobre a sua ótica, numa etapa importante para o desenvolvimento desse método de resolução de contendas. O objetivo é melhorar a comunicação e facilitar o possível acordo que apenas acontece como consequência do entendimento entre os envolvidos. Isso resulta dizer que mesmo não chegando a um acordo, a mediação alcança seus objetivos se as pessoas se tornam mais dispostas a buscar uma solução.

Quando estamos emocionalmente envolvidos em um conflito temos dificuldade em separar a emoção da razão, isso é natural, pois as emoções perturbam a mente. Com a facilitação através do trabalho do mediador, os interesses reais se sobrepõem e passamos a refletir de forma a encontrar respostas para as nossas próprias questões. A comunicação eficaz torna possível entender a situação por prismas diferentes e efetivamente encontrar formas satisfatórias de lidar com o conflito e, em muitos casos, solucioná-lo.

Na Mediação de Conflitos as partes interessadas se reúnem junto ao mediador para falar de suas dificuldades, por isso é muito importante a etapa em que as narrativas são feitas pelas próprias pessoas envolvidas. Recomenda-se esse procedimento para casais com dificuldade de diálogo, casados ou separados, familiares de forma geral, vizinhos, sócios em empresas, herdeiros, membros de equipes e toda forma de situação conflituosa. A mediação pode ser desenvolvida tanto no judiciário, como nos escritórios particulares e é sempre um processo sigiloso.

O fato é que através da mediação a pessoa pode legitimar o seu poder de agir em relação à própria vida e operar as transformações que deseja. O que a Mediação de Conflitos acredita é que você é a pessoa mais indicada para achar as soluções que busca, para tanto precisa apenas de alguém que facilite esse processo.

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A HUMILDADE É A BASE DAS VIRTUDES

17/08/2020 às 16h15

A virtude em seu mais alto grau é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o ser humano de bem. Importante lembrar que não é virtuoso quem ostenta suas supostas virtudes, aquele que se nomeia o certo, o conhecedor da verdade, pois falta a ele a qualidade principal: a modéstia, e apresenta o vício que mais se lhe opõe: o orgulho.

A virtude não gosta de alardes, mantém-se oculta e foge da admiração humana. O virtuoso age de conformidade com suas inspirações e pratica o bem com desinteresse. O virtuoso não deseja externar as próprias qualidades e nem se apresenta como modelo a ser seguido. Também se exime de julgar seu semelhante. É paciente e benevolente com as concepções alheias, pois, as respeita independentemente de concordar com elas. Tem o dever como uma obrigação moral e o desempenha com exatidão, ainda que esse esteja em antagonismo com as seduções de seus interesses imediatos, permanecendo inflexível diante das tentações.

O bom desempenho das obrigações morais reflete as virtudes alcançadas, pois o dever é o resumo prático de todas as especulações morais. A virtude é fruto da sinceridade do coração e da espontaneidade da alma, não pode assim ser forçada e muito menos dissimulada. Lembremos de que o axioma “mais vale pouca virtude com modéstia, do que muita com orgulho” é verdadeiro e sempre oportuno para nossas reflexões.

Diante de nossas imperfeições podemos até achar grande dificuldade em nos tornar pessoas virtuosas. No entanto, essa visão deve ter o sentido de desafio, ou seja, de incentivo, afinal, pode até ser difícil, mas nunca impossível e, sem dúvida, extremamente compensador. Todos somos capazes de cultivar virtudes, basta que nos empenhemos nisso com muita vontade e determinação.

Depende de cada um o desenvolvimento de valores morais. Quando vencemos paulatinamente nossos empecilhos evolutivos tornamo-nos mais fortes pela satisfação que sentimos e passamos a desejar com maior intensidade estar entre as pessoas que já se qualificam moralmente a ser chamadas virtuosas.

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VOCÊ É UM BOM PAI?

01/08/2020 às 17h19

O papel dos pais tem mudado muito em nossa sociedade; hoje é possível observar que fazem questão de participar de forma ativa na educação e cuidados com os filhos. Claro que não existe pai perfeito, mas algumas atitudes são fundamentais.

Presença é mais que proximidade

Não se trata apenas de estar junto, mas acompanhar e participar da vida do seu filho, construindo elos de confiança e afetividade. Carinho, atenção são essenciais e contribuem para efetivar uma relação amorosa entre você e ele.

Ser autoritário não, ter autoridade sim

Não se trata de ser autoritário, mas de ter autoridade. É importante manter o poder paterno que faculta, entre outras coisas, a segurança que sua criança precisa. A relação afetiva e amigável com o seu filho não deve fazer com que você se torne excessivamente permissivo.

O exemplo é o que se impõe

Como todo educador, o pai deve estar atento aos exemplos que transmite. Bom lembrar que um bom pai é, necessariamente, um bom homem, um bom cidadão. Suas ações sempre serão muito mais efetivas do que suas palavras. O que você fala para seu filho é tido como certo; se você fala e não age, ele perderá a confiança em você.

Diálogo é construção de amor

Desde as primeiras fases da vida de seu filho acostume-se a falar com ele, assim, conforme ele cresce, cria o hábito de conversar com você. Elogie mais e critique menos. Dando ênfase ao que seu filho faz de bom você o tornará mais acessível quando precisar ouvir críticas. Pais que só criticam criam barreiras, muitas vezes intransponíveis, entre eles e os filhos.

Autenticidade é fonte de respeito

É essencial que seu filho reconheça a sinceridade em seus atos e palavras. Mesmo que possa parecer duro em algumas situações, a sua autenticidade fará de você um pai respeitado e justo. Assim, quando errar, peça desculpas, exemplifique humildade. Dessa forma ele crescerá sabendo que você pode errar, mas aceita isso e busca se redimir.

Algumas situações na vida não podem ser mudadas, não importa quanto você se esforce. O importante é que seu filho perceba que você procura sempre dar o melhor de si por amor a ele.

Espero que você possa responder “sim” à pergunta do título e que então tenha um Feliz Dia dos Pais!

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A FÁBULA DO PORCO-ESPINHO

27/07/2020 às 08h53

Conta-se uma história que no norte do planeta, durante um inverno rigoroso, vários animais para não morrer de frio se juntavam em bandos a fim de aquecer-se. O mesmo aconteceu com os porcos-espinhos, entretanto, diante da proximidade com os de sua espécie, acabavam machucando uns aos outros.  Alguns resolveram se separar; mas que triste idéia! Isolados morreram congelados. Os que se dispuseram a estar juntos passaram a ter cuidado para não machucar seus companheiros e sobreviveram ao frio. Usando de uma analogia bastante simples é possível refletir sobre nós, seres humanos, que ao interagir com nossos semelhantes acabamos, muitas vezes, nos ferindo mutuamente. Nossos “espinhos” podem até não serem tão visíveis quanto os do animal da história, mas não provocam menos estragos; refiro-me às imperfeições humanas.

Somos seres sociais, necessitamos, pois, do convívio com os nossos iguais a fim de progredirmos. Tanto é assim que um bebê humano é totalmente dependente, todo o seu desenvolvimento, desde o básico de falar e andar, por exemplo, é fruto do convívio com os mais velhos. Quando adultos além da dependência emocional, precisamos de outras pessoas que sequer conhecemos, afinal alguém trabalhou para que estivéssemos vestidos, calçados, tivéssemos um lugar para morar e tantas outras coisas que muitas vezes fazemos uso sem lembrar que nos foi propiciado pelo trabalho humano. Somos inegavelmente dependentes uns dos outros, mas, na prática, parece que nos esquecemos disso.

Não entendemos ainda essa nossa necessidade de vivermos em grupo. Mesmo nas famílias, as células da sociedade, as dificuldades de relacionamento se avolumam. Tudo porque não tomamos o devido cuidado para que nossos desajustes não provoquem sofrimento no próximo. Cheios de razão, optamos sempre por apontar o “espinho” alheio e as feridas que portamos; mas esquecemos de olhar as chagas que provocamos no outro. Enquanto agirmos dessa forma continuaremos disseminando a dor e o desconforto para nós mesmos e para nossos semelhantes. Por consequência nos sentiremos sozinhos e infelizes, correndo grave risco de não sobreviver ao “inverno” de nossas vidas.

Sejamos inteligentes e nos unamos para superar o frio moral que vem alastrando nosso mundo. Cuidemos, cada um, para que nossos “espinhos” não provoquem mais danos em nossa sociedade.

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PERDAS SÃO INEVITÁVEIS – APRENDER COM ELAS É FUNDAMENTAL!

20/07/2020 às 14h00

Existe uma expressão que diz “Quando penso que sei todas as respostas, a vida vai e muda as perguntas”; e é assim mesmo, quando menos esperamos tudo muda e as coisas tomam rumo muito diferente. Assim o é quando nos deparamos com as perdas, afinal nunca contamos com elas, não é mesmo? Perda da saúde, de entes queridos por morte ou separação, de confiança, de emprego, de sossego…. Isso em relação a nós mesmos como também às pessoas que convivem conosco. Acontecimentos assim burlam nossos planos e são capazes de provocar grande insegurança, tristeza e desarmonia.

O fato é que não se pode fugir das intemperanças e todos passam por momentos assim; a vida não obedece aos nossos planos e, não raras vezes, precisamos nos adequar às novas realidades. Lidar com perdas é uma das grandes dificuldades do ser humano, no entanto elas estão sempre acontecendo, fazendo parte da vida de casa um. O mais sábio, pois, e encarar a superação como um desafio constante e poderoso, capaz de nos mostrar novas oportunidades e meios diferentes de reencontrar o equilíbrio de nossas emoções. Fazer dos reveses alavanca que nos faça abandonar a zona de conforto e ir ao encontro de possibilidades diferentes é o que promove amadurecimento e evolução.

Facilita encontrar a superação quando entendemos que nada é eterno, tudo é passageiro e momentâneo, exceto nossa alma. É primordial, pois, nos livrar do apego, do desejo de manter tudo e todos. É preciso encarar a realidade de que um dia as situações e, até mesmo as pessoas se transformam e, por mais doloroso que isso possa ser, precisamos aceitar e reformular nossas vidas a partir disso. A aceitação e consequente adaptação faz parte do entendimento de que e a vida precisa continuar. Não estou dizendo que seja simples, longe disso; estou afirmando que é possível e que essa é, ainda, a forma menos dolorosa de encarar os fatos.

Independente de qual seja a perda que você vivência nesse momento, lembre-se de manter a serenidade, não permitindo que o abalo seja ainda maior, dominando a sua mente. Procure equilibrar suas emoções de forma a aceitar o que não pode mudar e seguir em frente levando o aprendizado que certamente o fará mais forte diante dos torvelinos da vida. Encare a doença, a separação, o fim e qualquer revés como oportunidade de reflexão e mudança; certamente isso fará de você uma pessoa mais madura e preparada para a vida em toda a sua complexidade. Afinal, existem muitas alegrias a serem vivenciadas que não podem ser desvalorizadas ou preteridas.

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5 DICAS PARA DESENVOLVER A COMPAIXÃO

14/07/2020 às 08h36

A compaixão é uma virtude que nos torna mais humanos, capazes de edificar bons relacionamentos e serenidade na alma. Ao nos compadecer legitimamos a dor do outro e entendemos suas reações. Sentir a dor alheia é criar energias empáticas de amor e compreensão. No entanto, o poder da compaixão vai muito além do sofrer junto, representa essencialmente a vontade de ser útil, ou seja, o foco é a solução. Por isso, quem tem compaixão é capaz de transformar situações ruins em benéficas.

Considere algumas dicas para desenvolver essa virtude:

Perceba o outro

Inicie um processo de observar mais as pessoas de sua convivência, tente entender a forma como elas reagem diante das situações que se apresentam.

Use dos eventos cotidianos para desenvolver essa força interior que propiciará maior sensibilidade em relação aos que cercam você. Pequenos atos de doação proporcionam tamanha satisfação que você sentirá motivação para ampliá-los.

Saia do casulo

Todas as pessoas têm seu próprio quinhão de dor e dificuldade e, se você seguir o item acima concluirá que, nem de longe, você é a única pessoa a precisar de atenção. Deixe de concentrar-se apenas nas próprias dores e faça com que a piedade desperte seus melhores sentimentos. Ninguém é vítima, todos desejam aprimorar escolhas e encontrar a felicidade, mesmo que, aparentemente, não saibam como fazê-lo. Pensar assim fará com que você sinta maior disponibilidade em ser útil e ajudar.

A principal razão da existência humana é a felicidade e a compaixão é a característica mais marcante do ser humano”. Dalai Lama

Desenvolva a empatia

Procure entender as pessoas sob a ótica delas, o que elas sentem a partir das concepções e valores que possuem. Não antecipe conclusões baseadas no seu contexto de vida. Não faça julgamentos infrutíferos e concentre-se no que você pode fazer. Compreendendo a situação da forma como o outro vê, você terá maior clareza do que pode fazer para ser útil.

Seja tolerante e paciente

Tenha boa disposição para ajudar as pessoas o máximo que puder. Seja tolerante e tenha compreensão, principalmente em relação às pessoas difíceis e ingratas. Lembre-se que não é sobre o que elas fazem, mas sobre como você se sentirá diante de suas próprias ações.

Reconheça seus semelhantes

Compaixão essencialmente é reconhecer que somos todos seres humanos, com aspirações e necessidades. Precisamos uns dos outros para evoluir, motivar e superar nossas dificuldades. A constatação dessa verdade facilita a empatia e os relacionamentos.

Dalai Lama afirma que “a principal razão da existência humana é a felicidade e que a compaixão é a característica mais marcante do ser humano”.

É de grande importância refletir sobre o altruísmo universal e o nosso grau de responsabilidade pelo bem comum. É essa noção de universalidade que promove o desejo de ajudar as pessoas a superar seus problemas e a satisfação íntima de ter cumprido com o nosso dever como humanos.

EFEITOS DA EMOÇÃO NA COMUNICAÇÃO

06/07/2020 às 13h41

Consideram-se emoções negativas todos os envolvimentos que tendem a provocar aflições e agressividade; como inveja, frustração, culpa, raiva e tantos outros. Emoções negativas bloqueiam a capacidade racional do ser humano e o remete a agir por impulso, ou seja, sem qualquer análise anterior.

Assim como o bom humor aumenta a criatividade e proporciona maior compreensão em qualquer situação; as emoções negativas dificultam a geração de opções criativas e decisões sábias. Assim, pessoas abaladas afetivamente bloqueiam a própria capacidade de compreensão no estabelecimento da comunicação, que se torna então truncada, incompleta e insatisfatória. Por isso, frente aos conflitos, a emoção faz com que a percepção do indivíduo torne-se seletiva e ele só tende a perceber o que for confirmatório de sua própria ideia da situação. Dessa forma, qualquer palavra do opositor parecerá a ele uma nova ofensa que acentua a anterior. Movido por essas emoções a pessoa distorce e omite inconscientemente o conteúdo da fala do outro. O excesso de elementos a considerar e a alteração da sequência de informações dificulta o registro e o processamento dos relatos, então a comunicação é ineficaz e gera transtornos que podem chegar à violência verbal, psicológica e, em casos mais acentuados, física. Pessoas sensíveis a esse tipo de emoções podem apresentar as mais diversas reações, da explosão à apatia, da depressão à euforia. Portanto, a falta de equilíbrio emocional é um elemento que pode ser extremamente destruidor no processo comunicativo.

Muitos relacionamentos se destroem diante da ineficácia da comunicação, pois as consequências sobre a capacidade de julgar e decidir torna-se enormes. Isso pode ser tão intenso que a pessoa perde a motivação para lutar por seus direitos ou celebrar qualquer tipo de acordo, vendo sempre na outra um opressor e interpretando de maneira negativa todos os seus comportamentos e propostas.

Agindo pela emoção a pessoa modifica todos os aspectos mentais; desenvolvendo conclusões, expectativas e comportamentos insustentáveis e incompatíveis com suas histórias de vida e personalidades. É assim que uma pessoa que jamais se mostrou agressiva pode, por exemplo, chegar a cometer crimes inimagináveis em suas condições normais. Portanto, manter-se alerta diante de emoções negativas é extremamente recomendável.

Para que o diálogo flua de forma satisfatória é importante abster-se de conversar quando se sente com as emoções em ápice. Antes de tentar qualquer tipo de conversação é imprescindível buscar a calma necessária para estabelecer bem os próprios pontos de vista e desenvolver a vontade de realmente escutar a fala do outro. É bem verdade o que se diz sobre “cada caso tem duas versões”. Porque são, no mínimo, duas individualidades antagônicas a tratar de um mesmo assunto que se reveste assim, em diversas interpretações diferentes.

Aprender a lidar com ideias conflitantes é um trabalho contínuo que inclui a identificação e, muitas vezes, o refreamento das próprias emoções no sentido de entender os sentimentos alheios.

Desenvolver a comunicação sadia pode ser bem trabalhoso, mas certamente é uma atitude inteligente que promove e dá continuidade a relacionamentos mais felizes e duradouros.

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O DIÁLOGO GERA ENTENDIMENTO E ACORDOS SATISFATÓRIOS

30/06/2020 às 17h25

Os conflitos são inerentes ao ser humano, desde que duas pessoas pensem é comum que divergências aconteçam. Pessoas sempre geram interação, estabelecem uma comunicação, seja em palavras, em gestos ou expressões. O que ocorre comumente não é “falta de comunicação” e sim maneiras equivocadas de se expressar gerando oposições que podem até enveredar para a violência. Saber lidar com conflitos é, assim, de grande importância.

O trabalho da Mediação de Conflitos é o de restabelecer o diálogo para que as pessoas se entendam e, por si só, selem acordos satisfatórios. Isso é possível porque na Mediação são as pessoas que determinam as cláusulas do acordo. O mediador funciona como um facilitador que, munido de ferramentas adequadas, auxilia as pessoas a buscar o que realmente é o melhor para si mesmo. Ao detectarem interesses em comum, o conflito perde o sentido.

O Novo Código de Processo Civil incluiu os mediadores no quadro dos auxiliares da justiça. A Mediação até então era desenvolvida de forma extrajudicial, até mesmo dentro do Judiciário. Esse é um grande avanço, mas muitos desafios ainda estão pela frente. Essa mudança de paradigma no Judiciário também representa uma mudança social significativa pela qual o litígio perde força e o consenso é a chamada para o bom senso e equilíbrio. É o despertar da Cultura da Paz.

A Mediação não é uma simples conversa, possui uma metodologia complexa e comprovadamente eficaz para facilitar a resolução dos conflitos. Esse método tem sido desenvolvido ao longo dos anos somando vários saberes como os da psicologia, sociologia, direito, serviço social e muitos outros. Por isso a interdisciplinaridade dos mediadores é de suma importância.

As vantagens desse método são indiscutíveis, entre muitos estão a continuidade da relação, muito importante no caso de vínculo continuado, a privacidade e a economia de tempo e dinheiro. A Mediação pode ser desenvolvida tanto judicialmente, como extrajudicialmente. Pessoas interessadas podem procurar um mediador privado, mesmo que já esteja correndo o processo judicial. Dessa forma aceleram a resolução da contenta e validam o acordo judicialmente.

Segundo o novo CPC os advogados, assim como magistrados e demais operadores da Justiça devem estimular os métodos pacíficos de resolução da contenta. A adesão dos advogados é de suma importância para o sucesso do processo, a eles cabe funções fundamentais, tais como a informação e conscientização do processo.

A vida não precisa ser tão pesada e os conflitos não precisam enveredar para brigas, todos saem perdendo com isso. O diálogo é a melhor ferramenta para o entendimento e a comunicação pacífica é o caminho para a realização de acordos em que todos possam ser beneficiados.

A opção pela Mediação caracteriza uma disponibilidade para rever posições.

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OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA

22/06/2020 às 14h13

Adoro ler Rubem Alves e seu livro “Ostra feliz não faz pérola” é um dos meus prediletos. Não é a primeira vez que escrevo sobre ele, penso que vivemos um momento muito oportuno para as suas reflexões.

A pérola não é natural na ostra, na verdade é um tipo de mutação que ocorre quando um grão de areia entra na cavidade daquele molusco. É um corpo estranho e a ostra o rejeita envolvendo-o com uma substância que se solidifica de forma lisa e arredondada que conhecemos como pérola e que é muito valiosa. Na visão do poeta esse grão de areia causa dor à ostra e ela pensa: “Preciso envolver essa areia pontiaguda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…” Daí o título do livro.

Penso na dor que nos acomete como sendo também um corpo estranho porque acredito que a natureza humana é feliz e acho brilhante a comparação de Rubem Alves: “Pessoas felizes não sentem necessidade de criar”.

Quando é que saímos da área de conforto, nos impulsionando para criar novas alternativas? Não é quando algo nos provoca, nos assusta ou causa dor? É por isso que as nossas maiores realizações acontecem quando estamos em conflito, quando precisamos superar dificuldades e criar opções diferentes. Dificilmente alguém que se sinta bem quer avançar sabendo que enfrentará desafios. Não dizem que “time que está ganhando não se mexe”? E é assim também que muitos perdem a oportunidade de crescer pessoalmente e profissionalmente, ficando estagnados.

Transformar nossas dificuldades em perolas é aproveitar da dor para conquistar ganhos muito maiores. É inovar-se; é reinventar-se! A natureza é toda mutável e assim também nós, seres humanos, podemos ser mais flexíveis e desafiadores. Usar de nossa inteligência para criar novos conceitos, formas mais dignas de viver e inspirar nossos semelhantes.

Ostra feliz não faz pérola, segundo o autor, representa as suas próprias areias pontiagudas que o machucam; “para livrar da dor, escrevi”. Mas é, sobretudo, uma doce inspiração para todos os que se sentem machucados pelas arestas da vida a encontrar a sua própria fórmula de produzir uma preciosidade a partir delas.

Além de deixar de sofrer, ainda merecerão a joia. E o que pode ser mais valioso na vida que a superação de si mesmo?

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COMO LIDAR COM O ABANDONO E SUPERAR A REJEIÇÃO

15/06/2020 às 20h39

A rejeição é, sem dúvida, um trauma capaz de provocar grande dano na vida das pessoas. A desilusão pelo rompimento indesejado causa ressentimento que não sendo trabalhado devidamente, dá origem a diversos transtornos psíquicos e até físicos. O sentimento de não sermos amados ou aceitos é o estopim de mágoas e outros sentimentos destruidores.

Não é fácil ser abandonado, entretanto, se isso já é um fato é preciso pensar em maneiras de reconstruir a própria vida, procurando esmerar-se nisso.

Nesse sentido algumas dicas podem ser úteis.

Aceite o fato consumado

Enfrentar a realidade é fundamental, porque enquanto você ficar se iludindo, na esperança de que a pessoa retorne e volte atrás, nada vai mudar. Chorar, suplicar pelo amor de alguém que não lhe quer só vai piorar seu sofrimento. Amar e não ser amado não desmerece ninguém, mas implorar amor fere a dignidade de qualquer pessoa.

Encare a situação como sendo um ciclo que se fechou

A vida é cíclica, o que corresponde dizer que um ciclo de fecha para que surja um novo. Não é o fim da sua vida, muito menos do mundo! Não alimente pensamentos de perda, afinal o relacionamento deu certo por algum período e momentos bons aconteceram. Certamente todas as experiências vividas contribuíram para o seu amadurecimento e, portanto, valeram a pena. Mas agora isso é passado e você precisa olhar para frente, renovar o ciclo.

Não alimente emoções destrutivas

Sentir raiva diante do abandono é normal e pode até ser muito saudável, desde que cumpra seu papel de defesa e depois se transforme em aceitação.  Quando a raiva vira ódio, culpa, ressentimento, desejo de vingança, desespero e impotência passa a ser corrosiva para a alma e causa maior sofrimento. Permita-se vivenciar as fases naturais do luto pelo fim de seu relacionamento, mas não se entregue a elas. Para tanto, mantenha o bom senso e o equilíbrio não alimentando emoções negativas em seus pensamentos e ações.

Pense em você

Claro que sua autoestima está abalada, mas não permita que desmorone; antes cuide e a estimule através do cuidado com você mesmo. Ninguém merece, mas quase todo mundo se sente rejeitado, em algum momento da vida. Mantenha-se bem, cuide da sua aparência e saúde, pratique exercícios, divirta-se com amigos e familiares, empenhe-se no trabalho e olhe para o espelho com satisfação.

Seja você e não se deixe levar pelo recalque

Não procure saber da vida de quem não quis mais compartilha-la com você, evite qualquer tipo de encontro e mesmo informação, pelo menos até que a ferida cicatrize. Também não queira mostrar indiferença ou forçar situações do tipo “estou muito bem, obrigado”. Nada mais patético do que a pessoa querer mostrar o que não é e o que não sente.

Enfim, troque emoções negativas por positivas, supere essa dor e candidate-se a viver novas possibilidades. Afinal, ser feliz é preciso!

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NAMORO, PRELÚDIO DO RELACIONAMENTO

08/06/2020 às 19h54

O namoro é uma fase importante no relacionamento porque além de propiciar maior conhecimento entre as pessoas envolvidas, determina ainda questões fundamentais no desenvolvimento da relação.

É assim que o namoro cumpre a sua razão de ser, aproximando dois seres movidos inicialmente pela paixão e atração sexual, afim de que estabeleçam elos mais profundos que garantam um relacionamento mais maduro e contínuo. É no namoro que a cumplicidade inicia o seu desenvolvimento e, portanto, nessa fase, torna-se veemente a autenticidade e a busca de maior afinidade entre os pares. Num momento em que é tão prazeroso estar junto, trocar idéias e conceitos sobre si mesmo e sobre a vida, é que o diálogo, tão importante na construção de relacionamentos sadios, deve ser cultivado.

O ser humano é uma criatura sociável e é através desse convívio, no qual experiências são permutadas, que evolui em pensamentos e, consequentemente, em ações. O resultado natural do amor entre duas pessoas que desejam um relacionamento sexual e afetivo é a intimidade propiciada pela vida em comum. À medida que essa intimidade se estreita, o companheirismo se faz mais necessário, pois compartilhar o dia a dia não é tarefa fácil.

Mesmo existindo muito amor, há que se aterem a outras questões fundamentais, tais como o respeito e amizade. Há que se observar, portanto, que é extremamente recomendável a busca pela comunicação eficaz, desde o início do relacionamento. Não manifestar sentimentos por acreditar que o outro irá perceber-los é ainda um engano muito comum na relação a dois. É como se fosse imputado ao outro o dever de adivinhar os pensamentos como resultado natural do amor. Isso não existe! Os sentimentos sejam eles quais forem devem ser manifestados da forma mais harmoniosa possível, ou seja, com afeto e diálogo dignificante. Sentimentos de desagrado manifestados por briga, discussão ou birras só fazem acumular mágoas em ambos. Também silenciar acreditando que com o tempo as coisas mudam, ou por medo de perder o amor de sua vida, é perigoso engano.

Aos casais que estão juntos há mais tempo, bom lembrar que enquanto existe amor, sempre haverá a oportunidade de retornar a fase do namoro, reavivando satisfações que nutriam e reiniciando o comprometimento com o diálogo revestido de respeito e consideração, firmando-se na fidelidade e nos compromissos da camaradagem. Afinal, casar é tarefa para todos os dias, porquanto somente da comunhão gradativa e profunda é que surgirá a integração dos cônjuges.

Uma relação sadia é formada por pessoas que se amam, se respeitam e buscam conhecer-se melhor no afã de estreitar os laços que os unem, não para prender, mas para intensificar o prazer de estar junto. Assim, toda a sinceridade afetivamente manifestada, sem rodeios ou medos é prelúdio de um relacionamento feliz e duradouro em qualquer tempo.

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VOCÊ PODE PRESERVAR A PAZ

02/06/2020 às 08h48

São muitos os que desejam estar em paz e não se sentem confortáveis em meio a tantas turbulências. Os tempos estão difíceis para os pacificadores, no entanto, quando os ânimos estão acirrados é o momento mais acertado de entrar em ação. Sim, porque a paz exige atitude. Como disse Mahatma Gandhi: “A não violência não deve ser usada como um escudo para o covarde, ela é uma arma para o corajoso”. É preciso lutar contra a injustiça, mas as armas capazes de efetivar a transformação necessária não são violentas.

Conflito sim, confronto não

É preciso compreender que existe uma diferença muito grande entre conflito e confronto. Conflitos são naturais, representam apenas discordância de ideias.  Pessoas comprometidas lutam por suas convicções e só cedem quando convencidas por meio de argumentos irrefutáveis. O confronto é totalmente diferente, existe sempre o componente hostil, não há argumento inteligente porque a oposição se faz no plano pessoal. Do conflito é possível surgir entendimento próspero; do confronto somente a discórdia, a violência e a guerra.

Precisamos construir pontes e não muros

As generalizações são importantes para dar significado às ideias, coisas ou situações, mas quando nos referimos a seres humanos caímos em grande erro. Pessoas são singulares e não se enquadram numa só denominação. Ninguém é “isso” ou “aquilo”, somos complexos e únicos. Ao classificar pessoas estamos julgando, dividindo e condenando. Não temos esse direito, muito menos esse poder.

O diálogo promove a paz

O caminho para o entendimento passa sempre pelo diálogo. É fundamental falar com respeito e ouvir buscando entender o outro, suas necessidades, o que o move. O diálogo é um grande desafio porque nos leva a enxergar um lugar diferente e validar uma posição que não é a nossa. Através dessa dinâmica entendemos que é possível haver consenso e que a diversidade de pensamentos pode ser algo harmonioso que some para todos.

A empatia é capaz de desenvolver e preservar a paz, além de nos tornar pessoas mais determinadas e dispostas a fazer do mundo um lugar melhor. É assim que formaremos uma cultura mais ética, humana e próspera.

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A ESPERANÇA NÃO PODE MORRER

18/05/2020 às 13h52

Mário Sérgio Cortella, teólogo, filósofo e professor lembra a importância de entender esperança como sendo do verbo esperançar e não do verbo esperar. O verbo esperançar significa “levantar-se e ir atrás; agir; construir alternativas e soluções; levar adiante uma ideia, um projeto; nunca desistir”. Esperançar é almejar, sonhar, agir, buscar. É, na verdade, o contrário de esperar, apesar de muitos confundirem.

O mínimo que precisamos é saber que esperamos por algo de importância para a nossa vida e, o máximo, é quando vivemos para fazer isso acontecer. Abrimos nossos olhos a cada dia porque temos esperança, vislumbramos oportunidade de novas possibilidades. Se há algo que não se pode perder jamais é a esperança.

Assim, em momentos de dificuldade vale usar de algumas estratégias para manter a esperança em alta:

Considere as coisas incríveis que você já fez

Ninguém está sempre bem-humorado, muito menos diante de dificuldades. Lembrar do que você já superou e conseguiu transformar na sua vida é uma forma de criar mecanismos de enfrentamento que, certamente, o colocarão em posição de focar nas possíveis soluções.

Cerque-se de otimismo

Se você tem um problema tudo o que não precisa é de pensamentos desfavoráveis ou pessoas negativas que, certamente, inflexibilizarão a sua iniciativa de enfrentamento. Substitua reclamações, não se permita o papel de vítima e afaste-se das “âncoras”, seja pessoas ou situações. Procure manter-se informado da realidade, não para se influenciar, mas para conhecer o que vai superar.

Busque apoio na fé

A fé pode ser uma grande fonte de inspiração, se não a maior. Se você acredita em Deus encontre esperança numa oração sincera, dedique-se a ações que o façam se sentir mais próximo Dele. Ter fé em uma Divindade facilita acreditar em você mesmo, na sua própria capacidade. A confiança em Deus promove a confiança em si mesmo.

Seja corajoso

Manter a esperança exige coragem para agir, para enfrentar. O medo é natural diante das dificuldades que nos desafiam, corajoso é quem o enfrenta, afastando o pânico, esse sim sempre nefasto. O medo é uma emoção positiva no sentido que nos deixa alerta ao perigo, a coragem faz nascer a certeza de que é possível vencer.

Se você quer manter a esperança em sua vida só tem que se aliar a ela, procurando o lado bom de todas as situações e agindo por um bem maior. Esperança é acreditar e agir!

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FÉ COMO ALAVANCA DE SUPERAÇÃO

11/05/2020 às 18h39

Pela etimologia, a palavra fé tem origem no Grego “pistia” que indica a noção de acreditar e no Latim “fides”, que remete para uma atitude de fidelidade. Trata-se do acreditar em algo, ou em alguém, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação. Ter fé é acreditar pela absoluta confiança que depositamos nessa ideia ou fonte de transmissão. Também significa esperança que, independentemente do que aconteça, tudo pode ser superado.

No contexto religioso a fé está aliada na aceitação absoluta dos princípios difundidos por determinada religião e na existência de uma divindade. Todavia, existem pessoas que não se dedicam a nenhum tipo de religião, mas são pessoas de fé. Ou seja, não acreditam em postulados, mas creem em uma força extrafísica e em atitudes que condizem com suas próprias crenças. Há pessoas, ainda, que rejeitam as divindades ou outros seres sobrenaturais. Estes não possuem a fé religiosa, o que não os impede de desenvolver esse atributo de outras formas. A fé está intimamente ligada a confiança, por isso ela pode ser concebida também fora do ambiente religioso.

Entender a fé de forma mais ampla nos credencia a relacionamentos harmônicos, afinal, nos livra do grande engodo dos “donos da verdade”. Então nos sentimos tranquilos quanto a respeitar as diferenças, entender que o próximo tem o direito a ter a sua fé e a vivê-la da maneira que melhor lhe convém.

Eu fico pensando em quantas guerras, quantas discussões, quanto sofrimento não seria evitado com isso. E mais, quanto poderíamos estar unidos por um mundo mais justo e equitativo.

Diante das adversidades da vida, é preciso acreditar que o amanhã será melhor e que isso depende muito de nossas ações no presente. É a fé que nos impulsiona a dar o próximo passo, a enfrentar os obstáculos e seguir em frente. A fé faz brotar a esperança, sentimento que torna possível colocar em prática o que for preciso para a realização daquilo que almejamos. Portando, ainda que seja apenas em nós mesmos, é de extrema importância para nossas vidas, para nos manter firmes em nosso propósito. Aliada a ação a fé é o instrumento de transformação mais poderoso que existe. Acreditar e agir, fazer o que nos compete para mudar as situações que nos incomodam é um passo importante em busca de uma vida próspera em todos os sentidos.

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MÃE – AMOR QUE SUPERA IMPERFEIÇÕES

05/05/2020 às 20h16

Se para você mãe é tudo igual é melhor rever os seus conceitos. Além das mães não serem todas iguais, tampouco são perfeitas. As diferenças entre as mães refletem na forma de educar os filhos e, consequentemente, na forma com que eles se comportam.

O importante de refletir sobre “que mãe eu sou”? É que a partir do momento em que uma pessoa se conhece, percebe suas qualidades e defeitos, então inicia transformações que deixam a vida mais leve e feliz.

Listei alguns estilos de mães:

Mãe Superprotetora: Se puder coloca o filho numa redoma de vidro; faz tudo por ele. Esse tipo de mãe costuma criar filhos inseguros e incapazes de resolver os próprios problemas.

Mãe Autoritária: Gosta de tudo perfeito, vive chamando atenção do filho por exigir comportamento maduro e impecável. Filhos de mães autoritárias podem igualmente desenvolver insegurança, pois, o medo faz parte de sua educação.

Mãe Permissiva: Deixa o filho fazer o quer e diante de uma birra ou falta de educação apenas sorri tímida. Essa forma de educação pode ser muito prejudicial aos filhos que acabam tendo que aprender de forma sofrida que os outros também têm direitos.

Mãe Ausente: Dedica pouco tempo ao filho, estando sempre ocupada com o trabalho. Talvez por ter que lidar com muitos problemas, prefere se envolver o mínimo possível com a maternidade. Isso pode gerar inúmeros desacertos na vida do filho por não ter a presença materna norteando seus passos.

Mãe Dona da verdade: Jamais dá razão ao filho. Suas opiniões têm que prevalecer sempre, não ouve e, portanto, não desenvolve diálogo. Esse tipo de mãe pode gerar filhos sem poder de decisão e com baixa autoestima.

As mães podem não ser perfeitas como as cantadas em prosa e verso, mas no fundo o que elas querem é o melhor para os seus filhos, mesmo nem sempre sabendo como manifestar.

Independentemente de como seja a sua mãe, saiba valorizá-la, compreendê-la e amá-la! E você mãe, independentemente dos seus erros ou acertos, não se culpe, o amor supera defeitos e imperfeições e é tudo o que mais importa.

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O NORMAL PÓS-PANDEMIA

28/04/2020 às 13h45

Temos muito mais perguntas do que respostas e isso parece ser também algo muito novo, estamos acostumados a “saber” e ter respostas, mesmo do que não sabemos de fato. Entretanto, vivemos uma realidade em que nem a ciência tem as respostas que precisamos e isso é muito assustador. A pandemia provocou uma crise generalizada fomentando, inclusive, uma crise de significados.

Para manter o isolamento social estamos restringindo muitas coisas que eram absolutamente normais em nossas vidas. As consequências disso são igualmente inimagináveis. Podemos conjecturar e nos dedicar a passar por esse período de forma menos traumática, sem “receita de bolo” já que é exatamente isso que ninguém tem. Nesse sentido parei para refletir sobre as palavras de Luiz Felipe Pondé e baseado na sua entrevista na CNN no programa “Mundo Pós-Pandemia” procurei narrar o que considerei importante para vencermos esse momento que ele compara com a travessia de Moisés no deserto. Alguns pontos a serem considerados:

Solidariedade

Ao afirmar que “todos nós somos iguais perante o vírus” o filósofo e escritor me levou a pensar que a pandemia está fazendo muitos entenderem que a solidariedade não é apenas um sentimento, é sobretudo, uma atitude que visa não só o bem do outro, mas de todos, inclusive de quem pratica. É o redescobrir da solidariedade, um dos pilares da Cultura da Paz. “A economia e a vida caminham juntas”, não se pode exigir nada de quem não tem o mínimo.

Relacionamento

Em tempos de isolamento social a saída tem sido os encontros digitais. Mas conforme afirmou Pondé: “a vida é presencial”. Precisamos do contato físico, do abraço, do estar junto. Acho que haverá muitos reencontros felizes no pós-pandemia, muita alegria, mas, com o passar do tempo, isso também tende a se normalizar. Por isso é tempo de valorizar mais os familiares e amigos, os que se mantiveram conosco, mesmo à distância.

Luiz Felipe Pondê enumerou dicas básicas para manter a saúde mental nessa travessia. Tentarei expô-las o mais próximo do que ouvi:

Não queira ser controlado – a solução não está no outro, não queira que o outro resolva por você. Assuma a responsabilidade do que lhe compete e aja.

Cultive a coragem – Combata em você a percepção que o outro é um transmissor do vírus. Não deixe de dar bom dia, sorrir mesmo de máscaras. O convívio social diminui o medo. É preciso cultivar o mínimo de humanidade.

Não entre em pânico –  Cuidado com a paranoia, “o medo atraia a morte”. Todos os cuidados indicados pelos especialistas são importantes, mas não se esqueça da sua saúde mental.

Isso tudo vai passar e, gradualmente, tudo vai voltar ao normal. O que não podemos permitir, e nisso discordando do filósofo, é que essa travessia não provoque mudanças promissoras. Podemos e devemos criar um novo normal, mais significativo e próspero para as nossas vidas.

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NÃO DEIXE DE SONHAR!

20/04/2020 às 19h32

Vivemos uma crise na saúde que, inevitavelmente, atinge todos os níveis das nossas vidas: financeiro, econômico, relacional, político, mental… Tempos difíceis, momento de graves revelações que têm desorientado todos os setores da sociedade. Diante desse quadro vemos muitas pessoas desanimadas, com medo e falta de esperança no futuro, ou seja, soma-se uma crise existencial, pessoal que pode tomar proporções inimagináveis.

Claro que lidamos com uma situação inusitada e assustadora, mas o fato é que, ainda assim, vale o ditado: O problema não é o problema e sim a forma como lidamos com ele. Não é a crise que provoca o negativismo e sim a forma de encará-la. Tanto é verdade que muitas pessoas criam novas possibilidades, vencem as dificuldades e prosperam em meio a crises. E isso sempre aconteceu na história da humanidade e vai acontecer agora também. Para tanto precisamos focar na superação, criando novas possibilidades de vencer nossas dificuldades e a de quantos pudermos ajudar.

Nesse momento de transição algumas dicas podem ajudar:

NÃO ABSORVA INFORMAÇÕES NEGATIVAS

Não se trata de fechar os olhos para a realidade, mas excesso de informação pode ser muito tóxico. Melhor focar na saúde física e mental. É difícil não se entristecer com a dor de quem perde um ente querido ou o ganha pão. Como não se indignar com tantos absurdos que estamos presenciando. De qualquer forma, não tem sentido trazer esse negativismo para a nossa vida e das pessoas que convivem conosco. Seja filtro e não esponja!

TRABALHE SEUS PONTOS FRACOS

Uma mente brilhante tem consciência de que não domina tudo e está sempre aberta a novos aprendizados. Para dar vida a seus sonhos você precisa detectar o que precisa ser mudado em seu comportamento. Crise é oportunidade de crescimento quando transformada em desafio. É fundamental buscar subsídios para enfrentar as dificuldades, um processo de melhoria constante.

SUBSTITUA PENSAMENTOS E HÁBITOS NEGATIVOS

Durante toda a nossa vida vamos acumulando crenças que nos limitam e, consequentemente, nos prejudicam. A ideia é substituí-las por crenças positivas, ou seja, que nos motivem e impulsionem a agir. Tudo começa pelo pensamento, portanto, o primeiro passo é pensar positivo. Acostume-se a trocar cada pensamento, palavra e ação que prejudica você ou qualquer pessoa, por algo que engrandeça, isso terá um efeito excepcional na sua vida.

TENHA ATITUDE

Quando alguém me procura para sessões de Coaching eu vou logo explicando que essa metodologia é fantástica, mas só funciona com quem tem atitude. Não adianta ter um sonho se você não é capaz de realizá-lo e não se dispõe a se capacitar. É preciso fazer um plano de ação em direção aos objetivos desejados, mas é fundamental agir com foco e determinação.

Não adianta perder energia reclamando, a pandemia é uma realidade que vai mexer no bolso de todo mundo. Precisamos pensar em preservar vidas, a economia, seremos capazes de reverter com criatividade e trabalho eficiente. Encarar que teremos que empreender diferente para superar as dificuldades econômicas que, fatalmente, virão. Uma mente vencedora não permite que seu brilho se desfaça, que o desânimo se aninhe ou que forças negativas a envolva. Transformar a própria mente em vencedora é um trabalho árduo, mas, efetivamente, vale muito a pena!

CASAMENTO EM TEMPO DE PANDEMIA

13/04/2020 às 16h51

Em poucos dias do anúncio da pandemia pelo COVID 19 o mundo virou de ponta-cabeça e os relacionamentos foram atingidos em cheio. A necessidade de distanciamento social é um convite para a introspecção, mas nem sempre isso é possível diante de um estresse desse porte. Casamentos enfrentam uma nova e desafiadora realidade.

Se nos primeiros dias o espírito de cooperação prevaleceu, com o tempo está pesando, criando natural enfado e originando conflitos. Assumir tarefas doméstica, além do trabalho que veio para casa, o chamado Home Work, pode ter sido interessante no começo, mas já está se tornando um grande desafio para os relacionamentos amorosos. A procura por ajuda online tem aumentado e algumas situações são bastante comuns e me levaram a listar umas dicas para evitar maiores problemas. Afinal, isso tudo vai passar e precisamos estar atentos para que as consequências não sejam mais duradouras ou destrutivas do que a própria crise.

Preserve o seu espaço

Se essa é uma atitude sempre muito indicada para quem divide a intimidade de um lar, agora que o tempo de convivência aumentou se tornou crucial.  Claro que está difícil, principalmente, com as crianças em casa, mas, com um pouco de disciplina, é possível. O ideal é que você possa se refugiar algumas horas por dia em um cômodo isolado, se isso não for possível apele para um fone de ouvido, por exemplo.

Crie novas rotinas

Não é porque não há compromissos externos que a anarquia seja uma boa opção. Nos primeiros dias tudo foi novidade, mas estabelecer novas rotinas evita muita confusão, sem contar que quebra-las acaba sendo estimulante. Criança precisa ter horário e o casal também. Com regras estabelecidas dá para não se cansar tanto e aproveitar melhor o tempo juntos.

Relaxe

Momentos de introspecção revigoram a mente.  Pode ser orar, meditar, fazer Yoga, enfim. Dedique-se a algo que faça você se sentir relaxado, desprenda-se de preocupações por alguns instantes do seu dia. Tudo está muito ao extremo, os ânimos também, melhor recolher a mente e relaxar o corpo para manter a saúde física e mental.

Seja paciente

Essa é a regra de ouro. Lembre-se que, assim como você, seu cônjuge está estressado, preocupado e com medo. Isso é natural diante do que estamos vivendo. Procure relevar mais e cobrar menos. Opte sempre pelo diálogo em momentos mais tranquilos. Escute o que não é dito, sinta mais do que interprete. Empatia é fundamental.

Talvez vocês nunca tenham tipo tantas razões para estarem juntos e se apoiarem, esse é um grande aprendizado. Amar na alegria é fácil, desafiador mesmo é enfrentar as dificuldades e seguir amando. Acredite: vale à pena!

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PÁSCOA E TRANSFORMAÇÃO

09/04/2020 às 09h05

Para os cristãos em todo o mundo, a Páscoa é a celebração da ressurreição de Jesus. A crucificação, morte e ressurreição de Cristo são uma questão de fé, mas o sentido da data pode ser direcionado também para a vida, basta que o associemos à transformação de cada um na busca de uma vida melhor e plena. A Páscoa pode ser um marco pelo qual a pessoa se defina a renascer, isso é, transformar-se.

Gosto muito desse conceito de usar datas e acontecimentos como forma de impulsionar uma atitude que queremos tomar, mas que estamos sempre adiando. Uma das razões mais comuns da pessoa não se sentir bem consigo mesma é a procrastinação. Toda mudança gera transtornos importantes e até que efetivamente aconteça é preciso lidar com desconfortos que podem ser muito dolorosos. No entanto, vale lembrar a frase de Lance Armstrong: “A dor é temporária. Desistir dura para sempre”.

Sair da área de conforto, mesmo se sentindo muito mal nela, exige coragem para enfrentar os transtornos necessárias, mas é a única maneira de experimentar o novo e ter satisfação consigo mesmo. Uma família envolvida em conflitos intensos, um relacionamento amoroso que já não sabe o que é amor, uma profissão desempenhada com desgosto, um governo desacreditado e tantas outras situações que muitos suportam com receio de transformar à partir da própria mudança.

O renascimento exige autoconhecimento, essa busca profunda por saber quem você realmente é e, principalmente, o que quer se tornar. A partir daí é preciso encontrar a vontade de mudar e, enfim colocar em prática o que deseja. Parecer tão fácil já causou muita frustração; uma transformação verdadeira precisa ser gradual, até para que a pessoa suporte suas consequências. Urgente é a determinação pela mudança, essa ordem interior que alavanca nossas melhores possibilidades, pois é a partir disso que tudo começa a acontecer.

Vivemos tempos difíceis, clamamos por mudanças sociais imprescindíveis para o bem comum, estamos cansados de tanta imoralidade e falta de ética, mas apenas reclamar e demonstrar insatisfação não fará qualquer diferença. A mudança só acontece de duas formas: determinação de mudar a si mesmo e de mudar a própria relação com o mundo e isso inclui não aceitar a injustiça e lutar pacificamente pelo que acredita. Isso sim é efetivo!

Que as comemorações da Páscoa incluam esse sentido de transformação, para que não seja apenas uma data ornamentando o nosso calendário, que represente o surgimento de um novo “eu”, mais consciente de suas responsabilidades no mundo.

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EU ACHO, VOCÊ ACHA E JUNTOS PODEMOS TER CERTEZA

31/03/2020 às 08h50

Se tem algo que comprovei na Mediação de Conflitos é que existe no mínimo três verdades numa contenda: a de um, a de outro e a que podem construir juntos. O fato é que todos os envolvidos têm suas razões e seus equívocos e quando conseguem entender isso se tornam capazes de resolver ou lidar melhor com seus conflitos.

Isso parece bastante simples: as pessoas se reúnem na presença de um mediador que usa a metodologia acertada para melhorar a comunicação entre as pessoas envolvidas, facilitando o entendimento e a construção de acordos nos quais todos se sintam atendidos. Entretanto, nada que envolve o ser humano é simples. Um dos fundamentos da Mediação de Conflitos é a boa fé e autodeterminação. Ou seja, se uma das pessoas tem interesses escusos ou se está levando vantagem na demanda, fica difícil qualquer tipo de composição. No entanto, felizmente, na maioria dos casos é possível diluir o conflito puxando pelos valores morais e interesses em comum. Isso serve para as demandas judiciais e extrajudiciais, mas também serve para a vida.

Nesse momento de crise pela pandemia do COVID 19 vemos os conflitos se espalharem em todos os relacionamentos, inclusive, os virtuais. Em momentos de crise, infelizmente, esse é um movimento comum e que piora toda a situação. Assim, vale à pena observar essas dicas:

Admita: você não é dono da verdade

Faça uma autoanálise, afinal, ninguém está 100% certo o tempo todo e você também não. Pense e vai concluir que, muitas vezes, você mantém a sua posição por orgulho. Ego exacerbado só traz sofrimento e solidão. Tudo bem voltar atrás e, se preciso, desculpar-se. Isso sim é sinal de maturidade.

Entenda: você estar certo não significa que o outro esteja errado

Pelo menos não necessariamente. Na grande maioria das vezes a questão não esbarra no certo ou errado e sim no diferente. É possível pensar de maneira diversa mesmo desejando a mesma coisa. É por isso que quando o mediador consegue “pinçar” e evidenciar o interesse em comum tudo se esclarece e surge o entendimento.

Acredite: é possível viver pacificamente

A cultura adversarial que a humanidade viveu em toda a sua história está muito arraigada em nossa sociedade, mesmo com todos os avanços que tivemos. Quebrar esse paradigma pode exigir esforço, mas certamente, provoca grande satisfação. Bons relacionamentos são fonte de alegria e autoestima, afinal, exige que tenhamos, primeiro, um bom relacionamento conosco mesmo.

Tudo passa e toda essa crise também vai passar. Cuidado para não carregar o seu futuro de mazelas causadas por desentendimentos e mágoas que podem muito bem ser evitadas agora. Opine sem briga, discorde com respeito. Seja da paz, todos temos a ganhar com isso.

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5 DICAS PARA ENCONTRAR A PAZ INTERIOR

25/03/2020 às 16h01

Vivemos em um mundo conturbado, estressante e, até mesmo, cruel. Diante de tanta rebeldia, muitas vezes, as coisas fogem ao nosso controle, mas uma coisa é certa, quando se trata da sua vida as rédeas são suas. Você não controla pessoas e situações, mas certamente, pode controlar a forma como age na sua própria vida.

Se você está buscando paz interior, essas dicas são preciosas:

Viva o presente

A incapacidade de se livrar do passado, bem como as preocupações com o futuro são responsáveis pela agonia que configura verdadeira falta de paz. Foque no presente, viva com plenitude o dia de hoje, valorizando tudo de bom que você possui.

Perdoe

O perdão é fundamental para o desenvolvimento da harmonia mental. Se você não perdoar a si mesmo vai corroer o auto-respeito, confiança e autoestima. Se você não perdoar os outros vai carregar lixos na alma que, pouco a pouco, tomarão conta da sua vida. A falta de perdão é sempre uma condenação sumária e dolorosa. Livre-se da culpa e da mágoa antes que elas o firam letalmente.

Aceite

Mude o que está nas suas mãos e aceite o que você não pode mudar. A vida sem aceitação é um poço que se afunda em revolta e desespero. Dê o seu melhor para promover as mudanças que deseja e tire sempre de tudo o lado bom e o aprendizado. Lembre-se: você não pode mudar os outros, mas pode mudar a forma de encará-los.

Seja otimista

O otimismo não é a negação da realidade e sim uma forma de lidar com ela. Opte sempre por ver o lado bom das situações e pessoas. Assim como escreveu Carlos Drummond de Andrade: “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Escolha a melhor parte de tudo e acredite na sua possibilidade de superação.

Cultive os bons sentimentos

Olhar as coisas e pessoas com benevolência por si só já provoca harmonia. A gentileza, amabilidade e solidariedade são sentimentos que edificam e harmonizam a mente. A prática da gratidão é um treinamento que promove luz e paz interior.

Aconteça o que acontecer na sua vida, não perca a sua paz interior, ela é a força que você precisa para manter-se em equilíbrio mesmo durante as piores tempestades”. Essa afirmação do Dalai Lama é um convite precioso à reflexão. Espero que essas dicas conduzam você.

Luz e paz!

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O QUE PODEMOS APRENDER COM A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS

16/03/2020 às 14h57

Em entrevista à CNN Brasil o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que a pandemia não é um jogo, não haverá ganhadores e que o mundo sairá “diferente”. Essa fala me impactou de forma efetiva e me fez pensar no que depende de cada um de nós para que essa diferença seja positiva, embora tantos prejuízos e sofrimentos.

Higiene

Todo mundo sabe que a boa higiene é imprescindível para manter a saúde, mas será que levamos isso com seriedade? Uma senhora lavando as mãos do meu lado num banheiro de aeroporto sorriu e me disse: “Eu não aguento mais lavar tanto as mãos”. Eu pensei: “Não lavava antes”? Melhorar os cuidados com a nossa higiene pessoal, bem como com o nosso ambiente, é um aprendizado efetivo com ou sem o Coronavírus.

Disciplina

Obedecer a regras, nesse caso, protocolos estabelecidos pelos profissionais de saúde de forma sistemática é de suma importância para deter o avanço da epidemia.  Persistência e constância no conjunto de medidas e comportamentos sugeridos por especialistas pode ser o marco divisor desse período. A disciplina é de extrema importância em qualquer processo de mudança e superação. Certamente, um ótimo aprendizado de vida.

Equilíbrio

Não há razão para pânico que só piora qualquer situação, inclusive baixa a imunidade, mas todo cuidado é essencial. Vale lembrar a importância de buscar informações verdadeiras, sempre checando fontes. Manter o equilíbrio diante das crises é fundamental para a superação. Desenvolver a Inteligência emocional e manter a serenidade farão real diferença agora e no futuro.

Responsabilidade

Toda essa crise é mundial, representa um todo, mas ao mesmo tempo chama cada um a participar ativamente contra essa epidemia. Não basta que o Estado se comprometa em ações pertinentes, precisamos nos unir através de atitudes condizentes. Assumir responsabilidades sociais, exigindo mudanças de comportamentos que vão muito além do cuidar de si próprio é redescobrir a solidariedade. Grande ganho!

Diante da dor somos mais suscetíveis a buscar a espiritualidade. Quem sabe seria interessante aprendermos que a fé é uma filosofia de vida e não algo que se procure apenas nos momentos difíceis?

Eu fiz uma pequena lista, você pode ampliá-la e juntos somar forças. Vamos lá?

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER – O QUE HÁ PARA COMEMORAR?

04/03/2020 às 09h10

É incontestável o avanço social que alcançamos desde os movimentos que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX, dando origem ao Dia Internacional da Mulher. Dia 8 de março é uma data que, além de homenagear essas mulheres incríveis que iniciaram a luta pelo reconhecimento de nossos direitos, ainda representa o apoio social de todos os que acreditam no ser humano, independente do gênero. Incontestável também é que essa luta continua e, infelizmente, está muito longe de ter fim.

Não se pode ignorar o quanto ainda precisa ser feito para que a mulher tenha seu papel social, realmente, valorizado. Essa não é uma data apenas para comemorar, algo de tamanha importância não pode ser visto de forma tão simplista. O grande objetivo é provocar a reflexão, a autoanálise e novos projetos de ações tanto para homens, como para as mulheres. É preciso que busquemos entender quais as crenças negativas que carregamos, fruto do machismo que impera há séculos e o que precisamos fazer para substituí-las por crenças mais humanas e justas.

Difícil comemorar quando ainda vemos muitas de nós se submeterem a indignas imposições machistas. Mulheres que aceitam a violência como “descuido” ou “surto temporário” e vivem nas garras daqueles que, ainda assim, consideram seus “protetores”. Mulheres que não se fazem respeitar e lutam entre si numa abominável degradação de si próprias. Difícil saber que muitas de nós ainda são exploradas, trabalhando mais e ganhando menos do que seus colegas homens. Saber que a maternidade, que deveria ser motivo de respeito e admiração, ainda é considerada um entrave para o avanço profissional da mulher. Saber que ainda precisamos explicar que nossas vestimentas nada têm a ver com o crime de estupro. Realmente, muito a se lamentar.

Mas é claro que há muito a ser comemorado. Também vemos crescer a cada dia o movimento de mulheres que cansaram de ser subjugadas e decidiram construir a própria vida, livres e independentes. Mulheres que entendem que não se trata de provocar uma guerra entre sexos, muito pelo contrário, o grande objetivo é caminhar juntos, lado à lado, em todos os níveis e sob qualquer situação. Pelas mães que criam novas gerações de homens e mulheres valorosos que se respeitam entre si. Pelas mulheres que se dão valor e não aceitam, em hipótese alguma, ser menosprezadas ou humilhadas. Essas mulheres merecem a comemoração!

Acredito que essa data seja mais um chamamento importante para as nossas consciências e que deveríamos, mais uma vez, nos questionar. Como temos agido para transformar nossa sociedade? Qual o legado que deixamos para nossos filhos, filhas e gerações futuras?

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