Revista Statto

OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA EM TEMPOS DIFÍCEIS

17/09/2020 às 08h54

Você provavelmente já deve ter enfrentado vários desafios neste quesito ao longo de sua vida, e desde o início de 2020 as preocupações com a educação se intensificaram ainda mais.

Com o fechamento de escolas e demais instituições desde março, o ensino remoto tem sido foco de várias discussões sobre a real possibilidade das aulas serem conduzidas online. Este fato já é uma realidade em países de primeiro mundo onde grande maioria das pessoas têm acesso à internet e computador, porém, quando colocamos em discussão a educação no Brasil podemos notar a grande desigualdade existente.

Depois de tantas idas e voltas, as instituições se adaptam como podem para à nova rotina, a maioria ofereceu um auxilio financeiro para alunos custearem equipamentos e internet para que participassem das aulas. Porém, há também um outro impedimento para que algumas dessas pessoas mesmo com a ajuda, não consigam participar das aulas, existe uma certa parte que tem acesso à internet e tem celular, porém, reside em locais de difícil acesso onde não pega área.

Mas então como promover o acesso a educação para todos em tempos difíceis?

Talvez a pergunta mais adequada seria: “como promover o acesso a educação para todos em todos os tempos”? a dificuldade de acesso à tecnologia existe desde sempre, é um problema que estava camuflado e que veio à tona de forma mais visível depois do surgimento da pandemia. O Brasil investe em torno de 4,3% do PIB na educação (dados de 2016), porém, quando vemos esse número dividido por alunos podemos notar uma grande deficiência em comparação à países de primeiro mundo. Desta forma se torna inviável promover a igualdade no ensino, a meritocracia passa a ser um conto de fadas em que o estudante brasileiro de classe média baixa sonha em viver um dia.

Ditas estas coisas, e provavelmente vivenciadas por você leitor, talvez você se pergunte se a  educação no Brasil ainda tem jeito, dizer que não é algo que está fora de questão; mas imagine que a educação ou o modelo de ensino Brasileiro é como uma casa construída à muitos anos atrás, esta casa passou por várias reformas ao longo dos anos até que em um determinado período os ajustes não surtiram mais efeito, vários investimentos são realizados mas o material que hoje usam para reformar a casa não é compatível com o de anos atrás que já não é mais produzido. Desta forma, a casa teria que ser avaliada deste a estrutura por profissionais e se necessário ser derrubada e reconstruída, desta vez com os materiais certos, tornando assim válido o investimento direcionado à ela. Sobre o ensino à distância e esta casa que é a educação no Brasil, afirma-se que: a goteira no teto que é consertada livra um de se molhar, porém, aparece em outro lugar e cai de forma desenfreada sobre a cabeça do outro.

PANDEMIA X CORRIDA TECNOLÓGICA: ESTAMOS DIANTE DE OUTRA GUERRA FRIA?

19/08/2020 às 09h48

O início do ano de 2020 foi marcado por grandes acontecimentos que há anos não ouvíamos falar, em janeiro muito se enfatizou sobre uma suposta “3° guerra mundial”, resultado da morte do general iraniano Qasem Soleimani que foi alvo de ataque aéreo dos estados unidos em Bagdá.

Jornais em todo o mundo noticiavam as tensões entre os estados unidos e o Irã que durante dias chorou a morte daquele que era considerado um de seus principais líderes.

O medo e as comparações foram inevitáveis e todos observavam cuidadosamente os acontecimentos, porém, do outro lado do mundo uma ameaça mais provável assolava a China, um vírus desconhecido e altamente transmissível surgia de forma misteriosa e se espalhava rapidamente.

O leitor assim como eu deve ter visto os hospitais sendo construídos na China e a enorme e populosa cidade de Wuhan ser isolada do resto do país, não imaginávamos, porém, que a partir daí iniciaria uma batalha pela vida, alguns de nós nunca havíamos estado diante de algo assim, haja vista que a última grande pandemia aconteceu de 1918 a 1920, ficou conhecida como gripe espanhola, e matou mais de 50 milhões de pessoas.

Talvez ao ver os noticiários, os mais idosos que viram este grande acontecimento da gripe espanhola imaginassem que seria possível acontecer novamente, desta vez com o novo coronavírus, porém nós, não.

Os meses se passaram e diante do enorme número de mortos e contaminados, do uso obrigatório da máscara e do distanciamento social, as maiores potências do mundo correm de maneira frenética pela produção de uma vacina eficaz no tratamento da COVID-19. Em todo o mundo são mais de 100 em diferentes fases de teste e de diferentes países. Entre as principais nações que investem todas suas fichas em pesquisas, estão os Estados unidos, a China e a Rússia.

Talvez o leitor esteja se perguntando por que o título da matéria cita a guerra fria, pois bem, a COVID-19 pegou todos de surpresa e paralisou a economia do mundo inteiro de forma repentina, desde então todas as nações iniciaram de forma “inconsciente” uma corrida para escapar  dos danos causados pela doença que iniciou uma recessão pior do que a crise de 2008; a busca pela vacina, a criação de uma nova moeda chinesa que supostamente teria um valor mais elevado do que o dólar, o lançamento da nave  Dragon Crew criada pela SPACEX em parceria com a NASA, há muitos anos um fato como este não ocorria, e recentemente a Rússia divulga a SPUTNIK-V uma vacina que segundo o presidente Vladimir Putin teria apresentado quase 100% de eficácia no tratamento da COVID-19, esta notícia causou um grande reboliço entre a OMS  e os demais líderes que questionam a eficácia e a veracidade da vacina alegando que não seria possível ter avançado tanto no desenvolvimento da mesma com tanta rapidez, chegando a chamar a vacina de “propaganda ou publicidade ” e não recomendando seu uso.

Mas quais as familiaridades entre o período que estamos vivenciando e o período de 1947 a 1991?

A guerra fria foi marcada por grandes tensões entre a União Soviética, Estados Unidos e aliados que teve início depois da Segunda Guerra Mundial, o conflito foi caracterizado pela luta ideológica e política em busca da influência global das duas potências. Neste período a corrida armamentista e a corrida espacial ganharam muita evidência, a criação de armas nucleares, o lançamento de satélites artificiais e a chegada do homem à lua marcaram toda uma época.

Porém foi a internet a maior descoberta evidenciada já no final deste período. Hoje vemos o mundo mesmo que de forma sutil iniciar essa corrida novamente, já se fala na implantação da internet 5G e até de uma nave com previsão de lançamento para 2021 que teria a missão de explorar Marte e futuramente possibilitar o passeio espacial.

E como ficamos no meio de tais acontecimentos?

Da mesma forma como as pessoas de décadas atrás evidenciaram tais coisas e sentiam-se um tanto inseguras, também nós atualmente diante de tais fatos, sentimos e percebemos que o mundo caminha a passos largos para grandes acontecimentos que certamente irão ficar para a história, também sentimos o receio de testemunharmos possíveis confrontos entre tais potências, porém, sabemos que se encontra totalmente fora do nosso controle evitar tais coisas. Nos resta então manter a esperança em dias melhores e acreditar que atravessaremos este período com aprendizados e grandes novas descobertas tais quais as que foram feitas décadas atrás.

Seria a Rússia o primeiro país de fato a encontrar a tão sonhada vacina eficaz?

Seria a SPACEX a responsável pela chegada do homem à lua?

Seria a china a criadora da moeda digital mais valorizada que o dólar?

Se tudo isso acontecerá ou não, não sabemos, resta apenas esperarmos o desfecho de todos estes acontecimentos e torcermos para que tudo logo se resolva e o mundo possa respirar  aliviado sabendo que a corrida tecnológica atual resultou em um bom final para todos.