Revista Statto

OS OBSTÁCULOS E AS PERDAS EM NOSSA VIDA – SUPERAR É PRECISO!

30/03/2020 às 15h10

A maioria vê os obstáculos; poucos veem os objetivos; a história registra os êxitos destes últimos, enquanto o esquecimento é a recompensa dos primeiros”. – Alfred A. Montapert

Sucesso, felicidade, busca incessante pela vitória. As pessoas estão almejando tudo isso diariamente. Porém, às vezes podem deparar com alguns obstáculos e perdas, nem sempre desejáveis, que poderão fazer com que o desânimo tome conta, desistindo de continuar projetos e sonhos.

Uma reflexão sobre o assunto torna-se necessária, para que se possa entender que o verdadeiro equilíbrio se encontra na flexibilidade, na resiliência e na vontade de dar a volta por cima. A vida não é uma linha reta sempre, com isso, alguns eventos não desejáveis planejados podem trazer à tona a fragilidade e a impotência, e até transformar-se em uma depressão difícil de ser tratada.

Todos querem ser campeões, sonham em vencer sempre, o que motiva a alcançar objetivos e colocar o coração e a mente para trabalharem a favor de alcançá-los. Mas, e quando algo não dá certo e os obstáculos impedem de chegar onde se deseja? Nesse exato momento é que vem a grande diferença entre os vencedores e os perdedores. Para os perdedores a vida termina aí, não há mais nada que se possa fazer, e pensando assim mergulham nesses obstáculos, não enxergando mais nenhuma possibilidade de recomeçar.

Claro que toda perda ou derrota trazem uma angústia enorme, e consequentemente momentos de muita tristeza, mas o que não se deve é ficar para sempre nesse estado. É preciso buscar uma saída e continuar caminhando, aprendendo com os erros. Os vencedores conseguem agir assim de forma positiva, fazendo desse episódio um aprendizado para sempre.

A escritora Judith Viorst, em seu livro Perdas Necessárias relata que “a vida é um balanço em que as perdas sofridas ao longo do caminho são compensadas pela forma que contribuem para o desenvolvimento. As perdas necessárias para o crescimento a saúde e maturidade começam com a perda da nossa unidade com a mãe biológica, que nos alimenta, protege e ama incondicionalmente.

Portanto, o ser humano começa a sofrer com a perda na hora do nascimento, com a separação natural e necessária do bebê com o conforto do útero materno. Ao longo da vida, poderão acontecer muitas outras separações inevitáveis e sonhos não realizados,

Seja no plano pessoal ou profissional irão ocorrer erros, acertos, alegrias e tristezas, até que a vida termine.

Ainda de acordo com Judith Viorst, “quando pensamos em perdas, pensamos na morte das pessoas que amamos. Mas a perda é muito mais abrangente, pois perdemos não só pela morte, mas também por abandonar e ser abandonado, por mudar e deixar coisas para trás e seguir nosso caminho”.

Ela segue escrevendo que “essas perdas são parte da vida – universais, inevitáveis, inexoráveis. E essas perdas são necessárias porque para crescer temos de perder, abandonar e desistir”.

De repente um evento totalmente inesperado faz com que seja necessário repensar muita coisa, renovar a vida e a Fé! Passar por isso sem se deixar cair em uma depressão requer sabedoria e humildade para reconhecer que não se vive só e pedir ajuda. Superar não é fácil, mas desistir torna todas as possibilidades impossíveis de serem enxergadas. Uma dor muito grande ou um choque emocional podem ser algumas vezes, um impulso para recomeçar.

Já vi pacientes que enfrentaram sofrimentos extremos, aproveitaram a situação para repensar a vida e se reaproximaram da família, dos amigos, foram atrás de sonhos”, afirma o psiquiatra Elson Mota Moura, da Clínica Medicina do Comportamento, no Rio de Janeiro/RJ.

Não existe nenhum manual que ensine a dar a volta por cima e driblar os obstáculos, porém, o que se pode fazer é começar a agir para sobreviver, apesar de tudo. Ter muita Fé, pensamentos positivos, boa autoestima, família e amigos são grandes aliados para superar as etapas difíceis. Reconhecer que existe um poder interno que faz com que a pessoa se transforme, reorganize e recomece, não se deixando “embrulhar” para sempre como um fantasma, no passado. É necessário encerrar ciclos, virar a página, curar as feridas para finalmente, conseguir escrever uma nova história.

O PODER DAS CRENÇAS EM NOSSA VIDA!

26/03/2020 às 14h26

Muitas vezes deixamos de fazer coisas e realizarmos nossos sonhos, por causa das crenças que adquirimos ao longo da vida e, principalmente, por nos preocuparmos com as críticas das pessoas. Quando a gente nasce, nasce também, uma folha em branco. Todos os estímulos positivos ou negativos poderão nos influenciar. Se formos criados em um ambiente onde se ouve somente coisas negativas, passaremos a acreditar que aquilo é uma verdade absoluta.

Brian Tracy (Presidente e CEO da Brian Tracy International, uma empresa especializada na formação e desenvolvimento dos indivíduos e organizações), costuma dizer que 80% dos motivos que impedem alguém de alcançar os objetivos estão dentro da própria pessoa, ou seja, limitações que cada um impõe a si próprio. Quebre essa barreira e aposte mais no seu potencial!

Ao nascer, não temos informação alguma de como as coisas funcionam no mundo. O aprendizado da vida e registro no cérebro se dão em decorrência das experiências que se constituem na rede neural que nos possibilitam viver na condição desse planeta.

Algumas dessas informações se estabelecem como crenças.

Segundo o dicionário, “… em filosofia, mais especificamente em epistemologia, crença é um estado mental que pode ser verdadeiro ou falso. Ela representa o elemento subjetivo do conhecimento…” ou, “crença é aquilo que acreditamos e como filtramos a realidade”. (Sociedade Brasileira de Coaching).

Muito do nosso processo mental ocorre de maneira inconsciente, ou seja, não temos percepção ou consciência do mesmo em nosso dia a dia. A influência das crenças no comportamento é, na sua grande maioria, um desses processos. Elas existem, nos ajudam na vida e também podem, em outro momento, nos limitar.

A partir do momento em que eu creio em um modelo mental, posso proceder da forma como acredito, baseado no que me disseram. Esses modelos agem de forma positiva ou negativa, e por isso, passamos também, a nos preocuparmos com as críticas dos outros.

O mundo é cheio de modelos de vida e de felicidade. Às vezes, as pessoas são milionárias e estão infelizes, morrem em consequência de uma overdose ou suicídio. A pergunta é: o que será que fez com que elas chegassem a uma infelicidade tão grande, a ponto de tirarem a própria vida?

É necessário conhecer quais são os tipos de crenças para começarmos a entender como as pessoas lidam com as mesmas: Elas podem ser: hereditárias (tudo o que ouvimos dos nossos pais e observamos em nosso sistema familiar). Existem também as crenças sociais, que na maioria das vezes, são impostas pela mídia ou pela sociedade. Alguns exemplos comuns são: “o mundo é perigoso”, “os ricos são mais felizes” e “você só será aceito se for magro”. Outro tipo de crenças são as pessoas, que podem ser criadas a partir da experiência individual. Elas têm origem hereditária, mas se tornam verdade pelas experiências que temos. Se você foi mandado embora ou não passou no vestibular, pode desenvolver a crença de que não é capaz. Se terminaram o namoro com você, pode acreditar que nunca ninguém vai gostar de você.

O grande risco em acreditarmos nas frases que escutamos, ou situações vivenciadas, é que elas podem transformar-se em Crenças Limitantes, que são as informações que cada um de nós registra como crença, e que passamos a considerar como verdades absolutas.

No entanto, com a evolução do mundo, nosso próprio amadurecimento e outras influências externas e internas, as “verdades” podem tornar-se questionáveis. Ao mantê-las, impedimos mudanças de percepções, comportamentos e transformações necessárias para adaptações e novos aprendizados. Porém, pode ser que essas verdades não sejam tão absolutas assim.

Provavelmente, algumas das crenças limitantes já fazem parte do nosso cotidiano, como por exemplo: “Nunca vou conseguir dinheiro suficiente” ou “não tenho dinheiro para nada”; “Não sou bom o suficiente”; “Eu não mereço sucesso ou coisas boas”; “Sou muito velho para isso”; “Não tenho jeito para isso”. Pode ser que para algumas dessas crenças limitantes não daremos importância ao ouvi-las. Porém, existem aquelas que têm a capacidade de nos derrubar. Ficam registradas e passam a ser um obstáculo para irmos em frente e conseguir alcançar nossos objetivos.

Têm um poder muito grande, pois passam a ser nossa verdade absoluta, e são capazes de impedir que a gente realize nossos sonhos e objetivos, pois nos limitam. É muito importante, portanto, sabermos como transformar essas crenças limitantes em outras positivas. Um exemplo disso é o medo que algumas pessoas têm de usar o elevador. Eu conheço diversas que têm pavor de entrar em um elevador sozinhas.

O cuidado que se deve ter nesse caso, é conhecer se esse medo foi gerado por uma crença ou um trauma. A crença se dá nesse caso, quando a pessoa já ficou presa por uma falta de energia. A partir do momento em que acredita que toda vez que entrar no elevador, vai ficar trancada, pode-se considerar como uma “Crença Limitante”.

Outro exemplo são as pessoas que não dirigem, e têm pavor de pensar em aprender. Nunca bateram o carro, mas acham que não serão capazes. Quando não são trabalhadas, essa crença as impede de eliminá-las.

Livrar-se das crenças limitantes é algo benéfico. O segredo está em saber diferenciar o que é simplesmente uma crença que pode ser superada do que é uma realidade que não tem como ser mudada. Para isso, é necessário identifica-las, reconhecer que são apenas crenças, as consequências de se agarrar a elas, e buscar adotar uma nova crença, que poderá ser feito através de uma mudança de pensamento.

Por fim, é importante colocar em prática esses novos pensamentos, transformando-os em novos modelos mentais, e ter a certeza de que você consegue mudar, reformulando o seu pensamento para conseguir conquistar muitas coisas em sua vida!

Quero terminar com um exemplo que passei a observar de outra forma, quando assisti a um depoimento da cantora de funk Jojô Todynho. Eu posso até não gostar dela como cantora, mas como pessoa, ela veio de uma classe inferior, com um estilo de música funk e uma obesidade criticada por muitas pessoas. Ela ignorou todas elas, e teve “peito” para enfrentar o modelo de beleza e corpo perfeito que a mídia e a sociedade ditam. Em uma das falas, ela diz: “Dane-se o mundo, eu sou gorda, eu sou preta, e sou feliz”!

Portanto, é necessário construir uma nova forma de acabar com essas limitações. Existem muitas pessoas que ficam limitadas de se auto elogiar, porque os outros irão criticar. O que pensam é “eu não posso ter uma autoestima. Se eu falar bem de mim, falam que eu sou antipática, narcisista”.

Eu preciso gostar de mim, em primeiro lugar. Focar no que é bom. Começar a me perguntar sempre: “no que eu sou muito boa”? “O que eu faço bem, ou até melhor do que outra pessoa”? “O que me faz sobressair em relação às outras pessoas: carisma, simpatia, bondade, generosidade”?

As desculpas fazem com que a limitação tome conta de nossa vida, e assim ficamos com medo de enfrentar algo, ou alguma pessoa. A melhor maneira de conseguir se livrar das crenças limitantes é buscar o autoconhecimento, cultivar cada vez mais a autoestima, e começar a mentalizar sempre que, o que as pessoas pensam sobre você, é um problema apenas delas!

A RESILIÊNCIA E SUA IMPORTÂNCIA COMO UM FATOR DE SUPERAÇÃO

21/03/2020 às 12h35

O Carvalho se gabava de ser mais forte, imponente e rijo que o Bambu. Um dia, uma forte ventania derrubou o Carvalho. O Bambu vergou para lá e para cá; após a ventania mostrou-se revigorado” (Paulo Yazigi Sabbag)

Não poderia existir uma frase melhor para iniciar esse artigo como a citada acima. Muito se tem ouvido falar em “Resiliência”, nas discussões, palestras e reuniões empresariais, principalmente quando se trata de desafios e competências profissionais. Ela é uma capacidade que necessita ser entendida, pois trata-se de um potencial extremamente necessário para ultrapassar os desafios e inseguranças que podem surgir devido a diversas circunstâncias que as pessoas enfrentam no dia-a-dia, seja no âmbito pessoal ou profissional.

Diante de tantas crises de diversos tipos como as financeiras, emocionais, profissionais, conjugais e pessoais, entre outras, as pessoas passam por diversos estágios que podem afetar e trazer mudanças em todos os aspectos. Por isso, caso elas não tenham a capacidade chamada Resiliência, irão sofrer por muito tempo, e não verão novas possibilidades à sua frente. É muito comum ver alguém que padece de uma depressão sem fim, ou mesmo uma apatia por causa de algum problema, ficando totalmente paralisado mesmo diante das novas chances de retomada que a vida lhe oferece.

Por isso, entender o conceito de Resiliência e tentar praticá-la poderá fazer uma grande diferença na maneira de enfrentar as ameaças e enxergar as oportunidades para não deixar de lado a vida, os sonhos, objetivos e metas traçados. Obstáculos e desafios sempre surgirão e isso não tem como prever, pois, fazem parte de um ambiente externo do qual não temos nenhum controle.

O que é Resiliência então?

Segundo Paulo Yazigi Sabbag, professor da escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV) e idealizador da primeira escala nacional para avaliar o nível de resiliência de profissionais adultos, a resiliência é um fator crítico para enfrentar os desafios desta primeira metade do século. Através de um estudo realizado por ele com 3.707 alunos do curso a distância de especialização em administração da FGV, foi possível medir o nível de resiliência de cada um deles utilizando a escala, que relaciona nove fatores: auto eficácia, solução de problemas, temperança, empatia, proatividade, competência social, tenacidade, otimismo e flexibilidade mental. Cada um desses fatores ajuda de maneira diferente no enfrentamento de problemas e na tomada de decisões. No resultado final, 16% foram classificados com baixa resiliência, 44% foram considerados com moderada resiliência e 40% enquadraram-se em um grau elevado.

Existe uma analogia que ajuda a entender o sentido dessa capacidade que é a resiliência com o antigo e conhecido elástico para prender as cédulas de dinheiro, a popular “gominha”. Além dessa função, podemos fazer com ela muitas outras coisas mudando sua forma, seja dobrando, amarrando e enrolando diversas vezes. Ela sempre voltará ao seu estado normal independente do que foi feito utilizando-a.

Portanto, as pessoas que possuem resiliência, mesmo sofrendo com os desafios, atritos, mudanças ambientais ou profissionais, retomam sua vida, seguem em frente, levam como aprendizado o que passou e não ficam o resto de seus dias lamentando ou jogando a culpa no azar, nas pessoas, na crise ou no Governo. Elas seguem em frente se recuperando rapidamente, aprendendo com os erros, tornando-se mais autoconfiantes.

A psicologia explica muito bem a resiliência através de diversos livros e artigos, como por exemplo, o conceito apresentado pelo Dr. Cristiano Nabuco, psicólogo atuante há 30 anos, Pós-Doutorado pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e autor de 9 livros sobre Psicologia, Psiquiatria e Saúde Mental. De acordo com ele, “o termo resiliência quer dizer – em seu significado original, na Física, – o nível de resistência que um material pode sofrer frente às pressões sofridas e sua capacidade de retornar ao estado original sem a ocorrência de dano ou ruptura”.

“A Psicologia pegou emprestada a palavra, criando o termo Resiliência psicológica para indicar como as pessoas respondem às frustrações diárias, em todos os níveis, e sua capacidade de recuperação emocional”, cita o psicólogo em um artigo publicado em seu Blog. Ainda de acordo com ele, “falando de uma maneira bem simples, quando mais resiliente você for, mais fortemente estará preparado para lidar com as adversidades da vida”.

As pessoas podem não nascer com essa capacidade e por isso correrão o risco de sofrerem ao se depararem com os imprevistos que muito provavelmente irão trazer desânimo e tristeza. Porém, a boa notícia é que se trata de uma competência que pode ser aprendida. “Muitos autores dizem que essa competência é assimilada no processo de educação familiar, mas eu acredito que pode ser desenvolvida em qualquer estágio da vida, principalmente quando a pessoa entra no mercado de trabalho”, de acordo com o que foi citado pelo autor Paulo Yazigi Sabbag. Ainda segundo ele, “trocar de chefe, ter um projeto rejeitado e sofrer uma injustiça do colega são situações que testam os limites do profissional”.

A motivação sempre funcionou como nosso motor propulsor. Problemas e preocupações fazem parte da vida de todas as pessoas. Sempre ocorrerão diversas situações que nos colocarão em um momento de desânimo e vontade de não mais seguirmos em frente.

Porém, com um bom autoconhecimento e através do exercício da Resiliência, não há dúvidas que uma nova visão da vida e das soluções para as adversidades e desafios surgirá.

Não poderia deixar de finalizar com uma das mais recentes frases de otimismo e significado de resiliência que marcaram a mente e o coração de muitas pessoas que foi dita pelo personagem Candinho no último capítulo da novela Êta mundo bom!

Nunca perda as esperança… porque tudo que acontece de ruim na vida da gente é pra miorá”!

 

O PODER DA INFLUÊNCIA

16/03/2020 às 11h19

Se quer tirar mel, não espante a colméia” (Dale Carnegie)

Você certamente conhece ou já conheceu alguém que tem como característica marcante uma capacidade de influenciar pessoas, fazer amigos e conseguir o que quer. Também, conhece ou conheceu alguém que por mais que insista, tente ou fale, não consegue obter o objetivo desejado, seja no campo pessoal ou profissional. O que será que diferencia essas pessoas?

Em 1937, foi publicada a primeira edição do livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, escrito por Dale Carnegie. Considerado um dos maiores best-sellers do mundo em vendas, o principal assunto nele abordado é o poder de influência que as pessoas podem ter, através de exemplos de diversas personalidades do mundo. De acordo como o autor, o livro surgiu através de cursos educativos para negociantes e profissionais de ambos os sexos, em Nova York. Porém, com o passar do tempo, ele percebeu que, além da necessidade que as pessoas tinham em melhorarem sua expressão, elas apresentavam outra carência que era a habilidade no lidar com os outros, tanto nos contatos comerciais como nos sociais.

O poder de influência não depende do nível hierárquico ocupado na empresa, nem de se ter visibilidade. Segundo Oscar Motomura, fundador da consultoria AMANA-KEY, “a influência deve ser o fim, não a ação intermediária. Ela só se concretiza à medida que alguma coisa acontece, como uma mudança. Diz ainda que “quem tenta convencer alguém exerce influência de fora para dentro. A influência mais legítima ocorre de dentro para fora, porque a pessoa está convicta de que este é o melhor caminho para ela”.

Alguns profissionais só obtêm sucesso porque exercem e possuem essa habilidade, conquistando nas empresas onde trabalham uma posição privilegiada, pois de acordo com Fátima Zorzato, presidente da Russel Reynolds, consultoria de recrutamento de executivos de primeiro escalão “quem é influente para o negócio é quem tem poder nas empresas hoje e não o contrário. ” Salienta ainda que a influência pode ser exercida em qualquer idade, pois o que conta é o grau de conhecimento que a pessoa tem em relação a um assunto e seu nível de relacionamento. Além disso, quem é influente traz para perto de si todas as pessoas, sabe identificar oportunidades, crises, encontra soluções rapidamente e, acima de tudo, sabe ouvir as pessoas, elogiando-as ao invés de criticá-las.

É importante lembrar que se nós procurarmos impressionar apenas por interesse, jamais conseguiremos amigos verdadeiros e leais. De acordo com Dale Carnegie, “você pode fazer mais amigos em dois meses, interessando-se pelas pessoas, do que em dois anos, tentando conseguir o interesse dos outros sobre você”. Todos gostam de ser admirados e, portanto, para se fazer amigos, certas atitudes não podem ser negligenciadas, como por exemplo, tratá-las com entusiasmo e respeito, interessando-se verdadeiramente por elas.

O poder de influência também passa pela impressão que podemos causar no primeiro contato com alguém, seja por motivos profissionais ou sociais. O impacto de um sorriso nesse momento pode exercer um poder mágico, trazendo resultados positivos ou negativos. De nada adianta sorrir se não houver sinceridade nesse momento, pois essa atitude não engana ninguém. Um exemplo disso é o profissional que trabalha na área de vendas, que para conseguir vender seu produto ou serviço, passa o tempo todo sorrindo de forma mecânica para o cliente, simplesmente porque ouviu em algum curso, que a primeira coisa que o cliente deve ver é o sorriso do vendedor. Isso não é fórmula mágica para conquistar ninguém, pois o verdadeiro sorriso vem de dentro. As pessoas devem sorrir porque estão felizes com seu trabalho, com sua vida e não simplesmente porque precisam vender algo ou conseguir alguma coisa. Ele deve servir para demonstrar prazer ao encontrar com as pessoas, principalmente quando elas sentem o mesmo. O verdadeiro sorriso não depende de graduação ou nível social, e sim, da autoestima e bem-estar da pessoa. O grande segredo do de conquistar e influenciar as pessoas, não é querer ser importante, mas sim, fazer a outra pessoa sentir-se importante. Conquiste amigos, seja sincero e exerça seu poder de influência!

O TRIBUNAL DA INTERNET E AS REDES ANTI-SOCIAIS

12/03/2020 às 09h17

Não tem mais como frear o intensivo uso das redes sociais. Atualmente, milhões de pessoas passam quase 100% do seu tempo conectada nos diversos aparelhos que se encontram à venda no mercado. Em cada lançamento, o Smartphone e outros aparatos tecnológicos, trazem uma novidade tão sensacional, que não tem quem nem queira trocar imediatamente aquele que comprou há tão pouco tempo, e provavelmente, nem conseguiu terminar de pagar.

Já faz alguns anos que as Redes Sociais chegaram, encantando a todos devido à possibilidade de encontrar pessoas, comunicar de forma rápida, enviar fotos, áudios, vídeos, entre outras atividades. Isso permitiu reencontrar amigos de infância, da escola, além de familiares que estavam distantes, promovendo, assim, uma aproximação imediata.

Segundo o Especialista em TI pela UFRJ e MBA em Gestão de Projetos pelo IBMEC-RJ, professor, Consultor e Palestrante, Rodrigo Moreira, “as Redes Sociais vêm transformando nossas vidas e nosso aprendizado. A geração atual tem acesso a novas tecnologias desde muito cedo e tem acesso a diferentes meios de informação. Estamos diante de um novo formato de comunicação que a cada dia passa por transformações”.

Ainda de acordo com o professor, “a dependência do celular, do computador e da Internet é crescente e, apesar de serem vícios socialmente aceitos, são igualmente nocivos, pois alteram o comportamento dos indivíduos. Alguns especialistas acreditam que o uso excessivo das novas tecnologias torna as pessoas mais impacientes, impulsivas e esquecidas”.

Um dos primeiros artigos que li sobre as Redes Sociais, intitulado “O Lado Negro do Facebook”, escrito por Alexandre de Santi e Bruno Garattoni, publicado na Revista Super Interessante, em 2015, me chamou a atenção sobre as diversas sensações e reflexos que a má utilização dessa Rede Social pode trazer para as pessoas.

Nele, os autores discorrem sobre como o simples ato de uma postagem sobre a viagem de dois ou três amigos nossos, enquanto estamos no trabalho, pode trazer a sensação de que todo mundo está de férias, ou que esses amigos viajam muito mais do que nós. Os autores concluem que apenas o fato de vermos as fotos, poderá fazer com que nos sintamos fracassados.

De acordo com o psiquiatra Daniel Spritzer, mestre pela UFRGS e coordenador do Grupo de Estudos sobre Adições Tecnológicas, isso ocorre porque as pessoas tendem a mostrar só as coisas boas no Facebook, e, portanto, achamos que aquilo reflete a totalidade da vida delas, ”A pessoa não vê o quanto aquele amigo trabalhou para conseguir tirar as férias”, diz Spritzer.

Em um meio competitivo, onde precisamos mostrar como estamos felizes o tempo todo, há pouco incentivo para diminuir o ritmo e prestar atenção em alguém que precisa de ajuda. Há muito espaço, por outro lado, para o egocentrismo.

Um fato que tem chamado minha atenção nas Redes Sociais, principalmente no Facebook, refere-se a como o ódio e a intolerância têm sido disseminados nas postagens ou comentários, sem o menor senso de caráter e empatia. Se as Redes Sociais têm o objetivo de aproximar pessoas, de uns tempos para cá, elas têm sido um verdadeiro campo de guerra, um tribunal da internet, com o crescimento do narcisismo e da competição, além, do conflito de opiniões no que se refere à religião, preferência sexual, política, futebol e relacionamentos.

Tenho acompanhado postagens e notícias pelo Brasil e no mundo, relacionadas a diversos assuntos. Ao ler os comentários, chego a ficar perplexa diante de ataques e palavrões entre pessoas que nem se conhecem. Há pouco tempo, sentimos isso de uma maneira bem intensa, na época das eleições presidenciais. Amizades e grupos foram, e continuam sendo desfeitas, e nesse caso, até mesmo na vida real. Havia um ódio espalhado pelos lugares por onde passávamos e as pessoas pareciam estar sentadas em um barril de pólvora, de tanto que estavam tensas e estressadas.

Se o objetivo da conexão através da internet é de nos aproximar uns dos outros, parece que está ocorrendo um efeito contrário: o ódio está afastando amigos e familiares. Quando temos uma conta no Facebook, no Instagram, ou no WhatsApp, compartilhamos diversas informações para as pessoas, são denominados AMIGOS. Portanto, uma relação de amizade deve ser baseada no respeito e na confiança. Não adianta nada ter mais de 3.000 “amigos” virtuais, se o relacionamento será de desrespeito e ódio.

Orkut Büyükkökten, criador da Rede Social que levava o seu nome, cita em um artigo que um dos motivos que explicam esse campo de batalha nas redes sociais é a cultura do narcisismo, pois estamos “cercados de espelhos, que refletem não verdadeiramente como nos sentimos, mas o que queremos que o mundo veja em nós”.

O que se observa é que as pessoas evitam expressar suas opiniões na vida real, pois sabem das consequências legais, porém, no contato virtual, sentem-se mais “protegidas” para disseminar seus pensamentos de ódio e preconceito. Enquanto na vida real, fora da tela do computador ou do smartphone, se seguram para não expressar opiniões preconceituosas e agressivas, com medo das consequências, esses comportamentos são liberados na vida virtual.

Será que não é um bom momento para refletirmos sobre o impacto e a importância das Redes Sociais em nossa vida e comportamento? Quem sabe possamos fazer uma grande “faxina” e vermos se temos maior quantidade ou qualidade em relação aos nossos contatos virtuais? Também poderá ser bom encontrarmos com nossos amigos em casa, no cinema, na escola, e dar mais abraços e beijos do que aquelas figurinhas que enviamos.

Antes de compartilharmos qualquer informação, vamos pensar no impacto das palavras, áudios ou fotos. Dar a nossa opinião é um direito que temos, porém, plantar a discórdia e atacar em um espaço onde todos têm acesso chega a ser imoral.

Torço para que chegue o dia em que as Redes Sociais serão utilizadas para disseminar a Paz, o Amor, as ações humanitárias e reunir os verdadeiros amigos, aproximando pessoas, Instituições e empresas. Quem sabe assim possamos conseguir espalhar o Amor?

ATENDIMENTO HUMANIZADO NA ERA DIGITAL

21/02/2020 às 08h29

O bom atendimento é a peça chave para um se demonstrar de maneira correta o que o serviço oferece e o que o cliente realmente necessita.

Em tempos de internet cada vez mais veloz e inovadora, alguns fatores podem ser facilmente observados no comportamento do consumidor, que vem se modificando totalmente. Um deles está relacionado às compras de produtos ou serviços, que atualmente podem ser realizadas sem que a pessoa tenha que se deslocar até a loja física. As vantagens disso são a comodidade, o conforto e a economia de tempo.

Outro fator muito importante é que o cliente cada vez mais está participando como protagonista na promoção, propaganda e em todo o processo da construção e reputação das marcas. A facilidade de registrar todos os eventos em uma empresa pode contribuir tanto positiva, como negativamente. Se ele estiver satisfeito com a empresa na qual consumiu algo, muito raramente postará um vídeo ou algum comentário fazendo elogio e demonstrando sua satisfação. Porém, um cliente insatisfeito, poderá fazer um grande estrago, utilizando as Redes Sociais para “desabafar” toda a sua indignação.

A era digital trouxe para muitas organizações uma variedade de atendimentos robotizados, centenas de opções para facilitar o contato entre cliente e vendedor. Apesar de tudo isso, os clientes querem ser atendidos por pessoas. Para muitas pessoas, sentir-se especial, amado e importante.

Possuir uma gestão voltada para os seres humanos, cuidando dos colaboradores e clientes, gera um ambiente transformador, demonstrando ética, relacionamento responsável e foco nas pessoas.

Sempre que o cliente é colocado no centro de todas as atividades da empresa, fica demonstrado que os gestores e colaboradores entendem quais são as reais necessidades do mesmo. Essa prática é muito conhecida atualmente como conhecer a “dor” do cliente.

Através desse conhecimento, é possível oferecer soluções que funcionarão como remédio.

O atendimento humanizado começa pela empatia, pelo gostar de pessoas e amar o que se faz. coloca o cliente como centro e foco de todas as suas atividades.

Um dos maiores exemplos de gestão voltada para o atendimento humanizado é o Laboratório SABIN, há 13 anos consecutivos, figura na lista das Melhores Empresas para se trabalhar no Brasil.

Entre os valores da empresa estão a credibilidade, a ética, o respeito à vida, o orgulho e a imparcialidade. “Um time diverso e com sentimento de pertencimento traz novos pontos de vista para desafios e questões do dia a dia, por meio de sua cultura, trajetória e visão de mundo”, afirma a presidente-executiva do Grupo Sabin, Lídia Abdalla. As contratações são feitas com foco nas competências e, diariamente, a instituição trabalha para construir um ambiente justo, que oferece oportunidades iguais a todos, independentemente de raça ou da necessidade especial de cada pessoa, gênero, orientação sexual ou idade.

Por considerar importante a diversidade dentro do local de trabalho, em 2018 foi criado o Comitê de Diversidade pela área de Gestão de Pessoas. A implementação do comitê foi pensada para fortalecer a cultura inclusiva e ampliar a representatividade de diferentes grupos sociais dentro do ambiente de trabalho, de forma horizontal e vertical. Os integrantes são colaboradores dos mais diversos níveis que se organizam para discutir programas que sejam inclusivos. Para assegurar que as contribuições sejam eficazes, os participantes precisam ter conhecimento de causa. Ou seja, o grupo é formado por colaboradores de diferentes raças, sexos, idades e pessoas com diferentes tipos de deficiência.

Outro fator que contribui para o reconhecimento é que o Sabin avalia constantemente o clima organizacional. Por meio de pesquisas anuais, a empresa analisa a satisfação dos colaboradores e traça um diagnóstico do ambiente. O cuidado com o relacionamento harmônico no trabalho reflete no resultado das pesquisas do GPTW. Na pesquisa realizada sobre a diversidade dentro do Sabin, os colaboradores se consideraram bem tratados independentemente da idade (92%), gênero (99%), cor ou etnia (97%) e orientação sexual (99%).

Como o propósito do Sabin é inspirar pessoas a cuidar de pessoas, os indicadores da pesquisa do GPTW reconhecem e validam as políticas e práticas implantadas pela empresa, que coloca as pessoas no centro da estratégia empresarial. A satisfação do colaborador com uma gestão que investe na formação, desenvolvimento e reconhecimento das pessoas resulta em um ambiente propício para o alcance dos objetivos da empresa e de seus colaboradores. Isso contribui para que o Grupo Sabin não só seja reconhecido como um dos melhores lugares para se trabalhar no Brasil, como também enquanto uma referência em atendimento humanizado e de excelência técnico-científica em serviços de saúde.

O atendimento humanizado pode e deve ser feito sempre, envolvendo os clientes internos em práticas de solidariedade, amor ao próximo, motivação para fazer o bem e tratar igualmente todas as pessoas.

Portanto, a humanização do atendimento trata-se de uma visão respeitosa e solidária ao estado do cliente e que essa conduta é perceptível e favorável para ambos os envolvidos, considerando os aspectos profissionais e ainda sim, o tratando com uma relação amigável e de parceria.

Para obter sucesso no atendimento humanizado, todos que fazem parte dela, devem não apenas vender seus produtos e serviços, mas também gerar um ambiente acolhedor, seguro, amigável, ouvindo os anseios de todos que entrarem. Não deixar de prestar esclarecimento, e além de tudo, gerar uma relação de empatia, respeito e humanidade, ações que as pessoas jamais irão encontrar nos equipamentos e robôs que já tomam conta do mercado.

Afinal de contas, todos nós gostamos de amor, atenção e cuidados. Faça com que a sua empresa seja reconhecida por tudo isso. Não economize gentileza, educação, cuidados e atenção ao seu cliente. Ele procurou sua empresa porque tem uma “dor”. Caberá a todos cuidar para que a experiência do cliente com sua organização fique para sempre em sua mente!