Revista Statto

DEPRESSÃO PÓS-PARTO

12/01/2020 às 10h45

O momento sublime da mulher é gerar um novo ser, sendo esse um dos momentos mais significativos na vida de uma mulher. Contudo, a chegada de uma criança traz muitas mudanças. Durante nove meses ela leva em seu ventre um bebê. Neste período, ele é só dela. Ela se comunica com ele, sente seu corpo se ajeitando dentro da barriga, percebe-o crescendo dentro de si.

Após o nascimento da criança, a mulher precisa dividir o cuidado do bebê com outras pessoas, necessita lidar com os novos desafios de ser mãe, o relacionamento com o parceiro muda, seu corpo que antes era pleno se esvazia e mudanças hormonais voltam com toda força.

Porém, você esperava estar transbordando de alegria durante esse período. Mas, em vez disso, você se sente dominada por sentimentos como o medo, a dúvida, tristeza e confusão. Sentir-se sobrecarregada – principalmente nesses primeiros meses – pode ser totalmente normal.

Contudo, se seus sentimentos parecerem ser alguma outra coisa, talvez um pouco mais descontrolados, é possível que você esteja sofrendo de depressão pós-parto, ou DPP. A depressão pós-parto é um quadro clínico agudo, que acomete entre 10% e 20% das mulheres. Pode começar na primeira semana após o parto e perdurar até dois anos.

Os sintomas da depressão pós-parto são: irritabilidade, mudanças bruscas de humor, indisposição e tristeza profunda. Notam-se também desinteresse pelas atividades do dia-a-dia, sensação de incapacidade de cuidar do bebê, chegando ao extremo de pensamento suicidas e homicidas em relação ao bebê.

O diagnóstico precoce é fundamental e para isso é necessário um acompanhamento em todo ciclo de gravidez e pós-parto, sendo a melhor forma de evitar, atenuar ou reduzir a duração desse transtorno.

O tratamento da depressão pós-parto se dá com sessões de psicoterapia. O objetivo é dar à mãe um espaço de elaboração sobre todas as questões conflituosas que surgiram com a maternidade. E também sobre seus sentimentos ambivalentes em relação ao bebê e ao meio ambiente que a circunda. O prognóstico da depressão pós-parto costuma ser muito bom. A maioria das mães supera este quadro entre 6 e 14 meses após o nascimento do recém-nascido.

Saiba que se você está passando por uma situação de depressão pós-parto e está encontrando dificuldades em proporcionar estes cuidados ao seu filho, conte com a ajuda de seu parceiro ou sua família para ajudá-la. Compartilhar os cuidados de seu filho com pessoas que você confia vai ajudá-la nesse momento de maior fragilidade. Tão logo você se restabeleça será capaz de cuidar dele de maneira mais presente, atuante, cuidadosa e carinhosa. Tenha certeza disso!

  • Quais os possíveis fatores desencadeantes de depressão pós-parto
  • Quadro familiar de depressão
  • Desregulação endócrina da glândula tireoide e quadros clínicos de anemia.
  • Solidão ou ausência de estrutura familiar para a mãe e o bebê
  • Separação do casal momentos antes ou depois no nascimento da criança.
  • Gravidez indesejada com rejeição do bebê

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