Revista Statto

EXISTE A FAMÍLIA QUE NASCEMOS E A FAMÍLIA QUE ESCOLHEMOS PERTENCER

26/03/2020 às 10h24

Uma das palavras mais fortes e reconfortantes do nosso vocabulário é a família, nela encontramos estrutura, apoio, aconchego, compreensão e amor, mas nem sempre é assim e nem tudo é perfeição, a quem diga que “parente é serpente”, que não existe família ideal ou que nasceu na família errada, mas na verdade o destino nunca erra o endereço e nascemos na família que pertencemos, pois, essas pessoas até as que temos menos afinidade, irão nos auxiliar em nossa evolução.

A palavra família vem do latim “famulus” e significa grupo de escravos ou servos pertencentes ao mesmo patrão, bem diferente do conceito que temos, afinal a família ao longo do tempo veio se ajustando, se modernizando, evoluindo conforme o desenvolvimento da sociedade, por isso digo que a família é tão generosa e receptiva que ela se molda as necessidades dos seus entes queridos e mesmo assim nos enraivecemos, batemos pé e gritamos, “odeio a minha família”, muito já ouvi “tenho vergonha da minha mãe”, “eu não gosto do meu pai”, “ meus irmãos são uns carrascos” mas infelizmente todos estes que podemos odiar um dia e muitas vezes até com razão, todos estes estarão conosco pela eternidade pois com eles dividimos algo intransferível que é nosso DNA.

Nosso DNA está presente em cada um deles, seja no sorriso da mãe, no olhar do pai, nas mãos do irmão, ele está nos unindo de alguma forma e isso não podemos negar, não podemos negar nosso “sangue” por mais difícil que seja a aceitação esses entes serão os mais próximos que você terá para o resto da sua vida e vocês estão interligados por causa de uma necessidade que todos temos que se chama “ Karma”.

Karma em sânscrito quer dizer “ação”, como muitos pensam não é ruim e nunca foi pois o “karma” é a oportunidade de aprender, de evoluir, de passar por uma etapa, por isso nascemos exatamente na família certa, estamos ligados além do DNA por afinidades e rejeições por que na família está nosso maior “Karma” ou seja nossa maior chance de evoluir espiritualmente, são os familiares que nos dão a maior chance de crescimento, de ação, de modificação, aprendizado e desenvolvimento.

Podemos notar duas situações, aqueles que temos afinidade e aqueles que rechaçamos, que não conseguimos conviver de jeito nenhum. A afinidade é quando a relação é harmônica, feliz, fácil, sem cobranças, com entendimento, tolerância, e o  “karma” é quando a relação é conturbada, conflitante, insuportável e são destes que devemos nos aproximar, dos que temos menos afinidade, daqueles que guardamos mágoa, os que não conseguimos perdoar, são com essas pessoas e da experiências vividas com elas que devemos resgatar nosso “karma”, devemos reverter esse tsunami de sentimentos ruins, aprender, amar e compreender para o nosso próprio desenvolvimento.

Deus na sua bondade infinita nos colocou em uma família para aprendermos amar aqueles com quem um dia tivemos dívidas e desentendimentos mas não nos deixou só, ao nosso lado dentro da família também inseriu anjos para amenizar nosso sofrimento e permitir que assim possamos evoluir resgatando estes débitos com aqueles que tanto nos magoam, estes anjos em forma de filhos, noras, genros, pai, irmãos, mãe, tios, primos estão ao nosso dispor para nos compreender, amar e fazer com que nosso “karma” não seja tão pesado.

Quando somos crianças não temos voz ativa, temos que nos moldar a vontade de nossos pais ou tutores, mas quando crescemos nos cercamos de quem nos faz feliz, nos cercamos da família que escolhemos, dos amigos, do marido ou da esposa, da família do companheiro, estamos criando laços que estamos escolhendo para nossa vida e isso não quer dizer que estamos livres do “Karma” ele continua nos ensinando a evoluir.

Resumindo a nossa vivência é aprender mais e mais, seja pelo amor ou pela dor, mas aprendendo, seja com gosto ou a duras penas por isso devemos aproveitar ao máximo as experiências que o Universo nos envia, com tolerância, com a capacidade de amor e com empatia por que a lição será dada de qualquer forma, você terá que aprender nessa ou na próxima então o que está em jogo é a sua capacidade de adaptação diante das adversidades.

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