Revista Statto

SEXO NECESSIDADE FÍSICA OU APENAS PRAZER?

24/02/2020 às 18h48

Há poucas coisas no mundo mais polémicas que o Sexo. Para muitos o maior pecado para outros o maior tesouro.

Há quem esteja disposto a pagar grandes quantidades de dinheiro por uns minutos de prazer sexual.

No entanto existem muitos casais que discordam em temas sexuais e isto vai destruindo a sua relação ou faz com que terceiras pessoas entrem nas suas vidas.

Entender o que é o sexo e como ele afeta o nosso corpo e a nossa mente é essencial para melhorar as relações entre homens e mulheres.

Abraham Maslow disse: “O Sexo pode ser estudado como uma necessidade puramente fisiológica, ainda que normalmente o comportamento sexual do ser humano seja determinado por muitos fatores.

Por outras palavras, está determinado não só pelas necessidades sexuais como também por outras necessidades, entre elas as mais importantes, o amor e o carinho”.

Abraham Maslow (1908-1970) Psicólogo norte-americano, conhecido pela Teoria da Hierarquia das Necessidades Humanas ou a Pirâmide de Maslow. Foi um Psicólogo de referência na Psicologia Humanista.

Sara Sandberg-Thoma, investigadora de Ohio State University, explica que uma vida carente de sexo ocasiona deterioro mental, emocional, inclusive pode provocar depressão ou mesmo ideias suicidas.

O orgasmo contribui para que homens e mulheres vivam com mais qualidade, trata-se de um momento de prazer que trará benefícios por vários dias”, afirma o ginecologista Neucenir Gallani, da clínica SYMCO.

Um estudo escocês recém-publicado na revista Biological Psychology revelou que o orgasmo não deve ser encarado como um remédio calmante, mas como parte de uma relação afetiva que traz prazer.

Quando isso acontece, os níveis de Strees tendem a diminuir não só pela estabilidade emocional, mas também porque as chamadas hormonas do Strees, como o cortisol, apresentam atividade reduzida.

Um estudo da Universidade de Bristol, na Grã-Bretanha, realizado com mais de 3 mil homens de 45 a 59 anos, concluiu, após 20 anos, que o sexo frequente pode reduzir o risco de infartos fatais e de derrames.

Um estudo feito pela Wilkes University, nos Estados Unidos, mostrou que uma vida sexual ativa aumenta os níveis de um anticorpo conhecido como IgA , responsável pela proteção do organismo de infecções, gripes e resfriados.

Se a sexualidade é uma necessidade emocional e física, não pode depender de outra pessoa. Qualquer ser humano deve viver a sua sexualidade mesmo que esteja sozinho.

Surgem muitos conflitos emocionais quando alguém acha que para satisfazer os seus desejos íntimos tem que estar fisicamente com outra pessoa.

Todos conhecemos o desespero de alguns em encontrar alguém para satisfazer-se sexualmente. Somos completos não dependemos de ninguém!

O Amor próprio é o nosso melhor terapeuta. Saber ouvir o nosso GPS emocional é mais importante que seguir regras preestabelecidas por religiões, culturas e até mesmo pelos nossos familiares.

Qualquer adulto deve sentir-se capaz de tomar decisões que mantenham o seu corpo equilibrado em todos os sentidos.

No entanto todos conhecemos muitas histórias em que o sexo não tem provocado mais que sofrimento, especialmente em violações, casos de pedofilia e outros abusos.

A minha questão é a seguinte, podemos comparar o sexo ao açúcar?

Imprescindível para a saúde na sua medida certa, mas “mortal” na sua ausência ou exagero!?

O desejo sexual exagerado ou desequilibrado é obviamente uma doença e deve ser tratado para o bem do envolvido e de quem o rodeia.

Se NUNCA tem desejo sexual, saiba que pode ser uma questão hormonal com tratamento, caso essa seja a sua vontade.

Por outro lado, se tem desejo sexual SEMPRE ou percebe que pode ter tendências de pedofilia, procure urgentemente ajuda de um especialista.

O nosso corpo muitas vezes precisa ser “afinado” para funcionar corretamente.

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Margarida Lucas

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