Revista Statto

CHECK-UP GINECOLÓGICO

21/05/2019 às 11h07

Prevenir é melhor do que remediar. No caso das mulheres, essa máxima ganha ainda mais ênfase. Embora tenham uma expectativa de vida maior que a dos homens, elas adoecem com mais frequência.

As doenças que mais acometem o sexo feminino são as neoplasias, a exemplo do câncer de mama e de colo do útero, além das doenças sexualmente transmissíveis.

Para detectá-las e tratá-las, as visitas anuais ao consultório ginecológico e a realização de exames como Papanicolau são fundamentais e devem ser iniciadas na pré-adolescência ou logo após a primeira menstruação.

Com o início da puberdade, o sistema reprodutor feminino sofre alterações, principalmente hormonais, e por esse motivo é importante o acompanhamento rotineiro de um especialista. A partir do início da vida sexual, as idas ao médico devem acontecer com mais frequência.

Um check-up ginecológico é a chave para evitar doenças, como um corrimento simples até doenças graves, desde câncer até infertilidade.

Alguns sintomas que devem ser sinais de alerta para as principais alterações ginecológicas:

  • Corrimentos constantes (amarelados, esverdeados, esbranquiçados, marrons, com ou sem odor);
  • Irritação e coceira vaginal;
  • Dor durante a relação sexual;
  • Cólicas menstruais;
  • Dor pélvica crônica;
  • Constipação intestinal;
  • Verrugas na genitália;
  • Sangramento ou dor ao urinar;
  • Ciclos menstruais irregulares;
  • Ausência menstrual por mais de 2 meses;
  • Acne constante;
  • Ganho de peso;
  • Crescimento de pelos em regiões inesperadas;
  • Sangramento intenso na menstruação:
  • Dor e sensação de pressão abaixo do umbigo.

Se você apresenta algum dos sintomas listados acima, procure seu ginecologista.

As doenças mais comuns são: candidíase, vulvovaginite, síndrome dos ovários policísticos, miomas no útero, doença inflamatória pélvica e câncer de colo de útero.

Algumas, como a candidíase e a vulvovaginite, não apresentam maiores complicações e podem facilmente ser tratadas com remédios. Já a síndrome dos ovários polimicrocisticos, se não tratada, pode levar, além da irregularidade menstrual, à infertilidade e até mesmo a complicações corno doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2.

Outras precisam muitas vezes, de intervenção cirúrgica, como a endometriose, os miomas (no caso, os de crescimento excessivo) e o câncer de colo de útero, que, além de dificultarem a fertilidade da mulher, podem necessitar da retirada do útero.

Os exames ginecológicos que devem estar entre os seus de rotina e realizados a cada ano são:

  • Toque vaginal: Exame realizado para analisar principalmente a vagina, o colo e o corpo do útero. É fundamental para o diagnóstico de endometriose e da doença inflamatória pélvica. Mulheres virgens não podem realizar esse exame.
  • Exame especular: Este exame avalia a cor e aspecto da vagina e do colo do útero (se há lesões, inflamações); presença de corrimento; e presença de hemorragias.
  • Teste Papanicolau: Através do material colhido no Papanicolau, é possível analisar células da vagina para detectar inflamações, displasias e doenças como HPV e o câncer de colo do útero. No exame, o médico ginecologista realiza a coleta de material (células e secreções) e encaminha para um laboratório.
  • Colposcopia: é um exame que faz parte do rastreamento de câncer de colo do útero, juntamente com teste de Papanicolau; serve para detectar e dimensionar possíveis lesões no colo do útero;
  • Ultrassonografia transvaginal: Através das imagens produzidas por este exame é possível diagnosticar diferentes problemas da região pélvica, como cistos, infecções, gravidez ectópica, câncer ou, até, confirmar uma possível gravidez, assim como para colocar o DIU.
  • Mamografia: Exame realizado para avaliar as mamas, sendo realizada em mulheres acima dos 40 anos ou próxima a essa idade que apresentem mamas menos densas. Este e um exame fundamental na prevenção do câncer de mama, devendo ser realizado anualmente, com propósito de investigar lesões precursoras do câncer de mama.

Lembre-se que para melhorar de fato a qualidade de vida, após a rotina de avaliações médicas, é preciso utilizar as informações positivas ou negativas obtidas para perseguir metas de hábitos saudáveis de vida, mantendo uma boa alimentação, seguindo as necessidades específicas para cada momento da vida da mulher e realizando atividades físicas.

 

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