Revista Statto

PADRÕES MENTAIS NA TRAJETÓRIA HUMANA

14/06/2021 às 18h54

Um presente do criador que na perfeição de sua criação colocou em seu princípio a essência daquilo que faz do ser humano capaz de evoluir sempre que contempla novas possibilidades.

O cérebro humano, 2% da massa corporal, absorve 20% de todo o oxigênio consumido para garantir a comunicação de 86 bilhões de neurônios, cada neurônio gera mais de 150 milhões de ativações a cada 3 milissegundos a cada neurônio.  Esse é o grande diferencial entre os humanos e as outras espécies.

Não há mais limites de espaço, distância e tempo, nós transcendemos as barreiras que nos limitava em um passado não muito distante. 

O conhecimento, a ciência e a imaginação removeram as muralhas que impossibilitavam uma concepção mais holística do universo e a natureza humana.  O único limite que ainda conservamos é a imobilidade de nossas crenças limitantes, ou seja, nós mesmos.

É incompreensível que seres humanos cheios de desejos e potencial exponencial, se prostre diante de um contexto em evolução de forma pacata e procrastinadora desperdiçando oportunidades em crescer, aprender e se aprimorar na jornada da evolutiva.  Pessoas que trabalham sem querer trabalhar, dormem sem querer dormir, se alimentam apenas para cumprir uma rotina apesar da necessidade fisiológica.  Seres humanos livres para usufruto do livre arbítrio de forma a contextualizar sua existência buscando conhecimento que contribua a si e aos outros, porém se acomodam no cárcere de suas rotinas que não saem de uma redoma sem sustentação existencial.  Pessoas aprisionadas pelos padrões cerebrais que cultivou em seu automatismo.  Um encarceramento dentro de uma pessoa que no fundo não se deseja dentro de sua própria realidade.

O cérebro é uma máquina de repetições de padrões, fazendo com que seja ótimo ou péssimo.  Péssimo para aqueles que não percebem a importância desse conhecimento e vão criando e repetindo padrões limitantes, porém pode ser ótimo para aqueles que buscam conhecimentos e assumem o controle da criação de seus próprios padrões em seus hábitos e comportamentos.  Em síntese, você cria seus padrões e seus padrões criam você, porém sem conhecimento da dinâmica cerebral e redefinição de padrões, fica difícil, quiçá impossível.

A cada momento nos surge oportunidades que não teremos novamente, é preciso estar atento para se beneficiar do máximo que essas oportunidades nos oferecem.   A vida é tão dinâmica quanto nossa postura diante dela.  Entender é perceber padrões, trabalha-los e transcende-los.

Mais que uma visão, uma percepção multidimensional e holística se faz descortinar a potencialidade na exploração do autoconhecimento.  Somos criaturas, mas cada vez mais criadores da criatura que nos tornaremos.

Muitos de nossos padrões cerebrais nos impedem de avançar como seres humanos.  Aquilo que não agrega conhecimento com efeito transformador se torna experiência líquida, ou seja, vulnerável, que se dissipa com facilidade e, portanto, efêmera e sem relevância, o que nos fez estagnar no caminho da evolução.  A falta de foco, disciplina, energia e objetivos plenamente definidos, geralmente são nossos maiores sabotadores evolutivos.  Isso alimenta o terreno onde habitam os fatores desencadeantes que através da psicossomática desperta os fatores predisponentes acometendo a matéria física de diversas patologias.  Tudo isso consequência dos padrões limitantes, onde se assume o controle resinificando as experiências com novas contextualizações de novos padrões ou se encarcera nos sofrimentos oriundos da redoma que encarcera o sentido existencial.

Apenas querer mudar o padrão atual, não é suficientemente eficaz, pois ele logo retorna ao padrão predominante, é necessário ter conhecimento e se permitir ser guiado por forças que sejam transformadoras, mesmo contra nossas vontades, nisso consiste os conhecimentos, objetivos e estratégias bem definidas.

Aceite ser capaz, e você não caberá no mundo que hoje lhe sobra espaço.

Já não somos mais os protagonistas da era das cavernas, porém precisamos alcançar o nível de evolução que deveríamos estar, não fosse os obstáculos que não soubemos superar criando padrões de incapacidade o que nos resultou em relevantes atrasos de nossas trajetórias.

Nunca a relação tempo x espaço x distância caminharam com tanta não conformidade, é preciso qualificar suas ocupações com aquilo que lhe impulsiona a imergir em terrenos férteis que lhe propiciem a consciência de que seu tempo ao final do dia seja a recompensa de sua tranquilidade.

Como disse Mário Quintana “Quem mata o tempo não é assassino, e sim suicida”.

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